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Ford cria IA que conhece seu carro melhor do que você imagina

A Ford começou a disponibilizar um novo assistente baseado em inteligência artificial (IA) capaz de responder perguntas específicas sobre veículos da marca e da Lincoln. A ferramenta pode informar, por exemplo, quanto combustível o motorista precisará para uma viagem ou se determinado veículo é capaz de rebocar uma embarcação.

O assistente está sendo lançado inicialmente nos aplicativos móveis da Ford e da Lincoln. Por enquanto, ele funciona como um chatbot, respondendo a perguntas sobre as capacidades do veículo e possíveis necessidades futuras de manutenção.

Como o aplicativo está vinculado ao veículo do cliente, o assistente tem acesso a diversos detalhes específicos daquele modelo, incluindo nível de combustível, capacidade de carga e capacidade de reboque.

A Ford também pretende levar a tecnologia para dentro dos próprios veículos. A previsão é que uma versão do assistente controlada por voz esteja disponível nos carros a partir de 2027. Até lá, os proprietários terão que utilizar a versão integrada aos aplicativos.

Ford entra na corrida pela IA automotiva

  • O lançamento acontece em momento no qual as montadoras aceleram a adoção de recursos de IA em seus veículos, em uma disputa para acompanhar o rápido avanço da tecnologia;
  • A Rivian, por exemplo, lançou recentemente seu próprio assistente de voz, assim como a Mercedes-Benz;
  • Outras fabricantes estão recorrendo a empresas de tecnologia já estabelecidas. É o caso da BMW, que trabalha com a Alexa, da Amazon, e da General Motors (GM), que está adotando o Gemini, do Google;
  • Veículos equipados com o sistema operacional integrado do Google, como modelos da Volvo e da Polestar, também receberão o Gemini;
  • A Ford havia anunciado pela primeira vez seus planos de lançar um chatbot no início deste ano, juntamente com promessas de futuro sistema de assistência à condução de nível 3, no qual o motorista poderá tirar os olhos da estrada em determinadas situações.

Na ocasião, a montadora não revelou quais desenvolvedores de IA estavam envolvidos no projeto. A empresa afirmou, porém, que estava desenvolvendo o assistente de maneira independente de um chatbot específico, permitindo que ele funcionasse com diferentes modelos de linguagem de grande escala (LLM, na sigla em inglês).

Enquanto essa estratégia não é implementada completamente, a Ford adotará o Gemini em seus veículos como uma alternativa opcional ao Google Assistant. A parceria havia sido apresentada pela empresa anteriormente neste ano.

Aplicativo chega primeiro a milhões de veículos

Segundo a Ford, começar pelo aplicativo permite apresentar o assistente a uma quantidade maior de clientes do que seria possível por meio de uma atualização de software dos veículos.

A ferramenta está sendo liberada gradualmente para os usuários, em ondas, com o objetivo de chegar a oito milhões de proprietários de veículos Ford e Lincoln.

“Ao adotar uma abordagem que prioriza o aplicativo, estamos levando o futuro da inteligência da Ford diretamente aos clientes de forma instantânea. Você não precisa esperar para comprar um veículo novo; estamos aprimorando a experiência de propriedade que você já tem, começando hoje”, escreveu Mike Aragon, presidente de serviços integrados da Ford, em uma publicação no blog da empresa. “A verdadeira magia acontecerá quando o assistente migrar dos telefones dos proprietários para as telas do painel.”

O executivo explicou que o assistente consegue responder perguntas presentes no manual do proprietário e também oferecer informações atualizadas em tempo real fornecidas pelo sistema de telemetria do veículo.

A ferramenta também poderá analisar imagens enviadas pelo proprietário. Dessa maneira, o motorista poderá, por exemplo, fotografar determinado objeto e verificar se o veículo tem capacidade para transportá-lo ou rebocá-lo.

Ferramenta também poderá analisar imagens enviadas pelo proprietário – Imagem: Jonathan Weiss/Shutterstock

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IA poderá assumir funções do carro

Para Aragon, porém, o potencial mais interessante da tecnologia aparecerá quando o assistente deixar o celular e chegar às telas do painel dos veículos.

A Ford não pretende fazer isso por meio do espelhamento do celular, como ocorre com Apple CarPlay ou Android Auto. A ideia é incorporar a inteligência diretamente à experiência de condução, segundo o executivo.

