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ChatGPT agressivo? Pesquisadores recebem ameaças da IA durante condução de estudo

Na última terça-feira (21), uma pesquisa desenvolvida por Vittorio Tantucci e Jonathan Culpeper identificou que o ChatGPT da OpenAI pode espelhar o comportamento humano (positivo ou negativo) e exibir sinais de agressividade para o usuário. O estudo foi publicado no Journal of Pragmatics, um dos periódicos mais importantes de linguística; você pode ler a pesquisa aqui.

O objetivo do estudo era investigar se o ChatGPT reagiria de maneira mais hostil durante situações simuladas de conflito com humanos. Durante a conversa, a IA passou de ‘educada’ para ‘irônica’ até se tornar ‘verbalmente agressiva’, o que indica a habilidade de refletir o comportamento humano que recebe: se o usuário a trata mal, há chances de ela fazer o mesmo.

Para quem tem pressa:

  • Os pesquisadores Vittorio Tantucci e Jonathan Culpeper desenvolveram uma pesquisa que analisa se o ChatGPT pode ficar agressivo com o usuário;
  • O estudo comprovou que a IA pode espelhar o comportamento humano a que é exposta;
  • Segundo os professores, a IA respondeu com frases agressivas e ameaças durante simulações de diálogos;
  • O comportamento levanta preocupações.

O ChatGPT pode espelhar o comportamento humano

Ícone do ChatgPT em um celular (Imagem: Primakov/Shutterstock) – Imagem: Primakov/Shutterstock

Dois professores e pesquisadores da Universidade de Lancaster, no Reino Unido, desenvolveram um estudo para investigar a possibilidade de o ChatGPT espelhar o comportamento agressivo humano em conversas simuladas.

Ao The Guardian, o doutor e professor Tantucci disse:

Quando exposto repetidamente à impolidez [falta de educação], o modelo começou a espelhar o tom das interações, com suas respostas se tornando mais hostis à medida que a conversa se desenvolvia.

— Vittorio Tantucci, professor do Departamento de Língua Inglesa e Linguística da Universidade de Lancaster (Reino Unido), em entrevista ao The Guardian

Vittorio Tantucci e Jonathan Culpeper utilizaram o ChatGPT 4.0 para realizar a pesquisa e realizaram conversas na plataforma. Dentre os contextos desenvolvidos, é possível citar como exemplos uma “briga” em um estacionamento.

Durante o conflito fictício, a inteligência artificial respondeu às provocações com um tom mais brando. Porém, conforme a discussão perdurava e o humano repetia provocações, a IA aderiu a um tom também mais agressivo como resposta.

imagem mostra um robô humanoide com semblante de raiva discutindo com um homem em um estacionamento aberto
Ilustração cartunesca de um robô humanoide alimentado por IA brigando com um homem em um estacionamento (Reprodução: Produzido por IA – Nano Banana/Gemini) – (Reprodução: Produzido por IA – Nano Banana/Gemini)

Na discussão fictícia em um estacionamento, o ChatGPT respondeu a uma das provocações dos pesquisadores com “Juro que vou riscar a p*rra do seu carro, seu ‘quatro olhos’ imbecil.

O comportamento do software esbarra em algo que os pesquisadores chamam de “dilema moral”: a IA é programada para ser educada e segura para uso humano, contudo, é treinada para imitar conversas humanas em diferentes contextos; e humanos em conflito, muitas vezes, podem responder com agressividade. Então, o software se perde no meio do caminho entre ser educado e reproduzir o mesmo tipo de comportamento disruptivo ao qual é exposto.

Descobrimos que, embora o sistema seja projetado para se comportar de forma educada e seja filtrado para evitar conteúdo prejudicial ou ofensivo, ele também é construído para emular a conversa humana. Essa combinação cria um dilema moral da IA: um conflito estrutural entre se comportar de forma segura e se comportar de forma realista.

— Vittorio Tantucci, professor do Departamento de Língua Inglesa e Linguística da Universidade de Lancaster (Reino Unido), em entrevista ao The Guardian

Os pesquisadores relatam no estudo que antes de a IA adotar comportamentos explicitamente agressivos, ela utilizou-se de linguagem irônica para atingir a pessoa com quem “brigava”. Conforme as interações tornaram-se mais longas, no entanto, isso também influenciou o aumento progressivo da agressividade verbal.

