China

Auto Added by WPeMatico

destaque deepfake 1024x576

China estreia campanha para combater uso indevido da inteligência artificial

Nesta quinta-feira (30), o principal órgão regulador de internet da China lançou uma campanha nacional para combater o mau uso da inteligência artificial no país. A iniciativa, proveniente da Administração do Ciberespaço da China (CAC), terá uma duração entre três e quatro meses, e deve ser dividida em duas fases.

Segundo o site ChinaDaily, o foco da mobilização é o combate a conteúdos nocivos e mentirosos (fake news), além de remover mídias de circulação ilegal e punir os responsáveis por sua veiculação digital.

A primeira fase da campanha concentra-se na detecção e remoção de conteúdos ilegais gerados por IA; a segunda se foca em repreender aqueles que usam deepfakes para se passarem por terceiros.

Para quem tem pressa:

  • A agência reguladora de internet da China, a CAC, lançou uma campanha nacional para punir os que utilizarem a inteligência artificial de maneira criminosa;
  • Nova medida visa proteger o país de fake news e a imagem sensível de crianças e até figuras históricas;
  • A mobilização pode dificultar atos ilegais digitais referentes a IA, como a geração de imagens sexuais e não consensuais sobre terceiros.

Como a China promete combater o mau uso da IA no país

Deepfakes são ameaças tanto para pessoas quanto para empresas – Imagem: Tero Vesalainen/Shutterstock

Além das informações supracitadas, vale a pena dizer que a ação da CAC ainda mobiliza as autoridades para averiguar falhas de segurança em diferentes aplicativos, a fim de prevenir ou consertar o “envenenamento de dados”, inconsistências nos registros de modelos de IA, e até mesmo a regulação inadequada de mídias geradas por esses softwares.

Todo e qualquer conteúdo considerado “violento e vulgar” ou que promova a desinformação, falsificação da identidade de terceiros, e veiculação de materiais que agridam a imagem de menores de idade também serão analisados e removidos.

As plataformas que permitirem a veiculação destas mídias — mesmo que tenha ocorrido por falhas de segurança —, serão punidas, assim como os usuários responsáveis por qualquer ato em desacordo com as novas regras.

Na fase inicial da ação, as autoridades do ciberespaço concentram-se em diferentes frentes de irregularidades envolvendo o uso de inteligência artificial. Entre os principais alvos estão provedores de serviços baseados em IA generativa que atendem ao público, mas que não concluíram os procedimentos obrigatórios de registro ou arquivamento exigidos pela regulamentação.

Também entram na lista indivíduos e organizações que utilizam IA para clonar ou manipular dados biométricos de terceiros — como voz e características faciais — sem consentimento.

Serão fiscalizados aqueles que ensinam técnicas para criação de vídeos deepfake ou para clonagem de voz com IA, bem como os que comercializam ferramentas ilegais, como sintetizadores de voz e softwares de troca de rosto. A repressão também se estende aos casos em que conteúdos gerados por inteligência artificial são divulgados sem a devida identificação para os usuários.

Além disso, as autoridades de ciberespaço em todo o país vão reforçar as ações contra o uso de IA para enganar estudantes e pacientes, ou para desestabilizar o mercado financeiro, segundo o comunicado.

fake news
Notícias falsas pipocando na tela de um celular (Imagem: Arkadiusz Warguła/iStock)

Leia mais:

A segunda etapa da operação tem como foco a remoção de conteúdos ilegais e prejudiciais gerados por inteligência artificial, incluindo desinformação em áreas sensíveis como educação, justiça, saúde e finanças, além de material relacionado à pornografia, violência e conteúdos de horror.

Também serão alvo de medidas mais rigorosas os casos em que a tecnologia é usada para simular a identidade de especialistas, empresários ou celebridades com o objetivo de atrair atenção online ou aplicar golpes. Da mesma forma, a publicação de conteúdos gerados por IA que prejudiquem ou violem os direitos de pessoas falecidas, figuras públicas ou personagens históricos estará sujeita à repressão.

A administração reforçou ainda o apelo aos órgãos locais de ciberespaço para que reconheçam os riscos do uso indevido da inteligência artificial e intensifiquem a fiscalização das plataformas digitais, garantindo uma aplicação mais segura e responsável da tecnologia.

O post China estreia campanha para combater uso indevido da inteligência artificial apareceu primeiro em Olhar Digital.

