Amazon

Auto Added by WPeMatico

Amazon lança IA que faz entrevistas de emprego e acelera contratações em massa

A Amazon deu um passo significativo na automação de seus processos de recursos humanos. A gigante de Seattle apresentou nesta terça-feira (28) um novo software projetado para agilizar contratações em larga escala, eliminando uma etapa tradicionalmente essencial: a entrevista presencial conduzida por um recrutador humano.

A novidade faz parte de uma estratégia mais ampla da companhia para implementar “agentes” de inteligência artificial, ou seja, sistemas capazes de planejar, decidir e agir de forma independente. O anúncio ocorreu durante um evento da Amazon Web Services (AWS).

Connect Talent: entrevistas 24 horas por dia

Batizado de Connect Talent, o novo serviço foca em empresas que precisam lidar com picos de demanda e contratações sazonais, como o setor varejista durante o período de festas de fim de ano.

De acordo com dados da Reuters, a Amazon chegou a contratar cerca de 250 mil trabalhadores temporários no último ano. Com o novo software, o processo ganha uma escala sem precedentes:

  • Triagem inteligente: a IA encontra e filtra candidatos em grandes bases de dados;
  • Entrevistas autônomas: o sistema conduz conversas de voz com os candidatos a qualquer hora do dia;
  • Relatórios automáticos: a ferramenta prepara notas detalhadas para os recrutadores humanos, que entram no processo apenas nas etapas finais.

Colleen Aubrey, vice-presidente sênior de soluções de IA aplicada da AWS, afirmou à Reuters que os candidatos serão informados de que estão sendo avaliados por uma máquina. Ela admitiu que a tecnologia ainda passa por refinamentos para tornar a interação por voz mais natural e humana.

A filosofia do “humorfismo”

Além das ferramentas, a Amazon detalhou sua nova filosofia de design de IA, chamada de “humorphism” (“humorfismo”). O objetivo, segundo a empresa, é humanizar a tecnologia para que ela se adapte à forma como os seres humanos trabalham, e não o contrário.

Embora o discurso seja de colaboração, a movimentação gera debates sobre o futuro do trabalho. Recentemente, a Amazon associou parte dos 30 mil cortes de postos corporativos realizados desde 2023 aos ganhos de eficiência obtidos via IA.

Automação na cadeia de suprimentos

A onda de automação não se limita ao RH. A companhia também introduziu o Connect Decisions, um software voltado para a logística.

Baseado na própria experiência da Amazon em gerenciar sua vasta rede de armazéns, o programa analisa e compila dados para o planejamento de compras e cadeia de suprimentos. A ideia é que a IA realize o trabalho pesado de análise de dados nos bastidores, entregando ao planejador humano apenas as informações estratégicas prontas para a tomada de decisão.

Com esses lançamentos, a Amazon acirra a disputa no mercado de software corporativo contra gigantes como Alphabet (dona do Google), Microsoft e Anthropic, que também correm para integrar agentes autônomos em suas plataformas de produtividade.

O post Amazon lança IA que faz entrevistas de emprego e acelera contratações em massa apareceu primeiro em Olhar Digital.

Amazon lança IA que faz entrevistas de emprego e acelera contratações em massa Read More »

amazon aws 1024x632

Amazon investe mais R$ 24,7 bi na Anthropic; startup vai gastar R$ 496 bi na AWS

A Anthropic anunciou, nesta segunda-feira (20), um novo investimento de US$ 5 bilhões (R$ 24,7 bilhões) advindos da Amazon, elevando seu aporte total na empresa de inteligência artificial (IA) para US$ 13 bilhões (R$ 64,4 bilhões).

Em contrapartida, a Anthropic se comprometeu a gastar mais de US$ 100 bilhões (R$ 495,3 bilhões) na Amazon Web Services (AWS) ao longo dos próximos dez anos.

O acordo garante à Anthropic acesso a até 5 GW de nova capacidade computacional para treinar e operar o Claude, seu assistente de IA. A estrutura ecoa um acordo similar que a Amazon fechou com a OpenAI há dois meses, quando participou de uma rodada de financiamento de US$ 110 bilhões (R$ 544,9 bilhões) contribuindo com US$ 50 bilhões (R$ 247,6 bilhões).

“O compromisso da Anthropic em executar seus grandes modelos de linguagem no AWS Trainium pela próxima década reflete o progresso que fizemos juntos em silício personalizado, enquanto continuamos a fornecer a tecnologia e a infraestrutura que nossos clientes precisam para construir com IA generativa”, afirmou o CEO da AMazon, Andy Jassy, em comunicado.

