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Apple apresenta IA capaz de criar avatares 3D realistas a partir de fotos

Pesquisadores da Apple apresentaram novo sistema de inteligência artificial (IA) chamado HeadsUp, capaz de gerar renderizações gaussianas 3D de cabeças humanas com alto nível de fidelidade a partir de fotografias capturadas simultaneamente por múltiplas câmeras.

O projeto foi detalhado em um artigo técnico assinado por 23 pesquisadores da companhia. Além de criar os modelos tridimensionais, o sistema também consegue animá-los por meio de blendshapes, técnica utilizada para deformar a malha de um modelo 3D e reproduzir expressões faciais.

Segundo o resumo do estudo, o método utiliza “uma arquitetura eficiente de codificador-decodificador que comprime as imagens de entrada em uma representação latente compacta”. Em seguida, essa representação “é então decodificada em um conjunto de gaussianas 3D parametrizadas em UV, ancoradas a um modelo neutro de cabeça”.

O artigo afirma ainda que a representação em UV “desacopla o número de gaussianas 3D do número e da resolução das imagens de entrada, permitindo o treinamento com muitas imagens de alta resolução”.

Método utiliza arquitetura eficiente de codificador-decodificador que comprime as imagens de entrada em uma representação latente compacta – Imagem: Divulgação/Apple

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Detalhes do projeto da Apple

  • De acordo com os pesquisadores, o HeadsUp foi treinado com dados de mais de 10 mil participantes, número descrito como sem precedentes nesse segmento;
  • O objetivo do projeto era solucionar um dos principais desafios das reconstruções 3D: equilibrar qualidade visual e escalabilidade;
  • Ferramentas desse tipo normalmente levam alguns minutos para mapear um rosto, mas o sistema da Apple consegue gerar um modelo 3D inédito em menos de um segundo;
  • Segundo o estudo, o HeadsUp é até 40 vezes mais eficiente que o Avat3r, solução utilizada como referência nos testes comparativos;
  • Os pesquisadores também destacaram ganhos de qualidade em relação às soluções concorrentes. Utilizando uma GPU Nvidia A100, GPU voltada para data centers e aplicações de alto desempenho, o sistema levou apenas 0,33 segundo para gerar o modelo 3D de uma cabeça humana. Em testes realizados com quatro câmeras, o resultado foi obtido em 0,14 segundo.

Segundo o artigo, o HeadsUp consegue captar detalhes finos historicamente considerados difíceis para sistemas de reconstrução 3D, incluindo fios de cabelo, cílios, joias e textura da pele. A tecnologia também é capaz de gerar identidades completamente novas a partir de descrições em texto, ampliando as possibilidades de criação de personagens e avatares digitais.

Após a divulgação do estudo, começaram especulações sobre uma possível relação entre a tecnologia e as Personas do Apple Vision Pro, headset de realidade mista da Maçã. A hipótese ganhou força após a descoberta da aquisição da empresa de avatares de IA Animato pela Apple.

Riscos

Os próprios pesquisadores reconheceram os riscos associados à ferramenta. O estudo afirma que a tecnologia reduz barreiras para a criação de deepfakes convincentes, o que pode aumentar riscos de desinformação e fraude.

Como medida de mitigação, a Apple recomendou o uso de marcas d’água em materiais de demonstração produzidos com a tecnologia.

O estudo completo do HeadsUp foi disponibilizado pela Apple em sua página oficial.

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Apple amplia recursos de acessibilidade com IA em atualização de sistema

Nesta terça-feira (19), a Apple anunciou um conjunto de novos recursos de acessibilidade integrados à tecnologia Apple Intelligence. As novidades alcançam usuários com diferentes tipos de deficiência e têm como foco ampliar autonomia no uso de dispositivos da marca.

Segundo a empresa, as mudanças atingem ferramentas já existentes, como o VoiceOver, o controle por voz, o reconhecimento ao vivo e a geração automática de legendas. Os recursos passam a interpretar imagens com mais precisão, além de oferecer descrições mais detalhadas de elementos visuais, como documentos financeiros e fotografias pessoais.

Entre as novas funções, também estão a leitura adaptada de documentos complexos no aplicativo Reader, comandos em linguagem natural para executar ações no sistema e legendas automáticas para vídeos sem subtítulos.

