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Nova Siri exige hardware potente e limita iPhones antigos

A nova Siri com IA apresentada pela Apple pode acabar ficando de fora de muitos iPhones ainda em uso. Segundo análise do Morgan Stanley, limitações de hardware devem restringir os recursos mais avançados da assistente virtual em aparelhos antigos.

O relatório aponta que bilhões de dispositivos não possuem capacidade técnica para rodar todas as ferramentas do Apple Intelligence, principal aposta da Apple para acompanhar rivais como ChatGPT e Gemini, explica a Reuters.

Apple aposta em inteligência artificial no iPhone, mas exigências técnicas limitam compatibilidade. Imagem: bluestork/Shutterstock – Imagem: bluestork/Shutterstock

Siri turbinada não chegará para todos

A reformulação da Siri foi um dos principais anúncios da Conferência Mundial de Desenvolvedores (WWDC) da Apple. A empresa quer transformar sua assistente virtual em uma plataforma mais avançada de IA para acompanhar ferramentas como ChatGPT, Gemini e Claude.

O problema é que boa parte dos aparelhos ainda em uso não tem hardware potente o bastante para executar os novos recursos.

Os dados do Morgan Stanley indicam que mais de 850 milhões de iPhones não conseguem rodar sequer consultas básicas do Apple Intelligence. Quando o assunto são as funções mais avançadas da nova Siri, o número sobe ainda mais: mais de 1,3 bilhão de aparelhos ficariam de fora.

De acordo com a Apple, os recursos da Siri AI estão disponíveis apenas para:

  • iPhone 15 Pro;
  • iPhone 15 Pro Max;
  • linha iPhone 16 e modelos posteriores.

Isso significa que muitos usuários podem acabar sem acesso às principais novidades anunciadas pela empresa.

Pessoa segurando iPhone com logomarca da Apple Intelligence na tela
Apple Intelligence aposta no processamento direto no aparelho para executar tarefas de IA. Imagem: gguy/Shutterstock

O problema está no chip e na memória

A análise aponta que o principal gargalo está na arquitetura dos chips e na quantidade de memória disponível nos aparelhos.

Segundo a corretora, os recursos mais pesados da Siri exigem 12 GB de memória unificada por causa do grande volume de processamento feito diretamente no dispositivo.

O Apple Intelligence aposta justamente nesse processamento realizado no próprio aparelho, sem depender totalmente da nuvem.

E isso aumenta bastante a exigência sobre o hardware dos dispositivos.

Na avaliação do Morgan Stanley, vender novos aparelhos apenas com base em software pode ser um desafio, mesmo em um momento em que recursos de IA se tornaram um dos principais motivos para consumidores trocarem de smartphone.

Ícone do ChatGPT em um smartphone
Apple quer aproximar a Siri de rivais como ChatGPT, Gemini e Claude com nova plataforma de IA. Imagem: Ascannio/Shutterstock – Imagem: Ascannio/Shutterstock

Apple tenta acompanhar rivais da IA

A reformulação da Siri mostra a tentativa da Apple de avançar no mercado de inteligência artificial, hoje dominado por plataformas já bastante populares.

Leia mais:

“A tão aguardada reformulação da Siri foi o destaque da Conferência Mundial de Desenvolvedores da Apple”, destacou o Morgan Stanley na análise.

O relatório também cita a concorrência de plataformas como ChatGPT, da OpenAI, Gemini, do Google, e Claude, da Anthropic.

Ainda assim, a Apple segue apostando na integração da IA aos seus dispositivos como uma das principais novidades da nova geração do iPhone.

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Apple anuncia próxima geração de IA e integração com o Gemini do Google

Nesta segunda-feira (08), a Apple apresentou em seu evento anual para desenvolvedores uma nova etapa de sua estratégia de inteligência artificial, marcada por uma reformulação profunda de sua arquitetura de modelos e pela incorporação de tecnologia do Google. A empresa afirmou ter redesenhado sua base de IA para atuar de forma mais integrada aos seus sistemas operacionais, combinando processamento local e infraestrutura em nuvem privada.

O anúncio foi feito em Cupertino durante a WWDC 2026 (Worldwide Developers Conference), quando a companhia detalhou a evolução do Apple Intelligence. Segundo a empresa, a nova abordagem busca tornar os recursos mais contextuais e personalizados, ao mesmo tempo em que amplia a capacidade de processamento ao adotar modelos desenvolvidos em parceria com o Google.

A iniciativa também reforça a estratégia de posicionar a IA como parte estrutural do ecossistema da Apple, com foco em utilidade prática, privacidade e integração entre dispositivos.

