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DeepSeek mostra que IA mais barata pode ganhar espaço no mercado

A DeepSeek apresentou uma nova versão de seu modelo de inteligência artificial com foco em baixo custo. Segundo uma análise, o V4-Flash tem uma das operações mais econômicas entre as principais tecnologias avaliadas.

De acordo com a Reuters, a estratégia da startup chinesa é oferecer uma alternativa mais acessível para empresas que querem adotar IA em larga escala.

O DeepSeek V4-Flash pode custar mais de 100 vezes menos para operar que alguns rivais, segundo análise da Artificial Analysis. Imagem: Mamun_Sheikh / Shutterstock

V4-Flash aposta no preço para conquistar empresas

Lançado oficialmente na sexta-feira, o V4-Flash é a nova aposta da DeepSeek para voltar aos holofotes da inteligência artificial. A empresa ganhou projeção mundial no início de 2025 com o modelo R1, que chamou atenção e levantou dúvidas sobre os altos investimentos feitos por companhias americanas no setor.

A Artificial Analysis apontou que o sistema tem o menor custo de operação entre os modelos conhecidos analisados pela empresa.

Os valores informados são:

  • US$ 0,14 por milhão de tokens de entrada (cerca de R$ 0,71);
  • US$ 0,28 por milhão de tokens de saída (aproximadamente R$ 1,42);
  • Custo médio de US$ 0,03 por teste (cerca de R$ 0,15);
  • Token é uma unidade de dados usada para calcular o consumo de uma IA.

Na comparação de gastos médios, o V4-Flash ficou abaixo do Kimi K3, da Moonshot AI, com US$ 0,86 (cerca de R$ 4,36), do GPT-5.6 Sol, da OpenAI, com US$ 1,86 (aproximadamente R$ 9,43), e do Claude Fable 5, da Anthropic, que chega a US$ 3,15 (cerca de R$ 15,97).

Preço menor não revela tudo sobre a tecnologia

O valor cobrado por uma IA não é o único fator que define seu custo real. Segundo a Artificial Analysis, alguns sistemas podem exigir mais etapas para concluir uma tarefa, aumentando o gasto final.

Por isso, a avaliação considera também a quantidade de dados processados e gerados durante os testes, criando uma comparação mais próxima do uso prático.

A disputa por clientes dentro da China ficou mais intensa. A DeepSeek enfrenta concorrentes como Moonshot AI, MiniMax e Z.AI, além de grandes empresas como ByteDance e Alibaba, que também buscam espaço entre negócios interessados em soluções mais econômicas.

Celular colocado sobre teclado de notebook; ambos exibem logomarca do Google Gemini nas suas telas
O modelo da DeepSeek marcou 50 pontos no Intelligence Index, ficando no mesmo nível do Gemini 3.6 Flash. – Imagem: arda savasciogullari/Shutterstock

Desempenho ainda fica atrás de modelos líderes

O levantamento também avaliou o desempenho do V4-Flash no Intelligence Index, indicador baseado em nove testes envolvendo programação, raciocínio e tarefas comuns do ambiente profissional.

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O modelo alcançou 50 pontos, mesma nota do Gemini 3.6 Flash, do Google. O resultado ficou um ponto abaixo do Muse Spark 1.1, da Meta, e do GLM-5.2, da Z.AI.

Apesar do destaque pelo preço, a ferramenta ainda ficou atrás do Kimi K3, que marcou 57 pontos, e de modelos como Claude Opus 5, Claude Fable 5 e GPT-5.6.

A DeepSeek também prepara uma versão mais potente, chamada V4-Pro, mas ainda não informou quando ela será lançada. A movimentação mostra que a disputa pela IA não depende apenas de criar sistemas mais avançados: reduzir custos também virou uma peça importante para conquistar mercado.

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Nova IA chinesa custa mais de 100 vezes menos para operar

A disputa entre gigantes chinesas da inteligência artificial ganhou novos capítulos nesta semana. Enquanto a Alibaba revelou seu maior modelo de IA até agora, a DeepSeek chamou atenção por seguir um caminho diferente: reduzir drasticamente o custo de operação.

Segundo a Reuters, os anúncios mostram que a corrida tecnológica na China não envolve apenas desempenho, mas também tornar essas ferramentas mais acessíveis para desenvolvedores e empresas.

A Alibaba revelou sua maior IA, mas quem roubou a cena foi a DeepSeek com um modelo que promete operar por uma fração do custo das rivais. – Imagem: PhotoGranary02/Shutterstock

Alibaba apresenta seu modelo mais ambicioso

O Qwen3.8-Max é a nova aposta da Alibaba para competir entre os sistemas de IA mais avançados do mercado. A novidade repercutiu rapidamente e ajudou as ações da companhia a subir 7% na Bolsa de Hong Kong.

A tecnologia reúne 2,4 trilhões de parâmetros, configurações aprendidas durante o treinamento que permitem reconhecer padrões, gerar respostas e executar tarefas. Embora essa quantidade não determine sozinha a qualidade de um sistema, ela continua sendo uma referência para medir a escala dos modelos mais modernos.

Pouco depois do lançamento, o Qwen3.8-Max tornou-se o modelo chinês mais bem colocado no ranking de texto da Arena.AI. Na categoria de análise de imagens e outros conteúdos visuais, ficou na segunda posição mundial.

Segundo a Alibaba, entre os principais recursos estão:

  • Processamento de textos, imagens e vídeos;
  • Capacidade para analisar até 1 milhão de tokens por vez;
  • Arquitetura “mixture-of-experts”, que ativa apenas parte do modelo em cada tarefa;
  • Uso simultâneo de apenas 95 bilhões de parâmetros, reduzindo custos e o tempo de resposta.

