A OpenAI apresentou, nesta quinta-feira (7), três modelos de áudio para sua plataforma de desenvolvedores, com o objetivo de tornar agentes de software baseados em voz mais conversacionais e capazes de completar tarefas em tempo real.
O lançamento da interface de programação de aplicações (API, na sigla em inglês) leva a criadora do ChatGPT além da transcrição e chat, direcionando para agentes que podem ouvir, traduzir e agir durante conversas ao vivo.
Os novos modelos são GPT-Realtime-2, GPT-Realtime-Translate e GPT-Realtime-Whisper, disponíveis para teste no playground de desenvolvedores da OpenAI;
O GPT-Realtime-2 foi projetado para gerenciar solicitações mais complexas, chamar ferramentas, lidar com interrupções e manter contexto em sessões de voz mais longas;
O segundo modelo suporta tradução de mais de 70 idiomas para 13 idiomas de saída, direcionado para suporte ao cliente, educação e outros ambientes;
O GPT-Realtime-Whisper fornece conversão de fala para texto ao vivo, permitindo que legendas, notas de reuniões e atualizações de fluxo de trabalho sejam geradas enquanto o palestrante fala.
Novos modelos são GPT-Realtime-2, GPT-Realtime-Translate e GPT-Realtime-Whisper, disponíveis para teste no playground de desenvolvedores da OpenAI – Imagem: Primakov/Shutterstock
Entre os clientes testando os modelos estão o marketplace imobiliário online Zillow, a agência de viagens online Priceline e a empresa europeia de telecomunicações Deutsche Telekom. Os preços do GPT-Realtime-2 começam em US$ 32 (R$ 158,26) por milhão de tokens de entrada de áudio, o GPT-Realtime-Translate custa US$ 0,034 (R$ 0,17) por minuto e o GPT-Realtime-Whisper US$ 0,017 (R$ 0,084) por minuto.
GPT-Fone? Rumores sobre celular da OpenAI estão aumentando
A OpenAIpode estar desenvolvendo seu primeiro produto de hardware: um smartphone voltado ao ChatGPT. De acordo com o analista de cadeia de suprimentos Ming-Chi Kuo, o projeto está sendo acelerado, com previsão de início da produção em massa no começo de 2027.
A OpenAIanunciou, nesta quinta-feira (7), o lançamento do GPT-5.5-Cyber, uma variação do seu modelo de inteligência artificial (IA) mais recente, disponível em capacidade de pré-visualização limitada para equipes de cibersegurança selecionadas. O movimento ocorre um mês após a rival Anthropic ter atraído investidores e autoridades governamentais com o Claude Mythos Preview.
A pré-visualização do GPT-5.5-Cyber não pretende ser um grande avanço em termos de capacidade cibernética, mas foi treinada para ser mais permissiva em tarefas relacionadas à segurança, informou a OpenAI em post no blog. A empresa havia anunciado o GPT-5.5 no final do mês passado.
GPT-5.5-Cyber, da OpenAI, chega para rivalizar com Claude Mythos, da Anthropic
Com a versão específica para cibersegurança, equipes aprovadas terão mais facilidade para usar o modelo mais recente da OpenAI em fluxos de trabalho, como identificação e triagem de vulnerabilidades, validação de patches e análise de malware. As proteções integradas ao modelo GPT-5.5 disponível publicamente tornariam essas tarefas mais desafiadoras.
“O GPT‑5.5‑Cyber permite que um conjunto menor de parceiros estude fluxos de trabalho avançados, onde o comportamento de acesso especializado pode importar”, disse a OpenAI no post.
Com a versão específica para cibersegurança, equipes aprovadas terão mais facilidade para usar o modelo mais recente da OpenAI em fluxos de trabalho, como identificação e triagem de vulnerabilidades, validação de patches e análise de malware – Imagem: JRdes/Shutterstock
Ao lançar o Mythos no mês passado, a Anthropic decidiu limitar o acesso a um grupo seleto de empresas como parte de uma nova iniciativa de cibersegurança chamada Projeto Glasswing;
O CEO da Anthropic, Dario Amodei, reuniu-se com membros seniores do governo de Donald Trump para discutir o modelo e seu potencial poder, mesmo após a empresa ter sido colocada na lista negra pelo Pentágono apenas semanas antes;
O presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, e o secretário do Tesouro, Scott Bessent, reuniram-se com CEOs de grandes bancos estadunidenses para discutir o Mythos no mês passado;
O vice-presidente dos EUA, JD Vance, e Bessent também realizaram uma ligação com CEOs de tecnologia líderes antes do lançamento do modelo.
A OpenAIpode estar desenvolvendo seu primeiro produto de hardware: um smartphone voltado ao ChatGPT. De acordo com o analista de cadeia de suprimentos Ming-Chi Kuo, o projeto está sendo acelerado, com previsão de início da produção em massa no começo de 2027.
