busca do google

Auto Added by WPeMatico

google 1 1024x683

Escolas que bloquearem IA poderão perder acesso ao Google Search

Alunos que utilizam as ferramentas educacionais do Google poderão perder acesso ao mecanismo de busca se suas escolas não aceitarem recursos de inteligência artificial (IA) integrados às pesquisas. Anunciada na terça-feira (3), a nova política provocou críticas de educadores, políticos e especialistas.

As instituições poderão controlar os serviços individualmente, mas terão de aceitar algum recurso de IA na busca para continuar oferecendo o Google Search. A implementação está prevista para o início de 2027.

Segundo o Google, 150 milhões de estudantes e professores usam o Google Classroom em todo o mundo. – Imagem: Below the Sky/Shutterstock

Escolas terão controle sobre ferramentas, mas com uma condição

A decisão ocorre após meses de resistência ao Gemini nas salas de aula. Até agosto, o Google só permitia habilitar o chatbot para estudantes com 18 anos ou mais. Naquele mês, anunciou sua disponibilização para alunos mais novos em redes que autorizassem ferramentas de IA.

Agora, os administradores poderão escolher quais serviços estarão disponíveis, incluindo Gemini, Gemini Notebook e Google Search. Todos ficarão desativados por padrão até que as instituições autorizem seu uso.

As escolas poderão manter o Gemini desativado, mas precisarão aceitar algum recurso de IA incorporado às pesquisas para liberar o buscador. Chris Phillips, vice-presidente e gerente-geral de educação do Google, explicou ao The New York Times que os serviços estão profundamente conectados. Sem essa autorização, os estudantes receberão uma mensagem de indisponibilidade.

A empresa também prepara o Guided Learning, recurso que deverá orientar os estudantes na resolução de problemas, em vez de apresentar respostas prontas. Em matemática, por exemplo, poderá incentivar o aluno a revisar regras de divisão de expoentes antes de chegar ao resultado.

Decisão provoca críticas de políticos e educadores

Lina Khan, ex-presidente da Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos (FTC), acusou o Google de usar sua posição dominante nas buscas para pressionar as escolas.

“O Google está usando seu monopólio nas buscas para coagir as escolas a adotarem inteligência artificial. Isso evidencia o perigo de permitir que uma empresa monopolista, sem regulamentação, controle um serviço essencial”, escreveu.

O senador Bernie Sanders classificou a iniciativa como extorsão. Richard Blumenthal afirmou que a empresa estaria mais preocupada em impor o Gemini às escolas do que em ajudar os estudantes. O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, também questionou o poder de uma companhia sobre as políticas de ensino.

As redes públicas de Nova York e Los Angeles estabeleceram proibições temporárias ao uso de IA generativa nas escolas de ensino fundamental, enquanto avaliam a segurança dessas tecnologias e desenvolvem regras. Educadores temem que os resumos gerados por IA desestimulem a pesquisa independente e facilitem a cola e o acesso a respostas prontas, em vez de estimular o pensamento crítico.

Chatbot de educação de IA e conceito de assistente de aprendizagem on-line.
Educadores temem que resumos de IA na busca desestimulem a pesquisa independente e facilitem o acesso a respostas prontas. – Imagem: Sandwish Studio/Shutterstock

Especialistas apontam riscos e Brasil discute limites da IA na educação

Josh Golin, diretor-executivo da Fairplay, organização de defesa dos direitos das crianças, disse que a pressão pode produzir o efeito contrário ao pretendido. Para ele, a presença dos produtos do Google nas escolas está ligada à construção de fidelidade à marca desde a infância. Golin defendeu que as instituições desativem as ferramentas de IA da empresa, considerem abandonar outros produtos do Google e adotem buscadores com maior proteção à privacidade.

No Brasil, o Conselho Nacional de Educação (CNE) também discute limites para o uso dessas tecnologias. O órgão apresentou propostas para regulamentar a IA no ensino e apontou riscos relacionados à perda de habilidades cognitivas, a vieses algorítmicos e ao aprofundamento das desigualdades educacionais.

A mudança levanta questões sobre a autonomia das instituições para definir suas regras e a dependência de plataformas controladas por grandes empresas.

Em resposta às críticas, o Google afirmou na rede social X que ouviu os educadores. Disse que deixar os recursos de IA desativados por padrão atende aos pedidos por maior controle e que continuará trabalhando com as escolas para oferecer mais opções e aprimorar a busca para a aprendizagem.

