Data center

Auto Added by WPeMatico

data center 3 1024x576

Xixi pode ajudar a resfriar data centers? A resposta é mais curiosa do que parece

O resfriamento de data centers é um problema cada vez maior para a indústria de tecnologia. Com o avanço da inteligência artificial e a construção de estruturas de computação mais potentes, também cresce a preocupação com a quantidade de água necessária para manter os servidores em temperaturas adequadas.

É nesse contexto que uma campanha publicitária levantou uma pergunta inusitada: seria possível usar urina para ajudar a resfriar data centers? A ideia parece brincadeira, mas chama atenção para uma solução que já existe na prática: o uso de água residual tratada para reduzir a dependência de água potável.

Para quem tem pressa:

  • O crescimento dos data centers e da inteligência artificial aumenta a demanda por água para resfriar servidores, levando empresas e cidades a buscar alternativas ao uso de água potável;
  • Apesar da brincadeira com urina em uma campanha publicitária, a solução que já existe é o tratamento e reúso de água residual. Em Quincy, nos EUA, um projeto com a Microsoft economiza cerca de 522 milhões de litros de água por ano;
  • A tecnologia ainda não é adotada em larga escala porque exige infraestrutura, investimento e planejamento, mas pode se tornar uma opção interessante para a redução dos impactos ambientais.

O que o xixi tem a ver com os data centers?

A ideia veio de uma campanha da marca de energéticos Liquid Death e a cervejaria Garage Beer. O comercial ainda contou com o ex-jogador de futebol americano Jason Kelce, um dos investidores da empresa de cerveja. A ação usou o slogan “We want your pee” (algo como “Queremos o seu xixi”) e brincou com a possibilidade de utilizar urina para ajudar na refrigeração de data centers, lançando até um copo que poderia ser utilizado como recipiente para o “líquido”.

Por trás da piada existe uma questão importante. Servidores produzem muito calor durante o funcionamento e precisam de sistemas capazes de manter a temperatura sob controle. Em algumas tecnologias de refrigeração, a água em abundância é parte fundamental desse processo.

Em 2025, os data centers do Google consumiram cerca de 10,9 bilhões de galões de água, o equivalente a 41,3 bilhões de litros. No ano anterior, apenas uma das instalações da empresa, em Council Bluffs, nos Estados Unidos, consumiu aproximadamente 3,8 bilhões de litros.

O crescimento da inteligência artificial tornou o assunto ainda mais relevante. Modelos de IA mais avançados exigem grandes estruturas computacionais, aumentando a quantidade de servidores e, consequentemente, a necessidade de sistemas de resfriamento.

E, calma, todo esse gasto não significa que despejar urina nos equipamentos seja uma alternativa viável. O líquido contém substâncias que podem causar problemas nos sistemas de refrigeração, mas podemos dizer que a base da ideia pode não estar de todo errada.

Leia mais:

A solução real já existe, mas ainda enfrenta obstáculos

(Imagem: Frame Stock Footage/Shutterstock)

A alternativa utilizada em alguns locais é tratar e reutilizar água residual. Depois de passar por processos específicos de tratamento, a água pode ser destinada a atividades que não exigem água potável, incluindo sistemas de refrigeração de data centers.

Um exemplo está em Quincy, no estado de Washington, nos Estados Unidos. A cidade criou, em parceria com a Microsoft, um sistema que trata e reutiliza água para o resfriamento de data centers. Segundo a Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA), a iniciativa reduz em cerca de 138 milhões de galões, ou 522 milhões de litros, por ano, o uso de água.

Apesar de funcionar, esse tipo de sistema ainda não é uma solução simples de implementar em qualquer lugar. A construção da infraestrutura pode custar milhões de dólares e exigir anos de planejamento. Também é necessário instalar tubulações para transportar a água tratada até os data centers, além de lidar com diferentes regras e processos de licenciamento em cada região.

No caso de Quincy, por exemplo, o projeto custou cerca de US$ 31 milhões e levou mais de uma década entre o planejamento e o início da operação. A distância entre os data centers e a estrutura de tratamento também pode aumentar os custos de conexão.

A própria EPA reconhece essas dificuldades e vem trabalhando para ampliar o uso de água de reúso. A agência incluiu, em seu plano de ação para 2026, medidas para ajudar estados e comunidades a aumentar a utilização de água reciclada no resfriamento de data centers e reduzir obstáculos regulatórios.

Assim, o “xixi” da campanha é apenas uma forma divertida de chamar atenção para uma questão séria: a água de reúso já pode ajudar a reduzir o impacto dos data centers, mas sua expansão depende de infraestrutura, investimento e regras que permitam levar essa solução a mais lugares.

O post Xixi pode ajudar a resfriar data centers? A resposta é mais curiosa do que parece apareceu primeiro em Olhar Digital.

Xixi pode ajudar a resfriar data centers? A resposta é mais curiosa do que parece Read More »

inteligencia artificial receita scaled e1733838349992 1024x577 2

Centros de dados orbitais criam oportunidade bilionária para o mercado de seguros

SpaceX e Blue Origin avançam com projetos para levar centros de processamento de dados à órbita terrestre, enquanto seguradoras avaliam como cobrir uma infraestrutura que ainda não possui histórico suficiente para permitir cálculos confiáveis de risco.