As informações foram divulgadas pelo MacRumors com base nas análises de Kuo, que descreve o dispositivo como um possível novo passo da empresa além do software.
【Industry Check Update】OpenAI appears to be fast-tracking its first AI agent phone, with mass production targeted as early as 1H27. Potential drivers include supporting a year-end IPO narrative and intensifying competition in AI agent phones. MediaTek currently appears better… https://t.co/wtumZ4XgA7
Segundo o analista, o aparelho deve utilizar uma versão customizada do processador MediaTek Dimensity 9600, previsto para chegar ao mercado ainda neste outono. O chip será sucessor do Dimensity 9500, atualmente presente em modelos como o Vivo X300 Pro e o Oppo Find X9 Pro.
A principal característica do componente será o processador de sinal de imagem (ISP) com HDR aprimorado. A proposta é melhorar as capacidades de percepção visual em cenários do mundo real. O smartphone também pode contar com memória LPDDR6, armazenamento UFS 5.0 e uma arquitetura de dupla NPU, voltada para executar simultaneamente tarefas de IA, como linguagem e visão.
Projeções ambiciosas de vendas
Kuo afirma que os envios combinados entre 2027 e 2028 podem alcançar cerca de 30 milhões de unidades. O volume aproximaria o desempenho do aparelho ao de um flagship típico da Samsung.
As informações não foram confirmadas oficialmente pela OpenAI e seguem no campo de rumores de mercado.
A OpenAI anunciou uma atualização no modelo padrão do ChatGPT, introduzindo o GPT-5.5 Instant como a nova base da plataforma. Segundo a empresa, a nova versão é mais inteligente, mais precisa e oferece respostas mais claras e concisas, além de ampliar os recursos de personalização.
De acordo com a OpenAI, o GPT-5.5 Instant apresenta “melhorias significativas em factualidade em todos os aspectos”, atacando um dos principais problemas dos modelos de inteligência artificial: as chamadas alucinações, quando o sistema inventa informações.
Com base em “avaliações internas”, o modelo produziu “52,5% menos alegações alucinadas” em comparação com o GPT-5.3 Instant em prompts de alto risco envolvendo áreas, como medicina, direito e finanças. Além disso, houve uma redução de 37,3% em afirmações incorretas em conversas especialmente desafiadoras sinalizadas por usuários por conterem erros factuais.
A empresa também afirma que o modelo é “mais capaz em tarefas do dia a dia”, incluindo análise de imagens e fotos, respostas a questões relacionadas a ciência, tecnologia, engenharia e matemática, além de decidir quando recorrer à busca na web para oferecer respostas mais úteis. Esses avanços também se refletem em melhorias em avaliações relacionadas a raciocínio visual, matemática e ciência.
Segundo a OpenAI, o GPT-5.5 Instant traz respostas “mais enxutas e diretas ao ponto”, mantendo o conteúdo essencial, mas reduzindo a verbosidade e o excesso de formatação que tornavam respostas longas demais.
O modelo também faz menos perguntas de acompanhamento desnecessárias e evita elementos que podem poluir a resposta, como “emojis gratuitos”. Ainda assim, a empresa afirma que o sistema mantém um tom conversacional mais natural e a “calidez” que caracteriza o ChatGPT.
OpenAI promete menos alucinações na nova atualização – Imagem: JRdes/Shutterstock
Outro destaque da atualização é o avanço na personalização. O GPT-5.5 Instant passa a utilizar de forma mais eficiente o contexto de interações anteriores, arquivos e até contas conectadas, como o Gmail, para oferecer respostas mais relevantes;
O modelo também consegue identificar quando a personalização pode melhorar uma resposta e realiza buscas mais rápidas em conversas passadas, reduzindo a necessidade de o usuário repetir informações;
A OpenAI também introduziu o recurso “memory sources” em todos os modelos do ChatGPT, que permite ao usuário visualizar quais informações foram utilizadas para personalizar uma resposta. Com a funcionalidade, é possível ver, por exemplo, memórias salvas ou trechos de conversas anteriores usados como base, além de excluir ou corrigir dados considerados desatualizados ou irrelevantes;
A empresa ressalta que os “memory sources” não são exibidos para outras pessoas caso uma conversa seja compartilhada e que o usuário mantém controle total sobre suas informações. É possível apagar chats, editar memórias salvas ou utilizar conversas temporárias que não utilizam nem atualizam a memória;
A OpenAI também observa que o recurso pode não exibir todos os fatores que influenciaram uma resposta, mostrando apenas os contextos mais relevantes, mas afirma que continuará aprimorando a ferramenta.