Para quem tem pressa:

  • A Apple apresentou uma nova fase do Apple Intelligence, com arquitetura redesenhada e foco em integração profunda entre dispositivos e serviços;
  • A empresa confirmou uso de tecnologia do Google, com modelos do Gemini apoiando parte das funções mais avançadas de IA;
  • A estratégia combina processamento local e nuvem privada para ampliar capacidades sem abrir mão da proteção de dados.

Nova arquitetura de IA e parceria com o Google marcam mudança estrutural

Com o recurso Notify Me, os usuários podem solicitar que o Safari monitore automaticamente uma página da web. Quando uma alteração for detectada, o Safari enviará uma notificação para que eles possam tomar as medidas necessárias – (Divulgação: Apple)

A principal mudança apresentada pela Apple no WWDC 2026 está na nova geração do Apple Intelligence, construída sobre uma arquitetura redesenhada que combina modelos próprios com tecnologias desenvolvidas em colaboração com o Google. Conforme descrito no material oficial, a empresa afirmou que os sistemas passam a utilizar modelos do Gemini como base para parte das funções mais avançadas.

De acordo com a companhia, essa integração permite que os recursos de IA operem tanto diretamente nos dispositivos quanto em servidores protegidos por uma estrutura chamada Private Cloud Compute. O objetivo, segundo o anúncio, é manter desempenho elevado sem abrir mão da proteção dos dados dos usuários.

A Apple destacou ainda que essa nova geração de modelos foi desenvolvida para atuar de forma mais profunda nos sistemas operacionais, permitindo que aplicativos passem a executar tarefas mais complexas de maneira automatizada e contextual.

Leia mais:

Colaboração com o Google amplia capacidade dos modelos

Pessoa segura smartphone com o aplicativo Gemini aberto, com logotipo do Google ao fundo
Gemini do Google – Imagem: Poetra.RH / Shutterstock

A parceria com o Google representa um dos pontos centrais da nova estratégia. Segundo os documentos apresentados, a Apple passou a utilizar modelos do Gemini como base tecnológica para sustentar parte da evolução do Apple Intelligence.

Conforme descrito pela empresa, essa cooperação busca ampliar a escala e a capacidade de processamento dos sistemas de IA, permitindo respostas mais complexas e maior eficiência em tarefas integradas ao ecossistema Apple.

A decisão marca uma mudança relevante na abordagem da companhia, que passa a combinar sua infraestrutura própria com modelos externos para acelerar o desenvolvimento de funcionalidades avançadas.

IA mais integrada ao sistema e voltada ao contexto do usuário

O recurso Descrever uma Extensão permite que os usuários criem uma extensão personalizada para o Safari simplesmente descrevendo o que desejam que ela faça
O recurso Descrever uma Extensão permite que os usuários criem uma extensão personalizada para o Safari simplesmente descrevendo o que desejam que ela faça – (Divulgação: Apple)

A Apple afirmou que a nova geração de sua inteligência artificial foi projetada para compreender melhor o contexto pessoal dos usuários, operando de forma mais profunda dentro dos aplicativos e serviços do sistema.

De acordo com o material divulgado, o Apple Intelligence passa a atuar em tarefas como organização de informações, edição de conteúdos e automação de ações em diferentes aplicativos, sempre com base em dados locais e permissões do usuário.

A empresa reforça que a prioridade da arquitetura é manter a privacidade, utilizando processamento local sempre que possível e recorrendo à nuvem privada apenas quando necessário.

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Siri AI: assistente da Apple ‘turbinada’ com IA ganha app e fica mais inteligente; veja o que muda

A Apple confirmou, nesta segunda-feira (08), aquilo que vínhamos falando aqui no Olhar Digital: a Siri ficará mais inteligente. A empresa mostrou recursos da assistente repaginada na WWDC 2026, conferência da marca voltada para desenvolvedores.

Segundo a Apple, a assistente repaginada se chama Siri AI (combinação de Siri com Apple Intelligence). Mais uma vez, a marca promete que a Siri vai entender melhor o seu contexto – seja no iPhone, no iPad, no Mac.

Pela demonstração da empresa, vai dar para conversar com a Siri AI de forma parecida com a que você fala com outros chatbots de inteligência artificial (IA), como ChatGPT (OpenAI) e Gemini (Google). Só que em janelinhas nos sistemas operacionais dos aparelhos.

Como costuma acontecer em grandes atualizações com IA e big techs envolvidas, a nova Siri chega primeiro em inglês. Mas “vai expandir rápido para outros idiomas”, disse o vice-presidente sênior de engenharia de software da Apple, Craig Federighi, durante o evento.

