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Novo Android 17 transforma o celular em “central de IA”

O Google lançou nesta terça-feira o Android 17 e o Wear OS 7, seu sistema para smartwatches. A atualização chega primeiro aos celulares Pixel e vem junto de um Pixel Drop com novidades em inteligência artificial, incluindo o Lyria 3, o Gemini Omni e recursos de tradução de voz com o AudioLM no Pixel 10a.

Segundo o TechCrunch, no fundo, o movimento reforça algo que o Google já vem deixando bem claro: a IA virou o eixo central do Android. E isso também entra na disputa com a Apple, que prepara mudanças na Siri e no iOS 27.

Android 17 chega com IA no centro e novas funções que mudam a forma de usar o celular no dia a dia. Imagem: Layse Ventura via ChatGPT / Olhar Digital

O que chega com o Pixel Drop

Uma das mudanças mais comentadas é a integração entre o Android Quick Share e o AirDrop da Apple em aparelhos Pixel mais antigos, como o 8a e o 9a. Na prática, isso reduz um pouco a distância entre os dois ecossistemas — algo que até pouco tempo atrás parecia improvável.

O Gemini Omni agora consegue editar vídeos dentro de uma conversa. Já o Lyria 3 cria músicas a partir de texto ou imagens direto no app do Gemini. É uma mistura de ferramentas criativas que começa a empurrar o celular para além do uso tradicional.

Tem também funções mais simples, mas úteis no dia a dia. Agora é possível gravar uma mensagem de áudio personalizada para quem liga e não é atendido. O recurso “Take a Message” também está sendo expandido para mais países.

No Pixel Watch, entra um sistema de detecção de emergências. Se houver acidente de carro, queda ou algo como ausência de pulso, o relógio pode acionar automaticamente ajuda e contatos de emergência. É uma função discreta, mas que fica sempre ativa ali no fundo.

Bubbles é uma das funções do Android 17
Novo Android 17 usa a “bubble bar” para deixar apps recentes em formato de bolhas na parte inferior da tela. Imagem: Divulgação/Google – Imagem: Divulgação/Google

Android 17 e multitarefa

O Android 17 traz a chamada “bubble bar”, uma barra de bolhas que organiza apps recentes na parte inferior da tela. A ideia é reduzir o vai e vem entre aplicativos e deixar tudo mais rápido de acessar.

Outro recurso chama a atenção pelo uso mais cotidiano: dá para gravar a tela e a câmera frontal ao mesmo tempo. Isso facilita vídeos de reação, algo que já virou padrão em redes sociais como TikTok, YouTube e Instagram.

Na parte de segurança, o sistema ganhou reforços. Tem o “Mark as Lost” no Find Hub, detecção de ameaças em tempo real e controles parentais mais flexíveis, que agora podem ser configurados com PIN, sem precisar de conta Google.

Também aparece um modo de jogo para dispositivos dobráveis, com tela dividida em 50/50 e um gamepad dinâmico ajustando a interface.

E o Wear OS 7?

Nos smartwatches, o Wear OS 7 melhora a integração com o celular. As notificações e atualizações de aplicativos passam a aparecer em tempo real no Pixel Watch, deixando a experiência mais contínua entre os dispositivos.

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Mais adiante, o sistema vai ganhar recursos do Gemini, como criação de widgets por descrição e uma função chamada “Personal Intelligence”, que conecta apps do Google e histórico de conversas para personalizar respostas.

O Google fala ainda em até 10% de ganho de bateria e automações mais inteligentes. Não é uma mudança que salta aos olhos de imediato, mas no uso diário pode fazer diferença.

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Domínio do ChatGPT encolhe e concorrentes ganham força no mercado de IA

Pela primeira vez desde seu lançamento, o ChatGPT perdeu a marca de 50% de participação no mercado global de assistentes de IA. O movimento reflete o avanço de concorrentes que vêm atraindo cada vez mais usuários, segundo o relatório State of AI 2026, da Sensor Tower.

Embora siga na liderança, o chatbot da OpenAI viu sua fatia de mercado cair para 46,4% em maio. Enquanto isso, Gemini e Claude ganharam espaço em um setor que continua crescendo rapidamente, comenta o TechCrunch.

ChatGPT ainda lidera em usuários, mas já sente a pressão dos concorrentes no mercado global de IA. Imagem: Primakov / Shutterstock – Imagem: Primakov / Shutterstock

ChatGPT segue líder, mas vê concorrência avançar

Até janeiro de 2026, o ChatGPT concentrava mais da metade do mercado de assistentes de IA. No fim de maio, sua participação havia recuado para 46,4%. O Gemini, do Google, alcançou 27,7%, enquanto o Claude, da Anthropic, chegou a 10,3%.

Apesar da queda relativa, o ChatGPT continua sendo o assistente de IA mais utilizado do mundo, com mais de 1,1 bilhão de usuários mensais. O Gemini aparece em segundo lugar, com 662 milhões, seguido pelo Claude, com 245 milhões.

O relatório também destaca que os usuários estão mais dispostos a experimentar diferentes plataformas. Um dos fatores observados foi o aumento das desinstalações após o anúncio do acordo entre a OpenAI e o Departamento de Defesa dos Estados Unidos. O episódio sugere que muitos usuários levam em consideração não apenas os recursos oferecidos, mas também as decisões tomadas pelas empresas responsáveis pelas ferramentas.

Enquanto o crescimento do Gemini está ligado à integração com o ecossistema do Google, o Claude ganhou destaque em tarefas de produtividade e vem se aproximando dos índices de retenção do ChatGPT.

Ícone do ChatGPT em um smartphone
OpenAI testa anúncios no ChatGPT e amplia estratégia de monetização da plataforma de IA. Imagem: Ascannio/Shutterstock – Imagem: Ascannio/Shutterstock

Mercado de IA acelera receitas e tempo de uso

A Sensor Tower estima que os usuários baixarão quase 2,3 bilhões de aplicativos de IA no primeiro semestre de 2026. Além disso, os gastos devem superar US$ 4,2 bilhões, acima dos US$ 1,83 bilhão registrados no mesmo período de 2025.

