Jensen Huang

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CEO da Nvidia diz que há “0% de chance” de a inteligência artificial acabar com o mundo até 2030

O CEO da Nvidia afirmou em entrevista à CBS News que não acredita em um cenário de extinção causado pela inteligência artificial até o fim da década. Jensen Huang também defendeu que o desenvolvimento da tecnologia continue em ritmo acelerado, desde que produtos inseguros não sejam lançados.

A declaração foi dada ao correspondente de negócios e tecnologia da CBS News, Jo Ling Kent, em entrevista que será exibida integralmente no programa Sunday Morning. Huang afirmou que há “0% de chance” de 2030 ser o fim do mundo, ao mesmo tempo em que reconheceu a existência de preocupações sobre os riscos associados à inteligência artificial.

Huang defende avanço rápido da inteligência artificial

Questionado sobre a necessidade de desacelerar o desenvolvimento da IA diante dos alertas recentes no setor, Huang afirmou que a indústria deve continuar avançando.

“Devemos ir o mais rápido que pudermos, independentemente de qualquer outra pessoa”, disse o CEO da Nvidia. Segundo ele, isso não significa colocar produtos no mercado antes que estejam prontos ou que apresentem riscos.

Huang acrescentou que a Nvidia não deve lançar produtos inseguros. A declaração ocorre em meio ao aumento das discussões sobre a velocidade de desenvolvimento da inteligência artificial e sobre a necessidade de mecanismos de segurança e regulamentação.

Alertas sobre os riscos da IA

A discussão ganhou força após a saída pública de Jacob Coxon, pesquisador da Anthropic. No início de setembro, ele deixou a empresa e afirmou que companhias de inteligência artificial estariam priorizando a inovação em detrimento de protocolos de segurança adequados.

Coxon também declarou à CBS News que, sem intervenções, a IA poderia representar uma ameaça à humanidade no futuro. As preocupações foram posteriormente abordadas por Dario Amodei, CEO da Anthropic, que afirmou que o setor demorou a reconhecer os riscos associados à tecnologia.

Amodei disse que a evolução da inteligência artificial ocorre em ritmo “exponencial” e classificou a situação como um sinal de alerta que justificaria uma desaceleração. Ao mesmo tempo, afirmou que isso não significava que seria necessário interromper completamente o desenvolvimento da tecnologia.

Huang, por outro lado, mantém a avaliação de que a IA pode ser administrada com segurança e tem defendido o avanço da tecnologia. O CEO também já se manifestou contra a necessidade de novas regulamentações para o setor.

A entrevista completa de Jensen Huang à CBS News está prevista para ser exibida neste domingo no programa Sunday Morning.

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Frear ou acelerar? IA coloca gigantes da tecnologia em lados opostos

O debate sobre a velocidade com que a inteligência artificial (IA) deve avançar ganhou nova dimensão nos Estados Unidos. Depois de alertas sobre os riscos da tecnologia e de pedidos para desacelerar o desenvolvimento dos modelos mais avançados, dois grupos distintos passaram a se destacar na discussão sobre segurança e regulação da IA.

De um lado estão o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o CEO da Nvidia, Jensen Huang, e o ex-“czar” de criptomoedas da Casa Branca David Sacks. Do outro, aparecem o CEO da Anthropic, Dario Amodei, o CEO da OpenAI, Sam Altman, o empresário Elon Musk e pesquisadores de IA.

O cenário reúne adversários políticos e antigos rivais da indústria de tecnologia em torno de posições diferentes sobre como lidar com os riscos associados ao avanço da IA.

Alertas sobre os riscos da IA

  • A atual onda de preocupação ganhou força depois que Jacob Coxon, pesquisador que trabalhava na Anthropic, deixou a empresa na semana passada. Ao anunciar sua saída, ele afirmou que OpenAI e Anthropic estavam “apostando nossas vidas” ao avançarem no desenvolvimento da tecnologia;
  • Durante a repercussão das declarações, um responsável pela área de alinhamento da Anthropic afirmou que a IA teria mais de 10% de chance de matar toda a humanidade;
  • O episódio foi seguido por um pedido de Amodei para que a indústria desacelere o desenvolvimento dos modelos de fronteira. Sam Altman aderiu à posição, em uma aproximação incomum entre os líderes de duas empresas que competem diretamente no mercado de IA;
  • Musk também declarou nas redes sociais que “Dario está certo” e afirmou posteriormente que vem alertando sobre os riscos da IA há bastante tempo;
  • A discussão chegou rapidamente a Washington e ampliou o debate sobre como reduzir riscos sem impedir o desenvolvimento tecnológico.

CFO da OpenAI pensa em desacelerar IA se for necessário para a segurança

A diretora financeira da OpenAI, Sarah Friar, afirmou à CNBC que não está preocupada com uma eventual redução no ritmo de desenvolvimento de sistemas de IA de fronteira. Segundo ela, mesmo que o avanço fosse interrompido hoje, “a quantidade de inteligência que está disponível no mundo é enorme”.

