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O PSG agora tem um novo “companheiro de equipe”: a IA

O Paris Saint-Germain (PSG) anunciou um acordo com o Google que coloca a inteligência artificial no centro da relação entre clube e torcedores. Segundo comunicado, o Gemini será o assistente oficial de IA da equipe, enquanto o Google Pixel será o smartphone oficial.

A iniciativa terá duração até 2029 e busca criar novas experiências digitais, além de ampliar o uso de soluções do Google dentro da estrutura do clube francês.

Gemini virou o novo aliado do PSG: a IA ajudará o clube a produzir conteúdos mais criativos. – Imagem: Poetra.RH / Shutterstock

Gemini será o assistente oficial de IA do PSG

Atual campeão francês e vencedor da última edição da Liga dos Campeões, o PSG passa a contar com o Google Gemini como assistente oficial de inteligência artificial. A ferramenta será usada pelas equipes internas do clube para desenvolver conteúdos mais criativos e próximos do público.

Segundo o comunicado do PSG, a tecnologia permitirá explorar novas formas de criar materiais para os fãs e melhorar a conexão com a rotina da equipe.

O acordo também define o Google Pixel como smartphone oficial do clube. O aparelho será utilizado para registrar e compartilhar momentos dos jogos, dos bastidores e de outras atividades ligadas ao time.

Entre os principais pontos da parceria estão:

  • Gemini como assistente oficial de IA do PSG;
  • Google Pixel como smartphone oficial do clube;
  • Criação de um espaço do Google no estádio Parc des Princes;
  • Uso de soluções digitais em diferentes áreas da equipe.

Parc des Princes terá espaço dedicado ao Google

A colaboração também prevê a criação de um espaço do Google dentro do Parc des Princes, em Paris. O local receberá parceiros, criadores de conteúdo e convidados interessados em conhecer as novidades da empresa, com destaque para recursos de inteligência artificial.

Além da experiência para visitantes, o Google ajudará diferentes departamentos do PSG a integrar suas soluções ao funcionamento do clube.

Richard Heaselgrave, Chief Revenue Officer do Paris Saint-Germain, afirmou que a iniciativa representa uma oportunidade de unir inovação e a identidade global da equipe.

“Esta parceria com o Google reflete perfeitamente nossa ambição de colaborar com as empresas mais inovadoras do mundo. Ao combinar a experiência tecnológica do Google com a força global da marca Paris Saint-Germain, exploraremos novas maneiras de criar, inovar e expressar nossa identidade parisiense por meio de conteúdos que conectem fãs ao redor do mundo”, afirmou Heaselgrave.

Imagem de um jogador de futebol chutando uma bola de futebol em um campo dentro de um estádio. Ao redor da bola, há sinais que correlacionam futebol com tecnologia
IA já faz parte do futebol: clubes usam tecnologia para analisar dados e melhorar a comunicação. Imagem: Shutterstock AI Generator

Inteligência artificial ganha espaço no futebol

O acordo entre PSG e Google acompanha um movimento que cresce no esporte. Clubes e ligas já usam inteligência artificial para analisar dados, criar conteúdos e melhorar a comunicação com seus públicos.

Leia mais:

Em 2025, a Premier League anunciou uma parceria de cinco anos com a Microsoft para utilizar o Copilot em suas plataformas digitais, oferecendo informações e estatísticas rápidas sobre partidas.

Em comunicado, o Google afirmou que a parceria permitirá aproveitar tecnologias como Gemini e Pixel para ajudar torcedores a se conectarem mais com os momentos importantes do clube.

A iniciativa mostra que a disputa tecnológica no futebol vai além dos resultados em campo. Cada vez mais, equipes buscam ferramentas digitais para criar novas experiências e fortalecer o relacionamento com seus fãs.

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Google testa robôs capazes de entender ordens e agir sozinhos

O Google apresentou o Gemini Robotics 2, uma nova versão do modelo de inteligência artificial voltado para robôs. A tecnologia foi desenvolvida para ajudar máquinas a interpretar ambientes, planejar ações e executar movimentos mais complexos, reduzindo a dependência de comandos pré-programados.

