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Domínio do ChatGPT encolhe e concorrentes ganham força no mercado de IA

Pela primeira vez desde seu lançamento, o ChatGPT perdeu a marca de 50% de participação no mercado global de assistentes de IA. O movimento reflete o avanço de concorrentes que vêm atraindo cada vez mais usuários, segundo o relatório State of AI 2026, da Sensor Tower.

Embora siga na liderança, o chatbot da OpenAI viu sua fatia de mercado cair para 46,4% em maio. Enquanto isso, Gemini e Claude ganharam espaço em um setor que continua crescendo rapidamente, comenta o TechCrunch.

ChatGPT ainda lidera em usuários, mas já sente a pressão dos concorrentes no mercado global de IA. Imagem: Primakov / Shutterstock – Imagem: Primakov / Shutterstock

ChatGPT segue líder, mas vê concorrência avançar

Até janeiro de 2026, o ChatGPT concentrava mais da metade do mercado de assistentes de IA. No fim de maio, sua participação havia recuado para 46,4%. O Gemini, do Google, alcançou 27,7%, enquanto o Claude, da Anthropic, chegou a 10,3%.

Apesar da queda relativa, o ChatGPT continua sendo o assistente de IA mais utilizado do mundo, com mais de 1,1 bilhão de usuários mensais. O Gemini aparece em segundo lugar, com 662 milhões, seguido pelo Claude, com 245 milhões.

O relatório também destaca que os usuários estão mais dispostos a experimentar diferentes plataformas. Um dos fatores observados foi o aumento das desinstalações após o anúncio do acordo entre a OpenAI e o Departamento de Defesa dos Estados Unidos. O episódio sugere que muitos usuários levam em consideração não apenas os recursos oferecidos, mas também as decisões tomadas pelas empresas responsáveis pelas ferramentas.

Enquanto o crescimento do Gemini está ligado à integração com o ecossistema do Google, o Claude ganhou destaque em tarefas de produtividade e vem se aproximando dos índices de retenção do ChatGPT.

Ícone do ChatGPT em um smartphone
OpenAI testa anúncios no ChatGPT e amplia estratégia de monetização da plataforma de IA. Imagem: Ascannio/Shutterstock – Imagem: Ascannio/Shutterstock

Mercado de IA acelera receitas e tempo de uso

A Sensor Tower estima que os usuários baixarão quase 2,3 bilhões de aplicativos de IA no primeiro semestre de 2026. Além disso, os gastos devem superar US$ 4,2 bilhões, acima dos US$ 1,83 bilhão registrados no mesmo período de 2025.

Os principais destaques do levantamento incluem:

  • ChatGPT abaixo de 50% de participação pela primeira vez;
  • Crescimento consistente de Gemini e Claude;
  • Quase 2,3 bilhões de downloads previstos em 2026;
  • Mais de US$ 4,2 bilhões em gastos com aplicativos de IA;
  • Maior foco das empresas em monetização.

O estudo também aponta que o tempo gasto em aplicativos de IA deve saltar de 17,2 bilhões para cerca de 36 bilhões de horas entre o primeiro semestre de 2025 e o mesmo período de 2026. Os três principais assistentes concentram 89% desse total.

As diferenças regionais também chamam atenção. A Ásia registrou queda de 3,3% nos downloads no primeiro trimestre de 2026, puxada por recuos na China e na Índia. Ainda assim, a região segue liderando em volume de instalações.

Anúncios e compras ganham espaço

A OpenAI começou a testar anúncios no ChatGPT em fevereiro de 2026. Em maio, cerca de 17% dos usuários diários visualizaram publicidade na plataforma.

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Ao mesmo tempo, o chatbot ampliou sua atuação no comércio eletrônico, direcionando tráfego para varejistas como Walmart, Target e Costco. Já a Amazon, que bloqueou os rastreadores web do ChatGPT, registrou crescimento estagnado nesse tipo de tráfego.

O relatório mostra que a disputa entre assistentes de IA está entrando em uma nova fase. Além de conquistar usuários, as empresas agora buscam aumentar receitas, fortalecer a retenção e ampliar sua presença em áreas como publicidade e compras digitais.

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ChatGPT foi criado em duas semanas por causa da Anthropic, diz Reuters

A Anthropic protocolou em 1º de junho seu pedido confidencial de abertura de capital nos EUA. A OpenAI seguiu no dia 8, uma semana depois. A disputa pelo IPO é só a mais recente batalha entre as duas empresas – e a Reuters revelou nesta quinta-feira (11) a história por trás da guerra.

ChatGPT em duas semanas

Em novembro de 2022, a OpenAI soube que a Anthropic desenvolvia um chatbot. Sam Altman imediatamente ordenou que a equipe acelerasse um produto concorrente, segundo quatro fontes ouvidas pela Reuters.

Duas semanas depois, a OpenAI lançou o ChatGPT. “De repente, era: precisamos lançar isso em duas semanas”, disse um funcionário à agência. O produto se tornou o aplicativo de crescimento mais rápido da história.

