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Governo dos Estados Unidos pode ganhar um pedacinho da OpenAI

A OpenAI discutiu a possibilidade de conceder à Casa Branca uma participação de 5% na startup, segundo informações do Financial Times.

De acordo com a reportagem, a desenvolvedora do ChatGPT teria sugerido que outras companhias americanas do setor de inteligência artificial seguissem o mesmo caminho.

Não há informações complementares a respeito de outras empresas – se concordariam ou não com a medida apresentada pela OpenAI.

O Financial Times traz que o CEO Sam Altman discutiu a venda da participação acionária com o presidente Donald Trump, o secretário de Comércio Howard Lutnick e o secretário do Tesouro Scott Bessent.

Outro político que teria conversado com o executivo foi o senador democrata Bernie Sanders.

A ideia de Altman é que empresas de IA dos EUA coloquem 5% de seu capital social em uma iniciativa similar ao Alaska Permanent Fund, uma entidade estatal financiada com verbas do petróleo que paga dividendos anuais à população e compõe parte do orçamento do Alasca.

Uma participação de 5% valeria aproximadamente US$ 42,6 bilhões (R$ 221,64 bilhões), após o laboratório de IA ter concluído uma rodada de financiamento recorde em março – chegando a uma avaliação pós-investimento de US$ 852 bilhões (R$ 4,4 trilhões).

De acordo com a reportagem, as negociações são “conceituais” e estão em fase inicial. Qualquer acordo poderá exigir uma lei do Congresso para ser implementado.

Contexto

Essa informação chega em um contexto de embate entre empresas de IA e o governo americano. Há dois pontos principais: o potencial uso indevido de modelos mais avançados e a participação dos americanos nos lucros do setor.

Vamos entender:

  • Em junho, o presidente Donald Trump afirmou que estava avaliando formas de dar à população uma participação nas maiores empresas de IA. Essa seria uma solução para a preocupação constante de que, individualmente, americanos não teriam nenhum ganho com os potenciais lucros do setor.
  • A OpenAI chegou a propor um fundo de investimento para empresas de IA que destinaria lucros à população.
  • A Anthropic disse que avalia um “dividendo digital”, ou seja, pagamentos aos americanos financiados por impostos sobre o setor de IA.

E ainda:

  • Em junho, o presidente Donald Trump assinou uma ordem executiva que cria um marco voluntário para permitir que o governo federal avalie novos sistemas de IA antes de seu lançamento.
  • Nesta semana, os modelos Fable 5 e Mythos 5 voltaram a ficar disponíveis depois que o governo dos Estados Unidos suspendeu os controles de exportação aplicados à Anthropic. A mudança ocorre menos de três semanas após as restrições impostas por razões de segurança nacional.
  • As restrições haviam sido determinadas em 12 de junho e obrigaram a Anthropic a desativar os dois modelos para todos os usuários, já que não havia como verificar a nacionalidade de cada pessoa em tempo real.
  • Depois de implementar novas salvaguardas, a empresa recebeu autorização para retomar o acesso. O Mythos 5 será disponibilizado gradualmente para parceiros nacionais e internacionais, enquanto o Fable 5, desenvolvido para o público em geral, está disponível desde quarta-feira (01).
  • OpenAI não vai colocar o GPT-5.6 nas mãos de todos os usuários de uma só vez. Atendendo a um pedido do governo dos Estados Unidos, a empresa decidiu iniciar a distribuição do novo modelo de inteligência artificial de forma gradual. A previsão é que a tecnologia chegue primeiro a um grupo restrito de parceiros. Se essa etapa ocorrer como esperado, o acesso será ampliado nas semanas seguintes.

OpenAI e Anthropic estão se preparando para abrir seu capital na bolsa de valores dos EUA, em movimentos que alguns investidores acreditam que podem avaliar ambas as empresas em mais de US$ 1 trilhão.

Até o momento, OpenAI e Casa Branca não se manifestaram sobre o assunto.

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Chatbots podem ter consciência? Big techs investigam

Anthropic, Google e Meta estão olhando para uma questão que, até pouco tempo atrás, parecia mais filosófica do que técnica: será que modelos de IA podem ter consciência ou algum tipo de emoção? Hoje, essa discussão já envolve cientistas de áreas bem diferentes.

O tema ganhou força no Vale do Silício junto com o avanço acelerado da IA que começa a levantar dúvidas menos técnicas e mais profundas sobre o que esses sistemas realmente representam, comenta o The Washington Post.

“IA pode ter consciência?” debate cresce no Vale do Silício com avanço acelerado dos modelos de linguagem. – Imagem: Layse Ventura via Gemini / Olhar Digital

Um debate que saiu da teoria

Durante muito tempo, falar em máquinas conscientes parecia coisa de ficção científica. Agora, isso entrou de vez na agenda de grandes empresas.

O pesquisador Cameron Berg contou que, em 2024, perguntou ao CEO da OpenAI, Sam Altman, se a empresa considerava seriamente a possibilidade de consciência em sistemas de IA.

Segundo ele, Altman disse que o assunto já fazia parte das discussões internas. “Era algo que ele obviamente já havia considerado”, afirmou Berg.