A Apple informou ainda que as atualizações chegarão a dispositivos como iPhone, iPad, Mac, Apple TV e Vision Pro ao longo do ano, com previsão ligada às próximas versões do sistema operacional.

No todo, os updates ampliam o suporte a usuários com diferentes tipos de deficiência, incluindo limitações visuais, auditivas e motoras.

Para quem tem pressa:

  • Apple apresenta pacote de acessibilidade com IA integrado ao ecossistema, focado em visão, leitura e interação por voz;
  • Ferramentas como VoiceOver, Reader e Live Recognition ganham melhorias para interpretar ambientes e documentos complexos;
  • Vision Pro passa a ter controle de cadeira de rodas por olhar, além de legendas automáticas e novos recursos auditivos.

Recursos incluem leitura avançada, legendas automáticas e controle ocular

Recurso “Magnifier” aberto no iPhone – (Divulgação: Apple)

A empresa apresentou melhorias no VoiceOver, que agora interpreta imagens com maior profundidade e descreve conteúdos com mais detalhes. Um exemplo citado envolve a leitura de informações presentes em contas e faturas, com identificação de valores e datas. O sistema também amplia descrições de fotos e registros pessoais.

O recurso Live Recognition passa a permitir que o iPhone identifique elementos no ambiente em tempo real por meio da câmera. Usuários podem fazer perguntas sobre o que está sendo captado e obter respostas adicionais.

Já o aplicativo Magnifier pode ser ativado diretamente pelo botão de ação e exibe conteúdo em alto contraste, além de aceitar comandos de voz como instruções de zoom e lanterna, útil para usuários com baixa visão.

Outra mudança envolve o uso de comandos em linguagem natural em aplicativos como Mapas e Arquivos, permitindo interações mais diretas com a interface. O Reader também foi atualizado para reorganizar documentos mais complexos, incluindo textos científicos com múltiplas colunas, tabelas e imagens, oferecendo opções de resumo e adaptação visual para diferentes necessidades.

imagem mostra o recurso READER aberto no macbook, lendo um texto científico
O recurso “Reader” atua como um modo de leitura mais inteligente e adaptável, especialmente para pessoas com deficiência visual, dislexia e outras necessidades de acessibilidade – (Divulgação: Apple)

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Entre os anúncios, a Apple apresentou um projeto que permite o controle de cadeiras de rodas compatíveis por meio do olhar no Vision Pro. A tecnologia funciona em diferentes condições de iluminação e não exige novas calibrações frequentes. O recurso será disponibilizado inicialmente em parceria com sistemas de condução assistida.

A empresa também informou melhorias no reconhecimento de nomes, que agora identifica quando alguém chama o usuário, com suporte a dezenas de idiomas. Outra novidade é a expansão de recursos de texto ampliado no sistema Apple TV, além de ajustes no funcionamento de aparelhos auditivos certificados para o ecossistema iPhone.

Segundo a Apple, as atualizações devem ser liberadas ao longo do ano, com integração prevista em futuras versões dos sistemas operacionais da companhia. As novidades devem chegar em praticamente todo o ecossistem da empresa, como iPhone, iPad, Mac, Apple Watch, Apple TV e Apple Vision Pro.

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Crise entre Apple e OpenAI pode acabar na Justiça

A relação entre Apple e OpenAI atravessa um momento de desgaste quase dois anos após o anúncio da integração do ChatGPT aos sistemas da fabricante do iPhone. Segundo pessoas familiarizadas com o assunto, a startup de inteligência artificial avalia medidas legais contra a Apple por suposto descumprimento contratual.

De acordo com as fontes ouvidas pela Bloomberg, advogados da OpenAI trabalham com um escritório externo em diferentes possibilidades jurídicas que podem ser executadas em breve. Entre elas, estaria o envio de uma notificação formal alegando quebra de contrato, sem necessariamente iniciar um processo judicial imediatamente. As discussões ocorrem de forma privada, e representantes das duas empresas se recusaram a comentar o caso.

