Semicondutores

Auto Added by WPeMatico

ia chip eua china 1024x682

China mantém 600 mil chips da Nvidia parados à espera de autorização

Cerca de 600 mil chips H200 da Nvidia estão armazenados em Hong Kong, aguardando autorização de Pequim para serem enviados à China continental. O governo chinês ainda não liberou importações em grande escala, apesar da demanda de empresas de tecnologia por processadores avançados de inteligência artificial.

A resistência de Pequim reflete a preocupação com a dependência de tecnologia norte-americana. Ao mesmo tempo, empresas chinesas precisam dos chips da Nvidia para atender à crescente demanda por capacidade computacional.

Os controles de exportação impostos pelos EUA desde 2022 limitam o envio de equipamentos de processamento avançado para a China. – Imagem: Quality Stock Arts/Shutterstock

China libera pequenas remessas, mas mantém restrições

Nos últimos meses, Pequim autorizou a entrada de algumas unidades do H200. Grandes empresas chinesas de internet receberam aproximadamente 10 mil chips cada, segundo pessoas ouvidas pela Reuters. Pequenas quantidades também chegaram ao país por meio de intermediários e rotas indiretas.

O H200 não é o processador de IA mais recente da Nvidia, mas oferece capacidades que as alternativas chinesas ainda não conseguiram igualar. O chip é especialmente útil para treinar modelos de IA quando combinado com o software da fabricante.

A oferta limitada está relacionada aos controles de exportação impostos pelos Estados Unidos desde 2022, que restringem o acesso chinês a chips avançados da Nvidia e aos equipamentos necessários para fabricá-los. Com menos unidades disponíveis por canais autorizados, compradores passaram a recorrer ao mercado paralelo, onde os preços subiram.

No fim de outubro, servidores equipados com esses processadores eram oferecidos na China continental pelos seguintes valores:

  • Mais de 6 milhões de yuans (aproximadamente R$ 4,94 milhões): servidor com oito placas H200, cerca de três vezes o preço de um ano antes.
  • Mais de 20 milhões de yuans (cerca de R$ 16,45 milhões): servidor equipado com os chips Blackwell mais recentes da Nvidia, também sujeitos aos controles de exportação norte-americanos.

Os valores foram informados por uma pessoa familiarizada com o assunto. No caso do H200, o preço correspondia a aproximadamente US$ 900 mil (aproximadamente R$ 4,95 milhões).

nvidia
Autoridades de Pequim sinalizaram que as empresas de tecnologia devem priorizar processadores chineses para a execução de modelos de IA. – Reprodução / Nvidia

Disputa tecnológica entre Washington e Pequim

As restrições aos chips fazem parte de uma disputa comercial mais ampla entre Estados Unidos e China. Washington havia proibido a exportação do H200 para o mercado chinês, mas o governo de Donald Trump mudou a política no ano passado e autorizou a Nvidia a vender os processadores a clientes chineses aprovados, após negociações comerciais entre os dois países.

Em maio, a Reuters informou que os Estados Unidos haviam aprovado vendas a dez empresas chinesas, entre elas Alibaba, Tencent e ByteDance. Pequim, porém, estabeleceu suas próprias limitações às importações.

Em julho, o site The Information informou que autoridades chinesas haviam sinalizado a empresas como Alibaba, ByteDance e DeepSeek a possibilidade de comprar quantidades limitadas de H200 para treinar modelos de IA. Segundo a publicação, o total de aprovações poderia ficar abaixo de 200 mil unidades. O governo também queria que as empresas priorizassem processadores nacionais para a inferência, etapa em que os modelos de IA executam tarefas.

A busca por alternativas não impediu novas encomendas de produtos da Nvidia. Segundo reportagem da Reuters publicada em outubro, ByteDance, Alibaba e Tencent encomendaram mais de 3 milhões de placas gráficas RTX Pro 5500. O modelo é menos potente e está em conformidade com as regras de exportação dos Estados Unidos. O preço de tabela combinado dos pedidos superava US$ 35 bilhões.

O post China mantém 600 mil chips da Nvidia parados à espera de autorização apareceu primeiro em Olhar Digital.

China mantém 600 mil chips da Nvidia parados à espera de autorização Read More »

mercado ia 1024x683

Mercado de IA pode voltar a ganhar força após recuo das ações, avalia J.P. Morgan em relatório

O mercado global de inteligência artificial pode voltar a ganhar força após o recente recuo das ações do setor, segundo analistas do J.P. Morgan. Para o banco, a queda melhorou o posicionamento dos investidores e deixou as avaliações mais atraentes.