China estreia campanha para combater uso indevido da inteligência artificial Read More »

shutterstock 2623383891 1 1024x576

EUA ou China? Avanço da IA coloca Brasil em um dilema

A corrida da inteligência artificial é também uma disputa geopolítica pela hegemonia tecnológica global. É por isso que Estados Unidos e China investem pesado para que as suas empresas assumam o protagonismo no mercado de IA.

Neste cenário, países com menor capacidade tecnológica são obrigados a escolher um lado. É exatamente o que acontece com o Brasil, fortemente pretendido por norte-americanos e chineses devido ao importante mercado consumidor nacional.

Brasil é pretendido pelos dois países

  • No ano passado, o presidente dos EUA, Donald Trump, assinou uma ordem executiva autorizando a exportação de “pacotes completos” de inteligência artificial, colocando o Brasil entre os destinos prioritários ao lado de Egito e Indonésia.
  • O nosso país figura nominalmente na lista de mercados emergentes onde Washington busca consolidar sua presença antes que a influência chinesa se torne irreversível.
  • Em meio a este cenário, o Brasil tenta se equilibrar.
  • O país firmou um memorando de entendimento com Pequim sobre cooperação em IA e avançou em negociações com os Estados Unidos, recebendo anúncios de investimentos bilionários em data centers da Microsoft, Amazon e Oracle.
  • As informações são do G1.

Leia mais

Não se trata apenas de tecnologia

O ponto central dessa disputa vai muito além de quem exporta os chips. O que importa é quem é responsável pelo treinamento dos modelos de IA. Os sistemas já utilizados pelo setor público e privado brasileiro, na análise de crédito, triagem de políticas, recomendação de conteúdo e gestão de contratos, foram desenvolvidos majoritariamente por empresas dos Estados Unidos, segundo padrões norte-americanos e com dados que refletem realidades daquele país.

O viés estrutural se aprofunda na medida em que o Brasil sustenta sua infraestrutura cognitiva sobre servidores sujeitos a uma lei que autoriza o governo dos EUA a requisitar dados armazenados por provedores norte-americanos em qualquer jurisdição do mundo, independentemente da localização física do servidor.

EUA ou China: de que lado o Brasil deve ficar? (Imagem:leolintang/Shutterstock)

Apesar disso, o país tem uma importante carta na manga. O Brasil é o maior mercado de dados da América Latina, tem uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo – fator crucial para data centers – e produziu o PIX, um dos sistemas de pagamentos digitais mais sofisticados em operação global.

Isso significa que o nosso país pode escolher o lado mais vantajoso. Hoje, ele parece muito mais alinhado aos Estados Unidos neste quesito, mas será que a China pode oferecer melhores benefícios? E seria esse um melhor caminho a ser adotado?

O post EUA ou China? Avanço da IA coloca Brasil em um dilema apareceu primeiro em Olhar Digital.

EUA ou China? Avanço da IA coloca Brasil em um dilema Read More »

deepseek 1024x577

EUA emitem alerta global sobre suposto roubo de IA por empresas chinesas

O Departamento de Estado dos Estados Unidos ordenou um alerta diplomático global sobre supostos esforços generalizados de empresas chinesas, incluindo a startup de inteligência artificial (IA) DeepSeek, para roubar propriedade intelectual de laboratórios estadunidenses de IA, segundo documento diplomático obtido pela Reuters.

O documento afirma que seu propósito é “alertar sobre os riscos de utilizar modelos de IA destilados de modelos proprietários dos EUA e estabelecer as bases para possível acompanhamento e contato do governo americano”.

Processo de destilação e acusações

A destilação é o processo de treinar modelos menores de IA usando saídas de modelos maiores e mais caros como parte de um esforço para reduzir os custos de treinamento de uma nova ferramenta poderosa de IA. A DeepSeek, startup chinesa cujo modelo de baixo custo surpreendeu o mundo no ano passado, lançou na sexta-feira uma prévia de um novo modelo altamente antecipado, adaptado para a tecnologia de chips Huawei, destacando a crescente autonomia da China no setor.

O cabo também mencionou as empresas chinesas de IA Moonshot AI e MiniMax. O Departamento de Estado, a DeepSeek e a Embaixada Chinesa em Washington não responderam imediatamente aos pedidos de comentário.

Leia mais:

DeepSeek, que deixou o mundo da IA de queixo caído, estaria envolvida na atividade – Imagem: Mojahid Mottakin/Shutterstock

Resposta Chinesa e Contexto Diplomático

Esta semana, a Casa Branca fez acusações similares, que a Embaixada Chinesa em Washington chamou de “alegações infundadas”, acrescentando que Pequim “atribui grande importância à proteção dos direitos de propriedade intelectual”.

