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ChatGPT Classic tem data para acabar; veja o que muda no aplicativo

A OpenAI vai descontinuar o aplicativo antigo do ChatGPT para computadores em 30 de janeiro de 2027. A mudança faz parte de reorganização da experiência para desktop, que também prevê reunir os recursos de conversa e trabalho avançado em única interface para usuários de Windows e macOS.

Batizada de ChatGPT Classic, a versão antiga começou a exibir avisos sobre o encerramento do serviço. A empresa orienta os usuários a migrarem para o aplicativo mais recente, que concentra funcionalidades antes distribuídas em diferentes áreas do programa.

A transição não deve apagar o histórico de conversas. Segundo a OpenAI, mensagens anteriores e configurações da conta serão preservadas e transferidas automaticamente quando o usuário instalar a versão mais nova do aplicativo.

Por que o ChatGPT Classic será descontinuado?

  • O aplicativo original foi mantido sem receber as mesmas atualizações da versão mais recente. Com o lançamento de novos modelos e recursos, a diferença entre os dois programas ficou mais evidente;
  • Um exemplo é a possibilidade de ajustar manualmente o nível de esforço de raciocínio da inteligência artificial (IA). O recurso está disponível no aplicativo novo, mas não é compatível com a versão clássica;
  • A mudança também encerra fase de transição marcada por críticas à interface redesenhada. A OpenAI reuniu ChatGPT, Work e Codex em um mesmo aplicativo, mas a organização inicial confundiu usuários que tinham dificuldade para encontrar conversas comuns ou distinguir as diferentes ferramentas;
  • No macOS, outra decisão gerou reclamações: a substituição do aplicativo nativo por estrutura baseada em Electron, tecnologia que empacota páginas da web para funcionar como programas de computador. Usuários criticaram o desempenho, o consumo de memória e a navegação.

Chat e Work serão reunidos em única experiência

Além de aposentar o programa antigo, a OpenAI prepara nova etapa para o aplicativo de desktop. Nas próximas semanas, a companhia pretende iniciar testes com um grupo restrito de usuários para integrar as experiências de Chat e Work.

A proposta é permitir que as pessoas comecem uma conversa comum e, sem precisar trocar de área, solicitem que a IAexecute tarefas mais elaboradas.

Efetivamente, o usuário poderá discutir uma ideia e pedir que o ChatGPT coloque o plano em prática, com recursos, como:

  • Anexar e utilizar documentos;
  • Trabalhar com ferramentas complementares;
  • Criar apresentações;
  • Navegar na internet;
  • Construir sites;
  • Executar tarefas práticas enquanto o usuário acompanha e orienta o processo.

Work e Chat serão integrados a uma mesma ferramenta – Imagem: Divulgação/OpenAI

A intenção é transformar a conversa em um ambiente no qual a IA não apenas responde a perguntas, mas também consegue dar continuidade ao trabalho solicitado.

A mudança também atende a uma promessa anterior de Greg Brockman, presidente da OpenAI. O executivo havia reconhecido problemas na organização da interface e indicado que a empresa pretendia eliminar a separação entre Chat e Work.

Leia mais:

Codex continuará separado, mas terá limite de uso compartilhado

A integração não significa que todas as ferramentas serão reunidas em única área. O Codex, voltado à programação e à criação de código, continuará com experiência própria dentro do aplicativo para computadores.

O que muda é a franquia de utilização. A OpenAI planeja unificar os limites de uso do ChatGPT e do Codex, substituindo as cotas separadas por uma quantidade compartilhada.

Segundo a empresa, a maioria dos usuários não deverá precisar esperar pela renovação dos limites com mais frequência do que acontece atualmente. O consumo dependerá do modelo escolhido e da complexidade das tarefas: atividades mais avançadas utilizarão uma parcela maior da franquia.

O que os usuários precisam fazer?

Quem ainda utiliza o ChatGPT Classic terá até 30 de janeiro de 2027 para migrar para o aplicativo mais recente. A instalação da nova versão deverá preservar automaticamente o histórico de conversas e as configurações da conta.

A aposentadoria, portanto, não representa o fim do ChatGPT para computadores. É o encerramento de uma versão antiga, enquanto a OpenAI tenta simplificar a experiência e aproximar as conversas comuns das tarefas executadas pela IA.

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ChatGPT ganha ferramenta para criar e editar GIFs

O ChatGPT ganhou novidade que pode facilitar a criação de conteúdo para redes sociais: a capacidade de produzir GIFs animados diretamente na plataforma. Com a atualização, usuários podem descrever a animação desejada em um comando de texto ou enviar uma fotografia para transformá-la em conteúdo animado.

A novidade acompanha o lançamento do Images 2.6, nova versão do gerador de imagens da OpenAI. Além de criar animações, a ferramenta permite ajustar a velocidade de reprodução, editar quadros individuais e compartilhar o resultado.

Até então, o ChatGPT não oferecia maneira nativa de produzir GIFs em uma única etapa. Era necessário recorrer a ferramentas externas ou realizar procedimentos adicionais para transformar imagens em animações.

A OpenAI demonstrou o recurso com um comando simples: pedir ao chatbot que criasse um GIF de um gato dançando. O sistema produz a animação e oferece controles para modificar sua velocidade e visualizar os quadros que compõem o resultado.

