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Google for Brasil 2026: big tech lança conjunto de ferramentas de IA

Nesta quarta-feira (10), durante o evento anual Google for Brasil, realizado em São Paulo (SP), o Google anunciou uma série de inovações baseadas em inteligência artificial (IA) destinadas ao mercado nacional. As novidades abrangem desde a busca por locais e navegação na web até ferramentas de suporte para o ecossistema de criadores de conteúdo do país.

Novidades do Google

Google Maps: conversas em linguagem natural e reservas

  • Uma das principais atualizações é o recurso “Pergunte ao Maps”, que transforma o aplicativo em um assistente de recomendações conversacional baseado na IA Gemini;
  • A ferramenta permite que usuários façam perguntas complexas em linguagem natural, como “quero uma hamburgueria com mesas ao ar livre” ou “onde levar meu filho em um dia de chuva?”;
  • O sistema gera respostas personalizadas cruzando informações de mais de 300 milhões de lugares e avaliações de 500 milhões de usuários da comunidade;
  • Além de sugestões de restaurantes e passeios, o assistente pode tirar dúvidas sobre transporte público, como se um ônibus específico utiliza corredores exclusivos ou qual a entrada de metrô mais próxima;
  • A função, que já estava disponível nos EUA e na Índia, começou a ser liberada nesta quarta para um grupo seleto de usuários engajados e chegará a todos os brasileiros nas próximas semanas;
  • O acesso é feito por um ícone no canto superior esquerdo do aplicativo para celulares, com previsão de chegada aos navegadores futuramente.
Pergunte ao Maps já está integrado ao Brasil – Imagem: Divulgação/Google

Somado a isso, o Google introduziu a reserva direta de restaurantes na busca, por meio de parcerias com os sistemas Tagme e Get In. Os usuários podem solicitar: “encontre uma reserva para três pessoas às 18h em um restaurante francês próximo a mim”, evitando filas de espera.

Gemini no Chrome: navegação contextual

O navegador Chrome também recebeu uma integração profunda com o Gemini por meio de uma nova extensão localizada no canto superior direito. Esse assistente permite realizar consultas baseadas no conteúdo da página ou vídeo que está sendo visualizado.

Entre as funcionalidades, destacam-se a capacidade de resumir conteúdos, comparar informações entre diferentes abas e explicar o significado de imagens. De acordo com Charmeine D’Silva, diretora-sênior de produto do Chrome, “a grande mudança é que você faz perguntas, e o sistema entende você… não é necessário aprender a escrever um comando”. A extensão também se integra ao Gmail e Calendar, permitindo, por exemplo, criar rascunhos de e-mail com informações pesquisadas ou adicionar eventos diretamente.

Embora o recurso esteja se expandindo para América Latina, Oriente Médio e África, ele permanece indisponível na Europa devido às regras estritas do GDPR. No Brasil, a liberação ocorre de forma gradual a partir desta quarta, exigindo a atualização do navegador. O sistema também inclui o gerador de imagens interno Nano Banana 2.

Exemplo de uso do Gemini no Chrome
Assistente permite realizar consultas baseadas no conteúdo da página ou vídeo que está sendo visualizado – Imagem: Divulgação/Google

Leia mais:

YouTube: IA para criadores

Para os produtores de vídeo, foi lançado o “Pergunte ao Studio”, um chat de IA integrado ao YouTube Studio. A ferramenta funciona como um assistente que ajuda a analisar métricas do canal, resumir o feedback do público e identificar tendências.

O assistente pode sugerir ideias para novos vídeos e até revisar roteiros antes da gravação, oferecendo feedbacks baseados nas melhores práticas da plataforma. Max Oliveira, gerente sênior de marketing do YouTube, afirmou que a IA pode dar orientações para “melhorar a geração de receita dentro da plataforma”. O recurso já está disponível para todos os criadores brasileiros por meio de um ícone de brilho (✨).

