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OpenAI planeja expansão massiva de infraestrutura e mira 30 GW até 2030

A OpenAI anunciou nesta quarta-feira (22) uma atualização ambiciosa em suas metas de infraestrutura. A organização, que havia se comprometido em janeiro de 2025 a gerar 10 gigawatts (GW) de poder computacional, confirmou que já identificou fontes para mais de 8 GW desse total. Agora, o novo objetivo é atingir a marca de 30 GW até 2030.

Crescimento exponencial de processamento

Os dados divulgados pela OpenAI via rede social mostram que a necessidade de hardware e energia para treinar e rodar modelos de inteligência artificial está crescendo em um ritmo acelerado.

De acordo com o gráfico apresentado pela companhia:

  • 2023: a capacidade era de apenas 0,2 GW.
  • 2024: saltou para 0,6 GW.
  • 2025: atingiu aproximadamente 1,9 GW.
  • Meta 2030: o plano é chegar aos 30 GW.

Esse avanço representa um crescimento anual de aproximadamente 3x na disponibilidade de computação. Para efeito de comparação, um gigawatt é energia suficiente para abastecer 800 mil residências simultaneamente nos Estados Unidos. Ou seja, 30 GW seriam suficientes para alimentar 24 milhões de residências anualmente – o que reforça a escala dos data centers que a OpenAI pretende operar.

A corrida da IA não depende apenas de algoritmos, mas de capacidade física. A OpenAI ressaltou que esse novo marco de 30 GW acompanha a “demanda em rápida aceleração por sistemas inteligentes”. Sem essa infraestrutura de processamento (que envolve milhares de GPUs e energia elétrica estável), o desenvolvimento de modelos mais potentes, como as futuras versões do GPT, poderia estagnar.

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A OpenAI lançou o ChatGPT Images 2.0 nesta terça-feira (22), pouco mais de um ano após disponibilizar a geração de imagens diretamente no chatbot. A empresa descreve o novo sistema como uma “mudança de patamar” para modelos de geração de imagens, especialmente na capacidade de seguir instruções detalhadas, renderizar texto denso e posicionar objetos em cenas.

Pela primeira vez, a OpenAI construiu um modelo de imagem com capacidades de raciocínio, permitindo ao sistema buscar na web e verificar suas próprias saídas. Segundo a empresa, essas funcionalidades resultam em uma ferramenta mais confiável quando precisão, consistência e coesão visual são essenciais.

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ChatGPT teria “ajudado” atirador da Flórida; entenda

Nesta terça-feira (21), o procurador-geral da Flórida (EUA), James Uthmeier, anunciou que abriu uma investigação criminal contra a OpenAI, sob a alegação de que o ChatGPT, chatbot de inteligência artificial (IA) da startup, teria aconselhado o homem que promoveu um tiroteio na Universidade Estadual da Flóridae matou duas pessoas — sobre qual munição usar e onde e quando atacar (leia mais sobre o episódio abaixo).

Essa investigação criminal instaurada na Flórida segue uma investigação civil anunciada por Uthmeier neste mês.

Em coletiva realizada nesta terça, Uthmeier afirmou que “o chatbot aconselhou o atirador sobre o tipo de arma a usar, qual munição era adequada para cada arma e se a arma seria útil a curta distância”, e frisou: “Se fosse uma pessoa do outro lado da tela, estaríamos acusando-a de homicídio.”

Uthmeier explicou, ainda, na coletiva, que “o ChatGPT aconselhou o atirador sobre qual o horário do dia mais apropriado para o tiroteio, de forma a interagir com mais pessoas, e qual o local no campus onde haveria maior concentração de pessoas”.

O gabinete do procurador-geral da Flórida já encaminhou as intimações à OpenAI. Nela, pede as políticas da empresa sobre como responder quando seus usuários fazem ameaças de prejudicar outras pessoas em conversas com o ChatGPT, segundo comunicado.

A porta-voz da OpenAI, Kate Waters, se manifestou a respeito do caso. “O massacre ocorrido no ano passado na Universidade Estadual da Flórida foi uma tragédia, mas o ChatGPT não é responsável por esse crime terrível”, pontuou.