O sistema combina visão computacional, processamento de linguagem e controle motor para que robôs consigam lidar com tarefas mais variadas, como movimentação de corpo inteiro, manipulação de objetos e interação com outras máquinas.

Durante anos, robôs dependeram de comandos fixos. Agora, modelos de IA tentam fazer máquinas entenderem ambientes e tomarem decisões. – (Reprodução: Generative Bionics)

Robôs deixam de apenas seguir comandos

Grande parte dos robôs usados atualmente depende de programação detalhada ou controle humano para funcionar. Isso limita a atuação em locais onde existem mudanças constantes, objetos fora do lugar ou situações inesperadas.

O Gemini Robotics 2 tenta resolver parte desse problema ao permitir que o robô interprete uma instrução, avalie o ambiente e escolha uma sequência de movimentos para completar uma tarefa.

Em uma demonstração, o modelo controlou o robô humanoide Apollo 2, da Apptronik, para buscar um regador, caminhar até uma prateleira e colocá-lo em um recipiente indicado. O próprio Google reconhece que ainda existem desafios, como aumentar a velocidade dos movimentos.

“Agora, nosso modelo pode controlar robôs humanoides completos pela primeira vez, traduzindo comandos em controle inteligente do corpo inteiro”, afirmou a empresa.

Três modelos dividem funções da inteligência artificial

A nova geração é formada por três modelos com funções diferentes:

  • Gemini Robotics 2: transforma informações visuais e comandos em linguagem em movimentos físicos.
  • Gemini Robotics ER 2: atua no planejamento, entende o ambiente e coordena tarefas com várias etapas.
  • Gemini Robotics On-Device 2: roda diretamente no equipamento e reduz a dependência de conexão com a internet.

Segundo o Google, o modelo executado no próprio robô também consegue se adaptar a novas plataformas em poucas horas de treinamento, usando menos de 200 exemplos, mesmo quando há diferenças de sensores, formato e capacidade de movimento.

Robô com o Gemini Robotics 2 instalado
Nem tudo está resolvido: tarefas que exigem movimentos delicados dos dedos ainda são um grande desafio para os robôs. – Imagem: Reprodução/Google

Precisão ainda é desafio para robôs

Além de andar e se movimentar, os robôs precisam manipular objetos com cuidado para se tornarem úteis no dia a dia. Nos testes apresentados, o sistema controlou mãos robóticas de cinco dedos e garras mecânicas para tarefas como fechar embalagens, encaixar peças e organizar objetos.

Leia mais:

Os resultados indicam avanços, mas também mostram limitações. Atividades que exigem movimentos muito delicados dos dedos continuam sendo mais difíceis do que operações realizadas com garras tradicionais.

“Ainda estamos avançando no nível de precisão e velocidade para alcançar uma destreza próxima à humana”, informou o Google.

A empresa também apresentou ferramentas voltadas à segurança, incluindo sistemas capazes de identificar situações de risco, interromper ações e pedir ajuda humana quando necessário.

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Fn: Google coloca Gemini dentro do teclado do Mac com novo atalho

O Gemini ganhou um novo recurso no macOS que permite conversar com a inteligência artificial usando apenas a tecla Fn do teclado. A novidade permite ditar textos, resumir documentos e pedir ajuda sem precisar abrir uma janela separada.

Segundo o Google, a função foi criada para que usuários possam interagir com o assistente enquanto continuam trabalhando nos aplicativos que já estão usando.

Menos cliques, mais agilidade: Gemini transforma voz em textos, resumos e comandos sem abrir outra janela. – Imagem: Rokas Tenys/Shutterstock

Atalho transforma voz em texto dentro dos apps

Ao pressionar e segurar a tecla Fn, localizada no canto inferior esquerdo do teclado dos Macs, o usuário ativa o Gemini em qualquer janela aberta. A ideia é reduzir etapas para quem precisa escrever ou organizar informações rapidamente.

O recurso de ditado inteligente transforma a fala em texto, remove interrupções como “ums” e “ahs”, identifica correções feitas durante a fala e insere o resultado diretamente no local do cursor.

Entre as possibilidades estão:

  • transformar ideias faladas em textos;
  • resumir informações selecionadas na tela;
  • reescrever conteúdos com comandos de voz;
  • criar mensagens e documentos;
  • gerar ou editar imagens a partir de descrições.

