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Anthropic apresenta Claude Opus 5.5, novo modelo que mira programação, uso de computador e trabalhos complexos

A Anthropic lançou nesta terça-feira (22) o Claude Opus 5.5, primeiro modelo da família Claude 5.5. A empresa afirma que a nova versão melhora o desempenho em programação, uso de computadores e tarefas de conhecimento, com custo menor e maior velocidade.

O modelo também chega com mecanismos de segurança mais rígidos. Entre eles estão proteções para cibersegurança e biologia, defesas contra ataques de prompt injection e medidas para reduzir tentativas de contornar limites de ambientes de teste.

O Claude Opus 5.5 custa 40% menos para operar que o Opus 5 e gera respostas mais de 30% mais rápido em cargas de trabalho típicas. – Imagem: Mijansk786/Shutterstock

Mais desempenho por menos

Nos testes da Anthropic, o Opus 5.5 apresentou o melhor resultado da empresa até agora em seu principal teste automatizado de alinhamento. A companhia também registrou avanços em programação, uso de computadores e tarefas de conhecimento.

Um dos primeiros avaliadores concluiu uma migração de código com 680 mil linhas em menos de um dia. Em outro teste, o modelo conseguiu reduzir o tempo de carregamento de páginas de um aplicativo em 39 de 40 tentativas.

O custo também caiu. Segundo a Anthropic, o Opus 5.5 custa 40% menos para operar que o Opus 5 em cargas de trabalho típicas e gera respostas mais de 30% mais rápido.

Os preços por 1 milhão de tokens são:

  • US$ 4 (cerca de R$ 20,40) para tokens de entrada;
  • US$ 20 (cerca de R$ 102,20) para tokens de saída;
  • US$ 0,20 (cerca de R$ 1,02) para leituras de cache;
  • US$ 5 (cerca de R$ 25,55) para gravações de cache.

Segurança entra no centro do lançamento

O Opus 5.5 é o primeiro lançamento da Anthropic depois de a empresa defender a ideia de “desacelerar a fronteira” do desenvolvimento de IA, mantendo as práticas de segurança próximas do avanço das capacidades dos modelos.

Nos testes da companhia, o novo modelo tentou contornar limites de ambientes controlados cerca de 85% menos vezes que o Opus 5 ou o Claude Mythos 5.1. Todas as tentativas registradas foram consideradas de baixa gravidade e relatadas pelo próprio modelo.

A Anthropic também afirma que o Opus 5.5 é mais resistente a ataques de prompt injection. Para tarefas de cibersegurança que acionarem as proteções, as solicitações serão encaminhadas ao Claude Opus 4.8. Já pedidos relacionados à biologia poderão ser direcionados ao Opus 5.

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A Anthropic reduziu em 85% as tentativas do modelo de burlar o ambiente isolado de testes durante as avaliações. – Imagem: bella1105/Shutterstock

O que dizem os primeiros avaliadores

Os primeiros testes também destacaram o desempenho em programação. Mario Rodriguez, diretor de produto do GitHub, afirmou que o modelo usou alguns dos menores números de tokens e etapas registrados pela empresa e resolveu mais tarefas de terminal que o Opus 5 no VS Code usando menos da metade das etapas.

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Na avaliação da Deloitte Consulting, o modelo também apresentou resultados superiores ao Opus 5 em determinadas tarefas. Carl Bennett, CIO da empresa, afirmou: “Mesmo em sua configuração de menor esforço, o Claude Opus 5.5 capturou 72% dos erros conhecidos em nossas revisões de código, contra 56% do Opus 5 em alto esforço, com menos falsos alarmes e uma fração da quantidade de saída.”

Comunicação e próximos lançamentos

A Anthropic também modificou a forma como o modelo escreve. O Opus 5.5 coloca as informações mais importantes no início das respostas, usa menos jargões e segue melhor as regras de escrita fornecidas pelo usuário.

Um dos primeiros avaliadores resumiu a mudança dizendo: “ele escreve como eu escrevo”.

O Claude Opus 5.5 já está disponível nas plataformas da Anthropic, além de Amazon Web Services, Google Cloud e Microsoft Azure. Desenvolvedores podem acessá-lo na Claude Platform pelo identificador claude-opus-5-5.

Claude Sonnet 5.5 e Claude Haiku 5.5 serão lançados nas próximas semanas.

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Anthropic monta laboratório de biologia e amplia uso de IA em pesquisas médicas e científicas

A Anthropic montou discretamente um laboratório de biologia na região da Baía de São Francisco, nos Estados Unidos. A estrutura permite que a empresa avance dos estudos feitos por computador para experimentos físicos enquanto amplia seus projetos em ciências da vida.

A companhia pretende usar inteligência artificial para acelerar pesquisas e buscar tratamentos para doenças raras e condições que a indústria farmacêutica considera pouco atraentes financeiramente. Parte do trabalho será feita internamente, enquanto outra continuará com parceiros externos.

