Google

Auto Added by WPeMatico

google gemini logo 202604120221 1024x576

Google atualiza Gemini, lança concorrente do Mythos e apimenta corrida das IAs

O Google apresentou três novos modelos de inteligência artificial para acelerar a disputa com OpenAI e Anthropic. As novidades incluem versões mais rápidas, econômicas e especializadas em segurança digital.

Os lançamentos reforçam a estratégia da empresa para ampliar sua presença na corrida da IA, com foco em agentes inteligentes, programação e proteção contra ataques cibernéticos.

A nova geração de IA do Google aposta em velocidade, economia e recursos para agentes inteligentes em diferentes tarefas. – Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital)

Gemini ganha versões mais rápidas e especializadas

O destaque é o Gemini 3.6 Flash, descrito pelo Google como o modelo Flash mais avançado da empresa. Ele promete melhor desempenho em programação, tarefas de conhecimento e recursos multimodais, consumindo 17% menos tokens do que a versão anterior e reduzindo os custos de uso.

Ao lado dele chegam o Gemini 3.5 Flash Cyber, ajustado para identificar e corrigir vulnerabilidades em softwares, e o Gemini 3.5 Flash-Lite, criado para tarefas de alto volume e agentes de IA que executam ações de forma autônoma.

“Os novos modelos Flash foram desenvolvidos para atingir o ponto ideal entre eficiência e qualidade”, afirmou Tulsee Doshi, diretora sênior de gerenciamento de produtos da equipe Gemini.

Logos de Anthropic e OpenAI
A estratégia do Google reforça a disputa direta com OpenAI, Anthropic e outras empresas que lideram a corrida da IA. – Imagem: Thrive Studios ID/Shutterstock

Segurança e eficiência entram no centro da disputa

Além de aumentar o desempenho, o Google aposta na segurança como um dos diferenciais da nova geração de modelos. A empresa afirma que o Gemini 3.6 Flash recebeu reforços para resistir melhor a tentativas de uso indevido em ataques cibernéticos, sem comprometer aplicações legítimas.

Entre os principais anúncios estão:

  • Gemini 3.6 Flash, mais eficiente e econômico;
  • Gemini 3.5 Flash Cyber, voltado à segurança digital;
  • Gemini 3.5 Flash-Lite para agentes de IA e tarefas em larga escala;
  • início do pré-treinamento do Gemini 4.

Nos testes divulgados pela empresa, o Gemini 3.5 Flash Cyber encontrou 55 problemas no mecanismo V8 JavaScript Engine, incluindo 10 vulnerabilidades que outros modelos não haviam identificado. Por isso, inicialmente ele será disponibilizado apenas para governos e parceiros considerados confiáveis.

Adicionar Remover Objetos Foto Gemini 1024x576
A aposta do Google é oferecer um equilíbrio entre qualidade, velocidade e custo para ampliar o uso da IA em escala. Imagem: Ahyan Stock Studios/Shutterstock

Gemini 4 já começou a tomar forma

Enquanto os novos modelos chegam ao mercado, o Google informou que o Gemini 3.5 Pro continua em fase de testes e será liberado quando estiver pronto.

Leia mais:

A companhia também revelou que iniciou o pré-treinamento do Gemini 4, sinalizando que a próxima geração da plataforma já está em desenvolvimento. Paralelamente, o Gemini 3.6 Flash e o Flash-Lite começam a ser liberados para desenvolvedores, empresas e usuários do aplicativo Gemini, enquanto o Flash-Lite também será integrado gradualmente à Pesquisa do Google.

Corrida pela IA segue acelerada

Nos últimos meses, Google, OpenAI, Anthropic, Meta e startups chinesas intensificaram a competição por modelos cada vez mais eficientes e especializados. Com os novos lançamentos, o Google tenta recuperar terreno em uma disputa que muda rapidamente e em que custo, desempenho e segurança passaram a pesar tanto quanto a qualidade das respostas. Agora, resta acompanhar se essa estratégia será suficiente para reduzir a vantagem conquistada por alguns concorrentes nos últimos meses.

    O post Google atualiza Gemini, lança concorrente do Mythos e apimenta corrida das IAs apareceu primeiro em Olhar Digital.

    Google atualiza Gemini, lança concorrente do Mythos e apimenta corrida das IAs Read More »

    destaque google gemini 1024x576 2

    Google cria chip de IA secreto para deixar Gemini mais poderoso

    O Google trabalha em um novo chip de IA que poderá ajudar a empresa a rodar modelos de inteligência artificial com mais eficiência. O projeto, chamado internamente de “Frozen v2”, deve ampliar a capacidade de processamento usada pelo Gemini.