IA entende o que aparece na tela

Além da transcrição, o Gemini pode analisar o conteúdo exibido no computador caso o usuário ative o recurso de raciocínio da ferramenta.

Com isso, é possível selecionar arquivos, imagens ou documentos e pedir ações específicas. O Google cita como exemplo resumir um PDF ou transformar anotações em um e-mail.

A ferramenta também permite criar imagens por voz ou pedir alterações em materiais visuais abertos na tela, ajudando em tarefas de criação e planejamento.

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Menos cliques, mais agilidade: Gemini transforma voz em textos, resumos e comandos sem abrir outra janela. Imagem: freepik/Freepik

Novidade chega gradualmente aos usuários

O novo recurso está sendo liberado globalmente para usuários do aplicativo Gemini no macOS. Inicialmente, a função está disponível apenas em inglês, mas o Google informou que outros idiomas serão adicionados futuramente.

Leia mais:

O aplicativo nativo do Gemini para macOS foi lançado em abril e recebeu, em junho, o Spark, assistente de IA voltado para tarefas mais complexas, como criar documentos e planilhas.

Com o novo comando por voz, o Google amplia o uso do Gemini nos computadores, aproximando a IA de tarefas comuns como escrever, revisar textos, organizar informações e desenvolver ideias.

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Google revela crescimento impressionante do Gemini

O Gemini está próximo de entrar no grupo de produtos do Google com mais de 1 bilhão de usuários. Durante a apresentação dos resultados do segundo trimestre de 2026, a empresa informou que seu assistente de inteligência artificial ultrapassou 950 milhões de usuários mensais.

Segundo o Google, a base de usuários do Gemini triplicou em relação ao ano anterior. Em fevereiro, o aplicativo havia superado 750 milhões de usuários ativos mensais, mostrando uma rápida expansão desde então.

O crescimento coloca o serviço em uma disputa mais direta com o ChatGPT, da OpenAI, que alcançou 1 bilhão de usuários mensais ativos em junho. A diferença entre as plataformas diminui à medida que os assistentes de IA passam a oferecer recursos mais avançados.

Google aposta no Gemini para ampliar sua presença em IA e competir de forma mais próxima com o ChatGPT. – Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital)

Novos agentes impulsionam adoção do Gemini

Sundar Pichai, CEO da Alphabet, destacou durante a apresentação recursos como o Daily Brief e o Gemini Spark, agente personalizado disponível nos Estados Unidos e internacionalmente. “Os usuários adoram os novos recursos autônomos, como o Daily Brief e nosso agente personalizado, o Gemini Spark, que agora está disponível nos Estados Unidos e internacionalmente. Temos lançado recursos úteis como esse em um ritmo incrível”, disse Pichai durante a chamada.

Além dos usuários no Android, o Gemini também ganhou relevância no iPhone. Um dos destaques foi o lançamento do Nano Banana, modelo de geração de imagens que ajudou a ampliar o interesse pelo aplicativo.

Segundo dados da Appfigures, o Gemini foi baixado mais de 137 milhões de vezes no iOS nos últimos 12 meses, indicando maior alcance da ferramenta fora do ecossistema tradicional do Google.

Gemini avança na participação do mercado de IA

O relatório State of AI, da Sensor Tower, mostra que a participação do ChatGPT entre os assistentes de inteligência artificial caiu para menos de 50% pela primeira vez. No primeiro semestre de 2026, a fatia do Gemini chegou a 27,7%.

Entre os fatores associados ao crescimento do Gemini estão:

  • Expansão da base de usuários;
  • Recursos baseados em agentes de IA;
  • Integração com diferentes plataformas;
  • Ferramentas de criação, como geração de imagens.
Fachada do Google
Google transforma o Gemini em peça estratégica da IA, com expansão no Android, iPhone e outros serviços. – Imagem: RYO Alexandre/Shutterstock

Google amplia inteligência artificial na Busca

Enquanto os assistentes de IA ganham espaço, o Google também reforça a presença da tecnologia em sua principal ferramenta. A empresa informou que o modo de respostas com inteligência artificial da Busca ultrapassou 1 bilhão de usuários.

