apple

Auto Added by WPeMatico

apple siri 1024x576

O sucesso da Siri pode acabar com a cautela da Apple na corrida da IA

A Apple poderá precisar ampliar seus investimentos em inteligência artificial caso a nova versão da Siri conquiste ampla adesão entre os usuários. A empresa, que evitou construir seus próprios modelos de IA, apostou em acordos com concorrentes do setor para acelerar sua estratégia.

A mudança mais recente colocou o Google Gemini como base tecnológica da assistente digital renovada, após a companhia abandonar a parceria anterior com a OpenAI. A decisão expôs um dilema: reduzir riscos financeiros ou manter controle sobre uma tecnologia considerada estratégica.

A avaliação surge em meio ao avanço da corrida por inteligência artificial no setor de tecnologia, com empresas como Microsoft, Google, Amazon, OpenAI e Anthropic disputando espaço em modelos, infraestrutura e aplicações comerciais.

A nova Siri pode mudar a estratégia de IA da Apple

(Imagem: Apple/YouTube)

Durante anos, a Apple adotou uma postura mais cautelosa em relação ao desenvolvimento de inteligência artificial. Em vez de investir grandes quantias na criação de modelos próprios, a companhia preferiu contratar tecnologia de fornecedores externos, uma escolha que reduziu a necessidade de ampliar rapidamente seus gastos em infraestrutura.

Essa estratégia trouxe vantagens financeiras. Ao transferir parte do esforço de desenvolvimento para parceiros, a empresa evitou assumir sozinha os altos custos envolvidos na criação de sistemas avançados de IA. Em contrapartida, passou a depender das decisões e capacidades tecnológicas de outras companhias.

O movimento ficou evidente quando a Apple substituiu a OpenAI pelo Google Gemini como suporte para uma versão aprimorada da Siri, prevista para chegar ao público no outono. A troca mostrou que a escolha do fornecedor de inteligência artificial pode influenciar diretamente o desempenho da estratégia da companhia.

A dependência externa também contrasta com a tradição da Apple de controlar grande parte da experiência de seus produtos, desde o hardware até o software. A empresa construiu sua reputação com uma integração vertical rigorosa, mas a inteligência artificial trouxe um cenário em que parte essencial da tecnologia está nas mãos de terceiros.

O desafio financeiro deve aumentar caso a Siri com recursos avançados se torne popular. Embora alguns recursos de IA possam funcionar diretamente nos dispositivos da marca, determinadas funções exigem capacidade computacional superior, o que demanda maior estrutura de processamento.

Em conversa com analistas após a divulgação dos resultados financeiros, o presidente-executivo da Apple, Tim Cook, explicou que a empresa combina centros de dados próprios com serviços de computação em nuvem contratados para sustentar sua estratégia de inteligência artificial. “Veremos o que a Siri AI fará” foi a avaliação de Cook sobre o impacto dos custos futuros da tecnologia.

mão segura um iphone com o símbolo da siri ao centro
Siri – Imagem: sdx15 / Shutterstock

O executivo também indicou que parte relevante das despesas relacionadas à IA está sendo absorvida nas operações da empresa, sem necessariamente exigir um grande salto nos investimentos de capital. A companhia considera ainda que assinaturas mais caras do iCloud voltadas a usuários intensivos de inteligência artificial podem ajudar a compensar parte dos gastos.

Mesmo assim, o crescimento acelerado da demanda por serviços baseados em IA pode limitar a capacidade da Apple de manter uma expansão controlada dos custos. A experiência de outras empresas do setor mostra que competir nesse mercado exige recursos elevados.

Enquanto a Apple avalia seu próximo passo, outras empresas de tecnologia disputam posições estratégicas. A OpenAI, que liderou inicialmente a popularização da inteligência artificial generativa, enfrenta pressão crescente da Anthropic, que avançou ao concentrar esforços em ferramentas de programação com IA.

A Anthropic encontrou uma oportunidade em um segmento específico do mercado corporativo e passou a se destacar na área de códigos, enquanto a OpenAI enfrenta aumento de despesas e busca recuperar vantagem em uma disputa que envolve futuras ofertas públicas de ações.

A competição também alcança o mercado de computação em nuvem. A Amazon continua líder nesse setor, mas Microsoft e Google aceleraram seus negócios de infraestrutura digital, impulsionados pela demanda de laboratórios e empresas de inteligência artificial.

A Amazon Web Services registrou crescimento acelerado em sua receita, mas a expansão dos concorrentes chama atenção. A Google Cloud apresentou ritmo superior de crescimento no período mais recente, enquanto a Microsoft ampliou sua participação com contratos ligados a empresas de IA.

