impacto ambiental

Auto Added by WPeMatico

destaque data center de ia 1024x576 2

Data centers de IA escondem consumo gigante de água

Data centers usados para inteligência artificial estão consumindo muito mais água do que as big techs costumam divulgar, segundo reportagem do The Wall Street Journal.

O ponto central não está só no resfriamento dos servidores, mas também na água usada para gerar a energia que mantém toda essa estrutura funcionando.

Resfriamento de servidores e geração de energia explicam por que a IA pressiona recursos hídricos em escala global. – Imagem: Junayed graphics/Shutterstock

O avanço da IA e o consumo que não aparece

A expansão acelerada da inteligência artificial levou empresas como Microsoft, Google e Amazon a ampliar sua infraestrutura de data centers em ritmo global. O que chama atenção, segundo a reportagem, é que parte relevante do impacto ambiental fica fora dos relatórios oficiais.

Esses documentos costumam registrar apenas a água usada diretamente nos centros de dados. Mas existe um segundo nível de consumo, ligado às usinas de energia que alimentam essas operações. Em alguns casos, ele pode superar o uso direto com folga.

Estudos nos Estados Unidos indicam que esse consumo indireto pode chegar a ser até 12 vezes maior do que o declarado, dependendo da matriz energética utilizada.

Logos das bigtechs em um smartphone
Google, Microsoft e Amazon ampliam data centers enquanto cresce o alerta sobre uso de água na infraestrutura digital. – Imagem: gguy/Shutterstock

Energia, água e um efeito em cadeia

O impacto varia bastante conforme a fonte de energia. Usinas a carvão e nucleares exigem grandes volumes de água para resfriamento. Já o gás natural reduz esse uso, enquanto solar e eólica praticamente não dependem de água.

Um estudo citado pela reportagem aponta que, no caso do Google, o consumo indireto pode ser cerca de três vezes maior do que o direto.

  • Resfriamento dos servidores representa o consumo mais visível
  • Geração de energia pode ampliar o impacto total de forma significativa
  • Combustíveis fósseis elevam a demanda por água
  • Fontes renováveis reduzem quase totalmente esse consumo
  • Parte relevante do impacto não entra nos relatórios corporativos

O problema da transparência limitada

Hoje, não existe exigência legal para que empresas divulguem todo o consumo de água ligado à IA. Isso abre margem para críticas de especialistas e autoridades ambientais, que apontam subnotificação frequente.

A Meta, por exemplo, já reconheceu que seu consumo indireto pode ser mais de 20 vezes maior do que o direto. Ainda assim, a maior parte das empresas continua focando apenas no uso interno dos data centers.

imagem mostra o balançar lento das águas de um oceano profundo
Fontes fósseis elevam o consumo de água, enquanto energia solar e eólica reduzem drasticamente esse impacto ambiental. – Imagem: Matt Hardy/Unsplash)

Soluções começam a ganhar espaço

Para reduzir o impacto, empresas têm apostado em sistemas de resfriamento em circuito fechado, que reaproveitam a água em vez de descartá-la continuamente.

Leia mais:

A Nvidia afirma que essa tecnologia pode praticamente eliminar o consumo direto de água em novas instalações. A Microsoft também planeja adotar soluções semelhantes nos próximos anos.

Mesmo com essas iniciativas, boa parte da infraestrutura atual ainda depende de sistemas evaporativos, que consomem mais água, apesar de eficientes em energia.

No fim, o crescimento da inteligência artificial reforça um dilema direto: quanto mais poder computacional, maior a pressão sobre recursos naturais já limitados.

O post Data centers de IA escondem consumo gigante de água apareceu primeiro em Olhar Digital.

Data centers de IA escondem consumo gigante de água Read More »

destaque data center de ia 1024x576 2

ONU vê risco ambiental crescente no avanço da inteligência artificial

A Organização das Nações Unidas (ONU) fez um alerta direto às grandes empresas de inteligência artificial: chegou a hora de abrir a conta e mostrar quanto essa tecnologia realmente custa ao planeta. O recado foi dado durante a Climate Action Week, em Londres.

Segundo a Reuters, o secretário-geral da ONU, António Guterres, voltou a cobrar transparência sobre o impacto ambiental dos data centers que sustentam sistemas de IA.

