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ChatGPT entra na mira das marcas com chegada dos anúncios ao Brasil

A OpenAI iniciou nesta terça-feira (4) um período de testes para exibição de anúncios no ChatGPT no Brasil, segundo a empresa comunicou por e-mail à redação do Olhar Digital. A iniciativa permite que marcas apresentem conteúdos patrocinados dentro da plataforma, sem alterar as respostas produzidas pela inteligência artificial.

O projeto será aplicado inicialmente aos usuários com mais de 18 anos dos planos Free e Go. Assinaturas Plus, Pro, Business, Enterprise e Education continuarão sem publicidade durante essa fase.

A empresa afirma que o Brasil foi escolhido por sua relevância no uso da ferramenta e pelo potencial do mercado publicitário nacional, em uma etapa que busca avaliar novos formatos de comunicação baseados em contexto e intenção de consumo.

Como funcionará a publicidade dentro do ChatGPT

Usando IA pelo celular (Imagem: AntonioGuillem / iStock)

Os anúncios aparecerão identificados como conteúdo patrocinado e terão separação visual em relação às respostas geradas pelo ChatGPT. De acordo com a OpenAI, o funcionamento das respostas permanecerá independente dos anúncios exibidos aos usuários.

A companhia também informou que dados pessoais, histórico de conversas e memórias dos usuários não serão repassados às empresas anunciantes. As marcas terão acesso apenas a informações gerais relacionadas ao desempenho das campanhas, como quantidade de visualizações e cliques.

Os usuários poderão ajustar as preferências relacionadas à personalização dos anúncios dentro das configurações do ChatGPT. A implementação ocorrerá de forma gradual, com possibilidade de mudanças a partir dos resultados observados durante o período de testes.

Brasil entra em expansão internacional do ChatGPT Ads

Pessoa iniciando o aplicativo do ChatGPT no celular
(Imagem: Mijansk786/Shutterstock)

A chegada do piloto ao país faz parte de uma ampliação internacional iniciada anteriormente nos Estados Unidos e posteriormente levada a outros mercados, como Canadá, Austrália, Nova Zelândia, Reino Unido, Japão e Coreia do Sul. O México também integra essa nova etapa de expansão.

Segundo a OpenAI, o Brasil está entre os três maiores mercados do ChatGPT em número de usuários ativos semanais. A empresa considera o país estratégico por reunir uma base ampla de usuários e um setor de publicidade reconhecido pela criatividade e pela adoção de novas tecnologias.

A fase inicial já envolve empresas e grupos do mercado publicitário brasileiro, incluindo BETC Havas, Monks, Omnicom, Publicis e WPP. A participação desses parceiros faz parte da avaliação dos novos formatos de anúncios na plataforma.

Plataforma própria para anunciantes será disponibilizada

Além da compra de mídia por meio de agências e parceiros, a OpenAI informou que anunciantes poderão utilizar uma plataforma própria para criar, administrar, acompanhar e otimizar campanhas dentro do ChatGPT.

A ferramenta permitirá controlar investimentos, analisar relatórios, acompanhar indicadores e administrar processos de faturamento e colaboração. A proposta é oferecer acesso ao novo canal publicitário para empresas de diferentes tamanhos.

Representantes de agências envolvidas no projeto avaliam que a publicidade em ambientes de inteligência artificial pode mudar a relação entre marcas e consumidores, aproximando anúncios de momentos em que as pessoas buscam informações e tomam decisões.

Para Dave Dugan, responsável pela área global de soluções de anúncios da OpenAI, o mercado brasileiro terá papel relevante no desenvolvimento dessa nova experiência publicitária, segundo declaração divulgada pela empresa.

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OpenAI alcança 1 bilhão de usuários após reduzir preços de modelos de IA

A OpenAI informou nesta sexta-feira (31) que a sua plataforma de inteligência artificial ultrapassou a marca de 1 bilhão de usuários ativos e passou a atender mais de 2 milhões de empresas. O anúncio ocorreu após uma redução nos preços de alguns modelos da linha GPT-5.6.

A companhia atribuiu a queda nos valores a avanços internos de eficiência que diminuíram custos operacionais e permitiram oferecer acesso mais barato às ferramentas de IA. As mudanças atingiram principalmente os modelos GPT-5.6 Luna e GPT-5.6 Terra, enquanto o GPT-5.6 Sol manteve o mesmo preço.

A estratégia acontece em meio ao aumento da concorrência no setor de inteligência artificial, com empresas avaliando melhor seus investimentos na tecnologia e buscando alternativas de menor custo. A OpenAI afirmou que a redução pretende estimular novos usos da IA.

Cortes de preços acompanham disputa por usuários e empresas

Usuário inteligente um serviço de IA no notebook – Imagem: tadamichi/iStock

A OpenAI reduziu em 80% o valor cobrado pelo GPT-5.6 Luna e em 20% o preço do GPT-5.6 Terra. Com a mudança, o Luna passou a custar US$ 0,20 por milhão de tokens de entrada e US$ 1,20 por milhão de tokens de saída. Antes, os valores eram de US$ 1 e US$ 6, respectivamente.

