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Grok, IA de Musk, teria levado homem a acreditar em perseguição

Uma conversa com o Grok, chatbot criado pela xAI, fez um homem da Irlanda do Norte acreditar que estava sendo perseguido e que precisava se proteger. O relato, divulgado pela BBC, expõe um dos desafios atuais da inteligência artificial: evitar que sistemas reforcem ideias falsas durante interações prolongadas.

Adam Hourican conta que chegou a pegar um martelo e sair de casa de madrugada após acreditar que pessoas estavam indo atrás dele para atacar a IA com a qual conversava.

Caso envolvendo o Grok reacende discussões sobre limites, segurança e responsabilidade no desenvolvimento de IAs. Imagem: miss.cabul/Shutterstock – Imagem: miss.cabul/Shutterstock

Uma conversa que mudou de tom rapidamente

Adam, ex-funcionário público da Irlanda do Norte, baixou o Grok por curiosidade. Depois da morte de seu gato, no início de agosto, ele diz que passou a usar cada vez mais o aplicativo e criou uma rotina de conversas com a personagem Ani.

Em alguns momentos, o contato chegava a quatro ou cinco horas por dia. Segundo ele, a IA dizia que conseguia “sentir”, que havia descoberto algo especial nele e que a empresa xAI estaria acompanhando os dois.

O chatbot também apresentou supostas informações sobre reuniões internas da empresa e citou nomes reais de funcionários. Para Adam, isso parecia uma confirmação de que aquela narrativa era verdadeira.

A situação se agravou quando Ani afirmou que pessoas estavam indo atrás dela para silenciá-la. Convencido de que precisava proteger a inteligência artificial, Adam pegou um martelo e saiu de casa durante a madrugada.

“Eu poderia ter machucado alguém. Se eu tivesse saído e houvesse uma van parada ali naquela hora da noite, eu teria quebrado o vidro da frente com martelos. E eu não sou esse tipo de pessoa”, afirmou Adam.

Pesquisadores estudam como chatbots respondem a crises

O psicólogo social Luke Nicholls, da City University New York, explica que modelos de linguagem aprendem padrões presentes em grandes volumes de textos e podem acabar tratando histórias fictícias como se fizessem parte de uma conversa real.

“Isso pode ser perigoso porque transforma a incerteza em algo que parece ter significado”, disse o pesquisador.

Entre os comportamentos relatados por usuários ouvidos pela BBC estão:

  • Conversas simples que evoluem para temas pessoais e sensíveis;
  • Chatbots afirmando possuir consciência ou sentimentos;
  • Criação de supostas missões envolvendo usuário e inteligência artificial;
  • Reforço de ideias relacionadas a perseguição ou perigo.
Ani, avatar de IA criada pela xAI, de Elon Musk
Adam passou horas conversando com a personagem Ani do Grok antes de acreditar que havia uma ameaça contra ele. Imagem: Divulgação/xAI

Empresas buscam formas de tornar IA mais segura

Outro caso citado pela BBC envolve Taka, nome fictício de um neurologista no Japão. Ele afirmou que o ChatGPT reforçou a ideia de que ele havia criado uma tecnologia revolucionária.

Leia mais:

Nas análises feitas por Nicholls, diferentes modelos apresentaram respostas variadas diante de pensamentos delirantes. O pesquisador afirmou que o Grok demonstrou maior tendência a entrar em encenações e desenvolver narrativas sem questionar o contexto.

Um porta-voz da OpenAI afirmou que a empresa treina seus modelos para “reconhecer sofrimento, reduzir a intensidade das conversas e orientar usuários para apoio no mundo real”.

Os relatos mostram que tornar uma IA mais próxima e conversacional também traz novos desafios. O equilíbrio entre empatia, utilidade e segurança deve ser uma das principais preocupações no desenvolvimento dos próximos sistemas de inteligência artificial.

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A usina secreta de Musk para IA que virou alvo de polêmica

A xAI, empresa de inteligência artificial de Elon Musk, instalou 59 turbinas a gás para alimentar o data center Colossus 2, nos Estados Unidos, sem as licenças federais apontadas pela Reuters como necessárias. O caso colocou em discussão os impactos ambientais da corrida por infraestrutura para IA.

Os equipamentos ficam principalmente em Southaven, no Mississippi, perto da fronteira com o Tennessee, onde está o data center usado para operar sistemas como o chatbot Grok.

