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IAs chinesas usaram dados do GPT-6 Astra para treinar modelos

Os laboratórios chineses DeepSeek e Moonshot AI recorreram a respostas do GPT-6 Astra, modelo avançado da OpenAI, para treinar suas versões mais recentes, segundo reportagem do The Information.

A prática, chamada destilação, ajuda a reproduzir capacidades de modelos de inteligência artificial (IA) com menos recursos computacionais. O uso de sistemas proprietários por concorrentes, porém, é alvo de críticas de empresas americanas em meio à disputa tecnológica entre Estados Unidos e China.

O modelo Kimi K3.1 Pro e o V4.1-Flash 1017, da DeepSeek, foram apontados como beneficiários de dados do GPT-6 Astra em reportagem recente. – Imagem: mundissima/Shutterstock

Modelos chineses recorreram ao GPT-6 Astra

Segundo pessoas com conhecimento direto do assunto ouvidas pelo The Information, a Moonshot AI usou respostas do Astra durante o desenvolvimento do Kimi K3.1 Pro, lançado na semana passada. Já o V4.1-Flash 1017, atualização do modelo V4.1-Flash da DeepSeek lançada em 17 de outubro, também se beneficiou da técnica.

A destilação consiste em usar as respostas de um modelo para treinar outro. OpenAI e Anthropic aplicam o método no desenvolvimento de versões menores, mais rápidas e baratas de seus próprios sistemas. A controvérsia surge quando empresas externas tentam reproduzir capacidades de modelos proprietários sem autorização.

Para isso, os laboratórios podem tentar extrair etapas do raciocínio interno dos sistemas, informações que os desenvolvedores não disponibilizam deliberadamente. A coleta de dados úteis para treinamento pode exigir mais de dez vezes o número de solicitações normalmente usado, segundo fontes ouvidas pela publicação, além de múltiplas contas para evitar mecanismos de detecção.

A destilação não explica sozinha o avanço dos modelos chineses. Restrições americanas à exportação de chips avançados e limitações de recursos também levaram empresas como a DeepSeek a buscar formas de desenvolver e operar sistemas com menos capacidade computacional.

Anthropic reforçou proteções contra a destilação

Até recentemente, os modelos Claude, da Anthropic, eram os principais alvos desse tipo de atividade entre laboratórios chineses, segundo o The Information. A publicação atribui a mudança em direção ao Astra, em parte, ao reforço das defesas da Anthropic nos últimos meses.

No início de outubro, a empresa informou que novas medidas reduziram entre 90% e 99% os dados coletados em ataques de destilação. As proteções dificultam a extração do raciocínio interno do Claude por redes de intermediários, cujo uso viola as políticas da companhia. Tentativas repetidas também podem resultar em limites de acesso mais rígidos e banimentos.

A Anthropic informou em documentos relacionados à sua planejada oferta pública inicial de ações que clientes que violaram seus termos representaram cerca de 5% a 7% da receita nos primeiros nove meses de 2026. Um operador de redes de intermediários na China estimou que os clientes desse tipo de serviço contribuíram com aproximadamente US$ 10 milhões mensais para a receita da empresa.

Celular com Moonshot AI aberto; ao fundo, monitor exibe ilustração de cérebro em silhueta de cabeça humana
A OpenAI afirmou ter identificado uma campanha coordenada de destilação iniciada em julho e ligada a indivíduos associados à Moonshot AI. – Imagem: gguy/Shutterstock

OpenAI associou campanha a pessoas ligadas à Moonshot

No fim de setembro, a OpenAI afirmou ter identificado e interrompido uma campanha coordenada de destilação iniciada em julho, que associou a indivíduos ligados à Moonshot AI. Segundo a empresa, os envolvidos tentaram extrair o raciocínio protegido de seus modelos por meio de interações que tornavam esse conteúdo acessível.

Um porta-voz da OpenAI disse ao The Information que a companhia leva o problema muito a sério e continua aprimorando suas defesas. A empresa não estimou o impacto da destilação em sua receita.

A Moonshot não comentou a reportagem, e a DeepSeek não respondeu ao pedido de posicionamento. As duas empresas não responderam publicamente às alegações citadas na publicação.

O The Information também relatou que o presidente-executivo da DeepSeek, Liang Wenfeng, inicialmente resistia a recorrer à destilação no desenvolvimento da geração V4. Segundo duas fontes com conhecimento do processo, ele acabou cedendo à pressão competitiva após o avanço dos modelos GLM, da concorrente chinesa Z.ai, que também teriam sido desenvolvidos com a técnica.

