A OpenAI lançou novos recursos para o Codex com foco em usuários corporativos. A expansão visa levar a ferramenta para além da programação de software.
Segundo relatório divulgado pela empresa, a base de usuários ativos semanais do Codex ultrapassou 5 milhões. O número representa uma alta de seis vezes desde fevereiro deste ano.
Os profissionais de escritório já somam 20% do total de usuários. Esse segmento cresce três vezes mais rápido do que o grupo de desenvolvedores.
Plug-ins para áreas de negócios
Para atrair esse público, a OpenAI liberou seis plug-ins dedicados a funções específicas. As ferramentas atendem setores como análise de dados, design de produto e vendas.
O pacote também inclui recursos voltados para o mercado financeiro. Há módulos prontos para uso em investimentos de capital e banco de investimento.
Cada plug-in combina integrações e contextos específicos para simular as tarefas de cada profissão. Os recursos funcionam diretamente dentro do aplicativo do Codex.
A OpenAI também apresentou a função Sites, que exporta projetos como páginas web interativas e hospedadas. O modelo substitui a entrega em arquivos locais isolados.
Para sustentar o ecossistema, a companhia fechou parcerias com Wix, Figma e Replit. As empresas Lovable, Base44 e Emergent também participam do projeto.
Pesquisadores da Universidade da Pensilvânia usaram modelos de inteligência artificial da OpenAI para analisar mais de 410 mil posts do Reddit ao longo de seis anos, mapeando menções às substâncias ativas semaglutida e tirzepatida — ou aos nomes comerciais dos medicamentos que as contêm, como Ozempic, Wegovy, Mounjaro e Zepbound — em busca de possíveis efeitos colaterais relatados pelos próprios usuários.
O estudo, publicado na revista Nature Health, aponta que fóruns online podem funcionar como fonte de sinais para investigações clínicas futuras. Os pesquisadores deixam claro, porém, que a análise não substitui ensaios clínicos nem avaliações médicas formais.
Fóruns online como o Reddit foram analisados para identificar padrões de efeitos relatados por pacientes. Imagem: stefamerpik/Freepik
Os efeitos colaterais que chamaram atenção
Segundo o ScienceAlert, entre os relatos que se destacaram como potencialmente não reconhecidos pela literatura médica, dois grupos chamaram atenção: queixas relacionadas à saúde reprodutiva, incluindo irregularidades no ciclo menstrual, e problemas ligados à regulação de temperatura corporal, como calafrios e ondas de calor. Vale notar que esses efeitos estavam longe de ser os mais frequentemente mencionados nos posts.
Para as alterações de temperatura, há um mecanismo conhecido: a forma como o metabolismo queima energia é reconhecida por impactar o equilíbrio térmico do organismo. Para as alterações menstruais, há menos pesquisa disponível sobre como esses medicamentos afetam o ciclo.
A psicóloga Jena Shaw Tronieri, uma das pesquisadoras envolvidas, apontou que esses medicamentos atuam em uma região do cérebro chamada hipotálamo, que ajuda a regular uma ampla variedade de hormônios. “Isso não significa que os medicamentos estejam necessariamente causando esses sintomas, mas pode indicar que relatos de alterações menstruais e flutuações de temperatura corporal merecem ser estudados de forma mais sistemática”, afirmou.
Os relatos mais comuns nos posts incluíam sintomas já conhecidos, como náusea — o que, segundo o cientista da computação Sharath Chandra Guntuku, valida o método. “Alguns dos efeitos colaterais que encontramos, como náusea, são bem conhecidos, e isso mostra que o método está captando um sinal real. Os sintomas sub-relatados são pistas que vieram dos próprios pacientes, de forma espontânea, e os clínicos poderiam potencialmente prestar atenção a eles”, disse.
Sintomas apareceram com maior frequência:
alterações no ciclo menstrual;
calafrios;
ondas de calor;
mudanças na regulação da temperatura corporal;
queixas ligadas à saúde reprodutiva.
Medicamentos atuam limitando o apetite, desacelerando a digestão e estimulando a liberação de insulina pelo pâncreas em resposta a níveis elevados de açúcar no sangue. Imagem: grinvalds/iStock
Reddit vira “laboratório” inesperado, mas com limitações
Os modelos GPT da OpenAI foram usados para processar o volume de texto e identificar padrões nos posts. Segundo Guntuku, esse tipo de varredura pode ser concluído rapidamente, o que representa uma vantagem em relação ao ritmo dos ensaios clínicos tradicionais.
Ensaios clínicos são o padrão ouro, mas por design são lentos. Isso não é uma substituição para os ensaios, mas pode se mover muito mais rápido, e essa velocidade importa quando um medicamento passa de nicho para mainstream quase da noite para o dia.
Sharath Chandra Guntuku, cientista da computação e pesquisador, em nota enviada ao Science Alert.