Vai dar para conversar com a nova Siri em janelinhas e acessar histórico em aplicativo

Na demonstração da Apple na WWDC 2026, a Siri vai respondendo diversas perguntas follow-up em áudio sobre um mesmo assunto. “Fazendo o que você espera que a Siri faça”, frisou a empresa.

Exemplo de conversa em áudio com a Siri AI – Imagem: Reprodução/Apple

A nova dinâmica com a Siri AI envolve novas formas de acionamento e a centralização das interações. No iPhone, além do comando de voz e do botão lateral, o usuário pode deslizar o dedo para baixo a partir da Dynamic Island para iniciar uma conversa. No iPad e no Mac, a assistente foi integrada à busca do Spotlight e aos menus de contexto por meio do comando “control-clique”, permitindo questionar sobre arquivos e textos na tela.

A inteligência do sistema permite que a assistente compreenda o contexto pessoal e o que está exibido na tela do aparelho, segundo a Apple. A Siri AI consegue cruzar dados de mensagens, e-mails e fotos para localizar informações específicas. Com a percepção do conteúdo da tela, ela pode, por exemplo, ler um texto sobre um jantar entre amigos, sugerir ideias de pratos e salvar a receita diretamente no aplicativo Notas, disse a empresa. As ações entre aplicativos também foram expandidas para permitir tarefas como edição e compartilhamento de fotos ou a criação de e-mails do zero.

Outra mudança significativa é a chegada da Inteligência Visual integrada de forma multimodal. No iPhone, um novo “modo Siri” dentro do aplicativo Câmera permite capturar o que está à frente do usuário para obter respostas rápidas. Esse recurso visual estreia também no iPad (acoplado à experiência de captura de tela), no Mac (por meio de um atalho de teclado para selecionar elementos do display0 e no Apple Vision Pro, onde basta olhar para um objeto físico ou janela virtual para interagir com a IA.

Por fim, a Siri AI traz ferramentas de escrita integradas ao sistema que auxiliam na redação, revisão e alteração de textos em praticamente qualquer campo de digitação. Ao redigir e-mails ou mensagens, o recurso pode se adaptar ao tom e à pontuação que o usuário costuma adotar com cada contato específico. 

Essa operação é sustentada por uma nova arquitetura que roda modelos de fundação localmente nos aparelhos e, quando necessário, em servidores via Private Cloud Compute, sem armazenar os dados. Para os dispositivos compatíveis com os modelos locais mais avançados, o sistema garante maior precisão em ditados com pontuação automática e vozes mais expressivas.

Novo aplicativo da Siri

Além de estar mais conversacional e, digamos, esperta, a Siri vai ter um aplicativo dedicado, revelou a Apple nesta segunda. Isso significa que vai aparecer o ícone de um “Siri App” no seu aparelho da Apple – de novo: seja iPhone, iPad, Mac.

Pelo que a Apple mostrou no evento, o fluxo vai ser assim:

Você vai poder começar uma conversa com a Siri IA em janelinhas, onde também vai dar para continuar o papo. Veja abaixo:

Montagem com imagens da Siri IA no iPhone e no iPad
Vai dar para conversar com a nova Siri em janelinhas no iPhone e no iPad – Imagem: Reprodução/Apple

Depois que você fechar essas janelinhas, as conversas vão para o aplicativo da Siri. Nele, vai dar para você acessar seu histórico de conversas com a Siri. E continuar os papos, se você quiser. Como o aplicativo vai funcionar sincronizado ao iCloud, vai dar para continuar conversas com a Siri em aparelhos da Apple. Confira abaixo:

Montagem com aplicativo da Siri aberto em Mac, iPad e iPhone
Aplicativo da Siri em Mac, iPad e iPhone – Imagem: Reprodução/Apple

Contexto da nova Siri

A big tech mostrou seu novo conjunto de recursos de IA e a sua Siri mais inteligente e personalizada dois anos após revelar seus planos para a Apple Intelligence que, até o momento, não se concretizaram totalmente.

A Apple teve dificuldades para implementar o ambicioso conjunto de recursos de IA anunciado na WWDC 2024. Recentemente, a empresa concordou em pagar US$ 250 milhões (aproximadamente R$ 1,3 bilhão) para encerrar uma ação coletiva que acusava a companhia de “enganar os consumidores” sobre a disponibilidade e o desempenho da Apple Intelligence.

Não ficar na lanterna da corrida da IA tem sido visto como uma prioridade para a Apple e seu futuro CEO, John Ternus, apontou o The Verge. No começo de 2026, a empresa fechou um acordo com o Google para que o Gemini alimentasse os novos recursos da Apple Intelligence e da Siri. Assim, a Apple se concentrou em seus produtos e recursos de IA. E não nos modelos que os sustentam.

