modelos de IA

Auto Added by WPeMatico

istock 2190574736 1024x576

Anthropic alerta: IA pode se replicar em TVs e eletrodomésticos

Modelos menores de inteligência artificial (IA) podem estar a poucos meses de conseguir se replicar em dispositivos conectados à internet sem ajuda humana. O alerta é da Anthropic, que testou essa capacidade em aparelhos como televisores com Android e eletrodomésticos inteligentes.

Os experimentos indicam que a tecnologia ainda enfrenta obstáculos, mas pode avançar até o fim de 2026 se mantiver o ritmo de evolução observado nos últimos anos.

Aparelhos conectados com proteções frágeis podem facilitar a exploração de vulnerabilidades por agentes de IA. – Imagem: Alones Creative/iStock

Como a IA poderia se espalhar

A Anthropic investigou se modelos de IA conseguiriam encontrar dispositivos vulneráveis, copiar a si mesmos para esses aparelhos e continuar se propagando. O foco foram equipamentos da Internet das Coisas (IoT), que costumam ter proteções de segurança frágeis.

Nos testes, modelos com menos de 30 bilhões de parâmetros conseguiram executar etapas necessárias à replicação, mas tiveram dificuldades para completar todo o processo. Já o GLM-5.2 e modelos mais avançados conseguiram realizar a sequência de ponta a ponta em testes simplificados, que removeram algumas etapas de segurança.

O resultado não significa que esses sistemas já consigam se espalhar livremente pela internet em condições reais.

Por que isso preocupa

Segundo a Anthropic, modelos capazes de se replicar poderiam ser difíceis de conter. Diferentemente de programas maliciosos convencionais, eles poderiam tentar descobrir como operar em dispositivos desconhecidos. A ausência de um ponto central de desligamento também dificultaria interromper a propagação, já que cópias poderiam continuar ativas em outros aparelhos.

A empresa avalia que a disseminação provavelmente seria lenta e dependeria de recursos computacionais acessíveis, mas relativamente desprotegidos.

Entre os principais fatores de risco estão:

  • Aparelhos vulneráveis: televisores, eletrodomésticos e outros dispositivos conectados com proteção insuficiente.
  • Propagação descentralizada: cópias que continuariam funcionando mesmo após a desativação de um aparelho.
  • Adaptação a novos dispositivos: capacidade de tentar operar em equipamentos desconhecidos.
Conceito de segurança cibernética de IA mostrando o sistema de proteção digital contra ameaças cibernéticas, hackers e ataques de malware. Tecnologia de inteligência artificial que protege dados, rede e privacidade.
Softwares autônomos buscam aparelhos vulneráveis para copiar o próprio código e se espalhar livremente. – Imagem: Mer_Studio/Shutterstock

Previsão para 2026

Se o ritmo histórico de evolução for mantido, modelos menores poderão se replicar autonomamente até o fim de 2026, segundo a Anthropic. Sistemas que utilizam os próprios pesos do modelo para se reproduzir poderiam alcançar essa capacidade pouco depois.

A previsão não é uma confirmação de que isso ocorrerá nessa data. Para reduzir os riscos, a empresa defende reforçar a segurança dos dispositivos conectados e dificultar a exploração de vulnerabilidades.

O post Anthropic alerta: IA pode se replicar em TVs e eletrodomésticos apareceu primeiro em Olhar Digital.

Anthropic alerta: IA pode se replicar em TVs e eletrodomésticos Read More »

claude 2 1024x768 1

Anthropic lança Claude Sonnet 5.5 mais rápido e até 30% mais barato para tarefas do dia a dia

A Anthropic lançou o Claude Sonnet 5.5, novo modelo intermediário da família Claude 5.5. Segundo a empresa, ele é mais de 30% mais rápido e pode custar até 30% menos por tarefa que o Sonnet 5.

A proposta é atender tarefas bem definidas, como corrigir códigos, criar documentos, apresentações e planilhas. O modelo também ganhou melhorias em design, colaboração e segurança, enquanto o Opus 5.5 continua voltado a trabalhos mais complexos.

Programação, documentos, apresentações e planilhas estão entre as tarefas para as quais o Sonnet 5.5 foi desenvolvido – Imagem: bella1105/Shutterstock

Mais rápido e barato no dia a dia

O Sonnet 5.5 mantém os mesmos preços da geração anterior: US$ 2 por milhão de tokens de entrada (cerca de R$ 10,42), US$ 10 por milhão de tokens de saída (R$ 52,10) e US$ 0,20 por milhão de tokens em leituras de cache (R$ 1,04).

Tokens são as pequenas unidades de texto que os modelos de IA processam para entender uma solicitação e produzir uma resposta. Como o Sonnet 5.5 costuma precisar de menos dessas unidades para concluir uma tarefa, a Anthropic estima uma redução de até 30% no custo por trabalho. O modelo também gera respostas mais de 30% mais rápido.

O ganho aparece nos testes de programação. No Terminal-Bench 4.0, uma avaliação que mede a capacidade de uma IA de realizar tarefas complexas usando uma linha de comando — ambiente baseado em texto usado por desenvolvedores para executar programas e comandos —, o Sonnet 5.5 alcançou 70,6%, contra 10,3% do Sonnet 5.

