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Novo ChatGPT Voice ouve e responde ao mesmo tempo; veja como

O ChatGPT ganhou uma nova geração de voz. A OpenAI lançou o GPT-Live, modelo que permite ao sistema ouvir e responder ao mesmo tempo, tornando os diálogos com inteligência artificial mais rápidos e naturais.

A novidade chega ao ChatGPT Voice com melhorias na compreensão de pausas, interrupções e tarefas complexas, sem quebrar o ritmo da conversa.

OpenAI apresenta o GPT-Live, tecnologia criada para tornar diálogos com inteligência artificial mais próximos de uma conversa real. – Imagem: arda savasciogullari/Shutterstock

Nova arquitetura muda a experiência de falar com IA

O GPT-Live usa uma arquitetura full-duplex, que permite processar a fala do usuário enquanto gera respostas. Na prática, a IA consegue acompanhar o diálogo, esperar quando necessário e até reagir com expressões como “mhmm” ou “yeah”.

A mudança elimina uma das principais limitações dos modelos anteriores: a necessidade de esperar cada turno terminar antes de responder. O resultado é uma troca mais próxima de uma conversa em tempo real.

Segundo a OpenAI, o GPT-Live é seu modelo de voz mais inteligente até agora. Quando uma pergunta exige pesquisa na web, raciocínio mais profundo ou tarefas complexas, o sistema pode encaminhar o trabalho para modelos avançados em segundo plano e trazer a resposta durante a conversa.

No lançamento, o GPT-Live utiliza o GPT-5.5 como modelo de apoio.

Entre os principais recursos da nova experiência estão:

  • Conversas mais naturais, com melhor compreensão de pausas e interrupções.
  • Respostas mais inteligentes para perguntas complexas.
  • Melhor escuta em ambientes com ruídos.
  • Integração com busca, memória, imagens e envio de arquivos.
  • Exibição de respostas visuais durante conversas por voz.
Homem conversando por áudios com ChatGPT no celular
O novo ChatGPT Voice pode reagir com expressões como “mhmm” e “yeah” para mostrar que acompanha o diálogo. – Imagem: Rokas Tenys/Shutterstock

GPT-Live supera limitações dos modelos anteriores

Antes da novidade, o ChatGPT Voice funcionava com sistemas que dividiam o processo em etapas. Um modelo transformava a fala em texto, outro gerava a resposta e um terceiro convertia o resultado novamente em voz.

Essa abordagem possibilitou as primeiras conversas por voz com IA avançada, mas também podia causar atrasos e perda de informações durante o processamento.

O Advanced Voice Mode trouxe melhorias ao concentrar áudio e resposta em um único modelo. Ainda assim, o sistema continuava dependente de turnos: era preciso esperar o usuário terminar de falar para responder.

Com o GPT-Live, a OpenAI afirma que o modelo pode decidir várias vezes por segundo se deve falar, continuar ouvindo, pausar, interromper ou usar uma ferramenta.

Montagem com celular mostrando uma das novas vozes do ChatGPT
A nova tecnologia da OpenAI mantém a conversa enquanto tarefas complexas são processadas em segundo plano. – Imagem: Divulgação/OpenAI

Segurança recebe novos controles no recurso

A OpenAI também criou proteções específicas para conversas por voz. Os testes foram ampliados para avaliar riscos relacionados a psicose e mania, dependência emocional da IA, violência e conteúdo sexual.

Segundo a empresa, o GPT-Live teve desempenho igual ou superior ao Advanced Voice Mode na maioria das avaliações realizadas.

Leia mais:

A companhia afirma ainda que o recurso foi desenvolvido para conversas, não para imitação de vozes reais. O sistema utiliza vozes predefinidas no ChatGPT e possui proteções para impedir a reprodução da voz de uma pessoa específica.

O GPT-Live começa a ser disponibilizado globalmente para usuários do ChatGPT em iOS, Android e ChatGPT.com. O GPT-Live-1 será o modelo padrão para assinantes Go, Plus e Pro, enquanto o GPT-Live-1 mini será usado por contas gratuitas.

A OpenAI informa que recursos como vídeo e compartilhamento de tela por voz ainda não estarão disponíveis no lançamento, mas estão em desenvolvimento.

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Claude Code vira alvo de alerta de segurança na China; entenda

A China afirmou ter identificado um possível problema de segurança no Claude Code, ferramenta de programação com inteligência artificial da Anthropic. O alerta envolve versões específicas do software e aponta um suposto envio de informações de usuários para servidores remotos.

