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Samsung alerta: corrida da IA pode causar falta de chips até 2028

A Samsung prevê que a escassez global de chips deve continuar até 2028, impulsionada pela corrida por infraestrutura de inteligência artificial. A fabricante sul-coreana fechou acordos de longo prazo com empresas de data centers para garantir fornecimento em um mercado cada vez mais disputado.

O anúncio acontece após a divisão de semicondutores registrar um salto expressivo nos lucros, mas também em meio à cautela dos investidores com os altos custos envolvidos na expansão da tecnologia de IA.

A explosão da IA aumentou a disputa por semicondutores, peças essenciais para os novos sistemas digitais. Imagem: SweetBunFactory/iStock

Demanda por IA aumenta disputa por semicondutores

Segundo a Reuters, a Samsung espera que a falta de chips fique ainda mais intensa nos próximos anos. A empresa já assinou contratos com as cinco maiores companhias globais de data centers e negocia acordos com outros grandes nomes do setor.

Os contratos terão duração mínima de cinco anos e devem incluir pagamentos antecipados e preços mínimos, medidas que ajudam a reduzir riscos em investimentos de grande escala.

“Quase todos os clientes estão solicitando contratos de fornecimento de vários anos”, afirmou Jaejune Kim, vice-presidente executivo da área de memória da Samsung, durante uma teleconferência com analistas.

A empresa pretende garantir acordos que cubram cerca de dois terços de sua produção de memórias no longo prazo. A estratégia busca diminuir os impactos dos ciclos de alta e baixa que costumam marcar o mercado de semicondutores.

Entre os fatores que impulsionam a demanda estão:

  • Crescimento dos sistemas de inteligência artificial;
  • Expansão dos data centers;
  • Disputa global entre fabricantes de chips;
  • Necessidade de novos investimentos em fábricas.

Lucro dispara, mas mercado mantém cautela

A divisão de semicondutores da Samsung registrou lucro operacional de 89,2 trilhões de wons no segundo trimestre, cerca de R$ 312,9 bilhões. O resultado representa uma alta superior a 250 vezes em relação ao mesmo período do ano anterior.

A receita total do grupo chegou a 171,5 trilhões de wons (R$ 601,2 bilhões), crescimento de 130%. Mesmo assim, investidores demonstraram preocupação com os gastos elevados das empresas de tecnologia para ampliar a infraestrutura de IA.

O cenário dos chips perdeu força. Os investidores estão questionando por quanto tempo as margens recordes serão sustentáveis.

Kim Seok-hwan, analista da Mirae Asset Securities, à Reuters.

O avanço dos semicondutores também trouxe dificuldades internas. A divisão de celulares da Samsung registrou prejuízo de 700 bilhões de wons (R$ 2,46 bilhões) no trimestre, pressionada pelo aumento no preço dos componentes.

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Mesmo com lucro recorde, a Samsung alerta para um desafio: garantir chips suficientes nos próximos anos. – Imagem: g0d4ather/Shutterstock

Samsung tenta recuperar espaço nos chips de IA

A fabricante busca ampliar sua participação no mercado de memórias de alta largura de banda (HBM), usadas em processadores de inteligência artificial. A empresa fornece esses componentes para clientes como Nvidia e AMD e espera que a receita com HBM4 mais que triplique no terceiro trimestre.

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A Samsung também afirmou que sua área de fabricação de chips sob encomenda deve apresentar recuperação em breve, impulsionada pelo aumento da utilização das fábricas e pela melhora nos preços.

A companhia mantém o plano de iniciar as operações da fábrica de Taylor, no Texas, ainda neste ano. Uma segunda unidade também está prevista e poderá começar a produção em larga escala em 2030.

A disputa por semicondutores se tornou um dos principais reflexos da expansão da inteligência artificial. Para a Samsung, garantir contratos de longo prazo é uma forma de aproveitar a demanda atual e reduzir os efeitos das oscilações desse mercado.

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Google cria chip de IA secreto para deixar Gemini mais poderoso

O Google trabalha em um novo chip de IA que poderá ajudar a empresa a rodar modelos de inteligência artificial com mais eficiência. O projeto, chamado internamente de “Frozen v2”, deve ampliar a capacidade de processamento usada pelo Gemini.