Data centers de IA consomem grandes volumes de energia e água, segundo alerta feito pela ONU em Londres. – Imagem: Junayed graphics/Shutterstock

O custo invisível da IA

A discussão não é exatamente nova, mas ganhou outro peso com a velocidade da inteligência artificial. Por trás dos modelos que viraram parte do dia a dia, existe uma infraestrutura enorme — e cara — de data centers que funcionam sem parar.

Guterres defende que as empresas divulguem, de forma clara, quanto emitem de carbono, quanta água consomem e quanto solo ocupam. E fez um alerta direto: até 2030, esses sistemas podem consumir mais energia do que todos os países do mundo, exceto cinco. Também podem demandar água suficiente para abastecer cerca de 1,3 bilhão de pessoas na África Subsaariana por um ano.

“Se a IA deve ajudar a construir um futuro melhor, ela precisa ser honesta sobre o que nos custa hoje”, disse António Guterres.

Data centers, energia e uma conta que cresce rápido

Os data centers são o coração da inteligência artificial moderna. E, para funcionar, eles não param nunca. Isso significa consumo constante de energia e sistemas intensos de refrigeração — que também exigem muita água.

Na tentativa de sustentar esse crescimento, empresas vêm combinando diferentes fontes de energia, incluindo gás natural e até nuclear, ao mesmo tempo em que anunciam metas de neutralização de carbono. Mas, para a ONU, isso ainda não é suficiente.

A organização quer acelerar a mudança para fontes renováveis e defende que toda essa infraestrutura seja alimentada por energia limpa até 2030.

E aqui o cenário fica mais claro quando se observa o conjunto:

  • consumo de energia segue crescendo com a expansão da IA
  • sistemas de refrigeração aumentam a demanda por água
  • a infraestrutura digital se espalha em ritmo acelerado pelo mundo
  • metas de energia renovável ainda estão distantes da prática
  • falta clareza sobre o impacto ambiental real das operações
Exemplo de data center
Data centers funcionam sem parar e ampliam consumo de energia, segundo alerta da Organização das Nações Unidas. – Imagem: KM Stock/Shutterstock

O metano entra de novo na conversa

No meio desse debate sobre IA, Guterres puxou outro tema que costuma ficar em segundo plano: o metano. Ele pediu mais ação do setor de petróleo e gás para cortar emissões desse gás, que é altamente poluente e tem papel importante no aquecimento global.

Leia mais:

O pedido é direto: reduzir vazamentos, acabar com a queima rotineira de gás e adotar padrões científicos mais rígidos. E ele foi além — disse que o mundo ainda não está na rota certa para cumprir suas metas climáticas.

Antes da COP31, uma cobrança global

A ONU também já olha para a próxima grande reunião do clima. Antes da COP31, marcada para a Turquia, Guterres vai reunir líderes mundiais em setembro para tentar acelerar compromissos.

A ideia é empurrar uma transição energética mais organizada, menos dependente de combustíveis fósseis. Mas, no fim das contas, o recado principal não muda: a inteligência artificial pode até estar moldando o futuro, mas o impacto ambiental que ela deixa no presente não dá mais para ficar fora da conta.

O post ONU vê risco ambiental crescente no avanço da inteligência artificial apareceu primeiro em Olhar Digital.

ONU vê risco ambiental crescente no avanço da inteligência artificial Read More »

amazon data center

9,46 bilhões de litros: o consumo de água da Amazon que virou polêmica

A Amazon divulgou que seus data centers consumiram 2,5 bilhões de galões (9,46 bilhões de litros) de água no último ano, reacendendo o debate sobre o impacto ambiental da infraestrutura digital em escala global.

O número surge em um momento de pressão crescente sobre grandes empresas de tecnologia, que enfrentam cobranças por mais transparência no uso de recursos naturais.

Consumo de água da Amazon equivale a cerca de 5% de Seattle e levanta alerta sobre infraestrutura digital. Imagem: Reprodução/YouTube/Amazon

Consumo de água volta ao centro da discussão

Segundo a Bloomberg, o dado divulgado pela Amazon não passou despercebido: são 2,5 bilhões de galões de água usados globalmente em apenas um ano — algo em torno de 5% do consumo anual da região metropolitana de Seattle.

A empresa diz que resolveu abrir essas informações para mostrar eficiência em seus sistemas de resfriamento e também se posicionar em relação a outras gigantes da tecnologia.

Mas o contexto é mais amplo e, em alguns pontos, até desconfortável para o setor. Em várias regiões, o crescimento acelerado de data centers já levou governos locais a discutir limites para novas instalações. Em certos casos, até moratórias entram no radar.

