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Anthropic intensifica negociações para derrubar bloqueio dos EUA a modelos de inteligência artificial

A Anthropic mobilizou sua cúpula técnica e representantes de políticas públicas para Washington no fim de semana, após o governo de Donald Trump restringir o uso internacional dos modelos de inteligência artificial Fable 5 e Mythos 5. A medida, anunciada na sexta-feira (12), levou a empresa a suspender o acesso às ferramentas fora dos Estados Unidos.

As conversas envolveram integrantes da administração federal e executivos da startup, que buscam uma saída para as limitações impostas às tecnologias. O impasse surgiu depois que autoridades americanas passaram a questionar mecanismos de proteção dos sistemas, diante de pesquisas que apontaram a possibilidade de obter informações sobre vulnerabilidades de softwares.

O objetivo das negociações é encontrar uma solução que permita restabelecer o acesso aos modelos mais avançados da companhia, ao mesmo tempo em que atenda às exigências de segurança levantadas pelo governo.

Empresa busca acordo após restrição atingir modelos de ponta

Outdoor da Anthropic – Imagem: PhotoGranary02/Shutterstock

Segundo o The Wall Street Journal, representantes da Anthropic e integrantes do governo estadunidense passaram horas em reuniões e ligações ao longo do fim de semana para discutir os impactos da decisão.

Entre os participantes estavam o secretário de Comércio, Howard Lutnick, o diretor nacional de cibernética, Sean Cairncross, além de Tom Brown, cofundador e diretor de computação da startup, e Sarah Heck, responsável pela área de políticas públicas da empresa.

Pessoas familiarizadas com as conversas relataram à publicação que existe interesse mútuo em encerrar o impasse. Ainda assim, não havia clareza sobre quais condições poderiam viabilizar a retomada do acesso aos modelos bloqueados.

Paralelamente, especialistas da área de segurança digital manifestaram preocupação com a decisão. Um grupo de profissionais divulgou uma carta defendendo a retirada das restrições, argumentando que a medida pode prejudicar a posição dos Estados Unidos na corrida pela liderança em inteligência artificial.

Na avaliação dos signatários, “essa ação tirou os melhores modelos dos defensores, criou incerteza no mercado e colocou em risco a liderança de IA dos Estados Unidos sem nenhum risco real para justificá-la”, afirmaram pesquisadores de segurança cibernética em carta encaminhada à administração estadunidense.

O episódio ocorre após meses de divergências entre a Anthropic e órgãos do governo sobre regras de utilização e supervisão de sistemas avançados de inteligência artificial. O texto informa que também havia desacordos envolvendo o uso dos modelos pela área militar e discussões relacionadas à formulação de políticas públicas para o setor.

A controvérsia ganhou força depois que pesquisadores da Amazon identificaram formas de contornar determinadas barreiras de proteção do Fable. Segundo a reportagem, os testes permitiram obter informações sobre falhas existentes em pelo menos quatro programas de computador ao modificar a forma como os pedidos eram feitos ao sistema.

Logo da Anthropic em um smartphone; ao fundo, várias linhas de código de programação
Preocupações com segurança ganharam força – Imagem: Photo For Everything/Shutterstock

Especialistas ouvidos pela publicação observaram, porém, que o estudo não apontou a geração de ferramentas ofensivas destinadas a ataques cibernéticos. O material teria demonstrado a capacidade de localizar vulnerabilidades, recurso que também pode ser empregado por equipes responsáveis pela defesa de redes e sistemas.

Consoante a posição divulgada pela Anthropic, as fragilidades destacadas pelos pesquisadores seriam relativamente simples e poderiam ser identificadas por outros modelos já disponíveis ao público. A empresa também sustentou que os resultados não configurariam uma quebra completa das salvaguardas implementadas na tecnologia.

Em meio à escalada da crise, a companhia enviou a Washington alguns de seus principais especialistas em segurança e avaliação de riscos. A expectativa era apresentar detalhes técnicos sobre os mecanismos de proteção adotados e reduzir a tensão entre a empresa e a administração federal.

A reação do governo ocorreu rapidamente. Após discussões internas e contatos entre autoridades e representantes do setor privado, a Anthropic recebeu pressão para retirar os modelos de circulação. Na mesma noite em que a restrição foi formalizada, a startup interrompeu o acesso ao Fable 5 e ao Mythos 5 para cumprir a determinação.