O cabo, datado de sexta-feira e enviado a postos diplomáticos e consulares ao redor do mundo, instrui funcionários diplomáticos a falar com suas contrapartes estrangeiras sobre “preocupações com a extração e destilação de modelos de IA dos EUA por adversários”.

“Um pedido e uma mensagem de protesto separados foram enviados a Pequim para serem discutidos com a China”, afirma o documento. Ele, que não foi reportado anteriormente, sinaliza que a administração Trump está levando a sério as crescentes preocupações sobre a destilação chinesa de modelos estadunidenses de IA.

“Modelos de IA desenvolvidos a partir de campanhas de destilação sub-reptícias e não autorizadas permitem que atores estrangeiros lancem produtos que parecem ter desempenho comparável em benchmarks selecionados por uma fração do custo, mas não replicam o desempenho completo do sistema original”, disse o documento, acrescentando que as campanhas também “deliberadamente removem protocolos de segurança dos modelos resultantes e desfazem mecanismos que garantem que esses modelos de IA sejam ideologicamente neutros e busquem a verdade”.

Advertências anteriores da OpenAI

A OpenAI alertou legisladores estadunidenses que a DeepSeek estava mirando a fabricante do ChatGPT e as principais empresas de IA do país para replicar modelos e usá-los para seu próprio treinamento, reportou a Reuters em fevereiro.

O memorando e o documento de acompanhamento, divulgados apenas semanas antes de o presidente estadunidense Donald Trump visitar o presidente chinês Xi Jinping em Pequim, prometem elevar as tensões em uma guerra tecnológica de longa data entre as superpotências rivais, que havia sido diminuída por uma distensão negociada em outubro passado.

O post EUA emitem alerta global sobre suposto roubo de IA por empresas chinesas apareceu primeiro em Olhar Digital.

EUA emitem alerta global sobre suposto roubo de IA por empresas chinesas Read More »

claude vs deepseek 1024x578

V4: DeepSeek lança a IA e começa guerra de preços com gigantes dos EUA

A chinesa DeepSeek lançou o modelo de inteligência artificial (IA) V4. A ferramenta chega ao mercado com o título de LLM (grande modelo de linguagem) de código aberto mais “potente” da atualidade..

O lançamento ocorre num momento decisivo para a startup de Hangzhou, que busca sua primeira rodada de investimento externo para cobrir os altos custos de talentos e processamento. 

O valor da empresa agora depende do desempenho real desse modelo. Enquanto isso, o fundador Liang Wenfeng tenta levantar pelo menos US$ 300 milhões (R$ 1,5 bilhão) com investidores que observam de perto se a tecnologia entrega o que promete.

Eficiência bruta e preços agressivos marcam a nova fase da DeepSeek

A grande evolução técnica do V4 está no que os especialistas chamam de janela de contexto, que ficou oito vezes maior em relação à versão de dezembro de 2024. 

Na prática, isso significa que a IA consegue “ler” e lembrar de documentos muito mais longos e manter conversas complexas sem se perder. 

Além disso, a empresa focou em tarefas agênticas, que são funções nas quais o modelo resolve problemas lógicos e executa ações com mais autonomia.

Para atrair usuários, a DeepSeek iniciou uma verdadeira guerra de preços: enquanto modelos americanos como o Claude Opus 4.6 cobram US$ 25 (R$ 125) por um milhão de tokens, a versão Pro do V4 custa US$ 3,50 (R$ 18)

Testes indicam que o modelo de IA V4, da DeepSeek, continua atrás do Claude 4.6, da Anthropic, em certas áreas – Imagem: Stock all/Shutterstock

Essa economia é possível graças a novos designs e técnicas de treinamento criadas pela startup para reduzir o gasto de energia e computação

A expectativa é que o preço caia mais quando a Huawei, parceira local e rival da Nvidia, aumentar a entrega de novos chips de IA, o que está previsto para ocorrer ainda em 2026.

Entretanto, o modelo tem limitações claras e não supera os sistemas de código fechado mais avançados dos EUA. Testes indicam que o V4 empata com tecnologias americanas do final de 2025, mas continua atrás do Gemini 3.1 Pro e do Claude 4.6 em certas áreas. 