Os pesquisadores reconhecem limitações importantes. Como pouco se sabe sobre o perfil dos usuários que fizeram as postagens, a análise não permite afirmar de forma definitiva que os medicamentos causam os sintomas relatados. Além disso, o Reddit tende a concentrar adultos jovens, do sexo masculino e residentes nos Estados Unidos — o que limita a representatividade da amostra.
Pesquisa aponta que redes sociais podem ajudar a identificar efeitos colaterais ainda pouco estudados, como febre, calafrios e alterações no ciclo menstrual. Imagem: Polina Tankilevitch / Pexels.
Contexto sobre os medicamentos GLP-1
Os medicamentos GLP-1 recebem esse nome por mimetizar o hormônio natural peptídeo semelhante ao glucagon tipo 1. Eles atuam limitando o apetite, desacelerando a digestão e estimulando a liberação de insulina pelo pâncreas em resposta a níveis elevados de açúcar no sangue.
Esses tratamentos estão associados a benefícios no controle de peso e no manejo do diabetes, mas pesquisas sobre outros efeitos potenciais ainda estão em andamento. Entre as consequências investigadas estão possível proteção contra o Alzheimer, melhora da saúde cardiovascular e maior risco de pancreatite aguda ou crônica. Também é comum que pacientes recuperem a maior parte do peso após interromper o uso dos medicamentos.
O cientista Lyle Ungar destacou o papel complementar que as redes sociais podem ter nesse contexto. “Ensaios clínicos geralmente identificam os efeitos colaterais mais perigosos dos medicamentos, mas podem deixar de encontrar os sintomas que mais preocupam os pacientes. Mesmo que as redes sociais não sejam necessariamente representativas, uma grande coleção de posts pode refletir preocupações adicionais”, afirmou.
Para Guntuku, a principal vantagem dessa abordagem é a velocidade: “O ponto central desse tipo de abordagem é que ela pode se mover rapidamente, e é exatamente aí que ela é mais valiosa.”
Investidores globais estão ampliando suas apostas em empresas asiáticas que podem se beneficiar da próxima fase de expansão da inteligência artificial (IA), impulsionada pelas esperadas captações bilionárias de companhias, como SpaceX, OpenAI e Anthropic.
A avaliação do mercado é que os recursos levantados por essas empresas deverão alimentar uma nova onda de investimentos em infraestrutura tecnológica, beneficiando fabricantes de componentes, materiais especializados, sistemas de resfriamento e equipamentos de energia em toda a cadeia de suprimentos da Ásia.
Boom da IA impulsiona mercado asiático
A tese vem ganhando força em momento em que os mercados buscam identificar os próximos vencedores do boom da IA;
Segundo analistas e gestores ouvidos pela Bloomberg, parte significativa dos recursos que deverão ser levantados pelas três empresas estadunidenses acabará chegando aos fornecedores asiáticos responsáveis por peças de servidores, componentes eletrônicos, materiais para semicondutores e soluções energéticas utilizadas em data centers;
O movimento ocorre após fabricantes de chips da região se tornarem alguns dos maiores beneficiários da expansão dos centros de dados;
Empresas, como a TSMC, a Samsung e a SK Hynix, alcançaram valorizações que as colocaram no grupo de companhias avaliadas em mais de US$ 1 trilhão (R$ 5 trilhões).
Contudo, após fortes altas nos preços das ações, parte dos investidores passou a demonstrar preocupação com os níveis elevados de avaliação dessas empresas. Com isso, cresce a busca por uma nova geração de vencedores ligados à infraestrutura da IA.
“Os IPOs relacionados à IA podem alimentar ainda mais o boom de investimentos em capital em um momento em que as ações asiáticas de semicondutores parecem esticadas”, afirmou Ken Wong, especialista em ações asiáticas da Eastspring Investments Hong Kong.
Segundo ele, a gestora está reduzindo sua exposição ao setor de semicondutores dentro de sua estratégia tecnológica para a Ásia e direcionando maior atenção para fabricantes de componentes eletrônicos.
OpenAI está na mesma linha da SpaceX e visa IPO bilionário – Imagem: Mehaniq/Shutterstock
Nova rodada de investimentos em IA
A disputa pela liderança em IA já levou gigantes da tecnologia, como a Meta e a Amazon, a realizar investimentos massivos em infraestrutura computacional.
Nesse contexto, as futuras ofertas públicas de ações de SpaceX, OpenAI e Anthropic são vistas como um fator que pode aliviar preocupações do mercado sobre a sustentabilidade do financiamento do setor, especialmente diante do aumento dos níveis de endividamento das empresas.
De acordo com Fabien Yip, analista de mercado da IG International, as listagens das três empresas poderão resultar em cerca de US$ 70 bilhões (R$ 352,6 bilhões) adicionais em gastos relacionados à IA, valor que se somaria aos mais de US$ 750 bilhões (R$ 3,8 trilhões) já comprometidos pelas principais empresas de computação em nuvem e infraestrutura digital.