Os principais destaques do levantamento incluem:

  • ChatGPT abaixo de 50% de participação pela primeira vez;
  • Crescimento consistente de Gemini e Claude;
  • Quase 2,3 bilhões de downloads previstos em 2026;
  • Mais de US$ 4,2 bilhões em gastos com aplicativos de IA;
  • Maior foco das empresas em monetização.

O estudo também aponta que o tempo gasto em aplicativos de IA deve saltar de 17,2 bilhões para cerca de 36 bilhões de horas entre o primeiro semestre de 2025 e o mesmo período de 2026. Os três principais assistentes concentram 89% desse total.

As diferenças regionais também chamam atenção. A Ásia registrou queda de 3,3% nos downloads no primeiro trimestre de 2026, puxada por recuos na China e na Índia. Ainda assim, a região segue liderando em volume de instalações.

Anúncios e compras ganham espaço

A OpenAI começou a testar anúncios no ChatGPT em fevereiro de 2026. Em maio, cerca de 17% dos usuários diários visualizaram publicidade na plataforma.

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Ao mesmo tempo, o chatbot ampliou sua atuação no comércio eletrônico, direcionando tráfego para varejistas como Walmart, Target e Costco. Já a Amazon, que bloqueou os rastreadores web do ChatGPT, registrou crescimento estagnado nesse tipo de tráfego.

O relatório mostra que a disputa entre assistentes de IA está entrando em uma nova fase. Além de conquistar usuários, as empresas agora buscam aumentar receitas, fortalecer a retenção e ampliar sua presença em áreas como publicidade e compras digitais.

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Google for Brasil 2026: big tech lança conjunto de ferramentas de IA

Nesta quarta-feira (10), durante o evento anual Google for Brasil, realizado em São Paulo (SP), o Google anunciou uma série de inovações baseadas em inteligência artificial (IA) destinadas ao mercado nacional. As novidades abrangem desde a busca por locais e navegação na web até ferramentas de suporte para o ecossistema de criadores de conteúdo do país.

Novidades do Google

Google Maps: conversas em linguagem natural e reservas

  • Uma das principais atualizações é o recurso “Pergunte ao Maps”, que transforma o aplicativo em um assistente de recomendações conversacional baseado na IA Gemini;
  • A ferramenta permite que usuários façam perguntas complexas em linguagem natural, como “quero uma hamburgueria com mesas ao ar livre” ou “onde levar meu filho em um dia de chuva?”;
  • O sistema gera respostas personalizadas cruzando informações de mais de 300 milhões de lugares e avaliações de 500 milhões de usuários da comunidade;
  • Além de sugestões de restaurantes e passeios, o assistente pode tirar dúvidas sobre transporte público, como se um ônibus específico utiliza corredores exclusivos ou qual a entrada de metrô mais próxima;
  • A função, que já estava disponível nos EUA e na Índia, começou a ser liberada nesta quarta para um grupo seleto de usuários engajados e chegará a todos os brasileiros nas próximas semanas;
  • O acesso é feito por um ícone no canto superior esquerdo do aplicativo para celulares, com previsão de chegada aos navegadores futuramente.
Pergunte ao Maps já está integrado ao Brasil – Imagem: Divulgação/Google

Somado a isso, o Google introduziu a reserva direta de restaurantes na busca, por meio de parcerias com os sistemas Tagme e Get In. Os usuários podem solicitar: “encontre uma reserva para três pessoas às 18h em um restaurante francês próximo a mim”, evitando filas de espera.

Gemini no Chrome: navegação contextual

O navegador Chrome também recebeu uma integração profunda com o Gemini por meio de uma nova extensão localizada no canto superior direito. Esse assistente permite realizar consultas baseadas no conteúdo da página ou vídeo que está sendo visualizado.

Entre as funcionalidades, destacam-se a capacidade de resumir conteúdos, comparar informações entre diferentes abas e explicar o significado de imagens. De acordo com Charmeine D’Silva, diretora-sênior de produto do Chrome, “a grande mudança é que você faz perguntas, e o sistema entende você… não é necessário aprender a escrever um comando”. A extensão também se integra ao Gmail e Calendar, permitindo, por exemplo, criar rascunhos de e-mail com informações pesquisadas ou adicionar eventos diretamente.

Embora o recurso esteja se expandindo para América Latina, Oriente Médio e África, ele permanece indisponível na Europa devido às regras estritas do GDPR. No Brasil, a liberação ocorre de forma gradual a partir desta quarta, exigindo a atualização do navegador. O sistema também inclui o gerador de imagens interno Nano Banana 2.

Exemplo de uso do Gemini no Chrome
Assistente permite realizar consultas baseadas no conteúdo da página ou vídeo que está sendo visualizado – Imagem: Divulgação/Google

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YouTube: IA para criadores

Para os produtores de vídeo, foi lançado o “Pergunte ao Studio”, um chat de IA integrado ao YouTube Studio. A ferramenta funciona como um assistente que ajuda a analisar métricas do canal, resumir o feedback do público e identificar tendências.

O assistente pode sugerir ideias para novos vídeos e até revisar roteiros antes da gravação, oferecendo feedbacks baseados nas melhores práticas da plataforma. Max Oliveira, gerente sênior de marketing do YouTube, afirmou que a IA pode dar orientações para “melhorar a geração de receita dentro da plataforma”. O recurso já está disponível para todos os criadores brasileiros por meio de um ícone de brilho (✨).

