Semicondutores

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A nova arma da China para reduzir dependência de chips estrangeiros

A China iniciou a produção em escala de máquinas nacionais de litografia DUV por imersão, tecnologia essencial para fabricar semicondutores. O avanço reforça a estratégia de Pequim para diminuir a dependência de fornecedores estrangeiros.

O projeto é liderado por uma empresa estatal de Xangai e marca uma nova etapa na busca chinesa por autonomia tecnológica, embora ainda esteja distante dos equipamentos mais avançados da ASML.

A corrida pelos chips ganhou um novo capítulo com o avanço da indústria chinesa de equipamentos de fabricação. – Imagem: justhavealook/iStock

Empresa chinesa assume produção de nova tecnologia

Segundo a Reuters, a Shanghai Aishengna Electronic Technology Group está à frente da fabricação dos equipamentos após incorporar equipes de startups chinesas especializadas em litografia.

Criada em agosto de 2023, a companhia possui capital registrado de 7 bilhões de yuans (aproximadamente R$ 5,11 bilhões). Seus acionistas são duas empresas estatais ligadas a Xangai.

A tecnologia DUV (ultravioleta profundo) é usada para desenhar circuitos em wafers de silício, uma das etapas mais importantes da fabricação de chips. Nos equipamentos de imersão, uma camada de água entre a lente e o wafer permite criar padrões menores e mais precisos.

Entre as aplicações desses sistemas estão:

  • Fabricação de diferentes tipos de chips;
  • Produção de semicondutores mais avançados usando múltiplas exposições;
  • Criação de uma alternativa para fabricantes chineses;
  • Redução dos impactos de possíveis restrições comerciais.
Ao fundo, gráficos financeiros; à frente uma lupa ampliando a logo da ASML exibida em uma página web
Mesmo distante da ASML, o avanço chinês mostra a força da disputa global pelo controle dos semicondutores. Imagem: DennisF/Shutterstock

Novo equipamento ainda está atrás da ASML

Apesar do avanço, as máquinas chinesas ainda precisam passar por testes e não devem ameaçar, no curto prazo, a posição da ASML, empresa holandesa que domina o mercado de equipamentos de litografia.

A Reuters afirma que o desenvolvimento representa uma conquista para o programa chinês de autossuficiência em semicondutores, uma das prioridades do presidente Xi Jinping. No entanto, especialistas destacam que criar protótipos e produzir equipamentos confiáveis para grandes volumes são desafios diferentes.

Analistas do JP Morgan Chase afirmaram que “produzir algumas ferramentas DUV de imersão não é o mesmo que produzir ferramentas que podem ser usadas para fabricação em alto volume, onde rendimento, alinhamento, velocidade e confiabilidade em milhares de ciclos de produção são importantes”.

Ilustração de chip de inteligência artificial sobre circuito eletrônico.
A China tenta superar barreiras comerciais criando sua própria cadeia de produção de semicondutores. – Imagem: FOTOGRIN / Shutterstock

Corrida por semicondutores ganha novo capítulo

A iniciativa acontece em meio às restrições impostas pelos Estados Unidos e pela Holanda sobre tecnologias avançadas para fabricação de chips. A China foi impedida de comprar os sistemas EUV mais sofisticados da ASML, usados na produção dos semicondutores mais avançados.

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Mesmo com essas limitações, o país continua sendo um mercado relevante para a fabricante holandesa. De acordo com a Reuters, a China respondeu por cerca de 16% das vendas líquidas da ASML no primeiro semestre do ano.

Os novos equipamentos devem ser entregues ainda este ano para fabricantes chineses como SMIC, Hua Hong Semiconductor e ChangXin Memory Technologies (CXMT). O desenvolvimento também envolve empresas como Shanghai Micro Electronics Equipment (SMEE) e Yuliangsheng.

A nova etapa da indústria chinesa de semicondutores mostra que a disputa tecnológica global continua avançando. A produção própria de máquinas de litografia não elimina a dependência externa, mas amplia a capacidade do país de construir uma cadeia de chips mais independente.