As iniciativas, apresentadas em 2026, envolvem constelações de milhares de satélites destinadas a concentrar capacidade computacional fora da Terra. Google também pesquisa uma arquitetura semelhante, e a startup Starcloud já colocou em órbita um processador gráfico da Nvidia.

A possível transferência de parte da infraestrutura de inteligência artificial para o espaço abre uma nova frente para o mercado segurador, mas também impõe desafios relacionados a capacidade financeira, regulamentação, precificação e riscos técnicos que podem exigir lançamentos adicionais para reparos ou substituições.

Uma nova classe de risco para as seguradoras

(Imagem: TSViPhoto/Shutterstock)

A proposta mais ambiciosa parte da SpaceX. Em janeiro, a empresa apresentou à Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos um pedido relacionado a uma constelação que pode chegar a 1 milhão de satélites. A ideia é utilizar essa estrutura para formar um centro orbital voltado à computação de inteligência artificial.

Elon Musk sustenta que a combinação entre energia solar disponível no espaço, redução dos custos de lançamento e aumento das despesas para ampliar a oferta de energia em instalações terrestres pode tornar esse modelo economicamente competitivo. Na avaliação apresentada por ele, essa mudança poderia ocorrer em um horizonte de dois a três anos.

A Blue Origin, empresa espacial de Jeff Bezos, segue uma trajetória semelhante, embora com prazo considerado mais longo. Em março, a companhia apresentou planos para 51.600 satélites destinados a centros de dados em baixa órbita terrestre. Bezos classificou a ideia como viável, mas considerou o prazo de dois a três anos excessivamente otimista.

O movimento não se limita às duas empresas. O Google pesquisa o chamado Project Suncatcher, uma rede interligada de satélites abastecidos por energia solar e equipados com seus chips de inteligência artificial. Enquanto isso, a Starcloud já realizou uma demonstração prática ao enviar para o espaço uma unidade Nvidia H100.

Se esses projetos alcançarem a escala prevista, o valor dos equipamentos instalados fora da Terra poderá atingir centenas de bilhões de dólares. É justamente nesse cenário que surge uma oportunidade potencial para as seguradoras, que teriam diante de si uma nova categoria de ativos de grande valor.

Patton Kline, responsável pela área de aviação e espaço da Marsh nos Estados Unidos, considera que o setor segurador precisa acompanhar essa transformação. A análise apresentada por ele é que empresas concentradas apenas na cobertura de ativos terrestres podem perder uma oportunidade de expansão caso a computação orbital se consolide.

Atualmente, cerca de 30 seguradoras no mundo têm especialização em coberturas espaciais, de acordo com Kline. O mercado movimenta entre US$ 500 milhões e US$ 750 milhões em prêmios anuais, valor que seria pequeno diante da escala necessária para proteger uma eventual infraestrutura orbital avaliada em centenas de bilhões de dólares.

A expansão também poderia apresentar uma característica atraente para o setor: os riscos associados aos ativos espaciais não estariam diretamente ligados a eventos que tradicionalmente afetam instalações em terra, como furacões e terremotos. Ainda assim, ampliar a capacidade de cobertura para uma infraestrutura dessa natureza não seria uma tarefa simples.

O problema de calcular o risco

Página da SpaceX no Twitter aberta em celular rodeado de notas de dólar numa mesa
SpaceX – Imagem: FellowNeko/Shutterstock

Andreas Berger, presidente-executivo do grupo de resseguros Swiss Re, aponta que a computação orbital reúne duas áreas que já apresentam forte expansão, a infraestrutura de inteligência artificial e o setor espacial comercial. A combinação, porém, cria lacunas que dificultam a construção de produtos de seguros sustentáveis.

Entre os obstáculos estão a ausência de referências suficientes para medir a frequência e o impacto de determinados eventos, além de dúvidas sobre regulamentação e disponibilidade de capital para absorver perdas de grande magnitude. Para as seguradoras, a dificuldade central está em estabelecer preços sem dispor de modelos suficientemente confiáveis.

Os problemas técnicos ampliam essa incerteza. Equipamentos em órbita estariam sujeitos a falhas durante o lançamento, radiação, defeitos de hardware, dificuldades para controlar o calor e colisões provocadas pelo aumento de detritos espaciais.

Há ainda uma diferença fundamental em relação aos centros de dados terrestres. Uma falha em um equipamento instalado no espaço não poderia ser resolvida simplesmente com a chegada de uma equipe de manutenção. Dependendo do problema, seria necessário organizar um novo lançamento para reparar ou substituir o componente afetado.

O setor segurador, portanto, enfrenta uma situação ambígua. De um lado, a expansão dos centros de dados orbitais pode criar um mercado multibilionário de cobertura. De outro, a falta de regulamentação consolidada, de capital suficiente e de modelos capazes de dimensionar os riscos torna incerta a velocidade com que esse mercado poderá amadurecer.