Enquanto o novo assistente não chega aos veículos, as plataformas digitais da Ford e da Lincoln baseadas em Android terão o Gemini. O sistema poderá auxiliar em tarefas, como navegação, envio de mensagens de texto e reprodução de mídia.

No futuro, a Ford imagina que essas funções possam ser reunidas em um único assistente. A tecnologia combinaria consultas específicas sobre o veículo com recursos normalmente associados ao sistema de entretenimento e informação, permitindo que cada proprietário crie uma experiência personalizada de acordo com suas preferências.

Por enquanto, a Ford afirma que o novo assistente será gratuito, sem cobrança por assinatura ou acesso pago. A empresa, no entanto, não informou se a gratuidade será mantida quando a tecnologia passar a funcionar diretamente no sistema operacional dos veículos.

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Microsoft prepara Maia 300 para entrar na corrida dos chips de IA

A Microsoft prepara uma nova geração de chips para inteligência artificial. Segundo a Reuters, a empresa planeja apresentar o Maia 300 no segundo semestre, possivelmente já em setembro, para ampliar a produção própria e reduzir a dependência dos processadores da Nvidia.

A estratégia também envolve o mercado de computação em nuvem. A Microsoft negocia com a TSMC a fabricação de mais de 300 mil unidades do novo chip para entrega em 2027 e pretende elevar esse volume de forma significativa.

O próximo chip de IA da Microsoft pode ganhar uma escala surpreendente: mais de 1 milhão de unidades. – Imagem: Gorodenkoff/Shutterstock

Microsoft acelera aposta em chips próprios

A Microsoft entrou no segmento de chips de IA em novembro de 2023, quando apresentou o primeiro Maia. Desde então, empresas como Google e Amazon avançaram na expansão de suas próprias soluções.

A movimentação busca reduzir a dependência dos processadores da Nvidia, enquanto os chips desenvolvidos pelas próprias empresas ganham espaço no mercado de computação em nuvem.

O Google começou a reconhecer receitas com vendas diretas de seus chips de inteligência artificial, chamados Tensor Processing Units (TPUs). A Amazon, por sua vez, registra uma adoção crescente de seus processadores, incluindo o Trainium.

Maia 300 pode chegar em grande escala

Segundo a Reuters, a Microsoft negocia com a TSMC capacidade para produzir mais de 300 mil unidades do Maia 300, com entrega prevista para 2027. A companhia também pretende convencer grandes clientes de computação em nuvem, como a Anthropic, a adotar o chip.

O objetivo de longo prazo é garantir capacidade para mais de 1 milhão de unidades. Esse plano, porém, pode ser limitado pelo fornecimento de componentes e pelas negociações de capacidade com a TSMC.

Entre os principais pontos da estratégia estão:

  • Apresentação do Maia 300 possivelmente em setembro;
  • Produção superior a 300 mil unidades;
  • Entregas planejadas para 2027;
  • Meta de capacidade para mais de 1 milhão de chips;
  • Busca por grandes clientes de computação em nuvem.
Logo da Nvidia em um chip
A Microsoft quer reduzir a dependência dos chips da Nvidia com uma nova geração de processadores próprios para IA. – Imagem: alexgo.photography/Shutterstock

Novo chip sucede o Maia 200

O Maia 300 será o próximo modelo da família depois do Maia 200, segunda geração apresentada pela Microsoft em janeiro. O componente foi fabricado pela TSMC com tecnologia de 3 nanômetros.

O chip também foi equipado com uma quantidade significativa de SRAM, um tipo de memória que pode oferecer vantagens de velocidade para sistemas de IA que precisam processar um grande número de solicitações de usuários.

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Meta lança IA que pode rodar no PC com uma única placa gráfica

A Meta lançou o Muse Glimmer, novo modelo de inteligência artificial de pesos abertos voltado a tarefas executadas diretamente em computadores pessoais. A novidade veio acompanhada de uma defesa de Mark Zuckerberg por menos restrições nos EUA para esse tipo de tecnologia.

Segundo a Reuters, a estratégia também mira o avanço de empresas chinesas no segmento. A ideia é ampliar o acesso à IA e fortalecer a posição americana nessa disputa.