O avanço da inteligência artificial também trouxe impactos para outros setores. No mercado editorial, casos envolvendo suspeitas de uso de IA em obras literárias aumentaram o debate sobre autoria e transparência.

Um episódio recente envolveu um contrato de dois livros avaliado em US$ 2 milhões, que acabou interrompido após questionamentos sobre o uso de inteligência artificial no processo de criação. O caso passou a integrar uma série de conflitos que atingiram a indústria editorial.

Além disso, empresas de diferentes áreas continuam ampliando investimentos relacionados à tecnologia. A Visa anunciou a compra de uma companhia especializada em detecção de fraudes com IA, enquanto a Tesla avalia mudanças estratégicas envolvendo sua operação na China e possíveis conexões com negócios ligados à inteligência artificial de Elon Musk.

O post O sucesso da Siri pode acabar com a cautela da Apple na corrida da IA apareceu primeiro em Olhar Digital.

O sucesso da Siri pode acabar com a cautela da Apple na corrida da IA Read More »

shutterstock 2559506371 1024x576

Apple e Google são pressionadas a remover apps de IA que geram nudez falsa

Nesta sexta-feira (17), o gabinete do procurador municipal de São Francisco enviou notificações à Apple e ao Google para que removam de suas lojas 13 aplicativos de troca facial associados à criação de imagens de nudez geradas artificialmente sem autorização das pessoas retratadas.

A medida mira ferramentas que permitem alterar fotos de pessoas com inteligência artificial para produzir conteúdos sexualizados. Segundo a prefeitura, as plataformas digitais lucram com esses serviços por meio de pagamentos realizados dentro dos aplicativos.

A iniciativa ocorre após investigações apontarem que aplicativos apresentados como ferramentas de edição de imagem podem ser usados para produzir deepfakes de teor sexual, afetando principalmente mulheres e meninas.

Empresas são cobradas por falhas de controle sobre aplicativos

Play Store é a loja de aplicativos do sistema operacional Android – Imagem: winnond/Shutterstock

As cartas enviadas às duas empresas foram assinadas pelo procurador municipal de São Francisco, David Chiu, que afirmou que a criação de imagens íntimas sem consentimento representa uma prática ilegal e prejudicial. De acordo com ele, Apple e Google precisam impedir que seus ambientes digitais sejam utilizados para facilitar abusos.

O representante da cidade argumentou que as companhias devem interromper relações comerciais com desenvolvedores responsáveis por aplicativos desse tipo. A cobrança também envolve os sistemas de pagamento das lojas virtuais, pelos quais as empresas recebem parte das receitas geradas pelos aplicativos.

Apple e Google afirmaram que possuem regras contra pornografia, assédio e conteúdos abusivos em suas plataformas. A Apple informou que já removeu três dos aplicativos indicados pela prefeitura e iniciou procedimentos para encerrar as contas dos desenvolvedores envolvidos. A empresa acrescentou que outros criadores poderão ser excluídos caso não corrijam violações identificadas.

O Google declarou que retirou centenas de aplicativos com recursos de “nudificação” por descumprirem suas políticas. A companhia informou ainda que suspendeu ferramentas semelhantes e restringiu termos de busca relacionados a esse tipo de serviço dentro da loja de aplicativos.

Pesquisas citadas na investigação municipal apontaram que o problema não está restrito a aplicativos explicitamente divulgados como ferramentas para nudez artificial. Estudos encontraram programas de troca de rostos que, embora apresentados como recursos de edição comuns, permitiam a criação de imagens sexualizadas sem mecanismos eficazes de proteção.

app store
Imagem: PixieMe/Shutterstock

Um levantamento mencionado no texto identificou centenas de aplicativos de troca facial disponíveis nas lojas da Apple e do Google. Entre os programas analisados, uma parcela significativa permitia a criação de montagens com imagens nuas, mesmo sem serem anunciados oficialmente para essa finalidade.

A expansão dessas ferramentas ocorreu junto ao avanço dos sistemas de inteligência artificial generativa, que reduziram a dificuldade técnica para produzir imagens falsas realistas. De acordo com especialistas citados na reportagem, bastam uma fotografia de referência e poucos comandos para gerar esse tipo de conteúdo.

A prefeitura de São Francisco afirmou que continuará avaliando medidas legais contra empresas que permitirem a circulação dessas ferramentas. O objetivo declarado pelo órgão é pressionar as plataformas a reforçarem seus mecanismos de análise antes da publicação de novos aplicativos.