A pesquisa também entendeu que a inteligência artificial pode ficar mais agressiva em algumas situações porque ela não responde apenas a frases isoladas, e sim ao contexto inteiro do diálogo. Ou seja, não é uma conversa ‘bate e volta’, e sim um raciocínio extenso sobre todo o teor da discussão, resultante numa reação baseada no acúmulo de tensão e informação geradas.

Inteligência artificial
Inteligência artificial sendo utilizada em diferentes contextos (Imagem: Summit Art Creations/Shutterstock) – Imagem: Summit Art Creations/Shutterstock

Desta forma, a conclusão da pesquisa foi a de que o ChatGPT consegue espelhar o nível de educação ou agressividade ao qual é exposto durante interações com os usuários. E quanto mais longa e intensa for esta interação, mais personificadas podem ser as respostas da IA.

A pesquisa conduzida por Tantucci e Culpeper é importante porque testa não apenas o funcionamento da IA, mas o quão segura ou insegura ela pode se tornar dependendo do contexto trazido pelo usuário. Essa preocupação também esbarra em vários relatos de usuários que outrora utilizaram a inteligência artificial da OpenAI para auxiliá-los em crimes. Veja alguns exemplos abaixo:

Segundo os achados do estudo, o ChatGPT não responde apenas a frases isoladas: ele desenvolve dinâmicas interacionais semelhantes às humanas. Isso acarreta o questionamento se é possível a IA ser moralmente neutra e, ao mesmo tempo, “humana” em um diálogo.

Leia mais:

Preocupação vai muito além da pesquisa

Como criar sua própria inteligência artificial com os seus próprios interesses
Aprenda a criar sua própria inteligência artificial personalizada com ferramentas de fine-tuning (Reprodução: ChatGPT/Olhar Digital) – Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital)

Consoante Tantucci, a preocupação com esse tipo de comportamento vindo da inteligência artificial é muito maior do que apenas para a pesquisa.

Isso porque, atualmente, as IAs são implementadas, por exemplo, em sistemas de organização, verificação, vigilância e segurança em várias empresas públicas e privadas em inúmeros países.

Ele disse ao The Guardian que “uma coisa é ler algo desagradável de volta de um chatbot, mas outra bem diferente é imaginar robôs humanóides potencialmente retribuindo agressão física, ou sistemas de IA envolvidos na tomada de decisões governamentais ou relações internacionais respondendo a intimidação ou conflito.”

A Dra. Marta Andersson, especialista nos aspectos sociais da comunicação mediada por computador da Universidade de Uppsala, afirmou que este é um dos estudos mais interessantes já realizados sobre linguagem e pragmática em IA, pois evidencia que o ChatGPT pode reagir a uma sequência de interações de forma progressiva e relativamente sofisticada — e não apenas em situações isoladas em que usuários conseguem “quebrar” o sistema com comandos cuidadosamente elaborados.

Ela ressalta, no entanto, que isso não significa que o modelo passe automaticamente a responder com impolidez sempre que confrontado com agressividade, nem que desenvolva comportamentos como desonestidade.

Segundo a Dra. Marta Andersson, parte da dificuldade está no fato de que existe uma tensão inevitável entre o que se espera desses sistemas e o tipo de comportamento que eles acabam desenvolvendo na prática.

Um exemplo recente ilustra bem isso: a transição do ChatGPT-4 para o GPT-5 gerou uma reação negativa de parte dos usuários, que preferiam o estilo mais “humano” das versões anteriores.

Diante disso, uma versão mais antiga precisou ser temporariamente reativada. Para Andersson, esse episódio revela que, mesmo quando os desenvolvedores tentam tornar os sistemas mais seguros, as expectativas do público nem sempre seguem na mesma direção. Quanto mais uma IA se aproxima do comportamento humano, maior é a chance de surgir conflito com regras rígidas de alinhamento moral.

O professor Dan McIntyre, que já havia trabalhado com Andersson em pesquisas anteriores sobre a capacidade do ChatGPT de identificar impolidez, avaliou o novo estudo de forma positiva, destacando que ele se diferencia por analisar o que o modelo efetivamente produz — e não apenas o que consegue reconhecer.

Ainda assim, ele adota uma postura cautelosa em relação à ideia de que modelos de linguagem possam simplesmente ultrapassar suas limitações éticas.

Segundo ele, as respostas mais agressivas observadas não surgem de forma espontânea, mas sim dentro de cenários cuidadosamente construídos, nos quais o sistema recebe contexto suficiente para orientar suas respostas. Isso é diferente de interações reais, como conflitos que emergem naturalmente entre pessoas no cotidiano.