A companhia afirmou que o recurso gerou “um aumento incremental” nas consultas realizadas na plataforma. A estratégia é aproximar a pesquisa tradicional de uma experiência conversacional.

Leia mais:

O Google também afirmou que reduziu os custos do modo de IA por meio de melhorias na engenharia de hardware, mesmo com a inclusão de novos modelos e funcionalidades. Com isso, a empresa tenta ampliar o uso da inteligência artificial em diferentes áreas de seus produtos.

Busca e custos operacionais

O modo de perguntas e respostas com IA do Google ultrapassou 1 bilhão de usuários neste trimestre, e a empresa afirma que isso tem gerado um aumento incremental nas consultas. Em paralelo, o grupo diz ter reduzido o custo do AI Mode via engenharia de hardware, mesmo com novos modelos sendo lançados.

Se esse ritmo se mantiver, a marca de 1 bilhão para o Gemini pode estar mais próxima do que parece. Resta acompanhar se as inovações seguirão atraindo usuários e mudando a forma como consultamos a internet.

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Alphabet: atraso no Gemini 3.5 Pro amplia pressão antes de balanço trimestral

A Alphabet chega à divulgação de seus resultados do segundo trimestre sob pressão crescente de investidores, à medida que o adiamento do lançamento de um modelo estratégico de inteligência artificial (IA) se soma às preocupações sobre o retorno dos elevados investimentos em infraestrutura de data centers. O cenário contrasta com o entusiasmo registrado meses atrás, quando a empresa superou expectativas, impulsionada pelo forte desempenho de sua divisão de computação em nuvem.

A controladora do Google divulgará seus resultados financeiros do segundo trimestre na quarta-feira (22). Entre os fatores que têm chamado a atenção do mercado está o adiamento do lançamento do Gemini 3.5 Pro, seu próximo modelo principal de IA.

Inicialmente previsto para junho, o modelo foi desenvolvido para reforçar a competitividade da empresa no mercado de ferramentas de programação baseadas em IA e aplicações de IA agêntica. Apesar disso, a empresa diminuiu a ansiedade nesta terça-feira (21) ao lançar outras atualizações para o Gemini.

O atraso do lançamento do Gemini 3.5 Pro ocorre em momento em que modelos chineses de código aberto vêm aumentando a concorrência com os principais laboratórios estadunidenses na disputa por clientes. Ao mesmo tempo, crescem os receios em torno dos altos custos envolvidos no desenvolvimento da IA, alimentando preocupações de que as grandes empresas de tecnologia possam estar investindo em capacidade além da demanda futura.

“Embora o Google esteja perdendo o barco na programação com IA — e essa é uma preocupação real e crescente… a estratégia do Google gira totalmente em torno do ecossistema”, afirmou, à Reuters, Dave Wagner, gestor de portfólio da Aptus Capital Advisors.

Leia mais:

Empresa liberou novas versões do Gemini nesta terça, mas segue sem anunciar o Gemini 3.5 Pro – Imagem: arda savasciogullari/Shutterstock

Investimentos elevados e queda das ações

  • Em abril, a Alphabet elevou sua projeção de investimentos em capital para 2026, passando a estimar gastos entre US$ 180 bilhões e US$ 190 bilhões (R$ 915,4 bilhões/R$ 966,2 bilhões);
  • Paralelamente, anunciou planos para captar aproximadamente US$ 85 bilhões (R$ 432,3 bilhões) por meio de ofertas de ações, incluindo um investimento da Berkshire Hathaway;
  • Desde o fim de abril, as ações da Alphabet acumulam queda de cerca de 9%, período em que a companhia havia registrado um crescimento de 63% nas vendas de sua divisão de nuvem;
  • Com esse desempenho, os papéis ficaram atrás das demais empresas que compõem o grupo conhecido como “As Sete Magníficas”.

Além da pressão sobre os investimentos e do desempenho recente das ações, a empresa também perdeu profissionais de destaque para concorrentes. Entre eles estão o co-líder do projeto Gemini, Noam Shazeer, e o vencedor do Prêmio Nobel John Jumper, descrito como um executivo-chave do Google DeepMind.

Apesar dos desafios, analistas avaliam que a principal vantagem competitiva da Alphabet na corrida pela IA continua sendo sua ampla rede de distribuição voltada ao consumidor, combinada com seus modelos de IA, infraestrutura de computação em nuvem e chips personalizados.