O post Apple e Google são pressionadas a remover apps de IA que geram nudez falsa apareceu primeiro em Olhar Digital.

Apple e Google são pressionadas a remover apps de IA que geram nudez falsa Read More »

semicondutores fabricacao 1024x576

Por que a Apple está atrás de empresas de chips de IA?

A Apple está avaliando a compra de empresas de chips para melhorar sua capacidade de processamento em inteligência artificial, segundo informações da Reuters. A iniciativa surge após desafios com os componentes usados atualmente em seus servidores de IA.

A companhia procura alternativas para acompanhar a evolução dos grandes modelos de inteligência artificial.

Servidores de IA da Apple usam chips próprios, mas enfrentam desafios de desempenho. – Imagem: Macro photo / Shutterstock

Apple avalia compra de startups de semicondutores

Segundo a Reuters, a Apple procurou startups de chips e conversou com bancos sobre possíveis aquisições. A empresa ainda não confirmou nenhuma negociação.

Os servidores de IA da companhia usam chips próprios baseados no M2 Ultra, mas enfrentam limitações de desempenho, segundo o The Information. O projeto “Baltra”, criado para uma nova geração de processadores, também teria sido adiado.

Entre os objetivos estão:

  • Comprar empresas especializadas em chips de IA;
  • Aumentar a capacidade de processamento própria;
  • Reduzir dependência de soluções externas;
  • Preparar novos recursos baseados em inteligência artificial.

Teste com Gemini revelou limitações

Durante o desenvolvimento de uma nova Siri, a Apple testou modelos Gemini, do Google, em seus servidores. Porém, os chips baseados em Mac não conseguiram lidar com os modelos maiores, levando parte da operação para chips da Nvidia em uma nuvem do Google.

A situação mostra um dos desafios da empresa na disputa por recursos avançados de IA.

apple
Acordo com a Broadcom reforça a estratégia da Apple para garantir fornecimento de chips. – Imagem: bluestork/Shutterstock

Apple mantém grandes investimentos em chips

Apesar de evitar grandes compras, a Apple adquiriu em janeiro a Q.ai, empresa israelense de tecnologia de IA para áudio.

Leia mais:

A companhia tinha US$ 45,57 bilhões (cerca de R$ 246 bilhões) em caixa até 28 de março. Também anunciou um acordo superior a US$ 30 bilhões (aproximadamente R$ 162 bilhões) com a Broadcom para fornecimento de chips.

O post Por que a Apple está atrás de empresas de chips de IA? apareceu primeiro em Olhar Digital.

Por que a Apple está atrás de empresas de chips de IA? Read More »

ia semicondutores infraestrutura digital 1024x682

Apple aumenta preços de Macs e iPads; IA está por trás da alta

A Apple reajustou os preços de iPads, Macs e outros dispositivos nesta semana. A decisão vem depois da forte alta nos custos de chips de memória e armazenamento usados em eletrônicos, puxada pela expansão acelerada da infraestrutura de inteligência artificial.

Segundo a empresa, o cenário da cadeia de suprimentos ficou mais pressionado nos últimos meses, o que acabou forçando ajustes em parte do portfólio, explica a Reuters. O impacto aparece principalmente em notebooks e tablets vendidos nos Estados Unidos e na Europa.

A corrida da inteligência artificial está elevando os custos de componentes em toda a indústria de tecnologia. – Imagem: FOTOGRIN / Shutterstock

Pressão da IA eleva custo de componentes

O aumento está ligado à escalada dos preços da memória DRAM, presente em praticamente todos os dispositivos eletrônicos. Com a expansão dos data centers de IA, fabricantes de chips passaram a priorizar contratos de grande escala com empresas como a Nvidia. Na prática, isso reduz a disponibilidade para o mercado de consumo.

Dados da TrendForce mostram que a DRAM chegou a subir até 98% no primeiro trimestre de 2026. E o movimento não dá sinais de desaceleração. Analistas já tratam o fenômeno como “RAMageddon”, termo que acabou circulando com força no setor.

  • a demanda por infraestrutura de IA cresceu de forma acelerada
  • grandes contratos passaram a dominar a produção de memória
  • o mercado de consumo perdeu prioridade na cadeia de fornecimento
  • os preços da DRAM atingiram níveis históricos em 2026
  • o efeito chegou diretamente a PCs, notebooks e tablets
iPads, AirPods, Apple Watch, Macs e HomePods já são montados no Vietnã
MacBook Air e iPad Air estão entre os produtos que receberam reajustes nesta nova rodada. – Imagem: Farknot Architect / Shutterstock

Reajustes atingem MacBooks, iPads e acessórios

Com os custos pressionando toda a cadeia, a Apple mexeu em várias linhas ao mesmo tempo — e sem muito alarde fora dos números. O MacBook Air com 512 GB passou de US$ 1.099 para US$ 1.299. O MacBook Pro de 1 TB foi de US$ 1.699 para US$ 1.999. Já o iPad Air de 128 GB subiu de US$ 599 para US$ 749.