Depois dessa conversa, Berg criou uma organização sem fins lucrativos dedicada a estudar formas de avaliar consciência em sistemas artificiais.

Tela de smartphone exibe ícones de chatbots de IA como ChatGPT, Gemini, Claude e Copilot
Chatbots cada vez mais realistas levantam dúvidas sobre limites entre simulação e experiência real. – Imagem: jackpress / Shutterstock

Quando a IA começa a ser vista como algo que pode ter “bem-estar”

Na Anthropic, criadora do Claude, equipes internas passaram a investigar o que chamam de “estados internos” dos modelos de IA.

A empresa afirma que ainda não há evidências de experiências reais nesses sistemas, mas considera o tema relevante o bastante para pesquisa contínua.

Continuamos profundamente incertos sobre o status moral de Claude e de outros modelos de IA, mas acreditamos que a questão é séria o suficiente para ser estudada cuidadosamente à medida que os sistemas se tornam mais capazes.

Paruul Maheshwary, porta-voz da Anthropic, ao The Washington Post.

A OpenAI também já tratou do tema internamente, em canais de trabalho onde se discute a possibilidade de consciência em modelos de linguagem.

Nesse cenário, grupos ligados ao altruísmo eficaz defendem que entender possíveis implicações morais da IA será importante no longo prazo.

Ilustração de mãos humanas em volta de cérebro humano ilustrando a ideia e que a inteligência artificial (IA) é a peça que falta no órgão
Modelos como Claude são estudados para entender possíveis “estados internos” e comportamento emocional. – Imagem: Jack_the_sparow/Shutterstock

O que a ciência realmente aceita hoje

Na visão da maioria dos neurocientistas, não há evidências de que sistemas de IA sejam conscientes ou sintam emoções.

Para esses especialistas, o que os modelos fazem é reproduzir padrões de linguagem humana com alta eficiência, sem qualquer experiência interna comprovada.

Leia mais:

Ainda assim, a forma como esses sistemas se comunicam é convincente o suficiente para fazer usuários atribuírem características humanas a eles.

Pesquisadores como Margaret Mitchell, da Hugging Face, alertam que parte desse debate também é influenciada pela forma como as próprias empresas apresentam suas tecnologias.

Um debate que ainda está longe de terminar

O interesse por esse tema tende a crescer conforme a IA se torna mais presente no cotidiano.

Por enquanto, não existe consenso científico sobre consciência em máquinas, mas a discussão já deixou de ser marginal e passou a fazer parte do centro do debate tecnológico e ético.

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ChatGPT alertou autoridades sobre pai que queria matar filho no ES

Um homem de 36 anos foi preso pela suspeita de planejar a morte do próprio filho, de apenas 8 anos, em São Gabriel da Palha, no Espírito Santo.

Segundo a Polícia Civil, ele teria falado sobre o plano no ChatGPT.

Detalhes da investigação

  • A investigação teve início nos Estados Unidos. A desenvolvedora do chatbot, a OpenAI, alertou o FBI sobre a conversa na plataforma de IA.
  • O FBI, então, comunicou o governo brasileiro, que passou as informações à Polícia Civil do Espírito Santo.
  • O homem foi preso no último dia 19 – um dia antes da data que pretendia cometer o crime.
  • A identidade do suspeito não foi revelada.
  • O indiciamento ainda não foi concluído porque as investigações seguem. Ele pode responder por ameaça, incitação ao crime e tentativa de homicídio.
  • O smartphone do suspeito passará por perícia.
  • À polícia, ele disse que não pretendia matar o filho.

O plano compartilhado no ChatGPT

  • O homem teria planejado a morte do filho para não pagar pensão alimentícia.
  • Ele disse ao chatbot que tinha uma arma, uma corda e cianeto – um composto químico tóxico. O suspeito afirmou à IA que também fez contato com um pistoleiro.
  • A proposta teria sido recusada por se tratar de uma criança, segundo as mensagens.
  • De acordo com a Polícia Civil, além de tirar a vida do filho, o homem planejava ataques em massa.

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Realmente precisamos das IAs? A corrida bilionária ainda busca retorno

A corrida pela inteligência artificial (IA) está custando cada vez mais caro às gigantes da tecnologia. Microsoft, Alphabet, Amazon e Meta devem investir juntas entre US$ 650 bilhões e US$ 720 bilhões em infraestrutura de IA ao longo de 2026, ampliando gastos com data centers, chips e desenvolvimento de modelos cada vez mais avançados. Ao mesmo tempo, investidores e o próprio mercado ainda questionam quando esses investimentos começarão a gerar retorno financeiro.

As dúvidas, porém, vão além das big techs. Enquanto empresas buscam transformar projetos de IA em resultados concretos e consumidores avaliam se vale a pena pagar por recursos baseados na tecnologia, especialistas ouvidos pelo Olhar Digital afirmam que o desafio já não está apenas no desenvolvimento da IA, mas em como aplicá-la de forma estratégica, gerar retorno financeiro e construir modelos de negócio sustentáveis.