Segundo Yip, os efeitos dessa expansão já podem ser observados nos resultados financeiros divulgados por fabricantes de chips. “O impacto sobre a Ásia é claramente visível”, afirmou. Para ela, à medida que a valorização ligada à IA amadurece, o movimento está se expandindo para além das empresas diretamente associadas ao desenvolvimento de chips.
Entre as operações mais lucrativas do mercado asiático neste ano estão fabricantes de componentes eletrônicos utilizados em servidores e fornecedores de materiais e processos empregados na produção de semicondutores.
A Samsung Electro-Mechanics e a Ibiden figuram entre os destaques do principal índice amplo de ações asiáticas da MSCI em 2026. Entre apostas consideradas menos óbvias, Yip destaca a fabricante japonesa de sanitários Toto, fornecedora de materiais cerâmicos utilizados em equipamentos para fabricação de semicondutores.
Os fabricantes asiáticos de chips vêm registrando lucros expressivos, impulsionados pela IA, beneficiados pelo forte poder de precificação decorrente da escassez de semicondutores. Agora, sinais de restrições de oferta começam a surgir em etapas posteriores da cadeia produtiva, tendência que pode se intensificar com a continuidade dos investimentos.
A maior conscientização dos investidores sobre esses novos gargalos, somada a fatores técnicos de mercado, tem contribuído para a ampliação do interesse por empresas além das grandes fabricantes de chips.
Servidores, conectividade e infraestrutura
Sam Konrad, gestor de portfólio da Jupiter Asset Management, vê oportunidades em empresas taiwanesas responsáveis pela montagem de servidores, como a Hon Hai e a Quanta, além da desenvolvedora de chips MediaTek.
“O ciclo de investimentos em IA vai durar vários anos”, afirmou. “Os investidores provavelmente buscarão empresas que sejam beneficiárias diretas, mas que ainda negociem com múltiplos de avaliação baixos.”
Song Zhe, da BNP Paribas Asset Management, acredita que a próxima etapa da valorização deverá ser mais seletiva. “A próxima fase da alta deve ser específica para determinadas ações, e não uma valorização generalizada dos semicondutores”, afirmou.
Segundo ele, sua equipe está concentrada em empresas ligadas a encapsulamento avançado de chips, substratos, testes, conectividade óptica, energia, sistemas de resfriamento e infraestrutura de servidores em Taiwan e na China, segmentos nos quais as perspectivas de crescimento dos lucros ainda podem justificar as avaliações de mercado.
Além disso, alguns investidores estão direcionando recursos para aplicações de IA além dos chatbots, incluindo robótica e veículos autônomos. Esse segmento emergente, conhecido como “IA física”, recebeu impulso dos esforços da Nvidia para expandir seus negócios nessa área, beneficiando empresas parceiras, como a LG.
Energia surge como novo gargalo
Outro setor que vem atraindo atenção crescente é o de energia, considerado fundamental para sustentar a proliferação de data centers. Fontes nucleares e alternativas de geração ganharam destaque, especialmente em um cenário de alta dos preços do petróleo, provocada pela guerra envolvendo o Irã.
Na Coreia do Sul, empresas, como a HD Hyundai Energy e a Daewoo Engineering & Construction, estão entre os principais destaques do mercado acionário local neste ano.
Na Índia, os investimentos do Adani Group em data centers abastecidos por energia renovável impulsionam o desempenho de suas subsidiárias do setor energético, representando uma das poucas apostas ligadas à inteligência artificial no país.
Jian Shi Cortesi, gestora da GAM Investment Management, considera o fornecimento de energia “o gargalo menos explorado” pelos investidores, mas alerta que a próxima fase da euforia em torno da IA pode envolver riscos maiores.
Segundo ela, caso a demanda por IA não justifique o volume de investimentos realizados, as empresas poderão reduzir seus gastos de capital, deixando o mercado diante de excesso de infraestrutura e de fortes quedas nas avaliações.
Anthropic também está no bolo – Imagem: Samuel Boivin/Shutterstock
Fornecedores asiáticos devem ser beneficiados
Brian Ooi, gestor da Swiss-Asia Financial Services, avalia que as futuras captações de recursos de SpaceX, OpenAI e Anthropic representam um sinal positivo para a manutenção de investimentos em ações relacionadas à IA.
Ele também destaca oportunidades ligadas ao setor energético, especialmente em fabricantes de transformadores, células de combustível, cabos, turbinas a gás e outros equipamentos. Segundo Ooi, as três empresas terão mais recursos para sustentar seus planos de expansão.
“As três grandes ofertas relacionadas à IA fornecerão mais liquidez para que elas continuem investindo em gastos de capital, e elas já possuem planos significativos de investimentos”, afirmou. “Os fornecedores asiáticos serão beneficiados.”
A OpenAI afirmou que um de seus modelos internos de inteligência artificial resolveu um problema matemático aberto há oito décadas, em um resultado que foi posteriormente revisado e validado por matemáticos. O anúncio foi feito na semana passada e envolve o chamado problema da distância unitária no plano, formulado pelo matemático húngaro Paul Erdős em 1946.