No acumulado de 2026, as ações da companhia ainda registram valorização próxima de 13%, desempenho que coloca a Alphabet como a segunda empresa com melhor performance entre as integrantes das chamadas “As Sete Magníficas”.

Mercado espera novo avanço da receita

Para o segundo trimestre, analistas projetam uma desaceleração apenas moderada no crescimento da receita em comparação com os três primeiros meses de 2026, mantendo a divisão de nuvem como principal motor dos resultados.

Segundo dados compilados pela LSEG, a expectativa é de que a Alphabet registre receita de US$ 116,9 bilhões (R$ 594,7 bilhões) entre abril e junho, representando crescimento de 21,3% em relação ao mesmo período do ano anterior.

A previsão também aponta que as vendas da divisão de computação em nuvem mantenham um ritmo de expansão de 64%, enquanto a receita com publicidade deverá crescer de forma mais moderada, em 13,7%.

O desempenho da área de nuvem vem sendo impulsionado pela expansão dos contratos relacionados aos chips personalizados de IA desenvolvidos pelo Google, incluindo acordos bilionários firmados com a Meta e a Anthropic.

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Google cria chip de IA secreto para deixar Gemini mais poderoso

O Google trabalha em um novo chip de IA que poderá ajudar a empresa a rodar modelos de inteligência artificial com mais eficiência. O projeto, chamado internamente de “Frozen v2”, deve ampliar a capacidade de processamento usada pelo Gemini.

Segundo a Reuters, o desenvolvimento faz parte da estratégia da companhia para enfrentar limitações de computação que já afetaram contratos do Google Cloud.

Google aposta em hardware próprio para acelerar o Gemini e ampliar sua capacidade na disputa pela liderança em inteligência artificial. – Imagem: arda savasciogullari/Shutterstock

Frozen v2 terá partes do Gemini no próprio hardware

A principal novidade do chip é a possibilidade de incorporar elementos do Gemini diretamente ao hardware. A ideia é tornar a execução dos modelos mais eficiente, reduzindo a dependência de estruturas tradicionais de processamento.

Entre os detalhes divulgados estão:

  • O Google trabalha com previsão de uso do chip a partir de 2028;
  • O design ainda está sendo finalizado pelos engenheiros;
  • A eficiência pode ser de seis a dez vezes superior à dos atuais chips personalizados de IA da empresa;
  • O projeto será uma nova linha de hardware e não substituirá as TPUs.
Silhueta de pessoa com chip no lugar do cérebro, que também traz logotipo do Google
Google prepara uma nova geração de chips para IA em meio à crescente demanda por capacidade computacional. Imagem: Pedro Spadoni via DALL-E/Olhar Digital

Google também enfrenta desafios com Gemini

O Frozen v2 não chega para eliminar as unidades de processamento tensorial (TPUs), tecnologia já utilizada pelo Google em tarefas de inteligência artificial. A proposta é criar uma alternativa especializada para atender às necessidades dos modelos mais avançados.

Leia mais:

Além da corrida por novos chips, o Google trabalha para aprimorar seus modelos de IA. A Reuters citou um relatório da Bloomberg segundo o qual a empresa adiou o lançamento de uma nova versão do Gemini após o sistema não atingir metas internas, principalmente em programação.

O desenvolvimento do Frozen v2 mostra que a disputa por inteligência artificial envolve não apenas criar modelos melhores, mas também construir a infraestrutura necessária para colocá-los em funcionamento.

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Google tem dificuldades para superar rivais com novo Gemini

O Google adiou o lançamento do Gemini 3.5 Pro, seu modelo de inteligência artificial mais avançado, enquanto tenta melhorar principalmente recursos de programação. O atraso aumentou a preocupação interna sobre a capacidade da empresa de acompanhar rivais como OpenAI e Anthropic.

Segundo a Bloomberg, funcionários e pesquisadores avaliam que a demora acontece em um momento em que novos modelos de IA avançam rapidamente e mudam a disputa entre as grandes empresas de tecnologia.