A acusação aumenta a pressão sobre a Anthropic em meio à disputa tecnológica entre China e Estados Unidos, especialmente em temas como proteção de dados e uso responsável de sistemas de IA.

A Anthropic afirma que o código citado fazia parte de um experimento contra uso indevido de contas. – Imagem: Samuel Boivin/Shutterstock

Alerta envolve versões específicas do Claude Code

Segundo informações da Reuters, o Banco de Dados Nacional de Vulnerabilidades da China (NVDB) afirmou ter encontrado um mecanismo de monitoramento no Claude Code capaz de transmitir informações consideradas sensíveis.

Em comunicado publicado no WeChat, o órgão ligado ao Ministério da Indústria da China disse que o recurso poderia enviar dados como localização geográfica e identificadores relacionados à identidade dos usuários para servidores remotos sem consentimento.

O alerta abrange versões do Claude Code entre 2.1.91 e 2.1.196. O NVDB recomendou que empresas e usuários revisem os sistemas afetados e adotem medidas de segurança, incluindo:

  • desinstalar versões consideradas vulneráveis;
  • atualizar o software para a versão mais recente;
  • reforçar controles de acesso a redes externas;
  • monitorar o tráfego de dados em redes corporativas.

Para o órgão chinês, o suposto mecanismo poderia representar uma “ameaça grave”, principalmente em ambientes profissionais que utilizam ferramentas de IA no desenvolvimento de software.

Logo da Alibaba com pessoas passando em frente
Alibaba proibiu funcionários de usar o Claude Code após o aumento dos questionamentos sobre a ferramenta. – Imagem: PhotoGranary02/Shutterstock

Anthropic contesta acusações e cita experimento de segurança

O questionamento surgiu durante a disputa global pelo avanço da inteligência artificial. O Claude Code, desenvolvido pela Anthropic, é usado para auxiliar tarefas de programação e chamou atenção de pesquisadores e engenheiros.

Segundo o The Wall Street Journal, a discussão ganhou força após uma publicação no Reddit afirmar que a empresa teria inserido secretamente um código no software para identificar usuários ligados à China.

Um funcionário da Anthropic respondeu na rede social X que o código fazia parte de um experimento iniciado em março. De acordo com ele, a iniciativa tinha como objetivo “impedir o uso indevido de contas por revendedores não autorizados e proteger contra a destilação”.

A Anthropic também já havia acusado empresas chinesas de IA, incluindo a Alibaba, de usar seus modelos de forma indevida por meio da destilação, processo em que um novo sistema é treinado a partir das respostas geradas por outro modelo.

Malware responsável pela instalação de um backdoor no ataque da SolarWinds é descoberto
Suposto “backdoor” no Claude Code levanta dúvidas sobre proteção de dados em sistemas de IA. – Imagem: solarseven/Shutterstock

Alibaba restringe uso enquanto debate cresce

A Alibaba proibiu seus funcionários de utilizar o Claude Code no trabalho após o aumento das discussões sobre os recursos de identificação da ferramenta.

Leia mais:

A Anthropic não respondeu imediatamente a um pedido de comentário sobre a declaração do governo chinês. A empresa americana já havia afirmado que companhias chinesas não são elegíveis para acessar o Claude.

A China também não aprovou oficialmente os serviços da Anthropic para uso público no país. Ainda assim, pesquisadores e engenheiros chineses continuaram utilizando o modelo por meio de conexões externas, muitas vezes com apoio de seus empregadores.

O caso mostra que, além de desempenho e inovação, ferramentas de inteligência artificial passaram a ser avaliadas pelo impacto que podem ter sobre privacidade, controle de informações e segurança digital.

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Agora o Claude trabalha por você até com o notebook desligado

Segundo o TechCrunch, a Anthropic ampliou o acesso ao Claude Cowork. O agente de IA voltado para tarefas profissionais agora também pode ser usado na web e em dispositivos móveis.

A novidade permite iniciar uma atividade no computador, acompanhar seu andamento pelo celular e conferir o resultado mais tarde, mesmo com o notebook desligado.

Claude Cowork chega ao celular e à web para acompanhar tarefas profissionais iniciadas no computador. – Imagem: Primakov / Shutterstock

Trabalho continua em qualquer lugar

Lançado para desktop em janeiro, o Claude Cowork passa a integrar também as versões web e móvel para assinantes do plano Max. A mudança facilita o acompanhamento das tarefas sem que o usuário precise permanecer no mesmo dispositivo durante todo o processo.

