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Big Techs acumulam R$ 5,6 trilhões em contratos para a corrida da IA

Microsoft, Meta, Amazon, Alphabet e Oracle assumiram compromissos futuros de aproximadamente US$ 1,09 trilhão, cerca de R$ 5,6 trilhões, para ampliar estruturas destinadas ao desenvolvimento da inteligência artificial.

Os acordos envolvem principalmente a contratação de capacidade em data centers, instalações responsáveis pelo processamento e armazenamento de dados para serviços digitais. Os valores ainda não aparecem integralmente como dívidas nos balanços das empresas porque os centros contratados ainda não estão disponíveis para uso.

O movimento revela a dimensão da aposta das maiores companhias de tecnologia do mundo na expansão da IA, mas também expõe um possível risco: caso a procura por esses serviços não acompanhe o ritmo esperado, as empresas podem ficar obrigadas a manter contratos de longo prazo com custos elevados.

Contratos bilionários ampliam infraestrutura, mas criam novos desafios financeiros

(Imagem: TSViPhoto/Shutterstock)

Os compromissos assumidos pelas cinco empresas representam uma parcela expressiva dos investimentos previstos para sustentar o crescimento da inteligência artificial. De acordo com dados divulgados pela Reuters a partir de documentos corporativos, o montante futuro é quase quatro vezes superior aos cerca de US$ 285 bilhões em contratos de aluguel que já aparecem registrados nas demonstrações financeiras das companhias.

A diferença entre os valores contratados e as dívidas reconhecidas oficialmente está relacionada às regras contábeis. Enquanto uma estrutura ainda não está pronta ou disponível para utilização, a obrigação costuma ser apresentada apenas nas notas explicativas dos balanços, sem ser contabilizada como dívida naquele momento.

O cenário não significa que todo o valor de US$ 1,09 trilhão possa ser acrescentado diretamente ao endividamento das empresas. Os contratos representam pagamentos distribuídos ao longo de vários anos, enquanto a dívida registrada considera critérios financeiros que calculam o valor equivalente dessas obrigações no presente.

A Oracle aparece como a companhia com maior exposição proporcional entre as analisadas. A empresa declarou US$ 260 bilhões em contratos futuros relacionados principalmente a data centers que devem entrar em operação entre os anos fiscais de 2027 e 2029, com acordos previstos para durar de 15 a 19 anos.

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Imagem: PJ McDonnell/Shutterstock

A companhia informou existir a possibilidade de incompatibilidade entre os contratos firmados para construir ou utilizar esses centros de processamento e os acordos mantidos com seus próprios clientes. Caso parte da demanda esperada não se confirme, a Oracle poderá continuar responsável pelos custos dessas estruturas.

Segundo cálculos apresentados pela Reuters, a dívida da Oracle correspondia a aproximadamente 4,4 vezes o Ebitda ao final de maio. Considerando também os contratos de aluguel já reconhecidos no balanço, essa relação subiria para cerca de 5,7 vezes.

A avaliação da agência S&P Global Ratings também considera os compromissos futuros da companhia. A instituição afirmou que incorporou os US$ 260 bilhões em contratos da Oracle em sua análise de dívida e projeta que o indicador permaneça próximo de 4,4 vezes o Ebitda no ano fiscal de 2027.

Entre as demais empresas, a Microsoft aparece com o maior volume absoluto de contratos futuros, somando US$ 329 bilhões, enquanto possui US$ 88,5 bilhões registrados em seu balanço.

A Meta informou compromissos de US$ 279 bilhões ainda não iniciados e acrescentou novos acordos de US$ 68 bilhões em julho para ampliar sua rede de data centers. Com isso, o conjunto conhecido de compromissos das cinco empresas chegou a aproximadamente US$ 1,16 trilhão.

A Alphabet declarou contratos futuros de US$ 85,2 bilhões, enquanto a Amazon informou US$ 137,2 bilhões. No caso da empresa de comércio eletrônico e computação em nuvem, o valor inclui não apenas instalações de processamento de dados, mas também outros contratos relacionados a imóveis, aeronaves, escritórios e veículos.