Friar disse que a OpenAI continuará tomando decisões de investimento com base em “forte retorno sobre o investimento” (ROI, na sigla em inglês), mesmo que o desenvolvimento da tecnologia precise ser conduzido em um ritmo mais lento.

Friar também afirmou que não está preocupada especificamente com a possibilidade de agentes de IA utilizarem armas de destruição em massa para matar pessoas, mas ressaltou que a segurança precisa ser levada a sério.

“E se isso significar que precisamos dosar a fronteira e desacelerar, absolutamente, vamos ouvir nossos pesquisadores e fazer isso”, afirmou. Como diretora financeira, acrescentou, sua função seria tomar as decisões de negócio a partir dessa orientação. “Estamos dosando essa fronteira e levando a segurança e o alinhamento muito a sério”, disse.

Amodei propõe novas medidas de segurança

Durante um evento da Salesforce em São Francisco (EUA), Amodei voltou a defender redução no ritmo de desenvolvimento da IA e apresentou proposta baseada em três medidas:

  • A primeira seria permitir que avaliadores independentes tenham acesso às empresas de IA, acompanhando e avaliando diretamente os sistemas;
  • A segunda envolveria uma coordenação de padrões de segurança entre países democráticos. Posteriormente, essa cooperação poderia ser ampliada para uma coordenação global;
  • Em uma etapa posterior, a proposta avançaria para uma coordenação global, com o objetivo de ampliar essas medidas internacionalmente.

A Anthropic já se comprometeu com a primeira medida.

Amodei comparou a situação à indústria automobilística. Segundo ele, quando uma montadora enfrenta um problema grave de segurança, como uma falha nos freios, outras empresas deveriam aproveitar o episódio para revisar suas próprias práticas.

“É muito tentador atacar seu concorrente e dizer que eles não são seguros. Mas acho que a maneira mais responsável de responder é olhar para nosso próprio histórico”, afirmou.

O executivo também disse que o que mais o surpreende atualmente é a velocidade do progresso da IA e de seus efeitos econômicos. “Foi o ritmo do progresso — não apenas da tecnologia, mas também do lado econômico”, afirmou.

Trump chama preocupações de “farsa”

Do outro lado do debate, Trump vem rejeitando publicamente os alertas sobre os riscos da IA. Em diversas publicações na rede Truth Social, o presidente classificou os temores sobre uma IA fora de controle como uma “farsa” e uma “fraude”.

Trump também criticou a resistência à construção de novos data centers nos Estados Unidos. Segundo ele, pessoas que se opõem a esses projetos estariam favorecendo interesses que não querem que a expansão aconteça — incluindo, em sua avaliação, a China.

Na segunda-feira (14), Trump telefonou durante uma entrevista de Jensen Huang no evento All-In Summit, em Los Angeles (EUA), e levou a mensagem diretamente ao público ligado ao setor de tecnologia. Huang respondeu ao presidente: “Você está certo. Não vamos deixar isso acontecer, senhor”.

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou durante depoimento à Câmara dos Representantes que Trump está “completamente alinhado” com Huang.

Nvidia quer que empresas continuem avançando

Huang voltou a defender essa posição no evento Dreamforce. “Não precisamos de novas leis. Não precisamos de novas regulamentações”, afirmou.

Segundo o executivo, as empresas deveriam simplesmente decidir quando seus sistemas estão prontos e continuar avançando rapidamente. Em outro momento, Huang resumiu sua posição com uma frase direta: “Corra o mais rápido que puder.”

O CEO da Nvidia também rejeitou preocupações sobre possível destruição generalizada de empregos provocada pela IA, classificando esse cenário como “completamente absurdo”.

Para Huang, praticamente todas as empresas passarão a utilizar IA como parte central de suas operações. “Todas as empresas, todas as organizações… se tornarão uma empresa de IA”, afirmou.

A disputa com a China

A competição tecnológica com a China é um dos principais argumentos apresentados pelo grupo contrário à desaceleração.

Parte da mensagem do governo Trump é que limitar a regulação seria fundamental para que os Estados Unidos mantenham vantagem na corrida pela IA. Trump afirmou no domingo que “quem vencer a IA vence”.

David Sacks, que atualmente ocupa a copresidência do Conselho de Assessores do Presidente para Ciência e Tecnologia, também defendeu que as empresas continuem avançando. Ele pediu que as companhias “avancem na fronteira”, mas criticou o argumento de que a motivação para desacelerar seja “puramente altruísta”.

Emil Michael, subsecretário de Guerra para Pesquisa e Engenharia, adotou uma posição semelhante. Em entrevista à Fox News, afirmou que os alertas atuais seriam parte de uma campanha coordenada de pessoas, ideologias e organizações sem fins lucrativos interessadas em assustar o público estadunidense.

O presidente da Câmara dos Representantes, Mike Johnson, também afirmou que Trump pretende reunir líderes da indústria de IA na Casa Branca “dentro da próxima semana”.

Johnson igualmente rejeitou os alertas sobre um possível colapso provocado pela tecnologia. Segundo ele, a mensagem de Trump é que as pessoas não estarão todas mortas em dez anos e que isso seria uma “farsa”.