Para parte da comunidade de segurança digital, a resposta oficial foi excessiva. Katie Moussouris, diretora-executiva da empresa de cibersegurança Luta Security, avaliou que a suspensão da versão mais recente do Mythos produz efeitos negativos para atividades de proteção digital e para interesses estratégicos do próprio país.

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EUA proíbem uso das novas IAs da Anthropic por estrangeiros

Uma decisão anunciada pelo governo dos Estados Unidos na sexta-feira (12) provocou forte repercussão no setor de inteligência artificial. O Departamento de Comércio determinou que estrangeiros não poderão acessar os novos modelos de IA lançados pela Anthropic, empresa responsável pelo assistente Claude

A medida vale tanto para pessoas que vivem fora do país quanto para estrangeiros que estão em território estadunidense.

Especialistas alertam que a IA poderosa da Anthropic pode ser usada para obter informações sensíveis, burlar regras de segurança ou explorar vulnerabilidades tecnológicas. – Crédito: Saulo Ferreira Angelo/Shutterstock

Em resumo:

  • EUA proibiram estrangeiros de acessar novos modelos da Anthropic;
  • Anthropic suspendeu globalmente ferramentas Fable 5 e Mythos 5;
  • Governo teme jailbreaks que burlam proteções de segurança;
  • Empresa critica medida e pede regras transparentes;
  • Caso amplia debate entre inovação, segurança e regulação.

Para cumprir a determinação, a companhia precisou interromper o acesso global aos modelos recém-lançados. A ordem foi emitida poucos dias após a chegada ao mercado das ferramentas Fable 5 e Mythos 5, apresentadas pela empresa como uma nova geração de sistemas de inteligência artificial com capacidades avançadas.

Anthropic vê exagero na decisão do governo

Embora o governo não tenha detalhado oficialmente os motivos da restrição, fontes ligadas ao caso indicam que a preocupação estaria relacionada à possibilidade de os sistemas serem alvo de técnicas conhecidas como “jailbreak”, segundo o jornal The New York Times. Esse tipo de procedimento busca contornar os mecanismos de segurança das IAs para obter respostas ou comportamentos que normalmente seriam bloqueados.

Na prática, um jailbreak utiliza instruções elaboradas, simulações ou estratégias de engenharia de prompt para convencer o sistema a ignorar limitações impostas pelos desenvolvedores. Especialistas alertam que esse recurso pode ser usado para obter informações sensíveis, burlar regras de segurança ou explorar vulnerabilidades tecnológicas.

A Anthropic afirmou que sempre reconheceu a existência desse tipo de risco, mas considera a reação do governo exagerada. Em comunicado divulgado em seu site e nas redes sociais, a empresa classificou a decisão como um possível mal-entendido e defendeu que eventuais restrições devem seguir critérios transparentes, baseados em evidências técnicas e em processos regulatórios claros.

Para a companhia, impedir o acesso aos modelos por causa da possibilidade de jailbreak criaria um precedente que poderia afetar praticamente toda a indústria de inteligência artificial. Isso porque nenhuma grande empresa do setor está totalmente livre desse tipo de vulnerabilidade, apesar dos constantes investimentos em mecanismos de proteção.

Os modelos afetados haviam sido disponibilizados ao público poucos dias antes da restrição. Inicialmente, o acesso seria gratuito por um período limitado. Depois, os usuários passariam a utilizar a tecnologia por meio de cobrança baseada em requisições feitas às interfaces de programação (APIs).

O sistema Fable 5 foi desenvolvido com camadas extras de proteção para impedir respostas relacionadas a temas considerados sensíveis, como cibersegurança ofensiva, biologia avançada e outras áreas que poderiam ser exploradas para atividades ilegais. A empresa afirma que consultas consideradas de maior risco seriam direcionadas para versões mais antigas da tecnologia.

Logo da Anthropic em um smartphone na horizontal
EUA restringem acesso ao Fable, IA da Anthropic voltada para segurança digital e análise de código. – Crédito: Samuel Boivin/Shutterstock

Especialistas divergem sobre a medida

Apesar dessas barreiras, especialistas divergem sobre a eficácia das medidas. Parte da comunidade de segurança digital considera que sistemas tão avançados podem representar novas ameaças caso caiam em mãos mal-intencionadas. Outros pesquisadores argumentam que as mesmas capacidades podem ser utilizadas para fortalecer defesas e identificar vulnerabilidades antes que criminosos as explorem.

As discussões sobre os riscos dos novos modelos ganharam força após testes realizados por pesquisadores que tiveram acesso antecipado ao Mythos. Alguns classificaram a ferramenta como um avanço preocupante no campo da cibersegurança, enquanto outros a enxergaram como uma evolução gradual das tecnologias já disponíveis no mercado.