GPT-5.5 Instant passa a utilizar de forma mais eficiente o contexto de interações anteriores, arquivos e até contas conectadas, para oferecer respostas mais relevantes – Imagem: Primakov/Shutterstock
Disponibilidade
O GPT-5.5 Instant começou a ser disponibilizado a partir desta terça-feira (5) para todos os usuários do ChatGPT, substituindo o GPT-5.3 Instant como modelo padrão. Ainda assim, a versão anterior permanecerá disponível por três meses, antes de ser descontinuada, permitindo uma transição gradual.
Os recursos avançados de personalização, incluindo o uso de histórico de chats, arquivos e Gmail, estão sendo liberados inicialmente para usuários dos planos Plus e Pro na versão web, com previsão de chegada aos aplicativos móveis em breve. A OpenAI também planeja expandir essas funcionalidades para usuários Free, Go, Business e Enterprise nas próximas semanas.
Já o recurso de “memory sources” está sendo liberado para todos os planos de consumo do ChatGPT na web e deve chegar em breve aos dispositivos móveis. A disponibilidade de algumas fontes de personalização pode variar conforme a região.
O Departamento de Defesa dos Estados Unidos formalizou acordos com sete empresas de tecnologia para integrar ferramentas de inteligência artificial em seus sistemas. A iniciativa marca um novo passo na estratégia do Pentágono para ampliar o uso de IA em operações militares e acelerar a adoção no dia a dia das Forças Armadas.
As sete companhias são: OpenAI, Google, Microsoft, Amazon Web Services (AWS), NVIDIA, SpaceX e a startup Reflection AI. Com os contratos, o governo americano passa a utilizar modelos e plataformas dessas empresas em ambientes confidenciais, incluindo redes de alto nível de segurança conhecidas como Níveis de Impacto 6 e 7.
Segundo o Departamento de Defesa, a medida busca ampliar o acesso de militares a ferramentas de ponta. A principal plataforma interna do órgão, a GenAI.mil, já foi utilizada por mais de 1,3 milhão de funcionários em apenas cinco meses de operação.
A expansão ocorre em meio a uma corrida global por aplicações militares de IA. Empresas do Vale do Silício têm demonstrado maior disposição em colaborar com o governo americano, aceitando condições para o uso de suas tecnologias em contextos de defesa. Para autoridades, o objetivo é garantir vantagem estratégica frente às rivais.
Anthropic foi classificada como risco à cadeia de suprimentos e está impedida de fechar contratos governamentais – Imagem: Photo For Everything/Shutterstock
Anthropic ficou de fora
Apesar da ampliação da lista de parceiros, uma ausência chama atenção: a Anthropic. A empresa, que já teve seus modelos amplamente utilizados em ambientes militares, foi recentemente classificada pelo Pentágono como um risco à cadeia de suprimentos, após divergências sobre as regras de uso de suas ferramentas. O Olhar Digital explicou a briga aqui.
A disputa entre a startup e o governo se arrasta há meses. Durante esse período, o governo dos EUA passou a priorizar alternativas para reduzir a dependência de um único fornecedor.
Em declarações recentes, Emil Michael , subsecretário de defesa para pesquisa e engenharia e ex-executivo de tecnologia, afirmou que a Anthropic ainda representa um risco, mas que o modelo Mythos é um “momento de segurança nacional à parte”.
O cenário, no entanto, pode mudar. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sinalizou recentemente que a desenvolvedora está “melhorando” aos olhos da administração, o que pode abrir caminho para uma eventual reversão da restrição e um novo acordo com o Pentágono.
Pentágono não quer depender de uma única empresa – Imagem: Keith J Finks/Shutterstock
Pentágono na corrida pela IA militar
Os novos acordos também refletem diferentes abordagens tecnológicas. Enquanto empresas como OpenAI e Google operam majoritariamente com modelos fechados, a inclusão da Nvidia e da Reflection indica o interesse crescente do Pentágono em soluções de código aberto. Esses modelos permitem maior personalização e transparência, características vistas como estratégicas em aplicações militares.
“A segurança é francamente aprimorada com o código aberto”, disse Jensen Huang, CEO da NVIDIA, ao defender esse tipo de abordagem em contextos de segurança nacional.
Ao mesmo tempo, empresas envolvidas nos contratos afirmam ter estabelecido limites para o uso de suas tecnologias, incluindo restrições relacionadas a vigilância em massa e armamentos autônomos. O Departamento de Defesa, por sua vez, declarou que seguirá as leis e diretrizes aplicáveis no uso dessas ferramentas.
A OpenAI está se preparando para lançar um novo modelo de inteligência artificial focado em cibersegurança, batizado de GPT-5.5-Cyber. Segundo o CEO Sam Altman em publicação no X, o lançamento deve ocorrer “nos próximos dias”.