    Segundo a Reuters, o desenvolvimento faz parte da estratégia da companhia para enfrentar limitações de computação que já afetaram contratos do Google Cloud.

    Google aposta em hardware próprio para acelerar o Gemini e ampliar sua capacidade na disputa pela liderança em inteligência artificial. – Imagem: arda savasciogullari/Shutterstock

    Frozen v2 terá partes do Gemini no próprio hardware

    A principal novidade do chip é a possibilidade de incorporar elementos do Gemini diretamente ao hardware. A ideia é tornar a execução dos modelos mais eficiente, reduzindo a dependência de estruturas tradicionais de processamento.

    Entre os detalhes divulgados estão:

    • O Google trabalha com previsão de uso do chip a partir de 2028;
    • O design ainda está sendo finalizado pelos engenheiros;
    • A eficiência pode ser de seis a dez vezes superior à dos atuais chips personalizados de IA da empresa;
    • O projeto será uma nova linha de hardware e não substituirá as TPUs.
    Silhueta de pessoa com chip no lugar do cérebro, que também traz logotipo do Google
    Google prepara uma nova geração de chips para IA em meio à crescente demanda por capacidade computacional. Imagem: Pedro Spadoni via DALL-E/Olhar Digital

    Google também enfrenta desafios com Gemini

    O Frozen v2 não chega para eliminar as unidades de processamento tensorial (TPUs), tecnologia já utilizada pelo Google em tarefas de inteligência artificial. A proposta é criar uma alternativa especializada para atender às necessidades dos modelos mais avançados.

    Leia mais:

    Além da corrida por novos chips, o Google trabalha para aprimorar seus modelos de IA. A Reuters citou um relatório da Bloomberg segundo o qual a empresa adiou o lançamento de uma nova versão do Gemini após o sistema não atingir metas internas, principalmente em programação.

    O desenvolvimento do Frozen v2 mostra que a disputa por inteligência artificial envolve não apenas criar modelos melhores, mas também construir a infraestrutura necessária para colocá-los em funcionamento.

    O post Google cria chip de IA secreto para deixar Gemini mais poderoso apareceu primeiro em Olhar Digital.

    Google cria chip de IA secreto para deixar Gemini mais poderoso Read More »

    shutterstock 2559506371 1024x576

    Apple e Google são pressionadas a remover apps de IA que geram nudez falsa

    Nesta sexta-feira (17), o gabinete do procurador municipal de São Francisco enviou notificações à Apple e ao Google para que removam de suas lojas 13 aplicativos de troca facial associados à criação de imagens de nudez geradas artificialmente sem autorização das pessoas retratadas.

    A medida mira ferramentas que permitem alterar fotos de pessoas com inteligência artificial para produzir conteúdos sexualizados. Segundo a prefeitura, as plataformas digitais lucram com esses serviços por meio de pagamentos realizados dentro dos aplicativos.

    A iniciativa ocorre após investigações apontarem que aplicativos apresentados como ferramentas de edição de imagem podem ser usados para produzir deepfakes de teor sexual, afetando principalmente mulheres e meninas.

    Empresas são cobradas por falhas de controle sobre aplicativos

    Play Store é a loja de aplicativos do sistema operacional Android – Imagem: winnond/Shutterstock

    As cartas enviadas às duas empresas foram assinadas pelo procurador municipal de São Francisco, David Chiu, que afirmou que a criação de imagens íntimas sem consentimento representa uma prática ilegal e prejudicial. De acordo com ele, Apple e Google precisam impedir que seus ambientes digitais sejam utilizados para facilitar abusos.

    O representante da cidade argumentou que as companhias devem interromper relações comerciais com desenvolvedores responsáveis por aplicativos desse tipo. A cobrança também envolve os sistemas de pagamento das lojas virtuais, pelos quais as empresas recebem parte das receitas geradas pelos aplicativos.

    Apple e Google afirmaram que possuem regras contra pornografia, assédio e conteúdos abusivos em suas plataformas. A Apple informou que já removeu três dos aplicativos indicados pela prefeitura e iniciou procedimentos para encerrar as contas dos desenvolvedores envolvidos. A empresa acrescentou que outros criadores poderão ser excluídos caso não corrijam violações identificadas.

    O Google declarou que retirou centenas de aplicativos com recursos de “nudificação” por descumprirem suas políticas. A companhia informou ainda que suspendeu ferramentas semelhantes e restringiu termos de busca relacionados a esse tipo de serviço dentro da loja de aplicativos.

