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Anthropic vai cobrar (a mais) pelo Claude Fable 5

A Anthropic anunciou que passará a cobrar pelo uso do Claude Fable 5, seu modelo de inteligência artificial (IA) mais avançado voltado ao público consumidor, mesmo para usuários que já pagam uma assinatura mensal do serviço.

A mudança entra em vigor em 12 de julho, às 23h59 (horário do Pacífico) — 3h59 (horário de Brasília) do dia 13 — e representa alteração significativa no modelo de negócios adotado pelas empresas de IA.

Segundo a empresa, assinantes dos planos de US$ 20, US$ 100 e US$ 200 por mês precisarão pagar tarifas adicionais baseadas no volume de utilização do modelo. Esta é a primeira vez que um grande laboratório de IA passa a cobrar consumidores dessa forma para acessar seu modelo mais avançado.

Claude Fable 5 será cobrado por quantidade de tokens utilizados

  • As novas cobranças seguirão a mesma tabela já aplicada aos desenvolvedores que utilizam a API da Anthropic;
  • O custo será de US$ 10 (R$ 51,36) por milhão de tokens enviados ao Claude Fable 5 e US$ 50 (R$ 256,78) por milhão de tokens gerados pelo modelo nas respostas;
  • Na prática, um assinante do plano de US$ 20 que utilize um milhão de tokens de entrada e receba um milhão de tokens de resposta pagará US$ 60 (R$ 308,13) adicionais, totalizando US$ 80 (R$ 410,84) naquele mês;
  • Um milhão de tokens corresponde aproximadamente a 750 mil palavras;
  • Ainda assim, usuários que utilizam intensamente ferramentas de IA podem consumir grandes quantidades de tokens, principalmente porque modelos mais recentes empregam cadeias internas de raciocínio que aumentam significativamente o processamento necessário para responder às solicitações.

Mudança acompanha tendência do mercado

A cobrança baseada em consumo já é comum entre desenvolvedores que utilizam modelos de IA por meio de APIs. No mercado de consumidores, porém, as empresas tradicionalmente optaram por assinaturas mensais de valor fixo, tanto para gerar receita quanto para controlar a demanda pelos serviços.

Contudo, essa estratégia começou a mudar nos últimos meses. No ano passado, empresas de ferramentas de programação baseadas em IA, como a Cursor, abandonaram planos ilimitados e passaram a cobrar conforme o volume de utilização.

A própria Anthropic também adotou recentemente um modelo semelhante para grandes clientes corporativos, cobrando empresas de acordo com o uso feito por seus funcionários, em vez de uma taxa fixa.

Para a WIRED, essas mudanças podem estar relacionadas aos preparativos da companhia para uma futura oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês).

Agentes de IA exigem muito mais processamento

Executivos do setor argumentam que os modelos tradicionais de assinatura deixaram de fazer sentido diante da chegada dos agentes de IA, capazes de executar tarefas complexas que demandam muito mais capacidade computacional do que chatbots convencionais.

O ex-chefe do ChatGPT na OpenAI e atual responsável pelos produtos corporativos da empresa, Nick Turley, resumiu essa visão durante um podcast realizado neste ano. “É possível que, na era atual, ter um plano ilimitado de IA seja como ter um plano ilimitado de eletricidade. Simplesmente não faz sentido.”

Anthropic diz que pretende voltar a incluir o modelo na assinatura

Apesar da mudança, a Anthropic afirma que não pretende abandonar definitivamente o modelo de assinatura tradicional.

Em declaração à WIRED, a porta-voz da empresa, Reem Ateyeh, afirmou que a companhia pretende reintegrar o Claude Fable 5 aos planos de assinatura assim que houver capacidade computacional suficiente. Segundo ela, isso ocorrerá “o mais rápido que pudermos”.

A declaração indica que a principal limitação atualmente enfrentada pela empresa está relacionada à disponibilidade de infraestrutura computacional.

Nos últimos anos, a Anthropic firmou acordos multibilionários para ampliar sua capacidade de data centers com SpaceX, Amazon e Google, embora a infraestrutura disponível ainda esteja abaixo do desejado pela companhia. Ainda assim, não há previsão de quando essas limitações deixarão de existir.

Porta-voz da empresa afirmou que a companhia pretende reintegrar o Claude Fable 5 aos planos de assinatura assim que houver capacidade computacional suficiente – Imagem: Samuel Boivin/Shutterstock

Empresa testa disposição dos consumidores em pagar mais

A mudança ocorre após um período promocional em que o Claude Fable 5 foi disponibilizado sem custos extras para assinantes. Quando anunciou o modelo, em 7 de junho, a Anthropic afirmou esperar uma demanda “muito alta e difícil de prever”.