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Por que a Apple está atrás de empresas de chips de IA?

A Apple está avaliando a compra de empresas de chips para melhorar sua capacidade de processamento em inteligência artificial, segundo informações da Reuters. A iniciativa surge após desafios com os componentes usados atualmente em seus servidores de IA.

A companhia procura alternativas para acompanhar a evolução dos grandes modelos de inteligência artificial.

Servidores de IA da Apple usam chips próprios, mas enfrentam desafios de desempenho. – Imagem: Macro photo / Shutterstock

Apple avalia compra de startups de semicondutores

Segundo a Reuters, a Apple procurou startups de chips e conversou com bancos sobre possíveis aquisições. A empresa ainda não confirmou nenhuma negociação.

Os servidores de IA da companhia usam chips próprios baseados no M2 Ultra, mas enfrentam limitações de desempenho, segundo o The Information. O projeto “Baltra”, criado para uma nova geração de processadores, também teria sido adiado.

Entre os objetivos estão:

  • Comprar empresas especializadas em chips de IA;
  • Aumentar a capacidade de processamento própria;
  • Reduzir dependência de soluções externas;
  • Preparar novos recursos baseados em inteligência artificial.

Teste com Gemini revelou limitações

Durante o desenvolvimento de uma nova Siri, a Apple testou modelos Gemini, do Google, em seus servidores. Porém, os chips baseados em Mac não conseguiram lidar com os modelos maiores, levando parte da operação para chips da Nvidia em uma nuvem do Google.

A situação mostra um dos desafios da empresa na disputa por recursos avançados de IA.

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Acordo com a Broadcom reforça a estratégia da Apple para garantir fornecimento de chips. – Imagem: bluestork/Shutterstock

Apple mantém grandes investimentos em chips

Apesar de evitar grandes compras, a Apple adquiriu em janeiro a Q.ai, empresa israelense de tecnologia de IA para áudio.

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A companhia tinha US$ 45,57 bilhões (cerca de R$ 246 bilhões) em caixa até 28 de março. Também anunciou um acordo superior a US$ 30 bilhões (aproximadamente R$ 162 bilhões) com a Broadcom para fornecimento de chips.

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Mercado de smartphones sofre maior queda em 13 anos

O mercado global de smartphones teve um dos piores desempenhos recentes. A escassez de chips de memória reduziu as remessas de aparelhos no segundo trimestre, que chegaram ao menor nível para o período desde 2013.

De acordo com estimativas preliminares da Counterpoint Research, divulgadas pela Reuters, as fabricantes enviaram 11% menos aparelhos no período analisado. O principal motivo foi a disputa por componentes com o avanço da inteligência artificial.

Menos chips disponíveis significam mais pressão sobre preços de celulares em todo o mundo. – Imagem: Denis Klimov 3000/Shutterstock

IA muda a disputa por componentes

Os fornecedores de memória passaram a priorizar clientes ligados a data centers de inteligência artificial, reduzindo a disponibilidade de chips para empresas de eletrônicos de consumo.

Com menos componentes disponíveis e preços mais altos, fabricantes repassaram parte dos custos aos consumidores, principalmente nos modelos básicos e intermediários. Segundo a Counterpoint, a pressão deve continuar até 2027.

Entre os principais reflexos estão:

  • aumento nos preços dos aparelhos;
  • queda nas vendas de modelos de entrada;
  • redução das remessas globais;
  • maior dificuldade para fabricantes que dependem de celulares mais baratos.

A consultoria manteve a previsão de queda de cerca de 14% nas remessas globais de smartphones neste ano.

Apple desafia tendência de queda

Enquanto boa parte do setor recuou, a Apple conseguiu avançar. As remessas da companhia cresceram 3% no segundo trimestre, levando a marca a uma participação recorde de 20% no mercado global.

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O resultado foi impulsionado pela procura por modelos premium da linha iPhone e pela manutenção dos preços. Analistas, porém, esperam possíveis reajustes nos próximos meses.