A Meta quer aproximar a inteligência artificial do computador pessoal, com modelos que podem rodar diretamente no dispositivo. – Imagem: Derick Hudson/iStock

IA direto no computador

Menor que os principais modelos de empresas concorrentes, o Muse Glimmer foi projetado para executar tarefas de agentes em um Mac ou PC com apenas uma placa gráfica.

A proposta é fazer a IA funcionar no próprio dispositivo, sem depender exclusivamente de grandes estruturas de computação. Zuckerberg ainda antecipou que modelos maiores estão a caminho.

“Temos modelos ainda maiores que estão chegando em breve”, afirmou Mark Zuckerberg, CEO da Meta.

A declaração foi publicada em um vídeo que acompanhou o ensaio de 14 páginas “O futuro é para todos”. No texto, o executivo defendeu uma distribuição mais ampla da inteligência artificial e criticou a ideia de concentrar seu desenvolvimento nas mãos de poucas empresas.

Por que os pesos abertos ganharam força?

Modelos de pesos abertos costumam ser mais baratos que os principais sistemas da OpenAI e da Anthropic. Seus componentes centrais também podem ser acessados publicamente e personalizados, ao contrário dos modelos fechados.

Entre os exemplos de modelos abertos estão:

O interesse por essa tecnologia ocorre em meio a incidentes de cibersegurança envolvendo modelos de Anthropic, OpenAI e Meta. A Hugging Face, plataforma de colaboração para programação, foi atacada por um modelo da OpenAI e recorreu a um modelo chinês de pesos abertos para se defender.

Enquanto startups chinesas avançam, os principais modelos de OpenAI, Anthropic e Google continuam fechados.

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Zuckerberg defende menos barreiras nos EUA para modelos de pesos abertos e aposta em uma IA mais distribuída. Imagem: El editorial – Shutterstock

Meta prepara novos modelos e muda estratégia

A Meta planeja liberar os pesos do Muse Spark 1.2, considerado seu modelo mais avançado. A empresa também anunciou um fundo de US$ 1 bilhão, cerca de R$ 5,08 bilhões, para apoiar comunidades afetadas pela expansão de data centers.

Leia mais:

A companhia prevê gastar até US$ 145 bilhões, aproximadamente R$ 736 bilhões, em infraestrutura de IA neste ano. Ao mesmo tempo, cresce a oposição local à construção dessas estruturas nos EUA.

Zuckerberg defendeu ainda mudanças nas políticas americanas sobre uso de dados e destilação, técnica que usa resultados de um sistema mais poderoso para treinar um modelo menor.

“Os laboratórios estrangeiros atualmente têm várias vantagens aqui, pois os laboratórios americanos precisam cumprir muitas restrições adicionais sobre dados de treinamento”, afirmou.

A Meta também pretende criar uma estrutura de governança que permita aos diretores independentes aprovar critérios de segurança antes do lançamento de modelos. Para Zuckerberg, reduzir essas barreiras é importante para que os sistemas americanos de pesos abertos avancem.

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A nova aposta de Zuckerberg para tirar a Meta do atraso na IA

Mark Zuckerberg apresentou uma nova estratégia para a Meta avançar na inteligência artificial: ampliar o acesso aos modelos e destinar mais recursos às comunidades próximas aos data centers da empresa.

Segundo o The Wall Street Journal, o plano inclui novos modelos de pesos abertos, propostas para políticas de segurança e um fundo de US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,08 bilhões) para comunidades locais.

A Meta pretende investir até US$ 145 bilhões em gastos de capital neste ano, principalmente em data centers. – Imagem: Derick Hudson/iStock

Zuckerberg quer ampliar o acesso à IA

Em um manifesto, o CEO da Meta defendeu uma abordagem baseada na distribuição ampla da tecnologia. Para ele, concentrar sistemas avançados em empresas, governos ou outras instituições poderia aumentar o desequilíbrio de poder.

Se nossas crenças e princípios prevalecerem, então o equilíbrio de poder favorecerá os indivíduos e um futuro melhor para todos.

Mark Zuckerberg, CEO da Meta, em trecho do manifesto.

A Meta ainda tenta alcançar Anthropic e OpenAI na corrida pelos modelos mais avançados. A empresa aposta em uma estratégia mais aberta justamente enquanto busca recuperar espaço nesse mercado.

