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ChatGPT caiu? Chatbot da OpenAI começa o dia instável

Acordou, tentou usar o ChatGPT e não conseguiu? Saiba que você não está sozinho. Usuários de todo o mundo estão falando sobre o assunto nas redes sociais.

A OpenAI informou sobre a queda em sua página de status. A empresa diz ter constatado falhas para iOS e macOS – ou seja, sistemas operacionais dos smartphones e computadores da Apple. Nos testes que fizemos aqui no Olhar Digital, o problema se resumiu ao macOS.

  • iPhone: ChatGPT abriu normalmente
  • Android: ChatGPT abriu normalmente
  • PC Windows: ChatGPT abriu normalmente
  • MacBook: ChatGPT não funciona.

Quando tento acessar o ChatGPT pelo MacBook, aparece a seguinte mensagem: “Uma atividade incomum foi detectada no seu dispositivo. Tente novamente mais tarde”.

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O Downdetector, que monitora reclamações online de serviços digitais, mostra a alta de registros. O gráfico a seguir é dos Estados Unidos.

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Nas redes sociais, usuários comentam a queda:

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OpenAI é acusada de ocultar provas em processo movido por jornais

A OpenAI enfrenta um novo capítulo na disputa judicial movida por organizações jornalísticas que a acusam de violação de direitos autorais.

Os autores da ação, liderados pelo The New York Times, pediram ao tribunal a aplicação de “sanções sérias” contra a empresa, alegando que ela ocultou provas durante anos para impedir que fossem analisados milhões de registros do ChatGPT em busca de evidências de que usuários conseguiam reproduzir artigos protegidos por paywalls.

Segundo os autores, esses registros representam uma das evidências mais importantes do processo. Eles poderiam tanto demonstrar que a OpenAI infringiu direitos autorais quanto reforçar a tese da empresa de que o ChatGPT faz um uso justo e transformador do conteúdo jornalístico.

Jornais acusam OpenAI de mentir ao tribunal

Em uma moção apresentada nesta quinta-feira (9), as organizações jornalísticas afirmam que a OpenAI mentiu repetidamente ao longo de dois anos para esconder evidências que poderiam enfraquecer sua defesa.

De acordo com o pedido, essas supostas falsidades vieram à tona após o tribunal determinar um novo depoimento do engenheiro de privacidade da OpenAI, Vincent Monaco, inicialmente considerado uma “testemunha mal preparada”.

Durante um novo interrogatório realizado em abril, Monaco teria revelado que a empresa enganou o tribunal ao afirmar, durante dois anos, que seria caro e tecnicamente difícil pesquisar os registros do ChatGPT.

Os autores sustentam que uma das descobertas mais relevantes foi a de que a OpenAI alegava não possuir capacidade técnica para pesquisar grandes amostras anonimizadas de conversas do ChatGPT, embora já tivesse realizado esse tipo de pesquisa antes mesmo do início do processo judicial.

Segundo os jornais, a ocultação dessas informações reteve evidências consideradas altamente relevantes, prolongou a fase de produção de provas, aumentou os custos do litígio e sobrecarregou o tribunal.

OpenAI diz que pedido tenta ampliar acesso a dados de usuários

  • Em resposta às acusações, um porta-voz da OpenAI afirmou que o pedido de sanções representa uma tentativa tardia do The New York Times de obter acesso a um número maior de registros e violar a privacidade de usuários que não têm relação com o processo;
  • Segundo o representante da empresa, o fato de o jornal ter desistido recentemente de algumas alegações demonstraria que a ação judicial estaria enfraquecendo;
  • “À medida que o caso do Times enfraquece e eles foram forçados a abandonar alegações contra nós, persistem em seus esforços para invadir a privacidade de pessoas que nada têm a ver com este caso, inclusive fazendo essas alegações flagrantemente falsas”, afirmou o porta-voz. “Continuaremos defendendo a privacidade de nossos usuários e os princípios há muito estabelecidos de uso justo”;
  • No mês anterior, porém, o porta-voz do The New York Times, Graham James, contestou essa interpretação;
  • Segundo ele, a retirada de algumas alegações não enfraqueceu o processo, mas o tornou mais objetivo ao acrescentar acusações também contra a Microsoft;
  • “Nossas alegações centrais permanecem as mesmas desde o dia em que ajuizamos este processo — que a Microsoft e a OpenAI roubaram milhões de obras protegidas por direitos autorais do Times para competir com nossos produtos e se enriquecer ilegalmente”, declarou James.

NYT afirma que OpenAI escondeu amostras de até 78 milhões de registros

Embora grande parte da moção esteja sob sigilo, os autores afirmam que Monaco revelou a existência de duas grandes bases de dados já anonimizadas, contendo aproximadamente dez milhões e 78 milhões de registros do ChatGPT.

Segundo os jornais, essas amostras poderiam ter sido disponibilizadas desde o início do processo para acelerar a fase de coleta de provas.

Os autores alegam que a OpenAI jamais revelou a existência desses conjuntos de dados durante dois anos de litígio. Eles afirmam ainda que a empresa já havia pesquisado essas bases anteriormente para localizar conteúdo do The New York Times enquanto desenvolvia um filtro destinado a impedir que o ChatGPT reproduzisse material protegido por direitos autorais.

“A OpenAI estava disposta e capaz de pesquisar seus registros de saída — quando isso a beneficiava”, afirmaram os autores, acusando a empresa de tornar a fase de descoberta “o mais onerosa possível”.