Além de Trump, Jensen Huang é um dos CEOs de tecnologia contrários ao breque à IA – Imagem: noamgalai e FotoField/Shutterstock

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Regulação reúne adversários políticos

O movimento em defesa de maior controle sobre a IA também criou alianças incomuns na política estadunidense.

Nesta terça-feira (15), o senador Bernie Sanders, democrata de Vermont, o deputado Chip Roy, republicano do Texas, e Steve Bannon, ex-estrategista da Casa Branca, participaram de evento em Washington em apoio a medidas relacionadas à IA.

Embora tenham posições políticas diferentes em diversas questões, eles se juntaram ao grupo que defende alguma forma de ação diante dos riscos associados ao avanço da tecnologia.

O debate, portanto, passou a envolver não apenas empresas concorrentes de IA, mas também integrantes de diferentes campos políticos.

Um confronto dentro da própria indústria

A divisão ganhou força justamente quando algumas das maiores empresas de IA do mundo começam a discutir publicamente os riscos associados ao desenvolvimento de modelos cada vez mais avançados.

Amodei defende que a indústria estabeleça mecanismos independentes de avaliação e coordenação internacional. Altman se aproximou dessa posição, enquanto Musk também declarou apoio ao pedido de desaceleração.

Huang, por outro lado, sustenta que o desenvolvimento deve continuar rapidamente e que novas leis e regulamentações não são necessárias. Trump acompanha essa posição e relaciona o ritmo da IA à competição tecnológica com a China.

O confronto ocorre ainda enquanto OpenAI e Anthropic avançam em direção a possíveis ofertas públicas iniciais de ações. As duas empresas estão entre as companhias de IA que podem realizar grandes IPOs, enquanto Altman indicou que a OpenAI pretende adiar sua oferta para o próximo ano em meio às preocupações recentes sobre segurança.

A discussão coloca no centro do debate estadunidense uma questão que reúne tecnologia, segurança, economia e competição internacional: até que ponto o desenvolvimento da IA deve avançar antes que novas medidas de controle sejam adotadas.

Sanders e Bannon convergem sobre os riscos da IA, mas defendem caminhos opostos

O debate sobre os riscos da IA também aproximou, de forma incomum, o senador Bernie Sanders e o estrategista Steve Bannon, figuras de polos opostos da política estadunidense. Os dois participaram da “Pro-Human Assembly”, em Washington (EUA), e defenderam regras mais rígidas para a IA, além de criticarem a concentração de poder nas mãos de grandes empresas de tecnologia.

A convergência, porém, termina nesse ponto. Sanders apresentou a IA como um risco global, comparável à corrida nuclear, e defendeu um acordo internacional para pausar o desenvolvimento de sistemas avançados. Bannon, por outro lado, tratou a disputa tecnológica com a China como uma questão de poder e defendeu o isolamento do país em relação ao ecossistema estadunidense de pesquisa, dinheiro e tecnologia.

“Uma IA superinteligente que escape do controle humano não será um problema americano. Não será um problema chinês. Será um problema da humanidade”, afirmou Sanders. O senador também disse esperar que Donald Trump negocie com o presidente chinês Xi Jinping um tratado para estabelecer uma pausa no desenvolvimento de IA avançada e uma proibição da superinteligência.

Bannon adotou uma posição diferente. “Sem acordos, sem tratados: vocês estão fora do negócio de IA porque nós vamos derrubar o ecossistema de vocês”, declarou. O estrategista também afirmou que “os cidadãos americanos não vão mais ser suplicantes aos oligarcas”.

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CEOs de tecnologia e governo Trump pressionam G20 por políticas favoráveis à IA

Executivos das maiores empresas de tecnologia e integrantes do governo de Donald Trump pressionaram autoridades de outras grandes economias a reduzir a regulamentação sobre inteligência artificial (IA) durante um encontro do G20 realizado nesta semana nos Estados Unidos.

O argumento apresentado pelos empresários e representantes da administração estadunidense é que regras muito rígidas podem limitar uma indústria com potencial para impulsionar o crescimento econômico mundial, acelerar avanços tecnológicos e até contribuir para a cura de doenças.

Jensen Huang, CEO da Nvidia; Sam Altman, da OpenAI; Mark Zuckerberg, CEO da Meta; e Elon Musk, da Tesla e da SpaceX, estiveram entre os participantes de um encontro do G20 dedicado à inovação e tecnologia.

O grupo defendeu uma abordagem menos restritiva para a IA e alertou que regulamentações agressivas poderiam limitar os benefícios proporcionados pela tecnologia.

A posição foi reforçada pelo secretário de Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick; pelo assessor da Casa Branca para IA, David Sacks; e por Michael Kratsios, diretor do Escritório de Política de Ciência e Tecnologia da Casa Branca.

Segundo os representantes do governo Trump, a estratégia de regulamentação mais leve adotada pelos Estados Unidos já estaria contribuindo para o crescimento da economia.