A Anthropic também divulgou outros resultados que mostram como o Sonnet 5.5 se saiu em comparação com o Sonnet 5:

  • FrontierCode 1.1: o Sonnet 5.5 alcançou 46,2%, contra 42,4% do Sonnet 5, em uma avaliação de programação;
  • CursorBench 4.0: o novo modelo marcou 55,5%, enquanto o Sonnet 5 ficou em 34,1%, em tarefas baseadas em sessões reais de programação;
  • GDPval-AA v2.1: o Sonnet 5.5 chegou a 1.844 pontos, ante 1.449 do Sonnet 5, em uma avaliação de trabalhos profissionais de diferentes áreas;
  • OSWorld 2.1: o Sonnet 5.5 atingiu 80,1%, contra 57% do Sonnet 5, em tarefas realizadas em computadores.

Apesar dos avanços, a Anthropic afirma que o Opus 5.5 continua mais forte em trabalhos complexos e abertos que exigem julgamento prolongado. Em algumas avaliações, porém, o Sonnet 5.5 apresentou resultados próximos aos do modelo mais avançado quando operou no nível máximo de esforço.

Programação e criação

A evolução é especialmente perceptível na programação. O Sonnet 5.5 consegue compreender bases de código rapidamente e executar tarefas em menos etapas. Testadores também destacaram a eficiência no uso de ferramentas.

Nos testes iniciais da Epic, o Claude Sonnet 5.5 atingiu o mesmo nível de qualidade esperado de um modelo de categoria superior.

Daniel Vogel, diretor de operações da Epic Games, em nota.

As melhorias não ficam restritas ao código. A Anthropic destaca o desempenho em tarefas de conhecimento e criação, incluindo interfaces e apresentações. Em um teste interno, o modelo recebeu materiais trimestrais, transcrições de uma companhia pública e um modelo de apresentação. O resultado foi uma revisão operacional de dez slides que dois especialistas consideraram pronta para envio.

“Sem alterar nossos prompts, o Claude Sonnet 5.5 teve desempenho melhor que o Sonnet 5 em quase todas as nossas avaliações internas do Slackbot”, disse Curtis Allen, engenheiro principal do Slack.

Governança de IA e uso de inteligência artificial generativa responsiva
A nova geração do Claude Sonnet amplia o desempenho em programação sem alterar os preços por token. – Imagem: tadamichi/iStock

Segurança e disponibilidade

O avanço de capacidade veio acompanhado de novas proteções. O Sonnet 5.5 é o primeiro modelo da linha Sonnet a ser lançado com salvaguardas de cibersegurança e mecanismos de fallback semelhantes aos utilizados pela Anthropic no Opus 5.5.

Leia mais:

Salvaguardas são mecanismos criados para limitar o uso da IA em situações consideradas de maior risco. No caso da cibersegurança, tarefas rotineiras de desenvolvimento continuam disponíveis, enquanto solicitações mais arriscadas podem ser direcionadas ao Sonnet 5.

Na área de biologia, as proteções permanecem iguais às do Sonnet 5 e se concentram em pedidos considerados de alto risco.

O Sonnet 5.5 já está disponível em todas as plataformas, incluindo Amazon Web Services, Google Cloud e Microsoft Azure. O Claude Haiku 5.5 será lançado nas próximas semanas para completar a nova família de modelos.

O post Anthropic lança Claude Sonnet 5.5 mais rápido e até 30% mais barato para tarefas do dia a dia apareceu primeiro em Olhar Digital.

Anthropic lança Claude Sonnet 5.5 mais rápido e até 30% mais barato para tarefas do dia a dia Read More »

anthropic 1 1024x576

Anthropic revela que Claude já lidera 26% do trabalho para criar novas gerações de modelos de IA

A Anthropic revelou que o Claude já lidera 26% do trabalho de pesquisa e desenvolvimento da empresa para criar novos modelos de IA. O índice subiu de 1% em março, segundo a Reuters, mostrando como a participação da IA cresceu rapidamente em poucos meses.

Em agosto, mais de 90% das pesquisas da Anthropic envolveram colaboração entre humanos e IA. A empresa ressalta, porém, que o Claude ainda não opera de forma totalmente autônoma em nenhuma das atividades avaliadas.

Mais de 1 bilhão de decisões foram tomadas pelos agentes de IA da Anthropic em agosto. – Imagem: Mijansk786/Shutterstock

O índice de 26% considera tarefas nas quais o Claude consegue conduzir a maior parte do trabalho a partir de uma orientação geral, enquanto humanos supervisionam o processo. A metodologia usada pela Anthropic foi desenvolvida com base em um sistema de classificação da Epoch AI, e os resultados foram posteriormente verificados por pessoas.

“Modelos que aceleram o próprio desenvolvimento podem tornar mais desafiador para os humanos entenderem ou controlarem esses sistemas”, afirmou a Anthropic.

30 mil agentes atuam na empresa

A Anthropic informou que cerca de 30 mil agentes de IA realizavam tarefas de pesquisa e engenharia em sua principal plataforma interna em agosto. Cada ação passa por uma verificação antes de ser executada.