The New York Times, dentre outros jornais, processam OpenAI e outras empresas, como a Microsoft – Imagem: Shutterstock

Advogado do NYT acusa empresa de obstruir acesso às provas

Em declaração à Ars Technica, o advogado principal do The New York Times, Ian Crosby, afirmou que a OpenAI dificultou deliberadamente o acesso aos registros para proteger sua defesa baseada no uso justo. “Por mais de dois anos, a OpenAI mentiu para o Times, para os autores do Daily News, para o público e para o tribunal”, afirmou Crosby.

Segundo ele, a empresa sustentou durante todo esse período que pesquisar as respostas do ChatGPT em busca de reproduções de conteúdos jornalísticos seria inviável, caro e prejudicial à privacidade dos usuários, ao mesmo tempo em que escondia o fato de já ter realizado exatamente esse tipo de pesquisa.

“Se a OpenAI realmente acreditasse que copiar o jornalismo de nossos clientes era justo e legal, não teria escondido a verdade sobre ter feito isso”, declarou.

Tribunal considerou amostra fornecida “inutilizável”

Os autores afirmam que, em vez de disponibilizar as amostras já anonimizadas, a OpenAI obrigou as organizações jornalísticas a trabalhar durante oito meses dentro de um ambiente controlado (“sandbox”), no qual só era possível consultar uma amostra fortemente censurada contendo 20 milhões de registros.

Esse conjunto de dados já era significativamente menor do que os cerca de 120 milhões de registros originalmente solicitados pelos autores.

Segundo a ação, a situação foi agravada porque a OpenAI utilizou inteligência artificial (IA) para realizar aproximadamente 19 bilhões de censuras nessa base de dados. De acordo com os jornais, o volume de ocultações foi tão grande que o próprio tribunal classificou a amostra como “inutilizável”.

Embora parte dessas censuras tenha sido posteriormente removida, os autores afirmam que ainda permanecem ocultos domínios, nomes e outros campos relevantes para a investigação. Enquanto isso, segundo a moção, a OpenAI mantinha sob sua posse uma amostra de 78 milhões de conversas que já estava anonimizada.

Jornais também acusam OpenAI de apagar registros

Os autores afirmam ainda que as reuniões destinadas à negociação das buscas de dados foram excessivamente prolongadas, atrasando a produção de provas.

Próximo ao encerramento da fase de descoberta, a OpenAI teria informado que a amostra de 78 milhões de registros já estava disponível para inspeção havia mais de um ano. Para os autores, essa alegação seria incompatível com a postura adotada pela empresa durante todo o processo, quando sustentava que o acesso a registros adicionais colocaria em risco a privacidade dos usuários.

Além disso, a OpenAI também é acusada de apagar aleatoriamente partes da amostra limitada de 20 milhões de registros e de excluir ou comprimir bilhões de conversas que deveriam ter sido preservadas por determinação judicial.

Segundo o The New York Times, Monaco declarou que a empresa simplesmente decidiu que cumprir a ampla ordem de preservação emitida pelo tribunal seria difícil e, por isso, não tomou providências para preservar todas as conversas.

“Não pode haver dúvida quanto à intencionalidade da conduta da OpenAI, nem qualquer desculpa para seu descumprimento. Segundo o Sr. Monaco, a OpenAI pensou em cumprir a Ordem de Preservação do Tribunal, mas depois decidiu não fazê-lo”, alegaram os autores.

Organizações pedem punições severas

As organizações jornalísticas afirmam que não solicitaram sanções contra a OpenAI de forma leviana, mas sustentam que a gravidade da suposta conduta exige punições capazes de desestimular práticas semelhantes por outras empresas de IA.

Entre os pedidos apresentados ao tribunal está a proibição de que a OpenAI utilize a amostra de 20 milhões de registros, cuja produção foi alvo de disputa durante o processo. Os autores também querem que o tribunal reconheça que os registros de saída continham reprodução substancial de conteúdos protegidos por direitos autorais e impeça a OpenAI de sustentar o contrário.

Outro pedido é que o júri seja informado de que a empresa apagou bilhões de registros, reforçando a tese de que teria atuado para ocultar evidências relacionadas ao suposto impacto de sua tecnologia sobre o mercado jornalístico.

Segundo os autores, “sanções menores não seriam eficazes”. Eles argumentam que “sanções sérias são especialmente apropriadas” porque a suposta má conduta da OpenAI teria sido “consciente e intencional”.

Caso o tribunal conclua que houve comportamento inadequado por parte da empresa, a tentativa de restringir o acesso das organizações jornalísticas aos registros poderá enfraquecer significativamente sua defesa na disputa sobre direitos autorais.

De acordo com os autores, a discussão sobre se o treinamento de modelos de IA com conteúdo protegido configura uso justo dependerá, em grande parte, da capacidade de demonstrar prejuízos ao mercado, e a posição da OpenAI poderá ser afetada caso a amostra de registros amplamente censurada seja desconsiderada pelo tribunal.

O que diz a OpenAI

O Olhar Digital também entrou em contato com a OpenAI e espera retorno.

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Novo aplicativo do ChatGPT é (quase) um sistema operacional

A OpenAI anunciou não apenas novos modelos do ChatGPT, mas um novo aplicativo do chatbot para computadores, nesta quinta-feira (09). Na demonstração, o programa rodava num Mac, sistema operacional de computadores da Apple. Mas a empresa informou que a nova versão também vai chegar para Windows, da Microsoft.