A inversão de poder

Por três anos, a Anthropic correu para alcançar a OpenAI. No final de 2025, o cenário virou. A empresa lançou uma atualização poderosa do Claude Code e passou a liderar no mercado enterprise de programação com IA.

A OpenAI redirecionou recursos para o mercado corporativo. Reforçou o Codex, seu produto de codificação, e criou a DeployCo – joint venture com 19 firmas globais para levar engenheiros diretamente às empresas.

Quem vale mais

A Anthropic foi avaliada em US$ 965 bilhões em sua última rodada de captação, em maio. A OpenAI estava avaliada em US$ 852 bilhões em março.

A Anthropic, que nasceu como dissidência da OpenAI, agora vale mais que a empresa original. “É uma guerra total entre eles”, disse à Reuters Anastasios Angelopoulos, CEO da Arena, empresa de benchmarking de IA.

A briga pelos números

As duas empresas divergem até na forma de reportar receita. A OpenAI acusa a Anthropic de inflar seus números em bilhões, segundo a Reuters.

A Anthropic contabiliza o valor total pago pelos clientes. A OpenAI registra apenas a receita líquida, já deduzidos os repasses à Microsoft. A Anthropic afirma seguir práticas contábeis estabelecidas.

A corrida pelo IPO

A OpenAI havia comunicado a alguns investidores que pretendia abrir capital em setembro. A Anthropic saiu na frente ao protocolar primeiro – e pode assim definir como empresas de IA reportam resultados para o mercado.

Internamente, Altman pressionou a CFO Sarah Friar pelo cronograma agressivo. Segundo a Reuters, ele disse que ela deveria resolver ou contratar outros banqueiros e advogados capazes de cumpri-lo.

A recusa no palco

A tensão entre os CEOs extrapolou o mundo corporativo. Em fevereiro, em uma cúpula de IA na Índia, o primeiro-ministro Narendra Modi pediu que os executivos presentes se dessem as mãos em gesto de unidade.

Altman e Amodei, lado a lado no palco, recusaram. O momento foi registrado em vídeo e viralizou.

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OpenAI prepara corte de preços e acirra disputa na IA

A OpenAI está avaliando reduzir os preços cobrados pelo acesso aos seus modelos de inteligência artificial, segundo reportagem do Wall Street Journal publicada na quarta-feira, com base em fontes próximas ao tema.

A movimentação não parece casual. Nos bastidores, a companhia estuda cortar de forma relevante o valor cobrado por tokens — unidade usada para medir e faturar o uso de sistemas de IA. A leitura no mercado é de que a decisão mira um ambiente mais competitivo, especialmente com a Anthropic ganhando espaço e pressionando margens.

Disputa entre OpenAI e Anthropic avança e pode impactar custos de acesso à inteligência artificial no mundo. Imagem: Primakov / Shutterstock – Imagem: Primakov / Shutterstock

Preços atuais das duas plataformas

Hoje, a OpenAI trabalha com três faixas de assinatura: US$ 8 (cerca de R$ 40), US$ 20 (aproximadamente R$ 100) e US$ 100 ou mais (em torno de R$ 500) para acesso aos modelos GPT-5.5. A Anthropic segue uma estrutura parecida, com o Claude Pro a US$ 17 (aprox. R$ 85) por mês em plano anual e o Claude Max a partir de US$ 100 (cerca de R$ 500).

Na prática, os valores mostram duas estratégias muito próximas. A diferença real, neste momento, está na disputa por escala e fidelização de usuários.

Celular com ChatGPT aberto em navegador sobre notas de dólares
Guerra de preços na IA pode ficar mais intensa com possível corte de valores pela OpenAI. Imagem: Hamara/Shutterstock

Disputa acirrada entre as empresas

Na segunda-feira, a OpenAI protocolou de forma confidencial um pedido de oferta pública inicial (IPO) junto à SEC, reguladora do mercado de capitais dos Estados Unidos. Pouco depois, a Anthropic avançou em direção semelhante.

Não é coincidência. As duas empresas disputam capital, usuários e influência ao mesmo tempo.

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A Anthropic encerrou sua rodada Série H em 28 de maio com avaliação de US$ 965 bilhões (aproximadamente R$ 4,8 trilhões), superando levemente a OpenAI, avaliada em US$ 852 bilhões (cerca de R$ 4,3 trilhões) em março.

Enquanto isso, o ChatGPT atingiu a marca de 1 bilhão de usuários mensais ativos em maio — cerca de três anos após o lançamento. O ritmo supera plataformas como o Google Maps, que levou aproximadamente cinco anos para alcançar o mesmo patamar, segundo estimativas da Sensor Tower.

No fim, o que parece uma disputa de preços é, na prática, uma corrida mais ampla: quem vai definir não só o custo, mas o ritmo de expansão da inteligência artificial no mercado global.

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ChatGPT vai mudar? Entenda o que o IPO da OpenAI significa para a corrida da IA

A OpenAI começou a semana com um movimento que pode mudar sua posição na corrida da inteligência artificial. Na segunda-feira (8), a desenvolvedora do ChatGPT oficializou um pedido de oferta pública inicial (IPO), primeiro passo para abrir capital e vender ações nas bolsas de valores.