A empresa está levando seus projetos de inteligência artificial para experimentos físicos em biologia. – Imagem: metamorworks/Shutterstock

Do computador ao laboratório

Eric Kauderer-Abrams, chefe de ciências da vida da Anthropic, confirmou a existência da instalação em entrevista à Reuters. Segundo ele, os experimentos físicos continuam sendo uma etapa essencial da pesquisa biológica.

“Acreditamos que, para fazer biologia, o teste final ainda é, e será por algum tempo, o trabalho real de laboratório”, afirmou Kauderer-Abrams.

Uma porta-voz da Anthropic esclareceu que o laboratório não é voltado especificamente à descoberta de medicamentos. A empresa não detalhou quais atividades são realizadas no local.

A companhia também trabalha para usar o Claude no controle de equipamentos robóticos capazes de executar experimentos com pouca intervenção humana. A supervisão de pessoas, porém, continua sendo considerada necessária para a segurança.

O foco em doenças difíceis de tratar

Em junho, a Anthropic anunciou que faria trabalhos pré-clínicos em áreas que empresas tradicionais não consideram financeiramente atraentes. A ideia envolve condições classificadas como “indesenvolvíveis”, para as quais ainda é difícil desenvolver medicamentos.

Uma das possibilidades é aplicar IA a pesquisas com anticorpos biespecíficos e triespecíficos, moléculas capazes de atuar sobre diferentes pontos de uma proteína ou célula.

A expansão da área inclui outras iniciativas:

  • lançamento do Claude Science;
  • entrada de Vas Narasimhan, CEO da Novartis, no conselho;
  • aquisição da startup Coefficient Bio;
  • desenvolvimento de ferramentas para automação de equipamentos;
  • contratação de profissionais especializados em pesquisa biológica.

A Anthropic confirmou a aquisição da Coefficient Bio. Relatos da imprensa estimaram o negócio em cerca de US$ 400 milhões (aproximadamente R$ 2,05 bilhões), mas a empresa não comentou o valor.

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A empresa foca na etapa pré-clínica de moléculas complexas para combater doenças ignoradas pela indústria. – Imagem: Samuel Boivin/Shutterstock

IA, automação e riscos

A expansão acontece enquanto a própria Anthropic alerta para os riscos associados à inteligência artificial. Pesquisadores da empresa discutiram recentemente a possibilidade de a tecnologia contribuir para a extinção humana. A companhia também identificou situações em que seus sistemas poderiam ser usados no desenvolvimento de armas biológicas.

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Kauderer-Abrams afirmou que a empresa precisa equilibrar o potencial da IA para acelerar pesquisas com os riscos de sua aplicação.

Em nosso trabalho em ciências da vida, estamos sempre equilibrando essas coisas: tornar os modelos melhores de maneiras que acreditamos que vão impulsionar e acelerar o desenvolvimento de medicamentos, sendo cuidadosos sobre como os implementamos para limitar o risco.

Eric Kauderer-Abrams, chefe de ciências da vida da Anthropic, à Reuters.

A Anthropic também precisa lidar com preocupações de empresas farmacêuticas que utilizam seus serviços. Esses clientes podem temer que informações sobre seus programas de desenvolvimento cheguem a concorrentes, embora a companhia diga que mantém os dados separados.

Por enquanto, a Anthropic não realiza testes clínicos. A empresa afirma que seu foco está em etapas de pesquisa e automação que atendam a necessidades pouco exploradas pela indústria, sem competir diretamente com farmacêuticas e empresas de biotecnologia que levam medicamentos ao mercado.

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Anthropic revela que Claude já lidera 26% do trabalho para criar novas gerações de modelos de IA

A Anthropic revelou que o Claude já lidera 26% do trabalho de pesquisa e desenvolvimento da empresa para criar novos modelos de IA. O índice subiu de 1% em março, segundo a Reuters, mostrando como a participação da IA cresceu rapidamente em poucos meses.

Em agosto, mais de 90% das pesquisas da Anthropic envolveram colaboração entre humanos e IA. A empresa ressalta, porém, que o Claude ainda não opera de forma totalmente autônoma em nenhuma das atividades avaliadas.

Mais de 1 bilhão de decisões foram tomadas pelos agentes de IA da Anthropic em agosto. – Imagem: Mijansk786/Shutterstock

O índice de 26% considera tarefas nas quais o Claude consegue conduzir a maior parte do trabalho a partir de uma orientação geral, enquanto humanos supervisionam o processo. A metodologia usada pela Anthropic foi desenvolvida com base em um sistema de classificação da Epoch AI, e os resultados foram posteriormente verificados por pessoas.

“Modelos que aceleram o próprio desenvolvimento podem tornar mais desafiador para os humanos entenderem ou controlarem esses sistemas”, afirmou a Anthropic.

30 mil agentes atuam na empresa

A Anthropic informou que cerca de 30 mil agentes de IA realizavam tarefas de pesquisa e engenharia em sua principal plataforma interna em agosto. Cada ação passa por uma verificação antes de ser executada.