Jensen Huang pede foco em danos reais

Durante o encontro, Jensen Huang pediu aos representantes dos países do G20 que evitem criar regras baseadas em riscos hipotéticos. “Não regulamentem danos hipotéticos e teóricos. Regulamentem danos reais e pragmáticos”, afirmou o executivo.

Huang também argumentou que os próprios avanços tecnológicos estão tornando os sistemas de IA mais seguros. Segundo ele, técnicas, como o treinamento avançado de modelos, que permite aumentar a precisão dos sistemas, podem contribuir mais para a segurança da tecnologia do que algumas das regulamentações propostas pelo governo de Joe Biden e por outros países.

Após a fala do executivo, autoridades de diferentes países fizeram fila para tirar fotos com Huang, que se tornou uma figura de destaque mundial com a expansão da Nvidia durante o atual boom da IA.

“O presidente Trump está comprometido em garantir que os Estados Unidos liderem em IA e levem o ecossistema americano de IA para todo o mundo, aos nossos parceiros do G20”, afirmou Lutnick em entrevista coletiva.

Debate ocorre em meio a preocupações com segurança

As discussões no campus da Universidade da Carolina do Norte, em Chapel Hill (EUA), ocorreram depois de incidentes envolvendo modelos de IA da OpenAI e da Anthropic utilizados em ataques contra outras organizações.

Os episódios reforçaram a percepção sobre a velocidade dos avanços na área e aumentaram as preocupações com segurança.

Nesta semana, o senador Bernie Sanders, independente de Vermont (EUA), chegou a defender uma pausa global no desenvolvimento de IA.

Ao mesmo tempo, dezenas de estudantes e ativistas locais realizaram um breve protesto do lado de fora do evento. A manifestação fez parte de reação crescente à construção de data centers necessários para alimentar a expansão da IA nos Estados Unidos.

O condado que sediou o encontro aprovou recentemente uma moratória de um ano para novos data centers. Dezenas de outras localidades estadunidenses adotaram medidas semelhantes nos últimos meses, motivadas por preocupações com o consumo excessivo de energia e água dessas instalações.

Lutnick criticou esse tipo de restrição. “É desinformação, e, ao estabelecer uma moratória sobre data centers, isso significa que o próximo conjunto de oportunidades simplesmente não irá para vocês”, afirmou o secretário, referindo-se a estimativas que considera enganosas sobre o alto consumo de água dessas estruturas.

Governo Trump aumentou supervisão, mas evita regras obrigatórias

Apesar da defesa de uma abordagem de pouca regulamentação, o avanço dos modelos mais poderosos de IA também levou o governo Trump a aumentar a supervisão sobre a indústria. A administração afirma estar adotando a abordagem menos restritiva possível.

O governo começou a analisar algumas das ferramentas mais poderosas antes de seu lançamento e chegou a suspender temporariamente dois modelos da Anthropic em junho devido a preocupações de segurança.

Empresas, como a OpenAI, também passaram a adicionar novas camadas de segurança para evitar incidentes e começaram a lançar determinados modelos de maneira gradual depois dos episódios envolvendo seus sistemas.

A Casa Branca, porém, não adotou regulamentações obrigatórias para testes antes do lançamento. Em vez disso, defende que os testes de segurança sejam realizados voluntariamente pelas empresas.

Musk foi outro CEO de tecnologia que esteve presente no encontro – Imagem: SpaceX

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EUA tentam impedir avanço de modelos chineses

A disputa regulatória também está ligada à competição tecnológica entre Estados Unidos e China. Além de tentar atrair usuários para seus próprios modelos, os Estados Unidos vêm incentivando outros países a não adotarem alternativas chinesas mais baratas.

A China busca ampliar a utilização de seus modelos de menor custo e criar dependência em torno dessas ferramentas. Estados Unidos e China devem discutir cooperação global em IA ainda neste mês, durante conversas que também deverão envolver Donald Trump e o presidente chinês Xi Jinping.

Kratsios e Lutnick se reuniram com autoridades chinesas durante o encontro do G20. A China também assinou, junto a outros países do grupo, um conjunto de princípios amplos de inovação.

Empresas chinesas lançaram nas últimas semanas modelos de IA poderosos com pesos abertos, permitindo que usuários baixem os parâmetros numéricos que determinam o comportamento dos sistemas.

A possibilidade de restringir o acesso a essas ferramentas passou a ser considerada por integrantes da administração Trump devido a preocupações de segurança.

Executivos, como Zuckerberg e Huang, entretanto, se opõem a esse tipo de restrição. Para eles, ampliar o acesso às ferramentas de IA pode ser justamente uma maneira de fortalecer os sistemas de segurança. “Além do que nós mesmos lançamos, somos grandes defensores de que o código aberto não seja algo que as pessoas tentem restringir ou bloquear”, afirmou Zuckerberg.

Musk prevê impacto de até 30% na economia mundial

Elon Musk também defendeu uma regulamentação mínima para estimular a inovação e criticou o sistema regulatório europeu, diante de autoridades do continente presentes no encontro.

Segundo Musk, a IA poderá aumentar o tamanho da economia mundial entre 20% e 30%. O executivo relacionou esse impacto à expansão do uso de robôs equipados com IA em diferentes setores da economia.

