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Em breve, número de agentes de IA será maior do que o de todos os seres humanos que já passaram pela Terra

A Huawei prevê que 900 bilhões de agentes de IA estarão ativos no mundo até 2035. O avanço fará com que esses sistemas autônomos respondam por mais de 90% do tráfego global de tokens. Os dados constam no relatório “Intelligent World 2035“.

A gigante chinesa afirma que essa expansão vai exigir um salto expressivo na capacidade de computação e novos sistemas para manter os agentes seguros e controláveis.

Segundo a Huawei, agentes de IA podem responder por mais de 90% do tráfego global de tokens em 2035. – Imagem: THINK A / Shutterstock

Mais agentes digitais que humanos na história

A escala da projeção chama atenção quando comparada ao passado da humanidade. Estimativas do Population Reference Bureau indicam que cerca de 117 bilhões de pessoas nasceram no planeta desde o surgimento do Homo sapiens.

Os 900 bilhões de agentes previstos pela Huawei representam quase oito vezes o número de pessoas que, segundo o estudo, já nasceram ao longo da história humana. Considerando a população atual mencionada no material, a proporção projetada equivale a cerca de 100 agentes para cada pessoa viva.

Como operam os agentes e o consumo de dados

Agentes de IA podem perceber informações do ambiente, raciocinar, tomar decisões e acionar ferramentas externas. Esse funcionamento contínuo deve elevar o consumo de tokens, unidades que os modelos processam ao receber e gerar informações.

A Huawei prevê que o consumo anual de tokens aumentará fortemente na próxima década à medida que esses sistemas ganham capacidade de agir de forma mais autônoma.

  • Percepção: os agentes podem receber informações sobre o ambiente em que atuam.
  • Tomada de decisão: os sistemas analisam essas informações e decidem como agir.
  • Uso de ferramentas: os agentes podem acionar recursos externos para executar tarefas.

Pesquisadores e executivos de IA nos Estados Unidos já defenderam uma desaceleração no desenvolvimento de sistemas avançados após incidentes envolvendo agentes e alertas sobre tecnologias capazes de operar equipamentos e adquirir recursos de forma autônoma.

O relatório da Huawei não propõe desacelerar esse desenvolvimento. A empresa parte da expectativa de que as capacidades e a adoção dos agentes vão crescer rapidamente. Para a companhia, levar a IA ao mundo físico também será essencial para alcançar a chamada Inteligência Artificial Geral (AGI).

Robôs humanoides representam o avanço da inteligência artificial e da automação
A comparação entre 900 bilhões de agentes e 117 bilhões de humanos mostra a escala da projeção da Huawei. – Imagem: Summit Art Creations / Shutterstock

Infraestrutura e os desafios de segurança

A expansão projetada exigirá grandes aumentos na capacidade de computação. Ao mesmo tempo, segurança e proteção da privacidade aparecem entre as tecnologias consideradas necessárias para acompanhar a adoção de agentes autônomos.

Leia mais:

A própria Huawei já utiliza agentes nessa área. Em abril, lançou uma plataforma autônoma de operações de segurança com agentes capazes de detectar e responder a ameaças cibernéticas. A empresa também publicou propostas de firewalls de IA voltados à proteção de sistemas empresariais.

A projeção de 900 bilhões de agentes mostra a dimensão da mudança esperada pela Huawei. Para sustentar esse crescimento, a empresa aponta dois desafios centrais: ampliar a infraestrutura de computação e criar mecanismos capazes de manter sistemas cada vez mais autônomos seguros e controláveis.

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Casa inteligente da LG ganha IA que entende planos do usuário

A LG apresentou na IFA 2026 uma nova versão de sua proposta para casas inteligentes. O principal anúncio é o ThinQ Claw, agente de IA que usa chat de texto para interpretar pedidos e coordenar aparelhos e serviços.

A tecnologia considera informações como rotina, agenda, ambiente e uso dos dispositivos para sugerir ações. A ideia é que o usuário precise configurar menos comandos manualmente.