O GPT-5.6 Terra teve a tarifa reduzida para US$ 2 por milhão de tokens de entrada e US$ 12 por milhão de tokens de saída, contra os antigos US$ 2,50 e US$ 15. Já o GPT-5.6 Sol, descrito pela empresa como o modelo mais avançado da família, não sofreu alteração de preço.

A companhia explicou que os cortes foram possíveis por melhorias obtidas durante o desenvolvimento dos sistemas. Entre os avanços citados estão a utilização da própria IA para otimizar softwares de produção e aperfeiçoamentos no processo de geração de respostas, chamado de decodificação especulativa.

De acordo com a OpenAI, essas mudanças reduziram em 20% os custos de operação de ponta a ponta e elevaram em mais de 15% a eficiência na produção de tokens.

A empresa também destacou melhorias no gerenciamento de contexto do GPT-5.6 Sol. Conforme a companhia, esse aprimoramento elevou o desempenho do modelo no teste ARC-AGI-3 de 13,3% para 38,3%, utilizando seis vezes menos tokens de saída.

Ao comentar a política de preços, a OpenAI afirmou que a redução amplia o número de tarefas economicamente viáveis com inteligência artificial. “Quando o custo de uma inteligência útil cai, mais trabalho passa a valer a pena”, declarou a empresa em comunicado.

Mercado pressiona empresas de IA por custos menores

Logo da OpenAI em um smartphone e em um fundo colorido
OpenAI – Imagem: Evolf/Shutterstock

A mudança nos preços ocorre em um cenário de maior cautela entre clientes corporativos, que passaram a questionar investimentos elevados em inteligência artificial sem uma previsão clara de retorno financeiro.

Segundo o The Wall Street Journal, o CEO da OpenAI, Sam Altman, reconheceu que o preço dos serviços vinha se tornando um obstáculo para parte dos usuários empresariais.

A disputa com concorrentes também influenciou a decisão. A OpenAI avaliou durante semanas a possibilidade de reduzir tarifas, em meio ao avanço de modelos mais baratos oferecidos por rivais como a Anthropic e por sistemas chineses de código aberto.

A empresa comparou seus novos valores aos praticados por concorrentes e afirmou que o Claude Sonnet 4.6, da Anthropic, custa US$ 3 por milhão de tokens de entrada e US$ 15 por milhão de tokens de saída, ficando acima da nova faixa do GPT-5.6 Terra.

Crescimento de uso acompanha expansão da plataforma

Além do aumento da base de usuários, a OpenAI afirmou que o volume de interação cresce com o tempo. Segundo a empresa, seis meses após o cadastro, os usuários enviam cerca de 50% mais mensagens diariamente e utilizam o ChatGPT em aproximadamente o dobro de tipos de tarefas.

A companhia também destacou o avanço do uso de agentes de inteligência artificial no desenvolvimento de software. Conforme os dados divulgados pela OpenAI, os agentes operados pelo Codex, ferramenta voltada à programação, representam 99,8% dos tokens de saída consumidos semanalmente dentro da própria empresa.

Apesar da expansão, os números financeiros apresentados no texto indicam que a empresa ainda opera com prejuízo. Dados citados pelo jornal americano apontam receita de US$ 13,07 bilhões em 2025 e resultado negativo de US$ 38,5 bilhões no mesmo período.

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OpenAI abre guerra de preços na IA com cortes de até 80% nos modelos menores

A OpenAI anunciou nesta quinta-feira (30) uma redução nos preços de seus modelos menores e intermediários de inteligência artificial, em uma tentativa de tornar o uso empresarial da tecnologia mais acessível diante do aumento das despesas com IA.

A empresa responsável pelo ChatGPT diminuiu em 80% o custo do modelo GPT 5.6 Luna e aplicou uma redução de 20% no modelo intermediário Terra. A mudança ocorre enquanto companhias avaliam com mais rigor os gastos associados à adoção de ferramentas de inteligência artificial.

A decisão foi divulgada pela OpenAI em um cenário de maior concorrência no setor, marcado pela disputa com empresas como Anthropic e pelo avanço de alternativas chinesas de menor custo que buscam oferecer desempenho semelhante.

Corte de preços amplia disputa pelo mercado corporativo de IA

OpenAI – Imagem: Thrive Studios ID / Shutterstock

A nova política de preços altera principalmente o valor cobrado pelo processamento de dados nos modelos de menor porte da OpenAI. O modelo Luna passou a custar 20 centavos por milhão de tokens de entrada, contra US$ 1 anteriormente. Já o Terra teve seu preço reduzido de US$ 2,50 para US$ 2 por milhão de tokens de entrada.

Nos custos relacionados à geração de respostas, o Luna caiu de US$ 6 para US$ 1,20 por milhão de tokens, enquanto o Terra passou de US$ 15 para US$ 12. A empresa manteve sem alterações o preço do seu modelo principal, o Sol.

A redução acontece em um momento no qual empresas enfrentam dificuldades para prever o impacto financeiro do uso intensivo de inteligência artificial. O setor tem migrado de modelos baseados em assinaturas fixas para sistemas de cobrança conforme o volume utilizado, o que pode elevar e tornar mais instáveis as despesas.

