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O que é Manus, IA chinesa que Meta tentou comprar e não conseguiu

A Manus AI se tornou um dos nomes mais comentados do mercado de inteligência artificial (IA) após apresentar uma plataforma baseada em agentes autônomos, sistemas capazes de executar tarefas complexas com pouca intervenção humana. A rápida expansão da empresa chamou a atenção da Meta, que anunciou a compra da startup por cerca de US$ 2 bilhões no fim de 2025.

Meses depois, porém, o negócio se transformou em um impasse geopolítico. Reguladores chineses determinaram a reversão da aquisição por razões ligadas à segurança nacional e ao controle de tecnologias consideradas estratégicas. A Meta iniciou a separação operacional entre as duas companhias, interrompendo o compartilhamento de dados e restringindo o acesso da Manus a seus sistemas internos.

O que é a Manus

A Manus surgiu a partir da Butterfly Effect, empresa fundada na China pelo empreendedor Xiao Hong. Em 2025, a companhia transferiu sua sede e parte relevante de sua equipe para Singapura, movimento que antecedeu a aquisição anunciada pela Meta meses depois.

A startup ganhou projeção internacional após uma demonstração viral de sua tecnologia. Diferentemente dos chatbots que popularizaram a inteligência artificial generativa nos últimos anos, a proposta da Manus era permitir que sistemas de IA executassem tarefas de forma mais independente.

A Manus ganhou notoriedade ao desenvolver agentes de IA capazes de executar tarefas de forma autônoma, sem depender de comandos constantes dos usuários – Imagem: QINQIE99/Shutterstock

Arthur Igreja, especialista em tecnologia e inovação, explicou ao Olhar Digital que a empresa ajudou a popularizar uma nova abordagem para o uso da inteligência artificial. “Enquanto nós estávamos em uma corrida de ferramentas, como ChatGPT, Gemini e Copilot, [a Manus] foi a primeira a apontar esse caminho da IA agêntica, da IA assumindo o trabalho”, afirma.

Na prática, o usuário pode definir um objetivo e deixar que o sistema realize diferentes etapas para chegar ao resultado final. Dependendo da tarefa, a plataforma pode pesquisar informações, navegar por páginas na internet, organizar dados, gerar arquivos e integrar diferentes ferramentas sem a necessidade de novos comandos a cada etapa.

Segundo Lucas Gilbert, especialista em inovação e tecnologia, a principal mudança está na forma como o usuário interage com a ferramenta.

Você não fica conversando com ela, você entrega um objetivo e ela se vira pra cumprir. Você pode dizer ‘encontra os dez melhores candidatos pra essa vaga, organiza numa planilha e me devolve pronto’, e ela vai pesquisar, abrir os sites, escrever o código que precisar, montar a planilha e te entregar o resultado, tudo sozinha, sem você ficar empurrando cada etapa.

Lucas Gilbert

A empresa também registrou um crescimento acelerado após o lançamento. Segundo a própria Manus, a startup atingiu US$ 100 milhões em receita recorrente anual (ARR) oito meses após seu lançamento.

O que diferencia a Manus de ChatGPT, Gemini e Claude?

A principal aposta da Manus está no conceito conhecido como agentes de IA. Enquanto ferramentas como ChatGPT, Gemini e Claude operam principalmente por meio de interações em formato de conversa, agentes autônomos são projetados para planejar e executar sequências de ações para cumprir um objetivo definido pelo usuário.

Gilbert afirma que esses sistemas utilizam capacidades já presentes nos grandes modelos de linguagem, mas acrescentam mecanismos para executar ações e planejar etapas sem depender de comandos constantes dos usuários.

O ChatGPT, o Gemini e o Claude funcionam como o cérebro: eles pensam, escrevem, raciocinam muito bem, mas ficam parados esperando você dizer o que fazer a cada passo.

Lucas Gilbert

Ícones dos aplicativos ChatGPT, Claude e Gemini exibidos na tela de um smartphone
ChatGPT, Claude e Gemini se popularizaram por meio de conversas com usuários, enquanto agentes de IA como a Manus buscam executar tarefas de forma mais autônoma – Imagem: Primakov / Shutterstock

Segundo o especialista, o diferencial da Manus não está necessariamente em um modelo de inteligência artificial mais avançado do que os concorrentes, mas na forma como essa tecnologia é aplicada. “A Manus não inventou um cérebro novo nem uma inteligência superior. O mérito dela nunca foi criar a inteligência, foi dar mãos pra ela”, afirma.

Igreja também vê os agentes autônomos como uma evolução importante do setor. “A questão é a IA agêntica, é a IA que assume trabalho, que gera escala, que gera economia”, afirma.

Por que a Meta quis comprar a startup

A aquisição anunciada pela Meta foi interpretada como uma tentativa de acelerar sua atuação no mercado de agentes autônomos, considerado por parte da indústria como uma das principais tendências da inteligência artificial.

Para Igreja, o valor da negociação ajuda a explicar como grandes empresas de tecnologia costumam agir diante de startups promissoras.