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ChatGPT e outras IAs mudam resultados de testes de personalidade conforme o idioma

Pesquisadores da Universidade de Ciência e Tecnologia da China propuseram testes de personalidade para cinco diferentes chatbots. Cada inteligência artificial respondeu aos testes em pelo menos dois idiomas diferentes, à medida que a língua mudava, mudavam também o conteúdo social das respostas, como negatividade, curiosidade e “cultura”.

Foram utilizados para o estudo o ChatGPT-4o, o Gemini 2.0 Flash, o DeepSeek-V3, o Ernie 3.5 e o Le Chat, com cada um deles respondendo perguntas em inglês e mandarim. O LeChat, IA francesa, também respondeu em seu idioma nativo. Os resultados foram publicados na revista Royal Society Open Science no mês passado.

Para quem tem pressa:

  • Pesquisadores da Universidade de Ciência e Tecnologia da China avaliaram cinco chatbots com um teste de personalidade em inglês e mandarim. O Le Chat também respondeu em francês;
  • Os resultados mostraram que as respostas variavam conforme o idioma. O ChatGPT-4o, por exemplo, teve pontuação de abertura mental de 4,74 em inglês e 4,03 em mandarim. Já o DeepSeek-V3 apresentou o resultado inverso;
  • Ao comparar as respostas das IAs com dados de testes feitos por pessoas, os pesquisadores encontraram diferenças culturais significativas. O estudo indica que o idioma pode influenciar os traços de personalidade demonstrados pelos chatbots

Diferentes idiomas e diferentes respostas

Inteligência artificial e o idioma. – Imagem: JOURNEY STUDIO7/Shutterstock

As IAs responderam cerca de 60 perguntas do Big Five Inventory-2. O teste de personalidade é um dos mais consolidados da área e avalia extroversão, agradabilidade, responsabilidade, negatividade e abertura a novas ideias.

Dentro do teste, os chatbots foram solicitados para responderem como “eles mesmos”, ou seja, sem tentar imitar uma personalidade. As afirmações mostraram no geral baixa negatividade, mas os resultados expuseram diferenças entre as IAs.

Avaliadas de 0 a 5, as respostas mostraram, por exemplo, uma “abertura mental” do ChatGPT-4o de 4,74 respondendo em inglês, e 4,03 em mandarim. Já com o DeepSeek-V3 os resultados foram contrários, com 4,81 em mandarim e 4,38 em inglês.

No geral, IAs desenvolvidas nos Estados Unidos e na França se destacaram em “amabilidade e adaptabilidade” quando respondendo em inglês, e as IAs relacionadas à China obtiveram mais destaque nas respostas sobre conhecimentos e curiosidades. Os chatbots foram submetidos ao questionário por 30 vezes nos dois idiomas entre janeiro e março de 2025.

Leia mais:

O grande destaque, porém, ficou com as respostas relacionadas ao Gemini 2.0 Flash. A IA do Google apresentou resultados mais altos em consciência e mais baixos em negatividade quando respondendo em mandarim.

Assim, os resultados não indicam que os chatbots tenham personalidade ou sentimentos, mas mostram como o idioma e o treinamento podem influenciar suas respostas.

E o estudo foi além. Acumulando dados de testes resolvidos por humanos, dos mesmos países das inteligências artificiais, os pesquisadores compararam as respostas com os chatbots. Os resultados mostraram que as respostas divergiram bastante, principalmente, no âmbito cultural.

Com isso, a pesquisa também alertou sobre as limitações no uso de IAs como substitutas de participantes humanos em estudos científicos.

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DeepSeek libera código que faz IA rodar mais rápido gastando menos

Nesta terça-feira (20), a DeepSeek anunciou a abertura do código do DeepInfer, um software que utiliza para executar seus modelos de inteligência artificial (IA). A ferramenta foi desenvolvida para otimizar esse processo, buscando aumentar a eficiência do processamento e reduzir o tempo necessário para gerar respostas.

Com a publicação do código, desenvolvedores e empresas podem estudar como o programa funciona e adaptá-lo a diferentes projetos, respeitando os requisitos técnicos e os termos de uso. Segundo a DeepSeek, a iniciativa busca reduzir o uso de recursos computacionais e energia, além de tornar a execução de modelos de IA mais eficiente. Os resultados, porém, dependem das condições de uso e da infraestrutura disponível.

