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OpenAI lança plano ChatGPT Pro mais barato para competir com a Anthropic

A OpenAI anunciou uma atualização em um de seus planos pagos do ChatGPT, ampliando os limites de uso do Codex (seu assistente de programação). Agora, o plano Pro tem uma versão mais barata, de US$ 100 por mês (cerca de R$ 510), que oferece até cinco vezes mais capacidade de uso do Codex em relação ao plano Plus, de US$ 20 mensais (R$ 100).

A mudança ocorre em um cenário de competição crescente com ferramentas de programação rivais, como o Claude Code, da Anthropic.

Segundo a OpenAI, o plano Plus continua sendo a melhor opção para quem usa o Codex regularmente. A versão Pro é recomendada para “uso diário mais intenso”.

Com a mudança, a empresa reforça sua estratégia de segmentação de usuários, mantendo diferentes níveis de assinatura para perfis variados. Atualmente, o ChatGPT conta com opções gratuitas e pagas, incluindo dois níveis Pro – um de US$ 100 e outro mais avançado, de US$ 200 mensais.

OpenAI segue na luta para bater de frente com as ferramentas de programação da Anthropic – Imagem: Tada Images/Shutterstock

Codex da OpenAI x Claude Code da Anthropic

O Codex, lançado inicialmente em abril do ano passado e ampliado em outubro, vem ganhando relevância no ecossistema da OpenAI. Segundo o CEO Sam Altman, a ferramenta já soma cerca de três milhões de usuários semanais. Em publicação recente, o executivo afirmou que os limites de uso continuarão sendo ajustados progressivamente à medida que a base de usuários cresce, com a meta de chegar a 10 milhões.

A empresa também tem investido em novas formas de acesso ao Codex. Em fevereiro, foi lançado um aplicativo dedicado para computadores da Apple, ampliando o alcance da ferramenta entre desenvolvedores.

A atualização do plano ocorre em meio à rápida expansão do mercado de assistentes de codificação com IA, capazes de automatizar tarefas, sugerir código e corrigir falhas.

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Do outro lado, a Anthropic segue como uma das principais concorrentes, com o Claude Code oferecendo planos escalonados e limites elevados de uso. A disputa tem impulsionado melhorias constantes nas plataformas, especialmente para atender desenvolvedores profissionais.

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OpenAI lança plano para combater exploração infantil com IA

Em meio ao aumento das preocupações com a segurança infantil na internet, a OpenAI anunciou um novo plano voltado ao fortalecimento da proteção de crianças nos Estados Unidos diante do avanço da inteligência artificial (IA). O documento, chamado Child Safety Blueprint, foi divulgado na terça-feira e propõe melhorias na detecção, no reporte e na investigação de casos de exploração infantil com uso de IA.

A iniciativa surge em um contexto de crescimento desse tipo de crime. Segundo a Internet Watch Foundation (IWF), mais de 8 mil denúncias de conteúdo de abuso sexual infantil gerado por IA foram registradas no primeiro semestre de 2025, um aumento de 14% em relação ao ano anterior. Entre os casos identificados estão o uso de ferramentas para criar imagens falsas e mensagens voltadas ao aliciamento.

Parcerias e repercussão do plano da OpenAI

O lançamento ocorre em meio ao aumento da atenção de legisladores, educadores e organizações de proteção infantil. O tema também ganhou destaque após relatos de incidentes envolvendo jovens que morreram por suicídio depois de interações com chatbots de IA.

Em novembro, o Social Media Victims Law Center e o Tech Justice Law Project entraram com sete ações judiciais em tribunais estaduais da Califórnia. Os processos alegam que a OpenAI lançou o GPT-4o antes de estar pronto. As ações citam quatro mortes por suicídio e três casos de delírios graves após interações prolongadas com o chatbot, apontando possível influência do sistema.

Processos alegam que a OpenAI lançou o GPT-4o antes de estar pronto – Imagem: PatrickAssale / Shutterstock

O blueprint foi desenvolvido com a colaboração do National Center for Missing and Exploited Children (NCMEC) e da Attorney General Alliance, além de contar com contribuições dos procuradores-gerais Jeff Jackson, da Carolina do Norte, e Derek Brown, de Utah.