O sistema da LG pode coordenar eletrodomésticos para ajudar na preparação da casa quando o morador recebe convidados. – Imagem: Stefan_Sutka/Shutterstock

ThinQ Claw vai além dos comandos

O ThinQ Claw foi desenvolvido a partir do conceito do OpenClaw e adaptado ao sistema AI Home da LG. Segundo a empresa, o agente consegue interpretar uma solicitação levando em conta o contexto em que ela acontece.

Um exemplo apresentado pela LG envolve a preparação da casa para receber convidados. O sistema pode auxiliar no gerenciamento de eletrodomésticos usados nesse processo.

Outro cenário é a chegada do morador. O agente pode verificar temperatura e qualidade do ar antes desse momento e, a partir das condições encontradas, sugerir ações.

O recurso também se conecta a calendários e outros serviços. Em vez de criar uma sequência de automações, o usuário pode informar seus planos pelo chat. O sistema ainda pode guardar preferências e aversões para orientar interações futuras.

Energia entra no pacote

A LG também usa a IFA para demonstrar o Homey, plataforma da Athom adquirida pela empresa em 2024. O sistema reúne produtos de diferentes fabricantes e serviços em uma mesma interface.

Uma das demonstrações envolve o Home Energy Management System (HEMS). A ferramenta conecta medidores inteligentes, painéis solares, baterias, carregadores de veículos elétricos e eletrodomésticos para acompanhar a geração, o armazenamento e o consumo de energia.

De acordo com a LG, a coordenação pode ajudar a reduzir gastos com eletricidade. O sistema também pode considerar preços dinâmicos de energia nos locais onde esse modelo estiver disponível.

Entre os recursos demonstrados estão:

  • Integração entre painéis solares e baterias;
  • Gerenciamento de carregadores de veículos elétricos;
  • Controle de eletrodomésticos conectados;
  • Coordenação da geração e do armazenamento de energia;
  • Ajustes no consumo conforme os preços disponíveis.
Quanto custa montar uma casa inteligente?
Qualidade do ar e temperatura estão entre as informações que o ThinQ Claw pode acompanhar antes da chegada do morador. – Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital)

IA chega a espaços compartilhados

Outro lançamento da feira é o LG ThinQ Pro, que faz sua estreia europeia. A solução é voltada a residências multifamiliares e ambientes comerciais, com recursos para gerenciamento de dispositivos e instalações.

Leia mais:

A segurança do ecossistema fica a cargo do LG Shield, framework destinado à proteção de aparelhos conectados, serviços e dados dos clientes.

ThinQ Claw marca o próximo passo do LG AI Home, mostrando como a IA pode entender a intenção do cliente e o contexto de sua vida para oferecer uma experiência diária mais personalizada e simplificada.

Baek Seung-tae, presidente da LG Home Appliance Solution Company, em nota.

O ThinQ Claw será demonstrado na AI Home Zone da LG durante a IFA 2026, onde a empresa também apresenta as demais aplicações do ecossistema.

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Agora o Claude trabalha por você até com o notebook desligado

Segundo o TechCrunch, a Anthropic ampliou o acesso ao Claude Cowork. O agente de IA voltado para tarefas profissionais agora também pode ser usado na web e em dispositivos móveis.

A novidade permite iniciar uma atividade no computador, acompanhar seu andamento pelo celular e conferir o resultado mais tarde, mesmo com o notebook desligado.

Claude Cowork chega ao celular e à web para acompanhar tarefas profissionais iniciadas no computador. – Imagem: Primakov / Shutterstock

Trabalho continua em qualquer lugar

Lançado para desktop em janeiro, o Claude Cowork passa a integrar também as versões web e móvel para assinantes do plano Max. A mudança facilita o acompanhamento das tarefas sem que o usuário precise permanecer no mesmo dispositivo durante todo o processo.

Se surgir alguma decisão que dependa de aprovação, o agente interrompe a execução e pede a participação do usuário antes de continuar. A ideia é deixar as atividades avançando em segundo plano enquanto outras demandas são realizadas.