Para os projetos de computação orbital avançarem, não basta colocar os equipamentos em órbita. Será necessário também estabelecer condições para que investidores, empresas espaciais e seguradoras consigam estimar perdas, definir preços e determinar quem assumirá os riscos de uma infraestrutura ainda sem precedente em escala comercial.

O post Centros de dados orbitais criam oportunidade bilionária para o mercado de seguros apareceu primeiro em Olhar Digital.

Centros de dados orbitais criam oportunidade bilionária para o mercado de seguros Read More »

calor 1024x585

Data center de IA ameaça desregular clima na Amazônia

O primeiro data center de inteligência artificial da Amazônia, em Belém, no Pará, se tornou alvo de um inquérito do Ministério Público do Estado do Pará. A investigação apura o risco de formação de “ilhas de calor” e a ausência de consultas públicas com comunidades ribeirinhas e moradores de bairros vizinhos ao empreendimento.

O projeto, batizado de BEL1, tem investimento previsto de R$ 250 milhões e previsão de início de operações em 2027. A capacidade inicial é de 7,5 megawatts, potência suficiente para abastecer mais de 22,5 mil residências.

Falta de regras claras

  • Segundo o Ministério Público do Estado do Pará, o Brasil não conta com regulamentação ambiental específica para esse tipo de instalação.
  • O órgão ainda destaca que as secretarias do estado do Pará e do município de Belém afirmaram não ter recebido pedidos de licenciamento ambiental relacionados ao empreendimento.
  • Além disso, comunidades ribeirinhas e moradores dos bairros próximos ao BEL1 não foram ouvidos sobre os possíveis impactos da instalação antes do início do projeto.
  • Por fim, não foram realizadas consultas públicas, o que compõe parte do fundamento para a abertura do inquérito.
  • As informações são do G1.

Projeto pode criar “ilhas de calor” na região amazônica

Risco de elevação de temperatura

Um estudo da Universidade de Cambridge indica que data centers podem elevar a temperatura média da superfície terrestre em 2°C, com picos de até 9,1°C. É esse cenário que embasa a preocupação do Ministério Público do Estado do Pará.

Estruturas de data center dissipam energia na forma de calor, o que pode elevar a temperatura externa em uma área que frequentemente já atinge sensações térmicas de 34ºC ou mais, gerando as chamadas “ilhas de calor” na região amazônica.

A Elea Data Centers, responsável pelo projeto, afirma que usará sistemas de ar-condicionado para resfriar os equipamentos, em vez de água. A empresa ainda explica que estudos de impacto térmico mais profundos só seriam realizados para a fase de 100 MW, que ainda não tem data para sair do papel.

O post Data center de IA ameaça desregular clima na Amazônia apareceu primeiro em Olhar Digital.

Data center de IA ameaça desregular clima na Amazônia Read More »

ia computacao 1024x597

Tecnologia óptica atrai US$ 700 milhões para aprimorar data centers de IA

A Lumilens, startup americana de interconexões ópticas para data centers, levantou mais de US$ 700 milhões em uma nova rodada de investimentos avaliada em US$ 5,5 bilhões. A empresa de San Jose, na Califórnia, busca substituir parte das conexões elétricas usadas entre servidores por sistemas baseados em luz. A informação é exclusiva do The Wall Street Journal.

O aporte foi liderado por Atreides Management, Bain Capital Ventures, Meritech, Seligman Ventures e Spark Capital, segundo a companhia. Fundada há dois anos, a empresa já acumulou mais de US$ 900 milhões em captações desde sua criação e começou a enviar seus equipamentos para um grande provedor de nuvem, cujo nome não foi divulgado.

A iniciativa ocorre em meio ao aumento da demanda por capacidade computacional para inteligência artificial. Com mais chips avançados concentrados em centros de dados, a transferência rápida de informações entre processadores passou a ser um dos principais desafios da infraestrutura.

A corrida pela infraestrutura da inteligência artificial

Data center de IA – Imagem: FOTOGRIN/Shutterstock

O crescimento dos sistemas de inteligência artificial aumentou a pressão sobre os data centers, que precisam conectar grandes quantidades de processadores com maior velocidade. Atualmente, muitas dessas ligações utilizam cabos de cobre, uma solução conhecida pelo baixo custo e pela confiabilidade, mas que apresenta limitações quando a quantidade de dados cresce e as distâncias aumentam.

A Lumilens faz parte de um grupo de empresas que tenta resolver esse gargalo com tecnologia fotônica. A proposta é substituir sinais elétricos por transmissões feitas com luz, utilizando conexões ópticas capazes de transportar informações por fibras.

Outras companhias também exploram esse mercado. A Lightmatter, criada em 2017, já recebeu US$ 850 milhões em investimentos e tinha avaliação de US$ 4,4 bilhões em 2024. A Celestial AI, fundada em 2020, desenvolvia uma abordagem semelhante antes de ser comprada pela Marvell em fevereiro por US$ 3,25 bilhões.

Custo ainda é principal barreira

Chips conectados a laser em vez de cabeados: Parece ficção científica, mas tem como objetivo revolucionar data centers
O cobre enfrenta limitações físicas severas que impedem o aumento da banda larga – Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital)

Apesar do potencial técnico, a adoção da tecnologia óptica enfrenta uma dificuldade econômica. O equipamento necessário custa várias vezes mais do que alternativas baseadas em cobre, segundo Ankur Singla, presidente-executivo da Lumilens.