A Samsung recuperou a liderança, com 24% de participação, beneficiada pelas vendas da linha Galaxy S26, pela disponibilidade de produtos e por aumentos menores em mercados como Índia e Oriente Médio.

Metade da população mundial possui um smartphone
Xiaomi, Oppo e Vivo sentiram mais os efeitos da crise por dependerem de modelos básicos e intermediários. – Imagem: Jack Skeens/Shutterstock

Marcas populares sentem mais a pressão

Xiaomi, Oppo e Vivo registraram as maiores quedas entre as cinco principais fabricantes. A maior exposição aos segmentos de entrada e intermediário deixou essas empresas mais vulneráveis ao aumento dos custos.

A análise da Counterpoint Research mostra que a indústria de celulares agora disputa espaço com uma nova demanda: a inteligência artificial. Enquanto data centers precisam de cada vez mais memória, fabricantes de smartphones tentam equilibrar preços e disponibilidade de componentes.

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Novo chip da DeepSeek pode mudar a disputa da inteligência artificial

A DeepSeek, startup chinesa de inteligência artificial, está desenvolvendo um chip próprio para executar modelos de IA e diminuir a dependência de fornecedores como Nvidia e Huawei. O projeto mira a etapa de inferência, responsável por gerar respostas após o treinamento dos sistemas.

Ainda em fase inicial, a iniciativa pode abrir uma nova frente para a empresa, que ganhou destaque mundial após lançar modelos eficientes e passou a representar a ambição chinesa no setor de inteligência artificial.

O chip da DeepSeek ainda está em fase inicial, mas pode mudar a estratégia da empresa no mercado de inteligência artificial. – Imaem: Nuthawut Somsuk/iStock

Chip será focado em executar modelos de IA

Segundo a Reuters, três pessoas familiarizadas com o assunto afirmaram que a DeepSeek trabalha em um semicondutor voltado para inferência, e não para treinar novos modelos. A ideia é desenvolver uma solução própria para uma etapa que ganhou importância com a expansão dos aplicativos de IA.

A movimentação segue uma tendência entre empresas do setor, que buscam maior controle sobre os equipamentos usados para manter seus sistemas funcionando. Além disso, chips especializados podem oferecer ganhos de eficiência em comparação com componentes de uso geral.

Entre os principais objetivos desse tipo de chip estão:

  • Diminuir a dependência de fornecedores externos de semicondutores;
  • Atender ao crescimento da demanda por processamento de IA;
  • Ter mais controle sobre a infraestrutura tecnológica;
  • Criar alternativas diante das restrições dos Estados Unidos a chips avançados.
Logo da Huawei exibido em estande da empresa durante evento de tecnologia
A disputa por chips de IA cresce na China, com empresas como Huawei, Alibaba e Baidu buscando alternativas próprias. – Imagem: THINK A / Shutterstock

DeepSeek entra em disputa por semicondutores na China

Atualmente, a DeepSeek utiliza chips da Nvidia e da Huawei. O modelo R1, que chamou atenção pelo baixo custo de operação e provocou impacto no mercado de tecnologia em janeiro de 2025, foi treinado com o H800 da Nvidia, criado para o mercado chinês e posteriormente proibido pelos Estados Unidos.

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Com as restrições americanas, a Huawei ganhou espaço no mercado interno de chips de IA. Ao mesmo tempo, concorrentes como Alibaba e Baidu passaram a desenvolver seus próprios componentes para disputar esse segmento.

A DeepSeek também tem procurado parceiros para avançar no projeto, incluindo empresas de design de chips, fabricantes de semicondutores e companhias de memória. A startup aumentou a contratação de engenheiros especializados, mas mantém esse movimento de forma discreta.

Liang Wenfeng, fundador da DeepSeek, afirmou em uma entrevista concedida em 2024 que os controles de exportação de chips representam um desafio para a companhia.