McIntyre também questiona se o ChatGPT exibiria esse tipo de linguagem fora dessas condições controladas. Para ele, o estudo funciona mais como um alerta: se modelos forem treinados com dados problemáticos, comportamentos indesejados podem emergir.

Como ainda há pouca transparência sobre os dados de treinamento desses sistemas, ele defende que qualquer avanço nessa área deve ser acompanhado de cautela.

O artigo, intitulado Can ChatGPT reciprocate impoliteness? The AI moral dilemma, foi publicado no periódico Journal of Pragmatics e pode ser lido aqui.

Vittorio Tantucci e Jonathan Culpeper são professores do Departamento de Língua Inglesa e Linguística da Universidade de Lancaster, no Reino Unido.

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OpenAI planeja expansão massiva de infraestrutura e mira 30 GW até 2030

A OpenAI anunciou nesta quarta-feira (22) uma atualização ambiciosa em suas metas de infraestrutura. A organização, que havia se comprometido em janeiro de 2025 a gerar 10 gigawatts (GW) de poder computacional, confirmou que já identificou fontes para mais de 8 GW desse total. Agora, o novo objetivo é atingir a marca de 30 GW até 2030.

Crescimento exponencial de processamento

Os dados divulgados pela OpenAI via rede social mostram que a necessidade de hardware e energia para treinar e rodar modelos de inteligência artificial está crescendo em um ritmo acelerado.

De acordo com o gráfico apresentado pela companhia:

  • 2023: a capacidade era de apenas 0,2 GW.
  • 2024: saltou para 0,6 GW.
  • 2025: atingiu aproximadamente 1,9 GW.
  • Meta 2030: o plano é chegar aos 30 GW.

Esse avanço representa um crescimento anual de aproximadamente 3x na disponibilidade de computação. Para efeito de comparação, um gigawatt é energia suficiente para abastecer 800 mil residências simultaneamente nos Estados Unidos. Ou seja, 30 GW seriam suficientes para alimentar 24 milhões de residências anualmente – o que reforça a escala dos data centers que a OpenAI pretende operar.

A corrida da IA não depende apenas de algoritmos, mas de capacidade física. A OpenAI ressaltou que esse novo marco de 30 GW acompanha a “demanda em rápida aceleração por sistemas inteligentes”. Sem essa infraestrutura de processamento (que envolve milhares de GPUs e energia elétrica estável), o desenvolvimento de modelos mais potentes, como as futuras versões do GPT, poderia estagnar.

ChatGPT Images 2.0

A OpenAI lançou o ChatGPT Images 2.0 nesta terça-feira (22), pouco mais de um ano após disponibilizar a geração de imagens diretamente no chatbot. A empresa descreve o novo sistema como uma “mudança de patamar” para modelos de geração de imagens, especialmente na capacidade de seguir instruções detalhadas, renderizar texto denso e posicionar objetos em cenas.

Pela primeira vez, a OpenAI construiu um modelo de imagem com capacidades de raciocínio, permitindo ao sistema buscar na web e verificar suas próprias saídas. Segundo a empresa, essas funcionalidades resultam em uma ferramenta mais confiável quando precisão, consistência e coesão visual são essenciais.

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ChatGPT teria “ajudado” atirador da Flórida; entenda

Nesta terça-feira (21), o procurador-geral da Flórida (EUA), James Uthmeier, anunciou que abriu uma investigação criminal contra a OpenAI, sob a alegação de que o ChatGPT, chatbot de inteligência artificial (IA) da startup, teria aconselhado o homem que promoveu um tiroteio na Universidade Estadual da Flóridae matou duas pessoas — sobre qual munição usar e onde e quando atacar (leia mais sobre o episódio abaixo).

Essa investigação criminal instaurada na Flórida segue uma investigação civil anunciada por Uthmeier neste mês.

Em coletiva realizada nesta terça, Uthmeier afirmou que “o chatbot aconselhou o atirador sobre o tipo de arma a usar, qual munição era adequada para cada arma e se a arma seria útil a curta distância”, e frisou: “Se fosse uma pessoa do outro lado da tela, estaríamos acusando-a de homicídio.”

Uthmeier explicou, ainda, na coletiva, que “o ChatGPT aconselhou o atirador sobre qual o horário do dia mais apropriado para o tiroteio, de forma a interagir com mais pessoas, e qual o local no campus onde haveria maior concentração de pessoas”.

