Google

Auto Added by WPeMatico

android 17 1024x682

Novo Android 17 transforma o celular em “central de IA”

O Google lançou nesta terça-feira o Android 17 e o Wear OS 7, seu sistema para smartwatches. A atualização chega primeiro aos celulares Pixel e vem junto de um Pixel Drop com novidades em inteligência artificial, incluindo o Lyria 3, o Gemini Omni e recursos de tradução de voz com o AudioLM no Pixel 10a.

Segundo o TechCrunch, no fundo, o movimento reforça algo que o Google já vem deixando bem claro: a IA virou o eixo central do Android. E isso também entra na disputa com a Apple, que prepara mudanças na Siri e no iOS 27.

Android 17 chega com IA no centro e novas funções que mudam a forma de usar o celular no dia a dia. Imagem: Layse Ventura via ChatGPT / Olhar Digital

O que chega com o Pixel Drop

Uma das mudanças mais comentadas é a integração entre o Android Quick Share e o AirDrop da Apple em aparelhos Pixel mais antigos, como o 8a e o 9a. Na prática, isso reduz um pouco a distância entre os dois ecossistemas — algo que até pouco tempo atrás parecia improvável.

O Gemini Omni agora consegue editar vídeos dentro de uma conversa. Já o Lyria 3 cria músicas a partir de texto ou imagens direto no app do Gemini. É uma mistura de ferramentas criativas que começa a empurrar o celular para além do uso tradicional.

Tem também funções mais simples, mas úteis no dia a dia. Agora é possível gravar uma mensagem de áudio personalizada para quem liga e não é atendido. O recurso “Take a Message” também está sendo expandido para mais países.

No Pixel Watch, entra um sistema de detecção de emergências. Se houver acidente de carro, queda ou algo como ausência de pulso, o relógio pode acionar automaticamente ajuda e contatos de emergência. É uma função discreta, mas que fica sempre ativa ali no fundo.

Bubbles é uma das funções do Android 17
Novo Android 17 usa a “bubble bar” para deixar apps recentes em formato de bolhas na parte inferior da tela. Imagem: Divulgação/Google – Imagem: Divulgação/Google

Android 17 e multitarefa

O Android 17 traz a chamada “bubble bar”, uma barra de bolhas que organiza apps recentes na parte inferior da tela. A ideia é reduzir o vai e vem entre aplicativos e deixar tudo mais rápido de acessar.

Outro recurso chama a atenção pelo uso mais cotidiano: dá para gravar a tela e a câmera frontal ao mesmo tempo. Isso facilita vídeos de reação, algo que já virou padrão em redes sociais como TikTok, YouTube e Instagram.

Na parte de segurança, o sistema ganhou reforços. Tem o “Mark as Lost” no Find Hub, detecção de ameaças em tempo real e controles parentais mais flexíveis, que agora podem ser configurados com PIN, sem precisar de conta Google.

Também aparece um modo de jogo para dispositivos dobráveis, com tela dividida em 50/50 e um gamepad dinâmico ajustando a interface.

E o Wear OS 7?

Nos smartwatches, o Wear OS 7 melhora a integração com o celular. As notificações e atualizações de aplicativos passam a aparecer em tempo real no Pixel Watch, deixando a experiência mais contínua entre os dispositivos.

Leia mais:

Mais adiante, o sistema vai ganhar recursos do Gemini, como criação de widgets por descrição e uma função chamada “Personal Intelligence”, que conecta apps do Google e histórico de conversas para personalizar respostas.

O Google fala ainda em até 10% de ganho de bateria e automações mais inteligentes. Não é uma mudança que salta aos olhos de imediato, mas no uso diário pode fazer diferença.

O post Novo Android 17 transforma o celular em “central de IA” apareceu primeiro em Olhar Digital.

Novo Android 17 transforma o celular em “central de IA” Read More »

google justica 1024x612

Google contesta decisão histórica sobre responsabilidade por conteúdo de IA

A Alphabet, empresa-mãe do Google, anunciou, nesta sexta-feira (12), que irá recorrer de uma decisão judicial alemã que considerou a empresa legalmente responsável por alegações falsas que aparecem nos Resumos de IA (AI Overviews), uma funcionalidade que exibe sumários gerados por inteligência artificial (IA) acima dos resultados tradicionais de busca.