A DeepSeek abriu o código do DeepInfer, software que busca acelerar a execução de seus modelos de inteligência artificial. – Crédito: Mojahid Mottakin / Shutterstock

Em resumo:

  • DeepSeek abriu o código do DeepInfer, software de execução de IA;
  • Ferramenta busca acelerar respostas e reduzir consumo computacional e energético;
  • Atualmente, o DeepInfer é compatível com o modelo DeepSeek-V4.1-Flash;
  • O código aberto permite adaptações, mas não inclui toda a infraestrutura da empresa;
  • A iniciativa busca ampliar a adoção da tecnologia e fortalecer a DeepSeek no mercado.

Por enquanto, o DeepInfer é compatível com o modelo DeepSeek-V4.1-Flash. Embora a abertura permita que outros desenvolvedores examinem e utilizem a tecnologia, isso não significa que todo o sistema de execução da empresa tenha sido disponibilizado. Parte dos componentes da infraestrutura continua fora do código aberto.

Especialista usa analogia com carro para explicar movimento da DeepSeek

Em participação no programa Olhar Digital News, o físico Roberto ‘Pena’ Spinelli, especialista em Machine Learning, analisou a novidade. O pesquisador explicou a diferença entre disponibilizar um modelo de inteligência artificial e abrir o software responsável por executá-lo. Para ilustrar essa distinção, ele recorreu à comparação com um carro.

Pena explicou que compartilhar o modelo não é o mesmo que fornecer as ferramentas necessárias para executá-lo de maneira eficiente. Enquanto o modelo contém os parâmetros que orientam a produção das respostas, o software de inferência reúne mecanismos que permitem colocá-lo em funcionamento. A abertura desse código pode facilitar o trabalho de desenvolvedores que desejam implementar soluções próprias.

Ao abrir o código do DeepInfer, a DeepSeek vai além do modelo de IA e compartilha mecanismos para executá-lo com maior eficiência.
Ao abrir o código do DeepInfer, a DeepSeek vai além do modelo de IA e compartilha mecanismos para executá-lo com maior eficiência. – Crédito: Imagem gerada por IA

“Antes, eles compartilhavam apenas a planta do motor, que é a inteligência artificial propriamente dita. O que eles estão fazendo agora é entregar o funcionamento do carro inteiro. Todo o software e o mecanismo de como eles executam a inteligência artificial foram liberados para o público”, disse o especialista.

A comparação ajuda a entender a diferença entre os dois componentes, mas há uma ressalva: a abertura do DeepInfer não significa que todos os elementos da infraestrutura utilizada pela DeepSeek estejam disponíveis. Ainda assim, o acesso ao código permite que pesquisadores e programadores examinem as técnicas de execução adotadas pela empresa e avaliem como aproveitá-las em outros projetos.

A DeepSeek abriu o código do DeepInfer para desenvolvedores, mas não disponibilizou toda a tecnologia usada pela empresa.
A DeepSeek abriu o código do DeepInfer para desenvolvedores, mas não disponibilizou toda a tecnologia usada pela empresa. – Crédito: Imagem gerada por IA

Abertura do código visa ampliar alcance da tecnologia 

A iniciativa também pode favorecer a estratégia comercial da DeepSeek. Ao disponibilizar parte de sua tecnologia, a empresa cria oportunidades para que outros desenvolvedores a utilizem, contribuam com melhorias e desenvolvam aplicações compatíveis. Essa adoção pode ampliar o alcance de sua tecnologia em um mercado marcado pela concorrência entre empresas que buscam oferecer modelos mais eficientes e acessíveis.

“A DeepSeek quer criar um ecossistema para que mais pessoas e empresas passem a utilizar seus produtos”, explicou Pena. “Ao mostrar como montar a estrutura completa, ela incentiva o público a abandonar plataformas pagas mais dispendiosas. É uma forma consistente de se afirmar em um setor extremamente disputado”.

A abertura do DeepInfer reforça que a disputa no mercado de IA não depende apenas da capacidade dos modelos de produzir respostas, mas também da eficiência necessária para executá-los. Ao compartilhar parte de sua tecnologia, a DeepSeek amplia as possibilidades de uso do software e busca fortalecer sua presença no setor. O impacto da iniciativa dependerá, entre outros fatores, do desempenho obtido em diferentes ambientes e da adesão de desenvolvedores e empresas.