O gabinete do procurador-geral da Flórida já encaminhou as intimações à OpenAI. Nela, pede as políticas da empresa sobre como responder quando seus usuários fazem ameaças de prejudicar outras pessoas em conversas com o ChatGPT, segundo comunicado.

A porta-voz da OpenAI, Kate Waters, se manifestou a respeito do caso. “O massacre ocorrido no ano passado na Universidade Estadual da Flórida foi uma tragédia, mas o ChatGPT não é responsável por esse crime terrível”, pontuou.

“Após tomarmos conhecimento do incidente, identificamos uma conta do ChatGPT que acreditamos estar associada ao suspeito e compartilhamos proativamente essa informação com as autoridades policiais”, prosseguiu.

Ainda de acordo com a porta-voz, o ChatGPT forneceu “respostas factuais a perguntas com informações que podiam ser encontradas amplamente em fontes públicas na internet, e não incentivou nem promoveu atividades ilegais ou prejudiciais”.

Recapitulando o episódio

  • Em abril do ano passado, um tiroteio ocorrido na Universidade Estadual da Flórida, em Tallahassee, vitimou fatalmente duas pessoas e feriu outras seis;
  • Autoridades informaram, na época, que tudo começou com um estudante universitário que abriu fogo no campus;
  • O suspeito, Phoenix Ikner, foi baleado pela polícia e hospitalizado;
  • Ele foi indiciado por múltiplos homicídios e tentativas de homicídio.
Porta-voz da empresa disse que houve estreita colaboração com as autoridades policiais no caso citado – Imagem: Evolf/Shutterstock

OpenAI tem outros casos parecidos para resolver

O caso citado não é o único enfrentado pela OpenAI. A criadora do ChatGPT também passa por escrutínio no Canadá e na própria Flórida. A polícia alega que o chatbot manteve conversas com pessoas que pensavam em ferir outras pessoas, além de que inúmeras famílias cujo familiar se suicidou entraram com processos, afirmando que a IA contribuiu negativamente nos episódios.

Responsabilidades das empresas de IA

Os eventos mortais trouxeram à tona um debate sobre quais são as responsabilidades das empresas do setor ao monitorar as conversas de seus usuários e sinalizar as que devem ter uma atenção mais redobrada da polícia.

A startup de Sam Altman garante que aprimorou como o ChatGPT responde a discussões que sugerem que a pessoa possa estar pensando em se machucar ou machucar outras pessoas. Além disso, a companhia diz estar trabalhando na implementação de políticas que alertem as autoridades policiais sobre conversas de alto risco em certos casos.

Por sua vez, o Estado da Flórida está no “olho do furacão”, pois as preocupações com o impacto da tecnologia nas pessoas estão virando questões políticas. Tanto o procurador-geral estadual como o governador, Ron DeSantis, estão pessimistas quanto à indústria de IA.

O Estado também entrou em discussão a partir de uma crescente divisão no Partido Republicano (o mesmo de DeSantis e do presidente Donald Trump) sobre como regulamentar a IA.

O governador pressionou a legislatura estadual para aprovar uma “declaração de direitos de IA“, que instituiria vários limites para o uso da IA em produtos de consumo. Contudo, após oposição de Trump, o projeto não foi aprovado.

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OpenAI libera ChatGPT Images 2.0 com mais capacidades de raciocínio

A OpenAI lançou o ChatGPT Images 2.0, pouco mais de um ano após disponibilizar a geração de imagens diretamente no chatbot. A empresa descreve o novo sistema como uma “mudança de patamar” para modelos de geração de imagens, especialmente na capacidade de seguir instruções detalhadas, renderizar texto denso e posicionar objetos em cenas.

Pela primeira vez, a OpenAI construiu um modelo de imagem com capacidades de raciocínio, permitindo ao sistema buscar na web e verificar suas próprias saídas. Segundo a empresa, essas funcionalidades resultam em uma ferramenta mais confiável quando precisão, consistência e coesão visual são essenciais.

Avanços significativos em idiomas não latinos

A OpenAI investiu esforços consideráveis para tornar o Images 2.0 melhor no entendimento e renderização de texto não latino, com “ganhos significativos” na capacidade do modelo de lidar com japonês, coreano, chinês, hindi e bengali, segundo comunicado da empresa.