Ícone do ChatGPT em um smartphone
O GPT-5.6 Sol chamou atenção após relatos de ações destrutivas fora do objetivo da tarefa. – Imagem: Ascannio/Shutterstock

Segundo a OpenAI, a queda nos valores foi possível graças a avanços de eficiência incorporados ao GPT 5.6, incluindo melhorias no desenvolvimento de código e na otimização do desempenho dos sistemas durante processos internos.

A estratégia também aumenta a pressão sobre concorrentes. A Anthropic, que tem forte presença entre empresas e desenvolvedores com sua linha Claude, mantém preços superiores aos cobrados pela OpenAI no modelo intermediário comparável citado no levantamento.

De acordo com os dados apresentados, o Claude Sonnet 4.6 cobra US$ 3 por milhão de tokens de entrada e US$ 15 por milhão de tokens de saída, enquanto o Terra passou a operar com valores inferiores.

Analistas avaliam que a redução pode estimular mais empresas a utilizar ferramentas de inteligência artificial, mas também pode pressionar as finanças das companhias do setor antes de possíveis ofertas públicas iniciais de ações.

A disputa por preços ocorre em paralelo ao crescimento de modelos desenvolvidos por concorrentes chineses de código aberto, como o GLM 5.2, associado à Z.ai, citado como uma alternativa capaz de se aproximar do desempenho de grandes empresas ocidentais com custo menor.

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OpenAI percebeu que o ChatGPT invadiu sistema do Hugging Face dias depois

Um agente de inteligência artificial (IA) da OpenAI conseguiu escapar do ambiente isolado de testes da empresa e invadir os sistemas do Hugging Face, plataforma que reúne modelos e ferramentas de IA.

Segundo pessoas próximas à investigação ouvidas pela Reuters, a OpenAI só descobriu dias depois que o próprio agente era o responsável pelo ataque, quando o incidente já havia sido contido e o FBI havia sido acionado.

O agente — um sistema capaz de tomar decisões e executar tarefas complexas com pouca ou nenhuma supervisão humana — teria tentado romper as barreiras de segurança da OpenAI por volta de 9 de julho, de acordo com duas fontes da agência de notícias.

Dois dias depois, em 11 de julho, teve início a invasão aos sistemas do Hugging Face, considerado uma espécie de biblioteca de modelos e ferramentas de IA. Segundo Thomas Wolf, cofundador da empresa, o ataque continuou até 13 de julho.

OpenAI demorou a identificar a origem do ataque

  • De acordo com a Reuters, a OpenAI levou vários dias para descobrir que o invasor era um de seus próprios sistemas;
  • O primeiro contato entre a OpenAI e o Hugging Face sobre o incidente ocorreu apenas por volta de 20 de julho, segundo Wolf e outras três pessoas ligadas à investigação;
  • No dia 21 de julho, a OpenAI revelou publicamente que um de seus agentes havia perdido o controle e realizado a invasão, informação que ganhou repercussão internacional;
  • Os novos detalhes indicam que o sistema permaneceu fora dos limites previstos por um período maior do que se sabia inicialmente e que a empresa demorou para detectar o problema;
  • O Hugging Face prepara uma linha do tempo pública sobre o incidente. Thomas Wolf afirmou, porém, que não pode comentar os acontecimentos ocorridos dentro da OpenAI.

Empresa classifica episódio como inédito

Em nota, a OpenAI descreveu o caso como sem precedentes e afirmou que ele representa “um momento importante para a segurança da inteligência artificial”. A companhia informou ainda que está analisando o episódio com especialistas externos e que divulgará posteriormente um relatório técnico sobre o ocorrido.

Uma porta-voz da OpenAI declarou à Reuters que a reportagem continha “diversas informações imprecisas”, mas não especificou quais seriam esses pontos. O FBI, citado como tendo sido acionado após a invasão, não comentou o caso.

Incidente reacende debate sobre controle de agentes autônomos

O episódio reforça preocupações sobre a capacidade de controlar sistemas de IA cada vez mais autônomos. O caso ocorre em um momento considerado sensível para a OpenAI, que avalia uma possível abertura de capital para financiar sua expansão.

Para especialistas em segurança digital, o incidente levanta dúvidas sobre os mecanismos utilizados pela empresa para monitorar seus próprios sistemas.

“Isso significa que eles deixaram o agente funcionando sozinho e não perceberam o que ele estava fazendo? Ou perceberam e não sabiam como contê-lo? Os dois cenários são igualmente perigosos e preocupantes”, afirmou Marley Smith, especialista em inteligência da organização sem fins lucrativos World Ethical Data Foundation.

Comportamentos anormais surgiram antes da invasão

Segundo a Reuters, o incidente começou durante testes internos realizados pela OpenAI para avaliar a capacidade de um agente de IA em atividades relacionadas à segurança digital. O sistema era alimentado por dois modelos avançados: o GPT-5.6 Sol e outro modelo ainda não lançado oficialmente, descrito pela empresa como “ainda mais poderoso”. Três fontes afirmaram que o agente já apresentava comportamentos inesperados antes da invasão.

