Siri

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Nova Siri exige hardware potente e limita iPhones antigos

A nova Siri com IA apresentada pela Apple pode acabar ficando de fora de muitos iPhones ainda em uso. Segundo análise do Morgan Stanley, limitações de hardware devem restringir os recursos mais avançados da assistente virtual em aparelhos antigos.

O relatório aponta que bilhões de dispositivos não possuem capacidade técnica para rodar todas as ferramentas do Apple Intelligence, principal aposta da Apple para acompanhar rivais como ChatGPT e Gemini, explica a Reuters.

Apple aposta em inteligência artificial no iPhone, mas exigências técnicas limitam compatibilidade. Imagem: bluestork/Shutterstock – Imagem: bluestork/Shutterstock

Siri turbinada não chegará para todos

A reformulação da Siri foi um dos principais anúncios da Conferência Mundial de Desenvolvedores (WWDC) da Apple. A empresa quer transformar sua assistente virtual em uma plataforma mais avançada de IA para acompanhar ferramentas como ChatGPT, Gemini e Claude.

O problema é que boa parte dos aparelhos ainda em uso não tem hardware potente o bastante para executar os novos recursos.

Os dados do Morgan Stanley indicam que mais de 850 milhões de iPhones não conseguem rodar sequer consultas básicas do Apple Intelligence. Quando o assunto são as funções mais avançadas da nova Siri, o número sobe ainda mais: mais de 1,3 bilhão de aparelhos ficariam de fora.

De acordo com a Apple, os recursos da Siri AI estão disponíveis apenas para:

  • iPhone 15 Pro;
  • iPhone 15 Pro Max;
  • linha iPhone 16 e modelos posteriores.

Isso significa que muitos usuários podem acabar sem acesso às principais novidades anunciadas pela empresa.

Pessoa segurando iPhone com logomarca da Apple Intelligence na tela
Apple Intelligence aposta no processamento direto no aparelho para executar tarefas de IA. Imagem: gguy/Shutterstock

O problema está no chip e na memória

A análise aponta que o principal gargalo está na arquitetura dos chips e na quantidade de memória disponível nos aparelhos.

Segundo a corretora, os recursos mais pesados da Siri exigem 12 GB de memória unificada por causa do grande volume de processamento feito diretamente no dispositivo.

O Apple Intelligence aposta justamente nesse processamento realizado no próprio aparelho, sem depender totalmente da nuvem.

E isso aumenta bastante a exigência sobre o hardware dos dispositivos.

Na avaliação do Morgan Stanley, vender novos aparelhos apenas com base em software pode ser um desafio, mesmo em um momento em que recursos de IA se tornaram um dos principais motivos para consumidores trocarem de smartphone.

Ícone do ChatGPT em um smartphone
Apple quer aproximar a Siri de rivais como ChatGPT, Gemini e Claude com nova plataforma de IA. Imagem: Ascannio/Shutterstock – Imagem: Ascannio/Shutterstock

Apple tenta acompanhar rivais da IA

A reformulação da Siri mostra a tentativa da Apple de avançar no mercado de inteligência artificial, hoje dominado por plataformas já bastante populares.

Leia mais:

“A tão aguardada reformulação da Siri foi o destaque da Conferência Mundial de Desenvolvedores da Apple”, destacou o Morgan Stanley na análise.

O relatório também cita a concorrência de plataformas como ChatGPT, da OpenAI, Gemini, do Google, e Claude, da Anthropic.

Ainda assim, a Apple segue apostando na integração da IA aos seus dispositivos como uma das principais novidades da nova geração do iPhone.

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Siri AI: assistente da Apple ‘turbinada’ com IA ganha app e fica mais inteligente; veja o que muda

A Apple confirmou, nesta segunda-feira (08), aquilo que vínhamos falando aqui no Olhar Digital: a Siri ficará mais inteligente. A empresa mostrou recursos da assistente repaginada na WWDC 2026, conferência da marca voltada para desenvolvedores.

Segundo a Apple, a assistente repaginada se chama Siri AI (combinação de Siri com Apple Intelligence). Mais uma vez, a marca promete que a Siri vai entender melhor o seu contexto – seja no iPhone, no iPad, no Mac.

Pela demonstração da empresa, vai dar para conversar com a Siri AI de forma parecida com a que você fala com outros chatbots de inteligência artificial (IA), como ChatGPT (OpenAI) e Gemini (Google). Só que em janelinhas nos sistemas operacionais dos aparelhos.

Como costuma acontecer em grandes atualizações com IA e big techs envolvidas, a nova Siri chega primeiro em inglês. Mas “vai expandir rápido para outros idiomas”, disse o vice-presidente sênior de engenharia de software da Apple, Craig Federighi, durante o evento.