    Pesquisas citadas na investigação municipal apontaram que o problema não está restrito a aplicativos explicitamente divulgados como ferramentas para nudez artificial. Estudos encontraram programas de troca de rostos que, embora apresentados como recursos de edição comuns, permitiam a criação de imagens sexualizadas sem mecanismos eficazes de proteção.

    app store
    Imagem: PixieMe/Shutterstock

    Um levantamento mencionado no texto identificou centenas de aplicativos de troca facial disponíveis nas lojas da Apple e do Google. Entre os programas analisados, uma parcela significativa permitia a criação de montagens com imagens nuas, mesmo sem serem anunciados oficialmente para essa finalidade.

    A expansão dessas ferramentas ocorreu junto ao avanço dos sistemas de inteligência artificial generativa, que reduziram a dificuldade técnica para produzir imagens falsas realistas. De acordo com especialistas citados na reportagem, bastam uma fotografia de referência e poucos comandos para gerar esse tipo de conteúdo.

    A prefeitura de São Francisco afirmou que continuará avaliando medidas legais contra empresas que permitirem a circulação dessas ferramentas. O objetivo declarado pelo órgão é pressionar as plataformas a reforçarem seus mecanismos de análise antes da publicação de novos aplicativos.

    O post Apple e Google são pressionadas a remover apps de IA que geram nudez falsa apareceu primeiro em Olhar Digital.

    Apple e Google são pressionadas a remover apps de IA que geram nudez falsa Read More »

    destaque google gemini 1024x576 1

    Google tem dificuldades para superar rivais com novo Gemini

    O Google adiou o lançamento do Gemini 3.5 Pro, seu modelo de inteligência artificial mais avançado, enquanto tenta melhorar principalmente recursos de programação. O atraso aumentou a preocupação interna sobre a capacidade da empresa de acompanhar rivais como OpenAI e Anthropic.

    Segundo a Bloomberg, funcionários e pesquisadores avaliam que a demora acontece em um momento em que novos modelos de IA avançam rapidamente e mudam a disputa entre as grandes empresas de tecnologia.

    O Gemini 3.5 Flash recebeu avaliações positivas por velocidade, mas alguns clientes apontam limitações em tarefas mais complexas. – Imagem: arda savasciogullari/Shutterstock

    Novo Gemini passa por ajustes antes do lançamento

    O Gemini 3.5 Pro deveria representar um salto importante para o Google, mas a empresa decidiu ampliar o período de desenvolvimento para aprimorar suas capacidades, principalmente na criação e análise de códigos.

    Funcionários atuais e antigos ouvidos pela Bloomberg afirmam que a companhia enfrenta dificuldades para alinhar diferentes áreas envolvidas em inteligência artificial. Equipes do Google DeepMind, Google Cloud e outros departamentos trabalham em soluções próprias, o que pode tornar decisões e lançamentos mais lentos.

    A empresa também precisa integrar a tecnologia a produtos amplamente usados, como busca, mapas e YouTube.

    Em comunicado, um porta-voz do Google afirmou: “Estamos enviando rapidamente uma ampla variedade de modelos, mantendo-os altamente econômicos para os clientes”.

    IStock 1385134790 1024x683
    O Google tenta integrar o Gemini a serviços como Busca, YouTube e Maps, processo que aumenta a complexidade do desenvolvimento. – Imagem: Carlos Alvarez/iStock

    Programação vira uma das principais batalhas da IA

    O desenvolvimento de ferramentas capazes de gerar código se tornou uma prioridade no setor. Dentro do Google, porém, a concentração de esforços ainda enfrenta obstáculos.

    Entre os principais desafios estão:

    • Disputa interna por capacidade de processamento;
    • Ferramentas de IA criadas por equipes diferentes;
    • Receios anteriores sobre vazamento de códigos proprietários;
    • Equilíbrio entre velocidade, segurança e padrões internos.

    O Google afirma que avançou no uso da tecnologia dentro da própria empresa. Segundo a companhia, 75% do código produzido atualmente é gerado com auxílio de IA, revisado por funcionários e aprovado antes de chegar aos produtos.

    Logos de Anthropic e OpenAI
    O atraso do Gemini acontece em um momento de forte competição, com novos modelos sendo lançados por OpenAI e Anthropic. – Imagem: Thrive Studios ID/Shutterstock

    Google tenta recuperar ritmo diante dos concorrentes

    Desde o lançamento do ChatGPT, no fim de 2022, o Google acelerou seus esforços em inteligência artificial e declarou um “código vermelho” para reduzir barreiras internas e responder ao avanço da tecnologia.

    Mesmo assim, funcionários dizem que a empresa ainda enfrenta disputas internas por recursos e prioridades. Pesquisadores apontam que o Gemini tem como diferencial o acesso aos dados da busca do Google, enquanto Anthropic e OpenAI ganharam destaque com modelos considerados mais fortes em determinadas tarefas.