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A conta da inteligência artificial chegou para as Big Techs?

A inteligência artificial começa a gerar resultados para as gigantes da tecnologia, mas o ritmo dos investimentos também aumenta a pressão sobre o caixa dessas empresas.

Segundo a Reuters, o mercado acompanhará os próximos balanços em busca de sinais de que o crescimento das receitas conseguirá acompanhar os gastos com infraestrutura.

A inteligência artificial já traz receitas, mas também exige aportes cada vez maiores das gigantes. – Imagem: Pedro Spadoni via ChatGPT/Olhar Digita

Mercado observa se a conta vai fechar

Microsoft, Alphabet, Amazon, Meta e Oracle — as chamadas hyperscalers — seguem ampliando seus investimentos em inteligência artificial. A expectativa, porém, é que o avanço dos gastos supere a geração de fluxo de caixa livre até 2027.

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Levantamento da Reuters, com base em estimativas da LSEG, aponta que essas empresas deverão ampliar o fluxo de caixa operacional anual em US$ 340 bilhões (aproximadamente R$ 1,72 trilhão) entre 2025 e 2027. No mesmo período, os investimentos devem crescer cerca de US$ 534 bilhões (aproximadamente R$ 2,71 trilhões), o equivalente a US$ 1,57 aplicado para cada US$ 1 adicional gerado em caixa.

Receita cresce, mas os gastos também

Os primeiros sinais de retorno já aparecem. A Microsoft informou que sua divisão de IA alcançou um ritmo anual de receita superior a US$ 37 bilhões (cerca de R$ 187,6 bilhões). Na Amazon, a AWS registrou crescimento de 28% no primeiro trimestre.

Segundo Shay Boloor, estrategista-chefe de mercado da Futurum Equities, “os investidores estão subestimando o quanto a IA está mudando fundamentalmente o modelo de negócios das Big Tech”.

Ele afirma que software, publicidade e computação em nuvem passaram a depender cada vez mais de grandes investimentos em infraestrutura física.

Esse movimento inclui:

  • Construção de novos data centers;
  • Compra de servidores e equipamentos de rede;
  • Expansão da infraestrutura em nuvem;
  • Maior demanda por aplicações de inteligência artificial.
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Data centers e servidores viraram peças-chave na nova fase de expansão da inteligência artificial. – Imagem: Junayed graphics/Shutterstock

Oracle concentra as maiores preocupações

A Microsoft registrou US$ 35,8 bilhões (cerca de R$ 181,5 bilhões) em fluxo de caixa operacional no segundo trimestre fiscal, enquanto seus investimentos chegaram a US$ 37,5 bilhões (aproximadamente R$ 190,1 bilhões).

O crescimento dos lucros pode não ser suficiente para justificar os investimentos se os gastos de capital estiverem consumindo o caixa. As empresas existem para ganhar dinheiro, não para gastá-lo.

David Russell, chefe global de estratégia de mercado da TradeStation, à Reuters.

Entre as cinco empresas, a Oracle desperta maior preocupação. As ações acumulam queda de 36% no ano, o fluxo de caixa livre ficou negativo e a companhia pretende captar entre US$ 45 bilhões e US$ 50 bilhões (cerca de R$ 228,2 bilhões a R$ 253,5 bilhões) para ampliar sua infraestrutura em nuvem. Os próximos balanços mostrarão se o avanço da IA conseguirá acompanhar esse ritmo de investimentos.

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Alphabet: atraso no Gemini 3.5 Pro amplia pressão antes de balanço trimestral

A Alphabet chega à divulgação de seus resultados do segundo trimestre sob pressão crescente de investidores, à medida que o adiamento do lançamento de um modelo estratégico de inteligência artificial (IA) se soma às preocupações sobre o retorno dos elevados investimentos em infraestrutura de data centers. O cenário contrasta com o entusiasmo registrado meses atrás, quando a empresa superou expectativas, impulsionada pelo forte desempenho de sua divisão de computação em nuvem.

