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Nova IA da OpenAI promete funcionar como uma equipe digital

O CEO da OpenAI, Sam Altman, apresentou em Washington detalhes de um novo sistema de inteligência artificial com “agentes” capazes de trabalhar juntos e dividir tarefas. A tecnologia pode mudar a forma como profissionais lidam com atividades complexas.

A apresentação ocorreu durante reuniões com autoridades dos Estados Unidos, em um momento de debate sobre regras para o desenvolvimento de modelos avançados de IA.

OpenAI adia o lançamento do assistente de voz do ChatGPT. (Imagem: PatrickAssale / Shutterstock.com)

Nova tecnologia promete uma espécie de equipe digital

Durante os encontros, Altman explicou que o novo sistema poderá usar vários agentes de IA ao mesmo tempo, cada um responsável por uma parte de uma tarefa. A ideia é ampliar a capacidade dos modelos atuais, que hoje são usados principalmente para responder perguntas e gerar conteúdos.

Segundo o The Washington Post, o executivo afirmou que a tecnologia poderia ajudar a resolver problemas matemáticos ainda sem solução e assumir funções que normalmente dependeriam de profissionais especializados.

Um engenheiro de software, por exemplo, poderia usar os agentes para apoiar atividades de recursos humanos. Já um escritor poderia contar com a ferramenta para auxiliar em trabalhos relacionados ao design gráfico.

Entre as possibilidades apresentadas estão:

  • Divisão automática de tarefas entre diferentes agentes;
  • Execução de atividades complexas em segundo plano;
  • Apoio profissional em áreas fora da especialidade do usuário;
  • Colaboração entre múltiplos assistentes virtuais.

A proposta é transformar esses sistemas em uma estrutura de apoio capaz de acompanhar diferentes etapas de um trabalho.

OpenAI tenta antecipar regras para novos modelos

A visita de Altman a Washington aconteceu enquanto o governo americano avalia novas formas de acompanhar avanços em inteligência artificial e reduzir possíveis riscos.

O executivo se reuniu com integrantes da Casa Branca, parlamentares, autoridades de segurança e economistas. As conversas incluíram a criação de regras para que empresas comuniquem novos avanços tecnológicos ao governo.

A preocupação aumentou após um teste em que modelos da OpenAI conseguiram sair de um ambiente controlado e interagir com outra plataforma de IA durante uma avaliação de segurança. A empresa informou que desligou um dos modelos envolvidos, que ainda não estava previsto para lançamento público.

Ilustração conceitual de inteligência artificial derrubando cargo no mercado de trabalho
Um dos desafios da IA avançada é equilibrar inovação, segurança e preparação para o mercado de trabalho. – Imagem: Jack_the_sparow/Shutterstock

Mercado de trabalho entra no centro do debate

Além da segurança, o impacto da tecnologia nos empregos também foi discutido. Empresas do setor defendem que a IA pode aumentar a produtividade, enquanto trabalhadores demonstram preocupação com possíveis mudanças em suas funções.

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O senador Mark Warner destacou que a tecnologia pode criar oportunidades, mas afirmou que será necessário preparar profissionais para essa nova realidade.

“Eu acho que eles precisam contribuir com os recursos, sobre como preparar as pessoas para essa economia de IA”, disse Warner a jornalistas.

O debate também envolve a disputa tecnológica entre Estados Unidos e China. O presidente Donald Trump afirmou que o país precisa equilibrar controle e inovação para não perder competitividade.

Segundo o The Washington Post, a OpenAI continua negociando com autoridades enquanto desenvolve seus próximos sistemas. A empresa ainda não informou quando a nova tecnologia com agentes será lançada.

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Meta reinventa seu chatbot de IA com funções de agenda, pesquisa e planejamento

Nesta sexta-feira (24), a Meta anunciou uma atualização de seu chatbot de inteligência artificial que amplia a ferramenta para além de respostas, criação de imagens e elaboração de documentos. A novidade adiciona funções voltadas à organização pessoal, pesquisas aprofundadas e planejamento de tarefas.

A atualização permite que o assistente utilize informações do calendário do usuário para criar resumos diários, auxiliar na escolha de datas para compromissos e apoiar a organização de atividades. A empresa afirma que os novos recursos fazem parte de uma estratégia para aproximar sua IA de um modelo de assistente pessoal.

O lançamento ocorre em mercados selecionados por meio do aplicativo Meta AI e da versão web do serviço. A companhia informou que a expansão para outros países e plataformas, incluindo o WhatsApp, ocorrerá nas semanas seguintes.

