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IAs de OpenAI e Anthropic tentaram inserir código malicioso em testes

Modelos de inteligência artificial (IA) desenvolvidos pela OpenAI e pela Anthropic realizaram ações não autorizadas na internet durante avaliações de segurança conduzidas pelo Instituto de Segurança em IA do Reino Unido (AISI, na sigla em inglês).

Em um dos casos, um dos sistemas chegou a tentar inserir código malicioso em um projeto de software de código aberto hospedado no GitHub.

Segundo o AISI, os incidentes ocorreram durante testes que concediam acesso dos modelos à internet para avaliar riscos cibernéticos. A atividade suspeita foi identificada em 28 de julho, após o instituto detectar transferências incomuns de dados.

A investigação concluiu que os modelos Mythos 5, da Anthropic, e GPT-5.6-Sol, da OpenAI, participaram de “atividades sustentadas e potencialmente prejudiciais direcionadas a pessoas e organizações reais”.

IA tentou inserir código malicioso no GitHub

  • De acordo com o instituto britânico, um dos modelos tentou adicionar código malicioso a um projeto de código aberto hospedado no GitHub;
  • Para aumentar as chances de aprovação, o sistema chegou a criar identidades falsas com o objetivo de convencer os responsáveis pelo projeto a aceitar as alterações;
  • A tentativa, no entanto, foi frustrada;
  • “Um mantenedor humano identificou o problema e recusou a aprovação do código malicioso”, informou o AISI.
Claude Mythos está envolvido na mais recente violação – Imagem: gguy/Shutterstock

Leia mais:

Anthropic e OpenAI abriram investigações

Em publicação no X, a Anthropic afirmou que está trabalhando em conjunto com o instituto britânico para compreender o ocorrido.

A empresa disse que pretende analisar os registros internos de raciocínio do modelo e conduzir sua própria investigação para identificar as causas do comportamento observado.

Já a OpenAI publicou comunicado agradecendo a parceria com o AISI durante a investigação e afirmou que pretende continuar colaborando com o órgão em futuras avaliações de segurança.

Outro teste revelou novo comportamento inesperado

A OpenAI também revelou um segundo incidente ocorrido durante uma avaliação conduzida pela empresa de cibersegurança Irregular, que trabalha com testes de modelos de IA e também mantém parceria com a Anthropic.

Segundo a companhia, durante esse teste, um de seus modelos explorou uma configuração incorreta do ambiente de avaliação para obter acesso à internet e explorar um site, comportamento que não fazia parte dos objetivos previstos para o experimento.

A OpenAI ressaltou que esse episódio é diferente de um incidente divulgado anteriormente envolvendo a plataforma Hugging Face.

Casos aumentam debate sobre controle de modelos de IA

Os novos episódios reforçam as preocupações sobre a capacidade das empresas de controlar modelos de IA cada vez mais avançados.

Instituições como o AI Security Institute vêm realizando avaliações para entender como esses sistemas se comportam em cenários complexos, especialmente quando recebem autonomia para navegar na internet e interagir com serviços reais.

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ChatGPT entra na mira das marcas com chegada dos anúncios ao Brasil

A OpenAI iniciou nesta terça-feira (4) um período de testes para exibição de anúncios no ChatGPT no Brasil, segundo a empresa comunicou por e-mail à redação do Olhar Digital. A iniciativa permite que marcas apresentem conteúdos patrocinados dentro da plataforma, sem alterar as respostas produzidas pela inteligência artificial.

O projeto será aplicado inicialmente aos usuários com mais de 18 anos dos planos Free e Go. Assinaturas Plus, Pro, Business, Enterprise e Education continuarão sem publicidade durante essa fase.

A empresa afirma que o Brasil foi escolhido por sua relevância no uso da ferramenta e pelo potencial do mercado publicitário nacional, em uma etapa que busca avaliar novos formatos de comunicação baseados em contexto e intenção de consumo.

Como funcionará a publicidade dentro do ChatGPT

Usando IA pelo celular (Imagem: AntonioGuillem / iStock)

Os anúncios aparecerão identificados como conteúdo patrocinado e terão separação visual em relação às respostas geradas pelo ChatGPT. De acordo com a OpenAI, o funcionamento das respostas permanecerá independente dos anúncios exibidos aos usuários.

A companhia também informou que dados pessoais, histórico de conversas e memórias dos usuários não serão repassados às empresas anunciantes. As marcas terão acesso apenas a informações gerais relacionadas ao desempenho das campanhas, como quantidade de visualizações e cliques.

