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Guerra dos chips leva Samsung e SK Hynix a testar fornecedores chineses

Samsung e SK Hynix avaliam equipamentos chineses para fabricação de chips como uma alternativa diante de possíveis novas restrições dos Estados Unidos. A medida pode ajudar as empresas a reduzir riscos em suas fábricas instaladas na China.

Segundo a Reuters, os testes envolvem máquinas da Advanced Micro-Fabrication Equipment (AMEC) e indicam uma tentativa de encontrar novos caminhos em meio à disputa tecnológica entre China e EUA.

A guerra dos chips está mudando estratégias. Gigantes do setor agora avaliam fornecedores chineses para suas fábricas. – Imagem: rawf8/Shutterstock

Fabricantes buscam alternativa para produção na China

Samsung e SK Hynix começaram a testar equipamentos de gravação de chips da chinesa AMEC há cerca de dois anos, segundo fontes ouvidas pela Reuters. O movimento ganhou força com as incertezas sobre futuras regras americanas para exportação de tecnologias.

As avaliações não representam uma substituição imediata dos fornecedores atuais, mas mostram que grandes fabricantes de memória passaram a considerar opções chinesas para evitar possíveis impactos em suas operações.

A preocupação está principalmente nas fábricas já instaladas na China. Novas restrições poderiam afetar não apenas a compra de máquinas, mas também serviços de manutenção, reparos e reposição de componentes de equipamentos estrangeiros.

Entre os principais pontos desse movimento estão:

  • busca por alternativas diante de possíveis novas restrições dos EUA;
  • testes de equipamentos chineses em fábricas de memória na China;
  • tentativa de garantir a continuidade das linhas de produção;
  • avanço de empresas chinesas em segmentos específicos da fabricação de chips.

AMEC tenta conquistar espaço entre gigantes do setor

Para a AMEC, sediada em Xangai, conquistar a aprovação de Samsung ou SK Hynix seria um avanço importante no mercado internacional. A empresa já fornece equipamentos para fabricantes chineses, incluindo a produtora de memórias YMTC.

Embora companhias chinesas ainda tenham desvantagem em áreas como litografia avançada e sistemas de inspeção, elas avançaram em tecnologias como gravação, deposição, limpeza e planarização.

O custo também pesa na disputa. Segundo Dan Hutcheson, vice-presidente da consultoria TechInsights, equipamentos chineses podem custar entre 20% e 30% menos do que alternativas de fornecedores tradicionais.

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As restrições dos EUA abriram espaço para fabricantes chineses crescerem em um mercado antes dominado por empresas ocidentais. – Imagem: Ascannio/Shutterstock

Disputa tecnológica muda mercado de equipamentos

As restrições criadas por Washington tinham como objetivo limitar o avanço da indústria chinesa de semicondutores, mas também abriram espaço para fabricantes locais de máquinas ampliarem sua atuação.

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A Samsung mantém uma fábrica de chips NAND em Xian, enquanto a SK Hynix opera unidades em Dalian e Wuxi. Essas instalações ainda dependem de equipamentos de empresas americanas, como Applied Materials e Lam Research.

Segundo estimativas, empresas chinesas como AMEC, Naura Technology, Piotech e ACM Research podem superar US$ 1 bilhão em receita em 2026 (cerca de R$ 5,12 bilhões).

A adoção desses equipamentos por grandes fabricantes globais ainda dependerá do desempenho das máquinas, da capacidade de suporte dos fornecedores e das decisões políticas entre China e Estados Unidos. O movimento, porém, já mostra uma tentativa da indústria de chips de reduzir sua dependência de uma cadeia tecnológica concentrada em poucos países.

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Samsung alerta que IA pode deixar celulares e PCs mais caros até 2028

A Samsung afirmou que a escassez global de chips de memória RAM deve se intensificar em 2027 e continuar pelo menos até 2028, impulsionada pela forte demanda da indústria de inteligência artificial (IA).

A previsão foi apresentada durante a teleconferência de resultados financeiros do segundo trimestre de 2026. A fabricante sul-coreana, responsável por cerca de um terço da produção mundial de chips de memória, informou que laboratórios que desenvolvem modelos avançados de IA passaram a compartilhar previsões de demanda de médio e longo prazo para garantir o fornecimento dos componentes.

