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Anthropic chama ex-integrante da Casa Branca para lidar com IA

A Anthropic escolheu Mariano-Florentino Cuéllar para liderar sua área global de assuntos públicos em um momento de pressão sobre as regras de inteligência artificial nos Estados Unidos. A nomeação ocorre enquanto a empresa tenta ampliar o diálogo com governos e lidar com disputas envolvendo o uso de seus sistemas.

Segundo a Reuters, Cuéllar será responsável por administrar as relações da Anthropic com autoridades americanas e governos de outros países onde a companhia está expandindo suas operações.

A inteligência artificial entrou em uma nova fase: empresas agora precisam negociar regras, segurança e relações políticas. – Imagem: Garun.Prdt/Shutterstock

Executivo chega para aproximar Anthropic de governos

Criadora dos modelos Claude, a Anthropic aposta na experiência de Cuéllar no setor público para conduzir conversas sobre regulamentação e segurança da inteligência artificial. Conhecido como Tino, o executivo responderá diretamente à presidente da empresa, Daniela Amodei.

O novo chefe global de assuntos públicos ficará baseado na sede da companhia, em São Francisco. Entre suas atribuições estará a construção de relações com representantes governamentais em diferentes mercados.

Cuéllar já tinha ligação com a Anthropic. Desde janeiro, ele fazia parte do Long-Term Benefit Trust, estrutura criada para acompanhar o compromisso da empresa com sua missão de benefício público. Agora, deixará essa função para integrar oficialmente a companhia.

Histórico em governo e segurança pesa na escolha

A trajetória do executivo inclui uma passagem pela Casa Branca durante o governo do ex-presidente Barack Obama, onde atuou como assistente especial, além da liderança do Carnegie Endowment for International Peace até julho. Nesse período, também copresidiu uma força-tarefa sobre segurança nacional dos Estados Unidos e proliferação nuclear.

Na prática, Cuéllar deverá concentrar esforços em quatro frentes principais:

  • Relacionamento com governos dos Estados Unidos e de outros países;
  • Discussões sobre regulamentação para empresas de inteligência artificial;
  • Segurança e riscos ligados ao uso de modelos avançados de IA;
  • Diálogo com diferentes setores políticos sobre o futuro da tecnologia.

Em uma declaração divulgada pela empresa, Cuéllar afirmou que o desenvolvimento e a regulamentação da inteligência artificial chegaram a um ponto decisivo. “As escolhas que fazemos hoje determinarão se a humanidade poderá aproveitar possibilidades extraordinárias para avançar a ciência e melhorar vidas em todo o mundo ou enfrentar enormes riscos e desigualdade crescente”, disse.

Celular com logo da Anthropic posicionado acima de notas de dólar.
A Anthropic vive pressão nos EUA e aposta em um especialista em política para administrar conflitos e ampliar diálogos – Imagem: Mehaniq/Shutterstock

Disputas com governo americano aumentam pressão

A nomeação acontece enquanto a Anthropic enfrenta conflitos relacionados ao uso militar de sua tecnologia. A empresa teve seus sistemas incluídos em uma lista de bloqueios do Pentágono e contestou a decisão judicialmente.

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Além disso, a administração de Donald Trump estabeleceu temporariamente controles de exportação que impediram a venda dos modelos Mythos 5 e Fable 5 para usuários estrangeiros, alegando preocupações de segurança nacional.

Para Oren Cass, fundador do American Compass, Cuéllar tem um perfil pragmático e aberto ao diálogo. “Sua abordagem será provocar uma boa formulação de políticas deliberativas com a administração”, afirmou à Reuters.

Com a nova função, o executivo terá o desafio de representar a Anthropic nas discussões sobre regras para inteligência artificial enquanto a empresa busca equilibrar expansão comercial, segurança e exigências governamentais.

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DeepSeek mostra que IA mais barata pode ganhar espaço no mercado

A DeepSeek apresentou uma nova versão de seu modelo de inteligência artificial com foco em baixo custo. Segundo uma análise, o V4-Flash tem uma das operações mais econômicas entre as principais tecnologias avaliadas.

De acordo com a Reuters, a estratégia da startup chinesa é oferecer uma alternativa mais acessível para empresas que querem adotar IA em larga escala.

