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Gemini agora controla o Chrome e pode usar suas senhas para navegar

O Google anunciou uma nova integração entre o assistente de inteligência artificial (IA) Gemini Spark e o navegador Chrome, permitindo que a IA realize tarefas diretamente na web utilizando contas nas quais o usuário já esteja conectado.

Segundo a empresa, o recurso permite que o assistente utilize logins ativos e senhas salvas no navegador para executar tarefas consideradas repetitivas, como pesquisar opções de voos e iniciar o processo de reserva. A novidade começa a ser distribuída nos Estados Unidos e deverá chegar a outros países futuramente.

IA pode agir diretamente no navegador

  • Com a integração ao Chrome, o Gemini Spark passa a interagir diretamente com sites acessados pelo usuário;
  • O Google afirma que a IA poderá usar as credenciais já armazenadas no navegador para realizar determinadas ações sem exigir que o usuário faça login novamente durante o processo;
  • Entre os exemplos divulgados pela empresa estão a pesquisa de passagens aéreas, o início de reservas de voos e o agendamento de visitas a apartamentos;
  • Até o momento, o Google não detalhou outras tarefas que poderão ser executadas pelo assistente.

Google promete proteção contra ataques

Como o Gemini Spark terá acesso a contas conectadas e senhas armazenadas no Chrome, o Google destacou que implementou mecanismos de segurança para evitar abusos.

Segundo a empresa, a plataforma foi projetada para resistir a ataques conhecidos como prompt injection, nos quais comandos ocultos em sites maliciosos ou conteúdos gerados por usuários tentam induzir a inteligência artificial a executar ações indesejadas.

Esses ataques poderiam, por exemplo, levar a IA a iniciar transações financeiras ou expor informações sensíveis do usuário. O Google, porém, não revelou detalhes técnicos sobre essas proteções.

Gemini Spark promete entregar resultados extremamente personalizados aos usuários – Imagem: Divulgação/Google

A companhia informou apenas que está adotando uma estratégia de defesa em múltiplas camadas, combinando mecanismos determinísticos e probabilísticos para tornar esse tipo de ataque mais difícil e custoso.

Mesmo com acesso ao navegador, o Gemini Spark não poderá concluir pagamentos de forma autônoma. Segundo o Google, sempre que uma compra precisar ser finalizada, a tarefa será devolvida ao usuário para revisão e confirmação antes da conclusão da transação.

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Disponibilidade

O novo recurso começou a ser liberado nos Estados Unidos. Além disso, o Google ampliou a disponibilidade do Gemini Spark para assinantes do plano Google AI Pro em mais de 160 países. O assistente também oferece integração com os aplicativos do Google Workspace.

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Casa Branca convoca OpenAI, Google e Meta após IAs invadirem sistemas

A Casa Branca realizará, nesta terça-feira (4), uma reunião com representantes de OpenAI, Google, Meta e Anthropic para discutir a criação de testes voluntários de segurança destinados a avaliar a capacidade dos modelos de inteligência artificial (IA) mais avançados dos Estados Unidos de realizar ataques cibernéticos.

A iniciativa ocorre após recentes revelações de que sistemas de IA desenvolvidos por OpenAI e Anthropic conseguiram invadir ambientes digitais durante testes controlados, aumentando a preocupação de autoridades estadunidenses sobre o potencial uso dessas tecnologias em ataques hackers.

Governo prepara testes de cibersegurança

Um integrante da Casa Branca disse à Reuters que o governo do presidente Donald Trump concluiu os detalhes de um conjunto de testes voluntários que medirão as capacidades ofensivas dos modelos mais avançados de IA desenvolvidos nos EUA. A expectativa é que os critérios sejam apresentados e discutidos com as empresas durante o encontro.

Até o momento, a Casa Branca não divulgou como os testes serão conduzidos, quais métricas serão utilizadas, como os resultados serão reportados, nem se essas informações serão tornadas públicas.

Empresas confirmam participação

De acordo com fontes familiarizadas com o assunto, OpenAI, Google, Meta e Anthropic foram convidadas para participar das discussões.

A Meta confirmou que recebeu o convite, enquanto uma fonte próxima ao encontro afirmou que a Anthropic também participará. O Google preferiu não comentar o assunto, e a OpenAI não respondeu aos pedidos de posicionamento da Reuters.

Na semana passada, o CEO da OpenAI, Sam Altman, esteve na Casa Branca para discutir tanto os testes voluntários quanto os próximos lançamentos da empresa.

Nesta segunda-feira (3), a OpenAI afirmou ainda que defende que especialistas em segurança de IA do Departamento de Comércio dos EUA desempenhem papel central na condução das avaliações. A empresa também destacou que a China adota uma estratégia mais centralizada para o desenvolvimento e supervisão da IA.