    A insatisfação com a posição da empresa também contribuiu para a saída de pesquisadores para outros laboratórios, segundo ex-funcionários.

    Enquanto aguardam o Gemini 3.5 Pro, clientes tiveram avaliações diferentes sobre o Gemini 3.5 Flash. Rodrigo Davies, gerente de produto da Figma, afirmou que o modelo encontrou um equilíbrio entre velocidade e qualidade.

    Já Freddy Vega, CEO e fundador da Platzi, disse que a ferramenta ainda apresenta limitações em algumas tarefas e que sua equipe passou a utilizar o Claude 3.5 Sonnet, da Anthropic.

    O desafio do Google agora não é apenas criar modelos mais avançados, mas transformar sua estrutura interna em uma vantagem competitiva em uma área onde velocidade e capacidade de adaptação se tornaram fatores decisivos.

    O post Google tem dificuldades para superar rivais com novo Gemini apareceu primeiro em Olhar Digital.

    Google tem dificuldades para superar rivais com novo Gemini Read More »

    samsung chip 1024x678 1

    Samsung enfrenta nova investigação que envolve Google e Nvidia

    Samsung passou a ser alvo de uma investigação comercial nos Estados Unidos após uma denúncia apresentada pela Netlist. O caso envolve chips de memória presentes em servidores que sustentam boa parte dos serviços de inteligência artificial.

    Segundo a Reuters, a apuração também alcança produtos vendidos por Google, Nvidia, Broadcom e Super Micro Computer que utilizam esses componentes.

    A denúncia da Netlist coloca memórias DRAM da Samsung no centro de um novo embate bilionário no setor de IA. – Imagem: g0d4ather/Shutterstock

    Caso ganha força em meio ao avanço da IA

    A Comissão de Comércio Internacional dos Estados Unidos (USITC) abriu um processo para investigar se chips de memória da Samsung infringem patentes registradas pela americana Netlist. A denúncia envolve memórias DRAM (Dynamic Random Access Memory), responsáveis pelo armazenamento temporário de dados utilizados pelos processadores.

    Na prática, esses componentes são indispensáveis para os servidores que operam aplicações de IA em grandes data centers.

    A Netlist solicita que a USITC bloqueie a importação dos chips contestados e dos produtos que os utilizam, além de impedir sua comercialização no mercado americano.

    Uma disputa que vem de longe

    O processo é mais um desdobramento de uma batalha judicial travada há anos entre as duas empresas por tecnologias de memória de alto desempenho.

    Em 2024, um júri do Texas determinou que a Samsung pagasse US$ 118 milhões (cerca de R$ 601,8 milhões) à Netlist por infringir patentes relacionadas ao processamento de dados em memórias. Um ano antes, outra decisão fixou uma indenização de US$ 303 milhões (aproximadamente R$ 1,55 bilhão) em um caso semelhante.

    Agora, caberá a um juiz da USITC analisar as provas e apresentar uma decisão inicial, que ainda poderá ser revisada pela comissão.

    Google VS Nvidia
    Google, Nvidia, Broadcom e Super Micro Computer também aparecem no caso por venderem produtos com os chips investigados. – Imagem: Evolf / Shutterstock

    Mercado acompanha os próximos passos

    Não por acaso, a investigação ocorre justamente quando cresce a procura por infraestrutura voltada à inteligência artificial. Empresas de tecnologia aceleram investimentos em data centers, elevando a demanda por memórias produzidas por Samsung, SK Hynix e Micron. Segundo a Reuters, esse movimento também contribuiu para aumentar os preços desses componentes.

    Leia mais:

    A USITC deverá definir, em até 45 dias, o cronograma do caso. Se decidir restringir a importação ou a venda dos produtos investigados, a medida entrará em vigor imediatamente e poderá ser revertida apenas pelo Representante de Comércio dos Estados Unidos dentro do prazo de 60 dias.

    Ilustração de chip de inteligência artificial sobre circuito eletrônico.
    O caso coloca sob os holofotes um dos mercados mais estratégicos da atualidade: os chips para inteligência artificial. – Imagem: FOTOGRIN / Shutterstock

    Decisão pode afetar toda a cadeia

    A abertura do processo não significa que houve violação das patentes, mas coloca sob pressão uma cadeia de fornecimento estratégica para o setor de IA.

    Enquanto a comissão analisa os argumentos apresentados por Netlist e Samsung, fabricantes e empresas que utilizam essas memórias acompanham o caso de perto. O desfecho poderá influenciar não apenas as duas companhias, mas também um mercado cada vez mais dependente de servidores e data centers para atender ao avanço da inteligência artificial.

    O post Samsung enfrenta nova investigação que envolve Google e Nvidia apareceu primeiro em Olhar Digital.

