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Pentágono fecha acordo com sete empresas para uso militar da IA; Anthropic ficou de fora

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos formalizou acordos com sete empresas de tecnologia para integrar ferramentas de inteligência artificial em seus sistemas. A iniciativa marca um novo passo na estratégia do Pentágono para ampliar o uso de IA em operações militares e acelerar a adoção no dia a dia das Forças Armadas.

As sete companhias são: OpenAI, Google, Microsoft, Amazon Web Services (AWS), NVIDIA, SpaceX e a startup Reflection AI. Com os contratos, o governo americano passa a utilizar modelos e plataformas dessas empresas em ambientes confidenciais, incluindo redes de alto nível de segurança conhecidas como Níveis de Impacto 6 e 7.

Segundo o Departamento de Defesa, a medida busca ampliar o acesso de militares a ferramentas de ponta. A principal plataforma interna do órgão, a GenAI.mil, já foi utilizada por mais de 1,3 milhão de funcionários em apenas cinco meses de operação.

A expansão ocorre em meio a uma corrida global por aplicações militares de IA. Empresas do Vale do Silício têm demonstrado maior disposição em colaborar com o governo americano, aceitando condições para o uso de suas tecnologias em contextos de defesa. Para autoridades, o objetivo é garantir vantagem estratégica frente às rivais.

Anthropic foi classificada como risco à cadeia de suprimentos e está impedida de fechar contratos governamentais – Imagem: Photo For Everything/Shutterstock

Anthropic ficou de fora

Apesar da ampliação da lista de parceiros, uma ausência chama atenção: a Anthropic. A empresa, que já teve seus modelos amplamente utilizados em ambientes militares, foi recentemente classificada pelo Pentágono como um risco à cadeia de suprimentos, após divergências sobre as regras de uso de suas ferramentas. O Olhar Digital explicou a briga aqui.

A disputa entre a startup e o governo se arrasta há meses. Durante esse período, o governo dos EUA passou a priorizar alternativas para reduzir a dependência de um único fornecedor.

Em declarações recentes, Emil Michael , subsecretário de defesa para pesquisa e engenharia e ex-executivo de tecnologia, afirmou que a Anthropic ainda representa um risco, mas que o modelo Mythos é um “momento de segurança nacional à parte”.

O cenário, no entanto, pode mudar. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sinalizou recentemente que a desenvolvedora está “melhorando” aos olhos da administração, o que pode abrir caminho para uma eventual reversão da restrição e um novo acordo com o Pentágono.

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Pentágono não quer depender de uma única empresa – Imagem: Keith J Finks/Shutterstock

Pentágono na corrida pela IA militar

Os novos acordos também refletem diferentes abordagens tecnológicas. Enquanto empresas como OpenAI e Google operam majoritariamente com modelos fechados, a inclusão da Nvidia e da Reflection indica o interesse crescente do Pentágono em soluções de código aberto. Esses modelos permitem maior personalização e transparência, características vistas como estratégicas em aplicações militares.

“A segurança é francamente aprimorada com o código aberto”, disse Jensen Huang, CEO da NVIDIA, ao defender esse tipo de abordagem em contextos de segurança nacional.

Ao mesmo tempo, empresas envolvidas nos contratos afirmam ter estabelecido limites para o uso de suas tecnologias, incluindo restrições relacionadas a vigilância em massa e armamentos autônomos. O Departamento de Defesa, por sua vez, declarou que seguirá as leis e diretrizes aplicáveis no uso dessas ferramentas.

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Stellantis aposta na IA da Microsoft com acordo de 5 anos

A Stellantis e a Microsoft anunciaram nesta quinta-feira uma parceria estratégica de cinco anos para co-desenvolver capacidades de inteligência artificial (IA), cibersegurança e engenharia. O movimento ocorre em meio à corrida das montadoras para acompanhar concorrentes mais focados em tecnologia.

Software e serviços baseados em dados têm ganhado papel central nas estratégias de longo prazo do setor automotivo, especialmente com o avanço de montadoras chinesas no desenvolvimento de recursos voltados a atrair consumidores em diferentes mercados.

Microsoft firmou parceria com a Stellantis para desenvolver capacidades de IA – Imagem: Tang Yan Song/Shutterstock

Montadoras tradicionais, que historicamente enfrentam dificuldades para desenvolver software internamente, vêm ampliando parcerias com empresas de tecnologia para acelerar esse processo.