A controladora do Google divulgará seus resultados financeiros do segundo trimestre na quarta-feira (22). Entre os fatores que têm chamado a atenção do mercado está o adiamento do lançamento do Gemini 3.5 Pro, seu próximo modelo principal de IA.

Inicialmente previsto para junho, o modelo foi desenvolvido para reforçar a competitividade da empresa no mercado de ferramentas de programação baseadas em IA e aplicações de IA agêntica. Apesar disso, a empresa diminuiu a ansiedade nesta terça-feira (21) ao lançar outras atualizações para o Gemini.

O atraso do lançamento do Gemini 3.5 Pro ocorre em momento em que modelos chineses de código aberto vêm aumentando a concorrência com os principais laboratórios estadunidenses na disputa por clientes. Ao mesmo tempo, crescem os receios em torno dos altos custos envolvidos no desenvolvimento da IA, alimentando preocupações de que as grandes empresas de tecnologia possam estar investindo em capacidade além da demanda futura.

“Embora o Google esteja perdendo o barco na programação com IA — e essa é uma preocupação real e crescente… a estratégia do Google gira totalmente em torno do ecossistema”, afirmou, à Reuters, Dave Wagner, gestor de portfólio da Aptus Capital Advisors.

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Empresa liberou novas versões do Gemini nesta terça, mas segue sem anunciar o Gemini 3.5 Pro – Imagem: arda savasciogullari/Shutterstock

Investimentos elevados e queda das ações

  • Em abril, a Alphabet elevou sua projeção de investimentos em capital para 2026, passando a estimar gastos entre US$ 180 bilhões e US$ 190 bilhões (R$ 915,4 bilhões/R$ 966,2 bilhões);
  • Paralelamente, anunciou planos para captar aproximadamente US$ 85 bilhões (R$ 432,3 bilhões) por meio de ofertas de ações, incluindo um investimento da Berkshire Hathaway;
  • Desde o fim de abril, as ações da Alphabet acumulam queda de cerca de 9%, período em que a companhia havia registrado um crescimento de 63% nas vendas de sua divisão de nuvem;
  • Com esse desempenho, os papéis ficaram atrás das demais empresas que compõem o grupo conhecido como “As Sete Magníficas”.

Além da pressão sobre os investimentos e do desempenho recente das ações, a empresa também perdeu profissionais de destaque para concorrentes. Entre eles estão o co-líder do projeto Gemini, Noam Shazeer, e o vencedor do Prêmio Nobel John Jumper, descrito como um executivo-chave do Google DeepMind.

Apesar dos desafios, analistas avaliam que a principal vantagem competitiva da Alphabet na corrida pela IA continua sendo sua ampla rede de distribuição voltada ao consumidor, combinada com seus modelos de IA, infraestrutura de computação em nuvem e chips personalizados.

No acumulado de 2026, as ações da companhia ainda registram valorização próxima de 13%, desempenho que coloca a Alphabet como a segunda empresa com melhor performance entre as integrantes das chamadas “As Sete Magníficas”.

Mercado espera novo avanço da receita

Para o segundo trimestre, analistas projetam uma desaceleração apenas moderada no crescimento da receita em comparação com os três primeiros meses de 2026, mantendo a divisão de nuvem como principal motor dos resultados.

Segundo dados compilados pela LSEG, a expectativa é de que a Alphabet registre receita de US$ 116,9 bilhões (R$ 594,7 bilhões) entre abril e junho, representando crescimento de 21,3% em relação ao mesmo período do ano anterior.

A previsão também aponta que as vendas da divisão de computação em nuvem mantenham um ritmo de expansão de 64%, enquanto a receita com publicidade deverá crescer de forma mais moderada, em 13,7%.

O desempenho da área de nuvem vem sendo impulsionado pela expansão dos contratos relacionados aos chips personalizados de IA desenvolvidos pelo Google, incluindo acordos bilionários firmados com a Meta e a Anthropic.

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Anthropic volta a roubar talentos do Google em IA

A saída de dois pesquisadores ligados ao Gemini voltou a pressionar as ações da Alphabet e colocou novamente o Google no centro da disputa por talentos de inteligência artificial.