Bilhões em investimentos, resultados desiguais

Os investimentos bilionários em inteligência artificial não geram os mesmos resultados para todos os participantes desse mercado. Enquanto empresas responsáveis pela infraestrutura da tecnologia vivem um momento de forte expansão, companhias que desenvolvem aplicações ou incorporam IA aos seus produtos ainda buscam transformar esses aportes em crescimento sustentável.

Para Arthur Igreja, especialista em Tecnologia e Inovação, essa diferença acontece porque a cadeia da inteligência artificial é composta por diferentes camadas, cada uma com desafios e oportunidades próprios. Ele recorre a uma analogia popularizada pelo CEO da Nvidia, Jensen Huang, que compara o mercado de IA a um “bolo de cinco camadas” (“Five-Layer Cake“): energia, chips, data centers, modelos e aplicações. Segundo o especialista, os resultados variam conforme a posição ocupada nessa cadeia.

Na segunda camada, para quem vende chips, como é o caso da Nvidia, os resultados têm sido incríveis, com recorde atrás de recorde, margens espetaculares, crescimento contínuo e uma trajetória muito positiva. Agora, à medida que vamos subindo nessa cadeia, chegando às aplicações e às big techs, o cenário muda um pouco. Os resultados em faturamento e o retorno sobre esses investimentos ainda não estão acontecendo em todas as frentes.

Arthur Igreja, especialista em Tecnologia e Inovação

Data centers estão entre os principais destinos dos investimentos bilionários realizados por empresas que apostam na expansão da inteligência artificial – Imagem: Make more Aerials / Shutterstock

Na avaliação do especialista, esse comportamento é comum em grandes ciclos de inovação. Enquanto alguns segmentos conseguem capturar rapidamente o retorno dos investimentos, outros ainda passam por um período de adaptação até encontrar modelos de negócio sustentáveis — e nem todas as empresas conseguirão fazer essa transição com sucesso.

Essa diferença também aparece na avaliação de Lucas Gilbert, especialista em Tecnologia Digital. Segundo ele, fabricantes de chips e empresas responsáveis pela infraestrutura da inteligência artificial já conseguem transformar investimentos em faturamento. Mas a realidade é diferente para organizações que adotam a tecnologia em suas operações. Nelas, o desafio ainda é transformar ganhos de produtividade em resultados financeiros concretos.

O desafio não é adotar IA, mas gerar retorno

Levar a inteligência artificial para dentro das empresas deixou de ser o principal obstáculo. O desafio agora é transformar esse movimento em ganhos concretos para o negócio. Embora cada vez mais organizações testem ferramentas baseadas em IA, poucas conseguem incorporá-las à operação de forma a gerar impacto financeiro mensurável.

Na avaliação de Lucas Gilbert, essa dificuldade está menos relacionada à tecnologia e mais à forma como ela é implementada. Segundo ele, muitas empresas utilizam a IA para automatizar tarefas simples, mas “difícil é redesenhar o jeito que a empresa trabalha para que a IA realmente economize dinheiro ou gere receita”.

Equipe de profissionais utiliza recursos de inteligência artificial em ambiente corporativo.
Empresas ampliam o uso de ferramentas de inteligência artificial, mas transformar essa adoção em retorno financeiro ainda é um desafio para muitas organizações – Imagem: Gorodenkoff / Shutterstock

Pesquisas recentes ajudam a ilustrar esse cenário. Um estudo do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês), por exemplo, apontou que 95% dos projetos-piloto de IA não geram impacto mensurável nos resultados das empresas. Já um levantamento da PwC mostrou que mais da metade dos CEOs ainda não observou benefícios financeiros relevantes com a tecnologia.

Para Gilbert, esse cenário não significa que a inteligência artificial tenha fracassado, mas que muitas empresas ainda não aprenderam a transformar ganhos individuais de produtividade em retorno financeiro para a organização.

O entusiasmo corre na velocidade de quem testa. O uso prático corre na velocidade de quem transforma a operação. E são velocidades bem diferentes.

Lucas Gilbert, especialista em Tecnologia Digital

Os dados sobre a maturidade da adoção corporativa ajudam a explicar esse descompasso. Segundo Alessandra Montini, professora e diretora do LabData, da FIA, embora praticamente todas as empresas reconheçam a importância estratégica da inteligência artificial, a maior parte ainda está nos estágios iniciais de implementação.

A especialista cita dados do estudo A Nova Força de Trabalho Híbrida, produzido pelo TEC Institute em parceria com a Skyone, segundo o qual 99% das organizações consideram agentes de IA centrais para os negócios nos próximos três anos. Apesar disso, 74% ainda se encontram em níveis iniciais ou intermediários de adoção. O levantamento também mostra que 57% das empresas não contam com orçamento dedicado para iniciativas de IA e que 59% afirmam não estar preparadas para operar, no curto prazo, com equipes formadas por pessoas e sistemas inteligentes.

O consumidor está disposto a pagar pela IA?

Se convencer empresas a transformar inteligência artificial em retorno financeiro já é um desafio, conquistar o consumidor representa outra etapa dessa equação. Embora ferramentas como ChatGPT, Gemini e Claude tenham popularizado a tecnologia, ainda há dúvidas sobre a disposição do público em pagar por esses recursos.