Segundo a apresentação da empresa, o aplicativo vai funcionar quase como um sistema operacional em cima do sistema do computador em questão. Em tese, você vai conseguir usar a IA da OpenAI para orquestrar programas e arquivos. Isso por meio de comandos (prompts) que poderão ser escritos ou falados. A equipe fez questão de reforçar que você pode mandar áudios para o ChatGPT, tanto no celular quanto no computador.

O novo aplicativo está disponível globalmente, inclusive para quem apenas tem uma conta para usar o ChatGPT – isto é, não assina nenhum plano (os chamados “usuários gratuitos”).

Como é o novo aplicativo do ChatGPT para computadores

Entre os destaques do novo aplicativo do ChatGPT para computadores, estão:

  • Novos recursos de execução (Computer Use e Navegador Embutido): Exclusivamente no desktop, o ChatGPT agora conta com um navegador integrado para abrir e refinar arquivos (como Google Workspace e Microsoft 365) e a função “Computer Use”, que permite ao agente executar tarefas em segundo plano no seu computador (clicar, digitar e mover arquivos);
  • Unificação com o Codex: O aplicativo Codex, voltado para desenvolvedores, foi embutido no novo aplicativo. Os desenvolvedores podem manter o Codex como visualização padrão e usar seu ícone se preferirem;
  • Renomeação da versão antiga: A versão anterior do aplicativo de computador passa a se chamar “ChatGPT Classic”.

Quem usava o aplicativo do Codex não vai precisar baixar outro aplicativo. Basta atualizar o programa normalmente como você já fazia. O aplicativo do Codex será convertido automaticamente no novo aplicativo do ChatGPT para desktop. E você vai poder manter o visual e o ícone antigos do Codex, se preferir. Já quem usava o aplicativo padrão do ChatGPT para computador vai precisar migrar para a versão atualizada, sim. Isto é, baixar o novo aplicativo.

Matéria em atualização…

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OpenAI anuncia ChatGPT Work, que foca em produtividade no trabalho

Nesta quinta-feira (9), a OpenAI anunciou o ChatGPT Work, versão laboral de sua inteligência artificial (IA) que pode executar tarefas em diferentes aplicativos e arquivos.

O novo agente de IA integrado ao ChatGPT foi desenvolvido para executar tarefas complexas de forma autônoma, utilizando aplicativos, arquivos e fluxos de trabalho conectados pelo usuário.

Segundo a empresa, a ferramenta é capaz de permanecer trabalhando em um projeto por horas, dividir atividades em etapas menores e entregar materiais concluídos, como planilhas, apresentações, documentos e aplicativos web.

O lançamento representa uma expansão das capacidades do ChatGPT, que passa a ir além da resposta a perguntas para realizar trabalho prático em diferentes plataformas, incluindo web, dispositivos móveis e computadores. A novidade incorpora a tecnologia do Codex e é alimentada pelo novo modelo GPT-5.6, também apresentado nesta quinta pela OpenAI.

Exemplo de uso do ChatGPT Work – Imagem: Divulgação/OpenAI

GPT-5.6 impulsiona o novo agente

  • De acordo com a empresa, o ChatGPT Work utiliza o GPT-5.6 para lidar com tarefas que exigem múltiplas etapas de raciocínio e produzir materiais seguindo modelos, arquivos de referência e padrões fornecidos pelos usuários;
  • A OpenAI afirma que a melhor forma de aprender a utilizar o recurso é delegando atividades que o usuário já conhece, como analisar variações de orçamento no fechamento do mês, transformar materiais de origem em um briefing de campanha de marketing ou preparar uma reunião de vendas;
  • Durante a execução, é possível acompanhar o progresso, responder perguntas feitas pelo agente, alterar o direcionamento do trabalho e aprovar ações consideradas importantes;
  • A empresa também destaca que o ChatGPT Work pode assumir fluxos completos de trabalho com um único comando;
  • Como exemplo, cita a possibilidade de transformar pesquisas com clientes em um briefing de campanha, criar materiais de marketing a partir desse documento e adaptar esses conteúdos para diferentes mercados, preservando o contexto ao longo de todas as etapas.

Tarefas podem continuar mesmo sem o usuário

Outro recurso apresentado são as Tarefas Agendadas, que permitem ao ChatGPT Work continuar executando atividades mesmo quando o usuário está longe do computador ou do celular.

Segundo a OpenAI, o agente pode, por exemplo, transformar automaticamente novas mensagens recebidas no Microsoft Teams e no Slack em documentos ou apresentações atualizadas e compartilhar alterações relevantes com a equipe.

A empresa afirma que praticamente 100% de suas equipes internas, incluindo os departamentos financeiro e de vendas, já utilizam o ChatGPT Work e o Codex para acelerar processos, enfrentar tarefas mais complexas e dedicar mais tempo ao atendimento de clientes.

Exemplo de uso do ChatGPT Work
Exemplo de uso do ChatGPT Work – Imagem: Divulgação/OpenAI

OpenAI relata ganhos internos

A OpenAI compartilhou exemplos de uso interno da plataforma.

Na área de vendas, o ChatGPT Work teria transformado uma conversa inicial com um cliente em uma prova de conceito personalizada para um problema considerado crítico em menos de 24 horas, um processo que normalmente levaria semanas.

Segundo a empresa, o agente estruturou anotações, encaminhou a solicitação para um arquiteto de soluções e colaborou com a equipe técnica, permitindo que o responsável comercial permanecesse focado no relacionamento com o cliente.

Já na área financeira, a OpenAI afirma que o agente reduziu processos de fechamento mensal e previsão financeira de dias para horas ao ajudar equipes a localizar dados de origem, transferi-los para Excel ou Google Planilhas, conciliá-los, criar apresentações e verificar os resultados. Com isso, o time financeiro passou a dedicar mais tempo à análise das mudanças nas projeções e ao suporte estratégico aos gestores.