Exemplo de uso do Gemini no YouTube
Criadores agora podem usar IA para saber mais informações sobre seus trabalhos – Imagem: Divulgação/Google

Impacto econômico e social

O Google aproveitou o evento para destacar a relevância do YouTube no Brasil. Segundo dados da empresa, o ecossistema de criadores gerou mais de 150 mil empregos em 2025 e contribuiu com mais de R$ 6 bilhões para o PIB brasileiro. Atualmente, mais de 4,5 mil canais brasileiros possuem mais de um milhão de inscritos.

Essas atualizações ocorrem em um momento em que redes sociais, como TikTok e Instagram, têm ganhado espaço como ferramentas de descoberta de lugares, desafiando a busca tradicional do Google. Com a IA, a empresa busca oferecer respostas mais diretas e personalizadas para manter sua relevância no cotidiano dos usuários.

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Apple anuncia próxima geração de IA e integração com o Gemini do Google

Nesta segunda-feira (08), a Apple apresentou em seu evento anual para desenvolvedores uma nova etapa de sua estratégia de inteligência artificial, marcada por uma reformulação profunda de sua arquitetura de modelos e pela incorporação de tecnologia do Google. A empresa afirmou ter redesenhado sua base de IA para atuar de forma mais integrada aos seus sistemas operacionais, combinando processamento local e infraestrutura em nuvem privada.

O anúncio foi feito em Cupertino durante a WWDC 2026 (Worldwide Developers Conference), quando a companhia detalhou a evolução do Apple Intelligence. Segundo a empresa, a nova abordagem busca tornar os recursos mais contextuais e personalizados, ao mesmo tempo em que amplia a capacidade de processamento ao adotar modelos desenvolvidos em parceria com o Google.

A iniciativa também reforça a estratégia de posicionar a IA como parte estrutural do ecossistema da Apple, com foco em utilidade prática, privacidade e integração entre dispositivos.

Para quem tem pressa:

  • A Apple apresentou uma nova fase do Apple Intelligence, com arquitetura redesenhada e foco em integração profunda entre dispositivos e serviços;
  • A empresa confirmou uso de tecnologia do Google, com modelos do Gemini apoiando parte das funções mais avançadas de IA;
  • A estratégia combina processamento local e nuvem privada para ampliar capacidades sem abrir mão da proteção de dados.

Nova arquitetura de IA e parceria com o Google marcam mudança estrutural

Com o recurso Notify Me, os usuários podem solicitar que o Safari monitore automaticamente uma página da web. Quando uma alteração for detectada, o Safari enviará uma notificação para que eles possam tomar as medidas necessárias – (Divulgação: Apple)

A principal mudança apresentada pela Apple no WWDC 2026 está na nova geração do Apple Intelligence, construída sobre uma arquitetura redesenhada que combina modelos próprios com tecnologias desenvolvidas em colaboração com o Google. Conforme descrito no material oficial, a empresa afirmou que os sistemas passam a utilizar modelos do Gemini como base para parte das funções mais avançadas.

De acordo com a companhia, essa integração permite que os recursos de IA operem tanto diretamente nos dispositivos quanto em servidores protegidos por uma estrutura chamada Private Cloud Compute. O objetivo, segundo o anúncio, é manter desempenho elevado sem abrir mão da proteção dos dados dos usuários.

A Apple destacou ainda que essa nova geração de modelos foi desenvolvida para atuar de forma mais profunda nos sistemas operacionais, permitindo que aplicativos passem a executar tarefas mais complexas de maneira automatizada e contextual.

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Colaboração com o Google amplia capacidade dos modelos

Pessoa segura smartphone com o aplicativo Gemini aberto, com logotipo do Google ao fundo
Gemini do Google – Imagem: Poetra.RH / Shutterstock

A parceria com o Google representa um dos pontos centrais da nova estratégia. Segundo os documentos apresentados, a Apple passou a utilizar modelos do Gemini como base tecnológica para sustentar parte da evolução do Apple Intelligence.

Conforme descrito pela empresa, essa cooperação busca ampliar a escala e a capacidade de processamento dos sistemas de IA, permitindo respostas mais complexas e maior eficiência em tarefas integradas ao ecossistema Apple.

A decisão marca uma mudança relevante na abordagem da companhia, que passa a combinar sua infraestrutura própria com modelos externos para acelerar o desenvolvimento de funcionalidades avançadas.

IA mais integrada ao sistema e voltada ao contexto do usuário

O recurso Descrever uma Extensão permite que os usuários criem uma extensão personalizada para o Safari simplesmente descrevendo o que desejam que ela faça
O recurso Descrever uma Extensão permite que os usuários criem uma extensão personalizada para o Safari simplesmente descrevendo o que desejam que ela faça – (Divulgação: Apple)

A Apple afirmou que a nova geração de sua inteligência artificial foi projetada para compreender melhor o contexto pessoal dos usuários, operando de forma mais profunda dentro dos aplicativos e serviços do sistema.

De acordo com o material divulgado, o Apple Intelligence passa a atuar em tarefas como organização de informações, edição de conteúdos e automação de ações em diferentes aplicativos, sempre com base em dados locais e permissões do usuário.

A empresa reforça que a prioridade da arquitetura é manter a privacidade, utilizando processamento local sempre que possível e recorrendo à nuvem privada apenas quando necessário.

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Gemini Spark: o agente de IA do Google que impressionou e assustou o crítico do The Verge

O novo agente de IA do Google, chamado Gemini Spark, impressionou ao montar um roteiro de viagem extremamente detalhado usando dados pessoais do usuário. Ao mesmo tempo, reacendeu um debate delicado: até onde vale abrir mão da privacidade em troca de praticidade?

A ferramenta ainda está em testes para assinantes do plano AI Ultra, que custa US$ 99 por mês (cerca de R$ 500), mas já mostrou um nível de personalização que mistura encanto e desconforto, afirma artigo no The Verge.

