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Gemini ganha rosto: nova inteligência artificial do Google fala, reage e sincroniza os lábios em tempo real

O Google está dando uma nova aparência ao Gemini. A empresa apresentou o Gemini 3.8 Live com Live Avatar, recurso que coloca uma persona animada na tela para conversar com o usuário em tempo quase real.

O avatar consegue sincronizar os movimentos da boca com a fala, apresentar diferentes expressões faciais e manter uma conversa de maneira mais natural. A novidade foi anunciada nesta quinta-feira (24) e está disponível no Gemini Enterprise.

A tecnologia combina geração de vídeo de baixa latência com os recursos de diálogo ao vivo do Gemini. Dessa forma, a inteligência artificial (IA) não apenas responde por voz, mas também apresenta uma presença visual durante a interação.

Segundo o Google, o Live Avatar foi desenvolvido para aplicações empresariais, como atendimento ao cliente e experiências interativas. O sistema também consegue processar informações visuais e de áudio simultaneamente durante as conversas.

Gemini fala 97 idiomas com sincronização labial

  • Um dos destaques do recurso é a capacidade de alternar entre 97 idiomas durante uma conversa. O Google afirma que o avatar consegue adaptar a sincronização labial e as expressões sem perda de fidelidade visual ou introdução de “desvio visual”;
  • Em demonstração divulgada pela empresa, o mesmo avatar conversa em inglês e japonês, com os movimentos da boca acompanhando a fala nos dois idiomas;
  • O Live Avatar também pode exibir informações na tela enquanto conversa. Outro recurso é a execução de ferramentas em segundo plano: a IA pode buscar dados ou realizar determinadas tarefas sem interromper o diálogo com o usuário;
  • O Google cita como exemplo uma situação em que o avatar auxilia no check-in de um hóspede em um hotel, acionando ferramentas enquanto mantém a conversa ativa.

As organizações poderão escolher entre uma biblioteca de avatares prontos ou criar personagens personalizados. Nesse segundo caso, desenvolvedores podem partir de uma imagem de referência para gerar um avatar animado, preservando características visuais, identidade de personagem ou elementos de uma marca. A criação de avatares personalizados, porém, está atualmente disponível apenas por meio de uma lista de empresas autorizadas.

O Google também afirma que todo conteúdo gerado por seus produtos de IA recebe a marca d’água invisível SynthID, incorporada ao áudio e ao vídeo para ajudar a identificar conteúdo criado por IA.

Exemplo de avatar do Gemini – Imagem: Reprodução/Google

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Gemini 4 está quase pronto, diz chefe do Google DeepMind

Enquanto o Google apresenta uma nova forma de interação com o Gemini, a empresa também se prepara para o próximo grande salto de seus modelos de IA.

O Gemini 4 está na fase de refinamento e deve ser lançado “muito antes” do fim de 2026, segundo Koray Kavukcuoglu, chefe do Google DeepMind.

Em entrevista ao The Information, Kavukcuoglu afirmou que a intenção da empresa é disponibilizar uma primeira versão do modelo após o treinamento final “o mais rápido possível”, porque os resultados obtidos até agora são animadores.

“Nossa intenção é, tipo — assim que possível — lançar uma versão inicial pós-treinamento porque vemos os resultados e estamos animados”, afirmou Kavukcuoglu ao The Information. O executivo também disse que o Google pretende manter um ritmo acelerado de novas versões.

A informação foi corroborada por relatos publicados nesta quinta-feira (24), segundo os quais o Gemini 4 já entrou na etapa de pós-treinamento, fase em que o comportamento do modelo é refinado antes do lançamento. O processo inclui testes internos e implementação de mecanismos de segurança.

Kavukcuoglu assumiu a liderança do Google DeepMind após uma mudança na estrutura da divisão. O executivo já havia discutido publicamente o desenvolvimento do Gemini 4 em setembro, incluindo o andamento do treinamento do novo modelo.

Segundo o próprio Kavukcuoglu, o objetivo do Google é continuar na fronteira do desenvolvimento de IA. Ao ser questionado sobre a possibilidade de a empresa ficar atrás dos concorrentes, ele respondeu ao The Information que, em sua visão, é uma “certeza” que o Google estará sempre na fronteira.

