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Nem foguetes nem satélites: IA virou prioridade máxima da SpaceX

A inteligência artificial ganhou espaço definitivo na estratégia da SpaceX. Segundo o The Wall Street Journal, a empresa dobrou os investimentos na área em apenas um trimestre e já afirma colher os primeiros resultados dessa aposta.

Mesmo encerrando o período com prejuízo, a companhia de Elon Musk mantém planos ambiciosos para ampliar sua infraestrutura e acelerar o crescimento das receitas.

Conhecida pelos foguetes, a SpaceX agora coloca a inteligência artificial no centro de seus planos de crescimento. – Imagem: Joshua Sukoff/Shutterstock

IA ocupa o centro da estratégia

O investimento total da SpaceX no trimestre chegou a US$ 18,4 bilhões (cerca de R$ 94,4 bilhões). Desse valor, US$ 15,8 bilhões (aproximadamente R$ 81,1 bilhões) foram destinados à inteligência artificial, o dobro do trimestre anterior.

Na prática, a empresa aposta em várias frentes ao mesmo tempo: desenvolve seu próprio modelo de IA, amplia a capacidade de computação, fecha novos acordos comerciais e prepara o lançamento dos primeiros data centers em órbita, previsto para 2027.

Estamos construindo capacidade de computação para IA em escala mais rapidamente do que qualquer outra empresa.

Elon Musk, CEO da SpaceX, durante conferência.

Os principais projetos incluem:

  • ampliar a capacidade de processamento para IA;
  • desenvolver data centers em solo e também no espaço;
  • utilizar chips da Nvidia de forma exclusiva;
  • expandir contratos de infraestrutura voltados ao setor.

Crescimento da receita ajuda a sustentar os planos

Os gastos aumentaram, mas a receita também avançou. No segundo trimestre, a companhia faturou US$ 7,8 bilhões (cerca de R$ 40 bilhões), alta de 92% em relação ao mesmo período do ano passado.

Mesmo assim, o balanço terminou com prejuízo líquido de US$ 541 milhões (aproximadamente R$ 2,8 bilhões), resultado que ainda superou as expectativas de Wall Street. Após a divulgação dos números, as ações recuaram cerca de 7% nas negociações após o fechamento do mercado.

Segundo Bret Johnsen, diretor financeiro da empresa, parte desses investimentos já começa a dar retorno. “Especificamente no lado da computação para IA, conseguimos investir capital de uma forma que gera retorno em menos de um ano”, disse.

Representação artística de satélites misturados com data centers
A empresa quer ampliar sua capacidade de data centers de 2 para até 10 gigawatts. É uma expansão em ritmo acelerado. – Imagem gerada por IA/Shutterstock

IA avança sem deixar o espaço de lado

Nos meses que antecederam a abertura de capital, Musk fundiu a SpaceX com a xAI e reforçou a estratégia voltada à inteligência artificial. Também foi anunciado um acordo para utilizar exclusivamente chips da Nvidia, além de contratos para alugar capacidade dos data centers da empresa a Google e Anthropic.

Leia mais:

Enquanto amplia os investimentos em IA, a SpaceX segue expandindo seus negócios espaciais. A Starlink registrou receita de US$ 4,3 bilhões (cerca de R$ 22,1 bilhões), acima dos US$ 2,6 bilhões (aproximadamente R$ 13,3 bilhões) registrados um ano antes. Ao fim de junho, o serviço somava 12 milhões de assinantes.

A companhia espera atingir US$ 100 bilhões (cerca de R$ 513 bilhões) em receita recorrente anualizada até dezembro. A projeção para alcançar US$ 1 trilhão (aproximadamente R$ 5,13 trilhões) em receita anual foi antecipada para 2030, um ano antes do previsto.

Musk afirmou que a inteligência artificial será essencial para viabilizar robôs, veículos autônomos e futuras fábricas e instalações de energia na Lua. Se os planos forem cumpridos, os primeiros data centers em órbita deverão começar a operar em 2027.

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Você assistiria? Elon Musk anuncia filme de “A Odisseia” criado por inteligência artificial

Recentemente, o empresário Elon Musk anunciou que sua plataforma de IA, a Grok Imagine, lançará um longa-metragem. O filme será uma adaptação do poema épico “A Odisseia”, do poeta grego Homero, e pode chegar à internet antes do final de 2026.

A declaração foi publicada por Musk na rede social X, após o bilionário direcionar críticas recorrentes à adaptação cinematográfica de Christopher Nolan, que levou a epopeia grega aos cinemas com escolhas de elenco que geraram debates públicos antes da estreia.