O executivo afirmou que a estratégia da empresa é aproximar os custos dos dois modelos para tornar a substituição mais viável. Além do desenvolvimento dos componentes, a startup também concentra esforços na fabricação dos produtos.

Singla também declarou que pretende manter a produção fora da China. A decisão ganhou relevância após uma reportagem da Reuters informar que o governo Trump planejava restringir a entrada de determinados componentes de data centers chineses, incluindo equipamentos ópticos.

Produtos miram diferentes conexões

A Lumilens desenvolve duas categorias principais de soluções. Uma delas é voltada para a comunicação entre diferentes racks dentro de um mesmo data center, processo conhecido como “scale out”. A outra busca conectar chips dentro de um único rack, em uma arquitetura chamada “scale up”.

O primeiro produto comercial da companhia é um transceptor óptico, dispositivo que transforma sinais elétricos em luz para permitir a transmissão de dados por cabos de fibra óptica. O equipamento já está sendo enviado para um provedor de nuvem de grande porte, que utiliza a tecnologia junto com seus próprios chips de inteligência artificial.

A expectativa da empresa é aproveitar o avanço da inteligência artificial para acelerar uma mudança que a indústria de data centers espera há anos. A tecnologia óptica já era considerada uma alternativa ao cobre, mas seu preço elevado havia limitado sua adoção em larga escala.

O post Tecnologia óptica atrai US$ 700 milhões para aprimorar data centers de IA apareceu primeiro em Olhar Digital.

Tecnologia óptica atrai US$ 700 milhões para aprimorar data centers de IA Read More »

inteligencia artificial receita scaled e1733838349992 1024x577

Big Techs acumulam R$ 5,6 trilhões em contratos para a corrida da IA

Microsoft, Meta, Amazon, Alphabet e Oracle assumiram compromissos futuros de aproximadamente US$ 1,09 trilhão, cerca de R$ 5,6 trilhões, para ampliar estruturas destinadas ao desenvolvimento da inteligência artificial.

Os acordos envolvem principalmente a contratação de capacidade em data centers, instalações responsáveis pelo processamento e armazenamento de dados para serviços digitais. Os valores ainda não aparecem integralmente como dívidas nos balanços das empresas porque os centros contratados ainda não estão disponíveis para uso.

O movimento revela a dimensão da aposta das maiores companhias de tecnologia do mundo na expansão da IA, mas também expõe um possível risco: caso a procura por esses serviços não acompanhe o ritmo esperado, as empresas podem ficar obrigadas a manter contratos de longo prazo com custos elevados.

Contratos bilionários ampliam infraestrutura, mas criam novos desafios financeiros

(Imagem: TSViPhoto/Shutterstock)

Os compromissos assumidos pelas cinco empresas representam uma parcela expressiva dos investimentos previstos para sustentar o crescimento da inteligência artificial. De acordo com dados divulgados pela Reuters a partir de documentos corporativos, o montante futuro é quase quatro vezes superior aos cerca de US$ 285 bilhões em contratos de aluguel que já aparecem registrados nas demonstrações financeiras das companhias.

A diferença entre os valores contratados e as dívidas reconhecidas oficialmente está relacionada às regras contábeis. Enquanto uma estrutura ainda não está pronta ou disponível para utilização, a obrigação costuma ser apresentada apenas nas notas explicativas dos balanços, sem ser contabilizada como dívida naquele momento.

O cenário não significa que todo o valor de US$ 1,09 trilhão possa ser acrescentado diretamente ao endividamento das empresas. Os contratos representam pagamentos distribuídos ao longo de vários anos, enquanto a dívida registrada considera critérios financeiros que calculam o valor equivalente dessas obrigações no presente.

A Oracle aparece como a companhia com maior exposição proporcional entre as analisadas. A empresa declarou US$ 260 bilhões em contratos futuros relacionados principalmente a data centers que devem entrar em operação entre os anos fiscais de 2027 e 2029, com acordos previstos para durar de 15 a 19 anos.

Logos de apps das big techs em um smartphone
Imagem: PJ McDonnell/Shutterstock

A companhia informou existir a possibilidade de incompatibilidade entre os contratos firmados para construir ou utilizar esses centros de processamento e os acordos mantidos com seus próprios clientes. Caso parte da demanda esperada não se confirme, a Oracle poderá continuar responsável pelos custos dessas estruturas.

Segundo cálculos apresentados pela Reuters, a dívida da Oracle correspondia a aproximadamente 4,4 vezes o Ebitda ao final de maio. Considerando também os contratos de aluguel já reconhecidos no balanço, essa relação subiria para cerca de 5,7 vezes.

A avaliação da agência S&P Global Ratings também considera os compromissos futuros da companhia. A instituição afirmou que incorporou os US$ 260 bilhões em contratos da Oracle em sua análise de dívida e projeta que o indicador permaneça próximo de 4,4 vezes o Ebitda no ano fiscal de 2027.