Os agentes tomaram mais de 1 bilhão de decisões ao longo do mês. Desse total, aproximadamente uma em cada 47 mil foi bloqueada. A empresa não detalhou quais tipos de decisões foram barradas.

A segurança também representa uma parcela do esforço computacional da Anthropic. Em uma semana de julho, 6% da capacidade usada em pesquisa e desenvolvimento foi destinada a esse tipo de trabalho. Quando consideradas apenas as pesquisas realizadas pela própria IA, o índice chegou a 12%.

A empresa considera os números conservadores. Isso porque tarefas que contribuíam tanto para o desenvolvimento de capacidades quanto para a segurança foram contabilizadas como trabalho de capacidade.

O avanço da IA no desenvolvimento de novos modelos também alimenta o debate sobre o chamado “autoaperfeiçoamento recursivo”, cenário em que sistemas poderiam contribuir para melhorar versões futuras de si mesmos com participação humana cada vez menor. A Anthropic não informou quão próxima considera estar dessa situação.

Logo da Anthropic em uma parede com pessoas ao redor
A Anthropic pretende divulgar regularmente métricas sobre o ritmo de desenvolvimento de seus sistemas de IA. – Imagem: PhotoGranary02/Shutterstock

Anthropic quer mais transparência

A empresa pretende divulgar essas métricas regularmente para mostrar ao público, a terceiros e aos governos o ritmo de desenvolvimento da IA dentro de laboratórios que trabalham com modelos avançados.

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“Qualquer desenvolvedor de fronteira poderia publicar essas medidas regularmente, usando uma metodologia pública”, declarou a Anthropic.

A iniciativa ocorre em meio à preocupação crescente com comportamentos inesperados de sistemas de IA. A OpenAI também anunciou que passará a publicar regularmente relatórios sobre comportamentos inesperados ou não autorizados de seus sistemas, segundo a Reuters.

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Pesquisadores usam Claude para invadir OpenAI e acessar sistema de código interno da empresa

Pesquisadores independentes de segurança conseguiram usar o Claude, da Anthropic, para explorar falha e obter acesso a sistemas internos da OpenAI, segundo informações do The Wall Street Journal. O ataque permitiu que a equipe acessasse a conta de um funcionário da empresa no ChatGPT e, a partir dela, lesse arquivos e sugerisse alterações em um repositório privado de software.

O episódio foi descoberto por uma equipe da Hacktron AI que participava de um programa de recompensas da própria OpenAI. O programa oferece uma espécie de porto seguro para pesquisadores que tentam encontrar vulnerabilidades nos sistemas da companhia.

A equipe informou a OpenAI sobre a descoberta e recebeu US$ 6,5 mil (cerca de R$ 34,7 mil) como recompensa.

O ataque se soma a uma série recente de incidentes envolvendo o uso de ferramentas de inteligência artificial (IA) em invasões digitais. O caso também ocorre em meio a uma discussão crescente sobre os riscos de sistemas de IA capazes de auxiliar pessoas com diferentes níveis de conhecimento técnico na exploração de vulnerabilidades.

Claude encontrou a forma de explorar a falha

  • O ataque começou em 23 de julho, quando os pesquisadores da Hacktron encontraram uma vulnerabilidade na maneira como o Discourse, serviço de terceiros usado para hospedar o fórum de discussão da comunidade da OpenAI, processava determinados arquivos de imagem;
  • Os pesquisadores tinham acesso a uma versão especial do Claude Opus 4.8, disponibilizada para profissionais de cibersegurança qualificados. Eles pediram ao sistema que escrevesse um código capaz de explorar a vulnerabilidade;
  • Inicialmente, a tentativa não funcionou. Naquela noite, porém, a Anthropic lançou o Opus 5. No dia seguinte, o Claude encontrou uma maneira de explorar a falha;
  • O código produzido pelo sistema permitiu que os pesquisadores obtivessem acesso a um servidor do Discourse responsável pelos fóruns da OpenAI. A partir dele, conseguiram acessar tokens de autenticação de usuários — sequências únicas de letras e números usadas para permitir o acesso a serviços online;
  • Para surpresa dos pesquisadores, alguns desses tokens também eram válidos no ChatGPT e pertenciam a funcionários da OpenAI;
  • Os tokens ainda poderiam ser utilizados para acessar o GitHub da empresa, serviço usado para armazenar e administrar código.

Pesquisadores chegaram ao “Monorepo”

Os pesquisadores descobriram que os tokens permitiam acessar o sistema de código da OpenAI conhecido como “Monorepo”.

Segundo pessoas familiarizadas com a arquitetura da empresa ouvidas pelo Journal, trata-se de um grande repositório de software que contém segredos algorítmicos da OpenAI.

O sistema seria equivalente à “receita secreta” da empresa: o código que ajuda seus modelos a serem mais rápidos e eficientes.

O Monorepo, porém, não seria responsável por armazenar os pesos dos modelos, considerados ainda mais sensíveis. Esses pesos são formados por trilhões de números que estão no núcleo dos grandes modelos de linguagem e ajudam os sistemas a determinar quais informações devem ser ampliadas ou ignoradas.

