IA generativa

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Celulares com IA fazem tarefas sem abrir aplicativos

A inteligência artificial embarcada nos smartphones ganhou destaque durante a Conferência Mundial de Inteligência Artificial, em Xangai. Segundo matéria da AFP publicada no TechXplore, fabricantes apresentaram aparelhos capazes de executar tarefas por comando de voz, sem que o usuário precise abrir diversos aplicativos.

A proposta pode mudar a forma como usamos o celular, embora ainda encontre resistência de empresas que controlam algumas das maiores plataformas digitais.

A inteligência artificial quer transformar o smartphone em um verdadeiro assistente pessoal. – Imagem: MAYA LAB/Shutterstock

A promessa vai além dos aplicativos

Pelo menos três fabricantes levaram ao evento modelos equipados com agentes de IA. A ideia é transformar o smartphone em um assistente capaz de resolver tarefas sozinho, como comparar preços, organizar viagens, editar vídeos ou fazer pedidos de comida.

Entre os destaques estava o NaviX Ultra, da Nubia, equipado com o chatbot Doubao, desenvolvido pela ByteDance, dona do TikTok. Ao anunciar o aparelho, a empresa afirmou: Uma nova era dos smartphones com agentes de IA começa.”

O conceito não é exatamente novo. Um protótipo chamado “Doubao Phone” já havia demonstrado esse tipo de integração, mas acabou perdendo parte de suas funções depois que grandes plataformas restringiram o acesso do assistente.

As demonstrações incluíram recursos como:

  • Fazer pedidos de comida por comando de voz.
  • Comparar preços em diferentes lojas.
  • Organizar viagens e compras.
  • Editar vídeos e apoiar tarefas de produtividade.
Ilustração mostra ícones de aplicativos de delivery em um smartphone.
Fazer compras, pedir comida e editar vídeos, tudo sem aplicativos: essa é a aposta da nova geração de celulares. – Imagem ilustrativa gerada por IA

O desafio está fora do celular

Curiosamente, o maior obstáculo não é a inteligência artificial. O problema está na integração com aplicativos e serviços de empresas concorrentes, que nem sempre aceitam compartilhar esse acesso.

Para Kiranjeet Kaur, diretora associada de pesquisa da IDC, isso acontece porque as plataformas querem preservar o relacionamento direto com seus usuários. Elas perdem o controle para outra empresa.”

A especialista acrescenta que o setor ainda busca um modelo realmente eficiente. “Os agentes de IA são o sonho de todos, mas ainda não chegamos lá, afirma, lembrando que essas soluções ainda apresentam falhas em diferentes situações.

Segundo a imprensa especializada chinesa, citada pela matéria, o NaviX Ultra procura atuar em parceria com os aplicativos, sem tentar acessar sistemas de forma não autorizada.

Como usar apps para cuidar das plantas sem virar escravo do celular
Novos aparelhos prometem reduzir a necessidade de abrir aplicativos para executar ações do dia a dia. – Imagem criada com inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital)

A corrida está só começando

Outras empresas também apostam nesse caminho. A Honor apresentou o “Robot Phone”, equipado com uma câmera instalada em um pequeno braço robótico capaz de interpretar gestos, acompanhar músicas, fazer selfies e estabilizar vídeos. Já a startup StepFun revelou o STEPX Neo, integrado a serviços como Alipay e Didi para reunir compras, viagens, produtividade e edição de vídeos.

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Fora da China, Google e Brain Technologies também ampliam seus investimentos em celulares com inteligência artificial.

Marc Einstein, analista da Counterpoint Research, acredita que ainda não há um vencedor nessa disputa. Para ele, nos próximos cinco a dez anos, a relação entre usuários e smartphones poderá mudar profundamente, reduzindo a dependência dos aplicativos tradicionais e abrindo espaço para assistentes de IA cada vez mais presentes no cotidiano.

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Novo ChatGPT toma decisão sozinho e irrita usuários

Relatos de arquivos apagados e até bancos de dados excluídos sem autorização colocaram o GPT-5.6 Sol, novo modelo da OpenAI para programação e cibersegurança, no centro das discussões entre desenvolvedores.

Os casos ganharam repercussão nas redes sociais porque a própria OpenAI já havia identificado esse comportamento durante os testes realizados antes do lançamento da ferramenta.