Segundo a empresa, a solução representa um avanço importante na capacidade da IA de lidar com questões matemáticas complexas. A OpenAI também afirma que esta seria a primeira vez que uma inteligência artificial resolve de forma autônoma um problema em aberto considerado central para uma área específica da matemática.
Modelo interno da OpenAI conseguiu resolver um problema matemático que persistia sem solução há 80 anos – Imagem: Mehaniq/Shutterstock
O que é o problema da distância unitária no plano
O problema proposto por Erdős busca responder a uma pergunta aparentemente simples: qual é o número máximo de pares de pontos que podem estar separados por exatamente uma unidade de distância em um plano bidimensional?
Na formulação original, Erdős sugeriu que esse número cresceria um pouco mais rápido do que a quantidade total de pontos considerados. Desde então, matemáticos tentam estabelecer limites para a questão.
Até agora, o limite superior mais preciso conhecido havia sido definido em 1984. De acordo com a OpenAI, seu modelo encontrou um conjunto de configurações que ultrapassou o limite associado ao trabalho anterior.
Modelo não foi treinado especificamente para matemática
Um dos aspectos destacados pela OpenAI é que o modelo utilizado seria de raciocínio geral e não teria sido treinado especificamente para resolver esse problema nem para atuar exclusivamente em matemática.
Em um artigo de pesquisa associado ao trabalho, os cientistas da empresa afirmaram que o sistema empregou uma abordagem considerada inédita para substituir uma teoria normalmente ligada ao problema da distância unitária no plano.
A OpenAI afirmou ainda que os conceitos utilizados já eram conhecidos por especialistas em teoria algébrica dos números, mas que foi surpreendente identificar implicações dessas ideias para questões geométricas.
Revisão humana confirmou os resultados
Apesar de atribuir a descoberta à inteligência artificial, a OpenAI destacou que matemáticos externos foram convidados para revisar e confirmar os resultados. Esses pesquisadores também produziram um artigo complementar explicando o contexto da solução encontrada pelo modelo.
O matemático Thomas Bloom, da Universidade de Manchester e responsável pelo site dedicado aos problemas de Erdős, afirmou no trabalho complementar que a demonstração produzida pela IA era válida, mas foi significativamente aprimorada por pesquisadores humanos da OpenAI e por outros matemáticos envolvidos.
Segundo Bloom, a participação humana continua sendo fundamental para discutir, interpretar, aperfeiçoar a prova matemática e investigar suas consequências.
Comunidade matemática reage de forma positiva
As reações de matemáticos citadas pela OpenAI foram majoritariamente favoráveis. Tim Gowers, professor de matemática da Universidade de Cambridge, classificou a solução como um marco para a matemática produzida por inteligência artificial.
De acordo com ele, se o artigo tivesse sido escrito por um pesquisador humano e submetido à revista Annals of Mathematics, sua recomendação seria pela aceitação sem hesitação. Gowers também afirmou que nenhuma demonstração gerada por IA havia alcançado um nível semelhante anteriormente.
A OpenAI argumenta que o resultado serve como uma demonstração de que sistemas de IA podem contribuir para pesquisas de fronteira. Ainda assim, a empresa ressalta que a tecnologia deve funcionar como ferramenta de apoio aos matemáticos, e não como substituta do trabalho humano.
Histórico de alegações semelhantes
O anúncio ocorre após um episódio envolvendo declarações feitas pela OpenAI em outubro do ano passado. Na ocasião, representantes da empresa, incluindo o gerente Kevin Weil e o executivo Sebastien Bubkeck, afirmaram que o GPT-5 havia resolvido dez problemas matemáticos não solucionados atribuídos a Erdős e avançado em outros onze.
Posteriormente, Bubkeck retirou a afirmação e apagou sua publicação inicial após especialistas, entre eles Thomas Bloom, apontarem que os problemas mencionados já haviam sido resolvidos anteriormente por matemáticos humanos.
A OpenAI pediu à Justiça dos Estados Unidos a rejeição de um processo movido pela Nippon Life Insurance Company, que acusa a empresa de prestar consultoria jurídica sem autorização por meio do ChatGPT.
A companhia afirmou em documento apresentado na sexta-feira (15) no tribunal federal de Chicago que o chatbot de inteligência artificial (IA) “não é um advogado” e não exerce a advocacia.
Segundo a OpenAI, não existem fundamentos para sustentar a ação da seguradora, que alega que o ChatGPT ajudou uma reclamante a sobrecarregar um tribunal federal com processos considerados sem mérito.
“No processo, a OpenAI afirmou que ‘o ChatGPT não é uma pessoa e não tem nem usa nenhum grau de conhecimento ou habilidade jurídica’.”