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China exige que EUA retirem DeepSeek de lista de proibições em órgãos federais

A China exigiu que os Estados Unidos revoguem a proibição do DeepSeek nos sistemas de agências federais civis. Pequim afirma que a medida prejudica empresas chinesas e desconsidera entendimentos firmados entre os líderes dos dois países.

A cobrança ocorre após uma ordem do Departamento de Segurança Interna dos EUA (DHS) motivada por preocupações com a segurança de dados. A reação chinesa também se estende a sanções americanas contra cinco entidades do país acusadas de roubo de segredos comerciais ligados à inteligência artificial.

Pequim afirma que a proibição do DeepSeek prejudica empresas chinesas e desconsidera entendimentos entre os dois países. – Imagem: QQMinh88/Shutterstock

Por que os EUA proibiram o DeepSeek?

Na segunda-feira (19), como comentamos aqui no Olhar Digital, o DHS determinou a remoção dos produtos da DeepSeek e de serviços de terceiros que utilizam seu modelo dos sistemas de tecnologia da informação das agências federais civis. A ordem também impede a aquisição dessas ferramentas pelos órgãos públicos abrangidos pela medida.

Segundo o departamento americano, os modelos apresentam “múltiplos vetores de ameaça”. A preocupação é que o uso da tecnologia por funcionários públicos ou fornecedores do governo possa resultar na transferência de informações confidenciais para a China.

A decisão foi criticada pelo Ministério do Comércio chinês, que exigiu que Washington “corrija imediatamente as práticas incorretas… e revogue as medidas restritivas discriminatórias relevantes”.

Pequim afirmou que acompanhará os desdobramentos e “tomará todas as medidas necessárias” para proteger seus interesses. O governo também pediu que os dois países aproveitem o mecanismo de diálogo bilateral sobre inteligência artificial para lidar com as divergências.

O aplicativo de IA DeepSeek visto no smartphone
Pequim acusou Washington de aplicar medidas discriminatórias e desrespeitar acordos firmados entre os dois países. – Imagem: mundissima/Shutterstock

China também contesta sanções contra empresas

A reação chinesa inclui as sanções anunciadas na segunda-feira pelo Departamento de Estado americano contra cinco entidades chinesas por suposto roubo de segredos comerciais relacionados à IA.

Entre os alvos está a Shanghai Zhisuan Technology, fundada por Linwei Ding, ex-engenheiro de software do Google. Também foram sancionadas uma empresa de capital de risco que financiou a companhia e outras três entidades relacionadas.

Ding foi considerado culpado em janeiro por roubar segredos comerciais de IA do Google para beneficiar duas empresas chinesas. Em agosto, parte de sua condenação foi anulada.

O Ministério do Comércio chinês acusou os Estados Unidos de “exagerar a questão do chamado ‘roubo de segredos comerciais’” e difamar empresas do país.

As duas disputas envolvem questões distintas: de um lado, as restrições americanas ao uso de tecnologia chinesa em órgãos públicos; de outro, as acusações de roubo de propriedade intelectual. Pequim contesta ambas as medidas e pede que Washington reveja sua posição.

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EUA mandam banir inteligência artificial DeepSeek de redes federais

O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS) determinou que órgãos civis federais removam tecnologias de inteligência artificial da chinesa DeepSeek de seus sistemas de TI. A ordem também proíbe novas aquisições de produtos e serviços da empresa.

A restrição inclui ferramentas de empresas afiliadas e serviços de terceiros desenvolvidos com base na tecnologia da DeepSeek. O governo americano aponta riscos à segurança de dados, mas não estabeleceu um prazo para a retirada.

Proibição da IA se junta a restrições recentes impostas pelos EUA a drones e roteadores de marcas chinesas. Imagem:leolintang/Shutterstock

Governo aponta riscos de segurança

A determinação foi emitida com base na Lei de Segurança da Cadeia de Suprimentos de Aquisições Federais, de 2018, após uma análise do Conselho Federal de Segurança de Aquisições.

Segundo o DHS, os modelos de IA da DeepSeek apresentam “múltiplos vetores de ameaça”. O departamento teme que o uso dessas ferramentas por funcionários públicos ou fornecedores resulte na transferência de informações sensíveis para a China.

O órgão também afirma que a tecnologia poderia produzir informações de inteligência sobre cidadãos americanos e agências governamentais. Outra preocupação é a possibilidade de os próprios modelos conterem programas maliciosos ou vulnerabilidades de segurança.