Criadora do ChatGPT avalia ações legais contra a Apple – Imagem: Koshiro K/Shutterstock

OpenAI diz que integração ficou aquém do esperado

Quando a parceria foi anunciada, em junho de 2024, a OpenAI esperava que a presença do ChatGPT nos sistemas da Apple ajudasse a impulsionar assinaturas pagas do serviço. A companhia também contava com integrações mais profundas em aplicativos do ecossistema da Apple e maior destaque dentro da assistente Siri.

Na prática, porém, executivos da OpenAI consideram que o uso da tecnologia permaneceu limitado e pouco visível para os usuários. Um executivo da empresa afirmou que a Apple “não fez um esforço honesto” para promover a integração.

O acordo permitiu que usuários acessassem respostas do ChatGPT pela Siri e utilizassem a IA em recursos como o Visual Intelligence do iPhone. Posteriormente, a Apple adicionou o ChatGPT ao aplicativo Image Playground para criação de imagens e análise de conteúdos exibidos na tela.

Mesmo assim, estudos internos da OpenAI apontaram que clientes da Apple preferem utilizar o aplicativo independente do ChatGPT em vez da integração nativa da Siri e de outros serviços da empresa.

Recursos limitados geraram frustração

Segundo as fontes da Bloomberg, o formato adotado pela Apple dificultou o uso da tecnologia da OpenAI. Em muitos casos, os usuários precisavam mencionar explicitamente “ChatGPT” ao fazer comandos para a Siri. Além disso, as respostas apareciam em uma janela reduzida e com menos informações do que no aplicativo oficial da OpenAI.

Executivos da startup acreditavam inicialmente que a parceria poderia render bilhões de dólares por ano em assinaturas. Esse cenário, porém, não se concretizou. A OpenAI também avalia que a implementação da Apple acabou prejudicando a percepção da marca entre consumidores.

As tentativas de renegociação do acordo teriam perdido força nos últimos meses. Ainda assim, segundo as fontes, a OpenAI continua tentando resolver o impasse sem recorrer aos tribunais. Uma eventual ação legal não deve acontecer antes do encerramento do processo envolvendo Elon Musk e a OpenAI.

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Eventual ação judicial só deve acontecer após encerramento envolvendo Elon Musk e a OpenAI – Imagem: miss.cabul/Shutterstock

Apple amplia suporte a rivais do ChatGPT

Outro ponto de tensão envolve os planos da Apple de abrir seus sistemas para outros modelos de IA. A empresa testa integrações com o Claude, da Anthropic, e o Gemini, da Google.

A nova estrutura, chamada de Extensions, deve chegar ao iOS 27 e permitirá que usuários escolham diferentes modelos de IA para responder perguntas na Siri ou gerar textos e imagens. A novidade deve ser apresentada durante a Apple Worldwide Developers Conference, marcada para 8 de junho.

Apesar do aumento da concorrência, um executivo da OpenAI afirmou que a futura integração não motivou a possível ação judicial, já que o acordo nunca foi pensado como exclusivo.

Relação também enfrenta disputas por hardware e talentos

As empresas acumulam outros atritos além do software. A Apple demonstrou preocupação com os padrões de privacidade do ChatGPT desde o início da parceria, embora tenha considerado necessária a integração por causa do atraso de suas próprias ferramentas de IA generativa.

Ao mesmo tempo, a OpenAI passou a atuar de forma mais agressiva no setor de hardware. No ano passado, a companhia adquiriu uma startup de dispositivos criada pelo ex-chefe de design da Apple, Jony Ive. O projeto também conta com ex-executivos da Apple, como Tang Tan e Evans Hankey, e trabalha em alternativas ao iPhone e outros aparelhos.

Segundo a reportagem, executivos da Apple também ficaram incomodados com a contratação de engenheiros da divisão de hardware pela OpenAI, que teria oferecido pacotes de ações avaliados em milhões de dólares acima da remuneração praticada pela fabricante do iPhone.

As dificuldades da Apple em entregar recursos de IA dentro do cronograma também aumentaram a pressão sobre a empresa. Neste mês, a companhia fechou um acordo de US$ 250 milhões para encerrar uma ação coletiva que a acusava de publicidade enganosa relacionada às novas funções da Siri anunciadas em 2024.