Segundo o The New York Times, o pedido foi confidencial e a OpenAI ainda não decidiu quando oficialmente abrirá capital. Em comunicado enviado ao site, a companhia afirmou que “pode demorar um pouco, porque há coisas que queremos fazer que provavelmente são mais fáceis como empresa privada”.

A desenvolvedora não é a única em busca de um IPO. A rival Anthropic e a SpaceX também caminham para entrar na bolsa ainda este ano. No entanto, há riscos, principalmente considerando que a criadora do ChatGPT ainda não se tornou lucrativa.

Ao mesmo tempo, ao se abrir para o mercado, a empresa consegue captar financiamento para evoluir ainda mais na corrida da IA, à medida que rivais começam a se tornar importantes nesse setor.

O Olhar Digital mergulhou no que está por trás do IPO da OpenAI, qual deve ser o impacto para a empresa e para o mercado, e se o usuário final do ChatGPT precisa se preocupar.

OpenAI deu o primeiro passo em busca do IPO – Imagem: Melnikov Dmitriy/Shutterstock

ChatGPT foi o pontapé da corrida das IAs

A corrida das IAs é, basicamente, a disputa entre empresas do setor de tecnologia para apresentar ferramentas cada vez mais avançadas de inteligência artificial.

Tudo começou em novembro de 2022, quando o ChatGPT foi lançado pela OpenAI.

Na época, a desenvolvedora era uma empresa de pesquisa em IA respeitada no meio tecnológico (inclusive tendo recebido investimentos da Microsoft), mas desconhecida pelo público. A companhia operava através de uma fundação sem fins lucrativos, que controlava uma subsidiária de “lucro limitado”, criada especificamente para captar investimentos e financiar pesquisas.

Os modelos de linguagem também eram limitados em comparação ao que temos hoje. O ChatGPT foi lançado com o GPT-3.5. Desde então, os modelos ficaram mais confiáveis, multimodais (com capacidade para entender texto, áudio e imagens) e fáceis de usar, incluindo melhorias para conversas em linguagem natural.

Atualmente, estamos no GPT-5.5, que consegue operar computadores e realizar tarefas de forma autônoma, incluindo pesquisas online, análise de dados complexos e explorar diferentes ferramentas.

Voltando a 2022. A inteligência artificial generativa já existia. O diferencial do ChatGPT foi levar a tecnologia a usuários que nunca haviam entrado em contato com ela antes – e tudo de forma simples, em uma linguagem conversacional, sem necessidade de prompts elaborados ou conhecimento de programação.

Naquele momento, outras empresas de tecnologia perceberam que precisavam agir se não quisessem ficar para trás no setor. E a corrida começou: big techs como Microsoft, Google, Meta e Apple, e startups como Anthropic e Perplexity, passaram a correr atrás do prejuízo e desenvolveram suas próprias IAs.

Atualmente, o mesmo setor já está em outra fase, em que a tecnologia não é necessariamente o mais importante. Ao Olhar Digital, Olívia Flôres de Brás, CEO da Magno Investimentos, defendeu que a corrida deixou de ser meramente tecnológica e virou uma disputa por capital. Isso porque o treinamento de modelos avançados exige investimentos – algo que as big techs conseguem financiar por muitos anos.

Já OpenAI e Anthropic, ambas startups, precisam se virar. É aí que entra o IPO. Segundo Flôres, a oferta pública inicial é uma forma de obter financiamento permanente para sustentar o crescimento, as pesquisas, aquisições e expansão global que permitem que as empresas se mantenham relevantes no setor.

O mercado está descobrindo que a inteligência artificial não é só uma revolução tecnológica. É também uma revolução financeira. A próxima disputa entre grandes empresas de IA não vai ser vencida pelos melhores algoritmos. Vai ser vencida por quem vai conseguir financiar mais a evolução mais rápido e por mais tempo.

Olívia Flôres de Brás, CEO da Magno Investimentos

Mas, antes de chegar lá, a OpenAI teve que mudar.

Tela de smartphone exibe ícones de chatbots de IA como ChatGPT, Gemini, Claude e Copilot
IPO virou uma forma de garantir financiamento para sustentar avanços da corrida de IA – Imagem: jackpress / Shutterstock

OpenAI mudou de rumo

Alguns meses antes do IPO sequer ser uma possibilidade, a OpenAI resolveu mudar sua trajetória.

A empresa foi fundada em 2015 como uma organização sem fins lucrativos, com a missão de fazer com que a inteligência artificial beneficiasse a humanidade. Em 2019, veio a subsidiária com fins lucrativos.

Mais recentemente, em outubro de 2025, a desenvolvedora anunciou uma nova estrutura:

  • A organização sem fins lucrativos é agora a OpenAI Foundation;
  • A entidade com fins lucrativos agora é uma corporação de benefício público chamada OpenAI Group PBC. Ao contrário de uma empresa tradicional, essa entidade é obrigada a promover a missão original e considerar os interesses de todas as partes envolvidas, sem visar apenas o lucro. A desenvolvedora defende que isso “garante que a missão e o sucesso comercial da empresa avancem juntos”;
  • A OpenAI Foundation controla o OpenAI Group;
  • Ambas organizações têm a mesma missão: “garantir que a inteligência artificial geral (AGI) possa beneficiar toda a humanidade”.

