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Siri AI ganha versão em português no iOS 27.2 com novos recursos

A Apple lançou a nova Siri com inteligência artificial em português, junto às atualizações dos sistemas operacionais para a versão 27.2. A assistente ganhou recursos para compreender melhor os pedidos, consultar informações pessoais e executar tarefas em diferentes aplicativos.

Disponível em versão beta, a novidade também permite analisar imagens, redigir textos e responder a perguntas sobre diversos assuntos. O acesso depende de um aparelho compatível com a Apple Intelligence.

O sistema consegue localizar dados em e-mails antigos e criar automaticamente listas no app Lembretes. – Imagem: Divulgação/Apple

Uma Siri mais contextual e integrada

A nova assistente consegue combinar informações de mensagens, e-mails e fotos para resolver pedidos que envolvem várias etapas. Se alguém perguntar o que a tia sugeriu para o almoço de sábado, por exemplo, a Siri pode localizar uma mensagem sobre bobó de camarão, encontrar uma receita da avó em um e-mail antigo e incluir os ingredientes na lista de compras do aplicativo Lembretes.

A integração também alcança aplicativos de terceiros. É possível enviar mensagens pelo WhatsApp, ouvir audiolivros no Audible, agendar treinos no SmartGym, planejar viagens no Tripsy e registrar anotações no Noted.

Outro recurso permite continuar uma conversa com perguntas relacionadas ao assunto inicial. Quem recebe a indicação de uma trilha por mensagem pode perguntar à Siri qual é a distância do percurso e se ele é adequado para crianças. A assistente também reconhece o conteúdo exibido na tela e pode executar ações a partir dele, como adicionar ao calendário os eventos de um casamento e seus respectivos locais.

A interação ganhou novas formas de acesso. No iPhone, a Siri pode ser acionada pelo botão lateral ou pela Dynamic Island. No Mac e no iPad, está integrada ao Spotlight. Um aplicativo exclusivo permite retomar conversas anteriores, com histórico sincronizado pelo iCloud entre os dispositivos do usuário.

Inteligência Visual e ferramentas de escrita

A Inteligência Visual amplia as possibilidades de interação com imagens no iPhone, iPad, Mac e Apple Vision Pro. Ao apontar a câmera para o cartaz de um festival de música, por exemplo, o usuário pode consultar os horários dos artistas e pedir à Siri que crie eventos no calendário.

O funcionamento varia conforme o aparelho:

  • iPhone: usa a câmera para obter informações sobre o que está diante do usuário.
  • iPad: permite analisar conteúdos por meio de capturas de tela.
  • Mac: oferece um atalho de teclado para selecionar elementos da tela e fazer perguntas.
  • Apple Vision Pro: permite consultar informações sobre aplicativos e objetos do ambiente.
  • iPad e Mac: integram a Siri ao Spotlight para facilitar a busca por respostas.

A assistente também ganhou ferramentas de escrita integradas a diferentes áreas do sistema. Ela pode criar rascunhos, revisar textos e aplicar alterações a partir de instruções do usuário. No Mail e no Mensagens, consegue adaptar o tom e a pontuação ao estilo habitual de comunicação com cada destinatário.

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Recursos mais complexos baseados na nuvem terão limites diários de uso e opções pagas no futuro. – Imagem: Divulgação/Apple

Como funcionam a privacidade e a disponibilidade

A nova Siri utiliza modelos de inteligência artificial desenvolvidos pela Apple em colaboração com o Google e os modelos Gemini. O processamento ocorre no aparelho ou por meio da Computação Privada na Nuvem, que, segundo a fabricante, permite executar tarefas em servidores sem armazenar dados pessoais nem torná-los acessíveis à empresa ou a terceiros. Especialistas independentes podem verificar essas práticas.

A Siri AI está disponível em versão beta no iOS 27.2, iPadOS 27.2, macOS 27.2, watchOS 27.2 e visionOS 27.2. Além do português, há suporte para inglês, francês, japonês, coreano e espanhol. O uso exige um dispositivo compatível com a Apple Intelligence ativada e configurada em um idioma aceito.

Há restrições para menores de 13 anos e para o uso da assistente no iOS, iPadOS e watchOS na União Europeia. Alguns recursos que dependem de servidores têm limites diários, e a Apple prevê oferecer acesso ampliado mediante pagamento no futuro.