Nova fase da Meta AI aposta em planejamento e autonomia

O chatbot Meta AI pode construir um cardápio semanal para o usuário, dentre outras tarefas – (Divulgação: Meta)

A Meta apresentou a atualização como uma evolução de seu chatbot, agora equipado com ferramentas que permitem acompanhar tarefas recorrentes e oferecer sugestões com base no contexto fornecido pelo usuário. A empresa afirma que o sistema pode ser configurado uma única vez para continuar executando determinadas funções sem novos comandos frequentes.

Entre os exemplos citados pela companhia estão a criação de planejamentos alimentares semanais, notificações sobre reposição de produtos e elaboração de resumos da agenda diária. O assistente também pode auxiliar em atividades práticas, como buscar móveis usados no Facebook Marketplace considerando um orçamento definido para uma reforma.

A ferramenta ganhou ainda recursos voltados a eventos e pesquisas. Segundo a Meta, o chatbot consegue procurar restaurantes adequados para uma ocasião específica e cruzar essa informação com a agenda do usuário para encontrar uma data compatível.

A empresa também afirma que o sistema passou a produzir relatórios, apresentações e planos com base em informações coletadas na internet. Outra mudança permite que usuários alterem a direção da pesquisa enquanto a resposta ainda está sendo construída, em uma dinâmica semelhante à oferecida por outros assistentes de inteligência artificial.

O chatbot Meta AI também pode criar sugestões de
O chatbot Meta AI também pode criar sugestões de “looks” para você vestir – (Divulgação: Meta)

A atualização é impulsionada pelo modelo Muse Spark 1.1, apresentado pela Meta como responsável por ampliar as capacidades do chatbot. A companhia relacionou a novidade ao conceito de “superinteligência pessoal”, expressão usada pelo presidente-executivo Mark Zuckerberg ao falar sobre o futuro da inteligência artificial.

A mudança representa uma alteração na estratégia anteriormente adotada pela empresa. De acordo com informações atribuídas ao jornalista Alex Heath, o diretor de produto da Meta, Chris Cox, havia orientado funcionários no ano anterior a priorizar entretenimento e conexão entre pessoas, em vez de concentrar esforços em produtividade, área disputada por empresas como OpenAI, Google e Anthropic.

Com os novos recursos, a Meta passa a posicionar seu chatbot em uma disputa mais direta com assistentes de inteligência artificial desenvolvidos por concorrentes. A companhia busca ampliar o uso cotidiano da ferramenta ao integrá-la a tarefas de organização, pesquisa e planejamento.

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OpenAI lança o Presence, plataforma para aprimorar o uso de agentes de IA nas empresas

A OpenAI anunciou nesta quarta-feira (22) o Presence, uma plataforma destinada a clientes corporativos que desejam colocar agentes de inteligência artificial em operação em processos internos e de atendimento ao público. A solução está disponível em um programa limitado para empresas elegíveis.

O produto foi desenvolvido para executar tarefas específicas, como responder a dúvidas, solucionar demandas, acessar sistemas autorizados, realizar ações previamente aprovadas e encaminhar casos para equipes humanas quando necessário. A proposta é oferecer maior confiabilidade para aplicações de alto impacto.

Segundo a empresa, o Presence reúne modelos de IA, políticas operacionais, mecanismos de controle, avaliações e um processo contínuo de aprimoramento para adaptar os agentes às mudanças em produtos, regras internas e comportamento dos usuários.

Plataforma combina IA, regras de negócio e supervisão humana

Chatbot responde os usuários no sistema Presence da OpenAI – (Divulgação: OpenAI)

A OpenAI afirma que cada implementação do Presence começa com a definição de um fluxo de trabalho específico. A partir dessa etapa, o agente recebe apenas o conhecimento e as permissões indispensáveis para executar aquela função.

Também cabe à empresa cliente estabelecer quais atividades podem ser realizadas automaticamente, quais exigem aprovação e em quais situações um atendente humano deve assumir o atendimento. Após a entrada em operação, as interações reais e os casos encaminhados para pessoas passam a servir como base para identificar limitações do sistema.

Conforme a OpenAI, o Codex sugere alterações que podem ser avaliadas pelas equipes antes da aprovação, permitindo que os agentes acompanhem mudanças nas políticas corporativas e nos hábitos dos usuários sem perder o controle das empresas sobre o processo.

A companhia informa ainda que acompanha os clientes durante toda a implantação, desde a identificação dos processos considerados mais relevantes até a integração com bases de conhecimento, sistemas internos, definição de permissões, testes e início da operação. Em projetos de maior escala, esse suporte pode continuar com participação da própria OpenAI e de integradores parceiros.