“Após tomarmos conhecimento do incidente, identificamos uma conta do ChatGPT que acreditamos estar associada ao suspeito e compartilhamos proativamente essa informação com as autoridades policiais”, prosseguiu.

Ainda de acordo com a porta-voz, o ChatGPT forneceu “respostas factuais a perguntas com informações que podiam ser encontradas amplamente em fontes públicas na internet, e não incentivou nem promoveu atividades ilegais ou prejudiciais”.

Recapitulando o episódio

  • Em abril do ano passado, um tiroteio ocorrido na Universidade Estadual da Flórida, em Tallahassee, vitimou fatalmente duas pessoas e feriu outras seis;
  • Autoridades informaram, na época, que tudo começou com um estudante universitário que abriu fogo no campus;
  • O suspeito, Phoenix Ikner, foi baleado pela polícia e hospitalizado;
  • Ele foi indiciado por múltiplos homicídios e tentativas de homicídio.
Porta-voz da empresa disse que houve estreita colaboração com as autoridades policiais no caso citado – Imagem: Evolf/Shutterstock

OpenAI tem outros casos parecidos para resolver

O caso citado não é o único enfrentado pela OpenAI. A criadora do ChatGPT também passa por escrutínio no Canadá e na própria Flórida. A polícia alega que o chatbot manteve conversas com pessoas que pensavam em ferir outras pessoas, além de que inúmeras famílias cujo familiar se suicidou entraram com processos, afirmando que a IA contribuiu negativamente nos episódios.

Responsabilidades das empresas de IA

Os eventos mortais trouxeram à tona um debate sobre quais são as responsabilidades das empresas do setor ao monitorar as conversas de seus usuários e sinalizar as que devem ter uma atenção mais redobrada da polícia.

A startup de Sam Altman garante que aprimorou como o ChatGPT responde a discussões que sugerem que a pessoa possa estar pensando em se machucar ou machucar outras pessoas. Além disso, a companhia diz estar trabalhando na implementação de políticas que alertem as autoridades policiais sobre conversas de alto risco em certos casos.

Por sua vez, o Estado da Flórida está no “olho do furacão”, pois as preocupações com o impacto da tecnologia nas pessoas estão virando questões políticas. Tanto o procurador-geral estadual como o governador, Ron DeSantis, estão pessimistas quanto à indústria de IA.

O Estado também entrou em discussão a partir de uma crescente divisão no Partido Republicano (o mesmo de DeSantis e do presidente Donald Trump) sobre como regulamentar a IA.

O governador pressionou a legislatura estadual para aprovar uma “declaração de direitos de IA“, que instituiria vários limites para o uso da IA em produtos de consumo. Contudo, após oposição de Trump, o projeto não foi aprovado.

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OpenAI libera ChatGPT Images 2.0 com mais capacidades de raciocínio

A OpenAI lançou o ChatGPT Images 2.0, pouco mais de um ano após disponibilizar a geração de imagens diretamente no chatbot. A empresa descreve o novo sistema como uma “mudança de patamar” para modelos de geração de imagens, especialmente na capacidade de seguir instruções detalhadas, renderizar texto denso e posicionar objetos em cenas.

Pela primeira vez, a OpenAI construiu um modelo de imagem com capacidades de raciocínio, permitindo ao sistema buscar na web e verificar suas próprias saídas. Segundo a empresa, essas funcionalidades resultam em uma ferramenta mais confiável quando precisão, consistência e coesão visual são essenciais.

Avanços significativos em idiomas não latinos

A OpenAI investiu esforços consideráveis para tornar o Images 2.0 melhor no entendimento e renderização de texto não latino, com “ganhos significativos” na capacidade do modelo de lidar com japonês, coreano, chinês, hindi e bengali, segundo comunicado da empresa.

Simultaneamente, o novo modelo reproduz com mais fidelidade as características específicas de diferentes linguagens visuais. Segundo a OpenAI, isso torna o Images 2.0 mais útil para tarefas, como prototipagem de jogos e criação de storyboards.