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Nvidia, Meta e Apple lançam novos modelos abertos de IA nos EUA

A Nvidia anunciou três novos modelos abertos de inteligência artificial voltados à criação de agentes de IA para empresas. No mesmo dia, a Meta apresentou um modelo de pesos abertos e anunciou uma parceria com a Apple para executá-lo localmente em computadores Mac de alto desempenho.

Os lançamentos ampliam as opções de IA desenvolvidas nos Estados Unidos, embora ainda não se saiba se conseguirão atrair usuários de modelos chineses mais baratos.

Especialistas apontam que a customização de modelos abertos pode superar a eficiência de grandes sistemas proprietários fechados. – Imagem criada por inteligência artificial: Gemini/Olhar Digital

Nvidia aposta em agentes de IA

Os três modelos fazem parte da família Nemotron. Um deles, o Nemotron 3.5 Super VL, foi desenvolvido para tarefas que exigem agentes de IA em funcionamento contínuo. Segundo a Nvidia, o sistema é mais rápido em atividades de longa duração e processa textos, imagens e vídeos.

Kari Briski, vice-presidente de software de inteligência artificial generativa para empresas da Nvidia, afirmou que a companhia pretende continuar lançando modelos abertos aprimorados.

“Esta é uma mensagem para desenvolvedores, nossos parceiros e empresas de que eles podem contar conosco”, disse Briski em nota.

Segundo a executiva, o interesse pelos modelos Nemotron aumentou porque eles são desenvolvidos nos Estados Unidos e permitem inspecionar os dados subjacentes. Órgãos públicos e instituições financeiras demonstram preocupação particular com o uso de modelos chineses.

Empresas personalizam modelos abertos

Atlassian, CrowdStrike, Dassault Systèmes, Salesforce e Synopsys estão entre as empresas que adaptaram o Nemotron com dados próprios, segundo o The Wall Street Journal.

O processo, conhecido como fine-tuning ou ajuste fino, consiste em adaptar um modelo existente para melhorar seu desempenho em tarefas específicas. Segundo Briski, essa personalização pode gerar resultados melhores do que o uso de modelos de ponta, justamente por atender às necessidades de cada empresa.

A abordagem também permite:

  • Direcionar o modelo para atividades específicas de cada setor.
  • Incorporar informações próprias ao processo de adaptação.
  • Modificar um sistema existente sem precisar desenvolver outro do zero.
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A execução local de inteligência artificial em computadores, como propõem a Meta e a Apple, garante mais privacidade e rapidez no processamento de dados sensíveis. Imagem: mundissima/Shutterstock

Meta e Apple apostam em IA local

A Meta anunciou um novo modelo de pesos abertos que poderá ser executado localmente em computadores Mac de alto desempenho, em colaboração com a Apple. Nesse formato, o processamento ocorre no próprio dispositivo, sem depender integralmente de servidores remotos.

As iniciativas ampliam a oferta de modelos americanos para empresas e desenvolvedores. Ainda não há, porém, informações suficientes para determinar se os lançamentos conseguirão competir com as alternativas chinesas de menor custo.

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Apple Intelligence é aprovado na China; teste começa em outubro

Tim Cook afirmou que o Apple Intelligence foi aprovado para uso na China e terá uma versão de teste ainda em outubro. A declaração do presidente da Apple foi publicada pelo jornal estatal chinês The Paper, após uma entrevista realizada em Xangai.

A versão inicial incluirá tradução ao vivo, ferramentas de escrita e edição de imagens. A Siri com inteligência artificial ficará de fora.

Cook se reuniu em Xangai com o ministro do Comércio para discutir o avanço tecnológico na região. – Imagem: FotoField/Shutterstock

Apple desenvolve modelo de IA para a China

A Apple desenvolveu um modelo de linguagem específico para o mercado chinês, segundo a Reuters. O projeto foi realizado em parceria com o Alibaba Group, que apoiou o treinamento do modelo. A estratégia difere da abordagem anterior da empresa no país, baseada no uso de modelos de terceiros para alimentar recursos de inteligência artificial.

A iniciativa ocorre em um ambiente regulatório específico. Em julho, o órgão regulador do ciberespaço da China informou que o serviço de inteligência artificial generativa da Apple havia sido registrado para uso em iPhones no país.