Outro ponto de atenção é a ausência de recursos multimodais, ou seja, a IA da DeepSeek ainda não processa de forma nativa áudio, imagens ou vídeos, algo que concorrentes chineses como Alibaba e ByteDance já oferecem.

O avanço também carrega polêmicas de bastidores e barreiras políticas. Funcionários do governo dos EUA acusam laboratórios chineses de driblar controles de exportação, enquanto a OpenAI e a Anthropic afirmam que a DeepSeek usou outputs de modelos americanos para acelerar seu próprio desenvolvimento. 

A startup não respondeu a essas acusações, mas enfrenta dificuldades reais com a escassez de chips avançados e a perda de talentos para concorrentes com orçamentos maiores.

No fim, a DeepSeek tenta provar que seu modelo de negócio baseado em código aberto (no qual o usuário pode baixar e modificar o software livremente) é sustentável. 

Até agora, a empresa foi mantida quase inteiramente com a fortuna pessoal de Liang e lucros de seu fundo de hedge. Com o V4, o objetivo é mostrar que a China pode competir na inovação global com uma tecnologia eficiente e, acima de tudo, mais barata que a do Vale do Silício.

(Essa matéria usou informações do Wall Street Journal.)

O post V4: DeepSeek lança a IA e começa guerra de preços com gigantes dos EUA apareceu primeiro em Olhar Digital.

V4: DeepSeek lança a IA e começa guerra de preços com gigantes dos EUA Read More »

predictive digital brain 202603302214 1024x576 1

Pesquisadores chineses criam IA que evolui sozinha e supera humanos em testes

Pesquisadores da Universidade Jiao Tong de Xangai desenvolveram um modelo de inteligência artificial chamado ASI-Evolve que consegue se aprimorar de forma autônoma, criando versões melhores de si mesmo através de ciclos analíticos contínuos.

O sistema funciona executando um loop que espelha como humanos testariam tecnologias de IA, gerando variações de modelos, alterando métodos de treinamento e ajustando dados de entrada.

O ASI-Evolve incorpora dois componentes principais que o diferenciam de outros agentes evolutivos: uma base cognitiva que injeta experiências humanas acumuladas em cada rodada de exploração e um analisador dedicado que transforma resultados experimentais complexos em insights reutilizáveis para futuras iterações.

Leia mais:

Segundo os pesquisadores, este é o primeiro framework unificado a demonstrar descobertas orientadas por IA em três componentes centrais do desenvolvimento de inteligência artificial: dados, arquiteturas e algoritmos de aprendizado.

Performance superior em testes controlados

Em experimentos controlados, o ASI-Evolve conseguiu melhorar uma função específica — seu mecanismo de atenção — em 0,97 pontos em um teste de benchmark padrão, comparado aos 0,34 pontos alcançados por pesquisadores humanos.

As pontuações referem-se a scores neste teste, onde mesmo pequenos aumentos são considerados significativos, tornando o desempenho da IA quase três vezes superior ao humano nesta tarefa específica.

Imagem: ChatGPT / Olhar Digital

O sistema também demonstrou eficácia além da pesquisa em IA quando usado como modelo de descoberta de medicamentos, superando sistemas existentes. Os pesquisadores destacam que o modelo pode ser aplicado por analistas financeiros, engenheiros biomédicos, cientistas climáticos ou desenvolvedores de jogos para encontrar soluções melhores do que humanos conseguiriam explorar manualmente.

Colaboração entre humanos e máquinas

O pesquisador Xu Weixian explicou à publicação chinesa 36Kr que “em ASI-Evolve, introduzimos uma grande quantidade de experiência humana prévia. Não buscamos ‘evolução cega’ sem orientação humana porque o propósito experimental inicial e as ideias centrais são sempre propostas por humanos. O valor real do sistema está em usar a forte capacidade exploratória da IA para iterar rapidamente na direção orientada por humanos.”

Weixian enfatizou que o sistema funciona mais como um sistema colaborativo extremamente eficiente do que um substituto frio, promovendo uma mudança no papel humano da resolução e reparo de problemas para a definição de problemas. O sistema ainda requer supervisão humana em sua evolução, não representando uma ameaça a empregos.

Os pesquisadores não detalharam os custos energéticos de operação do ASI-Evolve, mas sua velocidade, eficiência e aprendizado em loop fechado sugerem um consumo de energia significativamente menor comparado aos principais modelos treinados em enormes conjuntos de dados. Agentes de IA são esperados para impulsionar a próxima etapa de desenvolvimento da China, onde novos data centers também são obrigatórios a usar tecnologia verde.