Ícones do ChatGPT, DeepSeek e Gemini em pasta na página inicial de um iPhone
DeepSeek procura parceiros de design, fabricação e memória para avançar no desenvolvimento do novo chip. – Imagem: Tada Images/Shutterstock

Produção de chip próprio ainda enfrenta obstáculos

Desenvolver um chip capaz de competir no mercado exige anos de trabalho, investimentos elevados e acesso a tecnologias avançadas de fabricação. Esse último ponto é um dos principais desafios para empresas chinesas, que enfrentam limitações relacionadas a equipamentos e componentes estratégicos.

A Nvidia está zerada na China e assim permanecerá. A DeepSeek tem quase nenhuma chance de vender seus chips fora da China, a menos que obtenha acesso a tecnologias de fabricação de ponta.

Richard Windsor, analista da Radio Free Mobile, à Reuters

A busca por autonomia tecnológica acontece junto com uma mudança financeira na DeepSeek. Segundo a Reuters, a empresa pretende captar US$ 7 bilhões (aproximadamente R$ 37,8 bilhões) em uma rodada inicial, com avaliação estimada entre US$ 52 bilhões e US$ 59 bilhões (cerca de R$ 280 bilhões a R$ 318 bilhões).

O projeto mostra que a corrida da inteligência artificial está se tornando uma disputa por toda a cadeia tecnológica, desde os modelos usados pelos consumidores até os chips que permitem seu funcionamento.

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A Samsung terá um lucro recorde – e não é por smartphones

A Samsung deve registrar um salto forte no lucro operacional do segundo trimestre de 2026, impulsionado pela demanda global por chips usados em inteligência artificial, segundo estimativas citadas pela Reuters. O avanço pode chegar a cerca de 18 vezes na comparação com o ano anterior.

Esse movimento ajuda a explicar como a IA passou a ditar o ritmo da indústria de semicondutores de forma quase imediata.

IA impulsiona data centers e pressiona mercado de semicondutores, elevando preços de DRAM e NAND no mundo todo. – Imagem: g0d4ather/Shutterstock

Quando a IA muda o peso da memória

A presença crescente da inteligência artificial em serviços de nuvem e data centers tem alterado o consumo de chips em escala global. A Samsung, maior fabricante de memória em volume, deve reportar lucro operacional de 8,6 trilhões de wons (US$ 6,35 bilhões/R$ 31,75 bilhões), segundo estimativas da LSEG.

No ano anterior, o resultado foi de 470 bilhões de wons (US$ 361,5 milhões / R$ 1,81 bilhão), o que evidencia a virada no ciclo do setor. Analistas ouvidos pela Reuters afirmam que a oferta ainda não conseguiu acompanhar a velocidade da demanda.

Preços sobem e o efeito se espalha

A escassez não ficou restrita aos chips mais sofisticados. Ela atingiu também memórias mais comuns, com impacto direto nos preços.

  • DRAM e NAND registraram forte valorização no trimestre
  • HBM segue como peça-chave em aplicações de IA
  • Data centers ampliam o uso de memória por tarefa processada
  • Cadeia global opera perto do limite produtivo

Segundo o Citi Research, DRAM e NAND tiveram altas de 44% e 53% no segundo trimestre em relação ao anterior.

Google VS Nvidia
Samsung no centro da corrida por inteligência artificial, fornecendo chips para Nvidia, Google e Apple – Imagem: Evolf / Shutterstock

Mercado global em disputa constante

A Samsung fornece chips para empresas como Nvidia, Google e Apple, ficando no centro da infraestrutura da IA. Esse avanço também beneficiou concorrentes como SK Hynix e Micron, que tiveram forte valorização ao longo do ano.

“O crescimento dos gastos com infraestrutura de IA ainda precisa mostrar sustentabilidade”, afirmou o JPMorgan em relatório citado pela Reuters.

O ponto de atenção é claro: qualquer desaceleração nos investimentos em IA pode impactar diretamente a demanda por memória.

Lucros fortes com pressão nos bastidores

Mesmo com o cenário positivo, há fatores internos que podem pesar no resultado. A Samsung pode enfrentar impacto de provisões ligadas a bônus da divisão de semicondutores, o que influencia o fechamento do trimestre.