O Gemini 3.5 Flash recebeu avaliações positivas por velocidade, mas alguns clientes apontam limitações em tarefas mais complexas. – Imagem: arda savasciogullari/Shutterstock

Novo Gemini passa por ajustes antes do lançamento

O Gemini 3.5 Pro deveria representar um salto importante para o Google, mas a empresa decidiu ampliar o período de desenvolvimento para aprimorar suas capacidades, principalmente na criação e análise de códigos.

Funcionários atuais e antigos ouvidos pela Bloomberg afirmam que a companhia enfrenta dificuldades para alinhar diferentes áreas envolvidas em inteligência artificial. Equipes do Google DeepMind, Google Cloud e outros departamentos trabalham em soluções próprias, o que pode tornar decisões e lançamentos mais lentos.

A empresa também precisa integrar a tecnologia a produtos amplamente usados, como busca, mapas e YouTube.

Em comunicado, um porta-voz do Google afirmou: “Estamos enviando rapidamente uma ampla variedade de modelos, mantendo-os altamente econômicos para os clientes”.

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O Google tenta integrar o Gemini a serviços como Busca, YouTube e Maps, processo que aumenta a complexidade do desenvolvimento. – Imagem: Carlos Alvarez/iStock

Programação vira uma das principais batalhas da IA

O desenvolvimento de ferramentas capazes de gerar código se tornou uma prioridade no setor. Dentro do Google, porém, a concentração de esforços ainda enfrenta obstáculos.

Entre os principais desafios estão:

  • Disputa interna por capacidade de processamento;
  • Ferramentas de IA criadas por equipes diferentes;
  • Receios anteriores sobre vazamento de códigos proprietários;
  • Equilíbrio entre velocidade, segurança e padrões internos.

O Google afirma que avançou no uso da tecnologia dentro da própria empresa. Segundo a companhia, 75% do código produzido atualmente é gerado com auxílio de IA, revisado por funcionários e aprovado antes de chegar aos produtos.

Logos de Anthropic e OpenAI
O atraso do Gemini acontece em um momento de forte competição, com novos modelos sendo lançados por OpenAI e Anthropic. – Imagem: Thrive Studios ID/Shutterstock

Google tenta recuperar ritmo diante dos concorrentes

Desde o lançamento do ChatGPT, no fim de 2022, o Google acelerou seus esforços em inteligência artificial e declarou um “código vermelho” para reduzir barreiras internas e responder ao avanço da tecnologia.

Mesmo assim, funcionários dizem que a empresa ainda enfrenta disputas internas por recursos e prioridades. Pesquisadores apontam que o Gemini tem como diferencial o acesso aos dados da busca do Google, enquanto Anthropic e OpenAI ganharam destaque com modelos considerados mais fortes em determinadas tarefas.

A insatisfação com a posição da empresa também contribuiu para a saída de pesquisadores para outros laboratórios, segundo ex-funcionários.

Enquanto aguardam o Gemini 3.5 Pro, clientes tiveram avaliações diferentes sobre o Gemini 3.5 Flash. Rodrigo Davies, gerente de produto da Figma, afirmou que o modelo encontrou um equilíbrio entre velocidade e qualidade.

Já Freddy Vega, CEO e fundador da Platzi, disse que a ferramenta ainda apresenta limitações em algumas tarefas e que sua equipe passou a utilizar o Claude 3.5 Sonnet, da Anthropic.

O desafio do Google agora não é apenas criar modelos mais avançados, mas transformar sua estrutura interna em uma vantagem competitiva em uma área onde velocidade e capacidade de adaptação se tornaram fatores decisivos.

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Você poderá falar com o Waze: veja como funciona a nova IA

Quem usa o Waze para escapar do trânsito ganhou novas ferramentas no Brasil. O aplicativo passou a receber funções com inteligência artificial que permitem conversar por voz, adaptar trajetos ao perfil do motorista e melhorar a navegação para motociclistas.

As novidades usam o Gemini, tecnologia de IA do Google, para interpretar pedidos feitos de forma mais natural e transformar informações do caminho em sugestões dentro do aplicativo.

Com IA do Gemini, o Waze transforma relatos de usuários em sugestões de melhorias para os mapas. – Imagem: Divulgação / Waze

Waze transforma avisos de trânsito em conversa por voz

Uma das principais mudanças é o Waze Map Mate, que permite avisar sobre problemas nas ruas usando apenas a voz. Em vez de procurar menus, o motorista pode descrever a situação enquanto dirige.