Pontos focais do blueprint

De acordo com a OpenAI, o plano se concentra em três frentes principais: atualização das leis para incluir materiais gerados por IA, aprimoramento dos mecanismos de comunicação com autoridades e integração de medidas preventivas diretamente nos sistemas de inteligência artificial.

A proposta busca ampliar a capacidade de identificação precoce de riscos e garantir que informações relevantes cheguem de forma mais rápida às investigações.

O blueprint também se apoia em iniciativas anteriores da empresa, como diretrizes atualizadas para interações com usuários menores de 18 anos. Essas regras proíbem a geração de conteúdo inadequado, o incentivo à automutilação e orientações que ajudem jovens a esconder comportamentos inseguros de responsáveis. A empresa também lançou recentemente um plano de segurança voltado a adolescentes na Índia.

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IA não é pop: empresas reagem ao aumento da rejeição

As principais empresas de inteligência artificial (IA) têm adotado uma estratégia coordenada para reduzir a crescente desconfiança do público em relação à tecnologia. Dados de pesquisas recentes indicam que a percepção negativa sobre a IA está aumentando, impulsionando iniciativas das companhias para abordar preocupações como perda de empregos, concentração de riqueza e riscos à segurança.

Nesse contexto, empresas como OpenAI e Anthropic passaram a defender propostas e firmar parcerias que buscam suavizar os impactos da tecnologia. As ações ocorrem em meio a alertas de líderes empresariais e investidores sobre possíveis efeitos sociais e econômicos da rápida adoção da IA.

Propostas e parcerias para reduzir temores

A OpenAI divulgou recentemente uma lista de propostas voltadas a questões sociais ligadas à IA. Entre as ideias estão a criação de uma semana de trabalho de quatro dias e de um fundo público financiado por investimentos em IA, com distribuição de recursos à população.

A empresa também sinalizou uma postura mais ativa no debate público. Segundo uma porta-voz, o objetivo é participar das discussões com “soluções reais” que acompanhem a velocidade de avanço da tecnologia. Chris Lehane, chefe de assuntos globais da OpenAI, afirmou ao Wall Street Journal que há um senso de urgência nesse debate.

Empresas como OpenAI e Anthropic estão tendo que reagir à aversão geral da população com a inteligência artificial – Imagem: Rokas Tenys / Shutterstock

Já a Anthropic tem focado em parcerias com setores como consultoria e software, áreas afetadas por preocupações de investidores sobre substituição por IA. Essas iniciativas ajudaram, inclusive, a impulsionar novamente ações de empresas de tecnologia que haviam sido pressionadas.

Cresce a preocupação com impactos sociais

Pesquisas recentes mostram aumento significativo na desconfiança do público. Um levantamento da Quinnipiac University, realizado em março, apontou que 55% dos americanos acreditam que a IA trará mais prejuízos do que benefícios em suas vidas diárias, ante 44% no ano anterior.

Outro estudo, conduzido pela NBC News, indicou que a avaliação de favorabilidade da IA ficou abaixo até mesmo de órgãos governamentais tradicionalmente mal avaliados. As preocupações incluem desde desemprego em larga escala até ameaças à cibersegurança.

Além disso, estudos apontam mudanças na rotina de trabalho com a adoção da tecnologia. Em vez de liberar tempo para atividades criativas, alguns trabalhadores passaram a dedicar mais horas a tarefas como e-mails e ferramentas de gestão, enquanto o tempo de trabalho focado diminuiu.

Mudança de estratégia e pressão por regulação

Historicamente, empresas como a OpenAI resistiram a regulações mais rígidas. No entanto, o aumento do ceticismo público tem tornado essa postura menos sustentável. Para Amba Kak, do AI Now Institute, as empresas agora tentam assumir protagonismo na formulação de políticas. “Se não podem se opor a todas as regras, o próximo passo é liderar a discussão”, afirmou ao WSJ.

A Anthropic também tem ampliado seus esforços para estudar os impactos da IA. A empresa criou um think tank interno e publicou pesquisas sobre uso da tecnologia por profissionais, além de expandir equipes que atuam diretamente dentro de organizações para melhorar a produtividade com IA.

Disputa por narrativa e expansão do setor

As empresas também têm investido em comunicação para influenciar a percepção pública. A OpenAI adquiriu o podcast TBPN, conhecido por abordar tecnologia de forma positiva, como parte de uma estratégia mais ampla de moldar o debate sobre IA.