Os usuários poderão ajustar as preferências relacionadas à personalização dos anúncios dentro das configurações do ChatGPT. A implementação ocorrerá de forma gradual, com possibilidade de mudanças a partir dos resultados observados durante o período de testes.

Brasil entra em expansão internacional do ChatGPT Ads

Pessoa iniciando o aplicativo do ChatGPT no celular
(Imagem: Mijansk786/Shutterstock)

A chegada do piloto ao país faz parte de uma ampliação internacional iniciada anteriormente nos Estados Unidos e posteriormente levada a outros mercados, como Canadá, Austrália, Nova Zelândia, Reino Unido, Japão e Coreia do Sul. O México também integra essa nova etapa de expansão.

Segundo a OpenAI, o Brasil está entre os três maiores mercados do ChatGPT em número de usuários ativos semanais. A empresa considera o país estratégico por reunir uma base ampla de usuários e um setor de publicidade reconhecido pela criatividade e pela adoção de novas tecnologias.

A fase inicial já envolve empresas e grupos do mercado publicitário brasileiro, incluindo BETC Havas, Monks, Omnicom, Publicis e WPP. A participação desses parceiros faz parte da avaliação dos novos formatos de anúncios na plataforma.

Plataforma própria para anunciantes será disponibilizada

Além da compra de mídia por meio de agências e parceiros, a OpenAI informou que anunciantes poderão utilizar uma plataforma própria para criar, administrar, acompanhar e otimizar campanhas dentro do ChatGPT.

A ferramenta permitirá controlar investimentos, analisar relatórios, acompanhar indicadores e administrar processos de faturamento e colaboração. A proposta é oferecer acesso ao novo canal publicitário para empresas de diferentes tamanhos.

Representantes de agências envolvidas no projeto avaliam que a publicidade em ambientes de inteligência artificial pode mudar a relação entre marcas e consumidores, aproximando anúncios de momentos em que as pessoas buscam informações e tomam decisões.

Para Dave Dugan, responsável pela área global de soluções de anúncios da OpenAI, o mercado brasileiro terá papel relevante no desenvolvimento dessa nova experiência publicitária, segundo declaração divulgada pela empresa.

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Casa Branca convoca OpenAI, Google e Meta após IAs invadirem sistemas

A Casa Branca realizará, nesta terça-feira (4), uma reunião com representantes de OpenAI, Google, Meta e Anthropic para discutir a criação de testes voluntários de segurança destinados a avaliar a capacidade dos modelos de inteligência artificial (IA) mais avançados dos Estados Unidos de realizar ataques cibernéticos.

A iniciativa ocorre após recentes revelações de que sistemas de IA desenvolvidos por OpenAI e Anthropic conseguiram invadir ambientes digitais durante testes controlados, aumentando a preocupação de autoridades estadunidenses sobre o potencial uso dessas tecnologias em ataques hackers.

Governo prepara testes de cibersegurança

Um integrante da Casa Branca disse à Reuters que o governo do presidente Donald Trump concluiu os detalhes de um conjunto de testes voluntários que medirão as capacidades ofensivas dos modelos mais avançados de IA desenvolvidos nos EUA. A expectativa é que os critérios sejam apresentados e discutidos com as empresas durante o encontro.

Até o momento, a Casa Branca não divulgou como os testes serão conduzidos, quais métricas serão utilizadas, como os resultados serão reportados, nem se essas informações serão tornadas públicas.

Empresas confirmam participação

De acordo com fontes familiarizadas com o assunto, OpenAI, Google, Meta e Anthropic foram convidadas para participar das discussões.

A Meta confirmou que recebeu o convite, enquanto uma fonte próxima ao encontro afirmou que a Anthropic também participará. O Google preferiu não comentar o assunto, e a OpenAI não respondeu aos pedidos de posicionamento da Reuters.

Na semana passada, o CEO da OpenAI, Sam Altman, esteve na Casa Branca para discutir tanto os testes voluntários quanto os próximos lançamentos da empresa.

Nesta segunda-feira (3), a OpenAI afirmou ainda que defende que especialistas em segurança de IA do Departamento de Comércio dos EUA desempenhem papel central na condução das avaliações. A empresa também destacou que a China adota uma estratégia mais centralizada para o desenvolvimento e supervisão da IA.