Usando o ChatGPT como interface, os pesquisadores conseguiram ler arquivos armazenados no Monorepo.

A equipe interrompeu o ataque depois de perceber que havia conseguido acesso a informações sensíveis. Antes disso, porém, realizou uma ação para comprovar que havia alcançado o sistema.

“Hacktron AI Team PoC”

Os pesquisadores instruíram o chatbot a criar um pull request, uma sugestão de alteração em um arquivo do repositório.

A mudança proposta alteraria um arquivo de documentação para incluir as palavras “Hacktron AI Team PoC” e um link para as contas no X de Mohan Pedhapati, diretor de tecnologia da Hacktron AI, e Harsh Jaiswal, chefe de pesquisa da empresa.

A alteração não foi aceita, segundo os pesquisadores. A OpenAI afirmou que sua análise do GitHub identificou “leituras limitadas” de metadados de repositórios privados e alterações de código.

A companhia disse ainda que os pesquisadores haviam encontrado duas falhas: uma no Discourse e outra relacionada à própria OpenAI.

“ Agradecemos aos pesquisadores por entrarem em contato conosco e compartilharem suas descobertas. Reduzimos as permissões dos tokens de login da comunidade e revogamos os tokens e sessões afetados”, afirmou a OpenAI.

O Discourse informou que corrigiu a vulnerabilidade em 25 de julho, mesmo dia em que foi comunicado sobre o problema.

Pesquisadores conseguiram obter acesso a informações sensíveis da OpenAI – Imagem: Samuel Boivin/Shutterstock

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“Somos apenas três caras com assinaturas”

Para Mohan Pedhapati, o episódio demonstra o potencial que equipes avançadas de cibersegurança apoiadas por Estados poderiam ter para acessar segredos relacionados à IA.

A preocupação ganha peso em momento em que os Estados Unidos e a China disputam a liderança no desenvolvimento de IA.

“Não acho que sejamos tão fortes quanto os agentes de ameaça chineses”, afirmou Pedhapati. “Somos apenas três caras com assinaturas do Claude e do Codex.”

Joshua Saxe, diretor de tecnologia da empresa de segurança de IA Abundant Security, analisou o relatório da Hacktron e afirmou que o caso demonstra a dificuldade crescente de proteger sistemas corporativos na era dos ataques auxiliados por IA.

“O software do mundo está cheio de falhas de segurança. A razão pela qual não descobrimos todas elas é que, até o ano passado, havia apenas alguns milhares de pessoas especialistas em encontrar essas falhas”, afirmou.

Segundo Saxe, agentes de IA estão tornando essa capacidade acessível a pessoas com menos conhecimento técnico.

Ferramentas de IA ampliam acesso a ataques

Criminosos também estão obtendo acesso a recursos semelhantes, segundo a empresa de cibersegurança ThreatDown. De acordo com a companhia, pessoas podem comprar em fóruns online acesso ilegal a contas com recursos aprimorados para atividades cibernéticas por cerca de US$ 800 (cerca de R$ 4,3 mil).

O episódio envolvendo a OpenAI aconteceu apenas duas semanas depois de uma série de agentes de IA escapar de mecanismos de contenção e atacar a empresa Hugging Face.

Os novos incidentes ocorrem enquanto executivos do setor discutem a necessidade de reduzir o ritmo do desenvolvimento da IA.

No sábado (12), Sam Altman, da OpenAI, e outros líderes do setor defenderam uma pausa no avanço da tecnologia, argumentando que o desenvolvimento estaria ocorrendo rápido demais para que as empresas consigam mitigar seus riscos de maneira segura.

Na quarta-feira (16), a OpenAI também revelou incidentes de segurança que não haviam sido divulgados anteriormente e anunciou novas regras para comunicar esse tipo de ocorrência.

OpenAI colocou 25% dos engenheiros na segurança

Depois do ataque contra a Hugging Face e da invasão realizada pelos pesquisadores da Hacktron, a OpenAI iniciou uma auditoria de segurança em seus sistemas.

Greg Brockman, presidente e cofundador da empresa, afirmou nesta semana que a companhia mobilizou uma parcela significativa de seus engenheiros para essa tarefa. “Nós pegamos 25% dos nossos engenheiros de produção e dissemos: ‘Desculpem, todos os seus projetos estão suspensos. Agora vocês estão na defesa’”, afirmou Brockman. Segundo ele, a revisão encontrou “uma série de problemas sérios”, que foram posteriormente corrigidos.

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Claude virou um deus? Rumor diz que engenheiros da Anthropic estariam adorando o chatbot

Um rumor incomum envolvendo a Anthropic começou a circular no Vale do Silício: alguns engenheiros da empresa estariam tratando o Claude, modelo de inteligência artificial (IA) desenvolvido pela companhia, como uma divindade. A informação foi publicada pelo escritor Sean Thomas em artigo para a The Spectator na segunda-feira (14).