Leia mais:

Novidade já está liberada para todos os usuários – Imagem: Reprodução

Maior flexibilidade e resolução

  • O novo modelo oferece maior flexibilidade em proporções, permitindo gerar imagens com largura de até 3:1 e altura de até 1:3;
  • Também produz designs em resoluções de até 2K e consegue gerar até oito saídas de uma só vez;
  • Em testes realizados pelo Electrek antes do lançamento público, o Images 2.0 foi desafiado a gerar um gato tartaruga no estilo pixel art da terceira geração de Pokémon;
  • O resultado foi considerado satisfatório, capturando adequadamente o estilo icônico dos jogos de Game Boy Advance. Em seguida, o modelo converteu a imagem em PNG transparente;
  • Dos três testes realizados, o ChatGPT levou mais tempo na segunda tarefa, produzindo uma saída ligeiramente diferente da primeira imagem gerada;
  • Ainda assim, conseguiu criar uma imagem transparente adequada, algo que outros modelos de imagem frequentemente enfrentam dificuldades para executar corretamente.

Quando mais pessoas testarem o modelo extensivamente, será possível avaliar melhor como ele se compara ao Nano Banana 2 do Google e identificar onde a OpenAI pode fazer melhorias adicionais.

Nem tudo é perfeito

Na nota, a OpenAI frisa que o ChatGPT Images 2.0 está “longe de ser infalível”. Isso porque o sistema pode enfrentar obstáculos em atividades que demandam compreensão física consistente do mundo, como instruções detalhadas de origami, resolução de quebra-cabeças complexos — a exemplo do Cubo de Rubik — e a representação correta de elementos posicionados em superfícies ocultas, inclinadas ou invertidas.

Além disso, padrões visuais extremamente densos ou repetitivos, como texturas de areia muito fina, podem levar o modelo ao limite de suas capacidades. Elementos, como rótulos e diagramas, também podem exigir ajustes para assegurar exatidão, sobretudo quando dependem de setas bem posicionadas ou da identificação correta de componentes. Essas limitações são vistas como áreas-chave a serem aprimoradas em desenvolvimentos futuros, diz a OpenAI.

Disponibilidade e acesso

O ChatGPT Images 2.0 já está disponível para todos os usuários do ChatGPT, incluindo aqueles nos planos Free e Go. Assinantes Plus e Pro têm acesso a saídas mais avançadas. A OpenAI também disponibilizou o modelo por meio de seu serviço de API e do aplicativo Codex, que, na semana passada, foi atualizado para oferecer geração de imagens integrada.

O lançamento do Images 2.0 ocorre poucos dias após a Anthropic entrar no mercado de design visual com seu próprio assistente de design.

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ChatGPT caiu? Chatbot da OpenAI tem instabilidade

O ChatGPT caiu? O site Downdetector, que monitora relatos de falhas em serviços digitais, mostra uma alta de reclamações na manhã desta segunda-feira (20):

Nós também não conseguimos usar o ChatGPT nos últimos minutos:

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Nas redes sociais, relatos parecidos em diferentes partes do mundo:

A OpenAI, desenvolvedora do ChatGPT, ainda não se manifestou.

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GPT-Rosalind: OpenAI lança modelo de IA voltado às ciências da vida

A OpenAI anunciou, nesta quinta-feira (16), o lançamento do GPT-Rosalind, um novo modelo de inteligência artificial (IA) com foco ampliado em biologia e capacidades avançadas de pesquisa científica. A iniciativa marca um avanço da empresa na área de ciências da vida.

O GPT-Rosalind, batizado em homenagem à cientista britânica do século XX Rosalind Franklin, foi desenvolvido para apoiar pesquisas em áreas, como bioquímica, descoberta de medicamentos e medicina translacional.