Disponibilidade começa pelos planos pagos

O ChatGPT Work começou a ser distribuído para usuários dos planos Pro, Enterprise e Edu nas versões web e móvel. Segundo a OpenAI, a novidade também chegará aos planos Plus e Business nos próximos dias.

No aplicativo para desktop, os modos Chat, Work e Codex passam a estar disponíveis em todos os planos, incluindo o gratuito, com distribuição global para computadores Windows e Mac.

Aplicativo para desktop ganha novos recursos

A OpenAI também atualizou o aplicativo de desktop do ChatGPT para ampliar sua integração com o computador do usuário.

Segundo a empresa, o software agora pode utilizar arquivos locais e aplicativos instalados para executar tarefas. Além disso, ganhou um navegador integrado que permite acessar sites, ferramentas online e arquivos hospedados na internet dentro da própria aplicação.

A companhia informou ainda que o aplicativo Codex será incorporado ao novo ChatGPT para desktop. Embora permaneça como um agente voltado ao desenvolvimento de software, o Codex passa a oferecer recursos adicionais, incluindo edição de código diretamente em diferenças (“diffs”), revisão de pull requests na barra lateral, uso mais rápido do computador impulsionado pelo GPT-5.6 e suporte a múltiplos repositórios em um mesmo projeto.

Exemplo de uso do ChatGPT Work
Exemplo de uso do ChatGPT Work – Imagem: Divulgação/OpenAI

Plugins ampliam integração com ferramentas corporativas

Para utilizar o ChatGPT Work, os usuários podem conectar aplicativos e sistemas por meio de plugins.

Segundo a OpenAI, esses plugins permitem integrar o ChatGPT a serviços, como Slack, Microsoft Teams, Google Drive, SharePoint, e-mail, calendários, CRMs, rastreadores de projetos e outras ferramentas internas.

A empresa afirma que o ChatGPT identifica automaticamente quando deve utilizar um plugin com base no comando recebido, embora também seja possível indicar manualmente uma aplicação digitando “@” seguido do nome do aplicativo durante a conversa.

Depois de conectadas, essas ferramentas permitem que o agente compreenda o contexto do trabalho, reúna informações relevantes, produza documentos, apresentações e análises, além de continuar refinando rascunhos em segundo plano enquanto o usuário mantém o controle do processo.

ChatGPT passa a criar sites e aplicativos web

A OpenAI também anunciou o Sites, recurso disponibilizado em beta pública dentro do ChatGPT. Com ele, usuários poderão transformar ideias ou projetos em sites interativos ou aplicativos web compartilháveis por meio de uma URL.

Segundo a empresa, o recurso pode ser utilizado para criar dashboards ao vivo, rastreadores de projetos, calendários de lançamento, protótipos, portais internos e relatórios interativos. Os projetos podem ser testados diretamente no ChatGPT e atualizados automaticamente conforme as informações de origem forem modificadas.

Exemplo de uso do ChatGPT Work
Exemplo de uso do ChatGPT Work – Imagem: Divulgação/OpenAI

Automação de tarefas repetitivas

A OpenAI afirma que o ChatGPT Work foi desenvolvido para assumir tarefas repetitivas e liberar os usuários para atividades consideradas mais importantes.

As Tarefas Agendadas podem executar ações únicas, repetidas em horários programados, acionadas por eventos específicos ou voltadas ao monitoramento contínuo de alterações.

Entre os exemplos apresentados pela empresa estão:

  • Revisar semanalmente atualizações do Slack e atualizar a pauta de reuniões recorrentes;
  • Monitorar sites e painéis diariamente, resumindo mudanças e enviando relatórios;
  • Acompanhar novos comentários de clientes e transformá-los em ideias priorizadas para produtos;
  • Atualizar apresentações automaticamente quando novos comentários forem recebidos por e-mail.

Segundo a OpenAI, o usuário continua definindo quais recursos o ChatGPT pode acessar, quando o agente deve solicitar confirmação e em quais situações será necessária aprovação antes da execução de determinadas ações.

Navegador integrado e controle do computador

No desktop, o ChatGPT também passa a contar com um navegador integrado para realizar pesquisas, utilizar ferramentas online e editar trabalhos baseados na web.

A empresa afirma que os usuários poderão solicitar pesquisas de mercado, comparar fontes, extrair informações de sites e abrir arquivos do Google Workspace e do Microsoft 365 diretamente dentro do aplicativo.

Outra novidade é o recurso Uso do Computador, que permite ao ChatGPT utilizar o computador do usuário para executar tarefas em segundo plano, incluindo clicar, digitar e mover arquivos entre aplicativos, ferramentas e navegadores. Esse recurso pode ser utilizado tanto em atividades únicas quanto em tarefas recorrentes programadas.

A OpenAI informou ainda que sua extensão para o Google Chrome será atualizada para permitir o uso do ChatGPT diretamente na barra lateral do navegador. Como consequência dessa integração, o navegador Atlas será descontinuado gradualmente, e a empresa promete divulgar orientações para a migração dos usuários.

Segurança e controles administrativos

Para organizações, a OpenAI afirma que o ChatGPT Work utiliza a infraestrutura de segurança, privacidade, conformidade e gerenciamento de ambientes já presente no ChatGPT Enterprise.

Administradores das versões Enterprise e Edu poderão controlar centralmente quem tem acesso ao agente, quais informações corporativas poderão ser utilizadas, quais ferramentas poderão ser conectadas e quais ações poderão ser executadas.