A decisão dos EUA também ocorre em meio a um debate mais amplo sobre a supervisão da IA. Recentemente, o governo passou a discutir mecanismos para ampliar o monitoramento de sistemas avançados antes de sua liberação ao público. A mudança representa uma postura mais cautelosa em relação ao rápido crescimento da tecnologia.

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“Não tenho palavras”, diz ex-conselheiro de Inteligência Artificial de Trump

A relação entre a Casa Branca e a Anthropic já vinha apresentando atritos. Meses atrás, órgãos federais foram orientados a interromper o uso de ferramentas da empresa após divergências sobre a utilização dos modelos por forças militares. A startup defendia a adoção de salvaguardas técnicas para evitar usos considerados inadequados.

Mesmo diante das restrições, modelos anteriores da Anthropic continuam disponíveis. A empresa informou que sistemas como o Opus 4.8 não foram afetados pela ordem governamental e seguem operando normalmente para clientes autorizados.

A decisão causou surpresa entre especialistas em tecnologia e ex-integrantes do governo americano. Entre os críticos está Dean Ball, ex-conselheiro de inteligência artificial da administração Trump, que reagiu à notícia nas redes sociais dizendo: “Não tenho palavras”. Em seguida, classificou a medida como “desconcertante”. Para analistas do setor, a restrição contrasta com outras iniciativas recentes dos Estados Unidos voltadas ao fortalecimento da liderança do país no desenvolvimento de tecnologias avançadas.

O caso também reacendeu o debate sobre como equilibrar inovação e segurança. Enquanto governos discutem formas de reduzir riscos associados às novas tecnologias, empresas do setor alertam para a necessidade de regras claras que não impeçam o avanço de ferramentas consideradas estratégicas para a economia e para a pesquisa científica. Por enquanto, não há previsão oficial para o fim das restrições impostas aos novos modelos da Anthropic.

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Guerra no Oriente Médio ameaça cadeia global da IA

A guerra entre Irã e Estados Unidos começou a gerar efeitos diretos sobre a indústria global de semicondutores. Isso acontece em um momento de forte crescimento impulsionado pela inteligência artificial (IA).

Empresas responsáveis pela fabricação de chips e componentes alertaram investidores sobre aumento de custos, problemas logísticos e risco de escassez de matérias-primas essenciais para manter o ritmo acelerado da produção de hardware voltado à IA, segundo informações da CNBC.

Fabricantes, como TSMC, Foxconn e Infineon, destacaram em seus resultados financeiros que o conflito no Oriente Médio já afeta operações e margens de lucro.

O aumento do preço do petróleo elevou despesas com energia, transporte e frete internacional, enquanto cadeias de suprimentos consideradas estratégicas para o setor passaram a enfrentar dificuldades crescentes. Analistas avaliam que a situação ainda pode piorar nos próximos meses.

Para quem tem pressa:

  • Aumento nos custos de energia e logística internacional;
  • Risco de escassez de hélio e outros materiais críticos;
  • Necessidade de criar estoques de segurança;
  • Pressão sobre margens de lucro das fabricantes;
  • Impacto potencial sobre data centers de IA.

Hélio e energia entram na lista de preocupações do setor

O hélio aparece entre os materiais mais críticos para a fabricação de semicondutores. O gás é utilizado em diferentes etapas da produção de chips e depende diretamente da indústria de gás natural. O Catar, segundo maior fornecedor global do produto, teve sua capacidade de exportação afetada após ataques iranianos. Segundo dados da S&P Global, o país respondeu por mais de 30% da oferta mundial de hélio em 2025.

Fabricantes, como TSMC, Foxconn e Infineon, destacaram em seus resultados financeiros que o conflito no Oriente Médio já afeta operações e margens de lucro – Imagem: deepadesigns/Shutterstock

Além do hélio, empresas também relataram dificuldades envolvendo alumínio, bromo e outros insumos importantes para o setor. Em março, compradores europeus de chips precisaram recorrer a estoques de emergência após interrupções no transporte aéreo.

Francisco Jeronimo, analista da IDC, afirmou que os preços de gás, energia e frete continuam em níveis historicamente elevados e devem permanecer pressionados mesmo em caso de redução das tensões.