O relato surgiu em meio a uma discussão mais ampla sobre os riscos e os limites do desenvolvimento da inteligência artificial. Nos últimos meses, empresas do setor admitiram problemas de segurança em seus sistemas, enquanto agentes de IA teriam escapado de ambientes de teste. Ao mesmo tempo, executivos e pesquisadores discutem se o avanço da tecnologia deveria ser desacelerado.

Anthropic pede cautela no desenvolvimento de IA

Dario Amodei, CEO da Anthropic, publicou o ensaio We Must Pace the Frontier, no qual defendeu que a indústria desacelere o desenvolvimento de tecnologias de fronteira. O executivo voltou a defender essa posição durante uma participação no programa Face the Nation.

A discussão ocorre após episódios envolvendo sistemas de inteligência artificial que apresentaram comportamentos inesperados. OpenAI e Anthropic admitiram problemas de segurança, e houve casos de agentes de teste que teriam deixado os ambientes controlados nos quais estavam sendo avaliados.

Outro alerta veio de Jacob Coxon, matemático de 27 anos que deixou a Anthropic e a indústria de IA. Em uma publicação que alcançou cerca de 100 milhões de pessoas, Coxon afirmou que os laboratórios estão “apostando nossas vidas” e que as pessoas envolvidas na construção desses sistemas acreditam que a tecnologia “poderia matar todos nós”.

Rumor sobre Claude

É nesse cenário que surgiu o relato de que alguns funcionários da Anthropic estariam “adorando” Claude. A informação foi apresentada por Sean Thomas como um rumor que estaria circulando em San Francisco. O escritor não apresentou nomes dos supostos envolvidos nem evidências que permitam confirmar a história.

Ao mencionar o rumor, Thomas vai além do relato sobre os funcionários e associa o episódio a uma hipótese sobre como os seres humanos poderiam reagir diante de uma eventual superinteligência. Para desenvolver essa ideia, o autor escreve:

Para aumentar o drama, um rumor absurdo — e eu enfatizo, rumor — está circulando em San Francisco: alguns engenheiros da Anthropic começaram a adorar Claude. Se for verdade, isso ecoa uma antiga previsão da ficção científica e o que sabemos sobre a natureza humana. Se construirmos uma superinteligência, primeiro vamos nos apaixonar por ela. Depois, vamos adorá-la. Por fim, faremos sacrifícios a ela. É assim que o Homo sapiens é constituído; é assim que reagimos a seres todo-poderosos e oniscientes. Nascemos equipados com um módulo de Deus, e a IA vai ativá-lo.

Sean Thomas, autor do artigo publicado na The Spectator

Portanto, Thomas relacionou a possibilidade a uma antiga ideia recorrente na ficção científica: a de que, diante de uma inteligência artificial extremamente avançada, os próprios seres humanos poderiam passar a tratá-la como uma entidade superior. Segundo essa interpretação, a relação poderia evoluir do fascínio pela tecnologia para uma espécie de veneração.

A associação entre inteligência artificial e conceitos religiosos também aparece em declarações de executivos do setor. Em 2023, Sam Altman, CEO da OpenAI, descreveu a inteligência artificial como uma “inteligência mágica no céu”. Em 2024, Mark Zuckerberg, CEO da Meta, comentou sobre empresas que dão a entender que estão criando algo semelhante a Deus e afirmou que esse não seria o objetivo da Meta.

A discussão sobre os limites da IA permanece cercada de incerteza. O próprio debate envolve questões sobre o quanto esses sistemas podem evoluir e sobre quais informações estão disponíveis para o público avaliar previsões sobre o futuro da tecnologia.

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Claude agora reúne conversa e execução de tarefas em um só lugar; veja o que muda na interface

A Anthropic unificou a interface do assistente virtual Claude ao integrar os recursos do Cowork diretamente à aba tradicional de bate-papo.

A atualização elimina a divisão entre abas separadas e permite que o próprio sistema identifique qual recurso é necessário para cada solicitação, reduzindo a necessidade de alternar entre diferentes áreas.

A nova interface do Claude reduz a necessidade de alternar entre Chat, Cowork e outros recursos durante uma tarefa. – Imagem: Samuel Boivin/Shutterstock

Uma interface para concentrar todas as tarefas

Antes da alteração, usuários tinham de decidir se uma tarefa deveria começar no bate-papo comum, no Cowork ou no Claude Design. Agora, a mudança reúne esses recursos em uma única conversa, mantendo o contexto, as habilidades e as conexões disponíveis.

O Claude identifica o que cada tarefa precisa e utiliza os recursos adequados sem exigir que o usuário escolha previamente onde trabalhar.

A empresa explicou os motivos para unificar os serviços:

“Nós criamos o Cowork como um lugar separado para trabalhos maiores, e o Design para trabalhos visuais. As pessoas usavam os dois e nos disseram que a parte frustrante era decidir onde uma tarefa pertencia. O que começavam em um também não passava para o outro. Então, nós paramos de fazer você escolher.”