O DeepSeek V4-Flash pode custar mais de 100 vezes menos para operar que alguns rivais, segundo análise da Artificial Analysis. Imagem: Mamun_Sheikh / Shutterstock

V4-Flash aposta no preço para conquistar empresas

Lançado oficialmente na sexta-feira, o V4-Flash é a nova aposta da DeepSeek para voltar aos holofotes da inteligência artificial. A empresa ganhou projeção mundial no início de 2025 com o modelo R1, que chamou atenção e levantou dúvidas sobre os altos investimentos feitos por companhias americanas no setor.

A Artificial Analysis apontou que o sistema tem o menor custo de operação entre os modelos conhecidos analisados pela empresa.

Os valores informados são:

  • US$ 0,14 por milhão de tokens de entrada (cerca de R$ 0,71);
  • US$ 0,28 por milhão de tokens de saída (aproximadamente R$ 1,42);
  • Custo médio de US$ 0,03 por teste (cerca de R$ 0,15);
  • Token é uma unidade de dados usada para calcular o consumo de uma IA.

Na comparação de gastos médios, o V4-Flash ficou abaixo do Kimi K3, da Moonshot AI, com US$ 0,86 (cerca de R$ 4,36), do GPT-5.6 Sol, da OpenAI, com US$ 1,86 (aproximadamente R$ 9,43), e do Claude Fable 5, da Anthropic, que chega a US$ 3,15 (cerca de R$ 15,97).

Preço menor não revela tudo sobre a tecnologia

O valor cobrado por uma IA não é o único fator que define seu custo real. Segundo a Artificial Analysis, alguns sistemas podem exigir mais etapas para concluir uma tarefa, aumentando o gasto final.

Por isso, a avaliação considera também a quantidade de dados processados e gerados durante os testes, criando uma comparação mais próxima do uso prático.

A disputa por clientes dentro da China ficou mais intensa. A DeepSeek enfrenta concorrentes como Moonshot AI, MiniMax e Z.AI, além de grandes empresas como ByteDance e Alibaba, que também buscam espaço entre negócios interessados em soluções mais econômicas.

Celular colocado sobre teclado de notebook; ambos exibem logomarca do Google Gemini nas suas telas
O modelo da DeepSeek marcou 50 pontos no Intelligence Index, ficando no mesmo nível do Gemini 3.6 Flash. – Imagem: arda savasciogullari/Shutterstock

Desempenho ainda fica atrás de modelos líderes

O levantamento também avaliou o desempenho do V4-Flash no Intelligence Index, indicador baseado em nove testes envolvendo programação, raciocínio e tarefas comuns do ambiente profissional.

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O modelo alcançou 50 pontos, mesma nota do Gemini 3.6 Flash, do Google. O resultado ficou um ponto abaixo do Muse Spark 1.1, da Meta, e do GLM-5.2, da Z.AI.

Apesar do destaque pelo preço, a ferramenta ainda ficou atrás do Kimi K3, que marcou 57 pontos, e de modelos como Claude Opus 5, Claude Fable 5 e GPT-5.6.

A DeepSeek também prepara uma versão mais potente, chamada V4-Pro, mas ainda não informou quando ela será lançada. A movimentação mostra que a disputa pela IA não depende apenas de criar sistemas mais avançados: reduzir custos também virou uma peça importante para conquistar mercado.

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Nova IA chinesa custa mais de 100 vezes menos para operar

A disputa entre gigantes chinesas da inteligência artificial ganhou novos capítulos nesta semana. Enquanto a Alibaba revelou seu maior modelo de IA até agora, a DeepSeek chamou atenção por seguir um caminho diferente: reduzir drasticamente o custo de operação.

Segundo a Reuters, os anúncios mostram que a corrida tecnológica na China não envolve apenas desempenho, mas também tornar essas ferramentas mais acessíveis para desenvolvedores e empresas.

A Alibaba revelou sua maior IA, mas quem roubou a cena foi a DeepSeek com um modelo que promete operar por uma fração do custo das rivais. – Imagem: PhotoGranary02/Shutterstock

Alibaba apresenta seu modelo mais ambicioso

O Qwen3.8-Max é a nova aposta da Alibaba para competir entre os sistemas de IA mais avançados do mercado. A novidade repercutiu rapidamente e ajudou as ações da companhia a subir 7% na Bolsa de Hong Kong.

A tecnologia reúne 2,4 trilhões de parâmetros, configurações aprendidas durante o treinamento que permitem reconhecer padrões, gerar respostas e executar tarefas. Embora essa quantidade não determine sozinha a qualidade de um sistema, ela continua sendo uma referência para medir a escala dos modelos mais modernos.