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Além disso, o aumento dos preços das memórias começa a pressionar a divisão de smartphones, elevando custos e reduzindo margens.

Ainda assim, a expectativa é de divulgação dos resultados ainda neste mês, consolidando mais um ciclo forte para a empresa dentro da corrida global pela inteligência artificial.

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Disputa bilionária: Anthropic quer seu próprio chip de IA

A Anthropic está em conversas com a Samsung para estudar o desenvolvimento de um chip de inteligência artificial próprio. A ideia ainda está no começo, mas já entra na disputa por infraestrutura no setor.

Não há definição sobre como esse chip seria usado — ou até se ele vai sair do papel.

Corrida por chips de IA acelera com empresas buscando reduzir dependência da Nvidia no setor. – Imagem: FOTOGRIN / Shutterstock

Chip próprio entra no radar da Anthropic

A informação foi divulgada pelo The Information, que aponta negociações iniciais entre Anthropic e Samsung para um chip voltado a IA. Ainda não existem detalhes técnicos definidos.

A empresa disse que segue uma estratégia mais ampla de infraestrutura, combinando diferentes fornecedores como Google, Amazon e Nvidia.

  • chips voltados a tarefas específicas de IA
  • redução gradual da dependência da Nvidia
  • ganho de eficiência em modelos complexos
  • resposta à demanda crescente por processamento

Corrida por chips acelera entre gigantes de IA

A Anthropic não está sozinha nesse movimento. Outras empresas também começam a olhar para hardware próprio como estratégia, comenta o TechCrunch.

A escassez de chips e o domínio da Nvidia continuam pressionando o mercado.

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A OpenAI, por exemplo, fechou parceria com a Broadcom para desenvolver seu chip de inferência, chamado “Jalapeño”.

Fachada da Samsung
Samsung reforça papel no ecossistema de IA ao lado de Nvidia e Google na produção de semicondutores. – Imagem: Robert Way/Shutterstock

Samsung amplia presença no ecossistema de IA

A Samsung já é um nome consolidado na produção de chips e trabalha junto à Nvidia na fabricação de semicondutores avançados. Também colabora com o Google em projetos do setor.

A possível entrada da Anthropic reforça essa posição estratégica da empresa sul-coreana.

É mais um sinal de como o ecossistema de IA está se reorganizando em torno do hardware.

Infraestrutura vira ponto central da disputa

Amazon e Google já operam chips próprios dentro de suas plataformas de nuvem. Isso muda a dinâmica do mercado.

O foco deixa de ser apenas o modelo de IA e passa a incluir a base que sustenta esses sistemas.

E, aos poucos, o chip deixa de ser apenas infraestrutura — e vira vantagem competitiva.

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Gigante da IA derruba Samsung e conquista posto histórico na Coreia do Sul

A SK Hynix alcançou um marco histórico ao superar a Samsung Electronics e se tornar a empresa listada mais valiosa da Coreia do Sul. A mudança no topo acontece em meio ao avanço acelerado da inteligência artificial.

Há pouco mais de duas décadas, explica a Reuters, um cenário como esse parecia improvável. Na época, a fabricante enfrentava uma grave crise financeira. Hoje, impulsionada pela demanda por chips usados em sistemas de IA, vive uma fase completamente diferente.

SK Hynix quase faliu nos anos 2000, mas hoje lidera o mercado global de chips de memória usados em sistemas de IA. – Imagem: Piotr Swat/Shutterstock

A onda da IA virou o mercado

O avanço da inteligência artificial mudou a dinâmica do setor de semicondutores, e poucas empresas aproveitaram tanto essa transformação quanto a SK Hynix. Atualmente, ela é a principal fornecedora de memórias HBM, componentes essenciais para aplicações de IA usadas por gigantes como Nvidia e Google.