Desde então, o interesse pelo sistema aumentou ainda mais. O crescimento ocorreu após o governo dos Estados Unidos proibir temporariamente o acesso ao modelo por cidadãos estrangeiros e, posteriormente, liberar sua disponibilidade geral em 1º de julho.

Segundo a reportagem, independentemente da forma como a Anthropic apresente a decisão, a nova política de preços representa um teste para medir até que ponto consumidores estão dispostos a pagar pelo acesso ao modelo considerado mais avançado da empresa.

Embora tenha concentrado seus esforços principalmente no mercado corporativo nos últimos anos, a Anthropic vem ampliando sua presença entre consumidores, segmento atualmente liderado pelo ChatGPT, da OpenAI, e pelo Gemini, do Google.

Claude cresce, mas ainda está distante dos líderes

Dados da empresa de inteligência de mercado Sensor Tower, citados na reportagem, mostram que o Claude registrou 245 milhões de visitantes únicos em maio, mais que o dobro do registrado em fevereiro. Apesar do crescimento, o serviço ainda está distante dos principais concorrentes.

Segundo o levantamento, o ChatGPT recebeu 1,11 bilhão de visitantes únicos mensais, enquanto o Gemini alcançou 662 milhões.

Estratégia aposta em usuários dispostos a pagar por desempenho

A popularidade do Claude cresce ao mesmo tempo em que parte do setor de tecnologia critica a Anthropic por cobrar preços elevados enquanto utiliza grandes volumes de conteúdo protegido por direitos autorais no treinamento de seus modelos.

A empresa aposta em se tornar a “Apple da era da IA”, confiando que sempre haverá consumidores dispostos a pagar mais por um modelo considerado premium. Uma fonte próxima à Anthropic, que falou sob condição de anonimato à WIRED, afirmou que a discussão entre usuários mudou.

“A dinâmica interessante que está acontecendo agora é que ninguém quer fazer a pergunta: ‘Eu preciso da melhor inteligência para esta tarefa?’”

Segundo essa fonte, a questão passou a ser outra. “Na maioria das vezes, ao escolher qual modelo de IA usar, as pessoas perguntam a si mesmas: ‘Eu sou o tipo de pessoa que precisa de uma inteligência intermediária ou da melhor?’”

A reportagem acrescenta que muitos profissionais altamente remunerados dos setores financeiro, político e tecnológico já demonstram disposição para pagar pelo modelo considerado mais avançado, tanto no trabalho quanto no uso pessoal, e que um número crescente deles enxerga o Claude como essa opção.

Ao mesmo tempo, ressalta que manter essa reputação dependerá da capacidade da Anthropic de permanecer à frente da concorrência. Segundo a revista, as primeiras reações ao GPT-5.6 Sol, da OpenAI, indicam que a disputa continuará acirrada.

Concorrentes podem seguir outro caminho

Contudo, OpenAI e Google não necessariamente adotarão a mesma estratégia da Anthropic. Essas empresas tendem a ampliar o uso de publicidade para financiar seus planos gratuitos e de baixo custo.

Como a Anthropic tem adotado uma posição contrária à utilização de anúncios, aumentar os preços pode ser, no curto prazo, sua principal alternativa para ampliar a receita.

A mudança sinaliza que a chamada “era de ouro” das assinaturas subsidiadas de IA para consumidores pode estar chegando ao fim.

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Claude ganha painel para te ajudar a usar menos… o Claude

A Anthropic lançou o Reflect nesta quinta-feira (09), um painel em beta que permite aos usuários acompanhar e refletir sobre como usam o Claude. A ironia está no objetivo: a ferramenta foi criada não para incentivar mais tempo com a IA, mas para ajudar o usuário a decidir quando usar menos.

O recurso está disponível para contas gratuitas, Pro e Max, com a memória ativada. Para acessar, basta abrir as configurações do Claude na versão web ou no aplicativo desktop e selecionar a aba Reflect.

Interface do Reflect, novo recurso do Claude disponível nas configurações do aplicativo, com resumo em texto e gráfico de uso por período. – Anthropic / Divulgação

Como o painel funciona

O Reflect funciona de forma parecida com o Spotify Wrapped ou o Screen Time da Apple, segundo o Engadget: resume o que você fez, quando fez e por quanto tempo – e convida você a questionar se isso faz sentido para os seus objetivos.

Na parte superior do painel, há um resumo em texto das interações recentes. É possível escolher entre os últimos um, três, seis ou 12 meses de uso. Abaixo, o painel mostra o dia mais ativo, o horário de pico e o total de conversas no período, com representação visual dos dados.