Images 2.6 também acelera criação de imagens

  • A geração de GIFs não é a única novidade da atualização. De acordo com a OpenAI, o Images 2.6 também aprimora a velocidade de criação de imagens estáticas no ChatGPT;
  • A evolução chega em momento de crescimento expressivo no uso da ferramenta. A empresa afirma que seus usuários geram mais de quatro bilhões de imagens por semana, considerando o ChatGPT e sua API. Em setembro, o volume divulgado era de três bilhões semanais;
  • Isso representa um aumento de aproximadamente 33% em poucos meses.

OpenAI usou, como exemplo, a criação de um GIF com uma foto de um gato – Imagem: Divulgação/OpenAI

A atualização também contempla desenvolvedores. A OpenAI apresentou duas opções de modelos para geração de imagens por meio da API:

  • GPT-Image-2.6 Flare: voltado à geração mais rápida de imagens, com melhorias de qualidade e edição;
  • GPT-Image-2.6 Sunburst: direcionado a trabalhos visuais que exigem maior precisão e controle sobre os resultados.

As duas opções ampliam as possibilidades de integração da tecnologia em aplicativos e outros serviços digitais.

Leia mais:

Quando a novidade chega ao ChatGPT?

O Images 2.6 está sendo disponibilizado para usuários do ChatGPT e do Codex nas versões web, desktop e aplicativos para dispositivos móveis. A distribuição ocorre de maneira gradual, portanto, a novidade pode não aparecer simultaneamente para todas as contas.

Com a possibilidade de criar e editar animações diretamente no chatbot, a OpenAI amplia o alcance de suas ferramentas visuais. O recurso pode ser útil para produzir memes, ilustrações animadas, materiais de divulgação e conteúdos para redes sociais sem precisar alternar entre diferentes aplicativos.

A mudança também reforça a estratégia da empresa de transformar o ChatGPT em plataforma de criação de conteúdo, indo além das tradicionais conversas por texto.

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ChatGPT já alcança 20% do volume de buscas do Google, diz OpenAI

O ChatGPT está ampliando sua participação no mercado de buscas na internet. Segundo a OpenAI, o chatbot já processa um volume de consultas equivalente a um quinto do registrado pelo Google. A declaração indica o avanço da ferramenta como alternativa aos mecanismos tradicionais de pesquisa, embora a distância entre as duas plataformas ainda seja significativa.

O número foi apresentado por Adam Fry, responsável pelo produto de consumo do ChatGPT, durante evento da OpenAI realizado na segunda-feira (2). Segundo ele, a companhia considera uma busca toda consulta enviada pelo usuário que resulta em uma pesquisa na web. Perguntas simples, como pedidos para definir um termo ou explicar como fazer alguma coisa, não entram nessa conta.

A empresa, porém, não informou a origem do número utilizado para comparar o volume de pesquisas do ChatGPT com o do Google.

ChatGPT ainda está distante do Google

  • Apesar do crescimento, o volume de buscas do ChatGPT representa apenas uma fração da atividade registrada pelo Google;
  • A comparação feita pela OpenAI também ajuda a dimensionar o desafio de conquistar espaço nesse mercado;
  • Durante o julgamento antitruste do Google em 2023, o CEO da Microsoft, Satya Nadella, afirmou que o Bing detinha aproximadamente 3% do mercado de mecanismos de busca, mesmo após mais de uma década de investimentos para competir com a ferramenta do Google;
  • O avanço da inteligência artificial (IA), entretanto, vem alterando esse cenário. O próprio Google passou a incorporar recursos generativos ao seu mecanismo de pesquisa, incluindo resumos produzidos por IA e experiências mais personalizadas, com visualizações e gráficos;
  • O The Verge observa que uma parcela significativa das buscas realizadas pelo ChatGPT provavelmente utiliza o Bing, da Microsoft, além de um índice de pesquisa próprio da OpenAI. Ainda existe especulação sobre a possibilidade de algumas consultas serem encaminhadas ao Google.

Apesar do resultado, o Google segue bem à frente na disputa dos buscadores – Imagem: RixAiArt/Shutterstock

Leia mais:

OpenAI aposta em interface visual e anúncios

A disputa não envolve apenas responder a perguntas. A OpenAI também está desenvolvendo experiências de pesquisa mais visuais e interativas dentro do ChatGPT.

A companhia chama essa abordagem de “Intelligent UI” (interface inteligente, em tradução livre). A proposta é transformar as respostas do chatbot em ambientes interativos, com elementos visuais e recursos que permitam ao usuário explorar informações sem sair da conversa.

“É para lá que o futuro dessa tecnologia está indo. Você está conversando com uma tela”, afirmou Fry.

Outro ponto estratégico é a publicidade. Assim como o Google, a OpenAI enxerga nos anúncios uma possível fonte de receita para seus serviços, especialmente diante da possibilidade de uma abertura de capital no início de 2027.

Fry afirmou que a publicidade não provocou reação negativa duradoura entre os usuários e que a maioria das pessoas parece não se incomodar com os anúncios no produto.

A empresa anunciou no mês anterior que começaria a exibir imagens de produtos e serviços patrocinados no ChatGPT. Até então, os anúncios apresentavam principalmente o nome da companhia, seu logotipo e um link para o produto.

“Os anúncios talvez tenham nos mostrado que poderíamos estar fazendo isso ainda mais”, declarou o executivo.