Pouco depois do lançamento, o Qwen3.8-Max tornou-se o modelo chinês mais bem colocado no ranking de texto da Arena.AI. Na categoria de análise de imagens e outros conteúdos visuais, ficou na segunda posição mundial.

Segundo a Alibaba, entre os principais recursos estão:

  • Processamento de textos, imagens e vídeos;
  • Capacidade para analisar até 1 milhão de tokens por vez;
  • Arquitetura “mixture-of-experts”, que ativa apenas parte do modelo em cada tarefa;
  • Uso simultâneo de apenas 95 bilhões de parâmetros, reduzindo custos e o tempo de resposta.

A empresa informou ainda que a novidade será disponibilizada na próxima semana e concluiu um projeto de engenharia de software em apenas 16 dias.

Aposta em modelos abertos

Outra característica compartilhada pelo Qwen3.8-Max e pelo V4-Flash, da DeepSeek, é o uso de modelos de pesos abertos. Na prática, desenvolvedores podem baixar esses parâmetros e adaptá-los para diferentes aplicações.

As empresas chinesas de IA encontraram um mercado importante. Muitos fluxos de trabalho corporativos não precisam do melhor modelo da indústria.

Lian Jye Su, analista-chefe da Omdia, à Reuters.

Para ele, esse movimento responde a uma necessidade importante do mercado. “Eles precisam de modelos bons o suficiente, acessíveis, transparentes e disponíveis, e os modelos de pesos abertos ajudam a atender essa demanda.”

Enquanto isso, OpenAI, Anthropic e Google seguem apostando em modelos de código fechado.

Ilustração de chip com bandeira da China em placa-mãe
A nova corrida da IA já não depende apenas de desempenho. Reduzir custos virou um dos maiores diferenciais do setor. – Imagem: rawf8/Shutterstock

DeepSeek mira a redução dos custos

Se a Alibaba apostou no tamanho do novo modelo, a DeepSeek resolveu competir pelo preço. O V4-Flash foi classificado pela Artificial Analysis como o modelo mais barato de operar entre os principais sistemas avaliados em testes de desempenho.

O levantamento aponta um custo de US$ 0,14 por milhão de tokens de entrada (cerca de R$ 0,71) e de US$ 0,28 por milhão de tokens de saída (aproximadamente R$ 1,42). No custo médio por teste, o V4-Flash ficou em cerca de US$ 0,03 (aproximadamente R$ 0,15), contra US$ 0,86 (cerca de R$ 4,36) do Kimi K3, US$ 1,86 (aproximadamente R$ 9,43) do GPT-5.6 Sol e US$ 3,15 (cerca de R$ 15,97) do Claude Fable 5.

Os anúncios reforçam que a concorrência entre as empresas chinesas deixou de ser apenas uma disputa por modelos maiores. Agora, eficiência e custo também passaram a definir quem ganha espaço na próxima fase da inteligência artificial.

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Gigantes da tecnologia gastam bilhões em IA sem garantia de retorno

As maiores empresas de tecnologia dos Estados Unidos estão colocando bilhões de dólares em inteligência artificial, apostando que a tecnologia pode transformar negócios e a economia. Mas o tamanho dos gastos já preocupa investidores, que questionam quando esse dinheiro começará a voltar.

Segundo o The Washington Post, Google, Microsoft, Meta, Amazon e Oracle ampliaram investimentos em infraestrutura de IA, enquanto o mercado acompanha os riscos de uma possível bolha.

O Google gastou US$ 1,15 para cada dólar gerado em caixa nos últimos três meses por causa dos investimentos em IA. – Imagem: FotoField/Shutterstock

Vale do Silício muda foco para a corrida da IA

Durante anos, empresas como Google e Facebook foram conhecidas pela capacidade de gerar dinheiro. Seus produtos digitais conquistaram milhões de usuários e ajudaram a transformar as companhias em algumas das mais importantes do mercado.

Agora, parte dessa receita está sendo direcionada para uma nova fase tecnológica: grandes data centers, chips avançados e equipamentos capazes de sustentar modelos de inteligência artificial.

Para os defensores da estratégia, o investimento pode abrir uma nova era de produtividade e crescimento. Já os críticos questionam se o retorno será suficiente para justificar os bilhões aplicados.

Essa coisa de IA precisa funcionar porque, se não funcionar… teremos um problema.

Torsten Slok, economista-chefe da Apollo Global Management, ao The Washington Post.

