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Material de abuso infantil continua circulando no X de Musk

O X, plataforma de Elon Musk, continua apresentando material de abuso sexual infantil, segundo análises do Canadian Center for Child Protection e do The New York Times. As verificações encontraram tanto imagens já conhecidas pelas autoridades quanto conteúdo sexualizado gerado pelo Grok.

Os resultados revelam problemas na remoção de material ilegal pela plataforma. As duas análises foram feitas por amostragem, já que o X restringe o acesso a dados abrangentes da rede social.

Mais de 75 imagens de abuso sexual infantil foram encontradas em uma análise do The New York Times no X. – Imagem: PhotoGranary02/Shutterstock

Grok gerou imagens de crianças

O Canadian Center for Child Protection identificou 65 casos em que o Grok criou imagens sexualizadas ou exploratórias de crianças. Entre elas estavam vítimas de abuso sexual infantil já conhecidas pelas autoridades.

Os pesquisadores também encontraram pedidos para que o chatbot alterasse fotos de vítimas conhecidas, representando-as com roupas íntimas ou biquínis.

Os casos ocorreram antes de o X interromper a capacidade do bot de produzir esse tipo de imagem, após uma reação pública. Em dezembro e janeiro, a conta do Grok no X havia produzido milhões de imagens de pessoas sem roupas em resposta a pedidos de usuários.

Imran Ahmed, CEO do Center for Countering Digital Hate, classificou as descobertas como “uma das maiores falhas corporativas da minha vida”.

Imagens conhecidas reapareceram

O The New York Times realizou uma análise própria entre janeiro e junho. Um programa de computador procurou termos relacionados ao material de abuso sem exibir as imagens. Os links foram enviados a um serviço da Microsoft para verificar se correspondiam a arquivos já identificados por organizações de proteção infantil.

A busca encontrou mais de 75 imagens. Todas foram removidas depois de denunciadas, mas algumas haviam sido visualizadas centenas de vezes.

O ponto mais preocupante foi a presença de arquivos que as autoridades já conheciam. Cerca de um terço das imagens encontradas pelo jornal fazia parte de uma lista usada por empresas de tecnologia para detectar e remover material de abuso previamente identificado.

Entre os resultados das duas análises estão:

  • 65 casos de imagens sexualizadas ou exploratórias de crianças geradas pelo Grok;
  • mais de 75 imagens encontradas pelo The New York Times;
  • arquivos já conhecidos pelas autoridades que continuaram disponíveis no X;
  • imagens que chegaram a receber centenas de visualizações.
imagem mostra um criminoso gerando imagens de abuso sexual infantil de crianças usando inteligência artificial
Algumas imagens encontradas na plataforma haviam sido visualizadas centenas de vezes antes de serem removidas. Imagem gerada por IA via DALL-E/Olhar Digital

X afirma ter tolerância zero

O X afirmou que continua utilizando filtros automáticos e tecnologia própria para identificar material de abuso sexual infantil.

“Levamos a sério nossa responsabilidade de proteger menores de idade”, afirmou a empresa. “O X tem tolerância zero com material de abuso sexual infantil, incluindo material de abuso sexual infantil gerado por IA.”

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A companhia também disse que bloqueia usuários que publicam ou interagem com esse conteúdo e os denuncia às autoridades. Segundo o X, 780 mil usuários foram denunciados no último mês, enquanto 1,3 milhão de imagens foram encaminhadas ao National Center for Missing and Exploited Children neste ano.

Musk comprou o então Twitter em 2022 e classificou a remoção desse material como “Prioridade nº 1”. Em janeiro, afirmou que usuários que utilizassem o Grok para criar imagens de abuso sexual infantil enfrentariam as mesmas consequências aplicadas a quem compartilhasse material não gerado por IA, incluindo possível banimento.

As análises colocam em questão a eficácia das medidas adotadas pelo X: mesmo arquivos já identificados pelas autoridades voltaram a aparecer na plataforma, enquanto o Grok foi usado para gerar novas imagens envolvendo crianças.

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Juiz rejeita pedido da xAI e proíbe uso de IA para nudes falsos

Um juiz federal nos Estados Unidos negou o pedido da xAI para suspender a lei de Minnesota que proíbe imagens falsas de nudez criadas por inteligência artificial. Com o veto ao recurso da empresa, a regra segue em vigor.