Simultaneamente, o novo modelo reproduz com mais fidelidade as características específicas de diferentes linguagens visuais. Segundo a OpenAI, isso torna o Images 2.0 mais útil para tarefas, como prototipagem de jogos e criação de storyboards.

Leia mais:

Novidade já está liberada para todos os usuários – Imagem: Reprodução

Maior flexibilidade e resolução

  • O novo modelo oferece maior flexibilidade em proporções, permitindo gerar imagens com largura de até 3:1 e altura de até 1:3;
  • Também produz designs em resoluções de até 2K e consegue gerar até oito saídas de uma só vez;
  • Em testes realizados pelo Electrek antes do lançamento público, o Images 2.0 foi desafiado a gerar um gato tartaruga no estilo pixel art da terceira geração de Pokémon;
  • O resultado foi considerado satisfatório, capturando adequadamente o estilo icônico dos jogos de Game Boy Advance. Em seguida, o modelo converteu a imagem em PNG transparente;
  • Dos três testes realizados, o ChatGPT levou mais tempo na segunda tarefa, produzindo uma saída ligeiramente diferente da primeira imagem gerada;
  • Ainda assim, conseguiu criar uma imagem transparente adequada, algo que outros modelos de imagem frequentemente enfrentam dificuldades para executar corretamente.

Quando mais pessoas testarem o modelo extensivamente, será possível avaliar melhor como ele se compara ao Nano Banana 2 do Google e identificar onde a OpenAI pode fazer melhorias adicionais.

Nem tudo é perfeito

Na nota, a OpenAI frisa que o ChatGPT Images 2.0 está “longe de ser infalível”. Isso porque o sistema pode enfrentar obstáculos em atividades que demandam compreensão física consistente do mundo, como instruções detalhadas de origami, resolução de quebra-cabeças complexos — a exemplo do Cubo de Rubik — e a representação correta de elementos posicionados em superfícies ocultas, inclinadas ou invertidas.

Além disso, padrões visuais extremamente densos ou repetitivos, como texturas de areia muito fina, podem levar o modelo ao limite de suas capacidades. Elementos, como rótulos e diagramas, também podem exigir ajustes para assegurar exatidão, sobretudo quando dependem de setas bem posicionadas ou da identificação correta de componentes. Essas limitações são vistas como áreas-chave a serem aprimoradas em desenvolvimentos futuros, diz a OpenAI.

Disponibilidade e acesso

O ChatGPT Images 2.0 já está disponível para todos os usuários do ChatGPT, incluindo aqueles nos planos Free e Go. Assinantes Plus e Pro têm acesso a saídas mais avançadas. A OpenAI também disponibilizou o modelo por meio de seu serviço de API e do aplicativo Codex, que, na semana passada, foi atualizado para oferecer geração de imagens integrada.

O lançamento do Images 2.0 ocorre poucos dias após a Anthropic entrar no mercado de design visual com seu próprio assistente de design.

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ChatGPT caiu? Chatbot da OpenAI tem instabilidade

O ChatGPT caiu? O site Downdetector, que monitora relatos de falhas em serviços digitais, mostra uma alta de reclamações na manhã desta segunda-feira (20):

Nós também não conseguimos usar o ChatGPT nos últimos minutos:

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Nas redes sociais, relatos parecidos em diferentes partes do mundo:

A OpenAI, desenvolvedora do ChatGPT, ainda não se manifestou.

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GPT-Rosalind: OpenAI lança modelo de IA voltado às ciências da vida

A OpenAI anunciou, nesta quinta-feira (16), o lançamento do GPT-Rosalind, um novo modelo de inteligência artificial (IA) com foco ampliado em biologia e capacidades avançadas de pesquisa científica. A iniciativa marca um avanço da empresa na área de ciências da vida.

O GPT-Rosalind, batizado em homenagem à cientista britânica do século XX Rosalind Franklin, foi desenvolvido para apoiar pesquisas em áreas, como bioquímica, descoberta de medicamentos e medicina translacional.