Os dados disponíveis indicam que a adoção cresce mais rapidamente do que a monetização. Um relatório da Menlo Ventures, baseado em uma pesquisa com mais de 5 mil adultos nos Estados Unidos, estima que cerca de 1,8 bilhão de pessoas já utilizaram ferramentas de IA em todo o mundo. Apesar disso, o mercado consumidor movimenta cerca de US$ 12 bilhões por ano, o que representa uma taxa de conversão de aproximadamente 3% para serviços premium. O levantamento também estima que o ChatGPT converta cerca de 5% de seus usuários ativos em assinantes pagos.

Pessoa utiliza o ChatGPT em um notebook.
Ferramentas como o ChatGPT popularizaram o uso da inteligência artificial, mas a parcela de consumidores que paga por recursos avançados ainda é relativamente pequena – Imagem: Thaspol Sangsee / Shutterstock

Na avaliação de Lucas Gilbert, esse cenário indica que o consumidor médio ainda vê a inteligência artificial como um recurso incorporado aos serviços que já utiliza, e não como uma assinatura indispensável. Segundo ele, quem mais aceita pagar pela tecnologia são profissionais que conseguem compensar esse custo com ganhos de produtividade.

Arthur Igreja observa o cenário por outro ângulo. Para o especialista, a disposição para pagar pela inteligência artificial já existe em diferentes perfis de usuários, desde consumidores que utilizam ferramentas para editar imagens e vídeos até profissionais que dependem da tecnologia em atividades mais avançadas. Na avaliação dele, a decisão de pagar depende menos do perfil do usuário e mais da capacidade da ferramenta de resolver um problema concreto.

Acredito que não é uma questão de um recorte de perfil de usuário ou de tipo de empresa, a questão é onde ela gera valor e gerou valor, alguém vai estar disposto a pagar para usar.

Arthur Igreja, especialista em Tecnologia e Inovação

Realmente precisamos das IAs?

Embora os investimentos bilionários e o avanço da inteligência artificial tenham colocado a tecnologia no centro das discussões do setor, especialistas ouvidos avaliam que o valor da IA depende menos da sua presença em produtos e serviços e mais da capacidade de resolver problemas concretos.

Arthur Igreja avalia que a inteligência artificial representa uma transformação tecnológica sem volta. Isso, porém, não significa que todas as iniciativas terão sucesso ou que a tecnologia faça sentido em qualquer contexto. Segundo ele, o desafio das empresas é identificar onde a IA realmente agrega valor e onde sua adoção ocorre apenas pelo receio de ficar para trás em relação à concorrência.

Lucas Gilbert faz uma distinção semelhante. Para ele, a inteligência artificial entrega resultados consistentes em atividades repetitivas, de grande volume e com impacto fácil de mensurar, como atendimento ao cliente, detecção de fraudes, processamento de documentos e apoio à programação. Em contrapartida, o especialista afirma que muitas empresas passaram a incorporar recursos de IA em produtos e serviços mais para acompanhar uma tendência de mercado do que para resolver uma necessidade concreta dos usuários.

A pergunta que separa uma coisa da outra é simples: tira a IA daqui e alguém sente falta? Se a resposta é não, provavelmente era enfeite.

Lucas Gilbert, especialista em Tecnologia Digital

Para Alessandra Montini, a inteligência artificial tende a gerar mais valor quando deixa de ser tratada como uma ferramenta isolada e passa a fazer parte da estratégia das empresas. Na avaliação da diretora do LabData, da FIA, o potencial da tecnologia está menos na presença de recursos de IA e mais na capacidade de transformar processos e gerar resultados para o negócio.

As avaliações dos especialistas apontam para uma mesma direção: a inteligência artificial tende a gerar mais valor quando é aplicada para resolver problemas concretos e produzir resultados mensuráveis. Nos casos em que é incorporada apenas para acompanhar uma tendência de mercado, os benefícios costumam ser mais difíceis de justificar.

Mais do que desenvolver IA, o desafio é aplicá-la

As análises dos especialistas mostram que, embora a inteligência artificial avance em diferentes ritmos entre empresas e consumidores, o principal desafio para os próximos anos será transformar o potencial da tecnologia em resultados consistentes para empresas e usuários.

Alessandra Montini diz que esse desafio passa menos pelo desenvolvimento de modelos mais sofisticados e mais pela capacidade das empresas de incorporar a inteligência artificial à estratégia do negócio. Na avaliação da especialista, tratar a tecnologia apenas como uma ferramenta de produtividade limita seu potencial de gerar impacto nas organizações.

O principal desafio não é a tecnologia, mas a capacidade das empresas de integrá-la à estratégia do negócio. Muitas organizações ainda tratam a inteligência artificial como uma iniciativa isolada ou uma ferramenta de produtividade, quando seu maior potencial está na transformação dos processos e na geração de valor para o negócio.

Alessandra Montini, diretora do LabData da FIA

O conjunto de investimentos recordes, desafios de monetização e diferentes estágios de adoção mostra que a discussão sobre inteligência artificial já não gira apenas em torno da capacidade da tecnologia. O foco passa, cada vez mais, pela capacidade de transformar esse potencial em resultados concretos para empresas e consumidores.