A instituição vê oportunidades principalmente nos semicondutores. Apesar das preocupações com os gastos em IA e o retorno desses investimentos, os analistas esperam que os aportes continuem fortes, enquanto os resultados das empresas e a monetização da tecnologia avançam.

Apesar das dúvidas sobre o retorno dos investimentos, o J.P. Morgan espera que os gastos com IA continuem fortes. – Imagem: MMD Creative/Shutterstock

Semicondutores no foco

As ações ligadas à IA começaram o ano em alta, mas perderam força diante das dúvidas sobre os gastos de capital e o tempo necessário para recuperar esses investimentos. No início deste mês, os papéis do setor também recuaram após alertas de executivos de empresas de IA sobre os riscos do desenvolvimento acelerado da tecnologia.

Segundo Mislav Matejka, estrategista de ações globais do J.P. Morgan, a correção deixou as avaliações mais atraentes e pode abrir espaço para um novo interesse pelo setor.

“A tecnologia pode não retornar aos níveis de sucesso do passado… ainda assim, os fundamentos são construtivos e há muitas oportunidades dentro do complexo de IA”, afirmou.

A perspectiva é especialmente favorável aos semicondutores. O J.P. Morgan cita fundamentos saudáveis, crescimento dos preços até 2027 e condições de oferta e demanda apertadas que podem persistir até 2028.

Entre os fatores destacados estão:

  • Investimentos de capital em IA ainda fortes;
  • Crescimento dos resultados das empresas;
  • Avanço da monetização de aplicações de IA;
  • Menor volatilidade no cenário macroeconômico;
  • Condições de oferta e demanda favoráveis aos semicondutores.
Ilustração de chip de inteligência artificial sobre circuito eletrônico.
O J.P. Morgan prevê condições apertadas de oferta e demanda para semicondutores até 2028. – Imagem: FOTOGRIN / Shutterstock

Software enfrenta cenário diferente

Para as empresas de software, a avaliação é mais cautelosa. O J.P. Morgan vê mais incerteza no longo prazo, principalmente com o aumento da concorrência provocado pelo avanço da IA.

Ainda assim, o analista não defende uma aposta contra o segmento de forma isolada. “Não acreditamos que software seja uma boa posição vendida isoladamente, dada a forte redução das avaliações, mas o par de negociação entre semicondutores e software deve ser retomado”, disse.

A diferença de desempenho entre os segmentos ajuda a mostrar esse cenário. O MSCI World Semiconductors and Semiconductor Equipment acumula alta de cerca de 48% no ano, enquanto o MSCI World Software and Services avançou apenas 1,3%.

Para o J.P. Morgan, a força dos resultados, avaliações mais baixas e menor volatilidade podem favorecer uma retomada do interesse dos investidores pelo mercado global de IA.

O post Mercado de IA pode voltar a ganhar força após recuo das ações, avalia J.P. Morgan em relatório apareceu primeiro em Olhar Digital.

Mercado de IA pode voltar a ganhar força após recuo das ações, avalia J.P. Morgan em relatório Read More »

chip coreia do sul 1024x682

Além de China e EUA: “Guerra dos Chips” pode ter novo protagonista

A Coreia do Sul prepara novos fundos e investimentos para aproveitar o avanço dos semicondutores. O governo de Lee Jae Myung quer fortalecer a cadeia de chips, as exportações e a infraestrutura, enquanto transforma o setor em uma base para novos projetos de tecnologia e crescimento econômico.

Segundo a Reuters, a estratégia inclui iniciativas diferentes, como um fundo de 5 trilhões de won para empresas da cadeia de semicondutores e o Future Response Fund, voltado a projetos nacionais e novos motores de crescimento.

O boom dos semicondutores virou peça central de um plano sul-coreano que vai muito além da fabricação de chips. Imagem: Tang Yan Song / Shutterstock

Fundo de 5 trilhões de won mira empresas de chips

Um dos planos está diretamente ligado aos semicondutores. O governo sul-coreano pretende criar um fundo de 5 trilhões de won (aproximadamente R$ 17,9 bilhões) para apoiar empresas consideradas promissoras no setor.

A prioridade será dada a fabricantes de materiais e componentes para chips e a companhias fabless, que desenvolvem semicondutores sem manter fábricas próprias. O governo também planeja oferecer outros 5 trilhões de won em financiamento comercial para fornecedores voltados à exportação.

Outra medida é a proposta de uma Mega Special Zone. A expectativa é aprovar a iniciativa ainda neste ano para acelerar licenças, análises ambientais e o desenvolvimento de infraestrutura.