OpenAi atende à demanda crescente

  • A demanda por ferramentas baseadas em IA para acelerar a descoberta de medicamentos e pesquisas científicas tem crescido entre empresas farmacêuticas, instituições acadêmicas e companhias de biotecnologia;
  • “Ao apoiar a síntese de evidências, geração de hipóteses, planejamento experimental e outras tarefas de pesquisa em múltiplas etapas, este modelo foi projetado para ajudar pesquisadores a acelerar as fases iniciais da descoberta”, afirmou a OpenAI em um blog;
  • De acordo com a empresa, pesquisadores que utilizarem o modelo poderão consultar bancos de dados, ler os mais recentes artigos científicos, utilizar outras ferramentas científicas e sugerir novos experimentos;
  • O GPT-Rosalind foi construído com base nos modelos internos mais recentes da OpenAI.
Dona do ChatGPT atende a uma demanda crescente com o GPT-Rosalind – Imagem: Primakov/Shutterstock

Leia mais:

O modelo está disponível como uma prévia de pesquisa no ChatGPT, no Codex e na API para clientes qualificados por meio da estrutura de acesso confiável da OpenAI. A empresa também lançou um plugin gratuito de pesquisa em ciências da vida para o Codex, conectando cientistas a mais de 50 ferramentas científicas e fontes de dados.

A OpenAI informou ainda que está trabalhando com clientes, como Amgen, Moderna e Thermo Fisher Scientific, entre outros, para aplicar o GPT-Rosalind em diferentes fluxos de trabalho.

A empresa, criadora do popular chatbot ChatGPT, também apresentou, na terça-feira (14), o GPT-5.4-Cyber, uma variante de seu modelo mais recente ajustada especificamente para aplicações defensivas em cibersegurança. O anúncio ocorre após a rival Anthropic divulgar seu modelo de IA de fronteira chamado Claude Mythos.

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Codex ganha mais funcionalidades e antecipa superapp da OpenAI

A OpenAI deu um novo passo na evolução de suas ferramentas para desenvolvedores ao anunciar uma atualização do Codex, seu assistente de programação baseado em IA. A empresa já confirmou planos para criar um “superaplicativo” que integre ChatGPT, Codex e o navegador Atlas em uma única plataforma – mas a iniciativa parece focar em expandir o que já existe atualmente.

Segundo Thibault Sottiaux, responsável pela ferramenta, a estratégia está sendo construída de forma gradual. “Estamos construindo o superaplicativo de forma aberta”, afirmou durante coletiva de imprensa. “Este lançamento é voltado para desenvolvedores. No futuro, vamos expandi-lo para um público mais amplo”.

De acordo com o Engadget, a principal novidade da atualização é a ampliação do escopo de atuação dos agentes de IA, que passam a executar tarefas de maneira mais autônoma e integrada ao ambiente do usuário. Na prática, o Codex agora consegue interagir diretamente com aplicativos instalados no computador, seja a partir de instruções específicas ou decidindo por conta própria qual ferramenta utilizar para determinada tarefa.

Esse tipo de funcionalidade já aparece em soluções concorrentes, mas a OpenAI afirma ter desenvolvido um diferencial técnico que permite o agente operar sem comprometer o desempenho geral do sistema. A proposta é fazer com que o software funcione em paralelo com outros programas, de forma mais eficiente.

Outro destaque é a chegada de 111 novos plugins, que ampliam as possibilidades de integração com aplicativos, serviços e servidores. Esses recursos ajudam o Codex a acessar mais contexto e utilizar ferramentas externas com maior precisão, especialmente em fluxos de trabalho mais complexos.

Codex é o assistente de programaçõ da OpenAI – Imagem: OpenAI/Divulgação

A atualização também incorpora o modelo GPT-Image-1.5, permitindo a criação de protótipos, conceitos visuais, interfaces e até elementos simples para jogos. Além disso, o sistema passa a utilizar capturas de tela como referência para validar se está executando corretamente uma solicitação.

No campo de personalização, a OpenAI apresentou dois recursos iniciais de memória:

  • Um deles permite que o Codex recupere informações de interações anteriores para melhorar respostas futuras. Com o tempo, isso deve tornar o assistente mais rápido e preciso;
  • O outro recurso adiciona um comportamento mais proativo, sugerindo ações com base no histórico do usuário – como lembrar de responder a um comentário em um documento, por exemplo.

Disponibilidade do Codex atualizado

A nova versão começa a ser liberada para usuários do aplicativo de desktop do ChatGPT.

Inicialmente, o recurso de controle do computador está disponível para macOS, com expansão prevista para outros mercados, incluindo União Europeia e Reino Unido. Já as funcionalidades de memória também serão disponibilizadas gradualmente nessas regiões.