Uso de IAs em processos
O caso ocorre em um contexto de aumento do número de ações judiciais apresentadas sem auxílio de advogados e com apoio de ferramentas de IA generativa, capazes de redigir e protocolar documentos judiciais;
A ação da Nippon está entre os primeiros processos a acusar uma grande plataforma de IA de praticar advocacia sem autorização;
A disputa teve origem em um processo anterior envolvendo a ex-funcionária Graciela Dela Torre, que havia acionado a Nippon em razão de benefícios de invalidez de longo prazo. O caso foi encerrado por meio de acordo em 2024.
De acordo com a seguradora, Dela Torre posteriormente abriu um novo processo e utilizou o ChatGPT para inundar o tribunal com dezenas de moções e notificações produzidas por IA que, segundo a empresa, não serviram “a nenhum propósito legal ou processual legítimo”.
Ação da Nippon está entre os primeiros processos a acusar uma grande plataforma de IA de praticar advocacia sem autorização – Imagem: Stock all/Shutterstock
O que a OpenAI relata sobre o caso envolvendo o ChatGPT
A OpenAI rebateu as acusações e afirmou que “a aparente frustração da Nippon por ter que se defender de um processo não é base para responsabilizar a OpenAI”.
A empresa também definiu o ChatGPT como “uma ferramenta útil e um auxílio à pesquisa que promove o acesso à justiça nos tribunais” e argumentou que os usuários concordam em não utilizar o conteúdo gerado pela plataforma como substituto para aconselhamento profissional.
“Dela Torre tinha o direito de se representar contra a Nippon e tinha o direito de usar o ChatGPT como uma ferramenta para isso”, afirmou a OpenAI ao tribunal.
“Se ela apresentou argumentos apropriados, é uma questão de suas ações, e cabia ao juiz do tribunal distrital que presidia seus casos decidir”, acrescentou a companhia.
Nem a OpenAI nem um advogado da Nippon comentaram o caso.
A OpenAI lançou, nesta sexta-feira (15), uma ferramenta de finanças pessoais para assinantes do ChatGPT Pro nos Estados Unidos. O recurso, que está em fase de testes, permite que os usuários conectem suas contas bancárias ao chatbot para receber análises de gastos e planejamentos financeiros personalizados.
A integração é feita por meio de uma parceria com o serviço de conexão financeira Plaid, que dá acesso a mais de 12 mil instituições financeiras, como Chase, Schwab e Robinhood. O sistema usa o modelo GPT-5.5.
Nova ferramenta do ChatGPT exibe painel interativo e promete segurança rigorosa dos dados bancários
Ao ativar o recurso por meio da opção “Finances” (“Finanças”, em tradução livre) na barra lateral ou digitando o comando “@Finances, connect my accounts” (“@Finanças, conecte minhas contas bancárias”), o ChatGPT gera um painel visual que detalha o desempenho do portfólio, histórico de gastos, assinaturas ativas e pagamentos futuros.
A plataforma foi calibrada com especialistas do setor para responder de forma detalhada a pedidos como planejamentos de cinco anos para a compra de imóveis.
Além disso, a OpenAI informou que planeja integrar o suporte à Intuit em breve. Isso vai viabilizar análises do impacto de venda de ações em impostos e probabilidades de aprovação de cartões de crédito.
Novo recurso em fase de testes no ChatGPT permite que usuários conectem suas contas bancárias para receber análises de gastos e planejamentos financeiros personalizados – Imagem: Divulgação/OpenAI
Para mitigar os receios sobre privacidade, o escopo do chatbot se limita a saldos, transações, investimentos e passivos. Ou seja, a IA não vê números de conta completos, por exemplo.
Caso o usuário decida desconectar o serviço, as informações sincronizadas são removidas definitivamente em até 30 dias. O usuário também mantém controle total para gerenciar e excluir “lembranças financeiras” diretamente pela página de configurações do ChatGPT.
Outro ponto importante: as diretrizes padrão de controle de dados garantem que esses dados e comandos não sejam usados pela OpenAI para treinar futuros modelos.
Essa iniciativa da OpenAI consolida uma tendência de especialização em setores sensíveis. Afinal, vem poucos meses após a estreia do ChatGPT Health. E no mesmo mês que a concorrente Perplexity lançou um produto voltado a pesquisas financeiras com base em seu agente de computador.
A OpenAI justificou a expansão para o setor apontando a demanda massiva dos seus consumidores. “Mais de 200 milhões de pessoas já acessam o ChatGPT todos os meses com dúvidas sobre finanças – desde orçamento até dicas de como reduzir gastos”, informou a empresa, em comunicado.
Após coletar o feedback desse grupo inicial de assinantes da categoria Pro, o objetivo é aprimorar o serviço antes de disponibilizá-lo para a base de usuários Plus. E, eventualmente, para o público geral.
“Estamos começando com uma prévia para um grupo menor para que possamos aprender com o uso no mundo real, melhorar a experiência e expandir de forma ponderada”, complementou um porta-voz da OpenAI, segundo o Engadget.