Se surgir alguma decisão que dependa de aprovação, o agente interrompe a execução e pede a participação do usuário antes de continuar. A ideia é deixar as atividades avançando em segundo plano enquanto outras demandas são realizadas.

Logo da Anthropic em um smartphone na horizontal
A Anthropic aposta em agentes de IA capazes de acompanhar diferentes etapas da rotina profissional. – Imagem: Samuel Boivin/Shutterstock

Uso vai além da programação

A proposta da Anthropic é ampliar o espaço do Cowork nas atividades administrativas que ajudam empresas a funcionar diariamente. Projetos passam a ser compartilhados entre as versões web e desktop, tornando mais simples retomar uma tarefa de onde ela parou.

Entre as funções que o agente pode desempenhar estão:

  • Consolidar informações dispersas em relatórios.
  • Criar listas de verificação para integração de novos funcionários.
  • Produzir apresentações, propostas e textos.
  • Organizar planilhas e outras tarefas administrativas.

Outro recurso destacado é a capacidade de continuar executando tarefas em segundo plano, mesmo quando o dispositivo utilizado estiver offline.

Mãos robóticas sobre um teclado de notebook representam agentes de inteligência artificial realizando tarefas automatizadas na internet.
A nova versão permite compartilhar projetos entre desktop, web e dispositivos móveis. – Imagem: Koupei Studio / Shutterstock

Um exemplo na prática

Para ilustrar esse funcionamento, a empresa descreve uma preparação para reunião. O Claude analisa e-mails, transcrições e notícias recentes, monta um documento de briefing e deixa um e-mail de acompanhamento pronto para revisão, sem enviá-lo automaticamente.

Levantamento revela como empresas usam o Cowork

Uma análise de 1,2 milhão de sessões anonimizadas, realizadas por mais de 600 mil organizações durante as duas últimas semanas de maio, mostra que o uso da ferramenta está concentrado nas atividades que dão suporte ao funcionamento das empresas.

Leia mais:

As operações de processos de negócios responderam por 33,4% das sessões analisadas. Na sequência aparecem criação de conteúdo e redação, com 16,4%. O desenvolvimento de software representou 8,7% da utilização.

Em comunicado, a Anthropic afirmou: “Embora a programação ainda seja — compreensivelmente — um dos usos da IA que mais atrai atenção, o emprego da IA em atividades corporativas cotidianas está em ascensão, e começa a ficar claro em quais tipos de tarefas ela se mostra mais útil.”

A empresa também destacou: “Nosso objetivo é tornar isso uma referência para quem está buscando integrar produtos de IA ao seu trabalho diário e demonstrar onde o valor está mais concentrado.”

Com a chegada à web e aos dispositivos móveis, o Claude Cowork passa a acompanhar o usuário em diferentes momentos da rotina, ampliando o acesso ao agente para tarefas profissionais além do desktop.

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Novo chip da DeepSeek pode mudar a disputa da inteligência artificial

A DeepSeek, startup chinesa de inteligência artificial, está desenvolvendo um chip próprio para executar modelos de IA e diminuir a dependência de fornecedores como Nvidia e Huawei. O projeto mira a etapa de inferência, responsável por gerar respostas após o treinamento dos sistemas.

Ainda em fase inicial, a iniciativa pode abrir uma nova frente para a empresa, que ganhou destaque mundial após lançar modelos eficientes e passou a representar a ambição chinesa no setor de inteligência artificial.

O chip da DeepSeek ainda está em fase inicial, mas pode mudar a estratégia da empresa no mercado de inteligência artificial. – Imaem: Nuthawut Somsuk/iStock

Chip será focado em executar modelos de IA

Segundo a Reuters, três pessoas familiarizadas com o assunto afirmaram que a DeepSeek trabalha em um semicondutor voltado para inferência, e não para treinar novos modelos. A ideia é desenvolver uma solução própria para uma etapa que ganhou importância com a expansão dos aplicativos de IA.

A movimentação segue uma tendência entre empresas do setor, que buscam maior controle sobre os equipamentos usados para manter seus sistemas funcionando. Além disso, chips especializados podem oferecer ganhos de eficiência em comparação com componentes de uso geral.