Segundo a Reuters, o desenvolvimento faz parte da estratégia da companhia para enfrentar limitações de computação que já afetaram contratos do Google Cloud.

Google aposta em hardware próprio para acelerar o Gemini e ampliar sua capacidade na disputa pela liderança em inteligência artificial. – Imagem: arda savasciogullari/Shutterstock

Frozen v2 terá partes do Gemini no próprio hardware

A principal novidade do chip é a possibilidade de incorporar elementos do Gemini diretamente ao hardware. A ideia é tornar a execução dos modelos mais eficiente, reduzindo a dependência de estruturas tradicionais de processamento.

Entre os detalhes divulgados estão:

  • O Google trabalha com previsão de uso do chip a partir de 2028;
  • O design ainda está sendo finalizado pelos engenheiros;
  • A eficiência pode ser de seis a dez vezes superior à dos atuais chips personalizados de IA da empresa;
  • O projeto será uma nova linha de hardware e não substituirá as TPUs.
Silhueta de pessoa com chip no lugar do cérebro, que também traz logotipo do Google
Google prepara uma nova geração de chips para IA em meio à crescente demanda por capacidade computacional. Imagem: Pedro Spadoni via DALL-E/Olhar Digital

Google também enfrenta desafios com Gemini

O Frozen v2 não chega para eliminar as unidades de processamento tensorial (TPUs), tecnologia já utilizada pelo Google em tarefas de inteligência artificial. A proposta é criar uma alternativa especializada para atender às necessidades dos modelos mais avançados.

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Além da corrida por novos chips, o Google trabalha para aprimorar seus modelos de IA. A Reuters citou um relatório da Bloomberg segundo o qual a empresa adiou o lançamento de uma nova versão do Gemini após o sistema não atingir metas internas, principalmente em programação.

O desenvolvimento do Frozen v2 mostra que a disputa por inteligência artificial envolve não apenas criar modelos melhores, mas também construir a infraestrutura necessária para colocá-los em funcionamento.

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Samsung enfrenta nova investigação que envolve Google e Nvidia

Samsung passou a ser alvo de uma investigação comercial nos Estados Unidos após uma denúncia apresentada pela Netlist. O caso envolve chips de memória presentes em servidores que sustentam boa parte dos serviços de inteligência artificial.

Segundo a Reuters, a apuração também alcança produtos vendidos por Google, Nvidia, Broadcom e Super Micro Computer que utilizam esses componentes.

A denúncia da Netlist coloca memórias DRAM da Samsung no centro de um novo embate bilionário no setor de IA. – Imagem: g0d4ather/Shutterstock

Caso ganha força em meio ao avanço da IA

A Comissão de Comércio Internacional dos Estados Unidos (USITC) abriu um processo para investigar se chips de memória da Samsung infringem patentes registradas pela americana Netlist. A denúncia envolve memórias DRAM (Dynamic Random Access Memory), responsáveis pelo armazenamento temporário de dados utilizados pelos processadores.

Na prática, esses componentes são indispensáveis para os servidores que operam aplicações de IA em grandes data centers.

A Netlist solicita que a USITC bloqueie a importação dos chips contestados e dos produtos que os utilizam, além de impedir sua comercialização no mercado americano.

Uma disputa que vem de longe

O processo é mais um desdobramento de uma batalha judicial travada há anos entre as duas empresas por tecnologias de memória de alto desempenho.

Em 2024, um júri do Texas determinou que a Samsung pagasse US$ 118 milhões (cerca de R$ 601,8 milhões) à Netlist por infringir patentes relacionadas ao processamento de dados em memórias. Um ano antes, outra decisão fixou uma indenização de US$ 303 milhões (aproximadamente R$ 1,55 bilhão) em um caso semelhante.

Agora, caberá a um juiz da USITC analisar as provas e apresentar uma decisão inicial, que ainda poderá ser revisada pela comissão.

Google VS Nvidia
Google, Nvidia, Broadcom e Super Micro Computer também aparecem no caso por venderem produtos com os chips investigados. – Imagem: Evolf / Shutterstock

Mercado acompanha os próximos passos

Não por acaso, a investigação ocorre justamente quando cresce a procura por infraestrutura voltada à inteligência artificial. Empresas de tecnologia aceleram investimentos em data centers, elevando a demanda por memórias produzidas por Samsung, SK Hynix e Micron. Segundo a Reuters, esse movimento também contribuiu para aumentar os preços desses componentes.