Decisão judicial contra o Google marca precedente importante

  • O tribunal de Munique (Alemanha) emitiu uma decisão histórica contra os resumos gerados por IA do Google, determinando que o AI Overviews constitui conteúdo próprio da empresa;
  • Esta decisão pode impactar significativamente outros desenvolvedores de inteligência artificial;
  • “Este caso foca em erros específicos e pontuais, não na forma fundamental como o AI Overviews exibe conteúdo da web. Discordamos da decisão e planejamos recorrer”, disse um porta-voz do Google por e-mail à Reuters;
  • O processo foi movido por duas editoras alemãs que alegaram que os Resumos de IA falsamente as vincularam a golpes e práticas comerciais duvidosas;
  • A empresa reconhece que, embora a grande maioria dos AI Overviews seja precisa, podem ocorrer casos em que os resumos perdem contexto ou interpretam mal o conteúdo da web.
Tribunal de Munique (Alemanha) emitiu uma decisão histórica contra os resumos gerados por IA do Google, determinando que o AI Overviews constitui conteúdo próprio da empresa – Imagem: Ascannio/Shutterstock

Leia mais:

Impactos na indústria de conteúdo

A integração de IA nos resultados de busca online do Google tem gerado críticas de editores e provedores de conteúdo, que afirmam que isso afetou negativamente seu tráfego, audiência e receita. Reguladores antitruste também estão investigando a questão.

O Google afirmou que toma ações rápidas contra violações de suas políticas para AI Overviews e que está comprometido em melhorar continuamente a precisão da tecnologia.

O post Google contesta decisão histórica sobre responsabilidade por conteúdo de IA apareceu primeiro em Olhar Digital.

Google contesta decisão histórica sobre responsabilidade por conteúdo de IA Read More »

linhas de cdigo fonte dados arquitetura software programa app hacker 1024x684

Anthropic amplia aposta em data centers e negocia apoio financeiro do Google, diz The Information

A Anthropic está estruturando uma expansão agressiva de sua infraestrutura de inteligência artificial ao arrendar e operar data centers próprios nos Estados Unidos, movimento sustentado pela forte demanda por seus modelos e ancorado em uma relação cada vez mais estratégica com a Alphabet. A informação foi apurada e publicada pelo site The Information.

Nesse arranjo, a controladora do Google surge não apenas como possível financiadora, mas também como parceira tecnológica, ao participar do ecossistema de chips de servidor que pode sustentar as novas instalações da startup.

As conversas incluem ainda a possibilidade de a Alphabet oferecer garantias financeiras para pagamentos bilionários de arrendamento, enquanto a Anthropic avança em direção a uma oferta pública inicial mantida sob confidencialidade.

Expansão de infraestrutura e escala de computação

Linhas de um código-fonte – (Reprodução: Chris Ried/Unsplash)

A empresa assinou mais de uma dúzia de acordos preliminares para contratação de data centers nos Estados Unidos, somando capacidade superior a 1 gigawatt. O objetivo é garantir escala suficiente para suportar o crescimento acelerado do uso de seus modelos de IA.

Esse movimento representa uma mudança relevante de postura operacional, já que a Anthropic passa a controlar de forma mais direta a base física necessária para rodar seus sistemas de inteligência artificial em larga escala.

A pressão por capacidade vem do aumento contínuo da demanda pela família de modelos Claude, especialmente em aplicações empresariais e de desenvolvimento de software.

Alphabet como pilar financeiro e tecnológico

Alphabet dispara na bolsa enquanto disputa mercado de IA com Nvidia
(Imagem: Markus Mainka / Shutterstock.com)

A relação com a Alphabet se intensifica em múltiplas frentes. Além de já ter sido citada como investidora com potencial de aporte de até 40 bilhões de dólares, a empresa também participa do desenvolvimento de chips de servidor que podem ser utilizados nos data centers planejados pela Anthropic.

Nesse contexto, discute-se um mecanismo de garantia financeira em que a Alphabet poderia respaldar pagamentos de contratos de arrendamento, reduzindo o risco da expansão agressiva da infraestrutura da startup.

Esse vínculo coloca a Alphabet simultaneamente como financiadora potencial, parceira tecnológica e agente de estabilidade para a estratégia de crescimento da Anthropic.

IPO e pressão de crescimento

A Anthropic também teria submetido, de forma confidencial, documentos para uma oferta pública inicial nos Estados Unidos, sem divulgar termos ou tamanho da operação.

O avanço da infraestrutura e os acordos com grandes parceiros ocorrem em paralelo a uma rodada de captação recente, que avaliou a empresa em aproximadamente 965 bilhões de dólares após levantar outros 65 bilhões.

A combinação entre expansão física, apoio de grandes grupos de tecnologia e forte demanda por seus modelos posiciona a companhia em uma disputa direta por escala no mercado global de inteligência artificial.

O post Anthropic amplia aposta em data centers e negocia apoio financeiro do Google, diz The Information apareceu primeiro em Olhar Digital.