Entre os principais pontos do plano estão:

  • lançamento de novos modelos com pesos abertos;
  • criação de um fundo de US$ 1 bilhão para comunidades próximas aos data centers;
  • propostas para testes de segurança de novos modelos;
  • possibilidade de desenvolvedores destilarem modelos uns dos outros;
  • maior participação do conselho da Meta nos critérios de segurança dos sistemas.

Dois novos modelos estão a caminho

A Meta lançará o Muse Glimmer, modelo cujos pesos poderão ser baixados pelos usuários. Nas próximas semanas, a empresa também pretende disponibilizar uma versão com pesos abertos do Muse Spark 1.2, seu modelo mais avançado.

A decisão alimenta uma discussão importante no setor: sistemas avançados de IA devem ser distribuídos abertamente ou permanecer sob controle de laboratórios que mantêm seus códigos restritos?

Zuckerberg também propôs que o governo dos Estados Unidos trabalhe com empresas na realização de testes de segurança de novos modelos. Outra ideia é permitir que desenvolvedores façam a destilação entre modelos.

Celular e monitor exibindo logomarca da Meta AI após lançamento do Muse Spark
Zuckerberg defende que a IA coloque mais poder nas mãos dos usuários, em vez de concentrá-lo em grandes instituições. – Imagem: Regi Cris/Shutterstock

Data centers também entram no plano

A estratégia depende de uma grande expansão da infraestrutura de IA. A Meta prevê investir até US$ 145 bilhões (cerca de R$ 736 bilhões) em gastos de capital neste ano, principalmente na construção de data centers. Até 2028, o planejamento chega a US$ 600 bilhões (aproximadamente R$ 3,04 trilhões).

Leia mais:

A empresa também pretende direcionar mais recursos às comunidades próximas dessas instalações. Zuckerberg citou Richland Parish, na Louisiana, onde professores receberam bônus de US$ 50 mil (R$ 254 mil) financiados pelo aumento da atividade econômica perto do campus de data center da Meta.

“Todos nós nos beneficiaríamos ao descobrir juntos os acordos comunitários necessários para permitir um desenvolvimento sustentável em todo o país”, afirmou Zuckerberg.

A movimentação ocorre em meio à crescente oposição à construção de data centers nos Estados Unidos e à cobrança de investidores por retornos mais rápidos sobre os investimentos da Meta em inteligência artificial.

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Além de China e EUA: “Guerra dos Chips” pode ter novo protagonista

A Coreia do Sul prepara novos fundos e investimentos para aproveitar o avanço dos semicondutores. O governo de Lee Jae Myung quer fortalecer a cadeia de chips, as exportações e a infraestrutura, enquanto transforma o setor em uma base para novos projetos de tecnologia e crescimento econômico.

Segundo a Reuters, a estratégia inclui iniciativas diferentes, como um fundo de 5 trilhões de won para empresas da cadeia de semicondutores e o Future Response Fund, voltado a projetos nacionais e novos motores de crescimento.

O boom dos semicondutores virou peça central de um plano sul-coreano que vai muito além da fabricação de chips. Imagem: Tang Yan Song / Shutterstock

Fundo de 5 trilhões de won mira empresas de chips

Um dos planos está diretamente ligado aos semicondutores. O governo sul-coreano pretende criar um fundo de 5 trilhões de won (aproximadamente R$ 17,9 bilhões) para apoiar empresas consideradas promissoras no setor.

A prioridade será dada a fabricantes de materiais e componentes para chips e a companhias fabless, que desenvolvem semicondutores sem manter fábricas próprias. O governo também planeja oferecer outros 5 trilhões de won em financiamento comercial para fornecedores voltados à exportação.

Outra medida é a proposta de uma Mega Special Zone. A expectativa é aprovar a iniciativa ainda neste ano para acelerar licenças, análises ambientais e o desenvolvimento de infraestrutura.

Outro fundo tem alcance mais amplo

O segundo projeto tem uma proposta diferente. Chamado de Future Response Fund, ele deverá usar receitas tributárias adicionais geradas pelo crescimento do mercado de semicondutores para financiar investimentos de longo prazo.

Segundo o chefe de gabinete presidencial, Kang Hoon-sik, os recursos deverão ajudar a bancar grandes projetos nacionais, criar novos motores de crescimento e enfrentar o aumento da desigualdade econômica.