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A USITC deverá definir, em até 45 dias, o cronograma do caso. Se decidir restringir a importação ou a venda dos produtos investigados, a medida entrará em vigor imediatamente e poderá ser revertida apenas pelo Representante de Comércio dos Estados Unidos dentro do prazo de 60 dias.

Ilustração de chip de inteligência artificial sobre circuito eletrônico.
O caso coloca sob os holofotes um dos mercados mais estratégicos da atualidade: os chips para inteligência artificial. – Imagem: FOTOGRIN / Shutterstock

Decisão pode afetar toda a cadeia

A abertura do processo não significa que houve violação das patentes, mas coloca sob pressão uma cadeia de fornecimento estratégica para o setor de IA.

Enquanto a comissão analisa os argumentos apresentados por Netlist e Samsung, fabricantes e empresas que utilizam essas memórias acompanham o caso de perto. O desfecho poderá influenciar não apenas as duas companhias, mas também um mercado cada vez mais dependente de servidores e data centers para atender ao avanço da inteligência artificial.

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Por que a Apple está atrás de empresas de chips de IA?

A Apple está avaliando a compra de empresas de chips para melhorar sua capacidade de processamento em inteligência artificial, segundo informações da Reuters. A iniciativa surge após desafios com os componentes usados atualmente em seus servidores de IA.

A companhia procura alternativas para acompanhar a evolução dos grandes modelos de inteligência artificial.

Servidores de IA da Apple usam chips próprios, mas enfrentam desafios de desempenho. – Imagem: Macro photo / Shutterstock

Apple avalia compra de startups de semicondutores

Segundo a Reuters, a Apple procurou startups de chips e conversou com bancos sobre possíveis aquisições. A empresa ainda não confirmou nenhuma negociação.

Os servidores de IA da companhia usam chips próprios baseados no M2 Ultra, mas enfrentam limitações de desempenho, segundo o The Information. O projeto “Baltra”, criado para uma nova geração de processadores, também teria sido adiado.

Entre os objetivos estão:

  • Comprar empresas especializadas em chips de IA;
  • Aumentar a capacidade de processamento própria;
  • Reduzir dependência de soluções externas;
  • Preparar novos recursos baseados em inteligência artificial.

Teste com Gemini revelou limitações

Durante o desenvolvimento de uma nova Siri, a Apple testou modelos Gemini, do Google, em seus servidores. Porém, os chips baseados em Mac não conseguiram lidar com os modelos maiores, levando parte da operação para chips da Nvidia em uma nuvem do Google.

A situação mostra um dos desafios da empresa na disputa por recursos avançados de IA.

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Acordo com a Broadcom reforça a estratégia da Apple para garantir fornecimento de chips. – Imagem: bluestork/Shutterstock

Apple mantém grandes investimentos em chips

Apesar de evitar grandes compras, a Apple adquiriu em janeiro a Q.ai, empresa israelense de tecnologia de IA para áudio.

Leia mais:

A companhia tinha US$ 45,57 bilhões (cerca de R$ 246 bilhões) em caixa até 28 de março. Também anunciou um acordo superior a US$ 30 bilhões (aproximadamente R$ 162 bilhões) com a Broadcom para fornecimento de chips.

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Mercado de smartphones sofre maior queda em 13 anos

O mercado global de smartphones teve um dos piores desempenhos recentes. A escassez de chips de memória reduziu as remessas de aparelhos no segundo trimestre, que chegaram ao menor nível para o período desde 2013.

De acordo com estimativas preliminares da Counterpoint Research, divulgadas pela Reuters, as fabricantes enviaram 11% menos aparelhos no período analisado. O principal motivo foi a disputa por componentes com o avanço da inteligência artificial.

Menos chips disponíveis significam mais pressão sobre preços de celulares em todo o mundo. – Imagem: Denis Klimov 3000/Shutterstock

IA muda a disputa por componentes

Os fornecedores de memória passaram a priorizar clientes ligados a data centers de inteligência artificial, reduzindo a disponibilidade de chips para empresas de eletrônicos de consumo.