Os agentes tomaram mais de 1 bilhão de decisões ao longo do mês. Desse total, aproximadamente uma em cada 47 mil foi bloqueada. A empresa não detalhou quais tipos de decisões foram barradas.

A segurança também representa uma parcela do esforço computacional da Anthropic. Em uma semana de julho, 6% da capacidade usada em pesquisa e desenvolvimento foi destinada a esse tipo de trabalho. Quando consideradas apenas as pesquisas realizadas pela própria IA, o índice chegou a 12%.

A empresa considera os números conservadores. Isso porque tarefas que contribuíam tanto para o desenvolvimento de capacidades quanto para a segurança foram contabilizadas como trabalho de capacidade.

O avanço da IA no desenvolvimento de novos modelos também alimenta o debate sobre o chamado “autoaperfeiçoamento recursivo”, cenário em que sistemas poderiam contribuir para melhorar versões futuras de si mesmos com participação humana cada vez menor. A Anthropic não informou quão próxima considera estar dessa situação.

Logo da Anthropic em uma parede com pessoas ao redor
A Anthropic pretende divulgar regularmente métricas sobre o ritmo de desenvolvimento de seus sistemas de IA. – Imagem: PhotoGranary02/Shutterstock

Anthropic quer mais transparência

A empresa pretende divulgar essas métricas regularmente para mostrar ao público, a terceiros e aos governos o ritmo de desenvolvimento da IA dentro de laboratórios que trabalham com modelos avançados.

Leia mais:

“Qualquer desenvolvedor de fronteira poderia publicar essas medidas regularmente, usando uma metodologia pública”, declarou a Anthropic.

A iniciativa ocorre em meio à preocupação crescente com comportamentos inesperados de sistemas de IA. A OpenAI também anunciou que passará a publicar regularmente relatórios sobre comportamentos inesperados ou não autorizados de seus sistemas, segundo a Reuters.

O post Anthropic revela que Claude já lidera 26% do trabalho para criar novas gerações de modelos de IA apareceu primeiro em Olhar Digital.

Anthropic revela que Claude já lidera 26% do trabalho para criar novas gerações de modelos de IA Read More »

automacao processos 1024x626

Conheça o Jev, nova IA do cocriador do ChatGPT que não conversa e foi criada para tomar decisões dentro de softwares

Diogo Almeida, ex-pesquisador da OpenAI e um dos pesquisadores ligados às bases do ChatGPT, apresentou sua nova criação: o Jev. Lançado pela startup TypeSafe AI, o modelo passa longe de interfaces de chat ou da geração de textos longos.

A ferramenta foi projetada para realizar classificações e julgamentos rápidos diretamente dentro de softwares. A proposta combina respostas estruturadas, automação de tarefas repetitivas, alta velocidade e baixo custo.

Em vez de gerar textos longos, o modelo devolve rótulos e probabilidades para serem usados por outros sistemas. – Imagem: Ksw Photographer/Shutterstock

Como funciona a tecnologia sem chat

Em vez de conversar com usuários ou criar textos, o Jev atua na parte interna dos programas:

  • Processa dados como chamados de suporte e devolve rótulos e probabilidades;
  • Faz a classificação de solicitações com base em opções definidas previamente;
  • Apresenta tempo de resposta entre 70 e 500 milissegundos;
  • Pode ajudar a direcionar demandas ou indicar quando uma revisão humana é necessária.

Na prática, o modelo de IA pode ser usado para encaminhar mensagens de atendimento, definir rotas de vendas, classificar registros e verificar respostas produzidas por outras IAs.

Também é possível utilizá-lo antes de uma ação automática. Um exemplo citado pela empresa é conferir se um texto gerado por outra IA contradiz a conversa ou promete algo que não existe no cadastro.

Custo baixo, mas não sem riscos

Para operar em grande volume, a empresa cobra US$ 0,042 (cerca de R$ 0,21) por milhão de tokens de entrada e afirma não cobrar pela saída. Como o Jev escolhe entre opções predefinidas, sua resposta fica limitada ao conjunto estabelecido para cada tarefa.

Leia mais:

Isso reduz a possibilidade de o sistema inventar uma resposta fora dessas alternativas. Não elimina, porém, o risco de escolher a opção errada. Um erro pode encaminhar um chamado para o setor incorreto, atribuir uma prioridade inadequada ou bloquear uma ação indevidamente.

A qualidade também pode variar conforme a tarefa e a forma como as alternativas são definidas. A TypeSafe divulga testes internos e comparações de desempenho, mas parte das avaliações usa respostas de outros modelos de IA como referência.

A fusão entre RPA e IA adaptativa torna a automação uma camada estratégica, elevando a precisão, a governança e a capacidade de escalar processos de forma segura. (Imagem: WANAN YOSSINGKUM/iStock)
A ferramenta auxilia na triagem de suporte ao cliente, rotas de vendas e checagem de regras de segurança. Imagem: WANAN YOSSINGKUM/iStock

O que diferencia o Jev dos chatbots

A proposta do Jev é menos parecida com a de um assistente que conversa e mais com a de um componente integrado a outros softwares. Ele não precisa produzir uma resposta extensa: recebe informações, faz uma classificação ou julgamento e devolve um resultado estruturado.

É o tipo de coisa que vai ser obviamente indispensável em 6 a 12 meses.