A pesquisa foi publicada no arXiv e está disponível no GitHub da Universidade Jiao Tong de Xangai.

Fonte: newatlas.com

O post Pesquisadores chineses criam IA que evolui sozinha e supera humanos em testes apareceu primeiro em Olhar Digital.

Pesquisadores chineses criam IA que evolui sozinha e supera humanos em testes Read More »

cooperacao brasil china

Brasil firma acordo com China para desenvolver IA no setor público

O Governo Federal formalizou, na sexta-feira (10), um acordo de cooperação em inteligência artificial (IA) envolvendo o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) e a empresa chinesa iFlytek. A iniciativa tem como objetivo o desenvolvimento de capacidades nacionais voltadas ao funcionamento do Estado, com foco em tecnologias sob controle público.

A parceria dá continuidade à cooperação tecnológica entre Brasil e China e posiciona a IA como parte das infraestruturas consideradas críticas para a operação estatal.

Durante a assinatura, o ministro interino do MCTI, Luis Fernandes, destacou o contexto global de transformação tecnológica. “Este protocolo se insere na cooperação estratégica entre Brasil e China em ciência e tecnologia. Estamos diante de uma revolução baseada em inteligência artificial, e os países que não desenvolverem capacidade própria ficarão dependentes de tecnologias externas, em um contexto em que o acesso pode ser limitado”, afirmou.

Segundo o ministro, a iniciativa prevê o desenvolvimento conjunto de tecnologias e a transferência de conhecimento para o Brasil, com impactos relacionados à soberania digital.

O que diz o acordo de IA entre Brasil e China

  • O acordo estabelece diretrizes para cooperação em pesquisa, desenvolvimento e formação de capacidades em IA;
  • Entre os focos estão a criação de modelos de linguagem adaptados ao português brasileiro, sistemas de tradução e acessibilidade, aplicações em cibersegurança e o desenvolvimento de soluções voltadas à infraestrutura de IA no país;
  • A Casa Civil participou da articulação entre os órgãos envolvidos e da integração da iniciativa com outras agendas estratégicas do governo;
  • O secretário-adjunto de Desenvolvimento Produtivo e Inovação, Rodrigo Rodrigues da Fonseca, afirmou que a parceria resulta de esforços conjuntos entre os dois países;
  • “Essa parceria resulta de um esforço coordenado de construção de sinergias entre os processos de desenvolvimento do Brasil e da China. Aqui, estamos estruturando um projeto para o futuro do Brasil, voltado à capacitação de pesquisadores e empresas no desenvolvimento de modelos de linguagem e sistemas de inteligência artificial”, declarou.

A execução técnica ficará sob responsabilidade do Serpro, que atua na operação de sistemas estruturantes e na gestão da infraestrutura de dados utilizada em serviços públicos digitais.

O presidente da empresa, Wilton Mota, afirmou que a instituição exerce um papel de integração entre diferentes frentes do Estado. “O Serpro atua como quem executa a tecnologia no Estado brasileiro, fazendo a ligação entre a pesquisa, a política pública e a entrega para o cidadão”, disse.

De acordo com Mota, o Serpro já conta com mais de 300 soluções baseadas em IA em seu portfólio, o que deve servir de base para a ampliação do uso dessas tecnologias.

“Esse acordo cria condições para avançar de forma acelerada no desenvolvimento dessas soluções, ampliar o uso da IA nos serviços oferecidos à população e garantir que a empresa atenda à necessidade do Estado no que se refere à soberania digital no campo da IA”, afirmou.

Ratificação do acordo visa melhorar o Brasil no setor de IA em todos os seus campos – Imagem: Divulgação/Serpro

Leia mais:

O protocolo também prevê o desenvolvimento de infraestrutura nacional de IA, incluindo data centers, ambientes de nuvem segura e plataformas de dados interoperáveis. Essas estruturas poderão ser integradas e ampliadas a partir de sistemas já existentes.

Além disso, estão previstos programas de capacitação, como intercâmbio de pesquisadores, cursos, visitas técnicas e concessão de bolsas de estudo, com o objetivo de formar especialistas e ampliar a capacidade técnica nacional na área.

Nesse contexto, representantes do Serpro destacaram a importância do domínio completo do ciclo de desenvolvimento tecnológico.

