A inteligência artificial está aumentando a pressão sobre recursos hídricos, e o Google quer mostrar que pretende enfrentar o problema antes que ele se torne ainda maior. A empresa anunciou novas metas para reduzir o impacto ambiental de seus data centers.
Segundo o The Verge, entre as promessas está a reposição de mais água do que a consumida pelas operações até 2030. A iniciativa surge em meio à crescente resistência à expansão dos centros de dados nos Estados Unidos.
Cresce a pressão sobre big techs para tornar mais transparente o consumo de água e energia em estruturas que sustentam a inteligência artificial. Imagem: eric1207cvb/Shutterstock
Google quer devolver mais água do que consome
Os data centers usados para alimentar sistemas de inteligência artificial precisam de grandes volumes de água para refrigeração. Com a explosão da IA generativa, o tema passou a preocupar comunidades locais e especialistas ambientais.
Em uma nova publicação no blog da empresa, o Google anunciou cinco compromissos ligados ao uso da água. Entre eles estão investimentos em infraestrutura hídrica, busca por fontes alternativas de abastecimento e maior transparência sobre o consumo das instalações.
Achamos muito importante colocar um modelo que as comunidades possam consultar, para que, se alguém chegar e disser ‘gostaríamos de construir um data center aqui’.
Ben Townsend, chefe global de infraestrutura e sustentabilidade do Google, ao The Verge.
Segundo ele, isso ajudaria moradores locais a questionar empresas sobre medidas de proteção aos recursos hídricos antes da construção de novos data centers.
Empresa promete investir em infraestrutura hídrica e tecnologias de reuso de água para diminuir o impacto ambiental de suas operações. Imagem: Novikov Aleksey / Shutterstock.com
Cresce oposição aos data centers de IA
Os compromissos anunciados pelo Google chegam em um momento delicado para o setor. A rápida expansão da infraestrutura de inteligência artificial vem gerando críticas relacionadas ao consumo de energia e água.
Uma pesquisa recente da Gallup revelou que mais de 70% dos americanos são contra a construção de um data center em sua região. Entre os principais motivos citados estão:
impacto ambiental;
consumo excessivo de água;
pressão sobre recursos naturais;
aumento dos custos de energia;
impacto na infraestrutura local.
A Alphabet, controladora do Google, também anunciou recentemente planos para levantar US$ 80 bilhões (cerca de R$ 400 bilhões) para ampliar sua infraestrutura voltada à inteligência artificial.
Empresa promete investir em infraestrutura hídrica e tecnologias de reuso de água para diminuir o impacto ambiental de suas operações. Imagem: Jhampier Giron M – Shutterstock / Montagem: Olhar Digital
Google aposta em reuso e energia renovável
O Google afirma que vem reduzindo o impacto hídrico de seus data centers por meio de investimentos em energia renovável e monitoramento do uso indireto de água na cadeia de suprimentos.
A empresa também anunciou US$ 17 milhões (cerca de R$ 85 milhões) para projetos de gestão hídrica nos EUA e pretende ampliar o reuso de água residual. Segundo o Google, o resfriamento à base de água pode reduzir em cerca de 10% o consumo energético dos data centers, e a meta é repor mais água do que consome nos próximos quatro anos.
A Alphabet, empresa controladora do Google, realizou uma captação histórica de US$ 80 bilhões (R$ 401,9 bilhões) em ações, demonstrando sua vantagem competitiva no acesso ao capital — uma área cada vez mais importante para o desenvolvimento da inteligência artificial (IA).
Esta operação deve ser vista como uma resposta àqueles que aguardam ansiosamente os próximos IPOs da SpaceX, Anthropic e OpenAI. A captação de recursos da gigante das buscas corresponde ao valor que a SpaceX de Elon Musk espera arrecadar em sua oferta pública inicial.
IA exige investimentos massivos da Alphabet e outras
No setor de IA, o dinheiro fala mais alto. As maiores empresas estão investindo:
Centenas de milhões de dólares para atrair os melhores pesquisadores;
Dezenas de bilhões para construir centros de dados;
Financiamento de prejuízos na expansão de seus negócios de IA.
Segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), 61% de todo o capital de risco do ano passado foi destinado à IA, o que já está dificultando a captação de recursos para startups de outros setores.
Empresa é controladora do Google – Imagem: daily_creativity/Shutterstock
Vantagem competitiva no acesso ao capital
A Alphabet é uma das pouquíssimas empresas capazes de levantar tanto dinheiro sem que suas ações despencassem. Embora US$ 80 bilhões seja um valor enorme, representa menos de 2% do valor de mercado da empresa, que vale US$ 4,5 trilhões (R$ 226 trilhões). As ações caíram apenas 2,6% nas negociações pré-mercado.