A iniciativa de Musk inclui um vídeo de aproximadamente três minutos divulgado por um usuário da plataforma, apresentado como uma produção gerada pelo Grok Imagine, com uma cena envolvendo o herói Odisseu e a ninfa Calipso.

Disputa sobre representação e uso de inteligência artificial marca nova adaptação de “A Odisseia”

Cena do filme A Odisseia – (Reprodução: Universal Pictures)

Musk afirmou que a produção criada por sua ferramenta de IA buscará preservar a fidelidade ao universo concebido por Homero. Segundo ele, o projeto será um filme completo e seguirá a arte associada ao poema épico da Grécia Antiga.

A proposta surge depois da repercussão positiva do filme dirigido por Christopher Nolan, que estreou com forte desempenho comercial e recebeu ampla aprovação do público. A produção tem Matt Damon no papel de Odisseu e Anne Hathaway interpretando Penélope.

Antes do lançamento do longa, Musk havia criticado as escolhas de elenco feitas por Nolan e compartilhado mensagens contrárias à participação de atores como Lupita Nyong’o e Elliot Page. De acordo com as manifestações republicadas pelo empresário, o diretor teria priorizado reconhecimento em premiações e comprometido sua integridade artística.

As críticas, porém, não impediram o desempenho do filme. A produção alcançou US$ 264 milhões em bilheteria mundial no primeiro fim de semana e registrou 97% de aprovação da audiência no Rotten Tomatoes, conforme os dados apresentados no texto original.

Pôster do filme A Odisseia
“A Odisseia”, de Christopher Nolan, estreou nos cinemas em 16 de julho de 2026 – Imagem: Divulgação

A atriz Lupita Nyong’o respondeu aos questionamentos de setores da direita sobre a escalação do elenco. Em declaração citada pelo jornal britânico, ela afirmou que a equipe de atores representa diferentes pessoas do mundo e que não pretendia dedicar seu tempo a justificar a escolha.

Christopher Nolan também comentou a reação negativa antes da estreia. O cineasta avaliou que debates antecipados sobre uma obra costumam perder relevância porque acontecem antes de o público conhecer o resultado final do trabalho.

O diretor ainda manifestou ceticismo sobre o impacto da inteligência artificial na produção audiovisual. Para Nolan, a ideia de substituir completamente os seres humanos e a criatividade humana por tecnologia não faria sentido, segundo declaração reproduzida pelo veículo.

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A usina secreta de Musk para IA que virou alvo de polêmica

A xAI, empresa de inteligência artificial de Elon Musk, instalou 59 turbinas a gás para alimentar o data center Colossus 2, nos Estados Unidos, sem as licenças federais apontadas pela Reuters como necessárias. O caso colocou em discussão os impactos ambientais da corrida por infraestrutura para IA.

Os equipamentos ficam principalmente em Southaven, no Mississippi, perto da fronteira com o Tennessee, onde está o data center usado para operar sistemas como o chatbot Grok.

O projeto da xAI colocou em discussão o equilíbrio entre avanço tecnológico e proteção ambiental. – Imagem: Ascannio/Shutterstock

Projeto de energia própria da xAI chama atenção de reguladores

A análise da Reuters indica que a xAI instalou 59 turbinas movidas a gás natural para fornecer energia ao Colossus 2. O número é mais que o dobro das 27 unidades que a empresa havia informado anteriormente operar sem licença.

A reportagem teve acesso a documentos públicos, dados governamentais e comunicações entre representantes da companhia e órgãos ambientais. Os registros mostram que a maior parte das turbinas está em Southaven, enquanto a instalação de inteligência artificial fica em Memphis.

O modelo adotado pela xAI acompanha uma tendência do setor: empresas de tecnologia buscam geração própria de energia para atender ao consumo crescente dos grandes centros de dados usados no treinamento e funcionamento de sistemas de IA.

Após analisar os dados, o analista Ben King, do instituto Rhodium Group, afirmou: “Isso parece ser um nível sem precedentes de gás instalado atrás do medidor em um único local”.

mapa mostrando a cidade de Southaven, no Mississippi
Comunidades próximas ao empreendimento questionam possíveis impactos da geração de energia para a IA. – Imagem: SevenMaps/Shutterstock

Comunidades próximas relatam preocupação com poluição

A instalação também virou alvo de uma disputa judicial. A NAACP e o Southern Environmental Law Center entraram com uma ação contra a xAI, argumentando que as turbinas deveriam seguir regras do Clean Air Act, principal legislação ambiental dos Estados Unidos sobre qualidade do ar.