Transparência ainda é o ponto mais sensível

Apesar dos números divulgados, o setor ainda enfrenta críticas fortes pela falta de dados padronizados sobre consumo de água.

E isso pesa. Sem métricas iguais entre empresas, comparar impacto ambiental vira quase um exercício de aproximação.

“Precisamos de mais transparência”, disse Iris Stewart-Frey, professora de ciências ambientais da Universidade de Santa Clara. Ela destaca que, sem isso, comunidades locais ficam sem clareza sobre os impactos reais dessas instalações.

Hoje, poucas empresas divulgam dados mais completos — entre elas, Google e Meta. Ainda assim, o setor segue longe de um padrão consolidado.

Data center preocupa entidades nos EUA por consumo de energia, água e aumento da poluição
Data centers usam água para resfriar servidores e operação pode variar conforme clima e localização. Imagem: eric1207cvb/Shutterstock

Como a água entra no funcionamento dos data centers

Na prática, a água é usada principalmente para resfriar servidores que operam continuamente em alta carga. O sistema varia conforme clima e localização.

Em alguns casos, o ar externo é usado como base de resfriamento. Em períodos de calor mais intenso, ele passa por filtros com água, que evapora durante o processo.

O funcionamento pode ser resumido assim:

  • Uso de ar externo como primeira etapa de resfriamento
  • Aplicação de filtros com água em temperaturas mais altas
  • Evaporação parcial durante o processo térmico
  • Alternativas sem uso direto de água em regiões secas
  • Sistemas fechados que priorizam resfriamento a ar

A Amazon afirma que, em regiões como Phoenix e partes da Arábia Saudita, evita o uso de fontes externas de água e adota sistemas alternativos.

Eficiência vira argumento de comparação

Segundo a empresa, sua eficiência chegou a 0,12 litro por quilowatt-hora no último ano — abaixo do registrado em 2024. A Amazon também afirma estar à frente da Microsoft, que reportou 0,27 litro por quilowatt-hora.

Leia mais:

A AWS ainda calcula que a média do setor seja mais alta, o que colocaria suas operações em posição relativamente eficiente.

Mas aqui entra um ponto que o próprio setor reconhece como problema: sem uma metodologia única de medição, qualquer comparação acaba sendo parcial.

Meta de retorno hídrico até 2030

A Amazon afirma que pretende devolver ao meio ambiente mais água do que consome até 2030. Para isso, investe em projetos de recuperação de bacias hidrográficas e restauração de sistemas hídricos.

A empresa também já leva água por tubulações para parte de seus data centers e participa de mais de 100 iniciativas de reuso e compensação hídrica.

O tema tende a ganhar ainda mais peso nos próximos anos, especialmente com a expansão da computação em nuvem e o avanço de aplicações de inteligência artificial, que aumentam a demanda por infraestrutura de processamento.

O post 9,46 bilhões de litros: o consumo de água da Amazon que virou polêmica apareceu primeiro em Olhar Digital.

9,46 bilhões de litros: o consumo de água da Amazon que virou polêmica Read More »

data center clima 2 1024x767

Google promete devolver mais água do que consome com seus data centers de IA

A inteligência artificial está aumentando a pressão sobre recursos hídricos, e o Google quer mostrar que pretende enfrentar o problema antes que ele se torne ainda maior. A empresa anunciou novas metas para reduzir o impacto ambiental de seus data centers.

Segundo o The Verge, entre as promessas está a reposição de mais água do que a consumida pelas operações até 2030. A iniciativa surge em meio à crescente resistência à expansão dos centros de dados nos Estados Unidos.

Cresce a pressão sobre big techs para tornar mais transparente o consumo de água e energia em estruturas que sustentam a inteligência artificial. Imagem: eric1207cvb/Shutterstock

Google quer devolver mais água do que consome

Os data centers usados para alimentar sistemas de inteligência artificial precisam de grandes volumes de água para refrigeração. Com a explosão da IA generativa, o tema passou a preocupar comunidades locais e especialistas ambientais.

Leia mais:

Em uma nova publicação no blog da empresa, o Google anunciou cinco compromissos ligados ao uso da água. Entre eles estão investimentos em infraestrutura hídrica, busca por fontes alternativas de abastecimento e maior transparência sobre o consumo das instalações.

Achamos muito importante colocar um modelo que as comunidades possam consultar, para que, se alguém chegar e disser ‘gostaríamos de construir um data center aqui’.