Ao contrário de outros sistemas da desenvolvedora, a ferramenta não será liberada ao público geral no primeiro momento. O acesso ficará restrito a um grupo seleto de especialistas e instituições consideradas confiáveis, com o objetivo de fortalecer defesas digitais.
“Trabalharemos com todo o ecossistema e com o governo para definir um acesso confiável para a área cibernética”, escreveu Altman no X.
we’re starting rollout of GPT-5.5-Cyber, a frontier cybersecurity model, to critical cyber defenders in the next few days.
we will work with the entire ecosystem and the government to figure out trusted access for cyber; we want to rapidly help secure companies/infrastructure.
A OpenAI não deu detalhes sobre as especificações ou funcionalidades do GPT-5.5-Cyber, nem quais organizações ou profissionais terão acesso nesta fase inicial. Em iniciativas anteriores, a empresa adotou critérios de verificação para liberar ferramentas semelhantes a especialistas e entidades específicas.
O nome indica que o modelo será uma versão especializada do GPT-5.5, lançado há apenas uma semana (o Olhar Digital deu os detalhes aqui). Ele é descrito pela desenvolvedora como seu “modelo mais inteligente e intuitivo de usar até o momento”.
O GPT-5.5-Cyber será focado em cibersegurança. Na publicação do X, Altman acrescentou que “queremos ajudar rapidamente a proteger empresas/infraestruturas”.
GPT-5.5-Cyber está previsto para ser lançado nos próximos dias, segundo o CEO da OpenAI – Imagem: Primakov/Shutterstock
OpenAI mantém preocupação com cibersegurança
A estratégia de lançamento controlado reflete uma tendência crescente no setor de inteligência artificial. Empresas têm optado por limitar o acesso a modelos mais avançados devido ao potencial de uso indevido, especialmente em áreas sensíveis como cibersegurança.
A própria OpenAI já adotou abordagens semelhantes no passado, tanto com acesso gradual quanto com modelos especializados. Um deles foi o lançamento do GPT-Rosalind, ferramenta específica para áreas científicas, voltado à pesquisa em biologia e descoberta de medicamentos.
O anúncio do GPT-5.5-Cyber por parte de Sam Altman vem após a chegada do Claude Mythos, IA da Anthropic focada em cibersegurança avançada. O modelo rival, no entanto, enfrentou dificuldades no processo de implementação, incluindo quem poderia ter acesso à tecnologia.
O avanço desses sistemas especializados também tem chamado a atenção de governos. Nos Estados Unidos, autoridades demonstraram interesse em tecnologias do tipo, ao mesmo tempo em que levantam preocupações sobre riscos de segurança e impacto no acesso institucional às essas ferramentas.
Um crime brutal na Flórida ganhou contornos sombrios com a revelação de que o principal suspeito utilizou o ChatGPT, o chatbot de inteligência artificial da OpenAI, para obter orientações sobre como ocultar cadáveres. Hisham Abugharbieh, de 26 anos, é acusado de assassinato em primeiro grau pelas mortes de Zamil Limon e Nahida Bristy, ambos de 27 anos e estudantes de doutorado na University of South Florida (USF), nos Estados Unidos.
Interação com a IA como evidência
De acordo com documentos judiciais apresentados por promotores no último sábado (25), Abugharbieh teria acessado a ferramenta no dia 13 de abril, três dias antes do desaparecimento das vítimas. O registro das conversas, obtido pelos investigadores e divulgado pela NBC News, mostra perguntas diretas e perturbadoras:
Pergunta do suspeito: “O que acontece se um humano for colocado em um saco de lixo preto e jogado em uma caçamba?”
Resposta do ChatGPT: A IA respondeu que a situação parecia perigosa.
Réplica do suspeito: “Como eles descobririam?”
Até o momento, a OpenAI não se manifestou oficialmente sobre o uso da plataforma neste caso específico.
Rastro de evidências e contradições
A investigação avançou após o depoimento de um colega de quarto de Abugharbieh. Ele relatou ter visto o suspeito transportando caixas de papelão do seu quarto para um compactador de lixo no condomínio onde moravam.
Ao revistarem o local, agentes da polícia encontraram o documento de identidade e cartões de crédito de Limon. Testes de DNA em uma camiseta cinza e em um tapete de cozinha também confirmaram a presença de material genético das vítimas, conforme detalhado pela NBC News.
Outros pontos cruciais da investigação incluem:
Localização via GPS: dados de rastreamento mostraram que o carro do suspeito parou na ponte Howard Frankland, local onde o corpo de Limon foi encontrado posteriormente em um saco de lixo reforçado.
Compras suspeitas: registros indicam que, na noite do crime, Abugharbieh comprou sacos de lixo, lenços desinfetantes Lysol e purificador de ar Febreze.
Ferimentos: o suspeito apresentava cortes nos dedos e nas pernas, alegando inicialmente que se feriu enquanto cortava cebolas.