Logo da Anthropic em um smartphone na horizontal
A Anthropic aposta em agentes de IA capazes de acompanhar diferentes etapas da rotina profissional. – Imagem: Samuel Boivin/Shutterstock

Uso vai além da programação

A proposta da Anthropic é ampliar o espaço do Cowork nas atividades administrativas que ajudam empresas a funcionar diariamente. Projetos passam a ser compartilhados entre as versões web e desktop, tornando mais simples retomar uma tarefa de onde ela parou.

Entre as funções que o agente pode desempenhar estão:

  • Consolidar informações dispersas em relatórios.
  • Criar listas de verificação para integração de novos funcionários.
  • Produzir apresentações, propostas e textos.
  • Organizar planilhas e outras tarefas administrativas.

Outro recurso destacado é a capacidade de continuar executando tarefas em segundo plano, mesmo quando o dispositivo utilizado estiver offline.

Mãos robóticas sobre um teclado de notebook representam agentes de inteligência artificial realizando tarefas automatizadas na internet.
A nova versão permite compartilhar projetos entre desktop, web e dispositivos móveis. – Imagem: Koupei Studio / Shutterstock

Um exemplo na prática

Para ilustrar esse funcionamento, a empresa descreve uma preparação para reunião. O Claude analisa e-mails, transcrições e notícias recentes, monta um documento de briefing e deixa um e-mail de acompanhamento pronto para revisão, sem enviá-lo automaticamente.

Levantamento revela como empresas usam o Cowork

Uma análise de 1,2 milhão de sessões anonimizadas, realizadas por mais de 600 mil organizações durante as duas últimas semanas de maio, mostra que o uso da ferramenta está concentrado nas atividades que dão suporte ao funcionamento das empresas.

Leia mais:

As operações de processos de negócios responderam por 33,4% das sessões analisadas. Na sequência aparecem criação de conteúdo e redação, com 16,4%. O desenvolvimento de software representou 8,7% da utilização.

Em comunicado, a Anthropic afirmou: “Embora a programação ainda seja — compreensivelmente — um dos usos da IA que mais atrai atenção, o emprego da IA em atividades corporativas cotidianas está em ascensão, e começa a ficar claro em quais tipos de tarefas ela se mostra mais útil.”

A empresa também destacou: “Nosso objetivo é tornar isso uma referência para quem está buscando integrar produtos de IA ao seu trabalho diário e demonstrar onde o valor está mais concentrado.”

Com a chegada à web e aos dispositivos móveis, o Claude Cowork passa a acompanhar o usuário em diferentes momentos da rotina, ampliando o acesso ao agente para tarefas profissionais além do desktop.

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Argentina quer criar empresas geridas por inteligência artificial — mas há um detalhe

A Argentina colocou em discussão um modelo de empresas que poderiam ser administradas por inteligência artificial, mas ainda com supervisão humana obrigatória, afirma a Reuters.

O tema ganhou força depois de declarações do presidente Javier Milei, que levantaram tanto interesse quanto dúvidas no setor jurídico e tecnológico.

IA pode assumir decisões em empresas argentinas, mas ainda sob controle legal de administradores humanos. – Imagem: CL STOCK / Shutterstock

A proposta em debate

A ideia apresentada pelo governo argentino sugere um tipo de empresa em que sistemas de inteligência artificial poderiam assumir decisões do dia a dia. O plano foi descrito por Milei em um artigo publicado no Financial Times e integra uma reforma mais ampla do ambiente corporativo do país.

Mesmo com o tom inovador, não se trata de eliminar pessoas da estrutura. Qualquer empresa desse tipo ainda precisaria de um responsável legal para responder pelas operações.

Milei sintetizou o espírito da proposta com a frase: “Estamos abertos para negócios”.

O que muda na prática

O projeto abre espaço para que a IA participe diretamente da gestão, mas sem retirar a responsabilidade dos administradores humanos. Ou seja, a automação cresce, mas a responsabilização continua sendo humana.

O professor Lawrence Cunningham, da Universidade de Delaware, comentou o tema com cautela: “Seria um primeiro passo muito ousado dispensar completamente a intervenção humana”.