O Mac de entrada também ficou mais caro, saindo de US$ 599 para US$ 699. Houve ainda ajustes no HomePod e na Apple TV. O iPhone, por enquanto, segue fora dessa rodada de aumentos.

Em comunicado, a Apple afirmou: “Nunca vimos um aumento tão grande e tão rápido no preço de componentes. Protegemos nossos clientes desses aumentos até agora, mas chegamos a um ponto em que precisamos começar a aumentar os preços”.

Tim Cook já havia indicado a tendência em uma conversa com analistas: “Esperamos custos de memória significativamente mais altos”.

Vários iPhones coloridos de costas
Analistas acompanham os próximos passos da Apple e o possível impacto sobre futuros iPhones. – Imagem: Terelyuk/Shutterstock

Mercado sente pressão e próximos passos ficam abertos

O efeito não ficou restrito à Apple. Outras fabricantes também começaram a revisar estratégias de preço, ainda que com margens diferentes de negociação na cadeia de suprimentos.

Leia mais:

A Micron já fechou contratos bilionários para garantir fornecimento, enquanto o setor ajusta projeções de vendas. A IDC estima queda de até 14% no mercado de smartphones e mais de 11% no de PCs.

Nos bastidores, analistas observam que o próximo movimento pode envolver o iPhone, embora não haja confirmação. O mercado já trata essa possibilidade como um cenário em avaliação.

Por enquanto, o ambiente segue pressionado. A combinação entre demanda forte por IA e oferta limitada de memória mantém os preços elevados, e a normalização ainda não aparece no horizonte.

O post Apple aumenta preços de Macs e iPads; IA está por trás da alta apareceu primeiro em Olhar Digital.

Apple aumenta preços de Macs e iPads; IA está por trás da alta Read More »

apple 3 e1778067118635 1024x577

Nova Siri exige hardware potente e limita iPhones antigos

A nova Siri com IA apresentada pela Apple pode acabar ficando de fora de muitos iPhones ainda em uso. Segundo análise do Morgan Stanley, limitações de hardware devem restringir os recursos mais avançados da assistente virtual em aparelhos antigos.

O relatório aponta que bilhões de dispositivos não possuem capacidade técnica para rodar todas as ferramentas do Apple Intelligence, principal aposta da Apple para acompanhar rivais como ChatGPT e Gemini, explica a Reuters.

Apple aposta em inteligência artificial no iPhone, mas exigências técnicas limitam compatibilidade. Imagem: bluestork/Shutterstock – Imagem: bluestork/Shutterstock

Siri turbinada não chegará para todos

A reformulação da Siri foi um dos principais anúncios da Conferência Mundial de Desenvolvedores (WWDC) da Apple. A empresa quer transformar sua assistente virtual em uma plataforma mais avançada de IA para acompanhar ferramentas como ChatGPT, Gemini e Claude.

O problema é que boa parte dos aparelhos ainda em uso não tem hardware potente o bastante para executar os novos recursos.

Os dados do Morgan Stanley indicam que mais de 850 milhões de iPhones não conseguem rodar sequer consultas básicas do Apple Intelligence. Quando o assunto são as funções mais avançadas da nova Siri, o número sobe ainda mais: mais de 1,3 bilhão de aparelhos ficariam de fora.

De acordo com a Apple, os recursos da Siri AI estão disponíveis apenas para:

  • iPhone 15 Pro;
  • iPhone 15 Pro Max;
  • linha iPhone 16 e modelos posteriores.

Isso significa que muitos usuários podem acabar sem acesso às principais novidades anunciadas pela empresa.

Pessoa segurando iPhone com logomarca da Apple Intelligence na tela
Apple Intelligence aposta no processamento direto no aparelho para executar tarefas de IA. Imagem: gguy/Shutterstock

O problema está no chip e na memória

A análise aponta que o principal gargalo está na arquitetura dos chips e na quantidade de memória disponível nos aparelhos.

Segundo a corretora, os recursos mais pesados da Siri exigem 12 GB de memória unificada por causa do grande volume de processamento feito diretamente no dispositivo.

O Apple Intelligence aposta justamente nesse processamento realizado no próprio aparelho, sem depender totalmente da nuvem.