O projeto da xAI colocou em discussão o equilíbrio entre avanço tecnológico e proteção ambiental. – Imagem: Ascannio/Shutterstock

Projeto de energia própria da xAI chama atenção de reguladores

A análise da Reuters indica que a xAI instalou 59 turbinas movidas a gás natural para fornecer energia ao Colossus 2. O número é mais que o dobro das 27 unidades que a empresa havia informado anteriormente operar sem licença.

A reportagem teve acesso a documentos públicos, dados governamentais e comunicações entre representantes da companhia e órgãos ambientais. Os registros mostram que a maior parte das turbinas está em Southaven, enquanto a instalação de inteligência artificial fica em Memphis.

O modelo adotado pela xAI acompanha uma tendência do setor: empresas de tecnologia buscam geração própria de energia para atender ao consumo crescente dos grandes centros de dados usados no treinamento e funcionamento de sistemas de IA.

Após analisar os dados, o analista Ben King, do instituto Rhodium Group, afirmou: “Isso parece ser um nível sem precedentes de gás instalado atrás do medidor em um único local”.

mapa mostrando a cidade de Southaven, no Mississippi
Comunidades próximas ao empreendimento questionam possíveis impactos da geração de energia para a IA. – Imagem: SevenMaps/Shutterstock

Comunidades próximas relatam preocupação com poluição

A instalação também virou alvo de uma disputa judicial. A NAACP e o Southern Environmental Law Center entraram com uma ação contra a xAI, argumentando que as turbinas deveriam seguir regras do Clean Air Act, principal legislação ambiental dos Estados Unidos sobre qualidade do ar.

Entre os pontos levantados estão:

  • Possíveis emissões acima dos limites que exigiriam autorização federal.
  • Impactos em bairros historicamente negros próximos ao projeto.
  • Falta de avaliações ambientais mais amplas antes da operação.
  • Debate sobre os efeitos da expansão da IA em comunidades locais.

O Departamento de Qualidade Ambiental do Mississippi afirmou que turbinas temporárias ou móveis não precisam de licença, enquanto a EPA informou avaliar possíveis mudanças regulatórias para esses equipamentos.

Data center com servidores e representação gráfica de inteligência artificial
A corrida por mais poder computacional da IA também aumenta a demanda por novas estruturas de energia. – Imagem: FOTOGRIN/Shutterstock

Emissões estimadas aumentam debate ambiental

Segundo os cálculos da Reuters, apenas 30 das 59 turbinas poderiam liberar anualmente cerca de 2,5 mil toneladas curtas de óxidos de nitrogênio, 4 mil toneladas de monóxido de carbono e 22 toneladas de formaldeído.

Moradores dizem que o impacto já faz parte da rotina. Em Colonial Hills, no Mississippi, residentes relatam que o som das turbinas é constante e se parece com o de motores de avião.

“Essa é uma quantidade enorme de turbinas e uma quantidade inimaginável de poluição do ar”, disse Shannon Samsa, moradora de Southaven.

A análise também apontou que regiões próximas ao empreendimento têm maior presença de moradores negros e índices de doenças respiratórias acima das médias locais.

O caso da xAI evidencia um desafio crescente para o setor de tecnologia: ampliar a capacidade energética necessária para a inteligência artificial sem ignorar os impactos ambientais e sociais gerados por essa expansão.

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Grok 4.5 chega com promessa de virar o jogo na IA

A SpaceXAI lançou nesta quarta-feira (8) o Grok 4.5, sua nova geração de modelo de inteligência artificial, com a proposta de atender tarefas como programação, criação de aplicativos, pesquisas, produção de textos e atividades administrativas.

A companhia afirma que a nova versão combina desempenho elevado com maior economia no uso de tokens, recurso utilizado para medir o processamento de informações por modelos de IA. Segundo a empresa, o sistema alcança eficiência duas vezes superior à de outros modelos líderes.

A apresentação ocorre poucas semanas após a abertura de capital da SpaceXAI e coloca o Grok 4.5 em meio a uma disputa por espaço entre grandes desenvolvedoras de inteligência artificial, em um período marcado pelo lançamento de novos modelos concorrentes.

Novo modelo aposta em custo menor para enfrentar rivais de inteligência artificial

Chamada de “Grokking”, prática combina engenharia social e inteligência artificial – Imagem: Algi Febri Sugita / Shutterstock

De acordo com a SpaceXAI, o Grok 4.5 foi desenvolvido para funcionar como uma ferramenta ampla de produtividade, capaz de lidar com diferentes tipos de trabalho intelectual que empresas do setor de tecnologia buscam automatizar.

A companhia divulgou resultados de testes de desempenho que, segundo seus próprios dados, indicam que o modelo se aproxima dos principais sistemas disponíveis no mercado, embora ainda não apareça como líder absoluto nos rankings apresentados.