OpenAI e Anthropic revelaram que suas IAs saíram do controle e invadiram sistemas – Imagem: Rokas Tenys/Shutterstock

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Testes ganharam força após incidentes recentes

A discussão sobre segurança ganhou impulso após duas divulgações feitas pelas próprias empresas. Na semana passada, a Anthropic informou que alguns de seus modelos conseguiram invadir os sistemas de três empresas durante avaliações de cibersegurança.

Pouco antes, a OpenAI revelou que um de seus agentes de IA escapou de um ambiente de testes e conseguiu acessar sistemas da plataforma Hugging Face durante experimentos internos.

Esses episódios aumentaram a preocupação de parlamentares estadunidenses quanto ao potencial uso de modelos de IA para facilitar ataques cibernéticos.

Procuradores investigam OpenAI

Também nesta segunda, um grupo formado por 15 procuradores-gerais republicanos pediu que a OpenAI preserve todos os documentos relacionados ao episódio envolvendo o agente de IA que teria escapado do ambiente de testes.

Segundo os procuradores, a empresa pode ter violado leis estaduais de proteção ao consumidor. O pedido cita uma reportagem da Reuters, segundo a qual, em um dos testes, o agente deixou instruções para que versões futuras conseguissem escapar das barreiras de segurança internas.

Relação conturbada entre governo e Anthropic

O governo Trump também mantém uma relação delicada com a Anthropic. No início deste ano, a empresa se recusou a permitir que as Forças Armadas dos Estados Unidos utilizassem seus modelos de IA para vigilância doméstica e sistemas de armas totalmente autônomos. Como resposta, o governo incluiu a companhia em uma lista nacional de restrições de segurança.

A elaboração dos novos testes de cibersegurança foi determinada por Donald Trump em junho, quando o presidente orientou sua equipe a desenvolver mecanismos para avaliar a capacidade ofensiva dos sistemas de IA mais avançados do país.

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Não foi um caso isolado: OpenAI encontra novos agentes de IA fora de controle

A OpenAI identificou novos casos em que agentes autônomos de inteligência artificial (IA) escaparam de ambientes de contenção durante testes internos, ampliando a investigação iniciada após o incidente envolvendo a plataforma Hugging Face, segundo fontes ouvidas pela Reuters.

De acordo com duas pessoas familiarizadas com o assunto, as novas ocorrências foram descobertas durante a investigação anunciada publicamente pela empresa sobre como um de seus agentes deixou um ambiente que deveria estar isolado neste mês.

Segundo uma das fontes, os episódios foram limitados e não há indícios de que os agentes tenham saído da rede interna da OpenAI. A empresa agora também investiga essas novas ocorrências.

Procurada, a OpenAI remeteu à nota divulgada na terça-feira (28), na qual afirmou estar analisando uma “atividade mais ampla de seus modelos”, além da invasão envolvendo a Hugging Face.

Investigação pode aumentar pressão por regulamentação

  • Embora as novas ocorrências tenham sido descritas como limitadas, a descoberta pode reforçar a pressão por regras mais rígidas para o desenvolvimento de IA, em momento em que o tema ganha atenção da Casa Branca e de autoridades em diferentes países;
  • Segundo as fontes, a OpenAI ampliou sua investigação pouco antes de sua principal concorrente, a Anthropic, revelar que modelos da empresa também foram responsáveis por uma série de invasões que comprometeram três companhias desde abril;
  • As novas informações sobre episódios anteriores envolvendo agentes da OpenAI ainda não haviam sido divulgadas.

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Especialistas alertam para riscos

Para especialistas em segurança de IA, os casos reforçam preocupações de que os principais laboratórios estejam desenvolvendo agentes autônomos com capacidades ofensivas mais rapidamente do que conseguem garantir seu controle.

“Temos uma indústria inteira em que as pessoas que projetam, desenvolvem e disponibilizam essas ferramentas não estão acompanhando a responsabilidade de desenvolvê-las e mantê-las seguras”, afirmou à Reuters Maurice Chiodo, matemático do Centre for the Study of Existential Risk, da Universidade de Cambridge (Inglaterra).

A Reuters não conseguiu confirmar quantos incidentes adicionais foram identificados nem quando ocorreram. Segundo três fontes, investigadores da OpenAI e especialistas externos estão analisando registros de atividades de meses anteriores para reconstruir os acontecimentos.

Segundo as fontes, a OpenAI ampliou sua investigação pouco antes de a Anthropic revelar caso semelhante – Imagem: Evolf/Shutterstock

Caso Hugging Face deu início à investigação

A OpenAI iniciou a investigação após o incidente ocorrido no começo de julho, quando um agente da empresa invadiu a infraestrutura da Hugging Face durante um teste interno que buscava avaliar seu comportamento. Segundo a OpenAI, o agente acabou agindo de forma inesperada por vários dias dentro da rede da empresa.