Quais recursos estarão disponíveis no teste?

Cook informou ao The Paper que a versão inicial terá três funcionalidades:

  • Tradução ao vivo: recurso para traduzir idiomas em tempo real.
  • Ferramentas de escrita: funções de inteligência artificial voltadas ao trabalho com textos.
  • Limpeza de imagens: ferramenta para remover elementos indesejados de fotografias.

A Siri com IA não estará incluída nessa primeira versão.

Logo da Apple em um smartphone
A aprovação representa um passo decisivo para a empresa recuperar espaço no concorrido setor de celulares no país. – Imagem: Samuel Boivin/Shutterstock

Cook se reúne com ministro chinês

Durante a visita a Xangai, Cook também se reuniu com Wang Wentao, ministro do Comércio da China. Segundo o ministério, os dois discutiram o desenvolvimento da inteligência artificial e os negócios da Apple no país.

O teste está previsto para outubro, mas o The Paper não divulgou uma data exata para o lançamento. Também não há previsão informada para a chegada da Siri com inteligência artificial ao mercado chinês.

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Musk retira processo contra Apple, mas mantém ação contra OpenAI

As empresas de Elon Musk, X Corp e SpaceXAI, retiraram o processo contra a Apple que acusava a companhia de práticas anticompetitivas na App Store. O caso foi encerrado em um tribunal federal do Texas, sem que os motivos da decisão fossem divulgados.

Como comentamos aqui no Olhar Digital, a ação questionava a parceria da Apple com a OpenAI e alegava que o acordo prejudicava concorrentes como X e Grok. A disputa de Musk com a OpenAI, porém, deve continuar.

O processo contra a Apple foi encerrado, mas as reivindicações envolvendo a OpenAI continuam. As empresas de Musk não divulgaram os motivos que levaram à retirada da ação contra a Apple. Imagem: Ascannio/Shutterstock

Por que Musk processou a Apple?

Apresentado no ano passado, o processo acusava a Apple de violar leis antitruste após a integração de ferramentas do ChatGPT ao Apple Intelligence. Segundo as empresas de Musk, a parceria favorecia Apple e OpenAI e dificultava a concorrência de seus produtos.

A queixa também dizia que o acordo explicava o baixo destaque dos aplicativos X e Grok na App Store. “Se não fosse pelo acordo exclusivo com a OpenAI, a Apple não teria motivo para deixar de destacar mais os aplicativos X e Grok em sua App Store”, afirmaram as empresas à Reuters.

A acusação tinha um contraponto: concorrentes como DeepSeek e Perplexity chegaram ao topo da App Store após a parceria entre Apple e OpenAI, enquanto a SpaceXAI não teve o mesmo resultado.

O que aconteceu com o processo?

X Corp e SpaceXAI solicitaram formalmente a retirada da ação. Não foram divulgados os motivos da desistência, nem se Apple e as empresas de Musk chegaram a algum acordo.

A retirada encerra a disputa contra a Apple, mas não as reivindicações envolvendo a OpenAI.

Entenda o caso:

  • X Corp e SpaceXAI retiraram a ação contra a Apple;
  • o caso foi encerrado em um tribunal federal do Texas;
  • os motivos da retirada não foram divulgados;
  • as reivindicações contra a OpenAI devem continuar.
Logo do Grok
O Grok enfrenta outra disputa judicial, com acusações relacionadas à geração de imagens de abuso sexual infantil. Há ainda alegações de uso da IA de Musk para produzir imagens íntimas falsas e não consensuais. – Imagem: Samuel Boivin/Shutterstock

Grok enfrenta outra disputa

A SpaceXAI também está envolvida em outro processo relacionado ao Grok. As acusações envolvem a geração de milhares de imagens de abuso sexual infantil e alegações de que o sistema teria facilitado a produção em larga escala de imagens íntimas falsas e não consensuais usadas para assediar mulheres e meninas.

Leia mais:

As denúncias provocaram uma investigação oficial das autoridades da Califórnia, que continua em andamento.

Enquanto a ação contra a Apple foi encerrada, as empresas de Musk mantêm as reivindicações contra a OpenAI e enfrentam outra disputa relacionada ao Grok.