Esta capacidade se deve ao quase monopólio da empresa em buscas online e à credibilidade que possui em Wall Street em novos empreendimentos.
O mercado de ações está retomando seu papel histórico de canalizar o dinheiro de milhões de poupadores para projetos gigantescos. Nos últimos 25 anos, esse papel havia perdido importância com o crescimento dos fundos de capital privado.
No entanto, o vasto consumo de capital pela IA ultrapassa até mesmo a capacidade dos mercados privados. À medida que entramos em uma nova era de empresas com grande necessidade de capital, o mercado de ações deixa de ser apenas uma forma de investidores privados saírem de seus investimentos e se torna uma fonte atraente de capital.
Destino dos recursos da Alphabet
Dos US$ 80 bilhões captados, US$ 30 bilhões (R$ 150,7 bilhões) são destinados ao pagamento de impostos sobre as opções de ações concedidas aos funcionários. O restante será direcionado para investimentos em IA e expansão dos negócios.
Gigantes da computação, como Alphabet, Microsoft, Amazon e Meta, tornaram-se grandes emissoras de títulos, com a Alphabet sozinha captando US$ 85 bilhões (R$ 427 bilhões) em emissões no ano passado.
O novo agente de IA do Google, chamado Gemini Spark, impressionou ao montar um roteiro de viagem extremamente detalhado usando dados pessoais do usuário. Ao mesmo tempo, reacendeu um debate delicado: até onde vale abrir mão da privacidade em troca de praticidade?
A ferramenta ainda está em testes para assinantes do plano AI Ultra, que custa US$ 99 por mês (cerca de R$ 500), mas já mostrou um nível de personalização que mistura encanto e desconforto, afirma artigo no The Verge.
Gemini Spark montou um roteiro completo de viagem usando dados do Gmail, agenda e documentos do usuário. Imagem: Divulgação/Google. – Imagem: Divulgação/Google
IA cria roteiro completo — e assustadoramente preciso
A proposta do Spark, segundo a publicação, é funcionar como interface central para uso de aplicativos externos e, com o tempo, operar o próprio computador do usuário.
Nos testes iniciais com tarefas orientadas a ações, o jornalista David Pierce pediu ao Spark que percorresse sua caixa de entrada do Gmail e sugerisse itens para cancelamento de inscrição, e que vasculhasse seus documentos no Google Docs em busca de tarefas antigas ainda não concluídas. Em ambos os casos, o agente executou as tarefas satisfatoriamente, chegando a criar um documento organizado com links para cancelamento de e-mails de marketing.
Em seguida, Pierce decidiu colocar o sistema à prova pedindo um roteiro de fim de semana para Hershey, na Pensilvânia, onde viajaria com a esposa, os filhos e a cachorra. Sem fornecer muitos detalhes, recebeu minutos depois um documento completo, organizado e surpreendentemente específico.
O sistema sugeriu hotéis pet friendly, restaurantes compatíveis com restrições alimentares da família e até atividades pensadas para a cachorra Frida — nome que o usuário afirma nunca ter informado diretamente ao Google.
Entre os detalhes mais impressionantes estavam:
sugestões de horários adaptados à rotina das crianças;
informações sobre ingressos já comprados para um show;
recomendação de hospedagem baseada na presença dos avós;
organização automática do roteiro em um documento do Google;
envio do planejamento diretamente para o e-mail da esposa do usuário.
O Spark me apresentou o itinerário de forma personalizada, como um assistente humano faria.
David Pierce, jornalista, em artigo no The Verge.
Spark faz parte do plano AI Ultra do Google, lançado com proposta de atuar como assistente permanente. Imagem: arda savasciogullari/Shutterstock – Imagem: arda savasciogullari/Shutterstock
O Google sabe muito mais sobre você do que parece
O que tornou a experiência tão eficiente também é o mais assustador. Segundo Pierce, o Spark cruzou dados de e-mails, agenda, documentos e até informações indiretas para montar o planejamento.
Em um dos momentos mais curiosos, a IA identificou que um dos filhos ainda teria entrada gratuita no parque por causa da idade. Também considerou preferências alimentares da esposa e até o estacionamento já incluído nos ingressos do show.
Tudo isso sem que essas informações fossem digitadas manualmente durante a conversa.
A proposta do Google é justamente transformar o Spark em uma espécie de “assistente permanente”, capaz de interagir com aplicativos, acessar serviços externos e executar tarefas online em nome do usuário.
Google quer transformar o Spark em uma interface capaz de operar aplicativos e serviços online sozinho. Imagem: daily_creativity/Shutterstock – Imagem: daily_creativity/Shutterstock
A troca entre conveniência e privacidade
Nem tudo funcionou perfeitamente. Quando o Spark tentou reservar um Airbnb, acabou barrado pelos sistemas de autenticação da plataforma. Ainda assim, conseguiu listar opções disponíveis e orientar o usuário sobre os próximos passos.