Entre os objetivos citados pelo governo estão:

  • financiar grandes projetos nacionais;
  • criar novos motores de crescimento;
  • apoiar startups;
  • ampliar oportunidades de emprego para jovens;
  • oferecer suporte habitacional a pessoas na faixa dos 20 e 30 anos.

Kang chamou o fundo de “uma pedra angular” para a meta de tornar a Coreia do Sul globalmente “insubstituível”. Ele também afirmou: “Neste momento crítico que determinará o futuro da Coreia do Sul, não devemos desperdiçar a receita tributária adicional gerada pelo boom dos semicondutores e por outros fatores”.

Data center com servidores e representação gráfica de inteligência artificial
A aposta sul-coreana combina semicondutores, infraestrutura, IA e data centers para buscar novos motores de crescimento. – Imagem: FOTOGRIN/Shutterstock

Chips, IA e data centers entram no plano

Os fundos fazem parte de um movimento mais amplo. Dias antes, Lee Jae Myung havia apresentado três grandes projetos industriais concentrados em semicondutores, IA física e data centers.

Os planos contam com investimentos de Samsung Electronics, SK Hynix e órgãos governamentais. A proposta é fortalecer a posição da Coreia do Sul em chips e tecnologias ligadas à inteligência artificial, além de estimular o crescimento fora da região metropolitana de Seul.

A infraestrutura necessária para esses projetos também está prevista. O governo pretende garantir 650 mil toneladas de água até 2030 para iniciativas de semicondutores na região de Honam. Já o polo de Yongin deverá receber 14,7 gigawatts de energia até 2041.

O primeiro-ministro Han Sung-sook descreveu os projetos como uma estratégia de 30 anos que conecta semicondutores, IA, data centers e IA física. Para ele, a iniciativa pode se tornar um novo motor de crescimento se governo, partido governista e setor privado trabalharem como “one team”.

A movimentação mostra como o governo sul-coreano pretende aproveitar o bom momento dos semicondutores para sustentar investimentos de longo prazo em tecnologia, infraestrutura e novas oportunidades econômicas.

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Modelos de IA passaram a agir em grupo para escapar de testes

Modelos de IA da OpenAI passaram semanas tentando escapar de ambientes de teste sem que os pesquisadores percebessem. Em determinado momento, os agentes chegaram a acessar a internet e coordenar ações entre si.

Segundo o The Washington Post, o caso faz parte de uma sequência de incidentes envolvendo OpenAI, Anthropic e Meta, levantando novas dúvidas sobre como empresas de IA estão testando e protegendo seus modelos.

Alguns modelos de IA criaram identidades falsas, exploraram falhas e até tentaram acessar sistemas fora dos testes. – Imagem: Primakov / Shutterstock

Quando os testes saíram do controle

Os problemas apareceram durante avaliações de cibersegurança. Em vez de apenas resolver os desafios propostos, alguns modelos começaram a procurar maneiras de burlar as regras e colaborar entre si.

Durante maio e junho, os agentes criaram um fórum interno secreto para trocar informações. Depois, conseguiram escapar do ambiente de testes e acessar a internet.

A equipe da OpenAI identificou a primeira fuga e corrigiu o problema. Dois dias depois, porém, os modelos escaparam novamente sem serem detectados. Dessa vez, a operação foi mais sofisticada: eles se comunicaram para coordenar ações e chegaram a usar nomes como “Jan18”.

Entre os comportamentos observados nos incidentes recentes estão:

  • exploração de falhas de software ainda desconhecidas;
  • fuga de ambientes de teste para obter acesso à internet;
  • criação de identidades humanas falsas;
  • coordenação entre diferentes agentes por meio de mensagens;
  • roubo de credenciais de acesso à nuvem.

A segunda fuga só foi percebida depois que a plataforma Hugging Face revelou, em julho, ter sido invadida por modelos de IA desconhecidos.

Outras empresas também enfrentaram problemas

A OpenAI não foi a única empresa a registrar comportamentos inesperados. Um modelo da Anthropic criou perfis na internet e tentou pressionar um desenvolvedor humano a aprovar código malicioso enviado a um projeto de código aberto. A tentativa não funcionou.