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Apple tem nova aposta para a China – e não é o iPhone

A Apple treinou um modelo de linguagem próprio para o mercado chinês com apoio da Alibaba, segundo três pessoas familiarizadas com o assunto ouvidas pela Reuters. A iniciativa representa uma mudança na estratégia da empresa para levar inteligência artificial aos iPhones e outros dispositivos vendidos no país.

Até agora, a Apple vinha recorrendo principalmente a modelos de empresas chinesas. Agora, passa a desenvolver sua própria tecnologia enquanto tenta cumprir as regras locais e reagir à concorrência de fabricantes como a Huawei.

A parceria com a Alibaba foi confirmada em 2025. Agora, a Apple também treina um modelo próprio específico para o mercado chinês. – Imagem: PhotoGranary02/Shutterstock

Modelo foi criado para o mercado chinês

Na China, modelos americanos como Claude, da Anthropic, e ChatGPT, da OpenAI, não estão disponíveis. Por isso, a Apple vinha trabalhando com parceiros locais para levar recursos de IA generativa aos seus aparelhos.

O novo modelo pode dar à empresa mais controle sobre a experiência oferecida aos usuários chineses. Ainda não se sabe, porém, como ele será usado junto às tecnologias de terceiros.

O Apple Intelligence é esperado na China nos próximos meses, depois de uma atualização do iOS.

Alibaba ajuda no desenvolvimento

A parceria entre Apple e Alibaba veio a público em fevereiro de 2025. Naquele momento, Joe Tsai, presidente da Alibaba, revelou que a Apple havia avaliado diferentes empresas chinesas antes de fechar o acordo.

“Eles conversaram com várias empresas na China. No fim, escolheram fazer negócios conosco”, afirmou Tsai.

O lançamento do Apple Intelligence acabou atrasado enquanto a Apple adaptava seus recursos às exigências chinesas. O processo regulatório terminou no mês passado, quando a Administração do Ciberespaço da China registrou o serviço de IA generativa da companhia.

Na versão destinada ao país, o modelo Qwen, da Alibaba, será incorporado ao Apple Intelligence. A tecnologia da Baidu também deve fazer parte do serviço.

Os principais componentes dessa operação são:

  • modelo próprio da Apple voltado à China;
  • suporte da Alibaba durante o treinamento;
  • integração do Qwen ao Apple Intelligence;
  • tecnologia da Baidu prevista para o serviço;
  • aprovação regulatória para a IA generativa da Apple.
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O desafio da Apple na China vai além de criar uma IA: é preciso adaptar o serviço às regras locais e competir com fabricantes avançados – Imagem: Below the Sky/Shutterstock

Apple tenta recuperar espaço na China

A China representa um mercado importante para a Apple, mas a empresa perdeu terreno para fabricantes locais. A falta de recursos de IA nos iPhones vendidos no país foi apontada como um dos fatores que pesaram sobre as vendas, enquanto concorrentes ofereciam aparelhos com assistentes de inteligência artificial integrados.

Leia mais:

A combinação de tecnologia própria com modelos chineses também coloca a Apple em uma posição incomum para uma companhia estrangeira. A fórmula pode ajudá-la a atender às exigências de Pequim e, ao mesmo tempo, manter parte do controle sobre seus recursos de IA.

Ainda falta uma peça importante nessa equação: não está claro qual será o papel do modelo treinado pela Apple ao lado do Qwen, da Baidu e de outras tecnologias de terceiros. Essa definição deverá determinar como o Apple Intelligence funcionará nos dispositivos vendidos na China.

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Apple quer conteúdos jornalísticos na Siri com IA

A Apple está negociando novos acordos com empresas de mídia para utilizar conteúdos jornalísticos na entrega de notícias e informações atualizadas por meio da Siri, sua assistente de voz equipada com inteligência artificial (IA). A iniciativa faz parte dos esforços da companhia para melhorar a ferramenta, que há anos é criticada por oferecer recursos limitados.

Segundo pessoas familiarizadas com as negociações que falaram com o The Wall Street Journal, a fabricante do iPhone procurou publishers nos últimos meses. Os acordos propostos teriam duração de vários anos e dariam à Apple acesso aos conteúdos necessários para alimentar a Siri com IA, cuja nova versão é esperada para chegar ainda neste ano.

A Apple teria proposto um modelo de remuneração variável, no qual publishers parceiros receberiam pagamentos quando seus conteúdos fossem utilizados. Segundo as fontes, a companhia chegou a discutir um orçamento que poderia alcançar nove dígitos em dólares para esses pagamentos.