A relação entre Apple e OpenAIatravessa um momento de desgaste quase dois anos após o anúncio da integração do ChatGPT aos sistemas da fabricante do iPhone. Segundo pessoas familiarizadas com o assunto, a startup de inteligência artificial avalia medidas legais contra a Apple por suposto descumprimento contratual.
De acordo com as fontes ouvidas pela Bloomberg, advogados da OpenAI trabalham com um escritório externo em diferentes possibilidades jurídicas que podem ser executadas em breve. Entre elas, estaria o envio de uma notificação formal alegando quebra de contrato, sem necessariamente iniciar um processo judicial imediatamente. As discussões ocorrem de forma privada, e representantes das duas empresas se recusaram a comentar o caso.
Criadora do ChatGPT avalia ações legais contra a Apple – Imagem: Koshiro K/Shutterstock
OpenAI diz que integração ficou aquém do esperado
Quando a parceria foi anunciada, em junho de 2024, a OpenAI esperava que a presença do ChatGPT nos sistemas da Apple ajudasse a impulsionar assinaturas pagas do serviço. A companhia também contava com integrações mais profundas em aplicativos do ecossistema da Apple e maior destaque dentro da assistente Siri.
Na prática, porém, executivos da OpenAI consideram que o uso da tecnologia permaneceu limitado e pouco visível para os usuários. Um executivo da empresa afirmou que a Apple “não fez um esforço honesto” para promover a integração.
O acordo permitiu que usuários acessassem respostas do ChatGPT pela Siri e utilizassem a IA em recursos como o Visual Intelligence do iPhone. Posteriormente, a Apple adicionou o ChatGPT ao aplicativo Image Playground para criação de imagens e análise de conteúdos exibidos na tela.
Mesmo assim, estudos internos da OpenAI apontaram que clientes da Apple preferem utilizar o aplicativo independente do ChatGPT em vez da integração nativa da Siri e de outros serviços da empresa.
Recursos limitados geraram frustração
Segundo as fontes da Bloomberg, o formato adotado pela Apple dificultou o uso da tecnologia da OpenAI. Em muitos casos, os usuários precisavam mencionar explicitamente “ChatGPT” ao fazer comandos para a Siri. Além disso, as respostas apareciam em uma janela reduzida e com menos informações do que no aplicativo oficial da OpenAI.
Executivos da startup acreditavam inicialmente que a parceria poderia render bilhões de dólares por ano em assinaturas. Esse cenário, porém, não se concretizou. A OpenAI também avalia que a implementação da Apple acabou prejudicando a percepção da marca entre consumidores.
As tentativas de renegociação do acordo teriam perdido força nos últimos meses. Ainda assim, segundo as fontes, a OpenAI continua tentando resolver o impasse sem recorrer aos tribunais. Uma eventual ação legal não deve acontecer antes do encerramento do processo envolvendo Elon Musk e a OpenAI.
Eventual ação judicial só deve acontecer após encerramento envolvendo Elon Musk e a OpenAI – Imagem: miss.cabul/Shutterstock
Apple amplia suporte a rivais do ChatGPT
Outro ponto de tensão envolve os planos da Apple de abrir seus sistemas para outros modelos de IA. A empresa testa integrações com o Claude, da Anthropic, e o Gemini, da Google.
A nova estrutura, chamada de Extensions, deve chegar ao iOS 27 e permitirá que usuários escolham diferentes modelos de IA para responder perguntas na Siri ou gerar textos e imagens. A novidade deve ser apresentada durante a Apple Worldwide Developers Conference, marcada para 8 de junho.
Apesar do aumento da concorrência, um executivo da OpenAI afirmou que a futura integração não motivou a possível ação judicial, já que o acordo nunca foi pensado como exclusivo.
Relação também enfrenta disputas por hardware e talentos
As empresas acumulam outros atritos além do software. A Apple demonstrou preocupação com os padrões de privacidade do ChatGPT desde o início da parceria, embora tenha considerado necessária a integração por causa do atraso de suas próprias ferramentas de IA generativa.
Ao mesmo tempo, a OpenAI passou a atuar de forma mais agressiva no setor de hardware. No ano passado, a companhia adquiriu uma startup de dispositivos criada pelo ex-chefe de design da Apple, Jony Ive. O projeto também conta com ex-executivos da Apple, como Tang Tan e Evans Hankey, e trabalha em alternativas ao iPhone e outros aparelhos.
Segundo a reportagem, executivos da Apple também ficaram incomodados com a contratação de engenheiros da divisão de hardware pela OpenAI, que teria oferecido pacotes de ações avaliados em milhões de dólares acima da remuneração praticada pela fabricante do iPhone.
As dificuldades da Apple em entregar recursos de IA dentro do cronograma também aumentaram a pressão sobre a empresa. Neste mês, a companhia fechou um acordo de US$ 250 milhões para encerrar uma ação coletiva que a acusava de publicidade enganosa relacionada às novas funções da Siri anunciadas em 2024.