A proibição não se limita aos produtos da empresa chinesa: serviços de terceiros que utilizam implementações de seus modelos também estão sujeitos à medida.

Ao fundo, bandeira da China; à frente, logo da DeepSeek em um smartphone
Autoridades americanas alertam que modelos de IA chineses podem conter programas maliciosos e falhas de segurança. – Imagem: Rokas Tenys/Shutterstock

Restrições já atingem outros órgãos

A decisão federal amplia as restrições que já vinham sendo adotadas nos Estados Unidos. O Departamento de Comércio e a Marinha haviam proibido o uso da DeepSeek em dispositivos oficiais. Nova York, Tennessee e Virgínia também adotaram medidas semelhantes.

Em um memorando de julho, divulgado na segunda-feira, 19 de outubro, o DHS orientou as agências federais a monitorar o tráfego de dados que entra e sai dos sites governamentais. A iniciativa busca identificar possíveis riscos associados ao uso da tecnologia.

Entre as medidas adotadas ou propostas pelos Estados Unidos contra tecnologias chinesas estão:

  • Testes de eletrônicos: a Comissão Federal de Comunicações (FCC) deve votar em 29 de outubro uma proposta para impedir que laboratórios chineses testem dispositivos destinados ao mercado americano.
  • Drones e roteadores: a FCC proibiu a importação de novos modelos de drones chineses e de roteadores de consumo fabricados na China.
  • Componentes de hardware: a comissão votou em julho por restrições à venda de dispositivos que contenham componentes de empresas chinesas consideradas riscos à segurança nacional.
  • Telecomunicações: a agência propôs impedir que operadoras americanas mantenham conexões com empresas chinesas do setor classificadas como ameaças.

As iniciativas fazem parte de uma política mais ampla de contenção de riscos associados à tecnologia chinesa. Segundo o material de origem, 82% dos eletrônicos dos Estados Unidos eram testados na China no ano passado.

Até a divulgação das informações, a Embaixada da China em Washington não havia comentado a decisão envolvendo a DeepSeek.

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DeepSeek lança nova IA mais rápida e com custo reduzido

A DeepSeek lançou o V4.1-Flash, novo modelo de IA da empresa chinesa. A tecnologia foi apresentada como a menor da nova família de modelos da startup e promete respostas mais rápidas, maior capacidade de processamento e custos menores.

O lançamento acontece enquanto a DeepSeek começa a se preparar para uma oferta pública inicial de ações no mercado STAR, em Xangai, segundo a Reuters. A empresa também está substituindo modelos anteriores pelo V4.1-Flash.

O novo modelo utiliza um quarto da memória HBM necessária pela geração anterior, segundo a DeepSeek. – Imagem: mundissima/Shutterstock

Modelo quer fazer mais gastando menos

Embora seja considerado o menor modelo da nova família, o V4.1-Flash reúne 552 bilhões de parâmetros, que são elementos usados pela inteligência artificial para processar informações e produzir respostas.

A tecnologia consegue usar apenas uma parte desses recursos durante cada tarefa. São 8 bilhões de parâmetros ativos para receber informações e 16 bilhões para gerar as respostas.

Para o usuário, a ideia é fazer o modelo funcionar com mais velocidade e atender um volume maior de solicitações sem exigir tantos recursos. A DeepSeek também afirma que o sistema foi preparado para facilitar a criação de modelos maiores no futuro.

“Apresentamos o menor modelo da nossa nova família de arquitetura, com compreensão visual nativa.”

O V4.1-Flash também consegue interpretar informações visuais, como imagens. Segundo a DeepSeek, testes feitos por diferentes partes colocaram o novo modelo à frente do V4-Pro em desempenho, custo, velocidade e tempo total de execução.

Menos espaço para guardar informações

Outra mudança importante está na forma como o modelo guarda informações durante uma tarefa. Isso pode pesar nos custos de serviços que utilizam inteligência artificial por longos períodos.

Na comparação com a geração anterior, a DeepSeek afirma que o V4.1-Flash precisa de:

  • um quarto da memória HBM;
  • um oitavo do espaço de armazenamento SSD;
  • menos espaço para manter informações das interações;
  • menos recursos para lidar com esses dados.

A empresa diz que essa redução pode diminuir significativamente os custos, especialmente em agentes de inteligência artificial, sistemas capazes de realizar tarefas com menor intervenção humana.