Matéria em atualização.

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Apple anuncia próxima geração de IA e cutuca rivais

Nesta segunda-feira (08), a Apple confirmou que turbinou a inteligência artificial da empresa com a tecnologia Gemini, do Google. A novidade foi anunciada durante o WWDC 2026 (Worldwide Developers Conference), conferência da marca para desenvolvedores que ocorre na Califórnia (EUA) a partir de hoje até sexta-feira (12).

O chefe da divisão de software da Apple, Craig Federighi, cutucou outras empresas que parecem estar “fazendo IA pela IA em si”.

Ele argumentou que o Apple Intelligence, o software da empresa, é mais eficiente que o das concorrentes porque utiliza informações e dados pessoais.

Alguns parecem estar avançando a passos largos, aparentemente buscando a IA pela IA em si, sem levar em consideração as pessoas, todos nós, que ela deveria servir em última instância”.

Reportagem em atualização.

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Apple confirma Siri ‘turbinada’ com IA; veja como a assistente fica mais inteligente

A Apple confirmou, nesta segunda-feira (08), aquilo que vínhamos falando aqui no Olhar Digital: a Siri ficará mais inteligente. A empresa mostrou recursos da assistente repaginada na WWDC 2026, conferência da marca voltada para desenvolvedores.

Segundo a Apple, a Siri agora entende melhor o seu contexto – seja no iPhone, no iPad, no Mac. E vai dar para conversar com ela de forma parecida com a que você com outros chatbots de inteligência artificial (IA), como ChatGPT (OpenAI) e Gemini (Google), em janelinhas nos sistemas operacionais dos aparelhos.

Matéria em atualização.

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WWDC 2026: Apple tenta recuperar terreno em IA com nova Siri

A Apple deve usar a WWDC 2026, que acontece nesta segunda-feira (8), para apresentar novamente a sua visão para a Siri com inteligência artificial (IA). A expectativa é que a empresa retome um projeto anunciado originalmente em 2024, quando lançou o Apple Intelligence e prometeu uma versão mais avançada da assistente virtual, algo que ainda não chegou aos usuários conforme havia sido divulgado.

O retorno da Siri ocorre em um momento delicado para a Apple no segmento de IA. Enquanto concorrentes como o Gemini, do Google, já oferecem recursos mais sofisticados de automação e assistência, a fabricante do iPhone tenta recuperar terreno após atrasos no desenvolvimento de funcionalidades prometidas anteriormente.

Siri tenta ganhar nova chance após atrasos

A reformulação da Siri foi apresentada pela primeira vez durante a WWDC 2024. Na ocasião, a Apple mostrou uma assistente com novo visual, opções adicionais de voz e integração com o ChatGPT.

O principal diferencial, porém, seria a incorporação de recursos avançados de inteligência artificial. Essas funções foram anunciadas como futuras atualizações, mas não chegaram ao mercado conforme o esperado.

Apple divulgou recursos do Apple Intelligence que ainda não chegaram ao consumidor – Imagem: Kaspars Grinvalds/Shutterstock

A situação gerou repercussões negativas para a Apple. A empresa chegou a um acordo para encerrar uma ação coletiva relacionada à divulgação de recursos do Apple Intelligence que acabaram não sendo disponibilizados aos consumidores.

Gemini aparece como base para a nova estratégia

A próxima geração da Siri deverá utilizar o Gemini, sistema de IA do Google, de alguma forma. A parceria colocaria a Apple em uma posição diferente da de outras empresas que investem diretamente na construção de grandes infraestruturas para inteligência artificial.

Essa estratégia pode trazer algumas vantagens de imagem para a companhia. Enquanto empresas de tecnologia enfrentam críticas relacionadas à expansão de grandes centros de dados, a Apple permaneceria mais distante dessas discussões públicas, mesmo que mantenha acordos comerciais com o Google.

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Siri deve utilizar o Gemini após parceria com o Google – Imagem: Samuel Boivin/Shutterstock

Privacidade deve ser destaque da Apple

Outro tema que deve receber atenção durante a WWDC é a privacidade dos usuários. A expectativa é que a Apple volte a destacar o Private Cloud Compute, tecnologia apresentada como uma forma de processar informações mantendo um nível de segurança semelhante ao dos dados armazenados diretamente no dispositivo.

Também existe a possibilidade de a Siri ganhar opções para apagar automaticamente conversas após determinado período, em vez de manter essas informações armazenadas por padrão.