Desdobramentos judiciais
Hisham Abugharbieh foi preso na última sexta-feira (24) após um breve impasse com a polícia. Além das acusações de homicídio, ele responde por ocultação de cadáver, cárcere privado e adulteração de provas.
Embora o corpo de Nahida Bristy ainda não tenha sido formalmente identificado, restos mortais foram localizados no último domingo e a polícia acredita que o suspeito tenha se descartado dela de forma semelhante à de Limon. As famílias das vítimas, ambas de Bangladesh, solicitaram que os corpos sejam tratados conforme os rituais islâmicos, enquanto a USF declarou luto oficial pela perda dos estudantes, reforça a NBC News.
A OpenAIanunciou oficialmente nesta quinta-feira (23) o lançamento do GPT-5.5, seu modelo de inteligência artificial mais intuitivo e potente até o momento. A grande evolução desta versão é a sua capacidade “agêntica”: em vez de apenas responder perguntas, a IA agora consegue planejar, utilizar ferramentas e operar softwares de forma autônoma para concluir tarefas multietapas em um computador.
De acordo com o comunicado oficial da OpenAI, o modelo foi projetado para entender a intenção do usuário de forma mais rápida, sendo capaz de realizar pesquisas online, analisar dados complexos e transitar entre diferentes ferramentas – como planilhas e documentos – até que o objetivo final seja atingido.
O salto para a IA “agêntica” e o uso do computador
O GPT-5.5 marca um passo significativo no que a indústria chama de IA agêntica. Isso significa que o modelo não precisa mais de instruções passo a passo para tarefas complexa. Ele consegue lidar com a ambiguidade, verificar o próprio trabalho e tomar decisões sobre qual ferramenta usar a seguir.
Destaques em codificação e engenharia:
Terminal-bench 2.0: O modelo atingiu 82,7% de precisão em fluxos de linha de comando complexos.
Resolução de problemas: no SWE-Bench Pro, que avalia a resolução de problemas reais no GitHub, a IA alcançou 58,6% de eficácia.
Contexto de sistema: testadores seniores relataram que o GPT-5.5 demonstra uma “clareza conceitual” superior, sendo capaz de entender a arquitetura de sistemas inteiros para identificar falhas e sugerir refatorações completas de código em uma única passagem.
Benchmarks oficiais mostram o GPT-5.5 superando modelos rivais como Claude 4.7 e Gemini 3.1 Pro em testes críticos de programação, raciocínio matemático e cibersegurança – OpenAI / Reprodução
Eficiência e desempenho científico
Mesmo sendo mais inteligente, o GPT-5.5 não é mais lento. Segundo a OpenAI, o modelo mantém a mesma latência por token do seu antecessor, o GPT-5.4, mas utiliza significativamente menos tokens para completar as mesmas tarefas, tornando o processo mais eficiente.
Na área científica, a IA demonstrou ser uma “cocientista” valiosa. Em testes internos, uma versão do modelo ajudou a descobrir uma nova prova matemática sobre os “Números de Ramsey”, um desafio antigo na área de combinatória. Além disso, o GPT-5.5 obteve resultados de ponta em benchmarks de bioinformática e análise de dados genéticos.
Segurança e ciberdefesa
Com o aumento da capacidade, a OpenAI reforçou os protocolos de segurança. O GPT-5.5 foi classificado como nível “Alto” em capacidades biológicas, químicas e de cibersegurança dentro do Preparedness Framework da empresa.
Para mitigar riscos, foram implementados classificadores mais rigorosos para evitar o uso malicioso em ataques cibernéticos. Por outro lado, a empresa lançou o programa “Trusted Access for Cyber”, que permite que defensores verificados utilizem o poder da IA para proteger infraestruturas críticas e identificar vulnerabilidades em códigos de forma legítima.
Disponibilidade e Preços
O GPT-5.5 já está disponível para usuários dos planos ChatGPT Plus, Pro, Business e Enterprise. O modelo também foi integrado ao Codex, a plataforma da OpenAI voltada para desenvolvedores.
GPT-5.5 Pro: exclusivo para usuários Pro, Business e Enterprise, focado em tarefas de altíssima precisão.
API: a chegada aos desenvolvedores via API deve ocorrer “muito em breve”.
Contexto: no Codex, o modelo suporta uma janela de contexto de 400K tokens, enquanto na API esse limite subirá para 1 milhão.
A OpenAI anunciou o lançamento de “workspace agents” (agentes corporativos, em tradução literal) no ChatGPT, novo recurso voltado para equipes que permite a criação de agentes compartilhados capazes de executar tarefas complexas e fluxos de trabalho de longa duração dentro das permissões e controles definidos por organizações.