Aplicativos de IA em um smartphone
Segundo a DeepSeek, testes colocaram o V4.1-Flash à frente do V4-Pro em desempenho, custo e velocidade. – Imagem: Robert Way/iStock

Modelos antigos serão substituídos

O V4.1-Flash já está disponível na API da DeepSeek, serviço que permite que outras aplicações utilizem o modelo. Os modelos V4-Flash e V4-Flash-Vision-Exp foram retirados e, temporariamente, suas solicitações serão encaminhadas para o novo sistema.

Leia mais:

O V4-Pro também será retirado gradualmente. A partir de 14 de setembro de 2026, as solicitações feitas para ele serão direcionadas ao V4.1-Flash e terão a cobrança correspondente ao novo modelo. Isso continuará até o lançamento do V4.1-Pro.

Preços também mudam

Os novos preços da API entram em vigor em 10 de setembro. A DeepSeek mantém valores diferentes para períodos de maior e menor demanda. Fora do horário de pico, o preço será equivalente à metade da tarifa de pico.

“V4.1-Flash permite atender mais usuários a um custo menor. Estamos repassando essa economia para você.”

A DeepSeek também pretende trabalhar com a comunidade de código aberto para ampliar o suporte ao modelo e estudar outras formas de implantação.

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EUA acusam empresas chinesas de IA de copiar modelos avançados para reduzir custos

Órgãos de segurança e de aplicação da lei dos Estados Unidos acusaram, nesta terça-feira (8), empresas chinesas de inteligência artificial (IA) de copiar de forma “maliciosa” tecnologias de modelos avançados desenvolvidos no país. Segundo as autoridades estadunidenses, as companhias utilizaram uma técnica conhecida como “destilação” para treinar seus próprios sistemas com resultados produzidos por modelos estadunidenses.

A acusação consta de um comunicado conjunto da Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA, na sigla em inglês), da Agência de Segurança Cibernética e de Infraestrutura (CISA, na sigla em inglês) e do FBI.

Entre as empresas citadas estão DeepSeek, Moonshot AI, Alibaba, MiniMax e StepFun. De acordo com os órgãos estadunidenses, as companhias utilizaram variantes de modelos de IA desenvolvidos nos Estados Unidos para treinar seus próprios produtos. As autoridades afirmam que a atividade provavelmente ocorreu com conhecimento do governo chinês.

DeepSeek está entre as empresas citadas pelas autoridades dos EUA – Imagem: Mojahid Mottakin / Shutterstock

Leia mais:

Como funciona a “destilação” de modelos de IA

  • A destilação é uma técnica utilizada para treinar modelos menores de IA a partir das respostas produzidas por modelos maiores e mais caros;
  • O método pode reduzir o custo necessário para treinar uma nova ferramenta de IA, já que o modelo menor aprende a reproduzir determinados comportamentos e capacidades observados nas respostas do sistema mais avançado;
  • Segundo os órgãos estadunidenses, porém, empresas chinesas estariam utilizando variantes de modelos estadunidenses dessa maneira de forma direcionada e em escala muito maior.

“As empresas chinesas de IA estão realizando atividades agressivas, maliciosas e direcionadas de destilação em escala industrial”, afirmaram as autoridades no comunicado.

Acusações aumentam tensão entre EUA e China

As acusações surgem em momento de crescente disputa entre Estados Unidos e China pelo domínio da IA.

O governo dos EUA se prepara para uma visita do presidente chinês, Xi Jinping, ao país no fim de setembro. Os dois países também planejam discutir riscos relacionados à segurança da IA em um diálogo previsto para meados deste mês.

A acusação de que empresas chinesas estariam utilizando modelos estadunidenses para reduzir os custos de desenvolvimento adiciona um novo elemento à disputa tecnológica entre as duas maiores potências econômicas do mundo.

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DeepSeek lança IA que entende imagens e executa tarefas sozinha

A DeepSeek lançou o DeepSeek-V4-Flash-Vision-Exp nesta sexta-feira (21). Além de textos, o novo modelo experimental de inteligência artificial (IA) consegue ler, interpretar e entender imagens. Segundo a empresa chinesa, o desempenho do novo modelo fica próximo ao do Opus 4.8, da concorrente americana Anthropic.

A IA da DeepSeek agora consegue “olhar” para fotos, capturas de tela e documentos para executar tarefas sem que o usuário precise dar instruções a cada passo. Os programadores podem usar essa novidade em seus projetos.