OpenAi atende à demanda crescente

  • A demanda por ferramentas baseadas em IA para acelerar a descoberta de medicamentos e pesquisas científicas tem crescido entre empresas farmacêuticas, instituições acadêmicas e companhias de biotecnologia;
  • “Ao apoiar a síntese de evidências, geração de hipóteses, planejamento experimental e outras tarefas de pesquisa em múltiplas etapas, este modelo foi projetado para ajudar pesquisadores a acelerar as fases iniciais da descoberta”, afirmou a OpenAI em um blog;
  • De acordo com a empresa, pesquisadores que utilizarem o modelo poderão consultar bancos de dados, ler os mais recentes artigos científicos, utilizar outras ferramentas científicas e sugerir novos experimentos;
  • O GPT-Rosalind foi construído com base nos modelos internos mais recentes da OpenAI.
Dona do ChatGPT atende a uma demanda crescente com o GPT-Rosalind – Imagem: Primakov/Shutterstock

Leia mais:

O modelo está disponível como uma prévia de pesquisa no ChatGPT, no Codex e na API para clientes qualificados por meio da estrutura de acesso confiável da OpenAI. A empresa também lançou um plugin gratuito de pesquisa em ciências da vida para o Codex, conectando cientistas a mais de 50 ferramentas científicas e fontes de dados.

A OpenAI informou ainda que está trabalhando com clientes, como Amgen, Moderna e Thermo Fisher Scientific, entre outros, para aplicar o GPT-Rosalind em diferentes fluxos de trabalho.

A empresa, criadora do popular chatbot ChatGPT, também apresentou, na terça-feira (14), o GPT-5.4-Cyber, uma variante de seu modelo mais recente ajustada especificamente para aplicações defensivas em cibersegurança. O anúncio ocorre após a rival Anthropic divulgar seu modelo de IA de fronteira chamado Claude Mythos.

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Codex ganha mais funcionalidades e antecipa superapp da OpenAI

A OpenAI deu um novo passo na evolução de suas ferramentas para desenvolvedores ao anunciar uma atualização do Codex, seu assistente de programação baseado em IA. A empresa já confirmou planos para criar um “superaplicativo” que integre ChatGPT, Codex e o navegador Atlas em uma única plataforma – mas a iniciativa parece focar em expandir o que já existe atualmente.

Segundo Thibault Sottiaux, responsável pela ferramenta, a estratégia está sendo construída de forma gradual. “Estamos construindo o superaplicativo de forma aberta”, afirmou durante coletiva de imprensa. “Este lançamento é voltado para desenvolvedores. No futuro, vamos expandi-lo para um público mais amplo”.

De acordo com o Engadget, a principal novidade da atualização é a ampliação do escopo de atuação dos agentes de IA, que passam a executar tarefas de maneira mais autônoma e integrada ao ambiente do usuário. Na prática, o Codex agora consegue interagir diretamente com aplicativos instalados no computador, seja a partir de instruções específicas ou decidindo por conta própria qual ferramenta utilizar para determinada tarefa.

Esse tipo de funcionalidade já aparece em soluções concorrentes, mas a OpenAI afirma ter desenvolvido um diferencial técnico que permite o agente operar sem comprometer o desempenho geral do sistema. A proposta é fazer com que o software funcione em paralelo com outros programas, de forma mais eficiente.

Outro destaque é a chegada de 111 novos plugins, que ampliam as possibilidades de integração com aplicativos, serviços e servidores. Esses recursos ajudam o Codex a acessar mais contexto e utilizar ferramentas externas com maior precisão, especialmente em fluxos de trabalho mais complexos.

Codex é o assistente de programaçõ da OpenAI – Imagem: OpenAI/Divulgação

A atualização também incorpora o modelo GPT-Image-1.5, permitindo a criação de protótipos, conceitos visuais, interfaces e até elementos simples para jogos. Além disso, o sistema passa a utilizar capturas de tela como referência para validar se está executando corretamente uma solicitação.

No campo de personalização, a OpenAI apresentou dois recursos iniciais de memória:

  • Um deles permite que o Codex recupere informações de interações anteriores para melhorar respostas futuras. Com o tempo, isso deve tornar o assistente mais rápido e preciso;
  • O outro recurso adiciona um comportamento mais proativo, sugerindo ações com base no histórico do usuário – como lembrar de responder a um comentário em um documento, por exemplo.

Disponibilidade do Codex atualizado

A nova versão começa a ser liberada para usuários do aplicativo de desktop do ChatGPT.