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Claude Mythos descobre falhas de segurança no macOS

Pesquisadores de segurança afirmam ter descoberto uma nova maneira de contornar os sistemas avançados de proteção da Apple utilizando técnicas identificadas durante testes realizados, em abril, com uma versão inicial da inteligência artificial (IA) Mythos, da Anthropic.

A descoberta foi feita por especialistas da Calif, empresa de pesquisa em segurança sediada em Palo Alto, na Califórnia (EUA). Segundo os pesquisadores, o método desenvolvido conecta duas falhas do MacOS a um conjunto de técnicas capazes de corromper a memória do computador e obter acesso a áreas do dispositivo que deveriam permanecer inacessíveis.

O mecanismo é classificado como um exploit de escalonamento de privilégios — tipo de ataque que, quando combinado com outras vulnerabilidades, pode permitir que hackers assumam o controle completo de uma máquina.

Para especialistas do setor, o caso chama atenção porque a Apple vem investindo intensamente para tornar o MacOS um dos sistemas operacionais mais difíceis de serem invadidos.

Michał Zalewski, pesquisador de segurança que trabalhou anteriormente no Google e revisou o estudo da Calif sem participar dos testes, afirmou ao The Wall Street Journal que a técnica é relevante justamente pelo nível de proteção implementado pela empresa.

O que diz a Apple sobre a descoberta

A Apple informou que está analisando o relatório produzido pela Calif para validar as conclusões apresentadas. A companhia também destacou que utiliza modelos avançados de IA para testar e corrigir vulnerabilidades.

Segurança é nossa principal prioridade, e levamos muito a sério relatos de potenciais vulnerabilidades”, declarou uma porta-voz da empresa.

Especialistas em cibersegurança vêm alertando que os modelos mais recentes de IA desenvolvidos por empresas, como Anthropic e OpenAI, passaram a demonstrar capacidade significativamente maior de identificar falhas de software.

Segundo pesquisadores da área, o avanço dessas ferramentas alimenta temores de um cenário apelidado de “Bugmageddon”, caracterizado por uma explosão sem precedentes na descoberta de vulnerabilidades de segurança.

A preocupação envolve tanto a pressão sobre equipes técnicas responsáveis por corrigir falhas quanto os riscos cibernéticos decorrentes da identificação acelerada de brechas em sistemas amplamente utilizados.

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Apple afirma já estar estudando o relatório para reparar as falhas – Imagem: Piotr Swat/Shutterstock

Em setembro do ano passado, a Apple anunciou uma tecnologia chamada Memory Integrity Enforcement (MIE), apresentada pela empresa como resultado de um esforço de design e engenharia que teria levado cinco anos.

De acordo com a companhia, o sistema foi desenvolvido a partir da combinação de sua experiência em hardware e sistemas operacionais.

Segundo a Calif, utilizando o Claude — sistema de IA da Anthropic — foi possível desenvolver o código necessário para explorar as duas falhas do MacOS em apenas cinco dias. Apesar disso, os pesquisadores ressaltam que o ataque não poderia ter sido realizado apenas pela IA.

Thai Duong, diretor-executivo da Calif, afirmou que o processo ainda dependeu fortemente da experiência humana dos especialistas em segurança da empresa. Segundo ele, o Mythos demonstra grande capacidade para reproduzir ataques já documentados anteriormente, mas ainda não apresentou habilidade consistente para criar técnicas totalmente inéditas. “Ainda não vimos casos em que ele cria novas técnicas de ataque”, afirmou Duong. “Isso é algo novo.”

Zalewski também avaliou que parte do entusiasmo em torno do Mythos pode ser exagerada, mas reconheceu que as ferramentas mais recentes já permitem realizar “pesquisas significativas sobre vulnerabilidades e auditoria de código”.

Os pesquisadores da Calif ficaram tão entusiasmados com a descoberta que viajaram pessoalmente de Palo Alto até a sede da Apple, em Cupertino, na terça-feira (12), para apresentar um relatório de 55 páginas detalhando as falhas exploradas.

A empresa pretende divulgar os detalhes técnicos do ataque apenas após a Apple corrigir os problemas identificados. Segundo Duong, as vulnerabilidades devem ser solucionadas rapidamente.