A empresa destaca ainda a Compliance API, criada para fornecer visibilidade sobre conversas e ações realizadas pelo ChatGPT Work em larga escala.

Os controles administrativos também permitem gerenciar plugins, acesso ao navegador, políticas de rede, restrições de ações sensíveis e regras específicas para o uso de arquivos locais, aplicativos e ferramentas conectadas.

Outro recurso anunciado é o Auto-review, que utiliza os modelos mais avançados da OpenAI para revisar automaticamente ações importantes envolvendo ferramentas conectadas e APIs antes de sua execução.

Segundo a empresa, durante testes de segurança, o sistema bloqueou 100% das tentativas de extração de dados protegidos, incluindo ataques que o modelo responsável pela revisão não havia encontrado durante o treinamento.

Exemplo de uso do ChatGPT Work
Exemplo de uso do ChatGPT Work – Imagem: Divulgação/OpenAI

Uso varia conforme a complexidade das tarefas

A OpenAI afirma que o ChatGPT Work foi projetado para tarefas mais longas e complexas do que uma conversa tradicional.

Por isso, o consumo de uso varia de acordo com a quantidade de trabalho executado, sendo que atividades mais complexas podem utilizar uma parcela maior da franquia incluída em cada plano. A empresa informa que o ChatGPT Work segue a mesma estrutura de consumo já utilizada pelo Codex.

Administradores dos planos Enterprise e Edu também poderão configurar controles de gastos no console administrativo, estabelecendo limites por ambiente de trabalho, grupos ou usuários individuais, além de analisar solicitações de créditos adicionais acompanhadas das justificativas e detalhes dos projetos enviados pelos usuários.

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OpenAI lança novo ChatGPT; saiba o que muda

A OpenAI está apresentando nesta quinta-feira (09) uma nova versão do ChatGPT. Estamos falando da versão GPT‑5.6.

São três modelos:

  • Sol: o mais potente
  • Luna: um modelo rápido e acessível
  • Terra: um modelo equilibrado para o trabalho cotidiano.

A apresentação da OpenAI acontece neste momento:

O CEO da OpenAI, Sam Altman, disse à CNBC que o GPT-5.6 Sol é 54% mais eficiente em termos de tokens em tarefas de codificação agêntica e que é “tão bom ou melhor” do que os modelos concorrentes no mercado.

“Todas as empresas agora estão pensando em gastos e no valor que estão obtendo em troca de IA, e é isso que realmente queremos fazer”, disse Altman.

MATÉRIA EM ATUALIZAÇÃO

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ChatGPT mais poderoso chega hoje; saiba o que esperar

A OpenAI vai lançar publicamente a mais recente versão do ChatGPT nesta quinta-feira (9).

O anúncio foi feito pela própria startup no X:

Estamos falando do modelo GPT 5.6, o mais poderoso da desenvolvedora. No mês passado, a apresentação da tecnologia foi adiada a pedido do governo dos Estados Unidos.

A preocupação da Casa Branca com segurança nacional e com o uso indevido de sistemas de IA avançados é algo crescente.

Agora, segundo a Axios, o governo Trump deu sinal verde para o lançamento em larga escala.

A OpenAI havia limitado o acesso a um pequeno grupo de parceiros e os dados foram compartilhados com autoridades. Três modelos serão apresentados:

  • Sol: o mais potente
  • Terra e Luna: de custo mais acessível.

Em uma prévia publicada no blog da OpenAI, a startup antecipou o seguinte:

Estamos iniciando uma prévia limitada da série GPT‑5.6: Sol, nosso modelo principal; Terra, um modelo equilibrado para o trabalho cotidiano; e Luna, um modelo rápido e acessível. O Terra tem desempenho competitivo em relação ao GPT‑5.5, sendo 2 vezes mais barato, e o Luna oferece forte capacidade pelo nosso menor custo.

O GPT‑5.6 Sol chega com nosso stack de segurança mais robusto até hoje. Reforçamos as proteções para atividades de maior risco, solicitações cibernéticas sensíveis e uso indevido repetido, e passamos várias semanas encontrando fraquezas, submetendo nosso sistema a testes de pressão e fortalecendo-o contra ataques do mundo real.

OpenAI, em post no blog da startup

A empresa ainda descreveu o GPT‑5.6 Sol como seu “modelo mais forte até agora” e destacou suas “capacidades agênticas aprimoradas em programação, biologia e cibersegurança”.

A geopolítica das IAs

Estados Unidos e China estão numa disputa tecnológica intensa em que a IA é protagonista. Modelos de inteligência artificial avançados poderiam acelerar ciberataques em setores consolidados há décadas e com uma infraestrutura totalmente interligada.

Diante disso, a Casa Branca vem fiscalizando novos modelos de inteligência artificial para identificar eventuais ameaças.

A maior preocupação é de que a tecnologia seja usada para fins militares por outros países – como China e Rússia.

Em Pequim, a estratégia não muda muito. O governo vem dialogando com as principais empresas do setor para restringir o acesso estrangeiro aos modelos de ponta do país, segundo a Reuters.