Neste momento, o Presence atende operações em voz e chat. Entre os exemplos apresentados estão atendimento ao cliente, vendas ativas e fluxos internos considerados de maior risco. Em um cenário descrito pela empresa, o agente pode compreender uma solicitação relacionada à cobrança, confirmar a identidade do usuário, consultar informações da conta, aplicar as regras definidas pela organização e executar uma ação autorizada.

A OpenAI afirma que parte dos elementos permanece padronizada entre diferentes implementações, como políticas, avaliações e critérios de escalonamento. Outros componentes podem ser personalizados conforme o canal de atendimento ou o processo escolhido, permitindo ampliar o uso da plataforma sem reconstruir toda a estrutura.

A empresa sustenta que o produto foi aperfeiçoado ao longo de projetos conduzidos com grandes organizações. Como exemplo, informa que o Presence é utilizado na linha telefônica em inglês da OpenAI, onde realiza verificação de identidade, utiliza informações da conta e executa ações autorizadas.

Segundo a companhia, o sistema passou a resolver 75% das demandas recebidas sem intervenção humana e reduziu em 15 pontos percentuais os encaminhamentos para atendentes após dez dias de melhorias promovidas com auxílio do Codex.

Sistema do Presence organizando as informações de uma empresa
Sistema do Presence organizando as informações de uma empresa – (Divulgação: OpenAI)

Entre as organizações que participam das primeiras iniciativas estão o BBVA, que avalia o uso de atendimento por voz para operações bancárias no México; o SoftBank, que testa conversas em japonês; e o IAG, que estuda a aplicação da tecnologia para oferecer suporte durante períodos de alta demanda, como eventos climáticos severos.

Ao comentar a parceria, Daniel Ordaz, responsável pela transformação em inteligência artificial do BBVA no México, afirmou que a instituição participa do desenvolvimento da plataforma para explorar novas experiências de atendimento financeiro por voz.

No BBVA, estamos trabalhando em estreita colaboração com a OpenAI para explorar como agentes confiáveis de atendimento podem ajudar a moldar o futuro dos serviços financeiros. Como parceiro de design do Presence, colaboramos para desenvolver e aperfeiçoar experiências de voz voltadas ao atendimento financeiro, com foco em oferecer interações mais rápidas, fluidas e personalizadas”, explicou Daniel Ordaz, Head de Transformação em IA do BBVA México, em declaração publicada pela OpenAI.

Antes da liberação para usuários, o Presence passa por simulações que incluem solicitações comuns, situações de exceção e cenários considerados de maior risco. A OpenAI explica que essas avaliações verificam se o agente alcançou o resultado esperado, respeitou as políticas estabelecidas, utilizou corretamente as ferramentas disponíveis e encaminhou casos para pessoas quando necessário.

Depois da implantação, indicadores de qualidade, registros das conversas e ocorrências de escalonamento continuam alimentando o processo de revisão. Conforme a empresa, o Codex analisa essas informações, propõe alterações e permite que cada atualização seja comparada com a versão em produção antes da aprovação definitiva.

A OpenAI informa que o Presence está disponível apenas para clientes corporativos elegíveis por meio de um programa de disponibilidade geral limitada. As implementações são conduzidas por engenheiros da própria empresa e por integradores globais selecionados. Até o momento, a plataforma não possui modalidade de contratação autônoma.

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Celulares com IA fazem tarefas sem abrir aplicativos

A inteligência artificial embarcada nos smartphones ganhou destaque durante a Conferência Mundial de Inteligência Artificial, em Xangai. Segundo matéria da AFP publicada no TechXplore, fabricantes apresentaram aparelhos capazes de executar tarefas por comando de voz, sem que o usuário precise abrir diversos aplicativos.

A proposta pode mudar a forma como usamos o celular, embora ainda encontre resistência de empresas que controlam algumas das maiores plataformas digitais.

A inteligência artificial quer transformar o smartphone em um verdadeiro assistente pessoal. – Imagem: MAYA LAB/Shutterstock

A promessa vai além dos aplicativos

Pelo menos três fabricantes levaram ao evento modelos equipados com agentes de IA. A ideia é transformar o smartphone em um assistente capaz de resolver tarefas sozinho, como comparar preços, organizar viagens, editar vídeos ou fazer pedidos de comida.

Entre os destaques estava o NaviX Ultra, da Nubia, equipado com o chatbot Doubao, desenvolvido pela ByteDance, dona do TikTok. Ao anunciar o aparelho, a empresa afirmou: Uma nova era dos smartphones com agentes de IA começa.”