A empresa informou ainda que a novidade será disponibilizada na próxima semana e concluiu um projeto de engenharia de software em apenas 16 dias.

Aposta em modelos abertos

Outra característica compartilhada pelo Qwen3.8-Max e pelo V4-Flash, da DeepSeek, é o uso de modelos de pesos abertos. Na prática, desenvolvedores podem baixar esses parâmetros e adaptá-los para diferentes aplicações.

As empresas chinesas de IA encontraram um mercado importante. Muitos fluxos de trabalho corporativos não precisam do melhor modelo da indústria.

Lian Jye Su, analista-chefe da Omdia, à Reuters.

Para ele, esse movimento responde a uma necessidade importante do mercado. “Eles precisam de modelos bons o suficiente, acessíveis, transparentes e disponíveis, e os modelos de pesos abertos ajudam a atender essa demanda.”

Enquanto isso, OpenAI, Anthropic e Google seguem apostando em modelos de código fechado.

Ilustração de chip com bandeira da China em placa-mãe
A nova corrida da IA já não depende apenas de desempenho. Reduzir custos virou um dos maiores diferenciais do setor. – Imagem: rawf8/Shutterstock

DeepSeek mira a redução dos custos

Se a Alibaba apostou no tamanho do novo modelo, a DeepSeek resolveu competir pelo preço. O V4-Flash foi classificado pela Artificial Analysis como o modelo mais barato de operar entre os principais sistemas avaliados em testes de desempenho.

O levantamento aponta um custo de US$ 0,14 por milhão de tokens de entrada (cerca de R$ 0,71) e de US$ 0,28 por milhão de tokens de saída (aproximadamente R$ 1,42). No custo médio por teste, o V4-Flash ficou em cerca de US$ 0,03 (aproximadamente R$ 0,15), contra US$ 0,86 (cerca de R$ 4,36) do Kimi K3, US$ 1,86 (aproximadamente R$ 9,43) do GPT-5.6 Sol e US$ 3,15 (cerca de R$ 15,97) do Claude Fable 5.

Os anúncios reforçam que a concorrência entre as empresas chinesas deixou de ser apenas uma disputa por modelos maiores. Agora, eficiência e custo também passaram a definir quem ganha espaço na próxima fase da inteligência artificial.

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DeepSeek amplia corrida por IA com data center bilionário na China

A DeepSeek, empresa chinesa de inteligência artificial sediada em Hangzhou, planeja construir um megacentro de dados na Mongólia Interior com capacidade estimada de um gigawatt de computação, em um movimento para expandir sua infraestrutura e disputar espaço no mercado global de IA.

O projeto deve ser instalado em Ulanqab, cidade localizada a cerca de 350 quilômetros a noroeste de Pequim, e prevê tanto a criação de uma estrutura própria quanto a contratação de capacidade adicional de outras empresas. A companhia pretende colocar parte da operação em funcionamento até o fim de 2027 ou no início de 2028.

A iniciativa ocorre em meio à corrida mundial por poder computacional para inteligência artificial, enquanto empresas americanas e chinesas ampliam investimentos em data centers de grande escala. A DeepSeek busca fortalecer sua posição após ganhar destaque com modelos de IA desenvolvidos com menor demanda de recursos computacionais.

Nova infraestrutura amplia disputa por capacidade de inteligência artificial

Apps de IA – Imagem: Tada Images/Shutterstock

A construção do complexo na Mongólia Interior representa um dos maiores projetos conhecidos de infraestrutura de computação associados a uma empresa chinesa de inteligência artificial. Uma instalação com 1 GW de capacidade superaria todos os centros de dados de IA atualmente em operação no país, embora ainda fique abaixo de projetos americanos que chegam a 3 GW e 5 GW.

O plano da DeepSeek inclui a possibilidade de combinar instalações próprias com espaço alugado em estruturas administradas por terceiros. Informações obtidas de pessoas familiarizadas com o assunto indicam que mais de uma dezena de empresas já possui projetos previstos em Ulanqab, conforme uma compilação independente baseada em aprovações do governo local.

Ainda não está definido quais chips serão utilizados no empreendimento. No setor de inteligência artificial, os semicondutores da Nvidia são considerados o padrão dominante para data centers, enquanto a Huawei ocupa posição de destaque como principal fabricante chinesa nessa área.

A escolha de Ulanqab está relacionada às características climáticas da região. Com temperatura média anual próxima de 4 graus Celsius, o local reduz a necessidade de energia para resfriar servidores de alto consumo, fator que atrai empresas interessadas em operar grandes estruturas computacionais.

A expansão da DeepSeek acontece após a empresa ganhar projeção internacional ao apresentar modelos de inteligência artificial que, segundo a própria companhia, alcançaram desempenho avançado utilizando uma quantidade de recursos computacionais inferior à de concorrentes. A estratégia também envolveu o desenvolvimento de serviços de baixo custo e código aberto.

Data center com chip grande de inteligência artificial (IA) na parede, no final de um corredor
Data center de IA – Imagem: Junayed graphics/Shutterstock

Esse avanço colocou a startup no centro da disputa tecnológica entre China e Estados Unidos. Empresas como OpenAI e Anthropic investiram dezenas de bilhões de dólares em capacidade computacional, enquanto grupos chineses como Moonshot, Z.AI, Alibaba e MiniMax também buscam ampliar sua presença no setor.

A movimentação da DeepSeek ocorre em um cenário de crescente atenção geopolítica. Autoridades americanas levantaram suspeitas de que a empresa teria contornado restrições de exportação ao utilizar processadores Blackwell da Nvidia em uma instalação na Mongólia Interior, segundo pessoas familiarizadas com o tema.