Vale lembrar

  • Em junho, o presidente Donald Trump assinou uma ordem executiva que cria um marco voluntário para permitir que o governo federal avalie novos sistemas de IA antes de seu lançamento.
  • Na semana passada, os modelos Fable 5 e Mythos 5, da Anthropic, voltaram a ficar disponíveis depois que o governo dos Estados Unidos suspendeu os controles de exportação aplicados à startup. A mudança ocorre menos de três semanas após as restrições impostas por razões de segurança nacional.
  • As restrições haviam sido determinadas em 12 de junho e obrigaram a Anthropic a desativar os dois modelos para todos os usuários, já que não havia como verificar a nacionalidade de cada pessoa em tempo real.
  • Depois de implementar novas salvaguardas, a empresa recebeu autorização para retomar o acesso. O Mythos 5 foi disponibilizado gradualmente para parceiros nacionais e internacionais, enquanto o Fable 5, desenvolvido para o público em geral, está disponível desde o último dia 1º.
  • Pela mesma lógica, a OpenAI não colocou o GPT-5.6 nas mãos de todos os usuários de uma só vez.

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Novo ChatGPT Voice ouve e responde ao mesmo tempo; veja como

O ChatGPT ganhou uma nova geração de voz. A OpenAI lançou o GPT-Live, modelo que permite ao sistema ouvir e responder ao mesmo tempo, tornando os diálogos com inteligência artificial mais rápidos e naturais.

A novidade chega ao ChatGPT Voice com melhorias na compreensão de pausas, interrupções e tarefas complexas, sem quebrar o ritmo da conversa.

OpenAI apresenta o GPT-Live, tecnologia criada para tornar diálogos com inteligência artificial mais próximos de uma conversa real. – Imagem: arda savasciogullari/Shutterstock

Nova arquitetura muda a experiência de falar com IA

O GPT-Live usa uma arquitetura full-duplex, que permite processar a fala do usuário enquanto gera respostas. Na prática, a IA consegue acompanhar o diálogo, esperar quando necessário e até reagir com expressões como “mhmm” ou “yeah”.

A mudança elimina uma das principais limitações dos modelos anteriores: a necessidade de esperar cada turno terminar antes de responder. O resultado é uma troca mais próxima de uma conversa em tempo real.

Segundo a OpenAI, o GPT-Live é seu modelo de voz mais inteligente até agora. Quando uma pergunta exige pesquisa na web, raciocínio mais profundo ou tarefas complexas, o sistema pode encaminhar o trabalho para modelos avançados em segundo plano e trazer a resposta durante a conversa.

No lançamento, o GPT-Live utiliza o GPT-5.5 como modelo de apoio.

Entre os principais recursos da nova experiência estão:

  • Conversas mais naturais, com melhor compreensão de pausas e interrupções.
  • Respostas mais inteligentes para perguntas complexas.
  • Melhor escuta em ambientes com ruídos.
  • Integração com busca, memória, imagens e envio de arquivos.
  • Exibição de respostas visuais durante conversas por voz.
Homem conversando por áudios com ChatGPT no celular
O novo ChatGPT Voice pode reagir com expressões como “mhmm” e “yeah” para mostrar que acompanha o diálogo. – Imagem: Rokas Tenys/Shutterstock

GPT-Live supera limitações dos modelos anteriores

Antes da novidade, o ChatGPT Voice funcionava com sistemas que dividiam o processo em etapas. Um modelo transformava a fala em texto, outro gerava a resposta e um terceiro convertia o resultado novamente em voz.

Essa abordagem possibilitou as primeiras conversas por voz com IA avançada, mas também podia causar atrasos e perda de informações durante o processamento.

O Advanced Voice Mode trouxe melhorias ao concentrar áudio e resposta em um único modelo. Ainda assim, o sistema continuava dependente de turnos: era preciso esperar o usuário terminar de falar para responder.

Com o GPT-Live, a OpenAI afirma que o modelo pode decidir várias vezes por segundo se deve falar, continuar ouvindo, pausar, interromper ou usar uma ferramenta.

Montagem com celular mostrando uma das novas vozes do ChatGPT
A nova tecnologia da OpenAI mantém a conversa enquanto tarefas complexas são processadas em segundo plano. – Imagem: Divulgação/OpenAI

Segurança recebe novos controles no recurso

A OpenAI também criou proteções específicas para conversas por voz. Os testes foram ampliados para avaliar riscos relacionados a psicose e mania, dependência emocional da IA, violência e conteúdo sexual.

Segundo a empresa, o GPT-Live teve desempenho igual ou superior ao Advanced Voice Mode na maioria das avaliações realizadas.

Leia mais:

A companhia afirma ainda que o recurso foi desenvolvido para conversas, não para imitação de vozes reais. O sistema utiliza vozes predefinidas no ChatGPT e possui proteções para impedir a reprodução da voz de uma pessoa específica.

O GPT-Live começa a ser disponibilizado globalmente para usuários do ChatGPT em iOS, Android e ChatGPT.com. O GPT-Live-1 será o modelo padrão para assinantes Go, Plus e Pro, enquanto o GPT-Live-1 mini será usado por contas gratuitas.

A OpenAI informa que recursos como vídeo e compartilhamento de tela por voz ainda não estarão disponíveis no lançamento, mas estão em desenvolvimento.

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Ranking revela falhas graves nas maiores empresas de IA

A inteligência artificial avança em ritmo acelerado, mas um novo levantamento mostra que a segurança ainda não acompanha essa evolução. As principais empresas do setor continuam longe de atingir os padrões considerados ideais.

Segundo a AFP, a Anthropic lidera uma avaliação internacional de segurança em IA. Mesmo assim, nenhuma das companhias analisadas alcançou a nota máxima no índice.

Nenhuma das empresas avaliadas recebeu nota A, mostrando que a segurança da IA ainda é um desafio. – Imagem: Tada Images/Shutterstock

Avaliação revela cenário distante do ideal

O estudo foi elaborado pelo Future of Life Institute, um think tank americano voltado à segurança em inteligência artificial. A entidade avaliou nove das principais empresas do setor com base em informações públicas e dados fornecidos pelas próprias organizações.