Os profissionais devem deixar a empresa para atuar na Anthropic, concorrente direta no desenvolvimento de modelos generativos. O movimento acontece após uma sequência recente de baixas em áreas estratégicas da companhia, explica o The Wall Street Journal.

Google tenta conter percepção de perda de talentos em meio à corrida global por IA. – Imagem: kovop/Shutterstock

Novas saídas atingem equipe do Gemini

Segundo informações divulgadas pela Bloomberg, Jonas Adler e Alexander Pritzel planejam deixar o Google para se juntar à Anthropic. Ambos estão ligados ao desenvolvimento do Gemini, modelo de IA que compete diretamente com o Claude, da rival.

O mercado já vinha reagindo a mudanças anteriores na equipe de inteligência artificial do Google, e a nova informação reforçou a percepção de instabilidade em um dos grupos mais estratégicos da empresa.

As ações da Alphabet recuaram 1,3% no pré-mercado, para US$ 340,82 (cerca de R$ 1.874), ampliando perdas registradas em sessões anteriores.

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A competição entre big techs acelera e transforma a disputa por pesquisadores em um dos principais fatores do mercado de IA. – Imagem: gguy/Shutterstock

Disputa por pesquisadores se intensifica entre big techs

A movimentação ocorre em meio à concorrência direta entre Google, OpenAI e Anthropic na contratação de especialistas em IA generativa.

Entre as saídas recentes estão:

  • Jonas Adler e Alexander Pritzel, que devem ir para a Anthropic
  • Noam Shazeer, que anunciou ida para a OpenAI
  • John Jumper, que deixou o Google recentemente
  • Engenheiros e pesquisadores em início de carreira que também saíram nos últimos dias

Na segunda-feira, as ações da Alphabet chegaram a cair 5%, o pior desempenho diário em mais de um ano após notícias relacionadas a mudanças na equipe de IA.

Nem Google nem Anthropic comentaram oficialmente as informações. Adler e Pritzel também não foram localizados para comentar.

Google tenta conter percepção de perda de talentos

Durante um evento em Cannes, o CEO do DeepMind, Demis Hassabis, afirmou que o Google mantém uma posição sólida na área de pesquisa em inteligência artificial.

Temos, de longe, a maior e mais abrangente equipe de pesquisa entre todos os laboratórios existentes.

Demis Hassabis, CEO do DeepMind, em evento.

A fala ocorre em meio a uma sequência de movimentações entre pesquisadores de alto nível no setor, que vêm sendo disputados por diferentes laboratórios de IA.

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Investidores acompanham a saída de profissionais do Google enquanto concorrentes avançam na contratação de especialistas em IA. – Imagem: hapabapa/iStock

Mercado acompanha próximos movimentos das big techs

Com novas saídas registradas em áreas-chave do Gemini, investidores seguem monitorando os próximos passos do Google e de seus concorrentes.

Leia mais:

A disputa por pesquisadores continua sendo um dos principais pontos de atenção do setor, enquanto empresas aceleram o desenvolvimento de modelos cada vez mais avançados de inteligência artificial.

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Google sob pressão: ações da Alphabet despencam após saída de pesquisadores de inteligência artificial

As ações da Alphabet, controladora do Google, registraram forte retração de aproximadamente 5% em um único pregão nesta segunda-feira (22), configurando o pior desempenho da companhia em mais de um ano. O movimento ocorreu em meio ao avanço das preocupações do mercado com o ritmo de desenvolvimento em inteligência artificial e com a capacidade da empresa de manter vantagem competitiva.

O recuo também coincidiu com a saída de nomes relevantes ligados às áreas de pesquisa em IA, o que ampliou a percepção de instabilidade interna. Investidores passaram a reagir não apenas aos resultados imediatos, mas também ao cenário mais amplo de disputa por talentos e direção tecnológica.

Entre os fatores adicionais, análises de mercado apontaram dúvidas sobre o retorno dos elevados investimentos em infraestrutura de IA, além de sinais de que o setor pode estar se tornando mais homogêneo e menos diferenciado entre os grandes players.