Outro fundo tem alcance mais amplo

O segundo projeto tem uma proposta diferente. Chamado de Future Response Fund, ele deverá usar receitas tributárias adicionais geradas pelo crescimento do mercado de semicondutores para financiar investimentos de longo prazo.

Segundo o chefe de gabinete presidencial, Kang Hoon-sik, os recursos deverão ajudar a bancar grandes projetos nacionais, criar novos motores de crescimento e enfrentar o aumento da desigualdade econômica.

Entre os objetivos citados pelo governo estão:

  • financiar grandes projetos nacionais;
  • criar novos motores de crescimento;
  • apoiar startups;
  • ampliar oportunidades de emprego para jovens;
  • oferecer suporte habitacional a pessoas na faixa dos 20 e 30 anos.

Kang chamou o fundo de “uma pedra angular” para a meta de tornar a Coreia do Sul globalmente “insubstituível”. Ele também afirmou: “Neste momento crítico que determinará o futuro da Coreia do Sul, não devemos desperdiçar a receita tributária adicional gerada pelo boom dos semicondutores e por outros fatores”.

Data center com servidores e representação gráfica de inteligência artificial
A aposta sul-coreana combina semicondutores, infraestrutura, IA e data centers para buscar novos motores de crescimento. – Imagem: FOTOGRIN/Shutterstock

Chips, IA e data centers entram no plano

Os fundos fazem parte de um movimento mais amplo. Dias antes, Lee Jae Myung havia apresentado três grandes projetos industriais concentrados em semicondutores, IA física e data centers.

Os planos contam com investimentos de Samsung Electronics, SK Hynix e órgãos governamentais. A proposta é fortalecer a posição da Coreia do Sul em chips e tecnologias ligadas à inteligência artificial, além de estimular o crescimento fora da região metropolitana de Seul.

A infraestrutura necessária para esses projetos também está prevista. O governo pretende garantir 650 mil toneladas de água até 2030 para iniciativas de semicondutores na região de Honam. Já o polo de Yongin deverá receber 14,7 gigawatts de energia até 2041.

O primeiro-ministro Han Sung-sook descreveu os projetos como uma estratégia de 30 anos que conecta semicondutores, IA, data centers e IA física. Para ele, a iniciativa pode se tornar um novo motor de crescimento se governo, partido governista e setor privado trabalharem como “one team”.

A movimentação mostra como o governo sul-coreano pretende aproveitar o bom momento dos semicondutores para sustentar investimentos de longo prazo em tecnologia, infraestrutura e novas oportunidades econômicas.

O post Além de China e EUA: “Guerra dos Chips” pode ter novo protagonista apareceu primeiro em Olhar Digital.

Além de China e EUA: “Guerra dos Chips” pode ter novo protagonista Read More »

istock 2286399436 1024x724

A nova arma da China para reduzir dependência de chips estrangeiros

A China iniciou a produção em escala de máquinas nacionais de litografia DUV por imersão, tecnologia essencial para fabricar semicondutores. O avanço reforça a estratégia de Pequim para diminuir a dependência de fornecedores estrangeiros.

O projeto é liderado por uma empresa estatal de Xangai e marca uma nova etapa na busca chinesa por autonomia tecnológica, embora ainda esteja distante dos equipamentos mais avançados da ASML.

A corrida pelos chips ganhou um novo capítulo com o avanço da indústria chinesa de equipamentos de fabricação. – Imagem: justhavealook/iStock

Empresa chinesa assume produção de nova tecnologia

Segundo a Reuters, a Shanghai Aishengna Electronic Technology Group está à frente da fabricação dos equipamentos após incorporar equipes de startups chinesas especializadas em litografia.

Criada em agosto de 2023, a companhia possui capital registrado de 7 bilhões de yuans (aproximadamente R$ 5,11 bilhões). Seus acionistas são duas empresas estatais ligadas a Xangai.

A tecnologia DUV (ultravioleta profundo) é usada para desenhar circuitos em wafers de silício, uma das etapas mais importantes da fabricação de chips. Nos equipamentos de imersão, uma camada de água entre a lente e o wafer permite criar padrões menores e mais precisos.