A Apple não comentou as negociações.

Modelo de pagamento seria diferente do padrão

  • O modelo discutido pela Apple se diferencia das formas mais comuns de licenciamento adotadas atualmente por grandes empresas de IA;
  • Os acordos tradicionais entre companhias de IA e organizações jornalísticas individuais costumam envolver pagamentos garantidos e dar acesso amplo aos conteúdos;
  • No modelo em discussão pela Apple, os pagamentos seriam vinculados ao uso efetivo dos materiais;
  • As conversas com publishers ocorrem enquanto a Apple trabalha para ampliar as capacidades da Siri;
  • A assistente de voz, presente há anos nos dispositivos da companhia, vem sendo criticada justamente pela falta de utilidade em tarefas mais complexas;
  • Recentemente, a Apple anunciou uma grande atualização da Siri que deverá integrar IA de maneira mais profunda à experiência dos usuários da empresa.
Modelo discutido pela Apple se diferencia das formas mais comuns de licenciamento adotadas atualmente por grandes empresas de IA – Imagem: tang90246/iStock

Leia mais:

Apple já pagou por conteúdo para treinar IA

A companhia já possui experiência em acordos envolvendo conteúdo jornalístico. Segundo pessoas familiarizadas com os contratos, a Apple pagou publishers anteriormente pelo acesso a materiais que também incluíam direitos de utilização para treinamento de IA.

A empresa também mantém uma relação de longa data com organizações de mídia por meio do Apple News+, serviço pago de notícias lançado em 2019. Alguns publishers deixaram a plataforma desde então, mas os acordos geraram receitas significativas para um grupo de empresas de notícias e revistas.

Apple já teve problemas com notícias geradas por IA

A preocupação com o uso de IA para produzir e distribuir notícias não é nova para a Apple. No fim de 2024, a companhia iniciou um experimento no qual oferecia aos usuários resumos de notícias gerados por IA. A ferramenta chegou a publicar manchetes incorretas, provocando preocupação entre publishers. Diante dos problemas, a Apple desativou rapidamente o recurso.

Agora, ao negociar novos acordos com empresas de mídia, a companhia busca garantir acesso a conteúdo atual que possa ser utilizado pela futura Siri com IA para fornecer notícias e informações aos usuários.

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O sucesso da Siri pode acabar com a cautela da Apple na corrida da IA

A Apple poderá precisar ampliar seus investimentos em inteligência artificial caso a nova versão da Siri conquiste ampla adesão entre os usuários. A empresa, que evitou construir seus próprios modelos de IA, apostou em acordos com concorrentes do setor para acelerar sua estratégia.

A mudança mais recente colocou o Google Gemini como base tecnológica da assistente digital renovada, após a companhia abandonar a parceria anterior com a OpenAI. A decisão expôs um dilema: reduzir riscos financeiros ou manter controle sobre uma tecnologia considerada estratégica.

A avaliação surge em meio ao avanço da corrida por inteligência artificial no setor de tecnologia, com empresas como Microsoft, Google, Amazon, OpenAI e Anthropic disputando espaço em modelos, infraestrutura e aplicações comerciais.

A nova Siri pode mudar a estratégia de IA da Apple

(Imagem: Apple/YouTube)

Durante anos, a Apple adotou uma postura mais cautelosa em relação ao desenvolvimento de inteligência artificial. Em vez de investir grandes quantias na criação de modelos próprios, a companhia preferiu contratar tecnologia de fornecedores externos, uma escolha que reduziu a necessidade de ampliar rapidamente seus gastos em infraestrutura.

Essa estratégia trouxe vantagens financeiras. Ao transferir parte do esforço de desenvolvimento para parceiros, a empresa evitou assumir sozinha os altos custos envolvidos na criação de sistemas avançados de IA. Em contrapartida, passou a depender das decisões e capacidades tecnológicas de outras companhias.

O movimento ficou evidente quando a Apple substituiu a OpenAI pelo Google Gemini como suporte para uma versão aprimorada da Siri, prevista para chegar ao público no outono. A troca mostrou que a escolha do fornecedor de inteligência artificial pode influenciar diretamente o desempenho da estratégia da companhia.

