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China mantém 600 mil chips da Nvidia parados à espera de autorização

Cerca de 600 mil chips H200 da Nvidia estão armazenados em Hong Kong, aguardando autorização de Pequim para serem enviados à China continental. O governo chinês ainda não liberou importações em grande escala, apesar da demanda de empresas de tecnologia por processadores avançados de inteligência artificial.

A resistência de Pequim reflete a preocupação com a dependência de tecnologia norte-americana. Ao mesmo tempo, empresas chinesas precisam dos chips da Nvidia para atender à crescente demanda por capacidade computacional.

Os controles de exportação impostos pelos EUA desde 2022 limitam o envio de equipamentos de processamento avançado para a China. – Imagem: Quality Stock Arts/Shutterstock

China libera pequenas remessas, mas mantém restrições

Nos últimos meses, Pequim autorizou a entrada de algumas unidades do H200. Grandes empresas chinesas de internet receberam aproximadamente 10 mil chips cada, segundo pessoas ouvidas pela Reuters. Pequenas quantidades também chegaram ao país por meio de intermediários e rotas indiretas.

O H200 não é o processador de IA mais recente da Nvidia, mas oferece capacidades que as alternativas chinesas ainda não conseguiram igualar. O chip é especialmente útil para treinar modelos de IA quando combinado com o software da fabricante.

A oferta limitada está relacionada aos controles de exportação impostos pelos Estados Unidos desde 2022, que restringem o acesso chinês a chips avançados da Nvidia e aos equipamentos necessários para fabricá-los. Com menos unidades disponíveis por canais autorizados, compradores passaram a recorrer ao mercado paralelo, onde os preços subiram.

No fim de outubro, servidores equipados com esses processadores eram oferecidos na China continental pelos seguintes valores:

  • Mais de 6 milhões de yuans (aproximadamente R$ 4,94 milhões): servidor com oito placas H200, cerca de três vezes o preço de um ano antes.
  • Mais de 20 milhões de yuans (cerca de R$ 16,45 milhões): servidor equipado com os chips Blackwell mais recentes da Nvidia, também sujeitos aos controles de exportação norte-americanos.

Os valores foram informados por uma pessoa familiarizada com o assunto. No caso do H200, o preço correspondia a aproximadamente US$ 900 mil (aproximadamente R$ 4,95 milhões).

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Autoridades de Pequim sinalizaram que as empresas de tecnologia devem priorizar processadores chineses para a execução de modelos de IA. – Reprodução / Nvidia

Disputa tecnológica entre Washington e Pequim

As restrições aos chips fazem parte de uma disputa comercial mais ampla entre Estados Unidos e China. Washington havia proibido a exportação do H200 para o mercado chinês, mas o governo de Donald Trump mudou a política no ano passado e autorizou a Nvidia a vender os processadores a clientes chineses aprovados, após negociações comerciais entre os dois países.

Em maio, a Reuters informou que os Estados Unidos haviam aprovado vendas a dez empresas chinesas, entre elas Alibaba, Tencent e ByteDance. Pequim, porém, estabeleceu suas próprias limitações às importações.

Em julho, o site The Information informou que autoridades chinesas haviam sinalizado a empresas como Alibaba, ByteDance e DeepSeek a possibilidade de comprar quantidades limitadas de H200 para treinar modelos de IA. Segundo a publicação, o total de aprovações poderia ficar abaixo de 200 mil unidades. O governo também queria que as empresas priorizassem processadores nacionais para a inferência, etapa em que os modelos de IA executam tarefas.

A busca por alternativas não impediu novas encomendas de produtos da Nvidia. Segundo reportagem da Reuters publicada em outubro, ByteDance, Alibaba e Tencent encomendaram mais de 3 milhões de placas gráficas RTX Pro 5500. O modelo é menos potente e está em conformidade com as regras de exportação dos Estados Unidos. O preço de tabela combinado dos pedidos superava US$ 35 bilhões.

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Trump promete apoiar estados que investirem em inteligência artificial

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (6) que pretende apoiar estados interessados em expandir a inteligência artificial (IA). Em publicação nas redes sociais, classificou a tecnologia como uma fonte de riqueza e declarou ser favorável ao desenvolvimento da superinteligência artificial.

A manifestação ocorre após uma onda de vendas de ações de empresas de tecnologia e em meio à preocupação dos investidores com os altos investimentos em IA e possíveis restrições à construção de data centers.

Trump prometeu trabalhar com governos estaduais interessados em apostar na tecnologia e criticou lideranças contrárias à expansão do setor.

“Como presidente, sou 100% a favor da Superinteligência (SI) e trabalharei com os muitos estados dos EUA que querem se tornar RICOS ao tê-la. Eles são OURO, e só uma liderança tola vai dizer ‘NÃO’ às riquezas que ela traz!”, escreveu.

O presidente não detalhou quais medidas pretende adotar. A declaração também ocorre após a vitória dos democratas nas eleições de meio de mandato, realizadas na terça-feira (3), que ampliou as discussões sobre possíveis regras para o setor.

Investidores demonstraram apreensão com o volume de investimentos exigido e os custos de infraestrutura para operar superinteligências. Imagem criada por inteligência artificial: Dall-E/Olhar Digital

Vitória democrata aumenta preocupação com data centers

O resultado eleitoral acrescentou incertezas aos planos de expansão das empresas de tecnologia. Investidores temem que uma maior resistência à construção de centros de dados dificulte novos projetos nos Estados Unidos.