Anthropic amplia aposta em data centers e negocia apoio financeiro do Google, diz The Information Read More »

cabecada futebol 2 683x1024

Google e Palmeiras anunciam parceria para usar IA em lances com bola rolando

O Google anunciou, nesta quarta-feira (10), durante o evento Google for Brasil, uma colaboração com o Palmeiras para implementar a tecnologia TacticAI em situações com bola rolando.

A novidade, desenvolvida originalmente pelo Google DeepMind e refinada para análise de dados em tempo real, permite prever dinâmicas de campo em um intervalo de até oito segundos. O Palmeiras é o primeiro clube da América Latina a usar a ferramenta, que, no futuro, poderá ser aplicada durante os 90 minutos de jogo, além dos acréscimos, em partidas competitivas.

Novidades da nova versão do Google TacticAI

  • Diferentemente de usos anteriores da tecnologia, voltados para lances de bola parada, como escanteios e pênaltis, a versão apresentada agora processa a movimentação contínua dos jogadores;
  • No clube, o departamento de ciência de dados utiliza um software com interface de arrastar e soltar, que permite deslocar virtualmente atletas para observar projeções da trajetória da bola e o comportamento dos jogadores em diferentes configurações táticas;
  • O TacticAI usa redes neurais gráficas, ou GNNs, para fazer os cálculos. No modelo, os 22 jogadores em campo são representados como nós de uma rede, enquanto as interações entre eles funcionam como conexões;
  • Esse formato permite identificar relações espaciais e a dinâmica de movimento de todos os atletas simultaneamente, com previsões baseadas em padrões de posicionamento e não em médias históricas.

Leia mais:

Diferentemente de usos anteriores da tecnologia, voltados para lances de bola parada, como escanteios e pênaltis, a versão apresentada agora processa a movimentação contínua dos jogadores – Imagem: Anton Vierietin/Shutterstock

A ferramenta atua como um assistente de análise de dados, fornecendo informações quantitativas para o teste de hipóteses táticas. Entre os exemplos citados, está a possibilidade de verificar em tempo real o impacto do deslocamento de um defensor sobre a estrutura defensiva. No momento, a análise de jogo aberto é executada de forma exclusiva pelo clube paulista no cenário brasileiro.

Segundo o Google, o TacticAI evidencia o potencial da IA assistiva para transformar os esportes, beneficiando jogadores, treinadores e torcedores.

O futebol é apresentado como um ambiente especialmente desafiador para esse tipo de desenvolvimento por reunir múltiplos agentes, dados multimodais e a chamada “observabilidade parcial”, em que fatores objetivos podem ser analisados mesmo sem contemplar todos os elementos intangíveis do jogo, como condições psicológicas.

Aperfeiçoar o uso da IA nos esportes pode ter reflexos dentro e fora de campo, em áreas que vão de jogos de computador e robótica até a coordenação de tráfego.

O post Google e Palmeiras anunciam parceria para usar IA em lances com bola rolando apareceu primeiro em Olhar Digital.

Google e Palmeiras anunciam parceria para usar IA em lances com bola rolando Read More »

mosaico maps 1200x675 invertido

Google for Brasil 2026: big tech lança conjunto de ferramentas de IA

Nesta quarta-feira (10), durante o evento anual Google for Brasil, realizado em São Paulo (SP), o Google anunciou uma série de inovações baseadas em inteligência artificial (IA) destinadas ao mercado nacional. As novidades abrangem desde a busca por locais e navegação na web até ferramentas de suporte para o ecossistema de criadores de conteúdo do país.

Novidades do Google

Google Maps: conversas em linguagem natural e reservas

  • Uma das principais atualizações é o recurso “Pergunte ao Maps”, que transforma o aplicativo em um assistente de recomendações conversacional baseado na IA Gemini;
  • A ferramenta permite que usuários façam perguntas complexas em linguagem natural, como “quero uma hamburgueria com mesas ao ar livre” ou “onde levar meu filho em um dia de chuva?”;
  • O sistema gera respostas personalizadas cruzando informações de mais de 300 milhões de lugares e avaliações de 500 milhões de usuários da comunidade;
  • Além de sugestões de restaurantes e passeios, o assistente pode tirar dúvidas sobre transporte público, como se um ônibus específico utiliza corredores exclusivos ou qual a entrada de metrô mais próxima;
  • A função, que já estava disponível nos EUA e na Índia, começou a ser liberada nesta quarta para um grupo seleto de usuários engajados e chegará a todos os brasileiros nas próximas semanas;
  • O acesso é feito por um ícone no canto superior esquerdo do aplicativo para celulares, com previsão de chegada aos navegadores futuramente.
Pergunte ao Maps já está integrado ao Brasil – Imagem: Divulgação/Google

Somado a isso, o Google introduziu a reserva direta de restaurantes na busca, por meio de parcerias com os sistemas Tagme e Get In. Os usuários podem solicitar: “encontre uma reserva para três pessoas às 18h em um restaurante francês próximo a mim”, evitando filas de espera.