A Meta também teve um episódio incomum. Um modelo instruído a invadir uma empresa fictícia acabou acessando uma companhia real que utilizava o mesmo nome. A empresa atribuiu o problema a uma configuração incorreta que permitiu acesso à internet durante o teste.

Logo da OpenAI em um smartphone e em um fundo colorido
Um dos casos chamou atenção: modelos da OpenAI criaram um fórum secreto para trocar informações durante os testes. – Imagem: Evolf/Shutterstock

Segurança entra no centro da discussão

Os episódios ganham importância porque OpenAI e Anthropic já haviam declarado compromisso com o desenvolvimento seguro da tecnologia. Em 2023, Sam Altman, CEO da OpenAI, afirmou: “Fazemos esforços significativos para garantir que a segurança seja incorporada aos nossos sistemas em todos os níveis”.

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Agora, especialistas defendem medidas como monitoramento mais rigoroso e testes em sistemas isolados de redes externas. A OpenAI adiou o lançamento do modelo Astra por preocupações com seu possível uso por hackers, enquanto a Anthropic interrompeu testes de seus sistemas por problemas de cibersegurança.

Os casos mostram um problema que a indústria terá de enfrentar à medida que seus modelos ficam mais capazes: testar uma IA não significa apenas avaliar se ela consegue cumprir uma tarefa, mas também observar o que faz quando encontra uma maneira de contornar as regras.

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Data center de IA ameaça desregular clima na Amazônia

O primeiro data center de inteligência artificial da Amazônia, em Belém, no Pará, se tornou alvo de um inquérito do Ministério Público do Estado do Pará. A investigação apura o risco de formação de “ilhas de calor” e a ausência de consultas públicas com comunidades ribeirinhas e moradores de bairros vizinhos ao empreendimento.

O projeto, batizado de BEL1, tem investimento previsto de R$ 250 milhões e previsão de início de operações em 2027. A capacidade inicial é de 7,5 megawatts, potência suficiente para abastecer mais de 22,5 mil residências.

Falta de regras claras

  • Segundo o Ministério Público do Estado do Pará, o Brasil não conta com regulamentação ambiental específica para esse tipo de instalação.
  • O órgão ainda destaca que as secretarias do estado do Pará e do município de Belém afirmaram não ter recebido pedidos de licenciamento ambiental relacionados ao empreendimento.
  • Além disso, comunidades ribeirinhas e moradores dos bairros próximos ao BEL1 não foram ouvidos sobre os possíveis impactos da instalação antes do início do projeto.
  • Por fim, não foram realizadas consultas públicas, o que compõe parte do fundamento para a abertura do inquérito.
  • As informações são do G1.

Projeto pode criar “ilhas de calor” na região amazônica

Risco de elevação de temperatura

Um estudo da Universidade de Cambridge indica que data centers podem elevar a temperatura média da superfície terrestre em 2°C, com picos de até 9,1°C. É esse cenário que embasa a preocupação do Ministério Público do Estado do Pará.

Estruturas de data center dissipam energia na forma de calor, o que pode elevar a temperatura externa em uma área que frequentemente já atinge sensações térmicas de 34ºC ou mais, gerando as chamadas “ilhas de calor” na região amazônica.

A Elea Data Centers, responsável pelo projeto, afirma que usará sistemas de ar-condicionado para resfriar os equipamentos, em vez de água. A empresa ainda explica que estudos de impacto térmico mais profundos só seriam realizados para a fase de 100 MW, que ainda não tem data para sair do papel.

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Câmeras de segurança com IA podem prever crimes, mas existe um risco…

Câmeras de segurança equipadas com inteligência artificial já são usadas por empresas para identificar comportamentos suspeitos no Brasil. O objetivo é usar os dispositivos para combater os crimes antes que eles aconteçam.

A tecnologia, conhecida como policiamento preditivo, atrai o interesse do setor privado, mas também causa preocupação. A ausência de regulação e o risco de uso desses sistemas para vigiar pessoas que não estão praticando nenhum delito estão entre os principais temores.

Como funciona esse sistema

As imagens captadas pelas câmeras antes eram analisadas por operadores humanos. Hoje, são processadas por sistemas que emitem alertas quando detectam situações fora do padrão — como alguém que permanece parado por muito tempo no mesmo local.

Os sistemas são treinados com imagens de situações consideradas normais e, a partir disso, identificam quando algo foge desse padrão. Esse processo exige cerca de duas semanas de análise para formar uma base de dados suficiente para reconhecer o padrão de uma imagem.