Além de Musk, Huang, Zuckerberg e Altman, participaram do encontro Alex Karp, CEO da Palantir, e Tom Brown, diretor de computação da Anthropic.

Altman e Hassabis defendem padrões globais

Apesar do consenso entre os participantes sobre os riscos de uma regulamentação excessivamente rígida, alguns executivos destacaram a necessidade de estabelecer padrões internacionais para a IA.

Sam Altman e Demis Hassabis, cientista-chefe da Alphabet, controladora do Google, estiveram entre os poucos executivos presentes a mencionar a necessidade de padrões e mecanismos globais de supervisão para enfrentar riscos relacionados à cibersegurança e outros possíveis danos causados pela tecnologia.

Os dois, porém, afirmaram que essas ameaças não justificam regulamentações rígidas capazes de restringir o acesso à IA. “Seria aproximadamente tão ruim dizer ‘não vamos ter IA em nosso país’ quanto foi dizer ‘não vamos ter eletricidade em nosso país’ há mais de 100 anos”, afirmou Altman.

Os encontros em Chapel Hill ocorreram na mesma semana das reuniões dos ministros das Finanças do G20 e fazem parte da preparação para a cúpula de líderes do grupo, que será realizada em Miami (EUA) ainda neste ano.

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Alcançamos a inteligência artificial geral?

Esse é um trecho da newsletter Primeiro Olhar, disponível para assinantes do Clube Olhar Digital
Uma das obsessões da tecnologia, hoje, é atingir a tal inteligência artificial geral. Para uns, ficção. Para outros, questão de tempo.

Inteligência artificial geral, ou IAG, é uma IA capaz de aprender, raciocinar e resolver problemas em muitas áreas diferentes, como um ser humano.

Ela não ficaria limitada a uma tarefa específica, como traduzir texto ou reconhecer imagens. A IAG poderia adaptar conhecimento de um contexto para outro com autonomia e flexibilidade.

Em outras palavras, é um conceito ainda vagamente definido que descreve sistemas capazes de realizar qualquer tarefa intelectual humana

Hoje, os sistemas de IA existentes ainda são limitados, pois funcionam bem em tarefas específicas. E nem sempre funcionam bem, diga-se de passagem.

Além de um desafio tecnológico, a IAG seria um desafio ético e de segurança.

Eu disse que a IAG pode ser uma questão de tempo. Mas, para um dos principais nomes da tecnologia, nem isso.

Durante participação no podcast do cientista da computação Lex Fridman nesta segunda-feira (23), Jensen Huang, CEO da Nvidia, afirmou categoricamente: “Acho que já alcançamos a AGI“.

Jensen Huang é o CEO da empresa mais valiosa do mundo. (Imagem: FotoField/Shutterstock)

Para Fridman, o benchmark da IAG é específico: um sistema que consiga iniciar, crescer e gerir uma empresa de tecnologia de US$ 1 bilhão. Ao ser questionado se isso levaria 5 ou 20 anos, Huang respondeu: “Acho que é agora”.

Para fundamentar sua visão, Huang apontou para o sucesso viral do OpenClaw, uma plataforma de código aberto para agentes de IA. Ele destacou como as pessoas estão usando esses agentes para criar influenciadores digitais, gerir aplicações sociais e até cuidar de “Tamagotchis” modernos, transformando ideias em sucessos instantâneos.

No entanto, o executivo ponderou sobre a efemeridade de algumas dessas aplicações, notando que muitos usuários abandonam as ferramentas após alguns meses de uso.

Apesar da declaração bombástica, Huang deu um leve passo atrás ao final da conversa. Ao ser confrontado com a possibilidade de a IA substituir completamente a liderança humana em larga escala, ele foi realista: “As chances de 100 mil desses agentes construírem a Nvidia são de zero por cento”.

A fala ocorre em um momento em que outros líderes do setor tentam se distanciar do termo “AGI” por considerá-lo saturado de hype, preferindo termos mais técnicos e limitados.

E você? Acredita que já estamos na era da AGI? Eu acho que não…

E, honestamente, nem vejo essa tecnologia com bons olhos. Não por querer colocar freios na inovação. Mas por entender que isso criaria problemas para muito além da nossa capacidade de resolução.

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CEO da Nvidia propõe pagar funcionários com tokens de IA

A proposta pode soar como ficção científica, mas já está sendo discutida nos corredores do Vale do Silício. Jensen Huang, CEO da Nvidia, sugeriu um novo modelo de remuneração que daria aos engenheiros “tokens de IA” além do salário base — uma forma de pagar funcionários para usar agentes de inteligência artificial (IA) como multiplicadores de produtividade.

Durante a GPU Technology Conference, conferência anual da Nvidia realizada na segunda-feira, Huang detalhou como funcionaria esse sistema. Os tokens — unidades de dados usadas por sistemas de IA para executar ferramentas e automatizar tarefas — estão se tornando uma das “ferramentas de recrutamento no Vale do Silício”, segundo ele.