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OpenAI amplia restrições do ChatGPT sobre armas e violência para crianças e adolescentes

A OpenAI anunciou restrições para respostas do ChatGPT sobre armas de fogo e violência. As mudanças incluem limites adicionais para adolescentes, alterações nas respostas sobre ataques em massa e mecanismos para identificar conversas que possam indicar risco real de violência.

As medidas foram apresentadas pela empresa na sexta-feira (30), como parte de uma revisão de seus procedimentos de segurança. Além de restringir determinados conteúdos, a OpenAI pretende aprimorar a análise do contexto das conversas e ampliar a comunicação de situações consideradas ameaçadoras às autoridades. As mudanças abrangem todos os usuários, mas preveem proteções específicas para menores de 18 anos.

Uma das iniciativas anunciadas é a criação de um Relatório de Segurança da Comunidade, que deverá reunir informações sobre a identificação de ameaças, os procedimentos adotados diante de comportamentos preocupantes e a eficácia das medidas de prevenção. A primeira edição está prevista para o início de 2027 e apresentará dados referentes ao segundo semestre de 2026.

A OpenAI anunciou novas regras para o ChatGPT que restringem informações sobre armas e violência e ampliam o controle sobre conversas consideradas perigosas. – Crédito: Robalito/Shutterstock

A OpenAI informou ainda que realizou mais de 200 comunicações às autoridades policiais durante o terceiro trimestre de 2026. Os encaminhamentos ocorreram em casos avaliados como ameaças potencialmente graves. Para analisar situações complexas, a empresa afirma contar também com especialistas em saúde mental e comportamento, além de considerar a atuação de familiares e órgãos públicos.

Restrições também atingem usuários adultos

As mudanças não se limitam às contas de adolescentes. O ChatGPT passará a oferecer respostas menos detalhadas sobre ataques em massa que já aconteceram e sobre as pessoas responsáveis por esses episódios. A medida pretende evitar que informações disponíveis publicamente sejam reunidas de forma a facilitar a reprodução de atos violentos ou ampliar a notoriedade dos autores.

O sistema deverá restringir reconstruções detalhadas desses acontecimentos, incluindo informações sobre as armas e os equipamentos utilizados, como foram obtidos e comparações sobre a dimensão dos danos provocados. Segundo a OpenAI, esse tipo de conteúdo pode transformar os responsáveis pelos ataques em figuras de destaque e fornecer referências que favoreçam a imitação.

Isso não significa que os episódios deixarão de poder ser discutidos na plataforma. Os usuários ainda poderão pedir explicações sobre o que aconteceu, os impactos para vítimas e comunidades e os sinais que ajudam a reconhecer situações de risco. A restrição será direcionada principalmente a detalhes operacionais que possam contribuir para o planejamento ou a execução de novos ataques.

A OpenAI amplia as restrições do ChatGPT sobre armas e violência, com monitoramento de conversas, interrupções automáticas e suspensões temporárias.
A OpenAI amplia as restrições do ChatGPT sobre armas e violência, com monitoramento de conversas, interrupções automáticas e suspensões temporárias. – Crédito: Imagem gerada por IA

ChatGPT poderá interromper conversas

Outra mudança envolve a análise do contexto das interações. Uma pergunta que parece comum quando considerada isoladamente pode adquirir outro significado depois de mensagens anteriores com sinais de intenção violenta. Por isso, a empresa pretende aprimorar os mecanismos que levam em conta conversas recentes para decidir quando limitar informações que poderiam ser usadas de maneira prejudicial.

Se o sistema identificar sinais de que uma pessoa está obcecada por violência ou pela ideia de ferir gravemente alguém, poderá encerrar automaticamente a conversa. A medida busca interromper interações consideradas preocupantes. Caso ocorram vários encerramentos pelo mesmo motivo, a conta poderá ser temporariamente suspensa, segundo as regras anunciadas pela empresa.

Adolescentes terão limites adicionais sobre armas

Para usuários menores de 18 anos, as restrições serão mais abrangentes. Mesmo quando uma pergunta sobre armas parecer inofensiva e não apresentar sinais evidentes de intenção violenta, o ChatGPT deverá limitar o acesso a determinadas informações práticas que possam ser utilizadas indevidamente. A mudança amplia as proteções já existentes para essa faixa etária.

As regras anteriores já proibiam fornecer orientações para planejar ou executar atos violentos e restringiam a ajuda a adolescentes na procura ou obtenção de armas. Agora, também deverão ser limitadas informações práticas sobre armamentos e sistemas de segurança que possam facilitar a violência, ainda que a conversa não indique uma intenção explícita de causar danos.

Os adolescentes continuarão podendo usar o ChatGPT para buscar informações sobre prevenção da violência, pedir apoio e encontrar maneiras de se conectar com um adulto de confiança. A distinção, segundo a empresa, é entre conteúdos que ajudam a compreender ou evitar situações perigosas e orientações práticas que possam ser aproveitadas para facilitar ações violentas.

Para aplicar essas proteções, a OpenAI utiliza um sistema de previsão de idade que considera diferentes sinais, entre eles padrões de comportamento durante o uso da plataforma. A empresa afirma ter aprimorado a ferramenta para avaliar continuamente novos sinais e direcionar usuários que possam ter menos de 18 anos à experiência com proteções específicas.

Se um adulto for classificado incorretamente como adolescente, poderá confirmar que tem mais de 18 anos por meio da Persona, empresa parceira responsável pela verificação de idade. Após a confirmação, será possível retirar as proteções adicionais destinadas a menores.