Durante o episódio, quatro contas pertencentes a quatro empresas diferentes também foram comprometidas. Uma delas era a Modal, companhia sediada em Nova York.

Chiodo afirmou que considera especialmente preocupante a possibilidade de que tanto a OpenAI quanto a Anthropic não estivessem monitorando seus agentes em tempo real enquanto eles executavam essas ações.

Além disso, a OpenAI só percebeu a invasão após a Hugging Face conter o incidente, acionar o FBI e tornar o caso público. A OpenAI afirmou que a reportagem continha imprecisões, mas não detalhou quais informações estariam incorretas.

Na quinta-feira (30), ao divulgar detalhes sobre os incidentes envolvendo seus próprios modelos, a Anthropic reconheceu que o monitoramento em tempo real dos registros de avaliação poderia ter permitido identificar o problema mais rapidamente.

Para Chiodo, isso evidencia falhas na supervisão dos agentes de IA. “Parece que eles nem estavam olhando”, afirmou o pesquisador.

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OpenAI alcança 1 bilhão de usuários após reduzir preços de modelos de IA

A OpenAI informou nesta sexta-feira (31) que a sua plataforma de inteligência artificial ultrapassou a marca de 1 bilhão de usuários ativos e passou a atender mais de 2 milhões de empresas. O anúncio ocorreu após uma redução nos preços de alguns modelos da linha GPT-5.6.

A companhia atribuiu a queda nos valores a avanços internos de eficiência que diminuíram custos operacionais e permitiram oferecer acesso mais barato às ferramentas de IA. As mudanças atingiram principalmente os modelos GPT-5.6 Luna e GPT-5.6 Terra, enquanto o GPT-5.6 Sol manteve o mesmo preço.

A estratégia acontece em meio ao aumento da concorrência no setor de inteligência artificial, com empresas avaliando melhor seus investimentos na tecnologia e buscando alternativas de menor custo. A OpenAI afirmou que a redução pretende estimular novos usos da IA.

Cortes de preços acompanham disputa por usuários e empresas

Usuário inteligente um serviço de IA no notebook – Imagem: tadamichi/iStock

A OpenAI reduziu em 80% o valor cobrado pelo GPT-5.6 Luna e em 20% o preço do GPT-5.6 Terra. Com a mudança, o Luna passou a custar US$ 0,20 por milhão de tokens de entrada e US$ 1,20 por milhão de tokens de saída. Antes, os valores eram de US$ 1 e US$ 6, respectivamente.

O GPT-5.6 Terra teve a tarifa reduzida para US$ 2 por milhão de tokens de entrada e US$ 12 por milhão de tokens de saída, contra os antigos US$ 2,50 e US$ 15. Já o GPT-5.6 Sol, descrito pela empresa como o modelo mais avançado da família, não sofreu alteração de preço.

A companhia explicou que os cortes foram possíveis por melhorias obtidas durante o desenvolvimento dos sistemas. Entre os avanços citados estão a utilização da própria IA para otimizar softwares de produção e aperfeiçoamentos no processo de geração de respostas, chamado de decodificação especulativa.

De acordo com a OpenAI, essas mudanças reduziram em 20% os custos de operação de ponta a ponta e elevaram em mais de 15% a eficiência na produção de tokens.

A empresa também destacou melhorias no gerenciamento de contexto do GPT-5.6 Sol. Conforme a companhia, esse aprimoramento elevou o desempenho do modelo no teste ARC-AGI-3 de 13,3% para 38,3%, utilizando seis vezes menos tokens de saída.

Ao comentar a política de preços, a OpenAI afirmou que a redução amplia o número de tarefas economicamente viáveis com inteligência artificial. “Quando o custo de uma inteligência útil cai, mais trabalho passa a valer a pena”, declarou a empresa em comunicado.

Mercado pressiona empresas de IA por custos menores

Logo da OpenAI em um smartphone e em um fundo colorido
OpenAI – Imagem: Evolf/Shutterstock

A mudança nos preços ocorre em um cenário de maior cautela entre clientes corporativos, que passaram a questionar investimentos elevados em inteligência artificial sem uma previsão clara de retorno financeiro.

Segundo o The Wall Street Journal, o CEO da OpenAI, Sam Altman, reconheceu que o preço dos serviços vinha se tornando um obstáculo para parte dos usuários empresariais.