Essas instalações concentram os equipamentos responsáveis por armazenar e processar grandes volumes de informações. Embora sejam fundamentais para o funcionamento de sistemas de inteligência artificial, enfrentam resistência de comunidades em algumas regiões americanas devido ao consumo elevado de energia e água.

Para Celso Camilo, doutor em inteligência artificial e professor da Universidade Federal de Goiás (UFG), a vitória democrata não provocou a queda das ações, mas acrescentou um risco a um mercado que já apresentava sinais de fragilidade.

“A eleição americana não é a causa da queda. Ela foi o gatilho. O mercado de IA já vinha frágil”, afirma ao g1.

Segundo o especialista, os riscos mais imediatos estão nos estados, onde decisões sobre licenciamento, fornecimento de energia e eventuais moratórias podem afetar a construção de data centers. Ele também aponta possíveis mudanças nos incentivos fiscais.

Camilo ressalta que alterações legislativas relevantes costumam demorar e que o presidente americano mantém o poder de veto. Na avaliação do professor, a reação mais intensa do mercado tende a ser pontual, mas a revisão das expectativas de valorização das empresas ligadas à IA pode continuar.

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O alto consumo de energia e água por data centers provoca resistência de comunidades em algumas regiões dos EUA. – Imagem: Gorodenkoff/Shutterstock

Queda das ações atinge mercados asiáticos

A pressão sobre as empresas de tecnologia também chegou aos mercados asiáticos nesta sexta-feira (6). No Japão, o índice Nikkei caiu 5,96%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, recuou 6,02%. Durante o pregão, a queda do índice sul-coreano chegou a 8,55%, levando à suspensão das negociações por 20 minutos.

Entre as fabricantes de chips afetadas, a sul-coreana SK Hynix perdeu 10,4%, e a Samsung Electronics recuou 6,4%. No Japão, a SoftBank caiu cerca de 11%. Já a taiwanesa TSMC fechou em baixa de 4,7%.

Nos Estados Unidos, as perdas também atingiram as maiores empresas de tecnologia. As sete gigantes conhecidas como Magnificent Seven encerraram o pregão em queda. A Tesla recuou 10,8%, a Nvidia perdeu 9,3% e a AMD caiu 17,3%. O índice de semicondutores da Filadélfia registrou baixa de 12,2%.

O desempenho desses mercados também tem reflexos sobre a indústria asiática de tecnologia. A região concentra algumas das principais fabricantes de chips do mundo, fornecedoras de componentes essenciais para o desenvolvimento da inteligência artificial. Uma possível desaceleração dos investimentos em infraestrutura da tecnologia pode afetar diretamente essas companhias.

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Novo modelo da OpenAI identifica centenas de falhas de segurança

A OpenAI apresentou o GPT-6 Cyber, modelo de inteligência artificial especializado em cibersegurança que já identificou e validou milhares de explorações em softwares como Linux e Firefox. A ferramenta também desenvolve métodos para explorar vulnerabilidades e ajuda a propor correções.

O acesso será restrito a profissionais e organizações aprovados pela empresa, por meio do programa de segurança Daybreak.

No Linux, o modelo reproduziu 1.724 vulnerabilidades e desenvolveu explorações funcionais para 948 delas. Falhas foram comunicadas aos responsáveis pelo projeto. Imagem: Stanislaw Mikulski / Shutterstock.com

Modelo supera antecessor em testes de segurança

O GPT-6 Cyber alcançou 48,5% de aproveitamento no ExploitGym, avaliação que mede a capacidade de explorar vulnerabilidades específicas em sistemas remotos. O resultado representa uma melhora relativa de 51% em relação ao GPT-5.6 Cyber, que obteve 32,1%.

Em outro teste, voltado à identificação de falhas em aplicações web sem acesso ao código-fonte, o novo modelo identificou 40,3% das vulnerabilidades, contra 32% do GPT-6 Astra.

A OpenAI também avaliou se a ferramenta respeita os limites definidos pelos pesquisadores. Sem instruções adicionais de segurança, o GPT-6 Cyber evitou explorar serviços fora do escopo autorizado em 99,93% dos testes. Com as instruções de implantação, o índice chegou a 100%.

A empresa classificou o modelo como Crítico em cibersegurança, uma categoria acima da classificação Alta atribuída ao GPT-5.6 Cyber em sua estrutura de avaliação de riscos.

Linux e Firefox estão entre os softwares analisados

Os resultados também aparecem em pesquisas com projetos de código aberto. No Linux, o GPT-6 Cyber reproduziu 1.724 vulnerabilidades e desenvolveu explorações funcionais para 948 delas. O número é mais de cinco vezes superior aos 166 casos explorados pelo GPT-5.6 Sol com o mesmo método de pesquisa.

A OpenAI informou que comunicou 304 descobertas críticas aos responsáveis pelo projeto, acompanhadas de possíveis correções. As demais vulnerabilidades também estão em processo de correção.

No Firefox, o modelo identificou 81 vulnerabilidades inéditas classificadas como de alta gravidade pela Mozilla. O trabalho também mostrou que outros 30 problemas já conhecidos eram mais graves do que se acreditava anteriormente. A OpenAI forneceu testes reproduzíveis e propostas de correção à equipe do navegador, que começou a disponibilizar atualizações para resolver parte das falhas encontradas.