O executivo apresentou números concretos para ilustrar sua visão. “Os engenheiros vão ganhar algumas centenas de milhares de dólares por ano como salário base. Vou dar a eles provavelmente metade disso além do salário base em forma de tokens”, explicou Huang. A justificativa é direta: “todo engenheiro que tem acesso a tokens será mais produtivo”.

CEO da Nvidia quer dar “tokens de IA” como bônus para engenheiros (Imagem: CL STOCK / Shutterstock.com)

Centenas de milhares de funcionários digitais

A proposta de tokens faz parte de uma visão mais ampla que Huang tem construído publicamente sobre o futuro do trabalho. No mês passado, ele disse à CNBC que os funcionários da Nvidia um dia trabalhariam ao lado de centenas de milhares de agentes de IA.

“Tenho 42 mil funcionários biológicos e vou ter centenas de milhares de funcionários digitais”, declarou o CEO. Essa transformação envolveria engenheiros supervisionando uma frota de agentes de IA capazes de completar tarefas complexas e de múltiplas etapas de forma autônoma, com mínima intervenção humana.

O receio do “apocalipse dos empregos”

As declarações de Huang surgem em um momento de crescente preocupação sobre o impacto dos agentes de IA no mercado de trabalho. Howard Marks, fundador da Oaktree Capital Management, alertou investidores, em um memorando, sobre “um salto incrível nas capacidades da IA” que agora permite que ela “aja de forma autônoma”.

Segundo Marks, essa diferença é fundamental: “É o que separa um mercado de US$ 50 bilhões de um de múltiplos trilhões de dólares”. A capacidade de substituir trabalho humano define o potencial transformador dessa tecnologia.

O Goldman Sachs estima que a IA poderia automatizar tarefas que representam 25% de todas as horas de trabalho nos Estados Unidos. O banco projeta um aumento de produtividade de 15% com a IA, o que poderia levar ao deslocamento de 6% a 7% dos empregos durante o período de adoção.

“Os riscos estão inclinados para um deslocamento maior se a IA se mostrar mais disruptiva para o trabalho do que tecnologias anteriores”, disse ao CNBC Joseph Briggs, economista sênior global do Goldman Sachs. Ele também aponta que 60% dos trabalhadores atuais estão empregados em ocupações que não existiam em 1940 — dado extraído de um estudo do economista David Autor —, sugerindo que novas funções surgirão mesmo com a obsolescência de outras.

Paradoxo entre demissões e escassez de talentos

O mercado de trabalho atual vive um “paradoxo de talentos” peculiar. 98% dos executivos C-suite esperam que a IA leve a reduções de pessoal nos próximos dois anos, enquanto 54% citam a escassez de talentos como seu principal desafio macroeconômico — é o que aponta Lewis Garrad, líder da prática de carreira na consultoria Mercer Asia, em entrevista ao CNBC.

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Mercado de trabalho deve mudar de forma radical com o crescimento da IA (Imagem: Moor Studio/iStock)

Cerca de 65% dos executivos esperam que 11% a 30% de sua força de trabalho seja realocada ou requalificada devido à IA até 2026, estima Garrad. Os empregos de nível inicial enfrentam o maior risco, já que a IA elimina as tarefas “trampolim” historicamente usadas para treinar novos trabalhadores — aprofundando o déficit de habilidades num momento em que a demanda por profissionais com conhecimento em IA só cresce.

Ao CNBC, Andreas Welsch, fundador da consultoria Intelligence Briefing e autor de “The Human Agentic AI Edge”, identificou quais funções estão na linha de frente: papéis envolvendo análise de dados, processamento de documentos, comparação de informações e elaboração de relatórios iniciais estão “em primeiro lugar” para deslocamento.

A visão otimista de Huang sobre software

Contrariando as preocupações sobre desemprego, Huang adota uma perspectiva otimista sobre o impacto dos agentes de IA na indústria de software, descrevendo-a como “contraintuitiva”. Em vez de reduzir a demanda por software, os agentes de IA se tornarão seus clientes mais vorazes.

A lógica do CEO é direta: mais agentes de IA significam maior demanda pela infraestrutura de software subjacente — os programas, ferramentas e recursos computacionais que os alimentam. “O número de compiladores C que usamos, o número de programas Python que temos, o número de instâncias, estão crescendo muito, muito rápido — porque o número de agentes que temos que usam essas ferramentas está aumentando”, explicou.

Também ao CNBC, Bruno Guicardi, presidente e fundador da empresa de tecnologia da informação CI&T, descreveu a mudança como uma transformação paradigmática. “Uma nova camada de abstração está sendo criada através de agentes. Agora os engenheiros de software podem ‘dizer’ o que os computadores devem fazer, não em uma linguagem de programação, mas em inglês simples. Trabalho que costumava levar meses para ser feito agora leva alguns dias. E vemos isso apenas se acelerando daqui em diante.”

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Desafios de implementação na prática

Apesar do otimismo, a integração de capacidades de IA nos fluxos de trabalho corporativos existentes pode se mostrar mais difícil que a própria tecnologia. Welsch citou ao CNBC uma estatística reveladora: aproximadamente 80% a 85% dos projetos de IA falharam desde 2018 — um dado preocupante para uma indústria repleta de entusiasmo.