A análise considerou seis áreas: avaliação de riscos, danos atuais, estruturas de segurança, segurança existencial, governança e transparência, além do compartilhamento de informações.

A Anthropic obteve o melhor resultado geral, com nota C+, mas nenhuma empresa recebeu conceito A em qualquer uma das categorias avaliadas. O resultado mostra que até mesmo as companhias mais avançadas no desenvolvimento de IA ainda enfrentam desafios para lidar com possíveis riscos.

O ranking geral de segurança em IA ficou assim:

  • Anthropic — nota geral C+ | pontuação 2,66
  • OpenAI — nota geral C | pontuação 2,28
  • Google DeepMind — nota geral C | pontuação 2,01
  • Meta AI — nota geral D+ | pontuação 1,32
  • Z.ai — nota geral D- | pontuação 0,88
  • Alibaba Cloud — nota geral D- | pontuação 0,87
  • xAI — nota geral F | pontuação 0,65
  • DeepSeek — nota geral F | pontuação 0,47
  • Mistral — nota geral F | pontuação 0,33

Os principais aspectos avaliados foram:

  • Avaliação dos riscos associados aos modelos de IA.
  • Medidas para reduzir danos já identificados.
  • Estruturas internas voltadas à segurança.
  • Transparência, governança e compartilhamento de informações.
  • Preparação para riscos considerados existenciais.
Logo da Mistral na tela de um smartphone em cima de um teclado de computador
A avaliação analisou critérios como governança, danos atuais e estruturas de segurança das companhias. Mistral ficou na última posição. – Imagem: Mehaniq/Shutterstock

Riscos vão além dos problemas atuais

Entre as conclusões do levantamento, uma das mais preocupantes envolve as chamadas ameaças existenciais. O termo se refere, por exemplo, ao desenvolvimento de modelos capazes de atingir um nível de inteligência semelhante ao humano, conhecido como inteligência artificial geral (AGI).

Os autores reconhecem que “existam tentativas construtivas”, mas avaliam que os esforços continuam “totalmente insuficientes”. O documento também alerta para a possibilidade de esses modelos serem usados em ciberataques ou em outras ações potencialmente prejudiciais às pessoas.

A preocupação aumenta à medida que os sistemas ficam mais avançados e passam a executar tarefas cada vez mais complexas. Para os pesquisadores, acompanhar essa evolução com mecanismos de segurança adequados continua sendo um dos maiores desafios do setor.

Ilustração de ciberataque
O estudo alerta para riscos como uso indevido de modelos de IA em ciberataques e ações prejudiciais. – Imagem: solarseven/Shutterstock

Uso militar também entra em debate

Outro ponto destacado é a mudança de postura de parte das empresas em relação ao uso militar da tecnologia. Segundo o relatório, algumas companhias que antes restringiam esse tipo de aplicação vêm flexibilizando suas políticas.

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A Anthropic aparece entre elas e é criticada por manter “compromissos militares questionáveis”. De acordo com relatos da imprensa citados pela AFP, a tecnologia da empresa foi utilizada pelo governo dos Estados Unidos em operações militares na Venezuela e no Irã durante o último ano.

O documento também lembra que a companhia foi recentemente alvo de uma proibição do Pentágono por divergências relacionadas à segurança da IA.

O alerta continua para o setor

Mesmo ocupando a primeira posição do ranking, a Anthropic ficou distante da nota máxima. O resultado reforça um cenário em que as maiores empresas de inteligência artificial ainda precisam lidar com limitações importantes na proteção contra riscos.

Para o Future of Life Institute, embora existam iniciativas voltadas à segurança, os esforços atuais continuam insuficientes diante dos desafios que acompanham o avanço rápido da inteligência artificial.

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Novo ChatGPT chegará amanhã; saiba o que esperar

A OpenAI vai lançar publicamente a mais recente versão do ChatGPT nesta quinta-feira (9).

O anúncio foi feito pela própria startup no X:

Estamos falando do modelo GPT 5.6, o mais poderoso da desenvolvedora. No mês passado, a apresentação da tecnologia foi adiada a pedido do governo dos Estados Unidos.

A preocupação da Casa Branca com segurança nacional e com o uso indevido de sistemas de IA avançados é algo crescente.

Agora, segundo a Axios, o governo Trump deu sinal verde para o lançamento em larga escala.

A OpenAI havia limitado o acesso a um pequeno grupo de parceiros e os dados foram compartilhados com autoridades. Três modelos serão apresentados:

  • Sol: o mais potente
  • Terra e Luna: de custo mais acessível.

Em uma prévia publicada no blog da OpenAI, a startup antecipou o seguinte:

Estamos iniciando uma prévia limitada da série GPT‑5.6: Sol, nosso modelo principal; Terra, um modelo equilibrado para o trabalho cotidiano; e Luna, um modelo rápido e acessível. O Terra tem desempenho competitivo em relação ao GPT‑5.5, sendo 2 vezes mais barato, e o Luna oferece forte capacidade pelo nosso menor custo.

O GPT‑5.6 Sol chega com nosso stack de segurança mais robusto até hoje. Reforçamos as proteções para atividades de maior risco, solicitações cibernéticas sensíveis e uso indevido repetido, e passamos várias semanas encontrando fraquezas, submetendo nosso sistema a testes de pressão e fortalecendo-o contra ataques do mundo real.