A exibição do tempo total gasto com o Claude ainda não está disponível, e isso é intencional. Segundo Ryn Linthicum, diretora de política de bem-estar da Anthropic, em entrevista ao Engadget, o tempo de uso é um dado que a empresa “não queria maximizar”. A empresa planeja torná-lo disponível no futuro para que os usuários possam usá-lo junto com as configurações de gestão de uso.

Pausas e limites que o usuário controla

Dentro do painel, é possível configurar horários silenciosos e definir um lembrete para pausar o uso após um determinado período. Ambas as opções são apenas sugestões – podem ser dispensadas se o usuário estiver no meio de uma tarefa.

O painel também faz perguntas periódicas para provocar reflexão, como: “O que você quer continuar fazendo sozinho, mesmo que o Claude possa fazer mais rápido?” As respostas podem ser discutidas diretamente com o Claude.

Painel mostra dia mais ativo, horário de pico e total de conversas, e permite configurar horários silenciosos e lembretes de pausa.
Painel mostra dia mais ativo, horário de pico e total de conversas, e permite configurar horários silenciosos e lembretes de pausa. – Anthropic / Divulgação

Recomendações de uso mais eficiente

Uma das seções mais práticas do Reflect é a de recomendações baseadas no comportamento identificado. Se o sistema percebe que o usuário frequentemente restabelece o mesmo contexto ao começar uma conversa, por exemplo, sugere criar um Projeto para agrupar as interações relacionadas.

As sugestões seguem o que a Anthropic chama de Framework 4D de Fluência em IA, desenvolvido em parceria com pesquisadores: Delegação, Descrição, Discernimento e Diligência – cada dimensão relacionada a como o usuário toma decisões antes, durante e depois de interagir com a IA.

“Fomos muito intencionais em construir [o painel] com foco em como podemos aprimorar o uso das pessoas, não de uma forma que as incentive a passar mais tempo com ele, mas que as ajude a ser mais eficientes em atingir seus objetivos – e, com sorte, sair do Claude ou preservar as coisas sobre as quais querem pensar por si mesmas”, disse Linthicum ao Engadget.

Seção
Seção “What you spent time on” mostra distribuição percentual dos temas abordados nas conversas com o Claude no período selecionado. – Anthropic / Divulgação

Privacidade

O Reflect não inclui conversas em modo anônimo nem arquivos conectados por ferramentas externas. Conversas vinculadas a integrações de saúde também ficam de fora. As informações geradas pelo painel não são usadas para nenhuma outra finalidade pela Anthropic.

O recurso foi desenvolvido com consultoria de especialistas do MIT Media Lab, do Digital Wellness Lab do Boston Children’s Hospital e do Family Online Safety Institute.

A disponibilidade para mobile e para conversas do Cowork está prevista para versões futuras.

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Guerra da IA: empresas dos EUA dizem que China copia seus chatbots

A disputa entre Estados Unidos e China pela liderança da IA ganhou um novo capítulo. Segundo reportagem do The Washington Post, empresas americanas afirmam que concorrentes chinesas estariam recorrendo à técnica de destilação para acelerar o desenvolvimento de seus próprios sistemas de IA.

A corrida deixou de envolver apenas inovação. Hoje, também reúne interesses econômicos, segurança nacional e a disputa pelo domínio de uma das tecnologias mais estratégicas do mundo.

Empresas como Anthropic e OpenAI alertam para práticas que podem estar acelerando o avanço da IA chinesa. – Imagem: Primakov / Shutterstock

Como funciona a destilação

Nos últimos meses, a Anthropic chegou a testar um sistema para identificar usuários do Claude Code ligados a empresas chinesas de IA. O mecanismo verificava informações como fuso horário e determinados domínios de internet, mas foi retirado após críticas de especialistas em privacidade.

O episódio expôs uma preocupação crescente das empresas americanas com a chamada destilação. A técnica utiliza respostas produzidas por modelos avançados para treinar sistemas menores e mais baratos. Embora seja comum na indústria, seu uso sem autorização viola as regras estabelecidas pelos desenvolvedores desses modelos.

Chineses reduzem a diferença

Conforme relata o The Washington Post, a distância tecnológica entre os dois países diminuiu rapidamente. Laboratórios chineses passaram a lançar sistemas capazes de competir com soluções desenvolvidas nos Estados Unidos e, em alguns casos, oferecendo alternativas gratuitas.

Entre os principais pontos destacados estão:

  • empresas americanas acusam rivais chinesas de usar destilação sem autorização;
  • modelos chineses gratuitos ganham espaço entre pesquisadores e desenvolvedores;
  • a Anthropic afirma ter identificado milhões de interações suspeitas com o Claude;
  • empresas dos EUA defendem regras mais rígidas para proteger seus modelos.