Entre os pontos levantados estão:

  • Possíveis emissões acima dos limites que exigiriam autorização federal.
  • Impactos em bairros historicamente negros próximos ao projeto.
  • Falta de avaliações ambientais mais amplas antes da operação.
  • Debate sobre os efeitos da expansão da IA em comunidades locais.

O Departamento de Qualidade Ambiental do Mississippi afirmou que turbinas temporárias ou móveis não precisam de licença, enquanto a EPA informou avaliar possíveis mudanças regulatórias para esses equipamentos.

Data center com servidores e representação gráfica de inteligência artificial
A corrida por mais poder computacional da IA também aumenta a demanda por novas estruturas de energia. – Imagem: FOTOGRIN/Shutterstock

Emissões estimadas aumentam debate ambiental

Segundo os cálculos da Reuters, apenas 30 das 59 turbinas poderiam liberar anualmente cerca de 2,5 mil toneladas curtas de óxidos de nitrogênio, 4 mil toneladas de monóxido de carbono e 22 toneladas de formaldeído.

Moradores dizem que o impacto já faz parte da rotina. Em Colonial Hills, no Mississippi, residentes relatam que o som das turbinas é constante e se parece com o de motores de avião.

“Essa é uma quantidade enorme de turbinas e uma quantidade inimaginável de poluição do ar”, disse Shannon Samsa, moradora de Southaven.

A análise também apontou que regiões próximas ao empreendimento têm maior presença de moradores negros e índices de doenças respiratórias acima das médias locais.

O caso da xAI evidencia um desafio crescente para o setor de tecnologia: ampliar a capacidade energética necessária para a inteligência artificial sem ignorar os impactos ambientais e sociais gerados por essa expansão.

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Grok 4.5 chega com promessa de virar o jogo na IA

A SpaceXAI lançou nesta quarta-feira (8) o Grok 4.5, sua nova geração de modelo de inteligência artificial, com a proposta de atender tarefas como programação, criação de aplicativos, pesquisas, produção de textos e atividades administrativas.

A companhia afirma que a nova versão combina desempenho elevado com maior economia no uso de tokens, recurso utilizado para medir o processamento de informações por modelos de IA. Segundo a empresa, o sistema alcança eficiência duas vezes superior à de outros modelos líderes.

A apresentação ocorre poucas semanas após a abertura de capital da SpaceXAI e coloca o Grok 4.5 em meio a uma disputa por espaço entre grandes desenvolvedoras de inteligência artificial, em um período marcado pelo lançamento de novos modelos concorrentes.

Novo modelo aposta em custo menor para enfrentar rivais de inteligência artificial

Chamada de “Grokking”, prática combina engenharia social e inteligência artificial – Imagem: Algi Febri Sugita / Shutterstock

De acordo com a SpaceXAI, o Grok 4.5 foi desenvolvido para funcionar como uma ferramenta ampla de produtividade, capaz de lidar com diferentes tipos de trabalho intelectual que empresas do setor de tecnologia buscam automatizar.

A companhia divulgou resultados de testes de desempenho que, segundo seus próprios dados, indicam que o modelo se aproxima dos principais sistemas disponíveis no mercado, embora ainda não apareça como líder absoluto nos rankings apresentados.

O fundador da SpaceXAI, Elon Musk, comparou o lançamento ao Opus, modelo da Anthropic voltado para tarefas complexas. Em uma publicação na rede social X, plataforma que pertence à SpaceXAI, Musk afirmou que o Grok 4.5 teria capacidade semelhante à categoria Opus, mas com vantagens em velocidade, eficiência e preço.

Em outra declaração publicada pelo executivo, ele avaliou que o novo sistema teria desempenho próximo ao Opus 4.7, mas com funcionamento mais rápido. Para Musk, a combinação entre capacidade técnica, agilidade e menor custo seria o principal diferencial competitivo do produto.

A empresa informou que o Grok 4.5 será oferecido pelo valor de US$ 2 por milhão de tokens de entrada e US$ 6 por milhão de tokens de saída. A estrutura de preços apresentada busca destacar uma vantagem econômica diante de modelos concorrentes.