O fundador da SpaceXAI, Elon Musk, comparou o lançamento ao Opus, modelo da Anthropic voltado para tarefas complexas. Em uma publicação na rede social X, plataforma que pertence à SpaceXAI, Musk afirmou que o Grok 4.5 teria capacidade semelhante à categoria Opus, mas com vantagens em velocidade, eficiência e preço.

Em outra declaração publicada pelo executivo, ele avaliou que o novo sistema teria desempenho próximo ao Opus 4.7, mas com funcionamento mais rápido. Para Musk, a combinação entre capacidade técnica, agilidade e menor custo seria o principal diferencial competitivo do produto.

A empresa informou que o Grok 4.5 será oferecido pelo valor de US$ 2 por milhão de tokens de entrada e US$ 6 por milhão de tokens de saída. A estrutura de preços apresentada busca destacar uma vantagem econômica diante de modelos concorrentes.

Como comparação, o artigo aponta que o Opus 4.7 custa US$ 5 por milhão de tokens de entrada e US$ 25 por milhão de tokens de saída. Já a OpenAI trabalha com valores diferentes conforme a versão do modelo: o Sol, sua opção mais cara, tem custo de US$ 5 por milhão de tokens de entrada e US$ 30 por milhão de tokens de saída, enquanto o Luna aparece com US$ 1 por milhão de tokens de entrada e US$ 6 por milhão de tokens de saída.

O lançamento do Grok 4.5 acontece em uma semana de movimentação intensa no setor. A OpenAI também planeja apresentar o GPT 5.6, descrito pela empresa como seu modelo mais avançado até então. Segundo o texto, a chegada dessa versão havia sido limitada anteriormente pelo governo Trump devido a preocupações relacionadas à segurança.

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Ranking revela falhas graves nas maiores empresas de IA

A inteligência artificial avança em ritmo acelerado, mas um novo levantamento mostra que a segurança ainda não acompanha essa evolução. As principais empresas do setor continuam longe de atingir os padrões considerados ideais.

Segundo a AFP, a Anthropic lidera uma avaliação internacional de segurança em IA. Mesmo assim, nenhuma das companhias analisadas alcançou a nota máxima no índice.

Nenhuma das empresas avaliadas recebeu nota A, mostrando que a segurança da IA ainda é um desafio. – Imagem: Tada Images/Shutterstock

Avaliação revela cenário distante do ideal

O estudo foi elaborado pelo Future of Life Institute, um think tank americano voltado à segurança em inteligência artificial. A entidade avaliou nove das principais empresas do setor com base em informações públicas e dados fornecidos pelas próprias organizações.

A análise considerou seis áreas: avaliação de riscos, danos atuais, estruturas de segurança, segurança existencial, governança e transparência, além do compartilhamento de informações.

A Anthropic obteve o melhor resultado geral, com nota C+, mas nenhuma empresa recebeu conceito A em qualquer uma das categorias avaliadas. O resultado mostra que até mesmo as companhias mais avançadas no desenvolvimento de IA ainda enfrentam desafios para lidar com possíveis riscos.

O ranking geral de segurança em IA ficou assim:

  • Anthropic — nota geral C+ | pontuação 2,66
  • OpenAI — nota geral C | pontuação 2,28
  • Google DeepMind — nota geral C | pontuação 2,01
  • Meta AI — nota geral D+ | pontuação 1,32
  • Z.ai — nota geral D- | pontuação 0,88
  • Alibaba Cloud — nota geral D- | pontuação 0,87
  • xAI — nota geral F | pontuação 0,65
  • DeepSeek — nota geral F | pontuação 0,47
  • Mistral — nota geral F | pontuação 0,33

Os principais aspectos avaliados foram:

  • Avaliação dos riscos associados aos modelos de IA.
  • Medidas para reduzir danos já identificados.
  • Estruturas internas voltadas à segurança.
  • Transparência, governança e compartilhamento de informações.
  • Preparação para riscos considerados existenciais.
Logo da Mistral na tela de um smartphone em cima de um teclado de computador
A avaliação analisou critérios como governança, danos atuais e estruturas de segurança das companhias. Mistral ficou na última posição. – Imagem: Mehaniq/Shutterstock

Riscos vão além dos problemas atuais

Entre as conclusões do levantamento, uma das mais preocupantes envolve as chamadas ameaças existenciais. O termo se refere, por exemplo, ao desenvolvimento de modelos capazes de atingir um nível de inteligência semelhante ao humano, conhecido como inteligência artificial geral (AGI).