Gemini no Chrome: navegação contextual

O navegador Chrome também recebeu uma integração profunda com o Gemini por meio de uma nova extensão localizada no canto superior direito. Esse assistente permite realizar consultas baseadas no conteúdo da página ou vídeo que está sendo visualizado.

Entre as funcionalidades, destacam-se a capacidade de resumir conteúdos, comparar informações entre diferentes abas e explicar o significado de imagens. De acordo com Charmeine D’Silva, diretora-sênior de produto do Chrome, “a grande mudança é que você faz perguntas, e o sistema entende você… não é necessário aprender a escrever um comando”. A extensão também se integra ao Gmail e Calendar, permitindo, por exemplo, criar rascunhos de e-mail com informações pesquisadas ou adicionar eventos diretamente.

Embora o recurso esteja se expandindo para América Latina, Oriente Médio e África, ele permanece indisponível na Europa devido às regras estritas do GDPR. No Brasil, a liberação ocorre de forma gradual a partir desta quarta, exigindo a atualização do navegador. O sistema também inclui o gerador de imagens interno Nano Banana 2.

Exemplo de uso do Gemini no Chrome
Assistente permite realizar consultas baseadas no conteúdo da página ou vídeo que está sendo visualizado – Imagem: Divulgação/Google

Leia mais:

YouTube: IA para criadores

Para os produtores de vídeo, foi lançado o “Pergunte ao Studio”, um chat de IA integrado ao YouTube Studio. A ferramenta funciona como um assistente que ajuda a analisar métricas do canal, resumir o feedback do público e identificar tendências.

O assistente pode sugerir ideias para novos vídeos e até revisar roteiros antes da gravação, oferecendo feedbacks baseados nas melhores práticas da plataforma. Max Oliveira, gerente sênior de marketing do YouTube, afirmou que a IA pode dar orientações para “melhorar a geração de receita dentro da plataforma”. O recurso já está disponível para todos os criadores brasileiros por meio de um ícone de brilho (✨).

Exemplo de uso do Gemini no YouTube
Criadores agora podem usar IA para saber mais informações sobre seus trabalhos – Imagem: Divulgação/Google

Impacto econômico e social

O Google aproveitou o evento para destacar a relevância do YouTube no Brasil. Segundo dados da empresa, o ecossistema de criadores gerou mais de 150 mil empregos em 2025 e contribuiu com mais de R$ 6 bilhões para o PIB brasileiro. Atualmente, mais de 4,5 mil canais brasileiros possuem mais de um milhão de inscritos.

Essas atualizações ocorrem em um momento em que redes sociais, como TikTok e Instagram, têm ganhado espaço como ferramentas de descoberta de lugares, desafiando a busca tradicional do Google. Com a IA, a empresa busca oferecer respostas mais diretas e personalizadas para manter sua relevância no cotidiano dos usuários.

O post Google for Brasil 2026: big tech lança conjunto de ferramentas de IA apareceu primeiro em Olhar Digital.

Google for Brasil 2026: big tech lança conjunto de ferramentas de IA Read More »

descrever extensao apple ia 1024x576

Apple anuncia próxima geração de IA e integração com o Gemini do Google

Nesta segunda-feira (08), a Apple apresentou em seu evento anual para desenvolvedores uma nova etapa de sua estratégia de inteligência artificial, marcada por uma reformulação profunda de sua arquitetura de modelos e pela incorporação de tecnologia do Google. A empresa afirmou ter redesenhado sua base de IA para atuar de forma mais integrada aos seus sistemas operacionais, combinando processamento local e infraestrutura em nuvem privada.

O anúncio foi feito em Cupertino durante a WWDC 2026 (Worldwide Developers Conference), quando a companhia detalhou a evolução do Apple Intelligence. Segundo a empresa, a nova abordagem busca tornar os recursos mais contextuais e personalizados, ao mesmo tempo em que amplia a capacidade de processamento ao adotar modelos desenvolvidos em parceria com o Google.

A iniciativa também reforça a estratégia de posicionar a IA como parte estrutural do ecossistema da Apple, com foco em utilidade prática, privacidade e integração entre dispositivos.

