Desenvolvedores brasileiros terão a chance de criar aplicativos para os óculos inteligentes da Meta. A empresa abriu inscrições para um programa que reúne estudantes, pesquisadores e profissionais interessados em explorar os recursos do dispositivo.
Realizada em parceria com o CEIA-UFG, a iniciativa oferece capacitação, hackathon e premiação em dinheiro. Ao mesmo tempo, reforça um debate que acompanha esses óculos desde o lançamento: a privacidade dos usuários.
A Meta quer ideias para saúde, educação, turismo, acessibilidade e muito mais. A criatividade está liberada. Imagem: Divulgação/Meta
Desenvolvedores brasileiros ganham espaço
Depois de conquistar milhões de usuários, os óculos inteligentes da Meta entraram em uma nova fase. Agora, a empresa quer aumentar a quantidade de aplicativos compatíveis e aposta nos desenvolvedores brasileiros para acelerar esse processo.
O Programa AI Glasses Brasil, criado em parceria com o Centro de Excelência em Inteligência Artificial da Universidade Federal de Goiás (CEIA-UFG), convida estudantes, pesquisadores e desenvolvedores a pensar em novas aplicações para recursos como câmera, áudio, comandos de voz e inteligência artificial.
As propostas poderão envolver áreas como acessibilidade, educação, saúde, turismo, produtividade e criatividade.
O programa será dividido em etapas:
Capacitação técnica online;
Maratona virtual de ideias com palestras, workshops e mentorias;
Hackathon presencial na sede da Meta, em São Paulo, para as equipes selecionadas;
Premiação em dinheiro e entrega de óculos inteligentes aos vencedores.
As inscrições seguem abertas até 30 de julho. As equipes classificadas para a etapa presencial terão transporte e hospedagem pagos pela empresa. Os vencedores receberão US$ 3 mil (cerca de R$ 15 mil), enquanto o segundo e o terceiro lugares ganharão US$ 2 mil (cerca de R$ 10 mil) e US$ 1 mil (cerca de R$ 5 mil). Todos também receberão um par de óculos da Meta.
Estudantes, pesquisadores e desenvolvedores terão a chance de testar ideias em um hackathon da Meta. Imagem: Ahyan Stock Studios/Shutterstock
O que os óculos já conseguem fazer
Os recursos do aparelho vão além de fotografar e gravar vídeos. Também é possível enviar imagens pelo WhatsApp usando apenas comandos de voz, visualizar informações nas lentes e executar ações por gestos.
Mesmo assim, a oferta de aplicativos ainda é pequena. Foi justamente por isso que a Meta disponibilizou um kit de desenvolvimento e agora tenta atrair novos criadores de soluções.
O desafio da Meta não é só criar novos aplicativos, mas também conquistar a confiança dos usuários. Imagem: PJ McDonnell/Shutterstock
Privacidade continua cercada de dúvidas
Quanto mais funções surgem, maiores ficam as preocupações. Um exemplo veio de estudantes de Harvard, que desenvolveram um sistema de reconhecimento facial para funcionar nos óculos da Meta e exibir informações encontradas na internet sobre pessoas filmadas pelas câmeras.
Também há relatos do uso do equipamento por agentes do serviço de imigração dos Estados Unidos durante operações, ampliando as discussões sobre vigilância.
Outro ponto sensível envolve as imagens registradas pelo aparelho. Fotos e vídeos ficam armazenados na nuvem da Meta e podem ser usados para treinar seus modelos de inteligência artificial, inclusive com participação de revisores humanos.
A empresa também precisou reagir quando usuários passaram a tentar desativar o LED que indica uma gravação em andamento. Hoje, os óculos deixam de gravar caso esse indicador seja danificado. O programa abre espaço para novas aplicações, mas a expectativa é que elas avancem junto com mecanismos capazes de reforçar a proteção da privacidade.
A Amazon está desenvolvendo uma nova atualização para sua assistente virtual Alexa, focada em recursos de inteligência artificial (IA) agêntica, capaz de executar múltiplas tarefas em uma única solicitação do usuário.
