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Nvidia mira respostas mais rápidas com chips da Groq 3 LPX

A Nvidia colocou o rack Groq 3 LPX em produção e pretende deixá-lo operacional ainda este ano na neocloud Nebius. A tecnologia chegou à empresa após a compra de ativos da Groq por US$ 20 bilhões (cerca de R$ 103 bilhões), a maior aquisição já realizada pela Nvidia.

O foco está na inferência de baixa latência, capaz de reduzir o intervalo entre o pedido do usuário e a resposta de um sistema de IA. A característica é especialmente relevante em aplicações de programação, nas quais atrasos podem ser percebidos rapidamente.

A estratégia da Nvidia é combinar tecnologias, não escolher uma só: Groq para baixa latência e GPUs para cargas mais amplas. – Imagem: Samuel Boivin/Shutterstock

Groq ganha espaço nos data centers

Na Nebius, os racks Groq 3 LPX serão instalados junto dos processadores Vera e das GPUs Rubin. Dion Harris, diretor sênior da Nvidia, afirmou que os equipamentos estarão disponíveis ainda este ano.

A arquitetura da Groq coloca 500 MB de memória SRAM de alta velocidade diretamente no chip. Com isso, a tecnologia busca diminuir gargalos provocados pelo acesso à memória durante a execução dos modelos.

Cada rack reúne 256 chips Groq 3. De acordo com a Nvidia, o sistema chega a 3.400 tokens por segundo, resultado baseado em um benchmark da Artificial Analysis.

Os principais números do Groq 3 LPX:

  • Cada rack Groq 3 LPX reúne 256 chips Groq 3;
  • O sistema chega a 3.400 tokens por segundo;
  • A arquitetura conta com 500 MB de SRAM integrada ao chip;
  • A tecnologia prioriza a inferência de baixa latência;
  • A Nvidia pagou US$ 20 bilhões pelos ativos da Groq.

Não é uma substituição das GPUs

A tecnologia da Groq cumpre uma função mais específica. Os chips se concentram principalmente na etapa de “decode” da inferência, responsável pela geração dos tokens que compõem a resposta de um modelo.

As GPUs continuam sendo usadas em treinamento e inferência e têm maior flexibilidade para acompanhar diferentes modelos e tecnologias. Para Harris, uma tecnologia não precisa eliminar a outra:

Isso não significa substituir as GPUs. Trata-se de usar o preço certo e o processador certo para a parte certa da carga de trabalho.

Dion Harris, diretor sênior da Nvidia, à CNBC.

A proposta, portanto, é dividir as tarefas conforme as características de cada processador.

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A Nvidia reservou um quarto do espaço de data centers voltado à programação para chips Groq. O restante será ocupado pelo Vera Rubin. – Imagem: Divulgação/Nvidia

Corrida pela menor latência

A Nvidia disputa esse mercado com empresas que também procuram acelerar a geração de respostas por IA. A AMD anunciou que vai integrar seus sistemas em escala de rack a chips da Cerebras, que recentemente abriu capital.

A OpenAI também entrou nessa corrida. Seu modo Ultrafast promete 750 tokens por segundo e é “alimentado pela Cerebras”.

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A Nvidia, enquanto isso, amplia os envios dos sistemas Vera Rubin, cuja produção começou anteriormente. Em março, durante a apresentação dos sistemas Vera Rubin e Groq 3 LPX, Jensen Huang disse que reservaria um quarto do espaço de data centers destinado a aplicações de programação para os chips da Groq.

“O restante do meu data center é 100% Vera Rubin”, afirmou Huang na ocasião.

Com a Groq, a Nvidia passa a ter uma alternativa específica para acelerar uma etapa da inferência. As GPUs seguem como a base de seus sistemas, enquanto os novos racks assumem tarefas em que o tempo de resposta é um fator decisivo.

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Além de China e EUA: “Guerra dos Chips” pode ter novo protagonista

A Coreia do Sul prepara novos fundos e investimentos para aproveitar o avanço dos semicondutores. O governo de Lee Jae Myung quer fortalecer a cadeia de chips, as exportações e a infraestrutura, enquanto transforma o setor em uma base para novos projetos de tecnologia e crescimento econômico.