O conceito não é exatamente novo. Um protótipo chamado “Doubao Phone” já havia demonstrado esse tipo de integração, mas acabou perdendo parte de suas funções depois que grandes plataformas restringiram o acesso do assistente.

As demonstrações incluíram recursos como:

  • Fazer pedidos de comida por comando de voz.
  • Comparar preços em diferentes lojas.
  • Organizar viagens e compras.
  • Editar vídeos e apoiar tarefas de produtividade.
Ilustração mostra ícones de aplicativos de delivery em um smartphone.
Fazer compras, pedir comida e editar vídeos, tudo sem aplicativos: essa é a aposta da nova geração de celulares. – Imagem ilustrativa gerada por IA

O desafio está fora do celular

Curiosamente, o maior obstáculo não é a inteligência artificial. O problema está na integração com aplicativos e serviços de empresas concorrentes, que nem sempre aceitam compartilhar esse acesso.

Para Kiranjeet Kaur, diretora associada de pesquisa da IDC, isso acontece porque as plataformas querem preservar o relacionamento direto com seus usuários. Elas perdem o controle para outra empresa.”

A especialista acrescenta que o setor ainda busca um modelo realmente eficiente. “Os agentes de IA são o sonho de todos, mas ainda não chegamos lá, afirma, lembrando que essas soluções ainda apresentam falhas em diferentes situações.

Segundo a imprensa especializada chinesa, citada pela matéria, o NaviX Ultra procura atuar em parceria com os aplicativos, sem tentar acessar sistemas de forma não autorizada.

Como usar apps para cuidar das plantas sem virar escravo do celular
Novos aparelhos prometem reduzir a necessidade de abrir aplicativos para executar ações do dia a dia. – Imagem criada com inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital)

A corrida está só começando

Outras empresas também apostam nesse caminho. A Honor apresentou o “Robot Phone”, equipado com uma câmera instalada em um pequeno braço robótico capaz de interpretar gestos, acompanhar músicas, fazer selfies e estabilizar vídeos. Já a startup StepFun revelou o STEPX Neo, integrado a serviços como Alipay e Didi para reunir compras, viagens, produtividade e edição de vídeos.

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Fora da China, Google e Brain Technologies também ampliam seus investimentos em celulares com inteligência artificial.

Marc Einstein, analista da Counterpoint Research, acredita que ainda não há um vencedor nessa disputa. Para ele, nos próximos cinco a dez anos, a relação entre usuários e smartphones poderá mudar profundamente, reduzindo a dependência dos aplicativos tradicionais e abrindo espaço para assistentes de IA cada vez mais presentes no cotidiano.

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Agora o Claude trabalha por você até com o notebook desligado

Segundo o TechCrunch, a Anthropic ampliou o acesso ao Claude Cowork. O agente de IA voltado para tarefas profissionais agora também pode ser usado na web e em dispositivos móveis.

A novidade permite iniciar uma atividade no computador, acompanhar seu andamento pelo celular e conferir o resultado mais tarde, mesmo com o notebook desligado.

Claude Cowork chega ao celular e à web para acompanhar tarefas profissionais iniciadas no computador. – Imagem: Primakov / Shutterstock

Trabalho continua em qualquer lugar

Lançado para desktop em janeiro, o Claude Cowork passa a integrar também as versões web e móvel para assinantes do plano Max. A mudança facilita o acompanhamento das tarefas sem que o usuário precise permanecer no mesmo dispositivo durante todo o processo.

Se surgir alguma decisão que dependa de aprovação, o agente interrompe a execução e pede a participação do usuário antes de continuar. A ideia é deixar as atividades avançando em segundo plano enquanto outras demandas são realizadas.

Logo da Anthropic em um smartphone na horizontal
A Anthropic aposta em agentes de IA capazes de acompanhar diferentes etapas da rotina profissional. – Imagem: Samuel Boivin/Shutterstock

Uso vai além da programação

A proposta da Anthropic é ampliar o espaço do Cowork nas atividades administrativas que ajudam empresas a funcionar diariamente. Projetos passam a ser compartilhados entre as versões web e desktop, tornando mais simples retomar uma tarefa de onde ela parou.

Entre as funções que o agente pode desempenhar estão:

  • Consolidar informações dispersas em relatórios.
  • Criar listas de verificação para integração de novos funcionários.
  • Produzir apresentações, propostas e textos.
  • Organizar planilhas e outras tarefas administrativas.