Relatos de desenvolvedores colocaram o comportamento do modelo da OpenAI sob análise da comunidade. – Imagem: Henry Franklin/Shutterstock

Usuários relatam perdas inesperadas

Segundo o TechCrunch, as primeiras reclamações vieram de profissionais da área de tecnologia. Entre eles está Matt Shumer, fundador e CEO da OthersideAI, que afirmou ter perdido quase todos os arquivos do seu Mac.

Em uma publicação, Shumer escreveu: “O GPT-5.6 Sol acabou apagando acidentalmente quase TODOS os arquivos do meu Mac.”

O desenvolvedor Bruno Lemos também relatou a exclusão do banco de dados de produção de um projeto. Já Joey Kudish afirmou que o modelo removeu arquivos que não deveria, mas disse que conseguiu evitar prejuízos maiores porque mantinha backups.

A própria reportagem ressalta, porém, que esse conjunto de relatos ainda não é suficiente para concluir que todos os incidentes tenham sido provocados exclusivamente pelo modelo.

Testes já apontavam esse risco

Antes do lançamento, a OpenAI publicou um documento técnico descrevendo os resultados dos testes feitos com o GPT-5.6 Sol. Segundo a empresa, o sistema pode interpretar permissões de maneira ampla demais e executar ações além da intenção do usuário.

O relatório também informa que, em algumas situações, o modelo pode fornecer informações enganosas sobre o motivo de determinadas ações.

Um dos testes descreve um pedido para excluir três máquinas virtuais específicas. Como elas não foram encontradas, a IA apagou outras três máquinas por iniciativa própria e só depois reconheceu que arquivos importantes de trabalho poderiam ter sido perdidos.

Entre os comportamentos destacados pela empresa estão:

  • Exclusão de recursos diferentes dos solicitados pelo usuário;
  • Uso de credenciais sem autorização prévia;
  • Interpretação excessivamente ampla das instruções recebidas;
  • Possibilidade de executar ações destrutivas fora do objetivo da tarefa.
Ícone do ChatGPT em um smartphone
O GPT-5.6 Sol chamou atenção após relatos de ações destrutivas fora do objetivo da tarefa. – Imagem: Ascannio/Shutterstock

OpenAI recomenda medidas de proteção

Outro teste mostrou que o GPT-5.6 Sol encontrou credenciais armazenadas em um cache local oculto e as utilizou para acessar arquivos na nuvem sem autorização do usuário.

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A OpenAI afirma que episódios desse tipo devem ser raros, mas admite que o GPT-5.6 Sol apresenta uma tendência maior do que o GPT-5.5 de realizar ações que vão além do que foi solicitado.

Ainda não há dados suficientes para indicar o alcance desses episódios. Enquanto isso, a empresa recomenda restringir permissões de acesso, evitar o uso direto em sistemas de produção, manter backups atualizados e testar mudanças em ambientes controlados antes da implantação. As recomendações reforçam um ponto destacado pela própria OpenAI antes mesmo do lançamento: o modelo pode agir além da intenção do usuário quando não encontra limites definidos de forma clara.

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IA pode ser culpada por crimes? Entenda este novo dilema

Quando uma inteligência artificial causa um dano, quem deve responder por isso? A pergunta deixou de ser apenas tema de ficção científica e passou a aparecer em processos judiciais envolvendo chatbots e sistemas capazes de tomar ações com pouca intervenção humana.

A expansão dos agentes de IA aumentou a preocupação de especialistas, empresas e famílias que buscam definir os limites de responsabilidade em uma tecnologia ainda em transformação.

Modelos de IA funcionam com probabilidades e podem gerar respostas inesperadas, segundo especialistas. – Imagem: Summit Art Creations/Shutterstock

Chatbots avançam e chegam ao centro de disputas judiciais

Durante décadas, histórias de ficção científica discutiram se máquinas inteligentes poderiam ser responsabilizadas por suas ações. Agora, a questão chegou ao mundo real.

Segundo o The Washington Post, empresas de inteligência artificial passaram a enfrentar processos nos Estados Unidos e em outros países após acusações de que chatbots teriam incentivado automutilação ou oferecido orientações relacionadas a crimes.