Novo modelo da DeepSeek: recursos visuais e disputa no mercado de IA

O novo modelo mantém as capacidades de texto da versão anterior, chamada DeepSeek-V4-Flash. Isso inclui o “raciocínio lógico”, o conhecimento geral e a capacidade de executar rotinas automatizadas. A diferença central é que o sistema agora processa dados de texto e imagem juntos.

Nos testes de desempenho focados em tarefas autônomas, chamadas de agentes, o modelo chinês chegou perto dos resultados do Opus 4.8, modelo avançado da Anthropic. Essa capacidade permite que a ferramenta observe uma imagem, entenda o contexto exibido na tela e tome decisões sozinha para concluir o trabalho solicitado.

Desempenho de modelo de IA da DeepSeek fica perto de modelo da Anthropic, diz a empresa chinesa – Imagem: Reprodução/DeepSeek

Os programadores podem testar a novidade na plataforma da DeepSeek informando o nome do novo modelo no código de acesso. O envio das imagens para o sistema pode ser feito por meio de links da internet, códigos de arquivo ou pelo novo sistema de envio da própria empresa.

Junto ao modelo visual, a DeepSeek liberou, de forma gratuita, uma ferramenta de gerenciamento de arquivos chamada Files API. Esse recurso permite que o usuário envie uma imagem para os servidores apenas uma vez e a utilize de novo em várias chamadas de API seguidas, o que economiza a internet do usuário e acelera as respostas.

O lançamento reforça a disputa direta entre empresas de tecnologia da China e dos Estados Unidos. A estratégia das companhias chinesas tem focado em oferecer ferramentas com custos menores de uso e capacidade próxima aos modelos americanos mais caros.

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DeepSeek lança V4 Pro e acelera corrida chinesa por IA

A chinesa DeepSeek lançou oficialmente nesta quinta-feira (13) o V4 Pro, seu novo modelo de IA. A empresa tenta recuperar terreno diante de concorrentes locais enquanto amplia contratações, capacidade computacional e busca por investimentos.

Batizado de V4-Pro-0813, o modelo chega com recursos aprimorados para agentes de IA e pode ser usado por API, aplicativo e web. A companhia também anunciou novos preços para as APIs do V4 Pro e V4 Flash.

A DeepSeek lançou oficialmente o V4 Pro e quer recuperar espaço diante de rivais chineses cada vez mais fortes. – Imaem: Nuthawut Somsuk/iStock

Lançamento acontece após surpresa com o V4 Flash

O lançamento ganhou atenção depois que o V4 Flash, versão mais barata da empresa, superou a prévia do V4 Pro, apresentada em abril, em alguns testes independentes.

O resultado chamou a atenção porque o Pro foi desenvolvido para ser o modelo mais avançado da DeepSeek. Para a Reuters, o desempenho também indica que a companhia pode ter acelerado seus avanços tecnológicos entre a versão preliminar e o lançamento oficial.

A empresa agora enfrenta uma concorrência mais forte dentro da própria China. Moonshot AI, Zhipu AI, MiniMax, Alibaba e ByteDance estão entre as companhias que também vêm lançando novos modelos.

DeepSeek busca transformar fama em negócio

A DeepSeek ganhou projeção mundial no início de 2025, quando o modelo R1 viralizou. O sucesso alimentou o debate sobre a possibilidade de criar sistemas avançados de IA com custos menores que os praticados por empresas norte-americanas.

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Manter esse destaque, porém, exige dinheiro e infraestrutura. Segundo a Reuters, a empresa planejava uma nova rodada de financiamento com avaliação de aproximadamente US$ 74 bilhões (cerca de R$ 384 bilhões), após levantar cerca de US$ 7,4 bilhões (aproximadamente R$ 38,4 bilhões) em sua primeira rodada externa, em junho.

A captação representa uma mudança para uma empresa que havia evitado capital externo. Também evidencia o custo crescente da corrida pela IA, que envolve chips, data centers e profissionais especializados.

Empresas chinesas ameaçam a soberania estadunidense no mercado de inteligência artificial
O V4 Pro chega em meio a uma disputa que reúne DeepSeek, Alibaba, ByteDance, MiniMax e outras empresas chinesas. – (Reprodução: DELL AI/ChatGPT)

Equipe maior e chips próprios no radar

A DeepSeek pretende pelo menos dobrar seu quadro de funcionários em diferentes áreas, incluindo as equipes de data centers e agentes de IA.

A Reuters também informou em julho que a companhia ampliou a contratação privada de engenheiros especializados em design de chips. A intenção é desenvolver seu próprio chip de inteligência artificial e reduzir a dependência de fornecedores como Nvidia e Huawei.