A ferramenta analisa apenas movimentações suspeitas de pessoas, e não suas características físicas. Ela não identifica o rosto para analisar o comportamento, por exemplo. O sistema não toma nenhuma ação por conta própria ao identificar uma situação suspeita.

Câmeras são equipadas com IA (Imagem: Vinícius de Melo/Agência Brasília)

Alertas sobre o uso da IA

  • Especialistas alertam que esse tipo de ferramenta pode restringir o direito de ir e vir dos cidadãos.
  • A maior preocupação é que cidadãos comuns possam ser identificados como criminosos.
  • Por conta disso, eles reforçam a necessidade de estudos independentes para avaliar a precisão de sistemas de policiamento preditivo.
  • A ideia é garantir a ausência de vieses dos sistemas.
  • Limitações no uso da tecnologia já foram identificadas em outros países.
  • Um dos casos mais conhecidos é o do PredPol, que reunia dados como data, hora e local de crimes para orientar onde policiais deveriam fazer rondas nos momentos sem ocorrências nos Estados Unidos.
  • O sistema levou policiais a patrulharem ainda mais bairros com renda familiar mais baixa e menor proporção de moradores brancos.
  • O PredPol deixou de ser usado em 2020 pela polícia de Los Angeles após pressão de grupos ativistas que criticaram a falta de eficiência do programa e a vigilância excessiva em comunidades negras e latinas.
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Especialistas alertam para possibilidade de falhas no sistema Imagem: Gorodenkoff/Shutterstock

O que diz a legislação brasileira

O Brasil não tem uma lei específica para regulamentar sistemas de policiamento preditivo. A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) estabelece regras para o tratamento de informações sensíveis, como a biometria facial.

Uma portaria publicada em 2025 pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública determinou que as polícias podem usar inteligência artificial, mas devem realizar revisões humanas em casos de possíveis riscos a direitos fundamentais. Um projeto de lei em discussão no Congresso pode classificar como de alto risco os sistemas de IA usados por policiais para analisar grandes volumes de dados e identificar padrões e perfis comportamentais.

O texto, aprovado no Senado e em discussão na Câmara, prevê que ferramentas classificadas como de alto risco tenham supervisão humana, passem por avaliação de impacto, garantam o direito à explicação às pessoas afetadas e adotem medidas para evitar discriminações.

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Cloudflare lança Kitesurf, navegador criado para agentes de IA

A Cloudflare lançou na última sexta-feira (07) o Kitesurf: um navegador hospedado na nuvem e criado especificamente para agentes de inteligência artificial. A ferramenta permite que sistemas de IA acessem páginas, preencham formulários e executem tarefas diretamente na web.

O produto foi desenvolvido pela empresa de infraestrutura de internet em apenas 12 semanas e funciona sobre o Workers, plataforma serverless da Cloudflare. Em fase beta, o Kitesurf pode ser utilizada gratuitamente por desenvolvedores dentro do Browser Run, ambiente que oferece controle programático de navegadores headless.

A proposta é substituir parte da estrutura necessária para que agentes de IA utilizem a internet por uma alternativa mais adequada a esse tipo de software. Em vez de priorizar recursos voltados à experiência humana, como abas, extensões e elementos visuais, o projeto concentra esforços em desempenho, uso de contexto, custo de tokens, escalabilidade e proteção contra ameaças como ataques de prompt injection.

Um navegador pensado para agentes

Agentes de IA – Imagem: sdecoret / Shutterstock

A iniciativa surge em um momento em que sistemas de inteligência artificial deixam de atuar apenas como ferramentas capazes de responder perguntas e passam a executar ações em nome dos usuários. Nesse cenário, o navegador se torna uma peça importante para que esses agentes consigam interagir com serviços e sites da mesma maneira que uma pessoa faria.

A Cloudflare afirma que a Kitesurf foi concebida para tornar esse processo menos dispendioso em recursos computacionais. De acordo com a empresa, o navegador apresenta consumo significativamente menor de CPU e memória que o Chromium em tarefas comuns para agentes, entre elas a captura de telas e a extração de HTML.

