Internet e Redes Sociais

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Gemini agora controla o Chrome e pode usar suas senhas para navegar

O Google anunciou uma nova integração entre o assistente de inteligência artificial (IA) Gemini Spark e o navegador Chrome, permitindo que a IA realize tarefas diretamente na web utilizando contas nas quais o usuário já esteja conectado.

Segundo a empresa, o recurso permite que o assistente utilize logins ativos e senhas salvas no navegador para executar tarefas consideradas repetitivas, como pesquisar opções de voos e iniciar o processo de reserva. A novidade começa a ser distribuída nos Estados Unidos e deverá chegar a outros países futuramente.

IA pode agir diretamente no navegador

  • Com a integração ao Chrome, o Gemini Spark passa a interagir diretamente com sites acessados pelo usuário;
  • O Google afirma que a IA poderá usar as credenciais já armazenadas no navegador para realizar determinadas ações sem exigir que o usuário faça login novamente durante o processo;
  • Entre os exemplos divulgados pela empresa estão a pesquisa de passagens aéreas, o início de reservas de voos e o agendamento de visitas a apartamentos;
  • Até o momento, o Google não detalhou outras tarefas que poderão ser executadas pelo assistente.

Google promete proteção contra ataques

Como o Gemini Spark terá acesso a contas conectadas e senhas armazenadas no Chrome, o Google destacou que implementou mecanismos de segurança para evitar abusos.

Segundo a empresa, a plataforma foi projetada para resistir a ataques conhecidos como prompt injection, nos quais comandos ocultos em sites maliciosos ou conteúdos gerados por usuários tentam induzir a inteligência artificial a executar ações indesejadas.

Esses ataques poderiam, por exemplo, levar a IA a iniciar transações financeiras ou expor informações sensíveis do usuário. O Google, porém, não revelou detalhes técnicos sobre essas proteções.

Gemini Spark promete entregar resultados extremamente personalizados aos usuários – Imagem: Divulgação/Google

A companhia informou apenas que está adotando uma estratégia de defesa em múltiplas camadas, combinando mecanismos determinísticos e probabilísticos para tornar esse tipo de ataque mais difícil e custoso.

Mesmo com acesso ao navegador, o Gemini Spark não poderá concluir pagamentos de forma autônoma. Segundo o Google, sempre que uma compra precisar ser finalizada, a tarefa será devolvida ao usuário para revisão e confirmação antes da conclusão da transação.

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Disponibilidade

O novo recurso começou a ser liberado nos Estados Unidos. Além disso, o Google ampliou a disponibilidade do Gemini Spark para assinantes do plano Google AI Pro em mais de 160 países. O assistente também oferece integração com os aplicativos do Google Workspace.

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LinkedIn quer separar posts reais de textos feitos por IA

O LinkedIn ganhou um novo recurso para combater uma tendência que incomoda usuários de redes profissionais: publicações geradas por inteligência artificial sem qualidade ou autenticidade. Agora, será possível indicar quando um post parece ser um caso de “AI slop”.

A ferramenta faz parte de uma estratégia da plataforma para reduzir conteúdos automáticos e manter o foco em experiências, opiniões e conhecimentos compartilhados por pessoas reais.

A rede profissional quer reduzir o avanço do “AI slop”, termo usado para conteúdos artificiais, repetitivos e sem autenticidade. Imagem: Collagery/Shutterstock

Novo botão ajuda a identificar o “AI slop”

O recurso “parece ser AI slop” permite que usuários sinalizem publicações que aparentam ter sido criadas por IA de maneira superficial, repetitiva ou pouco original. O termo passou a ser usado para definir materiais produzidos automaticamente que não entregam valor ao leitor.

A novidade não chega sozinha. O LinkedIn informou que também vem reforçando seus sistemas contra robôs, bloqueando diariamente centenas de milhares de tentativas automatizadas de comentários.

Nos últimos meses, a empresa também interrompeu milhões de outras ações automatizadas. A iniciativa busca evitar que bots e perfis falsos prejudiquem a experiência de quem usa a rede para criar conexões profissionais.