E isso aumenta bastante a exigência sobre o hardware dos dispositivos.

Na avaliação do Morgan Stanley, vender novos aparelhos apenas com base em software pode ser um desafio, mesmo em um momento em que recursos de IA se tornaram um dos principais motivos para consumidores trocarem de smartphone.

Ícone do ChatGPT em um smartphone
Apple quer aproximar a Siri de rivais como ChatGPT, Gemini e Claude com nova plataforma de IA. Imagem: Ascannio/Shutterstock – Imagem: Ascannio/Shutterstock

Apple tenta acompanhar rivais da IA

A reformulação da Siri mostra a tentativa da Apple de avançar no mercado de inteligência artificial, hoje dominado por plataformas já bastante populares.

Leia mais:

“A tão aguardada reformulação da Siri foi o destaque da Conferência Mundial de Desenvolvedores da Apple”, destacou o Morgan Stanley na análise.

O relatório também cita a concorrência de plataformas como ChatGPT, da OpenAI, Gemini, do Google, e Claude, da Anthropic.

Ainda assim, a Apple segue apostando na integração da IA aos seus dispositivos como uma das principais novidades da nova geração do iPhone.

O post Nova Siri exige hardware potente e limita iPhones antigos apareceu primeiro em Olhar Digital.

Nova Siri exige hardware potente e limita iPhones antigos Read More »

descrever extensao apple ia 1024x576

Apple anuncia próxima geração de IA e integração com o Gemini do Google

Nesta segunda-feira (08), a Apple apresentou em seu evento anual para desenvolvedores uma nova etapa de sua estratégia de inteligência artificial, marcada por uma reformulação profunda de sua arquitetura de modelos e pela incorporação de tecnologia do Google. A empresa afirmou ter redesenhado sua base de IA para atuar de forma mais integrada aos seus sistemas operacionais, combinando processamento local e infraestrutura em nuvem privada.

O anúncio foi feito em Cupertino durante a WWDC 2026 (Worldwide Developers Conference), quando a companhia detalhou a evolução do Apple Intelligence. Segundo a empresa, a nova abordagem busca tornar os recursos mais contextuais e personalizados, ao mesmo tempo em que amplia a capacidade de processamento ao adotar modelos desenvolvidos em parceria com o Google.

A iniciativa também reforça a estratégia de posicionar a IA como parte estrutural do ecossistema da Apple, com foco em utilidade prática, privacidade e integração entre dispositivos.

Para quem tem pressa:

  • A Apple apresentou uma nova fase do Apple Intelligence, com arquitetura redesenhada e foco em integração profunda entre dispositivos e serviços;
  • A empresa confirmou uso de tecnologia do Google, com modelos do Gemini apoiando parte das funções mais avançadas de IA;
  • A estratégia combina processamento local e nuvem privada para ampliar capacidades sem abrir mão da proteção de dados.

Nova arquitetura de IA e parceria com o Google marcam mudança estrutural

Com o recurso Notify Me, os usuários podem solicitar que o Safari monitore automaticamente uma página da web. Quando uma alteração for detectada, o Safari enviará uma notificação para que eles possam tomar as medidas necessárias – (Divulgação: Apple)

A principal mudança apresentada pela Apple no WWDC 2026 está na nova geração do Apple Intelligence, construída sobre uma arquitetura redesenhada que combina modelos próprios com tecnologias desenvolvidas em colaboração com o Google. Conforme descrito no material oficial, a empresa afirmou que os sistemas passam a utilizar modelos do Gemini como base para parte das funções mais avançadas.

De acordo com a companhia, essa integração permite que os recursos de IA operem tanto diretamente nos dispositivos quanto em servidores protegidos por uma estrutura chamada Private Cloud Compute. O objetivo, segundo o anúncio, é manter desempenho elevado sem abrir mão da proteção dos dados dos usuários.

A Apple destacou ainda que essa nova geração de modelos foi desenvolvida para atuar de forma mais profunda nos sistemas operacionais, permitindo que aplicativos passem a executar tarefas mais complexas de maneira automatizada e contextual.

Leia mais:

Colaboração com o Google amplia capacidade dos modelos

Pessoa segura smartphone com o aplicativo Gemini aberto, com logotipo do Google ao fundo
Gemini do Google – Imagem: Poetra.RH / Shutterstock

A parceria com o Google representa um dos pontos centrais da nova estratégia. Segundo os documentos apresentados, a Apple passou a utilizar modelos do Gemini como base tecnológica para sustentar parte da evolução do Apple Intelligence.