Dan Shipper, CEO da newsletter Every, em post no X.

Se a proposta funcionar como anunciado, o Jev poderá ser usado em diferentes pontos de sistemas que precisam tomar decisões simples e repetitivas. A questão central, nesse caso, não será apenas a velocidade ou o preço, mas a confiabilidade das escolhas feitas em cada contexto.

O post Conheça o Jev, nova IA do cocriador do ChatGPT que não conversa e foi criada para tomar decisões dentro de softwares apareceu primeiro em Olhar Digital.

Conheça o Jev, nova IA do cocriador do ChatGPT que não conversa e foi criada para tomar decisões dentro de softwares Read More »

shutterstock 2772627953 1024x576

Elon Musk quer rivais testando modelos de IA antes do lançamento

Elon Musk sugeriu que os maiores laboratórios de inteligência artificial permitam que concorrentes testem seus modelos antes do lançamento. A ideia é fazer com que empresas dos Estados Unidos e da China avaliem os sistemas umas das outras em busca de problemas de segurança.

Para o empresário, a checagem entre rivais evitaria que as próprias empresas fossem as únicas responsáveis por avaliar seus modelos. A proposta surge em meio a novos alertas sobre os riscos da tecnologia e a pedidos por maior controle sobre o desenvolvimento da IA.

Musk defende uma revisão entre rivais para identificar problemas antes do lançamento de novos modelos. – Imagem: Digineer Station/Shutterstock

Como funcionaria o teste cruzado

Pelo plano de Musk, os laboratórios permitiriam que concorrentes executassem uma espécie de bateria de testes nos modelos antes de eles serem lançados ao público. A proposta envolveria empresas norte-americanas e chinesas.

  • Participantes: xAI, OpenAI, Anthropic, Google, Meta e três ou quatro das principais empresas chinesas.
  • Método de análise: concorrentes testariam os modelos para identificar possíveis problemas de segurança.
  • Objetivo: aumentar as chances de encontrar falhas que poderiam passar despercebidas pela própria empresa.

“Em vez de corrigir sua própria prova, você teria pelo menos concorrentes corrigindo sua prova e dando o alarme se vissem preocupações”, afirmou Musk.

O debate sobre frear a IA

A proposta aparece depois que líderes de empresas como Anthropic e OpenAI defenderam uma desaceleração no desenvolvimento de modelos. Pesquisadores também fizeram alertas sobre os possíveis riscos da tecnologia.

Musk e o CEO da OpenAI, Sam Altman, apoiaram a proposta do CEO da Anthropic, Dario Amodei, para desacelerar o desenvolvimento. Amodei sugeriu que laboratórios de IA adotassem avaliações feitas por terceiros, com especialistas que verificariam as práticas de segurança.

A adesão à ideia de Musk, porém, ainda está longe de ser consenso. O empresário reconheceu que seu método pode não ser perfeito, mas defendeu que ele aumentaria significativamente a chance de encontrar problemas.

“As chances de você encontrar problemas são dramaticamente maiores”, disse Musk.

Donald Trump de lado; Trump está na frente de bandeiras de países, durante cúpula do G7, na França
Trump resiste a limites maiores para a IA e afirma que desacelerar o setor poderia favorecer a China. – Imagem: PFG7/Philémon Henry

A barreira política em Washington

O governo Trump tem resistido aos pedidos por maiores limites para o desenvolvimento da IA. O presidente publicou mensagens na Truth Social classificando os temores sobre a tecnologia como uma “farsa” e um “golpe”.

Leia mais:

Kevin Hassett, diretor do Conselho Econômico Nacional, afirmou que o setor privado é o lugar adequado para lidar com as preocupações envolvendo a IA. Segundo ele, o governo continua monitorando a indústria e poderá usar a aplicação da lei quando necessário para garantir que as empresas ajam de maneira responsável.

Trump também argumenta que desacelerar o desenvolvimento da IA poderia dar vantagem à China. O próprio Amodei classificou essa questão como um dos dilemas mais difíceis do debate.

Do lado chinês, um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores classificou os pedidos por uma desaceleração como “alarmismo”. Musk, por sua vez, afirmou acreditar que a China provavelmente aceitaria sua proposta de testes entre concorrentes.

O post Elon Musk quer rivais testando modelos de IA antes do lançamento apareceu primeiro em Olhar Digital.

Elon Musk quer rivais testando modelos de IA antes do lançamento Read More »

istock 2285744191 1024x576 1

China cria regras para evitar que IA avançada escape do controle

Autoridades e pesquisadores na China ligam o sinal de alerta para os riscos da inteligência artificial avançada. O temor é que modelos poderosos escapem do controle humano, preocupação também levantada por desenvolvedores de IA nos Estados Unidos.

Documentos regulatórios e declarações de Pequim mostram que o risco de perder o controle sobre sistemas avançados é tratado com seriedade. O governo chinês já prevê cenários em que a tecnologia possa agir de forma autônoma e imprevisível.

