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Fn: Google coloca Gemini dentro do teclado do Mac com novo atalho

O Gemini ganhou um novo recurso no macOS que permite conversar com a inteligência artificial usando apenas a tecla Fn do teclado. A novidade permite ditar textos, resumir documentos e pedir ajuda sem precisar abrir uma janela separada.

Segundo o Google, a função foi criada para que usuários possam interagir com o assistente enquanto continuam trabalhando nos aplicativos que já estão usando.

Menos cliques, mais agilidade: Gemini transforma voz em textos, resumos e comandos sem abrir outra janela. – Imagem: Rokas Tenys/Shutterstock

Atalho transforma voz em texto dentro dos apps

Ao pressionar e segurar a tecla Fn, localizada no canto inferior esquerdo do teclado dos Macs, o usuário ativa o Gemini em qualquer janela aberta. A ideia é reduzir etapas para quem precisa escrever ou organizar informações rapidamente.

O recurso de ditado inteligente transforma a fala em texto, remove interrupções como “ums” e “ahs”, identifica correções feitas durante a fala e insere o resultado diretamente no local do cursor.

Entre as possibilidades estão:

  • transformar ideias faladas em textos;
  • resumir informações selecionadas na tela;
  • reescrever conteúdos com comandos de voz;
  • criar mensagens e documentos;
  • gerar ou editar imagens a partir de descrições.

IA entende o que aparece na tela

Além da transcrição, o Gemini pode analisar o conteúdo exibido no computador caso o usuário ative o recurso de raciocínio da ferramenta.

Com isso, é possível selecionar arquivos, imagens ou documentos e pedir ações específicas. O Google cita como exemplo resumir um PDF ou transformar anotações em um e-mail.

A ferramenta também permite criar imagens por voz ou pedir alterações em materiais visuais abertos na tela, ajudando em tarefas de criação e planejamento.

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Menos cliques, mais agilidade: Gemini transforma voz em textos, resumos e comandos sem abrir outra janela. Imagem: freepik/Freepik

Novidade chega gradualmente aos usuários

O novo recurso está sendo liberado globalmente para usuários do aplicativo Gemini no macOS. Inicialmente, a função está disponível apenas em inglês, mas o Google informou que outros idiomas serão adicionados futuramente.

Leia mais:

O aplicativo nativo do Gemini para macOS foi lançado em abril e recebeu, em junho, o Spark, assistente de IA voltado para tarefas mais complexas, como criar documentos e planilhas.

Com o novo comando por voz, o Google amplia o uso do Gemini nos computadores, aproximando a IA de tarefas comuns como escrever, revisar textos, organizar informações e desenvolver ideias.

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Claude Mythos descobre falhas de segurança no macOS

Pesquisadores de segurança afirmam ter descoberto uma nova maneira de contornar os sistemas avançados de proteção da Apple utilizando técnicas identificadas durante testes realizados, em abril, com uma versão inicial da inteligência artificial (IA) Mythos, da Anthropic.

A descoberta foi feita por especialistas da Calif, empresa de pesquisa em segurança sediada em Palo Alto, na Califórnia (EUA). Segundo os pesquisadores, o método desenvolvido conecta duas falhas do MacOS a um conjunto de técnicas capazes de corromper a memória do computador e obter acesso a áreas do dispositivo que deveriam permanecer inacessíveis.

O mecanismo é classificado como um exploit de escalonamento de privilégios — tipo de ataque que, quando combinado com outras vulnerabilidades, pode permitir que hackers assumam o controle completo de uma máquina.

Para especialistas do setor, o caso chama atenção porque a Apple vem investindo intensamente para tornar o MacOS um dos sistemas operacionais mais difíceis de serem invadidos.

Michał Zalewski, pesquisador de segurança que trabalhou anteriormente no Google e revisou o estudo da Calif sem participar dos testes, afirmou ao The Wall Street Journal que a técnica é relevante justamente pelo nível de proteção implementado pela empresa.