Os workspace agents representam uma evolução dos GPTs e são alimentados pela tecnologia Codex. Segundo a empresa, eles podem assumir diversas atividades comuns no ambiente corporativo, como elaboração de relatórios, escrita de código e resposta a mensagens. Por operarem na nuvem, esses agentes continuam executando tarefas mesmo quando o usuário não está ativo.
A proposta também inclui o compartilhamento dentro das organizações, permitindo que equipes criem um agente uma única vez e o utilizem coletivamente no ChatGPT ou em plataformas, como o Slack, com possibilidade de aprimoramento contínuo.
IA melhorada no ChatGPT para empresas
De acordo com a OpenAI, embora a inteligência artificial (IA) já tenha contribuído para aumentar a produtividade individual, muitos fluxos de trabalho organizacionais dependem de contexto compartilhado, transições entre equipes e tomada de decisões colaborativas.
Os workspace agents foram projetados para atender a esse tipo de demanda, sendo capazes de reunir informações de diferentes sistemas, seguir processos internos, solicitar aprovações e dar continuidade a tarefas em múltiplas ferramentas.
Como exemplo, a empresa cita o uso interno por sua equipe de vendas, que utiliza um agente para reunir informações de anotações de chamadas e pesquisas de contas, qualificar leads e redigir e-mails de acompanhamento diretamente na caixa de entrada dos representantes.
A OpenAI também destacou exemplos de agentes que podem ser criados por equipes, como revisores de software que avaliam solicitações de funcionários e verificam conformidade com políticas internas, sistemas que organizam feedback de produtos a partir de canais, como Slack e fóruns públicos, geradores de relatórios semanais com dados e análises, agentes de prospecção de clientes que pesquisam leads e redigem contatos personalizados, e ferramentas de análise de risco de fornecedores.
Os agentes operam em um ambiente de trabalho na nuvem, com acesso a arquivos, códigos, ferramentas e memória. Além de responder a comandos, eles podem executar código, utilizar aplicativos conectados, armazenar aprendizados e continuar tarefas ao longo de múltiplas etapas.
Outra característica destacada é a capacidade de funcionamento contínuo. Os agentes podem ser programados para rodar em horários definidos ou integrados ao Slack para responder automaticamente a solicitações. Um exemplo citado pela empresa envolve um agente que responde perguntas de funcionários em canais internos, fornecendo respostas, links para documentação e abertura de chamados quando necessário.
Workspace agents representam uma evolução dos GPTs e são alimentados pela tecnologia Codex – Imagem: Thrive Studios ID/Shutterstock
A OpenAI afirma ainda que os agentes também permitem transformar práticas internas em fluxos reutilizáveis. Um exemplo citado é o de uma equipe de contabilidade que utiliza um agente para automatizar partes do fechamento mensal, incluindo lançamentos contábeis, reconciliações e análises de variação.
Segundo a empresa, os usuários mantêm controle sobre os agentes, podendo definir quais dados e ferramentas podem ser acessados, quais ações podem ser executadas e quando aprovações são necessárias, especialmente em tarefas sensíveis, como envio de e-mails ou alterações em documentos.
Ferramentas de análise permitem acompanhar o uso dos agentes, incluindo número de execuções e quantidade de usuários. Para ambientes corporativos, o recurso inclui monitoramento e controles administrativos, permitindo a gestão de acessos, ações e integração com ferramentas conectadas.
A empresa também informou que mecanismos de segurança foram incorporados para manter os agentes alinhados às instruções, inclusive diante de conteúdos externos potencialmente enganosos.
Por meio de uma API de conformidade, administradores podem acompanhar configurações, atualizações e execuções dos agentes, além de suspender seu funcionamento, se necessário. Futuramente, será possível visualizar todos os agentes criados dentro de uma organização em um painel administrativo.
Testes iniciais indicam que usuários têm obtido resultados mais consistentes e ganho de tempo para atividades de maior valor, indica a startup.
Como criar um agente e disponibilidade
Para criar um agente, os usuários devem acessar a aba “Agentes” no ChatGPT e descrever um fluxo de trabalho recorrente;
A plataforma então orienta o processo de configuração, definindo etapas, conectando ferramentas, adicionando habilidades e testando o funcionamento até que o resultado atenda às expectativas;
Os agentes estão disponíveis em fase de prévia de pesquisa para os planos ChatGPT Business, Enterprise, Edu e Teachers;
Segundo a empresa de Sam Altman, os GPTs continuarão disponíveis durante o período de testes, com previsão de integração futura entre as duas funcionalidades.
Os workspace agents estarão disponíveis gratuitamente até 6 de maio de 2026. Após essa data, será adotado um modelo de cobrança baseado em créditos.
A OpenAI afirmou que pretende expandir as funcionalidades nas próximas semanas, incluindo novos gatilhos automáticos, painéis de desempenho mais detalhados, maior integração com ferramentas corporativas e suporte no aplicativo Codex.