“Seria indesejável ter centenas de milhares de agentes que criam mais problemas do que resolvem”, alertou o consultor.

Em entrevista ao CNBC, Briggs reconheceu que a transição não será sem atritos, mesmo no cenário mais otimista, antecipando um pico na taxa bruta de desemprego de cerca de meio ponto percentual durante a transição do mercado de trabalho para uma nova era.

Ainda assim, o economista enfatiza que novos empregos surgirão, lembrando que a mudança tecnológica sempre foi um dos principais motores do crescimento ocupacional a longo prazo. Dezenas de milhões de pessoas trabalham hoje em setores como computação, economia gig, e-commerce, criação de conteúdo e videogames — indústrias que eram ficção científica há uma geração.

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Nvidia apresenta IA para data centers, robótica, jogos, carros autônomos e até aplicações espaciais

A Nvidia anunciou uma série de novas tecnologias e parcerias voltadas para ampliar o uso da inteligência artificial (IA) em diferentes setores, incluindo data centers, robótica, jogos, veículos autônomos e missões espaciais. Os anúncios foram apresentados durante o evento anual da empresa, o GTC 2026, e reforçam a estratégia de expandir sua infraestrutura de computação acelerada para aplicações cada vez mais complexas.

Entre as novidades estão um novo processador desenvolvido especificamente para IA, plataformas para robótica e veículos autônomos, ferramentas para geração de dados de treinamento e sistemas capazes de levar processamento de IA para o espaço.

O CEO e fundador da Nvidia, Jensen Huang, disse, nesta ​segunda-feira (16), que a chance de receita para ​os chips de IA da companhia totaliza pelo menos US$ 1 trilhão (R$ 5,2 trilhões) até 2027.

O número mostra que ⁠Huang e sua companhia estão confiantes de que poderão continuar sendo a maior fatia do mercado de microprocessadores de ​IA ante à crescente concorrência e dúvidas de investidores sobre se a estratégia de investir em IA está valendo a pena.

Huang ‌não forneceu ​mais detalhes, mas isso representa grande avanço em relação à oportunidade de receita de cerca de US$ 500 bilhões ‌(R$ 2,6 trilhões) para 2026 que a Nvidia indicou em sua divulgação de resultados trimestrais. As ações da Nvidia saltaram brevemente com a notícia, mas diminuíram no final do pregão.

Novo processador para a era da IA “agente”

A empresa revelou o Vera CPU, descrito como o primeiro processador projetado especificamente para a era da chamada “IA agêntica”, em que sistemas de IA são capazes de planejar tarefas, executar ferramentas, interagir com dados e validar resultados de forma autônoma.

Segundo a companhia, o novo chip oferece eficiência duas vezes maior e desempenho até 50% mais rápido em comparação com CPUs tradicionais usadas em grandes infraestruturas de computação.

O novo processador foi desenvolvido a partir da arquitetura da NVIDIA Grace CPU e, de acordo com a empresa, permitirá que organizações criem “fábricas de IA” capazes de executar serviços de IA em grande escala.

“O Vera chega em momento decisivo para a IA. À medida que a inteligência se torna agêntica — capaz de raciocinar e agir —, a importância dos sistemas que orquestram esse trabalho aumenta”, afirmou Jensen Huang, fundador e CEO da Nvidia. “A CPU não está mais simplesmente apoiando o modelo; ela o está impulsionando.”

O chip conta com 88 núcleos personalizados chamados Olympus, capazes de executar duas tarefas simultaneamente por meio da tecnologia de multithreading espacial da empresa. Ele também utiliza memória LPDDR5X, oferecendo até 1,2 terabyte por segundo de largura de banda.

A Nvidia também apresentou um rack que integra 256 CPUs Vera com resfriamento líquido, capaz de sustentar mais de 22,5 mil ambientes de CPU funcionando simultaneamente em desempenho total.

Entre os primeiros parceiros que pretendem implementar o novo processador estão empresas de computação em nuvem e tecnologia, como Alibaba, CoreWeave, Meta e Oracle, além de fabricantes de infraestrutura, como Dell, Hewlett Packard Enterprise (HPE), Lenovo e Supermicro.

A Nvidia informou que o processador já está em produção e deverá estar disponível por meio de parceiros no segundo semestre deste ano.

Plataforma de IA para robôs e humanoides

  • Outra frente destacada pela empresa é o avanço da chamada “IA física”, voltada para robôs capazes de perceber o ambiente, tomar decisões e agir autonomamente;
  • Durante o evento, a Nvidia anunciou novas ferramentas de simulação e modelos abertos para o desenvolvimento de robôs inteligentes, incluindo atualizações do framework Nvidia Isaac e novos modelos das plataformas Nvidia Cosmos e Nvidia Isaac GR00T;
  • Segundo Huang, a robótica tende a se tornar parte essencial da indústria global: “A IA física chegoutoda empresa industrial vai se tornar uma empresa de robótica”, afirmou;
  • Empresas, como ABB Robotics, Fanuc, Kuka e Yaskawa estão integrando bibliotecas da plataforma Nvidia Omniverse e ferramentas de simulação Isaac para criar “gêmeos digitais” de fábricas e linhas de produção;
  • A companhia também apresentou o Cosmos 3, modelo de base voltado para geração de ambientes simulados, raciocínio visual e simulação de ações, além do Isaac Lab 3.0, que permite treinar robôs em grande escala utilizando infraestrutura da classe Nvidia DGX;
  • Entre os projetos de robôs humanoides que utilizam essas tecnologias estão iniciativas de empresas, como Boston Dynamics, Agility Robotics e Figure.