Ao mesmo tempo, a continuidade do crescimento do setor depende de grandes investimentos em infraestrutura, como data centers. Esses projetos já enfrentam resistência de autoridades locais e ativistas, preocupados com custos e impactos econômicos.

A pressão aumenta em um cenário de volatilidade no mercado. Um exemplo citado foi a queda de US$ 1,6 trilhão em ações de software no início do ano, evidenciando riscos para empresas que dependem do avanço da IA para sustentar seus negócios.

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Custos bilionários colocam pressão sobre modelo de negócios da IA

O avanço acelerado da inteligência artificial (IA) está redefinindo não apenas a tecnologia, mas também a lógica financeira das empresas do setor. Em um cenário marcado por investimentos massivos, gastar grandes quantias passou a ser parte essencial da estratégia para crescer — ainda que isso signifique operar no vermelho por anos.

De acordo com documentos financeiros obtidos pelo The Wall Street Journal, as empresas OpenAI e Anthropic projetam gastar juntas quase US$ 65 bilhões (R$ 335,4 bilhões) em 2026 apenas com custos de treinamento e operação de seus modelos de IA. O valor supera a receita gerada por ambas no mesmo período.

A tendência é de forte crescimento. Esses custos combinados devem chegar a US$ 127 bilhões (R$ 655,5 bilhões) no próximo ano e atingir quase US$ 250 bilhões (R$ 1,2 trilhão) até 2029, segundo projeções apresentadas pelas próprias companhias a investidores privados.

No caso da OpenAI, a expectativa é que os gastos com treinamento e inferência — processo pelo qual os modelos respondem às consultas dos usuários — continuem superando a receita até 2029. Já a Anthropic prevê ultrapassar esse ponto já no próximo ano. Ainda assim, outros custos devem manter a empresa controladora do chatbot Claude no prejuízo antes dos impostos também até o fim da década.

Apesar das projeções, o cenário pode mudar. Há a possibilidade de crescimento de receitas em ritmo mais acelerado do que o estimado atualmente. Ainda assim, o histórico recente do setor aponta para uma escalada contínua dos custos.

OpenAI e Anthropic investem pesado, mesmo que isso signifique prejuízo no começo – Imagem: izzuanroslan/Shutterstock

Concorrência com gigantes pressiona modelo

  • Além dos altos gastos, OpenAI e Anthropic enfrentam concorrência direta de gigantes da tecnologia que também investem pesadamente em IA, mas contam com negócios principais altamente lucrativos para financiar essas iniciativas;
  • Empresas, como Alphabet (dona do Google) e Meta, devem gerar juntas cerca de US$ 334 bilhões (R$ 1,7 trilhão) em fluxo de caixa operacional neste ano, segundo estimativas da FactSet — uma vantagem significativa frente às startups focadas exclusivamente em IA;
  • Nesse contexto, surge a dúvida sobre o apetite dos investidores. Tanto OpenAI quanto Anthropic estariam planejando realizar ofertas públicas iniciais (IPOs, na sigla em inglês) ainda em 2026, mesmo diante de prejuízos elevados;
  • Casos anteriores mostram que isso não é inédito. A Amazon, por exemplo, operou com prejuízo por anos após seu IPO em 1997, segundo dados da S&P Global Market Intelligence, e acabou se tornando um investimento bem-sucedido no longo prazo;
  • Ainda assim, há diferenças importantes. Na época de sua abertura de capital, a Amazon valia cerca de US$ 430 milhões (R$ 2,2 bilhões) — menos de 0,01% do valor do índice S&P 500. Já OpenAI e Anthropic somam hoje mais de US$ 1,2 trilhão (R$ 6,1 trilhões) em valor de mercado, de acordo com a PitchBook, o equivalente a mais de 2% do índice;
  • Esse contraste indica que a capacidade de controlar custos será um fator decisivo para atrair e manter investidores.

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Estratégias para crescer e atrair clientes

Para ampliar receitas, a Anthropic aposta no mercado corporativo. A empresa planeja investir US$ 200 milhões (R$ 1 bilhão) em uma nova joint venture com grandes companhias de private equity, voltada à venda de ferramentas de IA para empresas de seus portfólios.