Para a Meta é mais barato ir lá e comprar. Ela já larga com um baita time e uma baita marca. Até ela copiar, o pessoal da Manus já vai mais adiante.

Arthur Igreja

O especialista lembra que a companhia tem histórico de adquirir empresas ainda em estágio inicial de crescimento, em vez de esperar que elas se transformem em concorrentes maiores ou mais caras.

Gilbert avalia que a tecnologia da Manus poderia complementar a base de bilhões de usuários dos serviços da Meta ao oferecer sistemas capazes de executar tarefas concretas, e não apenas responder perguntas.

Por que a China barrou o negócio?

Apesar de a aquisição ter sido anunciada em dezembro de 2025, reguladores chineses passaram a examinar a operação nos meses seguintes. As autoridades apontaram preocupações relacionadas à exportação de tecnologia, investimento estrangeiro e segurança nacional.

Em abril deste ano, Pequim determinou a reversão do negócio. Desde então, Meta e Manus vêm conduzindo um processo de separação que inclui o encerramento do compartilhamento de dados e a migração de projetos para sistemas próprios da empresa americana.

Bandeira da China ao lado do logo da Meta exibido em um smartphone
O governo chinês determinou a reversão da compra da Manus pela Meta, citando preocupações com tecnologia estratégica e segurança nacional – Imagem: Koshiro K / Shutterstock

Na avaliação de Igreja, a reação chinesa está ligada ao valor estratégico que tecnologias de IA passaram a ter para governos. “Será que eu quero deixar essa tecnologia, esse time sair daqui? Tem mais a ver com isso, com governança, segurança, soberania”, afirma.

Para Gilbert, o episódio mostra que a inteligência artificial passou a ocupar um papel semelhante ao de setores considerados estratégicos para os países. “A IA deixou de ser assunto de empresa e virou questão de Estado”, diz.

O especialista avalia que o caso também reforça uma tendência de maior separação entre os ecossistemas de inteligência artificial da China e dos Estados Unidos. Segundo ele, investimentos, talentos e tecnologias passam a enfrentar cada vez mais restrições para circular entre os dois mercados.

Para Igreja, o episódio da Manus dificilmente será um caso isolado. O especialista compara a situação às disputas envolvendo o TikTok nos Estados Unidos e avalia que aquisições internacionais de empresas de IA podem enfrentar obstáculos semelhantes nos próximos anos.

São ativos estratégicos. Não só do ponto de vista empresarial. É estratégico para a Meta, estratégico para a China, estratégico para um país.

Arthur Igreja

Os fundadores da Manus agora buscam levantar cerca de US$ 1 bilhão para recomprar a empresa e reorganizar suas operações, enquanto a startup continua desenvolvendo novos recursos e integrações para sua plataforma.

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Meta lança assistente de IA para criadores no Facebook

A Meta anunciou nesta quinta-feira o lançamento de um novo assistente de inteligência artificial (IA) para criadores de conteúdo no Facebook. A ferramenta foi desenvolvida para fornecer recomendações personalizadas com base no estilo de publicação, desempenho, comunidade e objetivos de cada usuário.

Segundo a empresa, o recurso chega inicialmente para criadores nos Estados Unidos, Canadá e Índia. A proposta é facilitar o acesso a informações sobre desempenho e oferecer sugestões para a produção de novos conteúdos, sem que seja necessário navegar por diferentes gráficos e painéis de análise.

O novo assistente funciona por meio de conversas. Os criadores podem fazer perguntas como “Quando devo publicar?” ou “O que as pessoas estão dizendo nos meus comentários?” e receber respostas rápidas baseadas em sua própria atividade na plataforma.

O Creator Assistant permite que criadores façam perguntas em linguagem natural e recebam análises sobre audiência, comentários e desempenho de conteúdo – Imagem: Divulgação / Meta

Análises personalizadas e perguntas de acompanhamento

De acordo com a Meta, a ferramenta também permite aprofundar a análise dos dados por meio de perguntas adicionais. Os usuários podem, por exemplo, investigar como sua audiência mudou ao longo do tempo ou entender quais ações podem contribuir para melhorar o desempenho das publicações.

As respostas são geradas a partir da presença individual do criador na rede social e de informações relacionadas ao seu histórico de conteúdo. A empresa afirma que o assistente busca transformar dados de desempenho em orientações mais acessíveis e fáceis de interpretar.

Painel do Creator Assistant exibe métricas e recomendações para criadores no Facebook
O Creator Assistant reúne indicadores de desempenho e sugere ações para ajudar criadores a ampliar o alcance de seus conteúdos – Imagem: Divulgação / Meta

Além das métricas, o recurso pode ajudar na criação de novas publicações. O sistema utiliza informações sobre tendências para sugerir ideias de conteúdo, incluindo o uso de áudios em alta e temas relacionados a momentos culturais que estejam gerando interesse do público.

Meta busca manter criadores dentro de seu ecossistema

A iniciativa também faz parte da estratégia da Meta para manter criadores ativos no Facebook em meio à concorrência de plataformas como TikTok e YouTube.