Conforme descrito pela empresa, essa cooperação busca ampliar a escala e a capacidade de processamento dos sistemas de IA, permitindo respostas mais complexas e maior eficiência em tarefas integradas ao ecossistema Apple.

A decisão marca uma mudança relevante na abordagem da companhia, que passa a combinar sua infraestrutura própria com modelos externos para acelerar o desenvolvimento de funcionalidades avançadas.

IA mais integrada ao sistema e voltada ao contexto do usuário

O recurso Descrever uma Extensão permite que os usuários criem uma extensão personalizada para o Safari simplesmente descrevendo o que desejam que ela faça
O recurso Descrever uma Extensão permite que os usuários criem uma extensão personalizada para o Safari simplesmente descrevendo o que desejam que ela faça – (Divulgação: Apple)

A Apple afirmou que a nova geração de sua inteligência artificial foi projetada para compreender melhor o contexto pessoal dos usuários, operando de forma mais profunda dentro dos aplicativos e serviços do sistema.

De acordo com o material divulgado, o Apple Intelligence passa a atuar em tarefas como organização de informações, edição de conteúdos e automação de ações em diferentes aplicativos, sempre com base em dados locais e permissões do usuário.

A empresa reforça que a prioridade da arquitetura é manter a privacidade, utilizando processamento local sempre que possível e recorrendo à nuvem privada apenas quando necessário.

O post Apple anuncia próxima geração de IA e integração com o Gemini do Google apareceu primeiro em Olhar Digital.

Apple anuncia próxima geração de IA e integração com o Gemini do Google Read More »

conversa com a siri ai 1024x576

Siri AI: assistente da Apple ‘turbinada’ com IA ganha app e fica mais inteligente; veja o que muda

A Apple confirmou, nesta segunda-feira (08), aquilo que vínhamos falando aqui no Olhar Digital: a Siri ficará mais inteligente. A empresa mostrou recursos da assistente repaginada na WWDC 2026, conferência da marca voltada para desenvolvedores.

Segundo a Apple, a assistente repaginada se chama Siri AI (combinação de Siri com Apple Intelligence). Mais uma vez, a marca promete que a Siri vai entender melhor o seu contexto – seja no iPhone, no iPad, no Mac.

Pela demonstração da empresa, vai dar para conversar com a Siri AI de forma parecida com a que você fala com outros chatbots de inteligência artificial (IA), como ChatGPT (OpenAI) e Gemini (Google). Só que em janelinhas nos sistemas operacionais dos aparelhos.

Como costuma acontecer em grandes atualizações com IA e big techs envolvidas, a nova Siri chega primeiro em inglês. Mas “vai expandir rápido para outros idiomas”, disse o vice-presidente sênior de engenharia de software da Apple, Craig Federighi, durante o evento.

Vai dar para conversar com a nova Siri em janelinhas e acessar histórico em aplicativo

Na demonstração da Apple na WWDC 2026, a Siri vai respondendo diversas perguntas follow-up em áudio sobre um mesmo assunto. “Fazendo o que você espera que a Siri faça”, frisou a empresa.

Exemplo de conversa em áudio com a Siri AI – Imagem: Reprodução/Apple

A nova dinâmica com a Siri AI envolve novas formas de acionamento e a centralização das interações. No iPhone, além do comando de voz e do botão lateral, o usuário pode deslizar o dedo para baixo a partir da Dynamic Island para iniciar uma conversa. No iPad e no Mac, a assistente foi integrada à busca do Spotlight e aos menus de contexto por meio do comando “control-clique”, permitindo questionar sobre arquivos e textos na tela.

A inteligência do sistema permite que a assistente compreenda o contexto pessoal e o que está exibido na tela do aparelho, segundo a Apple. A Siri AI consegue cruzar dados de mensagens, e-mails e fotos para localizar informações específicas. Com a percepção do conteúdo da tela, ela pode, por exemplo, ler um texto sobre um jantar entre amigos, sugerir ideias de pratos e salvar a receita diretamente no aplicativo Notas, disse a empresa. As ações entre aplicativos também foram expandidas para permitir tarefas como edição e compartilhamento de fotos ou a criação de e-mails do zero.

Outra mudança significativa é a chegada da Inteligência Visual integrada de forma multimodal. No iPhone, um novo “modo Siri” dentro do aplicativo Câmera permite capturar o que está à frente do usuário para obter respostas rápidas. Esse recurso visual estreia também no iPad (acoplado à experiência de captura de tela), no Mac (por meio de um atalho de teclado para selecionar elementos do display0 e no Apple Vision Pro, onde basta olhar para um objeto físico ou janela virtual para interagir com a IA.