A iniciativa também deve atuar como braço de consultoria, orientando clientes sobre como integrar as soluções da startup em suas operações — uma estratégia para acelerar a adoção da tecnologia no ambiente empresarial.

Outro movimento relevante envolve infraestrutura. A Broadcom firmou contrato para fornecer à Anthropic, a partir de 2027, capacidade computacional equivalente a 3,5 gigawatts, utilizando chips TPU desenvolvidos pelo Google.

IA se expande — e enfrenta resistência

Enquanto empresas investem pesado, o impacto da IA já se espalha por diferentes setores. Um exemplo é o sucesso dos óculos inteligentes Ray-Ban, da Meta, que venderam 7,2 milhões de unidades no ano passado, segundo a IDC. A Meta vê o produto como uma porta de entrada para suas soluções de IA, enquanto sua parceira EssilorLuxottica também colhe benefícios comerciais.

Por outro lado, o avanço da infraestrutura necessária para sustentar a IA começa a enfrentar resistência. No Estado do Maine (EUA), uma proposta legislativa pode transformar a região na primeira a impor uma moratória à construção de novos data centers. Movimentos semelhantes já surgem em mais de dez estados estadunidenses, além de dezenas de municípios.

A reação indica que, além dos desafios financeiros, o crescimento da IA também levanta questões sociais e regulatórias — ampliando a complexidade de um setor que já lida com custos cada vez mais elevados.

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OpenAI lança guias no Brasil para uso seguro de IA por adolescentes

A OpenAI, criadora do ChatGPT, anunciou nesta segunda-feira (30) o lançamento de dois guias inéditos em português voltados à segurança digital de jovens no Brasil. Os materiais foram desenvolvidos para auxiliar pais, adolescentes e educadores a utilizarem a inteligência artificial (IA) de maneira responsável, diminuindo riscos e aproveitando o potencial educativo da tecnologia.

O Brasil é o primeiro país fora do eixo de língua inglesa a receber esses recursos. A adaptação para o contexto nacional contou com a curadoria científica do Dr. Cristiano Nabuco de Abreu, psicólogo e referência em saúde mental no país, além de uma parceria com a editora Artmed.

Foco em segurança e controle parental

Os guias detalham as ferramentas de proteção já existentes no ChatGPT, como filtros contra conteúdos violentos ou que promovam padrões de beleza nocivos. Um dos pontos centrais da iniciativa é o reforço dos Controles Parentais, que permitem aos responsáveis:

  • Definir limites de tempo de uso;
  • Monitorar configurações de privacidade;
  • Estabelecer camadas adicionais de proteção adequadas à idade do jovem.

De acordo com Rafaela Nicolazzi, executiva brasileira e Líder de Dados, Privacidade & Proteção do Consumidor da OpenAI, o objetivo é que o empoderamento tecnológico e a proteção caminhem juntos, oferecendo informações claras em uma linguagem acessível para quem não é especialista na área.

Conheça os dois manuais lançados

A iniciativa se divide em dois materiais com focos complementares, disponíveis gratuitamente para download:

1. Guia para famílias e uso responsável

Este documento explica os fundamentos técnicos da IA de forma simples. Ele aborda desde como os modelos são treinados até a importância de verificar informações, já que a IA pode cometer erros (as chamadas “alucinações”). Também ensina a escrever prompts (comandos) melhores e a gerenciar a privacidade dos dados.

2. Dicas para diálogo com adolescentes

Focado no comportamento e na saúde mental, este guia oferece sugestões de como iniciar conversas sobre os limites da tecnologia. O texto incentiva o pensamento crítico e orienta como lidar com temas sensíveis e o bem-estar emocional diante do avanço das ferramentas digitais.

Como baixar os materiais

A parceria com a Artmed visa levar esse conhecimento também aos consultórios. Para o Dr. Cristiano Nabuco, é fundamental que profissionais de saúde saibam orientar as famílias sobre os impactos da IA no dia a dia clínico.

Os materiais podem ser acessados diretamente no portal de Recursos para Famílias da OpenAI ou no site oficial da Artmed.

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O que causou o fim do Sora, da OpenAI?

O fim do Sora, plataforma de geração de vídeos da OpenAI, pegou parceiros e executivos de surpresa. O encerramento foi anunciado na semana passada e marca uma mudança na estratégia da desenvolvedora na corrida de IA.