OpenAI e Anthropic revelaram que suas IAs saíram do controle e invadiram sistemas – Imagem: Rokas Tenys/Shutterstock

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Testes ganharam força após incidentes recentes

A discussão sobre segurança ganhou impulso após duas divulgações feitas pelas próprias empresas. Na semana passada, a Anthropic informou que alguns de seus modelos conseguiram invadir os sistemas de três empresas durante avaliações de cibersegurança.

Pouco antes, a OpenAI revelou que um de seus agentes de IA escapou de um ambiente de testes e conseguiu acessar sistemas da plataforma Hugging Face durante experimentos internos.

Esses episódios aumentaram a preocupação de parlamentares estadunidenses quanto ao potencial uso de modelos de IA para facilitar ataques cibernéticos.

Procuradores investigam OpenAI

Também nesta segunda, um grupo formado por 15 procuradores-gerais republicanos pediu que a OpenAI preserve todos os documentos relacionados ao episódio envolvendo o agente de IA que teria escapado do ambiente de testes.

Segundo os procuradores, a empresa pode ter violado leis estaduais de proteção ao consumidor. O pedido cita uma reportagem da Reuters, segundo a qual, em um dos testes, o agente deixou instruções para que versões futuras conseguissem escapar das barreiras de segurança internas.

Relação conturbada entre governo e Anthropic

O governo Trump também mantém uma relação delicada com a Anthropic. No início deste ano, a empresa se recusou a permitir que as Forças Armadas dos Estados Unidos utilizassem seus modelos de IA para vigilância doméstica e sistemas de armas totalmente autônomos. Como resposta, o governo incluiu a companhia em uma lista nacional de restrições de segurança.

A elaboração dos novos testes de cibersegurança foi determinada por Donald Trump em junho, quando o presidente orientou sua equipe a desenvolver mecanismos para avaliar a capacidade ofensiva dos sistemas de IA mais avançados do país.

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O PSG agora tem um novo “companheiro de equipe”: a IA

O Paris Saint-Germain (PSG) anunciou um acordo com o Google que coloca a inteligência artificial no centro da relação entre clube e torcedores. Segundo comunicado, o Gemini será o assistente oficial de IA da equipe, enquanto o Google Pixel será o smartphone oficial.

A iniciativa terá duração até 2029 e busca criar novas experiências digitais, além de ampliar o uso de soluções do Google dentro da estrutura do clube francês.

Gemini virou o novo aliado do PSG: a IA ajudará o clube a produzir conteúdos mais criativos. – Imagem: Poetra.RH / Shutterstock

Gemini será o assistente oficial de IA do PSG

Atual campeão francês e vencedor da última edição da Liga dos Campeões, o PSG passa a contar com o Google Gemini como assistente oficial de inteligência artificial. A ferramenta será usada pelas equipes internas do clube para desenvolver conteúdos mais criativos e próximos do público.

Segundo o comunicado do PSG, a tecnologia permitirá explorar novas formas de criar materiais para os fãs e melhorar a conexão com a rotina da equipe.

O acordo também define o Google Pixel como smartphone oficial do clube. O aparelho será utilizado para registrar e compartilhar momentos dos jogos, dos bastidores e de outras atividades ligadas ao time.

Entre os principais pontos da parceria estão:

  • Gemini como assistente oficial de IA do PSG;
  • Google Pixel como smartphone oficial do clube;
  • Criação de um espaço do Google no estádio Parc des Princes;
  • Uso de soluções digitais em diferentes áreas da equipe.

Parc des Princes terá espaço dedicado ao Google

A colaboração também prevê a criação de um espaço do Google dentro do Parc des Princes, em Paris. O local receberá parceiros, criadores de conteúdo e convidados interessados em conhecer as novidades da empresa, com destaque para recursos de inteligência artificial.

Além da experiência para visitantes, o Google ajudará diferentes departamentos do PSG a integrar suas soluções ao funcionamento do clube.

Richard Heaselgrave, Chief Revenue Officer do Paris Saint-Germain, afirmou que a iniciativa representa uma oportunidade de unir inovação e a identidade global da equipe.

“Esta parceria com o Google reflete perfeitamente nossa ambição de colaborar com as empresas mais inovadoras do mundo. Ao combinar a experiência tecnológica do Google com a força global da marca Paris Saint-Germain, exploraremos novas maneiras de criar, inovar e expressar nossa identidade parisiense por meio de conteúdos que conectem fãs ao redor do mundo”, afirmou Heaselgrave.