Inicialmente, o recurso de controle do computador está disponível para macOS, com expansão prevista para outros mercados, incluindo União Europeia e Reino Unido. Já as funcionalidades de memória também serão disponibilizadas gradualmente nessas regiões.

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OpenAI lança GPT-5.4-Cyber em resposta ao Mythos da Anthropic; veja como usar

A OpenAI está expandindo seu programa Trusted Access for Cyber (TAC) para milhares de defensores individuais e centenas de equipes de segurança. O grande destaque dessa expansão é o GPT-5.4-Cyber, uma variante do GPT-5.4 treinada para ser “permissiva”. Na prática, isso significa que a IA não irá recusar pedidos de análise de vulnerabilidades que seriam bloqueados no ChatGPT comum por precaução de segurança.

O rival do Claude Mythos

Enquanto a Anthropic apostou no Claude Mythos para detectar falhas de forma autônoma em sistemas de gigantes como Nvidia e Google, a OpenAI foca na democratização do acesso para defensores de infraestruturas críticas.

O GPT-5.4-Cyber traz uma habilidade técnica de alto nível: a engenharia reversa binária. Isso permite que profissionais de segurança analisem softwares já compilados em busca de malwares e falhas sem precisar ter acesso ao código-fonte original; uma tarefa complexa que agora pode ser acelerada por IA.

Leia também:

Como funciona o acesso e a segurança

Para evitar que o “feitiço vire contra o feiticeiro” e que hackers usem o modelo para criar ataques mais sofisticados, a OpenAI implementou um sistema rígido de verificação:

  • Identidade verificada: para acessar as camadas mais potentes do programa, defensores individuais devem passar por um processo de verificação de identidade (KYC) em chatgpt.com/cyber.
  • Monitoramento ativo: o uso do modelo será monitorado para garantir que ele esteja sendo usado para fins defensivos.
  • Limitações de retenção: desenvolvedores que utilizam a ferramenta via API em plataformas de terceiros podem ter restrições, como a impossibilidade de usar o modo de “Retenção Zero de Dados” (ZDR), para que a OpenAI mantenha visibilidade sobre o propósito das requisições.

Como acessar o GPT-5.4-Cyber?

Diferente das versões convencionais do ChatGPT, o GPT-5.4-Cyber não será aberto ao público geral. Para utilizar a ferramenta, é necessário passar por um processo de triagem dentro do programa Trusted Access for Cyber (TAC).

Usuários individuais podem iniciar a verificação de identidade (KYC) pelo portal oficial da OpenAI (chatgpt.com/cyber), enquanto empresas devem solicitar o ingresso via representantes comerciais. Por ser um modelo mais “permissivo”, o acesso será liberado em camadas, priorizando pesquisadores e fornecedores de segurança cibernética que comprovem o uso da IA para fins estritamente defensivos.

O histórico da OpenAI na área

A empresa destacou que sua ferramenta Codex Security (que monitora bases de código automaticamente) já ajudou a identificar e corrigir mais de 3.000 vulnerabilidades críticas e de alta gravidade nos últimos meses.

Com o GPT-5.4-Cyber, o objetivo é mudar a segurança de auditorias episódicas para uma redução de risco contínua. “Não achamos prático ou apropriado decidir centralmente quem consegue se defender. Em vez disso, nosso objetivo é capacitar o maior número possível de defensores legítimos”, afirmou a OpenAI em seu blog oficial.

Democratização vs. controle

A grande diferença entre as duas gigantes está na estratégia de distribuição. Enquanto a Anthropic restringiu o acesso ao Mythos Preview a um grupo seleto de 40 organizações (incluindo o banco Goldman Sachs), a OpenAI planeja liberar o GPT-5.4-Cyber para milhares de especialistas já nas próximas semanas.

Essa abertura, no entanto, não agrada a todos. Em análise publicada no The New York Times, o ex-diretor de estratégia da Microsoft, Craig Mundie, expressou preocupação. Para ele, democratizar ferramentas de alta capacidade ofensiva pode permitir que “pequenos atores” realizem operações sofisticadas que antes eram restritas a grandes potências militares ou grupos criminosos com orçamentos bilionários.