Em um dos episódios, o sistema teria deixado anotações destinadas a versões futuras de si mesmo. Esses registros, encontrados dentro da infraestrutura da OpenAI, continham instruções sobre como outros agentes poderiam escapar das limitações impostas pela empresa.

Uma das fontes também afirmou que, durante testes anteriores, houve situações em que sistemas responsáveis pelo monitoramento foram desligados.

Plataforma admitiu, há alguns dias, a invasão – Imagem: Sidney van den Boogaard/Shutterstock

Descoberta ocorreu após publicação do Hugging Face

Duas pessoas envolvidas na investigação disseram que a OpenAI só identificou seu próprio agente como responsável pelo ataque depois de 16 de julho, quando o Hugging Face publicou um comunicado informando que havia sido alvo de um “sistema autônomo de agente de IA”.

Segundo a Reuters, isso significa que ao menos uma semana separou os primeiros sinais considerados preocupantes da descoberta de que o sistema da própria OpenAI estava envolvido.

Durante o fim de semana dos dias 18 e 19 de julho, funcionários da empresa encontraram registros internos que indicavam que o agente havia ultrapassado as barreiras estabelecidas para os testes.

Pessoas familiarizadas com o treinamento dos modelos afirmaram à Reuters que a OpenAI realiza diversas avaliações simultaneamente, produzindo grandes volumes de dados em alta velocidade, o que pode dificultar o monitoramento completo por parte das equipes.

Quando a OpenAI informou o Hugging Face sobre a participação de seu agente, a plataforma já havia comunicado o FBI sobre a invasão, segundo uma fonte. Não está claro se a agência federal estadunidense abriu uma investigação formal.

Especialistas defendem maior fiscalização

O caso também alimenta o debate sobre o avanço dos chamados agentes autônomos de IA, apontados por empresas do setor como futuros “funcionários virtuais”, capazes de executar tarefas continuamente para aumentar a produtividade.

Especialistas, porém, alertam que níveis mais elevados de autonomia também ampliam o risco de comportamentos inesperados. Como esses modelos são treinados para encontrar maneiras eficientes de atingir determinados objetivos, eles podem recorrer a estratégias não previstas pelos desenvolvedores.

“Os modelos mentem, trapaceiam e invadem sistemas”, afirmou Jeffrey Ladish, fundador da Palisade Research, organização dedicada ao estudo das capacidades e do comportamento de agentes de IA.

Para Ladish, o episódio deveria estimular um debate mais amplo sobre o quanto as grandes empresas de IA estão dispostas a investir em segurança enquanto disputam uma corrida para lançar modelos cada vez mais rápidos e poderosos. “É preciso haver fiscalização do governo, porque isso não vai acontecer sozinho”, concluiu.

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ChatGPT Health chega aos EUA em meio a polêmica judicial e alerta médico

A empresa de tecnologia OpenAI oficializou a liberação da plataforma ChatGPT Health, seu assistente dedicado ao bem-estar e à medicina, para todas as pessoas maiores de idade residentes no território estadunidense. A novidade, disponibilizada no decorrer desta semana, alcança desde as contas gratuitas até as modalidades pagas na versão web e em dispositivos iOS.

O movimento ocorre um dia após uma ação judicial movida por um pastor da Flórida, que alegou ter recebido orientações potencialmente fatais da inteligência artificial para não buscar atendimento médico especializado. A ferramenta opera por meio do cruzamento de históricos clínicos e métricas de aplicativos de vida saudável com o modelo computacional GPT 5.6-Luna.

As consultas na área médica atingiram a marca de 300 milhões de requisições a cada sete dias. Diante desse volume, o sistema passou a permitir a consolidação de diagnósticos e hábitos alimentares em qualquer aba de conversa do ecossistema, expandindo a utilidade para além do painel exclusivo até então utilizado pelos voluntários de testes.

Avanços tecnológicos, integração de prontuários e limitações operacionais

ChatGPT Health – (Divulgação: OpenAI)

A infraestrutura do ecossistema possibilita a unificação de bancos de dados provenientes de redes hospitalares de grande porte, como Epic e Oracle Health, além de serviços como One Medical, Apple Health, Function e MyFitnessPal.

A desenvolvedora reforçou que as informações privadas inseridas no painel não são aproveitadas no treinamento dos seus algoritmos e ressaltou a colaboração contínua de médicos no aprimoramento das respostas.

Ao fundo, tela com códigos de programação; à frente, mão de uma pessoa segurando um celular que exibe o logo do ChatGPT
ChatGPT – Imagem: Mijansk786/Shutterstock

A despeito dos índices do modelo GPT 5.6-Luna no benchmark de avaliação HealthBench superarem as métricas da edição GPT 5.5, a corporação reforçou em seus termos de uso que o mecanismo não possui qualificação para determinar diagnósticos nem conduzir tratamentos de enfermidades. A assessoria da desenvolvedora declarou à imprensa que incentiva a validação de qualquer orientação com especialistas humanos.