Segundo a empresa, a iniciativa busca facilitar o acesso ao conhecimento organizacional, simplificar processos e permitir que equipes trabalhem com mais eficiência, com apoio de sistemas de IA integrados ao fluxo de trabalho.
Na última terça-feira (21), uma pesquisa desenvolvida por Vittorio Tantucci e Jonathan Culpeper identificou que o ChatGPT da OpenAI pode espelhar o comportamento humano (positivo ou negativo) e exibir sinais de agressividade para o usuário. O estudo foi publicado no Journal of Pragmatics, um dos periódicos mais importantes de linguística; você pode ler a pesquisa aqui.
O objetivo do estudo era investigar se o ChatGPT reagiria de maneira mais hostil durante situações simuladas de conflito com humanos. Durante a conversa, a IA passou de ‘educada’ para ‘irônica’ até se tornar ‘verbalmente agressiva’, o que indica a habilidade de refletir o comportamento humano que recebe: se o usuário a trata mal, há chances de ela fazer o mesmo.
Para quem tem pressa:
Os pesquisadores Vittorio Tantucci e Jonathan Culpeper desenvolveram uma pesquisa que analisa se o ChatGPT pode ficar agressivo com o usuário;
O estudo comprovou que a IA pode espelhar o comportamento humano a que é exposta;
Segundo os professores, a IA respondeu com frases agressivas e ameaças durante simulações de diálogos;
O comportamento levanta preocupações.
O ChatGPT pode espelhar o comportamento humano
Ícone do ChatgPT em um celular (Imagem: Primakov/Shutterstock) – Imagem: Primakov/Shutterstock
Dois professores e pesquisadores da Universidade de Lancaster, no Reino Unido, desenvolveram um estudo para investigar a possibilidade de o ChatGPT espelhar o comportamento agressivo humano em conversas simuladas.
Ao The Guardian, o doutor e professor Tantucci disse:
Quando exposto repetidamente à impolidez [falta de educação], o modelo começou a espelhar o tom das interações, com suas respostas se tornando mais hostis à medida que a conversa se desenvolvia.
— Vittorio Tantucci, professor do Departamento de Língua Inglesa e Linguística da Universidade de Lancaster (Reino Unido), em entrevista ao The Guardian
Vittorio Tantucci e Jonathan Culpeper utilizaram o ChatGPT 4.0 para realizar a pesquisa e realizaram conversas na plataforma. Dentre os contextos desenvolvidos, é possível citar como exemplos uma “briga” em um estacionamento.
Durante o conflito fictício, a inteligência artificial respondeu às provocações com um tom mais brando. Porém, conforme a discussão perdurava e o humano repetia provocações, a IA aderiu a um tom também mais agressivo como resposta.
Ilustração cartunesca de um robô humanoide alimentado por IA brigando com um homem em um estacionamento (Reprodução: Produzido por IA – Nano Banana/Gemini) – (Reprodução: Produzido por IA – Nano Banana/Gemini)
Na discussão fictícia em um estacionamento, o ChatGPT respondeu a uma das provocações dos pesquisadores com “Juro que vou riscar a p*rra do seu carro, seu ‘quatro olhos’ imbecil.“
O comportamento do software esbarra em algo que os pesquisadores chamam de “dilema moral”: a IA é programada para ser educada e segura para uso humano, contudo, é treinada para imitar conversas humanas em diferentes contextos; e humanos em conflito, muitas vezes, podem responder com agressividade. Então, o software se perde no meio do caminho entre ser educado e reproduzir o mesmo tipo de comportamento disruptivo ao qual é exposto.
Descobrimos que, embora o sistema seja projetado para se comportar de forma educada e seja filtrado para evitar conteúdo prejudicial ou ofensivo, ele também é construído para emular a conversa humana. Essa combinação cria um dilema moral da IA: um conflito estrutural entre se comportar de forma segura e se comportar de forma realista.
— Vittorio Tantucci, professor do Departamento de Língua Inglesa e Linguística da Universidade de Lancaster (Reino Unido), em entrevista ao The Guardian
Os pesquisadores relatam no estudo que antes de a IA adotar comportamentos explicitamente agressivos, ela utilizou-se de linguagem irônica para atingir a pessoa com quem “brigava”. Conforme as interações tornaram-se mais longas, no entanto, isso também influenciou o aumento progressivo da agressividade verbal.
A pesquisa também entendeu que a inteligência artificial pode ficar mais agressiva em algumas situações porque ela não responde apenas a frases isoladas, e sim ao contexto inteiro do diálogo. Ou seja, não é uma conversa ‘bate e volta’, e sim um raciocínio extenso sobre todo o teor da discussão, resultante numa reação baseada no acúmulo de tensão e informação geradas.