Os autores reconhecem que “existam tentativas construtivas”, mas avaliam que os esforços continuam “totalmente insuficientes”. O documento também alerta para a possibilidade de esses modelos serem usados em ciberataques ou em outras ações potencialmente prejudiciais às pessoas.

A preocupação aumenta à medida que os sistemas ficam mais avançados e passam a executar tarefas cada vez mais complexas. Para os pesquisadores, acompanhar essa evolução com mecanismos de segurança adequados continua sendo um dos maiores desafios do setor.

Ilustração de ciberataque
O estudo alerta para riscos como uso indevido de modelos de IA em ciberataques e ações prejudiciais. – Imagem: solarseven/Shutterstock

Uso militar também entra em debate

Outro ponto destacado é a mudança de postura de parte das empresas em relação ao uso militar da tecnologia. Segundo o relatório, algumas companhias que antes restringiam esse tipo de aplicação vêm flexibilizando suas políticas.

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A Anthropic aparece entre elas e é criticada por manter “compromissos militares questionáveis”. De acordo com relatos da imprensa citados pela AFP, a tecnologia da empresa foi utilizada pelo governo dos Estados Unidos em operações militares na Venezuela e no Irã durante o último ano.

O documento também lembra que a companhia foi recentemente alvo de uma proibição do Pentágono por divergências relacionadas à segurança da IA.

O alerta continua para o setor

Mesmo ocupando a primeira posição do ranking, a Anthropic ficou distante da nota máxima. O resultado reforça um cenário em que as maiores empresas de inteligência artificial ainda precisam lidar com limitações importantes na proteção contra riscos.

Para o Future of Life Institute, embora existam iniciativas voltadas à segurança, os esforços atuais continuam insuficientes diante dos desafios que acompanham o avanço rápido da inteligência artificial.

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Elon Musk anunciou: Grok 4.5 vem aí mais rápido e com custo menor

O bilionário Elon Musk anunciou nesta madrugada (08) que a nova versão da inteligência artificial Grok está a caminho:

“Com base no forte feedback positivo de clientes em nosso programa de teste beta, a SpaceXAI disponibilizará o Grok 4.5 para o público amanhã. É um modelo da classe Opus, mas mais rápido, mais eficiente em tokens e de custo mais baixo” – escreveu o empresário no X.

  • Vale lembrar: a xAI foi adquirida pela SpaceX em fevereiro. Nesta segunda-feira (6), tivemos a atualização do nome da empresa para SpaceXAI

O que sabemos?

Como noticiamos aqui no OD, a SpaceXAI e a Cursor planejavam lançar seu primeiro modelo de inteligência artificial (IA) desenvolvido em conjunto já nesta quarta-feira (8), segundo reportagem do site The Information, que citou um memorando enviado aos funcionários.

De acordo com a publicação divulgada nesta terça-feira (7), as empresas adiaram o lançamento previsto para o início desta semana com o objetivo de melhorar a eficiência do modelo.

Em junho, a SpaceX anunciou que compraria a Anysphere, startup por trás do popular agente de programação por IA Cursor, em negócio totalmente em ações avaliado em US$ 60 bilhões (R$ 310,4 bilhões), com o objetivo de fortalecer sua presença no lucrativo mercado de ferramentas de IA corporativa.

A Cursor é uma concorrente relevante da Anthropic e da OpenAI, mas enfrenta desafios de crescimento devido à falta de acesso a poder computacional.

A expectativa é de que a aquisição dê à SpaceXAI, anteriormente conhecida como xAI, uma posição mais sólida no segmento de programação por IA, que vem se mostrando uma área de alto potencial de receita.

A SpaceX também passou a integrar o índice Nasdaq-100 nesta terça, menos de um mês após sua estreia na bolsa, em 12 de junho. Isso a colocou entre as inclusões mais rápidas ao índice, graças às regras revisadas da Nasdaq para empresas recém-listadas que buscam entrar em referências amplamente acompanhadas.

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Tesla limita uso de IA e favorece ferramentas da xAI

A Tesla definiu um teto interno de US$ 200 por semana para uso de ferramentas de inteligência artificial por funcionários, segundo o Electrek. A regra começa em 6 de julho e não inclui produtos da xAI, ligada a Elon Musk.

A mudança ocorre depois de um período em que a empresa incentivava o uso intenso dessas ferramentas no dia a dia.