Entre os principais objetivos desse tipo de chip estão:

  • Diminuir a dependência de fornecedores externos de semicondutores;
  • Atender ao crescimento da demanda por processamento de IA;
  • Ter mais controle sobre a infraestrutura tecnológica;
  • Criar alternativas diante das restrições dos Estados Unidos a chips avançados.
Logo da Huawei exibido em estande da empresa durante evento de tecnologia
A disputa por chips de IA cresce na China, com empresas como Huawei, Alibaba e Baidu buscando alternativas próprias. – Imagem: THINK A / Shutterstock

DeepSeek entra em disputa por semicondutores na China

Atualmente, a DeepSeek utiliza chips da Nvidia e da Huawei. O modelo R1, que chamou atenção pelo baixo custo de operação e provocou impacto no mercado de tecnologia em janeiro de 2025, foi treinado com o H800 da Nvidia, criado para o mercado chinês e posteriormente proibido pelos Estados Unidos.

Leia mais:

Com as restrições americanas, a Huawei ganhou espaço no mercado interno de chips de IA. Ao mesmo tempo, concorrentes como Alibaba e Baidu passaram a desenvolver seus próprios componentes para disputar esse segmento.

A DeepSeek também tem procurado parceiros para avançar no projeto, incluindo empresas de design de chips, fabricantes de semicondutores e companhias de memória. A startup aumentou a contratação de engenheiros especializados, mas mantém esse movimento de forma discreta.

Liang Wenfeng, fundador da DeepSeek, afirmou em uma entrevista concedida em 2024 que os controles de exportação de chips representam um desafio para a companhia.

Ícones do ChatGPT, DeepSeek e Gemini em pasta na página inicial de um iPhone
DeepSeek procura parceiros de design, fabricação e memória para avançar no desenvolvimento do novo chip. – Imagem: Tada Images/Shutterstock

Produção de chip próprio ainda enfrenta obstáculos

Desenvolver um chip capaz de competir no mercado exige anos de trabalho, investimentos elevados e acesso a tecnologias avançadas de fabricação. Esse último ponto é um dos principais desafios para empresas chinesas, que enfrentam limitações relacionadas a equipamentos e componentes estratégicos.

A Nvidia está zerada na China e assim permanecerá. A DeepSeek tem quase nenhuma chance de vender seus chips fora da China, a menos que obtenha acesso a tecnologias de fabricação de ponta.

Richard Windsor, analista da Radio Free Mobile, à Reuters

A busca por autonomia tecnológica acontece junto com uma mudança financeira na DeepSeek. Segundo a Reuters, a empresa pretende captar US$ 7 bilhões (aproximadamente R$ 37,8 bilhões) em uma rodada inicial, com avaliação estimada entre US$ 52 bilhões e US$ 59 bilhões (cerca de R$ 280 bilhões a R$ 318 bilhões).

O projeto mostra que a corrida da inteligência artificial está se tornando uma disputa por toda a cadeia tecnológica, desde os modelos usados pelos consumidores até os chips que permitem seu funcionamento.

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Seus dados no Google agora podem treinar inteligência artificial. Saiba como evitar

Se você usa o Google no dia a dia, existe uma boa chance de estar contribuindo, mesmo sem perceber, para o treinamento de inteligência artificial da empresa. Uma atualização recente nas configurações de privacidade trouxe isso de forma mais clara — e mais ampla também.

Segundo o TechCrunch, o Google passou a incluir novos tipos de dados nesse processo, incluindo mídias como imagens, áudios e vídeos.

Usuários podem estar contribuindo com dados para IA do Google sem perceber após nova mudança nas configurações. – Imagem: @Freepik/Freepik

O que entra nessa nova coleta de dados

A mudança foi enviada aos usuários por e-mail em junho e mexe diretamente na forma como o histórico de atividades é tratado dentro dos serviços do Google.

E aqui não estamos falando só de buscas. O escopo ficou maior.

Na prática, qualquer interação dentro do ecossistema pode entrar nesse fluxo de dados usado para melhorar sistemas de IA.

Entre os serviços impactados estão:

  • Google Lens (busca por imagem, fotos e câmera)
  • Google Maps e ferramentas de localização
  • Google Tradutor
  • Google Shopping e Notícias
  • Pesquisas por voz no aplicativo do Google
Criança usando celular numa mesa grande de madeira
Fotos, vídeos e gravações de voz podem ser armazenados pelo Google para aprimorar modelos de inteligência artificial. – Imagem: BrianAJackson/iStock

O que muda para o usuário na prática

O Google criou duas novas opções de controle: “Histórico de Serviços de Pesquisa” e “Recomendações Personalizadas”. Elas definem como seus dados são armazenados e usados na personalização da experiência.

Mas tem um ponto que chama atenção. Não é só texto ou histórico simples. Fotos, vídeos e gravações de áudio também entram nessa equação.

Leia mais:

Uma imagem enviada no Lens, por exemplo. Ou uma pesquisa por voz. Tudo isso pode ser armazenado e reutilizado no treinamento de IA.