“Elas estão muito próximas”, disse Srinivas Mukkamala, CEO da empresa de cibersegurança Securin, ao comentar a evolução dos modelos chineses. Segundo ele, além da qualidade, essas soluções “não custam nada”.

Washington endurece o discurso

A Anthropic e a OpenAI passaram a defender que o uso indevido da destilação representa não apenas um problema de propriedade intelectual, mas também uma questão de segurança nacional. Essa visão passou a influenciar parte das discussões do governo americano sobre novas restrições ao acesso de laboratórios chineses às tecnologias desenvolvidas nos EUA.

Leia mais:

“A argumentação da Anthropic é que esta é uma disputa geopolítica pelo futuro do mundo, da liberdade e da democracia”, afirmou Kyle Chan, pesquisador do Centro para a China da Brookings Institution.

Pessoa utilizando ferramentas de inteligência artificial em um notebook.
Disputa entre gigantes da IA expõe nova era de espionagem, inovação e controle de tecnologia. – Imagem: vittaya pinpan / Shutterstock

Uma disputa sem prazo para acabar

Mesmo com restrições mais rígidas, impedir completamente o acesso aos modelos americanos continua sendo um desafio. Segundo o The Washington Post, usuários chineses recorrem a contas de terceiros, servidores proxy e outros serviços para contornar os bloqueios.

Especialistas também alertam que atribuir o avanço da IA chinesa apenas à destilação pode levar à subestimação da capacidade de inovação da indústria do país. Enquanto governos discutem novas barreiras e empresas reforçam seus mecanismos de proteção, a competição entre Estados Unidos e China continua moldando o futuro da inteligência artificial.

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Anthropic lança Claude Sonnet 5, nova aposta em IA mais autônoma e menor custo

Nesta terça-feira (30), a Anthropic anunciou o Claude Sonnet 5, nova versão de seu modelo de inteligência artificial voltado para tarefas autônomas. A empresa apresentou o sistema como uma evolução da linha Sonnet, agora mais apto a planejar ações, utilizar ferramentas digitais e executar fluxos de trabalho com menor intervenção humana.

Segundo a companhia, o lançamento ocorre em um momento em que a chamada IA agentic passa a ser o padrão de desenvolvimento entre grandes laboratórios do setor. O modelo passa a integrar diferentes planos de acesso e já nasce com posicionamento de uso amplo, incluindo usuários gratuitos e corporativos.

A proposta central do Sonnet 5 é combinar maior capacidade de execução independente com redução de custos operacionais, aproximando seu desempenho de modelos mais avançados da própria empresa, porém com preço inferior.

Claude Sonnet 5 redefine disputa por IA autônoma e reduz distância para modelos mais avançados

Anthropic lança seu novo modelo de IA, Claude Sonnet 5. (Imagem: Anthropic / Divulgação)

O novo modelo da Anthropic foi apresentado como uma versão mais eficiente dentro da linha intermediária da empresa, com destaque para sua capacidade de realizar tarefas complexas sem supervisão constante. Ele atua em atividades como planejamento de ações, uso de navegadores e terminais, além da execução de processos completos de trabalho digital.

De acordo com a empresa, o Sonnet 5 representa um avanço em relação ao Sonnet 4.6, com melhorias em raciocínio, programação, uso de ferramentas e tarefas de conhecimento. A companhia também afirma que o sistema reduz comportamentos indesejados, como falhas de coerência e respostas inadequadas em contextos sensíveis.

notebook com várias linhas coloridas de código na tela
Linhas de um código-fonte – (Reprodução: Chris Ried/Unsplash)

O modelo foi desenhado para reduzir a diferença de desempenho em relação ao Opus 4.8, versão mais robusta da família Claude. Em determinadas avaliações internas, o Sonnet 5 se aproxima desse nível superior, embora ainda mantenha diferenças em precisão e capacidade geral.

Outro ponto destacado no lançamento é o posicionamento de mercado. A Anthropic afirma que o novo modelo amplia as opções de custo e desempenho para desenvolvedores, permitindo ajustes conforme a complexidade da tarefa e o orçamento disponível.

O modelo chega com precificação inicial de 2 dólares por milhão de tokens de entrada e 10 dólares por milhão de saída até o fim de agosto de 2026, com reajuste posterior para 3 e 15 dólares, respectivamente. Além disso, passa a ser disponibilizado como opção padrão em planos gratuitos e pagos.

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Anthropic lança Claude Science, IA para revolucionar pesquisas científicas

A empresa Anthropic apresentou nesta terça-feira (30) uma nova plataforma de inteligência artificial voltada exclusivamente ao ambiente científico, batizada de Claude Science. A ferramenta foi desenhada para reunir, em um único espaço digital, atividades que vão da análise de dados à produção de artigos e simulações complexas.