Ainda segundo a OpenAI, a capitalização permite “levantar capital e atrair e reter os talentos necessários para promover sua missão, ao mesmo tempo em que mantém a mais forte representação de uma governança orientada pela missão em todo o setor atualmente”.

A nova estrutura demorou mais de um ano para ser finalizada – e veio acompanhada de polêmicas.

Em 2024, Elon Musk, um dos cofundadores da desenvolvedora, moveu um processo acusando a empresa, o CEO Sam Altman e o presidente Greg Brockman (ambos também são cofundadores) de descumprirem o compromisso original da companhia, que previa que ela se manteria uma organização sem fins lucrativos e com uma missão filantrópica que beneficiaria a humanidade. 

O bilionário queria uma indenização de US$ 150 bilhões e a destituição de Altman e Brockman de seus respectivos cargos de liderança. Ele também tentou reverter a conversão da OpenAI em empresa com fins lucrativos.

A desenvolvedora negou as acusações, defendendo que as ações de Musk foram motivadas pela rivalidade entre os executivos e para beneficiar a própria empresa de IA do bilionário, a xAI.

O julgamento conduzido este ano em tribunal na Califórnia, nos Estados Unidos, terminou em decisão favorável à desenvolvedora. O júri responsável decidiu pela rejeição da ação de Elon Musk, já que ele teria entrado com a ação judicial após o prazo de prescrição para apresentar essa reivindicação ter expirado.

No X, Musk prometeu recorrer. O Olhar Digital deu os detalhes sobre o desfecho do julgamento neste link.

Sam Altman e Elon Musk
Troca de farpas entre Altman (esquerda) e Musk (direita) é antiga – Imagem: FotoField/Shutterstock

Enfim, a bolsa de valores

Menos de um ano depois de mudar sua estrutura para permitir um braço com fins lucrativos, a OpenAI vai em busca do IPO.

Segundo o NYT, esta pode ser uma das maiores ofertas públicas da história de Wall Street. A empresa foi avaliada em US$ 730 bilhões em uma rodada privada de financiamento este ano, sem contar os valores captados em uma rodada mais recente, de por volta de US$ 122 bilhões.

De acordo com Olívia Flôres de Brás, o IPO da OpenAI é um momento muito relevante para o mercado de tecnologia nesta década.

Estamos falando da primeira oportunidade para que os investidores realmente possam participar ativamente e diretamente do crescimento que colocou a inteligência artificial no centro de uma economia global.

Olívia Flôres de Brás, CEO da Magno Investimentos

Para ela, a abertura do capital é “uma arma muito competitiva” na corrida de IA.

Mas isso vem acompanhado de desafios.

Mesmo com o valor em alta, a companhia ainda enfrenta uma questão importante: a lucratividade. Ao mesmo tempo que espera gastar US$ 115 bilhões nos próximos quatro anos, divulgou ganhos de cerca de US$ 13 bilhões no ano passado, impulsionados principalmente pela venda de anúncios no ChatGPT e da venda de pacotes de produtos de IA para companhias. Ou seja, a conta não fecha.

Flôres acredita que isso não é um impeditivo. Ela lembrou que, em outras oportunidades, o mercado também financiou empresas que permaneceram anos sem registrar lucro, apenas pela posição de mercado dominante. “A questão central é a capacidade da OpenAI de transformar essa liderança tecnológica em geração sustentável de caixa”, defendeu.

Se por um lado a desenvolvedora garante financiamento constante e mais visibilidade, por outro também deve ser mais cobrada. A executiva explica que aberturas de capital deixam as companhias mais pressionadas para registrar resultados positivos, além de a OpenAI possivelmente perder a flexibilidade que tem enquanto empresa privada.

Para o usuário, o que muda com o IPO da OpenAI?

O movimento da OpenAI em direção à bolsa de valores não deve afetar apenas o mercado.

O IPO coloca mais pressão para a empresa ter crescimento e rentabilidade. Olívia Flôres de Brás defende que isso deve levar a desenvolvedora a realizar mudanças na estratégia comercial, algo que pode afetar os usuários finais dos produtos – como o ChatGPT.

Quando você acelera iniciativas de monetização, você amplia a oferta de planos corporativos, você vai ter que criar novos produtos, que expandir serviços voltados para as empresas. A estratégia de longo prazo provavelmente vai continuar sendo ampliar a base de usuários e ter uma consolidação de sistema, além do crescimento e desenvolvimento de tudo o que permeia a inteligência artificial. Mas o desafio será equilibrar o crescimento financeiro com a adoção de larga escala. 

Olívia Flôres de Brás, CEO da Magno Investimentos

Logo da OpenAI em um smartphone
Mesmo com crescimento, OpenAI ainda não chegou à lucratividade – Imagem: Mehaniq/Shutterstock

Por que tantas empresas estão atrás de IPOs?

A OpenAI não é a única.