A IA slop é uma prioridade para todos nós. Nós realmente nos importamos com isso. As pessoas vêm ao LinkedIn para se conectar com pessoas reais e compartilhar suas perspectivas, ideias e conhecimentos reais.

Hari Srinivasan, CPO do Linkedin, em post na própria rede.

Entre as medidas anunciadas pela plataforma estão:

  • botão para usuários indicarem conteúdos considerados “AI slop”;
  • novos sistemas para identificar publicações artificiais ou de baixa qualidade;
  • bloqueio de tentativas automatizadas de comentários e ações suspeitas;
  • alertas privados para ajudar usuários a melhorar conteúdos vistos como pouco autênticos.
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Novos classificadores de IA do LinkedIn devem reduzir a presença de publicações artificiais nas recomendações. – Imagem: Divulgação/Linkedin

LinkedIn reduz influência da IA na criação de posts

A plataforma também decidiu mudar seus próprios recursos de inteligência artificial. O LinkedIn vai retirar a ferramenta “melhore sua publicação”, que ajudava usuários a criar textos com auxílio de IA.

No lugar dela, entrará uma função voltada para revisão, capaz de corrigir palavras e fazer ajustes no texto sem modificar o estilo de escrita de cada pessoa.

A rede também está desenvolvendo classificadores para reconhecer publicações artificiais ou consideradas de baixa qualidade. Esses sistemas serão usados para diminuir a presença desse tipo de material nas recomendações exibidas aos usuários.

Página de download do LinkedIn na App Store exibida na tela de um iPhone
Posts gerados por máquinas ganharam espaço nas redes, e o LinkedIn criou novas formas de identificar esses conteúdos. – Imagem: Tada Images/Shutterstock

Rede amplia medidas contra conteúdos automáticos

A mudança acompanha uma preocupação crescente entre plataformas digitais, que buscam formas de lidar com o aumento de publicações feitas por ferramentas de IA.

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Além das novas formas de identificação, o LinkedIn pretende ampliar recursos de verificação de perfis e páginas e oferecer uma opção para bloquear comentários de páginas corporativas que o usuário não deseja acompanhar.

Com as novas medidas, a rede tenta usar a inteligência artificial como apoio, sem deixar que posts produzidos automaticamente ocupem o espaço das experiências e ideias compartilhadas por profissionais de verdade.

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Instagram: Meta remove recurso de IA após críticas

A Meta suspendeu, nesta sexta-feira (10), um novo recurso de inteligência artificial (IA) do Instagram que permitia gerar imagens baseadas em perfis públicos da plataforma.

A decisão foi tomada poucos dias após o lançamento da ferramenta, diante de uma onda de críticas de usuários, artistas e representantes da indústria do entretenimento relacionadas à privacidade e ao uso de imagens sem consentimento.

O recurso fazia parte do lançamento do Muse Image, novo gerador de imagens por IA da empresa, anunciado na última terça-feira (7).

Recurso da Meta ativava automaticamente contas públicas

  • Segundo a Meta, a funcionalidade era ativada automaticamente para todos os usuários que possuíam perfis públicos no Instagram;
  • Na prática, isso permitia que a aparência dessas pessoas fosse utilizada para gerar imagens produzidas por IA, sem que elas tivessem autorizado previamente esse uso;
  • A novidade gerou reclamações de usuários, que levantaram preocupações sobre privacidade e direitos autorais;
  • Em comunicado, a Meta reconheceu que a ferramenta não foi bem recebida:
  • “Nossa intenção era fornecer uma ferramenta criativa útil e dar às pessoas controle sobre se seu conteúdo público poderia ser referenciado dessa forma”, afirmou a empresa. “Ouvimos o feedback de que esse recurso não atingiu seu objetivo, por isso ele não está mais disponível.”

Reações se espalharam nas redes sociais

Pouco depois da liberação do recurso, milhares de usuários recorreram às redes sociais para manifestar preocupação com a utilização de suas imagens.

Alguns passaram a compartilhar orientações sobre como impedir o uso da funcionalidade, incluindo transformar o perfil em privado ou alterar determinadas configurações do aplicativo.

A reação também chegou à indústria do entretenimento nos Estados Unidos. A Creative Artists Agency (CAA), uma das principais agências de talentos de Hollywood, entrou em contato com a Meta em nome de seus clientes e classificou a iniciativa como irresponsável.