O TechCrunch observa que essa prática acompanha um movimento mais amplo da indústria — empresas estão cada vez mais usando dados reais de usuários para treinar modelos de inteligência artificial.

Como o usuário pode controlar isso

Apesar da mudança, o Google não removeu as opções de controle. Dá para ajustar — ou até desligar parte desse uso — direto nas configurações da conta.

O usuário pode escolher quanto tempo os dados ficam armazenados e também limitar o uso de mídias para treinamento.

  • Desative “Salvar Mídias” nas configurações de pesquisa
    Impede que fotos, vídeos e áudios sejam armazenados e usados no treinamento de IA.
  • Ajuste o “Histórico de Serviços de Pesquisa”
    Reduz o uso das suas buscas e atividades na personalização e no treino de sistemas.
  • Controle o tempo de retenção dos dados
    Define por quanto tempo suas informações ficam salvas, diminuindo o volume de dados coletados.
  • Gerencie “Atividade na Web e de Apps” separadamente
    Limita o registro geral do seu uso nos serviços do Google.
  • Desative “Recomendações Personalizadas”
    Evita que seu comportamento seja usado para ajustar sugestões e melhorar sistemas de IA.
criptografia, wi-fi
Configurações de privacidade do Google agora permitem maior controle sobre uso de dados pessoais. – Imagem: babar ali 1233/Shutterstock

    Uma mudança silenciosa, mas com efeito real

    O Google também reorganizou suas configurações: o histórico de buscas agora aparece separado das demais atividades. E isso muda a forma como o controle de privacidade funciona na prática.

    A ideia é melhorar os modelos de IA com dados reais de uso. Mas há um detalhe importante — nem todo mundo vai perceber que isso mudou.

    E esse talvez seja o ponto central da discussão. A coleta não é nova, mas ficou mais abrangente, mais integrada ao uso diário. E menos visível também.

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    Microsoft libera botão para desligar IA no Teams e mudança já tem data

    A Microsoft vai permitir que organizadores desliguem recursos de IA no Teams, como o Copilot, o Facilitator e o resumo automático das reuniões. A mudança foi revelada pelo Windows Central e chega como resposta a uma demanda bem direta: mais controle sobre o que a IA faz dentro das reuniões.

    A liberação começa a ser aplicada em fases ao longo de julho de 2026.

    Copilot pode ser desligado em reuniões do Teams com nova função anunciada pela Microsoft para julho de 2026.
    – Imagem: Azulblue / Shutterstock.com

    O que muda no uso do Teams na prática

    Na rotina das reuniões, a novidade dá mais poder a quem organiza o encontro. Agora será possível desativar funções como o Copilot e o “recap” automático, além do Facilitator — ferramentas que hoje ajudam a organizar informações e resumir discussões.

    Só que isso não será liberado de forma geral. Tem um detalhe importante aqui: apenas organizadores com licença poderão mexer nesses controles. Ou seja, não é algo aberto para qualquer participante.

    A Microsoft comunicou a atualização pela Central de Mensagens do Microsoft 365 e confirmou que ela vale para todas as versões do Teams, sem exceção — desktop, web e mobile entram no pacote.

    • Desligamento do Copilot durante reuniões
    • Controle do Facilitator e do resumo automático
    • Restrito a organizadores com licença
    • Disponível em todas as versões do Teams

    O pacote de IA dentro das reuniões

    O chamado “Meeting AI” reúne os principais recursos de inteligência artificial do Teams. Entre eles estão o Copilot, o Facilitator e o Intelligent Recap, que monta resumos automáticos depois das reuniões.

    Na teoria, essas ferramentas ajudam bastante: organizam notas, preenchem lacunas e destacam o que foi mais importante. Mas nem sempre agradam todo mundo — e isso a própria Microsoft já reconheceu em diferentes comunicações.

    Em reportagem, o Windows Central observa que os recursos podem melhorar a produtividade, desde que não sejam usados de forma automática demais, sem critério.

    Logo do Microsoft Teams na tela de um smartphone
    Organizador de reunião no Teams poderá decidir quando usar IA como Copilot e quando manter tudo manual. – Imagem: El editorial/Shutterstock

    Por que a Microsoft mudou agora

    Existe uma pressão crescente por mais controle sobre a IA no ambiente corporativo. Muita gente simplesmente quer decidir quando essas ferramentas entram ou não na reunião — e isso virou uma discussão constante no setor.