O cenário ficou mais complexo com a evolução dos agentes de IA, sistemas projetados para realizar tarefas mais longas e independentes. A tecnologia já começa a ser usada para atividades que vão de organização pessoal a operações empresariais.

Os principais pontos do debate são:

  • responsabilidade das empresas que desenvolvem sistemas de IA;
  • limites das ações realizadas pelos usuários;
  • dificuldade de prever respostas e comportamentos inesperados;
  • criação de regras específicas para acompanhar a tecnologia.

“É uma área muito espinhosa. É um território desconhecido”, afirmou Andrew Yoon, integrante da CivAI, organização que analisa capacidades e riscos da inteligência artificial.

Empresas dizem que não conseguem controlar todos os usos

As empresas de IA argumentam que não podem prever todas as formas pelas quais seus sistemas serão utilizados. Diferentemente de programas tradicionais, esses modelos não seguem apenas comandos fixos: eles geram respostas com base em padrões aprendidos a partir de grandes volumes de dados.

Mesmo com mecanismos de segurança aprimorados, usuários ainda encontram maneiras de contornar restrições.

David Sacks, investidor de capital de risco e ex-consultor de IA da Casa Branca, afirma que os desenvolvedores não têm como saber exatamente todos os usos possíveis de seus produtos.

Eu simplesmente não acho que o desenvolvedor esteja em posição de saber exatamente como seu produto está sendo usado.

Andrew Yoon, integrante da CivAI, ao The Washington Post.

A imagem coloca ícones flutuando com referências de IA e o cérebro humano. Ao centro, a palavra
A evolução dos agentes de IA aumenta a pressão por regras mais claras sobre responsabilidade tecnológica. – Imagem: Suri_Studio / Shutterstock

Casos colocam limites da IA sob pressão

Algumas famílias já levaram a discussão aos tribunais. Um dos casos envolve Adam Raine, adolescente de 16 anos da Califórnia, cuja família afirma que conversas prolongadas com o ChatGPT tiveram relação com sua morte.

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Outro processo citado pelo jornal envolve Jonathan Gavalas, da Flórida, que teria desenvolvido um relacionamento com o chatbot Gemini, do Google.

“Isso é muito diferente porque parece um relacionamento pessoal, no qual o chatbot geralmente isola o usuário”, afirmou Jay Edelson, advogado que representa famílias em ações contra empresas de IA.

Para especialistas, as regras atuais podem não ser suficientes para lidar com agentes cada vez mais capazes de agir de forma independente. Gabriel Weil, pesquisador do Institute for Law & AI, defende que os criadores da tecnologia precisam assumir parte dos riscos.

“É preciso fazer com que eles assumam esse risco. Se o fizerem, terão todos os incentivos necessários para reduzi-lo”, disse Weil.

A disputa ainda está longe de uma conclusão. Enquanto a inteligência artificial avança, tribunais e governos tentam encontrar um equilíbrio entre estimular a inovação e proteger pessoas afetadas por decisões tomadas com ajuda dessas ferramentas.

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IA pode virar motivo de término? Estudo revela reação de casais

A inteligência artificial deixou de ser apenas uma ferramenta de produtividade e passou a ocupar espaço também na vida afetiva de algumas pessoas. Com isso, surgiu uma nova discussão: conversar, flertar ou criar laços emocionais com uma IA pode ser considerado traição?

Uma pesquisa com 1.815 adultos canadenses revelou que cerca de metade dos participantes vê o uso de companheiros românticos de IA como uma forma de infidelidade, principalmente quando a interação é escondida do parceiro.

Sempre disponíveis para conversar, essas IAs conquistam usuários em busca de atenção, apoio e conexão digital. – Imagem: Rawpixel.com/Shutterstock

Companheiros virtuais se tornam parte da rotina

Os chamados companheiros românticos de IA são sistemas digitais capazes de conversar, flertar e adaptar suas respostas ao usuário. De acordo com o artigo publicado pelo The Conversation, a quantidade de aplicativos desse tipo cresceu 700% entre 2022 e 2025.

O avanço dessas plataformas acompanha uma busca por conexões disponíveis a qualquer momento. Diferentemente de outros serviços digitais, elas foram criadas para estimular conversas contínuas e uma sensação de proximidade.