Entre os principais movimentos dessa disputa estão:

  • Construção de grandes data centers para operar sistemas de IA;
  • Compra de chips e equipamentos especializados;
  • Expansão de softwares e serviços baseados em inteligência artificial;
  • Aumento dos custos para manter essa infraestrutura;
  • Pressão por resultados financeiros mais rápidos.

Gastos crescentes colocam investidores em alerta

As projeções mostram uma mudança no comportamento financeiro das gigantes de tecnologia. Google, Amazon, Microsoft, Meta e Oracle podem ter fluxo de caixa livre negativo em 2026 por causa dos custos relacionados à infraestrutura de IA.

O Google é um dos exemplos mais marcantes. Nos últimos três meses analisados, a empresa gastou US$ 1,15 para cada dólar gerado em caixa, principalmente com chips, equipamentos e áreas destinadas a novos centros de dados.

Mesmo com essa pressão, as empresas seguem lucrativas nos modelos tradicionais de contabilidade, que distribuem esses custos ao longo de vários anos.

O CEO da Amazon, Andy Jassy, defendeu os investimentos e afirmou que a procura por soluções de IA continua forte. “Temos uma visão clara de fortes retornos financeiros”, disse aos investidores.

Homem e mulher na frente de um notebook com uma projeção de IA ao fundo.
Bilhões são aplicados em IA todos os anos, enquanto investidores tentam descobrir quando virá o retorno. – Imagem: DC Studio/Shutterstock

IA já influencia preços e concentração econômica

A disputa por componentes usados em inteligência artificial já afeta outros setores. A alta demanda por chips aumentou custos para empresas que dependem desses produtos, pressionando valores de itens como smartphones, notebooks e consoles.

A expansão dos data centers também elevou a preocupação com o consumo de energia em algumas regiões dos Estados Unidos.

Outro alerta envolve a distribuição dos ganhos econômicos. Segundo Barbara Denham, economista-chefe da Oxford Economics, áreas que já concentram tecnologia e riqueza, como Vale do Silício, Nova York, Seattle e Washington, tendem a receber mais benefícios.

“Os ganhos econômicos do boom da IA são autoalimentados”, afirmou Denham.

A inteligência artificial continua atraindo investimentos gigantescos, mas o mercado agora acompanha uma questão central: se as promessas da tecnologia conseguirão acompanhar a velocidade dos gastos feitos para desenvolvê-la.

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Samsung alerta: corrida da IA pode causar falta de chips até 2028

A Samsung prevê que a escassez global de chips deve continuar até 2028, impulsionada pela corrida por infraestrutura de inteligência artificial. A fabricante sul-coreana fechou acordos de longo prazo com empresas de data centers para garantir fornecimento em um mercado cada vez mais disputado.

O anúncio acontece após a divisão de semicondutores registrar um salto expressivo nos lucros, mas também em meio à cautela dos investidores com os altos custos envolvidos na expansão da tecnologia de IA.

A explosão da IA aumentou a disputa por semicondutores, peças essenciais para os novos sistemas digitais. Imagem: SweetBunFactory/iStock

Demanda por IA aumenta disputa por semicondutores

Segundo a Reuters, a Samsung espera que a falta de chips fique ainda mais intensa nos próximos anos. A empresa já assinou contratos com as cinco maiores companhias globais de data centers e negocia acordos com outros grandes nomes do setor.

Os contratos terão duração mínima de cinco anos e devem incluir pagamentos antecipados e preços mínimos, medidas que ajudam a reduzir riscos em investimentos de grande escala.

“Quase todos os clientes estão solicitando contratos de fornecimento de vários anos”, afirmou Jaejune Kim, vice-presidente executivo da área de memória da Samsung, durante uma teleconferência com analistas.

A empresa pretende garantir acordos que cubram cerca de dois terços de sua produção de memórias no longo prazo. A estratégia busca diminuir os impactos dos ciclos de alta e baixa que costumam marcar o mercado de semicondutores.

Entre os fatores que impulsionam a demanda estão:

  • Crescimento dos sistemas de inteligência artificial;
  • Expansão dos data centers;
  • Disputa global entre fabricantes de chips;
  • Necessidade de novos investimentos em fábricas.

Lucro dispara, mas mercado mantém cautela

A divisão de semicondutores da Samsung registrou lucro operacional de 89,2 trilhões de wons no segundo trimestre, cerca de R$ 312,9 bilhões. O resultado representa uma alta superior a 250 vezes em relação ao mesmo período do ano anterior.