Outro recurso destacado é a capacidade de continuar executando tarefas em segundo plano, mesmo quando o dispositivo utilizado estiver offline.

Mãos robóticas sobre um teclado de notebook representam agentes de inteligência artificial realizando tarefas automatizadas na internet.
A nova versão permite compartilhar projetos entre desktop, web e dispositivos móveis. – Imagem: Koupei Studio / Shutterstock

Um exemplo na prática

Para ilustrar esse funcionamento, a empresa descreve uma preparação para reunião. O Claude analisa e-mails, transcrições e notícias recentes, monta um documento de briefing e deixa um e-mail de acompanhamento pronto para revisão, sem enviá-lo automaticamente.

Levantamento revela como empresas usam o Cowork

Uma análise de 1,2 milhão de sessões anonimizadas, realizadas por mais de 600 mil organizações durante as duas últimas semanas de maio, mostra que o uso da ferramenta está concentrado nas atividades que dão suporte ao funcionamento das empresas.

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As operações de processos de negócios responderam por 33,4% das sessões analisadas. Na sequência aparecem criação de conteúdo e redação, com 16,4%. O desenvolvimento de software representou 8,7% da utilização.

Em comunicado, a Anthropic afirmou: “Embora a programação ainda seja — compreensivelmente — um dos usos da IA que mais atrai atenção, o emprego da IA em atividades corporativas cotidianas está em ascensão, e começa a ficar claro em quais tipos de tarefas ela se mostra mais útil.”

A empresa também destacou: “Nosso objetivo é tornar isso uma referência para quem está buscando integrar produtos de IA ao seu trabalho diário e demonstrar onde o valor está mais concentrado.”

Com a chegada à web e aos dispositivos móveis, o Claude Cowork passa a acompanhar o usuário em diferentes momentos da rotina, ampliando o acesso ao agente para tarefas profissionais além do desktop.

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Guerra da IA: empresas dos EUA dizem que China copia seus chatbots

A disputa entre Estados Unidos e China pela liderança da IA ganhou um novo capítulo. Segundo reportagem do The Washington Post, empresas americanas afirmam que concorrentes chinesas estariam recorrendo à técnica de destilação para acelerar o desenvolvimento de seus próprios sistemas de IA.

A corrida deixou de envolver apenas inovação. Hoje, também reúne interesses econômicos, segurança nacional e a disputa pelo domínio de uma das tecnologias mais estratégicas do mundo.

Empresas como Anthropic e OpenAI alertam para práticas que podem estar acelerando o avanço da IA chinesa. – Imagem: Primakov / Shutterstock

Como funciona a destilação

Nos últimos meses, a Anthropic chegou a testar um sistema para identificar usuários do Claude Code ligados a empresas chinesas de IA. O mecanismo verificava informações como fuso horário e determinados domínios de internet, mas foi retirado após críticas de especialistas em privacidade.

O episódio expôs uma preocupação crescente das empresas americanas com a chamada destilação. A técnica utiliza respostas produzidas por modelos avançados para treinar sistemas menores e mais baratos. Embora seja comum na indústria, seu uso sem autorização viola as regras estabelecidas pelos desenvolvedores desses modelos.

Chineses reduzem a diferença

Conforme relata o The Washington Post, a distância tecnológica entre os dois países diminuiu rapidamente. Laboratórios chineses passaram a lançar sistemas capazes de competir com soluções desenvolvidas nos Estados Unidos e, em alguns casos, oferecendo alternativas gratuitas.

Entre os principais pontos destacados estão:

  • empresas americanas acusam rivais chinesas de usar destilação sem autorização;
  • modelos chineses gratuitos ganham espaço entre pesquisadores e desenvolvedores;
  • a Anthropic afirma ter identificado milhões de interações suspeitas com o Claude;
  • empresas dos EUA defendem regras mais rígidas para proteger seus modelos.

“Elas estão muito próximas”, disse Srinivas Mukkamala, CEO da empresa de cibersegurança Securin, ao comentar a evolução dos modelos chineses. Segundo ele, além da qualidade, essas soluções “não custam nada”.

Washington endurece o discurso

A Anthropic e a OpenAI passaram a defender que o uso indevido da destilação representa não apenas um problema de propriedade intelectual, mas também uma questão de segurança nacional. Essa visão passou a influenciar parte das discussões do governo americano sobre novas restrições ao acesso de laboratórios chineses às tecnologias desenvolvidas nos EUA.

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“A argumentação da Anthropic é que esta é uma disputa geopolítica pelo futuro do mundo, da liberdade e da democracia”, afirmou Kyle Chan, pesquisador do Centro para a China da Brookings Institution.