Fabricantes aceleram planos de diversificação

A TSMC informou que trabalha para ampliar fornecedores e criar soluções de múltiplas fontes de abastecimento. Segundo o CFO, Wendell Huang, a empresa busca construir uma cadeia global mais diversificada e fortalecer fornecedores locais. O VAT Group, fornecedor de componentes para fabricantes de chips, relatou interrupções logísticas e necessidade de redirecionar remessas por causa da guerra, com impacto milionário nas vendas trimestrais.

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Aumento do preço do petróleo elevou despesas com energia, transporte e frete internacional, enquanto cadeias de suprimentos consideradas estratégicas para o setor passaram a enfrentar dificuldades crescentes – Imagem: IM Imagery/Shutterstock

Apesar do cenário, investidores continuam apostando fortemente no setor de inteligência artificial. O índice PHLX Semiconductor, da Nasdaq, acumula forte valorização nos últimos meses, impulsionado pela demanda crescente por chips voltados à IA.

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Analistas afirmam que empresas com estoques robustos, fornecedores diversificados e maior poder de precificação devem enfrentar menos pressão ao longo de 2026, enquanto concorrentes menores podem sofrer impactos mais severos.

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Inteligência artificial podem criar um novo tipo de desigualdade social e digital, aponta estudo

Pesquisadores da Hong Kong Baptist University alertaram, que a alfabetização em inteligência artificial pode criar uma nova desigualdade digital. A análise utilizou dados coletados pelo Pew Research Center com mais de 10 mil adultos nos Estados Unidos para avaliar o quanto diferentes grupos conseguem reconhecer e compreender sistemas baseados em IA. O estudo foi divulgado em abril deste ano, na revista Information, Communication & Society 

Os resultados apontam que pessoas com maior renda e nível de escolaridade tendem a lidar melhor com essas tecnologias, cenário que pode aumentar disparidades sociais, educacionais e profissionais nos próximos anos.

Para quem tem pressa:

  • Pesquisadores apontam que a alfabetização em inteligência artificial pode ampliar uma nova desigualdade digital, baseada não só no acesso, mas na capacidade de compreender a tecnologia;
  • O estudo mostra que pessoas com maior renda e escolaridade reconhecem e entendem melhor sistemas de IA, como chatbots, recomendações e filtros automáticos;
  • Segundo os autores, a falta de letramento em IA pode aumentar desigualdades sociais e profissionais, reforçando a necessidade de educação tecnológica.

Diferenças aparecem no uso cotidiano

A desigualdade digital com o uso das IAs pode exponenciar desigualdades sociais e econômicas – Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital)

Os pesquisadores observaram que pessoas com maior nível educacional tiveram mais facilidade para identificar recursos de IA em situações comuns, como filtros de spam, sistemas de recomendação de conteúdo, assistentes virtuais e chatbots. Já participantes com menor renda e escolaridade demonstraram menos familiaridade com essas aplicações.

Dentre as análises feitas, está também a seguestão de que a desigualdade não está apenas no acesso à tecnologia, mas principalmente na capacidade de compreender como ela funciona e quais impactos pode gerar. Pessoas capazes de compreender a possibilidade de vídeos gerados por deepfakes ou algum tipo de gerador de vídeo, por exemplo, podem se proteger mais facilmente de notícias falsas.

Para os autores, essa disparidade pode influenciar desde oportunidades profissionais até a forma como cidadãos consomem informação e interagem com serviços digitais.

Além disso, o estudo alerta que a rápida expansão da IA em setores como educação, trabalho e comunicação pode ampliar diferenças sociais já existentes caso políticas de inclusão digital não acompanhem esse crescimento.

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Especialistas defendem educação digital

Pessoa no computador escreve enquanto ícones aparecem em destaque. Os símbolos tem referência a objetos escolares como lousas, livros, etc.
A educação digital pode se tornar vital para a diminuição dessa desigualdade, de acordo com o estudo. – Imagem: MR SOCCER / Shutterstock

Como forma de combater essa possível disparidade, os autores defendem que governos, escolas e empresas invistam em programas de educação tecnológica voltados à compreensão da inteligência artificial. A ideia é preparar a população para lidar com sistemas automatizados que já fazem parte da rotina em plataformas online, aplicativos e serviços digitais.

No estudo, os pesquisadores afirmam ainda, que desenvolver habilidades relacionadas à IA deve se tornar uma prioridade semelhante à alfabetização digital observada nas últimas décadas. Sem esse preparo, parte da população pode ficar em desvantagem em um cenário cada vez mais dependente de tecnologias automatizadas.

É necessário reforçar porém, que os resultados são um forte indicador de uma nova tendência digital, mas que se basearam nas informações coletadas em dezembro de 2022, antes do avanço das inteligências artificiais sobre a vida cotidiana.