“Por meio da nossa colaboração com a Microsoft, estamos acelerando nosso avanço em IA em toda a empresa”, afirmou Ned Curic, diretor de Engenharia e Tecnologia da Stellantis, em comunicado conjunto.

Mais de 100 iniciativas conjuntas

A parceria amplia uma relação já existente entre as empresas, que anteriormente colaboraram em plataformas de veículos conectados e serviços digitais embarcados.

Pelo novo acordo, equipes conjuntas irão desenvolver mais de 100 iniciativas de IA. Os projetos abrangem áreas como desenvolvimento e validação de produtos, manutenção preditiva, testes e aceleração do lançamento de recursos e serviços digitais.

A colaboração também prevê o fortalecimento do centro global de defesa cibernética da Stellantis. A proposta é utilizar análises baseadas em IA para prevenir ameaças e proteger veículos, dados de clientes e operações em escala global.

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Parceria com a Microsoft prevê mais de 100 iniciativas de IA voltadas ao desenvolvimento, testes e serviços digitais da Stellantis – Imagem: jetcityimage/iStock

Modernização da infraestrutura de TI

O centro de defesa cibernética deverá cobrir sistemas de TI, veículos conectados, unidades de fabricação e produtos digitais, integrando funções de segurança a aplicativos móveis e serviços embarcados.

Como parte da parceria, a Stellantis também pretende acelerar a modernização de sua infraestrutura de TI na plataforma de nuvem Azure, da Microsoft. A meta é reduzir em 60% a presença de data centers até 2029. Os detalhes financeiros do acordo não foram divulgados.

A Stellantis já vinha recorrendo a parcerias tecnológicas para apoiar suas ambições em software e oferecer experiências mais personalizadas aos motoristas. No entanto, a empresa também tem revisado algumas dessas iniciativas enquanto busca melhorar vendas e qualidade de seus veículos. No ano passado, a Reuters informou que o acordo da montadora com a Amazon para software embarcado estava sendo encerrado.

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Microsoft testa bots de IA semelhantes ao OpenClaw no 365 Copilot

A Microsoft está explorando formas de integrar recursos similares ao OpenClaw no 365 Copilot, segundo reportagem do The Information. Os testes fazem parte dos esforços para fazer o assistente de IA da 365 Copilot “funcionar autonomamente 24 horas por dia” enquanto completa tarefas em nome dos usuários.

Omar Shahine, vice-presidente corporativo da Microsoft, confirmou ao The Information que a empresa está “explorando o potencial de tecnologias, como o OpenClaw, em um contexto empresarial“. O OpenClaw é uma plataforma de código aberto que permite aos usuários criar agentes de IA que funcionam localmente no dispositivo do usuário.

OpenClaw: preocupações de segurança e implementação empresarial

  • A plataforma OpenClaw ganhou popularidade no início deste ano, mas, desde então, levantou uma série de sérias preocupações de segurança;
  • Fontes informaram ao The Information que a Microsoft está confiante de que pode implementar versões “mais seguras” da ferramenta;
  • A versão sempre ativa do 365 Copilot poderia, segundo as fontes, fazer coisas, como monitorar a caixa de entrada do Outlook e o calendário de um usuário, e apresentar uma lista de tarefas sugeridas diariamente;
  • A Microsoft também está explorando agentes similares ao OpenClaw adaptados para certas funções, como marketing, vendas e contabilidade, para “limitar as permissões que o agente precisa“, isolando-os de outras partes de um negócio.
OpenClaw se mostra prático por automatizar tarefas, mas já entrou em polêmicas por conta disso – Imagem: Koshiro K/Shutterstock

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Conforme observado pelo The Information, a Microsoft pretende apresentar algumas dessas funcionalidades durante sua conferência Build, que começa em 2 de junho.

No ano passado, a Anthropic lançou integrações com seu chatbot Claude dentro dos serviços Microsoft 365, além de trazer sua ferramenta Claude Cowork para o Copilot para ajudar a completar “tarefas de múltiplas etapas e longa duração“.

Trazer capacidades similares ao OpenClaw para o Copilot pode ajudar a Microsoft a recuperar alguns dos clientes que perdeu para serviços rivais.

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Microsoft diz que Copilot é “apenas para entretenimento”

A Microsoft tem sido alvo de comentários nas redes sociais por causa dos termos de uso do Copilot, que incluem um aviso direto sobre as limitações da ferramenta. O documento, que teria sido atualizado pela última vez em 24 de outubro de 2025, afirma que o sistema deve ser utilizado com cautela.