O que diz a Apple sobre a descoberta

A Apple informou que está analisando o relatório produzido pela Calif para validar as conclusões apresentadas. A companhia também destacou que utiliza modelos avançados de IA para testar e corrigir vulnerabilidades.

Segurança é nossa principal prioridade, e levamos muito a sério relatos de potenciais vulnerabilidades”, declarou uma porta-voz da empresa.

Especialistas em cibersegurança vêm alertando que os modelos mais recentes de IA desenvolvidos por empresas, como Anthropic e OpenAI, passaram a demonstrar capacidade significativamente maior de identificar falhas de software.

Segundo pesquisadores da área, o avanço dessas ferramentas alimenta temores de um cenário apelidado de “Bugmageddon”, caracterizado por uma explosão sem precedentes na descoberta de vulnerabilidades de segurança.

A preocupação envolve tanto a pressão sobre equipes técnicas responsáveis por corrigir falhas quanto os riscos cibernéticos decorrentes da identificação acelerada de brechas em sistemas amplamente utilizados.

Leia mais:

Apple afirma já estar estudando o relatório para reparar as falhas – Imagem: Piotr Swat/Shutterstock

Em setembro do ano passado, a Apple anunciou uma tecnologia chamada Memory Integrity Enforcement (MIE), apresentada pela empresa como resultado de um esforço de design e engenharia que teria levado cinco anos.

De acordo com a companhia, o sistema foi desenvolvido a partir da combinação de sua experiência em hardware e sistemas operacionais.

Segundo a Calif, utilizando o Claude — sistema de IA da Anthropic — foi possível desenvolver o código necessário para explorar as duas falhas do MacOS em apenas cinco dias. Apesar disso, os pesquisadores ressaltam que o ataque não poderia ter sido realizado apenas pela IA.

Thai Duong, diretor-executivo da Calif, afirmou que o processo ainda dependeu fortemente da experiência humana dos especialistas em segurança da empresa. Segundo ele, o Mythos demonstra grande capacidade para reproduzir ataques já documentados anteriormente, mas ainda não apresentou habilidade consistente para criar técnicas totalmente inéditas. “Ainda não vimos casos em que ele cria novas técnicas de ataque”, afirmou Duong. “Isso é algo novo.”

Zalewski também avaliou que parte do entusiasmo em torno do Mythos pode ser exagerada, mas reconheceu que as ferramentas mais recentes já permitem realizar “pesquisas significativas sobre vulnerabilidades e auditoria de código”.

Os pesquisadores da Calif ficaram tão entusiasmados com a descoberta que viajaram pessoalmente de Palo Alto até a sede da Apple, em Cupertino, na terça-feira (12), para apresentar um relatório de 55 páginas detalhando as falhas exploradas.

A empresa pretende divulgar os detalhes técnicos do ataque apenas após a Apple corrigir os problemas identificados. Segundo Duong, as vulnerabilidades devem ser solucionadas rapidamente.

Mythos evolui e é cada vez mais testado

  • A Anthropic vem ampliando gradualmente o acesso ao Mythos depois de inicialmente restringir o software a um grupo seleto de empresas e organizações;
  • No início deste ano, uma IA da companhia encontrou mais de 100 vulnerabilidades classificadas como graves no navegador da Mozilla, o Firefox, ao longo de duas semanas;
  • Segundo o texto, esse volume corresponde aproximadamente ao número de falhas que normalmente são descobertas pelo restante da comunidade global de segurança em um período de dois meses;
  • As preocupações relacionadas ao avanço dessas ferramentas de IA também vêm impactando a estratégia do governo dos Estados Unidos para o setor;
  • Segundo o texto, o fenômeno levou a Casa Branca a reavaliar sua abordagem mais flexível em relação ao desenvolvimento de IA;
  • O governo estadunidense agora considera a possibilidade de emitir uma ordem executiva que concederia supervisão governamental sobre os modelos de IA mais avançados.

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