Segundo documentos internos obtidos pelo Business Insider, o projeto, conhecido pelo codinome Moonraker, também se tornou uma das iniciativas mais caras da reformulação da Alexa+, com custos projetados superiores a US$ 100 milhões (R$ 516,1 milhões) apenas em GPUs ao longo de 2026.
De acordo com a publicação, a proposta do Moonraker é ampliar as capacidades da atual Alexa+, permitindo que a assistente realize interações mais complexas e lide com diversos pedidos simultaneamente.
Os documentos citam como exemplo um comando em que o usuário pede para a Alexa reservar uma corrida e, ao mesmo tempo, enviar uma mensagem para um amigo. Em vez de responder a apenas um comando, a nova tecnologia foi projetada para executar várias ações relacionadas dentro de uma única interação.
Amazon quer competir na corrida da IA agêntica
O desenvolvimento do Moonraker posiciona a Amazon na disputa pelo mercado de assistentes baseados em IA agêntica, segmento no qual empresas, como OpenAI, Google e Anthropic, já oferecem modelos capazes de navegar pela internet e concluir fluxos de trabalho compostos por várias etapas.
Atualmente, a Alexa+ já permite que usuários reservem corridas ou comprem ingressos por meio de parceiros, como Uber e Ticketmaster. Com o Moonraker, a empresa pretende expandir essas capacidades para que diversas ações sejam concluídas a partir de um único pedido.
Projeto pode custar mais de R$ 516 milhões
Os documentos internos também revelam o alto custo da iniciativa;
Um dos planejamentos analisados pelo Business Insider classifica o Moonraker como a nova iniciativa de maior custo da Alexa+, estimando gastos superiores a US$ 100 milhões (R$ 516,1 milhões) em GPUs durante 2026;
O mesmo documento sugere que uma forma de aliviar a pressão financeira seria adiar o projeto ou reduzir seu escopo;
Segundo uma fonte familiarizada com o assunto, ouvida pela publicação, alguns executivos da Amazon acreditam que a empresa gastou recursos demais nos modelos de IA que alimentam a versão atual da Alexa. O custo operacional desses modelos teria se tornado uma preocupação crescente dentro da companhia;
De acordo com o Business Insider, essa pressão reflete um movimento mais amplo observado no Vale do Silício, em que empresas enfrentam o aumento dos custos para desenvolver e operar sistemas avançados de IA.
Outro conjunto de documentos, datado do fim de 2025, mostra que a Amazon planejava utilizar centenas de GPUs da Nvidia para dar suporte ao Moonraker.
Os registros também indicam que a empresa empregava um modelo Sonnet, da Anthropic, para testar recursos de raciocínio avançado e respostas visuais enquanto engenheiros preparavam o sistema para uma expansão mais ampla.
Alexa+ está em implantação no Brasil – Imagem: Koshiro K/Shutterstock
Alexa+ ainda enfrenta dificuldades
A Alexa+ foi lançada oficialmente em todo o território dos Estados Unidos apenas no início de 2026. Em países como o Reino Unido e Brasil, a assistente continua disponível em acesso antecipado. A implementação, porém, não ocorreu sem problemas.
Segundo o Business Insider, a Amazon adiou diversas vezes o lançamento da Alexa+ antes de ampliar sua disponibilidade nos Estados Unidos. A publicação afirma que testes internos identificaram dificuldades como alucinações e respostas inconsistentes. Em um dos relatos, um funcionário afirmou que a Alexa desligou por engano o filtro de um aquário, causando a morte dos peixes.
Usuários também relataram dificuldades da assistente para executar solicitações básicas que não aconteciam em versões anteriores.
Em uma avaliação inicial publicada no ano passado pelo Engadget, a jornalista Cherlynn Low elogiou a melhora na capacidade de conversação da Alexa+, mas observou que a assistente frequentemente apresentava dificuldades para lembrar conversas anteriores e solicitações feitas em aplicativos como o Uber.
Amazon continua investindo na Alexa+
Apesar dos desafios e dos elevados custos, a Amazon segue ampliando os recursos da Alexa+. Em fevereiro, a empresa lançou três novos estilos de personalidade para personalizar a forma como a assistente interage com os usuários. Posteriormente, também adicionou uma opção que torna a Alexa mais irreverente e com linguagem mais agressiva.