Na segunda-feira, as ações da fabricante avançaram 5,6%, elevando seu valor de mercado para 2.080,4 trilhões de won, equivalentes a US$ 1,35 trilhão (cerca de R$ 7,3 trilhões). A Samsung, que liderava o ranking desde 2000, ficou logo atrás, com valor de mercado de 2.066,7 trilhões de won.

Segundo Kim Sunwoo, analista sênior da Meritz Securities, “o surgimento da memória de IA personalizada mudou fundamentalmente a economia do setor e permitiu que a SK Hynix se estabelecesse como líder de mercado”.

Uma reviravolta que parecia improvável

Nem sempre a trajetória foi de crescimento. No início dos anos 2000, quando ainda se chamava Hynix Semiconductor, a companhia quase foi vendida para a Micron após acumular dívidas em uma agressiva expansão. Como o negócio não avançou, a fabricante permaneceu sob controle dos credores por quase dez anos.

Em 2003, suas ações despencaram para apenas 135 won, sendo consideradas uma “penny stock”. Poucos imaginariam naquele momento que a empresa se tornaria a fabricante de chips de memória mais valiosa do mundo anos depois.

O cenário voltou a piorar em 2023, quando a sul-coreana registrou um prejuízo operacional anual de 7,73 trilhões de won. Um ano depois, a situação era completamente diferente. Impulsionada pelo boom da IA, a empresa alcançou um lucro operacional recorde de 23,5 trilhões de won.

Por trás dessa recuperação, alguns fatores foram determinantes:

  • Foco em chips HBM voltados para IA;
  • Continuidade dos investimentos durante a crise do setor;
  • Crescimento da demanda por aplicações de inteligência artificial;
  • Maior poder de precificação em comparação com memórias convencionais.
Sistemas de litografia EUV para fabricação de semicondutores
O avanço da IA transformou a SK Hynix na fabricante de memória mais valiosa do mundo, superando rivais históricos. – Imagem: PhonlamaiPhoto/iStock

Agora, a pressão está do outro lado

Analistas apontam que a decisão de investir nas memórias HBM foi decisiva para essa ascensão. A tecnologia oferece maior desempenho e menor consumo de energia. Em 2025, a SK Hynix detinha 61% desse segmento global, enquanto Samsung e Micron tinham 17% e 21%, respectivamente.

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O presidente do Grupo SK, Chey Tae-won, explicou a estratégia em um livro publicado neste ano. “O que eu realmente queria realizar quando adquirimos a Hynix era transformá-la de uma produtora de memória de baixo custo em uma empresa de semicondutores convencional cujos produtos são indispensáveis”, afirmou.

Ele destacou ainda que “o que antes era um componente periférico tornou-se um componente essencial”, referindo-se à importância dessas memórias para os sistemas de IA.

Analistas avaliam que a liderança histórica da Samsung no mercado de DRAM pode enfrentar pressão crescente nos próximos anos. Além disso, a Reuters informou que a SK Hynix está escolhendo a Nasdaq para uma futura listagem nos Estados Unidos, movimento que pode ampliar sua presença entre investidores globais.

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China recebeu tecnologia proibida? ASML se pronuncia sobre suspeita

A ASML negou nesta sexta-feira que qualquer uma de suas máquinas EUV tenha sido enviada para a China, respondendo a preocupações levantadas por autoridades dos Estados Unidos sobre um possível descumprimento das restrições de exportação.

O caso chama atenção porque envolve equipamentos considerados fundamentais para a fabricação de semicondutores avançados, comenta a Reuters.

A ASML negou que qualquer máquina EUV, utilizada para a fabricação de chips, tenha sido enviada à China, após preocupações levantadas por autoridades dos EUA. Imagem: Gorodenkoff / Shutterstock – Imagem: Gorodenkoff / Shutterstock

ASML responde a preocupações levantadas pelos EUA

A reportagem que deu origem ao caso informou que autoridades norte-americanas estariam preocupadas com a possibilidade de máquinas EUV da ASML terem chegado à China. Segundo o relato, o secretário de Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick, levou essa preocupação a executivos da companhia holandesa durante uma série de reuniões.