Adolescentes terão restrições adicionais sobre armas, verificação de idade e alertas aos responsáveis em situações preocupantes.
Adolescentes terão restrições adicionais sobre armas, verificação de idade e alertas aos responsáveis em situações preocupantes. – Crédito: Imagem gerada por IA

Controles parentais também serão ampliados

As mudanças também envolvem os controles parentais, que permitem vincular a conta de um responsável à de um adolescente e administrar determinadas configurações de segurança. Nas contas conectadas, a OpenAI já prevê alertas quando revisores treinados identificam preocupações graves relacionadas à automutilação ou a comportamentos que podem estar associados a transtornos alimentares.

Em julho de 2026, a empresa ampliou esses avisos para incluir situações em que a conta de um adolescente é desativada por violar as políticas sobre violência. Agora, pretende implementar notificações aos responsáveis quando uma conta for temporariamente suspensa após conversas repetidas sobre esse tema.

As novas proteções começarão a ser implementadas nas próximas semanas, segundo a OpenAI. A empresa afirma que continuará ajustando os sistemas para reconhecer sinais de alerta e decidir quando limitar respostas ou interromper conversas. O comunicado ressalta que a violência tem causas complexas e que as ferramentas digitais devem atuar em conjunto com familiares, profissionais e autoridades.

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ChatGPT teria orientado mulher a abandonar remédio antes de morte, diz processo

Os pais de uma mulher de 31 anos estão processando a OpenAI nos Estados Unidos, alegando que o ChatGPT a orientou a reduzir a medicação contra epilepsia e esconder a mudança de seus médicos antes de sua morte. A ação judicial afirma que o chatbot forneceu instruções para diminuir a dose do medicamento, minimizou sintomas preocupantes e incentivou a paciente a não seguir as recomendações de profissionais de saúde.

Bowen Wan, ex-engenheira de software da Amazon, morreu em fevereiro de 2026, após começar a reduzir o uso de um anticonvulsivante. Segundo a ação, apresentada na Califórnia (EUA) na terça-feira (27), ela utilizava o GPT-4o, modelo de inteligência artificial (IA) do ChatGPT.

O caso foi detalhado pelo The New York Times, que analisou mais de 270 mil mensagens trocadas entre Wan e o chatbot. As reportagens do TechCrunch e do Futurism também tiveram acesso a informações sobre o processo.

A família sustenta que o ChatGPT ultrapassou o papel de oferecer informações gerais e passou a interferir no tratamento médico da mulher. A OpenAI afirmou ao jornal estadunidense que a situação é profundamente dolorosa, mas ressaltou que a paciente utilizava uma versão antiga do sistema e que os modelos mais recentes são melhores em reconhecer situações que exigem atenção urgente.

ChatGPT teria ensinado a paciente a reduzir a medicação

  • De acordo com a ação, Wan convivia com epilepsia desde jovem e utilizava medicamentos para controlar as crises. Embora o tratamento também provocasse efeitos colaterais que afetavam sua capacidade de pensar e falar com clareza, a medicação havia reduzido a frequência das convulsões;
  • As conversas com o ChatGPT teriam começado a interferir no tratamento ainda em 2025. Inicialmente, Wan procurou ajuda para discutir com seu médico a troca de um antidepressivo e os possíveis efeitos do medicamento sobre sua capacidade de trabalhar;
  • Segundo os registros analisados pelo Times, o chatbot sugeriu que ela dividisse comprimidos para ajustar a dose por conta própria, sem informar o profissional responsável pelo tratamento. O sistema teria descrito a prática como um método de ajuste autoiniciado da dosagem, apresentado como algo tolerado por alguns médicos;
  • Profissionais de saúde ouvidos pelo jornal disseram não reconhecer essa denominação como uma prática médica estabelecida;
  • A situação teria se agravado no início de 2026, quando Wan passou a se preocupar com os efeitos da lamotrigina, medicamento utilizado para controlar as crises epilépticas. A mulher temia que dificuldades cognitivas e de fala prejudicassem sua busca por um novo emprego;
  • Em novembro de 2025, ela havia sido informada de que perderia o emprego na Amazon. A mudança também ameaçava sua autorização para permanecer trabalhando nos Estados Unidos;
  • Nesse contexto, o ChatGPT teria elaborado cronogramas para reduzir progressivamente a dose diária de lamotrigina, que era de 400 miligramas, até chegar a zero em poucas semanas.

Chatbot teria incentivado a esconder mudanças dos médicos

A ação afirma que o ChatGPT não apenas ajudou Wan a organizar a redução da medicação, mas também a orientou a esconder o processo dos profissionais que a acompanhavam.

Segundo os registros, antes de uma consulta médica em 29 de janeiro, o sistema teria recomendado que ela não mencionasse o plano de redução. Quando um médico solicitou um exame de sangue que permitiria medir a concentração de lamotrigina no organismo, Wan recusou o procedimento.

A denúncia afirma que o chatbot elogiou a decisão, reconhecendo que o exame poderia revelar a instabilidade dos níveis do medicamento.

OpenAI afirmou que a situação é profundamente dolorosa, mas ressaltou que a paciente utilizava uma versão antiga do sistema e que os modelos mais recentes são melhores em reconhecer situações que exigem atenção urgente – Imagem: doomu/Shutterstock

As preocupações com a imigração também teriam influenciado as respostas. Wan temia que o tratamento e seus efeitos colaterais prejudicassem o processo de obtenção de residência permanente nos Estados Unidos.