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No Firefox, o GPT-6 Cyber identificou 81 vulnerabilidades inéditas classificadas como de alta gravidade. Imagem: PREMIO STOCK/Shutterstock

Acesso será restrito a profissionais autorizados

O GPT-6 Cyber integra o Daybreak, programa da OpenAI voltado à pesquisa e à defesa em segurança digital. A iniciativa possui três modalidades:

  • Daybreak Blue: voltada à defesa, validação de vulnerabilidades e verificação de correções.
  • Daybreak Red: destinada a testes avançados de invasão, desenvolvimento de explorações e pesquisas de segurança.
  • Daybreak Red para Infraestrutura Crítica: permite que defensores aprovados testem sistemas essenciais, como instalações de energia e tratamento de água.

Inicialmente, o GPT-6 Cyber estará disponível pela API e pelo Codex para um grupo selecionado de clientes aprovados do Daybreak Red. A OpenAI pretende ampliar gradualmente o acesso aos demais participantes dessa modalidade.

A empresa também anunciou um programa de subsídios de US$ 1 bilhão para facilitar o acesso às ferramentas do Daybreak por equipes com recursos limitados, incluindo órgãos governamentais e prestadores de serviços essenciais.

Para reduzir o risco de uso indevido, a OpenAI implementou monitoramento de atividades suspeitas, restrições ao uso de credenciais comprometidas e mecanismos para bloquear assistência em ataques não autorizados contra sistemas críticos. A empresa também recomenda ambientes isolados e supervisão humana em operações de alto risco.

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Nova IA da Perplexity assume tarefas contínuas e trabalha com outros agentes

A Perplexity anunciou o lançamento do Teammates, sistema de agentes de inteligência artificial (IA) projetado para assumir tarefas contínuas em ambientes de trabalho. A novidade permite atribuir diferentes responsabilidades a assistentes que operam simultaneamente, acompanham projetos e podem agir quando identificam mudanças — sem precisar receber nova instrução a cada etapa.

O recurso foi apresentado nesta quinta-feira (5) e funciona integrado ao Perplexity Computer, plataforma da empresa que utiliza agentes para executar tarefas. A diferença é que o Teammates foi desenvolvido para manter atividades em andamento, organizar trabalhos de maior escala e colaborar com outros agentes e funcionários.

Cada agente pode aproveitar projetos, habilidades, memórias, arquivos e ferramentas já configurados pelo usuário no Perplexity. A ideia é evitar que seja necessário explicar novamente o contexto de uma atividade sempre que uma nova tarefa começa.

A novidade está disponível inicialmente na versão web para assinantes do plano Max, que custa US$ 200 por mês (cerca de R$ 1.092). Aplicativos nativos para dispositivos móveis e computadores estão nos planos da empresa, mas ainda não foram lançados.

Como funcionam os agentes Teammates?

  • Os usuários podem criar diferentes agentes e atribuir uma função específica a cada um. Eles conseguem trabalhar em paralelo, acompanhar atividades e compartilhar tarefas entre si. Também podem interagir com funcionários por meio do Slack, plataforma de comunicação corporativa;
  • Na prática, um agente pode ficar responsável por acompanhar indicadores de uma campanha de marketing, enquanto outro monitora atividades de vendas ou organiza demandas de atendimento ao cliente;
  • A Perplexity também cita aplicações em operações e desenvolvimento de software. Entre as possibilidades estão acompanhar prazos, analisar dados, identificar problemas, realizar testes de qualidade e monitorar questões de segurança;
  • Cada Teammate opera em seu próprio ambiente de trabalho, com sessão de computador e navegador separados. O usuário pode acompanhar o andamento das atividades, revisar o que foi produzido, assumir o controle do ambiente ou redirecionar o agente quando necessário;
  • A integração com o Slack permite que colegas também encaminhem tarefas aos agentes. Dessa forma, eles podem acompanhar canais de trabalho e agir conforme as mudanças nas conversas e nos projetos conectados.

Agora, vários agentes de IA podem trabalhar para empresas, como colegas de trabalho – Imagem: Divulgação/Perplexity

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Recurso custa R$ 1.092 por mês

O Teammates exige assinatura do Perplexity Max, plano mais avançado da empresa, que custa US$ 200 mensais (aproximadamente R$ 1.092). A opção também pode ser contratada por US$ 2 mil ao ano (cerca de R$ 10.924).

A novidade amplia as funções do Perplexity Computer, que já permite utilizar diferentes modelos de IA e ferramentas para realizar tarefas mais complexas. Com o Teammates, a empresa tenta transformar esses recursos em assistentes que assumem responsabilidades permanentes, em vez de apenas responder a solicitações pontuais.

O CEO da Perplexity, Aravind Srinivas, afirmou que a visão da companhia é que organizações tenham centenas de agentes trabalhando para cada funcionário. “Com o tempo, imaginamos que cada organização terá centenas de colegas de equipe trabalhando para cada pessoa”, escreveu o executivo em publicação no X.

Perplexity entra na disputa por agentes de IA

O lançamento coloca a Perplexity em disputa cada vez mais movimentada pelo desenvolvimento de agentes de IA voltados ao trabalho.