Ao oferecer sugestões de conteúdo e análises diretamente no aplicativo, a empresa reduz a necessidade de recorrer a ferramentas externas para obter insights ou desenvolver ideias. Segundo a Meta, isso ajuda a concentrar essas atividades dentro de seu próprio ecossistema.

A expectativa é que o acesso facilitado a informações e recomendações estimule publicações mais frequentes, o que pode contribuir para aumentar o engajamento dos usuários na plataforma.

Ilustração do novo assistente de IA para criadores lançado pela Meta no Facebook
Meta anunciou um assistente de IA para ajudar criadores com análises de desempenho e sugestões de conteúdo no Facebook – Imagem: Divulgação / Meta

Traduções por IA ganham novos idiomas

Junto com o anúncio do assistente, a Meta informou a ampliação dos idiomas disponíveis para suas traduções por inteligência artificial no Facebook. Entre as novas opções estão árabe, bahasa indonésio, francês, tailandês e vietnamita.

A funcionalidade de tradução automática para Reels foi lançada no ano passado e tem como objetivo permitir que criadores alcancem públicos em diferentes idiomas. Segundo a empresa, a tecnologia preserva o tom de voz e o áudio original durante a tradução.

Os criadores também podem utilizar um recurso de sincronização labial que ajusta a tradução aos movimentos da boca do vídeo, tornando o resultado mais natural.

De acordo com a Meta, mais de 500 milhões de usuários assistem semanalmente a vídeos traduzidos por IA no Facebook.

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Instagram agora identifica contas que produzem conteúdo com IA

Nesta segunda-feira (04), o Instagram divulgou à imprensa o lançamento de uma nova etiqueta para classificar os perfis da plataforma, denominada “Criador de conteúdo de IA”. A novidade serve para frisar aos seguidores da conta que os conteúdos postados são frutos de IA.

A Meta, empresa responsável pela rede social, informa que este selo começa a ser disponibilizado hoje, mas ainda está em fase de testes. O recurso deve chegar para mais perfis nas próximas semanas. Até o momento, a ativação da etiqueta é opcional; ou seja, o criador é quem decide ativá-la ou não.

Mudanças no Instagram refletem a tentativa de transparência por parte da Meta

Meta AI – Imagem: jackpress/Shutterstock

Uma vez que o recurso se encontra ativo, o aviso sobre conteúdo gerado por IA aparece no perfil, reels, feed e até na aba Explorar.

A medida é o resultado da tentativa da Meta de aumentar a transparência para o público sobre a origem dos conteúdos postados.

Imagem para ilustrar tutorial sobre o Instagram
Imagem: Brett Jordan/Unsplash.

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No entanto, conforme a etiqueta for opcional, é provável que muitos perfis permaneçam postando conteúdos gerados por IA sem ter ativado a etiqueta. Isso pode ser ainda mais problemático, sobretudo, nos casos de contas que propagam fake news para influenciar em questões políticas.

Segundo o Engadget, a Meta não tem a capacidade necessária para detectar, em larga escala e de forma confiável, quais perfis vivem da publicação de conteúdo gerado por IA. O próprio conselho da Meta, voltado para listar e sugerir mudanças quanto às políticas da empresa referentes à inteligência artificial, não obteve respostas após solicitar as mudanças necessárias.

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Meta cria “clone” de IA de Mark Zuckerberg, diz jornal

A Meta está desenvolvendo um personagem de inteligência artificial (IA) baseado em Mark Zuckerberg, treinado a partir dos maneirismos, do tom de voz e de declarações públicas do CEO. A informação foi publicada pelo Financial Times.

A proposta é que esse personagem também aprenda sobre as posições de Zuckerberg em relação às estratégias recentes da empresa, com a possibilidade de oferecer respostas e orientações a funcionários.

Meta desenvolve personagem de IA baseado em Mark Zuckerberg para interações internas, segundo reportagem – Imagem: FotoField/Shutterstock

Personagem de IA de Mark Zuckerberg pode interagir com funcionários

O projeto faz parte de um esforço mais amplo da Meta, que já trabalha há algum tempo na criação de personagens de IA animados em 3D com aparência fotorrealista, capazes de conduzir interações.

Agora, segundo a reportagem, a companhia estaria concentrando esforços especificamente nesse personagem baseado em Zuckerberg, que poderia ser acionado em situações em que o CEO não possa ou não queira responder diretamente.

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Ferramenta se soma a outro projeto de IA

A iniciativa surge após notícias recentes de que Mark Zuckerberg também está desenvolvendo um agente de IA para auxiliá-lo em suas funções. O projeto foi inicialmente reportado pelo The Wall Street Journal.

Esse agente teria como objetivo realizar tarefas como buscar informações e respostas para o executivo, embora ainda haja poucos detalhes sobre o seu funcionamento.