Esse investimento inclui, além dos US$ 5 bilhões agora, até US$ 20 bilhões (R$ 99 bilhões) futuros vinculados a “certos marcos comerciais”, segundo o comunicado.

Chips personalizados da Amazon estão em destaque

  • No centro do acordo estão os chips personalizados da Amazon: o Graviton, um processador de baixo consumo, e o Trainium, chip acelerador de IA que compete com a Nvidia;
  • O contrato da Anthropic cobre especificamente os chips Trainium2 até Trainium4, mesmo que o Trainium4 ainda não esteja disponível;
  • O chip mais recente, o Trainium3, foi lançado em dezembro;
  • Além disso, a Anthropic garantiu a opção de adquirir capacidade em futuros chips da Amazon conforme se tornarem disponíveis.

O anúncio pode sinalizar uma futura rodada de financiamento para a Anthropic. Investidores de capital de risco têm oferecido capital à empresa em negócios que a avaliariam em US$ 800 bilhões (R$ 3,9 trilhões) ou mais, segundo reportes do mercado.

Em fevereiro, a Amazon disse que quer investir cerca de US$ 200 bilhões (R$ 990,8 bilhões) em 2026 em despesas de capital, especialmente em infraestrutura de IA.

Como contrapartida, a Anthropic confirmou que vai gastar quase R$ 500 bi na AWS – gguy/Shutterstock

Leia mais:

Pressões

Além disso, a Anthropic afirmou, ainda nesta segunda, que a demanda corporativa e de desenvolvedores pelo Claude, bem como um “aumento acentuado” no uso pelos consumidores, levou à “premissão inevitável” em sua estrutura, impactando confiabilidade e desempenho.

A empresa de Dario Amodei disse também que esse novo acordo firmado com a Amazon expandirá rapidamente sua capacidade disponível.

“Nossos usuários nos dizem que o Claude é cada vez mais essencial para a forma como trabalham, e precisamos construir a infraestrutura para acompanhar a crescente demanda”, disse Amodei, CEO da Anthropic, no comunicado. “Nossa colaboração com a Amazon nos permitirá continuar avançando na pesquisa em IA, ao mesmo tempo em que disponibilizamos o Claude para nossos clientes, incluindo os mais de 100 mil que o utilizam na AWS.”

O post Amazon investe mais R$ 24,7 bi na Anthropic; startup vai gastar R$ 496 bi na AWS apareceu primeiro em Olhar Digital.

Amazon investe mais R$ 24,7 bi na Anthropic; startup vai gastar R$ 496 bi na AWS Read More »

Amazon lança IA capaz de reduzir meses de pesquisa de remédios para semanas

A Amazon Web Services (AWS) deu um passo significativo no setor de saúde ao lançar o Amazon Bio Discovery nesta terça-feira (14). A aplicação de inteligência artificial foi projetada para acelerar a fase inicial da descoberta de medicamentos, permitindo que pesquisadores executem fluxos de trabalho computacionais complexos de forma intuitiva, eliminando a necessidade de programação manual.

De acordo com informações obtidas pela Reuters, o objetivo da gigante de tecnologia é eliminar o gargalo técnico que separa os biólogos de laboratório dos modelos avançados de aprendizado de máquina.

Como funciona o Amazon Bio Discovery

A plataforma oferece acesso a uma biblioteca especializada de modelos de fundação biológicos. Esses modelos são capazes de gerar e avaliar moléculas potenciais para novos fármacos de forma automatizada.

Segundo o comunicado da empresa, os principais diferenciais da ferramenta incluem:

  • Agente de IA assistente: ajuda o usuário a selecionar os melhores modelos, configurar parâmetros técnicos e interpretar os resultados gerados.
  • Integração com laboratórios: os candidatos a medicamentos pré-selecionados podem ser enviados diretamente para parceiros de síntese e testes.
  • Ciclo de feedback: os resultados dos testes laboratoriais retornam ao sistema para refinar e guiar a próxima rodada de design de moléculas.

Em entrevista à Reuters, Rajiv Chopra, vice-presidente de IA para saúde e ciências da vida da AWS, destacou a eficiência do sistema: “Cientistas levavam cerca de 18 meses para chegar a 300 potenciais candidatos a medicamentos. Agora, eles podem criar esses mesmos 300 candidatos em poucas semanas”.

