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Anthropic recebe aporte bilionário para acelerar o Claude

A AMD anunciou um acordo de até US$ 5 bilhões (cerca de R$ 25,3 bilhões) com a Anthropic para ampliar a infraestrutura usada no desenvolvimento de inteligência artificial.

A parceria inclui novos chips da AMD e uma colaboração para fortalecer a operação do Claude.

O acordo une investimento bilionário, novos chips e colaboração em engenharia entre AMD e Anthropic. – Imagem: PJ McDonnell/Shutterstock

Infraestrutura ganha reforço

Pelo acordo, a Anthropic poderá implantar até 2 gigawatts de GPUs Instinct MI450 usando o sistema Helios, desenvolvido pela AMD. O investimento, de até US$ 5 bilhões (aproximadamente R$ 25,3 bilhões), faz parte da expansão da capacidade necessária para treinar e operar seus modelos de IA.

A primeira etapa está prevista para o primeiro semestre de 2027, quando será instalado o primeiro gigawatt da nova estrutura.

Acordo amplia rede de parceiros

A Anthropic já havia fechado projetos de data centers com a SpaceX e a TeraWulf. A empresa também mantém acordos de infraestrutura de IA com Google, Broadcom e Amazon. Além disso, há rumores sobre uma possível parceria com a Meta, ainda sem confirmação.

Os principais pontos do acordo são:

  • Investimento de até US$ 5 bilhões da AMD na Anthropic;
  • Implantação de até 2 gigawatts de GPUs Instinct MI450;
  • Primeiro gigawatt previsto para o primeiro semestre de 2027;
  • Uso do sistema Helios na nova infraestrutura.
Ao fundo, meio desfocado, logo da Anthropic; à frente, smartphone mostrando a página de download do Claude
A expansão permitirá à Anthropic aumentar a capacidade para treinar e operar seus modelos de inteligência artificial. – Imagem: Mijansk786/Shutterstock

Claude também entra na parceria

O acordo prevê ainda uma colaboração de engenharia de longo prazo. Com isso, a AMD passará a utilizar o Claude em atividades de desenvolvimento de software, engenharia e criação de produtos.

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Segundo Tom Brown, cofundador e diretor de computação da Anthropic, a parceria vai além do fornecimento de chips. “Ao fazer parceria com a AMD em toda a pilha tecnológica, estamos garantindo a capacidade de que precisamos e otimizando essa infraestrutura para treinar e operar o Claude.”

O anúncio reúne investimento, expansão da infraestrutura e cooperação tecnológica entre as duas empresas, com a primeira fase da implantação prevista para 2027.

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IA vira motor de negócios bilionários para bancos de Wall Street

A inteligência artificial deixou de ser apenas uma aposta tecnológica e passou a movimentar grandes operações financeiras. Bancos de investimento estão participando de captações, empréstimos e negócios ligados à expansão da infraestrutura necessária para sistemas de IA.

Segundo a Reuters, as instituições avaliam que esse ciclo de investimentos pode durar vários anos, embora o mercado ainda discuta se os valores das empresas de tecnologia estão em níveis sustentáveis.

Grandes bancos acompanham o avanço da IA e projetam um ciclo de investimentos que pode durar vários anos. – Imagem: FOTOGRIN / Shutterstock

Grandes negócios de IA movimentam bancos de investimento

A corrida para ampliar a capacidade computacional já gerou operações bilionárias no mercado financeiro. Entre os exemplos citados pela Reuters estão a oferta de American Depositary Receipts (ADRs) da fabricante de chips SK Hynix, avaliada em US$ 26,5 bilhões (cerca de R$ 143 bilhões), e o IPO da SpaceX, que chegou a US$ 86 bilhões (aproximadamente R$ 464 bilhões).

Os bancos também passaram a financiar projetos de infraestrutura, principalmente relacionados à construção de data centers e ao aumento da capacidade de processamento necessária para aplicações de inteligência artificial.

Durante uma teleconferência de resultados, o CEO da Goldman Sachs, David Solomon, afirmou que “a construção da infraestrutura de IA ainda está em seus estágios iniciais” e que esse ciclo de investimentos deve continuar impulsionando atividades estratégicas, financiamentos e formação de capital.

Para Solomon, o setor está no meio de um “superciclo de investimentos em IA”, com empresas buscando diferentes formas de financiamento para sustentar seus projetos.

Data center com chip grande de inteligência artificial (IA) na parede, no final de um corredor
Data centers estão no centro da expansão da inteligência artificial e dos novos aportes bilionários do mercado. – Imagem: Junayed graphics/Shutterstock

Gastos com data centers crescem nas projeções do mercado

O entusiasmo dos bancos convive com uma preocupação entre investidores. Em julho, ações de empresas de tecnologia, especialmente fabricantes de chips, sofreram pressão diante dos questionamentos sobre as altas avaliações do setor.

Mesmo com essa cautela, as previsões de gastos com infraestrutura continuam aumentando. Segundo Ted Pick, CEO do Morgan Stanley, as estimativas para investimentos em data centers subiram nos últimos meses:

  • A previsão para 2026 passou de US$ 575 bilhões (cerca de R$ 3,1 trilhões) para aproximadamente US$ 850 bilhões (R$ 4,6 trilhões);
  • A expectativa para 2027 aumentou de US$ 700 bilhões (R$ 3,8 trilhões) para US$ 1,3 trilhão (R$ 7 trilhões);
  • O investimento em 2028 pode alcançar US$ 1,5 trilhão (R$ 8,1 trilhões);
  • O Morgan Stanley estima que os gastos ligados à IA podem chegar a US$ 10 trilhões (R$ 54 trilhões) em vários anos.
Ilustração de caixa de texto para prompt em plataforma de inteligência artificial
O avanço dos sistemas de IA exige mais infraestrutura, energia e centros de processamento em escala global. – Imagem: S and V Design/Shutterstock

Bancos ampliam atuação enquanto acompanham riscos

A inteligência artificial também ganhou espaço nas conversas entre executivos do setor financeiro. A CEO do Citi, Jane Fraser, afirmou que a tecnologia está “dominando muitas das conversas”, principalmente devido ao aumento dos gastos em tecnologia, data centers, energia e defesa.

O Bank of America concedeu uma linha de crédito de US$ 520 milhões (aproximadamente R$ 2,8 bilhões) para a OpenAI. A instituição também afirma ter ajudado empresas relacionadas à IA a levantar quase US$ 500 bilhões (cerca de R$ 2,7 trilhões) desde 2025.

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Para Stephen Biggar, diretor de pesquisa de serviços financeiros da Argus Research, o ciclo de investimentos já influencia diferentes áreas do mercado. “O superciclo de investimentos impulsionado pela IA beneficiou emissões de ações, atividades de fusões e aquisições e financiamentos de dívida”, afirmou.

Jeremy Barnum, diretor financeiro do JPMorgan Chase, destacou que a expansão dos data centers também movimenta setores indiretos, como construção e serviços especializados.

Segundo a Reuters, o aumento dos investimentos em inteligência artificial abriu uma nova frente de negócios para Wall Street, mas o mercado ainda acompanha se esse ritmo de expansão continuará nos próximos anos.

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