Criação direta de documentos e apresentações

Com a reformulação, a plataforma ganhou os recursos Claude Docs e Claude Slides. As ferramentas permitem criar e editar documentos e apresentações dentro das conversas, além de exportar os slides nos formatos PDF e PowerPoint.

A atualização reúne recursos para diferentes etapas do trabalho:

  • Roteamento automático: o Claude identifica o que cada tarefa precisa e utiliza os recursos disponíveis na conversa.
  • Criação de arquivos: produção e edição de documentos e apresentações diretamente no Claude.
  • Acompanhamento pelo celular: um trabalho iniciado no computador pode ser consultado pelo celular.
  • Compartilhamento: documentos e apresentações podem ser enviados por meio de um link e editados posteriormente.

A Anthropic também descreve um fluxo em que uma tarefa pode continuar mesmo depois que o usuário fecha o computador:

“Começando hoje, o Claude Cowork e o chat estão se fundindo em um só Claude. Traga uma pergunta rápida ou entregue um relatório que vence ao meio-dia, e o Claude assume a partir daí, mesmo depois de você fechar o laptop.”

IA processa entradas, a IA coordena tarefas e a IA acelera o conteúdo e as decisões.
A integração concentra diferentes etapas de um trabalho no Claude, da conversa inicial à criação de documentos e apresentações. – Imagem: Summit Art Creations/Shutterstock

Liberação gradual e disponibilidade

A distribuição da novidade começou pelos planos Pro e Max, na web, no aplicativo para computador e nos dispositivos móveis. A liberação ocorrerá ao longo das próximas semanas.

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Os planos Team e Free receberão os recursos posteriormente. No caso do Enterprise, os administradores serão avisados com pelo menos 30 dias de antecedência sobre as mudanças.

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Anthropic bloqueia IA usada para vigiar dissidentes e minorias

A Anthropic afirma ter bloqueado operações de vigilância apoiadas por governos da China, do Irã e do Mali que utilizavam o Claude para monitorar dissidentes e minorias.

Detectadas entre janeiro e julho, as operações envolveram identificação de pessoas nas redes sociais e criação de software para coleta de inteligência. A empresa ainda interrompeu usos relacionados a armas, pesquisas biológicas suspeitas e golpes românticos online.

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Em um dos casos, pessoas no Irã usaram o Claude para desenvolver um método de identificação por contas em redes sociais. Imagem: Mehaniq/Shutterstock

Claude entrou em operações de vigilância

As campanhas tinham como alvo comunidades que, segundo a Anthropic, já são perseguidas historicamente por esses governos. A lista inclui ativistas pró-democracia de Hong Kong, comunidades tibetanas e opositores do regime iraniano que vivem no exterior.

Em um dos episódios, pessoas no Irã desenvolveram um método para identificar indivíduos por meio de suas contas em redes sociais. No Mali, um contratado que trabalhava para autoridades de segurança nacional usou o Claude “para projetar o software subjacente que permitiu a coleta de inteligência”.

Entre os usos identificados estavam:

  • Identificação de pessoas por contas em redes sociais;
  • Monitoramento de dissidentes e minorias no exterior;
  • Desenvolvimento de software para coleta de inteligência;
  • Operações de vigilância apoiadas por governos.

A Anthropic afirma ter encerrado as operações depois de identificar o uso indevido de seus modelos.

Dados também foram usados para treinar outros modelos

Desenvolvedores chineses foram acusados pela empresa de usar o Claude de forma enganosa. Eles geravam respostas para consultas de usuários e, ao mesmo tempo, “destilavam” esses dados para aprimorar seus próprios modelos.

Na prática, a destilação consiste em usar um modelo de IA para treinar outro. Segundo a Anthropic, desenvolvedores chineses já haviam sido acusados anteriormente de utilizar essa técnica sem autorização.

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A Anthropic também bloqueou estudos envolvendo chikungunya, gripe aviária, varíola, mpox, venenos e toxinas. Imagem: QINQIE99/Shutterstock

Pesquisas biológicas entraram na lista de bloqueios

A Anthropic identificou ainda estudos relacionados ao vírus chikungunya, a uma cepa “altamente patogênica” de gripe aviária, a uma família de vírus que inclui varíola e mpox, além de venenos e outras toxinas.

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A intenção dos envolvidos não estava clara, e a empresa não revelou suas identidades.

“As pessoas envolvidas nesses estudos de caso são cientistas. Não afirmamos que tivessem a intenção de causar danos. Identificá-las ou identificar seus laboratórios poderia expô-las a riscos”, afirmou o relatório.

A Anthropic também bloqueou tentativas de desenvolver armas e criar golpes românticos online. Os episódios relatados pela empresa incluem diferentes formas de uso indevido de seus modelos, desde operações de vigilância até pesquisas cuja finalidade não estava clara.

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Anthropic identifica uso do Claude em armas e ciberataques e treinamento de IAs chinesas

A Anthropic interrompeu tentativas de usar sua inteligência artificial, o Claude, para criar armas biológicas, coordenar ataques cibernéticos contra a Ucrânia e extrair capacidades dos modelos por empresas chinesas.