Testes práticos e resultados reais

A eficácia da ferramenta já foi testada em uma colaboração com o Memorial Sloan Kettering Cancer Center. Utilizando múltiplos modelos da plataforma AWS, os pesquisadores geraram quase 300 mil moléculas de anticorpos inéditas.

Desse volume, o sistema filtrou as 100 mil melhores para testes em laboratório físico, um processo que normalmente consumiria meses de trabalho manual e que foi concluído em um curto intervalo de tempo.

Grandes nomes da indústria farmacêutica e de pesquisa, como Bayer, Broad Institute e Voyager Therapeutics, figuram entre os primeiros usuários da tecnologia. Atualmente, 19 das 20 maiores empresas farmacêuticas globais já utilizam a infraestrutura de nuvem da Amazon.

Disponibilidade e novos recursos

A AWS confirmou que o serviço funcionará sob um modelo de assinatura, mas oferecerá um período de teste gratuito que inclui cinco unidades experimentais.

Além do Bio Discovery, a Amazon também se uniu ao Boston Consulting Group e à Merck para apresentar uma plataforma focada em otimizar a seleção de locais para ensaios clínicos, outro ponto crítico que costuma atrasar o lançamento de novos tratamentos no mercado.

O post Amazon lança IA capaz de reduzir meses de pesquisa de remédios para semanas apareceu primeiro em Olhar Digital.

Amazon lança IA capaz de reduzir meses de pesquisa de remédios para semanas Read More »

destaque amazon openai chatgpt 1024x576

IA na Amazon aumenta trabalho e vigilância, dizem funcionários

A adoção acelerada de inteligência artificial (IA) pela Amazon tem gerado críticas internas entre funcionários corporativos. Relatos indicam que a pressão para incorporar essas ferramentas em diferentes atividades tem aumentado a carga de trabalho e ampliado mecanismos de monitoramento dentro da empresa.

O movimento ocorre em meio a mudanças recentes na estrutura da companhia. Nos últimos quatro meses, a Amazon demitiu cerca de 30 mil funcionários, o equivalente a quase 10% da força de trabalho corporativa, estimada em aproximadamente 350 mil pessoas. Ao mesmo tempo, a empresa informou que pretende investir cerca de US$ 200 bilhões em infraestrutura de IA neste ano, além de anunciar um investimento de US$ 50 bilhões na OpenAI.

Enquanto reduz número de funcionários, Amazon anunciou investimento bilionário na OpenAI, dona do ChatGPT (Imagem: Ascannio/Shutterstock)

Adoção acelerada de IA no trabalho

Funcionários ouvidos pelo The Guardian afirmam que a empresa tem incentivado o uso de IA em diferentes tarefas do dia a dia. Uma desenvolvedora de software de Nova York relatou que quando entrou na companhia, há dois anos, seu trabalho era principalmente escrever código. Hoje, grande parte do tempo é dedicada a revisar ou corrigir resultados gerados por ferramentas de IA.

Segundo ela, um dos sistemas internos utilizados é o Kiro, que pode produzir código com erros ou inconsistências. Nesses casos, os desenvolvedores precisam revisar o material gerado ou até descartá-lo e reiniciar o trabalho. A funcionária afirmou que ela e colegas não percebem ganhos claros de velocidade nas tarefas, apesar da pressão da gestão para acelerar o desenvolvimento. Poucos dias depois de falar com o The Guardian, ela perdeu o emprego em uma demissão em massa.

Outros funcionários relatam experiências semelhantes. Uma engenheira de cadeia de suprimentos que trabalha na empresa há mais de uma década, disse que as ferramentas de IA costumam ser úteis em cerca de uma em cada três tentativas. Mesmo quando funcionam, os resultados normalmente precisam ser verificados ou discutidos com colegas antes de serem utilizados.

Mais de meia dúzia de funcionários atuais e ex-funcionários da Amazon, em áreas como engenharia de software, pesquisa de experiência do usuário e análise de dados, disseram ao jornal que a empresa incentiva a integração de IA em diferentes atividades de trabalho. Parte deles afirma que o processo ocorre de forma acelerada e acompanhado por monitoramento do uso das ferramentas.

Em resposta, a porta-voz da empresa, Montana MacLachlan, afirmou que a Amazon possui centenas de milhares de funcionários corporativos em diversas funções e que as equipes utilizam IA de maneiras diferentes. Segundo ela, embora as experiências variem, a empresa afirma ouvir da maioria das equipes que as ferramentas geram valor no trabalho cotidiano.