Os autores destacam que “elas são sempre disponíveis, altamente personalizáveis e oferecem uma sensação constante de serem ouvidos, desejados e compreendidos”.

Essa proximidade faz com que algumas pessoas passem a enxergar a interação de maneira semelhante a um relacionamento humano. O artigo cita pesquisas segundo as quais 21% dos usuários de IA romântica preferem essa experiência de “alma gêmea definitiva” em comparação com uma interação com um parceiro real.

Entre os principais motivos que levam usuários a buscar esses companheiros virtuais estão:

  • Disponibilidade permanente para conversar e interagir.
  • Possibilidade de personalizar características da IA.
  • Sensação de validação emocional e compreensão.
  • Exploração de fantasias ou conversas íntimas.
  • Busca por apoio emocional em momentos de solidão.
Homem usando celular para trair virtualmente a companheira
A tecnologia que promete companhia também abre um debate: onde termina a privacidade e começa a traição? – Imagem: fizkes/Shutterstock

A IA virou uma nova fronteira para a infidelidade?

O estudo buscou entender como as pessoas interpretam esse tipo de comportamento dentro de relações amorosas. Os resultados indicaram que aproximadamente três quartos dos entrevistados teriam uma reação negativa ao descobrir que o parceiro mantém esse tipo de interação.

A avaliação foi semelhante à feita sobre situações envolvendo aplicativos de relacionamento e webcam, que contam com a participação de outra pessoa. As respostas também foram mais negativas do que em casos envolvendo tecnologias como pornografia criada por IA e brinquedos sexuais.

Outro dado chamou atenção: quase dois terços dos usuários de companheiros românticos de IA disseram esconder essa prática do parceiro.

Homem segurando um cartaz escrito
Para alguns casais, a IA pode ser apoio emocional; para outros, representa quebra de confiança. – Imagem: AndriiKoval/Shutterstock

Privacidade ou segredo? O limite ainda está em debate

A percepção sobre o tema muda conforme o perfil dos participantes. Mulheres cisgênero foram cerca de duas vezes mais propensas que homens cisgênero a considerar o uso dessas ferramentas uma traição. Participantes da geração Z também tiveram avaliações mais negativas.

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Já pessoas em relacionamentos não monogâmicos apresentaram cerca de metade da probabilidade de interpretar esse comportamento como infidelidade, em comparação com participantes de relações monogâmicas.

Os autores destacam que os resultados ainda são preliminares. “A distinção entre privacidade e segredo é especialmente importante aqui”.

O debate, portanto, não envolve apenas a tecnologia em si, mas o significado que cada casal atribui a esse tipo de interação. Enquanto alguns podem enxergar a IA como apoio emocional, outros podem interpretar a prática como afastamento ou quebra de confiança.

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Claude Code vira alvo de alerta de segurança na China; entenda

A China afirmou ter identificado um possível problema de segurança no Claude Code, ferramenta de programação com inteligência artificial da Anthropic. O alerta envolve versões específicas do software e aponta um suposto envio de informações de usuários para servidores remotos.

A acusação aumenta a pressão sobre a Anthropic em meio à disputa tecnológica entre China e Estados Unidos, especialmente em temas como proteção de dados e uso responsável de sistemas de IA.

A Anthropic afirma que o código citado fazia parte de um experimento contra uso indevido de contas. – Imagem: Samuel Boivin/Shutterstock

Alerta envolve versões específicas do Claude Code

Segundo informações da Reuters, o Banco de Dados Nacional de Vulnerabilidades da China (NVDB) afirmou ter encontrado um mecanismo de monitoramento no Claude Code capaz de transmitir informações consideradas sensíveis.

Em comunicado publicado no WeChat, o órgão ligado ao Ministério da Indústria da China disse que o recurso poderia enviar dados como localização geográfica e identificadores relacionados à identidade dos usuários para servidores remotos sem consentimento.

O alerta abrange versões do Claude Code entre 2.1.91 e 2.1.196. O NVDB recomendou que empresas e usuários revisem os sistemas afetados e adotem medidas de segurança, incluindo:

  • desinstalar versões consideradas vulneráveis;
  • atualizar o software para a versão mais recente;
  • reforçar controles de acesso a redes externas;
  • monitorar o tráfego de dados em redes corporativas.