A experiência deixou uma sensação contraditória. Por um lado, a IA entregou um nível de utilidade difícil de ignorar. Por outro, escancarou o volume de informações pessoais necessárias para que esse tipo de sistema funcione.
“Existe uma correlação direta entre o quanto de nós mesmos estamos dispostos a compartilhar com um sistema de IA e o quão útil esse sistema pode ser”, escreveu Pierce.
O caso do Gemini Spark ajuda a mostrar para onde caminha a próxima geração da inteligência artificial: ferramentas cada vez mais úteis, proativas e personalizadas — mas que também exigem acesso profundo à vida digital dos usuários. E essa talvez seja a discussão mais importante dessa nova era da IA. A experiência com o Spark, afirma o jornalista, foi diferente de tudo que havia testado antes — o que motivou tanto o entusiasmo quanto o desconforto expressos no relato.
Segundo o Endadget, o Google recentemente anunciou uma nova rodada de atualizações para o Gemini for Home, plataforma de inteligência artificial voltada ao controle de residências conectadas. A principal novidade permite que rotinas domésticas sejam ativadas a partir da interpretação de imagens captadas por câmeras inteligentes.
As mudanças foram divulgadas nesta terça-feira (27), durante a ampliação do programa Google Home Gemini built-in, iniciativa apresentada pela empresa para facilitar a integração de equipamentos compatíveis com o ecossistema doméstico da companhia. O sistema já reconhecia situações como entregas de encomendas e sons de vidro quebrando, mas agora passa a usar essas informações para executar ações automáticas.
De acordo com a empresa, os novos recursos já começaram a ser liberados para usuários em 19 países e idiomas compatíveis com o serviço, exceto contas corporativas e perfis infantis vinculados ao Family Link.
Para quem tem pressa:
Atualização do Gemini para casas inteligentes transforma imagens de câmeras em gatilhos para automações domésticas;
Plataforma recebeu melhorias de desempenho e interpretação de comandos mais naturais e simultâneos;
Google também retomou a integração do Apple Music aos dispositivos Home e reformulou partes do aplicativo.
Câmeras passam a comandar rotinas inteligentes nas residências
Você pode perguntar ao assistente de IA o que aconteceu dentro da casa durante o dia – (Divulgação: Google)
A nova fase do Gemini para Home aprofunda a aposta da Google no uso de inteligência artificial aplicada ao ambiente doméstico. A empresa informou que os usuários poderão criar automações personalizadas a partir daquilo que as câmeras identificarem dentro ou fora de casa.
Conforme detalhou a companhia, o processo de configuração será feito por linguagem natural. O usuário descreve qual situação deve disparar determinada ação e escolhe quais câmeras ficarão responsáveis pelo monitoramento do evento.
Em comunicado divulgado pela empresa, o Google explicou que a proposta amplia as possibilidades de interação entre dispositivos conectados. “Ao combinar a flexibilidade da inteligência visual do Gemini com os dispositivos do ecossistema Google Home, qualquer coisa que sua câmera consiga ver pode se transformar no gatilho que coordena toda a sua casa”, afirmou a companhia ao apresentar os novos recursos.
Câmeras inteligentes do Google – (Divulgação: Google)
Além das automações por vídeo, a atualização inclui melhorias de estabilidade e interpretação de comandos. De acordo com a empresa, o assistente virtual passou a compreender melhor pedidos feitos ao mesmo tempo, além de aceitar comandos formulados de maneira mais informal.
A companhia também informou que o sistema deverá reduzir erros em tarefas que anteriormente não eram executadas corretamente. Outro ajuste envolve o gerenciamento de alarmes e temporizadores, que agora terão reconhecimento mais preciso dentro da plataforma.
Outra novidade anunciada é o retorno da compatibilidade do Apple Music com dispositivos Google Home. O aplicativo da plataforma também recebeu mudanças voltadas à inclusão de rostos conhecidos e ao envio de avaliações dos usuários sobre o funcionamento do sistema.
Embora tenha ampliado as capacidades do Gemini for Home, o Google ainda não confirmou a chegada do novo alto-falante inteligente apresentado pela empresa em outubro de 2025. O dispositivo havia sido prometido para o primeiro semestre de 2026, mas continua sem previsão oficial de lançamento comercial.
Na última quarta-feira (20), foi apresentada no evento Google Marketing Live 2026 uma nova fase para a publicidade do buscador, dentre outras novidades. No geral, a empresa mostrou testes de anúncios integrados a sistemas de inteligência artificial, especialmente com o uso do Gemini, voltados a tornar as peças mais contextuais e alinhadas às perguntas dos usuários.