Com menos componentes disponíveis e preços mais altos, fabricantes repassaram parte dos custos aos consumidores, principalmente nos modelos básicos e intermediários. Segundo a Counterpoint, a pressão deve continuar até 2027.

Entre os principais reflexos estão:

  • aumento nos preços dos aparelhos;
  • queda nas vendas de modelos de entrada;
  • redução das remessas globais;
  • maior dificuldade para fabricantes que dependem de celulares mais baratos.

A consultoria manteve a previsão de queda de cerca de 14% nas remessas globais de smartphones neste ano.

Apple desafia tendência de queda

Enquanto boa parte do setor recuou, a Apple conseguiu avançar. As remessas da companhia cresceram 3% no segundo trimestre, levando a marca a uma participação recorde de 20% no mercado global.

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O resultado foi impulsionado pela procura por modelos premium da linha iPhone e pela manutenção dos preços. Analistas, porém, esperam possíveis reajustes nos próximos meses.

A Samsung recuperou a liderança, com 24% de participação, beneficiada pelas vendas da linha Galaxy S26, pela disponibilidade de produtos e por aumentos menores em mercados como Índia e Oriente Médio.

Metade da população mundial possui um smartphone
Xiaomi, Oppo e Vivo sentiram mais os efeitos da crise por dependerem de modelos básicos e intermediários. – Imagem: Jack Skeens/Shutterstock

Marcas populares sentem mais a pressão

Xiaomi, Oppo e Vivo registraram as maiores quedas entre as cinco principais fabricantes. A maior exposição aos segmentos de entrada e intermediário deixou essas empresas mais vulneráveis ao aumento dos custos.

A análise da Counterpoint Research mostra que a indústria de celulares agora disputa espaço com uma nova demanda: a inteligência artificial. Enquanto data centers precisam de cada vez mais memória, fabricantes de smartphones tentam equilibrar preços e disponibilidade de componentes.

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Novo chip da DeepSeek pode mudar a disputa da inteligência artificial

A DeepSeek, startup chinesa de inteligência artificial, está desenvolvendo um chip próprio para executar modelos de IA e diminuir a dependência de fornecedores como Nvidia e Huawei. O projeto mira a etapa de inferência, responsável por gerar respostas após o treinamento dos sistemas.

Ainda em fase inicial, a iniciativa pode abrir uma nova frente para a empresa, que ganhou destaque mundial após lançar modelos eficientes e passou a representar a ambição chinesa no setor de inteligência artificial.

O chip da DeepSeek ainda está em fase inicial, mas pode mudar a estratégia da empresa no mercado de inteligência artificial. – Imaem: Nuthawut Somsuk/iStock

Chip será focado em executar modelos de IA

Segundo a Reuters, três pessoas familiarizadas com o assunto afirmaram que a DeepSeek trabalha em um semicondutor voltado para inferência, e não para treinar novos modelos. A ideia é desenvolver uma solução própria para uma etapa que ganhou importância com a expansão dos aplicativos de IA.

A movimentação segue uma tendência entre empresas do setor, que buscam maior controle sobre os equipamentos usados para manter seus sistemas funcionando. Além disso, chips especializados podem oferecer ganhos de eficiência em comparação com componentes de uso geral.

Entre os principais objetivos desse tipo de chip estão:

  • Diminuir a dependência de fornecedores externos de semicondutores;
  • Atender ao crescimento da demanda por processamento de IA;
  • Ter mais controle sobre a infraestrutura tecnológica;
  • Criar alternativas diante das restrições dos Estados Unidos a chips avançados.
Logo da Huawei exibido em estande da empresa durante evento de tecnologia
A disputa por chips de IA cresce na China, com empresas como Huawei, Alibaba e Baidu buscando alternativas próprias. – Imagem: THINK A / Shutterstock

DeepSeek entra em disputa por semicondutores na China

Atualmente, a DeepSeek utiliza chips da Nvidia e da Huawei. O modelo R1, que chamou atenção pelo baixo custo de operação e provocou impacto no mercado de tecnologia em janeiro de 2025, foi treinado com o H800 da Nvidia, criado para o mercado chinês e posteriormente proibido pelos Estados Unidos.