Segundo a empresa, esse cenário tem levado clientes a firmarem contratos de longo prazo para assegurar o acesso aos chips, permitindo que a Samsung amplie sua capacidade de produção com maior previsibilidade e reduza a volatilidade que historicamente caracteriza o mercado de memórias.

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IA impulsiona preços

  • A alta demanda por memória para infraestrutura de IA também elevou os preços dos chips nos últimos meses;
  • Para a Samsung, o cenário teve efeitos distintos;
  • A divisão de semicondutores registrou vendas recordes no segundo trimestre, enquanto as áreas de smartphones e televisores tiveram redução na rentabilidade devido ao aumento do custo dos componentes;
  • A empresa informou ainda que parte desses custos já começou a ser repassada aos consumidores por meio de reajustes nos preços de smartphones e tablets da linha Galaxy;
  • Como consequência, a demanda por esses dispositivos diminuiu.
Alta demanda por memória para infraestrutura de IA também elevou os preços dos chips nos últimos meses – Imagem: Kinek00/Shutterstock.com

Consumidores podem sentir impacto

A escassez de memória, apelidada informalmente de “RAMageddon”, também tem afetado outras fabricantes.

Como exemplo, a Apple elevou recentemente os preços de MacBooks, Macs e iPads devido ao aumento do custo das memórias.

Durante a divulgação de seus resultados financeiros, a empresa também afirmou esperar uma desaceleração no crescimento da receita no próximo trimestre, projetando avanço entre 9% e 11%, abaixo dos 16% registrados anteriormente.

O movimento ocorre porque fabricantes de memória têm direcionado parte da capacidade de produção para atender à construção de data centers voltados à IA, reduzindo a oferta destinada a eletrônicos de consumo.

Além disso, a Nvidia deve elevar entre 20% e 30% os preços de suas placas de vídeo para consumidores, o que poderá encarecer computadores, notebooks, consoles, dispositivos para jogos e outros equipamentos que dependem desses componentes.

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Samsung alerta: corrida da IA pode causar falta de chips até 2028

A Samsung prevê que a escassez global de chips deve continuar até 2028, impulsionada pela corrida por infraestrutura de inteligência artificial. A fabricante sul-coreana fechou acordos de longo prazo com empresas de data centers para garantir fornecimento em um mercado cada vez mais disputado.

O anúncio acontece após a divisão de semicondutores registrar um salto expressivo nos lucros, mas também em meio à cautela dos investidores com os altos custos envolvidos na expansão da tecnologia de IA.

A explosão da IA aumentou a disputa por semicondutores, peças essenciais para os novos sistemas digitais. Imagem: SweetBunFactory/iStock

Demanda por IA aumenta disputa por semicondutores

Segundo a Reuters, a Samsung espera que a falta de chips fique ainda mais intensa nos próximos anos. A empresa já assinou contratos com as cinco maiores companhias globais de data centers e negocia acordos com outros grandes nomes do setor.

Os contratos terão duração mínima de cinco anos e devem incluir pagamentos antecipados e preços mínimos, medidas que ajudam a reduzir riscos em investimentos de grande escala.

“Quase todos os clientes estão solicitando contratos de fornecimento de vários anos”, afirmou Jaejune Kim, vice-presidente executivo da área de memória da Samsung, durante uma teleconferência com analistas.

A empresa pretende garantir acordos que cubram cerca de dois terços de sua produção de memórias no longo prazo. A estratégia busca diminuir os impactos dos ciclos de alta e baixa que costumam marcar o mercado de semicondutores.

Entre os fatores que impulsionam a demanda estão:

  • Crescimento dos sistemas de inteligência artificial;
  • Expansão dos data centers;
  • Disputa global entre fabricantes de chips;
  • Necessidade de novos investimentos em fábricas.

Lucro dispara, mas mercado mantém cautela

A divisão de semicondutores da Samsung registrou lucro operacional de 89,2 trilhões de wons no segundo trimestre, cerca de R$ 312,9 bilhões. O resultado representa uma alta superior a 250 vezes em relação ao mesmo período do ano anterior.