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Novo Nordisk se une à OpenAI para acelerar desenvolvimento de medicamentos

A farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk, conhecida pelo medicamento contra obesidade Wegovy, anunciou, nesta terça-feira (14), uma “aliança estratégica” com a OpenAI, empresa responsável pelo ChatGPT, para acelerar o desenvolvimento de novos tratamentos usando inteligência artificial (IA).

O acordo tem como objetivo ajudar a companhia a oferecer mais rapidamente opções terapêuticas mais eficazes aos pacientes, segundo informou o grupo em comunicado.

A Novo Nordisk pretende aproveitar os recursos avançados de IA para analisar grandes volumes de dados, identificar possíveis novos medicamentos e reduzir o tempo entre a pesquisa e a chegada dos tratamentos ao paciente. Curiosamente, ainda nesta terça, a Amazon anunciou algo similar.

A empresa, que também comercializa o Ozempic — indicado para diabetes, mas amplamente utilizado para perda de peso —, enfrenta forte concorrência, especialmente da farmacêutica estadunidense Eli Lilly.

“A integração da IA ao nosso dia a dia nos permite analisar dados em uma escala antes impossível, identificar padrões que não conseguíamos enxergar e testar hipóteses com mais rapidez”, afirmou o CEO da Novo Nordisk, Mike Doustdar.

OpenAI é nova parceira da Novo Nordisk – Imagem: Thrive Studios ID / Shutterstock

Leia mais:

Programas-piloto em diferentes áreas

  • Segundo a companhia, serão criados programas-piloto nas áreas de pesquisa e desenvolvimento, produção e operações comerciais. O comunicado não detalha os valores envolvidos no acordo;
  • A indústria farmacêutica tem apostado na IA para acelerar a criação de medicamentos e vacinas. Atualmente, o desenvolvimento de um novo remédio pode levar mais de dez anos e, em média, apenas um em cada dez candidatos chega ao mercado;
  • Analistas estimam que o custo médio para desenvolver e lançar um novo medicamento gira em torno de US$ 2 bilhões (R$ 9,9 bilhões). Diante disso, grandes farmacêuticas têm ampliado parcerias com startups especializadas em IA aplicada à saúde.

A aliança entre Novo Nordisk e OpenAI representa mais um movimento do setor farmacêutico em direção à integração de tecnologias emergentes para enfrentar os desafios de tempo e custo no desenvolvimento de novos tratamentos.

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Anthropic encosta na OpenAI em gastos com IA nas empresas

A Anthropic está próxima de ultrapassar a OpenAI em um indicador relevante de mercado: gastos corporativos com IA. A informação vem de novos dados divulgados pela Ramp, que monitora despesas de seus clientes com produtos de inteligência artificial (IA).

Segundo a empresa, metade de seus clientes já paga por soluções de IA, e dentro desse grupo, 30,6% utilizam ferramentas da Anthropic, um aumento de 6,3 pontos percentuais em relação a março. A OpenAI ainda lidera, com 35,2%, mas a diferença entre as duas diminuiu de forma significativa.

Crescimento acelerado da Anthropic

De acordo com a Ramp, se o ritmo atual se mantiver, a Anthropic pode superar a OpenAI em até dois meses. Um porta-voz da empresa afirmou ao Business Insider que a Anthropic já lidera entre early adopters, incluindo companhias financiadas por capital de risco, além de setores como software, finanças e serviços profissionais.

A Anthropic também aparece à frente da OpenAI em três segmentos específicos: informação, finanças e seguros, e serviços pessoais. Ainda que os dados representem apenas um recorte da base de clientes da Ramp, eles servem como um indicador de como a adoção corporativa de IA está evoluindo.

Fatores que impulsionam a adoção

O avanço recente da Anthropic pode estar relacionado ao desempenho de suas soluções. O modelo Claude Code tem ganhado espaço entre engenheiros de software e desenvolvedores, o que tende a impulsionar o uso corporativo. Além disso, avaliações da especialista em benchmarking Arena.ai indicam que a empresa possui modelos com alto desempenho, fator que influencia decisões de adoção por empresas.