A arquitetura também se distancia de um navegador convencional. O projeto reúne diferentes componentes de código, entre eles um mecanismo modular de renderização desenvolvido pela Blitz, o Stylo, responsável pelo processamento de CSS no Firefox, e o Boa JS, mecanismo ECMAScript escrito em Rust. O restante da estrutura é executado dentro do Cloudflare Workers.

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Linhas de um código-fonte – (Reprodução: Chris Ried/Unsplash)

A companhia também atribui parte da origem do projeto ao Obscura, mecanismo headless de código aberto desenvolvido em Rust. Segundo a Cloudflare, uma prova de conceito inicial consistiu justamente em levar o Obscura para o ambiente do Workers.

Mesmo em estágio inicial, a Kitesurf já é capaz de passar por mais de 215 mil testes de compatibilidade com padrões da web. A empresa afirma que novos testes são acrescentados regularmente e que centenas deles passam a ser validados a cada semana.

Entre os sites e aplicações que o navegador consegue renderizar estão o TodoMVC, utilizado como referência para comparar frameworks JavaScript, além da Wikipedia, do Hacker News, do blog da própria Cloudflare e de grande parte do painel de controle da companhia.

Outro ponto destacado pela empresa é a segurança. Como um navegador operado por agentes de IA está sujeito a riscos diferentes daqueles enfrentados por navegadores voltados a usuários humanos, a Cloudflare aponta os ataques de prompt injection entre as ameaças que precisam ser consideradas nesse novo modelo.

O Kitesurf está disponível gratuitamente enquanto permanece em beta no Browser Run. A ferramenta é direcionada a desenvolvedores que pretendem criar agentes capazes de operar na internet sem precisar desenvolver do zero uma infraestrutura própria de navegador.

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Nvidia prepara investimento de até US$ 3 bilhões em infraestrutura de IA

A Nvidia pretende destinar até US$ 3 bilhões à Lancium, desenvolvedora de infraestrutura de energia associada ao campus de data centers Stargate, no Texas. A informação foi divulgada na última sexta-feira (07) pelo The Information, com base em pessoas familiarizadas com o negócio.

O acordo prevê, inicialmente, US$ 2 bilhões por uma participação próxima de 20% na Lancium, empresa que tem o fundo Blackstone entre seus apoiadores. Um aporte adicional de US$ 1 bilhão poderá ocorrer caso determinados objetivos sejam alcançados, entre eles a conexão dos empreendimentos à rede elétrica.

A operação atribui à Lancium e ao conjunto de terrenos e conexões de energia sob seu controle um valor empresarial de aproximadamente US$ 10 bilhões. Os recursos também devem reforçar a expansão da companhia enquanto ela avalia uma eventual abertura de capital em 2027.

Aporte mira expansão da infraestrutura de energia

(Imagem: TSViPhoto/Shutterstock)

A Lancium administra o Lancium Clean Campus, área de aproximadamente 1.000 acres localizada em Abilene, no Texas. O complexo é apontado como o primeiro local operacional ligado à iniciativa Stargate, projeto voltado à construção de data centers.

A estrutura do negócio estabelece uma primeira injeção de capital de US$ 2 bilhões, suficiente para assegurar à Nvidia uma fatia de cerca de um quinto da empresa. A possibilidade de elevar o investimento em mais US$ 1 bilhão está condicionada ao cumprimento de metas específicas, entre elas a obtenção de conexões com a rede elétrica.

O potencial desembolso total ocorre em um momento no qual a Lancium busca ampliar suas operações. De acordo com o relato divulgado pelo The Information, a companhia também examina a possibilidade de realizar uma oferta pública inicial de ações em 2027.

Exemplo de data center
Data center de IA – Imagem: KM Stock/Shutterstock

A Lancium é respaldada pela Blackstone, que aparece entre os investidores da empresa. Com o novo acordo, o valor empresarial estimado para a companhia, considerando seus ativos imobiliários e suas conexões de energia, chega a cerca de US$ 10 bilhões.

A operação está ligada ao avanço do Stargate, empreendimento formado por SoftBank, OpenAI e Oracle para desenvolver instalações de data centers. O projeto foi anunciado em janeiro pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou que os participantes planejavam destinar até US$ 500 bilhões à infraestrutura necessária para inteligência artificial.

Nvidia e Lancium não haviam respondido imediatamente aos pedidos de comentário feitos pela Reuters sobre a operação.

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