Imagem de um jogador de futebol chutando uma bola de futebol em um campo dentro de um estádio. Ao redor da bola, há sinais que correlacionam futebol com tecnologia
IA já faz parte do futebol: clubes usam tecnologia para analisar dados e melhorar a comunicação. Imagem: Shutterstock AI Generator

Inteligência artificial ganha espaço no futebol

O acordo entre PSG e Google acompanha um movimento que cresce no esporte. Clubes e ligas já usam inteligência artificial para analisar dados, criar conteúdos e melhorar a comunicação com seus públicos.

Leia mais:

Em 2025, a Premier League anunciou uma parceria de cinco anos com a Microsoft para utilizar o Copilot em suas plataformas digitais, oferecendo informações e estatísticas rápidas sobre partidas.

Em comunicado, o Google afirmou que a parceria permitirá aproveitar tecnologias como Gemini e Pixel para ajudar torcedores a se conectarem mais com os momentos importantes do clube.

A iniciativa mostra que a disputa tecnológica no futebol vai além dos resultados em campo. Cada vez mais, equipes buscam ferramentas digitais para criar novas experiências e fortalecer o relacionamento com seus fãs.

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Google recua e suspende recurso de IA no Google Earth

O Google voltou atrás e começou a desativar um novo recurso de inteligência artificial no Google Earth apenas um dia após seu lançamento. A ferramenta, apresentada na quinta-feira (30), permitia criar imagens geradas por IA sobrepostas às imagens reais de satélite, aéreas e em 3D da plataforma por meio de comandos em texto. A decisão foi anunciada na sexta-feira, depois que usuários passaram a compartilhar conteúdos que, segundo a empresa, pareciam violar suas políticas.

O recurso utilizava o modelo Nano Banana 2 e havia sido desenvolvido para incentivar usos criativos da geografia. No entanto, a funcionalidade rapidamente passou a ser alvo de críticas devido ao potencial para produzir cenários falsos sobre locais reais, o que levantou preocupações relacionadas à disseminação de desinformação.

O Google Earth ganhou atualizações com IA do Nano Banana 2, mas o Google voltou atrás por enquanto – Imagem: Reprodução / Google

Google diz que reforçará mecanismos de proteção

Em comunicado, o Google afirmou ter observado profissionais da área de geoprocessamento utilizando a ferramenta para diferentes finalidades consideradas úteis. Ao mesmo tempo, a empresa disse que identificou usuários compartilhando capturas de tela de imagens geradas que aparentavam descumprir suas políticas.

Diante desse cenário, a companhia informou que está recuando na disponibilização do recurso enquanto trabalha na implementação de mecanismos de proteção mais robustos. Segundo a empresa, a pausa é temporária e tem como objetivo reforçar as salvaguardas da ferramenta.

A empresa não detalhou quais tipos de imagens teriam violado suas regras. Também afirmou que o conteúdo criado pela IA não aparecia na experiência principal do Google Earth e que as imagens produzidas eram identificadas com uma marca indicando que haviam sido geradas por inteligência artificial.

Ferramenta gerou críticas por risco de desinformação

A funcionalidade permitia que qualquer usuário digitasse um comando de texto para criar imagens fotorrealistas em qualquer ponto do planeta utilizando como base as imagens do Google Earth. Na prática, isso possibilitava adicionar elementos fictícios sobre monumentos, cidades e outros locais reais.

Pouco depois do lançamento, o recurso passou a receber críticas por seu potencial de facilitar a criação e a disseminação de desinformação. Como a ferramenta permitia sobrepor imagens geradas por IA a locais reais do Google Earth, especialistas e usuários apontaram que seria possível criar cenários falsos envolvendo monumentos, pontos turísticos e outras áreas geográficas.

IA utiliza tecnologia do Nano Banana 2 e a integra no Google Earth para recriar Pompeia
Imagem gerada por IA no Google Earth mostra uma recriação de Pompeia, exemplo do tipo de conteúdo que o recurso permitia produzir – (Reprodução: Google)

Empresas de tecnologia têm ajustado recursos de IA

O caso ocorre em meio à expansão de ferramentas de IA generativa em produtos de grandes empresas de tecnologia. Ao mesmo tempo em que essas funcionalidades vêm sendo incorporadas a diferentes serviços, companhias também têm restringido ou suspendido recursos após casos de uso inadequado, preocupações com políticas internas ou riscos de desinformação.

A Meta interrompeu o Muse Image, ferramenta que permitia gerar imagens utilizando contas públicas do Instagram. A decisão ocorreu após críticas relacionadas à privacidade, incluindo manifestações de um sindicato de Hollywood.