O avanço do Gemini 4 ocorre enquanto o Google continua expandindo a família Gemini 3.8. O Gemini 3.8 Live foi apresentado em setembro como um modelo voltado para diálogos em tempo quase real, com capacidade de processar informações visuais, alternar entre 97 idiomas e executar ferramentas em segundo plano durante conversas.

Agora, com o Live Avatar, o Google acrescenta uma camada visual à experiência: além de ouvir e responder, o Gemini passa a falar por meio de uma persona animada, com expressões faciais e sincronização labial em tempo real.

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Apple apresenta IA capaz de criar avatares 3D realistas a partir de fotos

Pesquisadores da Apple apresentaram novo sistema de inteligência artificial (IA) chamado HeadsUp, capaz de gerar renderizações gaussianas 3D de cabeças humanas com alto nível de fidelidade a partir de fotografias capturadas simultaneamente por múltiplas câmeras.

O projeto foi detalhado em um artigo técnico assinado por 23 pesquisadores da companhia. Além de criar os modelos tridimensionais, o sistema também consegue animá-los por meio de blendshapes, técnica utilizada para deformar a malha de um modelo 3D e reproduzir expressões faciais.

Segundo o resumo do estudo, o método utiliza “uma arquitetura eficiente de codificador-decodificador que comprime as imagens de entrada em uma representação latente compacta”. Em seguida, essa representação “é então decodificada em um conjunto de gaussianas 3D parametrizadas em UV, ancoradas a um modelo neutro de cabeça”.

O artigo afirma ainda que a representação em UV “desacopla o número de gaussianas 3D do número e da resolução das imagens de entrada, permitindo o treinamento com muitas imagens de alta resolução”.

Método utiliza arquitetura eficiente de codificador-decodificador que comprime as imagens de entrada em uma representação latente compacta – Imagem: Divulgação/Apple

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Detalhes do projeto da Apple

  • De acordo com os pesquisadores, o HeadsUp foi treinado com dados de mais de 10 mil participantes, número descrito como sem precedentes nesse segmento;
  • O objetivo do projeto era solucionar um dos principais desafios das reconstruções 3D: equilibrar qualidade visual e escalabilidade;
  • Ferramentas desse tipo normalmente levam alguns minutos para mapear um rosto, mas o sistema da Apple consegue gerar um modelo 3D inédito em menos de um segundo;
  • Segundo o estudo, o HeadsUp é até 40 vezes mais eficiente que o Avat3r, solução utilizada como referência nos testes comparativos;
  • Os pesquisadores também destacaram ganhos de qualidade em relação às soluções concorrentes. Utilizando uma GPU Nvidia A100, GPU voltada para data centers e aplicações de alto desempenho, o sistema levou apenas 0,33 segundo para gerar o modelo 3D de uma cabeça humana. Em testes realizados com quatro câmeras, o resultado foi obtido em 0,14 segundo.

Segundo o artigo, o HeadsUp consegue captar detalhes finos historicamente considerados difíceis para sistemas de reconstrução 3D, incluindo fios de cabelo, cílios, joias e textura da pele. A tecnologia também é capaz de gerar identidades completamente novas a partir de descrições em texto, ampliando as possibilidades de criação de personagens e avatares digitais.

Após a divulgação do estudo, começaram especulações sobre uma possível relação entre a tecnologia e as Personas do Apple Vision Pro, headset de realidade mista da Maçã. A hipótese ganhou força após a descoberta da aquisição da empresa de avatares de IA Animato pela Apple.

Riscos

Os próprios pesquisadores reconheceram os riscos associados à ferramenta. O estudo afirma que a tecnologia reduz barreiras para a criação de deepfakes convincentes, o que pode aumentar riscos de desinformação e fraude.

Como medida de mitigação, a Apple recomendou o uso de marcas d’água em materiais de demonstração produzidos com a tecnologia.

O estudo completo do HeadsUp foi disponibilizado pela Apple em sua página oficial.

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