Apesar do foco da empresa em ampliar a adoção do Copilot entre clientes corporativos, o conteúdo desses termos chamou atenção ao destacar que a ferramenta não deve ser considerada confiável para orientações importantes.

Copilot apresenta mensagem dizendo ser apenas para “fins de entretenimento” – Imagem: Primakov/Shutterstock

Aviso sobre uso do Copilot

Nos termos de uso, a Microsoft afirma que o Copilot é “apenas para fins de entretenimento”. O texto também alerta que a ferramenta pode cometer erros e não funcionar como esperado.

A empresa orienta os usuários a não confiarem no Copilot para conselhos importantes e reforça que o uso ocorre por conta e risco de quem acessa o serviço.

Atualizações nos termos

Em declaração ao PCMag, um porta-voz da Microsoft informou que a empresa pretende atualizar o que classificou como “linguagem legada” presente nesses termos.

Segundo o representante, com a evolução do produto, esse trecho já não reflete como o Copilot é utilizado atualmente e deverá ser alterado em uma próxima atualização.

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Avisos semelhantes em outras empresas

O uso desse tipo de ressalva não é exclusivo da Microsoft. De acordo com o Tom’s Hardware, outras empresas de inteligência artificial também adotam orientações semelhantes.

A OpenAI, por exemplo, afirma que suas respostas não devem ser usadas como “única fonte de verdade ou informação factual”, enquanto a xAI recomenda que os usuários não tratem os resultados como “a verdade”.

Logo da OpenAI em um smartphone
OpenAI também tem mensagem de alerta em seus produtos – Imagem: Thrive Studios ID/Shutterstock

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Microsoft foca em superinteligência e lança novo modelo de voz

A Microsoft está redirecionando parte de sua estratégia em inteligência artificial (IA) sob a liderança de Mustafa Suleyman, atual CEO de IA da empresa. Após uma reestruturação anunciada em meados de março, o executivo transferiu algumas responsabilidades e passou a concentrar seus esforços no desenvolvimento de superinteligência.

Segundo Suleyman, essa mudança já vinha sendo planejada há meses e ganhou tração após a renegociação do contrato com a OpenAI. “Esse tem sido um plano de longa data”, afirmou. Para ele, o conceito de superinteligência está diretamente ligado à capacidade de modelos entregarem valor prático para empresas e usuários.

Embora termos como superinteligência e inteligência geral artificial (AGI) ainda tenham definições em aberto na indústria, o executivo afirma que o foco da Microsoft está em aplicações concretas. A meta é atender desenvolvedores, empresas e consumidores com modelos de linguagem capazes de gerar resultados em escala.

Novo modelo de transcrição

A Microsoft apresentou o MAI-Transcribe-1, um modelo de transcrição que, segundo a empresa, avança no reconhecimento de fala. De acordo com Suleyman, a tecnologia opera com cerca de metade do custo de GPU em comparação com outros modelos de ponta, o que representa economia operacional.

O modelo foi desenvolvido para lidar com condições adversas de áudio, como ruído de fundo, baixa qualidade e sobreposição de falas. Ele é capaz de transcrever reuniões, gerar legendas para vídeos e analisar interações em call centers em 25 idiomas.

O treinamento envolveu uma combinação de transcrições revisadas por humanos e conteúdos gerados por máquinas. Os dados incluem gravações em estúdios controlados, além de áudios captados em ambientes com ruído, como ruas movimentadas e cenários domésticos, além de dados públicos disponíveis na internet.

Estratégia e desenvolvimento

A reestruturação da Microsoft também unificou equipes voltadas para consumidores e empresas sob a marca Copilot. Com isso, parte das operações passou a ser liderada por Jacob Andreou, enquanto Suleyman direciona seu foco para o desenvolvimento de novos modelos de fronteira.

Microsoft unificou equipes voltadas para consumidores sob a marca Copilot – Imagem: Mijansk786 / Shutterstock

O MAI-Transcribe-1 passa a integrar o portfólio da empresa ao lado dos modelos MAI-Voice-1 e MAI-Image-2, disponíveis na plataforma Microsoft Foundry e no novo Microsoft AI Playground. Segundo a empresa, é a primeira vez que esses modelos estão amplamente disponíveis para uso comercial.