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Google testa robôs capazes de entender ordens e agir sozinhos

O Google apresentou o Gemini Robotics 2, uma nova versão do modelo de inteligência artificial voltado para robôs. A tecnologia foi desenvolvida para ajudar máquinas a interpretar ambientes, planejar ações e executar movimentos mais complexos, reduzindo a dependência de comandos pré-programados.

O sistema combina visão computacional, processamento de linguagem e controle motor para que robôs consigam lidar com tarefas mais variadas, como movimentação de corpo inteiro, manipulação de objetos e interação com outras máquinas.

Durante anos, robôs dependeram de comandos fixos. Agora, modelos de IA tentam fazer máquinas entenderem ambientes e tomarem decisões. – (Reprodução: Generative Bionics)

Robôs deixam de apenas seguir comandos

Grande parte dos robôs usados atualmente depende de programação detalhada ou controle humano para funcionar. Isso limita a atuação em locais onde existem mudanças constantes, objetos fora do lugar ou situações inesperadas.

O Gemini Robotics 2 tenta resolver parte desse problema ao permitir que o robô interprete uma instrução, avalie o ambiente e escolha uma sequência de movimentos para completar uma tarefa.

Em uma demonstração, o modelo controlou o robô humanoide Apollo 2, da Apptronik, para buscar um regador, caminhar até uma prateleira e colocá-lo em um recipiente indicado. O próprio Google reconhece que ainda existem desafios, como aumentar a velocidade dos movimentos.

“Agora, nosso modelo pode controlar robôs humanoides completos pela primeira vez, traduzindo comandos em controle inteligente do corpo inteiro”, afirmou a empresa.

Três modelos dividem funções da inteligência artificial

A nova geração é formada por três modelos com funções diferentes:

  • Gemini Robotics 2: transforma informações visuais e comandos em linguagem em movimentos físicos.
  • Gemini Robotics ER 2: atua no planejamento, entende o ambiente e coordena tarefas com várias etapas.
  • Gemini Robotics On-Device 2: roda diretamente no equipamento e reduz a dependência de conexão com a internet.

Segundo o Google, o modelo executado no próprio robô também consegue se adaptar a novas plataformas em poucas horas de treinamento, usando menos de 200 exemplos, mesmo quando há diferenças de sensores, formato e capacidade de movimento.

Robô com o Gemini Robotics 2 instalado
Nem tudo está resolvido: tarefas que exigem movimentos delicados dos dedos ainda são um grande desafio para os robôs. – Imagem: Reprodução/Google

Precisão ainda é desafio para robôs

Além de andar e se movimentar, os robôs precisam manipular objetos com cuidado para se tornarem úteis no dia a dia. Nos testes apresentados, o sistema controlou mãos robóticas de cinco dedos e garras mecânicas para tarefas como fechar embalagens, encaixar peças e organizar objetos.

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Os resultados indicam avanços, mas também mostram limitações. Atividades que exigem movimentos muito delicados dos dedos continuam sendo mais difíceis do que operações realizadas com garras tradicionais.

“Ainda estamos avançando no nível de precisão e velocidade para alcançar uma destreza próxima à humana”, informou o Google.

A empresa também apresentou ferramentas voltadas à segurança, incluindo sistemas capazes de identificar situações de risco, interromper ações e pedir ajuda humana quando necessário.

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Google Earth agora permite recriar lugares do mundo todo com inteligência artificial

O Google lançou nesta quinta-feira (30) uma nova ferramenta no Google Earth que combina imagens de satélite, fotografias aéreas e modelos tridimensionais com a tecnologia de geração de imagens Nano Banana 2. A novidade permite criar representações visuais personalizadas de locais existentes a partir de comandos escritos pelos usuários.

Disponível globalmente para usuários da versão web do Google Earth, o recurso foi desenvolvido para ajudar pessoas a visualizar transformações de espaços, reconstruções históricas e ideias de novos projetos. A ferramenta funciona a partir da seleção de um ponto no mapa e da descrição do cenário desejado.

A iniciativa foi apresentada por Bryan Horowitz, gerente de produto do Google Earth, como uma forma de ampliar as possibilidades de exploração digital do planeta. A proposta é permitir que estudantes, profissionais e curiosos enxerguem diferentes versões de um mesmo lugar usando inteligência artificial baseada em referências geográficas reais.

Inteligência artificial transforma locais atuais em cenários históricos e futuros

IA utiliza tecnologia do Nano Banana 2 e a integra no Google Earth para recriar Pompeia – (Reprodução: Google)

A nova funcionalidade permite que usuários modifiquem virtualmente áreas observadas no Google Earth por meio de instruções digitadas. O sistema utiliza a tecnologia Nano Banana 2 para gerar imagens que mantêm relação com o ambiente real analisado pela plataforma.