Em nota divulgada na quarta-feira (8), a agência afirmou: “Os artistas merecem decidir se e como sua imagem e seu trabalho serão utilizados, com consentimento e a possibilidade de estabelecer seus próprios termos.”

Já o SAG-AFTRA, maior sindicato de atores dos Estados Unidos, declarou na quinta-feira (9) que a decisão da Meta de incluir automaticamente os usuários no recurso foi “um erro completo de avaliação do sentimento público” em relação ao uso da IA.

Muse Image segue no WhatsApp e no Meta AI – Imagem: jackpress/Shutterstock

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Muse Image continua disponível em outros aplicativos

Embora a funcionalidade tenha sido retirada do Instagram, a Meta informou que o Muse Image continua disponível no WhatsApp e no aplicativo Meta AI, chatbot independente da empresa.

Outros recursos de IA apresentados nesta semana para o Instagram também permanecem ativos, incluindo filtros especiais criados pelo próprio Muse Image.

Debate sobre IA e direitos autorais continua

O episódio é mais um entre uma série de controvérsias envolvendo ferramentas de IA capazes de criar ou manipular imagens.

A OpenAI enfrentou questionamentos semelhantes sobre direitos autorais após lançar o gerador de vídeos Sora em setembro do ano passado. Posteriormente, a empresa firmou acordos com alguns estúdios para produzir vídeos utilizando conteúdos protegidos por copyright, mas encerrou o aplicativo em março.

Outra plataforma citável é o X, que bloqueou neste ano a conta do chatbot Grok de publicar determinadas imagens publicamente após milhões de imagens manipuladas de mulheres e crianças com pouca ou nenhuma roupa se espalharem pela rede social.

Além disso, outras empresas, como o Google, também enfrentaram críticas relacionadas à forma como seus sistemas de IA geram imagens.

Meta mantém estratégia voltada para IA

Apesar da suspensão da ferramenta no Instagram, a Meta afirmou que continua investindo em IA. Na quinta, a empresa lançou uma nova versão de seu modelo de IA Muse Spark e informou que pretende disponibilizar um gerador de vídeos por IA nos próximos meses.

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Chrome e outros navegadores com IA apresentam falhas de segurança, aponta pesquisa

Navegadores com IA vêm ganhando espaço ao prometer automatizar tarefas como organizar viagens e executar ações dentro da web. Mas um estudo da Universidade de Washington, divulgado pelo TechXplore, mostra que essa conveniência pode ter um custo: riscos reais à segurança dos dados.

A pesquisa analisou navegadores com IA integrada e identificou falhas que podem permitir acesso indevido a informações sensíveis durante o uso automatizado.

IA nos navegadores pode executar ações na web, mas também ser explorada por ataques cibernéticos. – Imagem: Nwz/Shutterstock

Navegadores com IA e o novo risco

Esses sistemas funcionam como assistentes dentro do próprio navegador. Eles abrem páginas, fazem buscas e executam tarefas. Só que essa autonomia não vem sem problemas.

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O estudo avaliou sete navegadores com agentes de IA e encontrou vulnerabilidades em quatro deles. Em alguns casos, foi possível contornar a chamada política de mesma origem, mecanismo essencial da web que impede a troca de dados entre sites diferentes.

Falhas na “política de mesma origem”

Em um dos testes, os pesquisadores exploraram o ChatGPT Atlas em um ataque de prova de conceito. Um site malicioso incorporado conseguiu acessar informações sensíveis do usuário. O mesmo tipo de comportamento foi observado no Chrome com Gemini, no Claude para Chrome e no Perplexity Comet.

Nem todos os navegadores apresentaram o mesmo nível de risco. Aqueles com menos permissões para agentes acabaram sendo os mais seguros, segundo o estudo.

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Agentes de IA podem ser enganados por instruções ocultas em páginas maliciosas da web. – Imagem: Koshiro K/Shutterstock

Como os ataques acontecem na prática

O problema central está na chamada injeção de prompt. Na prática, páginas maliciosas escondem instruções que o agente de IA pode interpretar como comandos legítimos.