Segundo a empresa, 150 milhões de estudantes e professores em todo o mundo utilizam o Google Classroom. Muitos alunos também dependem de Chromebooks fornecidos pelas próprias instituições.

Entramos em contato com o Google para entender se a regra também valerá para as escolas brasileiras e quando isso pode ocorrer. Assim que a empresa se posicionar, a matéria será atualizada.

O post Escolas que bloquearem IA poderão perder acesso ao Google Search apareceu primeiro em Olhar Digital.

Escolas que bloquearem IA poderão perder acesso ao Google Search Read More »

comparacao precos 1024x855

Modo IA do Google mostra preços 21,6% maiores em teste que a pesquisa tradicional

O Modo IA do Google apresentou produtos mais caros que a busca tradicional em um experimento da Productrise, empresa de SEO para comércio eletrônico. Na comparação, os mesmos produtos custaram, em média, 21,6% a mais quando encontrados pelo recurso de inteligência artificial.

A diferença aparece junto de outra mudança: o Modo IA costuma destacar vendedores diferentes dos resultados convencionais. Isso, porém, não significa que o Google esteja deliberadamente levando consumidores a opções mais caras. O experimento não comprova essa hipótese.

As ofertas do AI Mode ficaram 49% mais caras que as apresentadas nas listagens da busca tradicional, segundo o estudo. – Imagem: Reprodução/Productrise

O que a Productrise encontrou

A empresa fez buscas por produtos como “metal bidet attachment” (acessório de bidê de metal) e “manual grinder stainless steel” (moedor manual de aço inoxidável) nos dois formatos. Quando o mesmo item apareceu tanto na pesquisa tradicional quanto no Modo IA, o preço apresentado pela ferramenta de IA era, em média, 21,6% mais alto.

A posição das ofertas também mudou. Segundo a análise, as listagens do Modo IA apareciam 49% mais acima que as da busca tradicional. Na prática, isso significa que o usuário pode se deparar primeiro com uma oferta diferente daquela que encontraria na pesquisa convencional.

O vendedor principal também não foi o mesmo em boa parte dos casos.

  • Preços no Modo IA: 21,6% maiores, em média;
  • Listagens: 49% mais acima;
  • Vendedor principal diferente: 49,6% dos casos com sobreposição;
  • Produtos presentes nos dois formatos: apenas 1,28%.

Isso significa que a IA do Google leva a produtos mais caros?

Não necessariamente. Essa é uma das principais limitações do experimento.

A pesquisa encontrou uma diferença nos resultados, mas não demonstrou que o Google esteja usando informações pessoais para direcionar determinados consumidores a produtos mais caros. Essa prática, conhecida como “preço por vigilância”, sequer foi estabelecida pelo estudo.

Procurado sobre os resultados, o Google afirmou:

“Embora não tenhamos verificado a precisão das alegações deste relatório, todos os resultados de compras no Google, incluindo o Modo IA e a página de resultados de busca, são alimentados pela mesma fonte de dados: nosso Shopping Graph.”

A empresa também disse que é possível abrir uma oferta e comparar o preço daquele produto entre diferentes varejistas.

Logo do Google em uma tela de smartphone ao lado de um chip artisticamente concebido com os dizeres "AI"
Os resultados não provam que o Google esteja direcionando usuários deliberadamente para produtos mais caros, mas comparar preços entre diferentes vendedores pode revelar ofertas melhores. – Imagem: FotoField/Shutterstock

A comparação tem uma limitação importante

O número de produtos que apareceu nos dois formatos foi pequeno. Só 1,28% dos itens analisados estavam presentes tanto na busca tradicional quanto no Modo IA para a mesma pesquisa realizada no mesmo dia.

Leia mais:

Quando houve coincidência, o vendedor apresentado primeiro mudou em 49,6% das vezes. Para o consultor independente de SEO Brodie Clark, o resultado expõe inconsistências nas listagens gratuitas do Shopping Graph.

Clark também avaliou que o preço talvez não tenha o peso esperado na escolha dos produtos recomendados pela ferramenta.

Quem procura o menor preço pode escapar

Há um detalhe que reduz o impacto prático da descoberta. Segundo Clark, consumidores frequentemente passam pela oferta inicial do AI Mode e acabam clicando no varejista que apresenta o menor preço.