Gemini Spark montou um roteiro completo de viagem usando dados do Gmail, agenda e documentos do usuário. Imagem: Divulgação/Google. – Imagem: Divulgação/Google

IA cria roteiro completo — e assustadoramente preciso

A proposta do Spark, segundo a publicação, é funcionar como interface central para uso de aplicativos externos e, com o tempo, operar o próprio computador do usuário.

Nos testes iniciais com tarefas orientadas a ações, o jornalista David Pierce pediu ao Spark que percorresse sua caixa de entrada do Gmail e sugerisse itens para cancelamento de inscrição, e que vasculhasse seus documentos no Google Docs em busca de tarefas antigas ainda não concluídas. Em ambos os casos, o agente executou as tarefas satisfatoriamente, chegando a criar um documento organizado com links para cancelamento de e-mails de marketing.

Em seguida, Pierce decidiu colocar o sistema à prova pedindo um roteiro de fim de semana para Hershey, na Pensilvânia, onde viajaria com a esposa, os filhos e a cachorra. Sem fornecer muitos detalhes, recebeu minutos depois um documento completo, organizado e surpreendentemente específico.

O sistema sugeriu hotéis pet friendly, restaurantes compatíveis com restrições alimentares da família e até atividades pensadas para a cachorra Frida — nome que o usuário afirma nunca ter informado diretamente ao Google.

Entre os detalhes mais impressionantes estavam:

  • sugestões de horários adaptados à rotina das crianças;
  • informações sobre ingressos já comprados para um show;
  • recomendação de hospedagem baseada na presença dos avós;
  • organização automática do roteiro em um documento do Google;
  • envio do planejamento diretamente para o e-mail da esposa do usuário.

O Spark me apresentou o itinerário de forma personalizada, como um assistente humano faria.

David Pierce, jornalista, em artigo no The Verge.

Celular colocado sobre teclado de notebook; ambos exibem logomarca do Google Gemini nas suas telas
Spark faz parte do plano AI Ultra do Google, lançado com proposta de atuar como assistente permanente. Imagem: arda savasciogullari/Shutterstock – Imagem: arda savasciogullari/Shutterstock

O Google sabe muito mais sobre você do que parece

O que tornou a experiência tão eficiente também é o mais assustador. Segundo Pierce, o Spark cruzou dados de e-mails, agenda, documentos e até informações indiretas para montar o planejamento.

Em um dos momentos mais curiosos, a IA identificou que um dos filhos ainda teria entrada gratuita no parque por causa da idade. Também considerou preferências alimentares da esposa e até o estacionamento já incluído nos ingressos do show.

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Tudo isso sem que essas informações fossem digitadas manualmente durante a conversa.

A proposta do Google é justamente transformar o Spark em uma espécie de “assistente permanente”, capaz de interagir com aplicativos, acessar serviços externos e executar tarefas online em nome do usuário.

Logo do Google em um smartphone
Google quer transformar o Spark em uma interface capaz de operar aplicativos e serviços online sozinho. Imagem: daily_creativity/Shutterstock – Imagem: daily_creativity/Shutterstock

A troca entre conveniência e privacidade

Nem tudo funcionou perfeitamente. Quando o Spark tentou reservar um Airbnb, acabou barrado pelos sistemas de autenticação da plataforma. Ainda assim, conseguiu listar opções disponíveis e orientar o usuário sobre os próximos passos.

A experiência deixou uma sensação contraditória. Por um lado, a IA entregou um nível de utilidade difícil de ignorar. Por outro, escancarou o volume de informações pessoais necessárias para que esse tipo de sistema funcione.

“Existe uma correlação direta entre o quanto de nós mesmos estamos dispostos a compartilhar com um sistema de IA e o quão útil esse sistema pode ser”, escreveu Pierce.

O caso do Gemini Spark ajuda a mostrar para onde caminha a próxima geração da inteligência artificial: ferramentas cada vez mais úteis, proativas e personalizadas — mas que também exigem acesso profundo à vida digital dos usuários. E essa talvez seja a discussão mais importante dessa nova era da IA. A experiência com o Spark, afirma o jornalista, foi diferente de tudo que havia testado antes — o que motivou tanto o entusiasmo quanto o desconforto expressos no relato.

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O Gemini do Google agora executa tarefas observando sua casa pelas câmeras de segurança

Segundo o Endadget, o Google recentemente anunciou uma nova rodada de atualizações para o Gemini for Home, plataforma de inteligência artificial voltada ao controle de residências conectadas. A principal novidade permite que rotinas domésticas sejam ativadas a partir da interpretação de imagens captadas por câmeras inteligentes.

As mudanças foram divulgadas nesta terça-feira (27), durante a ampliação do programa Google Home Gemini built-in, iniciativa apresentada pela empresa para facilitar a integração de equipamentos compatíveis com o ecossistema doméstico da companhia. O sistema já reconhecia situações como entregas de encomendas e sons de vidro quebrando, mas agora passa a usar essas informações para executar ações automáticas.

De acordo com a empresa, os novos recursos já começaram a ser liberados para usuários em 19 países e idiomas compatíveis com o serviço, exceto contas corporativas e perfis infantis vinculados ao Family Link.

Para quem tem pressa:

  • Atualização do Gemini para casas inteligentes transforma imagens de câmeras em gatilhos para automações domésticas;
  • Plataforma recebeu melhorias de desempenho e interpretação de comandos mais naturais e simultâneos;
  • Google também retomou a integração do Apple Music aos dispositivos Home e reformulou partes do aplicativo.

Câmeras passam a comandar rotinas inteligentes nas residências

Você pode perguntar ao assistente de IA o que aconteceu dentro da casa durante o dia – (Divulgação: Google)

A nova fase do Gemini para Home aprofunda a aposta da Google no uso de inteligência artificial aplicada ao ambiente doméstico. A empresa informou que os usuários poderão criar automações personalizadas a partir daquilo que as câmeras identificarem dentro ou fora de casa.