A OpenAI apresentou o Dots em setembro, com assistentes que podem atuar continuamente, aprender com o usuário e executar tarefas por meio de um computador próprio na nuvem. A Anthropic, por sua vez, abriu, em outubro, uma prévia de pesquisa do Claude Duet, ferramenta que também utiliza agentes proativos para atividades profissionais.

As iniciativas representam mudança na forma de utilizar IA. Em vez de depender apenas de perguntas e respostas, as empresas estão desenvolvendo sistemas capazes de receber objetivos, planejar etapas, utilizar ferramentas e acompanhar tarefas por períodos prolongados.

A proposta da Perplexity é levar esse modelo para diferentes funções dentro de uma organização, com agentes que compartilham informações e colaboram entre si.

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IA acelera em quase duas vezes o desenvolvimento de modelos da Anthropic

A inteligência artificial (IA) pode estar ajudando a acelerar o próprio desenvolvimento. Uma avaliação independente da organização sem fins lucrativos Model Evaluation and Threat Research (METR) aponta que os modelos da Anthropic estão avançando quase duas vezes mais rápido do que antes, em parte porque a empresa utiliza seus próprios sistemas de IA para desenvolver versões mais poderosas da tecnologia.

O estudo, divulgado nesta quinta-feira (5), estima que o avanço das capacidades dos modelos da Anthropic em tarefas bem definidas ocorreu a taxa 1,9 vez maior desde outubro de 2025, na comparação com o ritmo observado anteriormente.

Segundo a METR, cerca de 80% da aceleração atual pode estar relacionada ao uso de IA nas atividades de pesquisa e desenvolvimento da empresa. A estimativa, porém, tem alto grau de incerteza.

A avaliação foi realizada ao longo de 11 semanas, entre agosto e outubro de 2026. Os pesquisadores tiveram acesso a dados internos da Anthropic, entrevistaram funcionários e analisaram informações sobre o desempenho de modelos que ainda não foram divulgados publicamente.

A organização também identificou que o aumento da capacidade computacional utilizada no treinamento não explica a aceleração observada.

Como a IA está ajudando a desenvolver outras IAs?

  • O levantamento indica que ferramentas de IA estão sendo utilizadas por pesquisadores da Anthropic para escrever códigos, conduzir experimentos e executar atividades relacionadas ao desenvolvimento de modelos;
  • Na prática, isso permite que os profissionais realizem determinadas tarefas com mais rapidez e dediquem tempo a outras etapas da pesquisa;
  • A METR encontrou relatos de funcionários que apontam ganhos expressivos de produtividade. Em pesquisas internas informais, algumas estimativas de velocidade chegaram a 12 vezes em outubro de 2026. A organização, entretanto, considera esses números pouco confiáveis, já que são avaliações subjetivas e podem superestimar o impacto real da tecnologia;
  • As entrevistas com pesquisadores também indicaram ganhos relevantes, embora os resultados variassem conforme a atividade analisada.

O estudo faz distinção importante: a maior parte do avanço ainda está associada à assistência prestada pela IA aos profissionais, e não à realização autônoma de todo o processo de desenvolvimento.

A METR afirmou não ter encontrado evidências de que os sistemas atuais já consigam fazer contribuições altamente significativas e totalmente independentes nas etapas mais importantes do treinamento de modelos. Ainda assim, os pesquisadores identificaram sinais de que esse tipo de participação pode ganhar espaço no futuro.

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Levantamento indica que ferramentas de IA estão sendo utilizadas por pesquisadores da Anthropic para escrever códigos, conduzir experimentos e executar atividades relacionadas ao desenvolvimento de modelos – Imagem: gguy/Shutterstock

O que é o autoaperfeiçoamento recursivo?

O avanço observado pela METR chama atenção por estar relacionado ao conceito de autoaperfeiçoamento recursivo, conhecido pela sigla RSI (na sigla em inglês). A ideia é que sistemas de IA consigam contribuir cada vez mais para a criação de novas gerações de modelos. Com sistemas mais capazes ajudando a desenvolver seus sucessores, o processo poderia se acelerar progressivamente.

Esse cenário ainda não foi alcançado de forma plenamente autônoma, mas levanta questões importantes sobre o ritmo de evolução da tecnologia.

Um dos pontos de preocupação destacados pela METR é a possibilidade de que a aceleração se torne cumulativa. Modelos mais avançados poderiam ajudar a desenvolver sistemas ainda mais capazes, que, por sua vez, acelerariam novamente o processo.

A organização também não identificou gargalos claros relacionados a poder computacional, disponibilidade de dados ou experimentos que necessariamente impediriam novos avanços nos próximos 12 meses. Os pesquisadores, contudo, ressaltaram que essa avaliação também está sujeita a incertezas.

Estudo tem limitações e levanta questões sobre segurança

Apesar dos resultados, a METR reconhece limitações importantes. A aceleração de 1,9 vez foi calculada a partir de indicadores de desempenho em tarefas bem definidas, que podem ser avaliadas por testes automatizados ou modelos de linguagem. Isso não significa que todas as habilidades da IA estejam evoluindo na mesma velocidade.

Além disso, a Anthropic teve a possibilidade de retirar informações confidenciais do relatório. Segundo a METR, boa parte das evidências consideradas mais relevantes para suas conclusões foi omitida, o que dificulta avaliação independente de todos os detalhes.