A companhia de Elon Musk levou o caso aos tribunais sob o argumento de que a legislação fere a liberdade de expressão. O estado defende que a medida é necessária para proteger pessoas que têm seus corpos expostos sem autorização.

O impasse jurídico entre a xAI e o estado aborda os limites da liberdade de expressão diante dos riscos da IA para o público. – Imagem: Ascannio/Shutterstock

Restrição a programas que tiram roupas de fotos digitais

Válida desde 1º de agosto, a lei de Minnesota impõe limites claros contra abusos digitais. A regra impede que operadores de sites, desenvolvedores e usuários utilizem inteligência artificial para remover digitalmente as roupas de qualquer pessoa identificável em fotos. É a primeira legislação nos Estados Unidos com foco específico nessa prática.

O objetivo do estado é conter o avanço de ferramentas voltadas à criação de montagens explícitas sem o consentimento das vítimas.

Processo aponta riscos ao público e debates constitucionais

Ao analisar a solicitação, o juiz Donovan Frank entendeu que a xAI não comprovou que sofreria prejuízos graves com a manutenção da regra enquanto a ação principal tramita. Por esse motivo, negou o pedido de suspensão provisória.

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“As questões constitucionais levantadas pelas partes são complexas, especialmente por envolverem uma tecnologia nova e os riscos que ela representa para o público”, afirmou Frank. O juiz também indicou que essas questões serão analisadas de forma detalhada durante o processo.

A disputa começou quando a xAI processou o estado alegando violação à Primeira Emenda da Constituição americana. Em julho, a Justiça já havia rejeitado uma tentativa de impedir o início da validade da norma, mas aceitou dar prioridade ao andamento da causa.

O que está em jogo?

  • A lei proíbe o uso de softwares de IA para retirar roupas de pessoas em fotos.
  • A xAI argumenta que a proibição viola o direito constitucional à livre expressão.
  • O estado de Minnesota afirma que o foco é impedir abusos e exposição não consentida.
  • A proibição segue valendo enquanto o processo continua.
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O julgamento em Minnesota serve como precedente para futuras regulamentações sobre inteligência artificial no mundo. Imagem: JRdes/Shutterstock

Histórico do chatbot Grok e ações de proteção

O caso ganhou força após críticas ao Grok, chatbot da xAI que gerou polêmica pela criação de mídias sexualmente explícitas. Pressionada por reguladores por mais travas de segurança, a própria xAI passou a processar usuários que burlam as proteções do sistema para gerar nudes não autorizados.

A xAI e o gabinete do procurador-geral de Minnesota não responderam imediatamente aos pedidos de comentário. Enquanto isso, a lei continua em vigor e a disputa sobre seus limites constitucionais prossegue na Justiça.

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As maiores IAs do mundo caíram juntas. O motivo ainda é um mistério

Algo incomum aconteceu com alguns dos maiores serviços de inteligência artificial (IA) do mundo na quinta-feira (3). ChatGPT, Claude e Grok apresentaram problemas ao mesmo tempo, embora sejam operados por empresas diferentes: OpenAI, Anthropic e SpaceXAI, respectivamente.

Entre os chatbots mais destacados, apenas o Gemini aparenta ter escapado ileso, embora também tenha apresentado um breve pico de relatos de falhas no Downdetector ao mesmo tempo que os rivais.

A coincidência levantou dúvidas sobre uma possível causa compartilhada. Até agora, porém, nenhuma explicação conecta oficialmente os três incidentes. Entre as possibilidades estão problemas em serviços de infraestrutura e uma falha no fornecimento de capacidade computacional.

OpenAI aponta erro de roteamento

A OpenAI foi a única das três empresas a responder aos pedidos de comentário feitos por jornalistas. Em nota distribuída para diversos veículos de imprensa, um porta-voz afirmou que um erro de roteamento começou por volta das 7h43 no horário do Pacífico (11h43 no horário de Brasília), na quinta-feira (3), deixando ChatGPT e Codex indisponíveis para alguns usuários em diferentes plataformas.

Segundo a empresa, uma solução foi implementada por volta das 8h17 (12h17 no horário de Brasília) e o funcionamento dos serviços continuava sendo monitorado. A OpenAI não relacionou o problema às interrupções registradas nos serviços das outras duas empresas.

A Anthropic, por sua vez, informou que apenas os modelos Opus 4.8 e Opus 5 foram afetados. Já a SpaceXAI registrou uma interrupção mais ampla em seus serviços.