Por fim, a Siri AI traz ferramentas de escrita integradas ao sistema que auxiliam na redação, revisão e alteração de textos em praticamente qualquer campo de digitação. Ao redigir e-mails ou mensagens, o recurso pode se adaptar ao tom e à pontuação que o usuário costuma adotar com cada contato específico. 

Essa operação é sustentada por uma nova arquitetura que roda modelos de fundação localmente nos aparelhos e, quando necessário, em servidores via Private Cloud Compute, sem armazenar os dados. Para os dispositivos compatíveis com os modelos locais mais avançados, o sistema garante maior precisão em ditados com pontuação automática e vozes mais expressivas.

Novo aplicativo da Siri

Além de estar mais conversacional e, digamos, esperta, a Siri vai ter um aplicativo dedicado, revelou a Apple nesta segunda. Isso significa que vai aparecer o ícone de um “Siri App” no seu aparelho da Apple – de novo: seja iPhone, iPad, Mac.

Pelo que a Apple mostrou no evento, o fluxo vai ser assim:

Você vai poder começar uma conversa com a Siri IA em janelinhas, onde também vai dar para continuar o papo. Veja abaixo:

Montagem com imagens da Siri IA no iPhone e no iPad
Vai dar para conversar com a nova Siri em janelinhas no iPhone e no iPad – Imagem: Reprodução/Apple

Depois que você fechar essas janelinhas, as conversas vão para o aplicativo da Siri. Nele, vai dar para você acessar seu histórico de conversas com a Siri. E continuar os papos, se você quiser. Como o aplicativo vai funcionar sincronizado ao iCloud, vai dar para continuar conversas com a Siri em aparelhos da Apple. Confira abaixo:

Montagem com aplicativo da Siri aberto em Mac, iPad e iPhone
Aplicativo da Siri em Mac, iPad e iPhone – Imagem: Reprodução/Apple

Contexto da nova Siri

A big tech mostrou seu novo conjunto de recursos de IA e a sua Siri mais inteligente e personalizada dois anos após revelar seus planos para a Apple Intelligence que, até o momento, não se concretizaram totalmente.

A Apple teve dificuldades para implementar o ambicioso conjunto de recursos de IA anunciado na WWDC 2024. Recentemente, a empresa concordou em pagar US$ 250 milhões (aproximadamente R$ 1,3 bilhão) para encerrar uma ação coletiva que acusava a companhia de “enganar os consumidores” sobre a disponibilidade e o desempenho da Apple Intelligence.

Não ficar na lanterna da corrida da IA tem sido visto como uma prioridade para a Apple e seu futuro CEO, John Ternus, apontou o The Verge. No começo de 2026, a empresa fechou um acordo com o Google para que o Gemini alimentasse os novos recursos da Apple Intelligence e da Siri. Assim, a Apple se concentrou em seus produtos e recursos de IA. E não nos modelos que os sustentam.

Matéria em atualização.

O post Siri AI: assistente da Apple ‘turbinada’ com IA ganha app e fica mais inteligente; veja o que muda apareceu primeiro em Olhar Digital.

Siri AI: assistente da Apple ‘turbinada’ com IA ganha app e fica mais inteligente; veja o que muda Read More »

Apple anuncia próxima geração de IA e cutuca rivais

Nesta segunda-feira (08), a Apple confirmou que turbinou a inteligência artificial da empresa com a tecnologia Gemini, do Google. A novidade foi anunciada durante o WWDC 2026 (Worldwide Developers Conference), conferência da marca para desenvolvedores que ocorre na Califórnia (EUA) a partir de hoje até sexta-feira (12).

O chefe da divisão de software da Apple, Craig Federighi, cutucou outras empresas que parecem estar “fazendo IA pela IA em si”.

Ele argumentou que o Apple Intelligence, o software da empresa, é mais eficiente que o das concorrentes porque utiliza informações e dados pessoais.

Alguns parecem estar avançando a passos largos, aparentemente buscando a IA pela IA em si, sem levar em consideração as pessoas, todos nós, que ela deveria servir em última instância”.

Reportagem em atualização.

Leia mais:

O post Apple anuncia próxima geração de IA e cutuca rivais apareceu primeiro em Olhar Digital.

Apple anuncia próxima geração de IA e cutuca rivais Read More »

Apple confirma Siri ‘turbinada’ com IA; veja como a assistente fica mais inteligente

A Apple confirmou, nesta segunda-feira (08), aquilo que vínhamos falando aqui no Olhar Digital: a Siri ficará mais inteligente. A empresa mostrou recursos da assistente repaginada na WWDC 2026, conferência da marca voltada para desenvolvedores.