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Por que a OpenAI não vai liberar o GPT-5.6 para todo mundo?

A OpenAI não vai colocar o GPT-5.6 nas mãos de todos os usuários de uma só vez. Atendendo a um pedido do governo dos Estados Unidos, a empresa decidiu iniciar a distribuição do novo modelo de inteligência artificial de forma gradual.

A previsão é que a tecnologia chegue primeiro a um grupo restrito de parceiros. Se essa etapa ocorrer como esperado, o acesso será ampliado nas semanas seguintes.

Governo quer acompanhar a primeira fase

O GPT-5.6 será o novo sistema responsável por alimentar o ChatGPT. Segundo um memorando de Sam Altman obtido pelo The Information, a fase inicial será acompanhada de perto pelo governo americano, que fará a liberação individual de cada cliente autorizado.

O pedido partiu de dois órgãos federais e, de acordo com a publicação, ganhou reforço do secretário de Comércio de Donald Trump, Howard Lutnick, que teria solicitado a participação de outras agências antes de uma liberação mais ampla.

Na prática, a etapa inicial prevê:

  • acesso restrito a um pequeno grupo de parceiros;
  • aprovação individual de cada cliente durante a prévia;
  • acompanhamento do processo por órgãos do governo dos EUA;
  • ampliação do acesso nas semanas seguintes, caso tudo transcorra conforme o previsto.

Esse formato representa uma mudança na maneira como modelos avançados de IA costumam ser disponibilizados, já que a expansão dependerá do andamento dessa fase inicial.

Antes de chegar ao público, o GPT-5.6 passará por uma fase de testes com um grupo restrito de parceiros selecionados. – Imagem: arda savasciogullari/Shutterstock
Celular com logomarca do Claude Mythos na tela colocado em cima de teclado de notebook
O caso do GPT-5.6 lembra o Mythos, da Anthropic, que também teve acesso limitado por decisão do governo dos EUA. – Imagem: gguy/Shutterstock

Caso da Anthropic ajuda a explicar a decisão

O modelo adotado pela OpenAI lembra o caminho percorrido pela Anthropic, uma de suas principais concorrentes.

A empresa lançou o Mythos em um programa de acesso gradual, mas acabou suspendendo completamente a disponibilidade pública da tecnologia depois que o governo dos Estados Unidos determinou que cidadãos estrangeiros não poderiam acessar o sistema. A medida foi motivada pelas capacidades avançadas de invasão cibernética atribuídas ao modelo.

O Mythos também chamou atenção das autoridades britânicas de segurança em inteligência artificial, que o classificaram como um “salto” em comparação com os modelos de ponta anteriores.

OpenAI diz que prefere outro caminho

Embora tenha aceitado a solicitação do governo, a OpenAI afirma que esse formato não representa seu plano ideal para futuros lançamentos.

No memorando enviado aos funcionários, Sam Altman escreveu: “Deixamos claro ao governo dos EUA que esse não é nosso modelo preferido de longo prazo, e trabalharemos com eles e com outros da indústria para alcançar uma abordagem mais sustentável para lançamentos futuros.”

Para a empresa, a expectativa é continuar discutindo alternativas com autoridades e representantes do setor, buscando um modelo considerado mais adequado para disponibilizar tecnologias cada vez mais avançadas.

Casa Branca muda o discurso sobre IA

A decisão envolvendo o GPT-5.6 ocorre em meio a uma mudança de postura do governo americano sobre inteligência artificial.

Neste mês, o presidente Donald Trump assinou uma ordem executiva que cria um marco voluntário para permitir que o governo federal avalie novos sistemas de IA antes de seu lançamento.

A medida contrasta com declarações feitas anteriormente pela própria Casa Branca. No ano passado, o vice-presidente JD Vance afirmou que “a regulação excessiva do setor de IA poderia matar uma indústria transformadora”.

O avanço acelerado das capacidades desses sistemas, porém, ampliou o debate sobre segurança e supervisão. Se o cronograma anunciado for mantido, o GPT-5.6 chegará primeiro a um grupo limitado de parceiros antes de ser disponibilizado ao público mais amplo, em um lançamento que poderá servir de referência para futuras estreias de modelos avançados de inteligência artificial.

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IA barata: Z.ai muda o jogo e pressiona empresas de inteligência artificial dos EUA

O avanço dos modelos chineses de inteligência artificial vem mexendo com o equilíbrio das grandes empresas de tecnologia. A Z.ai é um dos nomes que mais chamam atenção, oferecendo sistemas quase no nível dos principais modelos americanos, mas com custos bem menores.

Nos bastidores, a percepção é de que a distância caiu rápido. “Com o Fable restrito, a diferença entre os EUA e a China é muito pequena”, afirmou Rehaan Ahmad, cofundador da alphaXiv, ao The New York Times.

E não é só sobre desempenho bruto. O setor também está mudando a forma de pensar: eficiência virou prioridade, e soluções em código aberto começaram a ganhar mais espaço, disputando diretamente com modelos fechados e caros.