Entre as demais empresas, a Microsoft aparece com o maior volume absoluto de contratos futuros, somando US$ 329 bilhões, enquanto possui US$ 88,5 bilhões registrados em seu balanço.

A Meta informou compromissos de US$ 279 bilhões ainda não iniciados e acrescentou novos acordos de US$ 68 bilhões em julho para ampliar sua rede de data centers. Com isso, o conjunto conhecido de compromissos das cinco empresas chegou a aproximadamente US$ 1,16 trilhão.

A Alphabet declarou contratos futuros de US$ 85,2 bilhões, enquanto a Amazon informou US$ 137,2 bilhões. No caso da empresa de comércio eletrônico e computação em nuvem, o valor inclui não apenas instalações de processamento de dados, mas também outros contratos relacionados a imóveis, aeronaves, escritórios e veículos.

O post Big Techs acumulam R$ 5,6 trilhões em contratos para a corrida da IA apareceu primeiro em Olhar Digital.

Big Techs acumulam R$ 5,6 trilhões em contratos para a corrida da IA Read More »

destaque data center de ia 1024x576

EUA apertam o cerco à China e miram infraestrutura da inteligência artificial

O governo do presidente Donald Trump elabora uma medida para impedir a entrada nos Estados Unidos de novos modelos de componentes chineses utilizados em data centers. A proposta, conduzida pela Comissão Federal de Comunicações (FCC), pretende reforçar a proteção da infraestrutura que sustenta o desenvolvimento e a operação de sistemas de inteligência artificial.

A iniciativa foi revelada exclusivamente pela Reuters nesta terça-feira (4) e, caso avance, poderá ser publicada ainda em 2026. O plano prevê restrições à importação de transceptores ópticos produzidos por empresas chinesas, dispositivos responsáveis pela transmissão de dados por cabos de fibra óptica em alta velocidade dentro dos centros de processamento.

Segundo pessoas familiarizadas com o assunto, a intenção é reduzir riscos relacionados à segurança nacional, evitando que equipamentos considerados sensíveis sejam incorporados à cadeia tecnológica dos Estados Unidos antes que se tornem parte essencial da infraestrutura do país.

Medida mira transceptores ópticos utilizados em centros de processamento

Data centers de IA – Imagem: Junayed graphics/Shutterstock

A proposta em análise pela FCC concentra-se nos transceptores ópticos, componentes responsáveis por transportar informações por meio de cabos de fibra óptica dentro dos data centers. Esses equipamentos desempenham papel essencial na comunicação entre servidores e na operação das estruturas utilizadas para treinar e executar modelos de inteligência artificial.

Conforme as fontes ouvidas pela Reuters, o governo avalia que esses dispositivos podem representar vulnerabilidades capazes de facilitar o roubo de dados, a instalação de programas maliciosos ou até interrupções em serviços considerados estratégicos.

A reportagem ressalta, contudo, que a restrição ainda não foi oficialmente aprovada. Pessoas próximas às discussões afirmaram que a proposta permanece em elaboração e poderá ser modificada ou até descartada antes de sua publicação.

Para Divyansh Kaushik, especialista em políticas de inteligência artificial da consultoria Beacon Global Strategies, a proteção da cadeia de suprimentos precisa acompanhar a expansão dos data centers. “Os transceptores definitivamente representam um risco. À medida que a expansão dos data centers ganha escala, é preciso garantir desde o início que a cadeia de suprimentos seja segura“, afirmou o especialista à Reuters.

Paralelo com o caso Huawei

Logo da Huawei exibido em estande da empresa durante evento de tecnologia
Huawei – Imagem: THINK A / Shutterstock

A preocupação das autoridades americanas é evitar que se repita uma situação semelhante à enfrentada com equipamentos da Huawei. Integrantes do governo entendem que a presença ampla de produtos da empresa na infraestrutura de telecomunicações tornou o processo de substituição lento, caro e incompleto após a aplicação de sanções pelos Estados Unidos.

Embora a FCC tenha atuação historicamente independente, a Reuters lembra que uma decisão da Suprema Corte Americana, tomada em junho, fortaleceu os poderes do presidente Donald Trump sobre determinados órgãos reguladores ao validar a demissão de uma integrante democrata da Comissão Federal de Comércio.

Empresas podem sentir impactos

Ilustração de notas de dólares voando ao redor de quadrado com AI escrito, sigla em inglês para Inteligência Artificial
(Imagem: TSViPhoto/Shutterstock)

Caso a medida seja implementada, uma das companhias potencialmente mais afetadas será a chinesa Zhongji Innolight, apontada como uma das maiores fornecedoras mundiais de transceptores ópticos. A empresa foi incluída, em junho, na lista do Departamento de Defesa dos Estados Unidos que reúne organizações acusadas de manter vínculos com o setor militar chinês.

Segundo dados citados pela Reuters, a Innolight detém cerca de 27% do mercado global desses equipamentos para data centers e obtém aproximadamente 90% de sua receita fora da China.

Por outro lado, fabricantes americanos como Coherent e Lumentum aparecem entre as empresas que poderiam ser beneficiadas pela mudança regulatória. Ainda assim, um relatório da Foundation for American Innovation indica que essas companhias ainda não possuem capacidade suficiente para substituir integralmente os fornecedores chineses.

