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Uber entra no ramo hoteleiro com auxílio da inteligência artificial; entenda

Nesta quarta-feira (29), a Uber emitiu um comunicado à imprensa informando sua entrada formal no ramo hoteleiro graças a uma parceria com a empresa de viagens Expedia Group. Agora, usuários dos EUA podem reservar quartos de hotel diretamente pelo aplicativo de transporte.

Segundo a apuração do TechCrunch, só foi possível criar essa integração tão rápida entre a Uber e o ramo de hotelaria devido à inteligência artificial, que atuou como uma programadora para desenvolver a arquitetura de software.

Para quem tem pressa:

  • O aplicativo de transporte Uber agora possibilita, aos usuários dos EUA, a reserva de quartos de hotel;
  • A reserva pode ser feita em mais de 700 mil hotéis;
  • O desenvolvimento da arquitetura de software, a qual permitiu essa integração da Uber com a empresa Expedia Group, ocorreu graças à programação de uma inteligência artificial.

Uber agora também se encontra no ramo hoteleiro

Quarto de hotel (Reprodução: DALL-E/ChatGPT) – Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital)

O aplicativo de transporte mais famoso do mundo, Uber, agora permite que usuários dos Estados Unidos reservem quartos de hotel diretamente pelo app. Essa realidade é possível graças a uma parceria entre Uber e a Expedia Group, uma empresa que atua há anos no ramo de viagens e hotelaria.

A novidade foi anunciada durante o evento anual da empresa, o GO-GET, onde foi apresentada uma série de novos produtos e reforçou sua estratégia de integrar diferentes aspectos da vida cotidiana em uma única plataforma.

O diretor de tecnologia da Uber, Praveen Neppalli Naga, contou ao TechCrunch que o desenvolvimento da arquitetura de software necessária para fazer essa integração entre as duas empresas, normalmente, levaria até um ano. Contudo, a equipe resolveu utilizar uma inteligência artificial avançada para fazer o trabalho pesado.

Com a programação agora automatizada, a integração dos softwares de ambas as empresas e a adição de recursos com IA ficaram prontas em menos de um ano, o que economizou vários meses na agenda das companhias.

Embora o serviço esteja disponível apenas nos Estados Unidos, os quartos de hotel não se limitam a este território. Isso porque os clientes têm um extenso portfólio de mais de 700 mil hotéis por todo o mundo para realizar uma reserva.

Além disso, a parceria deve ser expandida para outros países no futuro, e haverá integração direta com o aplicativo da Expedia, permitindo que usuários também reservem corridas da Uber ao planejar suas viagens.

Uber
Fachada de um prédio da Uber (Imagem: JHVEPhoto / Shutterstock.com)

Leia mais:

Assinantes do plano Uber One terão 20% de desconto na reserva de um quarto de hotel de uma lista seleta com 10 mil hotéis e ainda receberão 10% de cashback em créditos Uber para cada reserva realizada.

Outra novidade é que os usuários podem realizar a reserva de forma tradicional (dedos clicando na tela) ou via comandos de voz por inteligência artificial. Também, há o lançamento do “modo viagem”, o qual funciona como um guia para pontos turísticos e estabelecimentos locais.

Esse modo inclui recomendações personalizadas, reservas em restaurantes via integração com plataformas como OpenTable e até funcionalidades semelhantes a “serviço de quarto”, com entregas diretamente no hotel.

Não há informação de quando a Uber permitirá que usuários de outros países tenham acesso a um sistema de reserva de hotéis como o de agora. Ainda assim, a empresa já indicou que pretende ampliar gradualmente essas funcionalidades, alinhando-se ao objetivo de se tornar um “aplicativo para tudo”, reunindo mobilidade, entregas e viagens em um só lugar.

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Agente de IA apagou o banco de dados inteiro de uma empresa – e pediu desculpas

Um agente de inteligência artificial voltado para tarefas de programação apagou todo o banco de dados uma empresa em questão de segundos – e sem autorização. O incidente aconteceu na PocketOS, desenvolvedora de software para locadoras de veículos, e causou uma interrupção de mais de 30 horas nos serviços.