Suleyman atribui parte do desempenho do novo modelo a uma equipe reduzida, com cerca de dez pessoas, dedicada exclusivamente ao desenvolvimento. Segundo ele, o grupo opera com menos interferência burocrática, enquanto outras equipes dão suporte em tarefas como coleta de dados e gestão de fornecedores.

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Visão para o futuro

A estratégia da Microsoft também acompanha movimentos de outras empresas do setor, como Meta, Amazon e Google, que vêm testando estruturas organizacionais mais enxutas para acelerar o desenvolvimento de IA.

Suleyman afirma que o objetivo é criar sistemas de IA centrados no usuário. “Todos terão um assistente de IA no bolso, de classe mundial, responsável e alinhado aos seus interesses”, disse. A proposta, segundo ele, é oferecer ferramentas que atuem diretamente em benefício dos usuários.

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Microsoft reorganiza Copilot e muda liderança da área de IA

A Microsoft anunciou uma reorganização interna nas equipes responsáveis pelas diferentes versões do seu assistente de inteligência artificial, o Copilot. A mudança, comunicada pelo CEO Satya Nadella em um memorando interno, elimina a separação entre as equipes voltadas ao segmento corporativo e ao consumidor comum, que segundo funcionários gerava uma experiência fragmentada e confusa para os usuários.

Com a reestruturação, a empresa passa a adotar uma única experiência de produto que abrange tanto aplicações empresariais quanto de consumo. Nadella afirmou que o novo modelo permitirá entregas mais coerentes e competitivas, com capacidade de evoluir conforme os modelos de IA avançam. O CEO também reforçou que os modelos de inteligência artificial são mais críticos do que nunca para o sucesso da companhia na próxima década. As informações são do Wall Street Journal.

Mudança foi comunicada pelo CEO da companhia, Satya Nadella (Imagem: QubixStudio / Shutterstock.com)

Novos papéis na liderança

A reorganização redefine as responsabilidades de executivos-chave. Jacob Andreou, que até então liderava produto e crescimento da Microsoft AI, assume o cargo de vice-presidente executivo do Copilot, passando a responder pelo design, produto, crescimento e engenharia da solução.

Mustafa Suleyman, CEO da Microsoft AI — contratado em 2024 para liderar o Copilot voltado ao consumidor —, passará a concentrar seus esforços nos modelos de IA proprietários da empresa e na busca pelo que a companhia denomina superinteligência. Os aplicativos do Microsoft 365 ficarão sob responsabilidade de um grupo de executivos que inclui Ryan Roslansky, CEO do LinkedIn e vice-presidente executivo da Microsoft.

Desafios de adoção e concorrência

A reestruturação acontece em um momento de pressão crescente. Em fevereiro, a Microsoft divulgou ter comercializado 15 milhões de assentos do Microsoft 365 Copilot — número modesto diante de uma base total de mais de 450 milhões de assentos pagos do Microsoft 365. No segmento de consumo, a empresa registrou mais de 150 milhões de usuários ativos mensais do Copilot em suas plataformas.

Os concorrentes seguem na frente: o Gemini, do Google, ultrapassa 650 milhões de usuários mensais, enquanto o ChatGPT registra cerca de 900 milhões de usuários ativos semanais. Pesquisas internas da Microsoft apontaram que os usuários se mostram confusos com as múltiplas versões do produto, reflexo direto dos silos organizacionais entre as equipes.

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Copilot corre atrás de concorrentes como Gemini e ChatGPT (Imagem: jackpress / Shutterstock.com)

O esforço para desenvolver modelos proprietários competitivos também enfrentou obstáculos. Segundo o Wall Street Journal, o processo foi prejudicado por escassez de capacidade computacional, e os modelos da Microsoft ficaram atrás dos concorrentes em testes de benchmark.

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Novos recursos e aposta na monetização

Para ampliar a base de usuários do Copilot voltado ao consumidor, a Microsoft vem investindo em novas funcionalidades. Entre elas, uma ferramenta anunciada recentemente que permite ao chatbot oferecer orientações personalizadas de saúde com base no histórico médico de cada usuário.

No balanço financeiro mais recente, a companhia informou estar destinando mais capacidade computacional para aprimorar seus produtos Copilot, após ganhar maior confiança em sua capacidade de monetizá-los.