Pressão na corrida da inteligência artificial e saída de pesquisadores

Gemini é o sistema de IA do Google – Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital)

O desempenho negativo das ações foi associado a uma sequência de saídas em posições estratégicas da área de inteligência artificial da empresa. Entre elas, destaca-se a ida de Noam Shazeer, vice-presidente de engenharia e co-líder do projeto Gemini, para a OpenAI, empresa concorrente no segmento de IA.

Outro movimento relevante foi a saída de John Jumper, vice-presidente da DeepMind e pesquisador de destaque responsável pelo desenvolvimento do AlphaFold, sistema capaz de prever estruturas de proteínas em larga escala. Jumper, reconhecido com o Nobel em 2024 ao lado de Demis Hassabis, deixou a companhia após anos de atuação.

Segundo relatos do mercado, essas movimentações alimentaram a leitura de que há uma disputa crescente por talentos entre os principais laboratórios de inteligência artificial, o que pode afetar a continuidade de projetos estratégicos.

Debate sobre custos, concorrência e visão do mercado

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Data center de inteligência artificial (IA) – Imagem: Junayed graphics/Shutterstock

A pressão sobre a Alphabet também foi reforçada por preocupações relacionadas ao volume de investimentos em inteligência artificial. A empresa teria ampliado significativamente seus aportes em infraestrutura, incluindo emissão de cerca de 141 bilhões de dólares em dívida e capital desde outubro.

De acordo com a avaliação atribuída ao CEO da Microsoft, Satya Nadella, o setor pode estar passando por um processo de comoditização, no qual modelos de IA se tornam mais semelhantes entre si e menos exclusivos, o que reduziria diferenciais competitivos entre empresas.

Nesse contexto, investidores passaram a questionar se os altos gastos realizados pela Alphabet estariam de fato construindo vantagens sustentáveis ou apenas pressionando margens futuras.

Impactos operacionais e percepção do mercado

Além do cenário financeiro e estratégico, usuários relataram instabilidades em serviços amplamente utilizados, como Gmail e YouTube, no mesmo período da queda das ações. Embora não haja indicação de causa direta entre os eventos, a coincidência contribuiu para ampliar a atenção do mercado sobre a operação da empresa.

A combinação entre pressão competitiva, mudanças internas e dúvidas sobre a eficiência dos investimentos em IA resultou em um dia de forte volatilidade para a companhia no mercado acionário.

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Google contesta decisão histórica sobre responsabilidade por conteúdo de IA

A Alphabet, empresa-mãe do Google, anunciou, nesta sexta-feira (12), que irá recorrer de uma decisão judicial alemã que considerou a empresa legalmente responsável por alegações falsas que aparecem nos Resumos de IA (AI Overviews), uma funcionalidade que exibe sumários gerados por inteligência artificial (IA) acima dos resultados tradicionais de busca.

Decisão judicial contra o Google marca precedente importante

  • O tribunal de Munique (Alemanha) emitiu uma decisão histórica contra os resumos gerados por IA do Google, determinando que o AI Overviews constitui conteúdo próprio da empresa;
  • Esta decisão pode impactar significativamente outros desenvolvedores de inteligência artificial;
  • “Este caso foca em erros específicos e pontuais, não na forma fundamental como o AI Overviews exibe conteúdo da web. Discordamos da decisão e planejamos recorrer”, disse um porta-voz do Google por e-mail à Reuters;
  • O processo foi movido por duas editoras alemãs que alegaram que os Resumos de IA falsamente as vincularam a golpes e práticas comerciais duvidosas;
  • A empresa reconhece que, embora a grande maioria dos AI Overviews seja precisa, podem ocorrer casos em que os resumos perdem contexto ou interpretam mal o conteúdo da web.
Tribunal de Munique (Alemanha) emitiu uma decisão histórica contra os resumos gerados por IA do Google, determinando que o AI Overviews constitui conteúdo próprio da empresa – Imagem: Ascannio/Shutterstock

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Impactos na indústria de conteúdo

A integração de IA nos resultados de busca online do Google tem gerado críticas de editores e provedores de conteúdo, que afirmam que isso afetou negativamente seu tráfego, audiência e receita. Reguladores antitruste também estão investigando a questão.