Para quem tem pressa:

  • A Apple apresentou uma nova fase do Apple Intelligence, com arquitetura redesenhada e foco em integração profunda entre dispositivos e serviços;
  • A empresa confirmou uso de tecnologia do Google, com modelos do Gemini apoiando parte das funções mais avançadas de IA;
  • A estratégia combina processamento local e nuvem privada para ampliar capacidades sem abrir mão da proteção de dados.

Nova arquitetura de IA e parceria com o Google marcam mudança estrutural

Com o recurso Notify Me, os usuários podem solicitar que o Safari monitore automaticamente uma página da web. Quando uma alteração for detectada, o Safari enviará uma notificação para que eles possam tomar as medidas necessárias – (Divulgação: Apple)

A principal mudança apresentada pela Apple no WWDC 2026 está na nova geração do Apple Intelligence, construída sobre uma arquitetura redesenhada que combina modelos próprios com tecnologias desenvolvidas em colaboração com o Google. Conforme descrito no material oficial, a empresa afirmou que os sistemas passam a utilizar modelos do Gemini como base para parte das funções mais avançadas.

De acordo com a companhia, essa integração permite que os recursos de IA operem tanto diretamente nos dispositivos quanto em servidores protegidos por uma estrutura chamada Private Cloud Compute. O objetivo, segundo o anúncio, é manter desempenho elevado sem abrir mão da proteção dos dados dos usuários.

A Apple destacou ainda que essa nova geração de modelos foi desenvolvida para atuar de forma mais profunda nos sistemas operacionais, permitindo que aplicativos passem a executar tarefas mais complexas de maneira automatizada e contextual.

Leia mais:

Colaboração com o Google amplia capacidade dos modelos

Pessoa segura smartphone com o aplicativo Gemini aberto, com logotipo do Google ao fundo
Gemini do Google – Imagem: Poetra.RH / Shutterstock

A parceria com o Google representa um dos pontos centrais da nova estratégia. Segundo os documentos apresentados, a Apple passou a utilizar modelos do Gemini como base tecnológica para sustentar parte da evolução do Apple Intelligence.

Conforme descrito pela empresa, essa cooperação busca ampliar a escala e a capacidade de processamento dos sistemas de IA, permitindo respostas mais complexas e maior eficiência em tarefas integradas ao ecossistema Apple.

A decisão marca uma mudança relevante na abordagem da companhia, que passa a combinar sua infraestrutura própria com modelos externos para acelerar o desenvolvimento de funcionalidades avançadas.

IA mais integrada ao sistema e voltada ao contexto do usuário

O recurso Descrever uma Extensão permite que os usuários criem uma extensão personalizada para o Safari simplesmente descrevendo o que desejam que ela faça
O recurso Descrever uma Extensão permite que os usuários criem uma extensão personalizada para o Safari simplesmente descrevendo o que desejam que ela faça – (Divulgação: Apple)

A Apple afirmou que a nova geração de sua inteligência artificial foi projetada para compreender melhor o contexto pessoal dos usuários, operando de forma mais profunda dentro dos aplicativos e serviços do sistema.

De acordo com o material divulgado, o Apple Intelligence passa a atuar em tarefas como organização de informações, edição de conteúdos e automação de ações em diferentes aplicativos, sempre com base em dados locais e permissões do usuário.

A empresa reforça que a prioridade da arquitetura é manter a privacidade, utilizando processamento local sempre que possível e recorrendo à nuvem privada apenas quando necessário.

O post Apple anuncia próxima geração de IA e integração com o Gemini do Google apareceu primeiro em Olhar Digital.

Apple anuncia próxima geração de IA e integração com o Gemini do Google Read More »

fabricacao chips 1024x576

Google fecha com Intel produção de mais de 3 milhões de chips de IA

A empresa Alphabet, controladora do Google, firmou uma encomenda com a Intel para a produção de mais de 3 milhões de unidades de chips voltados à inteligência artificial, conhecidos como Tensor Processing Units (TPUs). A fabricação está prevista para ocorrer até 2028, segundo informações publicadas pelo The Information.

A decisão ocorre após meses de testes envolvendo a tecnologia de fabricação da Intel, em um movimento que indica a abertura de uma nova etapa na cadeia de suprimentos de semicondutores para IA. O acordo surge em meio à pressão global por maior capacidade produtiva no setor.

A iniciativa também reflete a busca por alternativas à concentração da produção na Taiwan Semiconductor Manufacturing Company, que enfrenta limitações para atender à demanda crescente. O cenário envolve ainda outras empresas avaliando a Intel como possível parceira para produção de chips avançados.