Uma das possibilidades apresentadas pelo Google é a reconstrução visual de períodos históricos. Professores podem utilizar o recurso para mostrar aos alunos como determinados locais poderiam ter sido em outras épocas, como no caso das ruínas de Pompeia, que podem ser convertidas em uma representação de uma rua movimentada durante o Império Romano.

Além do uso educacional, a ferramenta também pode auxiliar quem deseja compreender melhor pontos turísticos e locais conhecidos. O Google Earth permite criar materiais explicativos, como infográficos personalizados, reunindo informações históricas associadas a determinados lugares.

Recurso pode auxiliar planejamento urbano e projetos imobiliários

Novas adições de IA do Nano Banana 2 ao Google Earth permitem até mesmo o planejamento arquitetônico e urbanístico
Novas adições de IA do Nano Banana 2 ao Google Earth permitem até mesmo o planejamento arquitetônico e urbanístico – (Reprodução: Google)

A ferramenta também foi criada para apoiar profissionais que precisam apresentar ideias antes da execução de obras. Arquitetos e planejadores urbanos podem utilizar a inteligência artificial para representar como terrenos vazios poderiam se tornar novos empreendimentos.

Segundo a apresentação do Google, um espaço sem construção pode ser transformado digitalmente em uma proposta visual de um distrito comercial, com áreas abertas e estruturas planejadas. A intenção é facilitar a compreensão de possíveis resultados por clientes e equipes envolvidas em projetos.

A tecnologia também permite visualizar construções residenciais antes do início das obras. Um terreno aberto pode receber uma representação de uma casa ou outro projeto arquitetônico inserido no cenário existente, permitindo uma prévia de como a construção poderia se integrar ao ambiente.

Usuários podem criar versões imaginárias de lugares conhecidos

Além das aplicações práticas, o recurso foi apresentado como uma ferramenta voltada à criatividade. Usuários podem alterar completamente a aparência de locais conhecidos e criar interpretações futuristas ou fantásticas de determinadas áreas.

O Google citou como exemplo a transformação virtual do campus da empresa em Mountain View em uma cidade futurista, com elementos como passarelas iluminadas, estruturas de vidro, veículos aéreos e vegetação integrada aos prédios. A proposta mostra como a tecnologia pode ser usada para imaginar possíveis mudanças em espaços existentes.

Com a liberação global da ferramenta para o Google Earth na web, a empresa afirma que qualquer usuário pode escolher um local no mapa e experimentar novas formas de visualizar ambientes reais por meio da inteligência artificial.

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Fn: Google coloca Gemini dentro do teclado do Mac com novo atalho

O Gemini ganhou um novo recurso no macOS que permite conversar com a inteligência artificial usando apenas a tecla Fn do teclado. A novidade permite ditar textos, resumir documentos e pedir ajuda sem precisar abrir uma janela separada.

Segundo o Google, a função foi criada para que usuários possam interagir com o assistente enquanto continuam trabalhando nos aplicativos que já estão usando.

Menos cliques, mais agilidade: Gemini transforma voz em textos, resumos e comandos sem abrir outra janela. – Imagem: Rokas Tenys/Shutterstock

Atalho transforma voz em texto dentro dos apps

Ao pressionar e segurar a tecla Fn, localizada no canto inferior esquerdo do teclado dos Macs, o usuário ativa o Gemini em qualquer janela aberta. A ideia é reduzir etapas para quem precisa escrever ou organizar informações rapidamente.

O recurso de ditado inteligente transforma a fala em texto, remove interrupções como “ums” e “ahs”, identifica correções feitas durante a fala e insere o resultado diretamente no local do cursor.

Entre as possibilidades estão:

  • transformar ideias faladas em textos;
  • resumir informações selecionadas na tela;
  • reescrever conteúdos com comandos de voz;
  • criar mensagens e documentos;
  • gerar ou editar imagens a partir de descrições.

IA entende o que aparece na tela

Além da transcrição, o Gemini pode analisar o conteúdo exibido no computador caso o usuário ative o recurso de raciocínio da ferramenta.

Com isso, é possível selecionar arquivos, imagens ou documentos e pedir ações específicas. O Google cita como exemplo resumir um PDF ou transformar anotações em um e-mail.

A ferramenta também permite criar imagens por voz ou pedir alterações em materiais visuais abertos na tela, ajudando em tarefas de criação e planejamento.

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Menos cliques, mais agilidade: Gemini transforma voz em textos, resumos e comandos sem abrir outra janela. Imagem: freepik/Freepik

Novidade chega gradualmente aos usuários

O novo recurso está sendo liberado globalmente para usuários do aplicativo Gemini no macOS. Inicialmente, a função está disponível apenas em inglês, mas o Google informou que outros idiomas serão adicionados futuramente.