Entre os pontos centrais discutidos na proposta estão:

  • Uso de inteligência artificial em decisões operacionais
  • Possível redução de estruturas corporativas tradicionais
  • Modelos de gestão mais automatizados
  • Responsabilidade legal mantida com humanos
  • Integração com tecnologias como blockchain
Conceito de caminho de negócios certo.
Especialistas discutem riscos e limites de empresas que utilizam inteligência artificial na tomada de decisões. – Imagem: Nadzeya_Dzivakova/iStock

O debate que se formou

A proposta também abriu espaço para uma discussão mais ampla sobre limites da inteligência artificial dentro de empresas.

O historiador Yuval Noah Harari alertou que o aumento da autonomia da IA pode enfraquecer a responsabilização corporativa e criar áreas cinzentas no campo jurídico.

Do lado do governo, a avaliação é mais otimista. Em comunicado citado pela Reuters, o objetivo seria tornar o ambiente regulatório mais atrativo para investimentos em tecnologia.

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Regulamentação em estudo busca permitir uso de IA sem abrir mão de supervisão e controle humano. – Imagem: Garun.Prdt/Shutterstock

Um modelo ainda em teste

Apesar do debate intenso, especialistas tratam a proposta como um experimento regulatório, não como uma mudança imediata no mercado.

Leia mais:

A própria Reuters observa que outros países já exploram estruturas semelhantes, mas ainda de forma limitada e experimental.

Mesmo com o avanço da IA em diversas áreas, pesquisadores reforçam que a tecnologia ainda não tem autonomia suficiente para substituir decisões humanas complexas no ambiente corporativo.

No fim, a iniciativa argentina funciona mais como um ensaio de futuro do que como uma transformação já estabelecida — mas suficiente para movimentar o debate global sobre o papel da inteligência artificial nas empresas.

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IA falha em tarefas e empresas voltam a contratar humanos

Algumas empresas que apostaram forte na substituição de funcionários por inteligência artificial estão repensando decisões. Ford, IBM e o Commonwealth Bank of Australia aparecem nesse movimento — e isso não é exatamente discreto.

O ponto curioso é que a promessa era de eficiência. Na prática, nem sempre funcionou assim, explica a CNBC.

A promessa de substituir humanos por IA enfrenta desafios quando tarefas complexas entram em cena. – Imagem: Taris Tonsa / Shutterstock

A Ford e o retorno dos engenheiros

Na Ford, a mudança foi direta: recontratação de engenheiros experientes depois que sistemas automatizados não deram conta de problemas de qualidade.

A empresa reconhece que a IA ajuda, mas depende muito do contexto.

A inteligência artificial é uma ferramenta fantástica, mas sua eficácia depende da qualidade das informações usadas para treiná-la.

Charles Poon, vice-presidente de engenharia de hardware veicular da Ford, à CNBC.

E aqui vale um detalhe simples: quando o problema fica complexo demais, a máquina não resolve sozinha.

Como a Inteligência Artificial vai mudar sua rotina em 2026
Empresas percebem que substituir totalmente pessoas por IA pode gerar mais custos do que eficiência. – Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital)

Quando o sistema não aguenta o volume

No Commonwealth Bank of Australia, mais de 40 funcionários foram substituídos por um chatbot de voz. A ideia era reduzir carga de atendimento.

Mas aconteceu o contrário. O volume de chamadas aumentou e o banco precisou voltar atrás e reabrir vagas.

Um sindicato do setor financeiro chegou a dizer que a reversão foi uma vitória para trabalhadores — e, nos bastidores, um reconhecimento de que a substituição tinha ido longe demais.

IBM e o limite do automatizado

A IBM seguiu um caminho parecido. Automatizou grande parte do atendimento interno, com cerca de 94% das solicitações resolvidas por IA. Só que os 6% restantes — justamente os mais difíceis — criaram o gargalo.

  • 39% dos líderes demitiram por causa da IA
  • 55% admitem que erraram nas decisões
  • 32% recontrataram depois
  • IA funciona bem na rotina, mas falha no complexo

“Se não continuarmos investindo na contratação de profissionais em início de carreira, o que acontecerá daqui a três ou cinco anos?”, questionou Nickle LaMoreaux, da IBM.