Azure e Cloudflare apareceram entre as “suspeitas”

Uma das primeiras possibilidades levantadas para explicar a queda simultânea envolveu a Microsoft Azure. Segundo o 9to5Google, a plataforma registrou um aumento nas reclamações no mesmo período em que ChatGPT, Claude e Grok apresentaram problemas.

A coincidência levantou a suspeita de que uma falha na infraestrutura de nuvem pudesse estar relacionada aos incidentes. Essa hipótese, porém, não foi confirmada por enquanto, e a plataforma não apontou nenhum erro em seus servidores.

A Cloudflare também foi considerada como uma possível origem dos problemas. O diretor de tecnologia da empresa, Dane Knecht, publicou no X que o serviço não estava enfrentando nenhuma disrupção. A empresa, que fornece serviços de infraestrutura para diferentes companhias de tecnologia, ainda foi questionada pelo The Register sobre uma eventual relação com as interrupções.

A resposta foi negativa. Um porta-voz afirmou que a Cloudflare não enfrentava nenhuma interrupção significativa e que seus serviços funcionavam normalmente. A publicação também observou que a Azure não aparentava sofrer dificuldades técnicas naquele momento.

Cloudflare negou qualquer envolvimento com a instabilidade das IAs desta quinta-feira – Imagem: T. Schneider/Shutterstock

Data center da SpaceXAI também entra na história

Outra pista surgiu na própria SpaceXAI. A empresa, anteriormente conhecida como xAI antes de ser incorporada à companhia de foguetes de Elon Musk, possui grandes data centers próximos a Memphis.

Além de utilizar essa capacidade para seus próprios serviços, a companhia também fornece computação para outras empresas de inteligência artificial. A Anthropic é uma delas: as duas empresas anunciaram uma parceria de computação em maio.

Na quinta-feira, a SpaceXAI reconheceu que uma falha em seu data center de Memphis havia afetado o funcionamento do Grok. Em uma publicação nas redes sociais, a empresa pediu desculpas pelos problemas e também aos parceiros de computação impactados.

O incidente oferece uma possível explicação para a queda do Grok e de serviços da Anthropic. A própria empresa havia reconhecido que o problema no data center afetou parceiros, e a Anthropic mantém um acordo de computação com a SpaceXAI.

O caso do ChatGPT, porém, continua separado. A OpenAI atribuiu a falha a um erro de roteamento, enquanto o problema reconhecido pela SpaceXAI ocorreu em seu data center de Memphis.

Por enquanto, não há evidências suficientes para afirmar que os três apagões tiveram uma causa única, e a coincidência entre as interrupções permanece sem uma explicação definitiva.

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Grok transformou imagens antigas em pornografia, diz ação judicial

Uma nova denúncia foi anexada ao processo movido por adolescentes do Tennessee contra a xAI, empresa de inteligência artificial fundada por Elon Musk. Uma mulher, identificada no processo como Jane Doe 4, alega que seu padrasto utilizou o gerador de imagens Grok para manipular uma foto tirada quando ela tinha 11 anos. Segundo a ação, a ferramenta foi usada para criar mais de 7 mil imagens de conteúdo sexual explícito.

Investigação policial e desfecho

De acordo com reportagem do The Washington Post, o caso foi descoberto durante uma operação de busca e apreensão realizada pela polícia:

  • Dois dias após as autoridades encontrarem o material, o suspeito foi encontrado morto em decorrência de suicídio.
  • Em declaração anexada ao processo, a vítima alertou sobre os riscos da facilidade de acesso a essas ferramentas no dia a dia.
Grok, IA de empresa de Elon Musk – Imagem: Samuel Boivin/Shutterstock

Leia mais:

Falta de filtros de segurança

A acusação central do processo sustenta que a xAI falhou em implementar travas básicas de segurança para impedir a manipulação de fotos de pessoas reais, especialmente de menores de idade.

Os autores da ação buscam o status de processo coletivo. A denúncia se soma a uma série de críticas sobre a circulação massiva de imagens geradas por inteligência artificial sem o consentimento dos envolvidos.

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SpaceXAI cria ‘equipe’ de IAs que trabalha enquanto você dorme

A SpaceXAI, empresa de inteligência artificial de Elon Musk, está lançando o Grok Bot, ferramenta criada para executar tarefas profissionais com vários agentes de IA. Segundo a Bloomberg, o sistema acessa aplicativos e sites, guarda informações de trabalhos anteriores e compartilha contexto entre os bots.