Segundo a Reuters, a estratégia inclui iniciativas diferentes, como um fundo de 5 trilhões de won para empresas da cadeia de semicondutores e o Future Response Fund, voltado a projetos nacionais e novos motores de crescimento.

O boom dos semicondutores virou peça central de um plano sul-coreano que vai muito além da fabricação de chips. Imagem: Tang Yan Song / Shutterstock

Fundo de 5 trilhões de won mira empresas de chips

Um dos planos está diretamente ligado aos semicondutores. O governo sul-coreano pretende criar um fundo de 5 trilhões de won (aproximadamente R$ 17,9 bilhões) para apoiar empresas consideradas promissoras no setor.

A prioridade será dada a fabricantes de materiais e componentes para chips e a companhias fabless, que desenvolvem semicondutores sem manter fábricas próprias. O governo também planeja oferecer outros 5 trilhões de won em financiamento comercial para fornecedores voltados à exportação.

Outra medida é a proposta de uma Mega Special Zone. A expectativa é aprovar a iniciativa ainda neste ano para acelerar licenças, análises ambientais e o desenvolvimento de infraestrutura.

Outro fundo tem alcance mais amplo

O segundo projeto tem uma proposta diferente. Chamado de Future Response Fund, ele deverá usar receitas tributárias adicionais geradas pelo crescimento do mercado de semicondutores para financiar investimentos de longo prazo.

Segundo o chefe de gabinete presidencial, Kang Hoon-sik, os recursos deverão ajudar a bancar grandes projetos nacionais, criar novos motores de crescimento e enfrentar o aumento da desigualdade econômica.

Entre os objetivos citados pelo governo estão:

  • financiar grandes projetos nacionais;
  • criar novos motores de crescimento;
  • apoiar startups;
  • ampliar oportunidades de emprego para jovens;
  • oferecer suporte habitacional a pessoas na faixa dos 20 e 30 anos.

Kang chamou o fundo de “uma pedra angular” para a meta de tornar a Coreia do Sul globalmente “insubstituível”. Ele também afirmou: “Neste momento crítico que determinará o futuro da Coreia do Sul, não devemos desperdiçar a receita tributária adicional gerada pelo boom dos semicondutores e por outros fatores”.

Data center com servidores e representação gráfica de inteligência artificial
A aposta sul-coreana combina semicondutores, infraestrutura, IA e data centers para buscar novos motores de crescimento. – Imagem: FOTOGRIN/Shutterstock

Chips, IA e data centers entram no plano

Os fundos fazem parte de um movimento mais amplo. Dias antes, Lee Jae Myung havia apresentado três grandes projetos industriais concentrados em semicondutores, IA física e data centers.

Os planos contam com investimentos de Samsung Electronics, SK Hynix e órgãos governamentais. A proposta é fortalecer a posição da Coreia do Sul em chips e tecnologias ligadas à inteligência artificial, além de estimular o crescimento fora da região metropolitana de Seul.

A infraestrutura necessária para esses projetos também está prevista. O governo pretende garantir 650 mil toneladas de água até 2030 para iniciativas de semicondutores na região de Honam. Já o polo de Yongin deverá receber 14,7 gigawatts de energia até 2041.

O primeiro-ministro Han Sung-sook descreveu os projetos como uma estratégia de 30 anos que conecta semicondutores, IA, data centers e IA física. Para ele, a iniciativa pode se tornar um novo motor de crescimento se governo, partido governista e setor privado trabalharem como “one team”.

A movimentação mostra como o governo sul-coreano pretende aproveitar o bom momento dos semicondutores para sustentar investimentos de longo prazo em tecnologia, infraestrutura e novas oportunidades econômicas.

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Guerra dos chips leva Samsung e SK Hynix a testar fornecedores chineses

Samsung e SK Hynix avaliam equipamentos chineses para fabricação de chips como uma alternativa diante de possíveis novas restrições dos Estados Unidos. A medida pode ajudar as empresas a reduzir riscos em suas fábricas instaladas na China.