A OpenAI sugeriu a criação de um órgão global de governança para a inteligência artificial (IA), que seria liderado pelos Estados Unidos e contaria com a participação da China como membro.
A proposta foi detalhada pelo vice-presidente de Assuntos Globais da empresa, Chris Lehane, em Washington, poucas horas antes do início da cúpula entre o presidente americano Donald Trump e o líder chinês Xi Jinping, em Pequim.
O projeto surge num momento de tensão, no qual empresas americanas acusam desenvolvedores chineses de “destilarem” modelos de ponta dos EUA de forma injusta para criar sistemas rivais sem gastar tanto.
OpenAI propõe modelo baseado na segurança nuclear e cooperação técnica
“A IA, em algum nível, transcende muitos dos problemas predominantes ou tradicionais relacionados ao comércio”, afirmou Chris Lehane em coletiva acompanhada pela Bloomberg.
Segundo o executivo, existe uma oportunidade real para que países de todo o mundo participem de uma construção global. Lehane citou que uma organização desse tipo poderia se assemelhar à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), que já inclui o país asiático e define padrões de segurança nuclear.
Para colocar esse plano em prática, a OpenAI sugeriu unir o centro de tecnologia do governo dos EUA a outros institutos de segurança mundo afora.
OpenAI sugeriu unir o centro de tecnologia do governo dos EUA a outros institutos de segurança mundo afora – Imagem: Evolf/Shutterstock
A ideia é criar um conjunto de regras que todos os países sigam para garantir o uso seguro da IA. Mas a recepção da Casa Branca à ideia de diretrizes mundiais que incluam Pequim ainda é incerta.
Além da cooperação internacional, a empresa propôs que o governo dos EUA passe a exigir que pesquisadores federais avaliem os modelos de ponta.
O objetivo é testar a segurança dessas tecnologias em ambiente sigiloso antes da implantação comercial. Isso garantiria um nível rigoroso de supervisão sobre as capacidades mais avançadas da IA.
Essa postura contrasta com as diretrizes atuais do governo Trump, que prepara uma ordem executiva voltada para a cibersegurança em IA. O texto governamental prioriza uma revisão voluntária dos modelos por parte das empresas, em vez de uma obrigatoriedade.
A discussão sobre regulação ocorre enquanto uma comitiva americana, que inclui o CEO da Nvidia, Jensen Huang, cumpre agenda na China. Embora temas como o fluxo de terras-raras e produtos agrícolas estejam na pauta comercial, a IA tornou-se ponto central das negociações.
Na última segunda-feira (11), a OpenAI anunciou em seu site oficial o lançamento do Daybreak: um conjunto de sistemas de inteligência artificial voltado para cibersegurança, projetado para auxiliar na detecção, análise e resposta a possíveis vulnerabilidades em ambientes corporativos e infraestruturas digitais.
A empresa responsável pelo ChatGPT posiciona o Daybreak como uma espécie de “hacker do bem”, capaz de simular técnicas usadas em ataques cibernéticos para testar a resistência de sistemas de forma controlada e defensiva.
O sistema combina diferentes módulos de IA para mapear superfícies de ataque, analisar possíveis vetores de exploração, validar falhas prováveis e priorizar vulnerabilidades de maior risco, integrando essas etapas em um fluxo contínuo de segurança.
Como o Daybreak auxilia na segurança cibernética de uma rede
Fachada empresa OpenAI – Imagem: Stock all/Shutterstock
O objetivo dos desenvolvedores do Daybreak era criar um sistema completo de defesa digital, o qual utilizasse ferramentas anteriormente criadas pela própria OpenAI para proteger uma rede, funcionando como parte de um fluxo integrado de segurança e resposta a vulnerabilidades.
Dentre as ferramentas utilizadas, uma se destaca das demais: o Codex Security, lançado em março deste ano, um agente de IA que funciona como um “engenheiro de segurança automatizado.”
Ainda é possível citar a utilização do ChatGPT-5.5 para auxiliar no raciocínio rápido das informações recebidas, softwares de validação e patching e muito mais. Assim, cria-se um fluxo completo de deteção, validação, correção, e auditoria quanto às falhas de segurança.
Ou seja, o Daybreak não só acha o problema, como gerencia o ciclo inteiro de cibersegurança.
Cibercriminoso acessando um sistema – Imagem: iJeab/Shutterstock
O lançamento do Daybreak, contudo, não é por acaso: ocorre apenas um mês depois do anúncio do Claude Mythos (da Anthropic), uma IA generativa a qual explora sistemas em busca de vulnerabilidades zero-day. Neste caso da Anthropic, entretanto, o produto não foi lançado ao público por ser “perigoso demais“; em vez disso, a empresa o compartilhou com alguns funcionários pertencentes à iniciativa Project Glasswing.
Semelhante ao projeto Claude Mythos, o software Daybreak reúne diferentes e avançados modelos de IA para trabalhar ‘em equipe’ por um mesmo propósito.