Para quem tem pressa:

  • Google fechou contrato com a Intel para produzir milhões de chips de IA até 2028, reforçando sua aposta em hardware próprio;
  • Movimento ocorre em meio à disputa global por capacidade de fabricação e limitações na cadeia de semicondutores;
  • Intel ganha impulso no setor com novos acordos e interesse de grandes empresas de tecnologia e inteligência artificial.

Google e Intel oficializam uma parceria para a produção de semicondutores

Produção industrial de eletrônicos depende de semicondutores, cuja escassez afetou cadeias globais – Imagem: Gorodenkoff / Shutterstock

A encomenda do Google à Intel representa um passo relevante na estratégia de expansão de sua infraestrutura de inteligência artificial, com foco na produção de seus próprios processadores. O volume estimado ultrapassa três milhões de unidades, destinadas aos chips especializados usados em operações de IA.

De acordo com relatos do mercado, a escolha pela Intel foi precedida por testes técnicos realizados ao longo de meses, nos quais a companhia norte-americana demonstrou capacidade de atender parte da demanda de fabricação. Esse movimento reforça o papel da Intel como possível alternativa no setor de fundição de semicondutores.

O contexto mais amplo envolve a pressão sobre a cadeia global de produção de chips, especialmente diante da limitação de capacidade da TSMC, hoje uma das principais fabricantes do mundo. Esse cenário tem levado grandes empresas de tecnologia a buscar diversificação de fornecedores.

Detalhe de chips e do encaixe de um processador
Semicondutor (Imagem: aPhoenix photographer/Shutterstock)

Leia mais:

Além do Google, outras companhias também aparecem no radar da Intel. A Nvidia avalia o uso da tecnologia da fabricante para possíveis novos projetos, enquanto a Apple teria avançado em negociações preliminares para produção de componentes de seus dispositivos. Há ainda o caso da Tesla, que já definiu a Intel como fornecedora para processos de fabricação de próxima geração.

A movimentação ocorre em meio à disputa estratégica pelo domínio da produção de semicondutores voltados à inteligência artificial, segmento que se tornou central para o crescimento de grandes empresas de tecnologia.

O post Google fecha com Intel produção de mais de 3 milhões de chips de IA apareceu primeiro em Olhar Digital.

Google fecha com Intel produção de mais de 3 milhões de chips de IA Read More »

google 1 1024x576

Google aposta na SpaceX para ampliar infraestrutura de IA

O Google fechou um acordo com a SpaceX para alugar capacidade de processamento computacional por US$ 920 milhões (R$ 4,7 bilhões) por mês. O contrato foi divulgado pela SpaceX em um documento regulatório protocolado na sexta-feira, 5 de junho de 2026, segundo o TechCrunch.

Pelos termos do acordo, o Google terá acesso a “aproximadamente 110.000 GPUs da NVIDIA, CPUs, memória e outros componentes relacionados” entre outubro de 2026 e junho de 2029. O acesso à infraestrutura será ampliado gradualmente até setembro de 2026, período em que a empresa pagará uma taxa reduzida.

Google fechou acordo bilionário com a SpaceX para garantir capacidade extra de IA até 2029. Imagem: FotoField/Shutterstock – Imagem: FotoField/Shutterstock

Semelhanças com o contrato da Anthropic

O novo contrato lembra bastante o acordo anunciado pela SpaceX com a Anthropic no fim de maio. Na ocasião, a empresa concordou em pagar US$ 1,25 bilhão (R$ 6,4 bilhões) por mês até 2029 para usar toda a capacidade computacional disponível no data center Colossus 1, perto de Memphis, no Tennessee.

A estrutura foi criada originalmente pela xAI para projetos próprios de IA e hoje faz parte da SpaceX. Pelo tamanho do contrato, o Google deve ocupar algo próximo de metade da capacidade atualmente usada pela Anthropic no Colossus 1.

A SpaceX não informou qual data center será destinado ao Google. Elon Musk já havia sugerido anteriormente que o futuro Colossus 2 seria reservado à xAI.

Antes da parceria com a SpaceX, a Anthropic enfrentava limitações de capacidade computacional e chegou a ampliar os limites de uso de seus serviços no mesmo dia em que anunciou o contrato. O cenário do Google é bem diferente. Hoje, a empresa já opera uma das maiores estruturas de IA do mundo.

Celular com logo da Anthropic posicionado acima de notas de dólar.
Anthropic também alugou infraestrutura da SpaceX em um contrato bilionário fechado em maio. Imagem: Mehaniq/Shutterstock – Imagem: Mehaniq/Shutterstock

O que o Google diz sobre o acordo

Segundo o Google, o contrato surgiu após uma demanda acima do esperado pelos novos produtos de inteligência artificial da companhia.