A resposta da empresa foi direta. Em comunicado enviado à Reuters, a fabricante afirmou: “A ASML nunca enviou uma máquina EUV para a China, nem enviamos para a China qualquer componente, módulo ou equipamento projetado especificamente para ser usado em uma máquina EUV”.

A companhia também declarou que contestou as alegações relacionadas ao descumprimento dos controles de exportação e ressaltou que adapta continuamente suas operações para acompanhar mudanças regulatórias e cumprir novas exigências.

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A fabricação de semicondutores avançados depende de equipamentos altamente especializados, como os sistemas EUV. Imagem: PhonlamaiPhoto/iStock – Imagem: PhonlamaiPhoto/iStock

O que torna as máquinas EUV tão especiais

As máquinas de litografia ultravioleta extrema, conhecidas pela sigla EUV, estão entre os equipamentos mais complexos utilizados pela indústria de semicondutores. Elas são consideradas peças-chave para a produção dos componentes mais avançados do setor.

Os sistemas mais modernos da ASML chamam atenção por características impressionantes:

  • Têm tamanho aproximado ao de um ônibus escolar
  • O peso chega a cerca de 180 toneladas
  • Estão sujeitas a rígidas regras de exportação
  • São utilizadas na fabricação de chips avançados
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A tecnologia usada para fabricar chips avançados virou tema de discussões envolvendo China, EUA e Europa. Imagem: William Potter/Shutterstock

Controles de exportação permanecem no centro do debate

O governo da Holanda reforçou que a exportação de equipamentos para fabricação de semicondutores segue critérios rigorosos. Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores holandês destacou: “Todos os equipamentos, componentes e tecnologias que se enquadram explicitamente nessas regras exigem uma licença”.

O ministério também afirmou que aplica essa política de forma rigorosa e intervém sempre que considera necessário para garantir o cumprimento das normas.

O debate ocorre em meio aos esforços dos Estados Unidos para ampliar o alinhamento internacional em torno dos controles de exportação ligados ao setor de semicondutores. Em abril, Washington propôs uma legislação para que países aliados sigam regras semelhantes, com o objetivo de limitar a capacidade chinesa de produzir semicondutores avançados. Equipamentos fabricados pela ASML foram citados na proposta.

Em dezembro, a Reuters informou que cientistas chineses desenvolveram um protótipo de máquina EUV criado por uma equipe formada por ex-engenheiros da ASML, em um projeto descrito como a versão chinesa do Projeto Manhattan.

A questão segue no radar de governos e empresas envolvidos no setor de semicondutores. O episódio ocorre enquanto diferentes países discutem regras para a exportação de tecnologias ligadas à fabricação de chips avançados.

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Taiwan avalia endurecer bloqueio a chips de IA para China em alinhamento com estratégia dos EUA

Nesta terça-feira (09), as autoridades de Taipei (Taiwan) estudam a possibilidade de aplicar um endurecimento significativo nas regras de exportação de chips de inteligência artificial para a China. A iniciativa busca aproximar o regime local das restrições já adotadas pelos Estados Unidos.

O movimento ocorre em meio à pressão de aliados ocidentais e à preocupação crescente com o uso estratégico desses semicondutores por Pequim (China).

Endurecimento regulatório e alinhamento internacional

Imagem: YAO23/Shutterstock

O pacote em discussão prevê ampliar o alcance das restrições, alcançando não apenas empresas já listadas em sanções, mas também todos os compradores localizados na China. A proposta inclui ainda a criação de instrumentos legais mais robustos para punir exportações irregulares dentro do território taiwanês.

Entre os pontos analisados está a possibilidade de transformar a exportação não autorizada de chips de IA em crime, ampliando o poder de investigação e punição das autoridades locais. O debate também envolve a definição de limites técnicos de processamento para determinar quais chips seriam bloqueados nas vendas.

Segundo as informações disponíveis na Bloomberg, a discussão faz parte de tratativas mais amplas com os Estados Unidos, que já impõem desde 2022 restrições à venda de semicondutores avançados a empresas chinesas sem autorização específica de Washington.