O sistema responsável foi o Cursor, um agente de codificação baseado no modelo Claude Opus 4.6, da Anthropic, amplamente utilizado por desenvolvedores para automatizar tarefas técnicas. De acordo com o fundador da PocketOS, Jer Crane, o problema ocorreu durante uma operação considerada rotineira.

Em publicação no X, Crane explicou que o agente decidiu agir de forma autônoma ao tentar resolver uma falha relacionada a credenciais, optando por excluir o banco de dados (e o backups) sem pedir autorização ou confirmação humana. “Levou nove segundos”, contou o fundador.

O próprio sistema reconheceu o erro. Ao ser questionado, apresentou uma explicação detalhada, admitindo ter ignorado protocolos de segurança. Na mensagem, a IA afirmou: “Excluir um volume de banco de dados é a ação mais destrutiva e irreversível possível – muito pior do que um ‘force push’ – e você nunca me pediu para excluir nada. Decidi fazer isso por conta própria para ‘corrigir’ a incompatibilidade de credenciais, quando deveria ter lhe consultado primeiro ou encontrado uma solução não destrutiva”.

A falha fez com que clientes da PocketOS perdessem acesso a dados importantes, incluindo registros e reservas. “As reservas feitas nos últimos três meses desapareceram. Os cadastros de novos clientes também”, disse Crane.

Agente de IA não teria pedido autorização humana antes de apagar o banco de dados – Imagem: VesnaArt/Shutterstock

Empresa conseguiu corrigir erro do agente de IA

A empresa conseguiu recuperar os dados excluídos dois dias após o ocorrido. Ainda assim, o episódio levantou preocupações sobre o uso de agentes autônomos em ambientes críticos.

Para Crane, o problema vai além de um erro pontual. “Esta não é uma história sobre um agente ruim ou uma API ruim. Trata-se de um setor inteiro que está integrando agentes de IA à infraestrutura de produção mais rapidamente do que está construindo a arquitetura de segurança necessária para tornar essas integrações seguras”, afirmou.

O caso foi reportado pelo site Euronews.

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Google apresenta o Agentic Data Cloud, nova plataforma de dados para agentes de IA

Nesta quarta-feira (22), o Google anunciou no evento Google Cloud Next 2026 uma nova infraestrutura de dados baseada em inteligência artificial, intitulada Agentic Data Cloud. A proposta é criar uma nuvem/rede de dados que forneça a alta eficiência que agentes de IA requerem para funcionar sem gargalos.

Isto é, em vez de sistemas que apenas armazenam informações ou respondem a perguntas, a empresa defende a criação de plataformas capazes de interpretar dados, tomar decisões e executar ações de forma autônoma.

O desenvolvimento desta tecnologia é justificado porque a arquitetura de software passada, ainda utilizada pelas IAs generativas, não dará conta das necessidades dos agentes de IA, que ao invés de precisarem de um comando para agir, trabalham ‘autonomamente’.

Além disso, a proposta procura superar problemas comuns nos modelos tradicionais de dados, como a dispersão das informações em diferentes sistemas, a complexidade na gestão e controle dos dados, e a ausência de uma camada de significado semântico.

Ou seja, a dificuldade das máquinas em interpretar o verdadeiro sentido dos dados corporativos. Segundo o Google, quando esse nível de compreensão não existe, os agentes de inteligência artificial acabam produzindo respostas menos precisas ou até incompletas.

Entre os destaques apresentados estão novas soluções voltadas à integração de dados, à padronização dos significados dentro das organizações e à conexão entre sistemas distribuídos em múltiplas nuvens, incluindo Google Cloud, AWS e Azure. Essa estratégia multicloud tem como objetivo diminuir as limitações de integração entre plataformas de diferentes fornecedores e viabilizar a circulação constante de dados entre variados ambientes corporativos.

Além disso, a empresa introduziu funcionalidades que automatizam processos de engenharia de dados e oferecem análise em formato conversacional, possibilitando que usuários consultem e explorem bases complexas utilizando linguagem natural. Na prática, isso diminui a dependência de consultas técnicas complexas e da geração manual de relatórios, tornando o acesso aos sistemas de dados mais direto para usuários de áreas de negócio.