Exemplo de uso do Gemini no YouTube
Criadores agora podem usar IA para saber mais informações sobre seus trabalhos – Imagem: Divulgação/Google

Impacto econômico e social

O Google aproveitou o evento para destacar a relevância do YouTube no Brasil. Segundo dados da empresa, o ecossistema de criadores gerou mais de 150 mil empregos em 2025 e contribuiu com mais de R$ 6 bilhões para o PIB brasileiro. Atualmente, mais de 4,5 mil canais brasileiros possuem mais de um milhão de inscritos.

Essas atualizações ocorrem em um momento em que redes sociais, como TikTok e Instagram, têm ganhado espaço como ferramentas de descoberta de lugares, desafiando a busca tradicional do Google. Com a IA, a empresa busca oferecer respostas mais diretas e personalizadas para manter sua relevância no cotidiano dos usuários.

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Spark, Omni… veja tudo o que o Google anunciou no I/O 2026

Nesta terça-feira (19), o Google realizou vários anúncios durante o Google I/O 2026, evento voltado para desenvolvedores. Contudo, novidades para o usuário final também foram apresentadas, como o Gemini Spark e o Gemini Omni. Confira um apanhado geral a seguir.

Tudo o que o Google anunciou no I/O 2026

Gemini Omni

O Gemini Omni é um modelo para criar “qualquer coisa a partir de qualquer prompt”. A tecnologia foi anunciada por Demis Hassabis, CEO da DeepMind, que afirmou que o Omni combina as expertises dos modelos Gemini para um “novo nível de entendimento de mundo, multimodalidade e edição”.

Hassabis ainda comparou a novidade com o Nano Banana, Genie e Veo. Segundo ele, os modelos são capazes de gerar vídeos e simulações realistas, com noções de realidade e física, mas ainda com algumas limitações.

O Omni é um passo além: ele pode representar ideias ainda mais complexas, como gravidade e energia cinética – que os três modelos anteriores não conseguiam entender.

O executivo atribuiu o avanço às novas capacidades de raciocínio profundo do Gemini. O resultado são vídeos, imagens ou gráficos ainda mais realistas.

O Gemini Omni funciona por meio de linguagem conversacional. Ou seja, o usuário pode criar algo a partir de um prompt e pedir ajustes como se estivesse conversando com a IA.

Gemini Omni é um modelo para criar “qualquer coisa a partir de qualquer prompt” – Imagem: Google

Gemini Spark

O Gemini Spark é um agente de IA que funciona 24h por dia, sete dias por semana. Foi construído com o Gemini 3.5 e Google Antigravity.

O sistema auxilia o usuário em várias das suas tarefas diárias, como envio, organização e limpeza de e-mails do Gmail, preparação de anotações de reuniões e montagem de resumos de notícias. Ele pode ser ativado diretamente no menu do Gemini e, em breve, estará disponível no Google Chrome.

Gemini 3.5 Flash

Gemini 3.5 Flash “oferece desempenho de ponta para agentes [de inteligência artificial] e programação, destacando-se em tarefas complexas de longo prazo que proporcionam utilidade no mundo real”, diz o Google.

Ele traz mudanças focadas em velocidade, autonomia (capacidade agêntica) e custo. Segundo a empresa, usuários mundo afora vão poder usar o Gemini 3.5 Flash no aplicativo da IA e no “Modo IA” na Busca do Google.

“Também estamos trabalhando bastante na versão 3.5 Pro”, afirmou o Google, em comunicado. “Ela já está sendo usada internamente e esperamos lançá-la para o público no mês que vem.”

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IA conversacional no Gmail e Docs

O Google Workspace também receberá um incremento com inteligência artificial (IA). Entre as novidades, estão ferramentas conversacionais para Gmail, Docs e Keep.

Segundo a empresa, os novos recursos têm como objetivo ajudar usuários a organizar tarefas, criar documentos e administrar e-mails usando comandos de voz e ferramentas de IA integradas aos aplicativos do ecossistema Google.

Uma das novidades anunciadas é o Gmail Live, descrito pelo Google como uma ferramenta de busca por voz dentro da caixa de entrada. A proposta é permitir que usuários façam perguntas em linguagem natural para localizar informações presentes nos e-mails.

Docs Live funcionará como um recurso de apoio para criação de documentos por voz. Segundo o Google, a ferramenta poderá organizar ideias, estruturar textos e montar rascunhos a partir de comandos falados.