Pessoa utilizando ferramentas de inteligência artificial em um notebook.
Disputa entre gigantes da IA expõe nova era de espionagem, inovação e controle de tecnologia. – Imagem: vittaya pinpan / Shutterstock

Uma disputa sem prazo para acabar

Mesmo com restrições mais rígidas, impedir completamente o acesso aos modelos americanos continua sendo um desafio. Segundo o The Washington Post, usuários chineses recorrem a contas de terceiros, servidores proxy e outros serviços para contornar os bloqueios.

Especialistas também alertam que atribuir o avanço da IA chinesa apenas à destilação pode levar à subestimação da capacidade de inovação da indústria do país. Enquanto governos discutem novas barreiras e empresas reforçam seus mecanismos de proteção, a competição entre Estados Unidos e China continua moldando o futuro da inteligência artificial.

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Nova geração da IA pode disparar o consumo de energia dos data centers

Os agentes de IA estão entre as apostas mais promissoras da inteligência artificial. Mas, à medida que assumem tarefas mais complexas, um problema começa a ganhar atenção: o consumo de energia.

Segundo o TechXplore, pesquisadores descobriram que esses sistemas podem gastar até 136,5 vezes mais eletricidade por consulta do que a IA generativa convencional, colocando a eficiência energética no centro das próximas discussões sobre a tecnologia.

Uma única consulta a um agente de IA pode consumir, em média, 348,41 watts-hora em modelos de grande porte. – Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital)

Muito além de responder perguntas

Os agentes de IA representam uma evolução dos grandes modelos de linguagem. Em vez de apenas gerar respostas, conseguem planejar tarefas, utilizar ferramentas externas, executar códigos e tomar decisões ao longo de várias etapas.

Foi justamente esse comportamento que levou pesquisadores do Instituto Avançado de Ciência e Tecnologia da Coreia (KAIST) a medir, pela primeira vez, o custo computacional e energético desses sistemas em condições reais de operação.

O consumo cresce rapidamente

A pesquisa mostrou que o gasto energético pode ser até 136,5 vezes maior do que o registrado em sistemas tradicionais de perguntas e respostas.

Isso acontece porque um agente de IA consulta repetidamente os grandes modelos de linguagem (LLMs) durante uma mesma tarefa, exigindo muito mais processamento.

Entre os principais resultados estão:

  • consumo de energia até 136,5 vezes maior por consulta;
  • aumento da latência em até 153,7 vezes;
  • GPUs permanecendo ociosas por até 54,5% do tempo de execução;
  • consumo médio de 348,41 watts-hora por consulta em um modelo com 70 bilhões de parâmetros.

Este estudo é o primeiro a demonstrar quantitativamente não apenas como a IA está se tornando mais inteligente, mas também quanta eletricidade e quais custos são necessários para implementar e sustentar essa inteligência.

Minsoo Rhu, professor da Escola de Engenharia Elétrica do KAIST, em nota.

Data center com chip grande de inteligência artificial (IA) na parede, no final de um corredor
Data centers podem sentir o impacto da nova geração de agentes de IA, que exigem muito mais processamento para cada tarefa. – Imagem: Junayed graphics/Shutterstock

O próximo desafio da inteligência artificial

Os pesquisadores também simularam um cenário com 13,7 bilhões de solicitações diárias de agentes de IA, volume semelhante ao das pesquisas feitas atualmente no Google. Nessa situação, os data centers consumiriam cerca de 198,9 gigawatts, o equivalente a aproximadamente metade do consumo médio de energia dos Estados Unidos.

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O estudo também identificou outro gargalo: enquanto ferramentas externas executam determinadas etapas, GPUs de alto desempenho permanecem ociosas durante parte do tempo, reduzindo a eficiência do sistema.

Para a equipe do KAIST, o avanço da IA dependerá da evolução conjunta de modelos, chips de IA, data centers e infraestrutura energética.

“À medida que os agentes de IA se disseminam, será cada vez mais importante adotar uma abordagem integrada de codesign que otimize não apenas a infraestrutura de data centers para IA, mas também os modelos de agentes de IA e a infraestrutura de energia”, destacou Minsoo Rhu.

Os pesquisadores também disponibilizaram em código aberto as implementações dos agentes de IA e os benchmarks utilizados no estudo, o que pode acelerar novas pesquisas e contribuir para o desenvolvimento de uma infraestrutura mais sustentável.