O que é o Google Cloud Next?

Banner do evento Google Cloud Next 2026 (Divulgação: Google) – (Divulgação: Google)

O Google Cloud Next é uma conferência anual na qual a empresa divulga novidades relacionadas à computação em nuvem, cibersegurança, inteligência artificial, novos produtos e muito mais.

A edição de 2026 ocorre entre os dias 22 e 24 de abril no Mandalay Bay Convention Center, Las Vegas (EUA). O evento é destinado a desenvolvedores, engenheiros de dados, profissionais de TI e jornalistas que cobrem tecnologia.

O que é o Agentic Data Cloud?

Ilustração de robô humanoide com inteligência artificial digitando em computador desktop num escritório
Imagem: Pedro Spadoni via DALL-E/Olhar Digital

O Agentic Data Cloud é a principal proposta apresentada pelo Google para a nova geração de infraestrutura de dados.

Em vez de enxergar os dados como um armazenamento fixo e passivo, essa abordagem os converte em um ecossistema ativo e em constante movimentação, no qual agentes de inteligência artificial interpretam as informações e interagem diretamente com os sistemas das empresas. Isso transforma a própria infraestrutura de dados em um “motor de decisão” automatizado.

O objetivo central é aproximar o momento de compreensão dos dados da execução de ações práticas, o que diminui a separação entre análise e operação. Com isso, é possível automatizar processos corporativos de maneira mais abrangente, eficiente e com maior capacidade de decisão inteligente.

O objetivo final é desenvolver sistemas corporativos que vão além de apenas fornecer informações, passando também a realizar tarefas de maneira automática e contínua.

Leia mais:

Vantagens do Agentic Data Cloud

Conhecimento semântico unificado

imagem mostra vários códigos de um programa, exibidos em uma tela
Ilustração de várias linhas de código (Reprodução: Rahul Mishra/Unsplash)

Um dos fundamentos do sistema é o chamado Knowledge Catalog, que representa uma evolução das ferramentas tradicionais de catalogação de dados.

Ele estabelece uma camada de significado sobre as informações corporativas, garantindo que termos como “lucro”, “cliente ativo” ou “margem” tenham definições padronizadas e consistentes. Dessa forma, evita-se que a inteligência artificial dependa de interpretações ambíguas ou inconsistentes desses conceitos.

Processamento de dados não estruturados

A solução também inclui a capacidade de analisar automaticamente conteúdos não estruturados, como arquivos PDF, imagens e documentos diversos.

Esses materiais passam a ser interpretados por modelos de IA, que conseguem identificar entidades, relações entre informações e contexto, tornando a exploração desses dados mais simples e acessível para os agentes.

Integração entre sistemas corporativos

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Imagem: Apichatn/Shutterstock

Outro elemento importante é a integração com plataformas corporativas externas, como Salesforce, SAP e Workday. Essa conectividade permite que dados antes fragmentados e isolados em diferentes sistemas sejam reunidos dentro de uma única camada contextual, facilitando o acesso e a utilização conjunta das informações.

Além disso, o Google ressaltou a adoção do conceito de “zero-copy federation”, uma abordagem que possibilita consultar e utilizar dados distribuídos em diferentes sistemas sem a necessidade de copiá-los ou transferi-los fisicamente.

Com isso, há uma redução de custos operacionais, eliminação de duplicidades e maior agilidade no acesso às informações por agentes de inteligência artificial.

O projeto também projeta mudanças de funções para programadores

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Mulher programando um software (Imagem: gorodenkoff/iStock)

Outro aspecto fundamental da proposta envolve uma mudança no papel de engenheiros de dados e desenvolvedores. Em vez de construírem manualmente pipelines e integrações, esses profissionais passam a desempenhar uma função mais voltada à coordenação e supervisão de agentes de inteligência artificial.

Nesse contexto, o Google apresentou o Data Agent Kit, um conjunto de ferramentas que pode ser incorporado a ambientes de desenvolvimento já utilizados, como o VS Code e terminais de programação. A proposta é viabilizar que a própria IA produza código de forma automatizada, selecione frameworks adequados e organize fluxos de dados com maior autonomia.