    Samsung enfrenta nova investigação que envolve Google e Nvidia Read More »

    destaque siri e gemini 1024x576

    Google é obrigado a abrir Android para rivais de IA na Europa

    A União Europeia determinou que o Google permita maior acesso de empresas de inteligência artificial ao Android. A medida coloca pressão sobre a gigante de tecnologia e tenta ampliar a disputa por assistentes digitais nos celulares.

    A decisão acontece em um momento em que empresas de IA buscam espaço dentro dos smartphones, transformando os aparelhos em ferramentas mais personalizadas para tarefas do dia a dia.

    A União Europeia quer ampliar a concorrência entre assistentes digitais, como Gemini e Siri. – Imagem: Samuel Boivin/Shutterstock

    Android vira novo campo de disputa da inteligência artificial

    Os reguladores europeus exigiram que o Google ofereça “igualdade de condições” para serviços concorrentes de IA. Na prática, a empresa terá de permitir que outras plataformas disputem espaço com o Gemini, seu próprio assistente.

    A preocupação da União Europeia é que o domínio do Android, presente em cerca de 60% dos smartphones do bloco, dê ao Google uma vantagem difícil de superar.

    Além do acesso a recursos do sistema, a decisão envolve o compartilhamento de dados anonimizados do mecanismo de busca com concorrentes, incluindo empresas que desenvolvem chatbots.

    As principais mudanças determinadas incluem:

    • acesso mais amplo de assistentes de IA concorrentes ao Android;
    • possibilidade de usar comandos de voz e executar ações em aplicativos;
    • compartilhamento de dados de busca anonimizados;
    • redução de barreiras para desenvolvedores externos.

    A medida faz parte da Lei de Mercados Digitais (Digital Markets Act), que exige maior interoperabilidade entre grandes plataformas de tecnologia.

    Tela de smartphone exibe ícones de chatbots de IA como ChatGPT, Gemini, Claude e Copilot
    A decisão pode mudar a forma como usuários escolhem seus assistentes de IA no Android. – Imagem: jackpress / Shutterstock

    Google alerta para riscos de privacidade

    O Google afirmou que a decisão pode criar novos problemas de segurança ao permitir que terceiros tenham acesso a informações sensíveis dos usuários.

    Hoje, as decisões colocam em risco importantes proteções de privacidade e segurança para milhões de europeus.

    Kent Walker, conselheiro-geral do Google, em nota enviada ao The New York Times.

    A empresa também argumentou que dados armazenados nos celulares e informações do histórico de buscas precisam de proteção contra acessos inadequados.

    A União Europeia, porém, entende que consumidores devem ter mais opções de escolha. Pela regra, desenvolvedores externos poderão oferecer alternativas ao Gemini e à Siri, da Apple.

    Microsoft alerta para falha em modelos de IA que ameaça privacidade dos usuários
    O Google diz que a medida pode criar riscos para a privacidade e a segurança dos usuários. – Imagem: TippaPatt / Shutterstock

    Empresas disputam o controle dos celulares

    O avanço da IA nos smartphones transformou os sistemas operacionais em uma peça estratégica. Assistentes integrados aos aparelhos podem ajudar usuários em tarefas como responder mensagens, interagir com aplicativos e encontrar informações rapidamente.

    Leia mais:

    Google e Apple possuem uma vantagem porque controlam os sistemas móveis mais populares do mundo. Por isso, reguladores europeus passaram a acompanhar de perto como essas empresas lidam com novos recursos de inteligência artificial.

    A Apple também enfrentou dificuldades com a regulamentação europeia. Em junho, a empresa afirmou que adiaria novos recursos de IA da Siri na região por não chegar a um acordo com os reguladores.

    O Google terá até julho do próximo ano para implementar as mudanças exigidas pela União Europeia. A empresa ainda não informou se pretende recorrer da decisão.

    O post Google é obrigado a abrir Android para rivais de IA na Europa apareceu primeiro em Olhar Digital.

    Google é obrigado a abrir Android para rivais de IA na Europa Read More »

    google fotos 1024x576

    Conheça o Video Remix, nova ferramenta do Google para editar vídeos com IA

    Nesta quarta-feira (8), o Google anunciou uma nova função de edição de vídeos com inteligência artificial voltada a assinantes de seus serviços de IA. A ferramenta permite alterar gravações salvas no Google Fotos por meio de comandos em linguagem natural.

    Chamado de Video Remix, o recurso utiliza o modelo Gemini Omni para aplicar transformações visuais em vídeos existentes. A novidade começou a ser disponibilizada para usuários nos Estados Unidos e em outros países selecionados.

    A proposta da empresa é facilitar modificações que antes exigiam programas especializados de edição, oferecendo opções automáticas para mudar elementos visuais das gravações em poucos segundos.