O modelo GLM-5.2 da Z.ai se destaca por custo reduzido e forte desempenho em tarefas de programação e automação. – Imagem: Reprodução/Z.ai

Z.ai, GLM-5.2 e a pressão pelo preço mais baixo

A Z.ai ganhou visibilidade com o modelo GLM-5.2, que apareceu em rankings globais de popularidade e começou a ser usado por desenvolvedores e empresas. O ponto que mais pesa é o custo — em várias tarefas, ele pode sair várias vezes mais barato que alternativas americanas.

O modelo também tem bom desempenho em geração de código e na operação de agentes de IA, sistemas que funcionam como assistentes dentro de outras ferramentas e conseguem executar tarefas de forma autônoma.

Esse avanço já chegou com força no Vale do Silício. “Você precisa dirigir uma Ferrari para todo lugar?”, provocou o investidor Vivek Ramaswamy, ao comentar o crescimento dessas alternativas mais baratas.

Um mercado dividido entre acesso e desconfiança

Mesmo com o avanço rápido, os modelos chineses ainda enfrentam resistência fora do país. Temas como privacidade de dados, disputas geopolíticas e regras mais duras nos Estados Unidos seguem pesando bastante na adoção.

Também há preocupação com possíveis exigências de censura e com o uso de dados sensíveis em sistemas hospedados na China. Por outro lado, empresas como Microsoft e Amazon já começaram a oferecer acesso a esses modelos em suas plataformas, o que amplia bastante o alcance.

O resultado é um cenário meio dividido. Em alguns rankings, modelos chineses já aparecem entre os mais usados, o que mostra uma mudança em andamento, ainda sem uma dominância clara de nenhum lado.

Ícones dos aplicativos ChatGPT, Claude e Gemini exibidos na tela de um smartphone
A corrida da inteligência artificial entra em nova fase, com modelos chineses ganhando força e disputando espaço com líderes americanos. – Imagem: Primakov / Shutterstock

Uma corrida que muda de direção o tempo todo

Especialistas dizem que ainda não dá para apontar um vencedor claro. As empresas americanas seguem na frente nos modelos mais avançados, mas a China reduziu a distância em pouco tempo e já pressiona em várias frentes ao mesmo tempo.

Leia mais:

O mercado, na prática, virou uma corrida constante. A liderança muda de posição conforme novos modelos surgem e começam a ser adotados.

“Quem sabe qual será o modelo líder daqui a três semanas?”, resumiu Justin Summerville, da OpenRouter, refletindo essa sensação de incerteza que hoje domina o setor de IA.

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The New York Times amplia ação judicial contra Microsoft e OpenAI por uso de conteúdo em IA

O New York Times alterou o processo que move contra a OpenAI e a Microsoft desde 2023. Em uma nova petição apresentada nesta quinta-feira (25) no Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Sul de Nova York, o jornal modificou uma acusação contra a Microsoft e retirou outra que havia sido feita contra a OpenAI.

A ação original, aberta em dezembro de 2023, acusa as duas empresas de violar direitos autorais ao usar milhões de artigos do TNYT para treinar tecnologias de inteligência artificial, incluindo o chatbot ChatGPT. O jornal argumentou que essas tecnologias passaram a competir com ele como fonte de informação.

Entenda os desdobramentos do caso

Aplicativo do ChatGPT em um celular – Imagem: Diego Thomazini/Shutterstock

Na petição original, o TNYT já acusava a Microsoft de infração “contributiva” de direitos autorais, em parte por ter fornecido a infraestrutura computacional usada pela OpenAI para desenvolver seus sistemas de IA. No novo documento, o jornal amplia essa acusação: afirma que a Microsoft encorajou ativamente a OpenAI a treinar seus sistemas com artigos protegidos do Times e forneceu serviços desenvolvidos especificamente para auxiliar nesse treinamento.

Ao mesmo tempo, o Times retirou do processo a acusação de que a OpenAI teria cometido infração “secundária” de direitos autorais por não impedir que consumidores e empresas gerassem conteúdo protegido por meio de IA.

Graham James, porta-voz do Times, comentou as mudanças em nota: “Como alegamos há muito tempo, a Microsoft encorajou ativamente a OpenAI a roubar nossas obras protegidas por direitos autorais”, afirmou. “Além de alterar essa acusação e simplificar o caso para seus argumentos mais sólidos, nossas alegações centrais permanecem as mesmas desde o dia em que abrimos este processo.

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IA Claude avança entre consumidores pagantes e pressiona liderança do ChatGPT, aponta análise de mercado

Um conjunto de análises sobre transações financeiras e interesse educacional indica que o uso pago do Anthropic por meio do assistente Claude vem crescendo de forma consistente entre consumidores nos Estados Unidos. O movimento aparece em dados de milhões de transações de cartões e em plataformas de ensino de tecnologia.

As informações mostram que esse avanço ocorre em um cenário de competição direta com o ChatGPT, que ainda mantém ampla liderança em volume total de usuários e receitas. Apesar disso, os sinais recentes apontam aumento de interesse e de pagamentos relacionados ao produto da Anthropic.