O lançamento ocorre em meio à expansão das iniciativas da companhia na área de ciências da vida, com foco em pesquisa biomédica e desenvolvimento de aplicações em saúde. Segundo a organização, o objetivo é reduzir a fragmentação típica do trabalho científico, concentrando etapas em um fluxo contínuo.

A solução, ainda em fase beta, foi disponibilizada inicialmente para usuários selecionados e promete acelerar processos de investigação ao integrar modelos de IA, bases de dados especializadas e recursos de computação em escala.

Plataforma integra pesquisa, dados e computação em um único ambiente

Outdoor da Anthropic – Imagem: PhotoGranary02/Shutterstock

O Claude Science foi concebido como um espaço de trabalho unificado para pesquisadores, reunindo ferramentas tradicionalmente distribuídas em diferentes sistemas. A proposta é permitir que cientistas executem desde a leitura de literatura acadêmica até a geração de resultados analíticos sem alternar entre múltiplas aplicações.

A plataforma organiza fluxos de pesquisa que incluem análise de dados, construção de gráficos e elaboração de manuscritos científicos. Cada resultado gerado é acompanhado por um registro completo de como foi produzido, o que permite rastreabilidade e reprodução dos experimentos.

De acordo com informações divulgadas pela companhia, o sistema também integra mais de 60 bases de dados científicas já configuradas, cobrindo áreas como genômica, química computacional e biologia estrutural.

Agentes especializados e automação de tarefas científicas

Claude Science exibe proteínas, estruturas e moléculas nativamente, com cada resultado reproduzível e rastreado até seu código.
Claude Science exibe proteínas, estruturas e moléculas nativamente, com cada resultado reproduzível e rastreado até seu código. – (Divulgação: Anthropic)

A arquitetura do Claude Science opera com diferentes agentes de inteligência artificial. Um agente geral coordena as tarefas, enquanto outros são especializados em áreas específicas do conhecimento científico, como proteômica e genômica.

Um agente adicional atua como revisor, responsável por verificar citações, cálculos e possíveis inconsistências nos resultados produzidos ao longo do processo de pesquisa.

A plataforma também é capaz de gerar e visualizar elementos científicos complexos, como estruturas tridimensionais de proteínas, mapas genômicos e representações químicas, todos conectados ao código que os originou.

Infraestrutura flexível e uso em diferentes escalas

O sistema foi desenvolvido para funcionar tanto em computadores locais quanto em servidores remotos, incluindo ambientes de alta performance utilizados em instituições de pesquisa. Isso permite que análises simples ou altamente complexas sejam executadas dentro da mesma estrutura.

A ferramenta também pode operar em escalas maiores, utilizando recursos computacionais adicionais quando necessário, o que facilita desde tarefas individuais até projetos científicos com grande volume de dados.

Segundo a empresa, testes realizados em fase experimental indicaram ganhos de eficiência em diferentes tipos de pesquisa, especialmente em áreas que exigem análise intensiva de dados biológicos.

Aplicações em biotecnologia e pesquisa médica

A Claude Science cria ambientes e gerencia computação em seu laptop, cluster ou GPUs sob demanda.
A Claude Science cria ambientes e gerencia computação em seu laptop, cluster ou GPUs sob demanda. – (Divulgação: Anthropic)

Além do ambiente de trabalho, a iniciativa inclui aplicações voltadas à descoberta de medicamentos e à pesquisa em doenças consideradas negligenciadas. A empresa também menciona o desenvolvimento de programas pré-clínicos como parte dessa estratégia.

Relatos de instituições que testaram a ferramenta indicam uso em tarefas como análise de células únicas, estudos genéticos e modelagem de proteínas, com apoio de fluxos automatizados de pesquisa.

Casos citados incluem o uso por laboratórios acadêmicos e organizações biomédicas que exploram desde a seleção de alvos terapêuticos até a construção de revisões científicas extensas com apoio de agentes de IA.

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IA Claude avança entre consumidores pagantes e pressiona liderança do ChatGPT, aponta análise de mercado

Um conjunto de análises sobre transações financeiras e interesse educacional indica que o uso pago do Anthropic por meio do assistente Claude vem crescendo de forma consistente entre consumidores nos Estados Unidos. O movimento aparece em dados de milhões de transações de cartões e em plataformas de ensino de tecnologia.

As informações mostram que esse avanço ocorre em um cenário de competição direta com o ChatGPT, que ainda mantém ampla liderança em volume total de usuários e receitas. Apesar disso, os sinais recentes apontam aumento de interesse e de pagamentos relacionados ao produto da Anthropic.