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O aplicativo nativo do Gemini para macOS foi lançado em abril e recebeu, em junho, o Spark, assistente de IA voltado para tarefas mais complexas, como criar documentos e planilhas.

Com o novo comando por voz, o Google amplia o uso do Gemini nos computadores, aproximando a IA de tarefas comuns como escrever, revisar textos, organizar informações e desenvolver ideias.

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Google revela crescimento impressionante do Gemini

O Gemini está próximo de entrar no grupo de produtos do Google com mais de 1 bilhão de usuários. Durante a apresentação dos resultados do segundo trimestre de 2026, a empresa informou que seu assistente de inteligência artificial ultrapassou 950 milhões de usuários mensais.

Segundo o Google, a base de usuários do Gemini triplicou em relação ao ano anterior. Em fevereiro, o aplicativo havia superado 750 milhões de usuários ativos mensais, mostrando uma rápida expansão desde então.

O crescimento coloca o serviço em uma disputa mais direta com o ChatGPT, da OpenAI, que alcançou 1 bilhão de usuários mensais ativos em junho. A diferença entre as plataformas diminui à medida que os assistentes de IA passam a oferecer recursos mais avançados.

Google aposta no Gemini para ampliar sua presença em IA e competir de forma mais próxima com o ChatGPT. – Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital)

Novos agentes impulsionam adoção do Gemini

Sundar Pichai, CEO da Alphabet, destacou durante a apresentação recursos como o Daily Brief e o Gemini Spark, agente personalizado disponível nos Estados Unidos e internacionalmente. “Os usuários adoram os novos recursos autônomos, como o Daily Brief e nosso agente personalizado, o Gemini Spark, que agora está disponível nos Estados Unidos e internacionalmente. Temos lançado recursos úteis como esse em um ritmo incrível”, disse Pichai durante a chamada.

Além dos usuários no Android, o Gemini também ganhou relevância no iPhone. Um dos destaques foi o lançamento do Nano Banana, modelo de geração de imagens que ajudou a ampliar o interesse pelo aplicativo.

Segundo dados da Appfigures, o Gemini foi baixado mais de 137 milhões de vezes no iOS nos últimos 12 meses, indicando maior alcance da ferramenta fora do ecossistema tradicional do Google.

Gemini avança na participação do mercado de IA

O relatório State of AI, da Sensor Tower, mostra que a participação do ChatGPT entre os assistentes de inteligência artificial caiu para menos de 50% pela primeira vez. No primeiro semestre de 2026, a fatia do Gemini chegou a 27,7%.

Entre os fatores associados ao crescimento do Gemini estão:

  • Expansão da base de usuários;
  • Recursos baseados em agentes de IA;
  • Integração com diferentes plataformas;
  • Ferramentas de criação, como geração de imagens.
Fachada do Google
Google transforma o Gemini em peça estratégica da IA, com expansão no Android, iPhone e outros serviços. – Imagem: RYO Alexandre/Shutterstock

Google amplia inteligência artificial na Busca

Enquanto os assistentes de IA ganham espaço, o Google também reforça a presença da tecnologia em sua principal ferramenta. A empresa informou que o modo de respostas com inteligência artificial da Busca ultrapassou 1 bilhão de usuários.

A companhia afirmou que o recurso gerou “um aumento incremental” nas consultas realizadas na plataforma. A estratégia é aproximar a pesquisa tradicional de uma experiência conversacional.

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O Google também afirmou que reduziu os custos do modo de IA por meio de melhorias na engenharia de hardware, mesmo com a inclusão de novos modelos e funcionalidades. Com isso, a empresa tenta ampliar o uso da inteligência artificial em diferentes áreas de seus produtos.

Busca e custos operacionais

O modo de perguntas e respostas com IA do Google ultrapassou 1 bilhão de usuários neste trimestre, e a empresa afirma que isso tem gerado um aumento incremental nas consultas. Em paralelo, o grupo diz ter reduzido o custo do AI Mode via engenharia de hardware, mesmo com novos modelos sendo lançados.

Se esse ritmo se mantiver, a marca de 1 bilhão para o Gemini pode estar mais próxima do que parece. Resta acompanhar se as inovações seguirão atraindo usuários e mudando a forma como consultamos a internet.

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Google aponta que IA amplia trabalho humano e não substitui empregos

A inteligência artificial tem sido incorporada ao cotidiano profissional principalmente como um recurso de colaboração, e não como uma tecnologia destinada a eliminar postos de trabalho, segundo esta pesquisa divulgada pelo Google nesta quinta-feira (23). O levantamento analisou milhões de interações anonimizadas realizadas por usuários com ferramentas de IA da empresa.