Nos últimos meses, a companhia ainda incorporou pedidos de entrega de comida em linguagem natural por meio de aplicativos, como GrubHub e Uber Eats.
Em sua mais recente carta anual aos acionistas, o CEO da Amazon, Andy Jassy, afirmou que os clientes estão conversando com a Alexa+ duas vezes mais do que anteriormente e realizando três vezes mais pedidos de compras online.
Segundo ele, “a Alexa ainda está no início de sua jornada para se tornar a melhor assistente pessoal do mundo”. Procurada pelo Business Insider, a Amazon se recusou a comentar o projeto Moonraker.
Nesta terça-feira (19), o Google realizou vários anúncios durante o Google I/O 2026, evento voltado para desenvolvedores. Contudo, novidades para o usuário final também foram apresentadas, como o Gemini Spark e o Gemini Omni. Confira um apanhado geral a seguir.
Tudo o que o Google anunciou no I/O 2026
Gemini Omni
O Gemini Omni é um modelo para criar “qualquer coisa a partir de qualquer prompt”. A tecnologia foi anunciada por Demis Hassabis, CEO da DeepMind, que afirmou que o Omni combina as expertises dos modelos Gemini para um “novo nível de entendimento de mundo, multimodalidade e edição”.
Hassabis ainda comparou a novidade com o Nano Banana, Genie e Veo. Segundo ele, os modelos são capazes de gerar vídeos e simulações realistas, com noções de realidade e física, mas ainda com algumas limitações.
O Omni é um passo além: ele pode representar ideias ainda mais complexas, como gravidade e energia cinética – que os três modelos anteriores não conseguiam entender.
O executivo atribuiu o avanço às novas capacidades de raciocínio profundo do Gemini. O resultado são vídeos, imagens ou gráficos ainda mais realistas.
O Gemini Omni funciona por meio de linguagem conversacional. Ou seja, o usuário pode criar algo a partir de um prompt e pedir ajustes como se estivesse conversando com a IA.
Gemini Omni é um modelo para criar “qualquer coisa a partir de qualquer prompt” – Imagem: Google
Gemini Spark
O Gemini Spark é um agente de IA que funciona 24h por dia, sete dias por semana. Foi construído com o Gemini 3.5 e Google Antigravity.
O sistema auxilia o usuário em várias das suas tarefas diárias, como envio, organização e limpeza de e-mails do Gmail, preparação de anotações de reuniões e montagem de resumos de notícias. Ele pode ser ativado diretamente no menu do Gemini e, em breve, estará disponível no Google Chrome.
Gemini 3.5 Flash
O Gemini 3.5 Flash “oferece desempenho de ponta para agentes [de inteligência artificial] e programação, destacando-se em tarefas complexas de longo prazo que proporcionam utilidade no mundo real”, diz o Google.
Ele traz mudanças focadas em velocidade, autonomia (capacidade agêntica) e custo. Segundo a empresa, usuários mundo afora vão poder usar o Gemini 3.5 Flash no aplicativo da IA e no “Modo IA” na Busca do Google.
“Também estamos trabalhando bastante na versão 3.5 Pro”, afirmou o Google, em comunicado. “Ela já está sendo usada internamente e esperamos lançá-la para o público no mês que vem.”
O Google Workspace também receberá um incremento com inteligência artificial (IA). Entre as novidades, estão ferramentas conversacionais para Gmail, Docs e Keep.
Segundo a empresa, os novos recursos têm como objetivo ajudar usuários a organizar tarefas, criar documentos e administrar e-mails usando comandos de voz e ferramentas de IA integradas aos aplicativos do ecossistema Google.
Uma das novidades anunciadas é o Gmail Live, descrito pelo Google como uma ferramenta de busca por voz dentro da caixa de entrada. A proposta é permitir que usuários façam perguntas em linguagem natural para localizar informações presentes nos e-mails.
O Docs Live funcionará como um recurso de apoio para criação de documentos por voz. Segundo o Google, a ferramenta poderá organizar ideias, estruturar textos e montar rascunhos a partir de comandos falados.