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Alibaba lança modelos de IA para robôs e acelera transição de chatbots para agentes autônomos na China

A gigante chinesa Alibaba divulgou, nesta terça-feira (16), em Pequim, seus primeiros modelos de inteligência artificial desenvolvidos especificamente para aplicação em robôs. O anúncio foi feito em meio à reconfiguração do setor tecnológico na China.

A iniciativa surge em um momento em que empresas do país passam a reduzir o foco em sistemas de chatbot tradicionais e direcionam esforços para agentes de IA mais avançados. Esses sistemas são projetados para executar tarefas mais complexas e ampliar a capacidade operacional de máquinas.

Segundo a companhia, a estratégia acompanha uma tendência mais ampla da indústria, que busca aplicações de maior valor econômico e maior autonomia para sistemas inteligentes.

Alibaba acelera aposta em inteligência artificial voltada à robótica

Imagem: testing/Shutterstock

O movimento da Alibaba ocorre dentro de uma transição mais ampla no mercado chinês de tecnologia, que vem migrando de soluções baseadas em conversação para ferramentas capazes de executar ações práticas. A empresa integra esse esforço ao lançar seus primeiros modelos de IA com foco em robôs.

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(Imagem: zhu difeng / Shutterstock)

De acordo com a empresa, a nova geração de sistemas busca tornar máquinas mais inteligentes e funcionais, com capacidade de lidar com tarefas mais complexas. Essa mudança acompanha a evolução do setor, que enxerga nos chamados agentes de inteligência artificial uma oportunidade de expansão mais rentável.

O anúncio foi registrado em Pequim e ocorre em um ambiente de forte competição entre companhias de tecnologia na China. O reposicionamento estratégico indica uma tentativa de capturar valor em áreas além dos chatbots, que até então concentravam grande parte do desenvolvimento em inteligência artificial.

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Tráfego de IA supera o de humanos na internet pela primeira vez

A internet atingiu um marco inédito: pela primeira vez, o tráfego gerado por agentes de inteligência artificial (IA) superou o produzido por usuários humanos. Os dados foram divulgados pela Cloudflare, uma das maiores empresas de hospedagem e infraestrutura da internet, e mostram que os chamados bots agentivos já representam 57,4% das requisições online, enquanto os humanos respondem por 42,6%.

A informação foi compartilhada por Matthew Prince, cofundador e CEO da Cloudflare, em publicações na rede social X nesta semana. Segundo ele, a mudança ocorreu mais cedo do que o esperado. Prince afirmou que acreditava que essa virada só aconteceria no fim de 2027, depois no início daquele ano, mas o crescimento acelerado dos agentes de IA antecipou o cenário.

O que está por trás do aumento do tráfego de IA

É importante destacar que os números divulgados pela Cloudflare não incluem apenas os bots tradicionais da internet, como rastreadores de mecanismos de busca e ferramentas de monitoramento. Esse tipo de automação já superava o tráfego humano em determinados contextos há mais de uma década.

O dado da Cloudflare se refere especificamente aos agentes de IA que navegam pela web em nome dos usuários. São sistemas capazes de pesquisar informações, visitar páginas e reunir resultados para responder perguntas feitas em chatbots e outras ferramentas baseadas em inteligência artificial.

Na prática, isso significa que mais agentes automatizados estão acessando sites do que pessoas. Ainda assim, os usuários humanos continuam sendo os principais responsáveis pela interação direta com conteúdos, enquanto as IAs realizam um volume maior de visitas e consultas.

Diferenças entre regiões

A distribuição do tráfego varia de acordo com a localização. Na América do Norte, os bots já representam 68,6% da atividade online, contra 31,4% de origem humana.

Em regiões menores, porém, o cenário pode ser diferente. No Meio-Oeste dos Estados Unidos, por exemplo, os humanos ainda lideram, com 54,5% do tráfego, enquanto os bots ficam com 45,5%.

Segundo os dados divulgados, América do Sul, Ásia e Oceania ainda registram predominância de atividade humana na maior parte do tempo. Já América do Norte, Europa e África tendem a apresentar participação mais elevada dos agentes automatizados.

Há também casos extremos. Em horários de pico, até 97% do tráfego originado em Gibraltar é atribuído a bots. No sentido oposto, Cuba e Laos registram participação humana de 80,8% e 84,7%, respectivamente.

Crescimento acelerado surpreendeu a Cloudflare

Em entrevista à NBC News, Prince afirmou estar surpreso com a velocidade do avanço do tráfego não humano. Segundo ele, os gráficos apresentam algumas imperfeições, mas a tendência já é clara e indica uma mudança estrutural no comportamento da internet.