O estudo foi elaborado por pesquisadores do Google, incluindo economistas da companhia, e avaliou como trabalhadores nos Estados Unidos e em outras regiões utilizam sistemas de inteligência artificial em suas atividades. A conclusão apresentada é que a tecnologia, até agora, tem ajudado profissionais a executar tarefas em vez de assumir integralmente suas funções.

A pesquisa surge em meio ao aumento das preocupações sobre os efeitos da IA no mercado de trabalho, especialmente após empresas atribuírem parte de suas reduções de equipes ao avanço dessas ferramentas. Para os pesquisadores, porém, o cenário atual aponta mais para uma relação de cooperação entre humanos e máquinas do que para uma substituição generalizada.

Pesquisa mostra uso da IA em diferentes profissões e destaca colaboração entre humanos e máquinas

Sistema de IA trabalhando (Imagem: Alessandro Di Lorenzo/Olhar Digital/DALL-E)

O levantamento do Google identificou que a inteligência artificial já está presente em diversas áreas profissionais, incluindo ocupações que não dependem exclusivamente de formação universitária. Embora trabalhadores de funções mais bem remuneradas utilizem a tecnologia com maior frequência, a adoção também ocorre entre profissionais de áreas técnicas e atividades manuais.

De acordo com os pesquisadores, eletricistas e mecânicos, por exemplo, recorrem à IA como uma ferramenta prática para solucionar problemas. Esses trabalhadores utilizam recursos como envio de imagens e vídeos para obter auxílio em diagnósticos, uma aplicação que, segundo o estudo, aparece com frequência relevante entre profissionais de ofícios técnicos.

A pesquisa classificou o uso atual da inteligência artificial como “superficial” na maior parte das ocupações. Isso significa que os trabalhadores aplicam a tecnologia apenas em uma parcela limitada de suas tarefas, sem transferir completamente suas responsabilidades para sistemas automatizados.

O economista do Google Scott Strand afirmou que a utilização de inteligência artificial não representa necessariamente a automatização completa de uma profissão. “Só porque você está usando IA não significa que ela vai automatizar seu trabalho“, disse Scott Strand, economista do Google, em declaração apresentada no estudo sobre os impactos da tecnologia no emprego.

Segundo os pesquisadores, a diferença entre automação e colaboração é fundamental para entender os possíveis efeitos da inteligência artificial. Enquanto sistemas automatizados podem substituir determinadas funções, ferramentas colaborativas tendem a ampliar a capacidade dos trabalhadores que já possuem conhecimento especializado.

O estudo compara essa dinâmica a equipamentos utilizados para melhorar a precisão de profissionais. Nesse cenário, a IA se aproximaria mais de um instrumento de apoio, como um nível a laser utilizado por um topógrafo, do que de uma máquina criada para eliminar a necessidade de trabalhadores.

A análise também destaca que profissionais usam inteligência artificial principalmente em atividades cognitivas que exigem avaliação humana. Nessas situações, respostas padronizadas não seriam suficientes, pois cada tarefa pode apresentar características diferentes e depender de julgamento individual.

Impactos futuros ainda são incertos

Fachada do Google
Google – Imagem: RYO Alexandre/Shutterstock

Apesar dos resultados indicarem um papel de apoio da IA no presente, os pesquisadores afirmam que esse cenário pode mudar conforme a tecnologia evolui. Ferramentas mais avançadas podem ampliar sua capacidade de executar atividades atualmente realizadas por pessoas.

Outro ponto levantado pelo estudo é o possível efeito sobre trabalhadores iniciantes. A pesquisa não respondeu se profissionais experientes, ao se tornarem mais produtivos com inteligência artificial, poderiam reduzir oportunidades de entrada para novos trabalhadores.

Fabien Curto Millet, economista-chefe do Google, afirmou que o levantamento representa apenas o início de uma linha de pesquisa da empresa sobre a relação entre inteligência artificial e trabalho. “É o começo de uma linha completa de pesquisa nossa“, afirmou Fabien Curto Millet, economista-chefe do Google, ao comentar a continuidade dos estudos sobre o uso da IA.

Além do ambiente profissional, a pesquisa identificou aplicações domésticas da inteligência artificial. Usuários têm recorrido às ferramentas para acelerar tarefas como organização de documentos governamentais, elaboração de orçamentos familiares e auxílio em reparos residenciais.