Como comparação, o artigo aponta que o Opus 4.7 custa US$ 5 por milhão de tokens de entrada e US$ 25 por milhão de tokens de saída. Já a OpenAI trabalha com valores diferentes conforme a versão do modelo: o Sol, sua opção mais cara, tem custo de US$ 5 por milhão de tokens de entrada e US$ 30 por milhão de tokens de saída, enquanto o Luna aparece com US$ 1 por milhão de tokens de entrada e US$ 6 por milhão de tokens de saída.

O lançamento do Grok 4.5 acontece em uma semana de movimentação intensa no setor. A OpenAI também planeja apresentar o GPT 5.6, descrito pela empresa como seu modelo mais avançado até então. Segundo o texto, a chegada dessa versão havia sido limitada anteriormente pelo governo Trump devido a preocupações relacionadas à segurança.

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Elon Musk anunciou: Grok 4.5 vem aí mais rápido e com custo menor

O bilionário Elon Musk anunciou nesta madrugada (08) que a nova versão da inteligência artificial Grok está a caminho:

“Com base no forte feedback positivo de clientes em nosso programa de teste beta, a SpaceXAI disponibilizará o Grok 4.5 para o público amanhã. É um modelo da classe Opus, mas mais rápido, mais eficiente em tokens e de custo mais baixo” – escreveu o empresário no X.

  • Vale lembrar: a xAI foi adquirida pela SpaceX em fevereiro. Nesta segunda-feira (6), tivemos a atualização do nome da empresa para SpaceXAI

O que sabemos?

Como noticiamos aqui no OD, a SpaceXAI e a Cursor planejavam lançar seu primeiro modelo de inteligência artificial (IA) desenvolvido em conjunto já nesta quarta-feira (8), segundo reportagem do site The Information, que citou um memorando enviado aos funcionários.

De acordo com a publicação divulgada nesta terça-feira (7), as empresas adiaram o lançamento previsto para o início desta semana com o objetivo de melhorar a eficiência do modelo.

Em junho, a SpaceX anunciou que compraria a Anysphere, startup por trás do popular agente de programação por IA Cursor, em negócio totalmente em ações avaliado em US$ 60 bilhões (R$ 310,4 bilhões), com o objetivo de fortalecer sua presença no lucrativo mercado de ferramentas de IA corporativa.

A Cursor é uma concorrente relevante da Anthropic e da OpenAI, mas enfrenta desafios de crescimento devido à falta de acesso a poder computacional.

A expectativa é de que a aquisição dê à SpaceXAI, anteriormente conhecida como xAI, uma posição mais sólida no segmento de programação por IA, que vem se mostrando uma área de alto potencial de receita.

A SpaceX também passou a integrar o índice Nasdaq-100 nesta terça, menos de um mês após sua estreia na bolsa, em 12 de junho. Isso a colocou entre as inclusões mais rápidas ao índice, graças às regras revisadas da Nasdaq para empresas recém-listadas que buscam entrar em referências amplamente acompanhadas.

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Chips da Nvidia e IA aberta: o novo acordo bilionário da SpaceX

A SpaceX fechou um acordo de computação com a Reflection AI, startup de código aberto, em um contrato que pode chegar a US$ 6,3 bilhões, segundo documentos citados pela CNBC.

O movimento amplia o uso da infraestrutura Colossus de Elon Musk para atender empresas externas de inteligência artificial.

Data centers da SpaceX passam a atender clientes externos em nova fase do negócio de tecnologia. – Imagem: FOTOGRIN/Shutterstock

O que está por trás do acordo bilionário

A SpaceX firmou uma parceria de computação com a Reflection AI, startup focada em modelos de código aberto, para fornecimento de infraestrutura de processamento em larga escala. O acordo envolve o uso de chips Nvidia GB300 e reforça a disputa crescente por capacidade de computação avançada no setor de inteligência artificial.

Se o contrato for cumprido até o fim do prazo, o valor total pode atingir US$ 6,3 bilhões. Na prática, isso coloca a parceria entre as mais relevantes do setor de infraestrutura de IA.

O acordo pode ser encerrado por qualquer uma das partes com aviso prévio de 90 dias após os primeiros três meses.

Infraestrutura da SpaceX ganha outro papel

A SpaceX vem ampliando o uso de seus data centers, especialmente o sistema Colossus, criado em parte para sustentar o Grok, chatbot de IA de Elon Musk.

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Agora, essa estrutura também passa a ser oferecida a clientes externos. É uma mudança importante: de uso interno para um serviço disputado no mercado de computação em nuvem.