O Sora foi apresentado inicialmente como a próxima grande aposta da empresa após o sucesso do ChatGPT. O aplicativo prometia democratizar a criação de vídeos com IA, permitindo que usuários inserissem a si mesmos em diferentes cenários, e publicassem tudo em uma rede social própria.

A proposta chegou a atrair o interesse de gigantes do entretenimento, como a Disney, que fechou um acordo bilionário para licenciar mais de 200 personagens para uso dentro da plataforma.

A decisão de descontinuar o produto foi comunicada internamente e confirmada publicamente pela OpenAI, encerrando um projeto que vinha sendo tratado como peça central na expansão da desenvolvedora para o mercado criativo.

O movimento também interrompeu o acordo com a Disney. Segundo apuração do The Wall Street Journal, executivos da empresa de mídia teriam sido informados do fim do Sora pouco antes do anúncio oficial.

O que levou ao fim do Sora?

Apesar do impacto inicial no mercado e do interesse do público, o Sora enfrentava dificuldades internas. O uso da ferramenta não cresceu como esperado após o lançamento do aplicativo independente, e a base de usuários recuou após um pico inicial.

Além disso, o produto demandava grande capacidade computacional – um dos recursos mais valiosos na indústria de IA. A geração de vídeos exige muito mais processamento do que modelos baseados em texto, o que elevava significativamente os custos operacionais.

Segundo relatos, o Sora chegou a consumir uma parcela relevante dos chips disponíveis da empresa, sem retorno financeiro proporcional. Estimativas indicam que a operação gerava prejuízo diário.

Diante desse cenário, a OpenAI optou por redirecionar seus recursos para áreas consideradas mais estratégicas.

A decisão está alinhada com um reposicionamento mais amplo da companhia, que prepara uma possível abertura de capital (IPO) e busca priorizar produtos com maior potencial de receita. Entre as prioridades estão ferramentas voltadas ao mercado corporativo e sistemas de IA capazes de executar tarefas de forma autônoma, como programação, análise de dados e automação de processos. A empresa trabalha na integração dessas funcionalidades em um “superaplicativo”.

Internamente, a avaliação foi de que manter o Sora comprometeria a evolução dessas iniciativas, especialmente diante da necessidade de liberar capacidade computacional para novos modelos.

Em comunicado de encerramento, Sam Altman agradeceu os envolvidos na iniciativa do Sora (Imagem: Tada Images/Shutterstock)

Projeto enfrentou desafios técnicos e de segurança

Segundo o WSJ, o desenvolvimento do Sora era conduzido por uma equipe relativamente isolada dentro da OpenAI, o que levou funcionários a descreverem o projeto como uma espécie de “startup dentro da empresa”.

Apesar do impacto visual das demonstrações iniciais, o produto enfrentou críticas internas, incluindo preocupações com segurança, direitos autorais e uso indevido da tecnologia. Casos de conteúdo controverso – como vídeos envolvendo figuras públicas em contextos fictícios – geraram reações negativas e pressionaram a empresa a revisar políticas.

Além disso, o fim do Sora ocorre em um momento de intensificação da disputa no setor de IA. Enquanto o Google avançava com o Gemini e a Anthropic ganhava espaço com ferramentas voltadas a desenvolvedores, a OpenAI passou a sentir pressão para reforçar sua presença em aplicações práticas.

Ao mesmo tempo, a empresa enfrentou uma disputa agressiva por talentos, especialmente por parte da Meta, que buscou atrair pesquisadores-chave envolvidos no desenvolvimento do modelo.

Para Sam Altman, CEO da OpenAI, a decisão foi um “sacrifício necessário” para concentrar esforços em projetos com maior impacto de longo prazo. A tecnologia de geração de vídeo ainda pode reaparecer de outras formas dentro do ecossistema da empresa, mas o Sora, como produto independente, chega ao fim.

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OpenAI interrompe planos de lançar ChatGPT erótico

A OpenAI suspendeu indefinidamente o desenvolvimento do “modo adulto” do ChatGPT. A modalidade permitiria ter conversas de natureza sexual com o chatbot, mas foi alvo de críticas dentro da própria desenvolvedora.

A informação foi divulgada pelo site Financial Times. A versão erótica foi arquivada como parte de uma estratégia mais ampla da empresa para focar em seus produtos principais e segue a interrupção do Sora, rede social de vídeos gerados por IA (mais detalhes abaixo).