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Com as restrições americanas, a Huawei ganhou espaço no mercado interno de chips de IA. Ao mesmo tempo, concorrentes como Alibaba e Baidu passaram a desenvolver seus próprios componentes para disputar esse segmento.

A DeepSeek também tem procurado parceiros para avançar no projeto, incluindo empresas de design de chips, fabricantes de semicondutores e companhias de memória. A startup aumentou a contratação de engenheiros especializados, mas mantém esse movimento de forma discreta.

Liang Wenfeng, fundador da DeepSeek, afirmou em uma entrevista concedida em 2024 que os controles de exportação de chips representam um desafio para a companhia.

Ícones do ChatGPT, DeepSeek e Gemini em pasta na página inicial de um iPhone
DeepSeek procura parceiros de design, fabricação e memória para avançar no desenvolvimento do novo chip. – Imagem: Tada Images/Shutterstock

Produção de chip próprio ainda enfrenta obstáculos

Desenvolver um chip capaz de competir no mercado exige anos de trabalho, investimentos elevados e acesso a tecnologias avançadas de fabricação. Esse último ponto é um dos principais desafios para empresas chinesas, que enfrentam limitações relacionadas a equipamentos e componentes estratégicos.

A Nvidia está zerada na China e assim permanecerá. A DeepSeek tem quase nenhuma chance de vender seus chips fora da China, a menos que obtenha acesso a tecnologias de fabricação de ponta.

Richard Windsor, analista da Radio Free Mobile, à Reuters

A busca por autonomia tecnológica acontece junto com uma mudança financeira na DeepSeek. Segundo a Reuters, a empresa pretende captar US$ 7 bilhões (aproximadamente R$ 37,8 bilhões) em uma rodada inicial, com avaliação estimada entre US$ 52 bilhões e US$ 59 bilhões (cerca de R$ 280 bilhões a R$ 318 bilhões).

O projeto mostra que a corrida da inteligência artificial está se tornando uma disputa por toda a cadeia tecnológica, desde os modelos usados pelos consumidores até os chips que permitem seu funcionamento.

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OpenAI entra na disputa dos chips e desafia Nvidia e Google

A OpenAI apresentou seu primeiro chip de inteligência artificial personalizado, desenvolvido em parceria com a Broadcom. O movimento marca uma mudança importante na estratégia da empresa: reduzir a dependência de fornecedores externos e ganhar mais controle sobre sua própria infraestrutura de IA.

O processador, chamado Jalapeño, foi criado para acelerar tarefas usadas em chatbots como o ChatGPT e outras aplicações baseadas em modelos de linguagem. E, na prática, ele atua justamente no ponto mais sensível desse tipo de tecnologia: a geração de respostas em tempo real, explica a Reuters.

Jalapeño já passou por testes internos e promete mais eficiência no funcionamento de grandes modelos de linguagem. – Imagem: Divulgação/OpenAI

Onde o Jalapeño realmente faz diferença

O chip foi desenvolvido pelos engenheiros da OpenAI em parceria com a Broadcom, com foco em uma etapa específica chamada inferência — o momento em que o sistema processa uma pergunta e devolve uma resposta.

É um detalhe técnico, mas decisivo. É ali que tudo precisa acontecer rápido e sem travamentos.

  • chip desenvolvido em parceria entre OpenAI e Broadcom
  • foco em inferência de modelos de IA
  • otimização para grandes modelos de linguagem (LLMs)
  • desempenho comparável a chips da Nvidia e do Google
  • uso exclusivo pela OpenAI em seus sistemas

Segundo a empresa, os primeiros testes internos já mostraram bons resultados, com o chip rodando modelos avançados dentro do esperado. Ainda em fase inicial, mas já considerado promissor dentro da companhia.

pinça segura um chip em primeiro plano com o logo da Broadcom ao fundo
OpenAI apresenta chip Jalapeño, criado com a Broadcom, para acelerar tarefas em chatbots como o ChatGPT. – Imagem: Ascannio/Shutterstock

A corrida por chips virou uma disputa direta entre gigantes

Google, Amazon e Meta também estão no mesmo caminho. Todas vêm investindo no desenvolvimento de chips próprios para tentar reduzir custos e, principalmente, não depender totalmente da Nvidia — hoje dominante nesse mercado.