Conforme reportado pelo Olhar Digital, a SpaceX também caminha para seu próprio IPO. A empresa de Elon Musk protocolou um pedido de oferta pública inicial e atraiu mais de US$ 250 bilhões em demanda de investidores.

O volume supera com folga os US$ 75 bilhões  que a companhia pretendia levantar, e a procura estaria entre três e quatro vezes acima do tamanho planejado da oferta.

A Anthropic, rival da OpenAI, é outra que quer entrar na bolsa de valores. No início deste mês, a desenvolvedora também protocolou de forma confidencial seu pedido junto ao órgão regulador do mercado financeiro nos Estados Unidos.

Para Flôres, a ‘onda’ recente de IPOs em empresas de tecnologia tem motivo:

  • O primeiro deles é que a inteligência artificial inaugurou um novo ciclo de investimentos globais. Ela comparou esse momento ao da chegada da internet e dos smartphones;
  • O segundo é que o mercado voltou a se interessar por empresas com potencial de crescimento, após longos anos de juros elevados e investimentos restritos;
  • O terceiro é que muitas empresas precisam de volumes muito grandes de capital. Quando as rodadas de financiamento privadas passam a ser insuficientes, vem o IPO. Trata-se da “forma natural de financiar a próxima fase dessas expansões”.

Vale lembrar que o pedido é apenas o primeiro passo para entrar na bolsa de valores. Nenhuma das três empresas concluiu o processo.

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Superinteligência? IA estaria projetando a próxima IA da OpenAI

Masayoshi Son, CEO da SoftBank, afirmou que a inteligência artificial está se aproximando de um estágio de “superinteligência” à medida que modelos passam a participar do desenvolvimento de outros modelos. A declaração foi feita em entrevista à CNBC.

Segundo Son, engenheiros da OpenAI e o CEO da empresa, Sam Altman, relataram que um modelo de IA já está sendo usado para “projetar” uma versão futura da tecnologia. A SoftBank é um dos maiores acionistas da OpenAI e um dos principais investidores globais em tecnologia.

Para Son, os próprios engenheiros humanos deixarão de ser capazes de projetar os modelos mais avançados sem o apoio direto da IA. “Assim que isso acontece, o modelo gera o próximo modelo… e ele será exponencialmente mais inteligente do que todos nós. Isso é uma superinteligência”, afirmou.

A OpenAI não comenta modelos ainda não lançados. Porém, um porta-voz destacou que a empresa já utiliza inteligência artificial em algumas etapas do desenvolvimento de seus sistemas.

Em fevereiro, a OpenAI afirmou que o GPT-5.3-Codex foi seu “primeiro modelo que foi fundamental para a sua própria criação”. Segundo a desenvolvedora, versões iniciais da ferramenta foram usadas pela equipe do Codex no treinamento, gerenciamento de implantação e diagnóstico de resultados de testes e avaliações.

SoftBank é uma das investidoras da OpenAI – Imagem: Koshiro K / Shutterstock

Rumo à superinteligência?

A fala de Son vem em meio a uma discussão mais ampla sobre a chamada superinteligência artificial. Em 2024, o executivo da SoftBank havia definido o conceito como uma IA 10 mil vezes mais inteligente que os seres humanos e estimado que ela poderia surgir em até dez anos.

Agora, ele diz que esse prazo pode ser muito menor. “Na minha cabeça, eu achava que ia acontecer em quatro anos, em vez de dez. Agora, eu digo que vai acontecer nos próximos dois anos”, afirmou.

Son também disse usar o ChatGPT, da OpenAI, de duas a três horas por dia. Segundo ele, a ferramenta já é mais inteligente do que ele na “maioria dos assuntos”.

Na avaliação do CEO, em até dois anos a IA poderá superar os humanos em cerca de 70% a 80% das áreas. Nos campos em que ultrapassar a capacidade humana, poderá ser “10 vezes mais inteligente que a média das pessoas”.

O executivo tem defendido há anos que a inteligência artificial será a principal transformação tecnológica das próximas décadas. A SoftBank vem se posicionando nesse mercado por meio de investimentos na OpenAI, na empresa de design de chips Arm, em robótica e em tecnologias de condução autônoma.

Para Son, a revolução da IA será 50 vezes maior que a revolução da internet no início dos anos 2000.

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OpenAI quer transformar ChatGPT em um superapp; entenda a mudança

A OpenAI prepara a maior reformulação do ChatGPT desde o seu lançamento. A empresa, avaliada em US$ 850 bilhões, busca novas fontes de crescimento.

O objetivo é transformar o chatbot em um superapp focado em ferramentas de programação e agentes de inteligência artificial. A mudança antecede a abertura na Bolsa (IPO) planejada para este ano.

“Isso transcenderá a superfície… o que estamos construindo é um sistema em que você terá seu próprio agente pessoal capaz de ajudá-lo… em todos os aspectos da sua vida, seja pessoal ou profissional.”, disse Thibault Sottiaux, que anteriormente dirigia o Codex e agora lidera todos os principais produtos e plataformas da OpenAI, ao Financial Times.

Foco em agentes e receita corporativa

A estratégia marca um desvio no modelo atual focado em conversação comum. Fontes internas indicam que a empresa agora prioriza clientes corporativos lucrativos para competir com a Anthropic.