O Google afirmou que toma ações rápidas contra violações de suas políticas para AI Overviews e que está comprometido em melhorar continuamente a precisão da tecnologia.

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Mega arrecadação de fundos da Alphabet em IA mostra força da empresa

A Alphabet, empresa controladora do Google, realizou uma captação histórica de US$ 80 bilhões (R$ 401,9 bilhões) em ações, demonstrando sua vantagem competitiva no acesso ao capital — uma área cada vez mais importante para o desenvolvimento da inteligência artificial (IA).

Esta operação deve ser vista como uma resposta àqueles que aguardam ansiosamente os próximos IPOs da SpaceX, Anthropic e OpenAI. A captação de recursos da gigante das buscas corresponde ao valor que a SpaceX de Elon Musk espera arrecadar em sua oferta pública inicial.

IA exige investimentos massivos da Alphabet e outras

No setor de IA, o dinheiro fala mais alto. As maiores empresas estão investindo:

  • Centenas de milhões de dólares para atrair os melhores pesquisadores;
  • Dezenas de bilhões para construir centros de dados;
  • Financiamento de prejuízos na expansão de seus negócios de IA.

Segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), 61% de todo o capital de risco do ano passado foi destinado à IA, o que já está dificultando a captação de recursos para startups de outros setores.

Empresa é controladora do Google – Imagem: daily_creativity/Shutterstock

Vantagem competitiva no acesso ao capital

A Alphabet é uma das pouquíssimas empresas capazes de levantar tanto dinheiro sem que suas ações despencassem. Embora US$ 80 bilhões seja um valor enorme, representa menos de 2% do valor de mercado da empresa, que vale US$ 4,5 trilhões (R$ 226 trilhões). As ações caíram apenas 2,6% nas negociações pré-mercado.

Esta capacidade se deve ao quase monopólio da empresa em buscas online e à credibilidade que possui em Wall Street em novos empreendimentos.

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Retorno do mercado de ações como fonte de capital

O mercado de ações está retomando seu papel histórico de canalizar o dinheiro de milhões de poupadores para projetos gigantescos. Nos últimos 25 anos, esse papel havia perdido importância com o crescimento dos fundos de capital privado.

No entanto, o vasto consumo de capital pela IA ultrapassa até mesmo a capacidade dos mercados privados. À medida que entramos em uma nova era de empresas com grande necessidade de capital, o mercado de ações deixa de ser apenas uma forma de investidores privados saírem de seus investimentos e se torna uma fonte atraente de capital.

Destino dos recursos da Alphabet

Dos US$ 80 bilhões captados, US$ 30 bilhões (R$ 150,7 bilhões) são destinados ao pagamento de impostos sobre as opções de ações concedidas aos funcionários. O restante será direcionado para investimentos em IA e expansão dos negócios.

Gigantes da computação, como Alphabet, Microsoft, Amazon e Meta, tornaram-se grandes emissoras de títulos, com a Alphabet sozinha captando US$ 85 bilhões (R$ 427 bilhões) em emissões no ano passado.

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Dona do Google anuncia venda de ações para investir em IA

A Alphabet anunciou nesta segunda-feira (1º) planos para levantar US$ 80 bilhões por meio da venda de ações. Segundo a controladora do Google, os recursos serão destinados à expansão de sua infraestrutura de computação voltada à inteligência artificial (IA), em resposta ao aumento da demanda por seus produtos e serviços na área.

A operação inclui um investimento de US$ 10 bilhões da Berkshire Hathaway e ocorre em um momento de crescimento dos gastos da empresa com projetos relacionados à IA. A Alphabet afirma que pretende ampliar sua capacidade de atendimento diante de uma procura que já supera a oferta atualmente disponível.