Segundo a Reuters, os testes envolvem máquinas da Advanced Micro-Fabrication Equipment (AMEC) e indicam uma tentativa de encontrar novos caminhos em meio à disputa tecnológica entre China e EUA.

A guerra dos chips está mudando estratégias. Gigantes do setor agora avaliam fornecedores chineses para suas fábricas. – Imagem: rawf8/Shutterstock

Fabricantes buscam alternativa para produção na China

Samsung e SK Hynix começaram a testar equipamentos de gravação de chips da chinesa AMEC há cerca de dois anos, segundo fontes ouvidas pela Reuters. O movimento ganhou força com as incertezas sobre futuras regras americanas para exportação de tecnologias.

As avaliações não representam uma substituição imediata dos fornecedores atuais, mas mostram que grandes fabricantes de memória passaram a considerar opções chinesas para evitar possíveis impactos em suas operações.

A preocupação está principalmente nas fábricas já instaladas na China. Novas restrições poderiam afetar não apenas a compra de máquinas, mas também serviços de manutenção, reparos e reposição de componentes de equipamentos estrangeiros.

Entre os principais pontos desse movimento estão:

  • busca por alternativas diante de possíveis novas restrições dos EUA;
  • testes de equipamentos chineses em fábricas de memória na China;
  • tentativa de garantir a continuidade das linhas de produção;
  • avanço de empresas chinesas em segmentos específicos da fabricação de chips.

AMEC tenta conquistar espaço entre gigantes do setor

Para a AMEC, sediada em Xangai, conquistar a aprovação de Samsung ou SK Hynix seria um avanço importante no mercado internacional. A empresa já fornece equipamentos para fabricantes chineses, incluindo a produtora de memórias YMTC.

Embora companhias chinesas ainda tenham desvantagem em áreas como litografia avançada e sistemas de inspeção, elas avançaram em tecnologias como gravação, deposição, limpeza e planarização.

O custo também pesa na disputa. Segundo Dan Hutcheson, vice-presidente da consultoria TechInsights, equipamentos chineses podem custar entre 20% e 30% menos do que alternativas de fornecedores tradicionais.

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As restrições dos EUA abriram espaço para fabricantes chineses crescerem em um mercado antes dominado por empresas ocidentais. – Imagem: Ascannio/Shutterstock

Disputa tecnológica muda mercado de equipamentos

As restrições criadas por Washington tinham como objetivo limitar o avanço da indústria chinesa de semicondutores, mas também abriram espaço para fabricantes locais de máquinas ampliarem sua atuação.

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A Samsung mantém uma fábrica de chips NAND em Xian, enquanto a SK Hynix opera unidades em Dalian e Wuxi. Essas instalações ainda dependem de equipamentos de empresas americanas, como Applied Materials e Lam Research.

Segundo estimativas, empresas chinesas como AMEC, Naura Technology, Piotech e ACM Research podem superar US$ 1 bilhão em receita em 2026 (cerca de R$ 5,12 bilhões).

A adoção desses equipamentos por grandes fabricantes globais ainda dependerá do desempenho das máquinas, da capacidade de suporte dos fornecedores e das decisões políticas entre China e Estados Unidos. O movimento, porém, já mostra uma tentativa da indústria de chips de reduzir sua dependência de uma cadeia tecnológica concentrada em poucos países.

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Depois da euforia, mercado cobra resultados da revolução da IA

Segundo a CNBC, as maiores empresas de chips do mundo perderam cerca de US$ 1,3 trilhão (aproximadamente R$ 6,65 trilhões) em valor de mercado nesta semana. A forte correção atingiu companhias que lideraram a alta da inteligência artificial e levantou dúvidas sobre o ritmo dos investimentos no setor.

Nvidia, Samsung, SK Hynix e outras gigantes foram afetadas pelo movimento. Para analistas, porém, a queda representa mais uma mudança de expectativas dos investidores do que uma perda de força da tecnologia.