Com autorização do usuário, o sistema também poderá buscar informações no Gmail, Drive, Chat e até na internet para complementar os documentos.

O Google também confirmou novidades para o Google Keep, aplicativo usado para criar notas, listas e lembretes. Segundo a empresa, o sistema passará a entender comandos mais livres e organizar automaticamente as informações inseridas pelos usuários.

Os recursos serão liberados “nos próximos meses” para assinantes dos planos Google AI Pro e Ultra e, em prévia, para clientes empresariais do Google Workspace.

Google Pics

Outra novidade anunciada foi o Google Pics, novo aplicativo de criação e edição de imagens baseado no modelo Nano Banana, que poderá ser usado tanto para criar imagens a partir de uma tela em branco quanto para editar fotos já existentes.

Segundo o Google, a ferramenta permitirá modificar partes específicas de imagens, editar textos dentro de fotos e traduzir conteúdos, mantendo o estilo visual original.

A ferramenta foi desenvolvida para permitir alterações mais precisas em imagens geradas por IA sem exigir que o usuário recomece o processo do zero.

A empresa afirma que o aplicativo também terá integração com serviços do Workspace, inicialmente no Slides e no Drive, além de permitir edição colaborativa em tempo real. O Google Pics começou a ser liberado para um grupo limitado de testadores.

Nos próximos meses, a ferramenta chegará globalmente aos assinantes Google AI Pro e Ultra e, em prévia, para clientes empresariais do Google Workspace.

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Google Pics é o novo app do Google para geração e edição de imagens – Imagem: Reprodução / Google

Incremento ao Circule para Pesquisar

O Google também anunciou a expansão de ferramentas de verificação de conteúdo em seus produtos de busca e IA.

Entre os destaques está a atualização do Circule para Pesquisar, que passa a permitir que usuários identifiquem se uma imagem foi criada ou alterada por IA.

A novidade faz parte de um conjunto mais amplo de iniciativas da empresa voltadas à transparência digital, em um contexto no qual conteúdos gerados por IA se tornam cada vez mais comuns e difíceis de distinguir de materiais autênticos. A atualização também se estende à Busca, ao Gemini e ao Chrome.

Segundo a empresa, a ferramenta pode ser acionada a partir de perguntas simples feitas pelo usuário, como verificar a origem de uma imagem ou confirmar se ela foi gerada por IA.

Busca muda após 25 anos

O Google anunciou uma ampla reformulação da sua experiência de busca, incluindo mudanças na tradicional caixa de pesquisa, novos recursos com IA e ferramentas automatizadas para compras, produtividade e monitoramento de informações.

A principal mudança envolve justamente a icônica barra de pesquisa do Google, que mantém o mesmo formato básico desde 2001. Segundo a companhia, esta é a primeira grande alteração nas dimensões e na interação da caixa de busca em mais de 25 anos.

O novo campo foi redesenhado para acomodar perguntas mais longas, permitir uploads de diferentes tipos de mídia e integrar recursos conversacionais com IA.

De acordo com a companhia, a nova caixa inteligente de busca poderá expandir dinamicamente para acomodar perguntas maiores e também sugerir formulações com apoio de IA, indo além do tradicional autocomplete. O recurso começou a ser distribuído nos países e idiomas em que o Modo IA já está disponível.

A empresa também informou que os usuários poderão continuar conversas diretamente a partir dos AI Overviews, recurso que gera resumos automáticos nas buscas. Agora, será possível fazer perguntas complementares dentro do Modo IA sem perder o contexto anterior.

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Google apresentou mudanças em sua caixa de pesquisa – Imagem: Reprodução / Google

Novidades no YouTube

O Google anunciou uma ampliação das capacidades de busca do YouTube com um novo recurso de IA chamado “Pergunte ao YouTube”, capaz de responder perguntas em linguagem mais natural e direcionar usuários diretamente aos trechos de vídeos considerados mais relevantes para suas buscas.

O novo sistema de busca permite que usuários façam pesquisas mais complexas e conversacionais, em vez de apenas inserir palavras-chave.