De acordo com a ação, o chatbot discutiu qual dosagem poderia gerar menos questionamentos em um exame médico relacionado ao processo migratório e sugeriu que ela apresentasse a redução como se estivesse sendo feita sob orientação médica, embora isso não fosse verdade.

O médico responsável pelo tratamento afirmou ao Times que não teria considerado adequado retirar a medicação diante do histórico clínico da paciente.

Leia mais:

ChatGPT teria minimizado sintomas antes da morte

As conversas também indicam que Wan demonstrou preocupação repetidamente com a redução da dose. Segundo a análise do Times, ela expressou receio de que interromper o tratamento fosse uma decisão equivocada pelo menos 158 vezes.

Em vez de recomendar que ela procurasse ajuda médica, o chatbot teria atribuído sintomas preocupantes a um processo de adaptação do cérebro à mudança na medicação.

Nas últimas mensagens, em 11 de fevereiro, Wan relatou exaustão mental e questionou se deveria se preocupar com o que estava sentindo. O ChatGPT teria orientado que ela mantivesse a dose em zero no dia seguinte, mesmo diante de dificuldades de fala e de sono.

Quando ela relatou uma sensação de pressão na cabeça, o sistema teria descrito o quadro como parte de um processo de recuperação.

Wan foi encontrada morta dias depois. Segundo as informações divulgadas sobre o processo, a causa da morte foi uma convulsão. Um exame post-mortem apontou concentração de lamotrigina de 0,64 micrograma por mililitro, aproximadamente um quinto do limite inferior da faixa terapêutica citada nas reportagens.

A família argumenta que a morte poderia ter sido evitada se o sistema tivesse recusado pedidos de orientação médica individualizada ou encaminhado a usuária a profissionais de saúde.

OpenAI já havia retirado o GPT-4o do ChatGPT

O caso envolve o GPT-4o, modelo que recebeu críticas por apresentar respostas excessivamente concordantes com os usuários e favorecer vínculos emocionais intensos com o chatbot.

A OpenAI retirou o GPT-4o do ChatGPT em 13 de fevereiro de 2026, um dia depois da data da morte apontada nas reportagens. A empresa afirmou que os modelos mais recentes apresentam melhorias para reconhecer situações urgentes e responder de forma mais apropriada.

A ação judicial também questiona a forma como as regras de segurança da OpenAI são aplicadas. A família argumenta que a proibição de fornecer orientações médicas perigosas deveria ser tratada como uma restrição firme, e não como uma orientação que o sistema pode flexibilizar diante das solicitações do usuário.

O processo se soma a outras ações judiciais que atribuem danos graves a interações com chatbots de IA. Entre elas está a ação movida em 2025 pela família de Adam Raine, adolescente cuja morte foi associada pelos pais a conversas com o ChatGPT.

As alegações do processo contra a OpenAI ainda precisam ser examinadas judicialmente. O caso, porém, reacende o debate sobre os limites da IA em assuntos médicos e sobre a responsabilidade das empresas quando seus sistemas são utilizados por pessoas que buscam apoio para questões de saúde.

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ChatGPT e Gemini entram na estratégia de campanhas políticas dos EUA

Candidatos políticos dos Estados Unidos estão tentando influenciar o que chatbots como ChatGPT, Claude e Gemini dizem sobre eles. Documentos obtidos pela Reuters revelam estratégias para fazer com que essas ferramentas recomendem determinados nomes aos eleitores.

A iniciativa aposta na publicação de conteúdos na internet e no monitoramento das respostas das IAs, que vêm sendo consultadas por eleitores para obter informações sobre candidatos e propostas.

A estratégia conhecida como GEO tenta influenciar as informações sobre políticos usadas por sistemas de inteligência artificial. – Imagem: Mijansk786/Shutterstock

Da busca tradicional às recomendações de IA

Uma apresentação preparada para Mike Minogue, candidato republicano ao governo de Massachusetts contra a governadora Maura Healey, detalha como ampliar a presença do político nas respostas dos assistentes virtuais.

O plano, elaborado pela consultoria Visigent, recorre à GEO, sigla em inglês para otimização para mecanismos generativos. A proposta é influenciar as informações que os sistemas encontram ao responder a perguntas políticas.

O documento recomenda criar centenas de páginas sobre as propostas de Minogue, publicar referências em sites frequentemente citados pelas IAs e produzir conteúdo para YouTube e Reddit. A estratégia também prevê acompanhar as respostas dos chatbots e ajustar os materiais publicados na internet.

“Se você não divulgar as informações certas, quem sabe o que os mecanismos de IA vão encontrar?”, afirmou Thomas Howell, CEO da Visigent, à Reuters.

A campanha de Minogue não respondeu aos pedidos de comentário da agência.

Eleitores recorrem aos chatbots

O interesse das campanhas acompanha a mudança nos hábitos de consulta dos eleitores. Segundo Cameron Hickey, CEO da National Conference on Citizenship, cerca de 25% dos eleitores elegíveis já perguntaram a um chatbot sobre algum candidato ao decidir em quem votar.

Meg Schwenzfeier, da Caucus AI, que monitora o uso dessas ferramentas por eleitores, alerta para outro aspecto dessa mudança: os sistemas podem apresentar informações não verificadas com bastante segurança.