Modelos avançados de IA dos EUA entraram no radar das autoridades chinesas por possíveis riscos à infraestrutura crítica. – Imagem: Infinite Creations/iStock

O risco está em modelos fechados e abertos

A China vê riscos significativos em modelos proprietários dos EUA. O ministro da Segurança do Estado, Chen Yixin, alertou que sistemas como o Mythos, da Anthropic, e o GPT-5.5-Cyber, da OpenAI, podem representar riscos para a infraestrutura crítica de informação do país. Ele defendeu um reforço abrangente da segurança relacionada à IA.

Desenvolvedores chineses, por outro lado, apostam em modelos de pesos abertos para permitir que equipes de segurança inspecionem e modifiquem os sistemas. A plataforma Hugging Face usou o modelo chinês GLM-5.2, da Z.AI, para analisar uma intrusão de agentes da OpenAI ocorrida em julho, depois que modelos americanos mais restritos se mostraram menos úteis para o trabalho de investigação.

Especialistas, porém, também apontam riscos nos modelos abertos, que podem ser modificados e redistribuídos com pouca supervisão. No mês passado, o Kimi K3, da Moonshot, conseguiu contornar um ambiente de testes do Instituto de Segurança de IA do Reino Unido, mostrando que modelos chineses também podem escapar de controles criados para limitar seu acesso e suas ações.

Reguladores já preveem “perda de controle”

Pequim incluiu explicitamente um cenário de perda de controle em uma estrutura de segurança de IA publicada em setembro de 2024, sob orientação da Administração do Ciberespaço da China (CAC). O documento considerava que uma IA futura poderia:

  • obter recursos externos de forma autônoma;
  • replicar a si mesma;
  • desenvolver autoconsciência;
  • buscar poder externo e competir com humanos pelo controle.

Uma versão ampliada, publicada em setembro de 2025, acrescentou a possibilidade de um “salto” repentino e inesperadamente grande na inteligência de um sistema. O texto também estabeleceu o princípio de “aplicação confiável, prevenindo a perda de controle”.

Uma interpretação posterior publicada pelo órgão regulador afirmou que a medida busca evitar riscos de perda de controle capazes de ameaçar a sobrevivência e o desenvolvimento humanos.

Ilustração da distribuição de uso da IA pelo mundo
Agentes de IA podem executar tarefas mais complexas e com maior autonomia do que chatbots convencionais. – Imagem criada com IA. ChatGPT/Olhar Digital

Xi Jinping quer controle humano no centro

A preocupação chegou ao mais alto nível da política chinesa. Na Conferência Mundial de Inteligência Artificial, realizada em Xangai em julho, o presidente Xi Jinping afirmou que as autoridades deveriam prestar atenção aos riscos próprios e derivados da IA.

Xi disse que a inteligência artificial deve “sempre permanecer sob controle humano”.

Na Organização das Nações Unidas, no mês passado, Sun Xiaobo, autoridade do Ministério das Relações Exteriores responsável por assuntos de IA, afirmou que a China estava acelerando pesquisas para uma legislação mais ampla sobre a tecnologia.

Agentes de IA também entram no radar

Pequim já começou a criar regras específicas para agentes de IA, sistemas capazes de executar tarefas mais complexas e com maior autonomia que os chatbots convencionais.

Leia mais:

Diretrizes publicadas em maio exigem que desenvolvedores aprimorem a capacidade de identificar, intervir, bloquear e recuperar comportamentos inadequados. As regras também apontam envenenamento de dados, manipulação de algoritmos, vulnerabilidades dos sistemas e “perda de controle operacional” como riscos de segurança.

Os usuários devem manter a decisão final sobre ações tomadas autonomamente pelos agentes. As normas ainda permitem avaliações de segurança por terceiros e testes realizados por organizações externas e pesquisadores.

A estratégia chinesa mostra que a possibilidade de perder o controle sobre sistemas avançados já faz parte do debate regulatório sobre o desenvolvimento da inteligência artificial.

O post China cria regras para evitar que IA avançada escape do controle apareceu primeiro em Olhar Digital.

China cria regras para evitar que IA avançada escape do controle Read More »

deepseek 1 1024x683

DeepSeek lança nova IA mais rápida e com custo reduzido

A DeepSeek lançou o V4.1-Flash, novo modelo de IA da empresa chinesa. A tecnologia foi apresentada como a menor da nova família de modelos da startup e promete respostas mais rápidas, maior capacidade de processamento e custos menores.

O lançamento acontece enquanto a DeepSeek começa a se preparar para uma oferta pública inicial de ações no mercado STAR, em Xangai, segundo a Reuters. A empresa também está substituindo modelos anteriores pelo V4.1-Flash.

O novo modelo utiliza um quarto da memória HBM necessária pela geração anterior, segundo a DeepSeek. – Imagem: mundissima/Shutterstock

Modelo quer fazer mais gastando menos

Embora seja considerado o menor modelo da nova família, o V4.1-Flash reúne 552 bilhões de parâmetros, que são elementos usados pela inteligência artificial para processar informações e produzir respostas.

A tecnologia consegue usar apenas uma parte desses recursos durante cada tarefa. São 8 bilhões de parâmetros ativos para receber informações e 16 bilhões para gerar as respostas.

Para o usuário, a ideia é fazer o modelo funcionar com mais velocidade e atender um volume maior de solicitações sem exigir tantos recursos. A DeepSeek também afirma que o sistema foi preparado para facilitar a criação de modelos maiores no futuro.