OpenAI, em post no blog da startup

A empresa ainda descreveu o GPT‑5.6 Sol como seu “modelo mais forte até agora” e destacou suas “capacidades agênticas aprimoradas em programação, biologia e cibersegurança”.

A geopolítica das IAs

Estados Unidos e China estão numa disputa tecnológica intensa em que a IA é protagonista. Modelos de inteligência artificial avançados poderiam acelerar ciberataques em setores consolidados há décadas e com uma infraestrutura totalmente interligada.

Diante disso, a Casa Branca vem fiscalizando novos modelos de inteligência artificial para identificar eventuais ameaças.

A maior preocupação é de que a tecnologia seja usada para fins militares por outros países – como China e Rússia.

Em Pequim, a estratégia não muda muito. O governo vem dialogando com as principais empresas do setor para restringir o acesso estrangeiro aos modelos de ponta do país, segundo a Reuters.

Vale lembrar

  • Em junho, o presidente Donald Trump assinou uma ordem executiva que cria um marco voluntário para permitir que o governo federal avalie novos sistemas de IA antes de seu lançamento.
  • Na semana passada, os modelos Fable 5 e Mythos 5, da Anthropic, voltaram a ficar disponíveis depois que o governo dos Estados Unidos suspendeu os controles de exportação aplicados à startup. A mudança ocorre menos de três semanas após as restrições impostas por razões de segurança nacional.
  • As restrições haviam sido determinadas em 12 de junho e obrigaram a Anthropic a desativar os dois modelos para todos os usuários, já que não havia como verificar a nacionalidade de cada pessoa em tempo real.
  • Depois de implementar novas salvaguardas, a empresa recebeu autorização para retomar o acesso. O Mythos 5 foi disponibilizado gradualmente para parceiros nacionais e internacionais, enquanto o Fable 5, desenvolvido para o público em geral, está disponível desde o último dia 1º.
  • Pela mesma lógica, a OpenAI não colocou o GPT-5.6 nas mãos de todos os usuários de uma só vez.

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Nova DeepSeek? IA chinesa desafia gigantes do Ocidente

Um novo modelo de IA desenvolvido na China vem chamando atenção no setor. Para a Reuters, o GLM-5.2, da startup Z.ai, aparece com desempenho próximo ao de sistemas dos Estados Unidos, mas com um custo bem mais baixo.

Esse equilíbrio entre preço e capacidade recoloca a disputa entre China e EUA no centro do debate sobre inteligência artificial.

A IA da startup Z.ai ganha espaço no Vale do Silício e já aparece em plataformas usadas por desenvolvedores do mundo todo. – Imagem: gguy/Shutterstock

GLM-5.2 entra no radar do Vale do Silício

Depois do impacto da DeepSeek, que mostrou que modelos mais baratos também podem ser competitivos, outras empresas chinesas aceleraram seus lançamentos. O GLM-5.2 é o exemplo mais recente dessa movimentação.

Criado em Pequim, o modelo ganhou destaque por executar tarefas complexas com poucos comandos e atuar como agente de IA, tomando decisões intermediárias durante processos mais longos. Na prática, isso reduz a necessidade de intervenção constante do usuário.

No Vale do Silício, o sistema começou a aparecer com força em plataformas como o OpenRouter, chegando a ultrapassar modelos da Anthropic em uso entre desenvolvedores.

Agora temos um modelo chinês de pesos abertos que é tão bom quanto os modelos atualmente disponíveis da OpenAI e da Anthropic.

David Sacks, ex-responsável pela política de IA no governo dos Estados Unidos durante a gestão de Donald Trump, à Reuters

Ele também disse que o GLM-5.2 está “apenas um pouco abaixo do Opus 4.8 (da Anthropic) e no mesmo nível do GPT 5.5 (da OpenAI)”.

Site da Z.ai
O modelo chinês já aparece entre os mais bem posicionados nos rankings de inteligência artificial, como o Artificial Analysis. – Imagem: Reprodução/Z.ai

Desempenho competitivo e custo agressivo

O interesse pelo GLM-5.2 está diretamente ligado à combinação entre capacidade técnica e preço reduzido. Em comparação com modelos fechados de ponta, o custo operacional pode chegar a cerca de um sexto.

Entre os principais destaques do modelo estão:

  • bom desempenho em programação e raciocínio lógico
  • capacidade de atuar como agente de IA com comandos simples
  • arquitetura aberta e fácil de implementar
  • custo significativamente menor que concorrentes diretos

Nos rankings da Artificial Analysis, o GLM-5.2 aparece na quinta posição entre os grandes modelos de linguagem. Já no Code Arena, ocupa o segundo lugar em tarefas de desenvolvimento front-end, como criação de sites e aplicações.

Logo da Anthropic ao fundo, com silhuetas de pessoas passando à frente
Especialistas comparam o modelo chinês a sistemas da OpenAI e da Anthropic em desempenho em programação e raciocínio. – Imagem: PhotoGranary02/Shutterstock

Segurança ainda trava parte da adoção

Apesar do avanço técnico, a adoção global ainda não é uniforme. O principal ponto de cautela segue sendo a segurança dos dados, especialmente em empresas dos Estados Unidos e em setores regulados.

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Mesmo assim, parte do mercado já testa alternativas de implantação em nuvem própria ou servidores internos, buscando equilibrar risco e custo.

Ao mesmo tempo, o avanço desses modelos amplia a presença chinesa no mercado global de IA e pressiona concorrentes norte-americanos, em um cenário em que custo, desempenho e acesso aberto começam a pesar tanto quanto a origem da tecnologia.

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