Executivos da companhia acreditam que o futuro do setor está em sistemas que executam tarefas complexas sozinhos. “O chat está morto”, afirmou um funcionário sênior ao Financial Times.

A reformulação começará nas próximas semanas com mudanças na interface do site e dos aplicativos. O novo design vai direcionar os usuários para ferramentas de parceiros externos.

Expansão do Codex e cortes de produtos

A nova fase dará maior destaque ao Codex, a plataforma de desenvolvimento de software da OpenAI. O produto de programação registrou um crescimento expressivo recentemente.

A base de usuários do Codex aumentou seis vezes desde fevereiro, atingindo 5 milhões de usuários ativos semanais. O salto ocorreu após o lançamento de uma versão para desktop.

Cerca de 2 milhões de empresas usam os serviços da OpenAI atualmente. O segmento corporativo gera 40% da receita da empresa, com projeção de atingir 50% até o fim do ano.

Reorganização interna e IPO

Para acelerar a transição, a OpenAI unificou suas equipes de produtos sob o comando de Thibault Sottiaux. Paralelamente, iniciativas voltadas ao consumidor final foram encerradas.

A empresa cancelou um recurso de compras internas no ChatGPT e descontinuou o gerador de vídeos Sora. O encerramento do Sora ocorre menos de um ano após seu lançamento.

A guinada comercial aproxima a OpenAI da rival Anthropic, focada em monetização ágil. Ambas as empresas tentam atrair investidores institucionais, demonstrando capacidade de gerar lucro antes do IPO.

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OpenAI anuncia nova arquitetura de memória para o ChatGPT

A OpenAI anunciou nesta quinta-feira (4) uma atualização em seu sistema de memória para o ChatGPT. Segundo a empresa, a novidade traz uma arquitetura mais avançada para sintetizar informações sobre os usuários, com o objetivo de melhorar a atualização de contexto, a continuidade entre conversas e a relevância das respostas ao longo do tempo.

De acordo com a companhia, a nova tecnologia começa a ser disponibilizada para assinantes dos planos Plus e Pro nos Estados Unidos e deverá chegar a outros países, além dos usuários dos planos Free e Go, nas próximas semanas. A mudança busca resolver desafios relacionados à obsolescência de informações, precisão dos dados armazenados e escalabilidade do sistema para centenas de milhões de usuários.

Como a memória do ChatGPT evoluiu

A OpenAI relembra que o recurso de memória foi lançado inicialmente em abril de 2024. Na época, o sistema permitia que o ChatGPT armazenasse informações fornecidas explicitamente pelos usuários para utilizá-las em conversas futuras.

OpenAI relembrou a trajetória do recurso de memórias salvas do ChatGPT – Imagem: Divulgação / OpenAI

Segundo a empresa, esse modelo dependia de comandos claros para registrar informações e funcionava de forma semelhante a anotações pontuais. Com o passar do tempo, porém, essas memórias poderiam se tornar desatualizadas ou perder relevância.

Em abril de 2025, a OpenAI ampliou a capacidade do ChatGPT ao introduzir a primeira versão do chamado Dreaming, um processo que permite ao modelo revisar o histórico de conversas e organizar memórias automaticamente em segundo plano. A proposta era reduzir a dependência de solicitações explícitas para armazenar informações.

Agora, a companhia afirma ter desenvolvido uma arquitetura de memória baseada nessa tecnologia, descrita como mais eficiente em termos computacionais e mais capaz de manter informações relevantes atualizadas.

Resumo de memórias ficará visível ao usuário

Uma das novidades anunciadas é a criação de uma página de resumo das memórias sintetizadas pelo sistema. Segundo a OpenAI, o recurso permitirá visualizar rapidamente os principais pontos que o ChatGPT conhece sobre cada usuário.

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Nova página de resumo de memória mostra informações que o ChatGPT reuniu sobre o usuário e permite corrigir ou remover dados, segundo a OpenAI – Imagem: Divulgação / OpenAI

A empresa diz que será possível revisar, corrigir, atualizar ou complementar essas informações diretamente pela interface. Os usuários também poderão indicar quais assuntos desejam que o chatbot considere com mais frequência em futuras interações.

Três objetivos para a memória

A OpenAI afirma que avalia a qualidade do sistema de memória com base em três critérios principais: a capacidade de manter informações relevantes entre conversas, o respeito a preferências e restrições informadas pelos usuários e a atualização dessas informações conforme o tempo passa.

Como exemplo, a companhia afirma que o ChatGPT pode lembrar detalhes de projetos de longo prazo, considerar preferências pessoais ao responder solicitações e atualizar automaticamente informações temporárias, como viagens concluídas ou eventos já encerrados.

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OpenAI afirma que a capacidade de recuperar informações factuais aumentou de 41,5% em 2024 para 82,8% em 2026 – Imagem: Divulgação / OpenAI

Nos testes internos divulgados pela empresa, a taxa de sucesso na recuperação de informações factuais passou de 41,5% no sistema de 2024 para 82,8% na nova geração de memória baseada em Dreaming. Já a aderência a preferências aumentou de 31,4% para 71,3%, enquanto a capacidade de manter informações corretas ao longo do tempo subiu de 9,4% para 75,1%.