É possível informar acidentes, buracos, obras, congestionamentos e até mudanças em endereços com frases comuns do dia a dia. O Gemini interpreta o comando e cria uma sugestão de atualização para o mapa.

As informações, porém, não entram automaticamente no aplicativo. Antes disso, elas são analisadas pelos editores de mapas do Waze, responsáveis por verificar os dados enviados pelos usuários.

A novidade funciona em celulares Android e iPhone (iOS).

Ao fundo, logo do Waze; à frente, o aplicativo em execução
O Waze ganhou IA para criar uma navegação mais personalizada com base nos hábitos de cada usuário. – Imagem: Kemarrravv13/Shutterstock

Menos avisos e mais personalização no volante

Para quem acha que o aplicativo fala demais durante a viagem, o Waze adicionou o modo “Menos falante”. A opção reduz as mensagens de voz e mantém alertas importantes, como perigos, mudanças de faixa e conversões.

Leia mais:

O motorista pode escolher entre quatro configurações: “Normal”, “Menos falante”, “Apenas alertas” e “Desativado”.

O Gemini também amplia as buscas dentro do aplicativo. Agora, o usuário pode pedir sugestões como estacionamentos próximos, postos com preços mais baixos ou cafeterias abertas.

Além disso, o Waze passa a considerar hábitos de direção para sugerir caminhos. “Ele sugere rotas com base nas suas viagens anteriores e na análise dos padrões de trânsito locais”, explicou a empresa.

Modo Moto leva navegação adaptada para motociclistas

Quem anda de moto também ganhou uma opção específica de navegação. O novo Modo Moto considera características diferentes dos veículos de duas rodas para indicar caminhos mais adequados.

A inteligência artificial ajuda a analisar situações que podem afetar o trajeto, enquanto uma equipe de editores motociclistas auxilia na atualização das informações.

O recurso considera fatores como:

  • buracos e lombadas;
  • fim de acostamentos;
  • pontes estreitas;
  • restrições para motocicletas;
  • atalhos disponíveis apenas para motos.

A atualização reforça a disputa entre aplicativos de navegação para oferecer experiências mais inteligentes. Serviços como Google Maps, Siri e Alexa também passaram a incorporar recursos de inteligência artificial recentemente.

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Conheça o Video Remix, nova ferramenta do Google para editar vídeos com IA

Nesta quarta-feira (8), o Google anunciou uma nova função de edição de vídeos com inteligência artificial voltada a assinantes de seus serviços de IA. A ferramenta permite alterar gravações salvas no Google Fotos por meio de comandos em linguagem natural.

Chamado de Video Remix, o recurso utiliza o modelo Gemini Omni para aplicar transformações visuais em vídeos existentes. A novidade começou a ser disponibilizada para usuários nos Estados Unidos e em outros países selecionados.

A proposta da empresa é facilitar modificações que antes exigiam programas especializados de edição, oferecendo opções automáticas para mudar elementos visuais das gravações em poucos segundos.

Como funciona a nova ferramenta de edição

Entre uma das funcionalidades do app está a edição rápida e fácil de vídeos individuais
(Imagem: dennizn/Shutterstock)

O Video Remix está disponível dentro da aba Create, área do Google Fotos dedicada à criação de conteúdos. Nela, os usuários encontram modelos prontos que servem como ponto de partida para transformar seus vídeos.

Entre as possibilidades apresentadas pela empresa estão alterações como aplicar aparência de aquarela, melhorar a iluminação de uma cena escura ou substituir o cenário de uma gravação por outro ambiente.

De acordo com o Google, o processamento ocorre em poucos segundos após o usuário enviar uma solicitação, permitindo que a inteligência artificial faça ajustes sem a necessidade de dominar softwares tradicionais de edição.

Gemini Omni é a base tecnológica do recurso

Apresentação do Gemini Omni durante o evento Google I/O
Gemini Omni – Imagem: Google

A nova ferramenta é alimentada pelo Gemini Omni, modelo anunciado pelo Google em maio deste ano. A companhia apresentou a tecnologia como uma evolução voltada principalmente para a criação e manipulação de vídeos.