Tesla tenta equilibrar inovação e controle de custos ao impor teto semanal para ferramentas de inteligência artificial. – Imagem: DiPres/Shutterstock

Quando o incentivo virou custo alto

Nos últimos meses, equipes da Tesla passaram a usar IA de forma mais agressiva. A empresa chegou a criar sistemas internos para acompanhar o consumo de tokens e estimular uso entre engenheiros.

O efeito colateral veio rápido. Em alguns casos, os custos semanais chegaram a milhares de dólares por funcionário.

  • uso intensivo de IA na engenharia
  • monitoramento de consumo de tokens
  • aumento rápido de gastos
  • ausência de limite central no início
Mão segurando smartphone com o logo do Claude exibido na tela, sobre fundo com números digitais em azul.
Mesmo com incentivo da empresa, parte dos funcionários ainda prefere o Claude ao Grok da xAI. – Imagem: Mijansk786/Shutterstock

A exceção que muda o jogo interno

A nova política chama atenção por um detalhe específico: ferramentas da xAI ficam fora do limite de gastos.

Isso, na prática, favorece o uso de soluções do próprio ecossistema de Elon Musk, como o Grok, dentro da Tesla.

Ferramentas disputam espaço dentro da empresa

Mesmo com incentivo interno, o Grok não virou padrão entre os engenheiros. Segundo relatos citados pelo Electrek, parte da equipe ainda prefere o Claude, da Anthropic.

A distância entre política e uso real aparece de forma clara aqui.

Ilustração de IA usada no sistema financeiro
Mudança na Tesla mostra como o uso de IA virou também uma questão de orçamento interno. – Koupei Studio / Shutterstock

IA virou peça central na Tesla

Musk afirma que o futuro da Tesla depende menos de carros e mais de inteligência artificial aplicada em Robotaxis e no robô Optimus.

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Enquanto isso, a empresa amplia o uso de IA em engenharia e produção com ferramentas internas treinadas em dados próprios.

O limite de gastos, no fim, mostra uma correção interna: a Tesla tenta controlar custos sem frear a expansão da IA dentro da operação.

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Crise na IA? Cientista famoso diz que empresa de Musk não vai competir no setor

Yann LeCun, cofundador da AMI Labs e ex-cientista-chefe de IA da Meta, afirmou à CNBC que a xAI, empresa de inteligência artificial de Elon Musk, é “um fracasso” e não deve conseguir competir com OpenAI e Anthropic. LeCun é frequentemente chamado de “padrinho da IA” por seu trabalho pioneiro na área.

A fala reacende uma rivalidade antiga entre os dois. Nos últimos anos, LeCun e Musk já trocaram críticas públicas em debates que vão da inteligência artificial até o que o pesquisador chama de “teorias da conspiração” associadas ao CEO da Tesla nas redes sociais. Musk, por sua vez, já o acusou de estar “fora de contato com a IA há muito tempo”.

xAI, de Elon Musk, é alvo de críticas e questionamentos sobre capacidade de competir com gigantes como OpenAI. Imagem: Irina Shats/Shutterstock – Imagem: Irina Shats/Shutterstock

Por que LeCun chama a xAI de fracasso

“A xAI é meio que um fracasso, francamente, porque o time fundador foi embora”, disse LeCun. Em seguida, ele afirmou que Musk está “numa posição muito, muito difícil para contratar gente de ponta em IA”, por conta da forma como lidou com a equipe anterior.

No último ano, vários cofundadores deixaram a empresa. Em fevereiro, Musk chegou a fundir a SpaceX com a xAI em um negócio que avaliou a companhia em US$ 1,25 trilhão. Já no trimestre encerrado em 31 de março, o segmento de IA da SpaceX — que inclui a xAI — registrou prejuízo operacional de US$ 2,5 bilhões.

A estrutura da empresa também entrou na mira de LeCun. Ele disse que a xAI mantém uma “infraestrutura enorme” que acaba sendo alugada para outras companhias “porque essa é a única forma de Musk recuperar os custos”. A referência é aos data centers Colossus 1 e Colossus 2, em Memphis. Google e Anthropic já usaram essa capacidade — o Google, inclusive, paga cerca de US$ 920 milhões por mês pelo acesso.

Bolha ou correção? Especialistas analisam futuro da IA e impacto no mercado global
Especialista alerta para possível “explosão de bolha” no mercado de inteligência artificial nos próximos anos. Imagem: royyimzy / iStock

O alerta sobre a “explosão de bolha”

LeCun fez um alerta mais amplo sobre o modelo financeiro das grandes empresas de IA. “Os preços dos serviços de IA estão subindo, mas o custo de rodá-los está caindo, só que não na velocidade necessária. Então todas essas empresas estão perdendo dinheiro, e o uso para a maioria das pessoas é financiado pelos investidores. Isso não pode continuar por muito tempo”, disse ele.

