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Microsoft prepara Maia 300 para entrar na corrida dos chips de IA

A Microsoft prepara uma nova geração de chips para inteligência artificial. Segundo a Reuters, a empresa planeja apresentar o Maia 300 no segundo semestre, possivelmente já em setembro, para ampliar a produção própria e reduzir a dependência dos processadores da Nvidia.

A estratégia também envolve o mercado de computação em nuvem. A Microsoft negocia com a TSMC a fabricação de mais de 300 mil unidades do novo chip para entrega em 2027 e pretende elevar esse volume de forma significativa.

O próximo chip de IA da Microsoft pode ganhar uma escala surpreendente: mais de 1 milhão de unidades. – Imagem: Gorodenkoff/Shutterstock

Microsoft acelera aposta em chips próprios

A Microsoft entrou no segmento de chips de IA em novembro de 2023, quando apresentou o primeiro Maia. Desde então, empresas como Google e Amazon avançaram na expansão de suas próprias soluções.

A movimentação busca reduzir a dependência dos processadores da Nvidia, enquanto os chips desenvolvidos pelas próprias empresas ganham espaço no mercado de computação em nuvem.

O Google começou a reconhecer receitas com vendas diretas de seus chips de inteligência artificial, chamados Tensor Processing Units (TPUs). A Amazon, por sua vez, registra uma adoção crescente de seus processadores, incluindo o Trainium.

Maia 300 pode chegar em grande escala

Segundo a Reuters, a Microsoft negocia com a TSMC capacidade para produzir mais de 300 mil unidades do Maia 300, com entrega prevista para 2027. A companhia também pretende convencer grandes clientes de computação em nuvem, como a Anthropic, a adotar o chip.

O objetivo de longo prazo é garantir capacidade para mais de 1 milhão de unidades. Esse plano, porém, pode ser limitado pelo fornecimento de componentes e pelas negociações de capacidade com a TSMC.

Entre os principais pontos da estratégia estão:

  • Apresentação do Maia 300 possivelmente em setembro;
  • Produção superior a 300 mil unidades;
  • Entregas planejadas para 2027;
  • Meta de capacidade para mais de 1 milhão de chips;
  • Busca por grandes clientes de computação em nuvem.
Logo da Nvidia em um chip
A Microsoft quer reduzir a dependência dos chips da Nvidia com uma nova geração de processadores próprios para IA. – Imagem: alexgo.photography/Shutterstock

Novo chip sucede o Maia 200

O Maia 300 será o próximo modelo da família depois do Maia 200, segunda geração apresentada pela Microsoft em janeiro. O componente foi fabricado pela TSMC com tecnologia de 3 nanômetros.

O chip também foi equipado com uma quantidade significativa de SRAM, um tipo de memória que pode oferecer vantagens de velocidade para sistemas de IA que precisam processar um grande número de solicitações de usuários.

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Amazon entra para a elite das empresas mais valiosas do planeta

A Amazon ultrapassou US$ 3 trilhões (cerca de R$ 15,24 trilhões) em valor de mercado pela primeira vez. O avanço ocorreu após resultados financeiros positivos e uma forte valorização das ações, impulsionadas pelo crescimento da inteligência artificial e da computação em nuvem.

A marca coloca a empresa em um grupo restrito de gigantes da tecnologia e mostra como a disputa pela IA já influencia diretamente o desempenho das maiores companhias do mundo.

As ações da Amazon dispararam após o balanço financeiro mostrar o maior avanço da nuvem em mais de quatro anos. – Imagem: ACHPF/Shutterstock

Nuvem e inteligência artificial aceleram valorização da Amazon

Segundo a Reuters, as ações da Amazon subiram 5,5% e atingiram uma máxima histórica de US$ 286,20 (cerca de R$ 1.450). Com isso, os papéis passaram a acumular alta superior a 23% no ano.

O movimento ganhou força após a companhia registrar o maior crescimento de sua área de computação em nuvem em mais de quatro anos. A empresa também aumentou sua previsão de investimentos anuais, indicando novos aportes em infraestrutura tecnológica.

A Amazon Web Services (AWS), principal fonte de lucro da companhia, tem sido beneficiada pelo aumento da demanda por serviços usados no desenvolvimento de aplicações de inteligência artificial.

Entre os fatores que impulsionaram a valorização estão:

  • Crescimento da computação em nuvem;
  • Maior procura por infraestrutura de inteligência artificial;
  • Investimentos bilionários em tecnologia;
  • Reação positiva dos investidores aos resultados da empresa.

Amazon amplia investimentos na disputa pela IA

A corrida pela inteligência artificial levou a Amazon a acelerar seus investimentos no setor. A companhia anunciou um novo aporte na Anthropic e revelou planos de investir até US$ 50 bilhões (cerca de R$ 254 bilhões) na OpenAI.

A estratégia ajudou a melhorar a percepção dos investidores sobre os gastos da empresa com IA. A Microsoft também teve uma avaliação positiva do mercado por sua atuação nessa área.

Já Tesla, Alphabet e Meta enfrentaram críticas porque seus investimentos elevados em inteligência artificial pressionaram o fluxo de caixa no último trimestre.