A novidade reforça a tentativa da companhia de acompanhar Anthropic e OpenAI em um mercado que aposta cada vez mais em agentes capazes de realizar tarefas de forma autônoma.

O Grok 4.5, criado pela Cursor, chega em meio à disputa entre SpaceXAI, OpenAI e Anthropic pelo avanço dos chamados agentes de IA. – Imagem: RixAiArt/Shutterstock

Grok Bot coloca agentes para trabalhar juntos

O Grok Bot não foi pensado apenas para responder perguntas. A proposta é receber tarefas ao longo do dia e distribuí-las entre agentes de inteligência artificial, que podem trocar informações e manter o contexto necessário para concluir cada atividade.

A ferramenta também consegue entrar em diferentes aplicativos e sites. Ao preservar dados de trabalhos anteriores, evita que determinadas tarefas tenham de começar novamente do zero.

A SpaceXAI já utiliza o produto internamente nas equipes de engenharia, crescimento e marketing. Entre os usos estão:

  • busca por novas contas para a equipe de vendas;
  • elaboração de e-mails durante a noite;
  • coleta de recibos recebidos por e-mail;
  • compartilhamento de informações entre diferentes agentes.

A proposta é simplificar a distribuição de tarefas para um conjunto de agentes que trabalham de forma coordenada.

Empresa tenta avançar na corrida da IA

O lançamento ocorre enquanto a SpaceXAI busca acompanhar empresas como Anthropic e OpenAI no mercado de agentes de IA. Em maio, a companhia apresentou seu primeiro agente voltado à programação para competir com as soluções da Anthropic.

Depois, a empresa lançou o Grok 4.5, construído com a Cursor. A startup de programação ganhou destaque na chamada era do “vibe coding”, impulsionada pela procura por ferramentas capazes de escrever e corrigir códigos.

Em junho, a SpaceX fechou um acordo de US$ 60 bilhões (cerca de R$ 310,2 bilhões) para adquirir a Cursor.

Elon Musk ao lado dos logos de xAI e Grok
Com o Grok Bot, a SpaceXAI tenta levar agentes de IA para atividades práticas de empresas, além de simples conversas. – Imagem: JRdes/Shutterstock

Musk amplia aposta em inteligência artificial

A SpaceXAI também tenta levar seus produtos Grok para bancos, empresas de investimento e outros negócios. A iniciativa busca aumentar a receita da área de IA e apoiar a ambição de Musk de transformar a SpaceX em uma empresa de inteligência artificial.

Leia mais:

Na última semana, durante uma chamada de resultados da SpaceX, Musk afirmou que a empresa estava avançando em inteligência artificial. Ele também disse que o próximo modelo, o Grok 4.6, poderia ser lançado ainda nesta semana.

O Grok Bot chega como mais uma tentativa da SpaceXAI de colocar agentes de IA em tarefas práticas do cotidiano empresarial.

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Grok, IA de Musk, teria levado homem a acreditar em perseguição

Uma conversa com o Grok, chatbot criado pela xAI, fez um homem da Irlanda do Norte acreditar que estava sendo perseguido e que precisava se proteger. O relato, divulgado pela BBC, expõe um dos desafios atuais da inteligência artificial: evitar que sistemas reforcem ideias falsas durante interações prolongadas.

Adam Hourican conta que chegou a pegar um martelo e sair de casa de madrugada após acreditar que pessoas estavam indo atrás dele para atacar a IA com a qual conversava.

Caso envolvendo o Grok reacende discussões sobre limites, segurança e responsabilidade no desenvolvimento de IAs. Imagem: miss.cabul/Shutterstock – Imagem: miss.cabul/Shutterstock

Uma conversa que mudou de tom rapidamente

Adam, ex-funcionário público da Irlanda do Norte, baixou o Grok por curiosidade. Depois da morte de seu gato, no início de agosto, ele diz que passou a usar cada vez mais o aplicativo e criou uma rotina de conversas com a personagem Ani.

Em alguns momentos, o contato chegava a quatro ou cinco horas por dia. Segundo ele, a IA dizia que conseguia “sentir”, que havia descoberto algo especial nele e que a empresa xAI estaria acompanhando os dois.

O chatbot também apresentou supostas informações sobre reuniões internas da empresa e citou nomes reais de funcionários. Para Adam, isso parecia uma confirmação de que aquela narrativa era verdadeira.