A receita total do grupo chegou a 171,5 trilhões de wons (R$ 601,2 bilhões), crescimento de 130%. Mesmo assim, investidores demonstraram preocupação com os gastos elevados das empresas de tecnologia para ampliar a infraestrutura de IA.

O cenário dos chips perdeu força. Os investidores estão questionando por quanto tempo as margens recordes serão sustentáveis.

Kim Seok-hwan, analista da Mirae Asset Securities, à Reuters.

O avanço dos semicondutores também trouxe dificuldades internas. A divisão de celulares da Samsung registrou prejuízo de 700 bilhões de wons (R$ 2,46 bilhões) no trimestre, pressionada pelo aumento no preço dos componentes.

Chip da Samsung
Mesmo com lucro recorde, a Samsung alerta para um desafio: garantir chips suficientes nos próximos anos. – Imagem: g0d4ather/Shutterstock

Samsung tenta recuperar espaço nos chips de IA

A fabricante busca ampliar sua participação no mercado de memórias de alta largura de banda (HBM), usadas em processadores de inteligência artificial. A empresa fornece esses componentes para clientes como Nvidia e AMD e espera que a receita com HBM4 mais que triplique no terceiro trimestre.

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A Samsung também afirmou que sua área de fabricação de chips sob encomenda deve apresentar recuperação em breve, impulsionada pelo aumento da utilização das fábricas e pela melhora nos preços.

A companhia mantém o plano de iniciar as operações da fábrica de Taylor, no Texas, ainda neste ano. Uma segunda unidade também está prevista e poderá começar a produção em larga escala em 2030.

A disputa por semicondutores se tornou um dos principais reflexos da expansão da inteligência artificial. Para a Samsung, garantir contratos de longo prazo é uma forma de aproveitar a demanda atual e reduzir os efeitos das oscilações desse mercado.

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Corrida da IA vira batalha com acusações de roubo entre China e EUA

A China acusou empresas americanas de inteligência artificial9 de usar modelos chineses em processos de treinamento. O caso envolve a técnica de destilação de modelos e aumentou a tensão entre os dois países na corrida pelo domínio da IA.

Segundo a Reuters, autoridades dos EUA também investigam companhias chinesas por suposto uso indevido de tecnologias americanas, colocando propriedade intelectual no centro do debate.

A técnica de destilação de IA virou o centro de uma disputa entre duas potências da tecnologia mundial. Imagem: WANAN YOSSINGKUM/iStock

Destilação de IA vira motivo de acusações entre países

A destilação de modelos é uma técnica usada no desenvolvimento de inteligência artificial para transferir conhecimentos de um sistema mais avançado para outro mais leve e eficiente.

O Ministério do Comércio chinês afirmou que empresas dos Estados Unidos teriam usado esse método para obter conhecimento de modelos chineses durante etapas de pesquisa e treinamento.

Do outro lado, autoridades americanas alegam que algumas empresas chinesas podem ter ultrapassado o uso considerado legítimo da tecnologia e utilizado o processo para reproduzir capacidades de modelos desenvolvidos nos EUA.

Entre os principais pontos do conflito estão:

  • O limite entre aprendizado de máquina e cópia tecnológica;
  • A proteção de propriedade intelectual em sistemas de IA;
  • O uso de modelos abertos no desenvolvimento de novas ferramentas;
  • Possíveis restrições comerciais envolvendo tecnologia.

A discussão ganhou força após o lançamento do modelo Kimi K3, da startup chinesa Moonshot AI, que chamou atenção pelo desempenho em tarefas de programação.

Aplicativo da Kimi K3 em uma loja
A Moonshot AI entrou no centro da polêmica após o desempenho do modelo Kimi K3 chamar atenção. – Imagem: Robert Way/Shutterstock

Moonshot AI está no centro da polêmica

Segundo a Reuters, Michael Kratsios, diretor do Escritório de Política Científica e Tecnológica da Casa Branca, afirmou que os Estados Unidos tinham informações indicando que a Moonshot teria usado destilação do modelo Claude Fable 5, da Anthropic, para desenvolver o Kimi K3.

Kratsios também disse que a empresa teria criado uma plataforma interna para realizar processos de destilação em grande escala e utilizado diferentes métodos de acesso para evitar identificação.

A Moonshot negou as acusações. Ao jornal chinês National Business Daily, a companhia afirmou que os avanços do Kimi K3 vieram de mudanças próprias na arquitetura do sistema, e não da reprodução de tecnologia americana.