As tendências também são observadas em indicadores de busca e consumo de cursos, além de mudanças no contexto regulatório envolvendo modelos da empresa, o que adiciona pressão e atenção ao desempenho recente da companhia no mercado de inteligência artificial.

Crescimento de interesse e disputa no mercado de IA

Anthropic cresce – Imagem: Samuel Boivin/Shutterstock

Levantamentos baseados em bilhões de transações anônimas de cartões, analisados pela empresa de inteligência de dados Indagari, indicam que assinaturas e pagamentos ligados ao Claude avançaram de forma contínua ao longo de 2026 nos Estados Unidos. O recorte analisado inclui cerca de 28 milhões de consumidores e mostra aumento relevante no volume gasto com serviços associados ao sistema da Anthropic.

Segundo esses dados, o crescimento acumulado do grupo de consumidores pagantes ligado ao Claude chegou a aproximadamente 75% desde o início de 2026, com expansão mês a mês. O movimento teria persistido mesmo após um pico registrado em março, período associado a uma decisão da empresa de restringir usos militares e de vigilância em certos contextos.

Além disso, uma plataforma de ensino digital, a DataCamp, relatou aumento expressivo na procura por conteúdos relacionados ao Claude. A empresa afirmou que o termo passou a liderar buscas internas e que o interesse em cursos sobre o sistema cresceu significativamente em um curto intervalo de tempo, superando até mesmo buscas gerais sobre inteligência artificial em alguns recortes de usuários.

Comparação com o ChatGPT e consolidação do mercado

Ao fundo, gráfico financeiro; à frente, o logo da OpenAI em um smartphone
OpenAI continua na frente da Anthropic, por enquanto – Imagem: JarTee/Shutterstock

Apesar do avanço, o ChatGPT segue como a principal ferramenta de inteligência artificial voltada ao consumidor final, tanto em número de usuários quanto em receita estimada. Dados de empresas de inteligência de mercado indicam que a base do produto da OpenAI continua muito superior à do Claude.

Relatórios da empresa Sensor Tower mostram que o Claude apresentou expansão relevante em diferentes plataformas ao longo do ano, mas ainda permanece distante em escala quando comparado ao concorrente. A diferença é atribuída ao alcance já consolidado do ChatGPT no mercado global.

Mesmo assim, observadores do setor apontam que a distância pode estar diminuindo em termos de ritmo de crescimento e atenção do público, especialmente entre usuários que buscam ferramentas alternativas para tarefas específicas.

Fatores regulatórios e contexto empresarial

O desempenho recente da Anthropic também ocorre em meio a tensões regulatórias. Informações indicam que autoridades dos Estados Unidos teriam imposto restrições ao uso de modelos mais avançados da empresa em determinados contextos e regiões, o que levou à retirada temporária de algumas versões do mercado.

Entre os modelos afetados estariam versões chamadas Mythos 5 e Fable 5, associadas a capacidades avançadas em cibersegurança. A medida teria impactado a disponibilidade global desses sistemas.

Até o momento, a Anthropic não comentou oficialmente os dados de crescimento nem os efeitos das restrições. Ainda assim, as informações reunidas sugerem expansão simultânea de interesse consumidor e pressão regulatória.

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Quase 400 jornais processam OpenAI e Microsoft por treinar IA com textos jornalísticos sem autorização

Um conjunto de editoras responsável por quase 400 jornais ingressou com uma ação judicial contra a OpenAI e a Microsoft nos Estados Unidos, acusando as empresas de utilizarem conteúdo jornalístico sem autorização para desenvolver sistemas de inteligência artificial. O processo foi apresentado na última quarta-feira (24) no Tribunal Distrital do Sul de Nova York.

Segundo a acusação, textos produzidos pelos veículos teriam sido coletados e copiados para abastecer modelos de linguagem empregados em ferramentas como ChatGPT e Microsoft Copilot. Os autores da ação sustentam que o material foi aproveitado sem qualquer compensação financeira aos detentores dos direitos.

A iniciativa ocorre em meio ao avanço de disputas judiciais envolvendo empresas de tecnologia e organizações de mídia. Para os jornais, a falta de responsabilização pelo uso desse conteúdo pode comprometer a sustentabilidade econômica do jornalismo local.

Ação amplia embate entre imprensa e desenvolvedoras de IA

Fachada da Microsoft – Imagem: Tang Yan Song/Shutterstock

De acordo com a petição apresentada à Justiça, as empresas teriam acessado páginas dos veículos de comunicação, reproduzido reportagens e armazenado esse material em seus próprios sistemas para o treinamento de modelos de inteligência artificial. Os autores também alegam que informações relacionadas à gestão de direitos autorais teriam sido removidas durante esse processo.

Conforme os jornais, os sistemas desenvolvidos pelas rés são capazes de reproduzir conteúdos derivados desse material quando acionados por usuários. A argumentação central da ação é que o valor gerado pelos produtos de inteligência artificial teria sido construído, em parte, a partir do trabalho produzido pelas empresas jornalísticas.

Representando os autores, o ex-procurador-geral de Nova Jersey, Matthew Platkin, afirmou que a ação reúne um dos maiores esforços já liderados por veículos locais e regionais contra desenvolvedoras de inteligência artificial. Em entrevista mencionada na Bloomberg Law News, ele destacou a relevância do jornalismo regional para a sociedade norte-americana.