Pressão externa, investigações e impacto no setor

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Imagem: Tomas Ragina/Shutterstock

O contexto do endurecimento regulatório inclui preocupações sobre a transferência indireta de tecnologia por meio de empresas intermediárias e subsidiárias estrangeiras. Autoridades dos Estados Unidos têm buscado fechar brechas que permitiriam o acesso de companhias chinesas a chips avançados fora do território chinês.

Além disso, parlamentares norte-americanos enviaram um apelo recente a órgãos reguladores pedindo ações mais diretas contra práticas de aquisição via subsidiárias de empresas chinesas, envolvendo fabricantes como a TSMC.

No mercado, as ações da TSMC apresentaram oscilações após a divulgação das discussões, refletindo a sensibilidade do setor a possíveis mudanças nas regras de exportação e no fluxo global de semicondutores.

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Google fecha com Intel produção de mais de 3 milhões de chips de IA

A empresa Alphabet, controladora do Google, firmou uma encomenda com a Intel para a produção de mais de 3 milhões de unidades de chips voltados à inteligência artificial, conhecidos como Tensor Processing Units (TPUs). A fabricação está prevista para ocorrer até 2028, segundo informações publicadas pelo The Information.

A decisão ocorre após meses de testes envolvendo a tecnologia de fabricação da Intel, em um movimento que indica a abertura de uma nova etapa na cadeia de suprimentos de semicondutores para IA. O acordo surge em meio à pressão global por maior capacidade produtiva no setor.

A iniciativa também reflete a busca por alternativas à concentração da produção na Taiwan Semiconductor Manufacturing Company, que enfrenta limitações para atender à demanda crescente. O cenário envolve ainda outras empresas avaliando a Intel como possível parceira para produção de chips avançados.

Para quem tem pressa:

  • Google fechou contrato com a Intel para produzir milhões de chips de IA até 2028, reforçando sua aposta em hardware próprio;
  • Movimento ocorre em meio à disputa global por capacidade de fabricação e limitações na cadeia de semicondutores;
  • Intel ganha impulso no setor com novos acordos e interesse de grandes empresas de tecnologia e inteligência artificial.

Google e Intel oficializam uma parceria para a produção de semicondutores

Produção industrial de eletrônicos depende de semicondutores, cuja escassez afetou cadeias globais – Imagem: Gorodenkoff / Shutterstock

A encomenda do Google à Intel representa um passo relevante na estratégia de expansão de sua infraestrutura de inteligência artificial, com foco na produção de seus próprios processadores. O volume estimado ultrapassa três milhões de unidades, destinadas aos chips especializados usados em operações de IA.

De acordo com relatos do mercado, a escolha pela Intel foi precedida por testes técnicos realizados ao longo de meses, nos quais a companhia norte-americana demonstrou capacidade de atender parte da demanda de fabricação. Esse movimento reforça o papel da Intel como possível alternativa no setor de fundição de semicondutores.

O contexto mais amplo envolve a pressão sobre a cadeia global de produção de chips, especialmente diante da limitação de capacidade da TSMC, hoje uma das principais fabricantes do mundo. Esse cenário tem levado grandes empresas de tecnologia a buscar diversificação de fornecedores.

Detalhe de chips e do encaixe de um processador
Semicondutor (Imagem: aPhoenix photographer/Shutterstock)

Leia mais:

Além do Google, outras companhias também aparecem no radar da Intel. A Nvidia avalia o uso da tecnologia da fabricante para possíveis novos projetos, enquanto a Apple teria avançado em negociações preliminares para produção de componentes de seus dispositivos. Há ainda o caso da Tesla, que já definiu a Intel como fornecedora para processos de fabricação de próxima geração.

A movimentação ocorre em meio à disputa estratégica pelo domínio da produção de semicondutores voltados à inteligência artificial, segmento que se tornou central para o crescimento de grandes empresas de tecnologia.

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