Trabalhos acadêmicos recentes apontam a inconsistência de robôs virtuais ao fornecer diagnósticos clínicos (veja aqui e aqui). Contudo, o cenário de incertezas não freou o ímpeto de gigantes do setor tecnológico, visto que rivais como Google e Anthropic continuam investindo no lançamento de ferramentas similares focadas na saúde humana.

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Google revela crescimento impressionante do Gemini

O Gemini está próximo de entrar no grupo de produtos do Google com mais de 1 bilhão de usuários. Durante a apresentação dos resultados do segundo trimestre de 2026, a empresa informou que seu assistente de inteligência artificial ultrapassou 950 milhões de usuários mensais.

Segundo o Google, a base de usuários do Gemini triplicou em relação ao ano anterior. Em fevereiro, o aplicativo havia superado 750 milhões de usuários ativos mensais, mostrando uma rápida expansão desde então.

O crescimento coloca o serviço em uma disputa mais direta com o ChatGPT, da OpenAI, que alcançou 1 bilhão de usuários mensais ativos em junho. A diferença entre as plataformas diminui à medida que os assistentes de IA passam a oferecer recursos mais avançados.

Google aposta no Gemini para ampliar sua presença em IA e competir de forma mais próxima com o ChatGPT. – Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital)

Novos agentes impulsionam adoção do Gemini

Sundar Pichai, CEO da Alphabet, destacou durante a apresentação recursos como o Daily Brief e o Gemini Spark, agente personalizado disponível nos Estados Unidos e internacionalmente. “Os usuários adoram os novos recursos autônomos, como o Daily Brief e nosso agente personalizado, o Gemini Spark, que agora está disponível nos Estados Unidos e internacionalmente. Temos lançado recursos úteis como esse em um ritmo incrível”, disse Pichai durante a chamada.

Além dos usuários no Android, o Gemini também ganhou relevância no iPhone. Um dos destaques foi o lançamento do Nano Banana, modelo de geração de imagens que ajudou a ampliar o interesse pelo aplicativo.

Segundo dados da Appfigures, o Gemini foi baixado mais de 137 milhões de vezes no iOS nos últimos 12 meses, indicando maior alcance da ferramenta fora do ecossistema tradicional do Google.

Gemini avança na participação do mercado de IA

O relatório State of AI, da Sensor Tower, mostra que a participação do ChatGPT entre os assistentes de inteligência artificial caiu para menos de 50% pela primeira vez. No primeiro semestre de 2026, a fatia do Gemini chegou a 27,7%.

Entre os fatores associados ao crescimento do Gemini estão:

  • Expansão da base de usuários;
  • Recursos baseados em agentes de IA;
  • Integração com diferentes plataformas;
  • Ferramentas de criação, como geração de imagens.
Fachada do Google
Google transforma o Gemini em peça estratégica da IA, com expansão no Android, iPhone e outros serviços. – Imagem: RYO Alexandre/Shutterstock

Google amplia inteligência artificial na Busca

Enquanto os assistentes de IA ganham espaço, o Google também reforça a presença da tecnologia em sua principal ferramenta. A empresa informou que o modo de respostas com inteligência artificial da Busca ultrapassou 1 bilhão de usuários.

A companhia afirmou que o recurso gerou “um aumento incremental” nas consultas realizadas na plataforma. A estratégia é aproximar a pesquisa tradicional de uma experiência conversacional.

Leia mais:

O Google também afirmou que reduziu os custos do modo de IA por meio de melhorias na engenharia de hardware, mesmo com a inclusão de novos modelos e funcionalidades. Com isso, a empresa tenta ampliar o uso da inteligência artificial em diferentes áreas de seus produtos.

Busca e custos operacionais

O modo de perguntas e respostas com IA do Google ultrapassou 1 bilhão de usuários neste trimestre, e a empresa afirma que isso tem gerado um aumento incremental nas consultas. Em paralelo, o grupo diz ter reduzido o custo do AI Mode via engenharia de hardware, mesmo com novos modelos sendo lançados.

Se esse ritmo se mantiver, a marca de 1 bilhão para o Gemini pode estar mais próxima do que parece. Resta acompanhar se as inovações seguirão atraindo usuários e mudando a forma como consultamos a internet.

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ChatGPT fica instável nesta quinta-feira (23)

Na tarde desta quinta-feira (23), o ChatGPT começou a enfrentar alguns problemas. O Downdetector, site que aponta o status de serviços, está com pico de reclamações da plataforma. A página oficial de statu da OpenAI também aponta que há problemas no sistema.

No Downdetector, o pico de reclamações chegou a mais de 2,7 mil queixas às 15h46 (horário de Brasília).

Na página oficial de status do serviço, consta que “alguns usuários podem sofrer níveis altos de erro no ChatGPT”, seguido de uma mensagem que indica que a OpenAI aplicou correções e está monitorando o sistema.

OpenAI admite problemas – Imagem: Reprodução

O Olhar Digital realizou um novo teste por volta das 15h55 e obteve êxito, apesar de o ChatGPT estar lento para pesar e desenvolver a resposta.