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Desconfiados um do outro, Trump e Xi Jinping devem discutir sobre IA nesta semana

O presidente dos EUA, Donald Trump, deve colocar a inteligência artificial (IA) no centro das discussões em sua visita a Pequim para encontrar o líder chinês Xi Jinping nesta semana, segundo a Reuters

Embora a tecnologia tenha ganhado peso estratégico, autoridades norte-americanas consideram improvável a assinatura de compromissos. Isso por conta da desconfiança mútua entre as nações.

A rivalidade tecnológica entre as duas potências se intensificou após o lançamento do Mythos, modelo de IA mais avançado da Anthropic. Isso elevou as apostas para ambos os lados. 

Observadores comparam o atual cenário de disputa em IA a uma corrida armamentista nuclear nos moldes da Guerra Fria.

Diálogo diplomático tenta evitar colapsos financeiros e ameaças de segurança cibernética

A presença do CEO da Nvidia, Jensen Huang, e do consultor de políticas tecnológicas da Casa Branca, Michael Kratsios, na delegação de Trump sinaliza que discussões sobre os chips H200 podem estar na pauta do encontro. 

A China teme que a exclusão do acesso a modelos de ponta como o Mythos, cujos testes foram bloqueados para o país, crie um “hiato geracional” em suas capacidades de defesa e segurança cibernética.

Rivalidade entre EUA e China se intensificou após o lançamento do Mythos, modelo de IA mais avançado da Anthropic – Imagem: Photo For Everything/Shutterstock

Pequim propôs formalmente a criação de um mecanismo de diálogo liderado pelo Secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, e pelo vice-ministro das Finanças da China, Liao Min

Entretanto, as expectativas de resultados práticos permanecem baixas, uma vez que as agências envolvidas não são especializadas em IA. E o governo Trump só recentemente passou a focar na verificação de segurança de modelos avançados.

O modelo Mythos identificou “milhares” de vulnerabilidades graves em sistemas operacionais e softwares, o que disparou uma corrida de bancos e governos mundo afora para reforçar suas defesas. 

Pesquisadores advertem que o avanço descontrolado da IA pode acelerar o design de bioarmas, causar choques financeiros sistêmicos e até resultar em sistemas “rebeldes” que agem de forma independente do controle humano.

Kwan Yee Ng, da consultoria Concordia AI, defende a criação de uma “linha direta sem culpa” para que os países possam sinalizar incidentes gerados por IA. 

Segundo a especialista, o impasse é ideológico. “Quando um lado vê a IA como um risco de proliferação a ser contido e o outro vê a contenção como um ataque a uma tecnologia de uso geral, isso torna muito difícil encontrar um terreno comum”, disse Kwan à agência de notícias.

Enquanto o governo chinês denuncia um “bloqueio sistemático do ecossistema” tecnológico ocidental, legisladores dos EUA pressionam pela aprovação do MATCH Act, que impõe novos limites ao acesso de Pequim às cadeias de suprimento de semicondutores. 

Atualmente, a escassez de poder computacional e as restrições de exportação já obrigam diversos modelos de IA chineses a racionar o acesso de seus usuários.

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EUA ou China? Avanço da IA coloca Brasil em um dilema

A corrida da inteligência artificial é também uma disputa geopolítica pela hegemonia tecnológica global. É por isso que Estados Unidos e China investem pesado para que as suas empresas assumam o protagonismo no mercado de IA.

Neste cenário, países com menor capacidade tecnológica são obrigados a escolher um lado. É exatamente o que acontece com o Brasil, fortemente pretendido por norte-americanos e chineses devido ao importante mercado consumidor nacional.

Brasil é pretendido pelos dois países

  • No ano passado, o presidente dos EUA, Donald Trump, assinou uma ordem executiva autorizando a exportação de “pacotes completos” de inteligência artificial, colocando o Brasil entre os destinos prioritários ao lado de Egito e Indonésia.
  • O nosso país figura nominalmente na lista de mercados emergentes onde Washington busca consolidar sua presença antes que a influência chinesa se torne irreversível.
  • Em meio a este cenário, o Brasil tenta se equilibrar.
  • O país firmou um memorando de entendimento com Pequim sobre cooperação em IA e avançou em negociações com os Estados Unidos, recebendo anúncios de investimentos bilionários em data centers da Microsoft, Amazon e Oracle.
  • As informações são do G1.