Vai dar para conversar com a nova Siri em janelinhas e acessar histórico em aplicativo

Na demonstração da Apple na WWDC 2026, a Siri vai respondendo diversas perguntas follow-up em áudio sobre um mesmo assunto. “Fazendo o que você espera que a Siri faça”, frisou a empresa.

Exemplo de conversa em áudio com a Siri AI – Imagem: Reprodução/Apple

A nova dinâmica com a Siri AI envolve novas formas de acionamento e a centralização das interações. No iPhone, além do comando de voz e do botão lateral, o usuário pode deslizar o dedo para baixo a partir da Dynamic Island para iniciar uma conversa. No iPad e no Mac, a assistente foi integrada à busca do Spotlight e aos menus de contexto por meio do comando “control-clique”, permitindo questionar sobre arquivos e textos na tela.

A inteligência do sistema permite que a assistente compreenda o contexto pessoal e o que está exibido na tela do aparelho, segundo a Apple. A Siri AI consegue cruzar dados de mensagens, e-mails e fotos para localizar informações específicas. Com a percepção do conteúdo da tela, ela pode, por exemplo, ler um texto sobre um jantar entre amigos, sugerir ideias de pratos e salvar a receita diretamente no aplicativo Notas, disse a empresa. As ações entre aplicativos também foram expandidas para permitir tarefas como edição e compartilhamento de fotos ou a criação de e-mails do zero.

Outra mudança significativa é a chegada da Inteligência Visual integrada de forma multimodal. No iPhone, um novo “modo Siri” dentro do aplicativo Câmera permite capturar o que está à frente do usuário para obter respostas rápidas. Esse recurso visual estreia também no iPad (acoplado à experiência de captura de tela), no Mac (por meio de um atalho de teclado para selecionar elementos do display0 e no Apple Vision Pro, onde basta olhar para um objeto físico ou janela virtual para interagir com a IA.

Por fim, a Siri AI traz ferramentas de escrita integradas ao sistema que auxiliam na redação, revisão e alteração de textos em praticamente qualquer campo de digitação. Ao redigir e-mails ou mensagens, o recurso pode se adaptar ao tom e à pontuação que o usuário costuma adotar com cada contato específico. 

Essa operação é sustentada por uma nova arquitetura que roda modelos de fundação localmente nos aparelhos e, quando necessário, em servidores via Private Cloud Compute, sem armazenar os dados. Para os dispositivos compatíveis com os modelos locais mais avançados, o sistema garante maior precisão em ditados com pontuação automática e vozes mais expressivas.

Novo aplicativo da Siri

Além de estar mais conversacional e, digamos, esperta, a Siri vai ter um aplicativo dedicado, revelou a Apple nesta segunda. Isso significa que vai aparecer o ícone de um “Siri App” no seu aparelho da Apple – de novo: seja iPhone, iPad, Mac.

Pelo que a Apple mostrou no evento, o fluxo vai ser assim:

Você vai poder começar uma conversa com a Siri IA em janelinhas, onde também vai dar para continuar o papo. Veja abaixo:

Montagem com imagens da Siri IA no iPhone e no iPad
Vai dar para conversar com a nova Siri em janelinhas no iPhone e no iPad – Imagem: Reprodução/Apple

Depois que você fechar essas janelinhas, as conversas vão para o aplicativo da Siri. Nele, vai dar para você acessar seu histórico de conversas com a Siri. E continuar os papos, se você quiser. Como o aplicativo vai funcionar sincronizado ao iCloud, vai dar para continuar conversas com a Siri em aparelhos da Apple. Confira abaixo:

Montagem com aplicativo da Siri aberto em Mac, iPad e iPhone
Aplicativo da Siri em Mac, iPad e iPhone – Imagem: Reprodução/Apple

Contexto da nova Siri

A big tech mostrou seu novo conjunto de recursos de IA e a sua Siri mais inteligente e personalizada dois anos após revelar seus planos para a Apple Intelligence que, até o momento, não se concretizaram totalmente.

A Apple teve dificuldades para implementar o ambicioso conjunto de recursos de IA anunciado na WWDC 2024. Recentemente, a empresa concordou em pagar US$ 250 milhões (aproximadamente R$ 1,3 bilhão) para encerrar uma ação coletiva que acusava a companhia de “enganar os consumidores” sobre a disponibilidade e o desempenho da Apple Intelligence.