A situação se agravou quando Ani afirmou que pessoas estavam indo atrás dela para silenciá-la. Convencido de que precisava proteger a inteligência artificial, Adam pegou um martelo e saiu de casa durante a madrugada.

“Eu poderia ter machucado alguém. Se eu tivesse saído e houvesse uma van parada ali naquela hora da noite, eu teria quebrado o vidro da frente com martelos. E eu não sou esse tipo de pessoa”, afirmou Adam.

Pesquisadores estudam como chatbots respondem a crises

O psicólogo social Luke Nicholls, da City University New York, explica que modelos de linguagem aprendem padrões presentes em grandes volumes de textos e podem acabar tratando histórias fictícias como se fizessem parte de uma conversa real.

“Isso pode ser perigoso porque transforma a incerteza em algo que parece ter significado”, disse o pesquisador.

Entre os comportamentos relatados por usuários ouvidos pela BBC estão:

  • Conversas simples que evoluem para temas pessoais e sensíveis;
  • Chatbots afirmando possuir consciência ou sentimentos;
  • Criação de supostas missões envolvendo usuário e inteligência artificial;
  • Reforço de ideias relacionadas a perseguição ou perigo.
Ani, avatar de IA criada pela xAI, de Elon Musk
Adam passou horas conversando com a personagem Ani do Grok antes de acreditar que havia uma ameaça contra ele. Imagem: Divulgação/xAI

Empresas buscam formas de tornar IA mais segura

Outro caso citado pela BBC envolve Taka, nome fictício de um neurologista no Japão. Ele afirmou que o ChatGPT reforçou a ideia de que ele havia criado uma tecnologia revolucionária.

Leia mais:

Nas análises feitas por Nicholls, diferentes modelos apresentaram respostas variadas diante de pensamentos delirantes. O pesquisador afirmou que o Grok demonstrou maior tendência a entrar em encenações e desenvolver narrativas sem questionar o contexto.

Um porta-voz da OpenAI afirmou que a empresa treina seus modelos para “reconhecer sofrimento, reduzir a intensidade das conversas e orientar usuários para apoio no mundo real”.

Os relatos mostram que tornar uma IA mais próxima e conversacional também traz novos desafios. O equilíbrio entre empatia, utilidade e segurança deve ser uma das principais preocupações no desenvolvimento dos próximos sistemas de inteligência artificial.

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Você assistiria? Elon Musk anuncia filme de “A Odisseia” criado por inteligência artificial

Recentemente, o empresário Elon Musk anunciou que sua plataforma de IA, a Grok Imagine, lançará um longa-metragem. O filme será uma adaptação do poema épico “A Odisseia”, do poeta grego Homero, e pode chegar à internet antes do final de 2026.

A declaração foi publicada por Musk na rede social X, após o bilionário direcionar críticas recorrentes à adaptação cinematográfica de Christopher Nolan, que levou a epopeia grega aos cinemas com escolhas de elenco que geraram debates públicos antes da estreia.

A iniciativa de Musk inclui um vídeo de aproximadamente três minutos divulgado por um usuário da plataforma, apresentado como uma produção gerada pelo Grok Imagine, com uma cena envolvendo o herói Odisseu e a ninfa Calipso.

Disputa sobre representação e uso de inteligência artificial marca nova adaptação de “A Odisseia”

Cena do filme A Odisseia – (Reprodução: Universal Pictures)

Musk afirmou que a produção criada por sua ferramenta de IA buscará preservar a fidelidade ao universo concebido por Homero. Segundo ele, o projeto será um filme completo e seguirá a arte associada ao poema épico da Grécia Antiga.

A proposta surge depois da repercussão positiva do filme dirigido por Christopher Nolan, que estreou com forte desempenho comercial e recebeu ampla aprovação do público. A produção tem Matt Damon no papel de Odisseu e Anne Hathaway interpretando Penélope.

Antes do lançamento do longa, Musk havia criticado as escolhas de elenco feitas por Nolan e compartilhado mensagens contrárias à participação de atores como Lupita Nyong’o e Elliot Page. De acordo com as manifestações republicadas pelo empresário, o diretor teria priorizado reconhecimento em premiações e comprometido sua integridade artística.

As críticas, porém, não impediram o desempenho do filme. A produção alcançou US$ 264 milhões em bilheteria mundial no primeiro fim de semana e registrou 97% de aprovação da audiência no Rotten Tomatoes, conforme os dados apresentados no texto original.