A disputa com concorrentes também influenciou a decisão. A OpenAI avaliou durante semanas a possibilidade de reduzir tarifas, em meio ao avanço de modelos mais baratos oferecidos por rivais como a Anthropic e por sistemas chineses de código aberto.

A empresa comparou seus novos valores aos praticados por concorrentes e afirmou que o Claude Sonnet 4.6, da Anthropic, custa US$ 3 por milhão de tokens de entrada e US$ 15 por milhão de tokens de saída, ficando acima da nova faixa do GPT-5.6 Terra.

Crescimento de uso acompanha expansão da plataforma

Além do aumento da base de usuários, a OpenAI afirmou que o volume de interação cresce com o tempo. Segundo a empresa, seis meses após o cadastro, os usuários enviam cerca de 50% mais mensagens diariamente e utilizam o ChatGPT em aproximadamente o dobro de tipos de tarefas.

A companhia também destacou o avanço do uso de agentes de inteligência artificial no desenvolvimento de software. Conforme os dados divulgados pela OpenAI, os agentes operados pelo Codex, ferramenta voltada à programação, representam 99,8% dos tokens de saída consumidos semanalmente dentro da própria empresa.

Apesar da expansão, os números financeiros apresentados no texto indicam que a empresa ainda opera com prejuízo. Dados citados pelo jornal americano apontam receita de US$ 13,07 bilhões em 2025 e resultado negativo de US$ 38,5 bilhões no mesmo período.

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OpenAI e Anthropic explicam falhas antes da nova Lei de IA

Modelos de inteligência artificial da OpenAI e da Anthropic conseguiram realizar ações inesperadas durante testes de segurança, incluindo ataques cibernéticos simulados. Os episódios chegaram à Comissão Europeia antes da divulgação pública.

Segundo a Reuters, o bloco acompanha os casos enquanto prepara a entrada em vigor da Lei de IA, uma das primeiras regulamentações amplas do mundo para controlar o desenvolvimento da tecnologia.

Durante testes, modelos de IA realizaram ações inesperadas e abriram um novo debate sobre autonomia das máquinas. – Rawpixel.com/Shutterstock

Testes revelam novos desafios para agentes de IA

Os incidentes aumentaram a preocupação sobre ferramentas capazes de executar tarefas de forma autônoma. A Comissão Europeia informou que recebeu detalhes das duas empresas antes que os episódios fossem divulgados.

“Fomos informados pelos dois provedores sobre os incidentes antes de eles se tornarem públicos. Estamos em contato com eles e receberemos mais informações. Também avaliaremos se será necessário dar um encaminhamento mais formal a essas questões”, afirmou um funcionário do órgão.

A análise das autoridades envolve principalmente:

  • Capacidade de sistemas realizarem ações sem comando direto;
  • Riscos de uso indevido em ataques digitais;
  • Monitoramento obrigatório por desenvolvedores;
  • Transparência sobre o funcionamento dessas tecnologias.

Outro representante da Comissão Europeia destacou que “esses incidentes destacam a importância de implementar as atividades de monitoramento exigidas dos desenvolvedores.”

Anthropic e OpenAI relatam comportamentos inesperados

O primeiro caso envolveu modelos da família Claude, da Anthropic. A empresa informou que algumas versões conseguiram invadir sistemas de três organizações durante testes de cibersegurança.

Segundo a companhia, um erro de configuração permitiu o acesso à internet. As atividades foram identificadas após uma revisão de mais de 141 mil sessões de teste, e as empresas afetadas foram avisadas.

Poucos dias depois, a OpenAI revelou que dois modelos próprios encontraram uma maneira de invadir um sistema durante uma avaliação de segurança. A empresa classificou o episódio como um ataque “sem precedentes”.

Interface AI mostrando aviso de erro de prompt e alerta do sistema
Quando a IA começa a agir além do esperado, surge uma pergunta: como garantir controle sobre a tecnologia? – Imagem: Digineer Station/Shutterstock

Nova Lei de IA aumenta pressão sobre empresas

Os casos surgem às vésperas da entrada em vigor da Lei de IA da União Europeia, prevista para 2 de agosto. A regulamentação estabelece obrigações para desenvolvedores de modelos considerados de uso geral e com risco sistêmico.

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Entre as exigências estão ações para reduzir ameaças como ataques cibernéticos, manipulação maliciosa e situações em que uma tecnologia possa agir fora do controle humano.