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Não se trata apenas de tecnologia

O ponto central dessa disputa vai muito além de quem exporta os chips. O que importa é quem é responsável pelo treinamento dos modelos de IA. Os sistemas já utilizados pelo setor público e privado brasileiro, na análise de crédito, triagem de políticas, recomendação de conteúdo e gestão de contratos, foram desenvolvidos majoritariamente por empresas dos Estados Unidos, segundo padrões norte-americanos e com dados que refletem realidades daquele país.

O viés estrutural se aprofunda na medida em que o Brasil sustenta sua infraestrutura cognitiva sobre servidores sujeitos a uma lei que autoriza o governo dos EUA a requisitar dados armazenados por provedores norte-americanos em qualquer jurisdição do mundo, independentemente da localização física do servidor.

EUA ou China: de que lado o Brasil deve ficar? (Imagem:leolintang/Shutterstock)

Apesar disso, o país tem uma importante carta na manga. O Brasil é o maior mercado de dados da América Latina, tem uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo – fator crucial para data centers – e produziu o PIX, um dos sistemas de pagamentos digitais mais sofisticados em operação global.

Isso significa que o nosso país pode escolher o lado mais vantajoso. Hoje, ele parece muito mais alinhado aos Estados Unidos neste quesito, mas será que a China pode oferecer melhores benefícios? E seria esse um melhor caminho a ser adotado?

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EUA emitem alerta global sobre suposto roubo de IA por empresas chinesas

O Departamento de Estado dos Estados Unidos ordenou um alerta diplomático global sobre supostos esforços generalizados de empresas chinesas, incluindo a startup de inteligência artificial (IA) DeepSeek, para roubar propriedade intelectual de laboratórios estadunidenses de IA, segundo documento diplomático obtido pela Reuters.

O documento afirma que seu propósito é “alertar sobre os riscos de utilizar modelos de IA destilados de modelos proprietários dos EUA e estabelecer as bases para possível acompanhamento e contato do governo americano”.

Processo de destilação e acusações

A destilação é o processo de treinar modelos menores de IA usando saídas de modelos maiores e mais caros como parte de um esforço para reduzir os custos de treinamento de uma nova ferramenta poderosa de IA. A DeepSeek, startup chinesa cujo modelo de baixo custo surpreendeu o mundo no ano passado, lançou na sexta-feira uma prévia de um novo modelo altamente antecipado, adaptado para a tecnologia de chips Huawei, destacando a crescente autonomia da China no setor.

O cabo também mencionou as empresas chinesas de IA Moonshot AI e MiniMax. O Departamento de Estado, a DeepSeek e a Embaixada Chinesa em Washington não responderam imediatamente aos pedidos de comentário.

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DeepSeek, que deixou o mundo da IA de queixo caído, estaria envolvida na atividade – Imagem: Mojahid Mottakin/Shutterstock

Resposta Chinesa e Contexto Diplomático

Esta semana, a Casa Branca fez acusações similares, que a Embaixada Chinesa em Washington chamou de “alegações infundadas”, acrescentando que Pequim “atribui grande importância à proteção dos direitos de propriedade intelectual”.

O cabo, datado de sexta-feira e enviado a postos diplomáticos e consulares ao redor do mundo, instrui funcionários diplomáticos a falar com suas contrapartes estrangeiras sobre “preocupações com a extração e destilação de modelos de IA dos EUA por adversários”.

“Um pedido e uma mensagem de protesto separados foram enviados a Pequim para serem discutidos com a China”, afirma o documento. Ele, que não foi reportado anteriormente, sinaliza que a administração Trump está levando a sério as crescentes preocupações sobre a destilação chinesa de modelos estadunidenses de IA.

“Modelos de IA desenvolvidos a partir de campanhas de destilação sub-reptícias e não autorizadas permitem que atores estrangeiros lancem produtos que parecem ter desempenho comparável em benchmarks selecionados por uma fração do custo, mas não replicam o desempenho completo do sistema original”, disse o documento, acrescentando que as campanhas também “deliberadamente removem protocolos de segurança dos modelos resultantes e desfazem mecanismos que garantem que esses modelos de IA sejam ideologicamente neutros e busquem a verdade”.

Advertências anteriores da OpenAI

A OpenAI alertou legisladores estadunidenses que a DeepSeek estava mirando a fabricante do ChatGPT e as principais empresas de IA do país para replicar modelos e usá-los para seu próprio treinamento, reportou a Reuters em fevereiro.