Esses ataques aparecem de formas diferentes:

  • instruções ocultas em páginas que influenciam o comportamento do agente
  • exploração de permissões entre abas e conteúdos incorporados
  • “envenenamento de memória”, que interfere em ações futuras
  • combinação indevida de dados de diferentes fontes

Os agentes de navegador não estão prontos para o público. Mesmo usuários experientes podem ser afetados se esses sistemas tiverem acesso a credenciais como e-mail ou banco. Ainda não há confiança suficiente nesses mecanismos.

David Kohlbrenner, pesquisador da Universidade de Washington e coautor sênior do estudo, em nota.

O que os pesquisadores alertam

“Essa política é fundamental para a forma como os navegadores modernos protegem suas informações”, afirmou a coautora sênior Franziska Roesner. Ela reforça que o isolamento entre sites continua sendo uma das bases da segurança na web.

O estudo conclui que os navegadores com IA avançam rapidamente em capacidade, mas a segurança ainda não acompanhou esse ritmo.

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Google disponibiliza Gmail Live, IA que pesquisa e-mails por voz em tempo real

Recentemente, o Google começou a disponibilizar, em fase de testes, o Gmail Live: ferramenta que incorpora inteligência artificial do Gemini ao serviço de e-mail. O recurso foi anunciado durante o Google I/O do mês anterior e agora chega em versão beta a dispositivos Android e iOS, permitindo que usuários realizem buscas na caixa de entrada por comando de voz e linguagem natural.

A funcionalidade aparece integrada ao campo de pesquisa do aplicativo, com ativação por ícone específico que abre uma interface em tela cheia voltada à interação por voz. A empresa direciona a novidade a assinantes de planos avançados de IA e a ambientes corporativos em fase de avaliação, com expansão prevista ao longo do período de verão no hemisfério norte.

A iniciativa integra um movimento mais amplo da companhia para incorporar o Gemini a diferentes produtos, com o objetivo de automatizar tarefas cotidianas e reduzir ações manuais dentro do ecossistema digital.

Integração de inteligência artificial e expansão do Gemini

Gemini (Imagem: JarTee/Shutterstock)

O Gmail Live faz parte de uma estratégia do Google de ampliar o uso de inteligência artificial em seus principais aplicativos. A proposta é permitir que serviços como documentos e anotações também recebam versões com interação em tempo real, capazes de transformar comandos em tarefas estruturadas e respostas automatizadas.

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(Imagem: Mojahid Mottakin / Shutterstock.com)

Segundo o Engadget, a empresa já planeja levar esse modelo para outras ferramentas, criando versões “Live” em diferentes ambientes de produtividade. A ideia central é conectar serviços e permitir que ações realizadas em um aplicativo possam influenciar diretamente outro, sempre com autorização do usuário.

No caso do Gmail, a tecnologia se concentra na busca de informações dentro das mensagens, como datas de viagens ou dados de pedidos, utilizando interpretação de linguagem natural e comandos por voz como principal interface.

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YouTube expande ferramenta de detecção de deepfakes por IA para todos os usuários adultos

Em um comunicado publicado no fórum oficial de criadores, o YouTube anunciou a ampliação de sua ferramenta de detecção de deepfakes criados por inteligência artificial para todos os usuários maiores de 18 anos. 

Com a mudança, qualquer pessoa adulta poderá usar o sistema para identificar vídeos que utilizem sua imagem de forma falsa ou manipulada dentro da plataforma.

Em resumo:

  • YouTube libera detector de deepfakes para todos os usuários adultos;
  • Sistema usa selfie para identificar rostos falsificados por inteligência artificial;
  • Plataforma avisa usuários sobre vídeos suspeitos encontrados no YouTube;
  • Pessoas poderão pedir remoção de conteúdos manipulados com suas imagens;
  • Ferramenta busca reduzir golpes, fraudes e desinformação com deepfakes.
Sistema monitora o YouTube em busca de rostos parecidos que possam indicar o uso indevido da imagem das pessoas em conteúdos gerados por IA – Crédito: Tada Images / Shutterstock

Como funciona o detector de deepfakes do YouTube

A ferramenta funciona a partir de uma digitalização facial feita pelo próprio usuário, semelhante a uma selfie. Com esses dados, o sistema monitora o YouTube em busca de rostos parecidos que possam indicar o uso indevido da imagem da pessoa em conteúdos gerados por IA.