Os dados também mostram que o acesso a financiamento é determinante: empresas apoiadas por venture capital têm 80% de taxa de adoção de IA, enquanto aquelas com investimento de private equity chegam a 64%. Já empresas sem esse tipo de apoio ficam em 45%.

Episódio com o governo dos EUA

A Anthropic ganhou visibilidade em fevereiro após um episódio envolvendo o Departamento de Defesa dos Estados Unidos. A empresa recusou termos de uso propostos para o Claude, o que levou o secretário de Defesa, Pete Hegseth, a pressionar por um acordo.

Após a recusa, o presidente Donald Trump orientou agências federais a interromper o uso da tecnologia da Anthropic, e o Departamento de Defesa classificou a empresa como risco na cadeia de suprimentos. Nesse contexto, a OpenAI passou a oferecer seus serviços ao órgão.

A reação do mercado incluiu apoio de parte dos usuários à Anthropic. O Claude chegou a ultrapassar o ChatGPT na App Store temporariamente, enquanto empresas como Microsoft demonstraram suporte à companhia.

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Rivalidade continua: OpenAI enviou carta a investidores criticando Anthropic

A OpenAI elevou o tom contra a Anthropic. A desenvolvedora do ChatGPT enviou nesta semana um memorando a investidores criticando a capacidade de expansão da rival e apontando limitações em sua infraestrutura de computação.

Segundo o documento, visto pelo site CNBC, a OpenAI projeta alcançar 30 gigawatts de capacidade computacional até 2030. Em comparação, a empresa estima que a Anthropic deve atingir entre 7 e 8 gigawatts até o fim de 2027. “Mesmo no limite superior dessa faixa, nossa capacidade de expansão está consideravelmente à frente e continua crescendo”, escreveu a desenvolvedora.

O comunicado marca um novo capítulo na ‘briga’ entre as companhias, que disputam espaço no mercado de inteligência artificial. Ambas também pretendem abrir ações na bolsa de valores ainda este ano, o que tem levado as duas a tentar convencer investidores de que conseguem competir com big techs como Google e Microsoft.

Somadas, as avaliações de mercado de OpenAI e Anthopic estão estimadas em mais de US$ 1 trilhão.

OpenAI e Anthropic vem aquecendo disputa em meio a planos para estrear na bolsa de valores – Imagem: Thrive Studios ID/Shutterstock

Cautela da Anthropic x avanço da OpenAI

No memorando, a OpenAI também destacou declarações de Dario Amodei, CEO da Anthropic, sobre sua estratégia mais cautelosa em relação à expansão de infraestrutura. Em resposta, a dona do ChatGPT afirmou adotar uma abordagem distinta, baseada em crescimento acelerado e ganhos tecnológicos contínuos.

“Cada nova geração de infraestrutura nos permite treinar modelos mais capazes, tornando cada token mais inteligente que o anterior”, escreveu a OpenAI. “Ao mesmo tempo, os ganhos algorítmicos e as melhorias de hardware reduzem o custo de atendimento a cada token, diminuindo o custo por unidade de inteligência”.

A companhia ainda argumenta que sua trajetória cria uma “vantagem cumulativa”, em que melhorias na infraestrutura e nos modelos reduzem custos, enquanto produtos mais avançados impulsionam receitas.

“Essa alavancagem também permite que a OpenAI continue democratizando a IA, disponibilizando nossas ferramentas gratuitamente para centenas de milhões de pessoas e sendo mais generosa com os desenvolvedores, repassando essa capacidade para as pessoas que estão criando e resolvendo problemas com nossas ferramentas”, afirmou.

Leia mais:

Procurada pela CNBC, a Anthropic não comentou diretamente as críticas e encaminhou posicionamento anterior relacionado ao seu recente acordo com Google e Broadcom. Na ocasião, o diretor financeiro da empresa, Krishna Rao, destacou: “Estamos fazendo o nosso maior investimento em computação até hoje para acompanhar esse crescimento sem precedentes”.

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