O motivo é simples: a demanda por processamento explodiu com a popularização dos chatbots e das ferramentas generativas. E a infraestrutura virou gargalo.

Os engenheiros da OpenAI levaram cerca de nove meses para concluir o projeto do chip antes de enviá-lo para fabricação na TSMC, em Taiwan.

O desenvolvimento também teve um ponto curioso: parte do processo foi acelerada com uso de inteligência artificial, segundo a própria OpenAI. Ou seja, a IA ajudando a construir mais IA.

Logo do ChatGPT em na tela de um notebook e na tela de um smartphone
A corrida por chips de inteligência artificial cresce com a alta demanda por processamento em ferramentas generativas. – Imagem: arda savasciogullari/Shutterstock

Mais do que software: o jogo agora é no hardware

De acordo com a Broadcom, o desempenho do Jalapeño é comparável ao de soluções como as GPUs Blackwell da Nvidia e às TPUs do Google. Mas, nos bastidores, o que importa mesmo é outra coisa.

Para a OpenAI, ter um chip próprio significa autonomia. Menos dependência da cadeia tradicional e mais controle sobre o ritmo de evolução dos seus modelos.

Acreditamos que ele apresentará alto desempenho em todos os tipos de futuras iterações de LLMs.

Richard Ho, chefe de hardware da OpenAI, à Reuters.

A empresa já trabalha em novas versões dentro de uma linha contínua de desenvolvimento. Enquanto isso, a produção dos sistemas de servidor ficará com a Celestica.

No fim das contas, o cenário fica cada vez mais claro: a disputa pela liderança em inteligência artificial não está só no código. Está no silício também. E isso muda o jogo — talvez mais do que parece à primeira vista.

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China acelera corrida da IA com plano de US$ 295 bilhões em data centers

O governo chinês prepara um plano de investimento de cerca de 2 trilhões de yuans — equivalente a US$ 295 bilhões (cerca de R$ 1,62 trilhão) — para construir data centers de inteligência artificial em todo o país ao longo dos próximos cinco anos.

A iniciativa faz parte de uma estratégia mais ampla de Pequim para fortalecer sua indústria de IA e reduzir a distância em relação aos Estados Unidos nessa corrida tecnológica, explica a Reuters.

Disputa entre China e EUA se intensifica na corrida global pela liderança em inteligência artificial e infraestrutura digital. Imagem: Junayed graphics/Shutterstock – Imagem: Junayed graphics/Shutterstock

China aposta pesado em data centers de IA

No centro da estratégia chinesa está a criação de uma rede nacional de data centers. A ideia é distribuir centros de computação por diferentes regiões do país, formando uma base sólida para treinar e operar modelos de inteligência artificial em grande escala.

Segundo a Bloomberg News, a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma é uma das principais responsáveis por estruturar a iniciativa, que ainda está em fase inicial e pode passar por ajustes. O foco é garantir capacidade computacional suficiente para sustentar aplicações avançadas de IA e outras tecnologias emergentes.

Entre os principais pontos da estratégia estão:

  • expansão de data centers em escala nacional
  • interconexão entre centros de computação
  • uso prioritário de fornecedores locais
  • fortalecimento da infraestrutura estatal de tecnologia
  • suporte a aplicações avançadas de IA e automação
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Pelo menos 80% dos componentes, incluindo chips de IA, devem vir de fornecedores locais como a Huawei Technologies. Imagem: THINK A / Shutterstock – Imagem: THINK A / Shutterstock

Rede nacional interconectada e controle estatal

Mais do que construir estruturas isoladas, a proposta é integrar os data centers em uma malha conectada. Empresas estatais como China Mobile e China Telecom devem ficar responsáveis por operar boa parte dessa infraestrutura, garantindo tanto conectividade quanto controle operacional.

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Além disso, ganha destaque a prioridade dada à tecnologia doméstica. A expectativa é de que pelo menos 80% dos componentes utilizados — incluindo chips de IA — venham de empresas locais, como a Huawei. Com isso, o país busca reduzir a dependência de gigantes estrangeiras como Nvidia e AMD, que podem ficar fora desse ecossistema.