Quando encontra uma possível correspondência, a plataforma envia um aviso ao usuário. A partir disso, ele pode pedir a remoção do vídeo. Segundo o YouTube, o número de solicitações registradas até agora ainda é considerado pequeno.

O recurso começou a ser testado inicialmente com criadores de conteúdo. Depois, foi liberado para jornalistas, políticos, autoridades públicas e profissionais da indústria do entretenimento. Agora, a empresa decidiu abrir o acesso para o público em geral.

A expansão representa um passo importante no combate aos deepfakes, tecnologia que permite criar vídeos muito realistas com rostos falsificados digitalmente. O avanço dessas ferramentas tem aumentado preocupações sobre golpes, desinformação e uso indevido da imagem de pessoas comuns.

Mulher com cara de desconfiada vendo outro perfil fake se passando por ela
Mulher com cara de desconfiada vendo outro perfil fake se passando por ela (ironicamente, esta mulher também não existe e foi feita por IA) – Crédito: Layse Ventura via ChatGPT / Olhar Digital

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Remoção é feita após análise criteriosa dos vídeos

O YouTube informou que os pedidos de remoção passam por análise baseada em sua política de privacidade. Entre os critérios avaliados estão o nível de realismo do vídeo, a identificação clara de que o conteúdo foi criado por IA e a possibilidade de reconhecer a pessoa mostrada nas imagens.

A plataforma destacou ainda que existem exceções para materiais de sátira, humor ou paródia. Além disso, a ferramenta atua apenas na identificação facial e não inclui outros elementos, como imitações de voz.

Os usuários também poderão deixar o programa quando quiserem e solicitar a exclusão de seus dados faciais armazenados pela empresa. 

No anúncio, o porta-voz Jack Malon afirmou que não há exigência mínima para que alguém participe da ferramenta. “Com essa expansão, estamos deixando claro que, independentemente de os criadores estarem publicando conteúdo no YouTube há uma década ou estarem apenas começando, eles terão acesso ao mesmo nível de proteção”.

O crescimento das deepfakes vem preocupando cada vez mais especialistas, tendo em vista que a tecnologia já foi usada em casos de assédio, fraudes e criação de conteúdos falsos envolvendo adolescentes, celebridades e figuras públicas.

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Instagram agora identifica contas que produzem conteúdo com IA

Nesta segunda-feira (04), o Instagram divulgou à imprensa o lançamento de uma nova etiqueta para classificar os perfis da plataforma, denominada “Criador de conteúdo de IA”. A novidade serve para frisar aos seguidores da conta que os conteúdos postados são frutos de IA.

A Meta, empresa responsável pela rede social, informa que este selo começa a ser disponibilizado hoje, mas ainda está em fase de testes. O recurso deve chegar para mais perfis nas próximas semanas. Até o momento, a ativação da etiqueta é opcional; ou seja, o criador é quem decide ativá-la ou não.

Mudanças no Instagram refletem a tentativa de transparência por parte da Meta

Meta AI – Imagem: jackpress/Shutterstock

Uma vez que o recurso se encontra ativo, o aviso sobre conteúdo gerado por IA aparece no perfil, reels, feed e até na aba Explorar.

A medida é o resultado da tentativa da Meta de aumentar a transparência para o público sobre a origem dos conteúdos postados.

Imagem para ilustrar tutorial sobre o Instagram
Imagem: Brett Jordan/Unsplash.

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No entanto, conforme a etiqueta for opcional, é provável que muitos perfis permaneçam postando conteúdos gerados por IA sem ter ativado a etiqueta. Isso pode ser ainda mais problemático, sobretudo, nos casos de contas que propagam fake news para influenciar em questões políticas.

Segundo o Engadget, a Meta não tem a capacidade necessária para detectar, em larga escala e de forma confiável, quais perfis vivem da publicação de conteúdo gerado por IA. O próprio conselho da Meta, voltado para listar e sugerir mudanças quanto às políticas da empresa referentes à inteligência artificial, não obteve respostas após solicitar as mudanças necessárias.