Expansão para mais usuários

A OpenAI afirma que avanços recentes reduziram em aproximadamente cinco vezes o custo computacional necessário para operar o sistema Dreaming. Segundo a empresa, essa redução tornou viável ampliar o recurso para mais usuários e aumentar a capacidade de memória disponível nos planos pagos.

A companhia descreve a atualização como sua arquitetura de memória mais avançada até o momento e afirma que continuará trabalhando em melhorias futuras para o recurso.

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CEO da OpenAI, Sam Altman rejeita aval do governo dos EUA para novas IAs

O CEO da OpenAI, Sam Altman, defenderá que os EUA não exijam aprovação prévia para o lançamento de novos modelos de inteligência artificial.

Segundo comunicado da empresa divulgado pela Reuters nesta quarta-feira (03), a estratégia visa moldar a regulamentação do setor sem travar o avanço tecnológico.

Altman cumpre agenda em Washington para pedir ao Congresso o aumento de verbas para testes de IA no Departamento de Comércio.

Testes de segurança nacional

Atualmente, o órgão já colabora com a OpenAI e a Anthropic na avaliação de tecnologias em desenvolvimento.

A OpenAI quer expandir a iniciativa com cientistas especializados em segurança cibernética, armas biológicas e defesa nacional.

Exigências federais podem prejudicar lucros ao atrasar lançamentos ou forçar mudanças nos produtos por motivos de segurança.

Corrida para a Bolsa

A ofensiva política coincide com a preparação da OpenAI para protocolar de forma confidencial sua oferta pública inicial de ações (IPO).

A concorrente Anthropic, criadora do Claude, protocolou seu pedido confidencial de IPO nos Estados Unidos na última segunda-feira (1º).

Altman se reúne nesta quarta-feira (03) com parlamentares, incluindo o presidente da Câmara, o republicano Mike Johnson.

Macron convida Altman para cúpula do G7

O presidente francês, Emmanuel Macron, convidou Sam Altman para participar da cúpula do G7, que ocorre entre 15 e 17 de junho. Segundo informou a OpenAI à CNBC, esta será a primeira participação do executivo no encontro dos chefes de Estado.

O diretor de assuntos globais da OpenAI, Chris Lehane, afirmou que Altman integrará as discussões de liderança focadas em inteligência artificial. A expectativa da empresa é fechar um conjunto de compromissos voluntários de segurança digital com os países do bloco econômico.

A prioridade de Altman no evento será a segurança dos jovens e a governança imediata dos riscos cibernéticos e biológicos da tecnologia. A preocupação cresceu após os lançamentos recentes de modelos robustos, como o GPT-5.5 Cyber e o Mythos, da concorrente Anthropic.

Para mitigar riscos e fechar parcerias estatais, a empresa aposta no programa “OpenAI for Countries”, lançado no fim de 2025. A ofensiva diplomática de Macron também visa atrair capital para expandir a infraestrutura de tecnologia e dados em território francês.

Recentemente, o SoftBank anunciou o investimento de € 45 bilhões em cinco anos para construir infraestrutura de IA na França. O país também garantiu € 7,5 bilhões do fundo MGX com o Bpifrance e mais € 2 bilhões da Salesforce.

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ChatGPT chega a um bilhão de usuários mensais em três anos, apontam dados

O ChatGPT, desenvolvido pela OpenAI, ultrapassou um bilhão de usuários ativos mensais globais em maio de 2026, segundo estimativas da empresa de pesquisa de mercado Sensor Tower.

O marco foi atingido cerca de três anos após o lançamento — o mais rápido entre todos os aplicativos a alcançar esse número, de acordo com o levantamento.

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Claude perdeu usuários entre os estadunidenses para o ChatGPT – Imagem: Stockinq/Shutterstock

Um bilhão de usuários ativos mensais

  • O ChatGPT superou o ritmo com que Google Maps, TikTok, Instagram e YouTube chegaram à mesma marca de um bilhão de usuários mensais ativos;
  • O Claude, da Anthropic, registrou 56 milhões de usuários ativos mensais globais no segundo trimestre de 2026, com crescimento anual de cerca de 640%, segundo a Sensor Tower;
  • No mesmo período, o ChatGPT expandiu sua base em 62%;
  • A Sensor Tower também identificou um efeito sobre o comportamento dos usuários: estadunidenses que instalaram o Claude no primeiro trimestre de 2026 passaram 5% menos tempo no ChatGPT no mês seguinte à instalação, em comparação com a média dos oito meses anteriores.

IA pós-ChatGPT deixa 220 startups bilionárias em crise

Mais de 220 startups estadunidenses que atingiram avaliações bilionárias durante o boom de investimentos entre 2020 e 2022 perderam o status de “unicórnio“, com algumas empresas perdendo até 82% de seu valor. Segundo dados exclusivos da PitchBook fornecidos à CNBC, quase metade das 857 startups unicórnio dos Estados Unidos não conseguiu levantar novos investimentos nos últimos três anos.