A Reuters também destaca que empresas de computação em nuvem, como a Amazon Web Services (AWS), podem enfrentar aumento de custos caso precisem migrar para outros fabricantes.

Restrições seguem estratégia mais ampla

A possível proibição faz parte de uma série de ações adotadas recentemente pela FCC contra equipamentos chineses considerados sensíveis. A agência já anunciou restrições envolvendo drones, roteadores, robôs e inversores, utilizando a chamada “Covered List”, criada pelo Congresso americano para impedir a comercialização futura de produtos classificados como ameaça à segurança nacional.

A reportagem lembra ainda que o Departamento de Comércio chegou a interromper, após uma trégua comercial firmada no ano passado, um conjunto de medidas que também atingiria equipamentos chineses para data centers. Diante desse cenário, a FCC assumiu protagonismo na condução de novas restrições voltadas ao setor.

Em resposta, a Embaixada da China em Washington afirmou que os Estados Unidos deveriam considerar as manifestações da comunidade empresarial dos dois países e deixar de atacar empresas chinesas com acusações e sanções. A representação diplomática acrescentou que Pequim adotará as medidas que considerar necessárias caso seus interesses sofram prejuízos materiais.

O post EUA apertam o cerco à China e miram infraestrutura da inteligência artificial apareceu primeiro em Olhar Digital.

EUA apertam o cerco à China e miram infraestrutura da inteligência artificial Read More »

destaque data center de ia 1024x576 4

AMD lança nova ofensiva para disputar mercado de IA com a Nvidia

A AMD deve apresentar nesta quinta-feira (23), em um centro de convenções de San Francisco, uma nova geração de soluções voltadas à inteligência artificial. A iniciativa faz parte da estratégia da companhia para ampliar sua participação no mercado de chips destinados a data centers, segmento atualmente liderado pela Nvidia.

Entre as novidades esperadas estão a estreia de uma plataforma de racks para servidores e o lançamento oficial de um novo processador para data centers. A empresa também pretende destacar avanços em sua infraestrutura para atender à crescente demanda por aplicações de IA, especialmente aquelas voltadas ao processamento de consultas feitas por usuários a chatbots.

O anúncio ocorre em meio ao aumento da concorrência entre as fabricantes de semicondutores, que buscam oferecer sistemas mais eficientes para executar cargas de trabalho relacionadas à inteligência artificial em larga escala.

AMD aposta em nova infraestrutura para ampliar presença no mercado de IA

Data centers de IA – Imagem: Junayed graphics/Shutterstock

A principal novidade aguardada é a apresentação do Helios, primeiro sistema de racks para servidores desenvolvido pela AMD. O equipamento será posicionado como alternativa às soluções oferecidas pela Nvidia, que também avança na renovação de sua infraestrutura para inteligência artificial.

Além do novo sistema, a fabricante deve oficializar o lançamento do processador Venice, desenvolvido para data centers. A expectativa é fortalecer seu portfólio voltado a ambientes responsáveis pelo processamento de grandes volumes de dados utilizados em aplicações de IA.

A companhia concentra parte de sua estratégia no segmento conhecido como inferência, etapa em que modelos de inteligência artificial processam informações para responder às solicitações feitas pelos usuários em ferramentas como chatbots.

Na véspera do evento principal, centenas de executivos e engenheiros participaram de apresentações técnicas e visitaram a área de exposição montada no Moscone West, em San Francisco. No local, a AMD exibiu o Helios ao lado de estandes de empresas de computação em nuvem que operam infraestrutura baseada em seus equipamentos.

Pessoa segurando, na altura da cabeça, um smartphone na horizontal, no qual é visto o logo da Nvidia
Nvidia – Imagem: Mamun_Sheikh/Shutterstock

Entre essas empresas estavam a Vultr e a TensorWave, ambas responsáveis por data centers que utilizam hardware da fabricante.

A movimentação acontece poucos dias após a Nvidia divulgar novos detalhes técnicos sobre o processador Vera. A empresa afirmou que o componente, quando utilizado em conjunto com a GPU Rubin, foi projetado para maximizar a quantidade de trabalho executada por agentes de inteligência artificial com um mesmo consumo de energia.

Na quarta-feira (22), a AMD também anunciou um acordo para fornecer até dois gigawatts de chips Instinct MI450 à Anthropic a partir do primeiro semestre de 2027. O entendimento ainda prevê um investimento que pode chegar a US$ 5 bilhões na desenvolvedora do Claude.

A empresa já havia firmado, em outubro, um acordo plurianual com a OpenAI. Segundo as informações divulgadas, a parceria poderá gerar dezenas de bilhões de dólares em receita anual para a fabricante, além de conceder à criadora do ChatGPT a opção de adquirir aproximadamente 10% de participação na companhia.

O post AMD lança nova ofensiva para disputar mercado de IA com a Nvidia apareceu primeiro em Olhar Digital.