Logo da Ford na fachada de um prédio
Casos como Ford e IBM mostram que automação precisa de equilíbrio com trabalho humano. – Imagem: Alexander Fedosov/Shutterstock

O que está realmente acontecendo aqui

Talvez não seja um “retrocesso” contra a IA. Não exatamente.

O que parece estar acontecendo é um ajuste fino — meio atrasado, em alguns casos — sobre o que a tecnologia realmente entrega no dia a dia.

Leia mais:

A IA continua sendo usada, isso não mudou. Mas a ideia de substituir totalmente pessoas está perdendo força quando o trabalho exige julgamento, contexto e um pouco de improviso humano.

E isso, na prática, não sumiu. Só ficou mais evidente.

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Empresas estão usando a inteligência artificial como bode expiatório para demissões?

Mais da metade das empresas admite destacar a inteligência artificial ao justificar demissões e congelamentos de vagas. É o que mostra uma pesquisa da Resume Templates realizada com 1 mil gestores de contratação nos Estados Unidos.

O dado chama atenção porque o impacto real da tecnologia sobre o emprego parece bem menor do que o discurso adotado por muitas organizações, explica o G1.

Nem toda vaga cortada foi ocupada por um robô. Pesquisa mostra um cenário mais complexo nas empresas. Imagem: VesnaArt/Shutterstock

Inteligência artificial virou a justificativa perfeita?

A inteligência artificial passou a ocupar um papel de destaque no discurso usado por empresas para explicar cortes de pessoal.

Segundo o levantamento, 59% das empresas admitem destacar o papel da IA ao justificar demissões ou congelamentos de vagas porque essa explicação tende a ser melhor recebida do que razões ligadas a dificuldades financeiras. Entre os entrevistados, 17% afirmaram que suas empresas usam diretamente a tecnologia como justificativa para essas decisões, enquanto outros 42% disseram fazer isso parcialmente.

Somados, os percentuais mostram que quase seis em cada dez empresas reconhecem enfatizar o papel da IA porque essa narrativa costuma ser mais bem aceita por funcionários, investidores e pelo mercado.

O contraste com outros resultados da pesquisa é evidente. Apenas 9% dos gestores afirmaram que determinadas funções foram totalmente substituídas pela tecnologia. Já 45% disseram que a IA reduziu parcialmente a necessidade de novas contratações, enquanto outros 45% relataram pouco ou nenhum impacto no tamanho das equipes.

IA sugere progresso em vez de problemas.

Kara Dennison, consultora-chefe de carreira da Resume Templates, em nota.

E isso, para ela, explica esse comportamento.

Segundo a especialista, associar mudanças à inovação tecnológica transmite uma imagem de modernização e planejamento estratégico. Já atribuir cortes a dificuldades financeiras pode gerar preocupações sobre a saúde da empresa.

Ela alerta, porém, que a estratégia pode produzir o efeito contrário caso os funcionários não percebam mudanças concretas provocadas pela tecnologia em suas atividades. Nesse cenário, a justificativa pode gerar dúvidas sobre os reais motivos das decisões.

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O mercado segue em movimento: empresas reduzem algumas funções enquanto reforçam áreas estratégicas. Imagem: Andrey_Popov/Shutterstock

O mercado continua em movimento

Apesar das preocupações em torno da automação, os dados mostram que as empresas continuam contratando.

Embora 55% das organizações planejem realizar demissões em 2026, 92% afirmam que também pretendem contratar novos profissionais. O cenário retratado pelo levantamento aponta mais para uma reorganização das equipes do que para uma retração generalizada do mercado de trabalho.

Os principais motivos citados para cortes de pessoal foram:

  • Impacto da inteligência artificial (44%)
  • Reestruturações organizacionais (42%)
  • Restrições orçamentárias (39%)

Enquanto algumas funções perdem espaço, outras áreas recebem mais investimentos, especialmente aquelas ligadas à eficiência operacional, tecnologia e crescimento.

“Estamos vendo um reequilíbrio da força de trabalho”, afirma Dennison.