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IA da Microsoft quer saber mais sobre a sua saúde, mas é seguro? Entenda nova função do Copilot

Na última terça-feira (10), a Microsoft divulgou um comunicado para informar que seu software de IA, o Copilot, será reformulado para melhor atender demandas sobre a saúda humana, trazidas pelos usuários. A decisão decorre após a companhia analisar vários históricos de conversas com o chatbot e perceber que o tópico “saúde” é o mais recorrente.

Segundo a publicação, a empresa informa que os usuários utilizam o Copilot para buscar informações sobre doenças, condições de saúde, e para tomar decisões difíceis na família. Para chegar a este parecer, foram analisadas mais de meio milhão de conversas dos usuários.

Sobre uma possível violação da privacidade dos internautas — ao analisar os históricos de interação com o chatbot — a Microsoft diz que “adotamos uma abordagem rigorosa de preservação da privacidade. Todas as conversas são desidentificadas na fonte […]. Nenhum humano lê as conversas dos usuários como parte desse processo.”

Para quem tem pressa:

  • A Microsoft lançou, em fase beta, o Copilot Health;
  • Os usuários que tem acesso adiantado à funcionalidade poderão utilizá-la para obter uma leitura contextual sobre relatórios médicos enviados ao chatbot;
  • Contudo, o compartilhamento de informações pessoais gera dúvidas quanto à privacidade dos usuários;
  • Respostas incorretas sobre condições de saúde, provenientes de interações anteriores com outros chatbos alimentados por IA, também deixam os internautas desconfiados quanto a esta nova função do Copilot.

É seguro compartilhar dados de saúde com o Copilot da Microsoft?

Copilot em um tablet (Imagem: Azulblue / Shutterstock.com)

Se qualquer usuário pesquisar rapidamente na internet, encontrará matérias (em vários idiomas) em jornais de peso que explicam porque o compartilhamento de dados pessoais com chatbos é uma má ideia.

Os motivos para especialistas em segurança digital desaprovarem esse comportamento é pautado por diferentes motivos, como:

  • Não há garantia de que os dados compartilhados não serão vazados em ataques cibernéticos: reportagem do The Guardian e Malwarebytes;
  • Chatbots e as empresas por trás deles não exatamente colaboram para o bem-estar do usuário ou das pessoas em volta deles: reportagem do The Verge;
  • Riscos em se expor a informações incorretas e perigosas: matéria do The Guardian;
  • Os dados enviados podem ser utilizados para treinar softwares de inteligência artificial: análise da Universidade de Stanford.

Apesar do consenso da comunidade de Tecnologia da Informação, a Microsoft deseja reformular o Copilot para fazer diferente: com a nova atualização, os usuários poderão compartilhar dados pessoais sobre sua saúde e obter leituras específicas da IA baseada nas informações cedidas.

A nova funcionalidade se chamará Copilot Health e pode ser acessada dentro da própria plataforma do chatbot. Contudo, será disponibilizada aos poucos para diferentes usuários que se inscreveram numa lista de espera; desta forma, o lançamento público mundial ocorrerá em algum momento no futuro.

O intuito do novo sistema é que o usuário forneça detalhes sobre a sua saúde dentro da plataforma, mas, também, que envie outras informações disponíveis em servidores paralelos. Por exemplo, será possível coletar dados por um smartwatch e enviá-los para o Copilot Health a fim de obter uma leitura específica sobre a condição de saúde do usuário, mesclando o relatório com dados outrotra compartilhados no chatbot.

Contudo, essa ultra-exposição de dados de saúde já causou problemas no passado. Uma reportagem da Fortune, publicada em 07 de março deste ano, detalha como o uso da IA pode contribuir para o aumento de sintomas delirantes e de mania em alguns usuários com saúde mental já comprometida.

Vale destacar que a Microsoft não é a única empresa detentora de uma IA que estuda como implementar essa tecnologia de “aliada à saúde humana”. A OpenAI e Anthropic já iniciaram testes para avaliar como seus respectivos chatbos podem ser aprimorados para oferecer melhores feedbacks sobre a saúde dos usuários.

Reportagens anteriores, como esta da NBC News, mostra que os chatbots alimentados por IA podem ser úteis para responder perguntas generalistas sobre saúde, mas que em contextos mais complexos, dão análises preocupantes.

Leia mais:

Como o Copilot Health vai funcionar?