A ideia é inserir anúncios nas respostas produzidas pela Busca com IA, de modo que as recomendações de produtos e serviços acompanhem o contexto da pesquisa feita pelo usuário.
Entre os testes já em andamento, estão a exibição de publicidade dentro dessas respostas, a apresentação de ofertas patrocinadas relacionadas a perguntas específicas e recursos que permitem interação direta entre empresas e usuários, incluindo a possibilidade de coleta de informações de contato.
Para quem tem pressa:
Google testa anúncios dentro de respostas geradas por inteligência artificial na Busca, com foco em contexto e intenção do usuário;
Novos formatos incluem recomendações de produtos e chats que podem captar contatos de potenciais clientes;
Funcionalidades estão em fase de testes nos Estados Unidos e ainda não têm previsão de chegada ao Brasil.
Publicidade do Google entra em fase experimental com inteligência artificial
Banner do Google Marketing Live 2026 – (Divulgação: Google)
O Google passou a testar novos formatos de anúncios que se integram às respostas geradas por inteligência artificial dentro da Busca. A iniciativa foi apresentada no Google Marketing Live 2026 e envolve o uso do modelo Gemini para tornar a publicidade mais contextual e conversacional.
Segundo a proposta da empresa, os anúncios deixam de depender apenas de palavras-chave isoladas e passam a ser ativados conforme o sentido da pergunta feita pelo usuário. Dessa forma, a própria resposta da IA pode incluir recomendações patrocinadas relacionadas ao tema pesquisado.
Um dos exemplos apresentados mostra buscas sobre aprendizado de idiomas, nas quais a resposta pode incluir sugestões de aplicativos educacionais patrocinados. Em outro caso, pesquisas sobre produtos específicos, como máquinas de café, podem gerar exibição de itens anunciados de forma destacada.
Print divulgado pelo Google sobre um usuário pesquisando com a Busca no Modo IA – (Divulgação: Google)
Além disso, o Google também testa um modelo de interação em que instituições e empresas podem oferecer chats dentro da busca. Nesse formato, o usuário pode iniciar uma conversa para obter mais informações e, eventualmente, fornecer dados de contato como telefone ou e-mail.
Esses testes fazem parte de uma mudança mais ampla na forma como a Busca funciona, já que o Google vem incorporando respostas geradas por inteligência artificial como elemento central da experiência.
As novas ferramentas estão sendo testadas inicialmente nos Estados Unidos e podem aparecer tanto em computadores quanto em celulares. Até o momento, não há previsão de lançamento dessas funções no Brasil.
Nesta terça-feira (19), o Google realizou vários anúncios durante o Google I/O 2026, evento voltado para desenvolvedores. Contudo, novidades para o usuário final também foram apresentadas, como o Gemini Spark e o Gemini Omni. Confira um apanhado geral a seguir.
Tudo o que o Google anunciou no I/O 2026
Gemini Omni
O Gemini Omni é um modelo para criar “qualquer coisa a partir de qualquer prompt”. A tecnologia foi anunciada por Demis Hassabis, CEO da DeepMind, que afirmou que o Omni combina as expertises dos modelos Gemini para um “novo nível de entendimento de mundo, multimodalidade e edição”.
Hassabis ainda comparou a novidade com o Nano Banana, Genie e Veo. Segundo ele, os modelos são capazes de gerar vídeos e simulações realistas, com noções de realidade e física, mas ainda com algumas limitações.
O Omni é um passo além: ele pode representar ideias ainda mais complexas, como gravidade e energia cinética – que os três modelos anteriores não conseguiam entender.
O executivo atribuiu o avanço às novas capacidades de raciocínio profundo do Gemini. O resultado são vídeos, imagens ou gráficos ainda mais realistas.
O Gemini Omni funciona por meio de linguagem conversacional. Ou seja, o usuário pode criar algo a partir de um prompt e pedir ajustes como se estivesse conversando com a IA.
Gemini Omni é um modelo para criar “qualquer coisa a partir de qualquer prompt” – Imagem: Google
Gemini Spark
O Gemini Spark é um agente de IA que funciona 24h por dia, sete dias por semana. Foi construído com o Gemini 3.5 e Google Antigravity.
O sistema auxilia o usuário em várias das suas tarefas diárias, como envio, organização e limpeza de e-mails do Gmail, preparação de anotações de reuniões e montagem de resumos de notícias. Ele pode ser ativado diretamente no menu do Gemini e, em breve, estará disponível no Google Chrome.
Gemini 3.5 Flash
O Gemini 3.5 Flash “oferece desempenho de ponta para agentes [de inteligência artificial] e programação, destacando-se em tarefas complexas de longo prazo que proporcionam utilidade no mundo real”, diz o Google.