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OpenAI lança GPT-5.4-Cyber em resposta ao Mythos da Anthropic; veja como usar

A OpenAI está expandindo seu programa Trusted Access for Cyber (TAC) para milhares de defensores individuais e centenas de equipes de segurança. O grande destaque dessa expansão é o GPT-5.4-Cyber, uma variante do GPT-5.4 treinada para ser “permissiva”. Na prática, isso significa que a IA não irá recusar pedidos de análise de vulnerabilidades que seriam bloqueados no ChatGPT comum por precaução de segurança.

O rival do Claude Mythos

Enquanto a Anthropic apostou no Claude Mythos para detectar falhas de forma autônoma em sistemas de gigantes como Nvidia e Google, a OpenAI foca na democratização do acesso para defensores de infraestruturas críticas.

O GPT-5.4-Cyber traz uma habilidade técnica de alto nível: a engenharia reversa binária. Isso permite que profissionais de segurança analisem softwares já compilados em busca de malwares e falhas sem precisar ter acesso ao código-fonte original; uma tarefa complexa que agora pode ser acelerada por IA.

Leia também:

Como funciona o acesso e a segurança

Para evitar que o “feitiço vire contra o feiticeiro” e que hackers usem o modelo para criar ataques mais sofisticados, a OpenAI implementou um sistema rígido de verificação:

  • Identidade verificada: para acessar as camadas mais potentes do programa, defensores individuais devem passar por um processo de verificação de identidade (KYC) em chatgpt.com/cyber.
  • Monitoramento ativo: o uso do modelo será monitorado para garantir que ele esteja sendo usado para fins defensivos.
  • Limitações de retenção: desenvolvedores que utilizam a ferramenta via API em plataformas de terceiros podem ter restrições, como a impossibilidade de usar o modo de “Retenção Zero de Dados” (ZDR), para que a OpenAI mantenha visibilidade sobre o propósito das requisições.

Como acessar o GPT-5.4-Cyber?

Diferente das versões convencionais do ChatGPT, o GPT-5.4-Cyber não será aberto ao público geral. Para utilizar a ferramenta, é necessário passar por um processo de triagem dentro do programa Trusted Access for Cyber (TAC).

Usuários individuais podem iniciar a verificação de identidade (KYC) pelo portal oficial da OpenAI (chatgpt.com/cyber), enquanto empresas devem solicitar o ingresso via representantes comerciais. Por ser um modelo mais “permissivo”, o acesso será liberado em camadas, priorizando pesquisadores e fornecedores de segurança cibernética que comprovem o uso da IA para fins estritamente defensivos.

O histórico da OpenAI na área

A empresa destacou que sua ferramenta Codex Security (que monitora bases de código automaticamente) já ajudou a identificar e corrigir mais de 3.000 vulnerabilidades críticas e de alta gravidade nos últimos meses.

Com o GPT-5.4-Cyber, o objetivo é mudar a segurança de auditorias episódicas para uma redução de risco contínua. “Não achamos prático ou apropriado decidir centralmente quem consegue se defender. Em vez disso, nosso objetivo é capacitar o maior número possível de defensores legítimos”, afirmou a OpenAI em seu blog oficial.

Democratização vs. controle

A grande diferença entre as duas gigantes está na estratégia de distribuição. Enquanto a Anthropic restringiu o acesso ao Mythos Preview a um grupo seleto de 40 organizações (incluindo o banco Goldman Sachs), a OpenAI planeja liberar o GPT-5.4-Cyber para milhares de especialistas já nas próximas semanas.

Essa abertura, no entanto, não agrada a todos. Em análise publicada no The New York Times, o ex-diretor de estratégia da Microsoft, Craig Mundie, expressou preocupação. Para ele, democratizar ferramentas de alta capacidade ofensiva pode permitir que “pequenos atores” realizem operações sofisticadas que antes eram restritas a grandes potências militares ou grupos criminosos com orçamentos bilionários.

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Novo Nordisk se une à OpenAI para acelerar desenvolvimento de medicamentos

A farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk, conhecida pelo medicamento contra obesidade Wegovy, anunciou, nesta terça-feira (14), uma “aliança estratégica” com a OpenAI, empresa responsável pelo ChatGPT, para acelerar o desenvolvimento de novos tratamentos usando inteligência artificial (IA).

O acordo tem como objetivo ajudar a companhia a oferecer mais rapidamente opções terapêuticas mais eficazes aos pacientes, segundo informou o grupo em comunicado.

A Novo Nordisk pretende aproveitar os recursos avançados de IA para analisar grandes volumes de dados, identificar possíveis novos medicamentos e reduzir o tempo entre a pesquisa e a chegada dos tratamentos ao paciente. Curiosamente, ainda nesta terça, a Amazon anunciou algo similar.