Interações logas com chatbots podem aumentar os riscos de delírios (Imagem: Summit Art Creations/Shutterstock)
Interações longas com chatbots podem aumentar os riscos de delírios (Imagem: Summit Art Creations/Shutterstock)

Quando oficialmente lançado, os usuários verão algo como uma aba chamada Health (“saúde” em inglês), na qual poderão criar um perfil após responder perguntas-base sobre idade, sexo, dentre outras. Então, será possível compartilhar relatórios médicos e dados obtidos por dispositivos como Apple Watch, Fitbit e monitores de sono como o Oura.

Após o envio das informações, os internautas devem mandar prompts de comando (por texto) para o chatbot avaliar a situação baseada nos dados de saúde recebidos. Ademais, os usuários ainda podem fazer afirmações, como “não tenho dormido bem”, para obter uma leitura baseada nos registros médicos compartilhados com a inteligência artificial.

Segundo o jornal The New York Times, o chatbot também pode gerar um resumo final com os principais problemas de saúde aos quais o usuário deve prestar atenção, como privação de sono, diabetes e pouca atividade física.

Eventualmente, a Microsoft deve cobrar uma assinatura para a utilização da ferramenta, mas os possíveis valores ainda não foram divulgados.

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Microsoft aposta na Anthropic para avançar em agentes de IA

A Microsoft ampliou sua parceria com a Anthropic ao incorporar novas tecnologias da família de modelos Claude ao Microsoft 365 Copilot. O movimento ocorre em meio ao crescimento do interesse do mercado por agentes de inteligência artificial (IA) capazes de executar tarefas complexas dentro de softwares corporativos.

O tema ganhou destaque após o anúncio recente da nova geração do Copilot para o pacote Microsoft 365, que introduziu recursos agênticos integrados a aplicativos como Microsoft Word, Microsoft Excel, Microsoft PowerPoint e Microsoft Outlook. Como o Olhar Digital já mostrou, a atualização inclui ferramentas capazes de dividir tarefas em múltiplas etapas e executá-las diretamente no fluxo de trabalho.

Microsoft anunciou novidades para o Microsoft 365 Copilot, incluindo agentes da Anthropic (Imagem: IB Photography/ Shutterstock)

Mercado observa avanço dos agentes de IA

A aposta da Microsoft reflete uma tendência mais ampla na indústria de tecnologia: o desenvolvimento de agentes de IA que vão além da geração de texto ou imagens e passam a executar tarefas completas em aplicativos corporativos.

Ferramentas lançadas recentemente pela Anthropic chamaram atenção no Vale do Silício por demonstrarem a capacidade de automatizar atividades como criação de aplicativos, organização de grandes volumes de dados e construção de planilhas complexas com pouca supervisão humana.

Esse avanço tem levado analistas e investidores a discutir o impacto potencial da IA agêntica no mercado de software corporativo, já que parte dessas tarefas tradicionalmente depende de ferramentas especializadas.

Estratégia da Microsoft aposta em segurança corporativa

A Microsoft tenta se posicionar nesse cenário aproveitando sua base de clientes empresariais e a infraestrutura de segurança integrada ao ecossistema do Microsoft 365.

Em entrevista à Reuters, Jared Spataro, responsável pela área de IA no trabalho na empresa, afirmou que os recursos de agentes da companhia operam exclusivamente na nuvem e dentro do ambiente corporativo do usuário.

“Trabalhamos apenas em ambiente de nuvem e apenas em nome do usuário. Assim, é possível saber exatamente quais informações o sistema tem acesso”, afirmou o executivo. Segundo Spataro, muitas empresas demonstram preocupação em relação ao uso de agentes de IA sem mecanismos claros de controle de dados e segurança.

Leia mais:

Diversificação de modelos além da OpenAI

A aproximação com a Anthropic também ocorre em um momento em que investidores questionam a dependência da Microsoft de tecnologias da OpenAI, responsável por modelos utilizados amplamente em seus produtos de IA.

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Investidores questionavam a Microsoft sobre dependência de tecnologias da OpenAI (Imagem: LanKS / Shutterstock.com)

Com a integração dos modelos Claude ao Copilot, a empresa passa a adotar uma estratégia mais aberta, combinando diferentes sistemas de inteligência artificial dentro da mesma plataforma.

O objetivo, segundo a Microsoft, é permitir que o Copilot utilize automaticamente o modelo mais adequado para cada tarefa dentro do ambiente corporativo, sem exigir que o usuário escolha qual tecnologia utilizar.