Não ficar na lanterna da corrida da IA tem sido visto como uma prioridade para a Apple e seu futuro CEO, John Ternus, apontou o The Verge. No começo de 2026, a empresa fechou um acordo com o Google para que o Gemini alimentasse os novos recursos da Apple Intelligence e da Siri. Assim, a Apple se concentrou em seus produtos e recursos de IA. E não nos modelos que os sustentam.

Matéria em atualização.

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Apple confirma Siri ‘turbinada’ com IA; veja como a assistente fica mais inteligente

A Apple confirmou, nesta segunda-feira (08), aquilo que vínhamos falando aqui no Olhar Digital: a Siri ficará mais inteligente. A empresa mostrou recursos da assistente repaginada na WWDC 2026, conferência da marca voltada para desenvolvedores.

Segundo a Apple, a Siri agora entende melhor o seu contexto – seja no iPhone, no iPad, no Mac. E vai dar para conversar com ela de forma parecida com a que você com outros chatbots de inteligência artificial (IA), como ChatGPT (OpenAI) e Gemini (Google), em janelinhas nos sistemas operacionais dos aparelhos.

Matéria em atualização.

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WWDC 2026: Apple tenta recuperar terreno em IA com nova Siri

A Apple deve usar a WWDC 2026, que acontece nesta segunda-feira (8), para apresentar novamente a sua visão para a Siri com inteligência artificial (IA). A expectativa é que a empresa retome um projeto anunciado originalmente em 2024, quando lançou o Apple Intelligence e prometeu uma versão mais avançada da assistente virtual, algo que ainda não chegou aos usuários conforme havia sido divulgado.

O retorno da Siri ocorre em um momento delicado para a Apple no segmento de IA. Enquanto concorrentes como o Gemini, do Google, já oferecem recursos mais sofisticados de automação e assistência, a fabricante do iPhone tenta recuperar terreno após atrasos no desenvolvimento de funcionalidades prometidas anteriormente.

Siri tenta ganhar nova chance após atrasos

A reformulação da Siri foi apresentada pela primeira vez durante a WWDC 2024. Na ocasião, a Apple mostrou uma assistente com novo visual, opções adicionais de voz e integração com o ChatGPT.

O principal diferencial, porém, seria a incorporação de recursos avançados de inteligência artificial. Essas funções foram anunciadas como futuras atualizações, mas não chegaram ao mercado conforme o esperado.

Apple divulgou recursos do Apple Intelligence que ainda não chegaram ao consumidor – Imagem: Kaspars Grinvalds/Shutterstock

A situação gerou repercussões negativas para a Apple. A empresa chegou a um acordo para encerrar uma ação coletiva relacionada à divulgação de recursos do Apple Intelligence que acabaram não sendo disponibilizados aos consumidores.

Gemini aparece como base para a nova estratégia

A próxima geração da Siri deverá utilizar o Gemini, sistema de IA do Google, de alguma forma. A parceria colocaria a Apple em uma posição diferente da de outras empresas que investem diretamente na construção de grandes infraestruturas para inteligência artificial.

Essa estratégia pode trazer algumas vantagens de imagem para a companhia. Enquanto empresas de tecnologia enfrentam críticas relacionadas à expansão de grandes centros de dados, a Apple permaneceria mais distante dessas discussões públicas, mesmo que mantenha acordos comerciais com o Google.

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Siri deve utilizar o Gemini após parceria com o Google – Imagem: Samuel Boivin/Shutterstock

Privacidade deve ser destaque da Apple

Outro tema que deve receber atenção durante a WWDC é a privacidade dos usuários. A expectativa é que a Apple volte a destacar o Private Cloud Compute, tecnologia apresentada como uma forma de processar informações mantendo um nível de segurança semelhante ao dos dados armazenados diretamente no dispositivo.

Também existe a possibilidade de a Siri ganhar opções para apagar automaticamente conversas após determinado período, em vez de manter essas informações armazenadas por padrão.

Siri pode aparecer em mais partes do sistema

Segundo informações da Bloomberg, a nova Siri deverá estar presente em mais áreas do ecossistema da Apple. Entre os possíveis locais citados estão a Dynamic Island, o aplicativo Fotos e até mesmo um aplicativo dedicado para a assistente.

Caso isso se confirme, a Siri deixaria de atuar principalmente como uma ferramenta voltada para tarefas simples, como configurar alarmes e temporizadores, passando a ocupar uma posição mais central na experiência dos usuários.

Para a Apple, a nova apresentação da Siri representa uma oportunidade de reposicionar sua estratégia de inteligência artificial. Após os atrasos e as promessas não cumpridas dos últimos anos, a expectativa é que a empresa consiga finalmente entregar os recursos que anunciou anteriormente.

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