Dona do Google quer expandir investimentos em IA, e vai usar a venda de ações para arrecadar dinheiro – Imagem: Gguy/Shutterstock

Recursos serão usados para ampliar capacidade de IA

Em documento divulgado ao mercado, a empresa informou que o capital captado será utilizado para financiar investimentos em sua infraestrutura de computação para inteligência artificial. A companhia destacou que vem registrando forte demanda por soluções e serviços de IA tanto entre consumidores quanto entre clientes corporativos.

De acordo com a Alphabet, o interesse por essas tecnologias está em níveis que excedem sua capacidade atual de fornecimento. A expansão dos investimentos, segundo a empresa, busca fortalecer sua infraestrutura básica para sustentar as oportunidades de crescimento identificadas no setor.

Plano combina diferentes ofertas de ações

Do total de US$ 80 bilhões previstos na operação, US$ 10 bilhões virão do aporte da Berkshire Hathaway.

Além disso, a Alphabet planeja levantar US$ 30 bilhões por meio de ofertas subscritas. Desse montante, US$ 15 bilhões serão obtidos com “ações depositárias representando ações preferenciais obrigatoriamente conversíveis”.

Os US$ 40 bilhões restantes deverão ser arrecadados por meio de um programa de oferta de mercado envolvendo ações das classes A e C da companhia. O início dessa etapa está previsto para o terceiro trimestre.

Gastos previstos aumentaram neste ano

O anúncio da captação ocorre após a Alphabet revisar suas projeções de investimentos para 2026. Em abril, a empresa elevou sua estimativa de despesas de capital para um intervalo entre US$ 180 bilhões e US$ 190 bilhões.

Anteriormente, a previsão era de investimentos entre US$ 175 bilhões e US$ 185 bilhões ao longo do ano. A atualização reflete o aumento dos gastos relacionados ao desenvolvimento e à expansão de projetos ligados à inteligência artificial.

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Google discute acordo para levar IA ao setor militar dos EUA

A Alphabet, controladora do Google, está em negociações com o Departamento de Defesa dos Estados Unidos para permitir o uso de seus modelos de inteligência artificial (IA) Gemini em ambientes com informações sigilosas. A informação foi publicada nesta quinta-feira (16) pelo site The Information, com base em duas fontes com conhecimento direto das conversas.

Segundo o relatório, o acordo em discussão permitiria ao Pentágono utilizar a tecnologia do Google para todos os usos legais, ampliando a presença da empresa no setor governamental. As tratativas ocorrem em um contexto de crescente adoção de inteligência artificial por órgãos federais dos EUA, com foco em redução de custos e maior agilidade administrativa.

Gemini, IA do Google, pode passar a ser utilizada em ambientes com informações sigilosas do Departamento de Defesa dos Estados Unidos – Imagem: Poetra.RH/Shutterstock

Proposta inclui restrições ao uso da IA

Durante as negociações, o Google teria sugerido a inclusão de cláusulas específicas para limitar a aplicação de seus sistemas. Entre os pontos propostos está a proibição do uso da IA em vigilância doméstica em massa e em armas autônomas sem controle humano adequado.

A inclusão dessas condições indica uma tentativa da empresa de estabelecer diretrizes para o uso responsável da tecnologia, mesmo em cenários sensíveis como operações militares e ambientes classificados.

Até o momento, nem a Alphabet nem o Departamento de Defesa responderam aos pedidos de comentário feitos pela Reuters sobre o possível acordo.

Estratégia amplia presença do Google no governo

Um eventual contrato com o Pentágono pode fortalecer os laços da Alphabet com o governo dos Estados Unidos, em um momento em que o país intensifica a incorporação de soluções baseadas em IA em suas operações internas.

A iniciativa faz parte de um movimento mais amplo do governo norte-americano para modernizar processos, reduzir despesas e aumentar a eficiência administrativa por meio de novas tecnologias.

Mudança de nome do departamento está em discussão

Paralelamente às negociações, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, determinou que o Departamento de Defesa passe a se chamar Departamento de Guerra. A mudança, no entanto, ainda depende de aprovação do Congresso para ser implementada.

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Donald Trump quer que o Departamento de Defesa do país seja chamado de Departamento de Guerra – Joshua Sukoff/Shutterstock

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