A receita total do grupo chegou a 171,5 trilhões de wons (R$ 601,2 bilhões), crescimento de 130%. Mesmo assim, investidores demonstraram preocupação com os gastos elevados das empresas de tecnologia para ampliar a infraestrutura de IA.

O cenário dos chips perdeu força. Os investidores estão questionando por quanto tempo as margens recordes serão sustentáveis.

Kim Seok-hwan, analista da Mirae Asset Securities, à Reuters.

O avanço dos semicondutores também trouxe dificuldades internas. A divisão de celulares da Samsung registrou prejuízo de 700 bilhões de wons (R$ 2,46 bilhões) no trimestre, pressionada pelo aumento no preço dos componentes.

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Mesmo com lucro recorde, a Samsung alerta para um desafio: garantir chips suficientes nos próximos anos. – Imagem: g0d4ather/Shutterstock

Samsung tenta recuperar espaço nos chips de IA

A fabricante busca ampliar sua participação no mercado de memórias de alta largura de banda (HBM), usadas em processadores de inteligência artificial. A empresa fornece esses componentes para clientes como Nvidia e AMD e espera que a receita com HBM4 mais que triplique no terceiro trimestre.

Leia mais:

A Samsung também afirmou que sua área de fabricação de chips sob encomenda deve apresentar recuperação em breve, impulsionada pelo aumento da utilização das fábricas e pela melhora nos preços.

A companhia mantém o plano de iniciar as operações da fábrica de Taylor, no Texas, ainda neste ano. Uma segunda unidade também está prevista e poderá começar a produção em larga escala em 2030.

A disputa por semicondutores se tornou um dos principais reflexos da expansão da inteligência artificial. Para a Samsung, garantir contratos de longo prazo é uma forma de aproveitar a demanda atual e reduzir os efeitos das oscilações desse mercado.

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Depois da euforia, mercado cobra resultados da revolução da IA

Segundo a CNBC, as maiores empresas de chips do mundo perderam cerca de US$ 1,3 trilhão (aproximadamente R$ 6,65 trilhões) em valor de mercado nesta semana. A forte correção atingiu companhias que lideraram a alta da inteligência artificial e levantou dúvidas sobre o ritmo dos investimentos no setor.

Nvidia, Samsung, SK Hynix e outras gigantes foram afetadas pelo movimento. Para analistas, porém, a queda representa mais uma mudança de expectativas dos investidores do que uma perda de força da tecnologia.

Bilhões foram aplicados em infraestrutura de IA, mas investidores agora querem saber quando esses gastos vão virar receita. – Imagem: Andrei Armiagov / Shutterstock

Gigantes dos semicondutores sentem impacto após alta histórica

O mercado de chips foi um dos grandes vencedores da corrida pela inteligência artificial. Empresas que fornecem componentes para sistemas de IA receberam investimentos bilionários nos últimos meses, impulsionando suas ações.

Agora, parte dos investidores tenta entender se os futuros ganhos dessas companhias serão suficientes para justificar o tamanho das apostas feitas até aqui.

Segundo uma análise da CNBC com dados da FactSet, 20 das empresas de chips mais valiosas do mundo perderam juntas US$ 1,3 trilhão (cerca de R$ 6,65 trilhões) desde o fechamento de sexta-feira.

Entre as maiores perdas estão:

  • Nvidia: US$ 238 bilhões (aproximadamente R$ 1,22 trilhão);
  • SK Hynix: US$ 176 bilhões (cerca de R$ 901 bilhões);
  • Samsung Electronics: US$ 173 bilhões (aproximadamente R$ 886 bilhões);
  • Micron: US$ 113 bilhões (cerca de R$ 579 bilhões);
  • AMD: cerca de US$ 110 bilhões (aproximadamente R$ 563 bilhões).

Mesmo com o recuo recente, o índice Philadelphia Semiconductor Index (SOX), que acompanha 30 grandes empresas do setor negociadas nos Estados Unidos, ainda acumulava alta de 92% em 12 meses.

Mercado questiona gastos bilionários em infraestrutura de IA

Para Michael Field, estrategista-chefe de ações da Morningstar, a reação dos investidores está mais ligada ao sentimento do mercado do que aos resultados financeiros das empresas.