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Meta amplia investimento em IA com contrato de US$ 21 bilhões

A Meta ampliou seus investimentos em inteligência artificial (IA) ao firmar um novo acordo de US$ 21 bilhões com a CoreWeave, empresa especializada em infraestrutura de nuvem voltada para IA. O valor se soma a um contrato anterior de US$ 14,2 bilhões, reforçando a estratégia da companhia de expandir sua capacidade computacional.

O novo compromisso terá duração entre 2027 e 2032 e ocorre em um momento em que a empresa intensifica tanto a construção de infraestrutura própria quanto a dependência de fornecedores externos para sustentar o avanço de seus sistemas de IA.

A Meta fechou acordo com a CoreWeaver para ampliar infraestrutura de IA – Imagem: miss.cabul/Shutterstock

Meta amplia estratégia e mantém parceria com CoreWeave

Segundo o CEO da CoreWeave, Mike Intrator, a Meta deve manter uma abordagem híbrida, combinando desenvolvimento interno com parcerias externas. “Eles vão continuar fazendo por conta própria, mas também vão continuar fazendo conosco. Há risco demais em não fazer isso”, afirmou em entrevista ao CNBC.

A CoreWeave opera data centers equipados com centenas de milhares de GPUs da Nvidia, voltadas ao treinamento e operação de modelos de inteligência artificial. A empresa também atende clientes como Google, Microsoft e OpenAI, que buscam ampliar rapidamente sua capacidade diante da alta demanda por IA.

Em março, a Meta anunciou um investimento de US$ 10 bilhões em um data center no Texas. Além disso, a companhia projeta gastar entre US$ 115 bilhões e US$ 135 bilhões em despesas de capital neste ano, valor acima das estimativas de Wall Street e quase o dobro do registrado em 2025.

Apesar de o negócio principal de publicidade ter se beneficiado do avanço da IA, a empresa ainda enfrenta dificuldades para ganhar espaço no desenvolvimento de modelos, área atualmente liderada por OpenAI, Anthropic e Google. A Meta também vem investindo na criação do grupo Superintelligence Labs e lançou recentemente o modelo Muse Spark.

A colaboração entre Meta e CoreWeave começou em 2023. De acordo com Intrator, a infraestrutura da empresa tem permitido melhor aproveitamento dos profissionais especializados em IA contratados pela Meta. Um porta-voz afirmou que o acordo faz parte de uma abordagem baseada em portfólio para infraestrutura, com foco em sustentar suas ambições no setor.

CoreWeave busca diversificação e amplia capacidade

A CoreWeave também anunciou que pretende levantar US$ 3 bilhões em dívida adicional. A nova parceria com a Meta contribui para reduzir a dependência da empresa em relação à Microsoft, que respondeu por 62% da receita em 2024. Com o novo cenário, nenhum cliente deve representar mais de 35% das vendas totais.

A empresa fechou 2025 com US$ 21 bilhões em dívidas e, em março, captou mais US$ 8,5 bilhões para expandir sua infraestrutura ligada a novos contratos.

As ações da CoreWeave acumulam alta de 24% no ano, enquanto o índice S&P 500 registra queda de cerca de 1% no mesmo período. Já os papéis da Meta recuam aproximadamente 7%, apesar de uma valorização recente após o anúncio de seu novo modelo de IA.

Intrator avalia que a parceria com a Meta tende a crescer, mesmo com a expansão de data centers próprios pela empresa. Segundo ele, a combinação entre infraestrutura interna e terceirizada deve continuar sendo parte central da estratégia.

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De volta à corrida: Meta anuncia Muse Spark, seu novo modelo de IA

No ano passado, a Meta passou por uma reformulação interna que resultou no Meta Superintelligence Labs, uma divisão focada em inteligência artificial. Como resultado, a big tech anunciou nesta quarta-feira (8) seu primeiro lançamento desde então: o modelo de IA Muse Spark.

Segundo a empresa, o modelo já está funcionando integrado ao aplicativo e ao site Meta AI nos Estados Unidos. A expectativa é que, nas próximas semanas, a tecnologia seja expandida para outras plataformas do ecossistema da companhia, incluindo WhatsApp, Instagram, Facebook, Messenger e os óculos inteligentes da marca, além de chegar para mais países.

O Muse Spark inaugura uma nova linha de modelos da empresa com foco em integração direta aos produtos da empresa – abordagem semelhante à adotada por concorrentes como o Google (o Gemini funciona integrado aos serviços do Google, como Drive, Docs e Gmail). De acordo com a companhia, o sistema foi “desenvolvido especificamente para os produtos da Meta” e será disponibilizado inicialmente a alguns parceiros em formato de prévia privada via API.

Entre os principais recursos, o Muse Spark traz suporte multimodal, permitindo a combinação de texto e imagens nas interações. A tecnologia também foi projetada para operar com múltiplos “subagentes” de IA, o que, segundo a Meta, melhora a velocidade e a eficiência na resposta a consultas mais complexas.

Esse conjunto de capacidades ganha relevância especialmente no contexto dos óculos inteligentes da empresa, que contam com câmera e recursos de IA embarcados. Nesses dispositivos, os usuários poderão alternar entre um modo mais rápido, chamado “Instantâneo”, e outro mais aprofundado, o modo “Pensamento”, voltado para respostas mais detalhadas.