Conforme detalhou a companhia, o processo de configuração será feito por linguagem natural. O usuário descreve qual situação deve disparar determinada ação e escolhe quais câmeras ficarão responsáveis pelo monitoramento do evento.

Em comunicado divulgado pela empresa, o Google explicou que a proposta amplia as possibilidades de interação entre dispositivos conectados. “Ao combinar a flexibilidade da inteligência visual do Gemini com os dispositivos do ecossistema Google Home, qualquer coisa que sua câmera consiga ver pode se transformar no gatilho que coordena toda a sua casa”, afirmou a companhia ao apresentar os novos recursos.

Câmeras inteligentes do Google
Câmeras inteligentes do Google – (Divulgação: Google)

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Além das automações por vídeo, a atualização inclui melhorias de estabilidade e interpretação de comandos. De acordo com a empresa, o assistente virtual passou a compreender melhor pedidos feitos ao mesmo tempo, além de aceitar comandos formulados de maneira mais informal.

A companhia também informou que o sistema deverá reduzir erros em tarefas que anteriormente não eram executadas corretamente. Outro ajuste envolve o gerenciamento de alarmes e temporizadores, que agora terão reconhecimento mais preciso dentro da plataforma.

Outra novidade anunciada é o retorno da compatibilidade do Apple Music com dispositivos Google Home. O aplicativo da plataforma também recebeu mudanças voltadas à inclusão de rostos conhecidos e ao envio de avaliações dos usuários sobre o funcionamento do sistema.

Embora tenha ampliado as capacidades do Gemini for Home, o Google ainda não confirmou a chegada do novo alto-falante inteligente apresentado pela empresa em outubro de 2025. O dispositivo havia sido prometido para o primeiro semestre de 2026, mas continua sem previsão oficial de lançamento comercial.

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Está usando IA errado? Veja os erros que destroem a qualidade das respostas

Chatbots se tornaram parte do novo normal da vida na internet e, atualmente, é difícil encontrar alguém cronicamente online que não utilize ChatGPT, Gemini ou Claude. Mas, embora essas ferramentas sejam de fácil utilização, é importante saber que muito da qualidade das respostas que você obtém da IA tem uma influência direta dos prompts enviados.

Ou seja, redigir comandos com furos de raciocínio pode abrir uma brecha para a inteligência artificial cometer erros bobos ou lapsos de julgamento. Por isso, separamos 5 dos erros mais comuns ao usar a IA  para você saber como melhorar as respostas que recebe dela.

5 erros que quase todo mundo comete ao usar a inteligência artificial

Falta de contexto gera respostas superficiais

Pessoa utilizando o ChatGPT – Imagem: Diego Thomazini/Shutterstock

Um dos problemas mais comuns ocorre quando o usuário faz solicitações vagas demais. Pedidos genéricos como “escreva um e-mail profissional” ou “dê ideias de conteúdo” oferecem pouca direção para a IA compreender o objetivo real da tarefa. Como esses sistemas funcionam a partir de padrões estatísticos e probabilidades, informações insuficientes inevitavelmente levam a respostas amplas, rasas e pouco úteis.

A clareza do comando influencia diretamente a qualidade da entrega: quanto mais detalhes forem fornecidos — como finalidade, público-alvo, tom desejado, formato da resposta e cenário específico — maior será a precisão do conteúdo produzido.

Outro ponto importante é entender que a IA não possui consciência contextual semelhante à humana. Ela não “acompanha” acontecimentos em tempo real da maneira como muitos imaginam. Dependendo da ferramenta utilizada, fatos recentes podem ser misturados com dados antigos ou até mesmo inferências incorretas apresentadas como verdade.

Por isso, usuários mais experientes tratam a inteligência artificial como um mecanismo de apoio à organização e aceleração do pensamento, não como uma fonte autônoma de conhecimento absoluto.

Confiar cegamente no conteúdo produzido é um risco

A fluidez textual das inteligências artificiais cria uma sensação enganosa de autoridade. Mesmo quando a informação está errada, a resposta costuma ser apresentada com extrema segurança, sem sinais claros de dúvida ou incerteza.

Esse comportamento aumenta o risco de pessoas copiarem conteúdos automaticamente sem qualquer verificação prévia. O problema se torna ainda mais grave em áreas que exigem precisão técnica, como medicina, finanças, legislação e educação.

Erros factuais, números inventados, referências inexistentes e interpretações distorcidas fazem parte das chamadas “alucinações” da IA — fenômeno em que o sistema produz informações plausíveis, porém falsas.

Por essa razão, o indicado é tratar todo material gerado como um primeiro rascunho. Antes de utilizar qualquer resposta publicamente ou em decisões importantes, é essencial revisar dados, validar fontes e confirmar se as informações fazem sentido no contexto real.

A responsabilidade final pelo conteúdo continua sendo humana, independentemente de quem o escreveu inicialmente.

Existem situações em que a IA não deve substituir profissionais

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Chatbots de IA não devem substituir avaliação médica – Imagem: khunkornStudio/Shutterstock

Apesar da enorme capacidade dessas plataformas, há limites importantes que não podem ser ignorados. Um erro recorrente é utilizar IA para substituir orientação profissional em contextos críticos.

Na área da saúde, por exemplo, recorrer à inteligência artificial para interpretar exames, modificar tratamentos, sugerir medicamentos ou identificar doenças pode gerar consequências sérias. Sistemas automatizados não possuem compreensão integral do histórico clínico, das particularidades biológicas nem da complexidade individual de cada paciente.

O mesmo cuidado vale para decisões jurídicas, financeiras ou estratégicas de grande impacto.

De forma geral, o uso mais seguro e produtivo da IA está em tarefas operacionais e de apoio, como organizar informações, resumir conteúdos, estruturar documentos, automatizar processos repetitivos e auxiliar na geração inicial de ideias.

Já decisões sensíveis continuam exigindo supervisão humana qualificada.