O memorando e o documento de acompanhamento, divulgados apenas semanas antes de o presidente estadunidense Donald Trump visitar o presidente chinês Xi Jinping em Pequim, prometem elevar as tensões em uma guerra tecnológica de longa data entre as superpotências rivais, que havia sido diminuída por uma distensão negociada em outubro passado.

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Anthropic discute modelo de IA com Trump, diz cofundador

A Anthropic está discutindo seu modelo de IA de fronteira Claude Mythos com a administração de Donald Trump, disse o cofundador da empresa nesta segunda-feira (13), mesmo após o Pentágono ter cortado negócios com a empresa de inteligência artificial (IA) estadunidense após disputa contratual.

Uma disputa entre a Anthropic e o Pentágono sobre salvaguardas para como os militares poderiam usar suas ferramentas de IA levou a agência a classificar a Anthropic como um risco da cadeia de suprimentos no mês passado, proibindo seu uso pelo Pentágono e seus contratados.

“Temos uma disputa contratual restrita, mas não quero que isso atrapalhe o fato de que nos importamos profundamente com a segurança nacional”, disse o cofundador da Anthropic, Jack Clark, no evento Semafor World Economy em Washington (EUA).

“Nossa posição é que o governo tem que saber sobre essas coisas… Então, absolutamente, estamos conversando com eles sobre o Mythos e vamos conversar com eles sobre os próximos modelos também.”

Pentágono declarou criadora do Claude como um risco à cadeia de suprimentos e à segurança nacional – Imagem: RixAiArt/Shutterstock

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Capacidades do Anthropic Claude Mythos

  • O Mythos, anunciado em 7 de abril, é o modelo “ainda mais capaz” da Anthropic para codificação e tarefas agênticas, disse a empresa em um post de blog, referindo-se à capacidade do modelo de atuar de forma autônoma;
  • Suas capacidades de codificar em alto nível lhe deram uma habilidade potencialmente sem precedentes para identificar vulnerabilidades de segurança cibernética e elaborar maneiras de explorá-las, disseram especialistas à Reuters;
  • Um tribunal federal de apelações de Washington, D.C., recusou-se, na semana passada, a bloquear a lista negra de segurança nacional do Pentágono da Anthropic por enquanto, uma vitória para a administração Trump que vem depois de outro tribunal de apelações chegar à conclusão oposta em um desafio legal separado da Anthropic;
  • A natureza e os detalhes das conversas da Anthropic com o governo estadunidense, incluindo quais agências estão envolvidas, não ficaram imediatamente claros.

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Co-fundador da Super Micro é acusado de ajudar China a obter chips da Nvidia

Co-fundador da Super Micro, Wally Liaw, de 71 anos, está no foco de uma investigação que pode abalar o mercado global de inteligência artificial. Promotores dos Estados Unidos acusam o executivo de ter ajudado clientes chineses a violar as leis de controle de exportação da Casa Branca.

O caso coloca a empresa, líder global em tecnologia de servidores de alto desempenho, no centro da guerra tecnológica entre EUA e China. As duas potências correm para desenvolver as ferramentas de IA mais avançadas do mundo, e os chips da Nvidia são considerados peças fundamentais nessa disputa.

A celebração que virou pesadelo

Na conferência anual de tecnologia da Nvidia, realizada nesta semana, Liaw estava ao lado do CEO da Super Micro quando cumprimentou Jensen Huang, chefe-executivo da gigante dos chips. A empresa chegou a postar no X (antigo Twitter) uma foto do aperto de mãos, destacando a parceria.

Dois dias depois, Liaw foi preso. As acusações envolvem exatamente o produto que estava sendo celebrado na conferência — servidores da Super Micro equipados com processadores de IA de alta performance da Nvidia.

A Super Micro é uma das principais fabricantes de servidores do mundo, especialmente aqueles otimizados para rodar aplicações de inteligência artificial. Seus produtos combinam hardware de diferentes fornecedores, incluindo os cobiçados chips H100 e H200 da Nvidia, considerados essenciais para treinar modelos de linguagem como o ChatGPT.

EUA e China disputam a hegemonia tecnológica global (Imagem: Knight00730/Shutterstock)

Um histórico de problemas

Esta não é a primeira vez que Liaw enfrenta questões legais relacionadas à sua empresa. Ele retornou à Super Micro após um escândalo contábil que abalou a companhia anos atrás. Na época, a empresa enfrentou investigações por práticas contábeis questionáveis.