AMD lança nova ofensiva para disputar mercado de IA com a Nvidia Read More »

xai musk 1024x683

A usina secreta de Musk para IA que virou alvo de polêmica

A xAI, empresa de inteligência artificial de Elon Musk, instalou 59 turbinas a gás para alimentar o data center Colossus 2, nos Estados Unidos, sem as licenças federais apontadas pela Reuters como necessárias. O caso colocou em discussão os impactos ambientais da corrida por infraestrutura para IA.

Os equipamentos ficam principalmente em Southaven, no Mississippi, perto da fronteira com o Tennessee, onde está o data center usado para operar sistemas como o chatbot Grok.

O projeto da xAI colocou em discussão o equilíbrio entre avanço tecnológico e proteção ambiental. – Imagem: Ascannio/Shutterstock

Projeto de energia própria da xAI chama atenção de reguladores

A análise da Reuters indica que a xAI instalou 59 turbinas movidas a gás natural para fornecer energia ao Colossus 2. O número é mais que o dobro das 27 unidades que a empresa havia informado anteriormente operar sem licença.

A reportagem teve acesso a documentos públicos, dados governamentais e comunicações entre representantes da companhia e órgãos ambientais. Os registros mostram que a maior parte das turbinas está em Southaven, enquanto a instalação de inteligência artificial fica em Memphis.

O modelo adotado pela xAI acompanha uma tendência do setor: empresas de tecnologia buscam geração própria de energia para atender ao consumo crescente dos grandes centros de dados usados no treinamento e funcionamento de sistemas de IA.

Após analisar os dados, o analista Ben King, do instituto Rhodium Group, afirmou: “Isso parece ser um nível sem precedentes de gás instalado atrás do medidor em um único local”.

mapa mostrando a cidade de Southaven, no Mississippi
Comunidades próximas ao empreendimento questionam possíveis impactos da geração de energia para a IA. – Imagem: SevenMaps/Shutterstock

Comunidades próximas relatam preocupação com poluição

A instalação também virou alvo de uma disputa judicial. A NAACP e o Southern Environmental Law Center entraram com uma ação contra a xAI, argumentando que as turbinas deveriam seguir regras do Clean Air Act, principal legislação ambiental dos Estados Unidos sobre qualidade do ar.

Entre os pontos levantados estão:

  • Possíveis emissões acima dos limites que exigiriam autorização federal.
  • Impactos em bairros historicamente negros próximos ao projeto.
  • Falta de avaliações ambientais mais amplas antes da operação.
  • Debate sobre os efeitos da expansão da IA em comunidades locais.

O Departamento de Qualidade Ambiental do Mississippi afirmou que turbinas temporárias ou móveis não precisam de licença, enquanto a EPA informou avaliar possíveis mudanças regulatórias para esses equipamentos.

Data center com servidores e representação gráfica de inteligência artificial
A corrida por mais poder computacional da IA também aumenta a demanda por novas estruturas de energia. – Imagem: FOTOGRIN/Shutterstock

Emissões estimadas aumentam debate ambiental

Segundo os cálculos da Reuters, apenas 30 das 59 turbinas poderiam liberar anualmente cerca de 2,5 mil toneladas curtas de óxidos de nitrogênio, 4 mil toneladas de monóxido de carbono e 22 toneladas de formaldeído.

Moradores dizem que o impacto já faz parte da rotina. Em Colonial Hills, no Mississippi, residentes relatam que o som das turbinas é constante e se parece com o de motores de avião.

“Essa é uma quantidade enorme de turbinas e uma quantidade inimaginável de poluição do ar”, disse Shannon Samsa, moradora de Southaven.

A análise também apontou que regiões próximas ao empreendimento têm maior presença de moradores negros e índices de doenças respiratórias acima das médias locais.

O caso da xAI evidencia um desafio crescente para o setor de tecnologia: ampliar a capacidade energética necessária para a inteligência artificial sem ignorar os impactos ambientais e sociais gerados por essa expansão.

O post A usina secreta de Musk para IA que virou alvo de polêmica apareceu primeiro em Olhar Digital.

A usina secreta de Musk para IA que virou alvo de polêmica Read More »

destaque data center de ia 1024x576 2

Data centers de IA escondem consumo gigante de água

Data centers usados para inteligência artificial estão consumindo muito mais água do que as big techs costumam divulgar, segundo reportagem do The Wall Street Journal.

O ponto central não está só no resfriamento dos servidores, mas também na água usada para gerar a energia que mantém toda essa estrutura funcionando.

Resfriamento de servidores e geração de energia explicam por que a IA pressiona recursos hídricos em escala global. – Imagem: Junayed graphics/Shutterstock

O avanço da IA e o consumo que não aparece

A expansão acelerada da inteligência artificial levou empresas como Microsoft, Google e Amazon a ampliar sua infraestrutura de data centers em ritmo global. O que chama atenção, segundo a reportagem, é que parte relevante do impacto ambiental fica fora dos relatórios oficiais.

Esses documentos costumam registrar apenas a água usada diretamente nos centros de dados. Mas existe um segundo nível de consumo, ligado às usinas de energia que alimentam essas operações. Em alguns casos, ele pode superar o uso direto com folga.

Estudos nos Estados Unidos indicam que esse consumo indireto pode chegar a ser até 12 vezes maior do que o declarado, dependendo da matriz energética utilizada.