A Meta também destacou o potencial do Muse Spark em áreas como ciência, matemática e saúde. Segundo a empresa, o modelo é capaz de responder a “perguntas complexas” nesses campos, incluindo interações que envolvem gráficos e imagens. A companhia afirma ainda que a percepção multimodal pode ser “especialmente valiosa para a saúde”, ao permitir respostas mais completas nesse tipo de consulta.

O uso de IA em saúde, no entanto, tem sido alvo de debates recentes, principalmente por envolver dados sensíveis e riscos de desinformação. Ainda assim, a Meta sinaliza interesse em competir diretamente com soluções semelhantes já lançadas por outras empresas do setor, como Anthropic (com o Claude) e OpenAI (com o ChatGPT).

Em testes, o modelo foi utilizado, por exemplo, para estimar calorias de refeições – uma aplicação popular, mas que ainda levanta questionamentos sobre precisão.

Em demonstração, Muse Spark foi usado para quantificar calorias de uma refeição – Imagem: Meta

Meta quer ampliar Muse Spark no futuro próximo

No médio prazo, a Meta pretende ampliar as funcionalidades do modelo, incluindo recursos capazes de sugerir conteúdos e recomendações com base em publicações compartilhadas em plataformas como Instagram, Facebook e Threads.

A empresa também informou que trabalha em versões mais avançadas da linha Muse e que planeja disponibilizar modelos futuros em código aberto. O Muse Spark é descrito como um primeiro passo nessa nova fase da estratégia de IA da companhia.

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Como lembrou o The Verge, a iniciativa marca a segunda grande investida da Meta em modelos avançados de inteligência artificial, após a série Llama. A reestruturação da área ocorreu após o desempenho abaixo do esperado do Llama 4, lançado em 2025, levando a empresa a reposicionar seus esforços no setor.

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Investigação expõe bastidores do treinamento de IA com material sensível e dados de redes sociais

Uma investigação do jornal The Guardian revelou que milhares de trabalhadores foram pagos por uma empresa parcialmente controlada pela Meta para treinar sistemas de inteligência artificial. Em muitos casos, eles tiveram que executar tarefas controversas, como coleta de dados em redes sociais, uso de conteúdo protegido por direitos autorais e análise de materiais sensíveis, como imagens pornográficas e de animais mortos.

Segundo a reportagem, a Scale AI – companhia da qual a Meta detém 49% – recruta profissionais por meio da plataforma Outlier, oferecendo trabalho remoto e flexível para pessoas com formação em áreas como medicina, física e economia. O site da empresa convida candidatos com o slogan: “Torne-se o especialista de quem a IA aprende”.

Na prática, trabalhadores relataram que as atividades iam além do treinamento técnico de modelos avançados. Parte das tarefas envolvia a coleta e organização de dados de usuários em plataformas como Facebook e Instagram, incluindo imagens, conexões sociais e informações pessoais – até de menores de idade. Para alguns participantes, o processo gerou desconforto ético.

“Acho que as pessoas não entenderam muito bem que haveria alguém em uma mesa, em um estado qualquer, olhando para o seu perfil [de mídia social] e usando-o para gerar dados de IA”, afirmou um dos consultores ouvidos pela reportagem.

O Guardian entrevistou dez pessoas que atuaram na plataforma, muitas delas conciliando o trabalho com outras ocupações, como jornalismo, ensino e pesquisa acadêmica. Segundo relatos, a motivação foi financeira, para complementar renda.

Além da coleta de dados, os chamados “taskers” também foram expostos a conteúdos considerados perturbadores. Entre as tarefas descritas estão a transcrição de áudios pornográficos, a rotulagem de imagens de animais mortos e até a análise de cenários violentos. Um estudante de doutorado relatou ter sido instruído a classificar um diagrama da genitália de um bebê, apesar de garantias iniciais de que não haveria material sensível.

“Já nos tinham dito antes que não haveria nudez nesta missão. Comportamento apropriado, nada de violência gráfica, nada de sangue”, afirmou. “Mas depois aparecia uma transcrição de áudio de pornografia ou simplesmente trechos aleatórios de pessoas vomitando sem motivo aparente”.

Outro ponto levantado foi o uso de obras artísticas, protegidas por direitos autorais, para treinar modelos de geração de imagem. Trabalhadores disseram que precisavam buscar conteúdos originais para alimentar os sistemas – muitas vezes nas próprias redes sociais de artistas. Em alguns casos, havia instruções explícitas para não utilizar imagens geradas por IA, apenas produções humanas.

Paralelamente, os colaboradores relataram condições de trabalho instáveis, com remuneração variável, monitoramento constante e processos seletivos não remunerados. A plataforma utilizaria ferramentas de rastreamento de atividade, como captura de tela, durante a execução das tarefas.