Ele traz mudanças focadas em velocidade, autonomia (capacidade agêntica) e custo. Segundo a empresa, usuários mundo afora vão poder usar o Gemini 3.5 Flash no aplicativo da IA e no “Modo IA” na Busca do Google.
“Também estamos trabalhando bastante na versão 3.5 Pro”, afirmou o Google, em comunicado. “Ela já está sendo usada internamente e esperamos lançá-la para o público no mês que vem.”
O Google Workspace também receberá um incremento com inteligência artificial (IA). Entre as novidades, estão ferramentas conversacionais para Gmail, Docs e Keep.
Segundo a empresa, os novos recursos têm como objetivo ajudar usuários a organizar tarefas, criar documentos e administrar e-mails usando comandos de voz e ferramentas de IA integradas aos aplicativos do ecossistema Google.
Uma das novidades anunciadas é o Gmail Live, descrito pelo Google como uma ferramenta de busca por voz dentro da caixa de entrada. A proposta é permitir que usuários façam perguntas em linguagem natural para localizar informações presentes nos e-mails.
O Docs Live funcionará como um recurso de apoio para criação de documentos por voz. Segundo o Google, a ferramenta poderá organizar ideias, estruturar textos e montar rascunhos a partir de comandos falados.
Com autorização do usuário, o sistema também poderá buscar informações no Gmail, Drive, Chat e até na internet para complementar os documentos.
O Google também confirmou novidades para o Google Keep, aplicativo usado para criar notas, listas e lembretes. Segundo a empresa, o sistema passará a entender comandos mais livres e organizar automaticamente as informações inseridas pelos usuários.
Os recursos serão liberados “nos próximos meses” para assinantes dos planos Google AI Pro e Ultra e, em prévia, para clientes empresariais do Google Workspace.
Google Pics
Outra novidade anunciada foi o Google Pics, novo aplicativo de criação e edição de imagens baseado no modelo Nano Banana, que poderá ser usado tanto para criar imagens a partir de uma tela em branco quanto para editar fotos já existentes.
Segundo o Google, a ferramenta permitirá modificar partes específicas de imagens, editar textos dentro de fotos e traduzir conteúdos, mantendo o estilo visual original.
A ferramenta foi desenvolvida para permitir alterações mais precisas em imagens geradas por IA sem exigir que o usuário recomece o processo do zero.
A empresa afirma que o aplicativo também terá integração com serviços do Workspace, inicialmente no Slides e no Drive, além de permitir edição colaborativa em tempo real. O Google Pics começou a ser liberado para um grupo limitado de testadores.
Nos próximos meses, a ferramenta chegará globalmente aos assinantes Google AI Pro e Ultra e, em prévia, para clientes empresariais do Google Workspace.
Google Pics é o novo app do Google para geração e edição de imagens – Imagem: Reprodução / Google
Incremento ao Circule para Pesquisar
O Google também anunciou a expansão de ferramentas de verificação de conteúdo em seus produtos de busca e IA.
Entre os destaques está a atualização do Circule para Pesquisar, que passa a permitir que usuários identifiquem se uma imagem foi criada ou alterada por IA.
A novidade faz parte de um conjunto mais amplo de iniciativas da empresa voltadas à transparência digital, em um contexto no qual conteúdos gerados por IA se tornam cada vez mais comuns e difíceis de distinguir de materiais autênticos. A atualização também se estende à Busca, ao Gemini e ao Chrome.
Segundo a empresa, a ferramenta pode ser acionada a partir de perguntas simples feitas pelo usuário, como verificar a origem de uma imagem ou confirmar se ela foi gerada por IA.
Busca muda após 25 anos
O Google anunciou uma ampla reformulação da sua experiência de busca, incluindo mudanças na tradicional caixa de pesquisa, novos recursos com IA e ferramentas automatizadas para compras, produtividade e monitoramento de informações.
A principal mudança envolve justamente a icônica barra de pesquisa do Google, que mantém o mesmo formato básico desde 2001. Segundo a companhia, esta é a primeira grande alteração nas dimensões e na interação da caixa de busca em mais de 25 anos.
O novo campo foi redesenhado para acomodar perguntas mais longas, permitir uploads de diferentes tipos de mídia e integrar recursos conversacionais com IA.
De acordo com a companhia, a nova caixa inteligente de busca poderá expandir dinamicamente para acomodar perguntas maiores e também sugerir formulações com apoio de IA, indo além do tradicional autocomplete. O recurso começou a ser distribuído nos países e idiomas em que o Modo IA já está disponível.
A empresa também informou que os usuários poderão continuar conversas diretamente a partir dos AI Overviews, recurso que gera resumos automáticos nas buscas. Agora, será possível fazer perguntas complementares dentro do Modo IA sem perder o contexto anterior.