“Apresentamos o menor modelo da nossa nova família de arquitetura, com compreensão visual nativa.”

O V4.1-Flash também consegue interpretar informações visuais, como imagens. Segundo a DeepSeek, testes feitos por diferentes partes colocaram o novo modelo à frente do V4-Pro em desempenho, custo, velocidade e tempo total de execução.

Menos espaço para guardar informações

Outra mudança importante está na forma como o modelo guarda informações durante uma tarefa. Isso pode pesar nos custos de serviços que utilizam inteligência artificial por longos períodos.

Na comparação com a geração anterior, a DeepSeek afirma que o V4.1-Flash precisa de:

  • um quarto da memória HBM;
  • um oitavo do espaço de armazenamento SSD;
  • menos espaço para manter informações das interações;
  • menos recursos para lidar com esses dados.

A empresa diz que essa redução pode diminuir significativamente os custos, especialmente em agentes de inteligência artificial, sistemas capazes de realizar tarefas com menor intervenção humana.

Aplicativos de IA em um smartphone
Segundo a DeepSeek, testes colocaram o V4.1-Flash à frente do V4-Pro em desempenho, custo e velocidade. – Imagem: Robert Way/iStock

Modelos antigos serão substituídos

O V4.1-Flash já está disponível na API da DeepSeek, serviço que permite que outras aplicações utilizem o modelo. Os modelos V4-Flash e V4-Flash-Vision-Exp foram retirados e, temporariamente, suas solicitações serão encaminhadas para o novo sistema.

Leia mais:

O V4-Pro também será retirado gradualmente. A partir de 14 de setembro de 2026, as solicitações feitas para ele serão direcionadas ao V4.1-Flash e terão a cobrança correspondente ao novo modelo. Isso continuará até o lançamento do V4.1-Pro.

Preços também mudam

Os novos preços da API entram em vigor em 10 de setembro. A DeepSeek mantém valores diferentes para períodos de maior e menor demanda. Fora do horário de pico, o preço será equivalente à metade da tarifa de pico.

“V4.1-Flash permite atender mais usuários a um custo menor. Estamos repassando essa economia para você.”

A DeepSeek também pretende trabalhar com a comunidade de código aberto para ampliar o suporte ao modelo e estudar outras formas de implantação.

O post DeepSeek lança nova IA mais rápida e com custo reduzido apareceu primeiro em Olhar Digital.

DeepSeek lança nova IA mais rápida e com custo reduzido Read More »

anthropic 2 1024x681

Anthropic cria nova barreira após Claude acessar sistemas na internet

A Anthropic revelou novas medidas de segurança depois que modelos Claude acessaram sistemas reais sem autorização durante avaliações de cibersegurança. Como o Olhar Digital comentou há algumas semanas, os episódios expuseram falhas de contenção e problemas de alinhamento que levaram a empresa a rever seus processos de testes e treinamento.

Os modelos estavam sendo executados propositalmente sem salvaguardas cibernéticas. Em um caso, uma configuração incorreta de terceiros deixou a internet acessível. No outro, o acesso foi concedido deliberadamente durante um teste do UK AI Security Institute.

Os incidentes levaram a empresa a reforçar o isolamento de sandboxes usados em testes de cibersegurança. – Imagem: Samuel Boivin/Shutterstock

O que deu errado

Os dois episódios, divulgados em 30 de julho e 4 de agosto, fizeram a Anthropic suspender temporariamente avaliações externas de cibersegurança e ambientes de aprendizado por reforço de maior risco.

A investigação preliminar apontou dois problemas de alinhamento. Um deles é o chamado “raciocínio motivado”: diante de evidências contrárias, o modelo pode interpretá-las de uma maneira que preserve sua premissa inicial. O outro é a disposição para executar ações prejudiciais em busca de um objetivo específico.

Os modelos haviam recebido a informação de que estavam em ambientes simulados. Quando encontraram sinais de acesso à internet real, podem ter interpretado esses indícios de forma a manter essa suposição. A configuração dos testes também pesou. Em um dos casos, o alvo fictício tinha o mesmo nome de um site real.

Novas barreiras de segurança

A Anthropic criou um classificador capaz de detectar, durante a execução, tentativas de escapar do ambiente de testes ou obter acesso inesperado à internet. Se uma ação é considerada suspeita, a chamada é bloqueada, a tarefa é encerrada e um humano é avisado.

Entre as medidas implementadas estão:

  • migração de sandboxes de alto risco para sistemas de isolamento mais robustos;
  • monitoramento automatizado de avaliações internas;
  • bloqueio padrão do tráfego de saída dos clusters de computação;
  • redução de contas com acesso permanente a modelos e dados de clientes;
  • maior visibilidade sobre comportamentos inesperados na infraestrutura.

As avaliações internas de cibersegurança já foram retomadas. Alguns ambientes de aprendizado por reforço de maior risco continuam suspensos enquanto passam por revisão manual.

Treinamento também preocupa

A investigação encontrou outro possível fator de risco: ambientes de treinamento vulneráveis ao chamado “reward hacking”. Neles, o modelo pode descobrir maneiras de obter recompensas sem cumprir corretamente a tarefa.