Segundo a Apple, a Siri agora entende melhor o seu contexto – seja no iPhone, no iPad, no Mac. E vai dar para conversar com ela de forma parecida com a que você com outros chatbots de inteligência artificial (IA), como ChatGPT (OpenAI) e Gemini (Google), em janelinhas nos sistemas operacionais dos aparelhos.

Matéria em atualização.

O post Apple confirma Siri ‘turbinada’ com IA; veja como a assistente fica mais inteligente apareceu primeiro em Olhar Digital.

Apple confirma Siri ‘turbinada’ com IA; veja como a assistente fica mais inteligente Read More »

apple siri 1024x683

WWDC 2026: Apple tenta recuperar terreno em IA com nova Siri

A Apple deve usar a WWDC 2026, que acontece nesta segunda-feira (8), para apresentar novamente a sua visão para a Siri com inteligência artificial (IA). A expectativa é que a empresa retome um projeto anunciado originalmente em 2024, quando lançou o Apple Intelligence e prometeu uma versão mais avançada da assistente virtual, algo que ainda não chegou aos usuários conforme havia sido divulgado.

O retorno da Siri ocorre em um momento delicado para a Apple no segmento de IA. Enquanto concorrentes como o Gemini, do Google, já oferecem recursos mais sofisticados de automação e assistência, a fabricante do iPhone tenta recuperar terreno após atrasos no desenvolvimento de funcionalidades prometidas anteriormente.

Siri tenta ganhar nova chance após atrasos

A reformulação da Siri foi apresentada pela primeira vez durante a WWDC 2024. Na ocasião, a Apple mostrou uma assistente com novo visual, opções adicionais de voz e integração com o ChatGPT.

O principal diferencial, porém, seria a incorporação de recursos avançados de inteligência artificial. Essas funções foram anunciadas como futuras atualizações, mas não chegaram ao mercado conforme o esperado.

Apple divulgou recursos do Apple Intelligence que ainda não chegaram ao consumidor – Imagem: Kaspars Grinvalds/Shutterstock

A situação gerou repercussões negativas para a Apple. A empresa chegou a um acordo para encerrar uma ação coletiva relacionada à divulgação de recursos do Apple Intelligence que acabaram não sendo disponibilizados aos consumidores.

Gemini aparece como base para a nova estratégia

A próxima geração da Siri deverá utilizar o Gemini, sistema de IA do Google, de alguma forma. A parceria colocaria a Apple em uma posição diferente da de outras empresas que investem diretamente na construção de grandes infraestruturas para inteligência artificial.

Essa estratégia pode trazer algumas vantagens de imagem para a companhia. Enquanto empresas de tecnologia enfrentam críticas relacionadas à expansão de grandes centros de dados, a Apple permaneceria mais distante dessas discussões públicas, mesmo que mantenha acordos comerciais com o Google.

Celular com
Siri deve utilizar o Gemini após parceria com o Google – Imagem: Samuel Boivin/Shutterstock

Privacidade deve ser destaque da Apple

Outro tema que deve receber atenção durante a WWDC é a privacidade dos usuários. A expectativa é que a Apple volte a destacar o Private Cloud Compute, tecnologia apresentada como uma forma de processar informações mantendo um nível de segurança semelhante ao dos dados armazenados diretamente no dispositivo.

Também existe a possibilidade de a Siri ganhar opções para apagar automaticamente conversas após determinado período, em vez de manter essas informações armazenadas por padrão.

Siri pode aparecer em mais partes do sistema

Segundo informações da Bloomberg, a nova Siri deverá estar presente em mais áreas do ecossistema da Apple. Entre os possíveis locais citados estão a Dynamic Island, o aplicativo Fotos e até mesmo um aplicativo dedicado para a assistente.

Caso isso se confirme, a Siri deixaria de atuar principalmente como uma ferramenta voltada para tarefas simples, como configurar alarmes e temporizadores, passando a ocupar uma posição mais central na experiência dos usuários.

Para a Apple, a nova apresentação da Siri representa uma oportunidade de reposicionar sua estratégia de inteligência artificial. Após os atrasos e as promessas não cumpridas dos últimos anos, a expectativa é que a empresa consiga finalmente entregar os recursos que anunciou anteriormente.

O post WWDC 2026: Apple tenta recuperar terreno em IA com nova Siri apareceu primeiro em Olhar Digital.

WWDC 2026: Apple tenta recuperar terreno em IA com nova Siri Read More »