Com autorização do usuário, o sistema também poderá buscar informações no Gmail, Drive, Chat e até na internet para complementar os documentos.
O Google também confirmou novidades para o Google Keep, aplicativo usado para criar notas, listas e lembretes. Segundo a empresa, o sistema passará a entender comandos mais livres e organizar automaticamente as informações inseridas pelos usuários.
Os recursos serão liberados “nos próximos meses” para assinantes dos planos Google AI Pro e Ultra e, em prévia, para clientes empresariais do Google Workspace.
Google Pics
Outra novidade anunciada foi o Google Pics, novo aplicativo de criação e edição de imagens baseado no modelo Nano Banana, que poderá ser usado tanto para criar imagens a partir de uma tela em branco quanto para editar fotos já existentes.
Segundo o Google, a ferramenta permitirá modificar partes específicas de imagens, editar textos dentro de fotos e traduzir conteúdos, mantendo o estilo visual original.
A ferramenta foi desenvolvida para permitir alterações mais precisas em imagens geradas por IA sem exigir que o usuário recomece o processo do zero.
A empresa afirma que o aplicativo também terá integração com serviços do Workspace, inicialmente no Slides e no Drive, além de permitir edição colaborativa em tempo real. O Google Pics começou a ser liberado para um grupo limitado de testadores.
Nos próximos meses, a ferramenta chegará globalmente aos assinantes Google AI Pro e Ultra e, em prévia, para clientes empresariais do Google Workspace.
Google Pics é o novo app do Google para geração e edição de imagens – Imagem: Reprodução / Google
Incremento ao Circule para Pesquisar
O Google também anunciou a expansão de ferramentas de verificação de conteúdo em seus produtos de busca e IA.
Entre os destaques está a atualização do Circule para Pesquisar, que passa a permitir que usuários identifiquem se uma imagem foi criada ou alterada por IA.
A novidade faz parte de um conjunto mais amplo de iniciativas da empresa voltadas à transparência digital, em um contexto no qual conteúdos gerados por IA se tornam cada vez mais comuns e difíceis de distinguir de materiais autênticos. A atualização também se estende à Busca, ao Gemini e ao Chrome.
Segundo a empresa, a ferramenta pode ser acionada a partir de perguntas simples feitas pelo usuário, como verificar a origem de uma imagem ou confirmar se ela foi gerada por IA.
Busca muda após 25 anos
O Google anunciou uma ampla reformulação da sua experiência de busca, incluindo mudanças na tradicional caixa de pesquisa, novos recursos com IA e ferramentas automatizadas para compras, produtividade e monitoramento de informações.
A principal mudança envolve justamente a icônica barra de pesquisa do Google, que mantém o mesmo formato básico desde 2001. Segundo a companhia, esta é a primeira grande alteração nas dimensões e na interação da caixa de busca em mais de 25 anos.
O novo campo foi redesenhado para acomodar perguntas mais longas, permitir uploads de diferentes tipos de mídia e integrar recursos conversacionais com IA.
De acordo com a companhia, a nova caixa inteligente de busca poderá expandir dinamicamente para acomodar perguntas maiores e também sugerir formulações com apoio de IA, indo além do tradicional autocomplete. O recurso começou a ser distribuído nos países e idiomas em que o Modo IA já está disponível.
A empresa também informou que os usuários poderão continuar conversas diretamente a partir dos AI Overviews, recurso que gera resumos automáticos nas buscas. Agora, será possível fazer perguntas complementares dentro do Modo IA sem perder o contexto anterior.
Google apresentou mudanças em sua caixa de pesquisa – Imagem: Reprodução / Google
Novidades no YouTube
O Google anunciou uma ampliação das capacidades de busca do YouTube com um novo recurso de IA chamado “Pergunte ao YouTube”, capaz de responder perguntas em linguagem mais natural e direcionar usuários diretamente aos trechos de vídeos considerados mais relevantes para suas buscas.
O novo sistema de busca permite que usuários façam pesquisas mais complexas e conversacionais, em vez de apenas inserir palavras-chave.