O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou que empresas chinesas poderiam enfrentar sanções ou inclusão na Entity List, mecanismo que limita o acesso a tecnologias americanas.

“Open source não é uma temporada aberta para propriedade intelectual americana”, escreveu Bessent.

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Dados, códigos e modelos de IA: os novos elementos da disputa tecnológica entre China e EUA. – Imagem gerada com IA. ChatGPT/Olhar Digital

Disputa mostra nova fase da corrida pela IA

O governo chinês respondeu que tomará “todas as medidas necessárias” para proteger seus interesses caso empresas do país sejam prejudicadas.

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A Reuters informou ainda que a Anthropic identificou mais de 3,4 milhões de interações com seus modelos relacionadas à Moonshot. Segundo a empresa, centenas de contas fraudulentas teriam sido usadas para acessar recursos como programação, análise de dados e uso de ferramentas.

O caso mostra que a disputa pela inteligência artificial deixou de envolver apenas quem cria os modelos mais avançados. Agora, treinamento, infraestrutura, dados e proteção tecnológica também fazem parte da competição entre China e Estados Unidos.

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Disputa por IA ameaça acordo de segurança entre EUA e China

A corrida pela inteligência artificial ganhou um novo atrito entre Estados Unidos e China. Acusações contra empresas chinesas e possíveis sanções levantam dúvidas sobre o futuro da cooperação para criar padrões de segurança para modelos avançados.

Segundo a Reuters, especialistas avaliam que a disputa acontece em um momento delicado, quando sistemas mais poderosos aumentam preocupações com ataques cibernéticos e outros usos mal-intencionados.

Modelos de IA cada vez mais avançados levantam uma pergunta: como garantir segurança sem frear a inovação? – Imagem: vittaya pinpan / Shutterstock

Acusação contra Moonshot aumenta pressão sobre a China

O governo americano acusou o laboratório chinês Moonshot de ter desenvolvido o modelo Kimi K3 usando técnicas de destilação a partir do Fable 5, da Anthropic. A tecnologia permite aproveitar respostas de modelos mais avançados para treinar novas ferramentas, reduzindo custos de desenvolvimento.

A denúncia levou o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, a mencionar a possibilidade de sanções. O Departamento de Comércio americano também investiga se empresas chinesas acessaram chips avançados de forma irregular para treinar seus sistemas.

A tensão envolve uma disputa maior: os dois países querem liderar o avanço da IA, mas também precisam lidar com riscos relacionados ao uso dessas tecnologias.

Entre as principais preocupações estão:

  • uso de modelos avançados em ataques cibernéticos;
  • dificuldade de controlar ferramentas de código aberto;
  • ausência de padrões globais de segurança;
  • alterações feitas nos sistemas após o lançamento.

Dependendo do número de empresas chinesas atingidas e da natureza das ações punitivas tomadas, a retaliação tem potencial para inviabilizar tanto o diálogo sobre IA quanto a reunião de 24 de setembro entre os presidentes Trump e Xi.

Paul Triolo, sócio do DGA-Albright Stonebridge Group, à Reuters.

Aplicativo da Kimi K3 em uma loja
A acusação contra a chinesa Moonshot colocou a corrida global pela inteligência artificial no centro das atenções. – Imagem: Robert Way/Shutterstock

Modelos abertos entram no debate sobre riscos

Os chamados modelos open-weight, que podem ser baixados, modificados e redistribuídos, também estão no centro das discussões. Segundo especialistas, esse formato dificulta o controle sobre mudanças feitas depois que a tecnologia chega aos usuários.

A Hugging Face utilizou recentemente o modelo chinês GLM-5.2 para conter um ataque cibernético realizado por um agente da OpenAI durante testes de segurança. O caso chamou atenção porque mostrou uma situação em que uma ferramenta aberta conseguiu atuar onde sistemas fechados tinham limitações.

O pesquisador Yoshua Bengio defendeu avaliações mais rigorosas antes da liberação desses modelos.

“O lógico é encontrar uma boa avaliação desses modelos, compartilhar os modelos que não são muito perigosos e não compartilhar aqueles acima do limite de risco”, afirmou.

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Modelos de código aberto podem ser modificados por qualquer pessoa, mas também trazem novos desafios de segurança. – Imagem: Pedro Spadoni via Gemini/Olhar Digital

EUA e China divergem sobre regras futuras

Na China, modelos de IA precisam passar por avaliações de segurança e conteúdo antes do lançamento, mas as regras atuais não abrangem todas as modificações feitas posteriormente. Nos Estados Unidos, empresas podem enviar seus sistemas voluntariamente para testes do Center for AI Standards and Innovation (CAISI).

