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Celulares com IA fazem tarefas sem abrir aplicativos

A inteligência artificial embarcada nos smartphones ganhou destaque durante a Conferência Mundial de Inteligência Artificial, em Xangai. Segundo matéria da AFP publicada no TechXplore, fabricantes apresentaram aparelhos capazes de executar tarefas por comando de voz, sem que o usuário precise abrir diversos aplicativos.

A proposta pode mudar a forma como usamos o celular, embora ainda encontre resistência de empresas que controlam algumas das maiores plataformas digitais.

A inteligência artificial quer transformar o smartphone em um verdadeiro assistente pessoal. – Imagem: MAYA LAB/Shutterstock

A promessa vai além dos aplicativos

Pelo menos três fabricantes levaram ao evento modelos equipados com agentes de IA. A ideia é transformar o smartphone em um assistente capaz de resolver tarefas sozinho, como comparar preços, organizar viagens, editar vídeos ou fazer pedidos de comida.

Entre os destaques estava o NaviX Ultra, da Nubia, equipado com o chatbot Doubao, desenvolvido pela ByteDance, dona do TikTok. Ao anunciar o aparelho, a empresa afirmou: Uma nova era dos smartphones com agentes de IA começa.”

O conceito não é exatamente novo. Um protótipo chamado “Doubao Phone” já havia demonstrado esse tipo de integração, mas acabou perdendo parte de suas funções depois que grandes plataformas restringiram o acesso do assistente.

As demonstrações incluíram recursos como:

  • Fazer pedidos de comida por comando de voz.
  • Comparar preços em diferentes lojas.
  • Organizar viagens e compras.
  • Editar vídeos e apoiar tarefas de produtividade.
Ilustração mostra ícones de aplicativos de delivery em um smartphone.
Fazer compras, pedir comida e editar vídeos, tudo sem aplicativos: essa é a aposta da nova geração de celulares. – Imagem ilustrativa gerada por IA

O desafio está fora do celular

Curiosamente, o maior obstáculo não é a inteligência artificial. O problema está na integração com aplicativos e serviços de empresas concorrentes, que nem sempre aceitam compartilhar esse acesso.

Para Kiranjeet Kaur, diretora associada de pesquisa da IDC, isso acontece porque as plataformas querem preservar o relacionamento direto com seus usuários. Elas perdem o controle para outra empresa.”

A especialista acrescenta que o setor ainda busca um modelo realmente eficiente. “Os agentes de IA são o sonho de todos, mas ainda não chegamos lá, afirma, lembrando que essas soluções ainda apresentam falhas em diferentes situações.

Segundo a imprensa especializada chinesa, citada pela matéria, o NaviX Ultra procura atuar em parceria com os aplicativos, sem tentar acessar sistemas de forma não autorizada.

Como usar apps para cuidar das plantas sem virar escravo do celular
Novos aparelhos prometem reduzir a necessidade de abrir aplicativos para executar ações do dia a dia. – Imagem criada com inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital)

A corrida está só começando

Outras empresas também apostam nesse caminho. A Honor apresentou o “Robot Phone”, equipado com uma câmera instalada em um pequeno braço robótico capaz de interpretar gestos, acompanhar músicas, fazer selfies e estabilizar vídeos. Já a startup StepFun revelou o STEPX Neo, integrado a serviços como Alipay e Didi para reunir compras, viagens, produtividade e edição de vídeos.

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Fora da China, Google e Brain Technologies também ampliam seus investimentos em celulares com inteligência artificial.

Marc Einstein, analista da Counterpoint Research, acredita que ainda não há um vencedor nessa disputa. Para ele, nos próximos cinco a dez anos, a relação entre usuários e smartphones poderá mudar profundamente, reduzindo a dependência dos aplicativos tradicionais e abrindo espaço para assistentes de IA cada vez mais presentes no cotidiano.

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Mercado de smartphones sofre maior queda em 13 anos

O mercado global de smartphones teve um dos piores desempenhos recentes. A escassez de chips de memória reduziu as remessas de aparelhos no segundo trimestre, que chegaram ao menor nível para o período desde 2013.

De acordo com estimativas preliminares da Counterpoint Research, divulgadas pela Reuters, as fabricantes enviaram 11% menos aparelhos no período analisado. O principal motivo foi a disputa por componentes com o avanço da inteligência artificial.

Menos chips disponíveis significam mais pressão sobre preços de celulares em todo o mundo. – Imagem: Denis Klimov 3000/Shutterstock

IA muda a disputa por componentes

Os fornecedores de memória passaram a priorizar clientes ligados a data centers de inteligência artificial, reduzindo a disponibilidade de chips para empresas de eletrônicos de consumo.

Com menos componentes disponíveis e preços mais altos, fabricantes repassaram parte dos custos aos consumidores, principalmente nos modelos básicos e intermediários. Segundo a Counterpoint, a pressão deve continuar até 2027.

Entre os principais reflexos estão:

  • aumento nos preços dos aparelhos;
  • queda nas vendas de modelos de entrada;
  • redução das remessas globais;
  • maior dificuldade para fabricantes que dependem de celulares mais baratos.

A consultoria manteve a previsão de queda de cerca de 14% nas remessas globais de smartphones neste ano.

Apple desafia tendência de queda

Enquanto boa parte do setor recuou, a Apple conseguiu avançar. As remessas da companhia cresceram 3% no segundo trimestre, levando a marca a uma participação recorde de 20% no mercado global.

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O resultado foi impulsionado pela procura por modelos premium da linha iPhone e pela manutenção dos preços. Analistas, porém, esperam possíveis reajustes nos próximos meses.

A Samsung recuperou a liderança, com 24% de participação, beneficiada pelas vendas da linha Galaxy S26, pela disponibilidade de produtos e por aumentos menores em mercados como Índia e Oriente Médio.