Bilhões foram aplicados em infraestrutura de IA, mas investidores agora querem saber quando esses gastos vão virar receita. – Imagem: Andrei Armiagov / Shutterstock

Gigantes dos semicondutores sentem impacto após alta histórica

O mercado de chips foi um dos grandes vencedores da corrida pela inteligência artificial. Empresas que fornecem componentes para sistemas de IA receberam investimentos bilionários nos últimos meses, impulsionando suas ações.

Agora, parte dos investidores tenta entender se os futuros ganhos dessas companhias serão suficientes para justificar o tamanho das apostas feitas até aqui.

Segundo uma análise da CNBC com dados da FactSet, 20 das empresas de chips mais valiosas do mundo perderam juntas US$ 1,3 trilhão (cerca de R$ 6,65 trilhões) desde o fechamento de sexta-feira.

Entre as maiores perdas estão:

  • Nvidia: US$ 238 bilhões (aproximadamente R$ 1,22 trilhão);
  • SK Hynix: US$ 176 bilhões (cerca de R$ 901 bilhões);
  • Samsung Electronics: US$ 173 bilhões (aproximadamente R$ 886 bilhões);
  • Micron: US$ 113 bilhões (cerca de R$ 579 bilhões);
  • AMD: cerca de US$ 110 bilhões (aproximadamente R$ 563 bilhões).

Mesmo com o recuo recente, o índice Philadelphia Semiconductor Index (SOX), que acompanha 30 grandes empresas do setor negociadas nos Estados Unidos, ainda acumulava alta de 92% em 12 meses.

Mercado questiona gastos bilionários em infraestrutura de IA

Para Michael Field, estrategista-chefe de ações da Morningstar, a reação dos investidores está mais ligada ao sentimento do mercado do que aos resultados financeiros das empresas.

“Essa queda parece ser impulsionada principalmente pelo sentimento, e não pelos fundamentos”, afirmou.

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Charlie Dai, vice-presidente e analista principal da Forrester, explicou que o mercado está reavaliando se as receitas esperadas conseguirão acompanhar os níveis recordes de investimento em infraestrutura de inteligência artificial.

Segundo ele, o movimento representa uma correção após uma valorização excepcional, e não necessariamente uma redução na demanda por IA.

Ilustração de chip de inteligência artificial (IA) em Wall Street para representar investimentos em tecnologia
A inteligência artificial continua em alta, mas o mercado agora cobra resultados para justificar a enorme expectativa criada. – Imagem: Pedro Spadoni via ChatGPT/Olhar Digita

Queda se espalha por bolsas da Ásia e Europa

A pressão sobre as ações de chips também chegou aos mercados internacionais. Na Coreia do Sul, a SK Hynix fechou em queda de 9,61%, mesmo após divulgar resultados trimestrais recordes. A Samsung Electronics recuou mais de 5%.

No Japão, fabricantes como Kioxia e Tokyo Electron também registraram perdas. Já a TSMC, maior fabricante terceirizada de chips do mundo, caiu 3,51%.

Apesar da instabilidade, alguns investidores enxergam oportunidades. Kieron Poon, diretor de investimentos em ações asiáticas da Aberdeen Investments, afirmou que a correção deixou algumas empresas de alta qualidade com avaliações mais atrativas.

Já para David Riedel, fundador e presidente da Riedel Research Group, o mercado apenas devolveu parte do excesso de valorização criado pelo entusiasmo com a IA. Para ele, o setor continua saudável, mas precisa absorver os ganhos acelerados registrados anteriormente.

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Demanda por chips de IA supera capacidade da TSMC, diz CEO

A Taiwan Semiconductor Manufacturing Co. (TSMC), maior fabricante de semicondutores do mundo, afirmou que a crescente demanda por chips voltados à inteligência artificial (IA) continuará acima da capacidade de produção da empresa por um longo período. A avaliação foi feita pelo CEO da companhia, C.C. Wei, durante uma reunião de acionistas realizada nesta quinta-feira em Hsinchu, Taiwan, segundo informações divulgadas pela Reuters e Bloomberg.