As tendências também são observadas em indicadores de busca e consumo de cursos, além de mudanças no contexto regulatório envolvendo modelos da empresa, o que adiciona pressão e atenção ao desempenho recente da companhia no mercado de inteligência artificial.

Crescimento de interesse e disputa no mercado de IA

Anthropic cresce – Imagem: Samuel Boivin/Shutterstock

Levantamentos baseados em bilhões de transações anônimas de cartões, analisados pela empresa de inteligência de dados Indagari, indicam que assinaturas e pagamentos ligados ao Claude avançaram de forma contínua ao longo de 2026 nos Estados Unidos. O recorte analisado inclui cerca de 28 milhões de consumidores e mostra aumento relevante no volume gasto com serviços associados ao sistema da Anthropic.

Segundo esses dados, o crescimento acumulado do grupo de consumidores pagantes ligado ao Claude chegou a aproximadamente 75% desde o início de 2026, com expansão mês a mês. O movimento teria persistido mesmo após um pico registrado em março, período associado a uma decisão da empresa de restringir usos militares e de vigilância em certos contextos.

Além disso, uma plataforma de ensino digital, a DataCamp, relatou aumento expressivo na procura por conteúdos relacionados ao Claude. A empresa afirmou que o termo passou a liderar buscas internas e que o interesse em cursos sobre o sistema cresceu significativamente em um curto intervalo de tempo, superando até mesmo buscas gerais sobre inteligência artificial em alguns recortes de usuários.

Comparação com o ChatGPT e consolidação do mercado

Ao fundo, gráfico financeiro; à frente, o logo da OpenAI em um smartphone
OpenAI continua na frente da Anthropic, por enquanto – Imagem: JarTee/Shutterstock

Apesar do avanço, o ChatGPT segue como a principal ferramenta de inteligência artificial voltada ao consumidor final, tanto em número de usuários quanto em receita estimada. Dados de empresas de inteligência de mercado indicam que a base do produto da OpenAI continua muito superior à do Claude.

Relatórios da empresa Sensor Tower mostram que o Claude apresentou expansão relevante em diferentes plataformas ao longo do ano, mas ainda permanece distante em escala quando comparado ao concorrente. A diferença é atribuída ao alcance já consolidado do ChatGPT no mercado global.

Mesmo assim, observadores do setor apontam que a distância pode estar diminuindo em termos de ritmo de crescimento e atenção do público, especialmente entre usuários que buscam ferramentas alternativas para tarefas específicas.

Fatores regulatórios e contexto empresarial

O desempenho recente da Anthropic também ocorre em meio a tensões regulatórias. Informações indicam que autoridades dos Estados Unidos teriam imposto restrições ao uso de modelos mais avançados da empresa em determinados contextos e regiões, o que levou à retirada temporária de algumas versões do mercado.

Entre os modelos afetados estariam versões chamadas Mythos 5 e Fable 5, associadas a capacidades avançadas em cibersegurança. A medida teria impactado a disponibilidade global desses sistemas.

Até o momento, a Anthropic não comentou oficialmente os dados de crescimento nem os efeitos das restrições. Ainda assim, as informações reunidas sugerem expansão simultânea de interesse consumidor e pressão regulatória.

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Alibaba é acusado de tentar “copiar” IA da Anthropic

A Anthropic afirma que o Alibaba teria tentado extrair capacidades do seu modelo de inteligência artificial Claude em uma operação descrita como a maior já registrada pela empresa nesse tipo de atividade. O caso foi levado ao Senado dos Estados Unidos em uma carta datada de 10 de junho de 2026.

Segundo documentos citados pela Reuters e confirmados pela CNBC, a investigação envolve milhões de interações com o sistema e o uso de contas falsas em larga escala.

Caso entre Anthropic e Alibaba envolve suposta “destilação” de IA para replicar modelos mais avançados de inteligência artificial. – Imagem: Samuel Boivin/Shutterstock

O que é a “destilação” de IA

A chamada destilação é um método em que um modelo de IA mais simples aprende a partir das respostas de um sistema mais avançado. A CNBC explica que essa técnica é comum no desenvolvimento de inteligência artificial, mas pode ser usada de forma indevida para tentar replicar capacidades de modelos mais sofisticados.

A operação teria ocorrido entre 22 de abril e 5 de junho de 2026, somando cerca de 28,8 milhões de interações feitas por aproximadamente 25 mil contas falsas, conforme a Reuters. O volume, por si só, já chama atenção pelo nível de coordenação descrito nos documentos.

Leia mais:

A Anthropic afirma que os envolvidos estariam ligados ao Alibaba e ao laboratório de IA Alibaba Qwen. O grupo chinês não respondeu às acusações até o momento.