O responsável pelo Centro de Excelência em Ciência de Dados e Inteligência Artificial da empresa, Carlos Rodrigo Lima, afirmou: “Não se trata apenas de utilizar modelos prontos, mas de dominar todo o ciclo de desenvolvimento, da curadoria de dados ao treinamento, avaliação e operação em ambiente de produção. É isso que garante que a inteligência artificial esteja, de fato, a serviço do Estado.”

As ações previstas no acordo dependerão da formalização de instrumentos específicos entre os participantes, permitindo a adaptação da cooperação conforme prioridades técnicas e estratégicas ao longo do tempo.

No âmbito internacional, a parceria com a iFlytek segue iniciativas anteriores de cooperação entre Brasil e China na área de ciência e tecnologia. O vice-presidente da empresa, Ji Lin, afirmou que a colaboração busca impulsionar o desenvolvimento tecnológico.

“A inteligência artificial está no centro da transformação tecnológica global, e é importante que os países desenvolvam capacidades ao longo de toda a cadeia. A parceria com o Brasil é uma cooperação importante para avançarmos em pesquisa e acelerar o desenvolvimento de soluções”, declarou.

O acordo conta ainda com o acompanhamento do Ministério das Relações Exteriores. O diretor do Departamento de Ciência, Tecnologia e Propriedade Intelectual, embaixador Eugênio Vargas Garcia, destacou a necessidade de ampliar capacidades nacionais.

“A inteligência artificial está no centro da revolução tecnológica, e o Brasil precisa desenvolver capacidades não apenas em IA generativa, mas em toda a cadeia associada a essa tecnologia. No caso dos modelos de linguagem, esse protocolo é importante para fortalecer a cooperação e ampliar a autonomia estratégica do país”, afirmou.

O post Brasil firma acordo com China para desenvolver IA no setor público apareceu primeiro em Olhar Digital.

Brasil firma acordo com China para desenvolver IA no setor público Read More »

alibaba comercio 1 1024x683

China pressiona liderança dos EUA em IA com modelos abertos

Um relatório publicado nesta segunda-feira (23) por um órgão consultivo do Congresso dos Estados Unidos aponta que a dominância da China em inteligência artificial (IA) de código aberto está criando uma vantagem competitiva crescente frente a rivais norte-americanos. O documento afirma que, mesmo com restrições de acesso a chips avançados, o país asiático tem conseguido avançar rapidamente no setor.

Segundo o texto, esse movimento é impulsionado principalmente pelo menor custo dos modelos chineses e pela ampla adoção global. Empresas como Alibaba, Moonshot e MiniMax aparecem entre as responsáveis por liderar rankings de uso em plataformas como HuggingFace e OpenRouter.

Empresas como a Alibaba impulsionam a dominância chinesa em IA de código aberto (Imagem: rafapress / Shutterstock.com)

Ecossistema aberto acelera desenvolvimento

O relatório destaca que a estratégia chinesa de integrar a inteligência artificial em setores como manufatura, logística e robótica tem gerado grandes volumes de dados do mundo real. Essas informações são usadas para aprimorar continuamente os modelos, criando um ciclo de evolução tecnológica.

De acordo com a Comissão de Revisão Econômica e de Segurança EUA-China, esse ecossistema aberto permite que a China inove próxima da fronteira tecnológica, mesmo enfrentando limitações de capacidade computacional. O documento também afirma que laboratórios chineses reduziram a diferença de desempenho em relação aos principais modelos ocidentais.

Enquanto isso, os Estados Unidos têm investido bilhões por meio de empresas como OpenAI e Anthropic, além de gigantes tradicionais de tecnologia. Ainda assim, o relatório alerta que a posição do país pode estar sob pressão devido à expansão dos modelos abertos chineses.

Adoção global e avanço em novos campos

Estimativas citadas indicam que cerca de 80% das startups de IA nos Estados Unidos já utilizam modelos abertos desenvolvidos na China. Um dos exemplos mencionados é o modelo R1, da DeepSeek, que superou o ChatGPT como o mais baixado na App Store dos EUA após seu lançamento no ano passado.

Outro destaque é a família de modelos Qwen, da Alibaba, que ultrapassou o Llama, da Meta, em downloads globais acumulados, segundo dados da HuggingFace.

logo do qwen em um celular sobre bandeira da china
A família de modelos Qwen é destaque, ultrapassando o Llama, da Meta, em downloads globais acumulados (Imagem: jackpress / Shutterstock.com)

O relatório também aponta uma mudança no foco da inteligência artificial, que vai além dos modelos de linguagem para incluir a chamada IA incorporada (embodied AI). Nesse campo, que envolve robôs humanoides, direção autônoma e outras aplicações físicas, a China pode ter vantagem devido à sua capacidade de coletar e utilizar dados em larga escala.