“Essa queda parece ser impulsionada principalmente pelo sentimento, e não pelos fundamentos”, afirmou.

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Charlie Dai, vice-presidente e analista principal da Forrester, explicou que o mercado está reavaliando se as receitas esperadas conseguirão acompanhar os níveis recordes de investimento em infraestrutura de inteligência artificial.

Segundo ele, o movimento representa uma correção após uma valorização excepcional, e não necessariamente uma redução na demanda por IA.

Ilustração de chip de inteligência artificial (IA) em Wall Street para representar investimentos em tecnologia
A inteligência artificial continua em alta, mas o mercado agora cobra resultados para justificar a enorme expectativa criada. – Imagem: Pedro Spadoni via ChatGPT/Olhar Digita

Queda se espalha por bolsas da Ásia e Europa

A pressão sobre as ações de chips também chegou aos mercados internacionais. Na Coreia do Sul, a SK Hynix fechou em queda de 9,61%, mesmo após divulgar resultados trimestrais recordes. A Samsung Electronics recuou mais de 5%.

No Japão, fabricantes como Kioxia e Tokyo Electron também registraram perdas. Já a TSMC, maior fabricante terceirizada de chips do mundo, caiu 3,51%.

Apesar da instabilidade, alguns investidores enxergam oportunidades. Kieron Poon, diretor de investimentos em ações asiáticas da Aberdeen Investments, afirmou que a correção deixou algumas empresas de alta qualidade com avaliações mais atrativas.

Já para David Riedel, fundador e presidente da Riedel Research Group, o mercado apenas devolveu parte do excesso de valorização criado pelo entusiasmo com a IA. Para ele, o setor continua saudável, mas precisa absorver os ganhos acelerados registrados anteriormente.

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Samsung enfrenta nova investigação que envolve Google e Nvidia

Samsung passou a ser alvo de uma investigação comercial nos Estados Unidos após uma denúncia apresentada pela Netlist. O caso envolve chips de memória presentes em servidores que sustentam boa parte dos serviços de inteligência artificial.

Segundo a Reuters, a apuração também alcança produtos vendidos por Google, Nvidia, Broadcom e Super Micro Computer que utilizam esses componentes.

A denúncia da Netlist coloca memórias DRAM da Samsung no centro de um novo embate bilionário no setor de IA. – Imagem: g0d4ather/Shutterstock

Caso ganha força em meio ao avanço da IA

A Comissão de Comércio Internacional dos Estados Unidos (USITC) abriu um processo para investigar se chips de memória da Samsung infringem patentes registradas pela americana Netlist. A denúncia envolve memórias DRAM (Dynamic Random Access Memory), responsáveis pelo armazenamento temporário de dados utilizados pelos processadores.

Na prática, esses componentes são indispensáveis para os servidores que operam aplicações de IA em grandes data centers.

A Netlist solicita que a USITC bloqueie a importação dos chips contestados e dos produtos que os utilizam, além de impedir sua comercialização no mercado americano.

Uma disputa que vem de longe

O processo é mais um desdobramento de uma batalha judicial travada há anos entre as duas empresas por tecnologias de memória de alto desempenho.

Em 2024, um júri do Texas determinou que a Samsung pagasse US$ 118 milhões (cerca de R$ 601,8 milhões) à Netlist por infringir patentes relacionadas ao processamento de dados em memórias. Um ano antes, outra decisão fixou uma indenização de US$ 303 milhões (aproximadamente R$ 1,55 bilhão) em um caso semelhante.

Agora, caberá a um juiz da USITC analisar as provas e apresentar uma decisão inicial, que ainda poderá ser revisada pela comissão.

Google VS Nvidia
Google, Nvidia, Broadcom e Super Micro Computer também aparecem no caso por venderem produtos com os chips investigados. – Imagem: Evolf / Shutterstock

Mercado acompanha os próximos passos

Não por acaso, a investigação ocorre justamente quando cresce a procura por infraestrutura voltada à inteligência artificial. Empresas de tecnologia aceleram investimentos em data centers, elevando a demanda por memórias produzidas por Samsung, SK Hynix e Micron. Segundo a Reuters, esse movimento também contribuiu para aumentar os preços desses componentes.