A decisão ocorre após resistência interna de funcionários e investidores preocupados com os possíveis efeitos nocivos do conteúdo sexualizado de IA na sociedade. De acordo com o FT, a OpenAI quer dedicar mais tempo pesquisando os efeitos de longo prazo desse tipo de interação antes de tomar uma decisão definitiva sobre o produto.

A empresa afirmou que atualmente não há “evidência empírica” sobre esses impactos.

Na semana passada, o Wall Street Journal também reportou que o modo adulto havia sido adiado devido a preocupações internas relacionadas à moderação e proteção de crianças.

Mais cedo nesta semana, OpenAI comunicou interrupção do Sora (Imagem: Tada Images/Shutterstock)

Não foi só o ChatGTP erótico: OpenAI revisita suas prioridades

A suspensão indefinida do projeto ocorre em um momento em que a OpenAI reavalia suas prioridades. A companhia tem enfrentado pressão crescente de rivais no setor de IA, levando a uma estratégia que prioriza produtos centrais em detrimento de funcionalidades experimentais.

Ainda nesta semana, a desenvolvedora comunicou a descontinuação do Sora, aplicativo de geração de vídeos de IA. A ação também faz parte da estratégia de priorizar produtos mais consolidados e rentáveis.

O encerramento resultou na recisão do contrato de US$ 1 bilhão com a Disney. O Olhar Digital deu os detalhes aqui.

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Fim do Sora? OpenAI encerra IA de vídeo e Disney cancela acordo de US$ 1 bi

A OpenAI cancelou o Sora, sua plataforma de geração de vídeos que causou fascínio e polêmica ao ser lançada no ano passado. A decisão, anunciada pelo CEO Sam Altman aos funcionários nesta terça-feira (24), marca uma guinada da empresa para priorizar funções de negócios e codificação.

O recuo é estratégico: a OpenAI planeja abrir capital (IPO) possivelmente já no quarto trimestre deste ano e quer alinhar seus talentos e alto poder computacional em torno de ferramentas de produtividade que gerem receita clara e direta.

A confirmação do encerramento veio também por meio de uma nota oficial publicada pela equipe do Sora no X (antigo Twitter). “Estamos nos despedindo do aplicativo Sora. A todos que criaram com o Sora, o compartilharam e construíram uma comunidade em torno dele: obrigado”, diz o comunicado.

A equipe informou ainda que compartilhará em breve os cronogramas detalhados para o desligamento do aplicativo e da API, além de orientações para que os usuários possam preservar os trabalhos já criados na plataforma.

Disney abandona investimento de US$ 1 bilhão

A decisão de Sam Altman teve um efeito dominó imediato em Hollywood. De acordo com o The Hollywood Reporter, a Disney está oficialmente abandonando o acordo bilionário que assinou com a OpenAI no ano passado.

O contrato previa um investimento de US$ 1 bilhão e o licenciamento de personagens icônicos para uso exclusivo no Sora. Os pontos centrais da parceria agora desfeita incluíam:

  • Integração com o Disney+: o objetivo final era levar a tecnologia de geração de vídeo da OpenAI diretamente para dentro do serviço de streaming.
  • Uso de propriedade intelectual: usuários poderiam criar conteúdos originais com personagens de franquias como Star Wars e Toy Story.
  • Fim do acordo: com o fechamento do aplicativo autônomo do Sora, uma fonte confirmou que o “acordo está morto”, embora a Disney ainda possa buscar parcerias com outros gigantes da IA.

Em comunicado oficial, um porta-voz da Disney afirmou que a empresa “respeita a decisão da OpenAI de sair do negócio de geração de vídeo e mudar suas prioridades”, mas reforçou que continuará explorando novas tecnologias que respeitem os direitos dos criadores.

O novo foco da OpenAI

Com o encerramento do Sora, a OpenAI deixará de oferecer o aplicativo para consumidores e a versão para desenvolvedores. No entanto, existe um conflito de informações sobre o futuro da tecnologia dentro do ecossistema principal da empresa.

Embora o Wall Street Journal afirme que a função de vídeo será removida do ChatGPT, o The Hollywood Reporter indica que a tecnologia de vídeo por IA ainda pode ser integrada como uma ferramenta interna do chatbot, apesar do fim do aplicativo Sora como marca independente.