    Leia mais:

    O Windows Central também lembra que já existe um debate mais amplo sobre dependência de IA no trabalho. Em tom quase irônico, um analista chegou a comentar a ideia de “proibir IA nas tardes de sexta-feira”, refletindo um certo cansaço com automações em excesso.

    Pesquisadores da própria Microsoft, citados pelo site, já apontaram que chatbots podem perder eficiência em conversas longas. Isso ajuda a explicar por que ajustes como esse estão sendo feitos agora.

    No fim das contas, a mudança não tira a IA do Teams. Só deixa mais fácil escolher quando ela entra — e quando fica de fora.

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    A Samsung terá um lucro recorde – e não é por smartphones

    A Samsung deve registrar um salto forte no lucro operacional do segundo trimestre de 2026, impulsionado pela demanda global por chips usados em inteligência artificial, segundo estimativas citadas pela Reuters. O avanço pode chegar a cerca de 18 vezes na comparação com o ano anterior.

    Esse movimento ajuda a explicar como a IA passou a ditar o ritmo da indústria de semicondutores de forma quase imediata.

    IA impulsiona data centers e pressiona mercado de semicondutores, elevando preços de DRAM e NAND no mundo todo. – Imagem: g0d4ather/Shutterstock

    Quando a IA muda o peso da memória

    A presença crescente da inteligência artificial em serviços de nuvem e data centers tem alterado o consumo de chips em escala global. A Samsung, maior fabricante de memória em volume, deve reportar lucro operacional de 8,6 trilhões de wons (US$ 6,35 bilhões/R$ 31,75 bilhões), segundo estimativas da LSEG.

    No ano anterior, o resultado foi de 470 bilhões de wons (US$ 361,5 milhões / R$ 1,81 bilhão), o que evidencia a virada no ciclo do setor. Analistas ouvidos pela Reuters afirmam que a oferta ainda não conseguiu acompanhar a velocidade da demanda.

    Preços sobem e o efeito se espalha

    A escassez não ficou restrita aos chips mais sofisticados. Ela atingiu também memórias mais comuns, com impacto direto nos preços.

    • DRAM e NAND registraram forte valorização no trimestre
    • HBM segue como peça-chave em aplicações de IA
    • Data centers ampliam o uso de memória por tarefa processada
    • Cadeia global opera perto do limite produtivo

    Segundo o Citi Research, DRAM e NAND tiveram altas de 44% e 53% no segundo trimestre em relação ao anterior.

    Google VS Nvidia
    Samsung no centro da corrida por inteligência artificial, fornecendo chips para Nvidia, Google e Apple – Imagem: Evolf / Shutterstock

    Mercado global em disputa constante

    A Samsung fornece chips para empresas como Nvidia, Google e Apple, ficando no centro da infraestrutura da IA. Esse avanço também beneficiou concorrentes como SK Hynix e Micron, que tiveram forte valorização ao longo do ano.

    “O crescimento dos gastos com infraestrutura de IA ainda precisa mostrar sustentabilidade”, afirmou o JPMorgan em relatório citado pela Reuters.

    O ponto de atenção é claro: qualquer desaceleração nos investimentos em IA pode impactar diretamente a demanda por memória.

    Lucros fortes com pressão nos bastidores

    Mesmo com o cenário positivo, há fatores internos que podem pesar no resultado. A Samsung pode enfrentar impacto de provisões ligadas a bônus da divisão de semicondutores, o que influencia o fechamento do trimestre.

    Leia mais:

    Além disso, o aumento dos preços das memórias começa a pressionar a divisão de smartphones, elevando custos e reduzindo margens.

    Ainda assim, a expectativa é de divulgação dos resultados ainda neste mês, consolidando mais um ciclo forte para a empresa dentro da corrida global pela inteligência artificial.

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    França e Índia disputam investimentos em IA

    O presidente francês, Emmanuel Macron, e o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, intensificaram, este ano, o contato direto com líderes das maiores empresas de tecnologia do mundo. O objetivo é atrair investimentos em infraestrutura de inteligência artificial (IA) — data centers, computação em nuvem e chips — para seus países, em um cenário em que Estados Unidos e China seguem na frente e outras nações buscam não ficar para trás.

    Os dois líderes se destacam pelo uso de relações pessoais nessa disputa. Macron convenceu o presidente da SoftBank, Masayoshi Son, a investir dezenas de bilhões de dólares em data centers de IA na França.

    Modi recebeu o CEO da Amazon, Andy Jassy, na semana passada, e celebrou o que chamou de investimento recorde de US$ 48 bilhões (R$ 248,1 bilhões) da empresa no país, dos quais US$ 21 bilhões (R$ 108,6 bilhões) serão destinados a infraestrutura de IA e nuvem.