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A USITC deverá definir, em até 45 dias, o cronograma do caso. Se decidir restringir a importação ou a venda dos produtos investigados, a medida entrará em vigor imediatamente e poderá ser revertida apenas pelo Representante de Comércio dos Estados Unidos dentro do prazo de 60 dias.

Ilustração de chip de inteligência artificial sobre circuito eletrônico.
O caso coloca sob os holofotes um dos mercados mais estratégicos da atualidade: os chips para inteligência artificial. – Imagem: FOTOGRIN / Shutterstock

Decisão pode afetar toda a cadeia

A abertura do processo não significa que houve violação das patentes, mas coloca sob pressão uma cadeia de fornecimento estratégica para o setor de IA.

Enquanto a comissão analisa os argumentos apresentados por Netlist e Samsung, fabricantes e empresas que utilizam essas memórias acompanham o caso de perto. O desfecho poderá influenciar não apenas as duas companhias, mas também um mercado cada vez mais dependente de servidores e data centers para atender ao avanço da inteligência artificial.

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A Samsung terá um lucro recorde – e não é por smartphones

A Samsung deve registrar um salto forte no lucro operacional do segundo trimestre de 2026, impulsionado pela demanda global por chips usados em inteligência artificial, segundo estimativas citadas pela Reuters. O avanço pode chegar a cerca de 18 vezes na comparação com o ano anterior.

Esse movimento ajuda a explicar como a IA passou a ditar o ritmo da indústria de semicondutores de forma quase imediata.

IA impulsiona data centers e pressiona mercado de semicondutores, elevando preços de DRAM e NAND no mundo todo. – Imagem: g0d4ather/Shutterstock

Quando a IA muda o peso da memória

A presença crescente da inteligência artificial em serviços de nuvem e data centers tem alterado o consumo de chips em escala global. A Samsung, maior fabricante de memória em volume, deve reportar lucro operacional de 8,6 trilhões de wons (US$ 6,35 bilhões/R$ 31,75 bilhões), segundo estimativas da LSEG.

No ano anterior, o resultado foi de 470 bilhões de wons (US$ 361,5 milhões / R$ 1,81 bilhão), o que evidencia a virada no ciclo do setor. Analistas ouvidos pela Reuters afirmam que a oferta ainda não conseguiu acompanhar a velocidade da demanda.

Preços sobem e o efeito se espalha

A escassez não ficou restrita aos chips mais sofisticados. Ela atingiu também memórias mais comuns, com impacto direto nos preços.

  • DRAM e NAND registraram forte valorização no trimestre
  • HBM segue como peça-chave em aplicações de IA
  • Data centers ampliam o uso de memória por tarefa processada
  • Cadeia global opera perto do limite produtivo

Segundo o Citi Research, DRAM e NAND tiveram altas de 44% e 53% no segundo trimestre em relação ao anterior.

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Samsung no centro da corrida por inteligência artificial, fornecendo chips para Nvidia, Google e Apple – Imagem: Evolf / Shutterstock

Mercado global em disputa constante

A Samsung fornece chips para empresas como Nvidia, Google e Apple, ficando no centro da infraestrutura da IA. Esse avanço também beneficiou concorrentes como SK Hynix e Micron, que tiveram forte valorização ao longo do ano.

“O crescimento dos gastos com infraestrutura de IA ainda precisa mostrar sustentabilidade”, afirmou o JPMorgan em relatório citado pela Reuters.

O ponto de atenção é claro: qualquer desaceleração nos investimentos em IA pode impactar diretamente a demanda por memória.

Lucros fortes com pressão nos bastidores

Mesmo com o cenário positivo, há fatores internos que podem pesar no resultado. A Samsung pode enfrentar impacto de provisões ligadas a bônus da divisão de semicondutores, o que influencia o fechamento do trimestre.

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Além disso, o aumento dos preços das memórias começa a pressionar a divisão de smartphones, elevando custos e reduzindo margens.

Ainda assim, a expectativa é de divulgação dos resultados ainda neste mês, consolidando mais um ciclo forte para a empresa dentro da corrida global pela inteligência artificial.

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Disputa bilionária: Anthropic quer seu próprio chip de IA

A Anthropic está em conversas com a Samsung para estudar o desenvolvimento de um chip de inteligência artificial próprio. A ideia ainda está no começo, mas já entra na disputa por infraestrutura no setor.