Siri pode aparecer em mais partes do sistema

Segundo informações da Bloomberg, a nova Siri deverá estar presente em mais áreas do ecossistema da Apple. Entre os possíveis locais citados estão a Dynamic Island, o aplicativo Fotos e até mesmo um aplicativo dedicado para a assistente.

Caso isso se confirme, a Siri deixaria de atuar principalmente como uma ferramenta voltada para tarefas simples, como configurar alarmes e temporizadores, passando a ocupar uma posição mais central na experiência dos usuários.

Para a Apple, a nova apresentação da Siri representa uma oportunidade de reposicionar sua estratégia de inteligência artificial. Após os atrasos e as promessas não cumpridas dos últimos anos, a expectativa é que a empresa consiga finalmente entregar os recursos que anunciou anteriormente.

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Apple apresenta IA capaz de criar avatares 3D realistas a partir de fotos

Pesquisadores da Apple apresentaram novo sistema de inteligência artificial (IA) chamado HeadsUp, capaz de gerar renderizações gaussianas 3D de cabeças humanas com alto nível de fidelidade a partir de fotografias capturadas simultaneamente por múltiplas câmeras.

O projeto foi detalhado em um artigo técnico assinado por 23 pesquisadores da companhia. Além de criar os modelos tridimensionais, o sistema também consegue animá-los por meio de blendshapes, técnica utilizada para deformar a malha de um modelo 3D e reproduzir expressões faciais.

Segundo o resumo do estudo, o método utiliza “uma arquitetura eficiente de codificador-decodificador que comprime as imagens de entrada em uma representação latente compacta”. Em seguida, essa representação “é então decodificada em um conjunto de gaussianas 3D parametrizadas em UV, ancoradas a um modelo neutro de cabeça”.

O artigo afirma ainda que a representação em UV “desacopla o número de gaussianas 3D do número e da resolução das imagens de entrada, permitindo o treinamento com muitas imagens de alta resolução”.

Método utiliza arquitetura eficiente de codificador-decodificador que comprime as imagens de entrada em uma representação latente compacta – Imagem: Divulgação/Apple

Leia mais:

Detalhes do projeto da Apple

  • De acordo com os pesquisadores, o HeadsUp foi treinado com dados de mais de 10 mil participantes, número descrito como sem precedentes nesse segmento;
  • O objetivo do projeto era solucionar um dos principais desafios das reconstruções 3D: equilibrar qualidade visual e escalabilidade;
  • Ferramentas desse tipo normalmente levam alguns minutos para mapear um rosto, mas o sistema da Apple consegue gerar um modelo 3D inédito em menos de um segundo;
  • Segundo o estudo, o HeadsUp é até 40 vezes mais eficiente que o Avat3r, solução utilizada como referência nos testes comparativos;
  • Os pesquisadores também destacaram ganhos de qualidade em relação às soluções concorrentes. Utilizando uma GPU Nvidia A100, GPU voltada para data centers e aplicações de alto desempenho, o sistema levou apenas 0,33 segundo para gerar o modelo 3D de uma cabeça humana. Em testes realizados com quatro câmeras, o resultado foi obtido em 0,14 segundo.

Segundo o artigo, o HeadsUp consegue captar detalhes finos historicamente considerados difíceis para sistemas de reconstrução 3D, incluindo fios de cabelo, cílios, joias e textura da pele. A tecnologia também é capaz de gerar identidades completamente novas a partir de descrições em texto, ampliando as possibilidades de criação de personagens e avatares digitais.

Após a divulgação do estudo, começaram especulações sobre uma possível relação entre a tecnologia e as Personas do Apple Vision Pro, headset de realidade mista da Maçã. A hipótese ganhou força após a descoberta da aquisição da empresa de avatares de IA Animato pela Apple.

Riscos

Os próprios pesquisadores reconheceram os riscos associados à ferramenta. O estudo afirma que a tecnologia reduz barreiras para a criação de deepfakes convincentes, o que pode aumentar riscos de desinformação e fraude.

Como medida de mitigação, a Apple recomendou o uso de marcas d’água em materiais de demonstração produzidos com a tecnologia.

O estudo completo do HeadsUp foi disponibilizado pela Apple em sua página oficial.

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Apple amplia recursos de acessibilidade com IA em atualização de sistema

Nesta terça-feira (19), a Apple anunciou um conjunto de novos recursos de acessibilidade integrados à tecnologia Apple Intelligence. As novidades alcançam usuários com diferentes tipos de deficiência e têm como foco ampliar autonomia no uso de dispositivos da marca.