    Macron e a SoftBank

    • Em maio, a SoftBank anunciou planos de construir 3,1 GW de data centers de IA na França até 2031, como parte de um programa de 75 bilhões de euros (R$ 445,1 bilhões) para implantar 5 GW de capacidade total;
    • Macron havia solicitado uma reunião com Son dois meses antes para convencê-lo a assumir o compromisso, e os dois trocaram mensagens enquanto acertavam os detalhes — foi o próprio Son quem relatou isso em entrevista à CNBC;
    • Durante as negociações, Macron destacou a capacidade energética da França — o país obtém grande parte de sua eletricidade de fontes nucleares — e se comprometeu a garantir 3 GW para os projetos da SoftBank, acima dos 2 GW que ele mesmo havia sugerido inicialmente;
    • “Sua equipe, a equipe do governo, é muito solidária”, disse Son. “A equipe dele e a nossa trabalham em colaboração muito bem.”

    Em junho, durante o G7 sediado pela França, Macron articulou a participação de líderes de tecnologia em um almoço de trabalho com chefes de Estado, incluindo o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

    Participaram do encontro Sam Altman, da OpenAI; Dario Amodei, da Anthropic; e Demis Hassabis, do Google DeepMind. Também estiveram presentes Arthur Mensch, da Mistral; Aidan Gomez, da Cohere; Uljan Sharka, da italiana Domyn; Victor Riparbelli, da britânica Synthesia; e Robin Rombach, da alemã Black Forest Labs.

    Modi e o ecossistema de IA na Índia

    Em fevereiro, Modi sediou o AI Impact Summit em Nova Délhi (Índia), reunindo líderes de tecnologia dos EUA. O evento resultou em compromissos de centenas de bilhões de dólares em iniciativas de IA no país.

    Em seu discurso de abertura, o primeiro-ministro afirmou: “A Índia não vê medo na IA. A Índia vê fortuna na IA. A Índia vê o futuro na IA”, e convocou líderes globais a “projetar e desenvolver na Índia” para entregar ao mundo.

    Atrair investimentos e parcerias em IA é prioridade declarada de Modi. A Índia ainda não produz chips de ponta domesticamente e não possui um modelo de fundação em escala comparável aos líderes dos EUA ou da China — o que a coloca em posição de atraso no setor.

    Países querem mais investimentos privados no setor de IA – Imagem: TANYARICO/Shutterstock

    Para compensar, o governo tem oferecido isenções fiscais de longo prazo a empresas de grande porte que construam data centers de IA no país e incentivado empresas locais a desenvolver semicondutores.

    Antes do summit, a Microsoft anunciou seu maior investimento na Ásia voltado à construção de capacidades soberanas para o futuro de IA da Índia.

    O Google, por sua vez, anunciou um investimento de US$ 15 bilhões (R$ 77,5 bilhões) para construir o que descreveu como seu maior hub de IA fora dos EUA. Modi também se reuniu no ano passado com Satya Nadella, da Microsoft, com Sundar Pichai, do Google, e com Lip-Bu Tan, da Intel — todos comprometidos a ajudar a desenvolver o ecossistema de IA indiano.

    Leia mais:

    Semicondutores e dependência externa

    Durante a visita de Modi à Holanda em maio, a empresa holandesa ASML anunciou que fornecerá ferramentas e soluções avançadas de litografia para a fábrica de semicondutores de 300 mm que está sendo instalada pela indiana Tata Electronics.

    Tan, da Intel, que se reuniu com Modi em dezembro do ano passado, também assinou como comprador prospectivo de chips produzidos pela Tata Electronics.

    A Índia depende fortemente de modelos de IA estrangeiros e de hardware de computação importado, o que torna suas ambições no setor vulneráveis a diretrizes de controle de exportação de outros países.

    A recente valorização global das ações de IA não se refletiu no mercado indiano, em razão da ausência de grandes empresas locais do setor — o que torna ainda mais evidente a urgência de Modi em atrair capital e tecnologia.

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    Tesla limita uso de IA e favorece ferramentas da xAI

    A Tesla definiu um teto interno de US$ 200 por semana para uso de ferramentas de inteligência artificial por funcionários, segundo o Electrek. A regra começa em 6 de julho e não inclui produtos da xAI, ligada a Elon Musk.

    A mudança ocorre depois de um período em que a empresa incentivava o uso intenso dessas ferramentas no dia a dia.