Pedidos excessivamente complexos reduzem a qualidade

Outro hábito que compromete os resultados é concentrar várias tarefas em um único comando. Muitos usuários tentam fazer a IA resumir documentos, criar estratégias, analisar dados, redigir campanhas e produzir roteiros simultaneamente.

Quando a ferramenta recebe múltiplas demandas ao mesmo tempo, tende a responder de maneira superficial em todas elas. O resultado geralmente é um conteúdo genérico, pouco aprofundado e sem refinamento.

A recomendação mais eficiente é dividir o processo em etapas menores. Seguindo o exemplo citado acima, primeiro você deve solicitar um resumo e só depois de receber o resultado do comando anterior é que você deve enviar próximo; e assim por diante. Trabalhar progressivamente permite ajustar o direcionamento ao longo da conversa e melhora significativamente a qualidade final.

Especialistas afirmam que o verdadeiro ganho no uso da IA não está em obter uma resposta perfeita imediatamente, mas em construir a solução gradualmente por meio de refinamentos sucessivos.

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Inteligência artificial funciona melhor como processo contínuo

Muitas pessoas ainda utilizam IA da mesma forma que usam mecanismos de busca: fazem uma pergunta, recebem uma resposta e encerram a interação. Essa abordagem limita drasticamente o potencial da ferramenta.

Os melhores resultados costumam surgir quando existe diálogo contínuo. Ajustar instruções, corrigir interpretações, pedir reformulações, mudar o tom do texto e aprofundar determinados pontos faz parte do processo ideal de uso.

Além disso, definir claramente o formato desejado também é decisivo. Sem instruções específicas, a IA escolhe sozinha como estruturar a resposta — e isso nem sempre corresponde à necessidade do usuário.

Determinar elementos como extensão, estilo, linguagem, organização e objetivo do material ajuda a tornar a entrega muito mais alinhada ao esperado.

Em vez de enxergar a primeira resposta como algo definitivo, o recomendado é tratá-la apenas como ponto de partida para um refinamento contínuo.

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Spark, Omni… veja tudo o que o Google anunciou no I/O 2026

Nesta terça-feira (19), o Google realizou vários anúncios durante o Google I/O 2026, evento voltado para desenvolvedores. Contudo, novidades para o usuário final também foram apresentadas, como o Gemini Spark e o Gemini Omni. Confira um apanhado geral a seguir.

Tudo o que o Google anunciou no I/O 2026

Gemini Omni

O Gemini Omni é um modelo para criar “qualquer coisa a partir de qualquer prompt”. A tecnologia foi anunciada por Demis Hassabis, CEO da DeepMind, que afirmou que o Omni combina as expertises dos modelos Gemini para um “novo nível de entendimento de mundo, multimodalidade e edição”.

Hassabis ainda comparou a novidade com o Nano Banana, Genie e Veo. Segundo ele, os modelos são capazes de gerar vídeos e simulações realistas, com noções de realidade e física, mas ainda com algumas limitações.

O Omni é um passo além: ele pode representar ideias ainda mais complexas, como gravidade e energia cinética – que os três modelos anteriores não conseguiam entender.

O executivo atribuiu o avanço às novas capacidades de raciocínio profundo do Gemini. O resultado são vídeos, imagens ou gráficos ainda mais realistas.

O Gemini Omni funciona por meio de linguagem conversacional. Ou seja, o usuário pode criar algo a partir de um prompt e pedir ajustes como se estivesse conversando com a IA.

Gemini Omni é um modelo para criar “qualquer coisa a partir de qualquer prompt” – Imagem: Google

Gemini Spark

O Gemini Spark é um agente de IA que funciona 24h por dia, sete dias por semana. Foi construído com o Gemini 3.5 e Google Antigravity.

O sistema auxilia o usuário em várias das suas tarefas diárias, como envio, organização e limpeza de e-mails do Gmail, preparação de anotações de reuniões e montagem de resumos de notícias. Ele pode ser ativado diretamente no menu do Gemini e, em breve, estará disponível no Google Chrome.

Gemini 3.5 Flash

Gemini 3.5 Flash “oferece desempenho de ponta para agentes [de inteligência artificial] e programação, destacando-se em tarefas complexas de longo prazo que proporcionam utilidade no mundo real”, diz o Google.

Ele traz mudanças focadas em velocidade, autonomia (capacidade agêntica) e custo. Segundo a empresa, usuários mundo afora vão poder usar o Gemini 3.5 Flash no aplicativo da IA e no “Modo IA” na Busca do Google.

“Também estamos trabalhando bastante na versão 3.5 Pro”, afirmou o Google, em comunicado. “Ela já está sendo usada internamente e esperamos lançá-la para o público no mês que vem.”

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IA conversacional no Gmail e Docs

O Google Workspace também receberá um incremento com inteligência artificial (IA). Entre as novidades, estão ferramentas conversacionais para Gmail, Docs e Keep.

Segundo a empresa, os novos recursos têm como objetivo ajudar usuários a organizar tarefas, criar documentos e administrar e-mails usando comandos de voz e ferramentas de IA integradas aos aplicativos do ecossistema Google.

Uma das novidades anunciadas é o Gmail Live, descrito pelo Google como uma ferramenta de busca por voz dentro da caixa de entrada. A proposta é permitir que usuários façam perguntas em linguagem natural para localizar informações presentes nos e-mails.

Docs Live funcionará como um recurso de apoio para criação de documentos por voz. Segundo o Google, a ferramenta poderá organizar ideias, estruturar textos e montar rascunhos a partir de comandos falados.

Com autorização do usuário, o sistema também poderá buscar informações no Gmail, Drive, Chat e até na internet para complementar os documentos.

O Google também confirmou novidades para o Google Keep, aplicativo usado para criar notas, listas e lembretes. Segundo a empresa, o sistema passará a entender comandos mais livres e organizar automaticamente as informações inseridas pelos usuários.