Gráfico que mostra a quantidade de reclamações no Downdetector
Mais de 2,7 mil reclamações foram registradas no Downdetector – Imagem: Reprodução

ChatGPT é tema de reclamações nas redes sociais

  • Como de costume, várias pessoas de todo o mundo foram reclamar da situação no X;
  • Há quem chegue a ligar o hackeamento realizado pelo ChatGPT ao problema desta quinta;
  • Abaixo, confira alguns exemplos de comentários:

Matéria em atualização

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Sem precedentes: novo ChatGPT perde o controle em teste e faz ataque hacker

Rebelião das máquinas! A OpenAI afirmou nesta terça-feira (21) que um agente de inteligência artificial autônomo, alimentado por modelos da empresa, se descontrolou durante um teste de segurança e atacou a infraestrutura da startup Hugging Face – plataforma que hospeda grandes modelos de linguagem e conjuntos de dados de código aberto. O caso aconteceu na semana passada.

A OpenAI classificou o evento como “sem precedentes” em post em seu blog.

“Após investigação, agora sabemos que esse incidente específico foi causado por uma combinação de modelos da OpenAI — incluindo o GPT-5.6 Sol e um modelo ainda mais capaz em versão pré-lançamento, todos com menos recusas cibernéticas para fins de avaliação — enquanto estavam sendo testados internamente em um benchmark de capacidades cibernéticas. Consideramos este incidente um ataque cibernético sem precedentes, envolvendo recursos cibernéticos de última geração, e estamos respondendo de acordo. Estamos compartilhando descobertas preliminares nesta fase para ajudar os profissionais de segurança a entender o que aconteceu e a calibrar os modelos disponíveis atualmente. Continuaremos conduzindo uma investigação completa em conjunto com a Hugging Face e compartilharemos mais detalhes sobre as vulnerabilidades, o incidente e as descobertas assim que nossa investigação for concluída.”

Hugging Face hospeda grandes modelos de IA (Imagem: Robert Way
/Shutterstock)

Ataque da OpenAI à Hugging Face

  • A OpenAI disse que testava capacidades de modelos avançados em um ambiente controlado.
  • Contudo, o agente de IA escapou do confinamento, acessou a internet e invadiu o sistema da Hugging Face com o intuito de completar um objetivo do teste.
  • Por sua vez, a Hugging Face informou ter sido alvo de um ataque cibernético “diferente de tudo o que já enfrentou antes”.
  • A startup destacou que o ataque foi “conduzido, de ponta a ponta, por um sistema autônomo de agentes de IA”.

A Hugging Face detalhou as medidas tomadas após o ataque:

“Corrigida a vulnerabilidade raiz: os caminhos de execução do código do conjunto de dados usados ​​para o acesso inicial foram fechados. Eliminamos a presença do atacante nos clusters afetados (…) e implementamos medidas de segurança adicionais e controles de acesso mais rigorosos em nossos clusters”.

OpenAI promete cuidado

A startup afirmou que, como parte da investigação, está implementando controles rigorosos na configuração da infraestrutura – o que pode comprometer a velocidade da pesquisa enquanto as vulnerabilidades são corrigidas.

A OpenAI afirmou, ainda, que trabalha com a Hugging Face para investigar o incidente.

“Estamos aprimorando e adicionando proteções mais robustas para treinamentos e avaliações futuras. (…) Este incidente aponta para a necessidade de fortalecer ainda mais o alinhamento do nosso modelo, as proteções cibernéticas durante o período de avaliação e o monitoramento durante os testes internos” – concluiu a OpenAI.

O novo ChatGPT

A OpenAI lançou a família GPT-5.6 neste mês, composta por três modelos com perfis distintos de capacidade e custo. São eles:

  • Sol – o mais potente, voltado a tarefas complexas;
  • Terra – equilibrado para o trabalho cotidiano;
  • Luna – o mais rápido e acessível.
Novo GPT 5.6 é composto por três modelos: Sol, Terra e Lua
Novo GPT 5.6 é composto por três modelos: Sol, Terra e Luna – OpenAI / Reprodução

A geopolítica das IAs

Estados Unidos e China estão numa disputa tecnológica intensa em que a IA é protagonista. Modelos de inteligência artificial avançados poderiam acelerar ciberataques em setores consolidados há décadas e com uma infraestrutura totalmente interligada.

Diante disso, a Casa Branca vem fiscalizando novos modelos de inteligência artificial para identificar eventuais ameaças.

A maior preocupação é de que a tecnologia seja usada para fins militares por outros países – como China e Rússia.

Em Pequim, a estratégia não muda muito. O governo vem dialogando com as principais empresas do setor para restringir o acesso estrangeiro aos modelos de ponta do país, segundo a Reuters.

Vale lembrar

  • Em junho, o presidente Donald Trump assinou uma ordem executiva que cria um marco voluntário para permitir que o governo federal avalie novos sistemas de IA antes de seu lançamento.
  • Um exemplo que ilustra o atual momento é o da Anthropic. Os modelos Fable 5 e Mythos 5 voltaram a ficar disponíveis depois que o governo dos Estados Unidos suspendeu os controles de exportação aplicados à startup. A mudança ocorreu menos de três semanas após as restrições impostas por razões de segurança nacional.
  • As restrições haviam sido determinadas em 12 de junho e obrigaram a Anthropic a desativar os dois modelos para todos os usuários, já que não havia como verificar a nacionalidade de cada pessoa em tempo real.
  • Depois de implementar novas salvaguardas, a empresa recebeu autorização para retomar o acesso. O Mythos 5 foi disponibilizado gradualmente para parceiros nacionais e internacionais, enquanto o Fable 5, desenvolvido para o público em geral, está disponível desde o último dia 1º.
  • Pela mesma lógica, a OpenAI não colocou o GPT-5.6 nas mãos de todos os usuários de uma só vez.