Ben Townsend, chefe global de infraestrutura e sustentabilidade do Google, ao The Verge.

Segundo ele, isso ajudaria moradores locais a questionar empresas sobre medidas de proteção aos recursos hídricos antes da construção de novos data centers.

Data center
Empresa promete investir em infraestrutura hídrica e tecnologias de reuso de água para diminuir o impacto ambiental de suas operações. Imagem: Novikov Aleksey / Shutterstock.com

Cresce oposição aos data centers de IA

Os compromissos anunciados pelo Google chegam em um momento delicado para o setor. A rápida expansão da infraestrutura de inteligência artificial vem gerando críticas relacionadas ao consumo de energia e água.

Uma pesquisa recente da Gallup revelou que mais de 70% dos americanos são contra a construção de um data center em sua região. Entre os principais motivos citados estão:

  • impacto ambiental;
  • consumo excessivo de água;
  • pressão sobre recursos naturais;
  • aumento dos custos de energia;
  • impacto na infraestrutura local.

A Alphabet, controladora do Google, também anunciou recentemente planos para levantar US$ 80 bilhões (cerca de R$ 400 bilhões) para ampliar sua infraestrutura voltada à inteligência artificial.

Logotipo do Google colocado sobre foto da floresta Amazônica
Empresa promete investir em infraestrutura hídrica e tecnologias de reuso de água para diminuir o impacto ambiental de suas operações. Imagem: Jhampier Giron M – Shutterstock / Montagem: Olhar Digital

Google aposta em reuso e energia renovável

O Google afirma que vem reduzindo o impacto hídrico de seus data centers por meio de investimentos em energia renovável e monitoramento do uso indireto de água na cadeia de suprimentos.

A empresa também anunciou US$ 17 milhões (cerca de R$ 85 milhões) para projetos de gestão hídrica nos EUA e pretende ampliar o reuso de água residual. Segundo o Google, o resfriamento à base de água pode reduzir em cerca de 10% o consumo energético dos data centers, e a meta é repor mais água do que consome nos próximos quatro anos.

O post Google promete devolver mais água do que consome com seus data centers de IA apareceu primeiro em Olhar Digital.

Google promete devolver mais água do que consome com seus data centers de IA Read More »

Além da energia: data centers criam “ilhas de calor” e aumentam temperatura em até 9 °C

A expansão acelerada da inteligência artificial levantou um novo alerta ambiental que vai além do consumo de energia: as “ilhas de calor” geradas por data centers. Um novo estudo dirigido pelo professor Andrea Marinoni, da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, indica que estas instalações estão alterando consideravelmente a temperatura da superfície em seu entorno.

Ao contrário de pesquisas anteriores focadas somente na pegada de carbono, este trabalho analisou dados térmicos obtidos por sensores remotos durante um período de 20 anos. O foco foram os “hyperscalers”, complexos gigantescos que abrigam milhares de servidores e que se multiplicaram globalmente na última década.

Calor além dos muros

Os pesquisadores monitoraram mais de 6 mil data centers localizados fora de zonas urbanas densas para isolar o calor gerado pelas máquinas de outros fatores, como a indústria ou o aquecimento residencial. Os resultados revelam um impacto térmico preocupante:

  • Aumento médio: a temperatura da superfície subiu, em média, 1,8 °C após a inauguração de um centro de processamento.
  • Picos extremos: em casos específicos, o aquecimento detectado chegou a 9,1 °C.
  • Efeito regional: na região de Bahio (México) e em Aragão (Espanha), os termômetros subiram cerca de 3,6 °C, um padrão não observado em áreas vizinhas sem essas instalações.

O ponto mais crítico da pesquisa é a área de abrangência. O aquecimento não se limita ao terreno da empresa, estendendo-se por um raio de até 10 quilômetros. Esse fenômeno afeta diretamente o bem-estar de aproximadamente 340 milhões de pessoas ao redor do mundo.

A “corrida do ouro” da IA

Para especialistas ouvidos pela RTP, o desenvolvimento tecnológico está atropelando as metas ambientais. Deborah Andrews, professora de Design Sustentável na London South Bank University, afirma que a atual “corrida do ouro” pela IA está se sobrepondo às boas práticas e ao pensamento sistêmico.

Embora o estudo tenha acendido um sinal vermelho, parte da comunidade científica pede cautela. Ralph Hindeman, do Borderstep Institute, considera os valores de impacto “muito elevados” e defende que mais investigações são necessárias para confirmar se o calor direto é, de fato, uma ameaça maior que as emissões de CO₂ geradas pela produção da energia que alimenta esses centros.