    Tesla tenta equilibrar inovação e controle de custos ao impor teto semanal para ferramentas de inteligência artificial. – Imagem: DiPres/Shutterstock

    Quando o incentivo virou custo alto

    Nos últimos meses, equipes da Tesla passaram a usar IA de forma mais agressiva. A empresa chegou a criar sistemas internos para acompanhar o consumo de tokens e estimular uso entre engenheiros.

    O efeito colateral veio rápido. Em alguns casos, os custos semanais chegaram a milhares de dólares por funcionário.

    • uso intensivo de IA na engenharia
    • monitoramento de consumo de tokens
    • aumento rápido de gastos
    • ausência de limite central no início
    Mão segurando smartphone com o logo do Claude exibido na tela, sobre fundo com números digitais em azul.
    Mesmo com incentivo da empresa, parte dos funcionários ainda prefere o Claude ao Grok da xAI. – Imagem: Mijansk786/Shutterstock

    A exceção que muda o jogo interno

    A nova política chama atenção por um detalhe específico: ferramentas da xAI ficam fora do limite de gastos.

    Isso, na prática, favorece o uso de soluções do próprio ecossistema de Elon Musk, como o Grok, dentro da Tesla.

    Ferramentas disputam espaço dentro da empresa

    Mesmo com incentivo interno, o Grok não virou padrão entre os engenheiros. Segundo relatos citados pelo Electrek, parte da equipe ainda prefere o Claude, da Anthropic.

    A distância entre política e uso real aparece de forma clara aqui.

    Ilustração de IA usada no sistema financeiro
    Mudança na Tesla mostra como o uso de IA virou também uma questão de orçamento interno. – Koupei Studio / Shutterstock

    IA virou peça central na Tesla

    Musk afirma que o futuro da Tesla depende menos de carros e mais de inteligência artificial aplicada em Robotaxis e no robô Optimus.

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    Enquanto isso, a empresa amplia o uso de IA em engenharia e produção com ferramentas internas treinadas em dados próprios.

    O limite de gastos, no fim, mostra uma correção interna: a Tesla tenta controlar custos sem frear a expansão da IA dentro da operação.

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    Disputa bilionária: Anthropic quer seu próprio chip de IA

    A Anthropic está em conversas com a Samsung para estudar o desenvolvimento de um chip de inteligência artificial próprio. A ideia ainda está no começo, mas já entra na disputa por infraestrutura no setor.

    Não há definição sobre como esse chip seria usado — ou até se ele vai sair do papel.

    Corrida por chips de IA acelera com empresas buscando reduzir dependência da Nvidia no setor. – Imagem: FOTOGRIN / Shutterstock

    Chip próprio entra no radar da Anthropic

    A informação foi divulgada pelo The Information, que aponta negociações iniciais entre Anthropic e Samsung para um chip voltado a IA. Ainda não existem detalhes técnicos definidos.

    A empresa disse que segue uma estratégia mais ampla de infraestrutura, combinando diferentes fornecedores como Google, Amazon e Nvidia.

    • chips voltados a tarefas específicas de IA
    • redução gradual da dependência da Nvidia
    • ganho de eficiência em modelos complexos
    • resposta à demanda crescente por processamento

    Corrida por chips acelera entre gigantes de IA

    A Anthropic não está sozinha nesse movimento. Outras empresas também começam a olhar para hardware próprio como estratégia, comenta o TechCrunch.

    A escassez de chips e o domínio da Nvidia continuam pressionando o mercado.

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    A OpenAI, por exemplo, fechou parceria com a Broadcom para desenvolver seu chip de inferência, chamado “Jalapeño”.

    Fachada da Samsung
    Samsung reforça papel no ecossistema de IA ao lado de Nvidia e Google na produção de semicondutores. – Imagem: Robert Way/Shutterstock

    Samsung amplia presença no ecossistema de IA

    A Samsung já é um nome consolidado na produção de chips e trabalha junto à Nvidia na fabricação de semicondutores avançados. Também colabora com o Google em projetos do setor.

    A possível entrada da Anthropic reforça essa posição estratégica da empresa sul-coreana.

    É mais um sinal de como o ecossistema de IA está se reorganizando em torno do hardware.

    Infraestrutura vira ponto central da disputa

    Amazon e Google já operam chips próprios dentro de suas plataformas de nuvem. Isso muda a dinâmica do mercado.

    O foco deixa de ser apenas o modelo de IA e passa a incluir a base que sustenta esses sistemas.

    E, aos poucos, o chip deixa de ser apenas infraestrutura — e vira vantagem competitiva.

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