A novidade já está disponível para assinantes do YouTube Premium nos Estados Unidos, com 18 anos ou mais. Segundo a empresa, a ferramenta deverá ser liberada em breve para mais usuários da plataforma.
Novos óculos
O Google aproveitou para dar novos detalhes sobre seus próximos óculos inteligentes. A empresa anunciou que serão dois modelos, um com áudio e outro com tela integrada para exibição de informações em tempo real.
Os modelos vão funcionar a partir da plataforma Android XR, desenvolvida em parceria com a Samsung e Qualcomm para experiências que unem realidade virtual e a inteligência artificial Gemini.
Segundo o Google, a ideia é dar suporte aos usuários sem que eles tenham que tirar o celular do bolso ou interromper o que estão fazendo.
Óculos inteligentes do Google – Imagem: Google
Investimentos em IA
A empresa revelou que seus gastos com infraestrutura de IA estão crescendo de forma exponencial. Após investir US$ 31 bilhões (R$ 156,6 bilhões) em despesas de capital em 2022, a empresa espera que o valor alcance entre US$ 180 bilhões e US$ 190 bilhões (R$ 909,6 bilhões/R$ 960,2 bilhões) neste ano.
O principal fator por trás desse aumento são os chips personalizados da empresa para IA: as Unidades de Processamento Tensor (TPUs).
Diferentemente dos chips Tensor usados nos smartphones Pixel, essas TPUs são projetadas para data centers, onde servem para treinar e executar modelos de IA.
A geração mais recente divide o trabalho em dois chips: um voltado para tarefas massivas de treinamento e outro otimizado para respostas rápidas quando os usuários interagem com os modelos.
Universal Cart
O Google anunciou uma nova etapa na sua estratégia de comércio digital com IA. A empresa apresentou o Universal Cart, um carrinho inteligente que unifica compras feitas em diferentes serviços da companhia e promete automatizar parte da experiência de consumo online.
A novidade foi divulgada como parte do avanço da chamada “agentic commerce”, em que sistemas de IA passam a atuar de forma ativa na organização, comparação e execução de tarefas relacionadas a compras. Segundo o Google, a ferramenta funciona integrada ao Search, ao Gemini e a outros produtos do ecossistema da empresa.
O sistema também promete acompanhar variações de preço, disponibilidade de produtos e oferecer sugestões personalizadas com base em dados do usuário e do mercado.
Nesta terça-feira (19), a Apple anunciou um conjunto de novos recursos de acessibilidade integrados à tecnologia Apple Intelligence. As novidades alcançam usuários com diferentes tipos de deficiência e têm como foco ampliar autonomia no uso de dispositivos da marca.
Segundo a empresa, as mudanças atingem ferramentas já existentes, como o VoiceOver, o controle por voz, o reconhecimento ao vivo e a geração automática de legendas. Os recursos passam a interpretar imagens com mais precisão, além de oferecer descrições mais detalhadas de elementos visuais, como documentos financeiros e fotografias pessoais.
Entre as novas funções, também estão a leitura adaptada de documentos complexos no aplicativo Reader, comandos em linguagem natural para executar ações no sistema e legendas automáticas para vídeos sem subtítulos.
A Apple informou ainda que as atualizações chegarão a dispositivos como iPhone, iPad, Mac, Apple TV e Vision Pro ao longo do ano, com previsão ligada às próximas versões do sistema operacional.
No todo, os updates ampliam o suporte a usuários com diferentes tipos de deficiência, incluindo limitações visuais, auditivas e motoras.
Para quem tem pressa:
Apple apresenta pacote de acessibilidade com IA integrado ao ecossistema, focado em visão, leitura e interação por voz;
Ferramentas como VoiceOver, Reader e Live Recognition ganham melhorias para interpretar ambientes e documentos complexos;
Vision Pro passa a ter controle de cadeira de rodas por olhar, além de legendas automáticas e novos recursos auditivos.
Recursos incluem leitura avançada, legendas automáticas e controle ocular
Recurso “Magnifier” aberto no iPhone – (Divulgação: Apple)
A empresa apresentou melhorias no VoiceOver, que agora interpreta imagens com maior profundidade e descreve conteúdos com mais detalhes. Um exemplo citado envolve a leitura de informações presentes em contas e faturas, com identificação de valores e datas. O sistema também amplia descrições de fotos e registros pessoais.