Entre as aplicações desses sistemas estão:

  • Fabricação de diferentes tipos de chips;
  • Produção de semicondutores mais avançados usando múltiplas exposições;
  • Criação de uma alternativa para fabricantes chineses;
  • Redução dos impactos de possíveis restrições comerciais.
Ao fundo, gráficos financeiros; à frente uma lupa ampliando a logo da ASML exibida em uma página web
Mesmo distante da ASML, o avanço chinês mostra a força da disputa global pelo controle dos semicondutores. Imagem: DennisF/Shutterstock

Novo equipamento ainda está atrás da ASML

Apesar do avanço, as máquinas chinesas ainda precisam passar por testes e não devem ameaçar, no curto prazo, a posição da ASML, empresa holandesa que domina o mercado de equipamentos de litografia.

A Reuters afirma que o desenvolvimento representa uma conquista para o programa chinês de autossuficiência em semicondutores, uma das prioridades do presidente Xi Jinping. No entanto, especialistas destacam que criar protótipos e produzir equipamentos confiáveis para grandes volumes são desafios diferentes.

Analistas do JP Morgan Chase afirmaram que “produzir algumas ferramentas DUV de imersão não é o mesmo que produzir ferramentas que podem ser usadas para fabricação em alto volume, onde rendimento, alinhamento, velocidade e confiabilidade em milhares de ciclos de produção são importantes”.

Ilustração de chip de inteligência artificial sobre circuito eletrônico.
A China tenta superar barreiras comerciais criando sua própria cadeia de produção de semicondutores. – Imagem: FOTOGRIN / Shutterstock

Corrida por semicondutores ganha novo capítulo

A iniciativa acontece em meio às restrições impostas pelos Estados Unidos e pela Holanda sobre tecnologias avançadas para fabricação de chips. A China foi impedida de comprar os sistemas EUV mais sofisticados da ASML, usados na produção dos semicondutores mais avançados.

Leia mais:

Mesmo com essas limitações, o país continua sendo um mercado relevante para a fabricante holandesa. De acordo com a Reuters, a China respondeu por cerca de 16% das vendas líquidas da ASML no primeiro semestre do ano.

Os novos equipamentos devem ser entregues ainda este ano para fabricantes chineses como SMIC, Hua Hong Semiconductor e ChangXin Memory Technologies (CXMT). O desenvolvimento também envolve empresas como Shanghai Micro Electronics Equipment (SMEE) e Yuliangsheng.

A nova etapa da indústria chinesa de semicondutores mostra que a disputa tecnológica global continua avançando. A produção própria de máquinas de litografia não elimina a dependência externa, mas amplia a capacidade do país de construir uma cadeia de chips mais independente.

O post A nova arma da China para reduzir dependência de chips estrangeiros apareceu primeiro em Olhar Digital.

A nova arma da China para reduzir dependência de chips estrangeiros Read More »

semicondutores fabricacao 1024x576

Por que a Apple está atrás de empresas de chips de IA?

A Apple está avaliando a compra de empresas de chips para melhorar sua capacidade de processamento em inteligência artificial, segundo informações da Reuters. A iniciativa surge após desafios com os componentes usados atualmente em seus servidores de IA.

A companhia procura alternativas para acompanhar a evolução dos grandes modelos de inteligência artificial.

Servidores de IA da Apple usam chips próprios, mas enfrentam desafios de desempenho. – Imagem: Macro photo / Shutterstock

Apple avalia compra de startups de semicondutores

Segundo a Reuters, a Apple procurou startups de chips e conversou com bancos sobre possíveis aquisições. A empresa ainda não confirmou nenhuma negociação.

Os servidores de IA da companhia usam chips próprios baseados no M2 Ultra, mas enfrentam limitações de desempenho, segundo o The Information. O projeto “Baltra”, criado para uma nova geração de processadores, também teria sido adiado.

Entre os objetivos estão:

  • Comprar empresas especializadas em chips de IA;
  • Aumentar a capacidade de processamento própria;
  • Reduzir dependência de soluções externas;
  • Preparar novos recursos baseados em inteligência artificial.

Teste com Gemini revelou limitações

Durante o desenvolvimento de uma nova Siri, a Apple testou modelos Gemini, do Google, em seus servidores. Porém, os chips baseados em Mac não conseguiram lidar com os modelos maiores, levando parte da operação para chips da Nvidia em uma nuvem do Google.

A situação mostra um dos desafios da empresa na disputa por recursos avançados de IA.

apple
Acordo com a Broadcom reforça a estratégia da Apple para garantir fornecimento de chips. – Imagem: bluestork/Shutterstock

Apple mantém grandes investimentos em chips

Apesar de evitar grandes compras, a Apple adquiriu em janeiro a Q.ai, empresa israelense de tecnologia de IA para áudio.

Leia mais:

A companhia tinha US$ 45,57 bilhões (cerca de R$ 246 bilhões) em caixa até 28 de março. Também anunciou um acordo superior a US$ 30 bilhões (aproximadamente R$ 162 bilhões) com a Broadcom para fornecimento de chips.