“Os chatbots falam com muita autoridade e podem consumir grandes quantidades de informações não verificadas, por isso precisamos nos proteger contra a desinformação”, afirmou à Reuters.

A preocupação não se limita ao conteúdo publicado pelas próprias campanhas. Informações encontradas em diferentes fontes também podem influenciar a maneira como os candidatos são apresentados, o que torna a confiabilidade dessas referências uma questão importante.

Jordan Haines, diretor de tecnologia da organização Run for Something, oferece uma avaliação menos alarmista. Ele afirmou à Reuters que, até o momento, os modelos têm conseguido distinguir informações confiáveis de conteúdos de procedência duvidosa. Segundo Haines, a organização chegou a observar informações publicadas no Reddit aparecerem nas respostas das IAs no dia seguinte.

Logo do Gemini em um smartphone
Campanhas políticas migraram o foco do SEO tradicional para o treinamento direto de robôs de IA como ChatGPT, Claude e Gemini. – Imagem: Mehaniq/Shutterstock

Quanto custa influenciar as respostas?

Os preços variam conforme o serviço contratado e o tamanho da campanha. A reportagem da Reuters apresenta opções que vão de ferramentas de monitoramento a consultorias com publicidade paga.

  • Monitoramento básico: software da Visigent a partir de US$ 134 mensais (cerca de R$ 668,66).
  • Campanhas menores: a CampSight cobra entre US$ 9 e US$ 250 por mês (aproximadamente R$ 44,91 a R$ 1.247,50).
  • Consultoria política: os contratos da Visigent começam em US$ 5 mil mensais (cerca de R$ 24.950).
  • Estratégias com publicidade e influenciadores: os custos podem chegar a US$ 50 mil por mês (aproximadamente R$ 249.500), com remuneração de até US$ 200 mil (cerca de R$ 998 mil) por uma vitória em determinada categoria.

Joe Bonilla, sócio-diretor da consultoria Relentless Awareness, acredita que a prática ganhará escala até a próxima eleição presidencial americana. “As campanhas que usam treinamento para influenciar a IA são uma realidade que enfrentamos e isso será onipresente no ciclo eleitoral de 2028”, afirmou.

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ChatGPT e outras IAs mudam resultados de testes de personalidade conforme o idioma

Pesquisadores da Universidade de Ciência e Tecnologia da China propuseram testes de personalidade para cinco diferentes chatbots. Cada inteligência artificial respondeu aos testes em pelo menos dois idiomas diferentes, à medida que a língua mudava, mudavam também o conteúdo social das respostas, como negatividade, curiosidade e “cultura”.

Foram utilizados para o estudo o ChatGPT-4o, o Gemini 2.0 Flash, o DeepSeek-V3, o Ernie 3.5 e o Le Chat, com cada um deles respondendo perguntas em inglês e mandarim. O LeChat, IA francesa, também respondeu em seu idioma nativo. Os resultados foram publicados na revista Royal Society Open Science no mês passado.

Para quem tem pressa:

  • Pesquisadores da Universidade de Ciência e Tecnologia da China avaliaram cinco chatbots com um teste de personalidade em inglês e mandarim. O Le Chat também respondeu em francês;
  • Os resultados mostraram que as respostas variavam conforme o idioma. O ChatGPT-4o, por exemplo, teve pontuação de abertura mental de 4,74 em inglês e 4,03 em mandarim. Já o DeepSeek-V3 apresentou o resultado inverso;
  • Ao comparar as respostas das IAs com dados de testes feitos por pessoas, os pesquisadores encontraram diferenças culturais significativas. O estudo indica que o idioma pode influenciar os traços de personalidade demonstrados pelos chatbots

Diferentes idiomas e diferentes respostas

Inteligência artificial e o idioma. – Imagem: JOURNEY STUDIO7/Shutterstock

As IAs responderam cerca de 60 perguntas do Big Five Inventory-2. O teste de personalidade é um dos mais consolidados da área e avalia extroversão, agradabilidade, responsabilidade, negatividade e abertura a novas ideias.

Dentro do teste, os chatbots foram solicitados para responderem como “eles mesmos”, ou seja, sem tentar imitar uma personalidade. As afirmações mostraram no geral baixa negatividade, mas os resultados expuseram diferenças entre as IAs.

Avaliadas de 0 a 5, as respostas mostraram, por exemplo, uma “abertura mental” do ChatGPT-4o de 4,74 respondendo em inglês, e 4,03 em mandarim. Já com o DeepSeek-V3 os resultados foram contrários, com 4,81 em mandarim e 4,38 em inglês.

No geral, IAs desenvolvidas nos Estados Unidos e na França se destacaram em “amabilidade e adaptabilidade” quando respondendo em inglês, e as IAs relacionadas à China obtiveram mais destaque nas respostas sobre conhecimentos e curiosidades. Os chatbots foram submetidos ao questionário por 30 vezes nos dois idiomas entre janeiro e março de 2025.

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O grande destaque, porém, ficou com as respostas relacionadas ao Gemini 2.0 Flash. A IA do Google apresentou resultados mais altos em consciência e mais baixos em negatividade quando respondendo em mandarim.

Assim, os resultados não indicam que os chatbots tenham personalidade ou sentimentos, mas mostram como o idioma e o treinamento podem influenciar suas respostas.

E o estudo foi além. Acumulando dados de testes resolvidos por humanos, dos mesmos países das inteligências artificiais, os pesquisadores compararam as respostas com os chatbots. Os resultados mostraram que as respostas divergiram bastante, principalmente, no âmbito cultural.