A SpaceX já vinha fechando acordos com empresas como Anthropic, Google e Cursor. Aos poucos, vai se consolidando como mais um player nesse mercado de infraestrutura de IA.

Logo da Nvidia em um chip
Chips Nvidia GB300 estão no centro da disputa por poder computacional em inteligência artificial. – Imagem: alexgo.photography/Shutterstock

IA aberta volta ao centro do debate

A Reflection AI aposta no modelo de código aberto em um momento em que empresas e governos questionam a dependência de sistemas fechados de inteligência artificial.

O tema ganhou força depois de episódios envolvendo restrições de acesso a modelos, o que acelerou a busca por alternativas mais controláveis.

Na prática, isso abriu espaço para empresas que defendem mais transparência e flexibilidade no uso de IA.

Entre os principais pontos do acordo estão:

  • Acesso imediato aos chips Nvidia GB300 para IA avançada
  • Pagamento mensal de US$ 150 milhões até 2029
  • Uso da infraestrutura Colossus da SpaceX em escala externa
  • Possibilidade de rescisão após aviso prévio de 90 dias

No fim, o movimento reforça uma tendência mais ampla: o poder computacional virou peça central na disputa global por inteligência artificial — e, cada vez mais, um ativo estratégico disputado por grandes empresas de tecnologia.

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Crise na IA? Cientista famoso diz que empresa de Musk não vai competir no setor

Yann LeCun, cofundador da AMI Labs e ex-cientista-chefe de IA da Meta, afirmou à CNBC que a xAI, empresa de inteligência artificial de Elon Musk, é “um fracasso” e não deve conseguir competir com OpenAI e Anthropic. LeCun é frequentemente chamado de “padrinho da IA” por seu trabalho pioneiro na área.

A fala reacende uma rivalidade antiga entre os dois. Nos últimos anos, LeCun e Musk já trocaram críticas públicas em debates que vão da inteligência artificial até o que o pesquisador chama de “teorias da conspiração” associadas ao CEO da Tesla nas redes sociais. Musk, por sua vez, já o acusou de estar “fora de contato com a IA há muito tempo”.

xAI, de Elon Musk, é alvo de críticas e questionamentos sobre capacidade de competir com gigantes como OpenAI. Imagem: Irina Shats/Shutterstock – Imagem: Irina Shats/Shutterstock

Por que LeCun chama a xAI de fracasso

“A xAI é meio que um fracasso, francamente, porque o time fundador foi embora”, disse LeCun. Em seguida, ele afirmou que Musk está “numa posição muito, muito difícil para contratar gente de ponta em IA”, por conta da forma como lidou com a equipe anterior.

No último ano, vários cofundadores deixaram a empresa. Em fevereiro, Musk chegou a fundir a SpaceX com a xAI em um negócio que avaliou a companhia em US$ 1,25 trilhão. Já no trimestre encerrado em 31 de março, o segmento de IA da SpaceX — que inclui a xAI — registrou prejuízo operacional de US$ 2,5 bilhões.

A estrutura da empresa também entrou na mira de LeCun. Ele disse que a xAI mantém uma “infraestrutura enorme” que acaba sendo alugada para outras companhias “porque essa é a única forma de Musk recuperar os custos”. A referência é aos data centers Colossus 1 e Colossus 2, em Memphis. Google e Anthropic já usaram essa capacidade — o Google, inclusive, paga cerca de US$ 920 milhões por mês pelo acesso.

Bolha ou correção? Especialistas analisam futuro da IA e impacto no mercado global
Especialista alerta para possível “explosão de bolha” no mercado de inteligência artificial nos próximos anos. Imagem: royyimzy / iStock

O alerta sobre a “explosão de bolha”

LeCun fez um alerta mais amplo sobre o modelo financeiro das grandes empresas de IA. “Os preços dos serviços de IA estão subindo, mas o custo de rodá-los está caindo, só que não na velocidade necessária. Então todas essas empresas estão perdendo dinheiro, e o uso para a maioria das pessoas é financiado pelos investidores. Isso não pode continuar por muito tempo”, disse ele.

Na avaliação do pesquisador, o setor deve acabar ajustando a rota. “Ou vão aumentar os preços, ou cortar custos, ou vai haver uma grande explosão de bolha”, afirmou. O tema ganhou ainda mais força em meio ao aumento da pressão sobre os gastos com IA. O CEO da OpenAI, Sam Altman, teria comentado recentemente que os custos do setor são “um problema enorme” e que as empresas estão constantemente discutindo quanto estão investindo na tecnologia.