Mythos evolui e é cada vez mais testado

  • A Anthropic vem ampliando gradualmente o acesso ao Mythos depois de inicialmente restringir o software a um grupo seleto de empresas e organizações;
  • No início deste ano, uma IA da companhia encontrou mais de 100 vulnerabilidades classificadas como graves no navegador da Mozilla, o Firefox, ao longo de duas semanas;
  • Segundo o texto, esse volume corresponde aproximadamente ao número de falhas que normalmente são descobertas pelo restante da comunidade global de segurança em um período de dois meses;
  • As preocupações relacionadas ao avanço dessas ferramentas de IA também vêm impactando a estratégia do governo dos Estados Unidos para o setor;
  • Segundo o texto, o fenômeno levou a Casa Branca a reavaliar sua abordagem mais flexível em relação ao desenvolvimento de IA;
  • O governo estadunidense agora considera a possibilidade de emitir uma ordem executiva que concederia supervisão governamental sobre os modelos de IA mais avançados.

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App Store: IA impulsiona novo boom de crescimento na plataforma

A App Store da Apple e o Google Play registraram um aumento de 60% no lançamento de novos aplicativos no primeiro trimestre de 2026, em comparação ao mesmo período do ano anterior, segundo dados da empresa de inteligência de mercado Appfigures. Quando analisada isoladamente, a App Store do iOS apresentou crescimento ainda maior, de 80%.

Em abril de 2026, o número total de lançamentos de aplicativos aumentou 104% em ambas as lojas, comparado ao mesmo período de 2025, com alta de 89% especificamente no iOS. Os dados contrariam previsões de que a ascensão dos chatbots e agentes de IA reduziria o uso de aplicativos móveis.

A hipótese principal é que ferramentas de programação assistida por IA, como Claude Code e Replit, estejam facilitando a criação de aplicativos para pessoas sem conhecimento técnico avançado. Essa democratização pode estar gerando uma nova corrida do ouro na App Store, liderada por criadores com ideias mas sem habilidades técnicas para desenvolver software móvel.

Os dados da Appfigures mostram que certas categorias registram um número ainda maior do que outras. Jogos móveis continuam representando a maior parte dos novos lançamentos mundiais no primeiro trimestre de 2026, como em anos anteriores. Uma nova categoria atingiu o top cinco este ano , a de “produtividade”.

A categoria “utilitários” subiu para a segunda posição, enquanto aplicativos de “estilo de vida” avançaram da quinta colocação em 2025 para a terceira posição atual. Aplicativos de “saúde e bem-estar” completam o top cinco das categorias com mais lançamentos.

Desafios de segurança 

Esta semana, a Apple removeu o aplicativo de recompensas Freecash da App Store por violações de regras, após permitir que o app subisse no ranking e permanecesse entre os cinco primeiros por meses.

A empresa também foi surpreendida por um aplicativo malicioso de criptomoedas, um clone do Ledger Live, que drenou US$ 9,5 milhões em criptomoedas das contas das vítimas. Embora a empresa faça um trabalho significativo bloqueando e rejeitando aplicativos perigosos ou spam, especialistas argumentam que a App Store precisa de uma “equipe anti-fraude” que monitore aplicativos fraudulentos que estão ganhando popularidade.

A análise mais recente da Apple, de 2024, mostra que a empresa removeu ou rejeitou mais de 17.000 aplicativos por propaganda enganoza, rejeitou mais de 320.000 submissões identificadas como spam, e impediu que mais de 37.000 aplicativos potencialmente fraudulentos chegassem aos usuários. O avanço da IA na criação de novos aplicativos intensifica ainda mais a fiscalização e monitoramento de segurança.

Fonte: techcrunch.com

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Apple lança pacote de apps criativos por R$ 40 e mira a Adobe

A Apple acaba de declarar guerra à Adobe. O Apple Creator Studio, anunciado nesta semana, reúne Final Cut Pro, Logic Pro, Pixelmator Pro e outros aplicativos em um único pacote de assinatura por R$ 39,90 mensais. Para estudantes, o valor cai para R$ 14,90. O lançamento acontece em 28 de janeiro. O movimento era esperado …

Leia Apple lança pacote de apps criativos por R$ 40 e mira a Adobe na íntegra no B9.

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