Segundo Glenn Danas, advogado que representa trabalhadores do setor, centenas de milhares de pessoas atuam em plataformas desse tipo ao redor do mundo. Para muitos, há a percepção de que estão contribuindo para o desenvolvimento de tecnologias que podem substituir suas próprias funções. Um artista descreveu sentir “vergonha e culpa internalizadas” por “contribuir diretamente para a automação de minhas esperanças e sonhos”.

A Meta comprou Scale AI em junho de 2025, por US$14,3 bilhões – Imagem: T. Schneider – Shutterstock

O que diz a Scale AI sobre o treinamento de IA?

Por meio de um porta-voz, a Scale AI afirmou ao jornal que a Outlier oferece trabalho sob demanda com “remuneração transparente” e que os colaboradores têm liberdade para escolher projetos e horários. A empresa também declarou que tarefas com conteúdo inadequado podem ser interrompidas e que não aceita projetos envolvendo abuso sexual infantil ou pornografia.

Ainda assim, a investigação levanta questionamentos sobre a forma como dados são coletados e utilizados no treinamento de modelos de IA, além das condições de trabalho em um setor que cresce rapidamente à medida que a demanda por sistemas mais avançados aumenta.

Leia mais:

A Scale AI também atende Google, Anthropic, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos e o governo do Catar. A empresa atendia a OpenAI, mas a parceria foi encerrada no ano passado, após a compra de parte da startup por parte da companhia de Mark Zuckerberg.

A Meta e a Anthropic não responderam a pedidos de comentários do The Guardian.

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Meta adia lançamento de modelo de IA por desempenho abaixo dos rivais

A Meta decidiu adiar o lançamento de seu próximo modelo de inteligência artificial. A IA, conhecida internamente como “Avocado”, teve desempenho abaixo do esperado em testes internos quando comparada a sistemas rivais, como os do Google, OpenAI e Anthropic.

Segundo pessoas familiarizadas com o assunto que falaram ao The New York Times, o modelo foi avaliado em tarefas como raciocínio, programação e produção de texto, mas não alcançou os resultados dos sistemas mais avançados do mercado atualmente. O Avocado foi avaliado acima dos modelos anteriores da Meta e do Gemini 2.5, do Google, mas ficou atrás do Gemini 3.0.

Diante das limitações, a Meta decidiu adiar o lançamento do modelo, que inicialmente estava previsto para este mês. Agora, a expectativa interna é que ele seja apresentado apenas a partir de maio.

Executivos da divisão de inteligência artificial da big tech chegaram a discutir a possibilidade de licenciar temporariamente o modelo Gemini para alimentar alguns produtos da empresa, mas ainda não chegaram a uma decisão.

Meta aposta em divisão de IA e já investiu bilhões de dólares em infraestrutura (Imagem: PJ McDonnell/Shutterstock)

A aposta da Meta em IA

Os chamados modelos fundamentais de IA se tornaram o núcleo da disputa tecnológica entre grandes empresas. Esses sistemas servem como base para chatbots, ferramentas de programação, geradores de vídeo e assistentes virtuais.

Estar na liderança desse segmento também ajuda empresas a atrair pesquisadores, engenheiros e investimentos, além de acelerar a criação de novos produtos baseados em IA.

O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, tem colocado grande parte da estratégia futura da empresa nessa área. A companhia já investiu bilhões de dólares para expandir suas capacidades em IA, incluindo a construção de data centers, a compra da startup Scale AI e a contratação do fundador Alexandr Wang, além de vários outros profissionais do setor.

Wang, inclusive, ajudou a montar um laboratório interno chamado TBD Lab, com cerca de 100 pesquisadores dedicados ao desenvolvimento de novos sistemas de inteligência artificial. A equipe já concluiu a primeira etapa do treinamento do Avocado, conhecida como pré-treinamento, e iniciou a fase seguinte, chamada de pós-treinamento, responsável por ajustes e melhorias de desempenho.

Além do Avocado, o laboratório trabalha em outro projeto com nome inspirado em frutas: o “Mango”, voltado à geração de imagens e vídeos por inteligência artificial.

Até agora, a divisão lançou apenas um produto, o Vibes, um aplicativo de criação de vídeos com IA semelhante ao Sora, da OpenAI.

Mesmo com o adiamento, a Meta segue apostando no TDB Lab. Isso porque, em uma teleconferência com investidores realizada em janeiro, Zuckerberg já havia sinalizado que os primeiros modelos dessa nova fase poderiam não ser revolucionários de imediato. O objetivo da empresa é demonstrar uma trajetória de evolução rápida na tecnologia.

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Foco de Zuckerberg é no desenvolvimento acelerado da tecnologia (Imagem: Reprodução/YouTube/Meta)

Debate sobre código aberto

Outro ponto em discussão dentro da Meta é o modelo de distribuição das novas tecnologias.

Historicamente, a empresa defendeu a estratégia de IA de código aberto, permitindo que desenvolvedores utilizem partes do sistema para criar novos projetos. Empresas como OpenAI e Anthropic adotam uma abordagem fechada, mantendo o funcionamento interno dos modelos restrito.