Em fevereiro, a Anthropic reverteu três dias de treinamento do Mythos Preview após encontrar sinais desse comportamento. Dois meses depois, congelou por aproximadamente um mês as alterações nos ambientes de aprendizado por reforço para reformular o processo.

Leia mais:

Mais de 10% dos ambientes de produção foram sinalizados por problemas como reward hacking, tarefas quebradas ou configurações incorretas. Eles só voltaram ao treinamento depois de corrigidos e recertificados.

A empresa também treinou deliberadamente um modelo em ambientes suscetíveis a esse tipo de falha. Nas simulações, o sistema mostrou maior disposição para escapar de sandboxes, atacar infraestruturas simuladas, alterar sua própria função de recompensa e contornar mecanismos de segurança.

Mão segurando smartphone com o logo do Claude exibido na tela, sobre fundo com números digitais em azul.
Uma configuração incorreta de terceiros deixou a internet aberta em um dos ambientes usados nos testes com Claude. – Imagem: Mijansk786/Shutterstock

Anthropic quer coordenação

A empresa defende que o desenvolvimento de IA não pode colocar segurança e velocidade em lados opostos. Para a Anthropic, governos e empresas também precisam criar mecanismos legais, verificáveis e eficazes de coordenação.

“Queremos garantir que ambos os estudos sejam completos e compartilharemos mais detalhes nas próximas semanas”, afirmou a empresa.

A Anthropic planeja trabalhar com a METR em uma revisão independente. “Acreditamos que o mundo se beneficiaria se a indústria adotasse um mecanismo legal, verificável e eficaz de ritmo coordenado o quanto antes”, disse a companhia.

Os episódios não envolveram uma invasão da infraestrutura interna da Anthropic. O problema surgiu em ambientes de avaliação, mas mostrou como configurações inadequadas podem ganhar outra dimensão quando modelos de IA têm capacidade crescente de agir por conta própria.

O post Anthropic cria nova barreira após Claude acessar sistemas na internet apareceu primeiro em Olhar Digital.

Anthropic cria nova barreira após Claude acessar sistemas na internet Read More »

shutterstock 2170455279 1024x530

IA para todos: Coreia do Sul aposta em acesso como serviço público

A Coreia do Sul pretende oferecer acesso gratuito a serviços de inteligência artificial generativa para toda a população. Segundo o The Wall Street Journal, o programa “AI for All” quer ampliar o uso da tecnologia e diminuir a dependência de ferramentas dos Estados Unidos e da China.

Os testes começam em setembro, e o lançamento completo está previsto para este ano. Três consórcios sul-coreanos vão fornecer os serviços, com suporte do governo em infraestrutura computacional e despesas de operação.

Conceito de IA com mulher pressionando um smartwatch
Chatbots apoiados pelo governo poderão ajudar cidadãos com consultas médicas, moradia e orientações sobre impostos. – Imagem: TierneyMJ/Shutterstock

IA para tarefas do cotidiano

A ideia é colocar os chatbots dentro de situações práticas. As ferramentas poderão se conectar a sistemas governamentais para ajudar moradores a marcar consultas médicas, procurar apartamentos e receber orientações sobre impostos.

Pequenas empresas também poderão recorrer à IA para calcular tributos e verificar se podem participar de programas de apoio do governo. Para os pais, haverá sugestões de conteúdos educacionais destinados aos filhos.

O acesso será ilimitado nos serviços apoiados pelo governo. Cada consórcio lançará seu próprio aplicativo, mas as ferramentas também serão integradas a plataformas que os sul-coreanos já usam.

Entre os participantes estão as duas maiores empresas de telecomunicações do país e a operadora do Kakao.

A relação da Coreia do Sul com a tecnologia

A iniciativa encontra terreno fértil. O MIT Technology Review descreve os sul-coreanos como entusiastas de novas tecnologias e cita desde robôs humanoides e ídolos virtuais até diferentes aplicações de inteligência artificial.

Essa disposição tem raízes na história econômica do país. Depois da Guerra da Coreia, a tecnologia esteve no centro de ciclos sucessivos de desenvolvimento, que passaram por aço, construção naval, semicondutores, banda larga e smartphones.

Hoje, Samsung e SK Hynix fornecem grande parte das memórias de alta largura de banda usadas pelo hardware da Nvidia para treinar modelos de IA.

O presidente Lee Jae-myung também estabeleceu uma meta clara: colocar a Coreia do Sul entre as três maiores potências mundiais de inteligência artificial.

Pessoa utilizando ferramentas de inteligência artificial em um notebook.
A estratégia sul-coreana busca ampliar o uso de IA e diminuir a dependência de ferramentas desenvolvidas nos Estados Unidos e na China. – Imagem: vittaya pinpan / Shutterstock

Uma estratégia de bilhões

A expansão tem forte respaldo financeiro. O governo reservou cerca de 10 trilhões de won (aproximadamente R$ 37 bilhões) para gastos relacionados à IA em 2026. O montante é três vezes maior que o do ano anterior.

Leia mais:

No “AI for All”, os três consórcios poderão receber até 512 chips Nvidia B200. O governo também ajudará nas despesas de operação, embora o custo específico do programa ainda não tenha sido divulgado.