Segundo a empresa, as mudanças atingem ferramentas já existentes, como o VoiceOver, o controle por voz, o reconhecimento ao vivo e a geração automática de legendas. Os recursos passam a interpretar imagens com mais precisão, além de oferecer descrições mais detalhadas de elementos visuais, como documentos financeiros e fotografias pessoais.

Entre as novas funções, também estão a leitura adaptada de documentos complexos no aplicativo Reader, comandos em linguagem natural para executar ações no sistema e legendas automáticas para vídeos sem subtítulos.

A Apple informou ainda que as atualizações chegarão a dispositivos como iPhone, iPad, Mac, Apple TV e Vision Pro ao longo do ano, com previsão ligada às próximas versões do sistema operacional.

No todo, os updates ampliam o suporte a usuários com diferentes tipos de deficiência, incluindo limitações visuais, auditivas e motoras.

Para quem tem pressa:

  • Apple apresenta pacote de acessibilidade com IA integrado ao ecossistema, focado em visão, leitura e interação por voz;
  • Ferramentas como VoiceOver, Reader e Live Recognition ganham melhorias para interpretar ambientes e documentos complexos;
  • Vision Pro passa a ter controle de cadeira de rodas por olhar, além de legendas automáticas e novos recursos auditivos.

Recursos incluem leitura avançada, legendas automáticas e controle ocular

Recurso “Magnifier” aberto no iPhone – (Divulgação: Apple)

A empresa apresentou melhorias no VoiceOver, que agora interpreta imagens com maior profundidade e descreve conteúdos com mais detalhes. Um exemplo citado envolve a leitura de informações presentes em contas e faturas, com identificação de valores e datas. O sistema também amplia descrições de fotos e registros pessoais.

O recurso Live Recognition passa a permitir que o iPhone identifique elementos no ambiente em tempo real por meio da câmera. Usuários podem fazer perguntas sobre o que está sendo captado e obter respostas adicionais.

Já o aplicativo Magnifier pode ser ativado diretamente pelo botão de ação e exibe conteúdo em alto contraste, além de aceitar comandos de voz como instruções de zoom e lanterna, útil para usuários com baixa visão.

Outra mudança envolve o uso de comandos em linguagem natural em aplicativos como Mapas e Arquivos, permitindo interações mais diretas com a interface. O Reader também foi atualizado para reorganizar documentos mais complexos, incluindo textos científicos com múltiplas colunas, tabelas e imagens, oferecendo opções de resumo e adaptação visual para diferentes necessidades.

imagem mostra o recurso READER aberto no macbook, lendo um texto científico
O recurso “Reader” atua como um modo de leitura mais inteligente e adaptável, especialmente para pessoas com deficiência visual, dislexia e outras necessidades de acessibilidade – (Divulgação: Apple)

Leia mais:

Entre os anúncios, a Apple apresentou um projeto que permite o controle de cadeiras de rodas compatíveis por meio do olhar no Vision Pro. A tecnologia funciona em diferentes condições de iluminação e não exige novas calibrações frequentes. O recurso será disponibilizado inicialmente em parceria com sistemas de condução assistida.

A empresa também informou melhorias no reconhecimento de nomes, que agora identifica quando alguém chama o usuário, com suporte a dezenas de idiomas. Outra novidade é a expansão de recursos de texto ampliado no sistema Apple TV, além de ajustes no funcionamento de aparelhos auditivos certificados para o ecossistema iPhone.

Segundo a Apple, as atualizações devem ser liberadas ao longo do ano, com integração prevista em futuras versões dos sistemas operacionais da companhia. As novidades devem chegar em praticamente todo o ecossistem da empresa, como iPhone, iPad, Mac, Apple Watch, Apple TV e Apple Vision Pro.

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Crise entre Apple e OpenAI pode acabar na Justiça

A relação entre Apple e OpenAI atravessa um momento de desgaste quase dois anos após o anúncio da integração do ChatGPT aos sistemas da fabricante do iPhone. Segundo pessoas familiarizadas com o assunto, a startup de inteligência artificial avalia medidas legais contra a Apple por suposto descumprimento contratual.

De acordo com as fontes ouvidas pela Bloomberg, advogados da OpenAI trabalham com um escritório externo em diferentes possibilidades jurídicas que podem ser executadas em breve. Entre elas, estaria o envio de uma notificação formal alegando quebra de contrato, sem necessariamente iniciar um processo judicial imediatamente. As discussões ocorrem de forma privada, e representantes das duas empresas se recusaram a comentar o caso.