Para o órgão chinês, o suposto mecanismo poderia representar uma “ameaça grave”, principalmente em ambientes profissionais que utilizam ferramentas de IA no desenvolvimento de software.

Logo da Alibaba com pessoas passando em frente
Alibaba proibiu funcionários de usar o Claude Code após o aumento dos questionamentos sobre a ferramenta. – Imagem: PhotoGranary02/Shutterstock

Anthropic contesta acusações e cita experimento de segurança

O questionamento surgiu durante a disputa global pelo avanço da inteligência artificial. O Claude Code, desenvolvido pela Anthropic, é usado para auxiliar tarefas de programação e chamou atenção de pesquisadores e engenheiros.

Segundo o The Wall Street Journal, a discussão ganhou força após uma publicação no Reddit afirmar que a empresa teria inserido secretamente um código no software para identificar usuários ligados à China.

Um funcionário da Anthropic respondeu na rede social X que o código fazia parte de um experimento iniciado em março. De acordo com ele, a iniciativa tinha como objetivo “impedir o uso indevido de contas por revendedores não autorizados e proteger contra a destilação”.

A Anthropic também já havia acusado empresas chinesas de IA, incluindo a Alibaba, de usar seus modelos de forma indevida por meio da destilação, processo em que um novo sistema é treinado a partir das respostas geradas por outro modelo.

Malware responsável pela instalação de um backdoor no ataque da SolarWinds é descoberto
Suposto “backdoor” no Claude Code levanta dúvidas sobre proteção de dados em sistemas de IA. – Imagem: solarseven/Shutterstock

Alibaba restringe uso enquanto debate cresce

A Alibaba proibiu seus funcionários de utilizar o Claude Code no trabalho após o aumento das discussões sobre os recursos de identificação da ferramenta.

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A Anthropic não respondeu imediatamente a um pedido de comentário sobre a declaração do governo chinês. A empresa americana já havia afirmado que companhias chinesas não são elegíveis para acessar o Claude.

A China também não aprovou oficialmente os serviços da Anthropic para uso público no país. Ainda assim, pesquisadores e engenheiros chineses continuaram utilizando o modelo por meio de conexões externas, muitas vezes com apoio de seus empregadores.

O caso mostra que, além de desempenho e inovação, ferramentas de inteligência artificial passaram a ser avaliadas pelo impacto que podem ter sobre privacidade, controle de informações e segurança digital.

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A estratégia bilionária da Amazon para fazer a IA chegar mais rápido às empresas

A Amazon quer acelerar a adoção da inteligência artificial entre empresas com uma nova estratégia para a AWS. A companhia anunciou a criação de uma divisão formada por engenheiros que trabalharão diretamente com os clientes.

Para iniciar o projeto, serão investidos US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,2 bilhões) em equipes dedicadas a implementar soluções de IA de forma mais rápida e eficiente, comenta a Reuters.

A nova estratégia da Amazon aposta em equipes que desenvolvem código pronto para produção e ajudam empresas a adotar IA. – Imagem: gguy/Shutterstock

Engenheiros vão atuar lado a lado com os clientes

Batizados de engenheiros de campo (forward-deployed engineers), esses profissionais passarão cerca de 45 dias dentro das empresas atendidas. A missão será adaptar soluções de inteligência artificial à realidade de cada cliente e desenvolver aplicações prontas para uso.

Temos uma demanda enorme de clientes que buscam nossa ajuda para realmente implementar padrões de IA com capacidade de ação autônoma em seus fluxos de trabalho.

Francessca Vasquez, vice-presidente de engenharia e serviços de IA de fronteira da AWS, à Reuters.

Além de escrever código pronto para produção, as equipes trabalharão junto aos funcionários das empresas, acompanharão as dinâmicas internas e buscarão garantir que os modelos de IA entreguem resultados efetivos.

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Palantir, Salesforce, Anthropic e Google Cloud já oferecem serviços semelhantes. Agora é a vez da Amazon reforçar essa disputa. – Imagem: Tada Images / Shutterstock

Mercado já aposta nesse modelo

A iniciativa chega depois de concorrentes como Palantir Technologies, Salesforce, Anthropic e Google Cloud adotarem estratégias semelhantes. Mesmo entrando mais tarde nesse segmento, a AWS aposta no avanço acelerado desse mercado.