As empresas que captaram recursos pela última vez em 2021 valem em média 68% menos hoje, enquanto aquelas que levantaram fundos em 2022 sofreram queda de 52% em suas avaliações. Entre os “unicórnios caídos” estão marcas conhecidas, como Glossier (queda de 45%), Calendly (-74%), Savage X Fenty (-61%) e AG1 (-47%).

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Microsoft lança IA própria para rivalizar com OpenAI

A Microsoft anunciou nesta terça-feira seus primeiros modelos proprietários de inteligência artificial voltados para desenvolvedores, durante a conferência Build realizada em San Francisco. A iniciativa marca uma mudança no posicionamento da empresa, que até agora atuou principalmente como fornecedora de infraestrutura de nuvem e investidora em outras companhias de IA.

O primeiro modelo apresentado é o MAI-Code-1-Flash, descrito como o modelo inaugural da Microsoft no segmento de codificação por IA. Ele recebe descrições em texto e gera código-fonte para aplicativos e sites. O segundo é o MAI-Thinking-1, um modelo de raciocínio de tamanho médio. Ambos têm eficiência como ponto central de divulgação.

Novos modelos da Microsoft prometem criar códigos com mais eficiência e menor custo para desenvolvedores e empresas. Imagem: bluestork/Shutterstock

Microsoft aposta em eficiência e custo como diferenciais

Kyle Daigle, chefe de marketing para desenvolvedores da Microsoft e diretor de operações do GitHub, descreveu o MAI-Thinking-1 em um post como “construído para alta eficiência e desempenho, mas, principalmente, com baixo custo em tokens”. Tokens são a unidade usada por desenvolvedores para pagar pelo uso de modelos de IA.

O modelo de codificação foi descrito por Daigle como “ultra-eficiente em inferência”. O MAI-Thinking-1 está disponível em prévia privada pelo Microsoft Foundry, serviço voltado à integração de modelos em aplicações. Clientes podem manifestar interesse em testá-lo antes da disponibilização ampla e poderão aumentar a precisão do modelo incorporando dados próprios.

Para a Microsoft, desenvolver modelos próprios traz benefícios econômicos que podem ser repassados aos desenvolvedores: a empresa pode rodar esses modelos na própria infraestrutura Azure, sem pagar a terceiros como o OpenAI.

Logo da OpenAI exibido na tela de um smartphone
Novos modelos da Microsoft chegam para disputar espaço com o GPT-5 no mercado de inteligência artificial generativa. Imagem: Samuel Boivin / Shutterstock – Imagem: Samuel Boivin / Shutterstock

Desempenho comparado ao GPT-5 da OpenAI

Mustafa Suleyman, CEO da Microsoft AI, afirmou que, após ajustar seus modelos para as necessidades da consultoria McKinsey, a Microsoft conseguiu superar o GPT-5 da OpenAI com eficiência de custo dez vezes maior.

O que vocês acabaram de ver é uma mudança bastante significativa. Acreditamos que chegou a hora de cada empresa deixar de apenas consumir um modelo de fronteira para participar plenamente no ecossistema de fronteira.

Satya Nadella, CEO da Microsoft, durante a conferência. 

Estratégia tenta diminuir dependência da OpenAI

A Microsoft investiu US$ 13 bilhões (R$ 65 bilhões) no OpenAI e US$ 5 bilhões (R$ 25 bilhões) na Anthropic, disponibilizando os modelos de ambas pelo Azure. A Anthropic anunciou na segunda-feira que protocolou confidencialmente um pedido de IPO; o OpenAI também estuda uma oferta pública, possivelmente ainda este ano.

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O MAI-Code-1-Flash está disponível no serviço GitHub Copilot e no editor Visual Studio Code. Além dos dois modelos principais, a Microsoft anunciou versões atualizadas de modelos em nuvem para reconhecimento de voz, geração de voz sintética e geração de imagens, além de modelos Aion de menor porte que podem rodar em PCs com Windows.

Em maio, o Google anunciou o Gemini 3.5 Flash, modelo capaz de codificar e executar outras tarefas nos data centers da empresa.

Dedo de uma pessoa apertando o botão do Windows em um teclado
Novas IAs da Microsoft foram desenvolvidas para funcionar localmente em computadores com sistema Windows. Imagem: tomeqs/Shutterstock – Imagem: tomeqs/Shutterstock

Novos recursos chegam ao GitHub e Windows

Os anúncios da Build não ficaram restritos à programação. A Microsoft também revelou atualizações em modelos de reconhecimento de fala, geração de voz sintética e criação de imagens na nuvem.

Outro destaque foi a chegada dos pequenos modelos Aion, desenvolvidos para funcionar diretamente em computadores com Windows.

Entre os principais anúncios da empresa estão:

  • MAI-Code-1-Flash para geração de código;
  • MAI-Thinking-1 focado em raciocínio lógico;
  • novos recursos de voz, imagem e reconhecimento de fala;
  • modelos Aion otimizados para PCs com Windows;
  • integração dos modelos ao GitHub Copilot e Visual Studio Code.

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