Entre as principais iniciativas estão:

  • lançamento oficial do V4 Pro;
  • acesso ao modelo por API, aplicativo e web;
  • mudança nos preços das APIs do V4 Pro e V4 Flash;
  • expansão das equipes ligadas a data centers e agentes de IA;
  • contratação de engenheiros para desenvolver chips próprios.

Com o V4 Pro, a DeepSeek tenta fazer mais do que manter a atenção conquistada com o R1. A empresa está ampliando estrutura, equipe e capacidade de investimento para enfrentar uma disputa cada vez mais acirrada no mercado chinês de inteligência artificial.

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DeepSeek mostra que IA mais barata pode ganhar espaço no mercado

A DeepSeek apresentou uma nova versão de seu modelo de inteligência artificial com foco em baixo custo. Segundo uma análise, o V4-Flash tem uma das operações mais econômicas entre as principais tecnologias avaliadas.

De acordo com a Reuters, a estratégia da startup chinesa é oferecer uma alternativa mais acessível para empresas que querem adotar IA em larga escala.

O DeepSeek V4-Flash pode custar mais de 100 vezes menos para operar que alguns rivais, segundo análise da Artificial Analysis. Imagem: Mamun_Sheikh / Shutterstock

V4-Flash aposta no preço para conquistar empresas

Lançado oficialmente na sexta-feira, o V4-Flash é a nova aposta da DeepSeek para voltar aos holofotes da inteligência artificial. A empresa ganhou projeção mundial no início de 2025 com o modelo R1, que chamou atenção e levantou dúvidas sobre os altos investimentos feitos por companhias americanas no setor.

A Artificial Analysis apontou que o sistema tem o menor custo de operação entre os modelos conhecidos analisados pela empresa.

Os valores informados são:

  • US$ 0,14 por milhão de tokens de entrada (cerca de R$ 0,71);
  • US$ 0,28 por milhão de tokens de saída (aproximadamente R$ 1,42);
  • Custo médio de US$ 0,03 por teste (cerca de R$ 0,15);
  • Token é uma unidade de dados usada para calcular o consumo de uma IA.

Na comparação de gastos médios, o V4-Flash ficou abaixo do Kimi K3, da Moonshot AI, com US$ 0,86 (cerca de R$ 4,36), do GPT-5.6 Sol, da OpenAI, com US$ 1,86 (aproximadamente R$ 9,43), e do Claude Fable 5, da Anthropic, que chega a US$ 3,15 (cerca de R$ 15,97).

Preço menor não revela tudo sobre a tecnologia

O valor cobrado por uma IA não é o único fator que define seu custo real. Segundo a Artificial Analysis, alguns sistemas podem exigir mais etapas para concluir uma tarefa, aumentando o gasto final.

Por isso, a avaliação considera também a quantidade de dados processados e gerados durante os testes, criando uma comparação mais próxima do uso prático.

A disputa por clientes dentro da China ficou mais intensa. A DeepSeek enfrenta concorrentes como Moonshot AI, MiniMax e Z.AI, além de grandes empresas como ByteDance e Alibaba, que também buscam espaço entre negócios interessados em soluções mais econômicas.

Celular colocado sobre teclado de notebook; ambos exibem logomarca do Google Gemini nas suas telas
O modelo da DeepSeek marcou 50 pontos no Intelligence Index, ficando no mesmo nível do Gemini 3.6 Flash. – Imagem: arda savasciogullari/Shutterstock

Desempenho ainda fica atrás de modelos líderes

O levantamento também avaliou o desempenho do V4-Flash no Intelligence Index, indicador baseado em nove testes envolvendo programação, raciocínio e tarefas comuns do ambiente profissional.

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O modelo alcançou 50 pontos, mesma nota do Gemini 3.6 Flash, do Google. O resultado ficou um ponto abaixo do Muse Spark 1.1, da Meta, e do GLM-5.2, da Z.AI.

Apesar do destaque pelo preço, a ferramenta ainda ficou atrás do Kimi K3, que marcou 57 pontos, e de modelos como Claude Opus 5, Claude Fable 5 e GPT-5.6.

A DeepSeek também prepara uma versão mais potente, chamada V4-Pro, mas ainda não informou quando ela será lançada. A movimentação mostra que a disputa pela IA não depende apenas de criar sistemas mais avançados: reduzir custos também virou uma peça importante para conquistar mercado.

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