Logos das bigtechs em um smartphone
Google, Microsoft e Amazon ampliam data centers enquanto cresce o alerta sobre uso de água na infraestrutura digital. – Imagem: gguy/Shutterstock

Energia, água e um efeito em cadeia

O impacto varia bastante conforme a fonte de energia. Usinas a carvão e nucleares exigem grandes volumes de água para resfriamento. Já o gás natural reduz esse uso, enquanto solar e eólica praticamente não dependem de água.

Um estudo citado pela reportagem aponta que, no caso do Google, o consumo indireto pode ser cerca de três vezes maior do que o direto.

  • Resfriamento dos servidores representa o consumo mais visível
  • Geração de energia pode ampliar o impacto total de forma significativa
  • Combustíveis fósseis elevam a demanda por água
  • Fontes renováveis reduzem quase totalmente esse consumo
  • Parte relevante do impacto não entra nos relatórios corporativos

O problema da transparência limitada

Hoje, não existe exigência legal para que empresas divulguem todo o consumo de água ligado à IA. Isso abre margem para críticas de especialistas e autoridades ambientais, que apontam subnotificação frequente.

A Meta, por exemplo, já reconheceu que seu consumo indireto pode ser mais de 20 vezes maior do que o direto. Ainda assim, a maior parte das empresas continua focando apenas no uso interno dos data centers.

imagem mostra o balançar lento das águas de um oceano profundo
Fontes fósseis elevam o consumo de água, enquanto energia solar e eólica reduzem drasticamente esse impacto ambiental. – Imagem: Matt Hardy/Unsplash)

Soluções começam a ganhar espaço

Para reduzir o impacto, empresas têm apostado em sistemas de resfriamento em circuito fechado, que reaproveitam a água em vez de descartá-la continuamente.

Leia mais:

A Nvidia afirma que essa tecnologia pode praticamente eliminar o consumo direto de água em novas instalações. A Microsoft também planeja adotar soluções semelhantes nos próximos anos.

Mesmo com essas iniciativas, boa parte da infraestrutura atual ainda depende de sistemas evaporativos, que consomem mais água, apesar de eficientes em energia.

No fim, o crescimento da inteligência artificial reforça um dilema direto: quanto mais poder computacional, maior a pressão sobre recursos naturais já limitados.

O post Data centers de IA escondem consumo gigante de água apareceu primeiro em Olhar Digital.

Data centers de IA escondem consumo gigante de água Read More »

destaque data center de ia 1024x576 1

Microsoft anuncia usina de gás para abastecer data centers de IA no Texas

A Microsoft e a Chevron anunciaram nesta segunda-feira (22) um plano conjunto para erguer uma usina de gás natural de grande porte no oeste do Texas, nos Estados Unidos. O objetivo é fornecer energia dedicada a data centers de inteligência artificial e serviços de nuvem da empresa de tecnologia.

O projeto prevê capacidade de 2,67 gigawatts e será sustentado por um contrato de compra de energia com duração de 20 anos. A geração ficará a cargo de turbinas da GE Vernova e de equipamentos da subsidiária Solar Turbines, vinculada à Caterpillar, garantindo fornecimento contínuo para a operação dos data centers.

Batizado de Project Kilby, o empreendimento surge em meio à pressão sobre metas ambientais da Microsoft, que prevê zerar suas emissões líquidas até 2030. Segundo estimativas citadas no planejamento, a operação pode gerar milhões de toneladas de dióxido de carbono e outros poluentes, o que intensifica o debate sobre o impacto ambiental da expansão da infraestrutura de IA.

Estrutura e operação do projeto energético

Data center de inteligência artificial (IA) – Imagem: Junayed graphics/Shutterstock

O projeto foi descrito pelas empresas como um dos maiores empreendimentos integrados entre geração de energia fóssil e infraestrutura de data centers nos Estados Unidos. A proposta consiste em instalar uma unidade de geração a gás diretamente vinculada ao consumo de energia dos centros de processamento da Microsoft.

De acordo com informações divulgadas, a planta terá escala suficiente para alimentar operações de computação em nuvem e inteligência artificial de alta demanda energética. O modelo prevê um fornecimento exclusivo de eletricidade ao longo de duas décadas, reforçando a dependência de infraestrutura energética dedicada.

Dizeres "CO₂" em uma nuvem
Imagem: New Africa/Shutterstock

A iniciativa também envolve tecnologia de turbinas de grande porte fornecidas pela GE Vernova, enquanto sistemas complementares de geração serão operados pela Solar Turbines, ligada à Caterpillar. A combinação busca garantir estabilidade energética para cargas contínuas e intensivas.

Apesar da dimensão do projeto, ele ocorre em um contexto de questionamento ambiental. Estimativas apontam potencial de emissão superior a 13 milhões de toneladas de dióxido de carbono, além de poluentes atmosféricos e substâncias classificadas como perigosas. Esses números contrariam compromissos climáticos assumidos pela Microsoft para a próxima década.

O post Microsoft anuncia usina de gás para abastecer data centers de IA no Texas apareceu primeiro em Olhar Digital.

Microsoft anuncia usina de gás para abastecer data centers de IA no Texas Read More »