O recurso Live Recognition passa a permitir que o iPhone identifique elementos no ambiente em tempo real por meio da câmera. Usuários podem fazer perguntas sobre o que está sendo captado e obter respostas adicionais.
Já o aplicativo Magnifier pode ser ativado diretamente pelo botão de ação e exibe conteúdo em alto contraste, além de aceitar comandos de voz como instruções de zoom e lanterna, útil para usuários com baixa visão.
Outra mudança envolve o uso de comandos em linguagem natural em aplicativos como Mapas e Arquivos, permitindo interações mais diretas com a interface. O Reader também foi atualizado para reorganizar documentos mais complexos, incluindo textos científicos com múltiplas colunas, tabelas e imagens, oferecendo opções de resumo e adaptação visual para diferentes necessidades.
O recurso “Reader” atua como um modo de leitura mais inteligente e adaptável, especialmente para pessoas com deficiência visual, dislexia e outras necessidades de acessibilidade – (Divulgação: Apple)
Entre os anúncios, a Apple apresentou um projeto que permite o controle de cadeiras de rodas compatíveis por meio do olhar no Vision Pro. A tecnologia funciona em diferentes condições de iluminação e não exige novas calibrações frequentes. O recurso será disponibilizado inicialmente em parceria com sistemas de condução assistida.
A empresa também informou melhorias no reconhecimento de nomes, que agora identifica quando alguém chama o usuário, com suporte a dezenas de idiomas. Outra novidade é a expansão de recursos de texto ampliado no sistema Apple TV, além de ajustes no funcionamento de aparelhos auditivos certificados para o ecossistema iPhone.
Segundo a Apple, as atualizações devem ser liberadas ao longo do ano, com integração prevista em futuras versões dos sistemas operacionais da companhia. As novidades devem chegar em praticamente todo o ecossistem da empresa, como iPhone, iPad, Mac, Apple Watch, Apple TV e Apple Vision Pro.
A Adobe anunciou, nesta terça-feira (28), o lançamento de uma nova geração do Photoshop, considerada a atualização mais abrangente da ferramenta nos últimos anos. O upgrade centraliza criação, automação e edição de imagens em um único ambiente integrado, prometendo navegação intuitiva e suporte a comandos realizados por meio de linguagem natural.
Com a nova versão, usuários podem executar tarefas a partir de interações em texto com o chat da plataforma, marcando uma mudança no posicionamento do software. O foco deixa de ser exclusivamente a produção técnica e passa a priorizar a exploração criativa apoiada por inteligência artificial (IA).
A atualização está estruturada em três pilares principais: transformação ágil de ideias em criações, workflows inteligentes e edição guiada por linguagem natural em diferentes idiomas, como português e inglês. Segundo a Adobe, as mudanças não têm como objetivo substituir o processo criativo, mas ampliar suas possibilidades.
Novidades de IA no “novo” Photoshop
Um dos principais destaques é a integração com o Firefly Boards, ambiente colaborativo voltado à criação visual;
A ferramenta permite explorar múltiplas variações de uma mesma imagem sem a necessidade de reconstrução completa, além de possibilitar a exportação direta para o Photoshop em formatos, como JPG e PNG;
A proposta é reduzir tarefas repetitivas e liberar mais tempo para experimentação e refinamento de ideias, tornando o processo criativo mais interativo e menos linear;
Entre os novos recursos, está o Rotate Object (GenAI), que permite alterar a perspectiva de objetos em uma composição — incluindo rotação, inclinação e escala — em tempo real e com preservação em camadas editáveis;
Outro recurso incorporado é o Generative Fill, que possibilita a edição de imagens a partir de descrições em linguagem natural. Com ele, usuários podem solicitar alterações específicas e obter resultados consistentes com o estilo original da imagem, sem necessidade de técnicas avançadas de edição;
A ferramenta Remove Tool, baseada no modelo Firefly Imagem 5, também foi aprimorada para identificar e eliminar automaticamente elementos indesejados, como placas, veículos e pessoas, preenchendo o espaço com conteúdo visual coerente;
Para facilitar o trabalho com arquivos complexos, a atualização inclui o Layer Cleanup, recurso que remove camadas vazias, organiza automaticamente os nomes das camadas e melhora a colaboração entre equipes;
Na área de tipografia, o Dynamic Text amplia as possibilidades criativas ao permitir a criação instantânea de textos em formatos curvos, ondulados ou em arco, sem necessidade de formatação manual.