A novidade já está disponível para assinantes do YouTube Premium nos Estados Unidos, com 18 anos ou mais. Segundo a empresa, a ferramenta deverá ser liberada em breve para mais usuários da plataforma.

Novos óculos

O Google aproveitou para dar novos detalhes sobre seus próximos óculos inteligentes. A empresa anunciou que serão dois modelos, um com áudio e outro com tela integrada para exibição de informações em tempo real.

Os modelos vão funcionar a partir da plataforma Android XR, desenvolvida em parceria com a Samsung e Qualcomm para experiências que unem realidade virtual e a inteligência artificial Gemini.

Segundo o Google, a ideia é dar suporte aos usuários sem que eles tenham que tirar o celular do bolso ou interromper o que estão fazendo.

Óculos inteligentes do Google
Óculos inteligentes do Google – Imagem: Google

Investimentos em IA

A empresa revelou que seus gastos com infraestrutura de IA estão crescendo de forma exponencial. Após investir US$ 31 bilhões (R$ 156,6 bilhões) em despesas de capital em 2022, a empresa espera que o valor alcance entre US$ 180 bilhões e US$ 190 bilhões (R$ 909,6 bilhões/R$ 960,2 bilhões) neste ano.

O principal fator por trás desse aumento são os chips personalizados da empresa para IA: as Unidades de Processamento Tensor (TPUs).

Diferentemente dos chips Tensor usados nos smartphones Pixel, essas TPUs são projetadas para data centers, onde servem para treinar e executar modelos de IA.

A geração mais recente divide o trabalho em dois chips: um voltado para tarefas massivas de treinamento e outro otimizado para respostas rápidas quando os usuários interagem com os modelos.

Universal Cart

O Google anunciou uma nova etapa na sua estratégia de comércio digital com IA. A empresa apresentou o Universal Cart, um carrinho inteligente que unifica compras feitas em diferentes serviços da companhia e promete automatizar parte da experiência de consumo online.

A novidade foi divulgada como parte do avanço da chamada “agentic commerce”, em que sistemas de IA passam a atuar de forma ativa na organização, comparação e execução de tarefas relacionadas a compras. Segundo o Google, a ferramenta funciona integrada ao Search, ao Gemini e a outros produtos do ecossistema da empresa.

O sistema também promete acompanhar variações de preço, disponibilidade de produtos e oferecer sugestões personalizadas com base em dados do usuário e do mercado.

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YouTube expande ferramenta de detecção de deepfakes por IA para todos os usuários adultos

Em um comunicado publicado no fórum oficial de criadores, o YouTube anunciou a ampliação de sua ferramenta de detecção de deepfakes criados por inteligência artificial para todos os usuários maiores de 18 anos. 

Com a mudança, qualquer pessoa adulta poderá usar o sistema para identificar vídeos que utilizem sua imagem de forma falsa ou manipulada dentro da plataforma.

Em resumo:

  • YouTube libera detector de deepfakes para todos os usuários adultos;
  • Sistema usa selfie para identificar rostos falsificados por inteligência artificial;
  • Plataforma avisa usuários sobre vídeos suspeitos encontrados no YouTube;
  • Pessoas poderão pedir remoção de conteúdos manipulados com suas imagens;
  • Ferramenta busca reduzir golpes, fraudes e desinformação com deepfakes.
Sistema monitora o YouTube em busca de rostos parecidos que possam indicar o uso indevido da imagem das pessoas em conteúdos gerados por IA – Crédito: Tada Images / Shutterstock

Como funciona o detector de deepfakes do YouTube

A ferramenta funciona a partir de uma digitalização facial feita pelo próprio usuário, semelhante a uma selfie. Com esses dados, o sistema monitora o YouTube em busca de rostos parecidos que possam indicar o uso indevido da imagem da pessoa em conteúdos gerados por IA.

Quando encontra uma possível correspondência, a plataforma envia um aviso ao usuário. A partir disso, ele pode pedir a remoção do vídeo. Segundo o YouTube, o número de solicitações registradas até agora ainda é considerado pequeno.