O post Por que a Apple está atrás de empresas de chips de IA? apareceu primeiro em Olhar Digital.

Por que a Apple está atrás de empresas de chips de IA? Read More »

shutterstock 2598033971 1 1024x683

Mercado de smartphones sofre maior queda em 13 anos

O mercado global de smartphones teve um dos piores desempenhos recentes. A escassez de chips de memória reduziu as remessas de aparelhos no segundo trimestre, que chegaram ao menor nível para o período desde 2013.

De acordo com estimativas preliminares da Counterpoint Research, divulgadas pela Reuters, as fabricantes enviaram 11% menos aparelhos no período analisado. O principal motivo foi a disputa por componentes com o avanço da inteligência artificial.

Menos chips disponíveis significam mais pressão sobre preços de celulares em todo o mundo. – Imagem: Denis Klimov 3000/Shutterstock

IA muda a disputa por componentes

Os fornecedores de memória passaram a priorizar clientes ligados a data centers de inteligência artificial, reduzindo a disponibilidade de chips para empresas de eletrônicos de consumo.

Com menos componentes disponíveis e preços mais altos, fabricantes repassaram parte dos custos aos consumidores, principalmente nos modelos básicos e intermediários. Segundo a Counterpoint, a pressão deve continuar até 2027.

Entre os principais reflexos estão:

  • aumento nos preços dos aparelhos;
  • queda nas vendas de modelos de entrada;
  • redução das remessas globais;
  • maior dificuldade para fabricantes que dependem de celulares mais baratos.

A consultoria manteve a previsão de queda de cerca de 14% nas remessas globais de smartphones neste ano.

Apple desafia tendência de queda

Enquanto boa parte do setor recuou, a Apple conseguiu avançar. As remessas da companhia cresceram 3% no segundo trimestre, levando a marca a uma participação recorde de 20% no mercado global.

Leia mais:

O resultado foi impulsionado pela procura por modelos premium da linha iPhone e pela manutenção dos preços. Analistas, porém, esperam possíveis reajustes nos próximos meses.

A Samsung recuperou a liderança, com 24% de participação, beneficiada pelas vendas da linha Galaxy S26, pela disponibilidade de produtos e por aumentos menores em mercados como Índia e Oriente Médio.

Metade da população mundial possui um smartphone
Xiaomi, Oppo e Vivo sentiram mais os efeitos da crise por dependerem de modelos básicos e intermediários. – Imagem: Jack Skeens/Shutterstock

Marcas populares sentem mais a pressão

Xiaomi, Oppo e Vivo registraram as maiores quedas entre as cinco principais fabricantes. A maior exposição aos segmentos de entrada e intermediário deixou essas empresas mais vulneráveis ao aumento dos custos.

A análise da Counterpoint Research mostra que a indústria de celulares agora disputa espaço com uma nova demanda: a inteligência artificial. Enquanto data centers precisam de cada vez mais memória, fabricantes de smartphones tentam equilibrar preços e disponibilidade de componentes.

O post Mercado de smartphones sofre maior queda em 13 anos apareceu primeiro em Olhar Digital.

Mercado de smartphones sofre maior queda em 13 anos Read More »

ia norte 1024x682

Novo chip da DeepSeek pode mudar a disputa da inteligência artificial

A DeepSeek, startup chinesa de inteligência artificial, está desenvolvendo um chip próprio para executar modelos de IA e diminuir a dependência de fornecedores como Nvidia e Huawei. O projeto mira a etapa de inferência, responsável por gerar respostas após o treinamento dos sistemas.

Ainda em fase inicial, a iniciativa pode abrir uma nova frente para a empresa, que ganhou destaque mundial após lançar modelos eficientes e passou a representar a ambição chinesa no setor de inteligência artificial.

O chip da DeepSeek ainda está em fase inicial, mas pode mudar a estratégia da empresa no mercado de inteligência artificial. – Imaem: Nuthawut Somsuk/iStock

Chip será focado em executar modelos de IA

Segundo a Reuters, três pessoas familiarizadas com o assunto afirmaram que a DeepSeek trabalha em um semicondutor voltado para inferência, e não para treinar novos modelos. A ideia é desenvolver uma solução própria para uma etapa que ganhou importância com a expansão dos aplicativos de IA.

A movimentação segue uma tendência entre empresas do setor, que buscam maior controle sobre os equipamentos usados para manter seus sistemas funcionando. Além disso, chips especializados podem oferecer ganhos de eficiência em comparação com componentes de uso geral.