Leia mais:

O debate também divide o setor americano. Algumas empresas defendem medidas contra modelos chineses de baixo custo, enquanto representantes do governo alertam que restrições excessivas podem prejudicar a inovação.

David Sacks, conselheiro de IA da Casa Branca, afirmou que grandes laboratórios americanos querem eliminar concorrentes de código aberto e defendeu uma disputa mais equilibrada.

A disputa entre Washington e Pequim mostra que a corrida pela inteligência artificial envolve mais do que criar modelos poderosos. O futuro da segurança da tecnologia dependerá da capacidade dos países de manter algum nível de cooperação mesmo em meio à competição.

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Modelo chinês de IA pressiona OpenAI e muda disputa tecnológica

A OpenAI vai apresentar ao governo Trump e a parlamentares dos Estados Unidos seus próximos modelos de inteligência artificial. A reunião ocorre enquanto autoridades americanas trabalham em um processo para avaliar a segurança de sistemas avançados.

A empresa pretende explicar como essas ferramentas podem afetar o mercado de trabalho e defender regras comuns para que os EUA acompanhem o avanço da China no setor.

Novos modelos de IA entram no debate nos EUA enquanto cresce a disputa tecnológica com a China. – Imagem:kritsapong jieantaratip/iStock

OpenAI mostra novos modelos e impacto no trabalho

Segundo a Bloomberg, o CEO da OpenAI, Sam Altman, deve se reunir na próxima semana com autoridades americanas para apresentar a nova geração de sistemas da empresa. Os encontros acontecem durante a criação de um modelo de revisão de segurança para tecnologias consideradas de ponta.

A informação foi divulgada por Chris Lehane, chefe de assuntos públicos globais da OpenAI, em uma reunião em Washington. De acordo com ele, parte das conversas será dedicada à nova família de modelos da companhia e aos possíveis efeitos dessas ferramentas nas atividades profissionais.

“Achamos que haverá capacidades realmente interessantes com essa família de modelos, especialmente no que diz respeito ao trabalho e à ampliação do trabalho”, afirmou Lehane.

A previsão é que o governo americano conclua nas próximas semanas uma estrutura para analisar sistemas avançados. A discussão ganhou força após novos lançamentos de empresas chinesas aumentarem a pressão sobre os desenvolvedores dos Estados Unidos.

Logo da OpenAI em um smartphone
OpenAI quer mostrar como suas futuras ferramentas podem transformar o mercado de trabalho. – Imagem: Mehaniq/Shutterstock

Modelo chinês amplia disputa pela liderança em IA

O lançamento do Kimi K3, da startup chinesa Moonshot, levantou questionamentos sobre a vantagem americana no setor. A ferramenta passou a competir com soluções de empresas como OpenAI e Anthropic.

O movimento também chamou a atenção de investidores, que passaram a avaliar se os grandes aportes em infraestrutura de IA terão o resultado esperado. Para Lehane, o momento mostra a necessidade de uma coordenação maior entre governo, empresas e especialistas.

Entre os pontos defendidos pela OpenAI estão:

  • Criação de padrões nacionais para avaliação de modelos de IA;
  • Maior colaboração entre governo, empresas e especialistas;
  • Garantia de acesso de especialistas em segurança cibernética aos principais modelos;
  • Coordenação entre estados americanos para evitar regras diferentes.

É realmente importante que exista um processo para garantir que estamos disponibilizando nossos modelos líderes.

Chris Lehane, chefe de assuntos públicos globais da OpenAI, em nota.

O executivo também destaca que a iniciativa deveria envolver aliados dos Estados Unidos.

Ao fundo, bandeira dos Estados Unidos; à frente, os dizeres
EUA avaliam criar órgão independente para analisar novos modelos de inteligência artificial. Imagem: Pixels Hunter/Shutterstock

EUA discutem regras para controlar novos sistemas

O governo americano avalia criar um órgão independente para analisar modelos de IA com participação da indústria. A proposta pretende dar mais clareza às empresas sobre como os sistemas serão avaliados antes de chegar ao público.

Leia mais:

A discussão ganhou força após críticas do setor tecnológico sobre a falta de um padrão definido para lidar com ferramentas avançadas. Recentemente, medidas de controle de exportação dos EUA afetaram sistemas da Anthropic, enquanto a OpenAI fez alterações em seus modelos após pedidos das autoridades antes do lançamento de novas versões.