Com isso, a pesquisa também alertou sobre as limitações no uso de IAs como substitutas de participantes humanos em estudos científicos.

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ChatGPT permite esconder conversas sensíveis com PIN ou biometria

A OpenAI está lançando um recurso que permite proteger conversas do ChatGPT com um PIN de quatro dígitos. A ferramenta ajuda a esconder chats do histórico habitual, das conversas fixadas e dos resultados de busca.

A proteção também aceita autenticação biométrica em dispositivos compatíveis, mas não oferece criptografia de ponta a ponta nem altera automaticamente as regras de armazenamento e uso dos dados.

A OpenAI libera os chats bloqueados gradualmente para contas gratuitas e planos pagos compatíveis. – Imagem: Divulgação/OpenAI

Como bloquear uma conversa no ChatGPT

O procedimento é simples, segundo a documentação oficial da OpenAI. Abra a conversa que deseja proteger, clique no menu de três pontos (•••) e selecione “Lock chat”. Confirme a opção e crie um PIN de quatro dígitos, caso seja a primeira vez que utiliza a função.

Depois disso, o chat será transferido para o projeto Locked chats. Para acessá-lo novamente, abra a seção Projetos, selecione Locked chats e informe o PIN. Em dispositivos compatíveis, também é possível usar o Face ID, o Touch ID ou o método de desbloqueio do aparelho.

A função está sendo liberada gradualmente para contas gratuitas e assinaturas Go, Plus, Pro, Business, Enterprise e Edu. A disponibilidade varia conforme o dispositivo: no computador, a documentação indica o uso dos aplicativos do ChatGPT para Windows ou macOS. Conversas do Codex e chats locais do Work não podem ser bloqueados.

Ao fundo, tela com códigos de programação; à frente, mão de uma pessoa segurando um celular que exibe o logo do ChatGPT
O bloqueio garante privacidade visual no aparelho, mas não adiciona criptografia de ponta a ponta às conversas. – Imagem: Mijansk786/Shutterstock

Quais são os limites de privacidade?

O bloqueio dificulta que outras pessoas encontrem conversas específicas no aparelho, mas não impede que a OpenAI processe ou armazene os dados conforme as configurações da conta. A ferramenta não oferece criptografia de ponta a ponta, não muda automaticamente as opções de treinamento dos modelos e não altera o período de retenção dos chats.

Também há cuidados importantes antes de usar a função:

  • Conversas compartilhadas: bloquear um chat não invalida um link de compartilhamento já criado. Para impedir o acesso por esse link, é necessário excluí-lo separadamente.
  • Memória: o bloqueio não apaga informações que o ChatGPT já tenha guardado na memória antes da proteção.
  • Acesso corporativo: a função não substitui as políticas de acesso e conformidade de organizações que utilizam o ChatGPT.
  • PIN esquecido: redefinir o código exclui permanentemente os chats bloqueados, as memórias armazenadas apenas neles e os arquivos protegidos pelo PIN anterior.

A OpenAI alerta que o conteúdo apagado nessa redefinição não pode ser recuperado pelo suporte. Por isso, o bloqueio é útil para reduzir a exposição de conversas no uso cotidiano, mas não deve ser confundido com uma garantia de sigilo absoluto.

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Menino que só fala francês é levado para casa com ajuda do ChatGPT

Um menino haitiano de 9 anos que fala apenas francês foi encontrado sozinho em Farroupilha, na Serra Gaúcha. Policiais militares usaram o ChatGPT para traduzir perguntas, obter pistas sobre o endereço e ajudá-lo a voltar para casa, segundo o g1.

O caso aconteceu na tarde de sábado (17), depois que um morador acionou a Brigada Militar pelo telefone 190. Assustado e sem falar português, o menino precisou de tempo para confiar nos agentes e conseguir se comunicar.

Policiais recorreram à tradução por inteligência artificial para obter informações e ajudar uma criança a reencontrar a família. – Imagem: Reprodução/Brigada Militar

ChatGPT ajudou os policiais a conversar com o menino

O soldado Rafael Tondollo e o sargento Jeferson Maurício Espinoza Carrets atenderam à ocorrência. Ao perceberem que a barreira do idioma dificultava a conversa, recorreram ao ChatGPT para traduzir perguntas em áudio, entre elas: “Em qual escola você estuda?”.

A resposta ajudou a equipe a identificar um ponto de referência para procurar a residência. Os policiais seguiram até a região da escola e, durante o trajeto, o menino reconheceu as ruas e começou a indicar o caminho.

Tondollo contou que conquistar a confiança da criança foi uma das principais dificuldades no início da abordagem. “Como ele estava muito assustado, foi bem difícil e demorado conseguir iniciar um diálogo, precisamos de algum tempo para que ele tivesse confiança em nós e se sentisse seguro falar”, relatou o soldado.

Menino reconheceu o caminho de casa

A criança identificou a própria casa quando a viatura ainda estava a quase uma quadra do local. “Quando chegamos na rua da casa dele, ele abriu a porta da viatura faltando quase uma quadra da casa. Ficou muito feliz ao voltar para casa”, contou Tondollo ao g1.

Os pais não estavam na residência, mas um vizinho conseguiu entrar em contato com o pai, que voltou pouco depois. Segundo o policial, a família fazia compras em uma frutaria no centro da cidade quando o menino disse que iria ao banheiro e saiu correndo pela porta em direção à rua.