Entre os principais objetivos desse tipo de chip estão:

  • Diminuir a dependência de fornecedores externos de semicondutores;
  • Atender ao crescimento da demanda por processamento de IA;
  • Ter mais controle sobre a infraestrutura tecnológica;
  • Criar alternativas diante das restrições dos Estados Unidos a chips avançados.
Logo da Huawei exibido em estande da empresa durante evento de tecnologia
A disputa por chips de IA cresce na China, com empresas como Huawei, Alibaba e Baidu buscando alternativas próprias. – Imagem: THINK A / Shutterstock

DeepSeek entra em disputa por semicondutores na China

Atualmente, a DeepSeek utiliza chips da Nvidia e da Huawei. O modelo R1, que chamou atenção pelo baixo custo de operação e provocou impacto no mercado de tecnologia em janeiro de 2025, foi treinado com o H800 da Nvidia, criado para o mercado chinês e posteriormente proibido pelos Estados Unidos.

Leia mais:

Com as restrições americanas, a Huawei ganhou espaço no mercado interno de chips de IA. Ao mesmo tempo, concorrentes como Alibaba e Baidu passaram a desenvolver seus próprios componentes para disputar esse segmento.

A DeepSeek também tem procurado parceiros para avançar no projeto, incluindo empresas de design de chips, fabricantes de semicondutores e companhias de memória. A startup aumentou a contratação de engenheiros especializados, mas mantém esse movimento de forma discreta.

Liang Wenfeng, fundador da DeepSeek, afirmou em uma entrevista concedida em 2024 que os controles de exportação de chips representam um desafio para a companhia.

Ícones do ChatGPT, DeepSeek e Gemini em pasta na página inicial de um iPhone
DeepSeek procura parceiros de design, fabricação e memória para avançar no desenvolvimento do novo chip. – Imagem: Tada Images/Shutterstock

Produção de chip próprio ainda enfrenta obstáculos

Desenvolver um chip capaz de competir no mercado exige anos de trabalho, investimentos elevados e acesso a tecnologias avançadas de fabricação. Esse último ponto é um dos principais desafios para empresas chinesas, que enfrentam limitações relacionadas a equipamentos e componentes estratégicos.

A Nvidia está zerada na China e assim permanecerá. A DeepSeek tem quase nenhuma chance de vender seus chips fora da China, a menos que obtenha acesso a tecnologias de fabricação de ponta.

Richard Windsor, analista da Radio Free Mobile, à Reuters

A busca por autonomia tecnológica acontece junto com uma mudança financeira na DeepSeek. Segundo a Reuters, a empresa pretende captar US$ 7 bilhões (aproximadamente R$ 37,8 bilhões) em uma rodada inicial, com avaliação estimada entre US$ 52 bilhões e US$ 59 bilhões (cerca de R$ 280 bilhões a R$ 318 bilhões).

O projeto mostra que a corrida da inteligência artificial está se tornando uma disputa por toda a cadeia tecnológica, desde os modelos usados pelos consumidores até os chips que permitem seu funcionamento.

O post Novo chip da DeepSeek pode mudar a disputa da inteligência artificial apareceu primeiro em Olhar Digital.

Novo chip da DeepSeek pode mudar a disputa da inteligência artificial Read More »

samsung chip 1024x678

A Samsung terá um lucro recorde – e não é por smartphones

A Samsung deve registrar um salto forte no lucro operacional do segundo trimestre de 2026, impulsionado pela demanda global por chips usados em inteligência artificial, segundo estimativas citadas pela Reuters. O avanço pode chegar a cerca de 18 vezes na comparação com o ano anterior.

Esse movimento ajuda a explicar como a IA passou a ditar o ritmo da indústria de semicondutores de forma quase imediata.

IA impulsiona data centers e pressiona mercado de semicondutores, elevando preços de DRAM e NAND no mundo todo. – Imagem: g0d4ather/Shutterstock

Quando a IA muda o peso da memória

A presença crescente da inteligência artificial em serviços de nuvem e data centers tem alterado o consumo de chips em escala global. A Samsung, maior fabricante de memória em volume, deve reportar lucro operacional de 8,6 trilhões de wons (US$ 6,35 bilhões/R$ 31,75 bilhões), segundo estimativas da LSEG.

No ano anterior, o resultado foi de 470 bilhões de wons (US$ 361,5 milhões / R$ 1,81 bilhão), o que evidencia a virada no ciclo do setor. Analistas ouvidos pela Reuters afirmam que a oferta ainda não conseguiu acompanhar a velocidade da demanda.