Google apresentou mudanças em sua caixa de pesquisa – Imagem: Reprodução / Google
Novidades no YouTube
O Google anunciou uma ampliação das capacidades de busca do YouTube com um novo recurso de IA chamado “Pergunte ao YouTube”, capaz de responder perguntas em linguagem mais natural e direcionar usuários diretamente aos trechos de vídeos considerados mais relevantes para suas buscas.
O novo sistema de busca permite que usuários façam pesquisas mais complexas e conversacionais, em vez de apenas inserir palavras-chave.
A novidade já está disponível para assinantes do YouTube Premium nos Estados Unidos, com 18 anos ou mais. Segundo a empresa, a ferramenta deverá ser liberada em breve para mais usuários da plataforma.
Novos óculos
O Google aproveitou para dar novos detalhes sobre seus próximos óculos inteligentes. A empresa anunciou que serão dois modelos, um com áudio e outro com tela integrada para exibição de informações em tempo real.
Os modelos vão funcionar a partir da plataforma Android XR, desenvolvida em parceria com a Samsung e Qualcomm para experiências que unem realidade virtual e a inteligência artificial Gemini.
Segundo o Google, a ideia é dar suporte aos usuários sem que eles tenham que tirar o celular do bolso ou interromper o que estão fazendo.
Óculos inteligentes do Google – Imagem: Google
Investimentos em IA
A empresa revelou que seus gastos com infraestrutura de IA estão crescendo de forma exponencial. Após investir US$ 31 bilhões (R$ 156,6 bilhões) em despesas de capital em 2022, a empresa espera que o valor alcance entre US$ 180 bilhões e US$ 190 bilhões (R$ 909,6 bilhões/R$ 960,2 bilhões) neste ano.
O principal fator por trás desse aumento são os chips personalizados da empresa para IA: as Unidades de Processamento Tensor (TPUs).
Diferentemente dos chips Tensor usados nos smartphones Pixel, essas TPUs são projetadas para data centers, onde servem para treinar e executar modelos de IA.
A geração mais recente divide o trabalho em dois chips: um voltado para tarefas massivas de treinamento e outro otimizado para respostas rápidas quando os usuários interagem com os modelos.
Universal Cart
O Google anunciou uma nova etapa na sua estratégia de comércio digital com IA. A empresa apresentou o Universal Cart, um carrinho inteligente que unifica compras feitas em diferentes serviços da companhia e promete automatizar parte da experiência de consumo online.
A novidade foi divulgada como parte do avanço da chamada “agentic commerce”, em que sistemas de IA passam a atuar de forma ativa na organização, comparação e execução de tarefas relacionadas a compras. Segundo o Google, a ferramenta funciona integrada ao Search, ao Gemini e a outros produtos do ecossistema da empresa.
O sistema também promete acompanhar variações de preço, disponibilidade de produtos e oferecer sugestões personalizadas com base em dados do usuário e do mercado.
Nesta terça-feira (19), durante o evento Google I/O 2026, realizado no anfiteatro Shoreline, na Califórnia, nos Estados Unidos, o Google anunciou uma nova etapa na sua estratégia de comércio digital com inteligência artificial. A empresa apresentou o Universal Cart, um carrinho inteligente que unifica compras feitas em diferentes serviços da companhia e promete automatizar parte da experiência de consumo online.
A novidade foi divulgada como parte do avanço da chamada “agentic commerce”, em que sistemas de IA passam a atuar de forma ativa na organização, comparação e execução de tarefas relacionadas a compras. Segundo o Google, a ferramenta funciona integrada ao Search, ao Gemini e a outros produtos do ecossistema da empresa.
O sistema também promete acompanhar variações de preço, disponibilidade de produtos e oferecer sugestões personalizadas com base em dados do usuário e do mercado.
Para quem tem pressa:
Google lança Universal Cart, carrinho inteligente que centraliza compras feitas em diferentes plataformas;
Sistema usa IA para monitorar preços, sugerir produtos e identificar compatibilidades automaticamente;
Empresa também amplia protocolos de pagamento e prepara expansão global do comércio baseado em agentes.
Universal Cart integra compras em diferentes plataformas do Google
Google lança Universal Cart, carrinho inteligente que centraliza compras feitas em diferentes plataformas – (Divulgação: Google)
O Universal Cart funciona como um carrinho unificado que pode ser alimentado a partir de diferentes serviços, como Search, Gemini, YouTube e Gmail. A ideia é permitir que o usuário adicione produtos enquanto navega por qualquer uma dessas plataformas, sem precisar repetir o processo de compra em cada ambiente.
Após a adição de um item, o sistema passa a monitorar automaticamente fatores como histórico de preços, promoções e disponibilidade em estoque. Essas funções são alimentadas por modelos de inteligência artificial da família Gemini.