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Google anuncia evolução do reCAPTCHA preparado para combater IA

O Google anunciou uma mudança significativa em uma das ferramentas de segurança mais utilizadas da internet, o reCAPTCHA, conhecido popularmente pelo teste “eu não sou um robô”. A reformulação marca uma resposta direta ao avanço dos agentes de inteligência artificial (IA), que já conseguem simular comportamentos humanos com facilidade.

A alteração foi apresentada durante o evento Google Cloud Next, junto com o lançamento do Gemini Enterprise Agent Platform, conjunto de serviços voltado para empresas que desejam adotar modelos baseados em agentes de IA, descritas como “empresas agênticas”.

Novo sistema será dotado de QR Codes sempre que necessário – Imagem: Divulgação/Google

Teste de robô do Google vai mudar

  • O reCAPTCHA, criado originalmente para impedir acessos automatizados, passa agora a se chamar Google Cloud Fraud Defense;
  • A nova proposta amplia o escopo da ferramenta, que deixa de focar apenas na distinção entre humanos e bots tradicionais para incluir também agentes de IA, considerados a nova fronteira tecnológica;
  • Esses agentes são capazes de executar tarefas de forma autônoma em nome dos usuários, como acessar sites, comparar preços, realizar reservas e efetuar pagamentos;
  • Ao mesmo tempo, esse tipo de tecnologia pode ser explorado para acessos indevidos a serviços, colocando em risco o funcionamento de plataformas digitais.

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Segundo o Google, a nova solução busca preparar a internet para esse cenário, descrito como “web agêntica”. Para isso, a ferramenta passa a monitorar a atividade desses agentes nos sites, identificando, classificando e analisando o tráfego gerado por eles. Além disso, será possível conectar identidades humanas às dos agentes, com o objetivo de avaliar riscos associados aos acessos.

O sistema também utilizará sinais de risco, tipos de automação e a identidade dos agentes para bloquear entradas consideradas suspeitas. Em casos em que um agente tente se passar por uma pessoa, será exigida uma comprovação de identidade humana por meio do escaneamento de um QR Code com o celular.

Apesar das mudanças, o Google afirma que o reCaptcha continuará existindo. No entanto, com a expansão dos agentes de IA, a empresa indica que métodos, como o uso de QR Codes, podem substituir gradualmente a tradicional verificação baseada na frase “eu não sou um robô”.

Logo do Google na fachada de um prédio
Big tech quer preparar a internet para a era da “web agêntica” – Imagem: ZikG/Shutterstock

De acordo com a empresa, a atualização estabelece uma nova camada de proteção diante de um cenário em que o tráfego inválido gerado por bots tende a evoluir para fraudes massivas de identidade conduzidas por agentes de IA.

Ainda que a mudança seja praticamente invisível para a maioria dos usuários, o novo sistema atuará em diferentes etapas da navegação, desde o cadastro e login em sites até processos de pagamento. O objetivo é acompanhar toda a jornada desses agentes, que se tornam cada vez mais autônomos ao circular por plataformas digitais.

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Google expande Search Live para o mundo todo

O Google informou, nesta quinta-feira (26), a expansão global de seu recurso de busca conversacional com inteligência artificial (IA), o Search Live, para todos os idiomas e localizações onde o Modo IA está disponível. A expansão coloca a ferramenta ao alcance de usuários em mais de 200 países e territórios.

A funcionalidade permite que usuários direcionem a câmera do smartphone para objetos e recebam assistência em tempo real. O sistema possibilita conversas bidirecionais que utilizam o contexto visual capturado pela câmera do dispositivo.

O Search Live foi lançado pela primeira vez em julho de 2025. Antes da expansão global anunciada nesta quinta, o recurso estava disponível apenas nos Estados Unidos e na Índia.

A nova expansão é viabilizada pelo modelo de áudio e voz Gemini 3.1 Flash Live, desenvolvido pelo Google. Segundo a empresa, o modelo oferece conversas mais naturais e intuitivas.