Ferramentas internas e impacto na produtividade

Funcionários também relatam que há um grande número de ferramentas disponíveis internamente, muitas delas desenvolvidas durante hackathons organizados pela empresa. A Amazon costuma realizar esses eventos trimestralmente para incentivar a criação de novos projetos, e nos últimos meses muitos deles passaram a focar em IA generativa, especialmente em soluções voltadas à produtividade de desenvolvedores.

De acordo com relatos internos, algumas dessas ferramentas são distribuídas para testes dentro das equipes, que posteriormente precisam responder questionários sobre a experiência de uso. Para parte dos trabalhadores, isso pode gerar mais trabalho, já que o código ou as respostas produzidas pela IA precisam ser revisadas cuidadosamente.

Um engenheiro de software ouvido pela reportagem afirmou que, em alguns casos, o ciclo de desenvolvimento pode até se tornar mais longo devido à necessidade de revisar o material gerado automaticamente.

O uso dessas ferramentas também foi associado a alguns incidentes técnicos. Reportagem do Financial Times informou que a Amazon registrou pelo menos duas interrupções de sistemas relacionadas a ferramentas internas de IA.

Em um caso ocorrido em dezembro, um sistema voltado ao cliente ficou indisponível por cerca de 13 horas depois que engenheiros permitiram que uma ferramenta de IA realizasse determinadas alterações. A Amazon afirmou que a interrupção foi causada por um funcionário, e não diretamente pela IA.

Segundo a mesma reportagem, a empresa reuniu engenheiros para discutir uma sequência recente de falhas, incluindo incidentes ligados ao uso de ferramentas de programação baseadas em IA.

Leia mais:

Monitoramento e uso de IA dentro das equipes

Além das discussões sobre produtividade, funcionários afirmam que o avanço da IA dentro da empresa também aumentou a sensação de monitoramento no trabalho.

Há anos, o sistema interno Amazon Connections apresenta perguntas aos funcionários quando eles iniciam o expediente, solicitando feedback sobre temas ligados ao trabalho. Segundo relatos, nos últimos meses parte dessas perguntas passou a focar no uso de IA, incluindo frequência de utilização das ferramentas ou se elas são prioridade dentro da organização.

Gerentes também podem acessar painéis internos que mostram o uso de ferramentas de IA pelos membros das equipes, incluindo quais sistemas estão sendo utilizados e com que frequência. A existência desses painéis foi reportada anteriormente pela publicação The Information.

Outro painel interno, visto pelo The Guardian, permite que equipes acompanhem indicadores como adoção, engajamento e profundidade de uso de ferramentas de IA generativa. Em alguns casos, gestores estabelecem metas para que pelo menos 80% da equipe utilize ferramentas de IA semanalmente.

Logo da AMazon em um smartphone com o site da empresa desfocado ao fundo
Amazon estaria monitorando uso de IA por funcionários e avaliando quais ferramentas podem ser aprimoradas (Imagem: Thrive Studios ID / Shutterstock.com)

MacLachlan afirmou que a empresa quer entender quais ferramentas estão sendo usadas pelas equipes e se elas funcionam bem ou podem ser aprimoradas.

Nick Srnicek, professor sênior de economia digital no King’s College London e autor do livro Platform Capitalism, explicou ao The Guardian a implantação em larga escala dessas tecnologias tende a ampliar mecanismos de monitoramento no ambiente de trabalho. Segundo ele, a adoção acelerada de sistemas de IA pode expandir a vigilância porque essas ferramentas dependem de dados detalhados sobre fluxos de trabalho e atividades cotidianas dos funcionários.

O post IA na Amazon aumenta trabalho e vigilância, dizem funcionários apareceu primeiro em Olhar Digital.

IA na Amazon aumenta trabalho e vigilância, dizem funcionários Read More »

claude anthropic 1024x632

Anthropic: Amazon mantém oferta do Claude para clientes AWS

Após a confirmação de que a Anthropic foi classificada como risco na cadeia de suprimentos pelo Pentágono, a Amazon se pronunciou a respeito e disse que seguirá ofertando a inteligência artificial (IA) da empresa, o Claude, a seus clientes de nuvem, o Amazon Web Services (AWS). Somente os projetos que envolvem o Departamento de Defesa não receberão mais a oferta.

“Os clientes e parceiros da AWS podem continuar usando o Claude para todas as suas cargas de trabalho não associadas ao Departamento de Guerra (DoW). Para todas as cargas de trabalho do DoW que usam tecnologias da Anthropic, estamos dando suporte aos clientes e parceiros durante a transição para alternativas executadas na AWS”, disse um porta-voz da AWS em comunicado.