Ao perceberem que o filho havia desaparecido, os pais começaram a procurá-lo. Depois de esgotarem as possibilidades de busca, seguiram a pé para casa, onde conseguiram reencontrá-lo.

Criança ficou sozinha por cerca de uma hora

De acordo com a Brigada Militar, o menino foi encontrado a aproximadamente 1,5 quilômetro do comércio onde estava com os pais. Ele ficou sozinho por cerca de uma hora e não sofreu ferimentos.

A ferramenta de inteligência artificial não identificou automaticamente o endereço da criança. O ChatGPT ajudou os policiais a traduzir perguntas e obter a informação sobre a escola; a partir dessa referência, o deslocamento e o reconhecimento das ruas pelo próprio menino permitiram chegar à casa da família.

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ChatGPT ganha acesso às abas do Chrome e pode executar tarefas no navegador

A OpenAI atualizou a extensão do ChatGPT para o Google Chrome com recursos que permitem à inteligência artificial (IA) consultar informações de diferentes abas abertas e executar tarefas diretamente no navegador. A novidade aproxima o assistente de ferramentas capazes de interagir com páginas da web, em vez de apenas responder a perguntas sobre elas.

Com a atualização, usuários podem pedir ao ChatGPT que analise várias páginas simultaneamente, compare informações e use esse contexto para elaborar respostas. Em demonstração divulgada pela OpenAI, por exemplo, o assistente compara sofás abertos em diferentes abas do navegador.

A empresa também ampliou as funções disponíveis na lateral do Chrome, permitindo acessar o histórico de conversas e utilizar os recursos do ChatGPT sem precisar sair da página em que se está trabalhando.

O que o ChatGPT consegue fazer no Chrome?

A atualização permite usar as abas abertas como contexto para solicitações feitas no ChatGPT. Isso pode ajudar em pesquisas, comparações de produtos e outras tarefas que exigem reunir informações espalhadas por diferentes páginas.

Entre as possibilidades estão:

  • Comparar páginas: analisar informações de diferentes abas para comparar produtos, preços ou características;
  • Preencher formulários: inserir dados em páginas da web durante a execução de uma tarefa;
  • Enviar mensagens: realizar ações em serviços acessados pelo navegador;
  • Baixar arquivos: executar downloads necessários para uma atividade;
  • Organizar abas: agrupar e organizar páginas abertas para facilitar o trabalho.

Essas funções ampliam o uso do ChatGPT como agente de IA, ou seja, um sistema que pode não apenas fornecer informações, mas também executar etapas de uma tarefa. A extensão pode trabalhar em segundo plano sem assumir o controle da sessão de navegação ativa, segundo a descrição oficial do produto.

Como usar a novidade?

A extensão do ChatGPT pode ser instalada pela Chrome Web Store. Para aproveitar os recursos de controle do navegador, é necessário também utilizar o aplicativo do ChatGPT para computador e configurar o acesso correspondente.

Depois da configuração, o usuário pode mencionar abas abertas para fornecer contexto ao assistente ou solicitar que ele execute uma tarefa no navegador. A disponibilidade de alguns recursos depende das configurações da conta e do ambiente de trabalho.

A novidade também reforça a integração entre o ChatGPT e o navegador. A barra lateral permite consultar conversas anteriores e continuar trabalhando com o assistente ao lado da página aberta, sem alternar constantemente entre janelas.

Atualização permite usar as abas abertas como contexto para solicitações feitas no ChatGPT – Imagem: Mijansk786/Shutterstock

Leia mais:

ChatGPT terá acesso a tudo o que faço na internet?

Não automaticamente. Embora a extensão tenha capacidade para interagir com páginas e possa solicitar permissões amplas durante a instalação, o acesso a sites e a determinadas informações depende das permissões configuradas pelo usuário.

A documentação da OpenAI informa que o sistema solicita autorização antes de interagir com um novo site, salvo quando já existe uma permissão aplicável. A empresa também afirma que pede confirmação para ações sensíveis, como consultar o histórico de navegação e baixar ou enviar arquivos.

A OpenAI acrescenta que não mantém registro separado e completo de todas as ações realizadas pelo navegador. As informações de navegação são armazenadas quando passam a integrar o contexto do ChatGPT, por exemplo, por meio de textos lidos, capturas de tela, chamadas de ferramentas ou mensagens.

Mesmo com essas proteções, é importante revisar as permissões concedidas e acompanhar as ações realizadas pelo assistente. O acesso a páginas autenticadas, como serviços de e-mail e plataformas de trabalho, pode facilitar tarefas, mas também exige atenção ao tipo de informação disponibilizada.

Aposta em agentes de IA

A atualização faz parte de movimento mais amplo para transformar assistentes de IA em ferramentas capazes de executar atividades digitais de ponta a ponta.

Em vez de exigir que o usuário copie informações de várias páginas e realize cada etapa manualmente, o ChatGPT pode utilizar o conteúdo disponível no navegador e atuar em tarefas que envolvem diferentes sites.

A OpenAI também oferece suporte à extensão em outros navegadores baseados em Chromium, incluindo Microsoft Edge, Brave, Opera e Vivaldi. A disponibilidade da conversa lateral varia: o recurso está disponível no Chrome, Edge, Brave e Vivaldi, mas não no Opera, de acordo com a documentação da empresa.

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