Leia mais:

Disputa tecnológica e preocupações

Michael Kuiken, vice-presidente da comissão, afirmou que existe uma diferença de implementação entre os dois países na área de IA incorporada, o que pode se ampliar ao longo do tempo. Segundo ele, esse efeito acumulativo já começa a aparecer.

O governo chinês classificou essa área como estratégica, e diversas empresas de robótica humanoide no país planejam abrir capital ainda este ano.

Apesar de alertas de organizações ocidentais sobre possíveis riscos de segurança e viés político em modelos chineses, empresas continuam adotando essas tecnologias. O CEO da Siemens, Roland Busch, afirmou que não vê desvantagens no uso de IA aberta chinesa para treinar modelos industriais, destacando custo reduzido e facilidade de personalização.

O post China pressiona liderança dos EUA em IA com modelos abertos apareceu primeiro em Olhar Digital.

China pressiona liderança dos EUA em IA com modelos abertos Read More »

eua china 1024x598

Co-fundador da Super Micro é acusado de ajudar China a obter chips da Nvidia

Co-fundador da Super Micro, Wally Liaw, de 71 anos, está no foco de uma investigação que pode abalar o mercado global de inteligência artificial. Promotores dos Estados Unidos acusam o executivo de ter ajudado clientes chineses a violar as leis de controle de exportação da Casa Branca.

O caso coloca a empresa, líder global em tecnologia de servidores de alto desempenho, no centro da guerra tecnológica entre EUA e China. As duas potências correm para desenvolver as ferramentas de IA mais avançadas do mundo, e os chips da Nvidia são considerados peças fundamentais nessa disputa.

A celebração que virou pesadelo

Na conferência anual de tecnologia da Nvidia, realizada nesta semana, Liaw estava ao lado do CEO da Super Micro quando cumprimentou Jensen Huang, chefe-executivo da gigante dos chips. A empresa chegou a postar no X (antigo Twitter) uma foto do aperto de mãos, destacando a parceria.

Dois dias depois, Liaw foi preso. As acusações envolvem exatamente o produto que estava sendo celebrado na conferência — servidores da Super Micro equipados com processadores de IA de alta performance da Nvidia.

A Super Micro é uma das principais fabricantes de servidores do mundo, especialmente aqueles otimizados para rodar aplicações de inteligência artificial. Seus produtos combinam hardware de diferentes fornecedores, incluindo os cobiçados chips H100 e H200 da Nvidia, considerados essenciais para treinar modelos de linguagem como o ChatGPT.

EUA e China disputam a hegemonia tecnológica global (Imagem: Knight00730/Shutterstock)

Um histórico de problemas

Esta não é a primeira vez que Liaw enfrenta questões legais relacionadas à sua empresa. Ele retornou à Super Micro após um escândalo contábil que abalou a companhia anos atrás. Na época, a empresa enfrentou investigações por práticas contábeis questionáveis.

Agora, aos 71 anos, o executivo é acusado de um crime muito mais grave: supostamente ajudar a China a contornar as restrições norte-americanas sobre tecnologia sensível. As acusações federais sugerem que ele orquestrou um esquema para exportar ilegalmente servidores contendo os chips mais avançados da Nvidia.

A Super Micro viu suas ações despencarem mais de 33% após a notícia, refletindo a preocupação dos investidores sobre o impacto do caso no futuro da empresa.

Leia mais

Shutterstock 2366443241

Caso coloca em dúvida o futuro da Super Micro (Imagem: CryptoFX/Shutterstock)

A batalha pelos chips de IA

  • Os processadores da Nvidia estão no centro de uma corrida global por supremacia em inteligência artificial.
  • Os chips H100 e H200, especificamente, são considerados os mais poderosos disponíveis para treinar modelos de IA em larga escala.
  • Empresas de tecnologia ao redor do mundo competem ferozmente para conseguir esses componentes.
  • O governo dos EUA implementou restrições rigorosas sobre a exportação desses chips para a China, tentando impedir que o país rival acelere seu desenvolvimento em IA militar e de vigilância.
  • As regras proíbem a venda direta dos processadores mais avançados para empresas chinesas, forçando a empresa a criar versões menos potentes especificamente para o mercado do país asiático.
  • Segundo a acusação federal, Liaw teria facilitado a venda de US$ 2,5 bilhões em servidores equipados com chips da Nvidia para clientes da China.
  • A Super Micro, como integradora de sistemas, tem acesso privilegiado aos chips da gigante.
  • A empresa compra os processadores diretamente do fabricante e os instala em servidores customizados para diferentes aplicações.
  • Essa posição na cadeia de suprimentos poderia facilitar esquemas de desvio, caso confirmadas as acusações.