Criadora do ChatGPT avalia ações legais contra a Apple – Imagem: Koshiro K/Shutterstock

OpenAI diz que integração ficou aquém do esperado

Quando a parceria foi anunciada, em junho de 2024, a OpenAI esperava que a presença do ChatGPT nos sistemas da Apple ajudasse a impulsionar assinaturas pagas do serviço. A companhia também contava com integrações mais profundas em aplicativos do ecossistema da Apple e maior destaque dentro da assistente Siri.

Na prática, porém, executivos da OpenAI consideram que o uso da tecnologia permaneceu limitado e pouco visível para os usuários. Um executivo da empresa afirmou que a Apple “não fez um esforço honesto” para promover a integração.

O acordo permitiu que usuários acessassem respostas do ChatGPT pela Siri e utilizassem a IA em recursos como o Visual Intelligence do iPhone. Posteriormente, a Apple adicionou o ChatGPT ao aplicativo Image Playground para criação de imagens e análise de conteúdos exibidos na tela.

Mesmo assim, estudos internos da OpenAI apontaram que clientes da Apple preferem utilizar o aplicativo independente do ChatGPT em vez da integração nativa da Siri e de outros serviços da empresa.

Recursos limitados geraram frustração

Segundo as fontes da Bloomberg, o formato adotado pela Apple dificultou o uso da tecnologia da OpenAI. Em muitos casos, os usuários precisavam mencionar explicitamente “ChatGPT” ao fazer comandos para a Siri. Além disso, as respostas apareciam em uma janela reduzida e com menos informações do que no aplicativo oficial da OpenAI.

Executivos da startup acreditavam inicialmente que a parceria poderia render bilhões de dólares por ano em assinaturas. Esse cenário, porém, não se concretizou. A OpenAI também avalia que a implementação da Apple acabou prejudicando a percepção da marca entre consumidores.

As tentativas de renegociação do acordo teriam perdido força nos últimos meses. Ainda assim, segundo as fontes, a OpenAI continua tentando resolver o impasse sem recorrer aos tribunais. Uma eventual ação legal não deve acontecer antes do encerramento do processo envolvendo Elon Musk e a OpenAI.

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Eventual ação judicial só deve acontecer após encerramento envolvendo Elon Musk e a OpenAI – Imagem: miss.cabul/Shutterstock

Apple amplia suporte a rivais do ChatGPT

Outro ponto de tensão envolve os planos da Apple de abrir seus sistemas para outros modelos de IA. A empresa testa integrações com o Claude, da Anthropic, e o Gemini, da Google.

A nova estrutura, chamada de Extensions, deve chegar ao iOS 27 e permitirá que usuários escolham diferentes modelos de IA para responder perguntas na Siri ou gerar textos e imagens. A novidade deve ser apresentada durante a Apple Worldwide Developers Conference, marcada para 8 de junho.

Apesar do aumento da concorrência, um executivo da OpenAI afirmou que a futura integração não motivou a possível ação judicial, já que o acordo nunca foi pensado como exclusivo.

Relação também enfrenta disputas por hardware e talentos

As empresas acumulam outros atritos além do software. A Apple demonstrou preocupação com os padrões de privacidade do ChatGPT desde o início da parceria, embora tenha considerado necessária a integração por causa do atraso de suas próprias ferramentas de IA generativa.

Ao mesmo tempo, a OpenAI passou a atuar de forma mais agressiva no setor de hardware. No ano passado, a companhia adquiriu uma startup de dispositivos criada pelo ex-chefe de design da Apple, Jony Ive. O projeto também conta com ex-executivos da Apple, como Tang Tan e Evans Hankey, e trabalha em alternativas ao iPhone e outros aparelhos.

Segundo a reportagem, executivos da Apple também ficaram incomodados com a contratação de engenheiros da divisão de hardware pela OpenAI, que teria oferecido pacotes de ações avaliados em milhões de dólares acima da remuneração praticada pela fabricante do iPhone.

As dificuldades da Apple em entregar recursos de IA dentro do cronograma também aumentaram a pressão sobre a empresa. Neste mês, a companhia fechou um acordo de US$ 250 milhões para encerrar uma ação coletiva que a acusava de publicidade enganosa relacionada às novas funções da Siri anunciadas em 2024.

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Claude Mythos descobre falhas de segurança no macOS

Pesquisadores de segurança afirmam ter descoberto uma nova maneira de contornar os sistemas avançados de proteção da Apple utilizando técnicas identificadas durante testes realizados, em abril, com uma versão inicial da inteligência artificial (IA) Mythos, da Anthropic.

A descoberta foi feita por especialistas da Calif, empresa de pesquisa em segurança sediada em Palo Alto, na Califórnia (EUA). Segundo os pesquisadores, o método desenvolvido conecta duas falhas do MacOS a um conjunto de técnicas capazes de corromper a memória do computador e obter acesso a áreas do dispositivo que deveriam permanecer inacessíveis.