O que diz a carta enviada ao Senado dos EUA

A carta enviada aos senadores Tim Scott e Elizabeth Warren descreve o caso como o maior ataque de destilação já identificado pela empresa. O documento afirma que a prática teria como objetivo acelerar o desenvolvimento de modelos chineses com base em tecnologias mais avançadas.

A Anthropic também afirma ter identificado movimentações semelhantes envolvendo outros laboratórios de IA da China, como DeepSeek, Moonshot AI e MiniMax, indicando que esse tipo de atividade estaria se tornando mais frequente no setor.

Em comunicado citado pela CNBC, um porta-voz da Anthropic afirmou:

  • “Acreditamos que combater a ameaça da destilação ilícita exige ação coordenada entre governo e indústria”
  • “Continuaremos trabalhando com o Congresso e o governo para manter a liderança americana em IA”
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Alibaba e laboratório Qwen são citados em suposto envolvimento, mas empresa chinesa não respondeu às acusações até o momento. – Imagem: jackpress / Shutterstock

IA, geopolítica e disputa por tecnologia

O caso surge em meio a uma tensão crescente entre Estados Unidos e China no campo da inteligência artificial. A Reuters lembra que o Alibaba foi incluído pelo Pentágono em uma lista de empresas ligadas ao setor militar chinês, classificação que o grupo contesta.

Ao mesmo tempo, o governo dos EUA vem ampliando mecanismos para monitorar o uso de modelos de IA por empresas estrangeiras. A CNBC destaca que memorandos recentes reforçam a cooperação entre governo e setor privado para identificar esse tipo de atividade com mais rapidez.

Segundo a matéria, a própria Anthropic também enfrenta restrições regulatórias, incluindo limitações de exportação de modelos como Fable 5 e Mythos 5, citando preocupações de segurança nacional.

Entre os principais pontos citados pelas duas agências estão:

  • uso de contas falsas em larga escala para simular interações com IA
  • milhões de consultas a sistemas avançados
  • tentativa de replicação de capacidades de modelos de ponta
  • possível envolvimento de laboratórios chineses de IA
  • aumento das tensões regulatórias entre EUA e China

O caso reforça como a disputa por inteligência artificial já não se limita à tecnologia, mas envolve também política e segurança nacional.

A Anthropic afirma que continuará colaborando com autoridades dos Estados Unidos enquanto o caso não tem resposta oficial do Alibaba. Até o momento, a empresa chinesa não se pronunciou detalhadamente sobre as acusações.

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Anthropic lança Claude Tag, novo assistente corporativo

A empresa Anthropic anunciou nesta terça-feira (23) que passou a testar um novo recurso chamado Claude Tag, integrado ao Slack, com foco em atuar como um assistente de inteligência artificial dentro de ambientes corporativos. A ferramenta permite que usuários acionem o sistema em conversas e deleguem tarefas diretamente nas interações do dia a dia, quase como um “companheiro de trabalho”.

O recurso está em fase de prévia de pesquisa e será disponibilizado inicialmente em versão beta para clientes dos planos Claude Enterprise e Claude Team que utilizam o Slack, uma plataforma online que organiza fluxos e comunicação de trabalho. A proposta é inserir a IA como um membro ativo das equipes, acompanhando o fluxo de trabalho.

Segundo a empresa, o sistema foi criado para operar com maior compreensão do contexto organizacional, acumulando informações ao longo das interações e ampliando sua utilidade dentro das rotinas corporativas.

Assistente de IA ganha atuação contínua em conversas de trabalho

Slack – Imagem: Tada Images/Shutterstock

O Claude Tag representa uma evolução das integrações anteriores da Anthropic com o Slack, nas quais o assistente já podia ser acionado sob demanda em mensagens diretas ou em canais para auxiliar usuários.

Agora, o sistema passa a operar com uma lógica de presença contínua, acompanhando discussões em canais específicos e mantendo memória sobre o que foi discutido, o que permite retomadas de contexto entre diferentes usuários.

De acordo com a empresa, essa memória pode ser enriquecida com informações adicionais do ambiente corporativo, desde que haja autorização para acesso a outros canais da organização.

Cada instância do assistente fica vinculada a um escopo definido pelos administradores, que determinam onde ele pode atuar e quais dados pode acessar, evitando que informações de áreas distintas se misturem.

Execução de tarefas, automação e atuação proativa

Ao fundo, linhas de código; à frente, em um celular segurado por uma mão, o logo da Anthropic
Anthropic – Imagem: Photo For Everything/Shutterstock

Quando recebe uma solicitação, o Claude Tag pode dividir o pedido em etapas e executar cada uma delas usando as ferramentas disponíveis, respondendo diretamente dentro das conversas do Slack.