Segundo a empresa, o modelo consegue interpretar uma variedade maior de entradas e compreender melhor características físicas presentes nas cenas, como efeitos relacionados à gravidade e ao movimento, o que ajudaria a produzir resultados mais realistas.

O sistema também permite a inclusão do próprio usuário em vídeos por meio de um avatar digital criado para essa finalidade. Esse recurso utiliza a marca d’água da ferramenta SynthID, desenvolvida pelo Google.

Disponibilidade para assinantes

O Video Remix começou a ser liberado em 8 de julho de 2026 para clientes dos planos Google AI Plus, Pro e Ultra. A distribuição inicial contempla os Estados Unidos e alguns mercados selecionados pela empresa.

A chegada da ferramenta amplia a presença de recursos de inteligência artificial dentro do Google Fotos, com foco em automatizar processos de edição que tradicionalmente dependiam de conhecimento técnico em programas específicos.

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Google lança Nano Banana 2 Lite e Gemini Omni Flash para imagens e vídeos com IA

O Google apresentou novos sistemas de inteligência artificial voltados à criação de imagens e vídeos, desenvolvidos pela divisão DeepMind. O anúncio saiu nesta terça-feira (30) e reúne dois produtos principais: Nano Banana 2 Lite e Gemini Omni Flash, ambos integrados ao ecossistema Gemini e disponíveis em plataformas como Google AI Studio e API do Gemini.

Segundo a empresa, os modelos foram criados para atender diferentes necessidades de produção de mídia generativa. O Nano Banana 2 Lite prioriza rapidez e redução de custos na geração de imagens, enquanto o Omni Flash foca na criação e edição de vídeos a partir de comandos multimodais.

A iniciativa busca acelerar fluxos de trabalho criativos e permitir maior escala na produção de conteúdo digital, combinando geração rápida de imagens com ferramentas de vídeo interativo em um mesmo ambiente tecnológico.

Nova geração de IA do Google aposta em velocidade e integração entre imagem e vídeo

Nano Banana é o principal motor do sucesso recente do Gemini (Imagem: Danilo Oliveira/Olhar Digital)

O Nano Banana 2 Lite integra a família Gemini 3.1 Flash Lite Image e foi desenhado para tarefas em que a velocidade de resposta é prioridade. O sistema consegue gerar imagens a partir de texto em cerca de quatro segundos e apresenta custo estimado de 0,034 dólar por mil imagens, segundo dados divulgados pelo Google DeepMind.

De acordo com a empresa, o modelo também mantém boa aderência aos comandos inseridos pelos usuários, além de preservar consistência na representação de elementos visuais. Ainda assim, o desempenho tende a cair em cenários que exigem leitura precisa de textos inseridos nas imagens ou maior rigor em infográficos.

O Google posiciona essa versão como uma ferramenta voltada principalmente para prototipagem rápida e produção em grande volume, sendo indicada para testes visuais e processos iterativos que exigem resposta imediata.

Gemini vs ChatGPT vs Claude:
Sistemas automatizados de varredura profunda identificaram o brilho anômalo por quatro meses. – Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital)

Já o Gemini Omni Flash atua em outro segmento da criação digital, com foco na geração e edição de vídeos a partir de interações em linguagem natural. O modelo permite combinar texto, imagens e vídeos como entrada, produzindo cenas editáveis de forma conversacional.

Segundo o material divulgado pela empresa, o sistema suporta vídeos de até dez segundos na fase atual e possui limitações no uso de áudio e na continuidade de personagens entre cenas. Ainda assim, a tecnologia é apresentada como uma solução para produção de vídeos com alto grau de interação e controle narrativo.

A proposta central do Google é integrar os dois modelos em fluxos contínuos de produção. Nesse cenário, imagens criadas pelo Nano Banana 2 Lite podem ser utilizadas como base para animações e vídeos gerados pelo Omni Flash, criando uma cadeia de criação multimídia mais rápida e conectada.

Ambos os sistemas contam com marcação de segurança SynthID, mecanismo que identifica conteúdos gerados por inteligência artificial mesmo após edições posteriores, reforçando a rastreabilidade do material produzido.

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