    Como funciona a nova ferramenta de edição

    Entre uma das funcionalidades do app está a edição rápida e fácil de vídeos individuais
    (Imagem: dennizn/Shutterstock)

    O Video Remix está disponível dentro da aba Create, área do Google Fotos dedicada à criação de conteúdos. Nela, os usuários encontram modelos prontos que servem como ponto de partida para transformar seus vídeos.

    Entre as possibilidades apresentadas pela empresa estão alterações como aplicar aparência de aquarela, melhorar a iluminação de uma cena escura ou substituir o cenário de uma gravação por outro ambiente.

    De acordo com o Google, o processamento ocorre em poucos segundos após o usuário enviar uma solicitação, permitindo que a inteligência artificial faça ajustes sem a necessidade de dominar softwares tradicionais de edição.

    Gemini Omni é a base tecnológica do recurso

    Apresentação do Gemini Omni durante o evento Google I/O
    Gemini Omni – Imagem: Google

    A nova ferramenta é alimentada pelo Gemini Omni, modelo anunciado pelo Google em maio deste ano. A companhia apresentou a tecnologia como uma evolução voltada principalmente para a criação e manipulação de vídeos.

    Segundo a empresa, o modelo consegue interpretar uma variedade maior de entradas e compreender melhor características físicas presentes nas cenas, como efeitos relacionados à gravidade e ao movimento, o que ajudaria a produzir resultados mais realistas.

    O sistema também permite a inclusão do próprio usuário em vídeos por meio de um avatar digital criado para essa finalidade. Esse recurso utiliza a marca d’água da ferramenta SynthID, desenvolvida pelo Google.

    Disponibilidade para assinantes

    O Video Remix começou a ser liberado em 8 de julho de 2026 para clientes dos planos Google AI Plus, Pro e Ultra. A distribuição inicial contempla os Estados Unidos e alguns mercados selecionados pela empresa.

    A chegada da ferramenta amplia a presença de recursos de inteligência artificial dentro do Google Fotos, com foco em automatizar processos de edição que tradicionalmente dependiam de conhecimento técnico em programas específicos.

    O post Conheça o Video Remix, nova ferramenta do Google para editar vídeos com IA apareceu primeiro em Olhar Digital.

    Conheça o Video Remix, nova ferramenta do Google para editar vídeos com IA Read More »

    busca google e1769510988782 1024x577

    Google está te usando para treinar IA sem você perceber

    O Google começou a implementar uma atualização nas configurações de privacidade de seus serviços de busca que amplia o conjunto de informações passíveis de armazenamento e utilização no desenvolvimento de modelos de inteligência artificial. A mudança foi anunciada pela empresa e será aplicada gradualmente ao longo dos próximos meses.

    Além do histórico de pesquisas e da navegação realizada por meio das plataformas da companhia, a nova política passa a abranger arquivos enviados pelos usuários, como imagens, áudios e vídeos. Segundo o Google, os dados também podem ser empregados para aprimorar seus serviços e reforçar mecanismos de segurança.

    A alteração atinge ferramentas como Search, Maps, Shopping, Flights, Hotels, Translate e News, enquanto o Google Photos permanece fora dessa política. A empresa afirma que os usuários podem modificar as configurações para impedir o armazenamento dessas informações.

    Mudança amplia uso de informações para aperfeiçoar inteligência artificial

    Busca do Google – Imagem: Mijansk786/Shutterstock

    A atualização nas configurações de privacidade permite que o Google armazene o histórico de pesquisas, dados de páginas acessadas por intermédio de seus serviços, respostas produzidas por inteligência artificial generativa e conteúdos enviados pelos próprios usuários. Entre esses materiais estão imagens, documentos, gravações de áudio e vídeos.

    Conforme a documentação disponibilizada pela empresa, esse histórico também pode ser utilizado para desenvolver e aperfeiçoar seus produtos, incluindo modelos de inteligência artificial generativa, além de contribuir para medidas de proteção voltadas ao público, aos usuários e à própria plataforma, com apoio de revisores humanos.

    A empresa informou que a implementação ocorrerá de forma gradual nos próximos meses e destacou que o Google Photos não faz parte das alterações anunciadas.

    O movimento acompanha uma tendência observada entre empresas do setor de inteligência artificial, que passaram a recorrer cada vez mais às interações cotidianas dos usuários com serviços digitais como fonte de dados para aperfeiçoar seus sistemas, reduzindo a dependência exclusiva de conteúdos coletados na internet.