Sem uma diretriz única, Lehane afirmou que a OpenAI pretende aproximar as regras adotadas pelos estados americanos. A empresa apoia uma proposta em Massachusetts que exige que grandes desenvolvedores adotem medidas para identificar riscos considerados catastróficos.

A disputa pela próxima geração de inteligência artificial não envolve apenas criar modelos mais capazes. Governos e empresas agora precisam definir como essas ferramentas serão testadas, disponibilizadas e utilizadas com segurança.

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Google atualiza Gemini, lança concorrente do Mythos e apimenta corrida das IAs

O Google apresentou três novos modelos de inteligência artificial para acelerar a disputa com OpenAI e Anthropic. As novidades incluem versões mais rápidas, econômicas e especializadas em segurança digital.

Os lançamentos reforçam a estratégia da empresa para ampliar sua presença na corrida da IA, com foco em agentes inteligentes, programação e proteção contra ataques cibernéticos.

A nova geração de IA do Google aposta em velocidade, economia e recursos para agentes inteligentes em diferentes tarefas. – Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital)

Gemini ganha versões mais rápidas e especializadas

O destaque é o Gemini 3.6 Flash, descrito pelo Google como o modelo Flash mais avançado da empresa. Ele promete melhor desempenho em programação, tarefas de conhecimento e recursos multimodais, consumindo 17% menos tokens do que a versão anterior e reduzindo os custos de uso.

Ao lado dele chegam o Gemini 3.5 Flash Cyber, ajustado para identificar e corrigir vulnerabilidades em softwares, e o Gemini 3.5 Flash-Lite, criado para tarefas de alto volume e agentes de IA que executam ações de forma autônoma.

“Os novos modelos Flash foram desenvolvidos para atingir o ponto ideal entre eficiência e qualidade”, afirmou Tulsee Doshi, diretora sênior de gerenciamento de produtos da equipe Gemini.

Logos de Anthropic e OpenAI
A estratégia do Google reforça a disputa direta com OpenAI, Anthropic e outras empresas que lideram a corrida da IA. – Imagem: Thrive Studios ID/Shutterstock

Segurança e eficiência entram no centro da disputa

Além de aumentar o desempenho, o Google aposta na segurança como um dos diferenciais da nova geração de modelos. A empresa afirma que o Gemini 3.6 Flash recebeu reforços para resistir melhor a tentativas de uso indevido em ataques cibernéticos, sem comprometer aplicações legítimas.

Entre os principais anúncios estão:

  • Gemini 3.6 Flash, mais eficiente e econômico;
  • Gemini 3.5 Flash Cyber, voltado à segurança digital;
  • Gemini 3.5 Flash-Lite para agentes de IA e tarefas em larga escala;
  • início do pré-treinamento do Gemini 4.

Nos testes divulgados pela empresa, o Gemini 3.5 Flash Cyber encontrou 55 problemas no mecanismo V8 JavaScript Engine, incluindo 10 vulnerabilidades que outros modelos não haviam identificado. Por isso, inicialmente ele será disponibilizado apenas para governos e parceiros considerados confiáveis.

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A aposta do Google é oferecer um equilíbrio entre qualidade, velocidade e custo para ampliar o uso da IA em escala. Imagem: Ahyan Stock Studios/Shutterstock

Gemini 4 já começou a tomar forma

Enquanto os novos modelos chegam ao mercado, o Google informou que o Gemini 3.5 Pro continua em fase de testes e será liberado quando estiver pronto.

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A companhia também revelou que iniciou o pré-treinamento do Gemini 4, sinalizando que a próxima geração da plataforma já está em desenvolvimento. Paralelamente, o Gemini 3.6 Flash e o Flash-Lite começam a ser liberados para desenvolvedores, empresas e usuários do aplicativo Gemini, enquanto o Flash-Lite também será integrado gradualmente à Pesquisa do Google.

Corrida pela IA segue acelerada

Nos últimos meses, Google, OpenAI, Anthropic, Meta e startups chinesas intensificaram a competição por modelos cada vez mais eficientes e especializados. Com os novos lançamentos, o Google tenta recuperar terreno em uma disputa que muda rapidamente e em que custo, desempenho e segurança passaram a pesar tanto quanto a qualidade das respostas. Agora, resta acompanhar se essa estratégia será suficiente para reduzir a vantagem conquistada por alguns concorrentes nos últimos meses.

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