Os recursos serão liberados “nos próximos meses” para assinantes dos planos Google AI Pro e Ultra e, em prévia, para clientes empresariais do Google Workspace.

Google Pics

Outra novidade anunciada foi o Google Pics, novo aplicativo de criação e edição de imagens baseado no modelo Nano Banana, que poderá ser usado tanto para criar imagens a partir de uma tela em branco quanto para editar fotos já existentes.

Segundo o Google, a ferramenta permitirá modificar partes específicas de imagens, editar textos dentro de fotos e traduzir conteúdos, mantendo o estilo visual original.

A ferramenta foi desenvolvida para permitir alterações mais precisas em imagens geradas por IA sem exigir que o usuário recomece o processo do zero.

A empresa afirma que o aplicativo também terá integração com serviços do Workspace, inicialmente no Slides e no Drive, além de permitir edição colaborativa em tempo real. O Google Pics começou a ser liberado para um grupo limitado de testadores.

Nos próximos meses, a ferramenta chegará globalmente aos assinantes Google AI Pro e Ultra e, em prévia, para clientes empresariais do Google Workspace.

google pics sendo apresentado no i/o 2026
Google Pics é o novo app do Google para geração e edição de imagens – Imagem: Reprodução / Google

Incremento ao Circule para Pesquisar

O Google também anunciou a expansão de ferramentas de verificação de conteúdo em seus produtos de busca e IA.

Entre os destaques está a atualização do Circule para Pesquisar, que passa a permitir que usuários identifiquem se uma imagem foi criada ou alterada por IA.

A novidade faz parte de um conjunto mais amplo de iniciativas da empresa voltadas à transparência digital, em um contexto no qual conteúdos gerados por IA se tornam cada vez mais comuns e difíceis de distinguir de materiais autênticos. A atualização também se estende à Busca, ao Gemini e ao Chrome.

Segundo a empresa, a ferramenta pode ser acionada a partir de perguntas simples feitas pelo usuário, como verificar a origem de uma imagem ou confirmar se ela foi gerada por IA.

Busca muda após 25 anos

O Google anunciou uma ampla reformulação da sua experiência de busca, incluindo mudanças na tradicional caixa de pesquisa, novos recursos com IA e ferramentas automatizadas para compras, produtividade e monitoramento de informações.

A principal mudança envolve justamente a icônica barra de pesquisa do Google, que mantém o mesmo formato básico desde 2001. Segundo a companhia, esta é a primeira grande alteração nas dimensões e na interação da caixa de busca em mais de 25 anos.

O novo campo foi redesenhado para acomodar perguntas mais longas, permitir uploads de diferentes tipos de mídia e integrar recursos conversacionais com IA.

De acordo com a companhia, a nova caixa inteligente de busca poderá expandir dinamicamente para acomodar perguntas maiores e também sugerir formulações com apoio de IA, indo além do tradicional autocomplete. O recurso começou a ser distribuído nos países e idiomas em que o Modo IA já está disponível.

A empresa também informou que os usuários poderão continuar conversas diretamente a partir dos AI Overviews, recurso que gera resumos automáticos nas buscas. Agora, será possível fazer perguntas complementares dentro do Modo IA sem perder o contexto anterior.

caixa de pesquisa do google
Google apresentou mudanças em sua caixa de pesquisa – Imagem: Reprodução / Google

Novidades no YouTube

O Google anunciou uma ampliação das capacidades de busca do YouTube com um novo recurso de IA chamado “Pergunte ao YouTube”, capaz de responder perguntas em linguagem mais natural e direcionar usuários diretamente aos trechos de vídeos considerados mais relevantes para suas buscas.

O novo sistema de busca permite que usuários façam pesquisas mais complexas e conversacionais, em vez de apenas inserir palavras-chave.

A novidade já está disponível para assinantes do YouTube Premium nos Estados Unidos, com 18 anos ou mais. Segundo a empresa, a ferramenta deverá ser liberada em breve para mais usuários da plataforma.

Novos óculos

O Google aproveitou para dar novos detalhes sobre seus próximos óculos inteligentes. A empresa anunciou que serão dois modelos, um com áudio e outro com tela integrada para exibição de informações em tempo real.

Os modelos vão funcionar a partir da plataforma Android XR, desenvolvida em parceria com a Samsung e Qualcomm para experiências que unem realidade virtual e a inteligência artificial Gemini.

Segundo o Google, a ideia é dar suporte aos usuários sem que eles tenham que tirar o celular do bolso ou interromper o que estão fazendo.

Óculos inteligentes do Google
Óculos inteligentes do Google – Imagem: Google

Investimentos em IA

A empresa revelou que seus gastos com infraestrutura de IA estão crescendo de forma exponencial. Após investir US$ 31 bilhões (R$ 156,6 bilhões) em despesas de capital em 2022, a empresa espera que o valor alcance entre US$ 180 bilhões e US$ 190 bilhões (R$ 909,6 bilhões/R$ 960,2 bilhões) neste ano.

O principal fator por trás desse aumento são os chips personalizados da empresa para IA: as Unidades de Processamento Tensor (TPUs).

Diferentemente dos chips Tensor usados nos smartphones Pixel, essas TPUs são projetadas para data centers, onde servem para treinar e executar modelos de IA.

A geração mais recente divide o trabalho em dois chips: um voltado para tarefas massivas de treinamento e outro otimizado para respostas rápidas quando os usuários interagem com os modelos.

Universal Cart

O Google anunciou uma nova etapa na sua estratégia de comércio digital com IA. A empresa apresentou o Universal Cart, um carrinho inteligente que unifica compras feitas em diferentes serviços da companhia e promete automatizar parte da experiência de consumo online.