Segundo o executivo, a procura por componentes avançados segue em ritmo acelerado, especialmente entre clientes dos Estados Unidos. Mesmo com a expansão da produção em território americano e novos investimentos anunciados pela empresa, a TSMC ainda não conseguirá atender integralmente às necessidades do mercado nos próximos anos.

A TSMC é a maior fabricante de semicondutores do mundo – Imagem: Ascannio / Shutterstock

Expansão não será suficiente para atender toda a demanda

Durante o encontro com acionistas, Wei afirmou que a empresa trabalha para evitar que sua capacidade produtiva se torne um obstáculo para a indústria, mas reconheceu que a situação continua desafiadora.

“A demanda dos clientes é tão alta, e nós só conseguimos atender até certo ponto”, disse o executivo. “Estamos fazendo o nosso melhor para garantir que a TSMC não se torne um gargalo.”

De acordo com Wei, levará um “tempo muito longo” até que a companhia consiga atender plenamente à demanda dos clientes. A observação vale inclusive para a produção baseada nos Estados Unidos, onde a fabricante vem ampliando sua presença industrial.

A TSMC já colocou em operação uma fábrica no Arizona e planeja investir US$ 165 bilhões na construção de três novas unidades de fabricação de chips, além de duas instalações avançadas de empacotamento e um centro de pesquisa e desenvolvimento.

IA impulsiona corrida por semicondutores

O avanço da inteligência artificial tem aumentado a procura por componentes utilizados em data centers e sistemas de computação avançada. Segundo Wei, a demanda gerada por esse mercado continuará pressionando a capacidade global de produção da TSMC pelos próximos anos.

A companhia ocupa uma posição central nesse ecossistema, produzindo semicondutores avançados utilizados por empresas como Nvidia e AMD. Ao mesmo tempo, grandes operadores de infraestrutura tecnológica devem investir US$ 725 bilhões em inteligência artificial apenas neste ano, ampliando ainda mais a necessidade de novos chips.

A forte procura já provoca impactos em outros segmentos da indústria. O mercado de memória, por exemplo, enfrenta restrições de oferta, com a escassez de RAM e NAND Flash sendo apontada como um problema que pode persistir por anos.

TSMC mantém perspectiva positiva para 2026

Apesar das limitações de capacidade, a empresa manteve uma visão otimista para seus resultados financeiros. Wei reiterou a previsão de que a TSMC registrará crescimento de vendas superior a 30% em 2026, projeção que havia sido elevada recentemente pela companhia.

O executivo também afirmou que a fabricante não pretende adotar aumentos abruptos de preços semelhantes aos observados no setor de memória. Segundo ele, a prioridade da empresa é preservar a estabilidade dos negócios enquanto amplia sua capacidade de produção para acompanhar a expansão da inteligência artificial.

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Peça essencial dos chips de IA vira alvo de alerta nos EUA

A corrida da inteligência artificial ganhou um novo foco, e ele está longe dos próprios chips. Autoridades e empresas dos EUA passaram a olhar com mais atenção para as placas de circuito impresso usadas em sistemas de IA, explica a CNBC.

Essenciais para o funcionamento de praticamente qualquer eletrônico moderno, essas placas agora são vistas como um possível risco à segurança nacional. O receio é que componentes maliciosos sejam inseridos discretamente durante a fabricação.

Dependência da China em peças essenciais da IA acende alerta de segurança nos EUA. Imagem: Pla2na/Shutterstock – Imagem: Pla2na/Shutterstock

O elo silencioso da inteligência artificial

Quando se fala em IA, quase toda a atenção vai para GPUs, data centers e empresas como Nvidia. Só que existe uma peça menos lembrada — e indispensável — nessa engrenagem: as placas de circuito impresso, conhecidas como PCIs.

Elas funcionam como a base que conecta os chips e permite a troca de sinais entre os componentes. Sem isso, simplesmente nada opera.

“Os chips não flutuam”, resumiu Cathie Gridley, vice-presidente executiva da TTM, em entrevista à CNBC. “Eles precisam ser montados em uma placa para que todo o conjunto funcione corretamente.”