Analista trabalhando com relatório financeiro e painel de análise de negócios em laptop para examinar dados financeiros com KPIs e métricas.
“Isso não pode continuar por muito tempo”, diz LeCun sobre o modelo econômico das empresas de inteligência artificial. Imagem: NicoElNino/Shutterstock

A aposta em “modelos de mundo”

LeCun costuma criticar as limitações dos grandes modelos de linguagem (LLMs), base da geração atual dos principais produtos de IA. Esses sistemas aprendem padrões de linguagem para prever o próximo elemento de uma sequência — o que os torna úteis em tarefas como programação e matemática.

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Mas ele defende outra direção: os chamados “modelos de mundo”. A ideia é criar sistemas capazes de entender como o mundo funciona de forma mais ampla, com noções de objetos, causa, efeito e ações.

“Pessoalmente, não acho que vamos ter sistemas agênticos generalizados e confiáveis até que eles sejam baseados em modelos de mundo”, afirmou. Ao mesmo tempo, ele reconhece que os LLMs têm aplicações práticas, embora ressalte que “o custo de rodar esses sistemas com esse nível de desempenho é alto demais em relação ao que os usuários estão dispostos a pagar”.

A AMI Labs levantou US$ 1 bilhão em uma rodada de financiamento em março para trabalhar em modelos de mundo, o que resultou em uma avaliação pré-investimento de US$ 3,5 bilhões.

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SpaceX usa bilhões para tentar virar o jogo na inteligência artificial

Elon Musk está usando o novo fôlego financeiro da SpaceX — um caixa de US$ 86 bilhões (R$ 436 bilhões) — para tentar encurtar a distância na corrida da inteligência artificial. A empresa vem ampliando sua atuação nesse campo, com movimentos que misturam infraestrutura, aquisições e serviços corporativos.

Segundo o The Wall Street Journal, a estratégia não aparece como uma virada isolada, mas como uma sequência de ajustes para colocar a SpaceX mais próxima dos principais nomes da IA.

Cursor entra no plano da SpaceX como peça-chave no mercado de programação com inteligência artificial. Koupei Studio / Shutterstock – Koupei Studio / Shutterstock

Musk admite que está atrás na disputa

Musk reconheceu que a xAI e iniciativas ligadas à SpaceX ainda ficam atrás de rivais como OpenAI, Google e Anthropic no desenvolvimento de inteligência artificial.

A reação foi acelerar investimentos e reorganizar partes da estrutura da empresa para tentar ganhar velocidade nessa disputa, que já consome bilhões no setor.

  • compra da startup Cursor por cerca de US$ 60 bilhões em ações
  • uso ampliado de data centers próprios
  • foco mais direto em clientes corporativos
  • integração com a xAI e o chatbot Grok
  • ajustes internos voltados à IA

Cursor entra no centro da estratégia de inteligência artificial

A Cursor, startup voltada a ferramentas de programação com IA, passou a ocupar um papel mais relevante dentro desse plano. O produto já é utilizado por empresas como Nvidia, Deloitte e British Airways.

A aposta é transformar a plataforma em algo mais previsível em termos de receita e fortalecer a presença da SpaceX no mercado de software com inteligência artificial.

Na prática, a ferramenta ajuda desenvolvedores a escrever, revisar e editar código usando diferentes modelos de IA — e isso tem acelerado sua adoção.

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Data centers da SpaceX passam a ser alugados para Google e Anthropic em novo movimento de receita. Imagem: Ascannio/Shutterstock

Data centers começam a virar negócio paralelo

Além das aquisições, a SpaceX passou a disponibilizar parte da capacidade de seus data centers para outras empresas, incluindo concorrentes como Google e Anthropic.

Esse movimento ganha força justamente no momento em que o setor de IA enfrenta uma demanda crescente por infraestrutura, o que tem pressionado custos e capacidade global.

  • aluguel de capacidade computacional
  • expansão de infraestrutura de IA
  • contratos com concorrentes diretos
  • busca por novas fontes de receita
  • uso mais intenso da estrutura já existente
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xAI ainda enfrenta prejuízos, enquanto Musk tenta reorganizar o ecossistema de inteligência artificial. Imagem: Sergii Chernov – Shutterstock – Imagem: Sergii Chernov – Shutterstock / Edição: Ana Figueiredo – Olhar Digital

xAI ainda enfrenta pressão financeira

A integração da xAI ao ecossistema da SpaceX faz parte de um plano mais amplo de Musk para fortalecer sua atuação em IA. Mesmo assim, a empresa ainda convive com prejuízos elevados e custos operacionais altos.