O recurso começou a ser testado inicialmente com criadores de conteúdo. Depois, foi liberado para jornalistas, políticos, autoridades públicas e profissionais da indústria do entretenimento. Agora, a empresa decidiu abrir o acesso para o público em geral.

A expansão representa um passo importante no combate aos deepfakes, tecnologia que permite criar vídeos muito realistas com rostos falsificados digitalmente. O avanço dessas ferramentas tem aumentado preocupações sobre golpes, desinformação e uso indevido da imagem de pessoas comuns.

Mulher com cara de desconfiada vendo outro perfil fake se passando por ela
Mulher com cara de desconfiada vendo outro perfil fake se passando por ela (ironicamente, esta mulher também não existe e foi feita por IA) – Crédito: Layse Ventura via ChatGPT / Olhar Digital

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Remoção é feita após análise criteriosa dos vídeos

O YouTube informou que os pedidos de remoção passam por análise baseada em sua política de privacidade. Entre os critérios avaliados estão o nível de realismo do vídeo, a identificação clara de que o conteúdo foi criado por IA e a possibilidade de reconhecer a pessoa mostrada nas imagens.

A plataforma destacou ainda que existem exceções para materiais de sátira, humor ou paródia. Além disso, a ferramenta atua apenas na identificação facial e não inclui outros elementos, como imitações de voz.

Os usuários também poderão deixar o programa quando quiserem e solicitar a exclusão de seus dados faciais armazenados pela empresa. 

No anúncio, o porta-voz Jack Malon afirmou que não há exigência mínima para que alguém participe da ferramenta. “Com essa expansão, estamos deixando claro que, independentemente de os criadores estarem publicando conteúdo no YouTube há uma década ou estarem apenas começando, eles terão acesso ao mesmo nível de proteção”.

O crescimento das deepfakes vem preocupando cada vez mais especialistas, tendo em vista que a tecnologia já foi usada em casos de assédio, fraudes e criação de conteúdos falsos envolvendo adolescentes, celebridades e figuras públicas.

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Gemini amplia integração com Gmail e YouTube no Brasil

O Gemini, assistente de inteligência artificial do Google, agora consegue analisar o histórico de serviços como Gmail, YouTube, busca e Google Fotos para identificar quando pode oferecer respostas mais personalizadas. O recurso, chamado Inteligência Personalizada, foi anunciado nesta terça-feira (14) para o Brasil.

A proposta é adaptar as respostas com base na experiência de cada usuário, utilizando dados da própria conta para tornar as sugestões mais precisas. A funcionalidade já havia sido liberada anteriormente nos Estados Unidos.

Disponibilidade por planos

Inicialmente, o recurso será disponibilizado para assinantes dos planos pagos de IA do Google — Plus, Pro e Ultra. Segundo a empresa, a funcionalidade também chegará à versão gratuita do Gemini nas próximas semanas.

Para preservar a privacidade, a integração com outros aplicativos permanece desativada por padrão. O usuário pode escolher se deseja conectar o assistente a serviços da conta Google, além de selecionar apenas alguns deles para uso.

YouTube está entre as plataformas do Google que ganham mais integração com o Gemini – Imagem: Alex Photo Stock/Shutterstock

Mudança no funcionamento

Antes da atualização, o Gemini só acessava informações de outros aplicativos quando eles eram mencionados diretamente pelo usuário. Agora, o assistente passa a sugerir conteúdos por conta própria, sempre que identificar que isso pode ser útil.

“Este recurso representa nosso próximo passo para tornar o Gemini mais pessoal, proativo e poderoso”, afirmou Josh Woodward, vice-presidente da divisão do assistente de IA do Google.

Um exemplo apresentado pela empresa mostra um usuário pedindo sugestões de pneus para seu carro. A partir de imagens armazenadas no Google Fotos, o Gemini consegue indicar opções compatíveis com o veículo.

Limitações e controles

De acordo com o Google, esse tipo de sugestão não deve aparecer em interações mais complexas. A empresa também afirma que o assistente evita fazer inferências proativas sobre dados sensíveis, como informações de saúde, embora possa tratar desses temas caso sejam solicitados diretamente pelo usuário.