O mecanismo é classificado como um exploit de escalonamento de privilégios — tipo de ataque que, quando combinado com outras vulnerabilidades, pode permitir que hackers assumam o controle completo de uma máquina.

Para especialistas do setor, o caso chama atenção porque a Apple vem investindo intensamente para tornar o MacOS um dos sistemas operacionais mais difíceis de serem invadidos.

Michał Zalewski, pesquisador de segurança que trabalhou anteriormente no Google e revisou o estudo da Calif sem participar dos testes, afirmou ao The Wall Street Journal que a técnica é relevante justamente pelo nível de proteção implementado pela empresa.

O que diz a Apple sobre a descoberta

A Apple informou que está analisando o relatório produzido pela Calif para validar as conclusões apresentadas. A companhia também destacou que utiliza modelos avançados de IA para testar e corrigir vulnerabilidades.

Segurança é nossa principal prioridade, e levamos muito a sério relatos de potenciais vulnerabilidades”, declarou uma porta-voz da empresa.

Especialistas em cibersegurança vêm alertando que os modelos mais recentes de IA desenvolvidos por empresas, como Anthropic e OpenAI, passaram a demonstrar capacidade significativamente maior de identificar falhas de software.

Segundo pesquisadores da área, o avanço dessas ferramentas alimenta temores de um cenário apelidado de “Bugmageddon”, caracterizado por uma explosão sem precedentes na descoberta de vulnerabilidades de segurança.

A preocupação envolve tanto a pressão sobre equipes técnicas responsáveis por corrigir falhas quanto os riscos cibernéticos decorrentes da identificação acelerada de brechas em sistemas amplamente utilizados.

Leia mais:

Apple afirma já estar estudando o relatório para reparar as falhas – Imagem: Piotr Swat/Shutterstock

Em setembro do ano passado, a Apple anunciou uma tecnologia chamada Memory Integrity Enforcement (MIE), apresentada pela empresa como resultado de um esforço de design e engenharia que teria levado cinco anos.

De acordo com a companhia, o sistema foi desenvolvido a partir da combinação de sua experiência em hardware e sistemas operacionais.

Segundo a Calif, utilizando o Claude — sistema de IA da Anthropic — foi possível desenvolver o código necessário para explorar as duas falhas do MacOS em apenas cinco dias. Apesar disso, os pesquisadores ressaltam que o ataque não poderia ter sido realizado apenas pela IA.

Thai Duong, diretor-executivo da Calif, afirmou que o processo ainda dependeu fortemente da experiência humana dos especialistas em segurança da empresa. Segundo ele, o Mythos demonstra grande capacidade para reproduzir ataques já documentados anteriormente, mas ainda não apresentou habilidade consistente para criar técnicas totalmente inéditas. “Ainda não vimos casos em que ele cria novas técnicas de ataque”, afirmou Duong. “Isso é algo novo.”

Zalewski também avaliou que parte do entusiasmo em torno do Mythos pode ser exagerada, mas reconheceu que as ferramentas mais recentes já permitem realizar “pesquisas significativas sobre vulnerabilidades e auditoria de código”.

Os pesquisadores da Calif ficaram tão entusiasmados com a descoberta que viajaram pessoalmente de Palo Alto até a sede da Apple, em Cupertino, na terça-feira (12), para apresentar um relatório de 55 páginas detalhando as falhas exploradas.

A empresa pretende divulgar os detalhes técnicos do ataque apenas após a Apple corrigir os problemas identificados. Segundo Duong, as vulnerabilidades devem ser solucionadas rapidamente.

Mythos evolui e é cada vez mais testado

  • A Anthropic vem ampliando gradualmente o acesso ao Mythos depois de inicialmente restringir o software a um grupo seleto de empresas e organizações;
  • No início deste ano, uma IA da companhia encontrou mais de 100 vulnerabilidades classificadas como graves no navegador da Mozilla, o Firefox, ao longo de duas semanas;
  • Segundo o texto, esse volume corresponde aproximadamente ao número de falhas que normalmente são descobertas pelo restante da comunidade global de segurança em um período de dois meses;
  • As preocupações relacionadas ao avanço dessas ferramentas de IA também vêm impactando a estratégia do governo dos Estados Unidos para o setor;
  • Segundo o texto, o fenômeno levou a Casa Branca a reavaliar sua abordagem mais flexível em relação ao desenvolvimento de IA;
  • O governo estadunidense agora considera a possibilidade de emitir uma ordem executiva que concederia supervisão governamental sobre os modelos de IA mais avançados.

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