    Logo do Google em um smartphone
    Empresa vai recorrer – Imagem: daily_creativity/Shutterstock

    Outras companhias já adotam estratégias semelhantes. A OpenAI mantém o compartilhamento de dados ativado por padrão em contas de consumidores, embora permita que o usuário desative essa opção. Já a Anthropic utiliza um sistema de adesão voluntária para empregar conversas e sessões de programação na melhoria de seus modelos, desde que a configuração permaneça habilitada.

    A reportagem lembra ainda que a Meta iniciou, no ano passado, o uso de publicações públicas de usuários europeus para desenvolver tecnologias de inteligência artificial e também enfrentou questionamentos relacionados ao uso de conteúdos captados por seus óculos equipados com IA.

    Segundo o Google, os usuários que não desejarem participar desse processo podem desativar separadamente as opções “Search Services History” e “Save Media”. A empresa também oferece configurações para apagar automaticamente os dados armazenados após períodos de três, 18 ou 36 meses.

    O post Google está te usando para treinar IA sem você perceber apareceu primeiro em Olhar Digital.

    Google está te usando para treinar IA sem você perceber Read More »

    ajustes privacidades samsung 1024x576

    Seus dados no Google agora podem treinar inteligência artificial. Saiba como evitar

    Se você usa o Google no dia a dia, existe uma boa chance de estar contribuindo, mesmo sem perceber, para o treinamento de inteligência artificial da empresa. Uma atualização recente nas configurações de privacidade trouxe isso de forma mais clara — e mais ampla também.

    Segundo o TechCrunch, o Google passou a incluir novos tipos de dados nesse processo, incluindo mídias como imagens, áudios e vídeos.

    Usuários podem estar contribuindo com dados para IA do Google sem perceber após nova mudança nas configurações. – Imagem: @Freepik/Freepik

    O que entra nessa nova coleta de dados

    A mudança foi enviada aos usuários por e-mail em junho e mexe diretamente na forma como o histórico de atividades é tratado dentro dos serviços do Google.

    E aqui não estamos falando só de buscas. O escopo ficou maior.

    Na prática, qualquer interação dentro do ecossistema pode entrar nesse fluxo de dados usado para melhorar sistemas de IA.

    Entre os serviços impactados estão:

    • Google Lens (busca por imagem, fotos e câmera)
    • Google Maps e ferramentas de localização
    • Google Tradutor
    • Google Shopping e Notícias
    • Pesquisas por voz no aplicativo do Google
    Criança usando celular numa mesa grande de madeira
    Fotos, vídeos e gravações de voz podem ser armazenados pelo Google para aprimorar modelos de inteligência artificial. – Imagem: BrianAJackson/iStock

    O que muda para o usuário na prática

    O Google criou duas novas opções de controle: “Histórico de Serviços de Pesquisa” e “Recomendações Personalizadas”. Elas definem como seus dados são armazenados e usados na personalização da experiência.

    Mas tem um ponto que chama atenção. Não é só texto ou histórico simples. Fotos, vídeos e gravações de áudio também entram nessa equação.

    Leia mais:

    Uma imagem enviada no Lens, por exemplo. Ou uma pesquisa por voz. Tudo isso pode ser armazenado e reutilizado no treinamento de IA.

    O TechCrunch observa que essa prática acompanha um movimento mais amplo da indústria — empresas estão cada vez mais usando dados reais de usuários para treinar modelos de inteligência artificial.

    Como o usuário pode controlar isso

    Apesar da mudança, o Google não removeu as opções de controle. Dá para ajustar — ou até desligar parte desse uso — direto nas configurações da conta.

    O usuário pode escolher quanto tempo os dados ficam armazenados e também limitar o uso de mídias para treinamento.

    • Desative “Salvar Mídias” nas configurações de pesquisa
      Impede que fotos, vídeos e áudios sejam armazenados e usados no treinamento de IA.
    • Ajuste o “Histórico de Serviços de Pesquisa”
      Reduz o uso das suas buscas e atividades na personalização e no treino de sistemas.
    • Controle o tempo de retenção dos dados
      Define por quanto tempo suas informações ficam salvas, diminuindo o volume de dados coletados.
    • Gerencie “Atividade na Web e de Apps” separadamente
      Limita o registro geral do seu uso nos serviços do Google.
    • Desative “Recomendações Personalizadas”
      Evita que seu comportamento seja usado para ajustar sugestões e melhorar sistemas de IA.
    criptografia, wi-fi
    Configurações de privacidade do Google agora permitem maior controle sobre uso de dados pessoais. – Imagem: babar ali 1233/Shutterstock

      Uma mudança silenciosa, mas com efeito real

      O Google também reorganizou suas configurações: o histórico de buscas agora aparece separado das demais atividades. E isso muda a forma como o controle de privacidade funciona na prática.