A organização também ressalta que existe incerteza sobre quanto da aceleração pode ser atribuído diretamente ao uso de IA, especialmente em relação aos avanços registrados no fim de 2025.

Os resultados aparecem em momento em que o CEO da Anthropic, Dario Amodei, tem defendido cautela no desenvolvimento de sistemas cada vez mais avançados. Em setembro, o executivo pediu que o setor desacelerasse o avanço das capacidades da tecnologia para permitir que as medidas de segurança acompanhem o ritmo das melhorias.

O próprio estudo aponta que entender a velocidade dessa evolução é importante para avaliar riscos. Se os sistemas começarem a contribuir de maneira cada vez mais significativa para o desenvolvimento de seus sucessores, o trabalho de monitoramento e controle também poderá se tornar mais difícil.

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Google é processado por conversas sobre suicídio entre IA e garota de 13 anos

Os pais de uma adolescente de 13 anos estão processando o Google nos Estados Unidos após descobrirem que a filha passou meses conversando com ferramentas de inteligência artificial (IA) da empresa sobre depressão, automutilação e suicídio. A família acusa a companhia de expor crianças a riscos psicológicos sem oferecer alertas adequados aos responsáveis e às instituições de ensino.

O caso aconteceu na Carolina do Norte (EUA), onde a estudante utilizava um Chromebook fornecido pela escola. Segundo a ação judicial, apresentada em um tribunal da Califórnia (EUA), a jovem trocou milhares de mensagens com ferramentas de IA do Google, principalmente o Gemini e o Modo IA integrado à Busca.

Identificada pelo pseudônimo Emma no processo, a adolescente começou a utilizar os recursos para tirar dúvidas escolares no segundo semestre de 2025. Entretanto, o volume de interações aumentou significativamente em dezembro, período que coincidiu com a disponibilização do modelo Gemini 3 Flash.

De acordo com os pais, as conversas passaram a abordar questões pessoais, incluindo ansiedade, depressão, transtornos alimentares e diferentes métodos de suicídio.

A denúncia também afirma que a IA orientou a menina sobre como esconder sinais de automutilação dos familiares e de outras pessoas próximas.

A família sustenta que o Google incorporou ferramentas generativas aos produtos utilizados por estudantes sem apresentar informações claras sobre os riscos envolvidos. Os responsáveis também questionam a falta de mecanismos capazes de identificar situações de sofrimento psicológico e alertar adultos responsáveis.

Como os pais descobriram as conversas?

  • Segundo informações da Reuters e da Bloomberg, a família só tomou conhecimento da situação depois que um sistema de monitoramento da escola identificou um documento escrito pela adolescente com referências ao próprio funeral;
  • O alerta permitiu que os responsáveis descobrissem a gravidade do conteúdo produzido pela estudante;
  • A denúncia afirma que a escola levou semanas para identificar os registros e comunicar os pais, que desconheciam a utilização do computador escolar para conversas sobre sofrimento psicológico;
  • Outro ponto levantado pela família envolve o acesso ao histórico das interações. Segundo a ação, contas escolares não oferecem aos responsáveis a mesma possibilidade de consultar integralmente o histórico de conversas disponível em contas pessoais;
  • Com isso, os pais afirmam ter encontrado dificuldades para reconstruir o que aconteceu durante os meses de utilização das ferramentas;
  • O processo busca responsabilizar o Google pelos danos alegados e pede indenização financeira. A empresa informou que está analisando as acusações.

Estudante se comunicou com o Gemini e com a IA presente na Busca do Google, conhecida como Modo IA – Imagem: Hasbi Sahin/Shutterstock

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Google muda regras para IA nas escolas

O processo chega em momento de crescente pressão sobre o uso de IA em instituições de ensino.

Nesta semana, o Google anunciou mudanças nas configurações de suas ferramentas para contas escolares. A empresa pretende desativar o Gemini por padrão para estudantes, permitindo que instituições de ensino decidam se desejam manter o acesso.

A medida também envolve recursos de IA incorporados à Busca, como resumos gerados automaticamente. Segundo a Reuters, escolas que quiserem preservar o acesso dos alunos ao mecanismo de pesquisa ainda precisarão lidar com a presença dessas funcionalidades.

O debate não se limita ao caso da adolescente. Uma pesquisa da organização Common Sense Media já havia apontado riscos relacionados ao uso de ferramentas de IA por crianças e adolescentes. Entre as preocupações estão a dificuldade dos sistemas em identificar sinais indiretos de pensamentos suicidas e a possibilidade de respostas que normalizem comportamentos associados a transtornos alimentares.

Especialistas também alertam que conversas prolongadas com chatbots podem criar falsa sensação de acolhimento. Com isso, crianças e adolescentes podem acreditar que estão recebendo apoio suficiente e demorar a procurar ajuda de familiares ou profissionais especializados.

Segurança de chatbots volta ao centro do debate

O processo contra o Google se soma a outras ações judiciais que questionam a responsabilidade de empresas de tecnologia sobre os efeitos de seus chatbots.

Em 2025, os pais do adolescente Adam Raine processaram a OpenAI, alegando que o ChatGPT contribuiu para a morte do filho, de 16 anos, ao fornecer informações relacionadas a métodos de suicídio.

A Character.AI também enfrentou processos após a morte de Sewell Setzer III, de 14 anos, que desenvolveu relação emocional com um personagem controlado por IA.