Além disso, o sistema conta com um modo de atuação proativa, no qual pode intervir espontaneamente em discussões, destacar informações relevantes e retomar tópicos que ficaram sem resposta.

A Anthropic afirma que o objetivo é aproximar a experiência de interação de um trabalho colaborativo, no qual a IA participa ativamente do fluxo de produção das equipes.

Contexto empresarial e disputa no mercado de IA

O lançamento ocorre em um cenário em que outras empresas também apostam na incorporação de contexto organizacional em sistemas de inteligência artificial voltados ao ambiente corporativo.

Entre os exemplos citados estão iniciativas da Microsoft, com soluções baseadas em Graph e Copilot, além de plataformas como Snowflake e Databricks, que buscam estruturar dados empresariais para consumo por agentes de IA.

Também há concorrência de empresas como Glean, que trabalham na criação de camadas de inteligência capazes de conectar modelos de linguagem às informações internas das organizações.

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Claude caiu? Chatbot da Anthropic está com instabilidade

Tentou usar o chatbot Claude, da Anthropic, e não conseguiu? Você não está sozinho!

A informação foi confirmada pela própria startup em sua página de status.

Segundo o comunicado oficial, a plataforma identificou uma taxa elevada de erros em diferentes sistemas.

A ocorrência começou a ser investigada às 11h19 (horário de Brasília) quando a empresa informou que estava apurando a origem do problema. Poucos minutos depois, às 11h25, a falha foi identificada e uma correção passou a ser implementada.

Até o momento, o comunicado indica que a equipe responsável trabalha na resolução do incidente. A instabilidade pode impactar usuários com falhas em respostas, lentidão ou interrupções temporárias no uso dos modelos afetados.

A empresa ainda não detalhou quais modelos foram atingidos nem informou uma previsão exata para a normalização completa dos serviços.

A plataforma Downdetector, que monitora relatos de problemas em serviços digitais, mostra o momento do pico de queixas nesta manhã:

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Nas redes sociais, usuários escreveram sobre o problema – que não se limita ao Brasil:

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Chatbot Claude pode exigir documentos ou selfie dos usuários, diz nova política da Anthropic

A empresa de inteligência artificial Anthropic passou a prever, em sua política de privacidade atualizada, a possibilidade de exigir verificação de identidade de usuários do assistente Claude. A medida se aplica a situações específicas em que contas forem sinalizadas, sem detalhamento público de todos os critérios.

Segundo a companhia, quando acionado, esse procedimento, o usuário poderá ser solicitado a enviar documentos oficiais, como passaporte ou carteira de motorista, além de imagem facial ou vídeo. A verificação será realizada com apoio de uma empresa terceirizada.

De acordo com a empresa, a mudança busca reforçar processos de revisão de contas e oferecer uma via de contestação a usuários que tenham sido marcados por possível fraude, em vez de simples bloqueio permanente.

Mudança na política de verificação da Anthropic e impacto no Claude

IA poderosa da Anthropic causa muitas preocupações – Crédito: Saulo Ferreira Angelo/Shutterstock

A atualização da política de privacidade da Anthropic foi registrada em junho e está prevista para entrar em vigor em 8 de julho. O texto estabelece que a verificação de idade ou identidade poderá ocorrer em “certas circunstâncias”, sem detalhar todos os cenários possíveis.

Quando o mecanismo for acionado, usuários do Claude podem precisar enviar cópias digitais de documentos oficiais e também uma selfie ou gravação em vídeo. O sistema inclui ainda a criação de um modelo geométrico facial, tratado como dado biométrico em algumas jurisdições.

A verificação será feita por meio da empresa Persona, responsável por processar os dados enviados. A Anthropic informou que também registra o resultado da checagem, como confirmação de idade mínima.

Logo da Anthropic ao fundo, com silhuetas de pessoas passando à frente
Outdoor da Anthropic – Imagem: PhotoGranary02/Shutterstock

Segundo a companhia, a medida se aplica a uma parcela reduzida de usuários, especialmente aqueles com contas sinalizadas por suspeita de irregularidade. A empresa não detalhou a quantidade exata de pessoas impactadas, mas afirmou que sua base pode alcançar dezenas de milhões de usuários mensais.

No contexto mais amplo, a decisão ocorre em meio a pressões regulatórias e disputas políticas nos Estados Unidos envolvendo acesso e controle de ferramentas de inteligência artificial. O caso também se conecta a tensões recentes entre a empresa e autoridades federais, incluindo críticas relacionadas a modelos de segurança e possíveis usos indevidos da tecnologia.

Além disso, já houve episódios em que o Departamento de Defesa norte-americano classificou a empresa como “risco na cadeia de suprimentos”, após divergências sobre o uso da tecnologia em aplicações militares e de vigilância.

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