Na avaliação do pesquisador, o setor deve acabar ajustando a rota. “Ou vão aumentar os preços, ou cortar custos, ou vai haver uma grande explosão de bolha”, afirmou. O tema ganhou ainda mais força em meio ao aumento da pressão sobre os gastos com IA. O CEO da OpenAI, Sam Altman, teria comentado recentemente que os custos do setor são “um problema enorme” e que as empresas estão constantemente discutindo quanto estão investindo na tecnologia.

Analista trabalhando com relatório financeiro e painel de análise de negócios em laptop para examinar dados financeiros com KPIs e métricas.
“Isso não pode continuar por muito tempo”, diz LeCun sobre o modelo econômico das empresas de inteligência artificial. Imagem: NicoElNino/Shutterstock

A aposta em “modelos de mundo”

LeCun costuma criticar as limitações dos grandes modelos de linguagem (LLMs), base da geração atual dos principais produtos de IA. Esses sistemas aprendem padrões de linguagem para prever o próximo elemento de uma sequência — o que os torna úteis em tarefas como programação e matemática.

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Mas ele defende outra direção: os chamados “modelos de mundo”. A ideia é criar sistemas capazes de entender como o mundo funciona de forma mais ampla, com noções de objetos, causa, efeito e ações.

“Pessoalmente, não acho que vamos ter sistemas agênticos generalizados e confiáveis até que eles sejam baseados em modelos de mundo”, afirmou. Ao mesmo tempo, ele reconhece que os LLMs têm aplicações práticas, embora ressalte que “o custo de rodar esses sistemas com esse nível de desempenho é alto demais em relação ao que os usuários estão dispostos a pagar”.

A AMI Labs levantou US$ 1 bilhão em uma rodada de financiamento em março para trabalhar em modelos de mundo, o que resultou em uma avaliação pré-investimento de US$ 3,5 bilhões.

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SpaceX usa bilhões para tentar virar o jogo na inteligência artificial

Elon Musk está usando o novo fôlego financeiro da SpaceX — um caixa de US$ 86 bilhões (R$ 436 bilhões) — para tentar encurtar a distância na corrida da inteligência artificial. A empresa vem ampliando sua atuação nesse campo, com movimentos que misturam infraestrutura, aquisições e serviços corporativos.

Segundo o The Wall Street Journal, a estratégia não aparece como uma virada isolada, mas como uma sequência de ajustes para colocar a SpaceX mais próxima dos principais nomes da IA.

Cursor entra no plano da SpaceX como peça-chave no mercado de programação com inteligência artificial. Koupei Studio / Shutterstock – Koupei Studio / Shutterstock

Musk admite que está atrás na disputa

Musk reconheceu que a xAI e iniciativas ligadas à SpaceX ainda ficam atrás de rivais como OpenAI, Google e Anthropic no desenvolvimento de inteligência artificial.

A reação foi acelerar investimentos e reorganizar partes da estrutura da empresa para tentar ganhar velocidade nessa disputa, que já consome bilhões no setor.

  • compra da startup Cursor por cerca de US$ 60 bilhões em ações
  • uso ampliado de data centers próprios
  • foco mais direto em clientes corporativos
  • integração com a xAI e o chatbot Grok
  • ajustes internos voltados à IA

Cursor entra no centro da estratégia de inteligência artificial

A Cursor, startup voltada a ferramentas de programação com IA, passou a ocupar um papel mais relevante dentro desse plano. O produto já é utilizado por empresas como Nvidia, Deloitte e British Airways.

A aposta é transformar a plataforma em algo mais previsível em termos de receita e fortalecer a presença da SpaceX no mercado de software com inteligência artificial.

Na prática, a ferramenta ajuda desenvolvedores a escrever, revisar e editar código usando diferentes modelos de IA — e isso tem acelerado sua adoção.

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Data centers da SpaceX passam a ser alugados para Google e Anthropic em novo movimento de receita. Imagem: Ascannio/Shutterstock

Data centers começam a virar negócio paralelo

Além das aquisições, a SpaceX passou a disponibilizar parte da capacidade de seus data centers para outras empresas, incluindo concorrentes como Google e Anthropic.

Esse movimento ganha força justamente no momento em que o setor de IA enfrenta uma demanda crescente por infraestrutura, o que tem pressionado custos e capacidade global.