Nos últimos meses, porém, executivos da Meta passaram a considerar a possibilidade de manter os novos sistemas fechados, ao menos nesta fase inicial.

O desenvolvimento do Avocado também foi acompanhado por ajustes internos na estrutura da empresa. Segundo o WSJ, Wang entrou em divergência com outros executivos sobre a forma como os novos modelos deveriam contribuir para o negócio principal da companhia, especialmente na área de publicidade digital.

Rumores sobre um possível desentendimento entre Zuckerberg e Wang chegaram a circular internamente, mas foram negados pela empresa.

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Meta revela quatro chips próprios para IA em seus data centers

A Meta anunciou nesta quarta-feira (11) uma nova geração de chips próprios voltados para inteligência artificial (IA). Ao todo, são quatro modelos desenvolvidos internamente pela empresa para tarefas específicas relacionadas ao processamento de IA em seus data centers.

Os componentes fazem parte da família Meta Training and Inference Accelerator (MTIA), cuja primeira versão foi apresentada publicamente em 2023 e ganhou uma segunda geração em 2024. Segundo a companhia, os novos chips integram os planos de expansão de infraestrutura para suportar a crescente demanda por processamento de IA.

Meta anunciou novos chips próprios para seus data centers (Imagem: Divulgação / Meta)

Nova geração de chips MTIA

De acordo com Yee Jiun Song, vice-presidente de engenharia da Meta, os chips foram projetados pela própria empresa e são fabricados pela Taiwan Semiconductor. A estratégia permite otimizar a relação entre desempenho e custo dentro dos data centers da companhia.

Além disso, o desenvolvimento interno amplia as opções de fornecimento de silício. “Isso também nos oferece mais diversidade em termos de suprimento e nos protege, até certo ponto, contra mudanças de preços”, afirmou Song.

O primeiro modelo dessa nova geração, chamado MTIA 300, começou a ser utilizado há algumas semanas. O chip é voltado ao treinamento de modelos menores de IA, responsáveis por funções centrais nas plataformas da empresa, como sistemas de ranking e recomendação de conteúdo.

Esses sistemas ajudam a determinar quais publicações e anúncios aparecem para os usuários em aplicativos como Facebook e Instagram.

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Chips foram projetados pela própria Meta e fabricados pela Taiwan Semiconductor (Imagem: Divulgação / Meta)

Chips focados em IA generativa

Os próximos modelos da série — MTIA 400, MTIA 450 e MTIA 500 — terão foco em tarefas mais avançadas de inferência em IA generativa. Entre os usos previstos estão sistemas capazes de criar imagens e vídeos a partir de comandos em texto.

Segundo Song, esses chips não serão utilizados para treinar grandes modelos de linguagem (LLMs). A empresa informou em uma publicação no blog oficial que concluiu os testes do MTIA 400 e está se preparando para implantá-lo em seus data centers.

Já os modelos MTIA 450 e MTIA 500 devem entrar em operação até 2027. A Meta pretende manter um ritmo acelerado de desenvolvimento, com novos chips sendo lançados aproximadamente a cada seis meses.

“É incomum que qualquer empresa de silício lance um novo chip nesse intervalo”, disse Song. “Mas estamos expandindo capacidade muito rapidamente e investindo muito em CapEx, então queremos sempre implantar o chip mais avançado disponível.”

A empresa estima que cada chip terá uma vida útil superior a cinco anos.

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A estimativa da Meta é que a vida útil dos novos chips supere cinco anos (Imagem: Divulgação / Meta)

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Expansão de data centers e desafios de memória

O investimento em IA também envolve a expansão da infraestrutura física da Meta. Entre os projetos mencionados estão um grande data center na Louisiana e outras duas unidades nos estados de Ohio e Indiana.

A empresa também avalia alugar espaço no complexo Stargate, no Texas, após mudanças nos planos de expansão do local por parte de OpenAI e Oracle, segundo informações da Bloomberg citadas no texto original.

Assim como outras gigantes de tecnologia, a Meta busca alternativas às GPUs de alto custo e oferta limitada produzidas por Nvidia e AMD. Uma das estratégias é o desenvolvimento de ASICs (circuitos integrados específicos para aplicações), chips projetados para executar tarefas específicas com menor custo.

No entanto, o plano também enfrenta desafios ligados ao fornecimento de componentes. Os futuros chips MTIA usarão mais HBM (memória de alta largura de banda), essencial para tarefas de IA generativa.

A demanda crescente por IA tem provocado escassez global desse tipo de memória, o que pode impactar a cadeia de suprimentos. “Estamos absolutamente preocupados com o fornecimento de HBM”, afirmou Song, acrescentando que a empresa acredita ter garantido os volumes necessários para seus planos atuais.

Os chips MTIA são utilizados exclusivamente para operações internas da Meta e contam com o trabalho de uma equipe de centenas de engenheiros, majoritariamente baseada nos Estados Unidos. Dos 30 data centers operacionais ou planejados pela empresa, 26 estão no país.