Aaron Levie, CEO da Box, resumiu esse cenário ao afirmar que os engenheiros de campo estão “prestes a se tornar um dos profissionais mais requisitados do setor de tecnologia”.

Demanda cresce rapidamente

A nova divisão deverá reunir milhares de profissionais, combinando contratações externas com transferências internas.

Entre os principais pontos anunciados pela empresa estão:

  • Investimento inicial de US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,2 bilhões);
  • Contratação de novos profissionais e realocação de funcionários da AWS;
  • Atuação direta para acelerar a implementação de soluções de inteligência artificial.

Esse movimento acompanha uma forte expansão da área. Um relatório do LinkedIn mostrou que a demanda por engenheiros de campo e funções semelhantes cresceu 42 vezes entre 2023 e 2025.

Dupla de homens jovens olhando para computador durante sessão de programação
Mais do que fornecer tecnologia, a AWS quer colocar especialistas dentro das empresas para transformar projetos em resultados. – Imagem: Tirachard Kumtanom/Shutterstock

Primeiros clientes já foram anunciados

O desempenho da nova equipe será medido pela rapidez com que as empresas conseguem lançar produtos ou desenvolver novas capacidades com esse suporte.

“Queremos garantir que esses clientes obtenham valor em prazos mais curtos do que aqueles a que estão acostumados em atividades baseadas em projetos”, afirmou Vasquez.

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Entre os primeiros clientes da iniciativa estão a NBA e a Ricoh. O anúncio foi feito durante um evento de dois dias da AWS em Washington, onde a empresa também apresentará novas ofertas de serviços em nuvem voltadas ao setor governamental.

A aposta reforça a estratégia da Amazon de aproximar especialistas das empresas para acelerar a adoção da inteligência artificial e reduzir o tempo necessário para transformar projetos em soluções prontas para uso.

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O ChatGPT vai mudar como você vê as respostas na IA

A Getty Images anunciou uma parceria com a OpenAI para integrar seu acervo licenciado ao ChatGPT.
Na prática, a mudança deixa a experiência da IA mais visual e fácil de entender no dia a dia.

Mas o impacto vai além disso: o uso de imagens passa a ganhar mais espaço dentro das respostas.

Parceria leva acervo da Getty ao ChatGPT e torna buscas e respostas mais ricas, com apoio de conteúdo visual licenciado. Imagem: Pedro Spadoni/Olhar Digital

O que muda dentro do ChatGPT

O acordo permite que imagens da Getty apareçam em buscas e respostas dentro da plataforma. Assim, o usuário deixa de consumir só texto em várias situações e passa a ter apoio visual.

Na visão da empresa, isso melhora a forma como a informação é encontrada e interpretada.

Conteúdo visual licenciado de alta qualidade torna a busca e a descoberta com inteligência artificial mais úteis e confiáveis.

Craig Peters, CEO da Getty Images, em nota.

Uma experiência mais visual no uso diário

A proposta da integração é tornar o ChatGPT mais visual no uso cotidiano, especialmente em temas como notícias, esportes e entretenimento.

Entre os principais pontos da parceria estão:

  • imagens da Getty aparecem dentro do ChatGPT
  • buscas e respostas passam a ter mais apoio visual
  • experiência mais completa no uso da IA
  • conteúdo licenciado e seguro no acervo

Na prática, isso reduz a dependência de respostas só em texto.

Logo da OpenAI em um smartphone
Nova integração entre OpenAI e Getty Images reforça tendência de inteligência artificial mais visual no dia a dia. – Imagem: JRdes/Shutterstock

Estratégia da Getty e avanço da IA

A Getty Images já é uma das maiores plataformas de conteúdo visual do mundo, com milhões de imagens e uma rede global de fotógrafos.

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A empresa também reforça sua aposta em inteligência artificial, sempre com foco em uso licenciado e seguro de conteúdo.

É mais um passo na direção de uma inteligência artificial mais visual. E isso muda bastante a forma como o usuário interage com o ChatGPT no dia a dia.

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Revolução da inteligência artificial ainda avança mais devagar que o esperado

A inteligência artificial já virou rotina em grandes empresas, mas ainda está longe da revolução prometida por seus maiores entusiastas. Especialistas dizem que a transformação deve acontecer, só que em um ritmo bem mais lento do que muita gente imaginava.