Para a diretora de aplicações da empresa, Fidji Simo, a OpenAI não pode mais se dar ao luxo de se distrair com projetos paralelos.

A nova visão da OpenAI foca em vencer a rival Anthropic no setor corporativo. Para isso, a empresa anunciou a fusão do app de desktop do ChatGPT, da ferramenta de programação Codex e do seu navegador em um único “superapp”.

O objetivo central agora são os sistemas agênticos:

  • Autonomia: softwares capazes de operar de forma independente no computador do usuário.
  • Tarefas complexas: IAs que podem escrever códigos inteiros e analisar dados massivos sem intervenção constante.
  • Infraestrutura: criação de sandboxes que permitem rodar códigos de agentes de forma instantânea.

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ChatGPT vai ajudar usuários a pesquisar e comparar produtos sem sair da plataforma

O ChatGPT está recebendo mais funcionalidades voltadas à descoberta e comparação de produtos, em um movimento que amplia o uso da IA no comércio digital. A proposta é transformar a experiência de compra online, reduzindo a necessidade de pesquisar e comparar itens em vários sites.

A novidade permite que usuários pesquisem produtos de forma conversacional, descrevendo o que procuram e refinando resultados ao longo do diálogo. O ChatGPT também passa a exibir opções de forma visual, com comparação lado a lado, incluindo informações como preço, avaliações e características técnicas.

A atualização faz parte da expansão do chamado Protocolo de Comércio Agentic (ACP), uma estrutura que conecta lojistas à plataforma para fornecer dados atualizados de produtos. Com isso, o sistema consegue apresentar resultados mais relevantes e alinhados ao perfil do usuário, considerando fatores como orçamento, preferências e restrições.

Além disso, a experiência agora permite o envio de imagens como referência para encontrar itens semelhantes, o que amplia as possibilidades de busca. A proposta é centralizar em um único ambiente etapas que antes exigiam múltiplas abas e consultas a diferentes fontes.

Segundo a empresa, a mudança também traz ganhos para o varejo. Ao exibir produtos para usuários já próximos da decisão de compra, a plataforma tende a atrair consumidores com maior intenção de conversão. Grandes redes, como Target, Sephora, Best Buy e Home Depot, já participam do ecossistema, assim como lojistas integrados via Shopify.

OpenAI está melhorando experiência de pesquisa de produtos dentro do ChatGPT (Imagem: OpenAI/Divulgação)

No caso da Shopify, os catálogos de produtos já estão conectados automaticamente ao ChatGPT, sem necessidade de configuração adicional por parte dos vendedores. A expectativa é que o protocolo evolua para incluir recursos mais avançados, como personalização, disponibilidade local e estimativas de entrega.

A estratégia também prevê integração com experiências próprias dos varejistas. Em vez de centralizar o pagamento, a plataforma permite que as marcas utilizem seus próprios sistemas de checkout. Um dos exemplos é o Walmart, que lançou uma experiência integrada que leva o usuário da descoberta no ChatGPT para um ambiente personalizado da própria empresa.

As novas funcionalidades estão sendo liberadas gradualmente ao longo desta semana para todos os usuários da plataforma, incluindo planos gratuitos e pagos.

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Gemini também está ampliando experiência de compras (Imagem: Mehaniq/Shutterstock)

Gap e Google fecham parceria para compras com IA

Enquanto o ChatGPT avança na etapa de descoberta de produtos, outras empresas seguem caminhos diferentes na integração entre inteligência artificial e comércio eletrônico. Um exemplo é a parceria entre a varejista de moda Gap e o Google.

O acordo prevê a integração direta com o Gemini, sistema de IA do Google, permitindo que consumidores finalizem compras dentro da própria plataforma, sem necessidade de redirecionamento para o site da marca. A iniciativa marca a entrada da Gap como uma das primeiras grandes empresas do setor de moda a adotar esse modelo.

Segundo o site CNBC, nesse formato, os produtos são exibidos com base em dados fornecidos previamente pela própria varejista, garantindo maior controle sobre informações, experiência do usuário e coleta de dados. O pagamento é processado via Google Pay, enquanto a logística permanece sob responsabilidade da Gap.