Dentro desse ecossistema, também foram apresentados agentes com funções específicas, como:

  • O Data Engineering Agent, responsável por automatizar a criação de pipelines e assegurar práticas de governança de dados;
  • O Data Science Agent, que apoia o treinamento e a gestão do ciclo de vida de modelos de inteligência artificial;
  • E o Database Observability Agent, voltado ao monitoramento de bancos de dados e à detecção de falhas em tempo real.

Infraestrutura multicloud e eliminação de silos

O Google também enfatizou o desenvolvimento de uma arquitetura de dados multicloud, voltada a permitir que organizações integrem diferentes provedores de nuvem sem comprometer o desempenho.

Essa abordagem contempla conexões diretas com AWS e Azure, além da adoção de padrões abertos baseados em tecnologias como Apache Iceberg, o que possibilita a leitura e o compartilhamento de dados entre diversas plataformas sem a necessidade de migração.

Outro destaque mencionado foi o Spanner Omni, uma solução que viabiliza a execução do banco de dados global do Google em múltiplos ambientes, incluindo outras nuvens e infraestruturas locais, preservando a consistência dos dados e garantindo alta disponibilidade.

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China: Volkswagen integra agentes de IA em carros locais

A Volkswagen anunciou que equipará novos carros produzidos para a China com agentes de inteligência artificial (IA) a partir do segundo semestre deste ano, em tentativa de acompanhar a tecnologia avançada oferecida no maior mercado automotivo do mundo.

A montadora alemã está correndo para competir com fabricantes chineses que estabelecem ritmo mais acelerado na eletrificação, recursos digitais, preços e velocidade de desenvolvimento.

Em evento realizado em Pequim (China) antes do início do salão do automóvel anual da cidade, a Volkswagen disse que, a partir do segundo semestre deste ano, apresentará “agentes de IA a bordo” em veículos que utilizam sua arquitetura eletrônica exclusiva para a China.

A tecnologia permitirá “interação altamente intuitiva e semelhante à humana” entre o veículo e o motorista, garantindo “proteção robusta de dados pessoais“. Diferentemente de um assistente de voz, que responde perguntas simples, os agentes de IA podem lidar com tarefas mais complexas e tomada de decisões, informou a empresa.

Agentes de IA da Volkswagen poderão desde agendar um jantar até organizar o estacionamento do veículo – Imagem: fotokaleinar/Shutterstock

Leia mais:

Agentes de IA da Volkswagen e sua estratégia de reposcionamento

O principal executivo da Volkswagen na China, Ralf Brandstaetter, disse à Reuters após o evento que, com essa tecnologia, o carro pode buscar o restaurante mais bem avaliado em determinada área e fazer e confirmar reservas por conta própria. O sistema também pode levar o motorista ao restaurante e organizar o estacionamento, explicou Brandstaetter.

  • A Volkswagen está tentando se reposicionar no país como uma empresa com estratégia específica para veículos elétricos e inteligentes na China, em vez de um fabricante tradicional com forte presença em combustão interna;
  • No que chama de sua “maior ofensiva de mobilidade elétrica” na China, o grupo planeja lançar mais de 20 novos veículos eletrificados, totalizando 50 novos modelos no mercado até 2030;
  • O CEO do Grupo Volkswagen, Oliver Blume, disse no evento que os lançamentos de modelos e planos tecnológicos enviam uma mensagem clara: “Estamos de volta“;
  • A estratégia “Na China, para a China” da montadora foca na expansão das capacidades locais de pesquisa e desenvolvimento, aceleração dos cronogramas de desenvolvimento e aprofundamento das parcerias locais;
  • Ao lado de Blume, Yu Kai, CEO da fabricante chinesa de chips automotivos Horizon Robotics, disse que a IA agêntica da Volkswagen construída com a Horizon permitirá que a tecnologia se expanda além do segmento premium para o mercado de massa.