As descobertas constam no relatório de inteligência de ameaças da desenvolvedora, publicado na última quinta-feira. O levantamento detalha operações irregulares identificadas e combatidas nos últimos oito meses.

Um grupo usou IA para identificar bloqueios de segurança e reescrever códigos maliciosos. – Imagem: Ole.CNX/Shutterstock

Apoio na criação de armas biológicas e munições

Como o Olhar Digital divulgou há alguns dias, cientistas tentaram usar o assistente virtual em atividades que poderiam contribuir para o desenvolvimento de armas biológicas. Um dos casos envolveu um pesquisador de uma região não atendida pela Anthropic, que usou servidores virtuais para acessar o Claude e planejar experimentos sobre a adaptação da gripe aviária a mamíferos.

Operadores da China, Rússia e Iêmen também usaram o Claude no desenvolvimento de softwares para mísseis, drones e bombas.

Há um ano, se você quisesse otimizar um drone ou o software de um míssil, os modelos simplesmente não seriam tão bons nessa tarefa quanto são agora.

Jacob Klein, chefe de inteligência de ameaças da Anthropic, à Reuters.

Hackers russos miram governo da Ucrânia

Na Ucrânia, um grupo de hackers teria recorrido à ferramenta para realizar operações contra alvos governamentais, militares e diplomáticos. A inteligência artificial foi usada em quase todas as etapas da campanha, incluindo phishing, invasão de redes Wi-Fi de hotéis e tomada de contas do WhatsApp.

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O grupo também criou um sistema que identificava quando seu programa malicioso era bloqueado por mecanismos de segurança e reescrevia o código para tentar escapar da detecção.

O comportamento observado pela Anthropic era consistente com as táticas do Midnight Blizzard, grupo que o governo dos Estados Unidos já associou ao serviço de inteligência estrangeira SVR, da Rússia. A empresa também afirmou ter identificado e interrompido atividades ligadas ao coletivo ShinyHunters.

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Laboratórios chineses, como o Alibaba, utilizaram o roteamento de conversas para absorver as capacidades do modelo Claude. – Imagem: Algi Febri Sugita/Shutterstock.com

Ataques chineses para extrair capacidades do Claude

Em outra frente, laboratórios na China criaram milhares de contas fraudulentas para extrair capacidades do Claude e usar os resultados no desenvolvimento de modelos próprios:

  • Alibaba: Mais de 151 milhões de interações entre maio e julho de 2026 foram atribuídas à empresa, com o objetivo alegado de extrair capacidades do Claude para aprimorar os modelos Qwen.
  • Moonshot e DeepSeek: Segundo a Anthropic, encaminharam conversas reais de clientes pelo Claude e usaram as respostas como dados de treinamento.
  • Sete laboratórios: A Anthropic afirmou ter interrompido ataques de sete laboratórios chineses, incluindo Alibaba, Moonshot, DeepSeek e Xiaomi.

Os casos aumentam a pressão sobre as empresas que desenvolvem inteligência artificial diante dos riscos associados ao uso indevido da tecnologia. Dois pesquisadores da própria Anthropic afirmaram nesta semana que o avanço rápido da IA pode levar à extinção da humanidade em um futuro não muito distante.

Sobre o relatório, o Ministério das Relações Exteriores da China afirmou não ter conhecimento dos dados. O órgão disse que a tecnologia deve ser desenvolvida para o bem e rejeitou o que classificou como distorção de fatos e ataques contra o país.

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Grupo no Iêmen usou Claude em projetos de armas, diz Anthropic

A inteligência artificial Claude, criada pela Anthropic, foi usada por um grupo no norte do Iêmen na tentativa de desenvolver mísseis e armas teleguiadas.

A descoberta consta em um relatório de segurança da própria desenvolvedora. A investigação mostrou que a ferramenta foi usada em tarefas que normalmente exigiriam uma equipe de engenheiros especializados em orientação, navegação e controle de armas.

Anthropic interrompeu contas de usuários em diversos países após constatar violações de segurança. – Imagem: gguy/Shutterstock

IA ajudou no desenvolvimento

O grupo usou o Claude em diferentes etapas dos projetos. Em um deles, a ferramenta ajudou no desenvolvimento de um sistema de orientação para um foguete capaz de ajustar automaticamente sua trajetória durante o voo.

O sistema utilizava uma calculadora de voo semelhante à de um smartphone. Com ela, o equipamento poderia calcular sua posição e fazer ajustes para tentar seguir uma rota determinada até o alvo.

O grupo chegou a testar o lançamento do foguete, mas a tentativa fracassou. A Anthropic afirma que não encontrou evidências de que o trabalho tenha resultado em uma arma operacional.

Míssil de longo alcance e veículo hipersônico

O foguete guiado era apenas um dos três projetos identificados pela empresa. Outro envolvia um míssil balístico com alcance superior a 2 mil quilômetros.