Em janeiro de 2026, Google e Character.AI concordaram em princípio em encerrar diversas ações judiciais relacionadas a esses casos, sem que isso representasse necessariamente uma admissão de responsabilidade.

As novas acusações reforçam o debate sobre os limites da IA em ambientes frequentados por menores de idade, especialmente quando as ferramentas passam a ser utilizadas como confidentes para questões emocionais e psicológicas.

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Claude agora pode acessar contas bancárias para analisar gastos

A Anthropic anunciou a chegada do Personal Finance ao assistente Claude. O recurso permite conectar contas bancárias e cartões de crédito para acompanhar despesas e esclarecer dúvidas financeiras em linguagem simples.

A integração utiliza a plataforma Plaid e oferece acesso somente para leitura. Isso significa que o sistema não pode movimentar, administrar ou investir o dinheiro dos usuários.

O Personal Finance pode consultar até dois anos de histórico de transações das contas conectadas. – Imagem: Divulgação/Anthropic

Análise de gastos e identificação de cobranças

Com a ferramenta, o usuário pode consultar a distribuição das despesas ao longo do mês, organizadas em categorias como aluguel, alimentação e compras. Também é possível fazer perguntas adicionais para comparar os gastos com períodos anteriores e identificar mudanças no orçamento.

O Claude ainda analisa as transações para sinalizar possíveis problemas, como cobranças duplicadas, tarifas inesperadas e contas que aumentam gradualmente. O assistente também pode avaliar se o usuário está gastando mais do que ganha, explicar conceitos financeiros, como a taxa percentual anual (APR), e calcular quanto foi pago em juros nos últimos 12 meses.

Em comunicado, a Anthropic destacou a proposta de apresentar informações financeiras em linguagem acessível: “O Claude fornece respostas em linguagem cotidiana, a partir de seus saldos e transações, e explica qualquer termo que seja novo para você”.

Privacidade dos dados e concorrência

A conexão com as contas financeiras permite o acesso a um conjunto limitado de informações, segundo a Anthropic. São elas:

  • Nome do banco, da conta e seu tipo;
  • Quatro últimos dígitos do número da conta;
  • Saldo e limite de crédito;
  • Histórico de transações de até dois anos.

A empresa também afirma que as conversas realizadas no ambiente Personal Finance não são utilizadas para treinar seus modelos de IA.

A ferramenta não oferece anúncios ou recomendações patrocinadas, nem comercializa cartões de crédito, empréstimos ou contas de poupança próprios. Essa característica também foi destacada pela Anthropic como parte da proposta de oferecer respostas sem interesses comerciais na indicação de produtos financeiros.

O lançamento coloca o Claude em concorrência com o ChatGPT, da OpenAI, que apresentou recursos semelhantes em maio. A ferramenta da empresa também permite conectar contas financeiras e consultar informações sobre despesas e planejamento de longo prazo.

Ao fundo, tela com códigos de programação; à frente, mão de uma pessoa segurando um celular que exibe o logo do ChatGPT
O lançamento aproxima o Claude dos recursos de finanças pessoais apresentados pelo ChatGPT em maio. – Imagem: Mijansk786/Shutterstock

Disponibilidade do recurso

O Personal Finance começa a ser liberado em versão beta nesta semana para assinantes dos planos Pro, Max e Ultra nos Estados Unidos.

A novidade faz parte da expansão do Claude para setores específicos. No início deste ano, a Anthropic também lançou o Claude for Legal, voltado à área jurídica, e o Claude for Financial Services, direcionado ao mercado de serviços financeiros.

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Startup chinesa tenta contornar restrições dos EUA para acessar chips da Nvidia

A chinesa Moonshot AI, desenvolvedora dos modelos de inteligência artificial Kimi, negociou o aluguel de capacidade computacional em data centers europeus equipados com chips avançados da Nvidia. As conversas envolvem sistemas Blackwell, cuja exportação direta para a China é restringida pelos Estados Unidos.

Segundo fontes ouvidas pela CNBC, a empresa pretende acessar os componentes remotamente por serviços de computação em nuvem, modalidade que ainda apresenta brechas na legislação americana.

Provedores de nuvem que compram chips da Nvidia repassam a capacidade de processamento via contratos de aluguel. Propostas comerciais previam pagamento antecipado de 30% a 50% maior para clientes da China. – Imagem: Saulo Ferreira Angelo/Shutterstock

Negociações envolvem milhares de chips Blackwell

Quatro pessoas familiarizadas com o assunto disseram à CNBC que a Moonshot negociou, ao longo deste ano, possíveis contratos com empresas conhecidas como neoclouds. Essas companhias alugam capacidade de processamento em estruturas de computação em nuvem equipadas com GPUs da Nvidia, permitindo que clientes utilizem os chips sem precisar instalá-los em seus próprios data centers.

Nas conversas, a empresa chinesa demonstrou interesse em alugar capacidade de clusters com 8 mil ou mais GPUs Blackwell instaladas na Europa. O objetivo seria ampliar o acesso a poder computacional para operar seus modelos de inteligência artificial. Duas fontes ouvidas pela CNBC mencionaram especificamente o uso dos equipamentos para inferência, etapa em que os modelos processam informações e respondem às solicitações dos usuários. Uma delas também relatou interesse em capacidade destinada ao treinamento de modelos.