Entregando tudo o que o usuário precisa
De acordo com Vivian Kuppermann, gerente sênior de Marketing da Adobe Brasil, a atualização busca ampliar o acesso às ferramentas criativas ao mesmo tempo em que atende profissionais experientes.
“Os novos recursos do Photoshop democratizam o acesso a ferramentas de edição, automatização de fluxo de trabalho e performance, ao mesmo tempo que facilitam a entrada de mais pessoas no universo criativo”, disse.
“A consolidação da IA no ecossistema do Photoshop não veio para substituir o olhar e toda a bagagem cultural do criador, mas sim para explorar múltiplas possibilidades de conceitos, abordagens e dinâmicas autorais. Queremos que cada profissional, do iniciante ao especialista, encontre um espaço onde experimentar seja tão natural quanto desenvolver projetos”, concluiu.
Disponibilidade
As novas funcionalidades do Photoshop estarão disponíveis já a partir desta terça. Para mais informações sobre as atualizações, acesse este link.
Os aplicativos de produtividade anunciados estarão disponíveis para teste até o fim do primeiro semestre deste ano, informou a Zoom. A seguir, entenda como funcionam os avatares e quais são as soluções de IA que a empresa está trazendo para seu aplicativo.
Zoom apresenta avatares e novidades de IA
Os avatares de IA foram anunciados no ano passado e são aguardados, pois podem substituir o usuário em uma reunião;
Eles são fotorrealistas, podem imitar a aparência do usuário, bem como suas expressões e movimentos de lábios e olhos;
Segundo a Zoom, esses avatares são preparados para assumir o lugar da pessoa quando ela não está “pronta para a câmera” e funcionarão em reuniões online e no produto de mensagens de vídeo assíncronas;
Outra novidade é a detecção de deepfakes para reuniões. Ela avisa sobre possíveis falsificações de áudio e vídeo.
O Zoom, agora, terá uma suíte de aplicativos de produtividade abastecidos com IA, como o AI Docs, AI Slides e AI Sheets (ou seja, uma versão própria do Word, Excel e PowerPoint). A jogada aqui é ter poder de criar planilhas, documentos ou apresentações de slides com base nas transcrições de reuniões e dados de outros serviços interligados.
Quem desembarca na versão desktop do Zoom é seu Assistente de IA 3.0, cujo número de usuários mais que triplicou no quarto trimestre do ano fiscal de 2025 ante o ano anterior, diz a empresa.
Já o app de comunicação interna da companhia, o Workvivo, passará a ter integrado o assistente de IA. O recurso pode se conectar a serviços, como Slack, Salesforce, ServiceNow, Gmail, Outlook, Asana e Jira, ampliando as possibilidades de resolução de problemas.
Além disso, visando atender o grande interesse em fluxos de trabalho com agentes, os usuários do Zoom podem, agora, criar agentes de IA personalizados com uso de linguagem natural e que funcionam em várias outras plataformas. Depois de criá-los, as pessoas podem mencionar os agentes em seu chat de IA para que eles sejam acionados e realizem tarefas.
O bate-papo com o chatbot de IA também está recebendo atualizações. A ideia é revelar informações importantes e resumir as conversas com os usuários.
Os desenvolvedores não ficaram de fora dos anúncios e terão, à disposição, APIs de fala, visão e inteligência de linguagem. Elas podem ser implantadas localmente ou na nuvem.
Zoom ai receber recursos de escritório, como criação e apresentação de slides (Imagem: Divulgação/Zoom)
Em complemento, a empresa disse planejar unificar o design em plataformas distintas (desktop, web e dispositivos móveis) para facilitar o acesso às ferramentas de IA existentes.