Não há definição sobre como esse chip seria usado — ou até se ele vai sair do papel.

Corrida por chips de IA acelera com empresas buscando reduzir dependência da Nvidia no setor. – Imagem: FOTOGRIN / Shutterstock

Chip próprio entra no radar da Anthropic

A informação foi divulgada pelo The Information, que aponta negociações iniciais entre Anthropic e Samsung para um chip voltado a IA. Ainda não existem detalhes técnicos definidos.

A empresa disse que segue uma estratégia mais ampla de infraestrutura, combinando diferentes fornecedores como Google, Amazon e Nvidia.

  • chips voltados a tarefas específicas de IA
  • redução gradual da dependência da Nvidia
  • ganho de eficiência em modelos complexos
  • resposta à demanda crescente por processamento

Corrida por chips acelera entre gigantes de IA

A Anthropic não está sozinha nesse movimento. Outras empresas também começam a olhar para hardware próprio como estratégia, comenta o TechCrunch.

A escassez de chips e o domínio da Nvidia continuam pressionando o mercado.

Leia mais:

A OpenAI, por exemplo, fechou parceria com a Broadcom para desenvolver seu chip de inferência, chamado “Jalapeño”.

Fachada da Samsung
Samsung reforça papel no ecossistema de IA ao lado de Nvidia e Google na produção de semicondutores. – Imagem: Robert Way/Shutterstock

Samsung amplia presença no ecossistema de IA

A Samsung já é um nome consolidado na produção de chips e trabalha junto à Nvidia na fabricação de semicondutores avançados. Também colabora com o Google em projetos do setor.

A possível entrada da Anthropic reforça essa posição estratégica da empresa sul-coreana.

É mais um sinal de como o ecossistema de IA está se reorganizando em torno do hardware.

Infraestrutura vira ponto central da disputa

Amazon e Google já operam chips próprios dentro de suas plataformas de nuvem. Isso muda a dinâmica do mercado.

O foco deixa de ser apenas o modelo de IA e passa a incluir a base que sustenta esses sistemas.

E, aos poucos, o chip deixa de ser apenas infraestrutura — e vira vantagem competitiva.

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Samsung lança tecnologia que pode acelerar a IA nos celulares

A Samsung anunciou a UFS 5.0, novo padrão de armazenamento criado para dar mais velocidade às funções de inteligência artificial em dispositivos móveis. A promessa envolve mais rapidez no uso diário e menor consumo de energia.

A tecnologia mira a nova geração de celulares, além de wearables e dispositivos XR, que passam a depender cada vez mais de processamento de IA direto no aparelho.

Novo padrão da Samsung pode acelerar o uso de inteligência artificial direto no smartphone. – Imagem: BINK0NTAN/Shutterstock

Mais velocidade para dar conta da IA local

Segundo a empresa, o foco da UFS 5.0 é acompanhar o crescimento de dados gerados por sistemas de inteligência artificial rodando no próprio dispositivo, sem depender da nuvem. Isso ajuda a reduzir atrasos e melhora a resposta em tarefas mais pesadas.

O salto de desempenho é grande: até 10,8 GB/s de leitura sequencial, mais que o dobro da geração anterior, a UFS 4.1.

O impacto aparece em várias frentes:

  • transferências de arquivos mais rápidas no uso diário
  • menor atraso em tarefas com IA
  • execução de modelos de linguagem diretamente no aparelho
  • melhor desempenho com vários aplicativos abertos
  • processamento local mais estável

Consumo menor e bateria mais eficiente

Um dos pontos mais relevantes do novo padrão está no consumo de energia. Segundo a Samsung, a UFS 5.0 reduz o gasto energético em mais de 40% em comparação com a geração anterior.

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Esse ganho vem de ajustes internos no funcionamento do chip, como técnicas de controle de energia e uso de diferentes níveis de tensão durante a operação.

Na prática, isso significa aparelhos que conseguem manter o desempenho por mais tempo sem drenar a bateria com a mesma intensidade.