Agora, aos 71 anos, o executivo é acusado de um crime muito mais grave: supostamente ajudar a China a contornar as restrições norte-americanas sobre tecnologia sensível. As acusações federais sugerem que ele orquestrou um esquema para exportar ilegalmente servidores contendo os chips mais avançados da Nvidia.

A Super Micro viu suas ações despencarem mais de 33% após a notícia, refletindo a preocupação dos investidores sobre o impacto do caso no futuro da empresa.

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Caso coloca em dúvida o futuro da Super Micro (Imagem: CryptoFX/Shutterstock)

A batalha pelos chips de IA

  • Os processadores da Nvidia estão no centro de uma corrida global por supremacia em inteligência artificial.
  • Os chips H100 e H200, especificamente, são considerados os mais poderosos disponíveis para treinar modelos de IA em larga escala.
  • Empresas de tecnologia ao redor do mundo competem ferozmente para conseguir esses componentes.
  • O governo dos EUA implementou restrições rigorosas sobre a exportação desses chips para a China, tentando impedir que o país rival acelere seu desenvolvimento em IA militar e de vigilância.
  • As regras proíbem a venda direta dos processadores mais avançados para empresas chinesas, forçando a empresa a criar versões menos potentes especificamente para o mercado do país asiático.
  • Segundo a acusação federal, Liaw teria facilitado a venda de US$ 2,5 bilhões em servidores equipados com chips da Nvidia para clientes da China.
  • A Super Micro, como integradora de sistemas, tem acesso privilegiado aos chips da gigante.
  • A empresa compra os processadores diretamente do fabricante e os instala em servidores customizados para diferentes aplicações.
  • Essa posição na cadeia de suprimentos poderia facilitar esquemas de desvio, caso confirmadas as acusações.

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Governo Trump apresenta nova estrutura política nacional de IA

Nesta sexta-feira (20), o governo dos Estados Unidos divulgou um arcabouço legislativo para uma política nacional única sobre inteligência artificial (IA).

O objetivo do governo de Donald Trump é o de criar diretrizes uniformes de segurança em torno da IA, enquanto impede que os estados promulguem leis próprias sobre a tecnologia.

Trump centraliza a IA

  • O plano de seis frentes propõe várias regulações sobre produtos e infraestrutura de IA, indo de implantação de regras para a segurança infantil à padronização do licenciamento e uso de energia por data centers;
  • Há ainda um estímulo ao Congresso para que aborde questões delicadas sobre direitos de propriedade intelectual e elabore regras que “impeçam que sistemas de IA sejam usados ​​para silenciar ou censurar expressões políticas legítimas ou dissidências”;
  • Em comunicado, o governo Trump diz querer trabalhar com o Congresso “nos próximos meses” para que a proposta vire um projeto de lei pronto para sanção presidencial;
  • A ideia é transformar a proposta em lei “ainda este ano” e a Casa Branca entende que ela pode ter apoio bipartidário, segundo Michael Kratsios, diretor do Escritório de Política Científica e Tecnológica da Casa Branca, em entrevista à Fox News.

Com as preocupações cada vez maiores em cima da IA e de seus impactos, legisladores de Nova York, Califórnia e outros estados pressionam o governo para implantar suas próprias regulações estaduais.

Líderes da indústria de IA se opõem aos esforços estaduais, alegando que uma “colcha de retalhos” de leis prejudicaria a inovação e permitiria que concorrentes globais, como a China, ganhassem grande vantagem na corrida pelo domínio da tecnologia.

Trump trouxe a IA para seu governo e visa criar leis para regulação da tecnologia (Imagem: Chip Somodevilla/Shutterstock)

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Em dezembro, Trump já havia assinado uma ordem executiva para um padrão regulatório nacional único para a IA.

No documento apresentado nesta sexta, a Casa Branca diz que “o Congresso deve se antecipar às leis estaduais de IA que impõem encargos indevidos para garantir um padrão nacional minimamente oneroso e consistente com essas recomendações, e não cinquenta padrões discordantes”.

Kratsios voltou a se pronunciar nesta sexta e, em comunicado, afirmou que “a estrutura legislativa nacional de IA da Casa Branca liberará o engenho americano para vencer a corrida global da IA, proporcionando avanços que criarão empregos, reduzirão custos e melhorarão a vida dos americanos em todo o país”.

“Ao mesmo tempo, aborda preocupações reais de frente — proteger nossas crianças online, proteger as famílias de custos de energia mais altos, respeitar os direitos dos criadores e apoiar os trabalhadores americanos — para que todos os cidadãos possam confiar e se beneficiar dessa tecnologia incrível”, completou.

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