Além disso, OpenAI e Anthropic acusaram a startup chinesa de realizar um processo conhecido como destilação, no qual resultados produzidos por modelos de inteligência artificial existentes seriam usados para aprimorar novas tecnologias.

A companhia também iniciou preparativos para uma possível oferta pública inicial de ações e pode realizar o pedido ainda neste ano, conforme informações divulgadas anteriormente pela Bloomberg News. Antes disso, a empresa teria concluído uma captação de US$ 7 bilhões, alcançando uma avaliação aproximada de US$ 50 bilhões.

A construção de um centro de dados desse porte também evidencia a capacidade financeira crescente das empresas chinesas para investir em infraestrutura de IA. Segundo estimativa citada pelo presidente-executivo da Nvidia, Jensen Huang, um complexo de 1 GW equipado com aceleradores avançados poderia exigir cerca de US$ 50 bilhões em investimentos.

Apesar da escala do projeto, os custos de centros de dados variam conforme a localização e a tecnologia empregada. Estruturas voltadas à inteligência artificial na China costumam apresentar valores inferiores aos equivalentes instalados nos Estados Unidos.

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A IA está ficando comum — e isso pode ser má notícia para a OpenAI

A inteligência artificial (IA) está se tornando um recurso cada vez mais acessível, com preços em queda, modelos mais eficientes e maior oferta de capacidade computacional. Para usuários e empresas, esse movimento tende a ampliar o acesso à tecnologia. Para líderes do setor, como OpenAI e Anthropic, porém, ele pode representar um desafio à sustentabilidade de seus negócios.

Segundo uma análise publicada pelo The Wall Street Journal, três acontecimentos recentes apontam para uma mesma direção: a IA está deixando de ser um recurso escasso e se aproximando de uma commodity, o que pode reduzir a vantagem competitiva das empresas que hoje lideram o desenvolvimento dos modelos mais avançados.

Modelos mais baratos ampliam acesso à IA

  • Um dos principais fatores por trás dessa transformação é a queda acentuada do custo da IA capaz de realizar a maior parte das tarefas do cotidiano;
  • Isso vem sendo impulsionado pelo lançamento de modelos mais leves, que funcionam tanto na nuvem quanto diretamente em dispositivos, incluindo soluções desenvolvidas por Google, Apple e empresas chinesas de IA;
  • Outro sinal dessa mudança veio da própria China. Na quinta-feira (16), o presidente chinês Xi Jinping defendeu, durante um discurso em Xangai, a continuidade da liberação de modelos de IA de “pesos abertos” (“open-weights”), que podem ser modificados e utilizados livremente por qualquer pessoa;
  • Segundo a análise, a estratégia busca servir de contraponto ao domínio dos Estados Unidos no setor;
  • Ao mesmo tempo, modelos chineses como GLM 5.2 e Kimi K3 estariam reduzindo a distância em relação aos sistemas mais avançados desenvolvidos por empresas estadunidenses.

Meta entra na disputa

Outro acontecimento destacado pela análise foi o avanço da Meta no desenvolvimento de modelos voltados para programação. Segundo o texto, a empresa demonstrou que pode competir diretamente com OpenAI e Anthropic em um mercado considerado altamente lucrativo: o de modelos especializados em geração de código.

Além disso, a expectativa é que o atual gargalo de capacidade computacional diminua à medida que novos data centers entrem em operação e engenheiros desenvolvam formas mais eficientes de executar modelos de IA.

Em algumas aplicações, a oferta de tokens — unidade básica de consumo dos modelos de IA — já começa a acompanhar a demanda.

Cenário favorece usuários, mas desafia líderes do setor

Na avaliação do artigo, esses avanços representam uma boa notícia para consumidores e empresas. Há cerca de um ano, o diretor-executivo da OpenAI, Sam Altman, afirmou que desejava tornar a inteligência “barata demais para ser medida”.

Segundo a análise, em vez de substituir completamente trabalhadores, a IA poderá aumentar a produtividade de muitas profissões e reduzir parte da chamada fricção digital nas atividades do dia a dia. O cenário, no entanto, levanta dúvidas sobre o futuro financeiro de OpenAI e Anthropic, ambas vistas como candidatas a abrir capital em bolsa.

Como dependem de manter uma vantagem tecnológica sobre gigantes já estabelecidas, as duas empresas podem enfrentar dificuldades caso a IA passe a ser tratada como uma tecnologia de uso geral, semelhante à eletricidade ou ao automóvel.

Concorrência reduz participação da OpenAI

Dados da empresa de inteligência de mercado Sensor Tower, citados pela análise, mostram que, em março, o ChatGPT passou a responder por menos de 50% da participação global entre usuários consumidores, considerando acessos via dispositivos móveis e web.

Segundo o texto, a redução ocorreu principalmente em razão da concorrência do Google Gemini e do Claude, da Anthropic.

No segmento corporativo, modelos chineses também passaram a competir diretamente com os principais sistemas estadunidenses, oferecendo desempenho semelhante em algumas métricas por custos significativamente menores.

O ranking da plataforma OpenRouter, citado na análise, mostra que os cinco modelos mais utilizados por empresas são atualmente chineses e que cerca de 45% dos tokens monitorados pela plataforma passam por esses modelos.

Modelos gratuitos intensificam disputa

A análise também destaca o lançamento de um modelo de pesos abertos pela Thinking Machines Lab, empresa liderada por Mira Murati, ex-diretora de tecnologia da OpenAI. Segundo a companhia, o sistema busca equilibrar desempenho e custo operacional.

O texto resume essa mudança com uma comparação: “Quem precisa de uma Ferrari de IA para ir ao trabalho quando um Honda Civic de IA está logo ali?”