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Novo chip de armazenamento da Samsung é 16,7% menor e permite designs mais compactos. – Imagem: Divulgação/Samsung

Um componente menor que muda o projeto dos aparelhos

Além do desempenho, o tamanho também chama atenção. O módulo mede 7,5 mm x 13 mm x 0,9 mm, cerca de 16,7% menor que a versão anterior.

Pode parecer um detalhe técnico, mas isso influencia diretamente o design dos dispositivos. Com menos espaço ocupado, fabricantes conseguem reorganizar melhor os componentes internos.

Isso abre espaço para aplicações em:

  • smartphones de alto desempenho
  • dispositivos vestíveis (wearables)
  • headsets e óculos de realidade estendida (XR)
  • sistemas com inteligência artificial embarcada

Quando a nova tecnologia Samsung chega ao mercado

A Samsung informou que a produção em massa da UFS 5.0 começa no quarto trimestre deste ano, com versões que podem chegar a até 1 TB de capacidade.

A expectativa é que a tecnologia apareça primeiro em dispositivos premium, principalmente os voltados para recursos de inteligência artificial embarcada.

Na era da IA embarcada, os dispositivos de armazenamento estão evoluindo para se tornar um fator-chave na definição das experiências de inteligência artificial.

Jangseok Choi, chefe de planejamento de produtos de memória da Samsung Electronics, em nota.

Com isso, o armazenamento deixa de ser apenas espaço interno e passa a ter impacto direto no desempenho geral dos dispositivos, especialmente em funções de IA que dependem de resposta imediata.

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Gigante da IA derruba Samsung e conquista posto histórico na Coreia do Sul

A SK Hynix alcançou um marco histórico ao superar a Samsung Electronics e se tornar a empresa listada mais valiosa da Coreia do Sul. A mudança no topo acontece em meio ao avanço acelerado da inteligência artificial.

Há pouco mais de duas décadas, explica a Reuters, um cenário como esse parecia improvável. Na época, a fabricante enfrentava uma grave crise financeira. Hoje, impulsionada pela demanda por chips usados em sistemas de IA, vive uma fase completamente diferente.

SK Hynix quase faliu nos anos 2000, mas hoje lidera o mercado global de chips de memória usados em sistemas de IA. – Imagem: Piotr Swat/Shutterstock

A onda da IA virou o mercado

O avanço da inteligência artificial mudou a dinâmica do setor de semicondutores, e poucas empresas aproveitaram tanto essa transformação quanto a SK Hynix. Atualmente, ela é a principal fornecedora de memórias HBM, componentes essenciais para aplicações de IA usadas por gigantes como Nvidia e Google.

Na segunda-feira, as ações da fabricante avançaram 5,6%, elevando seu valor de mercado para 2.080,4 trilhões de won, equivalentes a US$ 1,35 trilhão (cerca de R$ 7,3 trilhões). A Samsung, que liderava o ranking desde 2000, ficou logo atrás, com valor de mercado de 2.066,7 trilhões de won.

Segundo Kim Sunwoo, analista sênior da Meritz Securities, “o surgimento da memória de IA personalizada mudou fundamentalmente a economia do setor e permitiu que a SK Hynix se estabelecesse como líder de mercado”.

Uma reviravolta que parecia improvável

Nem sempre a trajetória foi de crescimento. No início dos anos 2000, quando ainda se chamava Hynix Semiconductor, a companhia quase foi vendida para a Micron após acumular dívidas em uma agressiva expansão. Como o negócio não avançou, a fabricante permaneceu sob controle dos credores por quase dez anos.

Em 2003, suas ações despencaram para apenas 135 won, sendo consideradas uma “penny stock”. Poucos imaginariam naquele momento que a empresa se tornaria a fabricante de chips de memória mais valiosa do mundo anos depois.

O cenário voltou a piorar em 2023, quando a sul-coreana registrou um prejuízo operacional anual de 7,73 trilhões de won. Um ano depois, a situação era completamente diferente. Impulsionada pelo boom da IA, a empresa alcançou um lucro operacional recorde de 23,5 trilhões de won.