Só que existe um detalhe que preocupa Washington: boa parte dessa produção hoje está concentrada na China. Segundo a Associação de Placas de Circuito Impresso da América (PCBAA), os EUA já responderam por cerca de 30% da produção global. Atualmente, o índice caiu para apenas 4%.

David Schild, diretor executivo da entidade, classificou o cenário como uma “dependência arriscada”.

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Projetos apresentados no Congresso propõem créditos tributários de 25% para empresas que utilizarem placas produzidas nos EUA. Imagem: Mijansk786 / Shutterstock – Imagem: Mijansk786 / Shutterstock

Risco vai além da espionagem

A preocupação americana não envolve apenas a disputa comercial entre as duas potências. O Departamento de Defesa teme que placas comprometidas possam abrir espaço para sabotagens em equipamentos estratégicos.

Chips, substratos e placas de circuito impresso representam múltiplas vias de ataque para um potencial agente malicioso.

Mike Cadenazzi, secretário adjunto de guerra dos EUA para política de base industrial, à CNBC.

Segundo ele, um ataque desse tipo poderia até afetar armas em operação. “Um código específico é ativado e, de repente, a placa de circuito impresso, em combinação com o chip, decide interromper a orientação da munição”, explicou.

Especialistas alertam que as PCBs são vulneráveis justamente porque componentes podem ser escondidos em diferentes camadas da estrutura sem chamar atenção.

Entre as principais preocupações do setor estão:

  • inserção de componentes maliciosos;
  • desvio de dados sensíveis;
  • redução proposital de desempenho;
  • interrupção de sistemas militares;
  • dependência excessiva da cadeia chinesa.

Durante anos, as placas de circuito ficaram longe dos holofotes da indústria. Agora, viraram peça estratégica na disputa tecnológica entre EUA e China.

Autoridades americanas temem sabotagens em componentes usados por sistemas militares e de IA.
Autoridades americanas temem sabotagens em componentes usados por sistemas militares e de IA. Imagem: BLKstudio/Shutterstock

Produção de chips nos EUA tenta ganhar força

Com a demanda por IA disparando, empresas americanas tentam acelerar a fabricação doméstica. A TTM Technologies e a Sanmina, duas das poucas fabricantes relevantes nos EUA, ampliam suas operações impulsionadas pelo crescimento do setor.

A TTM já anunciou novas unidades em Nova York e Wisconsin. Ainda assim, mantém sete fábricas na Ásia, incluindo sua maior planta em território chinês.

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O impacto também começou a aparecer nos preços. Segundo relatório do Goldman Sachs citado pela Reuters, as PCIs registraram alta de até 40% entre março e abril. A própria TTM informou reajustes entre 5% e 25%.

Além da corrida pela inteligência artificial, conflitos internacionais ajudam a pressionar ainda mais o setor. A guerra no Oriente Médio e os impactos envolvendo o Irã afetam o fornecimento de matérias-primas importantes, como cobre e resina.

Mesmo diante desse cenário, o governo dos EUA quer fortalecer a indústria local. Projetos apresentados no Congresso propõem créditos tributários de 25% para empresas que utilizarem placas produzidas nos EUA, além de bilhões de dólares em subsídios para fabricantes nacionais.

“Tem que ser nos EUA e, em breve, na Europa”, afirmou Edwin Roks, CEO da TTM, ao comentar os riscos da atual dependência chinesa.

Para os EUA, o desafio agora não é apenas fabricar chips mais poderosos. A meta também passa por controlar toda a cadeia necessária para que esses sistemas funcionem.

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Meta revela quatro chips próprios para IA em seus data centers

A Meta anunciou nesta quarta-feira (11) uma nova geração de chips próprios voltados para inteligência artificial (IA). Ao todo, são quatro modelos desenvolvidos internamente pela empresa para tarefas específicas relacionadas ao processamento de IA em seus data centers.