Metade da população mundial possui um smartphone
Xiaomi, Oppo e Vivo sentiram mais os efeitos da crise por dependerem de modelos básicos e intermediários. – Imagem: Jack Skeens/Shutterstock

Marcas populares sentem mais a pressão

Xiaomi, Oppo e Vivo registraram as maiores quedas entre as cinco principais fabricantes. A maior exposição aos segmentos de entrada e intermediário deixou essas empresas mais vulneráveis ao aumento dos custos.

A análise da Counterpoint Research mostra que a indústria de celulares agora disputa espaço com uma nova demanda: a inteligência artificial. Enquanto data centers precisam de cada vez mais memória, fabricantes de smartphones tentam equilibrar preços e disponibilidade de componentes.

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Samsung lança tecnologia que pode acelerar a IA nos celulares

A Samsung anunciou a UFS 5.0, novo padrão de armazenamento criado para dar mais velocidade às funções de inteligência artificial em dispositivos móveis. A promessa envolve mais rapidez no uso diário e menor consumo de energia.

A tecnologia mira a nova geração de celulares, além de wearables e dispositivos XR, que passam a depender cada vez mais de processamento de IA direto no aparelho.

Novo padrão da Samsung pode acelerar o uso de inteligência artificial direto no smartphone. – Imagem: BINK0NTAN/Shutterstock

Mais velocidade para dar conta da IA local

Segundo a empresa, o foco da UFS 5.0 é acompanhar o crescimento de dados gerados por sistemas de inteligência artificial rodando no próprio dispositivo, sem depender da nuvem. Isso ajuda a reduzir atrasos e melhora a resposta em tarefas mais pesadas.

O salto de desempenho é grande: até 10,8 GB/s de leitura sequencial, mais que o dobro da geração anterior, a UFS 4.1.

O impacto aparece em várias frentes:

  • transferências de arquivos mais rápidas no uso diário
  • menor atraso em tarefas com IA
  • execução de modelos de linguagem diretamente no aparelho
  • melhor desempenho com vários aplicativos abertos
  • processamento local mais estável

Consumo menor e bateria mais eficiente

Um dos pontos mais relevantes do novo padrão está no consumo de energia. Segundo a Samsung, a UFS 5.0 reduz o gasto energético em mais de 40% em comparação com a geração anterior.

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Esse ganho vem de ajustes internos no funcionamento do chip, como técnicas de controle de energia e uso de diferentes níveis de tensão durante a operação.

Na prática, isso significa aparelhos que conseguem manter o desempenho por mais tempo sem drenar a bateria com a mesma intensidade.

Chip de memória Samsung UFS 5.0
Novo chip de armazenamento da Samsung é 16,7% menor e permite designs mais compactos. – Imagem: Divulgação/Samsung

Um componente menor que muda o projeto dos aparelhos

Além do desempenho, o tamanho também chama atenção. O módulo mede 7,5 mm x 13 mm x 0,9 mm, cerca de 16,7% menor que a versão anterior.

Pode parecer um detalhe técnico, mas isso influencia diretamente o design dos dispositivos. Com menos espaço ocupado, fabricantes conseguem reorganizar melhor os componentes internos.

Isso abre espaço para aplicações em:

  • smartphones de alto desempenho
  • dispositivos vestíveis (wearables)
  • headsets e óculos de realidade estendida (XR)
  • sistemas com inteligência artificial embarcada

Quando a nova tecnologia Samsung chega ao mercado

A Samsung informou que a produção em massa da UFS 5.0 começa no quarto trimestre deste ano, com versões que podem chegar a até 1 TB de capacidade.

A expectativa é que a tecnologia apareça primeiro em dispositivos premium, principalmente os voltados para recursos de inteligência artificial embarcada.

Na era da IA embarcada, os dispositivos de armazenamento estão evoluindo para se tornar um fator-chave na definição das experiências de inteligência artificial.

Jangseok Choi, chefe de planejamento de produtos de memória da Samsung Electronics, em nota.

Com isso, o armazenamento deixa de ser apenas espaço interno e passa a ter impacto direto no desempenho geral dos dispositivos, especialmente em funções de IA que dependem de resposta imediata.

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GPT-Fone? Rumores sobre celular da OpenAI estão aumentando

A OpenAI pode estar desenvolvendo seu primeiro produto de hardware: um smartphone voltado ao ChatGPT. De acordo com o analista de cadeia de suprimentos Ming-Chi Kuo, o projeto está sendo acelerado, com previsão de início da produção em massa no começo de 2027.

As informações foram divulgadas pelo MacRumors com base nas análises de Kuo, que descreve o dispositivo como um possível novo passo da empresa além do software.

Especificações técnicas focadas em IA

Segundo o analista, o aparelho deve utilizar uma versão customizada do processador MediaTek Dimensity 9600, previsto para chegar ao mercado ainda neste outono. O chip será sucessor do Dimensity 9500, atualmente presente em modelos como o Vivo X300 Pro e o Oppo Find X9 Pro.

A principal característica do componente será o processador de sinal de imagem (ISP) com HDR aprimorado. A proposta é melhorar as capacidades de percepção visual em cenários do mundo real. O smartphone também pode contar com memória LPDDR6, armazenamento UFS 5.0 e uma arquitetura de dupla NPU, voltada para executar simultaneamente tarefas de IA, como linguagem e visão.

Projeções ambiciosas de vendas

Kuo afirma que os envios combinados entre 2027 e 2028 podem alcançar cerca de 30 milhões de unidades. O volume aproximaria o desempenho do aparelho ao de um flagship típico da Samsung.

As informações não foram confirmadas oficialmente pela OpenAI e seguem no campo de rumores de mercado.

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