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Microsoft amplia IA agêntica no Microsoft 365 Copilot

A Microsoft anunciou uma nova rodada de atualizações para o Microsoft 365 Copilot que amplia o uso de IA agêntica dentro do pacote corporativo. As mudanças fazem parte da chamada “Wave 3” da plataforma e incluem novos recursos capazes de executar tarefas de múltiplas etapas, além de ferramentas voltadas à governança e segurança de agentes de IA nas empresas.

Entre as novidades estão o recurso Copilot Cowork, novas capacidades agênticas integradas a aplicativos como Microsoft Word, Microsoft Excel, Microsoft PowerPoint e Microsoft Outlook, além de novos serviços corporativos para gerenciamento de agentes e segurança de dados.

Copilot passa a executar tarefas em várias etapas

Segundo Jared Spataro, diretor de marketing da área de IA no trabalho da Microsoft, a nova versão do Copilot representa uma evolução do assistente para um sistema capaz de executar tarefas mais complexas dentro do fluxo de trabalho.

Um dos recursos centrais dessa mudança é o Copilot Cowork. A ferramenta foi desenvolvida em parceria com a Anthropic e utiliza a tecnologia por trás do modelo Claude para lidar com tarefas prolongadas ou com múltiplas etapas.

De acordo com a empresa, o Cowork permite delegar atividades completas ao Copilot. O sistema pode dividir uma solicitação em etapas, acessar diferentes aplicativos e arquivos e acompanhar a execução ao longo do tempo. O usuário continua acompanhando o progresso e pode aprovar ou ajustar ações antes de sua conclusão.

Essas capacidades são baseadas em uma camada chamada Work IQ, que utiliza sinais do ambiente de trabalho — como arquivos, e-mails, reuniões e conversas — para contextualizar as tarefas executadas pela IA.

IA integrada aos aplicativos do Microsoft 365

A Wave 3 também amplia a presença do Copilot diretamente nos aplicativos do Microsoft 365. A IA passa a atuar dentro de documentos, planilhas, apresentações e e-mails, criando ou revisando conteúdo sem exigir que o usuário mude de ferramenta.

Na prática, o sistema pode atualizar um documento existente no Word, aplicar fórmulas em planilhas no Excel ou montar apresentações no PowerPoint seguindo padrões de layout e identidade visual da organização. No Outlook, o Copilot passa a sugerir e revisar e-mails diretamente na interface do serviço.

Copilot ganha presença ampliada nos aplicativos do Microsoft 365, como o Excel (Imagem: Divulgação / Microsoft)

Outra mudança envolve o Copilot Chat, que passa a funcionar como ponto inicial para executar tarefas. A partir de uma conversa, o usuário pode solicitar a criação de documentos ou planilhas, agendar reuniões ou iniciar fluxos de trabalho sem alternar entre diferentes aplicativos.

Copilot adota estratégia de múltiplos modelos de IA

A Microsoft também ampliou o suporte a diferentes modelos de IA dentro do Copilot. O chat principal do sistema passa a incluir o modelo Claude, da Anthropic, ao lado das versões mais recentes desenvolvidas pela OpenAI.

Segundo a empresa, o objetivo é permitir que o Copilot utilize automaticamente o modelo mais adequado para cada tarefa, sem exigir que o usuário escolha manualmente qual tecnologia usar.

Em um texto publicado no blog da Microsoft, Judson Althoff, CEO de negócios comerciais da companhia, afirma que a estratégia busca combinar diferentes modelos com dados corporativos para gerar resultados dentro do contexto de trabalho das organizações.

“Os modelos podem raciocinar sobre dados e produzir documentos ou planilhas, mas não entendem o trabalho. A diferenciação real vem do contexto profundo de trabalho incorporado às ferramentas que as pessoas já utilizam”, escreveu Althoff.

Plataforma para governança de agentes de IA

Outro anúncio envolve o Agent 365, descrito pela Microsoft como um plano de controle para gerenciar agentes de IA dentro das empresas. A ferramenta ficará disponível de forma geral em 1º de maio, com preço de US$ 15 por usuário por mês.

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Agent 365 é outra novidade anunciada pela Microsoft (Imagem: Divulgação / Microsoft)

O sistema permite que equipes de TI e segurança acompanhem quais agentes estão ativos na organização, monitorem atividades e apliquem políticas de acesso e proteção de dados. O serviço integra ferramentas de segurança como Microsoft Defender, Microsoft Entra e Microsoft Purview.