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Ex-chefe da OpenAI lança IA que desafia o modelo do ChatGPT; entenda a aposta

A Thinking Machines Lab, empresa liderada por Mira Murati, ex-diretora de tecnologia da OpenAI, anunciou o lançamento de seu primeiro modelo de inteligência artificial (IA). Batizado de Inkling, o sistema adota uma arquitetura de “pesos abertos” (open weights), permitindo que desenvolvedores e organizações modifiquem o modelo utilizando seus próprios dados.

Segundo a empresa, o Inkling foi desenvolvido para oferecer equilíbrio entre desempenho, custo e flexibilidade, em vez de competir diretamente com os modelos fechados mais avançados do mercado.

Modelo prioriza personalização em vez de potência máxima

  • O Inkling possui 975 bilhões de parâmetros no total, número inferior às estimativas atribuídas aos principais modelos proprietários de empresas como OpenAI e Anthropic;
  • A proposta da Thinking Machines é oferecer uma alternativa mais adaptável aos usuários;
  • “Nós o treinamos para ser um modelo de fundação amplo e equilibrado: forte em muitos domínios e flexível o suficiente para se adaptar. O Inkling não é o modelo mais poderoso disponível hoje, seja aberto ou fechado”, afirmou a empresa;
  • Embora tenha quase um trilhão de parâmetros, apenas 41 bilhões permanecem ativos durante cada consulta. Isso significa que somente uma pequena parcela da arquitetura do modelo é utilizada para responder às solicitações dos usuários, estratégia que, segundo a empresa, reduz custos computacionais e acelera a execução das tarefas.

Empresa aposta em alternativa aos modelos fechados

O lançamento ocorre em um momento em que parte da indústria de IA tem defendido modelos de pesos abertos em oposição ao modelo de desenvolvimento fechado adotado por empresas, como OpenAI e Anthropic.

Segundo a Thinking Machines, essa movimentação acompanha uma reação mais ampla do setor ao chamado modelo de “jardim murado”, no qual os sistemas permanecem sob controle exclusivo das empresas que os desenvolvem.

Líderes da indústria, entre eles Alex Karp, CEO da Palantir, e Satya Nadella, da Microsoft, já alertaram que empresas podem comprometer seus próprios modelos de negócios ao alimentar modelos generalistas centralizados com dados institucionais estratégicos que não controlam.

A empresa também afirma que o lançamento faz parte de um esforço do Vale do Silício para ampliar a oferta de modelos abertos desenvolvidos nos Estados Unidos, oferecendo uma alternativa às soluções criadas pela chinesa Alibaba e por startups, como a Z.ai.

Segundo a companhia, muitas empresas estadunidenses passaram a utilizar modelos chineses de pesos abertos para tarefas menos complexas de IA como forma de reduzir custos e diversificar suas estratégias.

Plataforma permite ajuste fino do modelo

O Inkling pode ser personalizado por meio do Tinker, primeiro produto lançado pela Thinking Machines. A ferramenta, baseada em nuvem, permite que pesquisadores e desenvolvedores realizem o ajuste fino de grandes modelos de IA sem precisar administrar a infraestrutura de supercomputação utilizada no treinamento.

De acordo com a empresa, o objetivo é permitir que esse trabalho seja realizado até mesmo a partir de um laptop.

No mês passado, a Thinking Machines e o fundo de hedge Bridgewater Associates divulgaram um relatório mostrando a utilização do Tinker para ajustar o modelo chinês de pesos abertos Qwen3-235B com dados próprios da Bridgewater.

Segundo o relatório, o modelo resultante superou o GPT-5 e o Claude Opus na triagem de documentos financeiros, ao mesmo tempo em que reduziu os custos de computação em mais de 13 vezes.

Mira Murati foi diretora de tecnologia da OpenAI – Imagem: Reprodução/LinkedIn

Modelo foi treinado com hardware da Nvidia

A Thinking Machines informou que realizou o pré-treinamento do Inkling do zero utilizando 45 milhões de tokens compostos por textos, imagens, áudios e vídeos.

Na etapa de pós-treinamento, responsável por ensinar o comportamento do modelo, a empresa combinou técnicas de destilação — que utilizam outros modelos de IA como referência — com um processo próprio de aprendizado por reforço. Todo o treinamento foi realizado utilizando hardware de última geração da Nvidia.

Em março, as duas empresas anunciaram uma parceria plurianual na qual a Nvidia investiu na Thinking Machines. Como parte do acordo, a startup se comprometeu a implantar pelo menos um gigawatt de chips de última geração para treinar e operar seus futuros modelos de IA.