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Um Openclaw para WhatsApp? Startup lança agente de IA que trabalha via mensageiros

A startup indiana Emergent, conhecida por sua plataforma de vibe-coding, acaba de dar um passo ambicioso no campo da inteligência artificial. A empresa lançou o Wingman, um agente de IA autônomo focado em mensagens, que não apenas ajuda a criar softwares, mas passa a executá-los e operar fluxos de trabalho em segundo plano.

Conforme reportado pelo TechCrunch, o Wingman entra em um território explorado por ferramentas como o OpenClaw e os agentes da Anthropic. O objetivo é permitir que a IA realize tarefas rotineiras — como gerenciar e-mails, calendários e softwares corporativos — de forma independente, mas sob a supervisão do usuário.

O copiloto que vive no seu chat

O grande diferencial da Emergent é a interface. Em vez de exigir que o usuário aprenda a usar uma nova plataforma, o Wingman funciona dentro de aplicativos de mensagens que já fazem parte do dia a dia, como WhatsApp, Telegram e iMessage.

“Muitas tarefas reais já acontecem via chat, voz e e-mail – pedir algo, fazer o acompanhamento, compartilhar contexto. Cada vez mais, essas serão as principais formas de trabalharmos com agentes também”, afirmou Mukund Jha, cofundador e CEO da Emergent, ao TechCrunch.

Principais recursos do Wingman:

  • Fronteiras de confiança: o agente realiza tarefas rotineiras sozinho, mas, para passos mais consequentes ou decisões críticas, ele interrompe a execução e pede aprovação via chat.
  • Integração total: ele roda em segundo plano conectado a ferramentas de produtividade, sendo capaz de cruzar dados entre o seu calendário e o seu e-mail para resolver pendências.
  • Acessibilidade: focado em usuários não técnicos, ele segue a filosofia do “vibe-coding”, em que basta dizer o que você quer que seja feito.

Uma startup de US$ 300 milhões

Fundada em 2025 e sediada em Bengaluru, a Emergent já é considerada uma “queridinha” dos investidores de risco. Em janeiro, a startup levantou US$ 70 milhões em uma rodada liderada por gigantes como SoftBank e Khosla Ventures, atingindo uma avaliação de US$ 300 milhões.

Atualmente, mais de 8 milhões de pessoas já utilizaram as ferramentas de criação da empresa. Com o Wingman, a Emergent quer provar que a IA pode ir além de ser apenas uma ferramenta de consulta ou criação, tornando-se uma ferramenta de execução.

O Wingman está sendo lançado em um modelo de teste gratuito limitado. Após esse período, o acesso será pago, com integração direta para quem já possui contas na plataforma da Emergent.

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Opera integra ChatGPT, Claude e outras IAs ao navegador Neon

A Opera anunciou nesta terça-feira (31) o lançamento do MCP Connector para o Opera Neon, navegador com foco em inteligência artificial (IA) agêntica da empresa. A novidade permite integrar ferramentas de inteligência artificial diretamente ao ambiente de navegação, com acesso ao contexto em tempo real e execução de ações dentro do próprio software.

Segundo a companhia, a tecnologia é baseada no Model Context Protocol (MCP) e busca resolver um problema recorrente no uso de IA: a necessidade de alternar entre diferentes plataformas. Com a atualização, o navegador passa a funcionar como uma camada de execução de IA, conectando ferramentas externas ao fluxo de trabalho já em andamento.

Integração direta com agentes de IA

Com o MCP Connector, o Opera Neon passa a oferecer suporte a agentes de IA de terceiros, permitindo que soluções como ChatGPT, Claude, Lovable, OpenClaw e n8n operem diretamente na sessão ativa do usuário.

Diferente de outras abordagens que utilizam ambientes simulados, o navegador permite que essas ferramentas atuem na sessão real, com acesso a abas abertas, conteúdos de páginas e sessões autenticadas. Isso elimina etapas como copiar e colar informações ou reexplicar contextos ao alternar entre serviços.