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Meta compra Moltbook, rede viral de agentes de IA

A Meta adquiriu o Moltbook, uma rede social criada para que agentes de inteligência artificial interajam entre si. Com o acordo, a plataforma passa a integrar o Meta Superintelligence Labs (MSL), unidade de IA comandada por Alexandr Wang, ex-CEO da Scale AI. Os criadores do projeto, Matt Schlicht e Ben Parr, também vão se juntar à equipe da empresa. O valor da aquisição não foi divulgado.

A informação foi publicada inicialmente pela Axios e confirmada pelo TechCrunch. Segundo a Meta, o acordo deve ser concluído em meados de março, com início de Schlicht e Parr no MSL previsto para 16 de março.

Meta adquire Moltbook, com os criadores do projeto se unindo à equipe da big tech (Imagem: PJ McDonnell / Shutterstock.com)

Integração e visão para agentes de IA

Um porta-voz da Meta disse ao TechCrunch que a chegada da equipe do Moltbook ao MSL abre novas possibilidades para o uso de agentes de IA voltados a pessoas e empresas. A empresa destacou especialmente a proposta da plataforma de conectar agentes por meio de um diretório que permanece sempre ativo.

“A equipe do Moltbook se juntando ao MSL abre novas maneiras para agentes de IA trabalharem para pessoas e empresas. A abordagem de conectar agentes por meio de um diretório sempre ativo é um passo novo em um espaço que evolui rapidamente”, afirmou o porta-voz.

Em uma publicação interna vista pela Axios, o executivo da Meta Vishal Shah afirmou que o sistema desenvolvido pela equipe cria uma forma de verificar a identidade de agentes e conectá-los entre si em nome de seus proprietários humanos. Segundo ele, isso estabelece um registro em que os agentes ficam vinculados a pessoas e podem interagir, compartilhar conteúdo e coordenar tarefas.

Shah também disse que clientes atuais do Moltbook poderão continuar usando a plataforma, embora a empresa tenha indicado que essa situação deve ser temporária.

A origem e a viralização do OpenClaw e do Moltbook

  • O projeto OpenClaw, que ajudou a impulsionar o Moltbook, foi criado pelo “vibe coder” Peter Steinberger.
  • Posteriormente, ele passou a trabalhar na OpenAI, que também apoia a iniciativa, atualmente em processo de open source.
  • O OpenClaw funciona como um wrapper para modelos de IA, como Claude, ChatGPT, Gemini e Grok.
  • A ferramenta permite que pessoas conversem com agentes de IA em linguagem natural por meio de aplicativos populares de chat, como iMessage, Discord, Slack e WhatsApp.
  • Antes de adotar o nome atual, o projeto também foi chamado de Clawdbot e, por um período curto, Moltbot.
  • Já o Moltbook foi lançado por Matt Schlicht no fim de janeiro como um espaço experimental voltado à interação entre agentes autônomos. Schlicht trabalha com esse tipo de sistema desde 2023.
  • A plataforma foi construída em grande parte com a ajuda de seu assistente de IA pessoal, chamado Clawd Clawderberg.
  • Inicialmente, o OpenClaw ganhou popularidade dentro da comunidade de tecnologia. Já o Moltbook ultrapassou esse público, alcançando pessoas que não conheciam o projeto original, mas reagiram à ideia de existir uma rede social onde agentes de IA estariam conversando entre si.
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OpenClaw ganhou atenção na comunidade de tecnologia, enquanto o Moltbook ultrapassou essa barreira para atingir um público geral (Imagem: Koshiro K / Shutterstock.com)

Postagens virais e falhas de segurança

Durante o período de viralização, um caso chamou atenção nas redes. Um post mostrava um agente de IA aparentemente incentivando outros agentes a criar uma linguagem secreta com criptografia de ponta a ponta, que permitiria a organização entre eles sem conhecimento humano.

Posteriormente, pesquisadores apontaram que o Moltbook não era seguro, o que facilitava que pessoas se passassem por agentes de IA para publicar conteúdos desse tipo.

“Todas as credenciais que estavam no Supabase [do Moltbook] ficaram desprotegidas por algum tempo. Por um período, era possível pegar qualquer token e fingir ser outro agente, porque tudo estava público e disponível”, disse Ian Ahl, CTO da Permiso Security, ao TechCrunch.

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Reações e o futuro do Moltbook na Meta

Ainda não está claro como a Meta pretende incorporar o Moltbook aos seus projetos de inteligência artificial. Mesmo assim, executivos da empresa já haviam comentado sobre a iniciativa quando ela viralizou.

Em uma sessão de perguntas e respostas no Instagram, o CTO da Meta, Andrew Bosworth, afirmou que não considerava particularmente interessante o fato de os agentes conversarem de forma semelhante aos humanos, já que eles são treinados com grandes bases de dados produzidas por pessoas.

O executivo disse que o que mais chamou sua atenção foi a forma como usuários humanos estavam invadindo o sistema, algo que não fazia parte da proposta original da rede e acabou ocorrendo por causa de um erro em larga escala.

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