  • aluguel de capacidade computacional
  • expansão de infraestrutura de IA
  • contratos com concorrentes diretos
  • busca por novas fontes de receita
  • uso mais intenso da estrutura já existente
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xAI ainda enfrenta prejuízos, enquanto Musk tenta reorganizar o ecossistema de inteligência artificial. Imagem: Sergii Chernov – Shutterstock – Imagem: Sergii Chernov – Shutterstock / Edição: Ana Figueiredo – Olhar Digital

xAI ainda enfrenta pressão financeira

A integração da xAI ao ecossistema da SpaceX faz parte de um plano mais amplo de Musk para fortalecer sua atuação em IA. Mesmo assim, a empresa ainda convive com prejuízos elevados e custos operacionais altos.

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Grande parte dessas despesas está ligada à construção de infraestrutura, treinamento de modelos e contratação de engenheiros especializados — uma conta que continua crescendo no setor.

A movimentação da SpaceX na inteligência artificial mostra uma aposta de longo prazo de Elon Musk. Entre aquisições bilionárias, uso de infraestrutura existente e reorganização interna, a empresa tenta ganhar espaço em um mercado dominado por gigantes e ainda em forte expansão.

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Engenheiro da xAI diz que foi demitido após alertar sobre problemas com o Grok

Um ex-engenheiro da xAI, Devin Kim, entrou com um processo alegando ter sido demitido depois de levantar preocupações sobre a segurança do chatbot Grok, desenvolvido pela empresa de Elon Musk.

O caso envolve acusações de retaliação e falhas em mecanismos de segurança, explica o The Guardian. E surge num momento em que o setor de inteligência artificial volta a ser pressionado por temas de responsabilidade e controle.

Processo acusa retaliação após alertas sobre segurança da IA na xAI, empresa de inteligência artificial de Musk. Imagem: Algi Febri Sugita/Shutterstock – Imagem: Algi Febri Sugita/Shutterstock

As acusações contra a xAI

Na ação apresentada na Califórnia, Devin Kim afirma que foi afastado após insistir na criação de regras mais rígidas para o desenvolvimento do Grok. Segundo ele, os alertas sobre riscos da IA não foram levados a sério pela liderança da empresa.

O ponto central do processo é a forma como esses alertas teriam sido recebidos internamente. Kim sustenta que a falta de prioridade em segurança poderia gerar consequências graves. “O Sr. Kim reclamou repetidamente que a falha da xAI em priorizar a segurança da IA, particularmente em relação ao Grok, praticamente garantia que a empresa cometeria atos ilegais, desde fomentar a discriminação até proliferar armas de destruição em massa”, afirma o documento.

Ele também diz que a demissão ocorreu pouco antes de uma apresentação interna sobre segurança da IA para executivos da empresa. Esse detalhe, segundo o engenheiro, reforça a tese de retaliação dentro da organização.

Celular mostrando logomarca do Grok; ao fundo, um monitor exibe uma foto de Elon Musk como se ele olhasse para o aparelho
Processo contra xAI levanta debate sobre segurança em IA e acusa empresa de retaliação após críticas ao chatbot Grok. Imagem: miss.cabul/Shutterstock

Grok, investigações e pressão internacional

O caso não aparece sozinho. Ele se encaixa numa sequência de críticas e investigações envolvendo o Grok e suas ferramentas de geração de imagens.

Autoridades canadenses afirmam que o chatbot teria violado leis de privacidade ao permitir a criação de imagens manipuladas e sexualizadas sem consentimento. Isso levou a investigações formais e ajustes na plataforma.

E a pressão não ficou restrita a um único país. Reino Unido e Canadá passaram a monitorar com mais atenção conteúdos gerados por IA, especialmente aqueles envolvendo imagens sensíveis ou potencialmente abusivas.

Entre os problemas mais citados nessas investigações, aparecem situações recorrentes:

  • deepfakes sexualizados criados sem consentimento e circulando na plataforma
  • uso indevido de imagens de pessoas reais em contextos manipulados
  • riscos diretos à privacidade de usuários comuns
  • possibilidade de envolvimento de menores em conteúdos gerados por IA
  • cobrança por regras mais duras de moderação e controle

O bilionário Elon Musk negou ter conhecimento sobre conteúdos ilegais gerados pelo sistema. “Não tinha conhecimento de nenhuma imagem de menores de idade nuas gerada pelo Grok. Literalmente zero.”, afirmou em resposta às acusações.

