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Nova IA da Perplexity assume tarefas contínuas e trabalha com outros agentes

A Perplexity anunciou o lançamento do Teammates, sistema de agentes de inteligência artificial (IA) projetado para assumir tarefas contínuas em ambientes de trabalho. A novidade permite atribuir diferentes responsabilidades a assistentes que operam simultaneamente, acompanham projetos e podem agir quando identificam mudanças — sem precisar receber nova instrução a cada etapa.

O recurso foi apresentado nesta quinta-feira (5) e funciona integrado ao Perplexity Computer, plataforma da empresa que utiliza agentes para executar tarefas. A diferença é que o Teammates foi desenvolvido para manter atividades em andamento, organizar trabalhos de maior escala e colaborar com outros agentes e funcionários.

Cada agente pode aproveitar projetos, habilidades, memórias, arquivos e ferramentas já configurados pelo usuário no Perplexity. A ideia é evitar que seja necessário explicar novamente o contexto de uma atividade sempre que uma nova tarefa começa.

A novidade está disponível inicialmente na versão web para assinantes do plano Max, que custa US$ 200 por mês (cerca de R$ 1.092). Aplicativos nativos para dispositivos móveis e computadores estão nos planos da empresa, mas ainda não foram lançados.

Como funcionam os agentes Teammates?

  • Os usuários podem criar diferentes agentes e atribuir uma função específica a cada um. Eles conseguem trabalhar em paralelo, acompanhar atividades e compartilhar tarefas entre si. Também podem interagir com funcionários por meio do Slack, plataforma de comunicação corporativa;
  • Na prática, um agente pode ficar responsável por acompanhar indicadores de uma campanha de marketing, enquanto outro monitora atividades de vendas ou organiza demandas de atendimento ao cliente;
  • A Perplexity também cita aplicações em operações e desenvolvimento de software. Entre as possibilidades estão acompanhar prazos, analisar dados, identificar problemas, realizar testes de qualidade e monitorar questões de segurança;
  • Cada Teammate opera em seu próprio ambiente de trabalho, com sessão de computador e navegador separados. O usuário pode acompanhar o andamento das atividades, revisar o que foi produzido, assumir o controle do ambiente ou redirecionar o agente quando necessário;
  • A integração com o Slack permite que colegas também encaminhem tarefas aos agentes. Dessa forma, eles podem acompanhar canais de trabalho e agir conforme as mudanças nas conversas e nos projetos conectados.

Agora, vários agentes de IA podem trabalhar para empresas, como colegas de trabalho – Imagem: Divulgação/Perplexity

Leia mais:

Recurso custa R$ 1.092 por mês

O Teammates exige assinatura do Perplexity Max, plano mais avançado da empresa, que custa US$ 200 mensais (aproximadamente R$ 1.092). A opção também pode ser contratada por US$ 2 mil ao ano (cerca de R$ 10.924).

A novidade amplia as funções do Perplexity Computer, que já permite utilizar diferentes modelos de IA e ferramentas para realizar tarefas mais complexas. Com o Teammates, a empresa tenta transformar esses recursos em assistentes que assumem responsabilidades permanentes, em vez de apenas responder a solicitações pontuais.

O CEO da Perplexity, Aravind Srinivas, afirmou que a visão da companhia é que organizações tenham centenas de agentes trabalhando para cada funcionário. “Com o tempo, imaginamos que cada organização terá centenas de colegas de equipe trabalhando para cada pessoa”, escreveu o executivo em publicação no X.

Perplexity entra na disputa por agentes de IA

O lançamento coloca a Perplexity em disputa cada vez mais movimentada pelo desenvolvimento de agentes de IA voltados ao trabalho.

A OpenAI apresentou o Dots em setembro, com assistentes que podem atuar continuamente, aprender com o usuário e executar tarefas por meio de um computador próprio na nuvem. A Anthropic, por sua vez, abriu, em outubro, uma prévia de pesquisa do Claude Duet, ferramenta que também utiliza agentes proativos para atividades profissionais.

As iniciativas representam mudança na forma de utilizar IA. Em vez de depender apenas de perguntas e respostas, as empresas estão desenvolvendo sistemas capazes de receber objetivos, planejar etapas, utilizar ferramentas e acompanhar tarefas por períodos prolongados.

A proposta da Perplexity é levar esse modelo para diferentes funções dentro de uma organização, com agentes que compartilham informações e colaboram entre si.

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Personal Computer: a IA da Perplexity que trabalha sozinha no seu PC dia e noite

A Perplexity anunciou, nesta semana, o Personal Computer. É um sistema agêntico de inteligência artificial (IA) que funciona dentro do Mac Mini, “CPU” da Apple. No estilo OpenClaw mesmo.

O anúncio da empresa reforça uma transição tecnológica: a IA deixa de ser uma interface de conversa para se tornar um sistema capaz de gerenciar e controlar arquivos e aplicativos pessoais de forma constante num computador.

Apresentada na conferência Ask na quarta-feira (11), em São Francisco (EUA), o Personal Computer expande a plataforma de nuvem da empresa para criar um “trabalhador digital”. 

A tecnologia une o raciocínio de múltiplos modelos de IA de ponta ao acesso a dados locais. Assim, permite que o sistema automatize tarefas complexas que, até então, exigiam intervenção humana constante.

Perplexity Personal Computer: o agente autônomo e o controle de arquivos locais

O diferencial do Personal Computer da Perplexity é seu caráter agêntico aplicado ao contexto local do usuário. Enquanto IAs tradicionais apenas respondem a perguntas, um software agêntico compreende objetivos gerais e toma decisões para concluir tarefas de forma autônoma. 

Na prática, o novo sistema da empresa funciona como um procurador digital (proxy) que orquestra ferramentas e documentos em nome do usuário a partir de qualquer aparelho.

Para funcionar, a ferramenta exige um Mac mini que deve permanecer ligado 24 horas por dia e conectado aos servidores da empresa.

Essa configuração permite que a IA manipule documentos físicos, como organizar pastas de fotos ou redigir e-mails para investidores, enquanto o processamento pesado ocorre na nuvem. Assim, os arquivos permanecem no dispositivo do usuário. E a execução da tarefa é contínua.

A segurança é tratada por meio de camadas de proteção técnica. O sistema opera cada consulta num “sandbox”, ambiente isolado que protege a integridade dos dados privados contra falhas. 

Além disso, o usuário conta com um “kill switch” (mecanismo de desligamento imediato) e a exigência de aprovação manual para ações sensíveis. Isso garante que o controle final nunca saia das mãos do proprietário.

O uso de Mac minis para hospedar agentes de IA ganhou força com o projeto de código aberto OpenClaw. Mas a Perplexity busca se diferenciar pela estabilidade. A empresa posiciona sua solução como uma alternativa mais segura em comparação a ferramentas experimentais.

Atualmente, o Personal Computer está disponível apenas via lista de espera. A empresa informou que usuários do plano Perplexity Max, o mais caro, terão prioridade no acesso antecipado ao novo sistema.

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