O Gemini permite ainda refazer respostas sem personalização ao clicar em “Tentar de novo”. Também é possível enviar feedback sobre sugestões inadequadas por meio da opção “Não gostei”.

O Google reconhece que o sistema pode enfrentar dificuldades com aspectos como passagem do tempo ou nuances pessoais, incluindo mudanças de relacionamento ou interesses. Nesses casos, o usuário pode corrigir a resposta imediatamente.

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Google facilita criação de deepfakes pessoais com novas ferramentas

O Google acaba de lançar uma nova funcionalidade revolucionária no YouTube Shorts, permitindo que seus usuários criem avatares digitais realistas de si mesmos por meio de inteligência artificial (IA). Esta inovação surge logo após o encerramento da plataforma de geração de vídeos Sora, da OpenAI, destacando o avanço do Google em direção às tecnologias de criação de conteúdo geradas por IA.

Avatares realistas no YouTube Shorts

  • Os criadores agora têm à disposição uma ferramenta que possibilita a clonagem digital de sua própria imagem e voz;
  • Segundo o YouTube, os avatares criados serão capazes de “parecer e soar como você“, proporcionando uma maneira mais segura de utilizar IA na criação de novos conteúdos;
  • O processo para criar um avatar não envolve apenas um clique de botão, mas segue passos estruturados;
  • Em um post no blog do YouTube, a plataforma descreve que os usuários precisam gravar uma “selfie ao vivo”, capturando sua face e voz de maneira precisa;
  • Para obter os melhores resultados possíveis, é recomendada a utilização de um ambiente bem iluminado, silencioso e livre de distrações visuais.

Ao concluir a gravação, os usuários podem escolher a opção “fazer um vídeo com meu avatar” durante o processo de criação de conteúdo. Esse clipe gerado pode ter até oito segundos de duração, segundo o 9to5Google. Além disso, os avatares podem ser inseridos em Shorts elegíveis do feed de um criador, embora a especificidade desses critérios de elegibilidade não tenha sido detalhada pela plataforma.

Novidade vem de encontro ao fim do Sora, da OpenAI – Imagem: Tada Images/Shutterstock

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Restrições e Políticas de Uso do Google

Existem restrições importantes associadas ao uso dos avatares de IA. Eles podem ser utilizados apenas em vídeos originais do criador, que também detém controle total sobre a possibilidade de remixagem de seus Shorts. Além disso, caso os avatares não sejam empregados na criação de novos conteúdos por um período de três anos, eles serão automaticamente deletados.

Toda produção de conteúdo que utiliza avatares será explicitamente marcada como gerada por IA, com a aplicação de marcas d’água visíveis e identificadores digitais, como SynthID e C2PA. Estas medidas visam assegurar a transparência e autenticidade dos conteúdos distribuídos.

Nem todos terão acesso imediato a essa nova ferramenta. O YouTube revelou que a funcionalidade será disponibilizada gradualmente; no entanto, não especificou um cronograma nem definiu quais serão as primeiras regiões a receberem a novidade. Vale ressaltar que, para usar a função, os criadores devem ter no mínimo 18 anos e possuir um canal existente no YouTube.

Expansão dos recursos de IA do YouTube

Este lançamento se soma ao conjunto crescente de ferramentas de IA oferecidas pelo YouTube aos criadores, incluindo clipes de vídeo gerados por IA nos Shorts, dublagem automática por IA e um chatbot de análise de canal.

Todas essas funcionalidades são alimentadas pelos robustos modelos de IA do Google, o Gemini, que já permitem transformações avançadas de fotos em vídeos e a criação de música e imagens realistas a partir do zero.

O movimento do Google surge em um momento oportuno, quando um de seus principais concorrentes no campo da IA, a OpenAI, recua do segmento de geração de vídeos após encerrar a plataforma Sora em meio a desafios de direitos autorais e questões de deepfake. Este avanço posiciona o Google em uma posição cada vez mais competitiva no uso de IA para criação de conteúdo digital.

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YouTube é pressionado por vídeos de IA para crianças

O Google passou a enfrentar pressão direta de especialistas em desenvolvimento infantil para restringir a presença de vídeos gerados por inteligência artificial (IA) voltados ao público infantil no YouTube e no YouTube Kids. A cobrança foi formalizada nesta quarta-feira (1º), em uma carta enviada ao CEO Sundar Pichai e ao chefe da plataforma, Neal Mohan.