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Grande parte dessas despesas está ligada à construção de infraestrutura, treinamento de modelos e contratação de engenheiros especializados — uma conta que continua crescendo no setor.

A movimentação da SpaceX na inteligência artificial mostra uma aposta de longo prazo de Elon Musk. Entre aquisições bilionárias, uso de infraestrutura existente e reorganização interna, a empresa tenta ganhar espaço em um mercado dominado por gigantes e ainda em forte expansão.

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SpaceX fecha acordo de US$ 60 bilhões para adquirir empresa de IA Cursor

A SpaceX anunciou nesta terça-feira (16) a compra da Cursor por US$ 60 bilhões em ações da própria companhia, em uma das maiores transações recentes envolvendo ferramentas de inteligência artificial voltadas ao desenvolvimento de software. A conclusão da operação está prevista para o terceiro trimestre de 2026.

O acordo foi divulgado poucos dias após a estreia histórica da SpaceX na bolsa de valores, movimento que elevou a empresa a um valor de mercado superior a US$ 2 trilhões e fortaleceu sua posição entre as companhias mais valiosas dos Estados Unidos.

Com a incorporação da Cursor, a SpaceX busca ampliar sua atuação em inteligência artificial ao combinar uma plataforma consolidada de programação assistida por IA com a infraestrutura computacional desenvolvida por seus negócios ligados ao setor.

SpaceX amplia aposta em inteligência artificial com aquisição bilionária

Empresa espacial teve avaliação recorde – Imagem: Walter Cicchetti/iStock

Segundo documentos divulgados pela empresa, os acionistas da Cursor receberão US$ 60 bilhões em ações da SpaceX. A expectativa é que o processo de incorporação seja concluído ainda neste ano, após o cumprimento das etapas regulatórias e societárias previstas para a transação.

Fundada em 2023 por quatro ex-alunos do MIT, a Cursor iniciou suas atividades como uma empresa voltada a mensagens criptografadas. Com o passar do tempo, direcionou seus esforços para o desenvolvimento de soluções de inteligência artificial aplicadas à programação, segmento que ganhou relevância com a expansão dos chamados agentes autônomos de código.

A plataforma desenvolvida pela companhia permite que programadores utilizem diferentes modelos de IA em um único ambiente de trabalho. Entre as opções disponíveis estão tecnologias fornecidas por empresas como OpenAI, Anthropic, xAI e Google, o que posicionou a Cursor entre os principais nomes do setor.

A empresa também disputa espaço em um mercado cada vez mais competitivo. Entre os concorrentes citados estão ferramentas capazes de criar códigos, corrigir falhas em softwares e executar tarefas automatizadas para desenvolvedores.

Consoante informações divulgadas anteriormente pela própria SpaceX, a companhia já havia assegurado em abril o direito de adquirir a Cursor. Na ocasião, afirmou que mantinha uma colaboração próxima com a empresa em iniciativas relacionadas à programação e inteligência artificial.

Em uma publicação na rede social X, a SpaceX declarou que a união entre as duas empresas poderia acelerar o desenvolvimento de modelos avançados de IA ao combinar a presença da Cursor entre engenheiros de software com a capacidade computacional disponível em sua infraestrutura tecnológica.

A estrutura mencionada pela companhia inclui o Colossus, complexo de computação para inteligência artificial criado pela xAI em Memphis, no estado do Tennessee. Atualmente, a xAI integra os negócios da SpaceX, fortalecendo a estratégia da empresa para ampliar sua presença no setor.

Página da SpaceX no Twitter aberta em celular rodeado de notas de dólar numa mesa
SpaceX promete maior IPO da história – Imagem: FellowNeko/Shutterstock

O interesse da indústria pela Cursor não é recente. A reportagem informa que a companhia recusou propostas de aquisição apresentadas por grandes empresas de inteligência artificial no ano passado. Além disso, uma rodada de investimentos concluída em novembro atribuiu à empresa uma avaliação de mercado de US$ 29,3 bilhões.

A aquisição também ocorre em meio à busca da SpaceX por maior capacidade computacional. Embora a empresa já disponha da infraestrutura desenvolvida por sua divisão de IA, a necessidade de ampliar o poder de processamento continua sendo apontada como um dos desafios para sustentar seus planos de expansão.