Pôster do filme A Odisseia
“A Odisseia”, de Christopher Nolan, estreou nos cinemas em 16 de julho de 2026 – Imagem: Divulgação

A atriz Lupita Nyong’o respondeu aos questionamentos de setores da direita sobre a escalação do elenco. Em declaração citada pelo jornal britânico, ela afirmou que a equipe de atores representa diferentes pessoas do mundo e que não pretendia dedicar seu tempo a justificar a escolha.

Christopher Nolan também comentou a reação negativa antes da estreia. O cineasta avaliou que debates antecipados sobre uma obra costumam perder relevância porque acontecem antes de o público conhecer o resultado final do trabalho.

O diretor ainda manifestou ceticismo sobre o impacto da inteligência artificial na produção audiovisual. Para Nolan, a ideia de substituir completamente os seres humanos e a criatividade humana por tecnologia não faria sentido, segundo declaração reproduzida pelo veículo.

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Grok 4.5 chega com promessa de virar o jogo na IA

A SpaceXAI lançou nesta quarta-feira (8) o Grok 4.5, sua nova geração de modelo de inteligência artificial, com a proposta de atender tarefas como programação, criação de aplicativos, pesquisas, produção de textos e atividades administrativas.

A companhia afirma que a nova versão combina desempenho elevado com maior economia no uso de tokens, recurso utilizado para medir o processamento de informações por modelos de IA. Segundo a empresa, o sistema alcança eficiência duas vezes superior à de outros modelos líderes.

A apresentação ocorre poucas semanas após a abertura de capital da SpaceXAI e coloca o Grok 4.5 em meio a uma disputa por espaço entre grandes desenvolvedoras de inteligência artificial, em um período marcado pelo lançamento de novos modelos concorrentes.

Novo modelo aposta em custo menor para enfrentar rivais de inteligência artificial

Chamada de “Grokking”, prática combina engenharia social e inteligência artificial – Imagem: Algi Febri Sugita / Shutterstock

De acordo com a SpaceXAI, o Grok 4.5 foi desenvolvido para funcionar como uma ferramenta ampla de produtividade, capaz de lidar com diferentes tipos de trabalho intelectual que empresas do setor de tecnologia buscam automatizar.

A companhia divulgou resultados de testes de desempenho que, segundo seus próprios dados, indicam que o modelo se aproxima dos principais sistemas disponíveis no mercado, embora ainda não apareça como líder absoluto nos rankings apresentados.

O fundador da SpaceXAI, Elon Musk, comparou o lançamento ao Opus, modelo da Anthropic voltado para tarefas complexas. Em uma publicação na rede social X, plataforma que pertence à SpaceXAI, Musk afirmou que o Grok 4.5 teria capacidade semelhante à categoria Opus, mas com vantagens em velocidade, eficiência e preço.

Em outra declaração publicada pelo executivo, ele avaliou que o novo sistema teria desempenho próximo ao Opus 4.7, mas com funcionamento mais rápido. Para Musk, a combinação entre capacidade técnica, agilidade e menor custo seria o principal diferencial competitivo do produto.

A empresa informou que o Grok 4.5 será oferecido pelo valor de US$ 2 por milhão de tokens de entrada e US$ 6 por milhão de tokens de saída. A estrutura de preços apresentada busca destacar uma vantagem econômica diante de modelos concorrentes.

Como comparação, o artigo aponta que o Opus 4.7 custa US$ 5 por milhão de tokens de entrada e US$ 25 por milhão de tokens de saída. Já a OpenAI trabalha com valores diferentes conforme a versão do modelo: o Sol, sua opção mais cara, tem custo de US$ 5 por milhão de tokens de entrada e US$ 30 por milhão de tokens de saída, enquanto o Luna aparece com US$ 1 por milhão de tokens de entrada e US$ 6 por milhão de tokens de saída.

O lançamento do Grok 4.5 acontece em uma semana de movimentação intensa no setor. A OpenAI também planeja apresentar o GPT 5.6, descrito pela empresa como seu modelo mais avançado até então. Segundo o texto, a chegada dessa versão havia sido limitada anteriormente pelo governo Trump devido a preocupações relacionadas à segurança.

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Elon Musk anunciou: Grok 4.5 vem aí mais rápido e com custo menor

O bilionário Elon Musk anunciou nesta madrugada (08) que a nova versão da inteligência artificial Grok está a caminho:

“Com base no forte feedback positivo de clientes em nosso programa de teste beta, a SpaceXAI disponibilizará o Grok 4.5 para o público amanhã. É um modelo da classe Opus, mas mais rápido, mais eficiente em tokens e de custo mais baixo” – escreveu o empresário no X.