Preços sobem e o efeito se espalha

A escassez não ficou restrita aos chips mais sofisticados. Ela atingiu também memórias mais comuns, com impacto direto nos preços.

  • DRAM e NAND registraram forte valorização no trimestre
  • HBM segue como peça-chave em aplicações de IA
  • Data centers ampliam o uso de memória por tarefa processada
  • Cadeia global opera perto do limite produtivo

Segundo o Citi Research, DRAM e NAND tiveram altas de 44% e 53% no segundo trimestre em relação ao anterior.

Google VS Nvidia
Samsung no centro da corrida por inteligência artificial, fornecendo chips para Nvidia, Google e Apple – Imagem: Evolf / Shutterstock

Mercado global em disputa constante

A Samsung fornece chips para empresas como Nvidia, Google e Apple, ficando no centro da infraestrutura da IA. Esse avanço também beneficiou concorrentes como SK Hynix e Micron, que tiveram forte valorização ao longo do ano.

“O crescimento dos gastos com infraestrutura de IA ainda precisa mostrar sustentabilidade”, afirmou o JPMorgan em relatório citado pela Reuters.

O ponto de atenção é claro: qualquer desaceleração nos investimentos em IA pode impactar diretamente a demanda por memória.

Lucros fortes com pressão nos bastidores

Mesmo com o cenário positivo, há fatores internos que podem pesar no resultado. A Samsung pode enfrentar impacto de provisões ligadas a bônus da divisão de semicondutores, o que influencia o fechamento do trimestre.

Leia mais:

Além disso, o aumento dos preços das memórias começa a pressionar a divisão de smartphones, elevando custos e reduzindo margens.

Ainda assim, a expectativa é de divulgação dos resultados ainda neste mês, consolidando mais um ciclo forte para a empresa dentro da corrida global pela inteligência artificial.

O post A Samsung terá um lucro recorde – e não é por smartphones apareceu primeiro em Olhar Digital.

A Samsung terá um lucro recorde – e não é por smartphones Read More »

ia semicondutores infraestrutura digital 1024x682

Disputa bilionária: Anthropic quer seu próprio chip de IA

A Anthropic está em conversas com a Samsung para estudar o desenvolvimento de um chip de inteligência artificial próprio. A ideia ainda está no começo, mas já entra na disputa por infraestrutura no setor.

Não há definição sobre como esse chip seria usado — ou até se ele vai sair do papel.

Corrida por chips de IA acelera com empresas buscando reduzir dependência da Nvidia no setor. – Imagem: FOTOGRIN / Shutterstock

Chip próprio entra no radar da Anthropic

A informação foi divulgada pelo The Information, que aponta negociações iniciais entre Anthropic e Samsung para um chip voltado a IA. Ainda não existem detalhes técnicos definidos.

A empresa disse que segue uma estratégia mais ampla de infraestrutura, combinando diferentes fornecedores como Google, Amazon e Nvidia.

  • chips voltados a tarefas específicas de IA
  • redução gradual da dependência da Nvidia
  • ganho de eficiência em modelos complexos
  • resposta à demanda crescente por processamento

Corrida por chips acelera entre gigantes de IA

A Anthropic não está sozinha nesse movimento. Outras empresas também começam a olhar para hardware próprio como estratégia, comenta o TechCrunch.

A escassez de chips e o domínio da Nvidia continuam pressionando o mercado.

Leia mais:

A OpenAI, por exemplo, fechou parceria com a Broadcom para desenvolver seu chip de inferência, chamado “Jalapeño”.

Fachada da Samsung
Samsung reforça papel no ecossistema de IA ao lado de Nvidia e Google na produção de semicondutores. – Imagem: Robert Way/Shutterstock

Samsung amplia presença no ecossistema de IA

A Samsung já é um nome consolidado na produção de chips e trabalha junto à Nvidia na fabricação de semicondutores avançados. Também colabora com o Google em projetos do setor.

A possível entrada da Anthropic reforça essa posição estratégica da empresa sul-coreana.

É mais um sinal de como o ecossistema de IA está se reorganizando em torno do hardware.

Infraestrutura vira ponto central da disputa

Amazon e Google já operam chips próprios dentro de suas plataformas de nuvem. Isso muda a dinâmica do mercado.

O foco deixa de ser apenas o modelo de IA e passa a incluir a base que sustenta esses sistemas.

E, aos poucos, o chip deixa de ser apenas infraestrutura — e vira vantagem competitiva.

O post Disputa bilionária: Anthropic quer seu próprio chip de IA apareceu primeiro em Olhar Digital.