      A ideia é melhorar os modelos de IA com dados reais de uso. Mas há um detalhe importante — nem todo mundo vai perceber que isso mudou.

      E esse talvez seja o ponto central da discussão. A coleta não é nova, mas ficou mais abrangente, mais integrada ao uso diário. E menos visível também.

      O post Seus dados no Google agora podem treinar inteligência artificial. Saiba como evitar apareceu primeiro em Olhar Digital.

      Seus dados no Google agora podem treinar inteligência artificial. Saiba como evitar Read More »

      destaque google gemini 1024x576

      Alvo de críticas, Google destaca métodos de suicídio em resumos de IA

      Atenção: a matéria a seguir inclui uma discussão sobre suicídio. Se você ou alguém que você conhece precisar de ajuda, procure apoio especializado. O Centro de Valorização da Vida (CVV) funciona 24 horas por dia pelo telefone 188. Também é possível conversar por chat ou e-mail.

      Recentemente, os resumos produzidos por inteligência artificial do Google voltaram a ser alvo de críticas após exibirem, em destaque, detalhes sobre o suicídio de Paul Flack em pesquisas relacionadas ao irmão da ex-apresentadora Caroline Flack. O caso foi registrado nesta semana e motivou questionamentos sobre a forma como informações sensíveis são apresentadas aos usuários.

      A repercussão ganhou força depois que profissionais da área de SEO e representantes de entidades de saúde mental afirmaram que o conteúdo exibido pela ferramenta contraria recomendações amplamente adotadas para a cobertura de suicídios. As orientações desaconselham dar visibilidade ao método utilizado por representar um potencial fator de risco.

      A discussão também reacendeu o debate sobre a responsabilidade das plataformas que oferecem respostas geradas por inteligência artificial, especialmente quando elas sintetizam reportagens jornalísticas e apresentam essas informações de forma mais evidente do que as publicações originais.

      Críticas reacendem debate sobre responsabilidade das plataformas

      Gemini é o nome da IA do Google – Imagem: arda savasciogullari/Shutterstock

      A situação veio à tona depois que a diretora de SEO e Discover da Reach, Nicola Agius, relatou ter encontrado um resumo automático do Google que apresentava, logo no início da página de resultados, informações detalhadas sobre a morte de Paul Flack. Segundo ela, a ferramenta foi além de confirmar o falecimento e organizou os acontecimentos em seções que aprofundavam aspectos do caso.

      Em publicação na rede social LinkedIn, Agius afirmou que a forma como o conteúdo foi estruturado ultrapassou o que seria esperado para um tema dessa natureza. “Google, por favor, pense duas vezes sobre como sua inteligência artificial lida com assuntos sensíveis“.

      Conforme a publicação, o resumo gerado pela IA também trazia informações sensíveis logo nas primeiras linhas e repetia parte desse conteúdo quando o usuário expandia o texto.

      Foi observado que as informações utilizadas pelo sistema tinham origem em reportagens publicadas por veículos de comunicação. Ainda assim, é possível destacar que, em diversos casos, esses detalhes não apareciam com o mesmo destaque nas matérias originais e que parte desse conteúdo já havia sido removida por alguns dos sites citados pela própria ferramenta.

      As críticas também partiram de organizações ligadas à saúde mental. As diretrizes elaboradas pelo Samaritans recomendam que veículos jornalísticos evitem mencionar métodos de suicídio em reportagens, sobretudo em títulos. A entidade Mind adota orientação semelhante e alerta que esse tipo de informação pode provocar impacto negativo em pessoas vulneráveis.

      Celular pode ajudar a prevenir suicídio
      Imagem: evrymmnt / Shutterstock

      A chefe de salvaguarda da Mind, Lois Sparkes, avaliou que a forma como os resumos foram apresentados representa um motivo de preocupação. “É extremamente preocupante — e decepcionante — ver parte da cobertura da imprensa e os resumos gerados por IA incluírem referências a métodos de suicídio“, declarou à Press Gazette ao comentar o caso.

      Ainda conforme Sparkes, a exibição dessas informações em posição de destaque pode ser especialmente prejudicial por atingir pessoas em situação de vulnerabilidade e por oferecer pouca indicação de canais de apoio.

      Ela também argumentou que respostas produzidas por inteligência artificial tendem a transmitir uma impressão de certeza sobre assuntos complexos e defendeu que esse tipo de ferramenta seja submetido aos mesmos padrões aplicados aos meios tradicionais de comunicação.

      O Olhar Digital procurou o Google no Brasil e aguarda um posicionamento.

      O post Alvo de críticas, Google destaca métodos de suicídio em resumos de IA apareceu primeiro em Olhar Digital.

      Alvo de críticas, Google destaca métodos de suicídio em resumos de IA Read More »