Como usar o Search Live

  • Para acessar o Search Live, usuários precisam abrir o aplicativo Google em dispositivos Android ou iOS e tocar no ícone Live localizado abaixo da barra de pesquisa;
  • A partir daí, é possível fazer perguntas em voz alta para receber respostas em áudio e continuar a conversa com questões de acompanhamento;
  • O Google descreve o recurso como projetado para momentos que exigem ajuda em tempo real, quando digitar uma consulta não é suficiente;
  • Usuários podem ativar a câmera para adicionar contexto visual, permitindo que o sistema veja o que a câmera captura e ofereça sugestões úteis, além de links para mais informações na web.
Recurso auxilia o usuário na hora de realizar uma busca com o uso da câmera do aparelho (Imagem: Reprodução/Google)

O exemplo dado pela empresa ilustra situações, como perguntar sobre a instalação de uma nova estante. O sistema pode ver por meio da câmera e fornecer orientações específicas baseadas no contexto visual.

Usuários que já estão utilizando a câmera com o Google Lens podem acessar o Search Live tocando na opção “Live” na parte inferior da tela. Esta integração amplia as formas de acesso ao recurso conversacional.

Os usuários também têm a opção de explorar links da web para aprofundar suas pesquisas após receberem as respostas iniciais do sistema.

Expansão do Google Tradutor

Paralelamente ao lançamento global do Search Live, o Google anunciou a expansão do recurso Tradução Ao Vivo do Google Tradutor para iOS. A funcionalidade permite ouvir traduções em tempo real via fones de ouvido.

O Tradutor Ao Vivo também está se expandindo para mais países, incluindo Alemanha, Espanha, França, Nigéria, Itália, Reino Unido, Japão, Bangladesh e Tailândia. Com essa expansão, usuários de Android e iOS podem acessar traduções em tempo real em qualquer par de fones de ouvido em mais de 70 idiomas.

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Wikipédia bane artigos escritos por IA

A Wikipédia determinou que seus autores não poderão mais escrever ou reescrever artigos com o uso de inteligência artificial (IA).

A decisão foi adicionada às diretrizes da plataforma e cita que a razão da proibição é o fato de haver a tendência de artigos escritos por IA violarem “diversas políticas de conteúdo fundamentais da Wikipédia“.

Segundo o The Verge, essa modificação aplica-se à versão em inglês do site. O Olhar Digital entrou em contato com a empresa para saber se a versão brasileira também está sob essa nova regulação e aguarda retorno.

Apesar da proibição, os usuários ainda poderão usar a IA em certos cenários, como o uso de grandes modelos de linguagem (LLMs, na sigla em inglês) para “sugerir correções básicas” nos textos, mas apenas se “não introduzir conteúdo próprio“.

Além disso, os editores podem usar a tecnologia para traduzir artigos de outro idioma para o inglês, mas as regras de traduções assistidas por modelos de linguagem devem ser seguidas. Elas dizem que os editores devem ter conhecimento suficiente do idioma original para garantir a precisão da tradução.

Editores ainda podem usar a tecnologia para traduzir artigos de outro idioma para o inglês em certos casos (Imagem: Primakov/Shutterstock)

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Mais detalhes sobre a nova política da Wikipédia

  • Além disso, a nova política aponta que algumas pessoas “podem ter estilos de escrita semelhantes aos de mestres em direito” e que os editores precisarão encontrar mais do que “sinais estilísticos ou linguísticos” para justificar restrições às suas capacidades de realizar traduções;
  • “É melhor considerar a conformidade do texto com as políticas de conteúdo essenciais e as edições recentes feitas pelo editor em questão”, diz a norma;
  • Essa prática de criação de artigos com IA na Wikipédia vem acontecendo há meses;
  • Isso fez com que a comunidade implementasse nova política para permitir a “exclusão rápida” de artigos mal escritos;
  • Além disso, os editores criaram o WikiProject AI Cleanup, que combate o conteúdo escrito por IA e ajuda outros editores a identificar esse tipo de texto.

As mudanças foram propostas por um usuário e deram início às discussões sobre os editores. A proposta foi então aprovada com “apoio esmagador“. Os defensores dela concluíram que essa política “visa problemas flagrantes com o uso de LLM, ao mesmo tempo que permite alguma margem para o que é considerado uso decente”.

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