Disputa bilionária: Anthropic quer seu próprio chip de IA Read More »

sk hynix 1024x682

Gigante da IA derruba Samsung e conquista posto histórico na Coreia do Sul

A SK Hynix alcançou um marco histórico ao superar a Samsung Electronics e se tornar a empresa listada mais valiosa da Coreia do Sul. A mudança no topo acontece em meio ao avanço acelerado da inteligência artificial.

Há pouco mais de duas décadas, explica a Reuters, um cenário como esse parecia improvável. Na época, a fabricante enfrentava uma grave crise financeira. Hoje, impulsionada pela demanda por chips usados em sistemas de IA, vive uma fase completamente diferente.

SK Hynix quase faliu nos anos 2000, mas hoje lidera o mercado global de chips de memória usados em sistemas de IA. – Imagem: Piotr Swat/Shutterstock

A onda da IA virou o mercado

O avanço da inteligência artificial mudou a dinâmica do setor de semicondutores, e poucas empresas aproveitaram tanto essa transformação quanto a SK Hynix. Atualmente, ela é a principal fornecedora de memórias HBM, componentes essenciais para aplicações de IA usadas por gigantes como Nvidia e Google.

Na segunda-feira, as ações da fabricante avançaram 5,6%, elevando seu valor de mercado para 2.080,4 trilhões de won, equivalentes a US$ 1,35 trilhão (cerca de R$ 7,3 trilhões). A Samsung, que liderava o ranking desde 2000, ficou logo atrás, com valor de mercado de 2.066,7 trilhões de won.

Segundo Kim Sunwoo, analista sênior da Meritz Securities, “o surgimento da memória de IA personalizada mudou fundamentalmente a economia do setor e permitiu que a SK Hynix se estabelecesse como líder de mercado”.

Uma reviravolta que parecia improvável

Nem sempre a trajetória foi de crescimento. No início dos anos 2000, quando ainda se chamava Hynix Semiconductor, a companhia quase foi vendida para a Micron após acumular dívidas em uma agressiva expansão. Como o negócio não avançou, a fabricante permaneceu sob controle dos credores por quase dez anos.

Em 2003, suas ações despencaram para apenas 135 won, sendo consideradas uma “penny stock”. Poucos imaginariam naquele momento que a empresa se tornaria a fabricante de chips de memória mais valiosa do mundo anos depois.

O cenário voltou a piorar em 2023, quando a sul-coreana registrou um prejuízo operacional anual de 7,73 trilhões de won. Um ano depois, a situação era completamente diferente. Impulsionada pelo boom da IA, a empresa alcançou um lucro operacional recorde de 23,5 trilhões de won.

Por trás dessa recuperação, alguns fatores foram determinantes:

  • Foco em chips HBM voltados para IA;
  • Continuidade dos investimentos durante a crise do setor;
  • Crescimento da demanda por aplicações de inteligência artificial;
  • Maior poder de precificação em comparação com memórias convencionais.
Sistemas de litografia EUV para fabricação de semicondutores
O avanço da IA transformou a SK Hynix na fabricante de memória mais valiosa do mundo, superando rivais históricos. – Imagem: PhonlamaiPhoto/iStock

Agora, a pressão está do outro lado

Analistas apontam que a decisão de investir nas memórias HBM foi decisiva para essa ascensão. A tecnologia oferece maior desempenho e menor consumo de energia. Em 2025, a SK Hynix detinha 61% desse segmento global, enquanto Samsung e Micron tinham 17% e 21%, respectivamente.

Leia mais:

O presidente do Grupo SK, Chey Tae-won, explicou a estratégia em um livro publicado neste ano. “O que eu realmente queria realizar quando adquirimos a Hynix era transformá-la de uma produtora de memória de baixo custo em uma empresa de semicondutores convencional cujos produtos são indispensáveis”, afirmou.

Ele destacou ainda que “o que antes era um componente periférico tornou-se um componente essencial”, referindo-se à importância dessas memórias para os sistemas de IA.

Analistas avaliam que a liderança histórica da Samsung no mercado de DRAM pode enfrentar pressão crescente nos próximos anos. Além disso, a Reuters informou que a SK Hynix está escolhendo a Nasdaq para uma futura listagem nos Estados Unidos, movimento que pode ampliar sua presença entre investidores globais.

O post Gigante da IA derruba Samsung e conquista posto histórico na Coreia do Sul apareceu primeiro em Olhar Digital.

Gigante da IA derruba Samsung e conquista posto histórico na Coreia do Sul Read More »