Google Cloud e SpaceX são parceiros de longa data”, afirmou a empresa em comunicado. “Este é um acordo de curto prazo e oportuno para garantir que tenhamos capacidade de ponte para atender à demanda crescente de clientes pela nossa plataforma de agentes, Gemini Enterprise, que foi ainda maior do que esperávamos.”

O anúncio reforça a corrida das gigantes de tecnologia por infraestrutura voltada à IA, hoje um dos recursos mais disputados do setor.

Cláusulas de cancelamento e penalidades

Assim como aconteceu no contrato com a Anthropic, o acordo com o Google prevê cláusulas de cancelamento. Tanto a SpaceX quanto o Google poderão encerrar o contrato com aviso prévio de 90 dias após 31 de dezembro de 2026.

Também há penalidades previstas caso a SpaceX não entregue a infraestrutura prometida. Segundo o contrato, se a empresa não disponibilizar a quantidade acordada de GPUs até 30 de setembro de 2026, o Google poderá cancelar imediatamente o acordo após um período de carência de um mês ou aceitar uma quantidade menor de GPUs, com redução proporcional das taxas mensais.

Entre os pontos que mais chamam atenção no contrato estão:

  • acesso a cerca de 110 mil GPUs e CPUs da NVIDIA;
  • pagamentos mensais próximos de R$ 5 bilhões;
  • contrato válido até junho de 2029;
  • possibilidade de rescisão com aviso prévio de 90 dias.
Fachada da Starbase, da Spacex
Google e SpaceX também discutem a criação de data centers em órbita para projetos futuros. Imagem: Findaview/Shutterstock – Imagem: Findaview/Shutterstock

IPO da SpaceX e relação com o Google

O anúncio acontece uma semana antes da estreia das ações da SpaceX na Nasdaq. Documentos enviados à Securities and Exchange Commission mostram que a empresa pretende levantar cerca de US$ 75 bilhões, com avaliação estimada em US$ 1,75 trilhão — o que pode transformar a operação no maior IPO da história.

Leia mais:

O Google investe na SpaceX há vários anos. Após a abertura de capital, a participação da Alphabet na companhia deve ultrapassar US$ 100 bilhões em valor. As duas empresas também negociam a possível construção de data centers em órbita, apontados como parte importante dos planos futuros da SpaceX.

A Alphabet, dona do Google, já reservou mais de US$ 180 bilhões para investimentos neste ano e afirmou que esse valor deve crescer significativamente em 2027. Para bancar esse ritmo de expansão, a empresa também anunciou recentemente uma venda de ações de US$ 80 bilhões.

O post Google aposta na SpaceX para ampliar infraestrutura de IA apareceu primeiro em Olhar Digital.

Google aposta na SpaceX para ampliar infraestrutura de IA Read More »

destaque play store grande 1024x576

IA do Google pode ser treinada com código de apps Android

O Google estaria oferecendo pagamento a desenvolvedores da Play Store para ter acesso ao código de aplicativos Android e usar esse material no treinamento de suas ferramentas de inteligência artificial. A informação foi revelada pela 404 Media.

A proposta faz parte de um programa piloto confidencial e envolve tanto aplicativos ativos quanto projetos antigos, o que acabou levantando novas discussões sobre como esses dados podem ser usados no desenvolvimento de IA.

Programa piloto do Google envolve acesso a código-fonte de apps da Play Store, incluindo projetos antigos, para treinar IA. Imagem: PixieMe/Shutterstock

Como funciona a iniciativa do Google

Segundo e-mails enviados a desenvolvedores, o Google convidou um grupo seleto de criadores da Play Store para participar de um “projeto piloto de oferta de conteúdo”. A ideia é simples: pagar para ter acesso ao código e, assim, gerar uma fonte extra de receita para quem aceitar participar.

Na prática, a empresa quer trabalhar com bases de código reais para melhorar suas ferramentas de desenvolvimento e produtos de IA. Esse material inclui desde aplicativos que estão em funcionamento até projetos que já foram abandonados ou arquivados.

Entre os principais pontos da oferta estão:

  • pagamento pelo acesso ao código-fonte;
  • inclusão de projetos antigos e protótipos;
  • uso do código para treinar ferramentas de IA;
  • manutenção dos direitos de propriedade pelos desenvolvedores;
  • contrato não exclusivo, permitindo outros usos do código.