A dependência externa também contrasta com a tradição da Apple de controlar grande parte da experiência de seus produtos, desde o hardware até o software. A empresa construiu sua reputação com uma integração vertical rigorosa, mas a inteligência artificial trouxe um cenário em que parte essencial da tecnologia está nas mãos de terceiros.

O desafio financeiro deve aumentar caso a Siri com recursos avançados se torne popular. Embora alguns recursos de IA possam funcionar diretamente nos dispositivos da marca, determinadas funções exigem capacidade computacional superior, o que demanda maior estrutura de processamento.

Em conversa com analistas após a divulgação dos resultados financeiros, o presidente-executivo da Apple, Tim Cook, explicou que a empresa combina centros de dados próprios com serviços de computação em nuvem contratados para sustentar sua estratégia de inteligência artificial. “Veremos o que a Siri AI fará” foi a avaliação de Cook sobre o impacto dos custos futuros da tecnologia.

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Siri – Imagem: sdx15 / Shutterstock

O executivo também indicou que parte relevante das despesas relacionadas à IA está sendo absorvida nas operações da empresa, sem necessariamente exigir um grande salto nos investimentos de capital. A companhia considera ainda que assinaturas mais caras do iCloud voltadas a usuários intensivos de inteligência artificial podem ajudar a compensar parte dos gastos.

Mesmo assim, o crescimento acelerado da demanda por serviços baseados em IA pode limitar a capacidade da Apple de manter uma expansão controlada dos custos. A experiência de outras empresas do setor mostra que competir nesse mercado exige recursos elevados.

Enquanto a Apple avalia seu próximo passo, outras empresas de tecnologia disputam posições estratégicas. A OpenAI, que liderou inicialmente a popularização da inteligência artificial generativa, enfrenta pressão crescente da Anthropic, que avançou ao concentrar esforços em ferramentas de programação com IA.

A Anthropic encontrou uma oportunidade em um segmento específico do mercado corporativo e passou a se destacar na área de códigos, enquanto a OpenAI enfrenta aumento de despesas e busca recuperar vantagem em uma disputa que envolve futuras ofertas públicas de ações.

A competição também alcança o mercado de computação em nuvem. A Amazon continua líder nesse setor, mas Microsoft e Google aceleraram seus negócios de infraestrutura digital, impulsionados pela demanda de laboratórios e empresas de inteligência artificial.

A Amazon Web Services registrou crescimento acelerado em sua receita, mas a expansão dos concorrentes chama atenção. A Google Cloud apresentou ritmo superior de crescimento no período mais recente, enquanto a Microsoft ampliou sua participação com contratos ligados a empresas de IA.

O avanço da inteligência artificial também trouxe impactos para outros setores. No mercado editorial, casos envolvendo suspeitas de uso de IA em obras literárias aumentaram o debate sobre autoria e transparência.

Um episódio recente envolveu um contrato de dois livros avaliado em US$ 2 milhões, que acabou interrompido após questionamentos sobre o uso de inteligência artificial no processo de criação. O caso passou a integrar uma série de conflitos que atingiram a indústria editorial.

Além disso, empresas de diferentes áreas continuam ampliando investimentos relacionados à tecnologia. A Visa anunciou a compra de uma companhia especializada em detecção de fraudes com IA, enquanto a Tesla avalia mudanças estratégicas envolvendo sua operação na China e possíveis conexões com negócios ligados à inteligência artificial de Elon Musk.

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Apple e Google são pressionadas a remover apps de IA que geram nudez falsa

Nesta sexta-feira (17), o gabinete do procurador municipal de São Francisco enviou notificações à Apple e ao Google para que removam de suas lojas 13 aplicativos de troca facial associados à criação de imagens de nudez geradas artificialmente sem autorização das pessoas retratadas.

A medida mira ferramentas que permitem alterar fotos de pessoas com inteligência artificial para produzir conteúdos sexualizados. Segundo a prefeitura, as plataformas digitais lucram com esses serviços por meio de pagamentos realizados dentro dos aplicativos.

A iniciativa ocorre após investigações apontarem que aplicativos apresentados como ferramentas de edição de imagem podem ser usados para produzir deepfakes de teor sexual, afetando principalmente mulheres e meninas.