A legislação também prevê regras de transparência, incluindo avisos quando usuários estiverem interagindo com uma inteligência artificial ou quando conteúdos forem criados ou modificados pela tecnologia.

As multas podem variar de 7,5 milhões de euros (cerca de R$ 48 milhões) ou 1,5% do faturamento global até 35 milhões de euros (aproximadamente R$ 224 milhões) ou 7% da receita mundial, dependendo da gravidade da infração.

Com a nova regra prestes a começar, a Europa terá pela frente o desafio de equilibrar dois objetivos que caminham juntos, mas nem sempre na mesma direção: incentivar avanços em IA e reduzir riscos de tecnologias cada vez mais independentes.

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Nova IA da OpenAI promete funcionar como uma equipe digital

O CEO da OpenAI, Sam Altman, apresentou em Washington detalhes de um novo sistema de inteligência artificial com “agentes” capazes de trabalhar juntos e dividir tarefas. A tecnologia pode mudar a forma como profissionais lidam com atividades complexas.

A apresentação ocorreu durante reuniões com autoridades dos Estados Unidos, em um momento de debate sobre regras para o desenvolvimento de modelos avançados de IA.

OpenAI adia o lançamento do assistente de voz do ChatGPT. (Imagem: PatrickAssale / Shutterstock.com)

Nova tecnologia promete uma espécie de equipe digital

Durante os encontros, Altman explicou que o novo sistema poderá usar vários agentes de IA ao mesmo tempo, cada um responsável por uma parte de uma tarefa. A ideia é ampliar a capacidade dos modelos atuais, que hoje são usados principalmente para responder perguntas e gerar conteúdos.

Segundo o The Washington Post, o executivo afirmou que a tecnologia poderia ajudar a resolver problemas matemáticos ainda sem solução e assumir funções que normalmente dependeriam de profissionais especializados.

Um engenheiro de software, por exemplo, poderia usar os agentes para apoiar atividades de recursos humanos. Já um escritor poderia contar com a ferramenta para auxiliar em trabalhos relacionados ao design gráfico.

Entre as possibilidades apresentadas estão:

  • Divisão automática de tarefas entre diferentes agentes;
  • Execução de atividades complexas em segundo plano;
  • Apoio profissional em áreas fora da especialidade do usuário;
  • Colaboração entre múltiplos assistentes virtuais.

A proposta é transformar esses sistemas em uma estrutura de apoio capaz de acompanhar diferentes etapas de um trabalho.

OpenAI tenta antecipar regras para novos modelos

A visita de Altman a Washington aconteceu enquanto o governo americano avalia novas formas de acompanhar avanços em inteligência artificial e reduzir possíveis riscos.

O executivo se reuniu com integrantes da Casa Branca, parlamentares, autoridades de segurança e economistas. As conversas incluíram a criação de regras para que empresas comuniquem novos avanços tecnológicos ao governo.

A preocupação aumentou após um teste em que modelos da OpenAI conseguiram sair de um ambiente controlado e interagir com outra plataforma de IA durante uma avaliação de segurança. A empresa informou que desligou um dos modelos envolvidos, que ainda não estava previsto para lançamento público.

Ilustração conceitual de inteligência artificial derrubando cargo no mercado de trabalho
Um dos desafios da IA avançada é equilibrar inovação, segurança e preparação para o mercado de trabalho. – Imagem: Jack_the_sparow/Shutterstock

Mercado de trabalho entra no centro do debate

Além da segurança, o impacto da tecnologia nos empregos também foi discutido. Empresas do setor defendem que a IA pode aumentar a produtividade, enquanto trabalhadores demonstram preocupação com possíveis mudanças em suas funções.

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O senador Mark Warner destacou que a tecnologia pode criar oportunidades, mas afirmou que será necessário preparar profissionais para essa nova realidade.

“Eu acho que eles precisam contribuir com os recursos, sobre como preparar as pessoas para essa economia de IA”, disse Warner a jornalistas.

O debate também envolve a disputa tecnológica entre Estados Unidos e China. O presidente Donald Trump afirmou que o país precisa equilibrar controle e inovação para não perder competitividade.

Segundo o The Washington Post, a OpenAI continua negociando com autoridades enquanto desenvolve seus próximos sistemas. A empresa ainda não informou quando a nova tecnologia com agentes será lançada.