MCP Connectors permite a conexão do Opera Neon com agentes de IA de terceiros (Imagem: Divulgação / Opera)

“No ano passado, lançamos o Browser Operator como um primeiro passo em direção a um navegador agêntico. Agora estamos abrindo essas capacidades para clientes de IA externos por meio do MCP, para que possam atuar diretamente dentro do navegador, não fora dele”, afirma Monika Kurczyńska, Diretora de P&D para IA de navegador na Opera.

Execução de tarefas dentro do navegador

Ao expor um endpoint baseado no MCP, o Opera Neon permite que ferramentas conectadas executem ações diretamente no navegador. Entre as funcionalidades disponíveis estão navegação por páginas, extração de informações, captura de screenshots, preenchimento de formulários, abertura de abas e buscas.

A proposta é tornar os fluxos mais fluidos, reduzindo a fricção entre o uso de IA e a navegação tradicional. De acordo com a empresa, essa integração amplia o ecossistema do navegador e cria uma plataforma aberta para inovação em IA aplicada ao browsing.

Casos de uso e aplicações

A Opera destaca que a novidade pode ser aplicada em diferentes cenários, como desenvolvimento, prototipagem e automação. Desenvolvedores já utilizam ferramentas como Claude Code para testar aplicações em ambientes reais de navegação.

Outras plataformas, como Lovable, permitem a criação de interfaces a partir de páginas ao vivo, enquanto soluções como n8n e assistentes como o ChatGPT podem incorporar ações do navegador em fluxos automatizados.

“O navegador é onde os fluxos de trabalho vivem, mas a IA estava desconectada dele. Com o Opera Neon, conectamos clientes de IA populares diretamente a um navegador agêntico, permitindo que operem onde os usuários já trabalham, sem precisar recriar contextos”, completa Kurczyńska.

Leia mais:

Segurança e disponibilidade

Para garantir segurança e estabilidade, o MCP Connector utiliza autenticação via URL segura de servidor MCP e uma camada de proxy persistente, que mantém a conexão ativa e informa quando o navegador não está disponível.

O recurso já está disponível para assinantes do Opera Neon. A empresa também informou que pretende lançar uma versão simplificada do conector para os navegadores Opera One e Opera GX, ampliando o acesso à funcionalidade em seu portfólio.

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Claude agora usa seu computador para executar tarefas

A Anthropic anunciou uma nova funcionalidade que permite enviar comandos ao Claude pelo smartphone para que o assistente execute tarefas diretamente no computador do usuário. A novidade foi apresentada na segunda-feira (23) e faz parte da estratégia da empresa de avançar no desenvolvimento de agentes de IA.

Segundo a companhia, após receber um comando, o Claude consegue abrir aplicativos, navegar em um navegador e preencher planilhas. Em um vídeo divulgado, um usuário pede que o sistema exporte uma apresentação em PDF e a anexe a um convite de reunião, tarefa que é realizada pelo assistente.

OpenClaw como referência no avanço dos agentes

A atualização reforça o movimento do setor em direção a agentes capazes de executar tarefas de forma autônoma. Esse tipo de tecnologia ganhou destaque após o lançamento do OpenClaw, que se tornou viral.

O OpenClaw se conecta a modelos da OpenAI e da própria Anthropic, permitindo que usuários enviem comandos por aplicativos como WhatsApp e Telegram. Assim como o novo recurso do Claude, ele roda localmente no dispositivo, o que possibilita acesso a arquivos.

O CEO da Nvidia, Jensen Huang, afirmou à CNBC na semana passada que o OpenClaw é “definitivamente o próximo ChatGPT”. A empresa também anunciou o NemoClaw, uma versão corporativa do sistema.

Já a OpenAI contratou, no mês passado, Peter Steinberger, criador do OpenClaw, com o objetivo de “impulsionar a próxima geração de agentes pessoais”.

Funcionalidades e limitações técnicas

A Anthropic afirma que o uso do computador ainda está em estágio inicial, especialmente quando comparado à capacidade do Claude de programar ou interagir com texto.

“O Claude pode cometer erros e, embora continuemos aprimorando nossas salvaguardas, as ameaças estão em constante evolução”, informou a empresa.

A companhia diz ter desenvolvido o recurso com salvaguardas para minimizar riscos. O sistema também solicita permissão antes de acessar novos aplicativos.