Empresas são cobradas por falhas de controle sobre aplicativos

Play Store é a loja de aplicativos do sistema operacional Android – Imagem: winnond/Shutterstock

As cartas enviadas às duas empresas foram assinadas pelo procurador municipal de São Francisco, David Chiu, que afirmou que a criação de imagens íntimas sem consentimento representa uma prática ilegal e prejudicial. De acordo com ele, Apple e Google precisam impedir que seus ambientes digitais sejam utilizados para facilitar abusos.

O representante da cidade argumentou que as companhias devem interromper relações comerciais com desenvolvedores responsáveis por aplicativos desse tipo. A cobrança também envolve os sistemas de pagamento das lojas virtuais, pelos quais as empresas recebem parte das receitas geradas pelos aplicativos.

Apple e Google afirmaram que possuem regras contra pornografia, assédio e conteúdos abusivos em suas plataformas. A Apple informou que já removeu três dos aplicativos indicados pela prefeitura e iniciou procedimentos para encerrar as contas dos desenvolvedores envolvidos. A empresa acrescentou que outros criadores poderão ser excluídos caso não corrijam violações identificadas.

O Google declarou que retirou centenas de aplicativos com recursos de “nudificação” por descumprirem suas políticas. A companhia informou ainda que suspendeu ferramentas semelhantes e restringiu termos de busca relacionados a esse tipo de serviço dentro da loja de aplicativos.

Pesquisas citadas na investigação municipal apontaram que o problema não está restrito a aplicativos explicitamente divulgados como ferramentas para nudez artificial. Estudos encontraram programas de troca de rostos que, embora apresentados como recursos de edição comuns, permitiam a criação de imagens sexualizadas sem mecanismos eficazes de proteção.

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Imagem: PixieMe/Shutterstock

Um levantamento mencionado no texto identificou centenas de aplicativos de troca facial disponíveis nas lojas da Apple e do Google. Entre os programas analisados, uma parcela significativa permitia a criação de montagens com imagens nuas, mesmo sem serem anunciados oficialmente para essa finalidade.

A expansão dessas ferramentas ocorreu junto ao avanço dos sistemas de inteligência artificial generativa, que reduziram a dificuldade técnica para produzir imagens falsas realistas. De acordo com especialistas citados na reportagem, bastam uma fotografia de referência e poucos comandos para gerar esse tipo de conteúdo.

A prefeitura de São Francisco afirmou que continuará avaliando medidas legais contra empresas que permitirem a circulação dessas ferramentas. O objetivo declarado pelo órgão é pressionar as plataformas a reforçarem seus mecanismos de análise antes da publicação de novos aplicativos.

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Por que a Apple está atrás de empresas de chips de IA?

A Apple está avaliando a compra de empresas de chips para melhorar sua capacidade de processamento em inteligência artificial, segundo informações da Reuters. A iniciativa surge após desafios com os componentes usados atualmente em seus servidores de IA.

A companhia procura alternativas para acompanhar a evolução dos grandes modelos de inteligência artificial.

Servidores de IA da Apple usam chips próprios, mas enfrentam desafios de desempenho. – Imagem: Macro photo / Shutterstock

Apple avalia compra de startups de semicondutores

Segundo a Reuters, a Apple procurou startups de chips e conversou com bancos sobre possíveis aquisições. A empresa ainda não confirmou nenhuma negociação.

Os servidores de IA da companhia usam chips próprios baseados no M2 Ultra, mas enfrentam limitações de desempenho, segundo o The Information. O projeto “Baltra”, criado para uma nova geração de processadores, também teria sido adiado.

Entre os objetivos estão:

  • Comprar empresas especializadas em chips de IA;
  • Aumentar a capacidade de processamento própria;
  • Reduzir dependência de soluções externas;
  • Preparar novos recursos baseados em inteligência artificial.

Teste com Gemini revelou limitações

Durante o desenvolvimento de uma nova Siri, a Apple testou modelos Gemini, do Google, em seus servidores. Porém, os chips baseados em Mac não conseguiram lidar com os modelos maiores, levando parte da operação para chips da Nvidia em uma nuvem do Google.

A situação mostra um dos desafios da empresa na disputa por recursos avançados de IA.

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Acordo com a Broadcom reforça a estratégia da Apple para garantir fornecimento de chips. – Imagem: bluestork/Shutterstock

Apple mantém grandes investimentos em chips

Apesar de evitar grandes compras, a Apple adquiriu em janeiro a Q.ai, empresa israelense de tecnologia de IA para áudio.