A empresa também planeja incorporar recursos adicionais, como uma ferramenta de recomendação de tamanho baseada em inteligência artificial, para melhorar a experiência de compra online.

O modelo ainda está em fase de testes.

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OpenAI negocia compra de energia com startup de fusão nuclear

A OpenAI pode estar em negociações para firmar um acordo de fornecimento de energia com a Helion, startup de fusão nuclear que também conta com apoio de Sam Altman. As conversas ainda estão em estágio inicial e foram reportadas pelo Axios.

Pelos termos discutidos, a OpenAI poderia garantir 12,5% da produção de energia da Helion, o equivalente a cinco gigawatts até 2030 e 50 gigawatts até 2035. Até o momento, a empresa não respondeu a pedidos de comentário sobre o possível acordo.

Microsoft já fechou acordo similar

Esta não seria a primeira parceria da Helion com uma grande empresa de tecnologia. Em 2023, a Microsoft, parceira da OpenAI, assinou um contrato para comprar energia da startup a partir de 2028.

O movimento indica o interesse de grandes companhias em projetos de fusão nuclear, ainda que a tecnologia esteja em desenvolvimento e não tenha aplicação comercial consolidada.

Microsoft já fechou acordo similar com a Helion (Imagem: Tang Yan Song / Shutterstock.com)

A escala necessária para cumprir as metas

Se os números reportados estiverem corretos, a Helion precisará ampliar rapidamente sua capacidade de produção. A empresa afirma que cada reator será capaz de gerar 50 megawatts de eletricidade.

Para atingir os volumes previstos, seria necessário construir cerca de 800 reatores até 2030 e outros 7.200 até 2035, o que representa um desafio significativo de engenharia e infraestrutura.

A corrida contra o tempo da fusão nuclear

A Helion está trabalhando para desenvolver seu primeiro reator em escala comercial dentro desse cronograma. Caso consiga, a empresa pode avançar à frente de concorrentes, que em sua maioria projetam operações comerciais apenas para o início da década de 2030.

No ano passado, a startup levantou US$ 425 milhões em investimentos, com participação de Sam Altman e de fundos como Mithril, Lightspeed e SoftBank.

Sam Altman sorrindo em frente letreiro onde está escrito OpenAI
Sam Altman, CEO da OpenAI, desenvolvedora do ChatGPT (Imagem: Photo Agency / Shutterstock.com)

Uma abordagem diferente para fusão

Enquanto a maior parte das startups do setor aposta em capturar o calor das reações de fusão para gerar eletricidade via turbinas a vapor, a Helion segue um caminho distinto. A empresa desenvolve um sistema que utiliza campos magnéticos para converter diretamente a energia da fusão em eletricidade.

Esse modelo elimina etapas intermediárias do processo tradicional e é parte central da proposta tecnológica da companhia.

Como funciona o reator da Helion

No interior do reator, que tem formato semelhante a uma ampulheta, o combustível de fusão é transformado em plasma em duas extremidades. Esses plasmas são então lançados um contra o outro por meio de campos magnéticos.

Quando se encontram no centro, um novo conjunto de ímãs comprime a massa resultante até que a fusão ocorra. A reação empurra de volta contra os ímãs, permitindo a conversão direta dessa energia em eletricidade.

Resultados recentes com o protótipo

A Helion opera atualmente o protótipo Polaris enquanto avança rumo à aplicação comercial. Em fevereiro, a empresa conseguiu gerar plasmas que atingiram 150 milhões de graus Celsius dentro do reator.

Segundo a própria companhia, o nível necessário para operações comerciais é de cerca de 200 milhões de graus Celsius, indicando que o projeto ainda está em fase de desenvolvimento.

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Altman se afasta das negociações

Apesar de estar ligado às duas empresas, Sam Altman teria se afastado das discussões e deixado o cargo de presidente do conselho da Helion, evitando possíveis conflitos de interesse.

Movimento semelhante ocorreu anteriormente com a Oklo, startup de reatores nucleares modulares que se fundiu à empresa de aquisição AltC. Na ocasião, Caroline Cochran, cofundadora e diretora de operações da Oklo, afirmou à CNBC que a decisão permitiria explorar parcerias estratégicas com empresas de IA, incluindo potencialmente a própria OpenAI.

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OpenAI negocia compra de energia com startup de fusão nuclear Read More »