Esse movimento não é isolado. Ele segue diretrizes anteriores do governo chinês, que já vinha incentivando projetos financiados com recursos públicos a adotarem chips produzidos no país. Na prática, a estratégia reforça a busca por autossuficiência tecnológica em um setor considerado crítico para o futuro econômico.

De acordo com a reportagem, grandes empresas de tecnologia dos Estados Unidos devem investir mais de US$ 700 bilhões apenas este ano para impulsionar seus próprios sistemas e infraestruturas.

Esse contraste ajuda a dimensionar a disputa entre as duas maiores economias do mundo. De um lado, os EUA seguem apostando em gigantes privados e inovação acelerada. Do outro, a China aposta em planejamento estatal de longo prazo e na integração nacional da sua infraestrutura tecnológica.

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NASA testa chip de IA revolucionário para missões espaciais autônomas

A NASA completou a primeira rodada de testes ambientais do seu novo processador High Performance Spaceflight Computing (HPSC), um chip de inteligência artificial (IA) desenvolvido para dar às futuras naves espaciais capacidade de processamento autônomo. O sistema promete entregar 100 vezes mais poder computacional que os processadores atualmente em uso.

O desenvolvimento responde à crescente necessidade de sistemas que operem com mínima supervisão humana, especialmente em missões à Lua e Marte, onde os atrasos de comunicação dificultam o envio e recebimento rápido de dados. Segundo a NASA, sistemas autônomos podem acelerar o retorno científico por meio de análise de dados mais rápida.

O HPSC foi criado a partir de uma parceria entre o programa Game Changing Development da NASA e a empresa Microchip Technology, do Arizona (EUA). O processador é endurecido contra radiação para resistir às condições extremas do espaço, incluindo temperaturas severas e altos níveis de radiação que podem causar erros ou levar naves ao “modo de segurança”.

Sistema compacto com poder de processamento avançado

  • O processador utiliza arquitetura sistema-em-um-chip (SoC), integrando em um único microchip todos os elementos essenciais de computação: unidades de processamento central, descarregamentos computacionais, unidades de rede avançadas, memória e interfaces de entrada/saída;
  • Apesar do formato compacto, semelhante aos chips de smartphones, os SoCs da NASA são especificamente projetados para operar por anos a milhões de quilômetros da Terra;
  • “Construindo sobre o legado de processadores espaciais anteriores, este novo sistema multinúcleo é tolerante a falhas, flexível e de desempenho extremamente alto“, afirmou Eugene Schwanbeck, gerente do programa GCD da NASA. “O compromisso da NASA em avançar a computação de voo espacial é um triunfo de realização técnica e colaboração”;
  • Além do poder computacional, o HPSC oferece processamento de fluxo de dados de IA com capacidades de computação vetorial escaláveis;
  • O sistema é adaptável em consumo de energia, permitindo desligar funções não utilizadas ou operá-las em modo de baixa potência, otimizando a eficiência energética em missões com diferentes requisitos.
Novo chip tem mostrado desempenho 300 vezes superior – Imagem: Ryan Lannom/NASA/JPL-Caltech

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Testes rigorosos do chip de IA da NASA mostram desempenho 500 vezes superior

Os testes no Laboratório de Propulsão a Jato da NASA simulam as condições que os chips enfrentarão no espaço. Técnicos submetem os processadores a radiação eletromagnética, temperaturas extremas e choques, replicando os efeitos de partículas solares e raios cósmicos que podem causar falhas nos sistemas.

“Estamos submetendo esses novos chips a um teste exaustivo, realizando testes de radiação, térmicos e de choque, enquanto também avaliamos seu desempenho por meio de uma rigorosa campanha de testes funcionais”, disse Jim Butler, gerente de projeto de Computação Espacial de Alto Desempenho no JPL. “Para simular o desempenho no mundo real, estamos usando cenários de pouso de alta fidelidade de missões reais da NASA.”

Os testes iniciaram em fevereiro e continuarão por vários meses. Até agora, os engenheiros observaram que o processador opera com desempenho 500 vezes superior aos chips endurecidos contra radiação atualmente utilizados. Uma vez certificado para voos espaciais, a NASA planeja incorporar o HPSC em orbitadores, rovers, habitats e missões do espaço profundo.

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