Por trás dessa recuperação, alguns fatores foram determinantes:

  • Foco em chips HBM voltados para IA;
  • Continuidade dos investimentos durante a crise do setor;
  • Crescimento da demanda por aplicações de inteligência artificial;
  • Maior poder de precificação em comparação com memórias convencionais.
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O avanço da IA transformou a SK Hynix na fabricante de memória mais valiosa do mundo, superando rivais históricos. – Imagem: PhonlamaiPhoto/iStock

Agora, a pressão está do outro lado

Analistas apontam que a decisão de investir nas memórias HBM foi decisiva para essa ascensão. A tecnologia oferece maior desempenho e menor consumo de energia. Em 2025, a SK Hynix detinha 61% desse segmento global, enquanto Samsung e Micron tinham 17% e 21%, respectivamente.

Leia mais:

O presidente do Grupo SK, Chey Tae-won, explicou a estratégia em um livro publicado neste ano. “O que eu realmente queria realizar quando adquirimos a Hynix era transformá-la de uma produtora de memória de baixo custo em uma empresa de semicondutores convencional cujos produtos são indispensáveis”, afirmou.

Ele destacou ainda que “o que antes era um componente periférico tornou-se um componente essencial”, referindo-se à importância dessas memórias para os sistemas de IA.

Analistas avaliam que a liderança histórica da Samsung no mercado de DRAM pode enfrentar pressão crescente nos próximos anos. Além disso, a Reuters informou que a SK Hynix está escolhendo a Nasdaq para uma futura listagem nos Estados Unidos, movimento que pode ampliar sua presença entre investidores globais.

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Autoridade da Coreia do Sul defende que riqueza da IA beneficie toda a sociedade

A Coreia do Sul precisa garantir que a riqueza gerada pela inteligência artificial traga benefícios para a população geral. A declaração foi feita pelo vice-primeiro-ministro do país, Bae Kyung-hoon, em um momento em que a nação asiática enfrenta fortes tensões trabalhistas na gigante Samsung e testemunha um rali histórico no mercado de ações impulsionado pela indústria de semicondutores.

Em entrevista concedida à CNBC, Bae afirmou que a era da IA acendeu um alerta global sobre como os lucros da tecnologia devem ser distribuídos, se a inovação vai agravar a desigualdade social e em que medida ela pode liderar demissões em massa. Ele defende que o objetivo de Seul é construir uma “sociedade inclusiva para a IA”, garantindo que ninguém seja deixado para trás.

“Os conflitos recentes entre trabalhadores e corporações podem ser vistos como parte dessa tendência mais ampla”, explicou o vice-premiê, referindo-se à Samsung.

Bae Kyung-hoon

Na empresa, uma greve de 18 dias planejada por trabalhadores sindicalizados foi suspensa após uma intervenção de última hora de autoridades governamentais para evitar o colapso na produção. Os funcionários exigiam a formalização de bônus em seus contratos e o repasse de 15% do lucro operacional da Samsung em formato de gratificações. Um acordo preliminar foi alcançado e segue em votação pelo sindicato.

Greve de 18 dias planejada por trabalhadores sindicalizados foi suspensa – Imagem: yllyso/Shutterstock

Para Bae, que também comanda o Ministério da Ciência e Tecnologia do país, os embates trabalhistas na era da IA não serão eventos isolados, já que superempresas tendem a concentrar cada vez mais mercado.

O rali dos semicondutores na Bolsa

A concentração de riqueza também se reflete no mercado financeiro. Impulsionado pelo boom da inteligência artificial, o índice Kospi, relacionado à bolsa de valores de Seul, aponta uma alta impressionante de mais de 86% em 2026, superando o ganho de 75% registrado no ano passado.

O movimento é liderado quase inteiramente por duas gigantes dos chips de memória:

  • Samsung: acumula uma valorização de quase 144% desde o início do ano.
  • SK Hynix: disparou quase 200% no mesmo período.

Questionado pela CNBC se essa dependência extrema do setor de tecnologia não seria uma fragilidade econômica, Bae defendeu que essas companhias sustentam um ecossistema gigante de fornecedores locais.

Além disso, ele revelou que a Coreia do Sul planeja avançar no próximo passo da indústria: a “IA física”. O termo refere-se à inteligência artificial incorporada diretamente no mundo real, como em robôs, veículos autônomos e maquinários industriais complexos capazes de sentir, raciocinar e agir fisicamente.

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