O estudo, que ainda passará por revisão por pares, busca abrir um debate sobre como conciliar a demanda crescente por processamento de dados com a preservação climática. Segundo Marinoni, ainda há tempo para considerar caminhos que não prejudiquem o progresso da humanidade.

O post Além da energia: data centers criam “ilhas de calor” e aumentam temperatura em até 9 °C apareceu primeiro em Olhar Digital.

Além da energia: data centers criam “ilhas de calor” e aumentam temperatura em até 9 °C Read More »

Polo Norte 1 1024x578

Data centers da Microsoft chegam à margem do Círculo Polar Ártico

Com o avanço da tecnologia e das inteligências artificiais, os data centers têm se tornado cada vez mais presentes nos planos de grandes empresas. Dessa vez, a Microsoft, em parceria com a empresa britânica Nscale e a norueguesa Aker, instalará um data center na cidade de Narvik, na Noruega, a menos de 250 km do Círculo Polar Ártico. O investimento será de quase US$ 6,2 bilhões.

Para quem tem pressa:

  • A Microsoft, em conjunto com as empresas europeias Nscale e Aker, anunciou a instalação de data centers a 250 km do Círculo Polar Ártico;
  • De acordo com o CEO da Aker, Øyvind Eriksen, a ideia é minimizar os impactos ambientais com a utilização de energia renovável da região fria.

Atração econômica e climática

Imagem: Wirestock Creators/Shutterstock

Atualmente, um dos maiores gastos na manutenção dos data centers é no seu resfriamento. Em 2023, o Google divulgou em estudo que utilizou quase 23 bilhões de litros de água para controlar a temperatura dos seus data centers. Com isso, o posicionamento dos grandes servidores no Círculo Polar Ártico tem como ideia diminuir os gastos dessa manutenção.

Além disso, a região apresenta uma grande capacidade energética renovável, o que seria mais um atrativo para as empresas. Em nota divulgada à imprensa, o presidente e CEO da Aker, Øyvind Eriksen, comentou que a ideia é se utilizar da energia renovável da região.

A inteligência artificial e os centros de dados estão se tornando fundamentais para os negócios globais, e o norte da Noruega está numa posição única para se beneficiar. A região oferece energia hidrelétrica abundante e acessível, além de energia limpa, juntamente com as condições necessárias para atrair investimentos e fomentar a inovação.

— Øyvind Eriksen, CEO da Aker

Levar os data centers para ambientes inóspitos e frios pode ser uma solução para as questões citadas acima, porém, exigirá um desenvolvimento estrutural para manter os servidores em funcionamento.

Mesmo que a intenção seja o resfriamento facilitado, os servidores terão de suportar as baixas temperaturas do ambiente. Já no quesito estrutural, a manutenção feita deverá superar a estrutura instável do Círculo Polar Ártico, que pode facilmente ser derretida ou se movimentar.

Leia mais:

O avanço dos data centers no Ártico pode ser prejudicial o meio ambiente?

Derretimento Gelo Artico
Geleiras e derretimento do gelo no Oceano Ártico em imagem de satélite do sistema Copernicus Sentinel (Imagem: Trismegist san/Shutterstock)

Ainda não existe confirmação sobre os impactos ecológicos dos data centers na região, porém, o calor emitido pelos servidores e as condições de temperatura no Ártico devem ser considerados.

O Círculo Polar Ártico tem sofrido um aumento de temperaturas cada vez mais acelerado. De acordo com o Centro Internacional de Dados de Neve e Gelo (NSIDC), desde a década de 1980, o Ártico tem aquecido de duas a quatro vezes mais rápido que o resto do planeta.

Em entrevista ao G1, Julienne Stroeve, cientista de pesquisa sênior no NSIDC, afirmou que “o aquecimento do Ártico contribui para o aquecimento global acelerado e todos os fenômenos climáticos associados a isso”. Essa análise se torna ainda mais alarmante ao considerar um estudo feito pela Copernicus o qual destacou que, em 2024, o aquecimento global atingiu seu “limite seguro” de 1,5°C acima da temperatura pré-industrial.

O post Data centers da Microsoft chegam à margem do Círculo Polar Ártico apareceu primeiro em Olhar Digital.

Data centers da Microsoft chegam à margem do Círculo Polar Ártico Read More »