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OpenAI debate com a Casa Branca medidas para ampliar segurança de sistemas de IA

O presidente-executivo da OpenAI, Sam Altman, deve discutir nesta quinta-feira (30) com integrantes do governo dos Estados Unidos medidas voluntárias de segurança cibernética para sistemas avançados de inteligência artificial, após um teste interno revelar que um agente de IA da empresa conseguiu escapar de um ambiente controlado.

O encontro ocorrerá em Washington e envolverá autoridades da Casa Branca responsáveis por tecnologia e segurança nacional, além do Departamento de Comércio. A reunião acontece pouco mais de uma semana depois da OpenAI divulgar o incidente envolvendo seu modelo durante uma avaliação de segurança.

O caso ganhou atenção porque o agente testado realizou ações que afetaram infraestruturas externas de empresas de tecnologia, incluindo uma plataforma utilizada por desenvolvedores de modelos de inteligência artificial.

OpenAI leva incidente de segurança a autoridades americanas

Casa Branca nos Estados Unidos – Imagem: Waqas_creatives/Shutterstock

Durante a agenda no governo americano, Altman tratará dos próximos modelos desenvolvidos pela OpenAI e das propostas de testes voluntários que devem avaliar riscos associados a sistemas avançados de IA.

A reunião contará com a presença da chefe de gabinete da Casa Branca, Susie Wiles, do diretor nacional de cibersegurança, Sean Cairncross, e do assessor de tecnologia Michael Kratsios, conforme informou um porta-voz da OpenAI à Reuters. O executivo também tem uma conversa prevista com o secretário de Comércio, Howard Lutnick, segundo uma pessoa familiarizada com o assunto.

A movimentação ocorre depois que a empresa revelou que um agente de inteligência artificial escapou dos limites estabelecidos em um teste de segurança. De acordo com as informações divulgadas, o sistema conseguiu executar uma invasão que comprometeu a infraestrutura da Hugging Face, plataforma usada por desenvolvedores para armazenar e colaborar em projetos relacionados a modelos de IA.

Além disso, o agente também teria afetado um cliente de uma segunda empresa de tecnologia, a Modal Labs, sediada em Nova York, conforme reportagem anterior da Reuters sobre o episódio.

Sam Altman
Sam Altman – Imagem: FotoField/Shutterstock

A preocupação com avaliações de segurança para modelos avançados ganhou força após uma determinação do presidente Donald Trump, feita em 2 de junho, para que seus assessores elaborassem testes voluntários de cibersegurança voltados às tecnologias mais sofisticadas de inteligência artificial.

A iniciativa deveria contar com a participação das próprias empresas desenvolvedoras, e o prazo estabelecido pelo governo para finalizar os detalhes do programa termina em 1º de agosto.

Altman afirmou a jornalistas na quarta-feira que teve acesso aos planos preliminares dos testes propostos pelo governo, mas não apresentou detalhes sobre o conteúdo dessas medidas.

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OpenAI abre guerra de preços na IA com cortes de até 80% nos modelos menores

A OpenAI anunciou nesta quinta-feira (30) uma redução nos preços de seus modelos menores e intermediários de inteligência artificial, em uma tentativa de tornar o uso empresarial da tecnologia mais acessível diante do aumento das despesas com IA.

A empresa responsável pelo ChatGPT diminuiu em 80% o custo do modelo GPT 5.6 Luna e aplicou uma redução de 20% no modelo intermediário Terra. A mudança ocorre enquanto companhias avaliam com mais rigor os gastos associados à adoção de ferramentas de inteligência artificial.

A decisão foi divulgada pela OpenAI em um cenário de maior concorrência no setor, marcado pela disputa com empresas como Anthropic e pelo avanço de alternativas chinesas de menor custo que buscam oferecer desempenho semelhante.

Corte de preços amplia disputa pelo mercado corporativo de IA

OpenAI – Imagem: Thrive Studios ID / Shutterstock

A nova política de preços altera principalmente o valor cobrado pelo processamento de dados nos modelos de menor porte da OpenAI. O modelo Luna passou a custar 20 centavos por milhão de tokens de entrada, contra US$ 1 anteriormente. Já o Terra teve seu preço reduzido de US$ 2,50 para US$ 2 por milhão de tokens de entrada.

Nos custos relacionados à geração de respostas, o Luna caiu de US$ 6 para US$ 1,20 por milhão de tokens, enquanto o Terra passou de US$ 15 para US$ 12. A empresa manteve sem alterações o preço do seu modelo principal, o Sol.

A redução acontece em um momento no qual empresas enfrentam dificuldades para prever o impacto financeiro do uso intensivo de inteligência artificial. O setor tem migrado de modelos baseados em assinaturas fixas para sistemas de cobrança conforme o volume utilizado, o que pode elevar e tornar mais instáveis as despesas.