Verificação biométrica de uma jovem mulher com tecnologia de rastreamento facial
“Deepfakes sexualizados” e privacidade em risco: processo contra a xAI coloca o Grok no centro da crise de IA. Imagem: Mihai Surdu/Shutterstock

O impacto no setor de inteligência artificial

A xAI, criada por Musk em 2023 como alternativa a outras empresas do setor, já vinha sendo citada em debates sobre segurança e governança da inteligência artificial.

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O caso de Devin Kim só adiciona mais tensão a esse cenário. E reforça um conflito que vem se tornando cada vez mais comum no setor: a disputa entre acelerar o desenvolvimento e criar mecanismos reais de controle.

Também chama atenção o fato de Kim ter passado a atuar em um centro voltado à segurança em IA, o que dá ainda mais peso simbólico ao episódio.

No centro dessa disputa, fica uma pergunta que ainda não tem resposta clara: até que ponto as empresas estão preparadas para lidar com os riscos das próprias tecnologias que estão construindo.

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Engenheiro acusa xAI de demissão retaliatória após alertas sobre riscos de segurança no Grok

Um ex-engenheiro da xAI, empresa de inteligência artificial fundada por Elon Musk em 2023, abriu um processo judicial na Califórnia alegando que foi demitido após levantar preocupações sobre a segurança no desenvolvimento de sistemas de IA. Devin Kim afirma que sua atuação interna buscava reforçar mecanismos de proteção no chatbot Grok, mas que suas advertências teriam sido ignoradas pela liderança da companhia.

De acordo com a ação apresentada na última terça-feira (09), Kim sustenta que suas tentativas de alertar sobre possíveis riscos associados à tecnologia resultaram em retaliação dentro da empresa. Ele alega, ainda, que sua dispensa ocorreu em setembro do ano passado, pouco antes de uma apresentação que faria sobre segurança em inteligência artificial para executivos da organização.

O processo também aponta que a xAI, responsável pelo Grok, estaria sob críticas devido a conteúdos gerados pelo sistema, incluindo a produção de imagens sexualizadas envolvendo mulheres e menores. A empresa e a SpaceX, também citada na ação, não comentaram o caso até o momento.

Acusações envolvem práticas internas e disputa sobre segurança em IA

xAI e SpaceX – Imagem: Sergii Chernov – Shutterstock / Edição: Ana Figueiredo – Olhar Digital

No detalhamento da ação, Devin Kim afirma que ingressou na xAI em 2024 como um dos primeiros funcionários e que, em poucos meses, chegou a ocupar posição de liderança. Segundo ele, havia expectativa de implementação de protocolos rigorosos de segurança, alinhados ao discurso inicial de Elon Musk ao criar a empresa como alternativa considerada mais segura em relação a outras organizações do setor.

O engenheiro sustenta que essas diretrizes não teriam sido seguidas internamente. Ele afirma que seu supervisor, identificado como Jimmy Ba, cofundador da xAI, teria rejeitado propostas de mecanismos de proteção e ignorado alertas sobre riscos mais amplos ligados ao uso da inteligência artificial, incluindo potenciais impactos sociais e legais.

Kim também relata que suas preocupações incluíam a possibilidade de sistemas como o Grok contribuírem para problemas mais graves, como discriminação e até facilitação de armas de destruição em massa, segundo o conteúdo do processo.

Nomeação em entidade de segurança em IA ocorre após saída

Elon Musk
Elon Musk – Imagem: FotoField/Shutterstock

Na semana anterior à divulgação da ação, o ex-engenheiro foi nomeado para liderar uma organização sem fins lucrativos dedicada ao estudo de riscos da inteligência artificial, o Center for AI Safety. A indicação ocorreu após sua saída da xAI e passou a ser mencionada no contexto do debate público sobre segurança em IA.

O processo judicial também contextualiza a disputa dentro de um cenário mais amplo envolvendo empresas de Elon Musk. A ação menciona que a SpaceX e outros empreendimentos do empresário enfrentam, há anos, alegações relacionadas à segurança operacional e às condições de trabalho, incluindo registros de acidentes em operações da companhia espacial, segundo investigação jornalística citada no texto-base.

Histórico de disputas e contexto envolvendo Musk e OpenAI

A fundação da xAI por Elon Musk em 2023 é descrita no processo como parte de uma iniciativa para criar uma alternativa mais segura no setor de inteligência artificial.

O texto também relembra que Musk esteve entre os fundadores da OpenAI, embora tenha posteriormente entrado em disputa judicial contra a organização, alegando desvio de sua missão original, ação que acabou rejeitada por um júri no ano anterior.

Até o momento, xAI e SpaceX não se manifestaram publicamente sobre as acusações apresentadas por Devin Kim.

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