Além disso, o carrinho é capaz de antecipar necessidades do usuário, sugerindo ajustes e alternativas com base em possíveis problemas de compatibilidade entre produtos.
IA analisa preços, compatibilidade e benefícios de pagamento
Universal Cart do Google – (Divulgação: Google)
A ferramenta também utiliza dados de pagamento e benefícios vinculados ao Google Wallet para identificar vantagens adicionais, como programas de fidelidade e ofertas de comerciantes.
Em cenários mais complexos, como a montagem de um computador personalizado com peças de diferentes varejistas, o sistema pode identificar incompatibilidades entre componentes e sugerir substituições mais adequadas.
A proposta é reduzir a necessidade de pesquisa manual, reunindo informações dispersas em uma única interface inteligente de decisão.
Checkout automatizado e expansão do ecossistema de compras
Quando o usuário decide finalizar a compra, o Universal Cart permite concluir o pagamento por meio do Google Pay ou redirecionar o processo para o site do próprio comerciante. A infraestrutura é baseada no Universal Commerce Protocol, que busca padronizar transações entre diferentes plataformas.
O Google afirmou que o sistema será implementado inicialmente em parceiros como Nike, Sephora, Target, Ulta Beauty, Walmart e Shopify, com expansão gradual para outros mercados.
Expansão global e novos protocolos de pagamento com IA
Além do Universal Cart, a empresa anunciou a expansão do Universal Commerce Protocol para países como Canadá e Austrália, com previsão de chegada ao Reino Unido nos próximos meses. O protocolo também será integrado a novos setores, como reservas de hotéis e entrega de alimentos.
Outro destaque é o Agent Payments Protocol, desenvolvido para permitir que agentes de IA realizem pagamentos com regras pré-definidas pelo usuário, incluindo limites de gasto e restrições de marcas.
Segundo o Google, o sistema cria registros verificáveis das transações para garantir segurança, transparência e controle sobre as ações executadas pelos agentes.
Nesta terça-feira (19), o Google anunciou a expansão de ferramentas de verificação de conteúdo em seus produtos de busca e inteligência artificial, durante a divulgação de novidades do I/O 2026. Entre os destaques está a atualização do Circle to Search, que passa a permitir que usuários identifiquem se uma imagem foi criada ou alterada por inteligência artificial.
A novidade faz parte de um conjunto mais amplo de iniciativas da empresa voltadas à transparência digital, em um contexto no qual conteúdos gerados por IA se tornam cada vez mais comuns e difíceis de distinguir de materiais autênticos. A atualização também se estende ao Search, ao Gemini e ao Chrome.
Segundo a empresa, a ferramenta pode ser acionada a partir de perguntas simples feitas pelo usuário, como verificar a origem de uma imagem ou confirmar se ela foi gerada por inteligência artificial.
Para quem tem pressa:
Circle to Search agora permite verificar se imagens foram geradas ou alteradas por IA diretamente na busca visual;
Google expande ferramentas de verificação para Search, Gemini e Chrome usando tecnologias como SynthID e C2PA;
Objetivo é aumentar a transparência digital e facilitar a identificação da origem de conteúdos na internet.
Circle to Search passa a integrar verificação de conteúdo
Nova atualização do Google permite que usuários possam verificar se uma imagem foi ou não gerada por IA – (Divulgação: Google)
Com a atualização, o Circle to Search passa a funcionar como uma porta de entrada para análise de origem de imagens. O usuário pode circular um conteúdo na tela e solicitar ao sistema informações sobre sua procedência, incluindo se há sinais de geração por IA.
O recurso também se conecta a tecnologias como o SynthID, sistema de marcação digital desenvolvido pelo Google para identificar conteúdos gerados por modelos de inteligência artificial, além de ferramentas baseadas em padrões da C2PA, que indicam se um material foi capturado originalmente por câmera ou editado posteriormente.
A empresa afirma que a funcionalidade busca tornar mais simples o acesso a informações sobre a autenticidade de conteúdos visualizados no dia a dia.
Busca, Gemini e Chrome também recebem verificação de origem
Nova interface do Gemini – Imagem: Reprodução/Google
A expansão da verificação de conteúdo não se limita ao Circle to Search. O Google também incorporou recursos semelhantes ao Search, ao Gemini e ao Chrome, permitindo que usuários consultem a origem de imagens, vídeos e áudios diretamente nessas plataformas.
As ferramentas utilizam o SynthID para identificar sinais de conteúdo gerado por IA e também passam a incluir suporte aos chamados Content Credentials, padrão que registra como um material foi criado ou modificado.
No caso do Chrome, a integração permitirá que usuários verifiquem informações de mídia enquanto navegam, sem necessidade de ferramentas externas.