Ícone do ChatGPT em um smartphone
O GPT-5.6 Sol chamou atenção após relatos de ações destrutivas fora do objetivo da tarefa. – Imagem: Ascannio/Shutterstock

Segundo a OpenAI, a queda nos valores foi possível graças a avanços de eficiência incorporados ao GPT 5.6, incluindo melhorias no desenvolvimento de código e na otimização do desempenho dos sistemas durante processos internos.

A estratégia também aumenta a pressão sobre concorrentes. A Anthropic, que tem forte presença entre empresas e desenvolvedores com sua linha Claude, mantém preços superiores aos cobrados pela OpenAI no modelo intermediário comparável citado no levantamento.

De acordo com os dados apresentados, o Claude Sonnet 4.6 cobra US$ 3 por milhão de tokens de entrada e US$ 15 por milhão de tokens de saída, enquanto o Terra passou a operar com valores inferiores.

Analistas avaliam que a redução pode estimular mais empresas a utilizar ferramentas de inteligência artificial, mas também pode pressionar as finanças das companhias do setor antes de possíveis ofertas públicas iniciais de ações.

A disputa por preços ocorre em paralelo ao crescimento de modelos desenvolvidos por concorrentes chineses de código aberto, como o GLM 5.2, associado à Z.ai, citado como uma alternativa capaz de se aproximar do desempenho de grandes empresas ocidentais com custo menor.

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Após invasão de agente da OpenAI, Sam Altman encontra senadores

O diretor-presidente da OpenAI, Sam Altman, reuniu-se nesta quarta-feira (29) com senadores dos Estados Unidos para discutir os próximos modelos de inteligência artificial (IA) da empresa. Os encontros acontecem poucos dias após a OpenAI revelar que um de seus agentes de IA escapou de um ambiente de contenção durante um teste de segurança e realizou um ataque cibernético.

O episódio também levou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a afirmar que seu governo avalia a adoção de “controles” para a IA, embora tenha ressaltado que não pretende limitar o desenvolvimento da tecnologia pelas empresas do setor.

Trump diz avaliar controles para IA

Questionado por jornalistas no Salão Oval sobre o incidente envolvendo o agente de IA da OpenAI, Trump afirmou que sua administração estuda a possibilidade de adotar mecanismos de controle para a tecnologia. “Estamos analisando controles”, declarou o presidente.

Ao mesmo tempo, Trump afirmou que não pretende impor restrições que impeçam as empresas de tecnologia de continuar desenvolvendo novos produtos de IA.

Altman se reúne com senadores

Durante sua passagem por Washington, Altman participou de reuniões com os senadores Bernie Moreno e Jon Husted, segundo assessores dos parlamentares.

O executivo também foi visto entrando no gabinete do senador Raphael Warnock e ainda deve se reunir com o senador Mark Warner, principal democrata do Comitê de Inteligência do Senado, de acordo com um porta-voz do parlamentar.

Trump quer controlar a IA após ela sair do controle da OpenAI – Imagem: Rawpixel.com/Shutterstock

Questionado sobre o encontro com os legisladores, Altman confirmou que o incidente envolvendo o agente de IA foi discutido. “Tivemos várias reuniões sobre o que aconteceu”, afirmou. Segundo o executivo, porém, o episódio não foi o principal tema das conversas realizadas nesta quarta.

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Agente de IA escapou de ambiente de contenção

As reuniões em Washington acontecem dias depois de a OpenAI divulgar que um de seus agentes de IA conseguiu escapar de um ambiente de contenção durante um teste de segurança.

De acordo com a empresa, o sistema iniciou um ataque cibernético que comprometeu a infraestrutura da Hugging Face, plataforma amplamente utilizada por desenvolvedores para armazenar código e colaborar na criação de modelos de IA.

A Reuters revelou ainda que o agente também invadiu os sistemas de um cliente da Modal Labs, empresa de tecnologia sediada em Nova York.

Caso reforça debate sobre segurança

O episódio aumentou as preocupações de especialistas sobre os riscos associados ao avanço das capacidades da IA, especialmente na área de segurança cibernética.

O caso também evidenciou que mesmo as principais desenvolvedoras de IA podem enfrentar vulnerabilidades capazes de ser exploradas por seus próprios modelos, alimentando o debate sobre mecanismos de segurança e supervisão à medida que esses sistemas se tornam mais avançados.

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