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“Fábrica de dados” Nvidia para treinar IA

A Nvidia também apresentou o Physical AI Data Factory Blueprint, arquitetura aberta destinada a acelerar a geração de dados de treinamento para sistemas de IA usados em robótica, visão computacional e veículos autônomos.

A proposta automatiza a criação, ampliação e avaliação de conjuntos de dados, permitindo transformar pequenos volumes de dados reais em grandes bases de treinamento com cenários complexos ou raros.

“IA física é a próxima fronteira da revolução da IA, onde o sucesso depende da capacidade de gerar quantidades massivas de dados”, afirmou Rev Lebaredian, vice-presidente de tecnologias de simulação e Omniverse da Nvidia.

A arquitetura inclui ferramentas, como o Cosmos Curator, que processa e organiza dados; o Cosmos Transfer, que amplia e diversifica datasets; e o Cosmos Evaluator, responsável por validar automaticamente os dados gerados.

O sistema também utiliza o framework de orquestração de código aberto OSMO, capaz de gerenciar fluxos de trabalho de IA em larga escala e integrar agentes de programação, como Claude Code, OpenAI Codex e Cursor. A infraestrutura está sendo integrada a serviços de nuvem de empresas, como Microsoft e Nebius.

Huang apresentou diversas novidades e números animadores em pouco mais de duas horas de evento (Imagem: FotoField/Shutterstock)

Parceria para carros autônomos

No setor automotivo, a Nvidia anunciou a ampliação de sua parceria com a Hyundai e a Kia para desenvolver tecnologias de direção autônoma. A colaboração utilizará a plataforma Nvidia Drive Hyperion para criar sistemas escaláveis de direção automatizada em veículos das marcas do grupo.

A tecnologia deverá suportar funcionalidades que vão desde assistência avançada ao motorista até sistemas de condução autônoma mais avançados, com níveis entre 2 e 4 de automação.

Segundo Heung‑Soo Kim, executivo do grupo Hyundai, a parceria representa um passo importante na estratégia da empresa. “A parceria ampliada com a Nvidia marca um marco importante na realização da visão do Hyundai Motor Group de desenvolver tecnologias de direção autônoma seguras e confiáveis”, afirmou. As empresas também pretendem expandir a cooperação com a startup de robotáxis Motional.

IA generativa aplicada a gráficos de videogames

No setor de jogos, a Nvidia apresentou o DLSS 5, nova versão de sua tecnologia de gráficos baseada em IA. O sistema combina dados tradicionais de gráficos 3D com modelos de IA generativa capazes de prever e completar partes de uma imagem, permitindo criar cenários mais realistas sem a necessidade de renderizar todos os elementos.

Fundimos gráficos 3D controláveis, a verdade fundamental dos mundos virtuais, com IA generativa, computação probabilística”, explicou Huang. Segundo o executivo, a combinação entre dados estruturados e modelos generativos poderá ser aplicada em diversos setores além dos jogos. “Esse conceito de fundir informações estruturadas e IA generativa vai se repetir em um setor após o outro”, disse.

Ele também citou plataformas de dados corporativos, como Snowflake, Databricks e BigQuery, como exemplos de bases estruturadas que poderão ser exploradas por sistemas de IA no futuro.

Computação de IA da Nvidia também chega ao espaço

Outro anúncio envolve a expansão da computação acelerada da Nvidia para aplicações espaciais. A empresa apresentou o Space-1 Vera Rubin Module, um módulo capaz de levar capacidade de processamento de IA para satélites e centros de dados orbitais. Segundo a companhia, o sistema pode oferecer até 25 vezes mais capacidade de inferência de IA no espaço em comparação com a GPU Nvidia H100.

A empresa também destacou o uso das plataformas Nvidia IGX Thor e Nvidia Jetson Orin para permitir processamento de dados em tempo real diretamente em órbita. “Computação espacial, a fronteira final, chegou”, afirmou Huang. “À medida que implantamos constelações de satélites e exploramos o espaço profundo, a inteligência precisa existir onde os dados são gerados.”

Empresas, como Aetherflux, Axiom Space, Kepler Communications, Planet Labs e Starcloud, já estão utilizando plataformas da Nvidia para missões espaciais, processamento de dados geoespaciais e operações autônomas em órbita.

Segundo a empresa, a expansão da indústria espacial está aumentando rapidamente a demanda por processamento de dados em tempo real fora da Terra, tornando a IA ferramenta central para satélites e missões científicas.

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