O Daybreak também incorpora modelos voltados especificamente para cibersegurança, como o GPT-5.5 com Trusted Access for Cyber e o GPT-5.5-Cyber, modelos especializados em análise de segurança e suporte a testes controlados, disponibilizados gradualmente para integração com parceiros selecionados.
A OpenAI informa ainda que vem colaborando com parceiros da indústria e do setor público, enquanto se prepara para disponibilizar modelos progressivamente mais avançados na área de segurança cibernética.
A OpenAI anunciou nesta semana um novo recurso de segurança no ChatGPT: o “Contato de Confiança”. O sistema agora permite que adultos indiquem uma pessoa próxima (como amigo, familiar ou cuidador) para ser avisada caso a empresa identifique sinais graves de risco de automutilação ou suicídio durante as conversas com o chatbot.
A novidade chega em meio ao crescimento do uso do ChatGPT como uma espécie de terapeuta digital. Segundo informações divulgadas pela OpenAI à BBC, mais de um milhão dos cerca de 800 milhões de usuários semanais da plataforma relatam pensamentos suicidas em conversas com a inteligência artificial.
O novo recurso amplia mecanismos de segurança que antes eram voltados apenas a adolescentes em contas supervisionadas pelos pais. Agora, qualquer usuário maior de 18 anos poderá cadastrar um adulto como contato de emergência diretamente nas configurações do ChatGPT. Na Coreia do Sul, a idade mínima será de 19 anos.
O funcionamento do sistema inclui várias etapas:
Primeiro, o contato indicado recebe um convite explicando sua função e precisa aceitar a solicitação em até uma semana. Caso isso não aconteça, o usuário poderá selecionar outra pessoa.
Se os sistemas automatizados da OpenAI identificarem conversas relacionadas a automutilação ou suicídio consideradas potencialmente graves, o ChatGPT avisará o usuário de que o contato poderá ser notificado;
O sistema também incentivará a pessoa a procurar ajuda diretamente e até sugerirá maneiras de iniciar a conversa.
A OpenAI afirma que o processo não será totalmente automático. Antes de qualquer alerta ser enviado, uma equipe humana especializada analisará a situação.
“Embora nenhum sistema seja perfeito e uma notificação para um Contato de Confiança nem sempre reflita exatamente o que alguém está vivenciando, cada notificação passa por uma revisão humana especializada antes de ser enviada, e nos esforçamos para revisar essas notificações de segurança em menos de uma hora”, informou a empresa em comunicado.
Se a equipe concluir que existe uma ameaça séria à segurança do usuário, o contato cadastrado poderá receber uma mensagem por e-mail, SMS ou notificação no aplicativo.
[Nome do usuário] pode estar passando por um momento difícil. Como seu Contato de Confiança, recomendamos que você entre em contato com ele.
Segundo a OpenAI, o alerta enviado será limitado para preservar a privacidade do usuário. O contato receberá apenas uma explicação geral de que houve uma conversa relacionada a risco de autolesão, sem acesso às transcrições do chat.
Contato cadastrado receberá uma mensagem avisando que seu amigo ou familiar está passando por um momento difícil, com um resumo da conversa – Imagem: OpenAI
Novidade no ChatGPT teve apoio de profissionais de saúde
A empresa afirma que o recurso foi desenvolvido com apoio de especialistas em saúde mental, pesquisadores e organizações ligadas à prevenção do suicídio. Entre os colaboradores estão membros da Rede Global de Médicos da OpenAI e do Conselho de Especialistas em Bem-Estar e Inteligência Artificial.
“A ciência psicológica demonstra consistentemente que a conexão social é um poderoso fator de proteção, especialmente durante períodos de sofrimento emocional. Ajudar as pessoas a identificar antecipadamente uma pessoa de confiança, preservando ao mesmo tempo sua capacidade de escolha e autonomia, pode facilitar a busca por apoio presencial quando mais importa”, afirmou Arthur Evans, diretor executivo da Associação Americana de Psicologia.
A OpenAI também destacou que o recurso não substitui ajuda profissional, linhas de emergência ou acompanhamento psicológico presencial. Segundo a companhia, o objetivo é criar uma camada adicional de proteção em momentos de crise.
O anúncio acontece após uma série de críticas envolvendo o comportamento do ChatGPT em conversas relacionadas à saúde mental. No ano passado, a OpenAI foi alvo de um processo por homicídio culposo envolvendo o suicídio de um adolescente. A ação alegava que o chatbot teria discutido métodos de suicídio e ajudado o jovem a planejar sua morte. O Olhar Digital deu os detalhes aqui.
Além disso, uma investigação publicada pela BBC em 2025 apontou casos em que o ChatGPT teria fornecido orientações sobre automutilação. Desde então, a empresa afirma ter reforçado os mecanismos de segurança da plataforma.
Entre as medidas citadas pela OpenAI estão a recusa em fornecer instruções relacionadas a suicídio, o incentivo ao contato com serviços de emergência e o aprimoramento das respostas do sistema em situações de sofrimento emocional.