Diante do avanço da concorrência, OpenAI e Anthropic aumentaram seus investimentos em engenheiros e acesso a data centers, mesmo com impacto sobre a rentabilidade. As empresas vêm comprometendo centenas de bilhões de dólares para manter a liderança tecnológica.

Ao mesmo tempo, clientes corporativos passaram a avaliar de forma mais criteriosa quanto realmente precisam investir em IA e quais modelos premium justificam seus custos.

Segundo a análise, OpenAI e Anthropic estudam a possibilidade de entrar em uma guerra de preços, embora empresas, como SpaceXAI, Meta e desenvolvedores chineses de modelos de código aberto, já tenham iniciado esse movimento.

Conhecimento sobre IA está se espalhando

Outro fator que acelera a transformação da IA em commodity é a disseminação do conhecimento sobre como construir modelos avançados.

Embora empresas continuem protegendo seus segredos industriais — a Apple, por exemplo, anunciou recentemente um processo contra a OpenAI por suposto roubo de propriedade intelectual relacionada à IA — pesquisadores continuam publicando estudos científicos descrevendo novos avanços.

Laboratórios chineses e empresas, como a Thinking Machines Lab, também divulgam regularmente modelos de código aberto acompanhados de documentação detalhando sua construção.

Distilação gera disputa

O texto também aborda a chamada “distilação”, técnica que consiste em treinar um modelo utilizando outro como referência. OpenAI e Anthropic acusam empresas chinesas de utilizarem esse processo para desenvolver sistemas concorrentes com base em informações proprietárias.

Por outro lado, a própria indústria utiliza a técnica de forma legítima. Segundo a análise, grandes modelos costumam ser empregados para treinar versões menores e mais rápidas.

O novo modelo que dará suporte à Siri atualizada da Apple, por exemplo, foi destilado a partir de modelos do Google, dentro de um acordo firmado entre as empresas.

Em um ensaio recente, o CEO da Microsoft, Satya Nadella, afirmou considerar “irônico” que empresas que treinam seus modelos utilizando dados obtidos na internet e até informações de clientes tentem impedir terceiros de utilizar a distilação.

Segundo ele: “Se o aprendizado flui apenas em uma direção, o valor econômico converge para os proprietários da infraestrutura de aprendizado, e não para os criadores do próprio conhecimento.”

Modelos chineses, como o da DeepSeek, estão ganhando cada vez mais terreno – Imagem: Melinda Nagy/Shutterstock

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Empresas buscam novas vantagens competitivas

Até agora, segundo a análise, a principal vantagem competitiva de OpenAI e Anthropic era oferecer modelos significativamente superiores aos dos concorrentes.

Com a popularização de sistemas considerados “bons o suficiente” — e, em alguns casos, altamente avançados — disponíveis tanto para usuários de iPhone quanto para grandes empresas, essas companhias precisarão encontrar novos diferenciais.

Enquanto o Google conta com seu mecanismo de busca, a Meta possui sua base de redes sociais, a Microsoft e a Amazon dominam a infraestrutura corporativa e a Apple controla um amplo ecossistema de dispositivos.

Energia pode ser a principal vantagem no futuro

Para Eric Zhao, professor da Universidade de Oxford e coautor de um estudo citado na análise, a principal vantagem competitiva das empresas de IA no futuro poderá ser o acesso à energia elétrica.

Segundo ele, à medida que a oferta de eletricidade se torna mais limitada e comunidades passam a resistir à construção de novos data centers, utilizar energia de forma eficiente será essencial. “Os laboratórios de fronteira precisarão competir por inteligência por watt.”

OpenAI e Anthropic diversificam receitas

A OpenAI vem ampliando suas fontes de receita. Segundo a empresa, ela já possui mais de três milhões de clientes corporativos e também trabalha no desenvolvimento de hardware próprio para estabelecer uma relação direta com consumidores.

A Anthropic, por sua vez, registrou recentemente seu primeiro trimestre lucrativo e protocolou um pedido para abrir capital neste outono do hemisfério norte (setembro-dezembro).

Caso a oferta pública seja concretizada, a empresa poderá levantar recursos para conquistar novos clientes, desenvolver novas fontes de receita ou ampliar o aluguel de data centers.

Boom da IA desperta questionamentos

A análise conclui que o mercado de IA pode ser grande o suficiente para sustentar diversas empresas vencedoras e até permitir que OpenAI ou Anthropic se tornem futuras gigantes da tecnologia.

Entretanto, o texto cita uma avaliação do Banco de Compensações Internacionais (BIS, na sigla em inglês), segundo a qual o volume de investimentos em IA já supera qualquer ciclo de expansão econômica ocorrido em tempos de paz, incluindo a construção das ferrovias e a bolha das empresas de internet no fim dos anos 1990.

Diante desse cenário, cresce o número de críticos que questionam se as empresas conseguirão justificar os investimentos atuais — e os ainda maiores previstos para os próximos anos. Segundo a análise, sem uma vantagem competitiva sustentável, as companhias que hoje lideram o boom da IA podem enfrentar uma contração significativa no futuro.

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Ranking revela falhas graves nas maiores empresas de IA

A inteligência artificial avança em ritmo acelerado, mas um novo levantamento mostra que a segurança ainda não acompanha essa evolução. As principais empresas do setor continuam longe de atingir os padrões considerados ideais.

Segundo a AFP, a Anthropic lidera uma avaliação internacional de segurança em IA. Mesmo assim, nenhuma das companhias analisadas alcançou a nota máxima no índice.

Nenhuma das empresas avaliadas recebeu nota A, mostrando que a segurança da IA ainda é um desafio. – Imagem: Tada Images/Shutterstock

Avaliação revela cenário distante do ideal

O estudo foi elaborado pelo Future of Life Institute, um think tank americano voltado à segurança em inteligência artificial. A entidade avaliou nove das principais empresas do setor com base em informações públicas e dados fornecidos pelas próprias organizações.