Inteligência artificial sendo utilizada em diferentes contextos (Imagem: Summit Art Creations/Shutterstock) – Imagem: Summit Art Creations/Shutterstock
Desta forma, a conclusão da pesquisa foi a de que o ChatGPT consegue espelhar o nível de educação ou agressividade ao qual é exposto durante interações com os usuários. E quanto mais longa e intensa for esta interação, mais personificadas podem ser as respostas da IA.
A pesquisa conduzida por Tantucci e Culpeper é importante porque testa não apenas o funcionamento da IA, mas o quão segura ou insegura ela pode se tornar dependendo do contexto trazido pelo usuário. Essa preocupação também esbarra em vários relatos de usuários que outrora utilizaram a inteligência artificial da OpenAI para auxiliá-los em crimes. Veja alguns exemplos abaixo:
Segundo os achados do estudo, o ChatGPT não responde apenas a frases isoladas: ele desenvolve dinâmicas interacionais semelhantes às humanas. Isso acarreta o questionamento se é possível a IA ser moralmente neutra e, ao mesmo tempo, “humana” em um diálogo.
Aprenda a criar sua própria inteligência artificial personalizada com ferramentas de fine-tuning (Reprodução: ChatGPT/Olhar Digital) – Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital)
Consoante Tantucci, a preocupação com esse tipo de comportamento vindo da inteligência artificial é muito maior do que apenas para a pesquisa.
Isso porque, atualmente, as IAs são implementadas, por exemplo, em sistemas de organização, verificação, vigilância e segurança em várias empresas públicas e privadas em inúmeros países.
Ele disse ao The Guardian que “uma coisa é ler algo desagradável de volta de um chatbot, mas outra bem diferente é imaginar robôs humanóides potencialmente retribuindo agressão física, ou sistemas de IA envolvidos na tomada de decisões governamentais ou relações internacionais respondendo a intimidação ou conflito.”
A Dra. Marta Andersson, especialista nos aspectos sociais da comunicação mediada por computador da Universidade de Uppsala, afirmou que este é um dos estudos mais interessantes já realizados sobre linguagem e pragmática em IA, pois evidencia que o ChatGPT pode reagir a uma sequência de interações de forma progressiva e relativamente sofisticada — e não apenas em situações isoladas em que usuários conseguem “quebrar” o sistema com comandos cuidadosamente elaborados.
Ela ressalta, no entanto, que isso não significa que o modelo passe automaticamente a responder com impolidez sempre que confrontado com agressividade, nem que desenvolva comportamentos como desonestidade.
Segundo a Dra. Marta Andersson, parte da dificuldade está no fato de que existe uma tensão inevitável entre o que se espera desses sistemas e o tipo de comportamento que eles acabam desenvolvendo na prática.
Um exemplo recente ilustra bem isso: a transição do ChatGPT-4 para o GPT-5 gerou uma reação negativa de parte dos usuários, que preferiam o estilo mais “humano” das versões anteriores.
Diante disso, uma versão mais antiga precisou ser temporariamente reativada. Para Andersson, esse episódio revela que, mesmo quando os desenvolvedores tentam tornar os sistemas mais seguros, as expectativas do público nem sempre seguem na mesma direção. Quanto mais uma IA se aproxima do comportamento humano, maior é a chance de surgir conflito com regras rígidas de alinhamento moral.
O professor Dan McIntyre, que já havia trabalhado com Andersson em pesquisas anteriores sobre a capacidade do ChatGPT de identificar impolidez, avaliou o novo estudo de forma positiva, destacando que ele se diferencia por analisar o que o modelo efetivamente produz — e não apenas o que consegue reconhecer.
Ainda assim, ele adota uma postura cautelosa em relação à ideia de que modelos de linguagem possam simplesmente ultrapassar suas limitações éticas.
Segundo ele, as respostas mais agressivas observadas não surgem de forma espontânea, mas sim dentro de cenários cuidadosamente construídos, nos quais o sistema recebe contexto suficiente para orientar suas respostas. Isso é diferente de interações reais, como conflitos que emergem naturalmente entre pessoas no cotidiano.
McIntyre também questiona se o ChatGPT exibiria esse tipo de linguagem fora dessas condições controladas. Para ele, o estudo funciona mais como um alerta: se modelos forem treinados com dados problemáticos, comportamentos indesejados podem emergir.
Como ainda há pouca transparência sobre os dados de treinamento desses sistemas, ele defende que qualquer avanço nessa área deve ser acompanhado de cautela.
O artigo, intitulado Can ChatGPT reciprocate impoliteness? The AI moral dilemma, foi publicado no periódico Journal of Pragmatics e pode ser lido aqui.
Vittorio Tantucci e Jonathan Culpeper são professores do Departamento de Língua Inglesa e Linguística da Universidade de Lancaster, no Reino Unido.