O post Co-fundador da Super Micro é acusado de ajudar China a obter chips da Nvidia apareceu primeiro em Olhar Digital.

Co-fundador da Super Micro é acusado de ajudar China a obter chips da Nvidia Read More »

destaque inteligencia artificial do mal 1024x576

IA militar dos EUA pode criar cenário de ‘Exterminador do Futuro’, alerta China

O Ministério da Defesa da China disparou um alerta aos Estados Unidos: o uso militar irrestrito da inteligência artificial (IA) pode empurrar a civilização para um cenário de perda de controle tecnológico. “Uma distopia retratada no filme americano O Exterminador do Futuro poderia um dia se tornar realidade”, disse o coronel sênior Jiang Bin, porta-voz do Ministério da Defesa Nacional da China, na quarta-feira (11).

O aviso veio quando Jiang Bin foi questionado sobre o impasse entre o governo de Donald Trump e o setor de tecnologia em relação à automatização de ataques letais e ao uso de ferramentas digitais em conflitos mundo afora. 

Enquanto Pequim critica a militarização de algoritmos como uma violação da soberania de outras nações, o Pentágono acelera a integração dessas tecnologias em suas operações militares internacionais.

IA na guerra: o dilema da autonomia e a soberania digital

O embate ganhou força após o Departamento de Defesa dos EUA classificar a startup Anthropic como “risco à segurança nacional”. A sanção ocorreu porque a empresa se recusou a permitir o uso militar de sua tecnologia sem restrições de segurança. 

Como resposta, o governo americano baniu o Claude, modelos de IA da empresa, de seus fornecedores. E autorizou o uso do sistema Grok, de Elon Musk, em operações executadas em ambientes sigilosos.

Para a China, o objetivo americano é utilizar a IA para a vigilância em massa e a automatização de bombardeios. Segundo a imprensa americana, modelos de IA já foram aplicados no planejamento de ofensivas contra o Irã e a Venezuela. 

Para a China, o objetivo americano é utilizar a IA para a vigilância em massa e a automatização de bombardeios (Imagem: Pedro Spadoni via DALL-E/Olhar Digital)

O temor chinês é que a tecnologia passe a decidir sobre a vida e a morte de seres humanos, influenciando decisões estratégicas que deveriam ser estritamente políticas.

O porta-voz chinês, Jiang Bin, alerta para o perigo da “fuga tecnológica”, quando sistemas operam fora do controle de seus criadores. Ele destaca que a dependência excessiva de algoritmos pode anular a responsabilidade humana em períodos de guerra.

Para conter essa escalada, a China propõe que a Organização das Nações Unidas (ONU) centralize uma governança multilateral sobre a IA.

“A China trabalhará com outras nações para avançar na governança multilateral da IA com a centralidade da ONU, fortalecer a prevenção e o controle de riscos, e garantir que a IA sempre se desenvolva em uma direção favorável ao progresso da civilização humana”, afirmou o porta-voz, segundo comunicado publicado pelo Ministério da Defesa da China.

A intenção é criar regras globais para impedir que a militarização desenfreada de códigos matemáticos corroa os fundamentos da ética internacional.

A base dessa proposta é o princípio da “primazia humana”. “Defendendo uma abordagem centrada nas pessoas e o princípio da ‘IA para o bem’, a China acredita que a primazia humana deve ser mantida nas aplicações militares da IA, e que todos os sistemas de armas relevantes devem estar sob controle humano”, disse Jiang Bin. 

A ideia é garantir que a tecnologia contribua para o progresso da civilização. E evitar que a automação transforme o campo de batalha num território onde a humanidade perdeu o direito de intervir.

(Essa matéria também usou informações de AFP, via G1.)

O post IA militar dos EUA pode criar cenário de ‘Exterminador do Futuro’, alerta China apareceu primeiro em Olhar Digital.

IA militar dos EUA pode criar cenário de ‘Exterminador do Futuro’, alerta China Read More »