A análise considerou seis áreas: avaliação de riscos, danos atuais, estruturas de segurança, segurança existencial, governança e transparência, além do compartilhamento de informações.

A Anthropic obteve o melhor resultado geral, com nota C+, mas nenhuma empresa recebeu conceito A em qualquer uma das categorias avaliadas. O resultado mostra que até mesmo as companhias mais avançadas no desenvolvimento de IA ainda enfrentam desafios para lidar com possíveis riscos.

O ranking geral de segurança em IA ficou assim:

  • Anthropic — nota geral C+ | pontuação 2,66
  • OpenAI — nota geral C | pontuação 2,28
  • Google DeepMind — nota geral C | pontuação 2,01
  • Meta AI — nota geral D+ | pontuação 1,32
  • Z.ai — nota geral D- | pontuação 0,88
  • Alibaba Cloud — nota geral D- | pontuação 0,87
  • xAI — nota geral F | pontuação 0,65
  • DeepSeek — nota geral F | pontuação 0,47
  • Mistral — nota geral F | pontuação 0,33

Os principais aspectos avaliados foram:

  • Avaliação dos riscos associados aos modelos de IA.
  • Medidas para reduzir danos já identificados.
  • Estruturas internas voltadas à segurança.
  • Transparência, governança e compartilhamento de informações.
  • Preparação para riscos considerados existenciais.
Logo da Mistral na tela de um smartphone em cima de um teclado de computador
A avaliação analisou critérios como governança, danos atuais e estruturas de segurança das companhias. Mistral ficou na última posição. – Imagem: Mehaniq/Shutterstock

Riscos vão além dos problemas atuais

Entre as conclusões do levantamento, uma das mais preocupantes envolve as chamadas ameaças existenciais. O termo se refere, por exemplo, ao desenvolvimento de modelos capazes de atingir um nível de inteligência semelhante ao humano, conhecido como inteligência artificial geral (AGI).

Os autores reconhecem que “existam tentativas construtivas”, mas avaliam que os esforços continuam “totalmente insuficientes”. O documento também alerta para a possibilidade de esses modelos serem usados em ciberataques ou em outras ações potencialmente prejudiciais às pessoas.

A preocupação aumenta à medida que os sistemas ficam mais avançados e passam a executar tarefas cada vez mais complexas. Para os pesquisadores, acompanhar essa evolução com mecanismos de segurança adequados continua sendo um dos maiores desafios do setor.

Ilustração de ciberataque
O estudo alerta para riscos como uso indevido de modelos de IA em ciberataques e ações prejudiciais. – Imagem: solarseven/Shutterstock

Uso militar também entra em debate

Outro ponto destacado é a mudança de postura de parte das empresas em relação ao uso militar da tecnologia. Segundo o relatório, algumas companhias que antes restringiam esse tipo de aplicação vêm flexibilizando suas políticas.

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A Anthropic aparece entre elas e é criticada por manter “compromissos militares questionáveis”. De acordo com relatos da imprensa citados pela AFP, a tecnologia da empresa foi utilizada pelo governo dos Estados Unidos em operações militares na Venezuela e no Irã durante o último ano.

O documento também lembra que a companhia foi recentemente alvo de uma proibição do Pentágono por divergências relacionadas à segurança da IA.

O alerta continua para o setor

Mesmo ocupando a primeira posição do ranking, a Anthropic ficou distante da nota máxima. O resultado reforça um cenário em que as maiores empresas de inteligência artificial ainda precisam lidar com limitações importantes na proteção contra riscos.

Para o Future of Life Institute, embora existam iniciativas voltadas à segurança, os esforços atuais continuam insuficientes diante dos desafios que acompanham o avanço rápido da inteligência artificial.

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Novo chip da DeepSeek pode mudar a disputa da inteligência artificial

A DeepSeek, startup chinesa de inteligência artificial, está desenvolvendo um chip próprio para executar modelos de IA e diminuir a dependência de fornecedores como Nvidia e Huawei. O projeto mira a etapa de inferência, responsável por gerar respostas após o treinamento dos sistemas.

Ainda em fase inicial, a iniciativa pode abrir uma nova frente para a empresa, que ganhou destaque mundial após lançar modelos eficientes e passou a representar a ambição chinesa no setor de inteligência artificial.

O chip da DeepSeek ainda está em fase inicial, mas pode mudar a estratégia da empresa no mercado de inteligência artificial. – Imaem: Nuthawut Somsuk/iStock

Chip será focado em executar modelos de IA

Segundo a Reuters, três pessoas familiarizadas com o assunto afirmaram que a DeepSeek trabalha em um semicondutor voltado para inferência, e não para treinar novos modelos. A ideia é desenvolver uma solução própria para uma etapa que ganhou importância com a expansão dos aplicativos de IA.

A movimentação segue uma tendência entre empresas do setor, que buscam maior controle sobre os equipamentos usados para manter seus sistemas funcionando. Além disso, chips especializados podem oferecer ganhos de eficiência em comparação com componentes de uso geral.

Entre os principais objetivos desse tipo de chip estão:

  • Diminuir a dependência de fornecedores externos de semicondutores;
  • Atender ao crescimento da demanda por processamento de IA;
  • Ter mais controle sobre a infraestrutura tecnológica;
  • Criar alternativas diante das restrições dos Estados Unidos a chips avançados.
Logo da Huawei exibido em estande da empresa durante evento de tecnologia
A disputa por chips de IA cresce na China, com empresas como Huawei, Alibaba e Baidu buscando alternativas próprias. – Imagem: THINK A / Shutterstock

DeepSeek entra em disputa por semicondutores na China

Atualmente, a DeepSeek utiliza chips da Nvidia e da Huawei. O modelo R1, que chamou atenção pelo baixo custo de operação e provocou impacto no mercado de tecnologia em janeiro de 2025, foi treinado com o H800 da Nvidia, criado para o mercado chinês e posteriormente proibido pelos Estados Unidos.