A busca por esses recursos foi descrita por uma das fontes como “muito agressiva”. O movimento ocorre após a Casa Branca afirmar, em julho, que a Moonshot havia acessado chips Blackwell remotamente por meio de uma instalação na Tailândia. De acordo com pessoas familiarizadas com o assunto, as conversas sobre o aluguel de capacidade em data centers europeus começaram depois dessa declaração.

O interesse da Moonshot também evidencia uma dificuldade para a política de controle de exportações dos Estados Unidos. As regras americanas restringem o envio dos chips mais avançados da Nvidia diretamente para a China, mas a legislação atual não dá aos órgãos reguladores poderes amplos para controlar o acesso remoto a esses componentes quando eles estão instalados em serviços de computação em nuvem hospedados em outros países.

Demanda pelo Kimi pressiona infraestrutura da empresa

Fundada em 2023 e sediada em Pequim, a Moonshot AI está entre as principais desenvolvedoras chinesas de modelos de inteligência artificial. Em julho, lançou o Kimi K3, modelo que, segundo a própria empresa, reduziu a distância em relação aos sistemas da Anthropic e da OpenAI.

A ferramenta ganhou espaço como alternativa de menor custo às soluções americanas. O aumento da procura pressionou a infraestrutura da companhia, que suspendeu temporariamente novas assinaturas para priorizar os usuários existentes.

Em uma publicação no LinkedIn, a empresa afirmou estar “adicionando capacidade o mais rápido possível e reabriremos as vagas para novas assinaturas em lotes”.

A procura por processamento também aparece nas condições comerciais discutidas. Nesse mercado, os clientes geralmente pagam antecipadamente uma parcela do valor total dos contratos para garantir acesso à infraestrutura.

Uma das fontes ouvidas pela CNBC afirmou que foi proposto que a Moonshot pagasse entre 30% e 50% a mais antecipadamente do que um cliente não chinês. Acordos com empresas chinesas podem gerar pagamentos iniciais maiores porque operadores de nuvem e financiadores procuram se proteger contra uma eventual proibição futura do acesso remoto.

Disputa entre China e EUA no mercado de IA.
O Congresso dos EUA analisa a lei RASA para barrar o acesso remoto de empresas estrangeiras, principalmente chinesas, a chips na nuvem. – Imagem: wildpixel/iStock

EUA discutem ampliar controles sobre acesso remoto

A possibilidade de empresas chinesas utilizarem chips americanos por meio de estruturas no exterior também está no centro das discussões regulatórias em Washington. Parlamentares propuseram o Remote Access Security Act (RASA), projeto que pretende ampliar os controles de exportação para incluir o acesso remoto, por serviços em nuvem, a equipamentos e softwares estratégicos. A proposta foi aprovada pela Câmara dos Representantes em janeiro, mas ainda não passou pelo Senado.

Outras movimentações ajudam a dimensionar a pressão sobre o setor:

  • O Financial Times informou que a Nvidia comunicou a provedores de nuvem que pelo menos 51% dos serviços deveriam ser destinados a clientes não chineses.
  • A fabricante defendeu que a infraestrutura americana de inteligência artificial precisa manter presença competitiva no mercado mundial.
  • Em agosto, Washington autorizou algumas vendas dos chips H200, de uma geração anterior, mas as operações ficaram sujeitas a restrições do governo chinês, interessado em fortalecer os fabricantes nacionais de semicondutores.

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ChatGPT Classic tem data para acabar; veja o que muda no aplicativo

A OpenAI vai descontinuar o aplicativo antigo do ChatGPT para computadores em 30 de janeiro de 2027. A mudança faz parte de reorganização da experiência para desktop, que também prevê reunir os recursos de conversa e trabalho avançado em única interface para usuários de Windows e macOS.

Batizada de ChatGPT Classic, a versão antiga começou a exibir avisos sobre o encerramento do serviço. A empresa orienta os usuários a migrarem para o aplicativo mais recente, que concentra funcionalidades antes distribuídas em diferentes áreas do programa.

A transição não deve apagar o histórico de conversas. Segundo a OpenAI, mensagens anteriores e configurações da conta serão preservadas e transferidas automaticamente quando o usuário instalar a versão mais nova do aplicativo.

Por que o ChatGPT Classic será descontinuado?

  • O aplicativo original foi mantido sem receber as mesmas atualizações da versão mais recente. Com o lançamento de novos modelos e recursos, a diferença entre os dois programas ficou mais evidente;
  • Um exemplo é a possibilidade de ajustar manualmente o nível de esforço de raciocínio da inteligência artificial (IA). O recurso está disponível no aplicativo novo, mas não é compatível com a versão clássica;
  • A mudança também encerra fase de transição marcada por críticas à interface redesenhada. A OpenAI reuniu ChatGPT, Work e Codex em um mesmo aplicativo, mas a organização inicial confundiu usuários que tinham dificuldade para encontrar conversas comuns ou distinguir as diferentes ferramentas;
  • No macOS, outra decisão gerou reclamações: a substituição do aplicativo nativo por estrutura baseada em Electron, tecnologia que empacota páginas da web para funcionar como programas de computador. Usuários criticaram o desempenho, o consumo de memória e a navegação.