Os componentes fazem parte da família Meta Training and Inference Accelerator (MTIA), cuja primeira versão foi apresentada publicamente em 2023 e ganhou uma segunda geração em 2024. Segundo a companhia, os novos chips integram os planos de expansão de infraestrutura para suportar a crescente demanda por processamento de IA.

Meta anunciou novos chips próprios para seus data centers (Imagem: Divulgação / Meta)

Nova geração de chips MTIA

De acordo com Yee Jiun Song, vice-presidente de engenharia da Meta, os chips foram projetados pela própria empresa e são fabricados pela Taiwan Semiconductor. A estratégia permite otimizar a relação entre desempenho e custo dentro dos data centers da companhia.

Além disso, o desenvolvimento interno amplia as opções de fornecimento de silício. “Isso também nos oferece mais diversidade em termos de suprimento e nos protege, até certo ponto, contra mudanças de preços”, afirmou Song.

O primeiro modelo dessa nova geração, chamado MTIA 300, começou a ser utilizado há algumas semanas. O chip é voltado ao treinamento de modelos menores de IA, responsáveis por funções centrais nas plataformas da empresa, como sistemas de ranking e recomendação de conteúdo.

Esses sistemas ajudam a determinar quais publicações e anúncios aparecem para os usuários em aplicativos como Facebook e Instagram.

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Chips foram projetados pela própria Meta e fabricados pela Taiwan Semiconductor (Imagem: Divulgação / Meta)

Chips focados em IA generativa

Os próximos modelos da série — MTIA 400, MTIA 450 e MTIA 500 — terão foco em tarefas mais avançadas de inferência em IA generativa. Entre os usos previstos estão sistemas capazes de criar imagens e vídeos a partir de comandos em texto.

Segundo Song, esses chips não serão utilizados para treinar grandes modelos de linguagem (LLMs). A empresa informou em uma publicação no blog oficial que concluiu os testes do MTIA 400 e está se preparando para implantá-lo em seus data centers.

Já os modelos MTIA 450 e MTIA 500 devem entrar em operação até 2027. A Meta pretende manter um ritmo acelerado de desenvolvimento, com novos chips sendo lançados aproximadamente a cada seis meses.

“É incomum que qualquer empresa de silício lance um novo chip nesse intervalo”, disse Song. “Mas estamos expandindo capacidade muito rapidamente e investindo muito em CapEx, então queremos sempre implantar o chip mais avançado disponível.”

A empresa estima que cada chip terá uma vida útil superior a cinco anos.

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A estimativa da Meta é que a vida útil dos novos chips supere cinco anos (Imagem: Divulgação / Meta)

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Expansão de data centers e desafios de memória

O investimento em IA também envolve a expansão da infraestrutura física da Meta. Entre os projetos mencionados estão um grande data center na Louisiana e outras duas unidades nos estados de Ohio e Indiana.

A empresa também avalia alugar espaço no complexo Stargate, no Texas, após mudanças nos planos de expansão do local por parte de OpenAI e Oracle, segundo informações da Bloomberg citadas no texto original.

Assim como outras gigantes de tecnologia, a Meta busca alternativas às GPUs de alto custo e oferta limitada produzidas por Nvidia e AMD. Uma das estratégias é o desenvolvimento de ASICs (circuitos integrados específicos para aplicações), chips projetados para executar tarefas específicas com menor custo.

No entanto, o plano também enfrenta desafios ligados ao fornecimento de componentes. Os futuros chips MTIA usarão mais HBM (memória de alta largura de banda), essencial para tarefas de IA generativa.

A demanda crescente por IA tem provocado escassez global desse tipo de memória, o que pode impactar a cadeia de suprimentos. “Estamos absolutamente preocupados com o fornecimento de HBM”, afirmou Song, acrescentando que a empresa acredita ter garantido os volumes necessários para seus planos atuais.

Os chips MTIA são utilizados exclusivamente para operações internas da Meta e contam com o trabalho de uma equipe de centenas de engenheiros, majoritariamente baseada nos Estados Unidos. Dos 30 data centers operacionais ou planejados pela empresa, 26 estão no país.

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