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Com as restrições americanas, a Huawei ganhou espaço no mercado interno de chips de IA. Ao mesmo tempo, concorrentes como Alibaba e Baidu passaram a desenvolver seus próprios componentes para disputar esse segmento.

A DeepSeek também tem procurado parceiros para avançar no projeto, incluindo empresas de design de chips, fabricantes de semicondutores e companhias de memória. A startup aumentou a contratação de engenheiros especializados, mas mantém esse movimento de forma discreta.

Liang Wenfeng, fundador da DeepSeek, afirmou em uma entrevista concedida em 2024 que os controles de exportação de chips representam um desafio para a companhia.

Ícones do ChatGPT, DeepSeek e Gemini em pasta na página inicial de um iPhone
DeepSeek procura parceiros de design, fabricação e memória para avançar no desenvolvimento do novo chip. – Imagem: Tada Images/Shutterstock

Produção de chip próprio ainda enfrenta obstáculos

Desenvolver um chip capaz de competir no mercado exige anos de trabalho, investimentos elevados e acesso a tecnologias avançadas de fabricação. Esse último ponto é um dos principais desafios para empresas chinesas, que enfrentam limitações relacionadas a equipamentos e componentes estratégicos.

A Nvidia está zerada na China e assim permanecerá. A DeepSeek tem quase nenhuma chance de vender seus chips fora da China, a menos que obtenha acesso a tecnologias de fabricação de ponta.

Richard Windsor, analista da Radio Free Mobile, à Reuters

A busca por autonomia tecnológica acontece junto com uma mudança financeira na DeepSeek. Segundo a Reuters, a empresa pretende captar US$ 7 bilhões (aproximadamente R$ 37,8 bilhões) em uma rodada inicial, com avaliação estimada entre US$ 52 bilhões e US$ 59 bilhões (cerca de R$ 280 bilhões a R$ 318 bilhões).

O projeto mostra que a corrida da inteligência artificial está se tornando uma disputa por toda a cadeia tecnológica, desde os modelos usados pelos consumidores até os chips que permitem seu funcionamento.

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Nova DeepSeek? IA chinesa desafia gigantes do Ocidente

Um novo modelo de IA desenvolvido na China vem chamando atenção no setor. Para a Reuters, o GLM-5.2, da startup Z.ai, aparece com desempenho próximo ao de sistemas dos Estados Unidos, mas com um custo bem mais baixo.

Esse equilíbrio entre preço e capacidade recoloca a disputa entre China e EUA no centro do debate sobre inteligência artificial.

A IA da startup Z.ai ganha espaço no Vale do Silício e já aparece em plataformas usadas por desenvolvedores do mundo todo. – Imagem: gguy/Shutterstock

GLM-5.2 entra no radar do Vale do Silício

Depois do impacto da DeepSeek, que mostrou que modelos mais baratos também podem ser competitivos, outras empresas chinesas aceleraram seus lançamentos. O GLM-5.2 é o exemplo mais recente dessa movimentação.

Criado em Pequim, o modelo ganhou destaque por executar tarefas complexas com poucos comandos e atuar como agente de IA, tomando decisões intermediárias durante processos mais longos. Na prática, isso reduz a necessidade de intervenção constante do usuário.

No Vale do Silício, o sistema começou a aparecer com força em plataformas como o OpenRouter, chegando a ultrapassar modelos da Anthropic em uso entre desenvolvedores.

Agora temos um modelo chinês de pesos abertos que é tão bom quanto os modelos atualmente disponíveis da OpenAI e da Anthropic.

David Sacks, ex-responsável pela política de IA no governo dos Estados Unidos durante a gestão de Donald Trump, à Reuters

Ele também disse que o GLM-5.2 está “apenas um pouco abaixo do Opus 4.8 (da Anthropic) e no mesmo nível do GPT 5.5 (da OpenAI)”.

Site da Z.ai
O modelo chinês já aparece entre os mais bem posicionados nos rankings de inteligência artificial, como o Artificial Analysis. – Imagem: Reprodução/Z.ai

Desempenho competitivo e custo agressivo

O interesse pelo GLM-5.2 está diretamente ligado à combinação entre capacidade técnica e preço reduzido. Em comparação com modelos fechados de ponta, o custo operacional pode chegar a cerca de um sexto.

Entre os principais destaques do modelo estão:

  • bom desempenho em programação e raciocínio lógico
  • capacidade de atuar como agente de IA com comandos simples
  • arquitetura aberta e fácil de implementar
  • custo significativamente menor que concorrentes diretos

Nos rankings da Artificial Analysis, o GLM-5.2 aparece na quinta posição entre os grandes modelos de linguagem. Já no Code Arena, ocupa o segundo lugar em tarefas de desenvolvimento front-end, como criação de sites e aplicações.

Logo da Anthropic ao fundo, com silhuetas de pessoas passando à frente
Especialistas comparam o modelo chinês a sistemas da OpenAI e da Anthropic em desempenho em programação e raciocínio. – Imagem: PhotoGranary02/Shutterstock

Segurança ainda trava parte da adoção

Apesar do avanço técnico, a adoção global ainda não é uniforme. O principal ponto de cautela segue sendo a segurança dos dados, especialmente em empresas dos Estados Unidos e em setores regulados.

Leia mais:

Mesmo assim, parte do mercado já testa alternativas de implantação em nuvem própria ou servidores internos, buscando equilibrar risco e custo.