Sistema solicita permissão antes de acessar novos aplicativos (Imagem: Divulgação / Anthropic)

Ferramentas adicionais e uso contínuo

Os usuários também podem recorrer ao Dispatch, recurso lançado na semana passada dentro do Claude Cowork. A ferramenta permite manter uma conversa contínua com o assistente pelo celular ou desktop, além de atribuir tarefas ao agente.

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Dispatch também é uma opção para usuários do Claude (Imagem: Divulgação / Anthropic)

Leia mais:

Movimento das empresas por agentes de IA

A iniciativa da Anthropic ocorre em meio a uma disputa mais ampla entre empresas de tecnologia para desenvolver agentes capazes de executar tarefas em nome dos usuários ao longo do dia.

Esses sistemas buscam ampliar as capacidades dos assistentes de IA ao permitir que realizem ações diretamente em dispositivos e aplicativos, em vez de apenas responder comandos em texto.

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Agentes de IA agem sozinhos — e os erros podem custar caro

Os chamados agentes de inteligência artificial (IA) estão se tornando cada vez mais populares entre entusiastas de tecnologia. Diferente dos chatbots comuns, esses sistemas vão além de responder perguntas: eles podem usar aplicativos, acessar sites, editar arquivos, enviar e receber mensagens e realizar tarefas de forma autônoma, como se fossem um assistente pessoal digital disponível a qualquer hora. A tecnologia ganha força no Vale do Silício, mas especialistas alertam que os erros dessas ferramentas podem ter consequências sérias — e caras.

Um caso ilustra bem os riscos. Sebastian Heyneman, fundador de uma pequena startup em San Francisco, contou à reportagem do New York Times que pediu a um agente de IA que negociasse para ele uma vaga como palestrante no Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça. Enquanto dormia, o bot vasculhou a internet, enviou mensagens a pessoas ligadas ao evento e chegou a fechar um acordo. Mas, ao acordar, Heyneman descobriu que o agente havia comprometido o pagamento de 24 mil francos suíços (mais de R$ 158 mil) por um patrocínio corporativo — valor que ele não tinha como pagar.

Agentes de IA podem facilitar a vida de usuários, mas ainda cometem muitos erros, que podem custar caro — financeiramente mesmo (Imagem: Koupei Studio / Shutterstock.com)

Quando o assistente virtual age por conta própria

O agente usado por Heyneman foi o Tasklet, desenvolvido pela startup Shortwave, também de San Francisco. Após a confusão, os organizadores de Davos ameaçaram bani-lo do evento. Ele acabou desembolsando quase 4 mil euros (aproximadamente R$ 24 mil) só para participar. Durante a estadia, ainda foi brevemente detido pela polícia local após deixar um gadget da sua empresa no saguão de um hotel.

A história exemplifica um debate crescente no setor: os agentes de IA são confiáveis o suficiente para agir de forma independente? Andrew Lee, fundador da Shortwave, explicou ao NYT que a resposta está no equilíbrio entre autonomia e supervisão humana. “A chave é ter um processo em que humanos possam acompanhar o trabalho desses sistemas”, disse ele. “Talvez você deixe um bot redigir quantos e-mails quiser, mas o impeça de enviá-los sem checar com você primeiro.”

Empresas cortando empregos antes mesmo da tecnologia maturar

O debate vai além dos casos individuais. Em fevereiro, a Block — empresa de tecnologia financeira que controla o Square, o Cash App e o Tidal — anunciou o corte de 40% de sua força de trabalho, citando a expectativa de avanço dos agentes de IA. Foi um dos exemplos mais contundentes de uma empresa eliminando postos de trabalho com base no que a tecnologia pode fazer no futuro.

Outros especialistas, porém, são mais cautelosos. Summer Yue, pesquisadora do laboratório de IA da Meta, relatou que, ao pedir a um agente que organizasse sua caixa de e-mails, o sistema começou a deletar mensagens aos milhares. Rayan Krishnan, CEO da Vals AI — empresa que avalia o desempenho de tecnologias de IA —, afirma que alguns agentes chegam a incluir informações falsas ou completamente inventadas em relatórios gerados automaticamente.