Tecnologia de marcação digital ganha escala global
Google – Imagem: daily_creativity/Shutterstock
O Google afirmou que o SynthID já foi aplicado em mais de 100 bilhões de imagens e vídeos, além de grandes volumes de áudio gerado por inteligência artificial. A tecnologia insere marcas invisíveis que ajudam a rastrear a origem do conteúdo.
Essas iniciativas fazem parte de um esforço mais amplo da indústria para criar sistemas interoperáveis de verificação de autenticidade.
O Google anunciou o Google Pics, novo aplicativo de criação e edição de imagens com inteligência artificial (IA) integrado ao ecossistema Workspace. A ferramenta foi apresentada nesta terça-feira (19) durante o I/O 2026 e, segundo a empresa, foi desenvolvida para permitir alterações mais precisas em imagens geradas por IA sem exigir que o usuário recomece o processo do zero.
De acordo com o Google, o aplicativo utiliza o modelo Nano Banana e poderá ser usado tanto para criar imagens a partir de uma tela em branco quanto para editar fotos já existentes. A empresa afirma que o foco do Pics está no chamado “controle criativo”, permitindo ajustes específicos em elementos da imagem. Inicialmente, o recurso começou a ser liberado para um grupo limitado de “Trusted Testers”.
Google Pics é o novo app do Google para geração e edição de imagens – Imagem: Reprodução / Google
Nos próximos meses, a ferramenta chegará globalmente aos assinantes Google AI Pro e Ultra e, em prévia, para clientes empresariais do Google Workspace.
Pics permitirá editar partes específicas das imagens
Entre os recursos anunciados está a chamada segmentação de objetos, que permitirá selecionar e modificar elementos isolados da imagem sem alterar o restante da composição.
Nos exemplos apresentados pelo Google, usuários poderão mover objetos, redimensionar itens ou até transformar completamente determinados elementos, como trocar a cor de uma roupa ou substituir um animal na imagem.
Ferramenta também terá tradução e integração com Workspace
O Google também afirmou que o Pics permitirá editar textos diretamente dentro das imagens e traduzir conteúdos para outros idiomas mantendo o estilo visual e a fonte original.
Outra novidade é a integração com aplicativos do Workspace. Segundo a empresa, será possível editar imagens diretamente no Slides e no Drive. O aplicativo também contará com telas compartilháveis para colaboração em tempo real entre múltiplos usuários.
O Google anunciou nesta terça-feira (19) o Gemini Omni, um modelo para criar “qualquer coisa a partir de qualquer prompt”. A apresentação aconteceu durante o evento Google I/O, uma das principais conferências da big tech no ano.
A tecnologia foi anunciada por Demis Hassabis, CEO da DeepMind (braço de pesquisa da empresa), que afirmou que o Omni combina as expertises dos modelos Gemini para um “novo nível de entendimento de mundo, multimodalidade e edição”.
Hassabis ainda comparou a novidade com o Nano Banana, Genie e Veo. Segundo ele, os modelos são capazes de gerar vídeos e simulações realistas, com noções de realidade e física, mas ainda com algumas limitações. O Omni é um passo além: ele pode representar ideias ainda mais complexas, como gravidade e energia cinética – que os três modelos anteriores não conseguiam entender.
O executivo atribuiu o avanço às novas capacidades de raciocínio profundo do Gemini. O resultado são vídeos, imagens ou gráficos ainda mais realistas.
Na demonstração ao vivo durante o evento, Hassabis pediu que o Gemini Omni fizesse uma animação stop motion, com estética de massinha, para explicar o funcionamento de proteínas.
Demonstração do Gemini Omni durante o evento Google I/O – Imagem: Google
Imagens realistas e tom conversacional
O Gemini Omni funciona através de linguagem conversacional. Ou seja, o usuário pode criar algo a partir de um prompt e pedir ajustes como se estivesse conversando com a IA.
O modelo também permite editar imagens que já existem, sem necessidade de criar algo do zero. Na demonstração, Hassabis pediu que o Omni distorcesse a realidade de um vídeo dele mesmo se olhando no espelho. Também é possível ajustar a estética e adicionar itens.
“Tudo se torna uma tela para criar novas realidades”, afirmou o CEO da DeepMind.
Gemini Omni Flash é o primeiro modelo da família Omni disponível ao público – Imagem: Google
Gemini Omni Flash
Durante o Google I/O, a big tech anunciou que o primeiro modelo da família Gemini Omni, o Gemini Omni Flash, já está disponível para o público. Ele funciona no aplicativo do Gemini, no YouTube Shorts e no modelo Flow.
Hassabis ainda revelou que a próxima versão, o Omni Pro, estará disponível em breve, mas sem dar detalhes.