Ao mesmo tempo, o avanço desses modelos amplia a presença chinesa no mercado global de IA e pressiona concorrentes norte-americanos, em um cenário em que custo, desempenho e acesso aberto começam a pesar tanto quanto a origem da tecnologia.

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Startup chinesa DeepSeek já é a mais valiosa da China no setor de inteligência artificial

A DeepSeek entrou em um novo patamar no mercado global de inteligência artificial depois de levantar mais de US$ 7,4 bilhões (cerca de R$ 41 bilhões) em sua primeira grande rodada de financiamento. O volume chama atenção não só pelo tamanho, mas pelo momento em que a disputa entre China e Estados Unidos na área de IA vem se intensificando, afirma o The Wall Street Journal.

Com esse aporte, a startup passou a ser avaliada em mais de US$ 50 bilhões (aproximadamente R$ 275 bilhões) e se tornou a empresa de inteligência artificial mais valiosa da China, segundo fontes ligadas à operação. É um salto relevante para um setor em que o capital vem sendo direcionado de forma cada vez mais seletiva.

Mesmo com crescimento rápido, a DeepSeek ainda enfrenta gigantes como OpenAI e Anthropic no mercado global. Imagem: JRdes/Shutterstock

Rodada bilionária coloca DeepSeek no topo da IA chinesa

O ponto mais incomum dessa rodada está no controle da empresa. O fundador Liang Wenfeng segue com forte participação: antes do novo investimento, ele detinha cerca de 90% da DeepSeek e chegou a investir aproximadamente US$ 3 bilhões (cerca de R$ 16,5 bilhões) do próprio patrimônio.

O modelo de governança também foge do padrão tradicional. Em vez de participação direta no capital, a maior parte dos investidores entra por meio de uma estrutura de sociedade limitada administrada pelo próprio fundador. E há ainda um detalhe importante: quem investe precisa manter a posição por pelo menos cinco anos. Isso reduz a liquidez, mas reforça o caráter de aposta de longo prazo.

Ao fundo, bandeira da China; à frente, logo da DeepSeek em um smartphone
Startup chinesa mira IA geral e novas fontes de receita enquanto cresce a disputa global com os EUA. Imagem: Rokas Tenys/Shutterstock – Imagem: Rokas Tenys/Shutterstock

Investidores apostam pesado em expansão e infraestrutura

A rodada reuniu alguns dos nomes mais fortes do ecossistema tecnológico chinês. Estão no grupo Tencent, JD.com, NetEase e a fabricante de baterias CATL, além de fundos como IDG Capital.

  • Tencent investiu cerca de US$ 1,5 bilhão (aprox. R$ 8,25 bilhões)
  • CATL aportou aproximadamente US$ 740 milhões (cerca de R$ 4,07 bilhões)
  • Fundo estatal de IA da China investiu cerca de US$ 150 milhões (aprox. R$ 825 milhões)
  • JD.com e NetEase também participaram da rodada
  • IDG Capital e Monolith completam o grupo de investidores

Esse dinheiro deve ir principalmente para pesquisa, desenvolvimento e ampliação da infraestrutura de computação. E aqui há um ponto sensível: a China ainda enfrenta limitações no acesso a chips avançados, o que torna esse tipo de investimento ainda mais estratégico.

Estratégia mira IA avançada e novas fontes de receita

A DeepSeek vem reforçando sua aposta em inteligência artificial geral — sistemas capazes de executar tarefas cognitivas em nível semelhante ao humano. É uma ambição de longo prazo, que exige muito mais do que apenas capital: envolve também infraestrutura e acesso a poder de processamento.

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Ao mesmo tempo, cresce a pressão de investidores por modelos mais claros de monetização. Entre as possibilidades em discussão estão serviços pagos e ferramentas baseadas em agentes de IA, que conseguem executar tarefas mais complexas de forma autônoma.

Nos bastidores, a empresa também tem se aproximado do ecossistema chinês de hardware, incluindo parcerias com companhias como a Huawei. Isso ajuda a contornar parte das restrições impostas pelos Estados Unidos no fornecimento de semicondutores avançados.

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O aporte bilionário reforça a corrida tecnológica entre China e Estados Unidos no setor de inteligência artificial. Imagem: Knight00730/Shutterstock

Corrida global de IA fica ainda mais acirrada

Mesmo com o novo valuation, a DeepSeek ainda atua em um cenário bastante desigual quando comparada aos grandes laboratórios americanos. O avanço é significativo, mas a distância para nomes como OpenAI e Anthropic ainda é grande.

De todo modo, o movimento reforça uma tendência que já vinha se desenhando: a disputa pela liderança em inteligência artificial está longe de estar definida — e tende a ficar ainda mais intensa nos próximos anos.

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DeepSeek prepara rodada bilionária para ampliar aposta em IA

A startup chinesa de inteligência artificial (IA) DeepSeek está prestes a concluir sua primeira rodada de captação de recursos externos, em uma operação que pode alcançar 50 bilhões de yuans (cerca de R$ 37,2 bilhões), segundo informações de fontes ouvidas pela Reuters. A negociação representa uma mudança significativa na estratégia adotada pela empresa desde sua criação, já que até agora ela vinha sendo financiada principalmente pelo fundo de hedge High-Flyer, controlado por seu fundador, Liang Wenfeng.

A rodada deve ser finalizada nas próximas duas semanas, embora os detalhes financeiros e a composição dos investidores ainda possam sofrer alterações. O movimento ocorre em um momento em que a corrida global pela liderança em inteligência artificial se intensifica e exige volumes cada vez maiores de investimento em infraestrutura e capacidade computacional.