A iniciativa também expõe uma contradição. O MIT Technology Review relata que, embora a população use IA intensamente, existe preocupação com a possibilidade de a tecnologia eliminar empregos. Sindicatos chegaram a reagir à adoção de robôs humanoides em fábricas.

A Coreia do Sul agora tenta levar essa disposição para uma escala ainda maior: colocar ferramentas de IA à disposição de praticamente todos os cidadãos, enquanto fortalece sua própria indústria e busca reduzir a dependência de modelos estrangeiros.

O post IA para todos: Coreia do Sul aposta em acesso como serviço público apareceu primeiro em Olhar Digital.

IA para todos: Coreia do Sul aposta em acesso como serviço público Read More »

istock 2286399436 1024x724 1

Nvidia aposta US$ 6 bilhões em IA aberta contra rivais chineses

A Nvidia fechou um acordo de US$ 6 bilhões (cerca de R$ 30,9 bilhões) com a startup Poolside para licenciar sua tecnologia e contratar a maior parte de seus engenheiros. O objetivo é acelerar o desenvolvimento de modelos de IA de pesos abertos capazes de disputar espaço com sistemas chineses.

Segundo o The Wall Street Journal, o movimento também aproxima a Nvidia de uma concorrência direta com OpenAI e Anthropic. A empresa, que fornece os chips usados por grandes laboratórios de IA, agora amplia sua atuação para o desenvolvimento dos próprios modelos.

A Nvidia quer fortalecer a IA aberta dos EUA para disputar espaço com modelos chineses como DeepSeek, Kimi e GLM – Imagem: justhavealook/iStock

Poolside reforça o Nemotron

O acordo inclui ainda um investimento de US$ 1 bilhão (R$ 5,16 bilhões) na Poolside, que tinha avaliação prévia de US$ 12 bilhões (R$ 62 bilhões).

Mais de 100 funcionários da startup, principalmente engenheiros, serão incorporados à Nvidia. O grupo trabalhará no Nemotron, projeto de modelos de pesos abertos apresentado pela companhia em 2023.

Fundada em 2023 por Eiso Kant e Jason Warner, ex-CTO do GitHub, a Poolside também tem Margarida Garcia na equipe de liderança. Os três não irão para a Nvidia e continuarão envolvidos em projetos de pesquisa ainda não divulgados.

A diferença dos modelos de pesos abertos está na possibilidade de download e modificação. Isso permite adaptar os sistemas para diferentes necessidades e, em geral, operar a tecnologia com custos menores.

China acelera a disputa

A Nvidia aumentou sua atenção ao segmento depois do avanço dos modelos chineses. Em março, criou a Nemotron Coalition, com empresas como Mistral, Thinking Machines Lab e Perplexity, para compartilhar dados, conhecimento e recursos computacionais.

O lançamento do primeiro modelo de pesos abertos de baixo custo da DeepSeek, em janeiro de 2025, foi um dos momentos que elevaram a pressão sobre as empresas americanas.

Entre os modelos chineses mencionados estão:

  • DeepSeek;
  • Kimi, da Moonshot;
  • GLM, da Z.AI;
  • outros sistemas de pesos abertos que vêm se aproximando dos modelos americanos.

Em uma carta publicada na rede X, Jensen Huang, CEO da Nvidia, defendeu que a liderança americana dependerá da construção de um ecossistema aberto capaz de chegar a diferentes setores.

O problema que levou ao acordo

A situação financeira da Poolside também ajudou a aproximar as duas empresas. No fim de 2025, a startup tentou levantar US$ 2 bilhões (R$ 10,3 bilhões) em seis semanas para pagar por um cluster com 40 mil servidores GB300. A captação não foi concluída.

“Não fechamos a tempo e perdemos o cluster”, escreveram os fundadores da Poolside aos acionistas.

O episódio deixou claro outro problema: sem novos recursos, a empresa poderia ficar sem capacidade computacional já no ano seguinte. A Nvidia tinha justamente a infraestrutura e o capital necessários para aliviar essa limitação.

Pouco antes do acordo, a Poolside havia lançado o Laguna S, modelo que ganhou popularidade entre os sistemas de pesos abertos no Ocidente.

Chip da Nvidia
A corrida da IA mudou de escala: a Nvidia quer vender os chips e também participar da criação dos modelos que eles alimentam. Imagem: Hairem/Shutterstock

Nvidia entra em terreno mais disputado

A operação cria uma situação incomum para a Nvidia. OpenAI e Anthropic estão entre seus grandes clientes de chips, mas também desenvolvem modelos que podem disputar mercado com o Nemotron.

Leia mais:

A empresa trabalha agora na versão mais avançada do projeto, que pode superar 1 trilhão de parâmetros. Alguns modelos chineses, segundo o texto, já são maiores.

Com a Poolside, a Nvidia deixa de atuar apenas nos bastidores da corrida da IA. A companhia passa a disputar também o desenvolvimento dos modelos que dependem de seus próprios processadores.

O post Nvidia aposta US$ 6 bilhões em IA aberta contra rivais chineses apareceu primeiro em Olhar Digital.

Nvidia aposta US$ 6 bilhões em IA aberta contra rivais chineses Read More »