Mesmo que o e-mail nem sempre fale diretamente sobre inteligência artificial, os links presentes nele levam a páginas que deixam claro o foco em melhorar produtos de IA do Google.

notebook com várias linhas coloridas de código na tela
Google e desenvolvedores discutem uso de código de aplicativos para evolução de ferramentas de IA. Reprodução: Chris Ried/Unsplash – (Reprodução: Chris Ried/Unsplash)

Por que o Google está buscando esse tipo de dado

Esse movimento acontece em meio a uma disputa intensa entre grandes empresas de tecnologia pelo avanço em inteligência artificial, principalmente na área de geração de código. Empresas como Microsoft, com o Copilot, e a Anthropic, com o Claude, já têm forte presença nesse mercado.

Segundo a reportagem, essa estratégia também pode indicar que o Google ainda enfrenta dificuldades para encontrar dados suficientes e de boa qualidade na web aberta para treinar seus modelos.

A empresa já fez algo parecido antes, como no acordo de US$ 60 milhões (cerca de R$ 300 milhões) com o Reddit para acesso a conteúdos da plataforma.

Gemini vs ChatGPT vs Claude:
Desenvolvedores relatam termos pouco claros em iniciativa do Google que usa código de apps para treinar IA. Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital) – Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital)

Debate sobre dados e transparência

O ponto mais sensível dessa iniciativa é a transparência. Desenvolvedores ouvidos pela reportagem afirmam que o programa é apresentado como confidencial e que a participação seria voluntária, mas com termos que nem sempre são totalmente claros.

Leia mais:

O Google, por outro lado, diz que o objetivo é “ajudar a aprimorar ferramentas e produtos”, reforçando que o código compartilhado continua sendo propriedade dos desenvolvedores.

Ainda assim, o caso levanta dúvidas sobre até que ponto empresas podem usar código de terceiros para treinar sistemas de IA, especialmente em um cenário em que dados de qualidade se tornaram um dos principais desafios do setor.

O que isso pode mudar no futuro

Se o projeto avançar, o Google pode ampliar bastante o acesso a códigos reais de aplicativos, o que tende a melhorar o desempenho de suas ferramentas de programação por IA.

Ao mesmo tempo, essa iniciativa pode abrir uma nova forma de renda para desenvolvedores, que passariam a ganhar não só com seus aplicativos, mas também com o código por trás deles.

No fim, o debate continua girando em torno do equilíbrio entre inovação, privacidade e uso de dados — um tema que segue no centro das discussões sobre inteligência artificial.

O post IA do Google pode ser treinada com código de apps Android apareceu primeiro em Olhar Digital.

IA do Google pode ser treinada com código de apps Android Read More »

gemma 4 12b benchmarkl

Google anuncia Gemma 4 12B para rodar IA local com 16GB

O Google anunciou nesta quarta-feira (03) o novo modelo de inteligência artificial Gemma 4 12B. Ele foi lançado para executar tarefas de agentes multimodais diretamente em notebooks. A tecnologia processa áudio e visão sem a necessidade de depender de hardware em nuvem.

Segundo o comunicado oficial de lançamento, a família de modelos Gemma ultrapassou a marca de 150 milhões de downloads. O novo integrante de tamanho médio preenche a lacuna entre as versões E4B e 26B.

A novidade opera localmente em computadores equipados com apenas 16GB de VRAM ou memória unificada. Trata-se do primeiro modelo intermediário da linha a trazer suporte nativo para entradas de áudio.

Arquitetura unificada reduz latência

O sistema elimina os codificadores multimodais separados, comumente usados para traduzir imagens e sons. Os dados visuais e sonoros fluem diretamente para o núcleo do modelo de linguagem.

Sistemas tradicionais utilizam componentes divididos que aumentam o consumo de memória e a latência. Para mitigar o problema, o Gemma 4 12B foi treinado com uma estrutura nativa e simplificada.

O processamento de visão utiliza um módulo leve de incorporação baseado em uma matriz única de multiplicação. O sinal de áudio bruto é projetado diretamente no mesmo espaço dimensional dos tokens de texto.

Desempenho próximo a modelos maiores

Nos testes de referência de eficiência, a versão de 12 bilhões de parâmetros alcançou resultados próximos ao modelo 26B MoE. O consumo total de memória, contudo, caiu para menos da metade.

Gemma 4 12B benchmark – Google / Divulgação

Essa otimização viabiliza fluxos de trabalho complexos e o funcionamento de agentes autônomos em hardware convencional. O modelo também inclui preditores de múltiplos tokens para reduzir o tempo de resposta.

O ecossistema foi disponibilizado publicamente sob os termos da licença de código aberto Apache 2.0. Desenvolvedores podem acessar o código para criar automações locais e ferramentas personalizadas de segurança.

O post Google anuncia Gemma 4 12B para rodar IA local com 16GB apareceu primeiro em Olhar Digital.

Google anuncia Gemma 4 12B para rodar IA local com 16GB Read More »