Startup chinesa pretende alcançar R$ 37 bilhões em primeira rodada de investimentos externos – Imagem: Mojahid Mottakin/Shutterstock

Mudança de estratégia ocorre em meio à evolução da IA

Durante anos, a DeepSeek evitou recorrer a capital externo graças ao suporte financeiro da High-Flyer. No entanto, o setor de IA passou por transformações aceleradas nos últimos meses.

A empresa ganhou notoriedade com seus modelos de chatbot de baixo custo e de código aberto. Agora, porém, o mercado está direcionando atenção para os chamados agentes de IA, sistemas capazes de executar tarefas mais complexas com menor intervenção humana. Esse avanço exige uma quantidade significativamente maior de recursos computacionais.

Em abril, a DeepSeek afirmou que seu modelo de próxima geração, o V4, voltado para agentes de IA, redefiniu o estado da arte dos modelos de código aberto. Ainda assim, avaliações independentes indicam que ele permanece atrás dos modelos mais avançados de alguns concorrentes chineses e norte-americanos.

Tencent e CATL avaliam participação

Segundo a Reuters, Liang Wenfeng investiu 20 bilhões de iuans (aproximadamente R$ 14,9 bilhões) de recursos próprios na rodada. Entre os potenciais investidores externos, a gigante de tecnologia Tencent avalia aportar 10 bilhões de iuans (R$ 7,4 bilhões), enquanto a fabricante de baterias CATL considera investir 5 bilhões de iuans (R$ 3,7 bilhões).

Caso as negociações avancem nesses termos, as duas companhias se tornarão os maiores investidores externos da DeepSeek.

A aproximação entre as empresas também reflete os esforços da China para fortalecer um ecossistema nacional de IA mais autossuficiente, abrangendo tanto o desenvolvimento de modelos quanto a infraestrutura necessária para sustentá-los.

A CATL, conhecida por sua posição de destaque na cadeia de fornecimento de baterias para veículos elétricos, expandiu recentemente sua atuação para o segmento de data centers de IA, explorando oportunidades em equipamentos de energia e soluções de armazenamento energético.

Já a Tencent busca ampliar sua presença no mercado de inteligência artificial com o modelo Hunyuan. Apesar disso, a empresa ainda aparece atrás de alguns dos principais nomes do setor doméstico, incluindo o Doubao, da ByteDance, e a própria DeepSeek. Um relacionamento mais próximo entre as companhias poderia ajudar a Tencent a acompanhar a estratégia da Alibaba, que tem priorizado o desenvolvimento do modelo Qwen.

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A Tencent quer ampliar sua presença no mercado de IA – Imagem: Sergei Elagin/Shutterstock

Restrições geopolíticas influenciam crescimento

Embora a rodada esteja entre as maiores captações privadas já realizadas por empresas de tecnologia na China, ela permanece distante dos valores anunciados recentemente por rivais internacionais.

A Anthropic levantou US$ 65 bilhões (cerca de R$ 328 bilhões) no mês passado, enquanto a OpenAI captou US$ 122 bilhões (R$ 615 bilhões) em março.

Para Alfredo Montufar-Helu, diretor administrativo da Ankura China Advisors, sediada em Pequim, as restrições geopolíticas continuam influenciando diretamente a estratégia da DeepSeek.

“As proibições de exportação ocidentais significam que a DeepSeek não pode acessar os chips norte-americanos avançados. Sem a capacidade de comprar esse hardware, eles não têm motivo para se equiparar aos orçamentos de computação de vários bilhões de dólares de seus rivais dos EUA”, afirmou.

Enquanto OpenAI e Anthropic trabalham em planos para abrir capital, a DeepSeek ainda não anunciou qualquer intenção de realizar uma oferta pública de ações.

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DeepSeek adota estratégia agressiva na corrida das IAs

A startup chinesa DeepSeek entrou de vez na corrida das inteligências artificiais. Ela tem se destacado por sua abordagem voltada para a eficiência nos custos, especialmente em relação aos agentes de IA, o que pode ameaçar rivais ocidentais.

Mas em um mercado tão concorrido, talvez seja preciso de mais para atrair novos usuários. Pensando nisso, a empresa decidiu apelar para o bolso dos consumidores e reduziu o preço de seu modelo mais recente, o V4 Pro.

Redução de preços é permanente

  • A redução de preço inicialmente seria por um tempo determinado, até 31 de maio deste ano.
  • Mas agora, a startup chinesa decidiu torná-la permanente.
  • Os novos preços variam de US$ 0,003625 a US$ 0,87 por cada milhão de tokens.
  • Anteriormente, o custo girava entre US$ 0,0145 e US$ 3,48 pelo mesmo volume.
  • Essa decisão estratégica de manter os preços baixos chega um mês após o lançamento dos modelos V4, que incluem as versões Pro e Flash.
  • As informações são da Bloomberg.

Promoção vale para o modelo mais avançado da empresa (Imagem: Mojahid Mottakin/Shutterstock)

DeepSeek adota estratégia agressiva

Essa significativa queda nos preços pode representar uma economia considerável para contas empresariais ou usuários que consomem milhões de tokens diariamente. A nova política de preços oferece uma alternativa mais acessível em comparação a outros modelos de inteligência artificial no mercado, como o GPT-5, da OpenAI, ou Gemini 3.5 Flash, do Google.

Especialistas ainda esperam que a decisão da DeepSeek provoque reações de seus concorrentes. Recentemente, a Anthropic acusou a startup chinesa de práticas desleais, chamadas de “ataques de destilação”, que supostamente usam de forma inadequada os modelos mais avançados de rivais, como o Claude.

Com uma política de preços agressiva e a promessa de inovações em eficiência de custos, a DeepSeek quer se posicionar como uma escolha atrativa para aqueles que buscam economizar sem comprometer o desempenho dos agentes de IA. Será que essa estratégia trará os resultados esperados?

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