A novidade foi divulgada como parte do avanço da chamada “agentic commerce”, em que sistemas de IA passam a atuar de forma ativa na organização, comparação e execução de tarefas relacionadas a compras. Segundo o Google, a ferramenta funciona integrada ao Search, ao Gemini e a outros produtos do ecossistema da empresa.

O sistema também promete acompanhar variações de preço, disponibilidade de produtos e oferecer sugestões personalizadas com base em dados do usuário e do mercado.

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Gemini Omni: Google anuncia modelo para criar “qualquer coisa” com um único comando

O Google anunciou nesta terça-feira (19) o Gemini Omni, um modelo para criar “qualquer coisa a partir de qualquer prompt”. A apresentação aconteceu durante o evento Google I/O, uma das principais conferências da big tech no ano.

A tecnologia foi anunciada por Demis Hassabis, CEO da DeepMind (braço de pesquisa da empresa), que afirmou que o Omni combina as expertises dos modelos Gemini para um “novo nível de entendimento de mundo, multimodalidade e edição”.

Hassabis ainda comparou a novidade com o Nano Banana, Genie e Veo. Segundo ele, os modelos são capazes de gerar vídeos e simulações realistas, com noções de realidade e física, mas ainda com algumas limitações. O Omni é um passo além: ele pode representar ideias ainda mais complexas, como gravidade e energia cinética – que os três modelos anteriores não conseguiam entender.

O executivo atribuiu o avanço às novas capacidades de raciocínio profundo do Gemini. O resultado são vídeos, imagens ou gráficos ainda mais realistas.

Na demonstração ao vivo durante o evento, Hassabis pediu que o Gemini Omni fizesse uma animação stop motion, com estética de massinha, para explicar o funcionamento de proteínas.

Demonstração do Gemini Omni durante o evento Google I/O – Imagem: Google

Imagens realistas e tom conversacional

O Gemini Omni funciona através de linguagem conversacional. Ou seja, o usuário pode criar algo a partir de um prompt e pedir ajustes como se estivesse conversando com a IA.

O modelo também permite editar imagens que já existem, sem necessidade de criar algo do zero. Na demonstração, Hassabis pediu que o Omni distorcesse a realidade de um vídeo dele mesmo se olhando no espelho. Também é possível ajustar a estética e adicionar itens.

“Tudo se torna uma tela para criar novas realidades”, afirmou o CEO da DeepMind.

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Gemini Omni Flash é o primeiro modelo da família Omni disponível ao público – Imagem: Google

Gemini Omni Flash

Durante o Google I/O, a big tech anunciou que o primeiro modelo da família Gemini Omni, o Gemini Omni Flash, já está disponível para o público. Ele funciona no aplicativo do Gemini, no YouTube Shorts e no modelo Flow.

Hassabis ainda revelou que a próxima versão, o Omni Pro, estará disponível em breve, mas sem dar detalhes.

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Google lança Gemini 3.5 Flash e muda a cara da IA

O CEO do Google, Sundar Pichai, anunciou o Gemini 3.5 Flash (o primeiro desta “linha”) nesta terça-feira (19), durante o Google I/O 2026, evento da big tech voltado para desenvolvedores.

O novo modelo “oferece desempenho de ponta para agentes [de inteligência artificial] e programação, destacando-se em tarefas complexas de longo prazo que proporcionam utilidade no mundo real”, diz o Google.

Segundo a empresa, usuários mundo afora vão poder usar o Gemini 3.5 Flash no aplicativo da IA e no “Modo IA” na Busca do Google.

“Também estamos trabalhando bastante na versão 3.5 Pro”, afirmou o Google, em comunicado. “Ela já está sendo usada internamente e esperamos lançá-la para o público no mês que vem.”

Gemini 3.5 Flash: O que muda?

O Gemini 3.5 Flash traz mudanças focadas em velocidade, autonomia (capacidade agêntica) e custo. O que muda, na prática, é o seguinte:

  • Velocidade maior: Ele consegue processar e gerar respostas quatro vezes mais rápido do que outros modelos avançados concorrentes, segundo o Google;
  • Foco em “agentes”: A principal evolução é a capacidade de agir como agente de IA. Em vez de responder perguntas isoladas, o modelo consegue planejar, criar e executar tarefas com vários passos sozinho (como programar, criar aplicativos ou automatizar fluxos de trabalho complexos). Aliás, ele superou o modelo anterior Gemini 3.1 Pro nessas tarefas de programação e autonomia, de acordo com a empresa;
  • Menos tempo e custo: Atividades de desenvolvimento ou auditoria que antes demoravam dias ou semanas podem ser resolvidas numa fração do tempo, custando frequentemente menos da metade do preço de outros modelos de ponta, diz a empresa;
  • Gráficos e telas interativas: O Gemini 3.5 Flash tem mais facilidade para entender imagens e gerar códigos visuais complexos, segundo o Google. Na prática, ele é usado no “Modo IA” da Busca do Google para construir gráficos e animações interativas em tempo real enquanto você pesquisa sobre um tema, por exemplo;
  • Segurança ajustada: Ele foi treinado com filtros mais avançados, o que diminui as chances de gerar conteúdos perigosos e reduz os erros nos quais o sistema se recusava, injustamente, a responder a uma pergunta segura, informou a empresa.

A atualização do grande modelo de linguagem (LLM, na sigla em inglês) da empresa chega com uma repaginação da interface do Gemini – seja no site ou no aplicativo. Agora, a interface a IA do Google está com uma cara mais clean.

Em testes feitos pelo Olhar Digital, deu para escolher entre: 3.1 Flash Lite, 3 Flash e 3.1 Pro. Também deu para ajustar o “nível de raciocínio” do modelo escolhido – entre “Padrão” e “Estendido”.

Confira abaixo:

Agora dá para escolher entre modelos Flash e Pro no Gemini; e ajustar o “nível de raciocínio” usado pelo modelo escolhido – Imagem: Reprodução/Google

Essa matéria está em atualização…

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