Amazon se junta a outras big techs para “defender” Anthropic

  • A Amazon, que detém a liderança no mercado de nuvem, segue o passo de suas concorrentes (Microsoft e Google) ao atualizar seus clientes sobre a disponibilidade da Anthropic;
  • Na quinta-feira (5), a Microsoft anunciou que o Claude segue acessível em produtos que não envolvam o Departamento de Defesa. Na manhã desta sexta-feira (6), foi a vez de o Google fazer o mesmo;
  • A gigante do e-commerce de Jeff Bezos é uma das maiores investidoras da Anthropic, com investimentos de US$ 8 bilhões (R$ 41,9 bilhões) desde 2023. Elas também possuem forte relação comercial.

Por sua vez, a AWS segue como a principal parceira de nuvem e treinamento da empresa de Dario Amodei, que se comprometeu a utilizar 500 mil chips personalizados da Amazon, o Trainium 2, como parte de um campus de data centers da AWS construído para a startup, nomeado Projeto Rainier. Seu custo é de US$ 11 bilhões (R$ 57,6 bilhões).

Startup está “em pé de guerra” com Pentágono (Imagem: gguy/Shutterstock)

Acesso ao Claude na AWS

Os modelos do Claude estão disponíveis via AWS Bedrock, no qual as empresas podem acessar vários modelos de IA de diferentes desenvolvedoras.

O Bedrock é fornecido por meio do serviço GovCloud, da AWS. Trata-se de uma região de nuvem dedicada e equipada para hospedagem de dados sensíveis e fluxos de trabalho regulamentados.

A Amazon conseguiu contratos bilionários com agências do governo dos EUA, fornecendo serviços de nuvem e IA. Em novembro de 2025, foram destinados, pela empresa, cerca de US$ 50 bilhões (R$ 262,2 bilhões) às infraestruturas de IA para clientes governamentais. À época, a big tech dizia ter mais de 11 mil agências dos EUA sob seu guarda-chuva.

Leia mais:

Anthropic vs Pentágono: linha do tempo

11 de julho de 2024: a Anthropic firmou uma parceria com a Palantir para integrar o Claude à plataforma de IA Palantir AIP. O objetivo era permitir que agências de inteligência e defesa dos EUA usassem a IA para analisar grandes volumes de dados complexos de forma segura.

14 de julho de 2025: o Pentágono concedeu à Anthropic um contrato de prototipagem no valor de US$ 200 milhões (R$ 1 bilhão). O objetivo era desenvolver capacidades de IA de fronteira para a segurança nacional. Outras empresas, como OpenAI e xAI, também receberam contratos de valores similares na mesma época.

Janeiro de 2026: o Secretário de Defesa, Pete Hegseth, emitiu um memorando exigindo que todos os contratos de IA do Departamento de Defesa incluíssem uma cláusula de “qualquer uso lícito” em até 180 dias. A medida entrou em conflito direto com as políticas de segurança da Anthropic, que proíbem o uso do Claude para vigilância doméstica em massa ou armas totalmente autônomas.

24 de fevereiro de 2026: Hegseth reuniu-se com o CEO da Anthropic, Dario Amodei, exigindo formalmente a assinatura de um documento que garantisse ao exército acesso total e irrestrito aos modelos Claude, sem as “travas” de segurança da empresa.

27 de fevereiro de 2026: fim do prazo estipulado pelo Pentágono. A Anthropic recusou-se oficialmente a remover as salvaguardas. Em resposta, o presidente Donald Trump ordenou que todas as agências federais interrompessem o uso dos produtos da Anthropic. No mesmo dia, Hegseth declarou a empresa um “risco à cadeia de suprimentos”, proibindo qualquer contratante militar de fazer negócios com ela.

28 de fevereiro de 2026: a OpenAI, através de Sam Altman, aproveitou o vácuo deixado pela Anthropic e anunciou um novo acordo para implantar seus modelos na rede classificada do Departamento de Defesa, comprometendo-se com os termos de “uso lícito” exigidos pelo governo.
Enquanto os Estados Unidos baniam a Anthropic, o Pentágono iniciava a Operação Epic Fury, uma ofensiva aérea contra o Irã, usando as ferramentas de IA da empresa.

3 de março de 2026: Sam Altman, CEO da OpenAI, disse aos seus funcionários que não controla como o Pentágono utiliza o sistema de inteligência artificial da empresa.