O jornalismo local é uma fonte de informação confiável para a grande maioria dos americanos. Ele é a força vital da nossa democracia, e esse modelo de negócios realmente colocou a imprensa local em risco de extinção”, explicou o advogado.

Fachada do prédio do The New York Times
Fachada do The New York Times, em Nova York, EUA – Imagem: Osugi//Shutterstock

Na mesma entrevista, Platkin avaliou que acordos ou decisões futuras não deveriam beneficiar apenas grandes grupos de mídia, mas também organizações locais que continuam cobrindo temas pouco explorados por outros veículos.

Os jornais afirmam ainda ter investido bilhões de dólares na produção e proteção de seu conteúdo, inclusive por meio de sistemas de assinatura e barreiras de acesso. Mesmo assim, alegam que esse material teria sido utilizado pelas empresas sem autorização prévia.

Entre os pedidos apresentados à Justiça estão indenizações previstas na legislação de direitos autorais e medidas judiciais destinadas a interromper práticas consideradas irregulares pelos autores da ação.

Em resposta às acusações, a OpenAI declarou que seus modelos são desenvolvidos com base em informações disponíveis publicamente e que suas atividades estão amparadas pelo princípio do fair use. Já a Microsoft não havia se manifestado até o momento da publicação da reportagem da Bloomberg.

O caso se soma a uma série de processos recentes envolvendo o uso de conteúdo protegido por direitos autorais no desenvolvimento de ferramentas de inteligência artificial. A reportagem cita iniciativas semelhantes movidas por organizações como CNN, New York Times, Reddit, Encyclopaedia Britannica e Merriam-Webster contra outras empresas do setor.

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Anthropic volta a roubar talentos do Google em IA

A saída de dois pesquisadores ligados ao Gemini voltou a pressionar as ações da Alphabet e colocou novamente o Google no centro da disputa por talentos de inteligência artificial.

Os profissionais devem deixar a empresa para atuar na Anthropic, concorrente direta no desenvolvimento de modelos generativos. O movimento acontece após uma sequência recente de baixas em áreas estratégicas da companhia, explica o The Wall Street Journal.

Google tenta conter percepção de perda de talentos em meio à corrida global por IA. – Imagem: kovop/Shutterstock

Novas saídas atingem equipe do Gemini

Segundo informações divulgadas pela Bloomberg, Jonas Adler e Alexander Pritzel planejam deixar o Google para se juntar à Anthropic. Ambos estão ligados ao desenvolvimento do Gemini, modelo de IA que compete diretamente com o Claude, da rival.

O mercado já vinha reagindo a mudanças anteriores na equipe de inteligência artificial do Google, e a nova informação reforçou a percepção de instabilidade em um dos grupos mais estratégicos da empresa.

As ações da Alphabet recuaram 1,3% no pré-mercado, para US$ 340,82 (cerca de R$ 1.874), ampliando perdas registradas em sessões anteriores.

Logos das bigtechs em um smartphone
A competição entre big techs acelera e transforma a disputa por pesquisadores em um dos principais fatores do mercado de IA. – Imagem: gguy/Shutterstock

Disputa por pesquisadores se intensifica entre big techs

A movimentação ocorre em meio à concorrência direta entre Google, OpenAI e Anthropic na contratação de especialistas em IA generativa.

Entre as saídas recentes estão:

  • Jonas Adler e Alexander Pritzel, que devem ir para a Anthropic
  • Noam Shazeer, que anunciou ida para a OpenAI
  • John Jumper, que deixou o Google recentemente
  • Engenheiros e pesquisadores em início de carreira que também saíram nos últimos dias

Na segunda-feira, as ações da Alphabet chegaram a cair 5%, o pior desempenho diário em mais de um ano após notícias relacionadas a mudanças na equipe de IA.

Nem Google nem Anthropic comentaram oficialmente as informações. Adler e Pritzel também não foram localizados para comentar.

Google tenta conter percepção de perda de talentos

Durante um evento em Cannes, o CEO do DeepMind, Demis Hassabis, afirmou que o Google mantém uma posição sólida na área de pesquisa em inteligência artificial.

Temos, de longe, a maior e mais abrangente equipe de pesquisa entre todos os laboratórios existentes.

Demis Hassabis, CEO do DeepMind, em evento.

A fala ocorre em meio a uma sequência de movimentações entre pesquisadores de alto nível no setor, que vêm sendo disputados por diferentes laboratórios de IA.

Logo do Google em frete a um prédio
Investidores acompanham a saída de profissionais do Google enquanto concorrentes avançam na contratação de especialistas em IA. – Imagem: hapabapa/iStock

Mercado acompanha próximos movimentos das big techs

Com novas saídas registradas em áreas-chave do Gemini, investidores seguem monitorando os próximos passos do Google e de seus concorrentes.

Leia mais:

A disputa por pesquisadores continua sendo um dos principais pontos de atenção do setor, enquanto empresas aceleram o desenvolvimento de modelos cada vez mais avançados de inteligência artificial.

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