Leia mais:

A companhia tinha US$ 45,57 bilhões (cerca de R$ 246 bilhões) em caixa até 28 de março. Também anunciou um acordo superior a US$ 30 bilhões (aproximadamente R$ 162 bilhões) com a Broadcom para fornecimento de chips.

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Apple aumenta preços de Macs e iPads; IA está por trás da alta

A Apple reajustou os preços de iPads, Macs e outros dispositivos nesta semana. A decisão vem depois da forte alta nos custos de chips de memória e armazenamento usados em eletrônicos, puxada pela expansão acelerada da infraestrutura de inteligência artificial.

Segundo a empresa, o cenário da cadeia de suprimentos ficou mais pressionado nos últimos meses, o que acabou forçando ajustes em parte do portfólio, explica a Reuters. O impacto aparece principalmente em notebooks e tablets vendidos nos Estados Unidos e na Europa.

A corrida da inteligência artificial está elevando os custos de componentes em toda a indústria de tecnologia. – Imagem: FOTOGRIN / Shutterstock

Pressão da IA eleva custo de componentes

O aumento está ligado à escalada dos preços da memória DRAM, presente em praticamente todos os dispositivos eletrônicos. Com a expansão dos data centers de IA, fabricantes de chips passaram a priorizar contratos de grande escala com empresas como a Nvidia. Na prática, isso reduz a disponibilidade para o mercado de consumo.

Dados da TrendForce mostram que a DRAM chegou a subir até 98% no primeiro trimestre de 2026. E o movimento não dá sinais de desaceleração. Analistas já tratam o fenômeno como “RAMageddon”, termo que acabou circulando com força no setor.

  • a demanda por infraestrutura de IA cresceu de forma acelerada
  • grandes contratos passaram a dominar a produção de memória
  • o mercado de consumo perdeu prioridade na cadeia de fornecimento
  • os preços da DRAM atingiram níveis históricos em 2026
  • o efeito chegou diretamente a PCs, notebooks e tablets
iPads, AirPods, Apple Watch, Macs e HomePods já são montados no Vietnã
MacBook Air e iPad Air estão entre os produtos que receberam reajustes nesta nova rodada. – Imagem: Farknot Architect / Shutterstock

Reajustes atingem MacBooks, iPads e acessórios

Com os custos pressionando toda a cadeia, a Apple mexeu em várias linhas ao mesmo tempo — e sem muito alarde fora dos números. O MacBook Air com 512 GB passou de US$ 1.099 para US$ 1.299. O MacBook Pro de 1 TB foi de US$ 1.699 para US$ 1.999. Já o iPad Air de 128 GB subiu de US$ 599 para US$ 749.

O Mac de entrada também ficou mais caro, saindo de US$ 599 para US$ 699. Houve ainda ajustes no HomePod e na Apple TV. O iPhone, por enquanto, segue fora dessa rodada de aumentos.

Em comunicado, a Apple afirmou: “Nunca vimos um aumento tão grande e tão rápido no preço de componentes. Protegemos nossos clientes desses aumentos até agora, mas chegamos a um ponto em que precisamos começar a aumentar os preços”.

Tim Cook já havia indicado a tendência em uma conversa com analistas: “Esperamos custos de memória significativamente mais altos”.

Vários iPhones coloridos de costas
Analistas acompanham os próximos passos da Apple e o possível impacto sobre futuros iPhones. – Imagem: Terelyuk/Shutterstock

Mercado sente pressão e próximos passos ficam abertos

O efeito não ficou restrito à Apple. Outras fabricantes também começaram a revisar estratégias de preço, ainda que com margens diferentes de negociação na cadeia de suprimentos.

Leia mais:

A Micron já fechou contratos bilionários para garantir fornecimento, enquanto o setor ajusta projeções de vendas. A IDC estima queda de até 14% no mercado de smartphones e mais de 11% no de PCs.

Nos bastidores, analistas observam que o próximo movimento pode envolver o iPhone, embora não haja confirmação. O mercado já trata essa possibilidade como um cenário em avaliação.

Por enquanto, o ambiente segue pressionado. A combinação entre demanda forte por IA e oferta limitada de memória mantém os preços elevados, e a normalização ainda não aparece no horizonte.

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