Segundo os pesquisadores, esses ganhos de eficiência no ambiente doméstico dificilmente aparecem em indicadores econômicos tradicionais, como o Produto Interno Bruto. Ainda assim, representam uma mudança na forma como pessoas utilizam a tecnologia para resolver atividades do dia a dia.

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Alphabet: atraso no Gemini 3.5 Pro amplia pressão antes de balanço trimestral

A Alphabet chega à divulgação de seus resultados do segundo trimestre sob pressão crescente de investidores, à medida que o adiamento do lançamento de um modelo estratégico de inteligência artificial (IA) se soma às preocupações sobre o retorno dos elevados investimentos em infraestrutura de data centers. O cenário contrasta com o entusiasmo registrado meses atrás, quando a empresa superou expectativas, impulsionada pelo forte desempenho de sua divisão de computação em nuvem.

A controladora do Google divulgará seus resultados financeiros do segundo trimestre na quarta-feira (22). Entre os fatores que têm chamado a atenção do mercado está o adiamento do lançamento do Gemini 3.5 Pro, seu próximo modelo principal de IA.

Inicialmente previsto para junho, o modelo foi desenvolvido para reforçar a competitividade da empresa no mercado de ferramentas de programação baseadas em IA e aplicações de IA agêntica. Apesar disso, a empresa diminuiu a ansiedade nesta terça-feira (21) ao lançar outras atualizações para o Gemini.

O atraso do lançamento do Gemini 3.5 Pro ocorre em momento em que modelos chineses de código aberto vêm aumentando a concorrência com os principais laboratórios estadunidenses na disputa por clientes. Ao mesmo tempo, crescem os receios em torno dos altos custos envolvidos no desenvolvimento da IA, alimentando preocupações de que as grandes empresas de tecnologia possam estar investindo em capacidade além da demanda futura.

“Embora o Google esteja perdendo o barco na programação com IA — e essa é uma preocupação real e crescente… a estratégia do Google gira totalmente em torno do ecossistema”, afirmou, à Reuters, Dave Wagner, gestor de portfólio da Aptus Capital Advisors.

Leia mais:

Empresa liberou novas versões do Gemini nesta terça, mas segue sem anunciar o Gemini 3.5 Pro – Imagem: arda savasciogullari/Shutterstock

Investimentos elevados e queda das ações

  • Em abril, a Alphabet elevou sua projeção de investimentos em capital para 2026, passando a estimar gastos entre US$ 180 bilhões e US$ 190 bilhões (R$ 915,4 bilhões/R$ 966,2 bilhões);
  • Paralelamente, anunciou planos para captar aproximadamente US$ 85 bilhões (R$ 432,3 bilhões) por meio de ofertas de ações, incluindo um investimento da Berkshire Hathaway;
  • Desde o fim de abril, as ações da Alphabet acumulam queda de cerca de 9%, período em que a companhia havia registrado um crescimento de 63% nas vendas de sua divisão de nuvem;
  • Com esse desempenho, os papéis ficaram atrás das demais empresas que compõem o grupo conhecido como “As Sete Magníficas”.

Além da pressão sobre os investimentos e do desempenho recente das ações, a empresa também perdeu profissionais de destaque para concorrentes. Entre eles estão o co-líder do projeto Gemini, Noam Shazeer, e o vencedor do Prêmio Nobel John Jumper, descrito como um executivo-chave do Google DeepMind.

Apesar dos desafios, analistas avaliam que a principal vantagem competitiva da Alphabet na corrida pela IA continua sendo sua ampla rede de distribuição voltada ao consumidor, combinada com seus modelos de IA, infraestrutura de computação em nuvem e chips personalizados.

No acumulado de 2026, as ações da companhia ainda registram valorização próxima de 13%, desempenho que coloca a Alphabet como a segunda empresa com melhor performance entre as integrantes das chamadas “As Sete Magníficas”.

Mercado espera novo avanço da receita

Para o segundo trimestre, analistas projetam uma desaceleração apenas moderada no crescimento da receita em comparação com os três primeiros meses de 2026, mantendo a divisão de nuvem como principal motor dos resultados.

Segundo dados compilados pela LSEG, a expectativa é de que a Alphabet registre receita de US$ 116,9 bilhões (R$ 594,7 bilhões) entre abril e junho, representando crescimento de 21,3% em relação ao mesmo período do ano anterior.

A previsão também aponta que as vendas da divisão de computação em nuvem mantenham um ritmo de expansão de 64%, enquanto a receita com publicidade deverá crescer de forma mais moderada, em 13,7%.

O desempenho da área de nuvem vem sendo impulsionado pela expansão dos contratos relacionados aos chips personalizados de IA desenvolvidos pelo Google, incluindo acordos bilionários firmados com a Meta e a Anthropic.

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