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Como o Pentágono usou o Claude no Irã enquanto Trump bania a Anthropic

No último sábado (28), enquanto os Estados Unidos iniciavam a Operação Epic Fury – uma ofensiva aérea de larga escala contra alvos no Irã –, o Departamento de Defesa se viu em meio a uma contradição tecnológica sem precedentes.

Segundo informações da Reuters e do Wall Street Journal, o Pentágono utilizou ferramentas de inteligência artificial da Anthropic para coordenar os ataques, menos de 24 horas após o presidente Donald Trump ter ordenado o banimento da empresa, classificando-a como um “risco à segurança nacional”.

Inteligência artificial em campo

A ofensiva utilizou um arsenal diversificado, incluindo bombardeiros furtivos B-2 e mísseis Tomahawk. No entanto, o “cérebro” por trás de parte da operação foi o Claude, o modelo de linguagem da Anthropic que concorre diretamente com o ChatGPT.

De acordo com o WSJ, o Comando Central dos EUA (Centcom) integrou a ferramenta para avaliações de inteligência, identificação de alvos e simulação de cenários de batalha. A ironia é cronológica: o uso intensivo da IA ocorreu poucas horas depois de Trump assinar uma diretiva ordenando que as agências federais cessassem o uso dos programas da startup.

O cabo de guerra

O estopim da crise entre o governo e a Anthropic, conforme detalhado pelo portal Axios, foi a recusa do CEO da empresa, Dario Amodei, em atender a um ultimato do Pentágono. O Secretário de Defesa, Pete Hegseth, exigia “acesso irrestrito” aos modelos de IA, o que implicava na remoção de travas de segurança.

A Anthropic, que possui um contrato de US$ 200 milhões com o governo desde 2025, traçou uma linha ética clara:

  • Vigilância: recusa em permitir o uso da IA para monitoramento em massa de cidadãos.
  • Autonomia bélica: proibição do uso do sistema em armas totalmente autônomas e letais sem supervisão humana.

Em sua rede social, Trump criticou a postura da empresa, afirmando que o “egoísmo” da startup colocava tropas americanas em perigo. Por outro lado, a Anthropic defende que a tecnologia atual não é confiável o suficiente para operar armas letais sem o controle final de um ser humano, como reportado pelo G1.

Um divórcio complexo

Embora o governo tenha rotulado a Anthropic como um “risco à cadeia de suprimentos” – um selo geralmente reservado a adversários estrangeiros –, a desconexão não será imediata. O Wall Street Journal destaca que a IA da empresa está profundamente entranhada nas operações militares, tendo sido peça-chave até na captura do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro, em fevereiro.

Para substituir o Claude, o Pentágono já fechou acordos com a OpenAI e a xAI, de Elon Musk. No entanto, especialistas ouvidos pela imprensa americana alertam que o processo de transição pode levar pelo menos seis meses, dada a complexidade da integração dos sistemas via provedores como a Amazon e a Palantir.

A resistência do Vale do Silício

O caso da Anthropic parece ser o sintoma de um movimento maior. Segundo a Axios, grandes corporações americanas (de varejistas como Costco a gigantes da indústria como a 3M) começam a demonstrar uma “espinha dorsal” contra políticas da administração Trump, priorizando valores de mercado e diretrizes éticas em detrimento da conformidade imediata.

No campo de batalha do Irã, a Operação Epic Fury pode ter sido um sucesso militar, mas deixou exposta uma vulnerabilidade estratégica: a dependência de uma inteligência que o próprio governo não consegue (ou não é autorizado a) controlar totalmente.

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Busca pelo Claude ‘dispara’ após Anthropic rejeitar uso militar da IA

O Claude, modelo de inteligência artificial da Anthropic, está no centro de uma disputa com o governo dos Estados Unidos. A empresa negociava um contrato de US$ 200 milhões (mais de R$ 1 bilhão) para fornecer a IA ao Pentágono, mas exigiu salvaguardas para impedir que a tecnologia fosse usada em vigilância em massa de cidadãos ou em armas autônomas.

A Casa Branca não gostou nada destas condições e deu um prazo para que a companhia abrisse mão dela. Como isso não aconteceu, o presidente Donald Trump ordenou que agências federais do país parassem de usar a tecnologia imediatamente. O impasse, no entanto, pode fazer com que o modelo seja ainda mais utilizado.

IA da Anthropic superou Gemini

  • O Claude subiu para a segunda posição dos aplicativos gratuitos mais baixados em aparelhos da Apple nos Estados Unidos nas últimas horas.
  • O aumento da popularidade do modelo de IA sugere que a Anthropic está se beneficiando do embate com a Casa Branca.
  • Com o aumento da procura, a ferramenta superou o Gemini, do Google, e só está atrás do ChatGPT, da OpenAI.
  • Além da firme postura da empresa ao rejeitar o uso militar da IA, uma postagem da cantora Katy Perry pode ter influenciado nesse maior interesse dos usuários.
  • A artista publicou uma captura de tela da assinatura Pro da Anthropic, com um coração sobreposto.
  • As informações são da CNBC.

Leia mais

OpenAI fechou acordo

O cerco do governo dos Estados Unidos à Anthropic gerou reações em cadeia. Funcionários do Google, Amazon e Microsoft assinaram cartas e petições nesta semana pedindo que suas companhias desafiem as exigências do Departamento de Defesa sobre o uso de IA em operações militares.

Sam Altman, CEO da OpenAI, inicialmente adotou tom cauteloso, mas acabou defendendo a concorrente. “Apesar de todas as minhas divergências com a Anthropic, confio bastante neles como empresa e acredito que eles realmente se preocupam com a segurança”, afirmou.

Executivo garantiu que a Casa Branca vai seguir suas restrições (Imagem: FotoField/Shutterstock)

Horas depois, no entanto, a OpenAI anunciou ter chegado a um acordo com o Pentágono para fornecer IA para sistemas confidenciais, inserindo salvaguardas que, segundo a empresa, impediriam usos indesejados.

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