O executivo também observou que um usuário pode visitar apenas alguns sites antes de concluir uma compra, enquanto um sistema de IA pode consultar milhares de páginas para executar uma tarefa semelhante.

Prince afirmou ainda que a web passou por um período de retração entre 2015 e 2025, mas que os últimos seis meses marcaram uma mudança significativa, com crescimento acelerado impulsionado pelo uso de inteligência artificial.

Debate sobre a “Teoria da Internet Morta”

O avanço dos bots reacendeu discussões sobre a chamada Dead Internet Theory (Teoria da Internet Morta), que sustenta que a maior parte da atividade online passaria a ser produzida por sistemas automatizados em vez de pessoas.

Embora alguns usuários vejam os novos dados como uma confirmação dessa hipótese, Prince discorda. Para ele, as ferramentas de IA estão ampliando o acesso à criação de conteúdo, permitindo que mais pessoas produzam material online sem precisar dominar programação ou design.

O executivo também apontou possíveis impactos econômicos dessa transformação. Segundo ele, os bots não clicam em anúncios da mesma forma que os usuários humanos, o que levanta dúvidas sobre a sustentabilidade do modelo de negócios atual da internet.

Uma das alternativas mencionadas por Prince seria cobrar dos agentes automatizados pelo acesso ao conteúdo produzido por usuários e sites. Na avaliação dele, um modelo desse tipo poderia ajudar a redefinir a economia da web nos próximos anos.

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Empresas ainda não sabem transformar ganhos da IA em resultados, diz relatório

Trabalhadores de escritório estão adotando ferramentas de inteligência artificial em ritmo acelerado, mas os efeitos dessa tecnologia sobre produtividade e eficiência ainda geram dúvidas. É o que mostra o relatório AI at Work, divulgado pelo Boston Consulting Group (BCG).

Segundo o levantamento, 74% dos trabalhadores administrativos sem função gerencial afirmam usar IA com frequência, um salto de 23 pontos percentuais em relação ao ano anterior. Mesmo com essa adoção acelerada, muitas empresas ainda não conseguem transformar esse avanço em resultados concretos, explica a Bloomberg.

Tempo economizado ainda não é considerado

Mais de 40% dos profissionais sem cargo de gestão disseram economizar pelo menos um dia inteiro de trabalho por semana graças às ferramentas de IA. Apesar disso, o BCG aponta que líderes e empresas ainda não sabem exatamente como utilizar esse tempo recuperado de maneira eficiente.

Todo mundo fala sobre a IA substituindo o trabalho, mas na verdade trata-se de repensar o valor humano agregado internamente. Esse é o papel dos líderes.

Vinciane Beauchene, uma das autoras do relatório, em nota.

O estudo questiona a ideia de que a simples adoção da IA levará automaticamente ao aumento de produtividade, mesmo diante dos enormes investimentos feitos no setor nos últimos anos. Ao mesmo tempo, a pesquisa indica que a tecnologia está alterando a rotina profissional de forma profunda, e nem sempre positiva.

Satisfação e sobrecarga ao mesmo tempo

Quase metade dos entrevistados afirmou passar mais tempo supervisionando e direcionando a IA do que executando as próprias tarefas. Cerca de dois terços disseram que a tecnologia aumentou a satisfação no trabalho, mas aproximadamente 41% relataram maior desgaste mental. Os autores do relatório chamaram esse fenômeno de “paradoxo da alegria”: a IA torna o trabalho melhor e mais difícil ao mesmo tempo.

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“A equação da alegria se reescreve dentro de um ano de uso da IA”, disse Sylvain Duranton, outro coautor do estudo. “No início, a novidade e o esforço cognitivo alimentam o prazer, mas essa ‘lua de mel com a IA’ desaparece sem clareza estratégica.”

Agentes de IA ganham espaço

O relatório também registra o crescimento dos agentes de IA: 30% dos entrevistados afirmaram que esse tipo de ferramenta já faz parte de seus fluxos de trabalho — mais do que o dobro do registrado um ano atrás. Mais de 60% disseram acreditar que esses agentes poderão executar ao menos metade de suas tarefas nos próximos três anos.

A pesquisa ouviu cerca de 12 mil trabalhadores de diferentes setores em 14 países e regiões. O estudo analisou temas como adoção de IA, expectativas dos profissionais, liderança e transformação organizacional. Segundo o BCG, trabalhadores sem cargo gerencial na Índia, no Brasil e na África do Sul relataram uso regular de IA acima da média global, enquanto os dos Estados Unidos, França e Itália ficaram abaixo dessa média.

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