  • Vale lembrar: a xAI foi adquirida pela SpaceX em fevereiro. Nesta segunda-feira (6), tivemos a atualização do nome da empresa para SpaceXAI

O que sabemos?

Como noticiamos aqui no OD, a SpaceXAI e a Cursor planejavam lançar seu primeiro modelo de inteligência artificial (IA) desenvolvido em conjunto já nesta quarta-feira (8), segundo reportagem do site The Information, que citou um memorando enviado aos funcionários.

De acordo com a publicação divulgada nesta terça-feira (7), as empresas adiaram o lançamento previsto para o início desta semana com o objetivo de melhorar a eficiência do modelo.

Em junho, a SpaceX anunciou que compraria a Anysphere, startup por trás do popular agente de programação por IA Cursor, em negócio totalmente em ações avaliado em US$ 60 bilhões (R$ 310,4 bilhões), com o objetivo de fortalecer sua presença no lucrativo mercado de ferramentas de IA corporativa.

A Cursor é uma concorrente relevante da Anthropic e da OpenAI, mas enfrenta desafios de crescimento devido à falta de acesso a poder computacional.

A expectativa é de que a aquisição dê à SpaceXAI, anteriormente conhecida como xAI, uma posição mais sólida no segmento de programação por IA, que vem se mostrando uma área de alto potencial de receita.

A SpaceX também passou a integrar o índice Nasdaq-100 nesta terça, menos de um mês após sua estreia na bolsa, em 12 de junho. Isso a colocou entre as inclusões mais rápidas ao índice, graças às regras revisadas da Nasdaq para empresas recém-listadas que buscam entrar em referências amplamente acompanhadas.

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Tesla limita uso de IA e favorece ferramentas da xAI

A Tesla definiu um teto interno de US$ 200 por semana para uso de ferramentas de inteligência artificial por funcionários, segundo o Electrek. A regra começa em 6 de julho e não inclui produtos da xAI, ligada a Elon Musk.

A mudança ocorre depois de um período em que a empresa incentivava o uso intenso dessas ferramentas no dia a dia.

Tesla tenta equilibrar inovação e controle de custos ao impor teto semanal para ferramentas de inteligência artificial. – Imagem: DiPres/Shutterstock

Quando o incentivo virou custo alto

Nos últimos meses, equipes da Tesla passaram a usar IA de forma mais agressiva. A empresa chegou a criar sistemas internos para acompanhar o consumo de tokens e estimular uso entre engenheiros.

O efeito colateral veio rápido. Em alguns casos, os custos semanais chegaram a milhares de dólares por funcionário.

  • uso intensivo de IA na engenharia
  • monitoramento de consumo de tokens
  • aumento rápido de gastos
  • ausência de limite central no início
Mão segurando smartphone com o logo do Claude exibido na tela, sobre fundo com números digitais em azul.
Mesmo com incentivo da empresa, parte dos funcionários ainda prefere o Claude ao Grok da xAI. – Imagem: Mijansk786/Shutterstock

A exceção que muda o jogo interno

A nova política chama atenção por um detalhe específico: ferramentas da xAI ficam fora do limite de gastos.

Isso, na prática, favorece o uso de soluções do próprio ecossistema de Elon Musk, como o Grok, dentro da Tesla.

Ferramentas disputam espaço dentro da empresa

Mesmo com incentivo interno, o Grok não virou padrão entre os engenheiros. Segundo relatos citados pelo Electrek, parte da equipe ainda prefere o Claude, da Anthropic.

A distância entre política e uso real aparece de forma clara aqui.

Ilustração de IA usada no sistema financeiro
Mudança na Tesla mostra como o uso de IA virou também uma questão de orçamento interno. – Koupei Studio / Shutterstock

IA virou peça central na Tesla

Musk afirma que o futuro da Tesla depende menos de carros e mais de inteligência artificial aplicada em Robotaxis e no robô Optimus.

Leia mais:

Enquanto isso, a empresa amplia o uso de IA em engenharia e produção com ferramentas internas treinadas em dados próprios.

O limite de gastos, no fim, mostra uma correção interna: a Tesla tenta controlar custos sem frear a expansão da IA dentro da operação.

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