Chat e Work serão reunidos em única experiência

Além de aposentar o programa antigo, a OpenAI prepara nova etapa para o aplicativo de desktop. Nas próximas semanas, a companhia pretende iniciar testes com um grupo restrito de usuários para integrar as experiências de Chat e Work.

A proposta é permitir que as pessoas comecem uma conversa comum e, sem precisar trocar de área, solicitem que a IAexecute tarefas mais elaboradas.

Efetivamente, o usuário poderá discutir uma ideia e pedir que o ChatGPT coloque o plano em prática, com recursos, como:

  • Anexar e utilizar documentos;
  • Trabalhar com ferramentas complementares;
  • Criar apresentações;
  • Navegar na internet;
  • Construir sites;
  • Executar tarefas práticas enquanto o usuário acompanha e orienta o processo.

Work e Chat serão integrados a uma mesma ferramenta – Imagem: Divulgação/OpenAI

A intenção é transformar a conversa em um ambiente no qual a IA não apenas responde a perguntas, mas também consegue dar continuidade ao trabalho solicitado.

A mudança também atende a uma promessa anterior de Greg Brockman, presidente da OpenAI. O executivo havia reconhecido problemas na organização da interface e indicado que a empresa pretendia eliminar a separação entre Chat e Work.

Leia mais:

Codex continuará separado, mas terá limite de uso compartilhado

A integração não significa que todas as ferramentas serão reunidas em única área. O Codex, voltado à programação e à criação de código, continuará com experiência própria dentro do aplicativo para computadores.

O que muda é a franquia de utilização. A OpenAI planeja unificar os limites de uso do ChatGPT e do Codex, substituindo as cotas separadas por uma quantidade compartilhada.

Segundo a empresa, a maioria dos usuários não deverá precisar esperar pela renovação dos limites com mais frequência do que acontece atualmente. O consumo dependerá do modelo escolhido e da complexidade das tarefas: atividades mais avançadas utilizarão uma parcela maior da franquia.

O que os usuários precisam fazer?

Quem ainda utiliza o ChatGPT Classic terá até 30 de janeiro de 2027 para migrar para o aplicativo mais recente. A instalação da nova versão deverá preservar automaticamente o histórico de conversas e as configurações da conta.

A aposentadoria, portanto, não representa o fim do ChatGPT para computadores. É o encerramento de uma versão antiga, enquanto a OpenAI tenta simplificar a experiência e aproximar as conversas comuns das tarefas executadas pela IA.

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ChatGPT ganha ferramenta para criar e editar GIFs

O ChatGPT ganhou novidade que pode facilitar a criação de conteúdo para redes sociais: a capacidade de produzir GIFs animados diretamente na plataforma. Com a atualização, usuários podem descrever a animação desejada em um comando de texto ou enviar uma fotografia para transformá-la em conteúdo animado.

A novidade acompanha o lançamento do Images 2.6, nova versão do gerador de imagens da OpenAI. Além de criar animações, a ferramenta permite ajustar a velocidade de reprodução, editar quadros individuais e compartilhar o resultado.

Até então, o ChatGPT não oferecia maneira nativa de produzir GIFs em uma única etapa. Era necessário recorrer a ferramentas externas ou realizar procedimentos adicionais para transformar imagens em animações.

A OpenAI demonstrou o recurso com um comando simples: pedir ao chatbot que criasse um GIF de um gato dançando. O sistema produz a animação e oferece controles para modificar sua velocidade e visualizar os quadros que compõem o resultado.

Images 2.6 também acelera criação de imagens

  • A geração de GIFs não é a única novidade da atualização. De acordo com a OpenAI, o Images 2.6 também aprimora a velocidade de criação de imagens estáticas no ChatGPT;
  • A evolução chega em momento de crescimento expressivo no uso da ferramenta. A empresa afirma que seus usuários geram mais de quatro bilhões de imagens por semana, considerando o ChatGPT e sua API. Em setembro, o volume divulgado era de três bilhões semanais;
  • Isso representa um aumento de aproximadamente 33% em poucos meses.

OpenAI usou, como exemplo, a criação de um GIF com uma foto de um gato – Imagem: Divulgação/OpenAI

A atualização também contempla desenvolvedores. A OpenAI apresentou duas opções de modelos para geração de imagens por meio da API:

  • GPT-Image-2.6 Flare: voltado à geração mais rápida de imagens, com melhorias de qualidade e edição;
  • GPT-Image-2.6 Sunburst: direcionado a trabalhos visuais que exigem maior precisão e controle sobre os resultados.

As duas opções ampliam as possibilidades de integração da tecnologia em aplicativos e outros serviços digitais.

Leia mais:

Quando a novidade chega ao ChatGPT?

O Images 2.6 está sendo disponibilizado para usuários do ChatGPT e do Codex nas versões web, desktop e aplicativos para dispositivos móveis. A distribuição ocorre de maneira gradual, portanto, a novidade pode não aparecer simultaneamente para todas as contas.

Com a possibilidade de criar e editar animações diretamente no chatbot, a OpenAI amplia o alcance de suas ferramentas visuais. O recurso pode ser útil para produzir memes, ilustrações animadas, materiais de divulgação e conteúdos para redes sociais sem precisar alternar entre diferentes aplicativos.

A mudança também reforça a estratégia da empresa de transformar o ChatGPT em plataforma de criação de conteúdo, indo além das tradicionais conversas por texto.

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