Na prática, quem compara os preços antes de comprar pode escapar das ofertas mais caras exibidas inicialmente pelo AI Mode. A questão é entender por que essas opções ganham destaque. O experimento identificou a diferença, mas não mostra que o Google esteja deliberadamente direcionando usuários para produtos mais caros.

Se ele apenas oferece inventário mais caro por padrão, não economizou nenhum trabalho para nós.

Katelyn Geary, estrategista sênior de SEO, em nota.

O post Modo IA do Google mostra preços 21,6% maiores em teste que a pesquisa tradicional apareceu primeiro em Olhar Digital.

Modo IA do Google mostra preços 21,6% maiores em teste que a pesquisa tradicional Read More »

busca google e1769510988782 1024x577

Resumo de IA no Google pode virar atalho e deixar jornais sem leitores

A disputa entre jornais franceses e o Google ganhou um novo capítulo após a chegada dos resumos gerados por inteligência artificial às buscas. A associação que reúne quase 300 jornais afirma que o recurso pode reduzir o tráfego dos sites e cobra o cumprimento de compromissos assumidos anteriormente pela empresa.

O grupo também questiona o uso de conteúdos jornalísticos nos recursos de IA sem uma compensação considerada adequada.

O Google passou a colocar resumos de IA acima dos links tradicionais, mudando o caminho entre a busca e a notícia. – Imagem: Mijansk786/Shutterstock

Jornais temem perder espaço para a IA

O centro da discussão é o AI Overviews, lançado na França no fim de julho. O recurso exibe um resumo produzido por inteligência artificial acima dos resultados tradicionais, reunindo informações de diferentes fontes.

Para os jornais, a mudança pode afetar diretamente o número de acessos. Se a resposta já aparece no Google, parte dos usuários pode não clicar nos links e deixar de visitar os sites que produziram o conteúdo original.

A associação APIG apresentou uma reclamação à autoridade de concorrência francesa e quer que o Google respeite compromissos firmados com grupos de mídia em 2022.

Entre os pontos levantados estão:

  • uso de conteúdos jornalísticos nos novos resumos de IA;
  • ausência de consentimento dos veículos, segundo a associação;
  • possível redução do tráfego para os sites dos jornais;
  • pedido de compensação pelo uso do conteúdo;
  • cobrança para que o Google respeite o acordo de 2022.

“Não queremos interromper a inovação”

Marc Feuillée, presidente da APIG e diretor-geral do jornal Le Figaro, destacou a importância das informações produzidas pelos veículos.

“A informação tem um valor considerável”, afirmou.

A entidade também deixou claro que não pretende barrar o avanço da inteligência artificial.

Os editores não estão tentando interromper a inovação. Eles estão pedindo que esse valor seja compartilhado e que haja compensação pelo uso de seu conteúdo.

Marc Feuillée, presidente da APIG e diretor-geral do jornal Le Figaro, em nota.

A disputa ocorre em um cenário difícil para a imprensa. Nas últimas duas décadas, muitos grupos de mídia viram suas receitas diminuir à medida que a publicidade migrou para a internet, onde empresas de tecnologia passaram a concentrar uma parcela significativa dos ganhos.

Logo do Google em uma tela de smartphone ao lado de um chip artisticamente concebido com os dizeres "AI"
A inteligência artificial está mudando até a forma como o público encontra e acessa notícias na internet. – Imagem: FotoField/Shutterstock

Google defende os resumos de IA

O Google afirma que os resumos permitem fazer perguntas mais complexas e ajudam os usuários a descobrir novos conteúdos. A empresa também diz oferecer controles para que os editores administrem o uso de seus materiais.

A questão, porém, não começou agora. Em 2024, a autoridade de concorrência francesa multou o Google em 250 milhões de euros, cerca de R$ 1,47 bilhão, por não respeitar partes do acordo firmado com grupos de mídia.

Leia mais:

Em dezembro de 2025, a União Europeia anunciou uma investigação para verificar se o Google violou regras de concorrência ao usar conteúdos publicados por veículos de comunicação e outros editores para treinar e fornecer serviços de IA sem compensação adequada.

O caso mostra que a expansão da inteligência artificial também está mexendo com a relação entre buscadores e produtores de conteúdo. Para os jornais, a preocupação é clara: manter o valor de um material jornalístico quando a resposta ao usuário pode aparecer antes mesmo do clique no site original.