A empresa, que também comercializa o Ozempic — indicado para diabetes, mas amplamente utilizado para perda de peso —, enfrenta forte concorrência, especialmente da farmacêutica estadunidense Eli Lilly.

“A integração da IA ao nosso dia a dia nos permite analisar dados em uma escala antes impossível, identificar padrões que não conseguíamos enxergar e testar hipóteses com mais rapidez”, afirmou o CEO da Novo Nordisk, Mike Doustdar.

OpenAI é nova parceira da Novo Nordisk – Imagem: Thrive Studios ID / Shutterstock

Leia mais:

Programas-piloto em diferentes áreas

  • Segundo a companhia, serão criados programas-piloto nas áreas de pesquisa e desenvolvimento, produção e operações comerciais. O comunicado não detalha os valores envolvidos no acordo;
  • A indústria farmacêutica tem apostado na IA para acelerar a criação de medicamentos e vacinas. Atualmente, o desenvolvimento de um novo remédio pode levar mais de dez anos e, em média, apenas um em cada dez candidatos chega ao mercado;
  • Analistas estimam que o custo médio para desenvolver e lançar um novo medicamento gira em torno de US$ 2 bilhões (R$ 9,9 bilhões). Diante disso, grandes farmacêuticas têm ampliado parcerias com startups especializadas em IA aplicada à saúde.

A aliança entre Novo Nordisk e OpenAI representa mais um movimento do setor farmacêutico em direção à integração de tecnologias emergentes para enfrentar os desafios de tempo e custo no desenvolvimento de novos tratamentos.

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Anthropic encosta na OpenAI em gastos com IA nas empresas

A Anthropic está próxima de ultrapassar a OpenAI em um indicador relevante de mercado: gastos corporativos com IA. A informação vem de novos dados divulgados pela Ramp, que monitora despesas de seus clientes com produtos de inteligência artificial (IA).

Segundo a empresa, metade de seus clientes já paga por soluções de IA, e dentro desse grupo, 30,6% utilizam ferramentas da Anthropic, um aumento de 6,3 pontos percentuais em relação a março. A OpenAI ainda lidera, com 35,2%, mas a diferença entre as duas diminuiu de forma significativa.

Crescimento acelerado da Anthropic

De acordo com a Ramp, se o ritmo atual se mantiver, a Anthropic pode superar a OpenAI em até dois meses. Um porta-voz da empresa afirmou ao Business Insider que a Anthropic já lidera entre early adopters, incluindo companhias financiadas por capital de risco, além de setores como software, finanças e serviços profissionais.

A Anthropic também aparece à frente da OpenAI em três segmentos específicos: informação, finanças e seguros, e serviços pessoais. Ainda que os dados representem apenas um recorte da base de clientes da Ramp, eles servem como um indicador de como a adoção corporativa de IA está evoluindo.

Fatores que impulsionam a adoção

O avanço recente da Anthropic pode estar relacionado ao desempenho de suas soluções. O modelo Claude Code tem ganhado espaço entre engenheiros de software e desenvolvedores, o que tende a impulsionar o uso corporativo. Além disso, avaliações da especialista em benchmarking Arena.ai indicam que a empresa possui modelos com alto desempenho, fator que influencia decisões de adoção por empresas.

Os dados também mostram que o acesso a financiamento é determinante: empresas apoiadas por venture capital têm 80% de taxa de adoção de IA, enquanto aquelas com investimento de private equity chegam a 64%. Já empresas sem esse tipo de apoio ficam em 45%.

Episódio com o governo dos EUA

A Anthropic ganhou visibilidade em fevereiro após um episódio envolvendo o Departamento de Defesa dos Estados Unidos. A empresa recusou termos de uso propostos para o Claude, o que levou o secretário de Defesa, Pete Hegseth, a pressionar por um acordo.

Após a recusa, o presidente Donald Trump orientou agências federais a interromper o uso da tecnologia da Anthropic, e o Departamento de Defesa classificou a empresa como risco na cadeia de suprimentos. Nesse contexto, a OpenAI passou a oferecer seus serviços ao órgão.

A reação do mercado incluiu apoio de parte dos usuários à Anthropic. O Claude chegou a ultrapassar o ChatGPT na App Store temporariamente, enquanto empresas como Microsoft demonstraram suporte à companhia.

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