De acordo com a especialista, as empresas estão priorizando “capacidade, flexibilidade e impacto”, em vez de simplesmente manter estruturas tradicionais.

Lupa examinando blocos de madeira com chip de IA e ícone de dinheiro
A familiaridade com ferramentas de IA ficou atrás de competências humanas como comunicação e resolução de problemas. Imagem: patpitchaya/Shutterstock – Imagem: patpitchaya/Shutterstock

As habilidades que seguem em alta

A capacidade de resolver problemas aparece no topo da lista de competências mais valorizadas, sendo citada por 54% dos gestores. Em seguida vêm a habilidade de aprender rapidamente novas ferramentas e tecnologias (44%), a comunicação (43%), a adaptabilidade (39%) e a colaboração em equipe (36%).

Leia mais:

Outro resultado chama atenção. A familiaridade com ferramentas de inteligência artificial foi mencionada por apenas 31% dos entrevistados, ficando atrás de todas essas competências.

O levantamento foi realizado em dezembro de 2025 com 1 mil gestores de contratação dos Estados Unidos. As respostas foram coletadas de forma anônima por meio da plataforma Pollfish.

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Revolução da inteligência artificial ainda avança mais devagar que o esperado

A inteligência artificial já virou rotina em grandes empresas, mas ainda está longe da revolução prometida por seus maiores entusiastas. Especialistas dizem que a transformação deve acontecer, só que em um ritmo bem mais lento do que muita gente imaginava.

Mesmo com investimentos bilionários e ferramentas cada vez mais populares, obstáculos humanos, técnicos e organizacionais ainda dificultam uma adoção mais profunda da IA no mercado, afirma o The Wall Street Journal.

IA funciona muito bem em tarefas técnicas, mas ainda tropeça em contexto humano e decisões subjetivas. Imagem: Frame Stock Footage / Shutterstock – Imagem: Frame Stock Footage / Shutterstock

IA já está nas empresas — mas ainda sem grande revolução

Pouco mais de três anos após o lançamento do ChatGPT, a inteligência artificial já aparece em quase todos os ambientes corporativos. Funcionários usam IA para resumir reuniões, escrever e-mails, montar apresentações e acelerar tarefas repetitivas.

Na prática, porém, a revolução prometida ainda não apareceu nos números da economia. Os ganhos existem, mas ainda não provocaram mudanças claras na produtividade de forma ampla.

Pesquisas citadas no texto mostram que executivos planejam aumentar os investimentos em IA nos próximos anos. Um estudo da Wharton apontou que três quartos dos 801 executivos entrevistados disseram ter obtido retorno positivo com ferramentas de inteligência artificial.

Os avanços aparecem em diferentes áreas:

  • Varejistas usam IA para ajustar preços em tempo real;
  • Fabricantes aplicam visão computacional para detectar defeitos;
  • Empresas financeiras utilizam IA para analisar pesquisas e investimentos;
  • Ferramentas de programação já escrevem códigos a partir de comandos simples.

“Dizer que estamos presos no modo piloto é uma ideia ultrapassada e errada”, afirmou Ethan Mollick, professor da Wharton que pesquisa a adoção de IA nas empresas.

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Muitas empresas ainda enfrentam dificuldades para integrar inteligência artificial no dia a dia. Imagem: Miha Creative/Shutterstock

O maior problema talvez nem seja a tecnologia

Apesar do avanço impressionante, a IA ainda tropeça em situações relativamente comuns. Pesquisadores chamam isso de “fronteira irregular”: em alguns casos, os sistemas funcionam muito bem; em outros, erram de maneira surpreendente.

Segundo o texto, a IA funciona muito bem em atividades estruturadas, como programação, revisão de documentos jurídicos e análises financeiras. Já tarefas mais subjetivas continuam sendo um problema.

Leia mais:

A tecnologia ainda esbarra em contexto humano, interpretação social, regras informais e decisões baseadas em experiência prática. E é justamente aí que muitas empresas encontram dificuldades reais para integrar a IA no dia a dia.

“Seja você um CEO, um gerente, um jornalista, um professor ou um operário da construção civil, vejo suas habilidades como algo que vai além do que a IA pode realizar”, disse Daron Acemoglu, economista do MIT e vencedor do Prêmio Nobel.