O documento reúne mais de 200 assinaturas de pesquisadores, organizações e instituições, que apontam riscos associados à expansão acelerada desse tipo de conteúdo. Entre as principais preocupações estão impactos no desenvolvimento cognitivo, dificuldade de distinguir realidade de ficção e aumento do tempo de exposição às telas.

Uso de plataformas de vídeo por crianças está no centro de debates sobre conteúdo digital – Imagem: Kate Krav-Rude/Shutterstock

Carta propõe mudanças diretas na plataforma

Os signatários defendem uma série de medidas para limitar o alcance desses vídeos. Entre elas estão a proibição de conteúdos gerados por IA no YouTube Kids, a restrição de vídeos desse tipo marcados como “para crianças” na plataforma principal e o bloqueio de recomendações automáticas para menores de 18 anos.

A carta também sugere a criação de um controle parental específico para desativar conteúdos gerados por IA e a interrupção de investimentos na produção desse tipo de material voltado ao público infantil.

Segundo o documento, o crescimento do chamado “AI slop” — termo usado para conteúdos automatizados e de baixa qualidade — pode “distorcer a percepção de realidade” e “sobrecarregar os processos de aprendizagem” das crianças.

Impactos no desenvolvimento e no comportamento

Os especialistas afirmam que a exposição recorrente a vídeos gerados por IA pode dificultar a capacidade de crianças identificarem o que é real. O texto destaca que até adultos têm dificuldade em reconhecer conteúdos artificiais, o que ampliaria os riscos para o público infantil.

Outro ponto levantado é o possível impacto cognitivo negativo, já que conteúdos sem lógica clara podem gerar sobrecarga mental e prejudicar o aprendizado. Além disso, vídeos com ritmo acelerado, cores intensas e estímulos constantes seriam projetados para prender a atenção por longos períodos.

A carta também relaciona o consumo excessivo desses conteúdos à substituição de atividades essenciais, como interação social, sono e brincadeiras, fundamentais para o desenvolvimento emocional, físico e cognitivo.

YouTube defende políticas atuais

Procurado pela Bloomberg, o YouTube afirmou que mantém padrões elevados para conteúdos infantis e que limita vídeos gerados por IA no YouTube Kids a um conjunto reduzido de canais considerados de alta qualidade.

“Temos altos padrões para conteúdos no YouTube Kids, incluindo a limitação de conteúdo gerado por IA a um pequeno conjunto de canais de alta qualidade”, disse o porta-voz Boot Bullwinkle, em declaração ao site norte-americano.

Fachada de prédio com logotipo do YouTube em destaque.
YouTube é uma das principais plataformas de vídeo do mundo – Imagem: Alex Yeung / Shutterstock

Ele acrescentou que a plataforma prioriza transparência, com identificação de conteúdos criados com IA, e que os pais podem bloquear canais. Segundo o porta-voz, conteúdos produzidos em massa e de baixa qualidade não são uma estratégia viável, já que os sistemas da plataforma penalizam esse tipo de prática.

Leia mais:

Debate ocorre em meio à expansão da IA

Vídeos gerados por inteligência artificial vêm ganhando espaço no YouTube, especialmente entre conteúdos voltados a crianças pequenas. Criadores têm utilizado ferramentas automatizadas para reduzir custos e ampliar a produção.

Apesar das medidas atuais, os especialistas defendem que a resposta da plataforma ainda é insuficiente diante da escala e da velocidade de crescimento desse tipo de conteúdo.

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YouTube promete mais IA em 2026 (mas jura que não é slop)

O YouTube quer que você crie Shorts usando uma versão sua gerada por inteligência artificial. É o que anunciou o CEO Neal Mohan em carta detalhando os planos da plataforma para 2026. Por que importa: A maior plataforma de vídeo do mundo está dobrando a aposta em IA generativa no exato momento em que a …

Leia YouTube promete mais IA em 2026 (mas jura que não é slop) na íntegra no B9.

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