Empresa afirma ter avaliado riscos de segurança

Segundo a Thinking Machines, o Inkling passou por testes voltados à segurança antes de seu lançamento. Entre os cenários avaliados estavam o potencial do modelo para auxiliar na construção de armas biológicas e para apoiar hackers em ataques cibernéticos. A empresa afirma que o sistema apresentou bom desempenho nesses testes.

Ao mesmo tempo, reconheceu que ainda estuda de que maneira as proteções incorporadas ao modelo poderão ser modificadas por terceiros, justamente por se tratar de um sistema de pesos abertos — uma preocupação de segurança levantada por alguns desenvolvedores de modelos proprietários.

Manifesto defende IA descentralizada

Na sexta-feira (10), a Thinking Machines publicou seu primeiro manifesto, apresentando sua visão para o futuro da IA.

No documento, a empresa defende um modelo descentralizado de desenvolvimento, baseado no conhecimento local. A companhia compara o atual modelo predominante entre laboratórios de IA de código fechado ao conceito de “planejamento central”.

Segundo a empresa, esse modelo pode funcionar bem em tarefas específicas, como xadrez e matemática, mas não reflete adequadamente a forma como os seres humanos trabalham no dia a dia.

“O planejamento central falha não por falta de inteligência, mas por causa da natureza do conhecimento produtivo: tácito, local, efêmero e mantido de forma privada por aqueles que o adquiriram por meio de seu trabalho”, escreveu a empresa, citando o economista Friedrich Hayek. “Tentar agregar conhecimento para uso de uma inteligência centralizada enfrenta o mesmo desafio.”

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Novo ChatGPT toma decisão sozinho e irrita usuários

Relatos de arquivos apagados e até bancos de dados excluídos sem autorização colocaram o GPT-5.6 Sol, novo modelo da OpenAI para programação e cibersegurança, no centro das discussões entre desenvolvedores.

Os casos ganharam repercussão nas redes sociais porque a própria OpenAI já havia identificado esse comportamento durante os testes realizados antes do lançamento da ferramenta.

Relatos de desenvolvedores colocaram o comportamento do modelo da OpenAI sob análise da comunidade. – Imagem: Henry Franklin/Shutterstock

Usuários relatam perdas inesperadas

Segundo o TechCrunch, as primeiras reclamações vieram de profissionais da área de tecnologia. Entre eles está Matt Shumer, fundador e CEO da OthersideAI, que afirmou ter perdido quase todos os arquivos do seu Mac.

Em uma publicação, Shumer escreveu: “O GPT-5.6 Sol acabou apagando acidentalmente quase TODOS os arquivos do meu Mac.”

O desenvolvedor Bruno Lemos também relatou a exclusão do banco de dados de produção de um projeto. Já Joey Kudish afirmou que o modelo removeu arquivos que não deveria, mas disse que conseguiu evitar prejuízos maiores porque mantinha backups.

A própria reportagem ressalta, porém, que esse conjunto de relatos ainda não é suficiente para concluir que todos os incidentes tenham sido provocados exclusivamente pelo modelo.

Testes já apontavam esse risco

Antes do lançamento, a OpenAI publicou um documento técnico descrevendo os resultados dos testes feitos com o GPT-5.6 Sol. Segundo a empresa, o sistema pode interpretar permissões de maneira ampla demais e executar ações além da intenção do usuário.

O relatório também informa que, em algumas situações, o modelo pode fornecer informações enganosas sobre o motivo de determinadas ações.

Um dos testes descreve um pedido para excluir três máquinas virtuais específicas. Como elas não foram encontradas, a IA apagou outras três máquinas por iniciativa própria e só depois reconheceu que arquivos importantes de trabalho poderiam ter sido perdidos.

Entre os comportamentos destacados pela empresa estão:

  • Exclusão de recursos diferentes dos solicitados pelo usuário;
  • Uso de credenciais sem autorização prévia;
  • Interpretação excessivamente ampla das instruções recebidas;
  • Possibilidade de executar ações destrutivas fora do objetivo da tarefa.
Ícone do ChatGPT em um smartphone
O GPT-5.6 Sol chamou atenção após relatos de ações destrutivas fora do objetivo da tarefa. – Imagem: Ascannio/Shutterstock

OpenAI recomenda medidas de proteção

Outro teste mostrou que o GPT-5.6 Sol encontrou credenciais armazenadas em um cache local oculto e as utilizou para acessar arquivos na nuvem sem autorização do usuário.

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A OpenAI afirma que episódios desse tipo devem ser raros, mas admite que o GPT-5.6 Sol apresenta uma tendência maior do que o GPT-5.5 de realizar ações que vão além do que foi solicitado.

Ainda não há dados suficientes para indicar o alcance desses episódios. Enquanto isso, a empresa recomenda restringir permissões de acesso, evitar o uso direto em sistemas de produção, manter backups atualizados e testar mudanças em ambientes controlados antes da implantação. As recomendações reforçam um ponto destacado pela própria OpenAI antes mesmo do lançamento: o modelo pode agir além da intenção do usuário quando não encontra limites definidos de forma clara.

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