4 de março de 2026: embora houvesse rumor de que Amodei e Hegseth voltariam a conversar, o Pentágono notificou formalmente a Anthropic de que a companhia e seus produtos (incluindo o chatbot Claude) foram classificados como um risco à cadeia de suprimentos dos Estados Unidos.

5 de março de 2026: Amodei afirmou que a Anthropic pretende contestar isso na Justiça. Segundo ele, a companhia “não teve outra escolha” senão recorrer aos tribunais após a designação oficial. Se a classificação de risco for mantida, empresas privadas com contratos federais podem ser forçadas a banir o uso do Claude, prejudicando uma das principais verticais de crescimento da empresa.

O post Anthropic: Amazon mantém oferta do Claude para clientes AWS apareceu primeiro em Olhar Digital.

Anthropic: Amazon mantém oferta do Claude para clientes AWS Read More »

Openai Perdas 300x169

Nvidia reduz o apetite pela dona do ChatGPT, mas valuation aumenta

Cinco meses após ter anunciado uma carta de intenções de US$ 100 bilhões na OpenAI, a Nvidia agora está perto de concretizar um acordo com a startup de Sam Altman, mas por um valor bem menor. A perspectiva é pela conclusão de um investimento de US$ 30 bilhões nos próximos dias. O cheque da empresa […]

O post Nvidia reduz o apetite pela dona do ChatGPT, mas valuation aumenta apareceu primeiro em NeoFeed.

Nvidia reduz o apetite pela dona do ChatGPT, mas valuation aumenta Read More »

Alexa Personality Hero2 Amazon News Lt 022426 2 1024x576

Amazon lança novos estilos de personalidade para Alexa+

A Amazon anunciou na quarta-feira um novo recurso para o Alexa+, sua assistente com inteligência artificial (IA). A empresa passou a oferecer três estilos de personalidade — Brief, Chill e Sweet — que permitem ao usuário alterar o tom das respostas da assistente. A novidade foi lançada inicialmente no mercado dos Estados Unidos.

Segundo a companhia, a proposta é dar mais controle sobre a forma como a IA se comunica. Cada estilo modifica características como objetividade, informalidade e nível de entusiasmo nas interações. A função pode ser ativada por comando de voz em dispositivos compatíveis, como a linha Amazon Echo, ou diretamente no aplicativo da Alexa, dentro das configurações do aparelho, na seção “Personality Style”.

Além da personalidade original Alexa, a Amazon introduziu três novas ao Alexa+ nos Estados Unidos (Imagem: Amazon / Divulgação)

Três estilos com tons diferentes

No modo Brief, a assistente responde de maneira mais curta e direta. Já o estilo Chill faz com que a Alexa adote um tom mais descontraído, semelhante ao de um amigo casual. Por sua vez, o modo Sweet torna as respostas mais calorosas e entusiasmadas, incluindo incentivo e positividade, de acordo com a Amazon.

A empresa afirma que os estilos foram desenvolvidos com base em cinco dimensões que moldam a personalidade da IA: expressividade, abertura emocional, formalidade, objetividade e humor. Cada opção combina esses fatores em níveis distintos. O Brief, por exemplo, não se limita a ser conciso, mas também apresenta comunicação casual, direta e com uso mínimo de humor.

Leia mais:

Personalidade em IAs é tema sensível

A introdução de traços de personalidade em modelos de IA tem sido alvo de debate no setor. Em alguns casos, sistemas considerados excessivamente elogiosos ou afirmativos geraram preocupações. O modelo GPT-4o, da OpenAI, foi citado em processos judiciais que alegam que interações muito validantes teriam contribuído para dependência tecnológica e agravamento de problemas de saúde mental de determinados usuários.

openai gpt-4o
GPT-4o gerou polêmica por sua possibilidade de ter personalidade (Imagem: PatrickAssale / Shutterstock.com)

Ao mesmo tempo, usuários de chatbots demonstram interesse em personalizar a forma como as IAs respondem. Em dezembro, a OpenAI lançou recursos no ChatGPT que permitem ajustar o estilo e o tom base da ferramenta, incluindo níveis de calor humano, entusiasmo e uso de emojis. Mesmo assim, parte dos usuários relata que o modelo mais recente ainda adota um padrão considerado excessivamente tranquilizador.

A Amazon informa que os três novos estilos do Alexa+ são os primeiros de uma série planejada. Outros formatos de personalidade devem ser disponibilizados futuramente.

O post Amazon lança novos estilos de personalidade para Alexa+ apareceu primeiro em Olhar Digital.

Amazon lança novos estilos de personalidade para Alexa+ Read More »