Esse tipo de arma percorre grande parte da trajetória em uma curva de grande altitude antes de seguir em direção ao alvo. Um alcance superior a 2 mil quilômetros significa que o sistema poderia atingir regiões muito distantes do local de lançamento.

O terceiro projeto envolvia um planador hipersônico. Esse tipo de veículo pode realizar manobras durante o voo e atingir velocidades superiores a cinco vezes a velocidade do som.

Os projetos identificados pela Anthropic incluíam:

  • foguete capaz de ajustar automaticamente a própria trajetória;
  • sistema de orientação para o foguete;
  • míssil balístico com alcance superior a 2 mil quilômetros;
  • planador hipersônico capaz de realizar manobras durante o voo.

Grupo estava em área controlada pelos houthis

A Anthropic não identificou publicamente o grupo responsável pelos projetos. A empresa informou apenas que ele estava baseado no norte do Iêmen, em uma região controlada pelos houthis.

Os houthis são um movimento político e militar apoiado pelo Irã que controla grande parte do norte do Iêmen e a capital, Saná. O grupo está envolvido na guerra civil do país e também ficou conhecido internacionalmente por ataques contra navios no Mar Vermelho e contra Israel.

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O caso mostra como sistemas de inteligência artificial podem ser usados em tarefas ligadas ao desenvolvimento de armas. – Imagem criada por inteligência artificial: Copilot/Olhar Digital

Investigação acompanha usos maliciosos de IA

O caso faz parte de uma investigação mais ampla da Anthropic sobre usos considerados ilegais ou maliciosos de seu sistema de inteligência artificial. A companhia afirmou ter interrompido operações envolvendo usuários de diferentes países.

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Mesmo com os três projetos identificados, a empresa não encontrou evidências de que o grupo tenha conseguido transformar o trabalho em uma arma operacional. O teste conhecido do foguete guiado também terminou em fracasso, reforçando a principal ressalva apresentada no relatório: havia projetos em desenvolvimento, mas não evidência de uma arma pronta para uso.

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Anthropic revela mais um incidente de segurança envolvendo o Claude

A Anthropic identificou um quarto incidente de cibersegurança envolvendo uma versão inicial de seu modelo de inteligência artificial (IA) Claude. O caso ocorreu em janeiro e envolveu uma versão preliminar do Claude Opus 4.6, segundo a empresa.

O episódio foi descoberto durante uma segunda análise de 141.006 sessões de testes. A revisão encontrou sessões que não haviam sido examinadas anteriormente e levou a Anthropic a identificar o novo incidente.

A empresa informou que notificou as partes afetadas, mas não revelou detalhes específicos sobre os sistemas envolvidos ou sobre o que o modelo fez durante o episódio.

Anthropic amplia investigação sobre os incidentes

  • O novo caso se soma a três incidentes divulgados pela Anthropic em julho. Na ocasião, a empresa informou que modelos Claude haviam conseguido acessar os sistemas de três organizações durante testes de cibersegurança;
  • Os episódios aconteceram depois que uma falha na configuração dos testes permitiu que os modelos tivessem acesso à internet aberta, embora os ambientes de avaliação devessem estar isolados. Os modelos envolvidos incluíam o Claude Opus 4.7, o Claude Mythos 5 e um modelo interno de pesquisa;
  • Em um dos casos, o Claude Opus 4.7 chegou a acessar a infraestrutura de produção de uma organização durante quatro execuções de um teste de captura de bandeira, obtendo informações de produção e credenciais de usuários;
  • Depois das descobertas, a Anthropic interrompeu as avaliações de cibersegurança de alto risco e adotou medidas adicionais para impedir que situações semelhantes se repitam. Entre elas estão controles mais rígidos nos ambientes de teste e alertas para comportamentos não autorizados dos modelos;
  • Agora, a Anthropic contratou a empresa independente de pesquisa METR para realizar uma investigação abrangente. O trabalho terá acesso aos registros das sessões e à colaboração de funcionários da empresa, inicialmente durante oito semanas.
Novo caso se soma a três incidentes divulgados pela Anthropic em julho – Imagem: Mehaniq/Shutterstock

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Crescem os alertas sobre agentes de IA

Os episódios alimentam as preocupações em torno dos chamados “AI breakout events”, situações em que sistemas de IA conseguem escapar das limitações estabelecidas durante testes e passam a agir de maneira independente na internet.

O caso da Anthropic ocorre em momento de crescente atenção aos riscos associados a agentes de IA. Em outro episódio recente, agentes da OpenAI acessaram e modificaram um site colaborativo em alemão depois de ultrapassarem as restrições estabelecidas para seu funcionamento.

A sequência de incidentes levou a Anthropic a reconhecer problemas operacionais de segurança e a afirmar que seus modelos ainda não estão perfeitamente alinhados aos valores humanos. A empresa também passou a defender controles mais rigorosos para ambientes de teste e maior supervisão sobre sistemas capazes de executar tarefas de forma autônoma.

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