Segundo Vasu Jakkal, vice-presidente corporativa de segurança da Microsoft, a expansão da IA agêntica exige mecanismos de monitoramento e governança semelhantes aos utilizados para usuários humanos dentro das empresas.

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Novo pacote corporativo com IA integrada

A companhia também anunciou o Microsoft 365 E7, um novo pacote corporativo que reúne o Microsoft 365 E5, o Copilot e o Agent 365 em uma única oferta.

A solução inclui recursos de produtividade, IA e segurança corporativa integrados, além de ferramentas de identidade e gerenciamento de dispositivos. O pacote estará disponível a partir de 1º de maio por US$ 99 por usuário por mês.

De acordo com a Microsoft, a proposta é simplificar a adoção de IA nas organizações ao reunir recursos de produtividade, governança e segurança em uma única plataforma.

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Data centers da Microsoft chegam à margem do Círculo Polar Ártico

Com o avanço da tecnologia e das inteligências artificiais, os data centers têm se tornado cada vez mais presentes nos planos de grandes empresas. Dessa vez, a Microsoft, em parceria com a empresa britânica Nscale e a norueguesa Aker, instalará um data center na cidade de Narvik, na Noruega, a menos de 250 km do Círculo Polar Ártico. O investimento será de quase US$ 6,2 bilhões.

Para quem tem pressa:

  • A Microsoft, em conjunto com as empresas europeias Nscale e Aker, anunciou a instalação de data centers a 250 km do Círculo Polar Ártico;
  • De acordo com o CEO da Aker, Øyvind Eriksen, a ideia é minimizar os impactos ambientais com a utilização de energia renovável da região fria.

Atração econômica e climática

Imagem: Wirestock Creators/Shutterstock

Atualmente, um dos maiores gastos na manutenção dos data centers é no seu resfriamento. Em 2023, o Google divulgou em estudo que utilizou quase 23 bilhões de litros de água para controlar a temperatura dos seus data centers. Com isso, o posicionamento dos grandes servidores no Círculo Polar Ártico tem como ideia diminuir os gastos dessa manutenção.

Além disso, a região apresenta uma grande capacidade energética renovável, o que seria mais um atrativo para as empresas. Em nota divulgada à imprensa, o presidente e CEO da Aker, Øyvind Eriksen, comentou que a ideia é se utilizar da energia renovável da região.

A inteligência artificial e os centros de dados estão se tornando fundamentais para os negócios globais, e o norte da Noruega está numa posição única para se beneficiar. A região oferece energia hidrelétrica abundante e acessível, além de energia limpa, juntamente com as condições necessárias para atrair investimentos e fomentar a inovação.

— Øyvind Eriksen, CEO da Aker

Levar os data centers para ambientes inóspitos e frios pode ser uma solução para as questões citadas acima, porém, exigirá um desenvolvimento estrutural para manter os servidores em funcionamento.

Mesmo que a intenção seja o resfriamento facilitado, os servidores terão de suportar as baixas temperaturas do ambiente. Já no quesito estrutural, a manutenção feita deverá superar a estrutura instável do Círculo Polar Ártico, que pode facilmente ser derretida ou se movimentar.

Leia mais:

O avanço dos data centers no Ártico pode ser prejudicial o meio ambiente?

Derretimento Gelo Artico
Geleiras e derretimento do gelo no Oceano Ártico em imagem de satélite do sistema Copernicus Sentinel (Imagem: Trismegist san/Shutterstock)

Ainda não existe confirmação sobre os impactos ecológicos dos data centers na região, porém, o calor emitido pelos servidores e as condições de temperatura no Ártico devem ser considerados.

O Círculo Polar Ártico tem sofrido um aumento de temperaturas cada vez mais acelerado. De acordo com o Centro Internacional de Dados de Neve e Gelo (NSIDC), desde a década de 1980, o Ártico tem aquecido de duas a quatro vezes mais rápido que o resto do planeta.

Em entrevista ao G1, Julienne Stroeve, cientista de pesquisa sênior no NSIDC, afirmou que “o aquecimento do Ártico contribui para o aquecimento global acelerado e todos os fenômenos climáticos associados a isso”. Essa análise se torna ainda mais alarmante ao considerar um estudo feito pela Copernicus o qual destacou que, em 2024, o aquecimento global atingiu seu “limite seguro” de 1,5°C acima da temperatura pré-industrial.

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