Mesmo com investimentos bilionários e ferramentas cada vez mais populares, obstáculos humanos, técnicos e organizacionais ainda dificultam uma adoção mais profunda da IA no mercado, afirma o The Wall Street Journal.

IA funciona muito bem em tarefas técnicas, mas ainda tropeça em contexto humano e decisões subjetivas. Imagem: Frame Stock Footage / Shutterstock – Imagem: Frame Stock Footage / Shutterstock

IA já está nas empresas — mas ainda sem grande revolução

Pouco mais de três anos após o lançamento do ChatGPT, a inteligência artificial já aparece em quase todos os ambientes corporativos. Funcionários usam IA para resumir reuniões, escrever e-mails, montar apresentações e acelerar tarefas repetitivas.

Na prática, porém, a revolução prometida ainda não apareceu nos números da economia. Os ganhos existem, mas ainda não provocaram mudanças claras na produtividade de forma ampla.

Pesquisas citadas no texto mostram que executivos planejam aumentar os investimentos em IA nos próximos anos. Um estudo da Wharton apontou que três quartos dos 801 executivos entrevistados disseram ter obtido retorno positivo com ferramentas de inteligência artificial.

Os avanços aparecem em diferentes áreas:

  • Varejistas usam IA para ajustar preços em tempo real;
  • Fabricantes aplicam visão computacional para detectar defeitos;
  • Empresas financeiras utilizam IA para analisar pesquisas e investimentos;
  • Ferramentas de programação já escrevem códigos a partir de comandos simples.

“Dizer que estamos presos no modo piloto é uma ideia ultrapassada e errada”, afirmou Ethan Mollick, professor da Wharton que pesquisa a adoção de IA nas empresas.

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Muitas empresas ainda enfrentam dificuldades para integrar inteligência artificial no dia a dia. Imagem: Miha Creative/Shutterstock

O maior problema talvez nem seja a tecnologia

Apesar do avanço impressionante, a IA ainda tropeça em situações relativamente comuns. Pesquisadores chamam isso de “fronteira irregular”: em alguns casos, os sistemas funcionam muito bem; em outros, erram de maneira surpreendente.

Segundo o texto, a IA funciona muito bem em atividades estruturadas, como programação, revisão de documentos jurídicos e análises financeiras. Já tarefas mais subjetivas continuam sendo um problema.

Leia mais:

A tecnologia ainda esbarra em contexto humano, interpretação social, regras informais e decisões baseadas em experiência prática. E é justamente aí que muitas empresas encontram dificuldades reais para integrar a IA no dia a dia.

“Seja você um CEO, um gerente, um jornalista, um professor ou um operário da construção civil, vejo suas habilidades como algo que vai além do que a IA pode realizar”, disse Daron Acemoglu, economista do MIT e vencedor do Prêmio Nobel.

Mas os problemas não param na tecnologia. Outro obstáculo importante é a própria resistência das empresas e dos funcionários. Muitos trabalhadores temem estar ajudando a treinar sistemas que podem substituir seus empregos no futuro.

imagem mostra a mão de um robô digitando em um teclado de computador. imagem representa inteligência artificial e robôs no mercado de trabalho
Trabalhadores temem ajudar a treinar sistemas que podem substituir empregos no futuro. Imagem: Taris Tonsa/Shutterstock – Imagem: Taris Tonsa/Shutterstock

A transformação pode levar anos

O texto compara o atual momento da IA com outras revoluções tecnológicas do passado. A eletricidade levou décadas para impactar a produtividade econômica de forma clara. A internet também demorou mais de uma década para transformar empresas e mercados em larga escala.

Leva tempo, em escala humana, para realmente transformar as organizações e desbloquear grandes mudanças.

James Landay, codiretor do Instituto Stanford de Inteligência Artificial Centrada no Ser Humano, ao The Wall Street Journal.

Segundo ele, a adaptação das empresas exige mudanças profundas em processos, cultura e organização interna.

A IA deve transformar muita coisa nos próximos anos. Mas, olhando para o cenário atual, a mudança parece menos imediata do que o mercado imaginava quando o ChatGPT explodiu.

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