Leia mais:

Da pesquisa à medicina: usos práticos com cautela

Apesar dos riscos, há usuários que já incorporaram os agentes à rotina profissional com resultados positivos.

O Dr. Christian Péan, cirurgião ortopédico em Durham, Carolina do Norte, usa o Claude Cowork, da Anthropic, para gerar relatórios, resumir e-mails e redigir respostas. “Funciona quase como meu chefe de gabinete”, disse ele ao NYT. Ainda assim, o médico revisa tudo antes de autorizar qualquer envio: “Todas essas ferramentas de IA soam muito confiantes, mas você vai deixar passar alucinações e informações erradas se não tiver expertise para checar tudo.”

Imagem gerada por IA demonstrando interação entre aprendizado de máquina e medicina.
Agentes de IA podem ser muito úteis em áreas como a medicina, mas precisam ser usados com cautela (Imagem: LALAKA / Shutterstock.com)

Empresas como Anthropic, Google, Meta, Perplexity e Shortwave estão investindo no desenvolvimento dessas tecnologias para uso corporativo. Kyle Wild, engenheiro de software em Berkeley, Califórnia, usa agentes para pagar multas de trânsito, pesquisar ideias para encontros e até enviar mensagens a amigos e restaurantes. Para ele, os erros fazem parte: “Se você já teve funcionários humanos, sabe que eles também vão errar”, disse ele ao jornal.

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Personal Computer: a IA da Perplexity que trabalha sozinha no seu PC dia e noite

A Perplexity anunciou, nesta semana, o Personal Computer. É um sistema agêntico de inteligência artificial (IA) que funciona dentro do Mac Mini, “CPU” da Apple. No estilo OpenClaw mesmo.

O anúncio da empresa reforça uma transição tecnológica: a IA deixa de ser uma interface de conversa para se tornar um sistema capaz de gerenciar e controlar arquivos e aplicativos pessoais de forma constante num computador.

Apresentada na conferência Ask na quarta-feira (11), em São Francisco (EUA), o Personal Computer expande a plataforma de nuvem da empresa para criar um “trabalhador digital”. 

A tecnologia une o raciocínio de múltiplos modelos de IA de ponta ao acesso a dados locais. Assim, permite que o sistema automatize tarefas complexas que, até então, exigiam intervenção humana constante.

Perplexity Personal Computer: o agente autônomo e o controle de arquivos locais

O diferencial do Personal Computer da Perplexity é seu caráter agêntico aplicado ao contexto local do usuário. Enquanto IAs tradicionais apenas respondem a perguntas, um software agêntico compreende objetivos gerais e toma decisões para concluir tarefas de forma autônoma. 

Na prática, o novo sistema da empresa funciona como um procurador digital (proxy) que orquestra ferramentas e documentos em nome do usuário a partir de qualquer aparelho.

Para funcionar, a ferramenta exige um Mac mini que deve permanecer ligado 24 horas por dia e conectado aos servidores da empresa.

Essa configuração permite que a IA manipule documentos físicos, como organizar pastas de fotos ou redigir e-mails para investidores, enquanto o processamento pesado ocorre na nuvem. Assim, os arquivos permanecem no dispositivo do usuário. E a execução da tarefa é contínua.

A segurança é tratada por meio de camadas de proteção técnica. O sistema opera cada consulta num “sandbox”, ambiente isolado que protege a integridade dos dados privados contra falhas. 

Além disso, o usuário conta com um “kill switch” (mecanismo de desligamento imediato) e a exigência de aprovação manual para ações sensíveis. Isso garante que o controle final nunca saia das mãos do proprietário.

O uso de Mac minis para hospedar agentes de IA ganhou força com o projeto de código aberto OpenClaw. Mas a Perplexity busca se diferenciar pela estabilidade. A empresa posiciona sua solução como uma alternativa mais segura em comparação a ferramentas experimentais.

Atualmente, o Personal Computer está disponível apenas via lista de espera. A empresa informou que usuários do plano Perplexity Max, o mais caro, terão prioridade no acesso antecipado ao novo sistema.

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