Ao fundo e parcialmente desfocado, o logo da Amazon; à frente, logo da AWS em um smartphone
O crescimento da AWS foi um dos principais motores para a Amazon alcançar um novo recorde de valor de mercado. – Imagem: gguy/Shutterstock

Gigante da tecnologia chega ao grupo dos trilionários

Fundada por Jeff Bezos em 1994, a Amazon levou pouco mais de dois anos para adicionar US$ 1 trilhão (aproximadamente R$ 5,08 trilhões) ao seu valor de mercado, depois de alcançar a marca de US$ 2 trilhões (cerca de R$ 10,16 trilhões) em junho de 2024.

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A companhia agora se junta a Apple, Microsoft, Alphabet e Nvidia, empresas que também já ultrapassaram US$ 3 trilhões (R$ 15,24 trilhões) em valor de mercado. A Nvidia aparece atualmente como a maior delas, com capitalização próxima de US$ 5 trilhões (cerca de R$ 25,4 trilhões).

O resultado mostra que a Amazon deixou de ser vista apenas como uma gigante do comércio eletrônico. Hoje, sua infraestrutura de nuvem e seus investimentos em inteligência artificial têm papel central na avaliação feita pelo mercado.

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Europa mira autonomia digital com novo pacote de tecnologia e IA

A Comissão Europeia apresentou nesta quarta-feira (3) um conjunto de novas regras voltadas ao fortalecimento de chips, IA e serviços de computação em nuvem desenvolvidos dentro do bloco. A iniciativa ocorre em meio à crescente dependência da Europa em relação a produtos e serviços dos Estados Unidos e da China.

As propostas precisam ser aprovadas pelos 27 estados-membros para entrar em vigor. Entre as medidas anunciadas estão ações para impulsionar a fabricação avançada de semicondutores e a computação em nuvem de origem europeia, explica a CNBC.

Europa quer reforçar infraestrutura digital própria e diminuir dependência de fornecedores estrangeiros. Imagem: RaffMaster/Shutterstock

Dependência tecnológica e o alerta europeu

O debate ganhou força com a percepção de que Europa depende fortemente de tecnologias dos EUA e da China, especialmente em áreas críticas como nuvem e semicondutores. Para autoridades do bloco, essa dependência pode representar riscos em cenários de crise.

Não podemos nos dar ao luxo de depender de outros para as tecnologias que mantêm nossos hospitais funcionando, nossas redes de energia estáveis e nossos serviços seguros.

Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, em nota.

Ao fundo, bandeira da União Europeia; à frente, um chip sendo segurado
Pacote europeu busca fortalecer chips, computação em nuvem e proteção de dados sensíveis no continente. Imagem: VGV MEDIA/Shutterstock

Nuvem, IA e novas regras de soberania digital

Um dos pilares do pacote é o Cloud and AI Development Act (CADA), criado com o objetivo de “mitigar os riscos decorrentes da dependência da UE de países terceiros para serviços de computação em nuvem”. O instrumento prevê um marco europeu que estabelece diferentes níveis de soberania exigidos para a computação em nuvem aplicada a cargas de trabalho sensíveis em organizações públicas, conforme comunicado da Comissão.

A vice-presidente executiva da Comissão, Henna Virkkunen, afirmou a jornalistas que o objetivo é garantir que provedores de nuvem responsáveis por cargas de trabalho críticas não tenham um “interruptor de desligamento” — mecanismo que permitiria cortar o acesso aos serviços.

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Virkkunen acrescentou que seria difícil para empresas americanas atingir os níveis mais altos de soberania previstos no marco por causa do Cloud Act dos EUA, legislação que autoriza autoridades policiais americanas a solicitar dados de usuários a empresas norte-americanas independentemente de onde esses dados estejam armazenados.

“Queremos garantir que nossos dados sensíveis mais críticos sejam armazenados na Europa”, disse Virkkunen.

mão estendida com uma nuvem desenhada por cima, simbolizando serviços de nuvem
Regras visam proteger dados críticos e fortalecer serviços de nuvem europeus. Imagem: Apichatn/Shutterstock – Imagem: Apichatn/Shutterstock

Pressão geopolítica como pano de fundo

Em meio ao avanço da inteligência artificial e ao aumento da demanda por poder computacional, energia e talentos, autoridades europeias afirmam que o objetivo é garantir maior autonomia tecnológica.

Ao mesmo tempo, especialistas alertam que um movimento excessivamente fechado pode limitar a competitividade global da região, já que as grandes potências também precisam exportar e desenvolver tecnologias em escala mundial.

Com isso, a Comissão Europeia quer garantir diferentes níveis de soberania para cargas de trabalho críticas e reforçar a infraestrutura digital do continente, garantindo:

  • Fortalecimento da produção de semicondutores na Europa
  • Criação de regras para serviços de nuvem e IA
  • Redução da dependência tecnológica dos EUA e da China
  • Proteção de dados sensíveis em território europeu

O anúncio ocorre em um contexto de crescentes apelos para que a Europa reduza sua dependência de provedores não europeus de tecnologias críticas, incluindo empresas americanas que atualmente dominam o mercado europeu.

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