O post Resumo de IA no Google pode virar atalho e deixar jornais sem leitores apareceu primeiro em Olhar Digital.

Resumo de IA no Google pode virar atalho e deixar jornais sem leitores Read More »

busca google e1769510988782 1024x577 1

Sua conversa com uma IA pode aparecer no Google? Entenda o caso

Centenas de diálogos compartilhados por usuários do Claude, chatbot de inteligência artificial da Anthropic, ficaram acessíveis publicamente após serem encontrados em mecanismos de busca.

A descoberta revelou que algumas interações com informações pessoais e profissionais estavam disponíveis online, levantando dúvidas sobre os limites de privacidade no uso de ferramentas de IA.

Chats com IA que pareciam privados foram encontrados online após indexação por mecanismos de busca. – Imagem: Mijansk786/Shutterstock

Segundo a BBC, os registros apareceram porque usuários escolheram compartilhar links de suas conversas com o Claude. Esses endereços acabaram indexados por buscadores como o Google, permitindo que terceiros encontrassem os materiais.

A opção de localizar esses conteúdos foi removida durante o fim de semana, mas parte dos links já havia sido salva e compartilhada na internet.

A Anthropic afirmou que os usuários continuam decidindo se querem ou não divulgar uma conversa. Uma porta-voz da companhia explicou que os links “não eram previsíveis ou detectáveis, a menos que as pessoas optassem por compartilhá-los por conta própria”.

Ela acrescentou que, ao tornar uma interação pública, o usuário permite que aquele material seja acessado e arquivado por serviços de terceiros, como ocorre com outros conteúdos disponíveis na web.

O recurso de compartilhamento do Claude informa que “qualquer pessoa com o link” pode visualizar a conversa, mas não deixa explícito que esse endereço poderia aparecer em resultados de pesquisa.

Currículos e informações de trabalho estavam entre os conteúdos

A descoberta inicial veio de usuários do Reddit, que encontraram mais de 200 conversas espalhadas por pelo menos 25 páginas de resultados.

Os diálogos mostravam diferentes usos do chatbot, incluindo:

  • Criação de textos inéditos sobre segurança na nuvem;
  • Discussões envolvendo projetos corporativos;
  • Auxílio na elaboração de currículos com dados pessoais;
  • Pesquisas confidenciais relacionadas ao trabalho, incluindo a área da saúde.

Entre os casos encontrados estava o de um usuário que pediu ajuda ao Claude para “se tornar a Raposa de Nove Caudas”. Depois, ele explicou que queria literalmente se transformar na criatura. O chatbot apresentou uma imagem gerada por IA e afirmou que o usuário havia recebido “poderes de raposa totalmente funcionais!”.

Também foram encontrados registros que pareciam envolver transcrições de conversas privadas e informações usadas em atividades profissionais.

Ícones dos aplicativos ChatGPT, Claude e Gemini exibidos na tela de um smartphone
A exposição de chats do Claude se soma a outros casos envolvendo plataformas de inteligência artificial. – Imagem: Primakov / Shutterstock

Claude segue casos semelhantes envolvendo IA

O episódio envolvendo a Anthropic não é o primeiro problema de exposição de conversas em plataformas de inteligência artificial. A BBC lembra que a OpenAI enfrentou uma situação semelhante com registros públicos do ChatGPT e depois alterou a forma de acesso a esses conteúdos.

O Grok, chatbot da plataforma X, também teve centenas de milhares de registros disponibilizados publicamente por meio de pesquisas online.

Leia mais:

Um porta-voz do Google afirmou à BBC que a empresa não decide quais páginas ficam públicas na internet, pois essa escolha depende dos próprios sites. Segundo ele, a companhia oferece ferramentas para impedir que páginas sejam rastreadas ou indexadas.

Com a retirada dos registros do Claude dos resultados de busca, a expectativa é que a Anthropic tenha usado mecanismos disponíveis para bloquear esses links.

O caso mostra que uma conversa criada em uma ferramenta de inteligência artificial pode ultrapassar rapidamente o ambiente privado quando um link público é compartilhado, tornando essencial avaliar com cuidado quais informações são divulgadas.

O post Sua conversa com uma IA pode aparecer no Google? Entenda o caso apareceu primeiro em Olhar Digital.

Sua conversa com uma IA pode aparecer no Google? Entenda o caso Read More »