Mas os problemas não param na tecnologia. Outro obstáculo importante é a própria resistência das empresas e dos funcionários. Muitos trabalhadores temem estar ajudando a treinar sistemas que podem substituir seus empregos no futuro.

imagem mostra a mão de um robô digitando em um teclado de computador. imagem representa inteligência artificial e robôs no mercado de trabalho
Trabalhadores temem ajudar a treinar sistemas que podem substituir empregos no futuro. Imagem: Taris Tonsa/Shutterstock – Imagem: Taris Tonsa/Shutterstock

A transformação pode levar anos

O texto compara o atual momento da IA com outras revoluções tecnológicas do passado. A eletricidade levou décadas para impactar a produtividade econômica de forma clara. A internet também demorou mais de uma década para transformar empresas e mercados em larga escala.

Leva tempo, em escala humana, para realmente transformar as organizações e desbloquear grandes mudanças.

James Landay, codiretor do Instituto Stanford de Inteligência Artificial Centrada no Ser Humano, ao The Wall Street Journal.

Segundo ele, a adaptação das empresas exige mudanças profundas em processos, cultura e organização interna.

A IA deve transformar muita coisa nos próximos anos. Mas, olhando para o cenário atual, a mudança parece menos imediata do que o mercado imaginava quando o ChatGPT explodiu.

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Um Openclaw para WhatsApp? Startup lança agente de IA que trabalha via mensageiros

A startup indiana Emergent, conhecida por sua plataforma de vibe-coding, acaba de dar um passo ambicioso no campo da inteligência artificial. A empresa lançou o Wingman, um agente de IA autônomo focado em mensagens, que não apenas ajuda a criar softwares, mas passa a executá-los e operar fluxos de trabalho em segundo plano.

Conforme reportado pelo TechCrunch, o Wingman entra em um território explorado por ferramentas como o OpenClaw e os agentes da Anthropic. O objetivo é permitir que a IA realize tarefas rotineiras — como gerenciar e-mails, calendários e softwares corporativos — de forma independente, mas sob a supervisão do usuário.

O copiloto que vive no seu chat

O grande diferencial da Emergent é a interface. Em vez de exigir que o usuário aprenda a usar uma nova plataforma, o Wingman funciona dentro de aplicativos de mensagens que já fazem parte do dia a dia, como WhatsApp, Telegram e iMessage.

“Muitas tarefas reais já acontecem via chat, voz e e-mail – pedir algo, fazer o acompanhamento, compartilhar contexto. Cada vez mais, essas serão as principais formas de trabalharmos com agentes também”, afirmou Mukund Jha, cofundador e CEO da Emergent, ao TechCrunch.

Principais recursos do Wingman:

  • Fronteiras de confiança: o agente realiza tarefas rotineiras sozinho, mas, para passos mais consequentes ou decisões críticas, ele interrompe a execução e pede aprovação via chat.
  • Integração total: ele roda em segundo plano conectado a ferramentas de produtividade, sendo capaz de cruzar dados entre o seu calendário e o seu e-mail para resolver pendências.
  • Acessibilidade: focado em usuários não técnicos, ele segue a filosofia do “vibe-coding”, em que basta dizer o que você quer que seja feito.

Uma startup de US$ 300 milhões

Fundada em 2025 e sediada em Bengaluru, a Emergent já é considerada uma “queridinha” dos investidores de risco. Em janeiro, a startup levantou US$ 70 milhões em uma rodada liderada por gigantes como SoftBank e Khosla Ventures, atingindo uma avaliação de US$ 300 milhões.

Atualmente, mais de 8 milhões de pessoas já utilizaram as ferramentas de criação da empresa. Com o Wingman, a Emergent quer provar que a IA pode ir além de ser apenas uma ferramenta de consulta ou criação, tornando-se uma ferramenta de execução.

O Wingman está sendo lançado em um modelo de teste gratuito limitado. Após esse período, o acesso será pago, com integração direta para quem já possui contas na plataforma da Emergent.

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