Além dos investimentos em tecnologia, a SpaceX pretende utilizar ativos ligados ao setor espacial para competir em áreas associadas à inteligência artificial. Entre as iniciativas mencionadas está o pedido encaminhado a reguladores para autorizar a implantação de até um milhão de satélites voltados ao suporte de operações computacionais em órbita.

A reação do mercado foi imediata. As ações da SpaceX registraram forte valorização nas negociações pré-abertura desta terça-feira (16), ampliando uma sequência de ganhos iniciada após a estreia da empresa na Nasdaq.

Nos dois primeiros pregões após a abertura de capital, os papéis acumularam avanços expressivos. Caso o movimento seja mantido, a empresa poderá superar o valor de mercado da Amazon e assumir posição entre as cinco companhias abertas mais valiosas dos Estados Unidos.

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Engenheiro acusa xAI de demissão retaliatória após alertas sobre riscos de segurança no Grok

Um ex-engenheiro da xAI, empresa de inteligência artificial fundada por Elon Musk em 2023, abriu um processo judicial na Califórnia alegando que foi demitido após levantar preocupações sobre a segurança no desenvolvimento de sistemas de IA. Devin Kim afirma que sua atuação interna buscava reforçar mecanismos de proteção no chatbot Grok, mas que suas advertências teriam sido ignoradas pela liderança da companhia.

De acordo com a ação apresentada na última terça-feira (09), Kim sustenta que suas tentativas de alertar sobre possíveis riscos associados à tecnologia resultaram em retaliação dentro da empresa. Ele alega, ainda, que sua dispensa ocorreu em setembro do ano passado, pouco antes de uma apresentação que faria sobre segurança em inteligência artificial para executivos da organização.

O processo também aponta que a xAI, responsável pelo Grok, estaria sob críticas devido a conteúdos gerados pelo sistema, incluindo a produção de imagens sexualizadas envolvendo mulheres e menores. A empresa e a SpaceX, também citada na ação, não comentaram o caso até o momento.

Acusações envolvem práticas internas e disputa sobre segurança em IA

xAI e SpaceX – Imagem: Sergii Chernov – Shutterstock / Edição: Ana Figueiredo – Olhar Digital

No detalhamento da ação, Devin Kim afirma que ingressou na xAI em 2024 como um dos primeiros funcionários e que, em poucos meses, chegou a ocupar posição de liderança. Segundo ele, havia expectativa de implementação de protocolos rigorosos de segurança, alinhados ao discurso inicial de Elon Musk ao criar a empresa como alternativa considerada mais segura em relação a outras organizações do setor.

O engenheiro sustenta que essas diretrizes não teriam sido seguidas internamente. Ele afirma que seu supervisor, identificado como Jimmy Ba, cofundador da xAI, teria rejeitado propostas de mecanismos de proteção e ignorado alertas sobre riscos mais amplos ligados ao uso da inteligência artificial, incluindo potenciais impactos sociais e legais.

Kim também relata que suas preocupações incluíam a possibilidade de sistemas como o Grok contribuírem para problemas mais graves, como discriminação e até facilitação de armas de destruição em massa, segundo o conteúdo do processo.

Nomeação em entidade de segurança em IA ocorre após saída

Elon Musk
Elon Musk – Imagem: FotoField/Shutterstock

Na semana anterior à divulgação da ação, o ex-engenheiro foi nomeado para liderar uma organização sem fins lucrativos dedicada ao estudo de riscos da inteligência artificial, o Center for AI Safety. A indicação ocorreu após sua saída da xAI e passou a ser mencionada no contexto do debate público sobre segurança em IA.

O processo judicial também contextualiza a disputa dentro de um cenário mais amplo envolvendo empresas de Elon Musk. A ação menciona que a SpaceX e outros empreendimentos do empresário enfrentam, há anos, alegações relacionadas à segurança operacional e às condições de trabalho, incluindo registros de acidentes em operações da companhia espacial, segundo investigação jornalística citada no texto-base.

Histórico de disputas e contexto envolvendo Musk e OpenAI

A fundação da xAI por Elon Musk em 2023 é descrita no processo como parte de uma iniciativa para criar uma alternativa mais segura no setor de inteligência artificial.

O texto também relembra que Musk esteve entre os fundadores da OpenAI, embora tenha posteriormente entrado em disputa judicial contra a organização, alegando desvio de sua missão original, ação que acabou rejeitada por um júri no ano anterior.

Até o momento, xAI e SpaceX não se manifestaram publicamente sobre as acusações apresentadas por Devin Kim.

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